Espiritismo PAPO Cast [Ep2] Allan Kardec - podcast episode cover

Espiritismo PAPO Cast [Ep2] Allan Kardec

Jun 07, 20257 minSeason 21Ep. 2
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Transcript

Espiritismo papocast apresenta Allan. Kardec, olá. Hoje a gente vai mergulhar um pouco na vida de uma figura bem interessante. E polity Leon denizar rival. Mas, claro, todo mundo conhece ele como Allan Kardec. Temos aqui nos textos da Wikipédia para nos guiar. A nossa ideia é tentar entender quem foi essa pessoa mesmo, sabe o educador, o autor e, claro, Oo organizador, o codificador do espiritismo. Vamos pegar esses textos e ver o essencial. Exato. E é uma história bem curiosa,

né? Começa com ele sendo um pedagogo super respeitado, é discípulo do pestalose e de repente. Ele dá uma virada, começa a investigar aqueles fenômenos, né? As tais mesas girantes que estavam na moda na Europa. Isso porque antes do Kardec, tinha o rival e não era um educador qualquer. Assim, pô, formado na Suíça com pestalose, que era o cara da pedagogia na época. E ele era super apaixonado por ensinar. Dava até aula de graça, imagina de química, física, astronomia, um Monte de coisa.

E publicou livro didático também de gramática de aritmética. Quase um. Um precursor dos influenciadores educacionais, né? Só que no século 19. Com certeza. E essa formação, essa base de educador, é é fundamental para entender o Kardec que veio depois, sabe? Todo método dele, essa coisa de observar, analisar, buscar uma lógica mesmo diante de algo desconhecido, vem daí. Ele participava de sociedades científicas importantes, tipo academia real, de arras.

É sempre com essa pegada mais estruturada, mais racional. E aí vem o ponto de virada mesmo, lá por 1854, o fenômeno das mesas girantes bombando em Paris. Ele ouviu falar, claro. No começo ficou meio assim, cético. Pensou que talvez fosse magnetismo animal, que era algo que ele já estudava um pouco. Mas é a curiosidade, falou mais alto. Falou e ele não foi só dar uma olhada, ele foi investigar mesmo com aquele rigor que ele tinha. Começou aí nas sessões.

É comparar as mensagens que vinham por médiuns diferentes, sabe? Tentando achar padrões, analisar o conteúdo. Foi esse processo todo que acabou convencendo ele de que tinha ali inteligências por trás daquilo. E foi aí que ele adotou o nome Allan Kardec que dizem as comunicações, né? Teria sido o nome dele numa vida passada, como druida uma história bem peculiar. Kardec codificador, né? Ele sempre fez questão de dizer isso, que não tava inventando

nada. Ele se via mais como alguém que tava organizando sistematizando os ensinamentos que vinham através dos espíritos. Exatamente. E o resultado mais famoso disso é o livro dos espíritos, de 1857. É o Marco inicial, né, da doutrina espírita. Mas ele não parou aí, não. Depois veio o livro dos médiuns, né, o evangelho segundo espiritismo. O céu e o inferno, a gênese.

A ideia dele era ambiciosa, criar meio que um corpo de conhecimento que juntasse ciência, filosofia e as consequências Morais. Disso tudo. Usando o método que ele mesmo chamava de experimental. E as ideias centrais que ele organizou, nossa, tiveram um impacto gigantesco. Reencarnação, a ideia de evolução espiritual constante, a lei de causa e efeito. Aquela frase famosa que tá no túmulo dele, lá em Paris, no Perla sheesi, resume, bem, né? Nascer, morrer, Renascer ainda e

progredir sem cessar é forte. Ele defendia que o espiritismo não era só uma criança. Mas algo que podia ser de certa forma observado e que isso mudava totalmente a visão sobre a vida, a morte. E promovia também uma ideia de fraternidade universal, tipo, os laços espirituais seriam mais importantes que qualquer diferença aqui na Terra, de raça, de classe. Não é à toa que atraiu gente como o astrônomo Camilo Flamarion, uma figura conhecida

na época e até hoje, né? Tem pesquisadores como Alexander Moreira Almeida, que estudam esse esforço dele de investigar de forma racional. Essas experiências espirituais. Mas esse essa figura tão metódica, tão racional, também tem seus lados controversos, né? A gente encontra uns textos dele, principalmente em uma gênese e na revista espírita, que hoje em dia soam bem problemáticos. Sem dúvida é um ponto delicado, mas importante de abordar. Kardec foi influenciado por ideias da época, né?

Tipo a frenologia aqui hoje a gente sabe que é pseudociência. E também por aquele pensamento científico meio racialista, do século 19. Então, ele acabou escrevendo coisas sobre uma suposta inferioridade de povos não europeus. Usou termos como otntoides, Raça Negra, selvagens. Chegou a registrar comunicações de espíritos que supostamente confirmavam que espíritos mais evoluídos não encarnariam nesses corpos, sabe? E que essas raças estariam fadadas a desaparecer.

É bem pesado ler isso hoje. Por outro lado, tem o argumento do contexto histórico, né? Que dizem que é anacronia. Vão julgar ele com os valores de agora. E citam outros trechos também, por exemplo, em o evangelho segundo o espiritismo, onde ele fala de igualdade perante Deus, de fraternidade sem distinção de raça. É uma tensão aí. Pois é, e essa tensão não acabou aqui no Brasil mesmo, teve um acordo.

Acho que com o Ministério público federal, que levou as editoras a colocar notas explicativas nas obras, sabe? Falando desse contexto, e tem grupos, tipo os chamados espíritas à esquerda, que até publicaram edições revisadas tentando tirar essa linguagem considerada racista. Isso mostra que o legado dele ainda tá vivo em discussão. Então o que a gente vê é um quadro bem complexo, né?

De um lado, o educador super rigoroso, que usou seu método para organizar uma doutrina espiritual que ganhou o mundo. Dadas da época dele, a análise das Fontes mostra isso, essa dualidade. Ele foi um pioneiro, sim, em tentar aplicar a razão ao espiritual, mas assim não escapou das armadilhas do pensamento do tempo dele. Fica então a reflexão, né, como é que a gente lida com o legado

dessas figuras históricas? Como reconheceu que foi importante a contribuição sem passar pano ou ignorar as partes que hoje nos incomodam tanto, uma questão para se pensar.

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