Olá meu amigo, olá meu amigo, como é que vocês estão? Bem-vindos a mais um episódio onde estudamos esta obra também de Allan Kardec, o Espiritismo na sua expressão mais simples. Assim como mencionado no último episódio, hoje nós vamos começar a ver um resumo dos ensinamentos dos Espíritos. Então, antes, essa obra foi feita antes de o que é o
Espiritismo, né? Então, ela foi feita com o objetivo de trazer acessibilidade para as pessoas o conteúdo da doutrina espírita, já que naquela época era muito caro você ter um livro. Diferente de hoje, você pode baixar tudo gratuitamente na internet. sem demora vamos para lá vejam que vai ser sob forma de itens e vamos começar com o primeiro Deus é a inteligência suprema, a causa primeira de
todas as coisas. Deus é eterno, único, imaterial, imutável, todo-poderoso, soberanamente justo e bom. Ele deve ser infinito em todas as suas perfeições, porque se supuséssemos imperfeito um só de seus atributos, Ele não seria mais Deus. Lembrando que isso está no livro dos Espíritos, falando sobre essa questão, sobre as qualidades de Deus eterno, único, imaterial, imutável, todo poderoso. Se você quiser aprofundar, basta acessar o estudo. Item dois.
Deus criou a matéria que constitui os mundos, criou também os seres inteligentes, que nós chamamos espíritos, encarregados de administrar os mundos materiais de acordo com as leis imutáveis da criação, e que são perfeitas por sua natureza. Em se aperfeiçoando, eles se aproximam da divindade. Então, primeiro fala sobre o que é Deus, quem é Deus, para não igualar aos seres humanos, e depois vem dizer do papel criador, que é constante, que Deus continua criando. E tem três.
O espírito, propriamente dito, é o princípio inteligente. Sua natureza íntima nos é desconhecida, para nós ele é imaterial, porque ela não tem nenhuma analogia com o que nós chamamos matéria. Então, o espírito é o princípio, o que a gente pode chamar de alma, enfim, e que o espírito em si não é nenhum tipo de matéria no jeito que a gente conhece. O perispírito, que é o corpo espiritual, sim, é um tipo de matéria, mas o espírito, ou seja, a nossa essência, não.
Os espíritos são seres individuais, têm um envelope etéreo, imponderável, chamado perispírito, uma espécie de corpo fluídico, do tipo da forma humana. Eles povoam os espaços, que percorrem com a rapidez da luz, e constituem um mundo invisível. Então, aí ele já está falando sobre o perispírito, que é o corpo espiritual, que envolve o espírito e é o elo de ligação entre o espírito e o corpo
físico, o item cinco. a origem e o modo de criação dos espíritos nos são desconhecidas, sabemos somente que são criados simples e ignorantes, quer dizer, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas com aptidão, igual em tudo e por tudo, porque Deus, em sua justiça, não poderia, para que chegassem à perfeição, libertar a uns do trabalho que teria imposto aos outros. No princípio, eles estão em uma espécie de infância, sem vontade própria e sem consciência
perfeita de sua existência. Então, bem simples, né? Deus cria todos nós iguais, simples, ignorantes e vamos nos aperfeiçoando com o passar do tempo e aí a caminhada é
individual e progressiva. E tem seis... o livre arbítrio, se desenvolvendo entre os espíritos ao mesmo tempo, que as ideias, Deus lhes disse, vós podeis, todos pretender a felicidade suprema, mas até que tiverdes adquirido os conhecimentos que vos faltam, e houverdes cumprido a tarefa que vos imponho, trabalhareis para o vosso adiantamento, eis aí o objetivo. Vós o alcançareis seguindo as leis que gravei em vossas consciências, em consequência de
seu livre arbítrio. Alguns tomam o caminho mais curto, que é o do bem, outros o mais longo, que é o do mal.
De uma maneira bem simples e maniqueísta, o bem e o mal, o caminho mais fácil, que é o caminho do bem, e o caminho mais complicadinho, que é o caminho do mal, que nos implica... voltas e voltas para resolvermos os nossos problemas, mas que todos temos livre arbítrio, evidentemente um livre arbítrio que é relativo à nossa condição física, de plano, de planeta, de lugar físico, e também de acordo com o que a gente consegue fazer, não é totalmente, ah, eu tenho livre arbítrio, então eu
vou sair voando para o planeta Marte, não é bem assim, né? Sempre o nosso livre-arbítrio é a escolha que a gente pode fazer dentro das condições que nós existimos. Item sete. Deus certamente não criou o mal, estabeleceu as leis, e essas leis são sempre boas, porque ele é soberanamente bom. Aqueles que as observarem fielmente serão perfeitamente felizes, mas os espíritos, tendo seu livre-arbítrio, não as tem sempre observado, e o mal resulta para eles de sua desobediência.
Pode-se então dizer que o bem é tudo o que está conforme as leis de Deus e o mal tudo o que é contrário a essa mesma lei. Muito bem, então Deus não poderia ter criado o mal, mas o mal é simplesmente algo contrário ao bem ou às leis divinas. Tudo que concorre ao contrário, Deus permite porque nós temos livre arbítrio, mas não é o Criador. E tem oito. Para concorrer, como agentes do poder divino, à obra dos mundos materiais, os espíritos se revestem temporariamente de um
corpo material. Pelo trabalho de que necessitam em sua existência corporal, eles aperfeiçoam sua inteligência e adquirem, observando a lei de Deus, os méritos que devem conduzi-los à felicidade eterna. Então faz parte da nossa caminhada justamente a questão de reencarnações, ou seja, ocupar corpos materiais para a gente cumprir aí nosso processo educativo. Item nove.
A encarnação certamente não é imposta ao espírito, em princípio, como uma punição, ela é necessária ao seu desenvolvimento, e a execução das obras de Deus, e todos devem por ela passar, quer tomem o caminho do bem ou o do mal. Somente os que seguem a rota do bem avançam mais rápido, são menos lentos em chegar ao objetivo, e aí chegam em condições menos penosas. Então, a encarnação não é uma punição, olha, eu tenho que encarnar, e sim um momento de
educação. Aí depende da besteira que a gente faz nas encarnações, que a gente vai ter consequência ou não. Item dez. Os espíritos encarnados constituem a humanidade, que não está com certeza circunscrita à Terra, mas que povoa todos os mundos disseminados no espaço. Por uma questão lógica e pelas informações dos espíritos, nós não somos a única humanidade do
universo. Se pensar que nós temos bilhões e trilhões de galáxias, de planetas, de sóis, etc, achar que só a gente é que é ser inteligente do universo é um pouquinho arrogante demais, né? Então temos outras humanidades em outras formas, em outras evoluções, povoando o universo inteiro. Item onze. A alma do homem é o espírito encarnado.
Para o secundar na execução de sua tarefa, Deus lhe deu, como auxiliares, os animais que lhe estão submissos e cuja inteligência e caracteres são proporcionais às suas necessidades. Tem uma coisa interessante que os espíritos, e no livro dos espíritos a gente chama de alma quando o espírito está encarnado, quando ele está desencarnado chama de espírito, mas é só uma questão de atribuição de nome, que pouco importa para o mundo espiritual.
E que Deus lhe deu os animais auxiliares e submissos. Não significa que ele nos deu os animais para que a gente fosse cruel do jeito que é e fizesse o que quisesse com eles. Muito pelo contrário, nos deu a oportunidade de educá-los e trazer uma vida melhor para eles também. O que está muito longe da gente fazer. Vamos combinar, né? Item doze.
O aperfeiçoamento do espírito é fruto de seu próprio trabalho, não podendo, em uma só existência corporal, adquirir todas as qualidades morais e intelectuais que devem conduzi-lo ao objetivo, ele aí chega por uma sucessão de existências, em cada uma das quais precisa dar alguns passos avançando na via do progresso. Então, como eu digo sempre nos vídeos, é como se fossem anos escolares.
Cada vida é um ano escolar. Cabe a gente se esforçar, ser melhor, aprender com as lições para poder avançar de fase. Senão a gente estaciona no mesmo ano. Então a gente pode ficar repetindo a terceira série, pode ficar repetindo uma encarnação até aprender e avançar. Item treze. Em cada existência corporal o espírito deve concorrer a uma tarefa proporcional ao seu desenvolvimento, quanto mais rude e laboriosa ela seja, mais
mérito terá ao terminar. Cada existência é assim uma prova que o aproxima do objetivo. O número dessas existências é indeterminado. Depende da vontade do espírito abreviá-las trabalhando ativamente em seu aperfeiçoamento moral, da mesma forma que depende da vontade do trabalhador adiantar seu trabalho para abreviar o número de dias que emprega em fazê-lo. Quantas vezes eu posso encarnar? Quantas você quiser,
especialmente se for teimoso. Agora, se você quiser seguir e tentar ser o melhor possível em cada existência, obviamente você vai chegar a espírito feliz, espírito perfeito com a maior rapidez. Item quatorze. Sempre que uma existência for mal empregada, ela fica sem benefício para o espírito que deverá recomeçá-la em condições mais ou menos penosas em razão de sua negligência e de sua má vontade, é assim que, na vida, pode se ter de fazer no dia de amanhã o que não se fez na véspera.
Ou eu fazer o que ficou mal feito? Então é uma simples evolução, né? Se a gente se negar, ah não, deixa que eu faço depois, não faz isso não, porque as coisas se complicam na próxima vida. Portanto, quanto mais a gente puder fazer para o nosso próprio adiantamento, melhor é para a gente mesmo, né? Quinze. A vida espiritual é a vida normal do espírito. Ela é eterna. A vida corporal é transitória e passageira. Não é mais que um instante na eternidade.
Então tem uma frase muito bonita que é Nós somos espíritos em uma encarnação ou em uma experiência terrestre. E não somos humanos que temos espírito. Entendeu? Nós somos espíritos. Que estamos numa encarnação. Eu estou Evandro, mas eu não sou Evandro. O espírito que habita este corpo e que anima este corpo não é o Evandro. É um espírito que por várias e várias encarnações pode ter outros nomes, gêneros e experiências, quanto mais melhor para o meu aprendizado. Dezesseis.
No intervalo de suas existências corporais, o espírito está errante. A erraticidade não tem duração determinada. Nesse estado, o espírito está feliz ou infeliz, segundo o bom ou mau emprego que fez de sua última existência. Estuda as causas que têm acelerado ou retardado seu avanço.
Toma as resoluções que procurará colocar em prática na sua próxima encarnação e escolhe, ele mesmo, as provas que crê serem as mais próprias ao seu avanço, mas algumas vezes se engana ou sucumbe em não cumprir como homem as resoluções que tomou como espírito. Bom, primeiro, espírito errante não significa um espírito que fica errando, tá? A gente chama também de período de intermissão, ou seja... entre as encarnações até um momento que a gente não precise encarnar
mais. E, de acordo com a nossa evolução moral, chega um momento que a gente pode até escolher o tipo de encarnação e as provas que a gente vai enfrentar e que a gente pode passar ou reprovar. E está tudo certo. Então, também, se eu quiser, como espírito, ficar duzentos anos sem encarnar, o problema é meu. Eu vou estacionar. Eu posso ficar estudando, observando e tal, mas vou ficar estacionado. E o próprio espírito pode escolher reencarnar.
E isso é muito dependente. Se o espírito não tem essa condição moral de fazer, outros o fazem por ele. Número dezessete. É assim que o orgulhoso pode ter uma existência de humilhação, o tirano uma de servidão e o maldoso receber uma de miséria. Perceba como é tão mais justo do que aquela historinha de céu e inferno, porque assim, a plantação é opcional, mas a colheita é obrigatória, nessa ou
em outras vidas. O sofrimento no mundo espiritual é moral, diferente daqui que o sofrimento pode ser moral e também físico, no mundo espiritual não tem sofrimento físico, então é moral, e o espírito que cometeu erros morreu. Se está na sua consciência esse próprio julgamento. Não é Deus que bota o dedinho e fala você vai para isso. Não, não. É a gente mesmo. Está dentro da nossa consciência. Dezoito.
Há mundos apropriados aos diferentes graus de adiantamento dos espíritos, e onde a existência corporal se encontra em condições muito diferentes. Quanto menos avançado estiverem os espíritos, mais os corpos que os revestem serão pesados e materiais, à medida que eles se purificam, eles passam a mundos moral e fisicamente superiores. A Terra não é nem o primeiro nem o último, mas um dos mais atrasados.
Então nós estamos na classificação de provas e expiações, se não me engano a segunda ou terceira classificação de mundos muito inferiores, e conforme a gente vai avançando individualmente e coletivamente, a gente vai habitando planetas menos densos, como por exemplo Júpiter, onde... Na primeira edição da revista Espírita tem aí a existência, a descrição da casa de Mozart. E a gente sabe que Júpiter é um lugar, é um mundo gasoso.
Então, menos denso significa mais avançado e os corpos e as pessoas que lá habitam realmente não vão ser fotografados pela sonda da NASA porque estão em outra... densidade, digamos assim, outra vibração, que não são captadas por aparelhos aqui que captam o físico. Dezenove. Os espíritos culpados estão encarnados nos mundos menos avançados, onde eles espiam suas faltas pelas tribulações da vida
material. Esses mundos são para eles verdadeiros purgatórios, mas dos quais só deles depende sair, trabalhando por seu adiantamento moral. A Terra é um desses mundos. Então, nada animador, né? Que a Terra é um desses mundos significa que a gente é dos espíritos culpados que estamos aqui para aprender, né? Bater cabeça até aprender. Quanto mais evoluído, menos densos são os nossos perispíritos e menos densos serão os mundos. Consequentemente, mais liberdade
nós teremos. Vamos para o item vinte. Deus, sendo soberanamente justo e bom, não condena as suas criaturas a castigos perpétuos pelas faltas temporárias. Ele lhes oferece sempre os meios de progredir e de reparar o mal que tenham feito. Deus perdoa, mas exige o arrependimento, a reparação e o retorno ao bem. Deste modo, a duração do castigo é proporcional à persistência do espírito no mal. Daí que, por consequência, O castigo somente seria eterno para aquele que permanecesse
eternamente na vida maldosa. Mas, desde que uma clarão de arrependimento entre no coração do culpado, Deus estende sobre ele sua misericórdia. A eternidade das penas deve assim ser compreendida no sentido relativo, e não no sentido absoluto. Tudo relativo. Deus, na verdade, não castiga, porque nós simplesmente pagamos com os nossos atos, pagamos com as consequências dos nossos
atos. Simples assim. E Deus também, apesar de estar falando aí, mas se você pensar, Deus é o amor, então Deus não perdoa, porque Ele não se ofende, então não precisa perdoar. Se a pessoa quiser teimar no mal, ela vai pagar e vai ficar sofrendo enquanto escolher ficar nessa condição. Até que enjoe disso e continue pegando o caminho correto. Quer mais coisa justa do que essa?
Próximo item, vinte e um. Os espíritos. se encarnando, trazem com eles aquilo que adquiriram nas suas existências precedentes, esta razão pela qual os homens demonstram instintivamente aptidões especiais, inclinações boas ou más, que parecem e ser inatas. As más tendências naturais são o que resta das imperfeições do espírito e das quais não estão inteiramente despojados, estas são assim indícios das faltas que cometeram o verdadeiro pecado original.
A cada existência devem se lavar de algumas impurezas. Então, a gente é a somatória das vidas que vivemos. Então, não é que com o novo nascimento a gente esquece de tudo e é outra pessoa. Podemos até não ter lembranças, mas carregamos as características. Então, se eu nesta encarnação me esforço para ser uma pessoa mais justa, mais correta, mais amorosa, na próxima encarnação eu vou começar daí e continuar a minha evolução. Não dá para regredir nesse sentido.
E ao mesmo tempo, se eu levar para a próxima encarnação os meus defeitos, eles vão aflorar e vão ter mais consequências. Então é uma coisa bem lógica de entender. Vinte e dois. O esquecimento das existências anteriores é um benefício de Deus que, em sua bondade, quis poupar o homem de suas lembranças, frequentemente
penosas. A cada nova existência, o homem é aquilo que fez de si mesmo, É para ele um novo ponto de partida, conhece seus defeitos atuais, sabe que esses defeitos são uma consequência daqueles que tinha, daí deduz o mal que possa ter cometido, e isso lhe basta para trabalhar no sentido de os corrigir. Se outrora tinha defeitos que agora não tem mais, nada tem com que se preocupar, ao presente bastam suas imperfeições. Então, que interessante, né? Por que eu não lembro das existências?
Bom, tem certos momentos que, por exemplo, para acertar as contas com pessoas que eu fiz mal, eu posso vir como filho, como pai, como mãe. Você já imaginou se a gente lembrasse isso? Como é que a gente ia conseguir acertar? Como é que a gente ia conseguir
exercitar o amor? Isso seria muito mais difícil, por isso que se diz que o esquecimento é um benefício de Deus e não, e muitas vezes a gente lembra de algumas coisas, inclusive terapias de vidas passadas podem trazer lembranças de muitos traumas que a gente tem nessa vida inexplicáveis. Item XXIII. Se a alma já não tivesse vivido, então teria sido criada ao mesmo tempo que o corpo. Nessa suposição, não poderia ter tido nenhuma relação com aquelas
que a precederam. Pergunta-se, então, como Deus, que é soberanamente justo e bom, poderia tê-lo feito responsável pelas faltas do pai do gênero humano, manchando-a com um pecado original que ela não cometeu?
Dizendo que traz no renascimento o germe das imperfeições de suas existências anteriores, que sofre na atual existência as consequências de suas faltas passadas, dando-se do pecado original uma explicação lógica que cada um pode compreender e admitir, a alma fica responsável apenas por suas próprias obras. Não faz sentido esse negócio, especialmente das religiões, que o pecado original a gente está tudo pagando.
Oi? Não tem nada a ver com a vida do outro, tem a ver com os meus erros e com o que eu faço. Entende? Então é como se os seus pais tivessem feito coisas antes de você nascer, e aí depois que você nasce vai ter que arcar com a responsabilidade deles, dos atos deles, não faz o menor sentido.
E tem vinte e quatro. A diversidade das aptidões inatas, morais e intelectuais é a prova de que a alma já tenha vivido se tivesse sido criada ao mesmo tempo o que o corpo atual, o fato de haver umas mais avançadas que as outras não estaria de acordo com a bondade de Deus. Porque selvagens e civilizados, bons e maus, tolos e gênios, dizendo que uns viveram mais vidas que os outros, tendo assim adquirido mais experiências, tudo se explica.
Você certamente tem algum talento que as pessoas costumam dizer assim, nossa, que dom de Deus, né? Eu sou cantor, não sei se você sabe, mas muita gente vem tentando elogiar, nossa, que dom que Deus te deu. Dom? Eu que não me esforçasse, eu que não me corrigia. O dom que Deus me deu foi a saúde, de ter uma garganta perfeita, né? Mas eu que não corresse atrás com muito trabalho, muito empenho, para ver que dom que ia sobrar. Não ia ter dom nenhum. Então é assim com todos.
E certamente eu trouxe de outras vidas essa facilidade, porque certamente eu já trabalhei com música em outras vidas. Assim como a gente já trabalhou com uma infinidade de outras coisas, e a gente pode escolher estes talentos para a gente fazer de novo, ou se aperfeiçoar um pouquinho mais. Então é isso que vai nos diferenciando, porque a gente vai... numa coletânea, a gente vai acumulando esses conhecimentos que ficam gravados no nosso espírito.
Se a existência atual fosse a única e devesse sozinha decidir o porvir da alma para a eternidade, qual seria o destino das crianças que morrem em tenridade, não tendo feito nem bem nem mal, não mereceriam nem recompensas nem punições? Conforme a palavra do Cristo, cada um sendo recompensado segundo as suas obras, não teriam direito à felicidade perfeita dos anjos nem merecido disso serem privadas.
Dizendo que poderão, em uma outra existência, cumprir o que não puderam fazer naquela que foi abreviada. Então, não haveria mais exceções. Uma das coisas que as pessoas não pensam, né? de não acreditar em reencarnação, é que Deus é esse que permite que uma criança desenvolva, por exemplo, um câncer no útero materno e nasça e não sobreviva cinco, seis meses de vida, né? E ela vai para onde?
E aí as igrejas tentam colocar, não, porque aí se tiver o batismo vai para o manto, mas se não tiver, não faz sentido. Faz muito mais sentido que, olha, nós tivemos consequências e tivemos experiências. Às vezes a gente vem para a experiência dos nossos pais, dos nossos familiares, para a evolução de todo mundo. mesmo que seja muito dolorido.
Então, é muito mais reconfortante saber que este espírito encarnado e que desencarnou tão brevemente, tem a eternidade de chances, de novas vidas, de novas vivências, e não uma coisa só e acabou. Eu acho que assim a doutrina é mais consoladora do que todas as religiões costumam ser. Item vinte e seis. Pelo mesmo motivo, qual seria o destino dos cretinos e dos idiotas? Não tendo nenhuma consciência do bem e do mal, não teriam nenhuma
responsabilidade por seus atos. Deus seria justo e bom havendo criado almas estúpidas para as consagrar a uma existência miserável e sem compensação. Admitamos, ao contrário, que a alma do cretino e do idiota seja um espírito em punição e um corpo impróprio a ter seu pensamento, onde está como um homem forte aprisionado por amarras, e não teremos mais nada que não esteja conforme a justiça de Deus.
Mesmo jeito, lembrando que nesta época, em mil oitocentos e sessenta e dois, se falava de cretinos, idiotas, as pessoas com problemas mentais e que a gente evoluiu muito a esse respeito, inclusive em tratamentos, em modos da gente tratar com isso, tanto que nós não temos mais manicômios, por exemplo, que era uma espécie de tortura, então evoluindo sempre. Mas o exemplo, se a pessoa vem com uma deficiência psicológica muito grande, Não dá para se atribuir isso a Deus.
Deus não quer isso. Para que serve toda esta vida? Para aprendizado do próprio Espírito encarnado e de seus familiares e de pessoas que estão junto com eles e a sociedade inteira vai aprendendo junto. Então, este é o caminho mais lógico se a gente pensar num Deus amor, não um Deus punitivo. Em suas encarnações sucessivas, o espírito, estando pouco a pouco despojado de suas impurezas e estando aperfeiçoado pelo trabalho, chega, finalmente, ao termo de suas existências corporais.
Ele pertencerá então à ordem dos espíritos, puros ou dos anjos, e goza, ao mesmo tempo, da vida completa de Deus e de uma felicidade sem mescla pela eternidade. Então, simples assim. Espírito é criado simples e ignorante e vai caminhando. Qual é o destino? A chegar na perfeição. Aqueles que veem Deus. A perfeição é uma felicidade ininterrupta que a gente não é capaz nem de entender como seria isso.
Item XXVIII. espíritos superiores encarnados de tempos em tempos entre os homens, para esclarecer o caminho por seus trabalhos e fazer avançar a humanidade. Se bem que Deus tenha gravado sua lei na consciência, Ele acreditou dever formulá-la de uma maneira explícita, e lhes enviou primeiramente Moisés. Mas as leis de Moisés eram apropriadas aos homens de seu tempo, apenas lhes falou da vida terrestre, das penas e das recompensas temporais.
O Cristo vem em seguida completar a lei de Moisés por ensinamento mais elevado, a pluralidade das existências, a vida espiritual, as penas e as recompensas morais. Moisés os conduziu pelo temor, o Cristo pelo amor e pela
caridade. Então a gente tem uma galera torcendo a nosso favor, inclusive o nosso espírito familiar, ou o espírito protetor, ou chame de anjo da guarda, seja lá o que for, o nome que você quiser atribuir sempre tem alguém muito especial de categoria superior à nossa, é bom entender, ou seja, um espírito mais evoluído que nós mesmos, que está aí atento às nossas besteiras e sempre, quando possível, nos aconselhando a não fazer. Então a gente nunca está sozinho, a não fazer bobagem,
né? A gente nunca está sozinho. E aí sempre tem no mundo esses lumiares ou luminares que estão sempre nos... apontando os caminhos a serem seguidos.
Então, não estamos sozinhos, como por exemplo, a citação de Moisés, num tempo, e fez leis de acordo com os padrões daquela época, e depois veio Jesus e aprimorou essas leis, e tirou um Deus vingativo e mostrou um Deus amoroso, e a gente assim vai seguindo a nossa caminhada sempre corretamente, com a ajuda dos céus, ou ajuda de Deus. O Espiritismo, melhor compreendido hoje acrescenta, para os incrédulos, a evidência e a teoria, prova o porvir por fatos patentes, diz em termos
claros e sem equívocos o que o Cristo disse em parábolas. explica as verdades mal conhecidas ou falsamente interpretadas, revela a existência do mundo invisível ou dos espíritos e inicia o homem nos mistérios da vida futura, vem combater o materialismo, que é uma revolta contra o poder de Deus, vem enfim estabelecer entre os homens o reino da caridade e da solidariedade, anunciado pelo Cristo. Moisés a trabalhou, o Cristo semeou, o Espiritismo vem
esclarecer e consolar. Olha que interessante, né?
O Espiritismo é um forte antagonista, não das religiões, apesar de apresentar os equívocos delas, mas um forte antagonista do materialismo, daqueles que, apesar de acreditarem em Deus e estarem nas religiões, o que importa mais é a vida material, é o ganhar dinheiro, é o passar os outros para trás, etc. O Espiritismo vem... como uma filosofia e uma ciência de observação, trazer essas verdades que Jesus sempre mencionava, vem reforçar aí de
uma maneira mais contemporânea. O Espiritismo não é certamente uma luz nova, mas uma luz mais clara, porque ele surge de todos os pontos do globo pela voz daqueles que já viveram. tornando-se evidente o que estava obscuro, dá um fim às interpretações errôneas, e deve unir os homens em uma mesma crença, porque existe apenas um só Deus, e porque suas leis são as mesmas para todos. Ele marca enfim a era dos tempos preditos pelo Cristo, e pelos profetas.
Você percebe aí um otimismo até mesmo de Kardec em dizer que o Espiritismo vai unir todos os homens numa só crença e que não é uma luz nova, porque realmente esses ensinamentos estão aí desde que o mundo é mundo e cada vez alguém traz isso à tona. E esse otimismo de Kardec... ainda não se concretizou porque talvez ele não esperava que os homens fossem tão turrões em seu
comportamento. E mesmo a gente vê no meio espírita tanto absurdo, tanta má interpretação, apesar da claridade do espiritismo não estar sujeito a interpretações, a gente vê uma distorção. imensa, gigantesca, no meio espírita, da mensagem que Kardec e os Espíritos trouxe para a gente de uma maneira tão clara e inequívoca. Trinta e um. Os males que afligem os homens sobre a Terra têm por causa o orgulho, o egoísmo e todas as
paixões maléficas. Pelo contato de seus defeitos, os homens se tornam reciprocamente infelizes e se punem uns aos outros. Quando a caridade e a humildade substituírem o egoísmo e o orgulho, então eles não procurarão mais se prejudicar, respeitarão os direitos de cada um e farão reinar entre eles a concórdia e a justiça. E a gente consegue estudar no livro dos espíritos quais são os males do mundo. Chama-se orgulho e egoísmo.
E aqui fica muito claro, quando a caridade e a humildade forem reinantes, a gente não vai ver um mundo com fome, com guerra, com pessoas egoístas, com esse capitalismo louco de um comendo o outro. Então, o caminho é longo, meus amigos. A gente precisa trabalhar muito para que isso aconteça. Trinta e dois. Mas como destruir o egoísmo e o orgulho que parecem inatos no
coração do homem? O egoísmo e o orgulho estão no coração do homem, porque os homens são os espíritos que têm seguido desde o princípio o caminho do mal e que têm estado exilados sobre a terra, em punição por esses mesmos defeitos. É ainda seu pecado original do qual muitos não estão despojados. Pelo Espiritismo, Deus vem fazer um último apelo à prática da lei ensinada pelo Cristo, a lei do amor e da caridade. Então eu poderia traduzir isso assim, por que que ainda tem
orgulho e egoísmo? Porque a gente é teimoso, porque a gente é muito teimoso, a gente não é florzinha que você cheira não, né? Então a gente precisa aprender nas cabeçadas, né? Se a gente não consegue entender pela lógica, tem que dar cabeçada até conseguir entender e aí a gente evolui, sai de planeta de provas e expiações. Vai para um de regeneração ou vai para mundos mais felizes?
Trinta e três. Tendo a Terra chegado, ao tempo marcado, para tornar-se uma residência de felicidade e de paz, Deus não quer mais que os maus espíritos encarnados continuem a trazer problemas em prejuízo dos bons, é por isso que eles devem desaparecer. Irão espiar seus sofrimentos em mundos menos avançados onde trabalharão novamente, para seu aperfeiçoamento em uma série de existências ainda mais infelizes
e mais penosas do que sobre a Terra. formarão nesses mundos uma nova raça mais esclarecida, e no qual a tarefa será fazer progredir os seres atrasados, que os habitam, com a ajuda dos conhecimentos adquiridos. Não sairão para um mundo melhor até que tenham um mérito, e por conseguinte, até que tenham atingido a purificação completa. Se a Terra era para eles um purgatório, esses mundos serão seu inferno, mas um inferno de onde a esperança nunca será banida.
Olha que interessante como é o funcionamento das coisas. Quando nós estamos encarnados e um planeta, por maioria ou por vontade da maioria, as pessoas se tornam mais humanas, mais amorosas, mais caridosas, no sentido amplo dessa palavra, não só de dar uma sopa para alguém. Este mundo... O mundo em si não é promovido a nada porque o nosso planeta é perfeito, ele já é perfeito desde sempre.
Mas nós, como seres imperfeitos, quando a maioria está vivendo esta vida, aqueles que não quiserem seguir a mesma direção serão tirados deste planeta e serão enviados para outros planetas menos evoluídos. Tirados que jeito? Por catástrofes. Olha, o meteoro vai cair, explodir. Não!
simplesmente morre o espírito não reencarna mais aqui, até por consequências vibratórias, vai ser colocado em outro planeta menos evoluído, e lá eles vão ser as pessoas que trazem o progresso, pelo menos intelectual, se não moral, mas o planeta vai estar tão mais para trás que também vão trazer o progresso moral, e assim a gente vai fazendo essa máquina do
universo funcionar. Na verdade, quem faz isso é Deus, muito bem feito, fazendo que... nada seja perdido e simplesmente não haja um castigo indefinido, sem esforço nenhum,
sem sentido nenhum. Então, mesmo os seres mais horríveis deste planeta, que porventura não possam mais reencarnar na Terra, vão ser levados para outros planetas, onde eles serão serão referências, o planeta é tão atrasado que eles serão referências em intelecto e moral e para eles vai ser uma baita de uma pena, baita de um castigo estarem lá em meio a gente muito menos evoluída que eles mesmos.
Isso é encantador essa visão. E a última de hoje, trinta e quatro, enquanto que a geração proscrita vai desaparecer rapidamente, uma nova geração se elevará das quais as crenças serão fundadas sobre o Espiritismo cristão. Assistiremos à transição que se opera, prelúdio da renovação moral da qual o Espiritismo marca o advento.
Muito bonito, né? Mas ainda vai continuar, nós paramos no item trinta e quatro, a partir do próximo episódio nós vamos estudar a partir do item trinta e cinco, mas que tem um outro subtítulo, máximas extraídas dos ensinamentos dos espíritos. Você não vai perder, né? Eu te espero como sempre, obrigado pela sua presença e até o próximo episódio. Tchau.
