Alô vocês, estamos aqui mais uma vez para brilhantar a sua noite de sábado, como costumamos dizer os embalos de sábado à noite com bastante brilhantina, estamos aqui para trazer mais uma live, a live que é o espaço mais democrático, mais plural da internet espírita brasileira. Ficamos felizes com a sua presença e esperamos que você possa reunir informações, não só para o conhecimento, como
para a praxis. A prática do dia a dia envolve a nossa posição como cidadãos dos terceiros milenios cidadãos do mundo cidadãos planetários com a nossa participação construindo uma humanidade mais solidária para a terra feliz e um meio ambiente mais sustentável preservado para a nossa e para as futuras gerações. Iniciamos agradecendo essa gente que você não vê mas que você faz a live que você vê.
Hoje a equipe de apoio tem Claudia Genônimo, Julia Shultz, Evandro Oliva, Manuel Fernandes Neto e Ricardo Sardinha que estão aí na coxia preparando, ajudando, colaborando, colocando os seus comentários na tela trazendo os seus questionamentos para que nós possamos tornar a live mais descontraída, mais amigável, mais bem humorada e permitindo claro que você possa participar com seus comentários, com seus questionamentos, ajudando -nos
a fazer essa live que estamos trazendo nesse dia 8 de junho, horário brasileiro de outono, 18h34 minutos. Vamos lá com a nossa live de hoje que tem o tema espiritualidade e sustentabilidade. Esses dois conceitos estão associados? De que maneira? Como é que nós podemos traduzir a mensagem espírita do século 19 para o contexto atual do século 21?
Filosóficas do espiritismo, também científicas porque na definição de Allan Kardec o espiritismo é uma filosofia espiritualista com base científicas e consequências morais e as questões científicas do nosso tempo que enquadram também a
conservação ou a preservação dos ecossistemas. Começamos com um pequeno texto contido na questão 705 de um livro dos espíritos, escrito aí então há mais de 160 anos e que diz o seguinte, a terra é uma excelente mãe, mas ingrato o homem à despresa. Além disso ele acusa a natureza de o que é só resultado da sua imperícia ou da sua imprevidência. Anote
esses conceitos, imperícia e imprevidência. A terra produziria sempre o necessário se com o necessário soubesse o homem contentar -se. Se o que ela produz não lhe basta para todas as necessidades é que ele emprega no superfo o que poderia ser aplicado no necessário. E os espíritos então nessa questão concluem dizendo, imprevidente não é a natureza, mas o homem que
não sabe regrar o seu viver. Posto isso, que toquem os clarinhos, vamos receber o nosso convidado da noite de hoje, Sinue Neckel Miguel. Bem -vindo Sinue. Boa noite. Obrigado Marcelo. Obrigado pelo convite, feliz de estar aqui com vocês
conversando sobre um assunto tão importante. Bacana, olha só, o Sinue é cediado atualmente em João Pessoa, capital paraibana no belíssimo nordeste brasileiro, no qual nós temos muitos amigos, não só na Paraíba, como nos estados vizinhos. Aqui a nossa saudação ao povo nordestino, tão responsável pela essa pujança, pela essa transformação social que nós estamos empreendendo aqui nesse século no
Brasil. O Sinue é bacharel em história pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vocês já perceberam, né? Tem um pouquinho de sotaque ali, galsesco na fala do nosso Sinue. É mestre em história pela Universidade Estadual de Campinas, ou seja, já deu uma rodada e doutor em ciências sociais pela mesma
universidade. É professor de história na Universidade Federal do Rio Grande do Norte com publicações sobre a história do espiritismo e sobre o socialismo, que é a Bacana. Mas recentemente se dedicou a temática, se dedicou e se dedica a temática ambiental e climática e sua interface
com a história das religiões. Atuou no movimento Espírito Gaúcho a partir da sociedade Espírito Caminho da Luz, em Porto Alegre, e nos grupos dedicados ao estudo do Espiritismo na Universidade de Campinas, ao Unicamp. É professor, então, no curso de pós -graduação em Pedagogia Espírita da Universidade Livre Pampédia e é também membro do
coletivo nosso parceiro Espíritas à Esquerda. Feitas essas apresentações situado no nosso especialismo convidado da noite de hoje, vamos chamar o debatedor Wilson Custórios que toque nos tambores. Bem -vindo Wilson. Boa noite Marcelo, boa noite amigos do recetar. É um prazer enorme Marcelo
Estar aqui com vocês esta noite. Para mais essa conversa, esse debate sobre um assunto tão importante que é a questão do VNRB, então em volta de instituições espírita, né? Acho que tem um caminho legal para a gente estar conversando. Já conhecia o nosso sineu? Não, não conhecia Marcelo, é um prazer enorme, conhecendo o sineu e participando aí para ver se a gente consegue se somar, né? Consegue trazer e colaborar com
vocês nessa, nesse debate nesta live de hoje. Muito bem, então sineu, Wilson, o sineu já estão apresentados, vamos fazer a nossa brincadeira da noite. Antes, vamos apresentar o nosso debatedor. Você viu que ele na hora das palmas, ele usou as mãozinhas, né? Porque a especialidade dele também como impréprate de Libras, como interlocutor de Libras. Aprendes, aprendes Marcelo. Wilson,
sempre o moderno do nosso amigo. Wilson Custórios, assistente administrativo e auditor de controle operacional em uma multinacional, possui licenciatura em ciências biológicas. Professor da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo, interlocutor de Libras e atua no centro espírita Jesus e é o caminho, o sineu e também atuou na sociedade espírita Caminho da Luz. Então nós estamos todos aqui caminhando, né? Como
dirigente mediúnico e coordenador de estudos. É também tesoureiro da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo na sua regional de Guarulhos na Grande São Paulo. E é membro do Conselho de Gestão do Grupo Espiritismo com Kardec. Muito bem, estão apresentados, estão conhecidos. Vamos às perguntas. Muito bem, aqui é sempre um
clima de bate -papo. Esperamos a sua participação na forma de comentários ou de questionamentos que vão ser colocados aqui na tela, de modo que a gente torne ela cada vez mais dinâmica e participativa. Pensei no Senue e o Wilson, o Senue como professor de história e voltado nos últimos tempos das questões ambientais, as questões
climáticas e o Wilson como professor de biologia. Ou seja, estou a caráter para fazer essa primeira questão para anos. Começo pelo Senue, depois pelo Wilson, às vezes a gente vai fazendo aquela invertida padrão. Senue, que conceito acadêmico -científico se pode dar ao termo sustentabilidade? Muito
bem, Marcela. A ideia de sustentabilidade é uma ideia que decorre de um processo de discussão que a gente pode remontar pelo menos a década de 70, quando o movimento ambientalista começa a tomar um novo fôlego. E vai ser publicado um estudo encomendado pelo Clube de Roma chamado Limites do
Crescimento. E a partir desse impacto que causou esse estudo, começaram a se discutir questões relativas à possibilidade de esgotamento de recursos naturais e impactos ambientais que poderiam ter consequências graves ou gravíssimas, se continuasse no mesmo ritmo observado, a partir ainda de levantamentos que eram comparados aos instrumentos que a gente tem hoje, ainda eram muito escassos,
mas que de maneira muito interessante a gente cruzar com estudos que a gente tem hoje, em grande medida, acerta naquilo que é mais fundamental. E aí, já na década de 80, com o desenvolvimento institucional para responder a problemática dos limites do planeta, e do impacto causado pela atividade humana no planeta, a gente vai ter no âmbito da ONU a criação de um espaço de discussão próprio para isso.
E aí, no final da década de 80, vai ser produzido um relatório chamado nosso futuro comum, o Common Future, que vai trazer o conceito de sentabilidade de uma maneira que se tornou lapidar, a partir daí a gente reproduz variações, mas basicamente trazendo a ideia de que as necessidades das gerações presentes devem se desenvolver de tal modo que as necessidades das gerações
futuras não sejam comprometidas. Então, é interessante notar que, coloquem relação aqui numa linha temporal, gerações presentes, gerações futuras mediadas pelo ambiente, pela natureza a gente poderia
dizer assim. Então, acho que é uma ideia muito interessante e que remete para a gente, aqui já deixo um ponto para depois a gente avançar, muito caro a reflexão espírita, a ideia de o que é necessário, que eu acho que é um elemento central para a gente poder encaminhar essa reflexão do ponto de
vista espírita também. Muito bem. Inclusive essa ideia que você está nos trazendo, rememorando, aqueles que leem, que estudam sobre sustentabilidade, conhecem essas expressões que você mencionou, que são marcos históricos importantes naturalmente. Mas a gente percebe, nessa tua fala, também a vigência de um princípio característico da filosofia espírita, que está, por exemplo, em outras filosofias espiritualistas, que é a
ideia de solidariedade. Todos somos solidários entre si, entre nós, em termos de direitos e de agüeres, em termos de responsabilidade para o ambiente. E essa noção parece ser também um pano de fundo da própria configuração do Espiritismo, quando mostra que nós não somos ilhas, nós não estamos isolados e nós temos interdependências importantes. Vamos colocar Wilson nessa
história, nessa conversa. Para você que é da área das ciências biológicas, como esse conceito de sustentabilidade tem sido trabalhado? Ou seja, qual conceito utilizado em regra na tua vivência, na tua atuação
acadêmica? Os conceitos, o Marcelo, eles estão intimamente ligados, mesmo porque nós tivemos após, antes da biologia, que estudos seres ali no seu ambiente, e o desenvolvimento, como disse o sino, a parte de estopou nas discussões que impliquem as questões das emissões poluentes, principalmente em estopou em 1970, 72, se não ligando com o meu encontro, um pouquinho antes já se discutia essas
questões, mas basicamente o conceito é o mesmo. O que diferencia é que a biologia trata o ser ali no seu habitat, que não foge das questões sustentáveis da ecologia. Como o próprio nome diz, é o estudo da nossa casa, onde estamos inseridos, onde nós estamos inseridos, o que
estamos fazendo com essas questões. Eu queria pegar só o finalzinho, praticamente o final da fala do sino é, é quando fala da sustentabilidade, que é o uso racional dos recursos, de forma a garantir a vida do futuro, gerações futuras, e já nunca com as questões espirituais, porque daí nasce aquela pergunta, e que talvez seja talvez uma das maiores problemáticas quando nós tratamos de sustentabilidade meio ambiente. Que
gerações futuras são essas? O que geração futura é essa? Nós sabemos que estamos falando dos nós mesmos, que possivelmente iremos habitar ou retornar, a habitar um planeta e como esse planeta está. Então já dá pra gente fazer um link aí com as questões espirituais, não é, Marcelo? Então é o uso de maneira sustentável desses recursos naturais, garantindo aí o futuro do nosso planeta.
Basicamente seria isso. Muito bem, vocês estão tocando em pontos importantes que gravitam em relação ao tema escolhido, sobretudo a opção, não dica uma opção somente consciente, mas uma opção necessária diante das situações climáticas, das opções por energia limpa, energia limpa, energia renovável, substituição de matrizes existentes, sobretudo a matrizes decorrente do petróleo, da extração do petróleo, do uso do petróleo, da emissão
de gases, com energias mais limpas, com energia elétrica, com energia eólica. Já tivemos no passado um passivo ambiental sério em relação à extração de carvão. Aqui em Santa Catarina, por exemplo, nós temos áreas totalmente degradadas, em função da exploração desmedida do recurso natural, o carvão. E precisamos cambiar essas situações sob pena de comprometermos ainda mais essa noção de
sustentabilidade ou de equilíbrio. Temos uma segunda questão, que também é uma questão ainda de sobrevou do tema. Vocês devem estar acompanhando, tanto quanto eu, no curso de administração, na pausurização, do autorado de administração, nós temos trabalhado essa questão das matrizes energéticas e das
teorias do desenvolvimento e dos impactos. Hoje se produz muita coisa na academia, sobretudo brasileira, em estudos de campo, mencionando iniciativas, tanto no sentido de promoção da sustentabilidade, conto averiguando os impactos.
Tivemos um trabalho aqui na Universidade Federal de Santa Catarina só para situar vocês em tese do autorado que tratou da tragédia de Samarco, em Mariana, menos em Minas Gerais, com o desastre ambiental envolvendo as
mineradoras e tudo mais. Então, primeiro, se não é depois o Wilson, sobrevoando o planeta hoje, em termos de análise crítica e construtiva, quem tem demonstrado ser sustentável na atualidade em termos tanto de indivíduos e projetos coletivos ou até mesmo de países? Quer começar, Wilson? Fica à vontade, Wilson. Por favor. Tá bem. É
uma pergunta interessante, Marcelo. Se a gente olhar do ponto de vista de países, a pegada ambiental varia muito claramente, de maneira correlativa, ao tamanho da economia, o PIB. De modo que, maneira bem panorâmica, a gente pode dizer que as maiores economias do planeta são aquelas que ao mesmo tempo causam maior impacto ambiental e também do ponto de vista climático, pelo
volume de emissões de gases de efeito estufa. De modo que aqueles países mais pobres do ponto de vista material, ou do ponto de vista daquilo que é quantificado pelo PIB, que é uma forma também problemática, a gente pode discutir aqui, acho que é importante, registrarmos a ideia de economia, que
deveria conversar mais com a ecologia. É interessante a gente notar que há essa primeira separação, de modo que aqueles países que a gente contempla como sendo mais bem sucedidos, nomeicamente do ponto de vista ambiental, são aqueles que causam maior impacto. Por outro lado, existem variações do ponto de vista de iniciativas relacionadas à restauração ambiental, recloresta, por exemplo, e
investimento tecnológico nas energias renováveis. Isso a gente encontra variações que também decorre de alguns registros históricos do ponto de vista das diferentes opções de matriz energética. Vamos pensar no Brasil, por exemplo, que tem uma matriz energética considerada relativamente limpa por conta da opção pelas hidrelétricas. Nombra estantes estudos recentes tem um apontado para a
emissão via metano. O problema do metano relacionado às hidrelétricas é um problema que talvez seja muito mais grávido que normalmente se considera. Mas deixando isso ainda de lado, entre parênteses, a gente pode pensar que essas diferenças de matriz energética influenciam isso. A França, por exemplo, está muito ligada à energia nuclear, do ponto de vista também das emissões de gás de efeito estufa, é
praticamente nula. Então a gente pode olhar por diferentes ângulos essa questão. O ponto de vista dos esforços existem elementos, às vezes, muito contraditórios. A gente olha para a China, por exemplo, que é uma grande potência econômica. E, nesse ponto de vista, nos últimos, a gente olha para um período mais recente, uma das grandes, uma potência que vai impactar
muito do ponto de vista de emissões. Por outro lado, tem registros importantes de tentativas de diversificação, matriz energética, ainda muito dependente de carvão, e importantes políticas de reflorestamento. A gente tem, por exemplo, toda uma questão de despoluição dos grandes
centros urbanos que a gente pode registrar aqui. Mesmo assim, há uma questão aqui de fundo muito importante, que é pensar nos limites, nas possibilidades de pensar essas transições para formas de uma economia mais sustentável. Então, acho que levantaria esse problema aqui. Ainda o ponto de vista dos indivíduos, que a pergunta, acho, foi ampla, e por
isso ela é complexa de se dar uma resposta. A gente pode dizer, basicamente, a mesma coisa aqui relacionada à questão do PIB quando a gente olha para os países. Do mesmo maneira, há uma desigualdade muito grande do ponto de vista de impacto ambiental e climático em relação a emissões, ligadas de efeitos de estufa, a partir de renda. Basicamente, o grosso do impacto se dá nas faixas mais concentradoras de renda, se
a gente olhar para o tendo de população global. Então, há uma relação muito clara nesse sentido. Mais 50 % das emissões podem ser referidas a algumas centenas de grandes corporações. A gente pode olhar por esse prisma. E também do ponto de vista individual, a gente encontra também esse tipo de correlação, estúdios que procuram traçar esse perfil, a pegada de carbono e a pegada ambiental. Lacanã
foi uma panorâmica bem interessante. Wilson, o que tu tens percebido próximo de ti, envolvendo não só o contexto de geopolítica internacional, mas no conceito local de indivíduos e coletividades que você tem observado aí na região da Grande São Paulo, é no sentido de serem favoráveis a essa
ideia de sustentabilidade. Então, Marcelo, um ponto muito interessante que a gente começa a observar bem próximo de nós, é que se discute bastante, eles são as chamadas cidades sustentáveis. Então, se discute muito essa questão da sustentabilidade e das cidades, ou seja, trabalhar com a questão da reorganização extremamente fundamental. Então, hoje se discute bastante.
Nós temos aqui algumas cidades que hoje podem servir de modelo, inclusive que estão aí apontadas, sendo apontadas por modelo. A questão de São Caetano, caso seja um pouco humano, na Zarepa Polísta, perdão, mas aqui próximo, Bragança Polísta. Então, são cidades que começam a serem apontadas porque existe um trabalho. Vejo ainda como muito tímido, mas existe um trabalho,
existe uma preocupação. Os atuais governos que ali trabalham, que ali estão, são o chão, e a necessidade de uma participação coletiva, não apenas governamental, mas uma participação coletiva onde se trabalhem essas questões. Então, coletas seletivas de lixo já começam a surgir, inclusive aqui na região de Guarulhos. Então,
existem pontos muito importantes. Acredito que olhando pelo lado sempre positivo, lá já na década de 70, quando se voltou, pelos ódios, para o meio ambiente, é a cuina questão positiva. É óbvio que, como o Sinoé disse, já o políticamente,
existiam os chamados interesses. Então, nós temos as superpotências, que é extremamente contraditório, deposito uma quantidade enorme de poluentes, não só na questão do ar, mas em poluição das águas hídricas, e de uma forma contraditória. Nós temos essa contradição, por exemplo, na empresa que trabalha, vou dar um exemplo aqui, olha o Aristana, eu emprego em um,
essa é ela. Mas na empresa que trabalha, é um projeto lá, é muito interessante por sinal, mas é um projeto para jovens, que inclusive se levam na questão do meio ambiente para esses jovens, sempre trabalhados, e a empresa patrocinadora é uma empresa altamente polente. Então, são coisas muito
interessantes de nós visualizá -los. Agora, o lado crítico é que a gente precisa ter uma visão ampla do que acontece, que a gente pediu na noite. Exemplo clássico, qual é a nossa parte? Fazer a reciclagem, se você está trabalhando para um município mais sustentável, você precisa aprender a fazer o quê? Reciclagem. Então, despertar o trabalho dentro da educação, da saúde, como a população de moda gelada é fundamental.
E a reciclagem também deve ser acompanhada, porque nós entramos agora no período de Covid, que então tudo está certo, então você observe bem. Você tem dias de coleta de indígenas de seletivo, isso eu estou falando da minha região de Boa Núria, mas a pergunta é a seguinte, eu faço a seleção corretamente. Então, clássico, vidro, orgânico, tudo corretamente. Porém, o cabeiúme mistura todo, fica complicado, né,
Marcelo? Ou então, mesmo que esse DIC seja qualificado para reciclagem, onde está sendo descartado? No depósito, no lixão de Goro, está tudo misturado. Então, a gente precisa ter o senso crítico de conseguir observar tudo que está
acontecendo ao nosso lado, nesse aspecto. Temos que reciclar os nossos políticos também, Wilson, porque a coisa anda bem complicada, sobretudo quando a gente trata das cidades, que é o nosso loco mais próximo. E a gente vê uma condição de desentendimento do básico, como estou falando, nem de questões mais avançadas, como essas que vocês estão
trazendo do ponto de vista acadêmico -scientífico. Mas, naqueles conceitos que já são rasos, já são tabuacumum, todo mundo já sabe. Nós temos, nas câmeras de vereadores, um problema seríssimo, de falta de inteligência, de estudo aplicado, de inteligência emocional e dificulta todo o processo de conscientização pública.
Nesse tópico que vocês levantaram aí, de iniciativas de sustentabilidade, no ano passado eu tive a oportunidade de fazer uma pesquisa com a cidade mais avançada, em termos de... a capital brasileira mais avançada, em termos de sustentabilidade, que é a cidade Curitiba, que recebeu recentemente três premiações, a última como Smart City,
cidade inteligente. E o meu trabalho de pesquisa foi sobre a eletrificação completa da frota de
transporte coletivo -municipal. O processo está sendo implementado de maneira progressiva e está, então, substituindo aquela matriz energética que nós falamos, altamente poluente e altamente degradante, que é o petróleo por uma energia limpa, inclusive com estações de geração de energia, seja éólica, seja por captação de energia, ou de calor do sol, para poder tornar o mecanismo
todo autossustentável. Nós temos uma pergunta do público, pergunta do nosso querido Antônio Carlos Amorim, pode colocar na tela, Sardinha, por gentileza. Que pensão do egoísmo presente na assertiva de que devemos preservar o planeta para as nossas próximas encarnações. Olha aí, que sinuca de bico. Quer
começar ou eu sou? Pode ser, Marcelo. Eu estava lendo esta pergunta aqui, eu estava observando aqui, inclusive estava meio de lado aqui, porque eu estava observando. Eu particularmente, inclusive até usei logo no início da minha fala das questões encarnaturas, a gente precisa entender melhor essa questão, viu Marcelo? A gente precisa entender melhor, inclusive o planeta de regeneração, aquelas
coisas que o camarada às vezes utiliza mesmo. O que ele diz? Eu falo assim, seguinte, eu vou sair daqui mesmo, ao contrário, viu Amorim? Tem uns que já pensou o contrário, eles não se preocupam muito por que que ele não se preocupou. Porque ele é espírita, ele entende o seguinte, que ao desencarnar, se ele não for para o nosso lar, deve ser uma cidade sustentável, me
parece que não, pelo que eu li. Mas enfim, se ele não for para o nosso lar, com certeza, ele vai para o mundo regenerado. Então, o que é esse mundo regenerado? O mundo de que? Onde é diética e moral? Tem um dito popular que eu acho interessante, que diz o seguinte, nós vivemos no mundo que pensamos. Então, o planeta Terra é extremamente lindo. É
fantástico com a lida que nós vivemos. Você nem fala das suas belezas naturais, como o próprio Kardec, com a Cerdureu, que a 705, não me engano isso, onde tudo é suprido, tudo é suprido. A nossa dificuldade maior, dentro dessa questão que Kardec coloca, na 705 tem dois pontos muito interessantes, que eu particularmente destato, que é o superfíl, que é o excesso e outra escassez.
Essas duas coisas são muito interessantes para eu acredito que a gente vai avançar na discussão, para ser de debatidas, o superfíl e a escassez. Então, são duas coisas que estão, nossa, para lá que ligada, naquilo que nós estamos debatindo, que é a questão da sustentabilidade no meio ambiente. Então, nós temos um entendimento mais aprimorado, mais aprofundado dessas questões. Então,
não vejo o egoísmo nisso. Ao contrário, quando você tem o entendimento das questões reencarnatórias, nós passamos a nos preocuparmos com a nossa casa, porque nós sabemos que espíritos reencaram constantemente, reencarando é o tal de ilhas e vidas e vidas e vidas e vidas, e é óbvio que eu quero retornar para um planeta onde eu tenho a certeza que está adequada a minha reencarnação e que
esteja melhorado para a minha reencarnação. Você já pensou que nós retornarmos aí e nós vamos gravitar um adianto. Se nós não cuidarmos deste planeta, para onde que nós queremos ir? Para os planetas de regeneração, para os planetas evoluirios, obviamente que não, mesmo porque aquilo que nós pensamos é o que nós somos, que estou intimamente ligado com as nossas atitudes. Daí, então, nós vamos sempre estar gravitando aonde? Na
biosfera, na biosfera do planeta terreno. Se eu destruir, eu não vencer. Ou se ter será escasso, então a tendência é realmente de sofrimento. Eu não vejo não como um pensamento egoísta nesse aspecto. Agora, o que há é a falta de conhecimento do trinário, já com o fundamento do trinário. Falando especificamente de trinário, aonde o camarada que entende o seguinte, vamos tomar conta daquilo porque
senão a gente não vai se dar bem no futuro. Um pensamento com certeza egoísta. Mesmo porque quando assim ele pensa, ele não está pensando no coletivo. Quando nós falamos de meio ambiente de ecologia, nós estamos falando do que? Do coletivo e não do individualismo. Aonde? Assim pensando, estou intimamente ligado ao que? Aquilo que eu quero e não aquilo que é necessário realmente que se desenvolvam. Os
sustentáveis, ecológicos. Mas a pergunta do Amorim é bem capciosa e bem oportuna. Porque justamente temos que confrontar as visões distintas dos homens, dos encarnados, sobre o que prevê, o que prescreve, o que sugere a filosofia espírita. E aí, Sinoe, tem egoísmo ou não tem egoísmo nessa situação? Eu acho que é interessante a pergunta assim e remete a própria questão 705. Ela está dentro do capítulo da
lei de conservação. E a lei de conservação remete a ideias de um instinto de sobrevivência. O Kardec fala muito nesses dispositivos naturais, que concorrem para a providência divina se realizar no mundo da matéria. Então, quando a gente fala que no interesse próprio, a gente tem que tentar qualificar um pouco melhor isso, para entender isso dentro de um
determinado contexto. Quando a gente está falando aqui de pensar em que a gente vai retornar, a gente pode pensar em um ponto de vista da interdependência. Então, tem a ver com a interdependência entre gerações, tem a ver com a interdependência entre espécies, tem a ver com
interdependência entre ser humano e natureza. Então, o alto interesse não é necessariamente contraditório, se bem entendido com uma preocupação, com um cuidado da casa comum, com uma preocupação, com o planeta, com as demais espécies. Depende da forma como a gente situa esse alto interesse. Então, o alto interesse é algo que se desenvolve também do ponto de vista intelectual
e moral. E o próprio conhecimento da ecologia, por exemplo, ela caminha nesse sentido, de mostrar que o nosso, pelo nosso próprio bem, é importante nós desenvolvermos uma concepção, de interdependência complexa, com esse todo. Então, a gente pode partir de uma visão mais antropocêntrica, a ver o interesse próprio, e digamos, galgando uma perspectiva que passa por uma visão mais biocêntrica,
a gente pensar na teia da vida. E a gente chega a uma visão ecocêntrica, na medida em que você compreende melhor essas relações de interdependência, e, portanto, o alto interesse não se torna contraditório ou dissociado do interesse para a criação da sua totalidade. Eu acho que a resposta passaria por aí. Eu penso que nós temos um cenário e conforto de três
vídeos. Nós temos os materialistas, nós temos os espiritualistas que acreditam na unicidade da existência, ou seja, somente uma vida física, depois o destino final das almas conforme as religiões, e os reencarnacionistas, entre os quais se situam os espíritas. Há muito mais reencarnacionistas, não espíritas do que espíritas. A população que cria na reencarnação é muito maior fora do espiritismo que
dentro dela. Então, o materialista, penso, ele pode caminhar um pouco para essa tese do egoísmo tratado pelo Amorim, mas não necessariamente. O fato de ser materialista não quer dizer que um indivíduo vai ser alguém que descura das coisas do meio ambiente, das questões afetas à sustentabilidade.
Ele pode ter um compromisso com a unicidade da vida dele, que não vai ter sobrevivência da alma, mas enquanto ele viver aqui, ele pode ser fraterno, solidário, pode ser comprometido com essas ideais. Mas aí teria um ponto mais complicado, que é a ideia de que vou me concentrar somente no eu, nas minhas situações, nas minhas vivências, no meu bem
-estar. O segundo, que é a ideia da unicidade da existência, nos remete à ideia da conservação atual. Eu quero viver bem, eu quero uma condição satisfatória de vida, eu não quero estar sujeito a um desastre ambiental, a uma enchente, como nós tivemos agora recentemente no sul do Brasil, no Rio Grande do Sul. Porque a minha condição, a minha sobrevivência física pode, inclusive, ser completamente aniquilada com o evento
dessa natureza. E o terceiro é o que acredita na reencarnação, e aí não necessariamente nós estamos pensando por sermos reencarnacionistas, que vamos voltar para esse planeta. Já dada o conceito geral do Espiritismo patente e reconhecido de que nós temos a pluralidade de mundos. E aí, dependendo do nosso nível, nós vamos caminhar conforme os nossos próprios
pés. Aí o Amorim está complementando aí, a questão é só vou me preocupar com a manutenção do planeta em qualquer sentido, como violência social, igualdade, etc. e incluída aí a tese ecológica, porque posso voltar aqui. E será que essa consideração é necessariamente egoíca? Egoística? Não. Pra
mim não parece. Porque estar preocupado com o planeta, porque vai retornar aqui, parte de uma premissa que é, estou preocupado com o planeta, estou preocupado com essas condições, enquanto eu estou aqui nessa encarnação. Não parece pra vocês que também tem essa dualidade, essa dicotomia no conceito, pra complementar o que o Amorim colocou. E quem é a vontade? Wilson, sinue? Sim, Marcelo. Sim. Eu vejo dessa forma, né?
Foi o que tinha colocado anteriormente. Sim, eu acho que você tem que se preocupar mesmo, tem que se preocupar justamente por ter essa visão no caso específico nosso, né? Mas a prengente da questão, como você mesmo disse, como já foi colocada, da questão da vida futura, da questão da evolução, da questão da transição planetária. Então sim, com certeza. Eu vejo que aí tem uma... Mas
é mais interessante. Eu gosto muito de perguntas assim que estimulam o ato reflexivo. Não é, Marcelo? Amorim traz essa pergunta e de uma forma que a gente nos leva a reflexão. Tem uma coisa interessante, essa relação do homem com a
natureza. De começar lá nos primordes, eu acho que a gente tem que fazer uma viagem lá pra era pré -histórica, ali no período do Paleo Olítico, onde nós sabemos que, pelo menos historicamente, sabemos que a primeira relação do homem com a natureza eram os caçadores -colectores, né? E lá do período... Aí me corrigiam, tá? Mas lá do período Paleo Olítico, o homem erectus, né? Isso é um homem erectus, como o
pessoa, né? Que é gênio, tá? Erectus, que é espécie, então quer dizer. Aquele que fica de pé, o pessoa que fica de pé. Foi nesse período que o homem erectus dominou o fogo. E a partir dessa dominação do fogo, a gente tem toda uma história. Segundo alguns pesquisadores, o domínio do fogo foi a primeira, a intervenção
direta do homem na natureza. Saímos da condição, então, de coletores -caçadores, e o mais interessante de tudo isso que é coleta, caço, pesco e coleto, ou seja, raízes, frutas, frutas, é todo um processo de interação com meio ambiente. Aí nós saímos dessa condição e viramos, depois, o quê? Agricultores, né? E, de tudo, um processo de ambientação. Então, a princípio era aquilo que
realmente nós tínhamos condições com o uso. Aí depois nós vamos cair lá na questão 750, onde nós vamos ter uma pergunta interessante que vocês vão colocar na questão do capitalismo. É possível essas duas coisas, sustentabilidade, capitalismo, caminhar juntos? Então, nós saímos dessa condição de vivermos e sobrevivermos apenas como necessário, para
a questão, obviamente, do superfígo. Então, a toda uma história, a todo um contexto a ser analisado, como o silhouette diz, instintivamente, da questão da sobrevivência, da fabricação de ferramentas, do domínio do fogo, da caça, de passar a ser
agricultor. Então, todo um processo evolutivo até chegar, nesse momento em que, em 1970, após a revolução industrial, com essa quantidade de poluentes, chegamos em estoque, como se começamos a dizer, poxa, pera aí. Então, é todo um processo evolutivo. Então, se você tiver uma pergunta, nós levamos aí, abrimos um leque de discussões fantásticas em esse aspecto. Espero não ter me prolongado, Marcelo. Não, tudo bem. Se
não é, agrega alguma coisa nessa resposta? Desculpa, pela queda, eu perdi um pouquinho da linha do raciocínio, mas pensando aqui, acho que sobre essa questão egoísmo e a questão das solidariedades, como insistindo no argumento, a gente tem aqui uma possibilidade de pensar pela questão instintiva, mas também pelo desenvolvimento dos afetos, da solidariedade, que é uma questão que acontece em
nível de espécie, inclusive. A gente não necessariamente precisa olhar para o problemática como uma espécie de pecado moral, uma ideia de que o egoísmo é o móvel, então você não
tem aqui a legitimidade. Eu fiquei pensando, com um utilista assim pessoal, há alguns anos que eu comecei a estudar com mais atenção e a medida em que fui aprofundando, me deparando com dados, com estudos, recentes, a gravidade da emergência ecológica, emergência ambiental e climática me calou muito fundo, me impactou muito pensando no futuro já próximo e eu fico pensando que possivelmente esse
impacto não tenha sido tão grande, não teria sido tão grande se eu não tivesse também a condição de pai. Então quando trazemos esses elementos que são muito humanos, esses laços de solidariedades, de afetos, eles fazem parte, são, acho que, um importante componente para a gente pensar, pensar essa questão da sustentabilidade também.
Ou seja, a gente não precisa e não deve abstrair desses elementos que compõem aquilo que o ser humano é. Então acho que é um mau caminho a gente pensar de uma maneira muito artificial, fazendo abstrações que deixam de lado aquilo que nós somos, com os nossos defeitos, qualidades, instintos, enfim, e inclusive, em termos do nosso estádio evolutivo, na terra, com todos os
variados graus de desenvolvimento. Acho que tudo isso precisa entrar na conta para a gente pensar com lucidez, com clareza, os desafios que a gente tem, o que a gente pode pensar, como enquadrar esse tipo de problema. Inclusive, para a gente pensar o tópico do capitalismo que eu acho que alguém já lançou na mesa. Isso, nós temos depois uma pergunta para colocar sobre essa relação com o capitalismo também mais
especificamente. Agora eu vou pedir para colocar a questão número 3, Ricardo. E já que o ECK tem uma característica um pouco diferente da maioria das instituições espírita, porque nós trabalhamos o aspecto religioso, nós não entendemos o Espiritismo como sendo uma religião, como ela se acabou se estabelecendo no Brasil e se tornou realmente uma religião. E, portanto, nós temos procurado trazer para o ECK
outras visões de espiritualidade. Já trouxemos aí que representantes de outras filosofias para justamente procurar os pontos de conexão e trabalhar as ideias num ponto de vista mais amplo, mais global de conceitos e não apenas divisões dogmáticas de cada uma das seitas ou
religiões. Então, Sinué, quais seriam as conexões que poderão ser feitas dentro desse parâmetro para a gente estar traçando entre sustentabilidade e espiritualidade, ou espiritualidade e sustentabilidade? Eu acho que aí é uma questão super interessante. A gente tem um artigo da década de 1960, 1967, que foi bastante influente de um cara chamado Linh White.
E é um artigo relativamente curto e bem panorâmico, em alguma medida, até por isso, faltam um pouco mais de robustez do ponto de vista empírico, mas as teses enunciadas causaram
muito impacto. Ele basicamente versa sobre a ideia de que o cristianismo jogou um papel importante na atual crise ecológica, isso já identificado ali no final da década de 1960. Ele vai reputar vários problemas aí que passaria pela desacralização da natureza, a partir da negação do paganismo, uma visão totalmente transcendental de
Deus, um Deus que está fora do mundo. Aquela ideia muito iluminista do relogioeiro, que deu as cordas e deixou a máquina depois funcionando por conta própria. E a ideia de uma desvalorização da vida material, do mundo carnal, tendo o privilégio de uma vida espiritual futura. Eu acho que são pontos bem interessantes para pensar no
próprio espiritismo aqui, nesse enquadramento. Aí, claro, muita gente respondeu a essa provocação, muita gente veio reafirmar essa crítica, procurar corroborar, como que o cristianismo, ou ampliando mais o horizonte, as religiões no ocidente, particularmente, tem se relacionado com a natureza, tem posicionado ser humano
com relação à natureza. Essa crítica passa muito pela ideia de papel privilégiado do ser humano, como aquele que tem o mundo sobre seu
domínio, isso lá remete ao gênesis, na Bíblica. Mas, por outro lado, muita reação crítica também foi levantada, no sentido de desbancar essa tese, procurando mostrar que, por exemplo, o Arister McRaff, um importante teólogo polemista protestante, já debateu muito com Richard Dawkins, sobre a questão da forma de pensar o evolucionismo e o ateísmo.
Ele vai procurar demonstrar a ideia de que a gente tem, tendo com o revista cristão, o ser humano colocado como a imagem similência de Deus, como um administrador, que deve ser um bom administrador daquilo que é criação divina, ou
seja, não é seu. Isso remete um pouco aquilo que a gente encontra também no Espiritismo, a ideia de que o ser humano é um cocriador, e que ele deve trabalhar para contribuir com a providência, com a criação divina. Essa ideia de uma espécie de parceria aqui, então acho que são pontos que a gente pode aproximar. Por que eu estou falando isso? Porque essa ideia da espiritualidade, então, acho que ela pode ser entendida
de uma maneira plural. Olhando do ponto de vista histórico, isso é interessante, porque ajuda a gente entender como determinadas leituras, interpretações que variam ao longo do tempo, no espaço, em diferentes denominações religiosas. Então, só o exemplo aqui do cristianismo, bem lá no Censo, só para dar uma
ideia de polêmico em torno disso. A gente pode ter variações que implicam em diferentes formas efetivas se relacionar com a natureza. Então, isso é um ponto super
relevante. O C .C. é enfalecido agora o teólogo Irwin Moutman, o teólogo alemão, um importante pismo também, que trabalhou em 85, tem um livro publicado que vai justamente falar desse investimento teológico para pensar uma relação com a natureza, a partir da ideia do Chequiná, da ideia da criação divina, como algo que é habitado pelo
Espírito Santo. E aí a gente pode fazer uma correlação para pensar o Espírito quando fala do princípio inteligente. A matéria não é algo abandonado por Deus, é uma coisa desgarrada, separada na visão espírita. Então, uma visão de espiritualidade pode reinvestir valor, um censo de sagrado para o mundo natural, que é extremamente potente quando
a gente pensa a ideia de sustentabilidade. O valor, o sentido atribuído, aquilo que nos rodeia, aquilo que nos constituia ao mesmo tempo, é decisivo para a forma que a gente vai escalacionando. Então, a gente pode ter uma relação de distanciamento frio, uma relação de puro domínio, e redução a natureza como um recurso. A ideia serve ou não serve para mim, descarta se não me interessa, alguma coisa
assim. Ou a gente pode ter uma visão em que está a atribuir valor intrínseco, a própria, aos elementos constitutivos do mundo natural. Então, acho que a espiritualidade tem tudo a ver, se a gente pensar nesses termos reflexivos, que se volta, inclusive, criticamente para as próprias tradições religiosas, tem tudo a ver com a ideia de
sustentabilidade. Antes de passar a palavra para Wilson sobre essa questão, eu fiz um comentário de um texto recente de Lin White, de fevereiro do ano passado, em que ele diz assim, a ciência e a tecnologia atuais estão tão associadas à arrogância cristã ortodoxo em relação à natureza, que nenhuma solução para a nossa crise ecológica pode ser esperada
deles sozinhos. Olha só, isso ele escreveu no texto, Raises Históricas da Crise Ecológica, demonstrando aí, essa incompetência, essa incapacidade do mundo cristão ortodoxo, e grande parte do espiritismo está associado a esse mundo cristão ortodoxo, de gerir
a crise e de encontrar soluções. Gerir a crise me parece ser uma ideia de administração do que está acontecendo de errado, e tentar resolver aquilo ali, às vezes com subterfúgio, às vezes com paliativo, para não tornar a coisa ainda maior do que
ela está perpassando. Mas efetivamente solucionar aí parece um pouco o que tem que sair dessa noção cristã, até porque, se não é, você estuda isso também, nós não estamos na posição majoritária, dois terços do planeta não são cristãos, não reverenciam Jesus, não tem qualquer ligação com os dogmas, com os princípios da Igreja Cristã, e portanto, é preciso dialogar com a maioria, nós não só na maioria, precisamos
dialogar com a maioria para poder encontrar soluções, sejam elas energéticas, sejam elas climáticas, sejam elas de gestão do ecossistema, sejam elas no sentido da conciliação dos interesses privados, com os interesses públicos, difusos e coletivos, senão a inclusidade é aquela que já está materializada no atual
quadrante histórico do nosso planeta. Wilson, voltando à questão, então, que conexões você entende cabíveis entre espiritualidade e
sustentabilidade ou vice -versa? Tem uma frase, Marcelo, que eu estou verificando nos estudos antes da live, que eu acho assim fundamental quando nós falamos de evolução humana, eu vou voltar novamente para evolução, que o ser humano, nós somos o único grupo, que tem a capacidade de acreditar em ideias puramente imaginárias, isso é extremamente profundo, mesmo porque eu acredito em
ideias imaginárias, foi um dos motores propulsores que nos elevaram na escala evolutiva. Então, o imaginar, o observar, o imitar a princípio, sair daquela escala puramente animal, desenvolver tanto e
nos desenvolvermos tanto e tanto. Então, observe bem que eu vejo que um dos pontos que intimamente liga essas duas questões, sustentabilidade e espiritualidade, eu vejo muito na questão 540 do livro dos Espíritos, que fica claro que tudo se encadeia na natureza, falando de espiritismo, que tudo se encadeia na natureza, nada mais óbvio, nada mais claro, uma conexão maior que isso.
Então, tudo se encadeia na natureza, e a gente vai para a questão evolutiva
novamente, desde o átomo até o arcanjo. Agora, como você disse, é necessário nós entendermos e fazer as traduções, fazermos essas mudanças, fazermos essas interpretações, aonde nós possamos conversar de forma que possamos nos entender em relação às demais religiões, como o Sinoé colocou, quando nós vamos para o Oriente, existe todo um trabalho, existe toda uma filosofia que trata das questões da
natureza, quando nós vemos o ocidente, não. Aí a gente acaba caindo no capitalismo, essa produção massa, a gente acaba caindo nessas questões do capitalismo e de uma das perguntas que foram colocadas, mas existe uma relação profunda entre a espiritualidade e a sustentabilidade, que inclusive, no início da nossa conversa, nós falamos, é o cuidar realmente do nosso ecossistema como um
povo. Não tem nada mais coerente, mais lógico, porque essas questões estão sendo colocadas. Então, tudo se encadeia no universo, até uma nebulosa, tudo se encadeia. Tem um termo interessante que diz o seguinte, o caos, ele não existe. E realmente o caos não existe, porque existem ordens do caos. Se existem ordens do caos, por quê? Porque
tudo está enquadrado dentro das leis naturais. Agora, como nós somos interventores, às vezes nós nos colocamos naturalmente como deuses, aí que está grande dificuldade. Quando as religiões, especialmente no ocidente, criaram lugares específicos, dentro do imaginário humano, céu, inferno, não dá no céu,
não dá no inferno, vai por pura toia. Quando se criou todas essas, esses lugares diferenciados, obviamente que a gente começou a nos distanciar realmente do nosso eu natural. Ou seja, não vivi mais como parte integrante da natureza. E é interessante como nós nos vemos. Aí uma pergunta que eu sempre me faço é o seguinte, como que o planeta desapareceria ser espécie humana? Qual a importância da espécie
humana dentro do ecossistema? Qual a importância da espécie humana dentro dessa biosfera? O planeta, ele se sustentaria ser espécie humana, ele se regenaria ser espécie humana, é muito interessante que a gente vai ser auto -refletindo, né? Aí ficam só as perguntas aí pessoal também conosco poder refletir nesse aspecto. Mas sim, sustentabilidade, espiritualidade estão ativamente ligadas. Retomar a palavra, Marcelo. Estão
me ouvindo? Parece que congelou a imagem do Marcelo, hein? Eu acho que foi. Oi meninos, por favor, você pode dar continuidade, senão o Marcelo travou e ele está voltando. Tudo bem? Tá bem. Vou explorar um pouquinho mais, então, a questão. A gente tem uma pluralidade muito grande, né? De perspectivas religiosas e nesse sentido
espiritualidades, né? Então elas podem ser vistas de um ângulo positivo ou num ângulo negativo, depender da forma como essa espiritualidade se manifesta, né? Ou como a religião se posiciona diante da natureza e diante das questões que a gente pode pensar agora aqui na natureza trazendo para um âmbito sociopolítico, né? Como se encarar essa realidade, né? Estava pensando aqui na perspectiva dos povos originários, né?
Que vai trazer para a gente um ângulo muito distinto daquilo pelo qual a gente está acostumado a pensar sociedades ocidentalizadas, modernizadas, etc. No sentido de... bom, são cosmogonias diferentes e são atribuições de valor e de sentido diferente aos elementos da natureza, né? Pensei aqui na obra Queda do céu,
né? Do David Copenal, que é uma obra muito interessante, que vai trazer uma perspectiva também que nos desperta, nos soa um sinal de alarme, né? Extremamente importante, né? Então, acho que as espiritualidades podem jogar esse papel. Por outro lado, vamos pensar aqui trazendo para a questão do Espiritismo, né? A gente encontra por vezes, né? Acho que até de maneira bastante recorrente, né? Uma
visão que o próprio André Trigueiro, né? Ele aponta isso na sua obra sobre o Espiritismo e a Apologia, né? Como uma visão muito recorrente, muito perigosa. Quando a gente pensa nos problemas ambientais, né? Que está associado a... Tudo que eu já mencionei, a questão de excessiva valorização do espiritual, como se fosse algo
descolado da vida enquanto encarnados. É uma desvalorização do material como se fosse algo... Só está aqui de passagem, isso aqui é um pouco acessório, né? Então, a nossa vida espiritual, ela se realiza permanentemente na realidade, né? A gente não defia de ser espirito, o ponto de vista espírita é assim que a gente encara, né? Ou deveria encarar a nossa encarnação, né? Então,
ela não é acessória, né? É aqui que a gente realiza ou não as nossas potencialidades, né? Outra questão importante é a visão de mundo futuro, né? Essa expectativa de transição planetária. Eu tenho visto, assim, muitas vezes jogando um papel muito, muito problemático, no sentido de uma espécie de confiança excessiva e nesse sentido uma posição de passividade, diante da forma como se encara a atual crise ambiental e
climática, né? Aí, um pouco de que Jesus está no Leme, então, de alguma maneira, as coisas todas vão se resolver da melhor maneira possível e a gente vai herdar uma terra, um mundo de regeneração, né? Quase que, independentemente dos nossos esforços, né? Então, acho que a espiritualidade ou as religiões, se a gente quiser, assim, podem
jogar papéis muito distintos aqui, né? A depender da forma como a gente interpreta os seus postulados e aplica na realidade, né? Muito bem, gente. Perdoem aí o congelamento de imagem, deu uma panie localizada aqui, mas já estamos de volta. Agradeço aí a Cláudia por ter entrado ao vivo e nos secundado aí nesse momento, e que fiquei eu ali, né? Parado, dando milha aos pombos enquanto a live acontecia,
como diz o nosso querido Raul Seixas. Bom, vamos à questão, então, número 5, né? Que trata dessa ideia que tangência o que o Amorim colocou e outras questões que nós já trabalhamos aqui. Pode ser sardinha colocar a questão 5. As religiões e filosofias espiritualistas, elas têm a tendência, a tradição de tratar da vida após a morte com recompensas e
castigos, prêmios e punições. Em outras palavras, parece que na tônica das filosofias e religiões está patente, né? Uma premente preocupação com o futuro, com pós -morte, esquecendo -se, então, das ações presentes, das ações terrenas no orbe em que nós estamos habitando. E
aí, então, vê essa pergunta. Wilson, como é possível mudar essa realidade, sobretudo, em termos do meio espírita, de se ter uma leitura, uma visão praticamente vinculada ao porvir, ao pós -morte, como vai ser o futuro da alma após o desencarme e tal, para uma visão mais circunstancial do aproveitamento da própria encarnação. Eu vejo como uma bolha, Marcelo, é interessante isso, tudo o que nós estamos dizendo nesse
sentido. Agora, quando se trata de espiritismo, quando se trata de casas de espiritismo, vejo como se nós estivessemos numa bolha. Sempre repetindo a mesma coisa, ou seja, um ciclo, um ciclo extremamente vicioso. Como que você percebe que, às vezes, o pessoal quer estourar a bolha? É como se ela colocasse a mão e você percebe o contôculo da mão dos pés, querendo estourar aquela bolha, porém ela não
estoura. E por que ela não estoura? Porque nós estamos vivendo um ciclo vicioso dentro do meio espírita, de questões como você mesmo colocou, a reencarnação sendo colocada como uma colição, os processos de comunicação, onde não há experimentação. E quando nós estudamos, nós vemos que experimentação é fundamental para um entendimento, mas não existe experimentação mais dentro do espiritismo. Então,
como que a gente vai romper essa bolha? Eu penso que sempre tem oso, os chatos. É o chato, é aquele que não existe quando se trata de estudar com profundidade, quando se tem a oportunidade de palestrar, trazer não de uma forma incositiva, mas reflexiva de questões como essa que nós
estamos colocando. Eu acho que é um ponto fundamental, eu gosto muito dessa questão reflexiva, onde as questões que elas são colocadas realmente para tocar, para poder despertar a atenção daquelas pessoas e permitir que elas rompam a bolha. Mas é um trabalho árto, mas não existe o tempo para nós. E a gente precisa entender isso, que não existe tempo. Eu
acredito que é romper a bolha, Marcelo. É ser persistente, porque quando dá maneira como nós vemos o insupritismo hoje, especialmente nas casas espiritas, até o espaço que nós temos hoje começa a ser limitado. Você vê que às vezes você acaba sofrendo inclusive posicionamentos de dirigentes de casas espiritas, que simplesmente afastam, importam de atividades. Por quê? Porque ele é hologricista, tem uma ideia diferente. Ah,
fala disso daqui. Eu acredito que é necessário romper a bolha. A gente precisa persistir, mas sem imposição, através do ato reflexivo. Aquela coisa de Sócrates, você devolve a pergunta para ver as reações. Mas dentro de um contexto, dentro de um entendimento, é o ato de provocar. Sabe aquele programa, a provocação que você cultuca para ver se o camarada desperta? Eu acho que o nosso principal trabalho é esse dentro da
doutrina espírita hoje. Difícil algo quando se fala disso, mas de uma maneira espírita. Mas é persistir. E aí, Sinoe, como mudar então essa realidade de ficar exclusivamente, ou majoritariamente pensando na vida após a morte e descurar da vida presente? Claro, a gente pode olhar esse ponto de vista mais doutrinário, no sentido de fazer a discussão do equívoco dessa perspectiva.
Mas eu penso também que é importante pensar, como isso de alguma maneira reflete, ou responde a uma dificuldade que posta na própria história do Espiritismo. Há bastante tempo de estudo, pesquisa a história do nosso movimento espírita. E aí eu penso que isso pode ser útil, pode ser interessante para a gente
pensar as limitações. A gente tem uma dificuldade de pensar aqui a valorização da vida prática, principalmente no que se refere a questões que entram no âmbito da coletividade. A gente pode, em termos bem -citéttes, chamar isso de política. É um tabu que a gente tem no meu espírito. Ele está associado ao meu ver, sim, na dificuldade de levar de uma maneira mais petuosa, mais à frente, de maneira central, a própria
questão ecológica. Porque em alguma medida ela começa a penetrar elementos, quando vocês começaram a discutir, por exemplo, a questão das cidades, do poder público, a responsabilidade, tudo disso. A gente está falando de política. Então, não tem como a gente discutir essa tentabilidade, discutir a emergência ecológica que a gente vive
hoje, sem pensar em termos políticos também. Então, nesse sentido, eu acho que é um tabu que, sem que seja superado, acho muito difícil a gente ter uma prática consequente. Vamos pensar aqui, aquilo que acontece, por exemplo, na Igreja Católica, qual é o
dato de Papa Francisco, né? Se tornou um instrumento de referência extremamente potente para organizar comunidades de fec, em torno de um trabalho efetivo de ativismo ambiental muito intenso, e que acaba provocando transformações importantes no âmbito político, no âmbito do poder público, etc. Então,
a gente tem algo similar no movimento espírita. A gente tem uma iniciativa importante, que é o MOV, a gente pode mencionar aqui na tela Trabu, aqui, problemas de conexão. Vocês estão me ouvindo? Estamos ouvindo e vendo se você está se mexendo para a gente. Tá, então é só... tá tudo dando os probleminhas aqui também. Mas
vou continuar falando, então. Acho que iniciativas que vamos nos conectando para além dos muros do centro espírita, com a sociedade civil, o diálogo com o poder público, enfim, é uma maneira prática de começar a mudar essa realidade. Ou seja, não basta a gente debater teoricamente, doutro, normalmente, base de importante, mas iniciativas que... façam com que nós nos movamos
para a lenda, digamos, da bolha espírita. O mesmo vale a gente pensar no canto dos espíritas progressistas, também a afirmativa é válida. Essa é uma questão que a gente tem conversado bastante, Sinue e Wilson. Nós estamos presenciando um boom de novidades no chamado meio espírita. Os coletivos espíritas têm oxigenado com visões diferenciadas, com propostas de trabalho igualmente diferentes, e que têm atraído públicos cada vez
mais diversificados. E de muita gente que está insatisfeita com este religiosismo exacerbado, com este dogmatismo vigente, com essa nova leitura sobre aqueles princípios que estão comuns na religião cristã, que seria o medo, a culpa e a salvação. Muito comuns nas instituições espíritas que trabalham esses conceitos a luz do cristianismo vigente, o cristianismo mainstream, que transforma -se no mainstream
espírita. Só que nós estamos notando, já vimos conversando com vários coletivos nesse sentido, que
nós estamos meio satelizados. São satélites trabalhando e isso não é ruim, porque cada um vai construindo o seu próprio projeto e vai materializando em atividades que alcançam públicos específicos, mas falta uma conexão entre esses trabalhos, entre essas iniciativas, pelo menos para que a gente pudesse dizer assim, olha, essa semana o coletivo está fazendo isso, o coletivo, o au está
fazendo aquilo, meio que reunir essas iniciativas e deixar a disposição do movimento espírita, não sei de que maneira, nós ainda estamos conversando sobre isso, porque se não vai acabar ficando com pouco público, pouca penetração, pouca ascendência, no sentido de mudança, nós devemos entender o Espiritismo como algo progressivo e progressista.
Progressivo no sentido de também rever práticas e apresentar alternativas para aqueles que já não estão mais afetos ao e vinhas sendo feitos nas décadas 50, 60, 70, 80, 90, 2000, 2010,
2020 e que a realidade hoje é outra. Então esse é um desafio que nós devemos abraçar cada um na sua possibilidade, na sua capacidade de imersão e de interrelação, caso contrário nós vamos continuar sendo aquilo, satélites, e os satélites vão ter brilhos ou brilha -recos reduzidos à sua audiência tradicional, não alcançando um público que poderia ser maior, porque todos esses coletivos trabalham com uma visão
que, se não é homogênea, é muito similar. Os princípios acabam sendo os mesmos, a forma de entendimento sobre o Espiritismo parece ser a mesma. Uma visão democrática, uma visão plural, uma visão participativa, diferente daquilo que nós aprendemos a conhecer e a conviver como sendo espirito. Vamos colocar uma questão número 5, acho que é isso, né Sardinha? O
A5 foi agora. A5 foi agora. Então vamos puxar, não sei se temos perguntas do público, mas vamos puxar uma que está associada a esse discurso, em termos de progressividade e de capitalismo, uma visão crítica do capitalismo. Vou pedir para você colocar 9, por favor. Aí, faço um pequeno introito para não deixar a pergunta
solta, né? As ações humanas, tanto no ponto de vista individual quanto coletivo, desde a Revolução Industrial, elas impactaram sob a maneira meio ambiente, de uma maneira mais acelerada e destrutiva, justamente pela escolha de um modelo econômico baseado quase integralmente no consumo, gerando aquilo que nós conhecemos como sociedade de
consumo que é vigente até os dias atuais. Essa sociedade de consumo está sentada naquilo que os músicos conceituaram, como capitalismo selvagem. O homem primata, capitalismo selvagem iriam os titãs, e sempre revolucionários, e na exploração máxima e
predatória dos recursos naturais. Aí vem a questão, estando esse modelo capitalista, tradicional, selvagem, predatório, incheque, qual seria, se não é, a alternativa viável para recuarnos em relação a esse modelo, em relação à
destruição da natureza e dos seus ecossistemas? Essa é uma pergunta central, fundamental para a gente pensar que a atual crise, porque, dependendo da resposta, a gente pode acabar entendendo o capitalismo como algo que está ruim, e a gente constata isso, não se refere aos impactos ambientais, mas a gente pode trazer outros parâmetros, de igualdade, que firmam uma série de outros problemas, mas algo que tem a possibilidade de
ser reformado. Então, o qualificativo, muitas vezes que acompanha, é o capitalismo neoliberal, é o capitalismo selvagem, as adjetivações, muitas vezes elas vêm para a gente pensar, pode ter uma outra forma de capitalismo, acho que essa é uma primeira coisa, um problema que deve ser olhado, se levantado. E aí, claro, isso vai da forma como você conceitualiza e explica, entende o próprio
capitalismo e a sua relação com a natureza. Aí, eu vou pensar aqui, duas coisas aqui importantes para a gente pensar. Um é essa ideia do crescimento, e aí a gente caminha a resposta para a
alternativa a partir disso. Isso é interessante também do Contista do Outrinário, quando a gente pensa a categoria do progresso, porque a gente só pensa a progresso, isso é uma construção histórica, remonta a modernidade, em meio a do século 18, a gente tem uma concepção de tempo que vai se transformar profundamente, a ideia de que o futuro vai ser necessariamente diferente,
ele vai ser mais do que hoje nos oferece. E isso dialoga com a ideia de evolução, que é muito cara ao espiritismo. Só que a gente vai associar esse mais basicamente a uma espécie de acumulação indefinida de produção de coisas, ou seja, uma ideia de crescimento, aquilo que a gente chama de crescimento econômico. Qual é o problema dessa ideia
de crescimento econômico indefinível? O mundo tem apenas recursos finitos, então, para o desenvolvimento do mundo material, do que é produzido, depende de matéria, que se esgota ou que, para fins práticos, seu tempo de renovação está em uma escala de tempo muito maior do que aquela que seria demandada pelo processo de crescimento.
Então, vamos pensar, por exemplo, petróleo, a gente ainda tem muitas reservas e meios de sugar até a última gota, tudo o que a gente tem de petróleo estocado na terra, ele é um recurso relativamente finito, seu tempo de produção está na escala de milhões de anos. Dito isso, então, a gente tem um problema aqui com o crescimento, é uma primeira questão central. O capitalismo é necessariamente um sistema econômico de
crescimento. A gente teria uma resposta longa, muito teórica para dar, que eu acho que não cabe aqui, mas uma resposta ataliada, é pensar que empiricamente é isso que a gente tem, o capitalismo, quando não está crescendo. Basta ver o noticiário, a qual é a métrica principal para dizer se o econômio está saudável, o crescimento do PIB. Se cresceu, não cresceu, cresceu o PIB, o PIB, aquela história. Bem,
se não cresce o que a gente tem? Crise, né? Então, é problema, vai vir desemprego, uma série de problemas associados. Então, a gente pode, assim, empiricamente, a gente consegue perceber muito claramente que o capitalismo está associado a crescimento. Isso tem a ver com uma necessidade de reinvestimento capital, capital não fica parado, se ele ficar
parado, ele é um valor perdido. Então, ele tem que ser reinvestido e isso pressupõe uma base material, inclusive energética. E aí, então, se ele necessariamente tem que crescer, a gente vai ter um problema que ele não nos serve do ponto de vista da sustentabilidade. É preciso uma outra forma de pensar a economia. A alternativa histórica que a gente conhece pelo nome de
socialismo, né? Ela tem uma premissa importante que é ela não necessariamente precisa do crescimento, embora isso nem sempre tenha sido computado. Ou seja, na prática, experiências que se propuseram a construir alguma forma de socialismo, elas perseguiram o crescimento. Inclusive, uma corrida, né? Basta lembrar da Guerra Fria, essa ideia de ver quem cresce mais, né? Claro que isso tem a ver com
uma busca de bem -estar material. O problema é, a gente entende agora a luz dos dados, né? O quanto isso é enviável. Então, a gente precisa pensar uma forma de sociedade que seja equilibrada. A palavra decrescimento, por exemplo, tem sido bastante utilizada para falar disso, né? Tem todo um debate importante. E aí, tem gente que vai dizer, por exemplo, em favor do capitalismo, né? Ou
a ideia de um crescimento verde, tá? Quem pode estar acompanhando a lá e dizendo, não, mas o capitalismo poderia crescer se tornar, digamos, uma economia que consegue ser não ter o impacto. Por exemplo, em emissões, né? E que tenham um ritmo, por via tecnológicas, ele consiga manter crescimento e ser sustentável, né? Aí tem estudos empíricos sobre a questão do... Tem um francês é decuplagem, né? É a ideia de desassociar
crescimento, crescimento do impacto material, né? E embora tenham algumas iniciativas, onde você tem uma pequena linha de desassociação, isso não se mostra consistente ao longo do tempo e muito menos generalizado. Então, se a gente quiser chegar a um diagnóstico bem rápido, pouco superficial, a gente
pode dizer que empíricamente isso não se revela. A gente tem necessariamente uma associação entre crescimento econômico e impacto ambiental e climático com o difícil das emissões de gases de efeito
estufa. Então, por conta disso, né, eu diria, a gente precisa de uma economia que não apenas decresça, mas decresça numa velocidade astronômica, porque a gente tem um período de tempo, a gente já estourou, basicamente, todos os prazos razoáveis
de mudança no que se refere as emissões. A gente está numa taxa de extinção de espécies brutal, que tem a ver também com a expansão da economia, particularmente no que se refere ao agronegócio, né?
Então, não é apenas decrescimento, mas é um decrescimento muito acelerado, só que se precisa ser organizado, porque se não é o caos e quem é mais frágil, uma pessoa mais frágil na sociedade, vai sofrer dramaticamente, da carência de tudo aquilo que é necessário, a gente entra no necessário superfígo. Então, uma economia organizada em torno da sustentabilidade,
ela precisa ter a democracia no centro. E aí eu resgato uma forma de pensar o socialismo, isso deu, como você disse lá no começo da live, o socialismo e o guslavo traz a ideia de autogestão, como é a questão fundamental, e é de democracia no final
das contas. Então, a democracia que entra para o âmbito econômico, e que não é meramente planejamento, não é planificação contra mercado simplesmente, é uma ideia de que você possa democratizar radicalmente o controle das variáveis mais importantes do processo produtivo. E isso, do ponto de vista da emergência climática ambiental, é decisiva. Esse ponto é decisivo, porque a gente precisa... Imaginamos uma locomotiva que está em
disparada, rumo a um abismo. A gente precisa controlar essa locomotiva para puxar um freio de emergência e encontrar uma rota alternativa de maneira emergencial. Você não consegue fazer isso de uma maneira aleatória, com apenas indivíduos movendo -se em uma sociedade de
mercado. Você precisa de alguma maneira organizar coletivamente, estabelecer prioridades, de crescer onde é excesso e luxo, e manter aquilo que é fundamental e necessário para toda a população do planeta. Então, eu diria isso. E aí entra questões do bem viver, do que é uma vida rica, que é uma vida plena, a gente começar a fazer a decuplagem, a desassociação de uma vida boa com uma vida de luxo e material. Essas
questões são muito importantes. Eu estou pedindo para colocar vários comentários que gravitam em torno dessas noções que a gente tem trabalhado. Vamos ouvir o Wilson sobre a questão de termos uma alternativa viável a esse modelo. Wilson, você consegue divisar, não colocar o ovo em pé, nem inventar a roda, porque eles já estão por aí, tanto o ovo quanto a roda.
Mas, além do que o Sinue nos colocou oportunamente, o que você vê como factível, como possível de construir? Vejo mais sério que nós caímos numa questão muito interessante. Eu vejo como se perturba o meu acelar. Eu vejo tudo isso que nós estamos conversando nesse momento, como a questão foi colocada. Estou vendo uma série de perguntas aqui. Eu vejo que nós caímos no superfo. É
como que nós vamos mudar essa questão? É extremamente difícil, porque abre um Mac de possibilidades de discussão, no avanço, como foi colocado, o avanço da agropecuária. Eu não sei quantos boas é por pessoas no Brasil, mas muitos. Eu me encantar em todo de novo. São questões muito interessantes
para ser debatida. O avanço da agropecuária, a pouco, nos dois meses atrás, foram usados a gente, a gente química, aonde várias águores foram mortas. Covardia extraordinária pelo dono da propriedade do avanço do pasto. São coisas muito sérias que nós devemos ter que estar discutindo. A postura do espírita, uma das perguntas, devem participar, sim, das
questões políticas. Um exemplo clássico que envolve a questão do Rio Grande e do Sul, uma flexibilização das leis ambientais. É interessante quando a gente vê essas questões sendo colocadas, porque você flexibiliza ciente de que poderia acontecer, ou seja, se negligencia novamente a tecnologia e a ciência, mudar, dar possibilidade de mudança, envolve gasto,
porque nós estamos falando de tecnologia e ciência. E como o Silvio disse, geralmente não vai sempre refletir em que ele não tem condições, inclusive de se alimentar, porque é uma coisa que nós temos que frisar, e é importante frisar, por detrás de todo o conflito, isso é fato, se nós fomos atrás de todo o conflito, inclusive de migração, existe algo muito interessante lá na ponta, que é escassez, falando de
sustentabilidade, meio ambiente, participar ou não de todo esse processo político, econômico, capitalista. Como foi colocado o capitalismo, seu vagem, etc. São questões antigas que devem ser trabalhadas por hoje, como uma consciência ecológica. Não dá para você separar a ecologia de economia, não dá para você separar a
ecologia de capitalismo, mas como nós vamos fazer? Eu ainda acredito que é sendo extremamente atuante, não dá para dizer que não existem culpados no que aconteceu na região sul, não dá para dizer que não existem culpados no que aconteceu com o desmatamento, com abandono dos nossos irmãos indígenas, não dá para
dizer que não existem. É um absurdo dizer que não existem culpados, então a gente precisa realmente de leis, que as leis ambientais são extraordinárias, mas elas não se fazem cumprir nesse aspecto. É como se é dito para os amigos, aí você vem político mesmo, para os amigos tudo, para os que não são amigos além. São
questões para serem debatidas. Então lá na ponta de toda a migração, voltar nesse aspecto, porque a gente está sofrendo muito com essas questões mediatórias, existe um negócio chamado escassez, seria exemplo disso, ou então é do excesso, eu não tenho os recursos hoje, eu vou buscar aonde? Em regiões como IRA, nós sabemos o que aconteceu nos conflitos anteriores, foi simplesmente por uma necessidade do compostivo,
do ouro negro, o chamado petróleo. Então lá, sempre na pontinha existe a questão ambiental, essa questão do desuso, a liberdade da questão do uso excessivo. E o capitalismo, nesse aspecto, ele é exploratório, é difícil você entrar num consenso, é muito complexo, eu acho que a sociedade tem que cada vez se mobilizar mais para poder
estar realmente cobrando. Estava falando de cidade sustentável, hoje, por exemplo, a cidade sustentável, hoje 55 % vive em regiões urbanas, em 2050 serão 77 % em regiões urbanas, por vários motivos, inclusive na questão capitalista, que é a questão obviamente de melhores condições, em todos os aspectos, científica, moradia, tecnológica, então a gente precisa estar com os pés no chão, entender isso. Como
ficarão os recursos e idribos? Aonde vai tratar todos os pessoal? Nós sabemos que hoje existe um movimento da questão eólica, da questão fotofotaica, que é a captação da luz solar, que é fantástica, mas é preciso dar retorno políticas e líquicas sérias que trazem conselhidade a essas questões, com foco no meio ambiente, na cultura, na moradia e no transporte, senão não vamos nos perder.
Então vamos acabar com a necessidade, mas quando se fala de política pública, a série, onde se imprime inclusive lazer, saúde e trabalho, lá na pontinha, lá na ponta, vai ter uma redução, vai ter que se deixar de ganhar para ganhar mais depois, mas não em esse ganho predatório, mas em um ganho realmente onde haja a econômica social que é o que a gente sonha, igualdade social, não é todo mundo ser igual, mas ser
respeitado dentro dos seus domos, vendo aquilo que realmente está aí, para ser desenvolvido cada um e coletivamente. Muito bem, muito bem. Eu só queria fazer uma pontuação, senão você falou que, com muita propriedade, que a justificativa do progresso, econômico, financeiro, ela está
associada característicamente na economia ao PIB. E o PIB é um índice importante, não vamos depreciá -lo, mas talvez temos que compor uma nova equação que possa colocar nesta conceituação da viabilidade, da progressividade, do sucesso econômico, somar o PIB ao IDH e a outros índices que efetivamente possam prazer uma visão de conjunto, porque senão podemos ter um PIB alto e termos uma
sociedade de miseráveis, por exemplo. Um PIB alto, mas uma sociedade que degrada e compromete cada vez mais a relação do homem com a ambiente e a
sustentabilidade da atual e das futuras gerações. Então, é uma equação complexa, sabemos nós, não temos aqui o pulo do gato, o modelo mais adequado e enfrentamos, inclusive no meio espírita, um desafio gigantesco que é pregar, se assim posso dizer, trabalhar pela ideia de um socialismo espiritualizante que vem lá de Leon Benic, que vem lá de Carbec, uma ideia de solidariedade, de fraternidade, de caridade na
exata acepção da palavra, mas que tenha no compromisso de valores espirituais e faça com que as riquezas produzidas estejam acessíveis ao maior número possível que saem todas as pessoas que fazem parte daquela sociedade. Desafios, desafios que a humanidade tem enfrentado e que se nós mantivermos a visão material dominante, nós estaremos completamente legados a nossa própria sorte e dificilmente alcançaremos condições
melhores. A Marcia está colaborando com a gente colocando o conceito de FIBI, Felicidade Interna Bruta, aceito pela ONU. Pois é, Marcia, inclusive o nosso ex -senador Cristó Van Boaar, que é reitor da Universidade de Brasília durante muito tempo, propôs uma emenda constitucional para colocar entre os princípios, entre os valores fundamentais do Estado brasileiro o direito à
Felicidade. Obviamente, isso não foi colocado nem como regra legal que dirá que estamos nós mais alcançando aí essa completude, essa realização na prática. E a gente estamos alcançando uma hora e quarenta na nossa live. efetivamente, teríamos muitas questões ainda a fazer. Agradecemos aqueles que nos enviaram questões e que fizeram comentários durante a live na medida possível.
Colocamos esses mesmos comentários e questionamentos na alousa, mas precisamos encaminhar o nosso encerramento. Já deixando aí o convite para o SINUE para um revival, para uma segunda edição desse tema para ver se a gente consegue reduzir o
passivo de questões. Porque todos os dias sabe o SINUE, a gente debate dentro do ESEC, o nosso grupo no Facebook, questões afetas essa preocupação na sustentabilidade, com o meio ambiente, e da conexão dos temas espirituais e espiritas com essa e outras matérias que dizem respeito ao nosso material, o humano
de encarnados. Então, essas demandas acabam ficando reprezadas de tempos em tempos, não só esse tema quanto outros, a gente procura trazer um especialista, uma pessoa que convive, que trabalha com essa temática há mais tempo, para que a gente possa proporcionar o nosso público fiel, nossos seguidores, nossos internautas, aqueles que acompanham as nossas plataformas. Um caminho. Dizemos sempre que não fechamos
questão nem dizemos a verdade absoluta. Nós apresentamos alternativas, ideias, e cabe a cada um tirar o melhor proveito delas e utilizar essas informações nas suas ações cotidianas. Então, vamos começar pelo isso para que ele possa dar o seu recado final, o seu comentário nesta live para que a gente possa depois passar por Sinoe e partir por encerramento. Vamos lá, Wilson. Obrigado,
Marcelo. Cria só um contom, um alvo importante, Marcelo, que não dá para separar meio ambiente, sustentabilidade, não dá para separar de
fome, de guerra e de miséria de pobreza. É óbvio que tem muita coisa para ser discutida nesse sentido, mas não dá para separar onde há escassez a forma como estamos aí esgotando os nossos recursos naturais ao avianente que acaba aí aumentando o índice de violência, seja no campo, seja na cidade e como foi dito, sempre tem lá continho do que desse
dessa chamada escassez. Então a gente precisa estar ligado nessas questões, né? Só para apontar, se estava lendo a pouco, referente por ele naquela época do furabicão do Catrina, né? Aqueles que ficaram abrigados, aqueles que ficaram abrigados, não tinha local, ficaram abrigados e ele sofreu todo tipo de violência. Houve homicídios, houve estruco as mulheres sofrem muito, né? Nesse sentido, coisas terríveis
acontecerem. Fenômeno que aconteceu num país desenvolvido e pegando um link num país como o Brasil com todos os recursos, ele, o vento, enfim em uma região suma, nós tivemos aí a negligência indiscutível, eu acho que não dá para nós fecharmos os olhos. E de flexibilização de leis tivemos nesse caso violência e especificamente contra as mulheres, novamente. Porque no momento de desespero, as
regras elas desaparecem, né? Leis regras, normas é bom senso tudo isso do momento fica uma loucura. Então a gente precisa refletir nessas questões e quando falamos de migração, é a mesma coisa, né? São pessoas que sofrem escassez, por sofrer a escassez acabam de alguma forma tentando migrar para oiuras nações. Nós temos exemplo clássico, no aeroporto aqui, quem conhece que São Paulo de Guarulhos, os nossos amigos afegamos,
né? Porém, como a gente convive pessoalmente eles são pessoas de recursos e muito recursos que conseguiram e migrar para o Brasil e daqui para outros países quando não alguns que aqui ficaram com recursos e os que não têm recursos. Então a gente precisa pensar e repensar muita questão do meio ambiente. E acho que fica bem linkado
essa questão de espiritismo e espiritualidade. Já que nós comentamos tanto sobre caridade sobre fazer o bem, sobre o amar ao próximo nós não podemos fechar os olhos para essa questão. Precisamos trabalhar então quando nós subermos nas tribunas para falarmos de caridade, de bondade, de lomide bem, né? E também recordar suas principais características que é a coletividade com um todo e passar essas mensagens em relação à
sustentabilidade. Se nós não melhorarmos aqui, obviamente a casa vai ficar balançada, né? Então Marcelo, queria encerrar agradecendo realmente a todos espero ter colaborado, não sou especialista nessas questões mas espero ter colaborado e é um prazer imenso. A única coisa com o ilamento é que quando eu sou chamado às vezes eu digo
Dão, né Marcelo? Mas é realmente pelo tempo. E o que mais me alergam e me deixa feliz é poder estar com vocês do ECK, agradecendo a Iriequitec, e aqueles que estiveram conosco aí nos comentários. Um fraternal abraço a todos. Muita felicidade mesmo e vamos pegar esse meio ambiente porque esse ego sistema é
a nossa casa, não? Muito obrigado Wilson pela sua cordialidade sempre e pela que essência é o nosso convite, a sua humildade também já característica entre nós. Fizemos uma live com interpolações muito interessantes e agradecemos mesmo a tua disponibilidade e sempre que possível você vai estar conosco aqui ao vivo na telona. Eu chamo de telinha e o pessoal me reclama na telona porque depende do tamanho do equipamento que
você está utilizando. Pode ser a sua Smart TV da sala, tamanho 50 polegadas e você vai estar na telona ou pode ser no celular que é uma telinha mas para você ela é também uma telona. Aguardo um pouquinho lá na sala do Chá que daqui a pouco a gente conclui. Muito obrigado. Sinue,
é sua a palavra? Então assim vou palavras brevíssimas já agradecendo muito pelo convite, a oportunidade de conversar sobre a questão a mais urgente mais fundamento mais fundamental do nosso tempo.
Então brevíssimas palavras, eu diria assim que é fundamental que a gente invista numa ideia de espiritualidade lúcida que dialoga com a ciência que a gente possa basear as nossas ações em conhecimento científico para que a gente seja efetivo enfim, porque a gente não fabule ideias fantasiosas enfim, que não acabam não lidando com o
real. Então nesse sentido a ideia de uma gusta para uma felicidade é ligada a ligada não ao consumismo tão presente nos dias de hoje é uma das coisas de maior efetividade com o utilista dos problemas ambientais e parte principalmente da questão climática a gente falou um pouco aqui da questão de energia e é importante insistir embora a questão técnica seja uma questão fundamental, decisiva a partir das energias
fenováveis a gente na escala monumental que a gente tem de produção e consumo não tem saída a gente se electrificar a flota inteira de veículos que a gente tem que a gente tem hoje a gente vai continuar tendo um impacto um impacto ambiental inclusive tendo os gemos que não não cabe nas metas do clima que a gente tem aí na mesa então é preciso uma forma de viver uma forma de buscar felicidade
que seja compatível com as imitações materiais da nossa planeta capacidade de sustentação que a naturismo da presidão eu diria isso, acho que essa é a minha mensagem final que a gente não deixa de estar atento lúcido enfim para que a gente não caia em fantasias que não vamos levar nada e que em breve a gente vai acabar tendo que encarar a realidade de gente querendo ou não e é isso obrigado obrigado Sinoe pela
gentileza da sua participação do aceito do nosso convite foi seguramente uma live de conteúdo como a gente costuma dizer aqui no eCK e é o ponto de partida nós inauguramos recentemente você sabe disso um espaço no nosso portal para trabalhar de forma mais efetiva a questão da religação entre espiritualidade e sustentabilidade inclusive com a proposição de alternativas para que cada um de nós no seu bairro
na sua cidade no seu estado até chegar ao país mas principalmente nos núcleos espíritas a gente possa começar um trabalho de conscientização e um trabalho de formiguinha de movimentar a massa espírita para contribuir com ações possíveis próximas dentro da facilidade de convivência de cada um e dos recursos de que dispomos contribuirmos com a massificação dessas ideias em torno de sustentabilidade obrigado
mesmo foi uma participação muito qualificada e a gente espera contar contigo numa próxima oportunidade peço para você aguardar um pouquinho lá na sala do chá que nós vamos aqui partir com encerramento muito bem minha gente mais uma oportunidade que tivemos de semear algumas ideias agradecendo aos convidados pela lucidez com que trataram os temas pela pertinência da equiparação entre conceitos que parecem
distantes mas estão muito próximos sobretudo porque o movimento de ideias que o Espiritismo encampa é sempre direcionado ao aproveitamento dos conceitos e das ideias que surgem a partir da intelectualidade através do uso do sentimento também a ele associado no sentido do despertar das criaturas para sua transformação individual para a transformação das coletividades e com consequência o progresso planetário que nos aguarda
estamos aqui agradecendo também as plataformas que transmitiram ao vivo o canal do youtube do e -c -k o canal do youtube da tv espaço espírita programação 24 horas o canal do espiritismo cast o canal do georio preto e também inauguramos hoje a transmissão ao vivo pela fanpage principal do espiritismo com Kardec esperamos que você tenha gostado da nossa live e ao gostar faça uma gentileza
compartilhe o link do vídeo no nosso canal do youtube com seus contatos, com seus amigos com seus grupos sejam eles de redes sociais do whatsapp, do facebook, do instagram para que nós alcancemos cada vez mais uma coletividade de seres pensantes e em ação no sentido da melhora da nossa condição planetária temos um recado final dizendo que as nossas lives entram em recesso a partir de hoje temos problemas de
calendário nessas últimas semanas de junho e no mês de junho julho tradicionalmente fazemos nosso recesso para reprogramar o segundo semestre e recarregar as nossas baterias que são limitadas fisicamente todos sabemos para trazermos um segundo semestre rico quanto foi o primeiro de promoção do debate da dialógica, da dialética no trabalho espírita agradecemos também aqueles que estiveram na
retaguarda Claudia, Julia, Evandro, Manuel, Ricardo e estaremos juntos em agosto novamente um abraço, um beijo, tchau
