Olá, meu amigo, olá, meu amigo, como é que vocês estão? Bem-vindos a Mais Kardec, onde estudamos as obras pouco conhecidas da doutrina espírita. Estamos estudando aqui, nesta série, Viagem Espírita em mil oitocentos e sessenta e dois, que traz aí as mensagens maravilhosas de Kardec. num espiritismo, num movimento espírita nascente.
Para ter uma ideia, o livro dos espíritos, o livro dos espíritos, em mil oitocentos e cinquenta e sete, e aí essa viagem começou em mil oitocentos e sessenta, sessenta e um, sessenta e dois, então era muito pouco tempo. Vamos para mais uma instrução particular. A quarta que vem sob a pergunta, se o Espiritismo torna os homens melhores e conduz os descrentes à crença em Deus na alma e na vida futura, ele só pode fazer o bem. Por que então ele tem inimigos e por que aqueles que tudo isso
negam não se cansam de atacá-lo? Pergunta muito boa, vamos ver a resposta. O Espiritismo tem inimigos, como toda e qualquer ideia nova os tem. Uma ideia que se estabelecesse sem oposição seria um fato miraculoso e ainda mais. Quanto mais for falsa e absurda, menos encontrará adversários, enquanto que os terá em número tanto maior quanto mais ela for verdadeira, justa e útil. Esta é uma consequência natural do estado atual da humanidade. Toda ideia nova vem, necessariamente, suplantar uma
ideia velha. Se ela é falsa, ridícula ou impraticável, ninguém lhe dá importância, pois que, instintivamente, compreende-se que não tem vitalidade. Deixam-na morrer de morte natural. Se é justa e fecunda, ela atemoriza aqueles que, a qualquer título, por orgulho ou interesse material, estiverem interessados em manter a ideia antiga. estes a combaterão, e com tanto maior ardor quanto melhor perceberem o perigo que
representa aos seus interesses. Examinai a história, a indústria, as ciências, as religiões e por toda parte encontrareis a aplicação desse princípio. Mas a história também vos dirá que contra a verdade ninguém e nada pode prevalecer. Ela se estabelece, Queiram ou não, quando os homens já estão suficientemente maduros para aceitá-la, torna-se necessário então que seus adversários se acomodem, pois isto é o único que lhes resta.
E coisa bizarra, muitas vezes eles se gabam de terem sido os primeiros a quem ocorreu a ideia até então combatida. Pode-se, de modo geral, julgar a importância de uma ideia pela oposição que ela suscita. Suponde que, em chegando a um país desconhecido, tomais conhecimento de que o povo ali se prepara para repelir um inimigo que intenta invadir-lhe
os limites territoriais. Ora, se apercebedes que são enviados a essas fronteiras apenas quatro soldados e um cabo, julgareis que o inimigo não é tão temível. Outra será, entretanto, a vossa reação se vir de ser mobilizado contra ele numerosos batalhões municiados com toda a artilharia de guerra. O mesmo se passa relativamente às ideias novas. Anunciar uma teoria francamente ridícula e irreal envolvendo os interesses maiores da sociedade, ninguém nem ao menos sonhará em combatê-la.
Se essa concepção, pelo contrário, for fundamentada sobre a lógica e o bom senso, se recrutarem entre os seus adesos pessoas de inteligência, por ela realmente pressionadas, todos quantos vivem sob a velha ordem vigente, dirigirá contra ela
suas mais poderosas baterias. Tal é a história do Espiritismo." Os que o combatem com mais encarniçamento não o fazem realidade, porque ele constitui uma ideia falsa, pois seria o caso de se perguntar, por que deixam passar tantas outras sem nenhum pronunciamento? É que o Espiritismo os inquieta e atemoriza. Ora, Não se tema o mosquito, embora muitas vezes já se tenha visto um mosquito deitar para o terra um leão. A dengue é que diga, né? Notai a sabedoria providencial
em todas as coisas. Nunca uma ideia nova de certa importância se apresenta de súbito com toda a sua força. Ela cresce de pouco em pouco, se infiltra nos hábitos. O mesmo ocorre ao espiritismo que podemos ter, sem presunção, com a ideia capital do século XIX. Mais tarde, verificará-se que, se nos enganamos, a começar pelo inocente fenômeno das mesas girantes. Foram elas uma criança com a qual brincariam até mesmo os seus mais rudes adversários. E, valendo-se da diversão, ela
penetrou por toda parte. Entretanto, bem depressa cresceu. Hoje é adulta e ocupou seu lugar no mundo da filosofia. Já não se brinca com ela. Discutem-na e combatem-na. Se fosse uma mentira, uma utopia, não teria saído de suas fraldas. Realmente só se ataca aquilo que realmente incomoda. E o Espiritismo vem incomodar? especialmente o materialismo e as religiões. Pouco motivo para ser atacado, né? Pouco. O materialismo, os materialistas e as religiões.
E aí, você acha que não ia ser atacado? Não tem importância? Então Kardec vem nos dizer o real motivo e que o Espiritismo está no caminho certo e está tudo certo. Ele incomoda porque realmente faz as pessoas pensarem e faz as pessoas até mudarem de vida. Sou exemplo vivo disso. Obrigado pela sua presença. A gente se encontra no próximo episódio que continuaremos estudando as instruções particulares. Dessa vez será a quinta instrução. Até mais. Tchau.
