Alô, EC cana zc canos. Tudo bem, estamos aqui mais uma vez para os embalos de sábado à noite do grupo espiritismo com Kardec. Mais uma vez, vamos realizar uma live. Que é Alves a. Feira? Que trabalha com o ineditismo. E que busca encampar todas as possibilidades de debate no meio espírita, sobretudo aqueles temas que acabam ficando escondidos debaixo do tapete. No armário da sala dos fundos da sua instituição espírita e que merecem.
De nós, de todo espírita sensato, de todo espírita guardião, do legado de Allan Kardec. O exame. Análise, a opinião e, é claro, o bom debate estamos aqui todo paramentado para mais uma live no embalos de sábado à noite do ECK, que vai tratar do tema Juventude e sexualidade nas pautas espírita e social. Vamos então trabalhar com a inserção do espiritismo no meio social e, portanto, alcançando consciências e corações que são espíritas, que são simpatizantes do espiritismo ou que ainda não
conhecem a proposta trazida? Pela filosofia espírita, começamos com o que que é? No trecho de um livro dos espíritos para motivar o nosso debate nessa noite. Os espíritos têm sexo? Perguntou o Allan Kardec no item 200 de o livro dos espíritos. A obra basilar da filosofia espírita ao que as inteligências superiores responderam o sexo não como o entendeis, porque os sexos dependem da Constituição orgânica. Então a pergunta que cabe é, será que nós, espíritas cidadãos do século 21?
Entendemos mesmo o sexo e a sexualidade. Para isso, vamos chamar para a bancada mais alegre. Das redes sociais espíritas, o nosso convidado de honra, que há muito tempo estamos namorando e que hoje já estamos então partindo para o novato pro noivado. Rodrigo Sales, venha pra cá. Marcelo querido, boa noite a você. Boa noite a todos os amigos que neste momento nos assistem, é um prazer e uma Alegria estar por
aqui. Espero que a gente possa fazer juz nessa live, ser uma das mais animadas da nossa internet, do nosso movimento, e a gente quer contribuir, contribuir da melhor forma possível, com um debate com a troca de idéias que vai estar rolando aqui entre a gente, você e os outros amigos que vão estar entrando já. Já viu muito feliz de estar aqui. A Alegria, a Felicidade é nossa.
Rodrigo, acompanhamos o teu trabalho já há bastante tempo, pelo menos uns 56 anos pelas redes sociais, e a primeira vez que você chega de cara aberta, de espírito limpo para a nossa live que está sendo realizada pelo ECK já há 4 anos. Conhecemos também o teu trabalho. Os teus textos já foram publicados no nosso site, nas nossas plataformas sociais, fazendo com que essa tua dinâmica, essa tua jovialidade, seja espargida aí para um número cada vez maior de seguidores do nosso projeto.
Com Kardec o Rodrigo Sales é um jovem pernambucano, alô Pernambuco, 29 anos. É membro do núcleo espírita missionários da luz do Pina, em Recife, Recife, e realiza o trabalho de palestras e educação espírita infantojuvenil. Então o nome então Rodrigo, eu abraço os inúmeros companheiros do Recife que eu conheço especial o casal Estela e Marcos Vinícius. Marcos, inclusive, se recuperou da covide está novamente nas atividades, tanto espíritas
quanto profissionais. Um beijo ao casal amigo lá de Recife. Com isso, eu abraço todos os companheiros dessa linda cidade do nordeste brasileiro, a parte mais francesa do país, já que a França hoje passou para semi final da copa do Catar 2022. Então, dizemos também que Oo nosso Rodrigo Salles é formado em química e engenharia de produção e atua na área do controle de qualidade do setor
automobilístico. Atua no movimento espírita mais de 15 anos, movimento espírita de Pernambuco, se destacando então no estudo sobre a história do movimento e de Juventude espírita no estado e os fundamentos do espiritismo, feita então a apresentação do nosso convidado especial. Vamos chamar aqueles que vão nos acompanhar no debate de hoje. Débora Nogueira Vem Pra Cá, debinha, UI, UI.
Boa noite a todos. É um prazer muito grande estar aqui e sempre uma responsabilidade, e eu tenho pensado muito nessas questões da da live de hoje e uma coisa que não me sai da cabeça são as mudanças, sabe? As mudanças aceitaram diferente. E hoje, para fazer uma pequena homenagem à aniversariante do dia, seria a nossa querida Clarice Lispector. É, eu vou ler um poema que não é dela, é bem pequenininho, mas que fala de mudanças.
É. Principalmente daquilo que a gente tem que enxergar e fazer de forma diferente na nos meios espíritas. Hoje é do mia Couto, que se chama sementes. Olhos vale tê Los c de quando em quando somos cegos e o que vemos não é o que olhamos, mas o que olhar semeia. No mais denso escuro vida vale vivê-la se de quando em quando morremos e o que vivemos não é o que a vida nos dá, nem o que dela colhemos. Mas o que semeamos em pleno deserto.
Bacana, bacana, é sempre importante falar de poesia, porque a proposta espírita é poética. Ela fala das coisas da vida, ela fala das coisas do espírito. Ela fala das coisas divinas e as coisas divinas. Como disse Allan Kardec, são as coisas naturais da nossa natureza humana, da natureza que nos rodeia e é muito boa. Então, estar acompanhado dessas 2 inteligências que nos
abrilhantam. Uma já partiu para o lado de lá, mas continua nos inspirando a doce Clarice e o mia, que é uma das mentes mais brilhantes deste século 21. Começamos bem, viu Rodrigo? Estamos aí já entrando com todo o time em campo. Para nosso bate-bola de hoje, vamos chamar então a antes vou falar.
Biografia da nossa Débora, que é publicitária, atuou como bancária e essa qualidade de interpretação vem da sua formação como atriz na escola dramática de arte dramática da USP Universidade de São Paulo, atuou em grupo espírita junto ao presídio feminino, no então complexo penitenciário do Carandiru por 4 anos. É expositora e coordenadora do grupo de teatro do centro espírita irmão XE.
É membro do conselho de gestão do grupo espiritismo com Kardec apresentada a debinha, vamos chamar o nosso azeite. Evandro oliva, venha para cá. Ele sabia que você ia pegar no meu pé. Oi gente, boa tarde, boa noite, bom dia, você sabe que minha pedido de criança era azeitona. Eu ficava muito bravo com isso. Hoje eu tenho orgulho. Caramba, né? O fruto da Oliveira oliva, tá bom demais, né? Se apertar, sai azeite, não, não sai coisa ruim, então tá bom, tá aceito aceito.
Tudo bem, queridos, que prazer estar aqui, que bom que a gente vai conversar é como Marcelo de somos todos jovens, viu, Rodrigo? Todos nós aqui somos jovens em espírito pelo menos e o corpo tanto fez tanto faz porque daqui a pouquinho a gente troca e continua. O que interessa é a nossa, a nossa mente, a nossa é sempre Alegria, né? Olha só o Marcelo que ninguém falou nada, não tenho que falar com esta banda na revi metal,
né? Faltou, brincam assim, umas coisinhas, mas vai, vai ser muito legal, vai ser muito legal, que bom, feliz demais estar aqui sempre. Vamos aperfeiçoar, então esse nosso vestuário aí, esse nosso figurino, quem sabe na próxima venha com brincam daquele Dourado que aí realmente vai ser um frisson, né? Movimento espírita ver eu com brincam aqui quando por favor é
uma guitarra, né? A viola tava aqui esses dias a gente fez 11 live sobre música espiritual, meu violão estava aqui atrás, o meu saque estava aqui atrás, mas hoje está mais, é, é no clima de trabalho mesmo, porque a gente está em home Office por causa dos efeitos da pandemia, et cetera e tal. Então fica aqui o meu ambiente de trabalho muito bem, o Evandro oliva, né? É cantor, olha aí vocalmente, versátil, é contratenor e tenor, é músico.
É regente, é escritor, inclusive, recentemente lançou mais uma obra, uma obra eletrônica virtual que está sendo divulgada também no nosso grupo, nas nossas plataformas. É compositor, é arranjador e é diretor musical, ou seja, é o portfólio completo. Se você quiser contratar o nosso Evandro oliva, fale com a gente, fale com e secar. A gente não cobra royalty, a gente não cobra jeton.
A gente não cobra nenhuma tachinha com muito carinho, a gente recomenda ao trabalho do Evandro, que é excelente, assim como temos um outro músico nesse cá, nosso Ricardo sardinha, que essa semana lançou mais uma produção disco, um CD um. Um portfólio com músicas muito bacana e mostra que nós, espíritas, também estamos inseridos nesses vários segmentos de aproximação com a mente e o coração humanos. O nosso Evandro é pós graduado em educação e ciências da
computação. Tornou-se espírita há mais de 20 anos, foi diretor do departamento de artes da união, das sociedades espíritas regional Rio Preto, criou e regeu um movimento coral espírita que transferiu conhecimentos teóricos e musicais aos reagentes e
cantores das casas espíritas. Excelente iniciativa, atua ou atuou até pouco tempo no go, o grupo espírita orvalho de luz, na cidade de Rio Preto. E criou o canal espiritismo caste, que é nosso parceiro que também reproduz o nosso conteúdo, as nossas palestras, as nossas Lives e atua aí na disseminação do conhecimento do projeto com Kardec e mantém o canal do Evandro, estudos de todas as obras fundamentais da doutrina espírita com programas diários.
É também membro do conselho de gestão DCKE é o responsável pela inserção do com Kardec do projeto com Kardec nas mídias de áudio. Estamos em todas as plataformas de áudio, todas as nossas livres podem ser assistidas ou ouvidas. Quando você vai para o trabalho, vai para casa. Quando você está em casa. Descansando ou mesmo trabalhando, portanto, pode acompanhar também o nosso trabalho. Quero fazer gente agradecimentos
especiais. Hoje as pessoas que me forneceram combustível material para as perguntas que vamos começar a fazer daqui a pouco, né? Vamos agradecer Alessandra Araújo, Odilon rios, Manoel Fernandes neto, Nelson Santos, rozildo Brito, Marco Borges, Márcio Saraiva, Maria Cristina rivet, que teve aí acabou de falar aí no nosso, na nossa telinha, desde manzano, que também já apareceu e Eliana Haddad, esse time drink tímido e
secar colaboradores do ICK. É que preparou as questões que nós vamos trabalhar hoje com essa nata que está aqui comigo. Rodrigo, Débora e Evandro. Vamos lá. Vamos dar o pontapé inicial, então fazendo aquela que é a pergunta mais comum, mais tradicional, não é? É diz assim, Rodrigo, a temática da sexualidade é ainda, e, em regra, no movimento espírita, um tabu para dirigentes, expositores e facilitadores de grupos e de práticas espíritas.
Como, então, de que maneira trazer essa temática da sexualidade para a pauta do dia a dia das instituições sem causar muitos escândalos? O Marcelo. Para você novamente, cumprimentando o Evandro e
Débora. Mas é, é, é muito relevante quando a gente traz um espaço para a gente conversar sobre essa temática, porque a gente precisa lembrar que, apesar de sermos uma humanidade que logrou muitos resultados ao longo da história e eu gosto sempre de elencar esses resultados, fruto da dedicação humana, sobretudo do ponto de vista científico, porque nós conseguimos alcançar um estágio da humanidade em que
desenvolvemos computadores. Temos aí a teoria da relatividade, descobrimos a penicilina. Criamos toda uma série de teorias para justificar a formação e a criação do nosso planeta. Fazemos toda 1111. Indústria é de engenharia voltada AA exploração do nosso espaço. Outros países, outros planetas, atmosfera. A gente consegue entrar desde a perspectiva da da célula até o macrocosmo. A gente conseguiu fazer tantos desenvolvimentos ao longo da história humana, mas.
Quando o nosso foco. Começa a ser direcionado para as questões sociais. Parece que existe um travamento.
Parece que existe uma certa dificuldade de compreender a dinâmica e a engenharia que existe por trás da da, do nosso comportamento em sociedade, da forma como nós nos relacionamos e, principalmente, das problemáticas que nós estamos inseridos e dentro do movimento espírita, principalmente na cabeça de muitos espíritas, existe uma dificuldade muito forte de conseguir ser aberto, a percepção de temas sociais.
Vejamos, eu elenquei até alguns aqui para a gente mostrar quão problemático é a gente conseguir falar sobre isso. É numa perspectiva. De diálogo com o pensamento exp. Temas sociais, como? A questão do colonialismo, racismo, homofobia, transfobia, gordofobia, a demarcação dos territórios indígenas, as questões relacionadas a gênero, identidade de gênero, orientação sexual, expressão de gênero, machismo, violência doméstica contra a mulher e outras tantas
variantes. A questão da pobreza menstrual, insegurança alimentar, políticas sociais, o próprio socialismo e o tema macro da política são temas que são, demoniza 12, dentro da perspectiva de muitos espíritas. É meio que dito como proibido falar sobre isso. É como se fosse algo que não fosse espírita. O que é, do ponto de vista doutrinário, um grande paradoxo, porque o espiritismo, ele estabelece pontes de diálogo com todos os saberes. Ele é a síntese do pensamento
humano. Então ele se propõe a dialogar com os diferentes saberes. Não existem um único assunto que o espiritismo não tenha o que conversar não possa estabelecer essa ponte, esse diálogo, essa essa conexão. E falar sobre Juventude e sobre sexualidade entra nesse universo porque a sexualidade muitas vezes ela é compreendida apenas
como uma coisa relativa ao sexo. E o sexo durante muito tempo ele foi vítima de uma grande campanha de estigmatização e demonização de assunto proibido, assunto que não deveria ser mencionado, assunto que não poderia ser comentado ao ponto de dizer que falar sobre sexo poderia estar incitando as pessoas a querer realizar alguma prática aqui ou acolá, ou falando e explicando. A dinâmica da sexualidade e as
suas múltiplas variáveis. Você poderia estar é, dando a entender que você estava influenciando as pessoas para ir por algum caminho. Então, quando a gente traz a ideia de abrir espaços de diálogo para conversarmos sobre sexualidade e conversarmos sobre as conexões da Juventude, sobretudo a Juventude dos tempos de hoje, porque é o evanna até brincou, né? Todos nós somos jovens, só que é importante lembrar que nós somos jovens de diferentes épocas e
somos jovens há mais tempo. Eu tenho 29 anos, talvez daqui eu sou o mais novo, com exceção do Evandro, que é mais novo do que eu. Mas. A gente tem. A gente tem uma realidade hoje. Muito diferente da minha. Eu tenho 29 anos, tem uma perspectiva juvenil muito grande. Porém hoje você pega meninas de 1415 anos. É um outro arcabouço de necessidades, de prioridades, de desejos, de anseios, de dúvidas. Então é importante que a gente esteja primeiramente conectado com o mundo que nós fazemos
parte, segundo. Nunca é muito fácil a gente ultrapassar Barreiras que são, é muitas vezes muito altas e essas Barreiras são as Barreiras da mente de muitas pessoas que se engessaram que se colocaram numa plataforma de dizer assim, olha, eu entendo que as coisas desse jeito, desse jeito não vai mudar. E sexualidade é um tema que, para muita gente, é um tema muito fechado. É um tema tabu. É um tema que não se comunica.
Então, por exemplo, você trazer para alguém a perspectiva do que é um homem trans é uma coisa confusa para muita gente. Você trazer o que é uma mulher trans é uma coisa também muito confusa. Você trazer a perspectiva do que é e o que significa ser LGBT, que ia p mais. É algo extremamente conturbado na cabeça de muitas pessoas. Só que é importante a gente entender 3 coisinhas que eu acho
que são muito relevantes. Primeiro é a gente saber o momento certo de propor o diálogo, porque às vezes a gente se instrui e a gente até se ilumina com o novo conhecimento e se empolga, achando que todo mundo tem que saber daquilo. E eu até sou partidário da ideia de achar que se o conhecimento ele é bom, ele realmente tem que ser é difundido para as pessoas. Só que é importante lembrar que tem temáticas que elas vão ser percebidas em tempos e momentos diferentes de cada pessoa.
E aqui eu resgato uma selo, a percepção de tempo que os gregos. O tempo Cronos das horas do Relógio, que se medem o tempo pelo Cronômetro da vida e o tempo kairós, que é o tempo do coração, o tempo do afeto, o tempo do espírito, o tempo do desenvolvimento emocional de cada um de nós. Eu acho que na hora em que a gente se propõe. Abrir frentes de diálogo sobre assuntos dos mais diversos é importante entendermos o tempo
kairós de cada pessoa. E saber o momento certo de conversar e vai existir momento é aquela dúvida que aparece é aquela observação que é feita andando com a pessoa. É aquela cena da novela que foi mal compreendida e ela vira pauta de diálogo na roda de amigos durante o café. Esses momentos são momentos em que nós podemos aproveitar estrategicamente para construir pontes, de saber de modo a difundir esse conhecimento que para muita gente ainda não
chegou. Então eu fico muito feliz quando a gente tem a chance de registrar esse momento, porque sexualidade ainda é um assunto muito estigmatizado. A gente ainda é tenta fazer a percepção da sexualidade dentro do movimento espírita como uma coisa que parece que não é humana, porque a gente vai tentando construir uma narrativa
muito espiritualizada da coisa. Só que esse espiritualizado, ele beira o religiosi ismo do mais Agudo que existe, beirando o puritanismo, faltando só o colocar em algumas frases. Isso pode isso não pode. E a gente precisa ter cuidado com isso, porque a vivência da sexualidade, que é uma vivência que engloba todas as percepções do que a gente pensa, fala, faz, sente e se e se mostra para o mundo. É uma vivência que é da Terra, mas ela também é do espírito.
Então, da mesma forma que nós temos a percepção da espiritualidade é importante nós entendermos a percepção da humanidade, sobretudo encarnada para a gente não correr o risco de achar que sexualidade, sim, é uma coisa espiritual, mas por eu não querer olhar para a humanidade que está encarnada, eu deixo de compreender a dinâmica e universo, por
exemplo, de uma mulher. Grande de um homem trans que possui um contexto de vida muito diferente da grande maioria das pessoas que se colocam, se intitulam como hétero. Cis normativo branco é numa sociedade sobretudo patriarcal colonial que o Brasil ainda é. Então a gente caminha para poder é desatar alguns nós e eu acho que a gente pode fazer isso.
É sendo estratégicos nas plataformas, mas principalmente nas rodas de diálogo, que é onde, de verdade, o conhecimento, o pensamento, a reflexão. Ela é modificada na cabeça das pessoas? Olha, um excelente introito aí para nós, a questão. Temática principal dessa noite, inclusive, vou lembrar aí o nosso amigo Pedro Mara. Vele que já esteve conosco numa live, fez uma observação muito pontual, perguntando a todos nós, perguntando ao movimento como um todo, onde estão os
jovens? O que deu dos jovens, onde foram parar os jovens, né? Tá aí o comentário justamente porque nós adotamos muitas das vezes esse comportamento de que estamos numa fase de espiritualização como o Rodrigo acabou de pontuar muito à frente daquilo que é a realidade de todos nós, inclusive daqueles que falam, e aí eu vou puxar a Débora pro assunto para perguntar a ela, né? É como é que nós podemos continuar dialogando como foi a
proposta? Trazida pelo Rodrigo com esses jovens, os espíritas, os simpatizantes, os não espíritas, se a se o nosso padrão de exame de sexualidade, ele incorporará ainda um linguajar rococó, de metade do século passado, eu vou lembrar aqui, sabe, Rodrigo, o momento que eu vivi como coordenador de Juventude espírita aos meus 18 anos de idade, no longínquo 1987 do século passado, em que eu procurava bibliografia espírita para poder inserir na Juventude,
depois também nos grupos de jovem regionais, quando passei a atuar também como coordenador regional. Da Federa tiva, aqui de Santa Catarina e os mais experientes que eu eu tinha aí 78 anos de movimento espírita, diziam assim, Marcelo, se tu quiseres trabalhar sexualidade, tu tens que apresentar para a Juventude e os livros vida e sexo e sexo e destino, escritos na década de 30 do século passado, né?
Com linguajar todo rococó, um linguajar voltado para esse segmento que o Rodrigo apresentou agora de classe média, branco, escolarizado, que mora em pequenas, em grandes e eu médias cidades e que tem uma vivência universitária que tem uma vivência. Já mais adiantado em vários setores da vida. E como é que eu vou apresentar isso para um jovem de periferia? Como é que eu vou apresentar isso para um jovem trans, né? Como é que eu vou apresentar isso para um jovem acentuadamente definido como
homossexual ou como bissexual? Como temos muitos hoje, né? E tudo isso a gente vai trabalhar. Então, Débora, como dialogar com essa gente se a nossa base formativa, se a nossa base teórica? Não é de compreensão do jovem em geral. É isso abrange uma série de coisas que nós vivenciamos dentro da casa espírita e na nossa sociedade de uma forma geral. Primeiro é o sexo.
Qualquer coisa que você fale sobre sexo dentro da casa espírita e quando eu falo, casa espírita, gente, é aquela casa que o pessoal vai lá tomar passe, ouviu? Evangelho, porque tem que ouvir o evangelho antes e o toma passe depois vai embora para casa. Então assim, é. É. É um meio que foi se tornando. É extremamente arcaico, 11 ambiente austero, né? Dentro das casas espíritas, então, assim que interesse tem?
Nem eu que sou a idosa aqui da live, não tenho interesse nenhum em ver as coisas dessa forma, é uma chatice, é uma coisa desagradável e assim a gente tem que olhar para si mesmo, já que o espiritismo nos fala de autoconhecimento e saber o quanto é difícil falar sobre sexo, por exemplo. Assim, Oo dirigente da casa espírita, ele quer uma postura do jovem. Que ele tenha um conhecimento, uma responsabilidade. Corinthians, sexo que nem ele tem. Nem ele tem.
Nós temos uma dificuldade imensa de falar sobre isso. Então, AA primeira coisa que me vem na cabeça é uma coisa bem tola, é assim o que vamos falar. Falemos com simplicidade. Da forma mais natural possível, porque quanto mais dramático você fala, quanto mais suspense você coloca, mas você põe aquele tom de moralismo que fica todo mundo assim, nossa, eu não posso falar sobre isso. Se eu for falar, olha a parede aqui do centro. Não, não vai ficar bom, vai
ficar cheio de coisas e tal. E aqueles parasitas espirituais? EE assim, gente, é, nós estamos vivendo uma época que as loucuras. Que estão fazendo, falando hoje em dia de em todos os sentidos, as teorias das cons da conspiração? Agora imaginem falar isso dentro de uma casa espírita? E é. É difícil. Mas como é bom você admitir, olha sobre isso, eu não sei nada. Vamos pensar junto, vamos discutir.
Vamos mudar o jeito de falar. Aí vem aquela coisa que eu eu tenho pra ura de falar, e esse pessoal é cheio de mi, mi mi, porque não pode isso não pode aquilo, não pode mesmo, sabe porque aquele que que recebe é, de alguma forma 11 comentário inadequado, aquele que que é vítima de um bullying de racismo, tudo. Ele está cansado de ouvir
determinadas coisas. Não custa nada nós mudarmos, não custa nada a gente olhar para si mesmo e para o outro e sermos generosos de falarmos sobre determinadas coisas. Sabe que nem o Pedro falou assim, por que que o jovem está longe? Porque ninguém aguenta aquelas palestras horrorosa. Você tem que ficar em silêncio, você não pode abrir a boca, sabe? Porque o silêncio é uma prece. E aí a pessoa começa falar com aquelas pausas imensas e vai criando uma angústia em quem
está ouvindo, sabe? É nós precisamos primeiro, acolher é as pausas são horríveis. Rodrigo deu a favor daquelas faltas e aí assim eu começo a falar, mas eu não posso falar do jeito que eu estou falando aqui com vocês aí começa. Porque o espírito, quando ele começa a fazer assim, nós estamos numa jornada e que os companheiros não pode, sabe? 2 minutos o quem está ouvindo já começa a se coçar. Se abrir um papelzinho de bala, a pessoa vai embora, sabe? Não é impossível a coisa
funcionar desse jeito. Pra como Pedro perguntou onde estão os jovens? Os jovens estão por aí, mas eles se sentem acolhidos na casa espírita. Sabe, eles sentem que eles têm ali para usar o que um termo que tem se usado muito agora o seu lugar de fala não dá para falar de Juventude sem falar de sexualidade.
Afinal de contas, eles estão é, sei lá, estão a caminho, estão se descobrindo tão, enfim é, não importa onde estejam exatamente, porém, a gente tem que dar, é a oportunidade dele se expressarem e de se colocarem sentindo que eles fazem parte de todo esse conteúdo, de toda essa comunidade, dessa casa espírita.
Seja como for, e não um pária, sabe de dizer assim, ai eu não posso falar isso, eu não posso ouvir essas músicas, tal é como eu falei, é, eu tenho uma amiga que é. Enfermeira, ela teve que dar uma palestra só para homens e para falar alguns temas extremamente capcioso, ela falou, gente, como é que eu vou falar isso aí? Ela falou que ela respirou fundo tipo AA jogadora de basquete lá, esqueci o nome dela agora, que é mais do meu tempo do que o de vocês. Isso. Obrigada a Hortência.
É Ela, falou, eu respirei fundo, parei e ela falou, olha, eu falei. Falei tudo que eu tinha que falar, porque ela falou assim, eu não posso ficar inventando termos para umas pessoas que falam dessas coisas de uma outra forma e, principalmente, da sexualidade masculina, ligada à higiene. Então, falemos, sabe, sem ficar aquela coisa não pode, sabe? É toda essa proibição, não sei se eu me perdi um pouco, mas é por aí.
Oo, Marcelo, eu queria eu vejam ficar um dedo nisso, que a Débora falou aí rapidinho que é o seguinte, a gente hoje vive um processo que é a relação com a telemática, né? Então hoje a quantidade de redes sociais. A quantidade de sais it is a quantidade de acessos através do computador da internet nos possibilita uma série de de questões que algumas décadas atrás não era possível se ter
tanto acesso assim. Eu lembro que a muitos adultos, hoje, com seus 40 e 50 anos, falam que para poder ter acesso algum tipo de material, exemplo pornográfico tinha que comprar. A revista tinha que alugar 11 VHS específico, etc e tal. Hoje você tem sites disponíveis, você tem redes sociais que elas permitem. A publicação de conteúdo para maiores de 18 anos e você não pode ser iludido.
Achando que só quem é de maior de maior quem é responsável, quem quer acessar esse conteúdo para fins analíticos vai entrar para poder acessar esse conteúdo. Você tem muita gente que está acessando esse conteúdo que está consumindo esse conteúdo que está se generalizando. Você vai ter, por exemplo, AOO setor voltado a as estatísticas de Hollywood fala que a cada 10 minutos, um filme pornográfico é
lançado no planeta. E aí você veja o boom de informação que existe para essa nova geração que está chegando. Está se descobrindo, está se olhando no espelho, está fazendo comparativos do seu corpo com corpo de outras pessoas, com seus gostos, seus desejos, seus anseios. Então é um bumbum informação muito grande que a gente tem nos dias de hoje que nós não tínhamos antes e depois é importante a gente também entender que a gente vem de uma geração onde o sexo ele foi reprimido.
A sexualidade de um modo geral, Ela Foi reprimida, baixa você observar, por exemplo, se você pegar uma tradição católica que é a tradição Brasileira, você vai ver que as penitências que são propostas para os pecados confessados aos padres, são muito maiores. Quando sair, se relaciona com o sexo do que qualquer outro assunto. Você chega lá e diz assim, olha, eu matei uma pessoa, vai ter uma penitência, mas se você chegar assim, olha, eu fiquei com a esposa do meu marido, do meu colega.
A penitência é muito maior. Então, todas as questões relacionadas ao sexo, elas são sempre muito colocadas no cenário da punição, então isso fez com que a gente chegasse hoje no ano 2022 com uma sociedade que não aguenta mais a proibição, que não aguenta mais dizer assim. Isso pode ou isso não pode? É tanto que as músicas hoje em dia nem estão mais se esforçando para ser músicas de duplo sentido. A música é de sentido único, aberto, escancarado e muito claro.
Oo Evandro deve sofrer muito, porque ele traz uma proposta de salvar a música para os nossos ouvidos, mas aí, naturalmente, o que está vendendo muito no mercado é a música, que geralmente estigmatiza a mulher, coloca ela como objeto de consumo, coloca ela num cenário de estar inferior ao homem num cenário de ser utilizada. Isso é o que o jovem tem e
Débora. Ela tocou no assunto das palestras e a maior verdade que existe, porque veja, você tem hoje um palestrante que ele vai falar alguma coisa na frente. Ele dá uma informação, o menino já está com celular na mão, dando um clique no Google e nas redes sociais e pegando 5 notícias, linka razão que ele falou. E desconstruindo o que ele falou? E muitas vezes é falso que ele está colocando lá na frente. Só que o menino não pode levantar a mão para dizer que
discorda. Primeiro, porque discordar é sinônimo de estar obsidiado. Não somos educados a estar no movimento espírita discordando, porque parece que discordar é não ser muito fraterno. Segundo, porque se você for atrapalhar, você vai estar descumprindo o que a Débora colocou aquela Bela frase, o silêncio é uma prece e eu gosto sempre de lembrar que nem todo silêncio é uma prece. Você vai ter mulheres que são vítimas de violência doméstica que elas chegam caladas em silêncio.
O silêncio delas não é uma prece, é medo, é um medo encubado, de não ser vítima de mais violência, então. Eu penso que a gente tem que ir por um caminho de também mudar a metodologia em que a gente estabelece relação com conhecimento, com conteúdo. Eu gosto muito, sabe?
Bastar só para fechar, aproveitando e fazer uma homenagem aí AA sua bandana, a eu gosto muito do formato do programa do Serginho Groisman, o altas horas, eu acho que imagina as casas espíritas adotando aquele formato, formato onde a plateia seja justamente o público que já frequentei.
Você vai ter uma série de convidados, você vai ter música entrelaçada, você vai ter arte entrelaçada, você vai ter divulgação entrelaçada e ficou agora tão gostosa e quando termina você diz assim, nossa, eu aprendi tanto.
Eu vivi tanto foi tão legal. E vai embora com a sensação de grandes trocas que foram feitas porque hoje de verdade, não tem ninguém mais que é o senhor especialista dos assuntos até os grandes eventos do movimento espírita não se traz pessoas com temas especializados, com temas onde a pessoa fez uma tese de mestrado de doutorado, fez uma dissertação de mestrado, fez uma pesquisa, é uma pessoa especialista naquele assunto. Ela vai apresentar a pesquisa dela.
Não tem mais isso. Você tem as mesmas pessoas que vão falar sobre os mesmos temas a todo momento. E aí, detalhe, às vezes vai falar sobre o mesmo tema, só que guardando o mesmo ranço de século passado, século passado. Numa dinâmica que é uma dinâmica muito diferente dos dias de hoje, esperar que os jovens fique de frente 1 hora ouvindo alguém é extremamente doloroso, né? Extremamente desagradável, principalmente numa geração onde está acostumada a fazer 7810 coisas ao mesmo tempo.
Bacana, bom, vamos trazer essa ideia. A Jaque foi falado aí sobre a pausa. Débora é, e o Evandro somos da área da música. A pausa é tão importante quanto a nota musical. Às vezes ela é mais importante ainda, porque ela vai permitir o encaixe das notas e vai permitir que a dinâmica Harmonia da música alcance o destino a que ela se dirige.
Mas o Rodrigo Na Na intervenção anterior, falou do tempo, do afeto, do tempo, do espírito e parece esse ser o grande calcanhar de Aquiles de um movimento espírita. Evandro, que se auto intitula como consolador. É consolador do espírito, porque apresenta uma realidade espiritual que as outras religiões que as outras filosofias não adotam, não conhecem e não validam.
É consolador, porque você chega com uma gama de problemas existenciais e ela te mostra a relação de causalidade entre a existência atual e o passado de todos nós. Mas ela acaba não sendo nem um pouco consoladora, justamente pelos problemas que tanto a Débora como Rodrigo acabaram de elencar. Então a minha pergunta para
você, dentro desse contexto, é? Como é entender que o movimento espírita é consolador por excelência, porque nós estamos validando essa proposta consoladora todos os dias no ICK, nós entendemos que a proposta do espiritismo é
justamente explicar. E quando você explica, você consola, mas aí dentro desse consolo, você se dá de cara com o conservadorismo que não permite que haja o consolo para esse público que procura o espiritismo com uma alternativa de entendimento que as outras religiões e filosofias não permitem divisar, justamente porque não são reencarnacionistas, não acreditam na sobrevivência do espírito. Não acreditam na lei de causa e efeito, et cetera, et cetera, et cetera.
Como lidar, então? Evandro oliva com as muitas dâmares que nós temos nas instituições espíritas? Há, Marcelo pergunta muito boa, porque? O movimento espírita do jeito que está configurado hoje tem muito mais de religião, né? Parece muito mais um catolicismo com, com reencarnação a às vezes tem algumas casas que eu conheço, tô falando coisas que eu conheço, né? O que eu ouvi dizer? Algumas casas parecem um culto evangélico, né? Tem os não pode, não, não, não
isso, não. Aquilo, uma veneração pelo dirigente da casa espírita. Isso me incomoda assim, muito profundamente, porque tudo ao contrário, né? Que a doutrina nos nos diz. A eu não sei como é que faz pra mudar isso, né? É, eu acho que cada um que compreendeu isso tem que ter é coragem, né? De não ficar quieto. Para começo de conversa, mesmo que seja expulso, tá tudo certo. Se for expulso e foi uma turminha Funda, outro centro espírita, aí faz o que você
precisa fazer, né? Não pode não, não se pode ficar quieto, é, eu concordo em gênero, número e grau que a gente não vê muitos jovens, porque justamente não tem nada que os atraia, né? Aliás, eu canto em grandes congressos espíritas e vejo, sou amigo da maioria dos dos palestrantes mais conhecidos. Mas que, na verdade, de Congresso não tem nada, porque é simplesmente uma exposição de algo que aquela pessoa acha, em maior ou menor grau.
Por exemplo, ficar falando de sexualidade, ficar falando de aborto, de repente tem uma tal roda de conversa que é uma roda de conversa para quem está entrevistando e 2 ou 3 pessoas, todos homens. Ninguém com o lugar de fala, todos homens dizendo o que que a mulher tem que fazer, o que que tem que deixar de fazer assim. Absurdo, né? Imagina os centros espíritas, especialmente esses centros religiosos, que as pessoas são induzidas a respeitar o silêncio
é uma prece. Teve centro espírita que eu fui que aceita até cachorrinho. Você pode levar, mas se você falar oi, olha por que você escuta assim? Falei de Jesus, misericórdia, que que é isso aqui? É é, eu estou Na Na, na. Na era medieval. Parece que vão me cortar minha cabeça imediatamente, né? É o que me incomoda profundamente. As pessoas que não conhecem o mínimo de sexualidade, de gênero ou condição sexual, não sabe a diferença de uma coisa e de
outra, acham um absurdo. Mas como é que uma mulher é trans? Pode gostar de homem, então ele é um gay, a sabe, 11 confusão que eles não entendem patavina nenhuma e vão fazer palestras. Em casas espíritas, em congressos falando bobagem, ofendendo as pessoas, né? Isso tem que parar. É urgente isso. Tem que parar, é no go. O que é eu participo ativamente, né, da da, da, da nossa casa espírita, que é o geo Rio Preto. É. Eu coloquei até no Google, né?
Nós temos uma página, convida todo mundo conhecer, tem YouTube, tem podcast go Rio Preto é e na página eu coloquei. Fiz questão de colocar sim, que tem umas condições lá do Google, empresa que mostra e tem empresa que acolhe público LGBT que ia mais, né? E graças a isso estão aparecendo pessoas que nunca sentiram isso em lugar algum. Em centro espírita nenhum, porque não se fala disso, né? Ou quando se fala. Eu já ouvi 1000000 de vezes.
É a pessoa, geralmente homem, branco, cis, hétero, colocasse num pedestal e diz não porque a gente deve aceitar e amar os gays, por exemplo. Mas o homossexual é porque na outra vida é. Foi alguém que se aproveitou demais do sexo oposto. Então vem com um castigo de desejar o mesmo sexo. Que que isso diferenciam os absurdos que são falado nas religiões, especialmente nas neopentecostais. Nada é só um jeitinho bonitinho para exalar preconceito, entendeu?
Nada não está escrito em lugar nenhum das obras fundamentais, mas vai fazer o quê? Porque a maioria dos centros espíritas, o que menos tem, é Kardec. As pessoas se preocupam em estudar o égide da da febre, que mistura Kardec com tudo quanto é obra mediúnica, escrita por um espírito e um médio, né? Quer dizer, comparar uma coisa com a outra, esdrúxula é absurda, né? Induzir as pessoas que todo o trabalho de Kardec.
Que foi feito com milhares de médiuns, com milhares de espíritos, e que um com uma capacidade apuradíssima. De entender o que que é bom e o que que abobrinha e descartar você comprar isso com um espírito com o médio que pode falar bobagem que quiser. E aí o médium pública e tá tudo certo aí, se acha que é a mesma coisa, não é a mesma coisa. A 111. Curiosidade nos anos 80. Quem é jovem há mais tempo deve lembrar, e eu não sou o mocinho
não, tá? Eu já estou nos 5050, ano que vem, a 50 mais é nos anos 80, por incrível que pareça, a sociedade Brasileira é infinitamente mais liberal do que hoje. Lembra de ti, ETA? Na abertura da novela, parecia uma modelo lindíssima, com os peito de fora e tava tudo certo, ninguém reclamar. A gente parece que andou para trás, assim é nesses últimos 20 anos a gente andou 50 para trás, ficou todo mundo careta, todo mundo esquisito, né? Graças especialmente as
religiões, né? E uma última coisa que eu acho muito interessante. No meio espírita para ficar bonito, pomposo de falar primeiro que eu acho assim, absurdo é, me irrita profundamente. Imagino pra jovem, né? A pessoa que vai discursar e o Evandro falo assim com vocês, mas quando eu vou fazer uma palestra, meus irmãos, estamos reunidos aqui para fazer a vá tomar banho, que que é isso? Que ridículo, né?
E aí as pessoas se colocam como se fossem espíritos, não porque a gente não precisa falar de sexo. Né? Somos espíritos numa experiência física. Então, caro amigo, cara, amiga, vou te lembrar que estamos numa experiência física, está todo mundo com sexo, pode até ser assexual, pode ser trans, pode ser cis, pode ser hétero, gay, pan, o que quiser, mas todos estamos vivenciando esta experiência.
Portanto que possamos falar isso abertamente, com tranquilidade, como a gente faz no geral, por exemplo, que primeiro não tem palestra, tem roda de conversa, a gente fica todo mundo, um olhando para a cara do outro, todo mundo fala e todo mundo discute estudando as obras de Kardec não, Violetas na janela ou qualquer obra mediúnica. Né? E isso todo mundo cresce, inclusive a gente que estuda.
Quando a gente vai estudar de novo e com a opinião de todo mundo, com a curiosidade de tudo, a gente aprende pra caramba, muito mais. É meio um Serginho Groisman, porque assim tem até música na sessão mediúnica. Precisa ter uma ideia, a gente mistura bem as coisas, né?
É ainda alguns jovens, é passaram por lá, mas por motivos de estudos mudaram de cidade e tudo mais, mas a gente tem certeza que a gente fala essa linguagem primeiro da voz a todo mundo dá voz aos problemas que cada um traz sem ter, olha aqui é proibido de falar de tal coisa não, não é. Especialmente de política, porque se tem uma coisa que a doutrina espírita fala gritando, especialmente no evangelho que todo mundo adora recitar como se fosse assim, uma obra sagrada,
um mantra exotérico ida lá no evangelho, tá falando tudo sobre desigualdade, de Riqueza, tá tá assim, descendo a lenha e dizendo claramente o tanto que Jesus foi socialista o tanto que a gente, né? Se quiser um mundo mais justo, tem que olhar por esse caminho. Então evangelho está repleto disso, mas as pessoas preferem falar com aquele ar de Ike sagrado, não porque o evangelho no lar até.
No meu canal, no começo eu fiz sem programas, eu fiz assim, seguir aquela receitinha de bolo de que bom, você faz uma abertura, aí você faz uma prece, aí você fala o evangelho, aí você faz um comentário e pior, você fala o evangelho abrindo ao acaso, imagina? Ia ter, trouxemos programa repetido, né? Não fazia sentido nenhum. E não é nada disso, o evangelho é para ser estudado. Na sequência, não é ficar abrindo por acaso, parecendo que é uma coisa muito, muito exotérica, né?
Muito espiritual e termina com uma prece. Aí eu cheguei no programa número 100. Eu falei, pai, por que que eu tô fazendo isso? Parei. É a partir do 101. Comecei a fazer um estudo do evangelho, sem pressa e sem nada esotérico, do jeito que Kardec é. Fazia, né? EE, que aqui no Brasil, especialmente na década de 4050, ficou muito religioso, extremamente religioso, e a gente está se perdendo nisso. O que me dá um desespero profundo, porque assim é no
espiritismo. É, é tudo, menos religião, né? Então é a gente, eu eu tento no pequeno espaço que eu tenho falar sempre disso, né? É abrir os olhos das pessoas, porque eu também demorei para entender, já que. É, mas o meu processo foi diferente. Eu era católico, deixei de ser católico porque comecei a fazer questionamento, que não era respondido, fiquei ateu durante um ano, acreditava em absolutamente nada e o espiritismo me resgatou por ser uma fé raciocinada.
Então eu comecei a estudar sozinho, eu comigo mesmo, com as obras, então eu não tive esse esse processo é meio vicioso de você depender de um curso ou de alguma coisa que uma casa se é religiosa, vai ensinar o jeito religioso de ser, porque raramente vai ter uma casa que estuda Kardec e ensina Kardec puro, né? Então o grande problema é como é que a gente faz para mudar isso? Porque eu acho que se a gente mudasse isso primeiro, né? Se se atentasse a isso EE
voltasse, né? Não é que a gente, a saudosista, não é misturar o tudo o que tem de bom na doutrina espírita e tem, assim, temas fabuloso, muito atuais, juntar com a atualidade e em cima disso, estudar e desenvolver, não ficar perdendo tempo com palestras é rococós pomposas para falar de assunto que não tem nada a ver com a pessoa que a pessoa não tem lugar de fala algum e muitas vezes tem conhecimento algum, especialmente quando vamos falar de sexualidade aí assim.
É um completo desastre nos últimos congressos que eu tenho participado. Assim, desesperador, eu não consigo assistir fala que que essa pessoa está falando tanta abobrinha desse jeito? Achando que tu, que espírito tem a mania de achar que pode falar de todos os temas, mas não estuda nenhum deles ou estuda muito pouco. E aí vai o seu próprio preconceito enfiado num tema falando de uma maneira pomposa e caridosa, a gente, menos hipocrisia, né? Tá na hora da gente acordar.
Sensacional essa fala aí de que o espírita pode falar de qualquer tema, mas não estuda nenhum deles, não é isso parece ser a nossa rotina diária, né? Sobretudo quando a gente tem um déficit muito considerável de preparação do expositor, basta que alguém, alguma pessoa se destaque minimamente num grupo de estudo num grupo de atividades e ele já é guindado à posição de palestrante e assume a tribuna e começa como vocês
bem explanarão. Nas outras falas, a dizer a sua opinião travestida de espiritismo, né? E aí começa a falar assim, AO alcoolismo. Segundo a doutrina espírita, a homossexualidade segundo a doutrina espírita. OA navegação na internet segundo a doutrina espírita, se você fizer aí rapidamente dá um Google aí, tio, você vai encontrar essas aberrações, como se o espiritismo tivesse que estar inserido na explicação, visão particular das pessoas sobre as temáticas.
Não. Nós temos que linkar o espiritismo, mas não dizer que a nossa opinião é opinião do espiritismo ou é a verdade espírita. Isso aí é uma diferença fundamental. Bom, eu anotei aqui que vocês, de certa forma é estão. Patrocinando uma proposta nova de inserção de toda essa comunidade, com preferências com é escolhas com vinculações com desejos, com expressão, identidade sexual na ambiência espírita, porque esse é OOO que nós gostaríamos que fosse o
lugar espírita na sociedade. É um lugar onde todos têm espaço, todos têm voz, todos podem se reunir amistosamente para estudar o espiritismo sem aquele olharzinho de canto, de olho sem aquela fala preconceituosa. Sem aquela exclusão, como vi uma vez aqui em Florianópolis, 11 moça de orientação claramente homossexual seria impedida de evangelizar crianças. A outra, impedida de se manifestar de forma, é mais ostensiva na atividade
mediúnica. Então são situações que a gente vê no dia a dia, então eu perguntaria, dentro desse contexto, fazia uma pergunta 2 em um. É com a minha vivência. Rodrigo, Débora e Evandro.
Eu tenho percebido que numa outra filosofia, numa outra religião, numa outra matize espiritualista e também kardecista, nós podemos dizer que, ao contrário do espiritismo, nós temos um ambiente gay, friend lei, ou então LGDLGBTQ ia mais friendlier que que é isso, Marcelo, amigável para o homossexual para alérgica para o transexual, para uscis, para o homem trans, et cetera e tal, a mulher trans para todo mundo, muito mais na umbanda do que no
espiritismo. Esse pessoal que é nós que somos nós, que estamos todos aqui encarnados na Terra, se sente muito melhor na ambiência umbandista do que na ambiência genuinamente kardecista chamada centro espírita. Então, Rodrigo, as minhas perguntas são fáceis, são tranquilas. Assim é bater, estou lançando para ti. Tu vai cabecear, já vai fazer o
gol. Você como enquadrar Rodrigo, a bissexualidade e isso é a prática concomitante do sexo com pessoas de gênero distinto, si, de mesmo gênero, durante parte da vida ou às vezes até uma existência inteira. E dentro disso, se o movimento espírita, como vocês bem demonstraram até agora, tem muita facilidade e tranquilidade de transitar, de navegar na dicotomia masculino e feminino.
Mas não tem nenhum a pros, não tem nenhuma empatia com as outras manifestações de gênero presentes na nossa sociedade. Como lidar com isso? Como o espiritismo pode nos ajudar a se tornar mais um movimento LGBT? QEA mais friendlier? O Marcelo, primeiramente, é importante a gente lembrar e até fazer aqui um apelo, que, se Kardec estivesse encarnado aqui entre nós, com certeza.
Kardec já tinha feito algum estudo levantado alguma tese e questionado os espíritos muito sobre a questão do movimento LGBT, que ia p mais que é inclusive uma coisa que eu queria abrir um parênteses aqui. Antes de responder a tua pergunta, perceba que os nossos grupos mediúnicos não costumam dar mensagens de gays. Lésbicas, homens e mulheres trans. De pessoas que tiveram a vida voltada, por exemplo, a arte transformista. Pessoas que foram as sexuais, você não vê?
Você não vê esse tipo de comunicação nos grupos mediúnicos, o que é muito estranho, porque nós estamos numa sociedade onde muitos gays já desencarnaram muitas lésbicas já desencarnaram e esse pessoal não está vindo para os centros espíritas da mensagem para dizer assim, olha, eu era gay, conta me encarnado. Mas quando eu desencarnei pessoal, aconteceu isso se deu de tal forma, não teve problema com isso ou teve problema com aquilo, então você não vê esse
tipo de de abordagem, né? Existe uma fala também centralizada no padrão normativo, sobretudo da sociedade classe média Brasileira. Branco, hétero, cis, exige toda uma folhagem. É é linguística, colocada ali e agora. É claro que a gente sabe disso, é que isso não acontece porque os grupos mediúnicos, principalmente aqueles que são os mais sérios, também não conseguiram ainda superar as suas deficiências na temática de sexualidade.
Então fica parecendo que seria dar a entender que você é um médio inferior, se eu sei que eu posso usar essa expressão é se você trouxesse uma comunicação de um gay e uma lésbica de um homem trans, então parece que não há uma afinidade estabelecida, não há um processo em que é possível estudar a dinâmica espiritual das pessoas que tinham essa dinâmica de vida quando estava aqui. E se isso de fato influencia em alguma coisa, não é porque é muito interessante.
Muita gente adora dizer que isso vai influenciar nas energias, mas ninguém apresenta um estudo Sério, contundente. Uma pesquisa que mostra realmente o que é que tem a ver. O fato de ser gay, lésbica, transexual, bissexual, com o uso da energia, porque se a gente for falar sobre isso, OA heterossexualidade também mexe com a energia a gente contar debulhando sobre esse assunto. Eu já vi muitos congressos que a pergunta gay pode aplicar a paz na casa espírita.
Sempre sai. E é interessante, porque ninguém questiona o hétero pode aplicar passe na casa espírita, não é? E por que que eu estou trazendo essa provocação? Porque a gente não pode mais viver uma época em que a gente acha que é anormal alguma coisa ou algo não existe, ou algo pode ser influenciado ou pode ser inventado. Você tocou no assunto da bissexualidade? Marcelo, eu acho que para quem está assistindo a gente é importante criar um conceito sobre esse esse tema.
Primeiro, a gente tem que diferenciar 4 coisas que parecem ser simples, mas é uma grande confusão que acontece na cabeça das pessoas. O que é identidade de gênero? O que é orientação sexual? O que é sexo biológico e o que é expressão de gênero para que a gente comece a colocar cada coisinha no conceito certo. Então, identidade de gênero é quando você se olha na frente do espelho e você observa principalmente o seu corpo. Se você se identifica com esse
corpo ou não. É um processo muito mais psicológico, é um processo que acontece muito mais na sua mente. É olhar-se no espelho e dizer assim, olha, eu nasci com essa genitália, eu nasci com esse corpo, eu nasci com essa performance física. Eu me identifico com isso, eu consigo estar bem com essa aparência que eu estou me mostrando, sim. Então, se eu consigo criar conexão com aquilo que eu vejo, eu sou uma pessoa cisgênera. Eu consigo criar uma relação com
o que eu vejo. Se eu não me vejo daquela forma, exemplo, e aí vou dar um exemplo assim, bem cru, né? Bem cru mesmo do que a sociedade fala. Se eu me olho no espelho, vi que eu tenho a genitália masculina, mas eu não me identifico com essa genitália masculina. Essa diferenciação de identificação me torna uma pessoa trans, me transgénero. E na hora em que eu parto para uma perspectiva, formas e de vida, eu posso também ter
travestis e transexuais. Então o homem, a mulher trans e a travesti estão muito mais dentro do conceito da identidade de gênero. É quando eu me olho no espelho e como eu me enxergo. A orientação sexual é por quem eu me atraio física e afetivamente do ponto de vista de gênero. Então, por exemplo, se eu sou uma pessoa que me olhando no espelho, me identifique como alguém do gênero masculino. E eu me atraio por uma outra pessoa do gênero masculino. Ou c do mesmo gênero?
Eu sou homossexual. Mas se eu me identifico como sendo do gênero masculino, mas eu me atraio por uma outra pessoa do gênero feminino por ser diferente, eu sou heterossexual. No momento em que eu me atraio física e emocionalmente por uma pessoa de ambas as preferências. Ao mesmo tempo? En dosagens diferentes em variáveis de tempo diferente. Eu sou bissexual. Então, a heterossexualidade, a homossexualidade e a
bissexualidade. O sexo biológico é justamente a parte fisiológica do processo, é aquilo que caracteriza a minha genitália, os meus órgãos específicos daquele processo cromossômico. Então, aqui eu tenho uma genética envolvida também. Para definir o macho ou a fêmea, definir o processo do homem e da mulher, se bem que. Já sabemos que não é mais utilizado o aspecto do sexo biológico como único definidor do que é ser homem do que é ser
mulher. Já temos hoje uma ampla percepção de que ninguém nasce mulher, por exemplo, torna-se mulher, porque é uma construção social, política, histórica e cultural. Então, o sexo biológico faz a gente ser macho, fêmea ou o intersexo, né? Que é o que antigamente nós chamávamos de hermafrodita e por último. A expressão de gênero, expressão de gênero é estar ou não de acordo com os padrões estabelecidos pela sociedade. Padrões do tipo meninos vestem
azul e meninas vestem rosa. Quem disse que em algum momento o menino tem que vestir azul e menina veste rosa? Meninos brincam de carrinho, meninas brincam de boneca quem disse que o menino tem que brincar de carrinho e menina ter que brincar de boneca? E quem disse que se o menino brincar de boneca ele vai virar mulherzinha? E se a menina brincar de carrinho, ela vai virar um hominho. Quem disse que realmente é um processo de fora que influencia o que está dentro?
Não é uma construção que o espírito já traz com ele e quando está aqui encarnado, só se apresenta. Então eu estou dando toda essa explicação, Marcelo, para ficar claro para as pessoas. Quando nós falarmos sobre o que é a bissexualidade, nós dizemos que estamos falando de um processo relacionado à orientação sexual e aí eu vou dar só um exemplo aqui para exemplificar tudo, e aí? O Evandro até falou sobre esse exemplo, eu vou dar para poder desatar O Nó que fica na cabeça de muita gente.
E eu vou falar exatamente como a sociedade fala pra ficar fácil das pessoas, entendeu? Primeiro a nasceu um menino. É assim que as pessoas falam, nasceu um menino. Só que esse menino quando chegou na frente do do espelho, ele não se identificou, mas como menino. Então ele se identifica agora
como uma menina. Então, é uma mulher trans. Só que depois que virou uma mulher trans e as pessoas usam esse termo mesmo, virou mulher trans, não é com o que na verdade não se aplica, mas só para deixar claro, virou Monet trans. Então, o que acontece nessa hora, essa mulher trans? Ela se atrai afetiva e fisicamente por uma outra mulher.
Uma mulher se diz, por exemplo. Espera aí, uma mulher trans que se atrai por uma mulher cis, ou seja, ela é. Como sexo ao é uma mulher trans, homossexual, as pessoas vão dizer assim, pera aí. Virou mulher para continuar gostando de mulher. Na tradução, só que não é o processo da transição, fez aquela pessoa que nasceu menino. Se identificar de fato com que ele sente que ele é. Que não é ele, É Ela. Ela sente que é uma mulher. Só que a afetivamente, ela se atrai por outra mulher.
Então, do ponto de vista de identidade de gênero, ela é transexual. Mas o ponto de vista de orientação sexual, ela é homo, afetiva. E na hora que você entende isso fica fácil. Por exemplo, você colocar um processo de acolhimento em direção a essas pessoas. Uma vez eu fui questionado por uma dirigente de uma casa espírita. Como que ela deveria chamar uma travesti? Se chamava pelo nome da ficha, que geralmente ainda infelizmente é o nome masculino. Ou se chamava pelo mundo e da
própria pessoa? Como é que se chamava? Como é que entrava em contato com essa pessoa, principalmente a aquelas mulheres trans que estão vivendo o processo da transição ou os homens trans em transição, que fica aquela coisa que você olha EOO biotipo fica indefinido se é uma coisa masculina, se é uma coisa feminina, o que é que é?
Como que você se relaciona? E eu falei Pra Ela, fez, olha, não pode tratar as pessoas da do movimento LGBT que ia p mais como se fosse androides ETs ou coisa do tipo são humanos. Então você pergunta, meu amor, olha, me desculpe, mas como você quer ser chamado? Como você quer ser tratado? E aí a pessoa vai descer. Nole eu me chamo Júlia. É uma mulher trans, então, pessoal, essa daqui se chama Julia e daqui pra frente todo mundo vai chamar ela de Júlia.
E é um processo que estabelece uma relação de acolhimento, porque. Porque o nome e a forma como a pessoa é acolhida é a primeira porta que se abre para as outras que virão na sequência, sobretudo, do estudo do aprendizado, do conhecimento, do desenvolvimento.
E aí eu faço uma provocação, Marcelo, porque assim é tão prova que nós, enquanto espíritas, ainda não compreendemos essas diferenças e ainda não aceitamos e naturalizamos conviver com essas múltiplas formas de se lidar com a sexualidade no plural que nós vamos encontrar, por exemplo, no nosso movimento espírita, ausência absoluta de representatividade. LGBT QIAP mais exemplo, qual é, de cabeça a travesti que você lembra que foi palestrante de algum grande Congresso? Não existe.
Qual o homem trans que é presidente de alguma casa espírita? Não existe. Qual é a mulher trans que é presidente de alguma casa espírita ou tem algum papel de relevância dando palestra ou que seja, não tem. O que existe é um silenciamento. E esse silenciamento é reflexo da nossa ignorância sobre o tema sexualidade e, principalmente, do nosso descontentamento com o
diferente. Quando muitas vezes a pessoa que está ali na condição ou não, você nem condição a pessoa que se apresenta como homossexual, bissexual, transexual ou que seja homem, mulher ou seja lá o que for intersexo assexual é, é, enfim, cuia ou o que for, é a pessoa. Ela muitas vezes tem uma condição moral, uma condição espiritual, uma condição intelectual muito maior do que aqueles que estão ocupando os espaços estratégicos de poder
dentro das instituições. E talvez tenha uma conotação de muito mais respeito em relação à vida. Quantas são as pessoas hétero branco é é de uma sociedade normativa que, na surdina da noite, pega o seu carro e vão alugar garotas de programa nas avenidas, nas estradas da vida, né? E fazem escondido ou muitas vezes vão se relacionar com pessoas do mesmo sexo, fazendo uma série de coisas que, no casamento, na vida a 2 com a esposa não conseguem fazer. Então eu penso que.
A cinta caminhando para desconstruir essa ideia de abominar pessoas por elas serem diferentes, estarmos abertos para compreender esses conceitos, porque se eu quero acolher, eu tenho que saber quem eu estou acolhendo. E até mesmo compreender a dinâmica e a problemática devida dessas pessoas ou. Ou Evandro? Eu fui para uma peça que teve aqui em Recife de um amigo meu
que é produtor de teatro. O Flávio Calazans, e ele escreveu uma peça chamada uma flor de dama da noite, é um monólogo onde ele faz e conta, né? Ele encena a vida de uma travesti. E por que uma dama da noite? Porque ela só podia sair à noite, porque a noite ela não seria criticada à noite. As pessoas não estariam na rua pra apontar o dedo Pra Ela a noite ela não seria alguém que poderia ser estigmatizada à noite, ela seria alvo do do fonte de desejo de muita gente
que ia se satisfazer com ela. Então ela era uma flor de dama da noite. Então são pessoas que são vampiriza das no sentido de só sair à noite como vampiros, né? Como morcegos, que só saem à noite para fazer as suas necessidades. Diversas são pessoas que têm a espiritualidade roubada, porque não vão para uma igreja, não vão para um templo religioso, porque vão ser condenados, vão ser criticados, vão ser estigmatizadas.
E no centro espírita também acontece isso e aí eu acho que é importante a gente dar protagonismo. Da voz e trazer as pessoas para contar as vidas que elas têm. E até mesmo fazer os outros entenderem que não são vidas fáceis, são vidas de sobrevivência. E eu gosto só pra fechar. Marcelo, é de lembrar a questão 880 de o livro dos espíritos, quando Kardec questiona qual o mais fundamental de todos os direitos humanos.
E os espíritos respondem o direito de viver, pois ninguém tem o direito de atentar contra a vida material do seu semelhante. E aí eu fico pensando, sabe nos espíritas? Eles falam que não devem se misturar com política, o que é uma grande hipocrisia, porque o espírito Jean, por si só, ele é político, porque ele quer influenciar uma sociedade para que ela seja melhor. Isso é política, Na Na, na, na, no que há de mais base.
E aí, quando fala-se, por exemplo, de que ele pautar o aborto não é a história da de legalizar ou não o pessoal vai pra rua, faz faixa, conversa com o deputado, vai para Brasília e fica fazendo aquela pressão no Congresso e não podemos aprovar PEC do aborto e não sei o que isso aqui lá, beleza, só que ninguém faz esforço nenhum para proteger e criar políticas públicas de proteção a população trans, por exemplo, e é uma população que no Brasil tem prazo de vida, não passa de 35
anos. Estão pessoas que estão morrendo e nós dizemos que somos provida e justificamos com a questão 880, por que que não nos somos providas de todos e todas das mulheres das mulheres estranhas dos homens trans, que são os
mais vitimados? Mas dos gays também, que são ritmadas, lésbica as crianças, sobretudo periféricas, negras, pobres, miseráveis, em condição de insegurança alimentar, os quilombolas, os os, é os povos originários, porque nós não somos provida de todos, porque que a gente não deixa de lado essa falácia de dizer que o espiritismo não se mexe com política, mas só mexe quando é conveniente na questão do aborto, que é uma pauta fundamentalista.
E abrimos realmente espaço para passarmos a ser, de fato, acolhedores a fraternos, contribuindo, propondo pautas na sociedade, tornando esse mundo um lugar melhor de fato, e não uma coisinha mágica de transição planetária que vai vim como glitter caindo do céu. Os Anjos do senhor tocando harpas e boa parte dos Anjos tocando harpa. Até legal porque tem uma música aí, erudito, envolvida. Vai que o Evandro já está ali, aproveita o embalo já traz
também uma composição junto. É até legal, mas a coisa da mágica não é gente. Eu acho que é importante a gente ter essa lucidez, sabe? Eu sinto falta disso e acho que Oo movimento ele vai começar a se desenhar. Para nos próximos anos, abrir espaço para essas temáticas. Marcelo, deixa eu só fazer um adendo, por gentileza rapidinho, é Rodrigo, o que você falou, né? Que essa postura hipócrita que os espíritas adotam, né? De excluir muita gente, de ser
conservador e tudo mais. Nós vimos essa semana no Senado. Porque é um senador que eu não vou falar o nome, porque não vou dar palco para para besta, gente, gente que fala uma coisa e faz outra que se elege por ser espírita, né? Se não me engano, pelo Ceará fala, faz um Monte de coisa até incorporadora Bezerra de Menezes, no Congresso Nacional é chama Deus e o mundo dos espíritos para fazer homenagens,
né? E na hora de votar 11 PEC que vai dar dinheiro para quem tem fome votar contra, olha que Maravilha. Isso é assim é a síntese do que está o movimento espírita hoje, são muito bons de falar, mas são uma negação de fazer hipocrisia. Pura, é só isso que eu falar. É, só faço uma pequena observação quando a gente fala. Eles fazem os espíritas fazem. Vamos encampar isso, né?
Nós, espíritas fazemos porque se não, nós também adotamos uma postura hipócrita de dizer que alguns espíritas fazem e nós estamos certinhos. Nós estamos no outro caminho. E quantas vezes somos nós que apontamos o dedo? É para situações que não são confortáveis para nós a pouco
mesmo. Nós tivemos uma companheira que está assistindo a nossa live pelo canal do YouTube, que manifestou a sua expressão de contrariedade em relação a nós, dizendo que nós estamos querendo reescrever Kardec minha amiga, nós não estamos reescrevendo o Kardec porque nós não tocamos em uma linha da obra originária, inclusive, eu é secar,
patrocinou. A recuperação das obras, a gênese e o céu inferno que foram adulteradas, após o desencarne Kardec, foram recuperadas por movimento espírita, que, para o movimento espírita. Observe as 2 edições e tira suas próprias conclusões, nós 2, Marcelo, nós. Nós somos plurais, nós colocamos na tela a manifestação contrária à nossa live, porque nós queremos agregar.
Queremos discutir. Nós não estamos reescrevendo o Kardec, nós estamos reinterpretando o Kardec, porque se não o Kardec vai ficar vinculado a segunda metade do século XIX, onde não se discute a homossexualidade, por exemplo, onde não havia espaço para as mulheres e homens e se trans, onde havia um padrão, uma padronagem de sexualidade, onde todos tinham que se conformar, até porque a igreja dominava. É com amplitude este cenário e esta realidade hoje não.
Agora, quando nós queremos transformar o espiritismo, o centro espírita, numa igreja transformado o espiritismo numa religião, nós estamos repetindo a padronagem que já foi vigente 15 séculos, 16 séculos, que é a imperatividade do cristianismo organizado a partir da igreja de Roma. Então, minha amiga, nós estamos sim reinterpretando, mas nós não estamos reescrevendo porque nós temos máximo respeito pelo trabalho do homem Allan Kardec e das inteligências superiores,
que com eles conviveram. Débora, você queria fazer uma parte, fica à vontade, é desculpa, eu acabei te interrompendo, mas assim é é do que os os 2 meninos falaram, né? Que, por exemplo, não tem lugar para fazer isso, não tem lugar para aquilo, não tem acolhimento e não tem mesmo porque eu sou testemunha de que uma mulher trans foi convidada a se retirar da casa. Por quê? É não condizia com com o ambiente, entendeu? Por exemplo, o trabalho que a gente fazia Na Na penitenciária.
Se a gente chegasse lá para julgar a condição de todas aquelas meninas, seja lá qual fosse. Pelo motivo, porque foi presa e por questões de sexualidade, a gente nem entraria ali, sabe? Então, muitas vezes o espírita, né? O meio espírita está preocupado em falar em Caridade e que espírito não tem sexo, mas não quer resolver nenhum problema social.
Por exemplo, o Rodrigo falou da questão do aborto, todo mundo não, porque eu sou a favor, a vida tal aquelas coisas assim, exageradas, mas ninguém pensa nessa criança que se ela nascer, ela não tem estudo. Ela não tem oportunidade de trabalho, ela não tem oportunidade de uma vida digna, gente, o que que é isso? Sabe?
Então é. Tem muita coisa que a gente tem que enfiar a mão dentro da Cumbuca, sujar para ver o que que a gente pode modificar e as questões sexuais também estão aí. Se a gente não falar sobre isso, como é que uma pessoa que já se vê diferente? É, ela pode encarar o meio espírita e assim eu sou testemunha de vários casos, não só das questões sexuais, mas por questões racistas e tudo dentro da da penitenciária.
A gente vivenciou muita coisa absurda, mas assim um aprendizado imenso, sabe de como a gente tem que aceitar o outro exatamente Como Ele É. E se o espiritismo não se propõe que falando de Kardec, resgatando, como Marcelo falou, sabe da da das questões sociais, aonde ele se perdeu, sabe? Na revista espírita, por exemplo, de 1866 de abril, existe uma discussão lá entre jovens, numa numa escola, filósofos e tal EE aí é, é feito um comentário que me chamou
muito atenção, né? É que eles estão falando sobre espiritismo e aí, e aí na no artigo diz assim, né? O espiritismo, até então, era dito clandestinamente e ei-lo oficialmente, abertamente num debate, né? E você não se preocupe, a Juventude é curiosa, sabe? É por mais que tenha se tentado desviar do assunto do espiritismo, a Juventude é curiosa e ela vai trazer outras pautas e eu fico me perguntando, é aonde a gente perdeu esse ELO de ver que a Juventude é inovadora?
É curiosa, é capaz de fazer uma série de coisas e onde o espiritismo, sendo vanguardista inovador, se perdeu nesse movimento? É. Nem o pentecostal quase sabe tudo, se tornou dentro da casa espírita. A culpa, por exemplo, No No meio
de uma aula é, eu fui. Arrasada pela companheira de de aula que estava junto comigo quando a gente falando sobre homossexualidade, é, ela me fala assim, a porque o as pessoas que extrai trazem esse problema é porque esse problema ela falou exatamente assim, as pessoas que trazem esses problemas são doentes da alma. Nossa. Assim é, é muito. É muito dolorido a gente ouvir isso e aí nós não sabemos a dificuldade do outro, de ter que lidar com essa coisa que é chamado de diferente na
sociedade, sabe? É um processo extremamente doloroso de transição de uma mulher. Que seja para o homem é, ou vice-versa, né? Nós não sabemos o quanto há de sofrimento nisso, quantos jovens estão se suicidando e nós estamos fazendo o quê com esse espiritismo? Consolador, que não abre os seus braços para essa sociedade que precisa às vezes só de um
abraço? Me desculpem que eu é uma coisa que me emociona profundamente, sabe profundamente, porque é a gente acaba deixando de lado a dor do outro. Há por que isso é esquisito? Não é assim, não é por esse lado, sabe? Não é por esse lado, todos nós precisamos de acolhimento. De alguma forma, então é eu trago isso assim, por por ser testemunha de diversas formas, na prática, em tudo o que eu já vi EE, uma coisa que eu queria falar à parte, eu não sou contra pausas.
Eu sei como a pausa é importantíssima na música, mas a pausa na fala, no teatro e às vezes na palestra, ela causa uma ansiedade em quem está ouvindo, justamente porque, na sua maioria a pessoa ou esquecer o texto ou não sabe o que dizer. Legal, legal esse recorte. Débora é isso. É exatamente isso. E quantas vezes a gente não vê, né? Um palestrante que está ali. Falando pelos cotovelos e daqui a pouco ele faz essa pausa, sabe por quê? Porque ele esqueceu que ele ia
dizer. Ele falou tanta abobrinha que ele já não sabe mais o que dizer. Ele se perdeu dentro do fio da meada e nós somos assim, macaco velho de auditório para perceber essas nuances. Gente, nós estamos aí com 8 horas, horário brasileiro de verão, não horário brasileiro de inverno, não horário brasileiro pronto horário de Brasília e nós precisamos. Então é encaminhar a nosso debate a nossa conversa para sua
parte final do encerramento. Então eu vou fazer uma pergunta pro Rodrigo aí o Rodrigo disserta a respeito. E depois aproveita. Rodrigo já faz o os a sua despedida e a mesma coisa. Vamos fazer com o Evandro e a Débora. Já deixando bem claro que vamos fazer uma segunda edição desse tema, porque não consegui esgotar nem 20% das perguntas que foram dirigidas à produção.
Alô, produção tem que convidar o Rodrigo para uma segunda etapa, tá ouvindo aí, Neco, agenda aí pra gente poder acertar isso aí futuramente, né? Qual é o nosso? Secretário de ações de levels. Aqui me ajuda a organizar a bagunça toda. Bom, queria perguntar Rodrigo,
com a tua experiência aí, né? Um jovem de 29 anos, imbuído inserido dentro do processo de educação de trabalho com jovens de ambientação, com todas essa esses matizes, essas identidades, essas orientações de sexualidade que nós temos no nosso riquíssimo país e que precisa tratar com empatia todas as configurações possíveis dentro desse universo. Queria te perguntar com toda a franqueza.
Se existe? Para você e por você, uma fórmula de sucesso para a abordagem da sexualidade nos grupos de jovens e também nos grupos de adultos espíritas. Existe, Marcelo? E a forma de sucesso é quebrando o gelo. Quebramos gelo, porque as pessoas. Elas tratam o tema do sexo e os jovens também, viu? Eu falei que os jovens são muito conectados com a internet, eles são muito ligados ao que rolam nas redes sociais, numa numa coisa que a gente chama de deep
web, né? De AA web mais profunda que tem e rola de tudo nela, são muito conectados, mas infelizmente. É uma Juventude que também traz a ideia de que sexo, sexualidade, a dinâmica de se relacionar afetiva fisicamente por alguém é algo proibido. É algo que não deve ser conversados. Veja que isso começa já na infância. Crianças com 9 anos se você falar para eles, por exemplo, a palavra bunda.
É vira 11 gargalhada das crianças é uma coisa assim, meu Deus, o tio falou bunda e agora meu Deus do céu? E os adolescentes também vão no mesmo caminho. É, se você não quebra o gelo, se você não propõe, é uma naturalização do tema para conversar de forma Franca, direta, Clara e objetiva. Você não consegue ter rendimento naquela proposta de apresentar. Conceitos que realmente possam ser debatidos e que sejam válidos. Eu não vi até hoje, Marcelo, em nenhuma casa inspire.
Uma abordagem sobre sexualidade que não fosse teorizada ao extremo. Que não fosse referenciada ao extremo por livros por é, é trechos de obras psicografadas? Porque parece que só tem referência, só serve, só presta se for psicografado. Né? Eu não vi. Eu não vi uma naturalidade para falar sobre o tema. Eu não vi uma leveza para lidar com o tema a partir da quebra de gelo.
Porque veja muitas pessoas que frequenta a casa espírita não estão no primeiro casamento, são pessoas de 234 casamentos. E muitas vezes o casamento acabou. Se for dependendo, depende muito da história, mas às vezes, porque não rola, vai as coisas do jeito que deveriam rolar. Néa era um bom companheiro, mas não dava conta em outros aspectos ou dava conta de mais em outros aspectos.
Mas não era um bom companheiro. E aí você não aborda esse arcabouço de experiências que as próprias pessoas já possui? E que pode ser de forma muito claramente difundida, de modo a dar uma leveza e uma tranquilidade sobre o tema. Você veja, é, é antes que alguém diga assim, mas ninguém vai se abrir para falar sobre sexo é tão tabu o sexo.
Diferente de outros temas, por exemplo, quando a gente entra aquela segunda parte do livro dos espíritos, que vai falar sobre é, é o mundo espírita ou dos espíritos. E você vai estudar aquela parte do sono e dos sonhos. Todo mundo que vai contribuir no estudo do livro dos espíritos conta o que aconteceu com eles. Aí eu estava no meu quarto, aí eu tive um sono assim, assim, assado, eu sonhei de tal jeito. Ou então eu estava sentindo tal coisa.
Eu fui contar a sua vida, mas quando o tema é sobre sexo não fala, tem vergonha, tem receio, é tímido. Então o problema não é a intimidade, o problema é o assunto propriamente dito. Então você tem que quebrar esse gelo e a experiência com a Juventude que que o coleciono é que quando você quebra o gelo e você mostra para os meninos e as meninas que há uma naturalidade, uma franqueza para falar sobre o tema. Eles conseguem falar de forma
muito tranquila sobre isso. E outra coisa importante, Marcelo. É quem vai falar sobre o tema sexualidade com os jovens. Não pode se chocar com os exemplos que eles vão dar. Porque os exemplos que eles vão dar são exemplos escrachados mesmo, são exemplos da dinâmica de vida que eles estão ali, experimentando que muitas vezes não está respaldada de nenhum conteúdo teórico, porque até aquele momento ninguém apresentou a eles esses
conteúdos teóricos. Então, se você não partir da realidade da pessoa para inserir nessa realidade, ela é mentos novos. Para ele, criar uma conexão de respeito. Para com ele mesmo e para com o outro. Você vai ser apenas mais um dogmatiza dor que vai estar impondo uma coisa na cabeça das pessoas do tipo não faça isso, não faça aquilo do tipo, não pode transar antes do casamento, ainda tem gente que fala sobre
isso. Eu acho engraçado, porque AA muita gente vai casar de branco e aí o branco era o simbolismo da virgindade, né? Ninguém mais, casa virgem hoje em dia, né? Existe hoje uma precocidade de muitas coisas. E eu acho que é importante a gente trazer essa naturalidade. Eu vou dar um exemplo, eu tenho um aluno que ele tem 13 anos. E ele é um menino assim. Muito gente boa, mas está se descobrindo.
Ele está muito aberto. Ele é de uma comunidade bastante carente aqui no Recife e ele naturalmente. Não tem acesso a tanta informação, tanto que como está conosco lá no centro, a gente se esforça para poder dar o máximo de informação para ele. Só que chegou para a gente semana passada. A informação que o menino com 13 anos estava com gonorreia. E aí eu fico pensando, gente, espera aí, se eu não conversar com os meninos sobre os
cuidados, né? Na hora que você vai se relacionar com alguém, a questão de higiene básica, a questão de utilizar os preservativos, a questão de o que é uma ist, como prevenir, como tratar como cuidar, eu não vou conseguir. É é lidar com essa pessoa, de modo que ela seja saudável na vi. Então é. É importante quebrar esse gelo, mas é importante também mergulhar na dinâmica de vida daquela pessoa. Agora, o Marcelo, onde é o problema disso?
O problema disso é quando você vai encontrar pessoas que vão interpretar de forma equivocada a forma que você está abordando. Porque sabe aquela coisa, tem gente que enxerga tudo onde não existe. Isso existe muito dentro do movimento espírita. Se o camarada ele for bonito, for charmoso ele for bem vestido e começar a falar com naturalidade sobre sexo, tem a certeza que vai ter gente que vai achar que ele está dando em cima de alguém.
E aí, vai querer dar a entender de que a pessoa preferida para poder ficar com ele e depois acaba querendo dar em cima do palestrante e coisas do tipo, então, é algo que a gente também tem que ter um certo cuidado na forma que se vai abordar. Por isso que eu acho o Marcelo que é falar sobre sexo, sobre a cidade, é algo sempre muito bem-vindo. É algo que deve ser naturalizado, é algo que deve ser feito com muita tranquilidade, com as pessoas.
Veja, eu já fui várias vezes em em grandes congressos. Esse conceito que eu apresentei agora há pouco do que a orientação sexual de tarde, gênero, expressão sexual, sexo biológico, eu nunca vi ninguém fazer. E vai falar sobre sexualidade? Ninguém nunca faz essa diferenciação que é tão fundamental para entender as pessoas e as variantes de expressão de vida que as pessoas têm. E aí, quando você, você leva isso pro jovem? Ele também começa a se
identificar. Oh, eu moro num condomínio que assim, graças a Deus, Marcelo tem muita criança e muito jovem. Eu gosto muito de de, de viver em ambientes cercados por crianças e jovens, porque eu acho que é sempre um ambiente muito alegre, muito, muito gente boa.
E eu estava uma vez. Fui jogar o lixo fora e eu passei pela Pracinha, estava muitos adolescentes conversando sobre sexo e foi exatamente na hora que ele estava dizendo assim não, porque eu sou bissexual, então é OK aí o outro fez, não, eu sou, eu sou homossexual, não.
Eu sou hétero, não, eu sou eu sou, queria e eles estavam trazendo os conceitos do que era, sei aquilo e eu achei muito legal porque são meninos com 1213 anos, claro, com acesso à cultura e a um desenvolvimento escolar bem diferente dos meninos que eu acompanho lá na instituição, mas que já é uma parcela da sociedade que começa a repensar a forma de existir e se expressar no mundo que fazemos parte.
Agora há pouco, uma menina aqui próxima, a mesma vizinha, ela conseguiu, é mostrar e explicar para a família o que era transexualidade e ele conseguiu fazer a transição dele. Agora é uma mulher trans, né? É muito bonita, inclusive chamada nua, e ela é muito, muito querida aqui aqui no condomínio, muito respeitada e eu acho que é por aí, sabe o caminho da gente poder dialogar, conversar e aprofundar, porque esse é um tema que não se esgota nunca.
A gente pode conversar muito, eu acho que tem muita coisa pra falar, falar sobre sexo, Tim, sobre a deep web, sobre as configurações é das 9 dos novos modelos familiares que influenciam nessa percepção de sexualidade. A gente propor talvez. Um debate sobre AA energia sexual, e aí sim, trazer 11 contribuição do que significa a energia sexual enquanto força criadora que todos nós possuímos et cetera e tal. E eu acho que isso acaba é, é
contribuindo bastante. A Júlia colocou uma pergunta aqui é que eu queria só fechar com a pergunta dela, que eu acho que é muito válido aquela tá assim, o filho dela tem 12 anos e volta e meia. Faço perguntas sobre sexualidade e ela responde abertamente com ele, vai aprender ontem, né? Fora de casa. Que tipo de aprendizado terá?
É aquela história, um casa, a casa é o melhor ambiente para se falar sobre todas as coisas e eu não sou aquele tipo de de pessoa, Marcelo, que acha que tem uma idade. Para se falar sobre o tema, eu acho que você pode falar tudo a todos. Proposta de comenius lá no século 13 e trazer a ideia a perspectiva de falar de tudo para todos, porque eu acho que é importante. Você veja a questão do assédio sexual que as crianças sofrem.
Você pode falar para crianças pequenininhas de 45 anos sobre sexo, pode do tipo, olha, tem coisas e partes do seu corpo que você não pode deixar outras pessoas tocarem. Só o papai, só a mamãe, só a titia que cuida de você. Se outra pessoa tocar essa parte vizinha, você vai falar pra mamãe, você vai falar pra titia que aquela pessoa tocou em você
naquela parte? E às vezes você começa a formar desde criança uma consciência sobre o próprio corpo e uma consciência sobre limite e respeito, de modo que se algum abusador dentro da família venha a mexer com essa criança, ele vai saber relatar em um ambiente de confiança que o tio e o avô, que o pai de seja lá quem for, mexeu naquela parte. Zinho no corpo dele que só a mamãe poderia ter tocado.
Então você pode falar sobre sexualidade, conversar sobre sexo e sobre todas essas variáveis com todas as pessoas. Eu acho que esse é um desafio, nosso prazer, essa abordagem respeitosa aqui. Eu acho que foi o que a gente fez aqui hoje, para que as pessoas consigam e mudando essa mentalidade. Eu queria encerrar agradecendo o convite que eu que eu recebi. Estamos à disposição para outros
momentos. Com certeza você já é um querido nosso, aquele Pernambuco, Marcelo, o pessoal lá da instituição, amor, abordagem, quando você pode estar com a gente, é fazendo toda aquela reflexão da semana, do livro, dos espíritos. O Evandro eu tive a chance de conhecê-lo quando ele esteve em Pernambuco no semestre, mas agora vendo mais ainda AA possibilidade do do raciocínio, da reflexão que ele traz um muito bem sintonizada com o que
a gente pensa e acredita também. E eu estou Encantado com o trabalho e abordagem de Débora, que trouxe aí toda essa experiência tanto, né? Na penitenciária. Enquanto toda essa essa contribuição do que ela enxerga, né? De metodologia, que as casas espíritas estão oferecendo, eu penso que é uma Questão de Tempo, sabe gente? Tempo para que as coisas comecem
a mudar algumas coisas. Eu acho que não vou mudar, que sempre fizeram parte do movimento, tipo as dissidências e abertura de novas casas espíritas para mim, eu estou convencido que vai sempre existir, porque na época de
Kardec já era assim. O povo já batia na cara um do outro, já abria os centros e estava tudo certo, era assim, vai continuar sendo assim porque nós somos humanos, imperfeitos, o que é legal é que a gente precisa agora abrir portas para dialogar com a sociedade e sermos um movimento propositivo no mundo em que a gente faz parte. Eu acho que isso é muito bom. Eu amei estar aqui. Espero que a gente possa se ver outras vezes.
Sensacional, Rodrigo. Só quero pegar uma pequena, um pequeno excerto da tua fala quando tu falas da questão, da imposição da mediunidade ou da imposição do contexto e da cultura mediúnica na chamada ambiência espírita, isso aconteceu comigo, né? Em lá no início da década de 2000, eu produzi um livro e bati na porta de 3 editoras conceituadas, grandes editoras espíritas do país e eles só aceitavam publicar o meu livro se eu adotasse um pseudônimo de
um espírito. E eu me neguei peremptoriamente a isso porque eu escrevi o livro, claro, com inspiração espiritual. Escrevi o livro com base no meu
trabalho com os jovens. E aí uma editora teve a coragem de publicar o meu túnel de la de relacionamentos, adolescência e sexualidade usando o meu nome e não o nome de um espírito, porque os espíritos não estavam interferindo diretamente na produção desse livro, então se mostra realmente uma cultura transversa, uma cultura caduca que tomou conta do movimento espírita na medida em que nós temos que validar apenas o que determinado espírito pelo determinado médium diz a
respeito. E aí, Rodrigo? Já que você falou tão bem, tão docemente sobre as diferenças entre os conceitos afetos, a interpretação da sexualidade, nós temos, talvez a maior autoridade viva do movimento espírita em termos de. Amplitude em termos de reconhecimento em termos de figuração, fazer uma confusão tacanha entre identidade, ideologia de gênero. Colocando por Terra toda a formação kr desse ano que nós temos colocando por Terra as pesquisas científicas.
As teses apresentadas nas maiores universidades deste país que exatamente vão corroborar aquilo que tu trouxesse com uma informação válida, altamente válida nesse nosso colóquio dessa noite? Então, em nome do ECKA simpatia de ter estado você conosco e o convite permanente para que nós
abordemos outras temáticas? Uma segunda edição desse Juventude e sexualidade nas pautas espíritas, social, com a tua simpatia, com a tua experiência de vida com as tuas Ideas, para oxigenar um pouco esse nosso movimento tão carente de novas idéias e de Ideas acolhedoras. Em nome do ICK, então o nosso agradecimento, o nosso beijo afetuoso e que aguarde um pouquinho lá na sala do chá para que a gente possa continuar a nossa conversação encerrando
esse encontro, muito obrigado. Evandro Evandro Evandro que me dizes a respeito dessa ideia de que nós precisamos sim, falar das coisas boas que são feitas no meio espírita para oxigenase para mudarmos esse contexto, às vezes tão conservador, tão decrépito, tão desatualizado que se. Em deusa por ser o consolador prometido por Jesus, mas que deixa de lado essa tarefa de acolher e consolar a todos.
Kardec já falava, os espíritos já falavam que são 2 probleminhas bem fáceis de resolver, mas que a gente não resolve, quase nunca orgulho e egoísmo, né? Quando a gente eliminar isso do mundo inteiro, não só no mês espírita, as coisas vão melhorar. O que a gente tem que fazer é exatamente o que foi feito hoje, por exemplo, abrir um espaço de discussão Franca e respeitosa, mas sem passar a mão na cabeça de ninguém.
E isso me desculpe, porque eu sou italiano, então italiano, fala mais do que a boca e às vezes parece que está nervoso e está batido na mesa e grita, não sei o quê, mas assim é normal, tá gente? Super tranquilo, é o jeito, daí o jeito carinhosinho que a gente tem. Vocês não viram o almoço ou jantar de uma família de italiano? É assim. 90 decibéis é o mínimo que vai acontecer só do povo falando, né? Assim não fala. Todo mundo grita.
Então assim, abrindo esses espaços, discutindo os temas onde nós estivermos inseridos e do jeito que a gente conseguisse, seja em sites e blogs em YouTube, se onde for e também espaços não espíritas, já que não é um assunto que pertence só a doutrina espírita e uma recomendação assim, aí vai minha minha porção mar. É para de hipocrisia, né? Tá na hora da gente parar de hipocrisia. Em momento algum vi o Marcelo me excluir.
É nós os espíritas. É exatamente, é porque assim está um movimento tão esquisito que não dá nem pra chamar de espiritismo, né? É qualquer coisa espiritualista ou um catolicismo com com reencarnação, mas com dogmas e, et cetera e tal. Então assim que a gente possa de onde estivermos é não importa é se é dirigente de casa espírita ou se você é um trabalhador que começou outro dia, não deixe de falar com respeito, com carinho, mas com verdade, né?
A gente precisa parar de engolir as coisas, os absurdos que falam. Sem sem é se manifestar ou, enfim, eu acho que é o caminho para a gente realmente resgatar, né? O movimento espírita aproximar de novo, de Kardec. Estamos precisando muito disso e eu já agradeço demais nossa, que live que live senhores e senhorita, que live fantástica. Muito obrigado pela honra de estar aqui e que bom que a gente tem essa.
A gente se encontrou, né? Não por acaso, é porque a gente está na mesma sinergia com os mesmos questionamentos e com pensamentos muito parecidos sobre como as coisas estão andando. Então gratidão, gratidão maravilhoso e ó Rodrigo. Menino, que que é isso? Que maravilhoso. Nossa. É assim, impressionante um prazer imenso te conhecer. É, eu acho que a gente se viu pessoalmente, mas assim eu não consigo lembrar. Porque no Congresso tem 3000
pessoas. É meio difícil, mas olha, virei seu fã instantâneo, vou te seguir em tudo quanto é lado. Te ouvir pra caramba. Obrigado querido. Obrigado e não desanime nunca, viu? Continue sendo essa luz aí. Nós estamos bastante precisado. Obrigado Marcelo, Débora, sempre brilhante, obrigado, querido.
Nós ficamos muito contentes de termos Descoberto o Evandro e a Débora, que tem essa veia artística assaltada na música, no teatro que tem enriquecido sobremaneira não só as nossas livres, não só as nossas atividades artístico culturais, mas no dia a dia de bastidores do nosso grupo. Espiritismo com Kardec você não sabe, mas nós temos um grupo que se comunica todos os dias, tratando de questões afetas ao
grupo. Ao site as nossas propostas de áudio vídeo, as nossas propostas por escrito estão surgindo projetos novos aí que vão ser lançados. Nós estamos com 2 grupos de estudo engatilhados para o ano
que vem. Para que você possa participar, para que aconteça aquilo que o nosso querido Rodrigo falou bem na sua primeira introdução a esse tema, quando disse que nós temos que transformar numa roda de amigos e temos que dar voz e oportunidade a todos, então fique atento que logo na virada do ano nós estaremos divulgando os 2 grupos de estudo que vão surgir no decorrer de 2023 e que você vai poder se inscrever e participar aqui pela plataforma de streaming hard do
e secar. Quero lembrar também, e aí a minha produção deu aqui no ponto eletrônico uma dica. Quente uma dica sensacional que você já vai aproveitar e já vai procurar na plataforma Amazon, você pode adquirir o livro do nosso Evandro, chamado a influência da música para que você esteja à par dessa simbiose, você esqueceu que na revista espírita a pelo menos 3 comunicações muito importantes, falando da influência da música na espiritualização individual e
coletiva? Pois bem, o nosso levanto traduz para o nosso momento atual, para o estado contemporâneo. Muitas dessas informações e temos certeza que você vai se deliciar. Com esse livro, que agrega mais um tijolinho na obra espiritual que cabe a cada um de nós. Neste contexto, agradecemos Evandro novamente a tua presença, a tua luminosidade. Esperamos contar com você, não somente nos bastidores, mas também na linha de frente.
Que bacana a Júlia tá colocando aí, ó, a influência da música o livro do Evandro oliva na plataforma da Amazon não ganhamos nenhum royalty para fazer propaganda para Amazon. Nosso intuito é divulgar o grande trabalho do nosso amigo Evandro até daqui a pouco. Nossa, debinha, então, vai desfilar a sua elegância, sua simpatia, a sua afetuosidade neste momento final da nossa live. Quem diria, Hein? Marcelo?
É, eu fiquei muito feliz de você ter falado da questão de identidade de gênero, porque assim só a gente conversando, só a gente sabendo e se informando, a gente vê quanta bobagem se ouve por aí, né? Mas isso os meninos provavelmente debateram numa próxima live, né? E é muito importante a gente ver quanta coisa errada está se levando pra dentro da casa espírita, em palestras e, et
cetera, et cetera. E eu volto a dizer assim, que é que é preciso a gente aceitar a mudança, se fala tanto de Jesus, né? Do evangelho, evangelho a Boa Nova e nós agora no século, nesse século, em 2022, a gente não quer ouvir novidade. Estamos querendo sempre as mesmas coisas, como se a gente tivesse vivendo na idade média. É preciso mudar e para mudar a gente tem que ouvir o outro e aceitar o outro do jeitinho que ele é.
E como aniversariante de hoje. É muito importante como escritora, eu só vou ler um trechinho só para terminar aqui, tá? Das manigâncias de dona frosi na é um conto da dona Clarice que ela diz o seguinte, é só um tristinho, dona franzina, não toma Coca-Cola, acha que é moderno demais, mas todo mundo toma.
Eu aqui não. Cruz, credo, parece até remédio contra bichas, Deus me livre, guarde, mas se acha gosto de remédio é porque já provou dona franzina, usa o nome de Deus mais do que deveria, não se deve usar o nome de Deus em vão mas com ela. Não cola essa lei e ela se agarrar no Santos. O Santos já estão enjoados dela de tanto abusar de nossa senhora, nem se fala a mãe de Jesus não tem sussego. E como vem do norte, vive dizendo, vixi Maria, cadê? Espanto?
E são muitos os seus espantosa de viúva ingenua, dona frosi, na rezava todas as noites, fazia uma prece para cada Santo. Aí aconteceu um desastre, ela adormeceu no meio, dona franzina, que coisa horrível a senhora cochilar no meio da reza, deixando o Santos atoa. Ela respondeu com um gesto de mão de descaso à minha filha, que cada um pegue o dele.
E assim eu me disse. Peço esse daqui, sou por estar com esses meninos maravilhosos, tão assim, só agradecida pela oportunidade de estar com todos vocês e não esqueçam jamais se o mundo ficar pesado, eu vou pedir emprestado a palavra poesia.
Obrigada, gente. Obrigada, Marcelo. Ei, eu não disse que tinha afeto, simpatia, beleza, graça ter estudo tem aqui no ECKE vai ter sempre, aproveite você para chamar os seus amigos para convidar os seus amigos para participar do nosso grupo de debates, que tem estudo todos os dias, o grupo espiritismo, com Kardec no Facebook.
Fique atento, porque a partir de amanhã estaremos divulgando a última edição do ano da nossa revista espírita eletrônica Harmonia, que neste ano de 2022, dissertou sobre todas as 10 leis Morais da terceira parte. O livro terceiro de o livro dos espíritos e nós estaremos trabalhando nessa edição. O último item do capítulo. Que trata da perfeição moral para enquadrar em 7 artigos e mais no editorial.
A ideia espírita do que seja a perfeição possível para nós todos está sendo colocada aí no banner mais uma live. A live que vai encerrar o ano de 2022, porque depois vem Natal, depois vem Ano-Novo, depois vem férias e nós vamos estar voltando na semana que vem, no dia 17, para trabalhar com o Alexandre Júnior, que é outro querido espiritismo.
Educação, gênero e sexualidades, no plural, porque justamente precisamos trabalhar essas Ideas de pluralidade também sexual, na empatia com o próximo e no acolhimento da casa espírita. Obrigado, Débora, por tua presença iluminada entre nós, fica um pouquinho lá na sala do chá.
Que nós já vamos encerrar, e você, você também pode convidar as pessoas para acompanhar as nossas livres que são transmitidas no YouTube e no Facebook, e agradecemos aqui de coração com emoção até os nossos parceiros, OA rede, espaço espírita e o canal espiritismo qu est, que tem nos ajudado na disseminação desse conteúdo alternativo, sempre genuinamente kr deste ano humanista, laico, progressista e livre-pensador, que são as escolas em que se fundamenta o trabalho do projeto
com Kardec, venha você também somar-se ao projeto. Com Kardec, que é de todos e quanto mais gente estiver opinando, melhor os resultados serão alcançados. E melhor nós vamos estar conformando esse trabalho para alcançar também os seus desejos, as suas aspirações, os seus objetivos no conhecimento da espiritualidade a você que esteve conosco 2 horas e 2 minutos de live o nosso
agradecimento, o nosso carinho. A bandana não foi pra causar, foi para mostrar que nós estamos antena 12 com a nova geração e com as novas propostas que estão aí, para que quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir. Esteja atento, um beijo carinhoso, tchau.
