⊕Kardec: Viagem Espírita [Ep13] Instruções particulares VII - podcast episode cover

⊕Kardec: Viagem Espírita [Ep13] Instruções particulares VII

Mar 23, 20257 minSeason 19Ep. 13
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Transcript

Olá meu amigo, olá minha amiga, como é que vocês estão? Bem-vindos a mais um episódio de Mais Kardec, onde estudamos as obras menos conhecidas da doutrina espírita.

Estamos estudando viagem espírita em mil oitocentos e sessenta e dois, mas particularmente instruções particulares, que eram conselhos mais do que necessários que Kardec nos dava naquela época em que o espiritismo acabava de nascer, mas que servem até hoje, que vocês vão ver, vocês estão... presenciando nos estudos que são recados para agora, para ontem, para que a gente possa mudar as coisas, que são exatamente os mesmos problemas que acontecem.

Hoje nós vamos estudar a sétima, então vamos sem demora para o texto. Considerando-se os sábios ensinos ministrados pelos espíritos e o grande número de pessoas que são conduzidas a Deus por seus conselhos, como é possível acreditar que tudo isso seja obra do demônio?

O demônio, nesse caso, revela-se bem desastrado, pois que lhe seria muito mais fácil arrebatar aqueles que não creem em Deus, nem na existência da alma, nem na vida futura, e contra os quais poderia, consequentemente, fazer tudo, quanto lhe ocorresse. Embora batizado, quem pode estar mais distante da igreja do que aquele que nada?

Acredita? O demônio não precisa, pois, lançar mão de nenhum expediente para atraí-lo, e seria muito tolo se, com seus próprios recursos, o aproximasse de Deus, da prece e de todas as convicções que podem afastar alguém da prática do mal, e isso pelo simples prazer de recapturá-lo depois. Essa doutrina oferece uma triste ideia do diabo, representado sempre como tão hábil, e o torna, em verdade, bem pouco temível. O homem da fábula é o pescador, e o peixinho lembra-lhe o

espírito. Que se diria se alguém, que tendo um pássaro preso em uma gaiola, o soltasse com a intenção de prendê-lo de novo. É, são os absurdos que falam sobre a questão da doutrina espírita ser obra do demônio. É muito mais fácil que as próprias religiões tenham mais interferência do demônio, que eles tanto têm medo e botam medo

no povo. Se a gente acreditasse que existisse demônio, claro, o espiritismo não acredita nisso e demonstra com inúmeras comunicações no final de O Céu e o Inferno, que são apenas espíritos infelizes, maldosos até, mas não um ser que foi criado para ser antagonista de Deus, enfim. Tanto na Gênesis quanto no Livro dos Espíritos fala-se muito sobre isso e este questionamento, e Kardec vem aqui só dar uma palhinha a esse respeito. Vamos terminar a leitura.

Todavia temos uma argumentação ainda mais séria. Se apenas o demônio pode se manifestar, ele o faz com ou sem a permissão de Deus. Se o faz sem essa permissão, ele é mais poderoso do que Deus. Se tem a permissão, Isto significa que Deus não é bom, uma vez que oferece ao espírito do mal, com exclusão de todos os outros, o poder de seduzir os homens, sem conceder aos bons espíritos virem combater sua má influência. Este não seria um ato nem de

bondade nem de justiça. e a coisa se tornaria ainda pior. Se, de acordo com a opinião expressa por certas pessoas, a sorte dos homens estivesse irrevocavelmente fixada após a morte, pois, então, Deus precipitaria propositadamente e em conhecimento de causa suas criaturas nos tormentos eternos, fazendo com que se lhes preparassem armadilhas.

Ora, Deus só pode ser concebido, no infinito de seus atributos, Restringir ou diminuir um único seria a sua negação, uma vez que isso implicaria a possibilidade de ser mais perfeito. Essa doutrina, pois, refuta-se por si mesma. Por outro lado, encontra pouco crédito, mesmo entre os indiferentes, para merecer qualquer consideração. Bem cedo estará esquecida, e aqueles que a preconizam abandoná-la-ão, espontaneamente, quando verificarem que ela lhes causa mais dano do que benefícios.

Então, Kardec, eu lamento te desapontar, mas essa historinha da carochinha de demônio, de diabo, ganhou muita força, viu? Nesses últimos cento e cinquenta anos, as pessoas não raciocinam, não pensam, é só pensar desse jeito. Se o diabo existe, se o demônio existe e faz... Tudo que faz é com permissão ou sem permissão de Deus. Então, se é sem permissão de Deus, Deus é menos poderoso que

ele. Se é com permissão de Deus, então Deus não é bondade, Deus não é bondoso, Deus não é amoroso, porque uma mãe jamais condenaria o seu próprio filho a um sofrimento eterno. Por que Deus faria isso? Se você ainda acreditava em demônio, acho que essas duas

explicações já são bastante. Mas na doutrina espírita tem toneladas de materiais para serem estudados que refutam essa crença infantilóide, parecida com a crença infantilóide que o mundo foi criado em sete dias e que teve Adão e Eva, etc. É simbólico. Só que as pessoas acreditam piamente nisso e têm medo disso. Falta um pouquinho de raciocínio, apenas isso. Eu convido a todo mundo a dar uma pensadinha. Vamos pela lógica. Se faz sentido existir um demônio?

E Kardec vem aí, como sempre, maravilhoso. Kardec deveria ser usuário do Twitter, do X, porque ele consegue condensar as coisas em três linhas. E está tudo explicado. Eu acho isso fantástico. Um homem à frente do seu tempo. Bom, por hoje é só. No próximo continuaremos com a oitava instrução prática que você vê é uma delícia, né? É um deleite para nós. Obrigado pela sua presença e até o próximo episódio. Tchau.

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