Espiritismo e Política: por um debate maduro e kardeciano [Ep6] IV LIPE ECK - podcast episode cover

Espiritismo e Política: por um debate maduro e kardeciano [Ep6] IV LIPE ECK

Jan 18, 20232 hr 12 minSeason 17Ep. 6
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#EspiritismoComKardec #AllanKardec #DoutrinaEspíritaE o IV Fórum do Livre Pensar Espírita (LiPE) do ECK chega à sua sexta live, no dia 12 de fevereiro de 2022, às 18h30, quando Ana Cláudia Laurindo (AL) tratará do tema “Espiritismo e Política: por um debate maduro e kardeciano”, tendo como debatedores Jacira Silva (SP) e Leopoldina Xavier (SP), todos sob a Moderação de Marcelo Henrique (SC).  O que é a Política? Classicamente, a “arte de governar”. Neste mundo (de provas e expiações), a política está fortemente associada à gestão dos países e movimenta ideologias distintas, tão diversificadas quanto são os próprios homens que as idealizam e estruturam.  Nos dias da atualidade, a política – enquanto expressões do pensamento humano e suas vertentes – encontra-se em “ebulição”. Não que não estivesse em outros momentos. Onde há homens, há divergências (de pensamento) e há disputas.  Inclusive a própria instituição espírita é palco de disputas, entre formas de entender e de gerir as atividades espíritas e, num processo democrático como o nosso, tanto no campo social geral quanto no social espírita, a renovação de quadros é salutar e permite que ideias sejam dispostas lado a lado para a livre escolha dos interessados. No caso espírita, os associados e mantenedores das entidades espiritistas.  Como fica então o discurso daqueles que dizem que “Espiritismo e Política são incompatíveis”? Em que se afirma que os espíritas devem ser manter distantes dos debates eleitorais presentes na sociedade e, no caso brasileiro, de renovação dos representantes do Executivo (Presidente e Vice) e Legislativo (Senadores e Deputados Federais), de quatro em quatro anos? Os espíritas devem ou não contribuir para o aperfeiçoamento das instituições e do próprio tecido social do Planeta Terra? Eis questões que devem ser pensadas e debatidas…

Transcript

Salve, salve, EC Canas IEC canos. Tudo bem, bom ter você do outro lado da telinha em mais uma live do nosso fórum do livre pensar espírita, o quarto lip do ECK. Você já está acompanhando a bom tempo e vê que nós não fugimos da raia. Nós trazemos os temas mais pungentes, mais vigorosos, mais necessários para a atualidade planetária e para o movimento espírita.

Portanto, hoje é mais uma oportunidade que vamos ter de discutir um tema que os espíritas em geral, ojeriza, me que os espíritas em geral deixam de lado. E adotam posturas muitas das vezes, totalmente fora de contexto. Em relação à proposta originária de Allan Kardec, hoje estaremos então trabalhando com a live. Espiritismo e política por um debate Maduro e kr nesse ano.

Porque nós não iremos entrar naquelas picuinhas naquelas questões menores que fazem parte do dia a dia, sabemos que estão presentes nas nossas relações pessoais, presencia Slim e, por vezes, também nas redes sociais. Não é um lugar de embates, é um palco, um cenário de debates e todo o debate aqui não é cega. Você já sabe, é um debate construtivo dentro.

Das premissas ou das linhas fundamentais do trabalho, que há quase 5 anos nós vimos desenvolvendo um espiritismo universalista, laico, livre pensador progressista e, acima de tudo, genuinamente kr desse ano. Está gostando das nossas li vezes, pois bem, queremos ver os seus comentários no nosso canal do YouTube acerca de cada uma das lições que já fizemos. Acertando para nós, apontando os pontos. Virtuosos, pontos favoráveis.

E também fazendo observações críticas, críticas construtivas, que isso ajuda a que nós aperfeiçoemos cada vez mais o nosso trabalho. Um destaque da nossa produção técnica é esse que está na lousa. Faça a sua inscrição por esse site por esse link do Extreme hard Facebook, para que nós possamos identificar de pronto o seu comentário, seu questionamento quando ele aparece aqui na telinha, ajude luz.

O link é 100% seguro, não contém vírus de todos nós que já utilizamos a plataforma streaming hard associada ao Facebook. Fazemos uso dessa ferramenta que auxilia sobremaneira para que nós possamos. Atingir as suas dúvidas os seus questionamentos se colocaram em destaque, os seus comentários? Pois bem, hoje temos a Felicidade de receber na bancada do ECK uma amiga querida que faz um trabalho muito importante de aproximação das ideias espíritas

com os não espíritas. Ou seja, a inserção das ideias espíritas na sociedade. Um dos papéis, aliás, apregoados por Allan Kardec, na sua Constituição do espiritismo e nas orientações que ele, sobretudo na fase mais madura do seu trabalho, ali por 1868. 1869 declinou ao movimento como sendo

a proposta para o futuro. Ana Cláudia Laurindo é autora de um blog no portal Reporter nordeste e nesse blog ela vai fazendo essa interlocução, esse diálogo muito produtivo com a sociedade, com os não espíritas apresentando temas pungentes, temas necessários para esse diálogo. Sem mais delongas, então vamos receber a nossa querida Ana Cláudia Laurindo. Olá Aninha. Seja bem-vinda à bancada do ICK. Olá. Para todos, para todas. Muito feliz em estar aqui.

Para viver, né? Esse momento de diálogo, esse debate sem embate. Eu estou aqui na expectativa. Que bacana, seja mais uma vez muito bem-vinda ao nosso colóquio tarde, noite de hoje, nos embalos de sábado à noite. Como a gente costuma chamar as nossas reuniões através das Lives do ICK, Ana Cláudia Laurindo é tente social, mestre em educação, escritor. Com 7 obras publicadas, professora e palestrante espírita. Muito bem, estamos aí na expectativa de um excelente

debate. De idéias, vamos chamar então as nossas 2 participantes de hoje, interlocutora que vamos ajudar nesse debate profícuo e proveitoso. Jacira Silva. Bem-vinda, Jacira. Olá, Marcelo, boa noite, a você, a todos os amigos desse secando e secando. É assim que se diz, né? Amigos e amigas, um beijo grande pra Ana Cláudia Laurindo e para todos que estão acompanhando a gente aqui. Um agradecimento especial a mim aí dos bastidores. Olha, não pensem que é uma manifestação mediúnica.

A Jacira está usando a conta do esposo, marido Mauro de Mesquita spíndola. Então vai aparecer ali a. Ação, mas É Ela é assassina em carne de verdade, não é? É o casal casal 20 do movimento laico, livre pensador da Confederação espírita Pan-Americana, que eu sempre chamo de Confederação hoje associação espírita Internacional. Jacira Silva é graduado em ciências biológicas em matemática e em direito e mestre

em direito processual. É juíza de direito, aposentada e advogada e consultora jurídica, é espírita de nascimento e membro do cpdoc. Centro de pesquisa e documentação espírita e também com o centro de estudos espíritas Herculano Pires, em São Paulo, e é atualmente a presidenta da cepa associação espírita Internacional. Também é autora de uma obra espírita.

Fique à vontade, Jacira, seja muito bem-vinda, bancada dos embalos de sábado à noite, 2 CK vamos chamar então a terceira componente do nosso debate de hoje, Leopoldina Xavier, bem-vindo à Leo. Boa noite. É, quero deixar aqui em primeiro lugar. Meus cumprimentos a todos aqueles que fazem parte do e secar e que estão contribuindo pro Bono, para que esta live seja possível. Muito obrigado a vocês. É grande o valor que vocês têm atrás desses bastidores.

Meus, meus cumprimentos à Ana Cláudia. A Jacira? Que vamos fazer, e eu tenho certeza, um bom debate esta noite e a todos vocês que estão nos assistindo. Um abraço fraterno. Muito bom, muito bom. A Leo é membro do conselho de gestão do ECK, é advogada com especialização em direito previdenciário com foco em medicina, higiene e segurança no trabalho. Atua também na área de educação espírita, no posto de estudo e acolhimento espiritual, o PIS. Em aruj, a cidade próxima a São Paulo.

Ai, present, adas as nossas convidadas de hoje vamos para os debates. Que rufem os tambores, vamos lá. Bem. Minha gente, especialmente Ana Cláudia, nós temos hoje no chamado movimento espírita um discurso pró e um discurso contra o envolvimento do espírita nas questões sociais, as questões políticos, sociais. Como diferenciar, nesse contexto, a atuação genuína do espírita? Na área social e política da atuação político partidária. É uma pergunta.

Tá muito válida. Justamente porque nós ligamos com todo um histórico sem. E nenhuma intenção de desqualificar mais um histórico de muito analfabetismo político que nos impede de aproveitar melhor as oportunidades desse nosso tempo aqui na Terra. No contexto que ora nos envolve. Então, a questão política partidária, ela é trazida com uma conotação muito negativa. E isso mostra o quanto tem sido mais cômodo não assumir o compromisso da participação social efetiva na vida do nosso tempo.

Ninguém é obrigado a ter um envolvimento político partidário direto. Mas todos nós enquanto cidadãos e hoje na condição de cidadãos votantes, nós estamos envolvidos em movimentos políticos partidários que, como dizia lá, o nosso queridíssimo bertold Brecht. É responsável pelo preço do feijão pelo preço do sapato EE por tudo o que de maneira concreta, chega nas nossas vidas. E aí, por outro lado, nós temos

uma herança. De incentivo ao status pó relacionada ao pensamento AA questão filosófica ao conhecimento subjetivo, como uma demanda que diferenciam pessoas formadas, qualificadas de pessoas comuns. Mão-de-obra barata tem gente alienada. Olha, nós temos uma mistura de elementos sociológicos, históricos, antropológicos, que influenciam de uma maneira tão forte. Que fragmenta a nossa jornada coletiva que diferencia de modo a prejudicar essa nossa

integralizar. Em seres espirituais, sociais, históricos, antropológicos, políticos, que todos nós somos, e aí nem todos encontram forças suficiente para fazer um enfrentamento dessa amarela e desinformação.

Quando um indivíduo se coloca. Para fazer o debate com essa característica dentro dos seus centros espíritas, dentro dos lugares, é específicos de vivência, de atuação, de partilha, nem sempre é compreendido no com a sua real intenção, justamente como efeito dessa fragmentação de conhecimento, dessa intencional construção de uma ideia negativa sobre política. E aí nós temos uma.

Mistura muito grande de situações além de nós trazermos todo um histórico enquanto país colonizado todo um histórico de elementos multiformes com vistas à manutenção e sustentação do

poder dominante. Nós também temos dentro dos nossos pequenos focos de relações esta fragmentações intencionalmente posta pela condução política dos nossos processos aqui no Brasil. Como grandes Barreiras a serem ultrapassadas, eis o que é tem sido beneficiado em, principalmente, nesse tempo da pandemia, com a possibilidade de muitos diálogos sobre política e derrubada de muitos abusos. Nós ainda temos muito o que fazer.

É lógico, nós pagamos sim o preço das transgressões, a ordem imposta aos modelos, aos padrões. Mas também nós estamos descobrindo uma amorosidade. E muito intensa em muitas pessoas bem intencionadas, que estão rompendo com uma ideia antiga e não só rompendo, mas buscando novas informações, novas percepções e construindo nesse bojo novos valores democráticos, valores de conhecimento para serem colocados na vida prática. Então o se você me acusar de otimista?

Eu sou. Eu sou uma pessoa muito otimista, porque tá tudo sendo mexido e desse caldo a sair, sim, ela é mentos novos que vão valer a pena. Era exatamente o que eu ia dizer para os nossos p. Geradores para os nossos internautas. Eu ainda sou da época do telejornalismo, quando eu me formei em jornalismo, a gente trabalhava em televisão e rádio. Então essa expressão ele está muito rica, muito viva em mim, né? Mas a Ana já nos deu aí um spoiler interessante do que virá pela frente com a nossa

participação, com a nossa. Nosso engajamento nesse processo de transição, né? Nenhuma transição é fácil, nem é nenhuma ruptura se faz mediante. Algum tipo de sofrimento não é aquele sofrimento idolatrado a todo o preço pelos espíritas como sendo o único caminho para a perfeição, mas o sofrimento decorrente da nossa própria maturação de Ideas de comportamentos de Porto de posturas, vou chamar Jacira para essa brincadeira aí que nós estamos fazendo e dizer assim,

porque o espírita em geral. Neste contexto de comparar a ação política social e a ação política e partidária, ele demoniza aquele frequentador de casa espírita que se disponha a ser candidato, por exemplo, às eleições municipais.

Ser candidato a vereador. Quando nós, na história do espiritismo, temos vultos muito importantes que atuaram na política, temos Freitas nobre, temos Herculano Pires, que, se não foi membro de nenhum poder executivo ou legislativo, como candidato, foi assessor de ninguém mais, ninguém menos que o prefeito de São Paulo à época, Jânio quadros, e chegou a assessorar Jânio quando ele assumiu a presidência da República. Naquele fato que todos nós conhecemos da história do Brasil, então Jacira.

Porque para uns, pode para uns vale e para outros não. Bom, Marcelo, é, Eu Acredito que o movimento espírita no Brasil ele é é. Né? Basicamente formado por é. 11 pensamento, herdeiro da cultura judaico cristã. É que preconiza sempre. É uma dualidade, né, um. Nós vivemos entre o sagrado e o profano. A política tem sido considerada

profana no meio religioso. É os angelicais, os bonzinhos, as pessoas do bem, não se metem a não se envolvem com a política partidária, porque ela está do lado profano da história. É, então acho que tem muito disso na nossa cultura geral, cultura cristã e, principalmente, na cultura espírita, que a partir de um texto que está lá na revista espírita agora, não me lembro o mês e o ano que o Kardec como homem se posicionou ali contra a mistura de espiritismo e política. Muita gente.

Passou a acreditar que seria possível viver ao largo. É da política. Para enquanto é um movimento social, né? Porque nós estamos falando aqui da nossa atuação no mundo. Então, considerando que a nossa atuação no mundo está permeada pela política, né? Quando, como bem disse a Ana Cláudia, é a política está presente na nossa vida. Quando a gente pensa que o gás está caro ou que é falta energia ou que muita gente não tem água potável, nós estamos falando de política.

É. Não conseguimos compreender exatamente onde está AO fundamento a base para essa negação de uma participação social. Necessária, porque se nós formos a questão 132 de o livro dos espíritos, nós vamos ver na segunda parte da resposta que uma das um dos objetivos da encarnação é justamente contribuir para a obra da criação. Então nós estamos aqui não a passeio, mas com a finalidade de melhorar esse mundo, de construir, de aprender, de crescer e como fazer tudo isso sem?

Participação política, mas. Eu atribuo muito a essa tendência que há no movimento espírita, mais até do que em outros movimentos. Cristão z há uma angelitude, há uma separação entre o que é do mundo e o que não é do mundo, como se fosse possível a gente pensar a vida fora do mundo. Então eu Eu Acredito que a filosofia espírita inteira é permeada por políticas. Agora, é. Por é? Induções políticas por noções, que é, nos obrigam a pensar o mundo.

Olhando a política, entendendo a política, então não faz sentido, no meu ponto de vista, essa opção que muitos a maioria absoluta dos espíritas faz. Inclusive há muita discussão recente. Se o espírita pode ou não pode discutir política nas casas espíritas, se deve ou não deve discutir política entre espíritas? Eu sempre me posicionei favoravelmente. Nós temos que respeitar as pessoas, as suas Ideas, as suas escolhas, mas não podemos deixar de manifestar.

O nosso pensamento, Claro, respeitando a base do espiritismo, que está lastreada de boa Poli. No meu ponto de vista, é assim, é isso, excelente, excelente. Vou puxar agora a Léo para essa conversa, fazendo a associação entre o que a Aninha nos colocou inicialmente, sobretudo a situação que ele fez a bertold Brecht. E essa é questão que a Jacira levanta Leopoldina. O Brecht teria dito que é muito fácil para as pessoas que não gostam de política dizer que não gostam de política, né?

E se afastarem nessas questões políticas sociais. Só que essas pessoas serão governadas por aqueles que gostam de política. E aí nós vamos criar um paradigma interessante, que é o de que quem gosta da política.

Acaba governando quem não gosta e o quem não gosta, não se imiscui, não tem relação com isso e não sabe o que acontece por debaixo dos panos, não sabe o que acontece nos corredores do Congresso Nacional ou nos corredores de uma casa legislativa qualquer estadual, distrital ou municipal por

esses. Mais de 5000 municípios que existem no Brasil. Essa questão de ser governado não gostando de política, por aqueles que gostam, ela parece estar muito associada a um discurso decorado dentro do espiritismo, dentro do movimento espírita que é aquele. Não devemos juntar as coisas de Deus com as coisas de mamão, devemos separá-las. Por fim.

Essa ideia que está correlacionada a representação política dos espíritas, ela ganha um contorno interessante quando recentemente, a coisa de 2 ou 3 semanas, os espíritas em geral noticiaram em suas páginas em seus sites nas redes sociais que um determinado senador da República estaria homenageando o inesquecível médium Francisco Cândido Xavier, oferecendo a ele postumamente. Uma homenagem, uma comenda, como é que fica essa salada de frutas aí?

É Marcelo, muito bem colocado. A Ana Cláudia, ela trata da questão. Da negatividade política, ou seja, que o homem não pode entrar na política. Como que se fosse quase um pecado, né? Entrar na política e falar da política. A Jacira completa, inclusive o pensamento da Ana Cláudia. Dizendo inclusive e traçando as linhas. Do preconceito que os espíritas têm sobre a política? Com esses 2 pensamentos você coloca uma questão.

Interessante como fazemos, porque o nosso mundo, como diz Aristóteles, o homem é um animal político. E nós temos que viver nesse mundo político com todas essas contradições que nos impõem, inclusive. E eu queria. Não tratar tanto deste senador. Mas talvez até tratando dele. No decorrer da conversa. Para dizer o seguinte. Que momento histórico é este que nós vivemos? Aonde há poucos dias? Nós tivermos o assassinato brutal. De Moisés? Barbaramente, sendo espancado.

Que mundo é este? Que nós temos, inclusive lá em Trindade, em Goiás. Um patrão. Que pra castigar o seu empregado porque ele roubou uns frascos. Determinou que lhe cortasse a mão? E foi tão cruel, e tão estúpido. Que acabaram espancando o pobre do empregado e o mataram. A cada 6 horas? Nós temos uma mulher morta por genocídio. Nós temos hoje. Uma perseguição e ama perseguição. Religiosa? Mas é política também. Os outros astros. Nós temos uma polícia que cada vez mais.

Se torna preconceituosa contra o homem negro. Nós estamos vivendo na nesta nossa sociedade Brasileira. Um momento histórico muito perverso, muito cruel. E que fala diretamente? E deve falar diretamente com os espíritas. Porque se trata de valores Morais e éticos. Pilar filosófico da nossa doutrina. E como nós, espíritas. Temos que nos comportar. Perante essa política? Porque este fomento anti-social que está acontecendo. De violência, de ódio, de crueldade. Vem. Numa base política?

E qual que é o papel dos espíritas? Nesse momento histórico? Será que é meramente? Ver a banda passar. Qual que é o comportamento moral e ético? Do espírita? Perante uma sociedade em que o nosso governante não só falou na sua campanha política. Mas como está inclusive, determinando o armamento? Qual que é o comportamento? A reação que nós temos que ter. Ante esses valores Morais e éticos. E eu queria deixar aqui dizer. Será? Que é o espírita, cabe o

determinismo histórico. Nós estamos vivendo num mundo de expiação e provas, e nós não podemos fazer absolutamente nada, porque assim que as coisas acontecem. Ou será? Que aos espíritas? Cabe, inclusive. Relevar. E fazer, inclusive. Que os seus valores Morais e éticos não sejam só para a sua evolução individual. Para o seu deleite espiritual. Mas que também essa evolução espiritual e a Felicidade do ser não pode ser individual.

Ela não pode ser absolutamente individual, porque eu não posso ser feliz no meu Progresso espiritual. Se eu não olhar para o meu semelhante que está sendo cruelmente morto. Por consequência de uma política que prega o ódio e a violência. É isso aí. O discurso está prontinho. Tá redondinho, né? Você que está acompanhando ao vivo a nossa live depois que vai ver também a gravação, vai rever esse debate importante.

Já está vendo o tempero que nós estamos colocando nessa discussão e note que nós não estamos fazendo apologia a partido político. Não estamos fazendo apologia a ideologia política. Estamos trabalhando as Ideas, sociais, espíritas. Como desejou fossem trabalhadas por nós, Allan Kardec na composição do seu projeto 1868, apresentando para os espíritas exatamente isso, que a Leopoldina acabou de dizer a nossa inserção no meio social

como contributiva. Temos uma questão da Marta Novis, que também é do conselho de gestão do ICKQ. Eu vou direcionar pra Ana, vocês acham que essa omissão na participação se dá por analfabetismo político? Olha, vamos lembrar novamente o Brecht. Será mesmo por não querer misturar as coisas do mundo com as coisas espirituais, Aninha? Estamos sem som, estamos sem som. É, não continua. Não, também não estamos ouvindo ainda. Agora. Para open? Agora, sim. OK?

É, então. Nós temos uma mistura e de elementos muito intenso, muito intenso essa mistura. Mas a questão de classe. Ela disputa com uma força muito grande nesse meio espírita brasileiro, é meio espírita. É uma forma de que Herculano Pires utilizava para se referir aos espíritas. E eu uso muito. É eu. Eu me. Eu pedi emprestado para para as pulando pra não falar sempre, movimento espírita, mas falar meio porque acho muito mais

abrangente. Então o meio espírita brasileiro, ele também tem em si, no seu âmago. Uma referência de classe muito forte, e ela perpassa por várias mo. Modalidades de distinções. Por exemplo, é é um dos grupos onde as pessoas têm um nível de formação. Maior? Tem mais indivíduos com ocupando lugares de destaque social. E, principalmente. Nas regiões? Menos. Massacradas, né? Porque nordeste norte são regiões com históricos muito

ruins. Com relação à produção de conhecimento EAAO reconhecimento nacional. Mas o sul sudeste tem na história, é um impacto de referência. De validação, muito intenso. Então, nós temos um meio espírita brasileiro, como uma grande pizza a ser estudado por fatias, porque tudo que a gente for generalizar, vamos deixar alguma coisa de lado. Alguma coisa vai ficar perdida e eu falo isso com todo o carinho e gratidão por pertencer a esse meio que tem me possibilitado

encontrar não somente. Nas falhas, mas também nos acertos desse meio, uma identidade humano, espiritual menos tóxica. Então o analfabetismo político, ele não existe. Deslocado de um contexto histórico de uma situação macro e micro que envolve o manuseio do poder. É, eu. Eu escrevi um texto recentemente que ele fala sobre o determinismo. É cultural para como elemento de morte nesse momento. Pandêmico por quê?

Porque existe uma difusão de crenças que leva pessoas mais pobres, com menos acesso aos saberes formais aderirem a aderirem às narrativas anti vacinais que são transmitidas por líderes religiosos, por líderes comunitários e essas pessoas, elas estão abarrotando os hospitais públicos. Elas estão é movimentando o comércio funerário e as

famílias. Elas não admitem que essas mortes estão ocorrendo por COVID-19, porque existe uma ideia higienista, religiosa, COVID-19 não afeta os ungidos, não afeta os escolhidos, porque Deus colocar mãos, Jesus coloca a mão sobre essas cabeças e esses não são afetados. Então nós temos elementos que precisam sim ser trazidos. Mas ser trazidos com calma, ser trazidos com paciência para que não nos tornemos porta vozes de uma acidez, que afasta as pessoas do diálogo e da reflexão.

Hoje, depois que eu completei 50 anos, em outubro de 2021, eu me permite ter mais paciência e entender que a contribuição de um indivíduo, por maior que ela seja, é contribuição de um indivíduo. O tempo, a história, os fatos, eles reúnem, eles reúnem AO tempo da maturação das coisas e a visão do que é social. Ela ainda é um Tesouro negado. Aos brasileiros em geral. Nós sabemos, pouquíssimos de

nós. Quando a Leopoldina falava que nós estamos vivendo um tempo de muita violência, e aí eu eu lembro que na região onde eu moro, nunca houve tempo sem violência. Só que era uma violência normalizada, naturalizada, imersa no cotidiano, conv vindo a, as pessoas estavam convivendo com ela sem nenhum choque, simplesmente aceitando. Então, o que nós estamos percebendo hoje como um tempo violento são as características dessa violência, ligadas a um movimento Neo nazista fascista.

Integralista, que está ressuscitando nosso país com força de 2014 pra cá, isso vem ganhando corpo, mas o nosso país ele tem violência embutida desde os primeiros processos e entender isso livrando a nossa propriamente do do tumulto, da revolta, da angústia para nos tornarmos, sim, como espíritas,

espíritas que acreditam. Que nós estamos em movimentos de transformação para o bem, é importante preservar a voz da Esperança. La viada, a um conhecimento, amarra Dinho. E quem tiver tempo para fazer isso, que eu faça. Olha só, tem aí muita matéria

prima pra gente debater, né? Vou pegar 2 incites da Ana pra colocar pra Jacira. O primeiro deles diz respeito a essa ideia higienista, religiosa, que a Ana bem ponto ou que é muito natural no movimento que está buscando uma posição majoritária hoje em nossos países em termos de ideologia. Influenciadora que é o movimento neopentecostal. Mas ela também está embutida em alguns setores da igreja romana, que ainda é majoritária em nosso

país. O que nos preocupa Jacira é ver esse discurso higienista, religioso, escudado e mensagens de teor mediúnico ou aludida amente mediúnicas que circularão na nos últimos 12 meses 14 meses no ambiente espírita, apregoando uma ideia de que a humanidade está nos co. No colo de Jesus de Nazaré que a humanidade dos homens de bem estarão protegidos contra os efeitos de COVID-19. Em paralelo, também não podemos esquecer a ideia trazida pela Marta, né? No questionamento, né?

De que é essa falta de interesse por muitos assuntos ligados à justiça social e a política social nos anestesiamos nos mantém quase sempre, numa posição equidistante, numa zona de conforto que é muito comum no espiritismo. Para dizer que não, isso não faz parte do nosso metier e porque os espíritos do senhor estão transformando o planeta Natal, Terra regenerada, dá pra fazer essa linkagem Jacira.

Sem microfone, microfone. Tem, temos, vamos lá, bom Marcelo, antes de tudo, eu fiquei te devendo. A questão da representação política, mas eu acho que dá pra linkar que tem tudo a ver, né? Com todo esse contexto. É o que teria Marcelo movido grande parte do aproveitando a expressão da Ana Cláudia, do meio espírita brasileiro.

A subir nos palanques no tempo do do p. Plebiscito. Para ouvir a comunidade Brasileira sobre o armamento, se deveria ou não é os brasileiros ter Posse livre de armas e defender. O armamento das pessoas sobre a representação política, eu diria o seguinte, Marcelo é. Está muito complicada essa história, porque o que nós precisamos é de representantes políticos que defendam verdadeiramente os valores trazidos pela filosofia espírita.

Se a gente for lá na questão, só 793 do livro dos espíritos, nós veremos que. Uma sociedade só pode se considerar civilizada. Se ela combater o orgulho, o egoísmo, se ela zelar pela igualdade, pela Liberdade, pela solidariedade. Então esses valores são in, concilie. De aves com esse movimento de Ideas que parece para gente que cresce, mas na verdade não está crescendo, as pessoas estão simplesmente com maior espaço para se se encontrarem para revelar aquilo que elas

realmente gostam. Pensam com que elas se identificam. Nós tivemos essa infeliz passagem pelo por esse momento de os os espíritas irem defender o armamento da população. E hoje nós estamos sentindo as consequências disso. Mas isso está na base desse pensamento higienista, porque aspas, nós, os bons, os eleitos, já estamos salvos, então que importa para nós um outro? Que espiritismo é esse que a gente vive aproveitando.

Aí a fala da. Leopoldina, que espiritismo é esse que a gente vive que é, é capaz de conviver nesta zona? Vamos lembrar que o espiritismo predomina nas elites, né? Já foram feitas várias pesquisas e são as pessoas mais é, é letra das mais estudadas, mais economicamente bem favorecidas, que são espíritas. Por que nós vamos nos preocupar com o outro? Isso não é essa zona de conforto

nos ensinos, é, imobiliza. Nós não precisamos pensar nas consequências de uma política que deixa a maioria ou a grande parte, ou grande parte dos brasileiros passando fome. O que que eu tenho a ver a ver com isso? Se a minha mesa é farta, então os espíritas estão nessa, é elite. Que é, está bem, eu não preciso participar da política, isso não é problema meu.

Isso não me interessa e eu me recuso a pensar no que essa minha imobilidade é. Traz como consequência para essa outra parte da sociedade, se nós. É, fizemos recentemente um debate no Herculano Pires. Durante um mês todo, sobre a democratização do conhecimento espírita. A pergunta é, como levar o conhecimento espírita para todas as pessoas?

E aí, o que que nós percebemos nas falas, principalmente dos nossos convidados que muitos centros espíritas pensam que fazem essa partilha do conhecimento espírita com a população que vai lá para receber a Caridade, a Caridade, né? A doação, a esmola. Quando na verdade, essas pessoas não compartilham do conhecimento espírita, elas não participam, elas não estudam junto, elas não atuam na direção da casa espírita. Elas vão lá para receber a doação.

Então nós vivemos realmente No No meio espírita, uma situação que não. É representa a base da filosofia espírita, que, como disse, bastaria a gente ler aquele texto magnífico do Kardec, publicado no obras póstumas, as aristocracias pra gente entender que a gente vive num mundo à parte. E esqui? Crescendo, nos esquecendo de que esse só uma experiência, né? Nós nós acreditamos na reencarnação.

Nós acreditamos que o espírito é imortal, que a gente volta aqui inúmeras vezes e a gente não para pra pensar que hoje eu estou nesta experiência, qual será a minha experiência amanhã? Se nós pensássemos só nisso, nós não teríamos nenhum preconceito. Nós pensaríamos mais no outro, nós defenderíamos mais a natureza. Nós plantaria mozi muitas árvores para a gente descansar. A sombra delas numa existência Futura. Então o que que eu como eu vejo essa questão? Marcelo, eu vejo pessoas.

Aspas, espíritas, nós todos. A maioria de nós, descolados nas nossas ações da base da filosofia espírita, que é o amor, a solidariedade, a oportunidade para todos e et cetera. Veja que Riqueza, né? E eu tinha preparado para nossa conversa de hoje um texto novamente de Brecht, onde ele diz assim, primeiro levaram os negros, mas eu não me importei com isso porque eu não era negro. Em seguida, levaram os operários, mas eu também não me importei porque eu não era

operário. Depois prenderam os miseráveis. Mas o que que eu vou dizer em relação a isso que eu não sou miserável? Depois eles prenderam uns desempregados, mas como eu tenho o meu emprego? Eu também não me importei agora, AA, agora eles estão me levando, mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo. Essa ideia é a da indiferença no movimento espírita e nenhuma proposta realmente transformadora da sociedade pode conviver com a indiferença. E aí, Leopoldina?

Fazendo essa ponte, parece que Brecht, que é mais espírita do que muita gente que nós conhecemos, né? Parece que Brecht encarnar a ideia da tal justiça social, colocada em prática, porque se eu não me importo com ninguém, como é que eu quero que me importe? Que se importem comigo, é isso mesmo? Nossa, nosso microfone. Né, o microfone. É, desculpem, é, eu só queria. É. Completar aqui. É sobre a pergunta lá do passado, como você fala de um senador espírita?

E que eu não quis tocar. E também não quero tocar muito. Porque eu não senador espírita? Que representa esse de espírita e que representa os espíritas. E que vai para uma comissão da covide? Em vez de defender a vida. Ele defende a política do genocídio. Eu não acredito e não quero falar nada sobre ele. Infelizmente, eu acho que ele não pode nos representar. Mas. É essa questão que você colocou? É muito própria. Porque? Como eu já citei um pouquinho lá no passado.

A educação das casas espíritas. E que vem, inclusive, talvez, da origem dessa elite e que se nós pegarmos lá no passado, quando ela surge no Império e que ela já surge por uma elite. Ela traz toda e eu acho que a Ana Cláudia pode falar melhor do que eu, porque ela que é especializada em sociologia, traz todo essa questão patrimonialista que nós temos. Né? Dos privilégios de classe. Ela. Ela envolveu a educação espírita. E que faz com que nessa educação? A gente só consiga se olhar pro

próprio umbigo. É uma educação muito individualista. Se eu. Se eu. Só mantiver meus princípios éticos e Morais. A filosofia está ótimo. Eu vou evoluir. Eu vou para uma lem. É maravilhoso, talvez eu não consiga mais me reencarnar. Vou galgar espaços, né? De luzes e tudo bem, para que que eu vou me incomodar com o próximo que está tão próximo a mim? Porque esse próximo que está tão próximo a mim? Ele já entra numa questão social. Ele não é mais a questão

individual. Quando eu começo a me preocupar com o próximo. Eu já tenho que ver, inclusive. A questão do emprego, do dos emprego. A questão do preconceito. A questão de todas as injustiças sociais. E isto? Dentro e para a maior parte das nossas casas espíritas. Ela cria a questão da suscetibilidade. Pode provocar divergências? Pode fazer cismas no rebanho? Quando, na verdade. E com profundidade? Se nós discutíssemos realmente. O valor científico e filosófico

da nossa doutrina. Nós passaríamos a entender. Que esses valores? Eles não são absolutamente individuais. Eles são coletivos. Porque? A primeira questão que nós temos. Como política? É o Reino do amor? Que é a maior política administrativa, tem maior política que o Reino do amor. Do amor ao próximo? Como ensinou Jesus de Nazaré. E quando eu só olho para o meu próprio umbigo? E deixo de ver inclusive, o amor ao próximo.

Que é a política de injustiça social, de eu querer o bem do próximo, assim como eu quero o meu próprio bem. Que ele também se realize em todas as suas necessidades. E que seja tão feliz quanto eu. Como fazer? Aí eu já começo. Quando eu penso na justiça social. Quando eu penso nos direitos humanos. Eu passo, inclusive a um campo muito maior. E que pode ser dolorido, porque aí. Eu vou ter que talvez começar a

dividir o pão. E aí entra a minha parte egoísta, que vai ser muito difícil, muito dura ainda de superar. Que lindeza, que bacana, não é? Eu vou puxar a pergunta aí do Bauer, mas antes eu quero dizer, como são as coisas, né? A Leopoldina acabou de apresentar. O maior comunista da história, né? O tal de JN, que eu chamo de Magrão, o tal de Jesus de Nazaré.

Isso foi o maior comunista da história, assim como comunista, foi Allan Kardec, ao apresentar na terceira parte do livro dos espíritos, o conjunto das leis Morais que regem a vida em todos os mundos e que aponta para a ideia do comunismo. Enquanto aquela ideia de que tudo é comum, tudo pertence a todos, tudo tem que ser compartilhado, repartido. Um outro comunista é esse rapaz aqui, ó. Leon, dele, gnu foi nada mais do que nada, menos um continuador oficial do da filosofia espírita.

Quando Kardec desencarnou, né? E o prefácio dessa obra que está aqui embaixo, ó Freitas, nobre deputado federal do nosso país, né? Essa edição da casa Leon deni, do Rio de Janeiro, e aí também outro citado pela Leopoldina, outro comunista, é o tal do Herculano Pires, que a Aninha já falou que já sera, falou. Escreveu, nada menos como um livro chamado o venho projetando essa ideia de que nós somos coadministradores do Reino de Deus e não é tarefa dos

espíritos ascencionados. E aí está a pergunta do Bauer, que é uma das que eu tinha separado para hoje, né? Se o espiritismo esteve e está mais próximo do socialismo, como está nessa obra e outros, por que há tantos espíritas, conservadores e defensores da exploração do próximo pelo próximo, todas essas mazelas que foram trazidas na fala das nossas 3 convidadas como mazelas sociais, como problemas graves da nossa atualidade planetária? Em que nós não podemos ser

indiferentes, inclusive. Esse tema, socialismo e espiritismo. Essa obra apresenta para nós uma ideia que muito espírita, arrepia o cabelo e arregala o olho. Quando nós 2 secar, falamos que a proposta da doutrina dos espíritos é de um socialismo espiritualista. O que que você tem a dizer sobre isso? Ana? Será que realmente nós temos esse essa proposta de institucionalizar, de construir na Terra?

Uma ideia socialista espírita? Nosso lindo planeta não é apresentado tão rapidamente para um lugar de prova, e acho que são um lugar de publicação. E no meio espírita, de uma maneira geral, é pode encontrar nas obras de Leon deni, assim como nas de Allan Kardec. Deixes que podem ser utilizado de acordo com a intencionalidade do leitor, do pesquisador, do escritor. Uma pessoa que está ali querendo justificar uma fala aí um pouquinho.

Mas existem estudos que mostram que o espiritismo no Brasil ele ganhou uma mistura consenso de religiosidade católica cristã que prevalecia no século 19 e que foi indo a las cidade na compreensão. Nos estudos dos da das revelações, porque muitos ainda o fazem. A crítica das revelações. Mas tudo isso é importante, criticar é algo que sempre pode nos levar a seguir a história. Se não nós damos tudo por encerrado, enfim, e é só isso mesmo. Porém, o que nós temos como

espiritismo no Brasil? Além dessa característica religiosa forte, existe também uma busca terapêutica. Do centro espírita? E muitos de nós que reforçamos a ideia de que se não for pelo amor, vai pela dor, a dor e muitos lugares que lotam de pessoas é porque elas estão querendo entender como lidar com os desafios da mediunidade. Estão querendo afastar os obsessores. Estão querendo facilitar a vida da família de alguém dela mesma.

E todo esse caminho que é um caminho grande, é um caminho gigante em cada ponto do do do nosso país. É ele criou num sentido hegemônico de espiritismo conservador. Tanto que quando se referem aos movimentos ou às parcelas de espíritas mais críticos que abrem para o debate político, faz uma cisão, é o espiritismo hegemônico, o espiritismo progressista.

E nós vamos nos partindo porque entre os progressistas também existem aqueles que são mais é. A questão partidária, outros que estão mais ligados a movimentos sociais, então nós estamos numa história muito própria No No contexto do espiritismo, no mundo, porque misturamos muitos elementos que são elementos políticos. E uma coisa que é sempre importante lembrar é que a palavra conservador, ela não quer dizer ruim todo. Muitas vezes é ser comprovador.

Não significa ser desumano, não significa apoiar, é armamento, violência. Tem muita gente que é conservadora. Numa continuidade da educação recebida no lar dos contextos onde estão envolvidos nas religiões onde estão. E aí? É muito cuidado com essa nossa semântica. E entender que. O conservador em si não necessariamente ele tem que ser uma pessoa ruim.

Então espíritas conservadores, que respeitam a Liberdade dos espíritas, questionadores, e eles são irmãos interessantes de caminhar nessa jornada, o que não é nada interessante é quando, sendo progressista, o indivíduo é Harris. Peidou, não respeita o outro, não deixa que o outro se manifeste, coloca sua verdade como a única e destratar os outros. Então nós temos muitos elementos

no uso dos momentos de poder. Dentro do meio espírito brasileiro e esse movimento online, esse movimento virtual? Eu tenho estudado bastante e muitas vezes é eu, eu, eu, que retiro de aparecer para ficar no bastidor, fazendo análises. Na verdade, o poder em si, ele é um desafio para todos nós que estamos aqui, candidatos a evoluir. Pela autonomia, pela Liberdade, pelo livro, pelo livre pensar.

É um desafio, porque nós, quando estamos diante do poder, todas as nossas narrativas são postas em xeque. Então não é uma coisa do outro mundo encontrar. Ícones do espiritismo progressista nesse Brasil de agora, vamos lá que tudo isso é extremamente violento. Tentas na fala, um mal educada que descarta o outro. Veja como nós precisamos evitar as bolhas.

O nosso maior desafio é viver respirar fora das bolhas e nos colocar como humanos, como caminhantes, como irmãos, como espíritos que estão nos aqui em viagem, sem nos apropriar da verdade, enquanto nós defendemos a vida, a igualdade, enquanto nós defendemos tudo aquilo que é uma necessidade humana para além de qualquer outro debate, as necessidades básicas.

Nas questões sociais, os acessos acesso à justiça, acesso à saúde e aprender a conviver entre nós é, às vezes me parece que é uma das lições mais difíceis para todos nós, questionadores e pesquisadores e bem intencionados, espíritas kardecistas progressistas. E assim estamos na nossa humana saga. Veja como é interessante esse nosso debate, e ele permeia. As dificuldades que temos nós

para ocupar esses espaços. Muitas das pessoas falam em política como sendo apenas aquelas questões reservadas aos manda tosi eletivos ou a representação popular. A Ana toca numa questão que deve ser o nosso calcanhar de Aquiles. Nós aqui no e secar no próprio espíritas progressistas no espiritismo, livre pensador no grupo de estudos avançados espíritas, que são grupos com os quais nós convivemos mais no dia a dia.

Minha também nos ressentimos dessa dificuldade, muitas das vezes de dialogar sem impor a cultura do poder, aproveitando essa tua fala ali em candoso com essa ideia de uma proposta realmente abrangente, um socialismo espiritual como alcunhou? Leon, deni, eu queria puxar Jacira para conversa para que ela nos falasse, já que estão aqui 3 membros desse movimento sobre a iniciativa do movimento das mulheres espíritas progressistas.

Bem Unido, aí muitas mulheres no Brasil e de diversas partes do mundo também. Com essa ideia, creio que a Ana tocou bem, num ponto nevrálgico no ponto central, que é sair da bolha, que é conseguir dialogar nesse segmento mais progressista, mais laico, mais livre pensador, para depois também conseguir dialogar com os movimentos mais conservadores, como a Ana colocou. É isso mesmo, Jacira? Microfone, microfone. Desculpe.

Bom, antes de tudo, Marcelo, eu queria dizer que eu concordo com a Ana Cláudia, é. Ela fez uma abordagem superinteressante. De porque nós temos uma questão com os rótulos, né? Nós nos rotulamos de coisas que verdadeiramente não somos, então essa é uma questão pra gente ter coragem, digamos, e de olhar no espelho e enfrentar. Então eu gostei muito da colocação, mas Ana é deixando aí pra você, depois nos é brindar aí com com mais alguma contribuição é. Eu tenho bastante restrição.

Com o conservadorismo religioso justamente pela produção de hipocrisia, né? Da é de viver uma aparente santidade. Enquanto as questões reais do mundo real é é passam despercebidas, né? É a questão das injustiças sociais, por exemplo, geralmente elas não estão. Né? Na pauta do do religioso. Trismo conservador, nós temos que defender deusa, família, pátria e outros valores, mais ainda que a gente tropece na pessoa com fome, não a veja.

Então isso é me incomoda bastante esse conservadorismo que nos remete a supostos valores que nós, na verdade, não praticamos, tem a ver com tudo isso que você falou, que vale muito também para. O suposto progressista, que pode não ter nada de empatia, de alteridade, EE se apresentar como tal. Mas nós, seres humanos, temos realmente um caminho muito longe, muito longo ainda para percorrer, para melhorar nisso tudo, né? É Marcelo o movimento da mundial das mulheres espíritas pela

defesa dos direitos humanos. É tem a pretensão de dar uma contribuição na defesa dos direitos humanos, especialmente das mulheres? Porque é nós vemos muito presente ainda o machismo estrutural que existe é no mundo, não é no Brasil. Nós temos dialogado com mulheres de vários outros países. Elas têm trazido os teus relatos, as suas experiências pessoais. Que é refletem a persistência do machismo no mundo.

É, recentemente nós fizemos um debate no nosso centro sobre essa questão do machismo e um companheiro nosso muito querido, uma pessoa assim, de, é ótimo, trato ótimo relacionamento espírita de uma vida toda. Fez a seguinte colocação, você assim olha, eu não acho que no meio espírita existe machismo. O que que eu vejo é, eu vejo o seguinte, as mulheres espíritas preferem fazer o chá, fazer a sopa, fazer que preferem e sobra pra nós, homens, dirigir o centro, fazer o papel da

burocracia e et cetera. Então eu disse Pra Ele, amigo, me perdoe, mas essa sua fala é extremamente machista. Como assim as mulheres preferem fazer a sopa e preferem que os homens sejam as autoridades não? Centro espírita nem procuração? Pois é. Então, é. Mas assim é. Apply, o principal objetivo desse group? Tô, pô, Marcelo, é. Tentar contre. Como ir para que haja maior conhecimento dos direitos do ser humano da pessoa humana, né? É mesmo? No No meio espírita, com essa

coisa que, AAA. Leopoldina lembrou bem da preocupação individualista com a reforma íntima. Isso é uma reprodução da do conservadorismo religioso que lá atrás que é. Comprava um pedaço do céu, fazendo altares, enchendo a igreja de dinheiro, né? Levava dinheiro aos tuco pra igreja, pra construção de um altar com aquilo, garantindo o seu lugar no céu. Hoje a gente dá esmola, dá sopa, reproduz. Para fazer a nossa reforma íntima é reservar.

É bônus. Olha que eu também ter o nosso lugar no Paraíso, porque a gente só trocou as palavrinhas, mas a base do pensamento é a mesma. Ignorando completamente a necessidade real do outro, que é de ser projetar na vida como um cidadão, como um ser humano digno de todos os direitos que aos demais são garantidos. Então essa preocupação a gente não tem e aplaude quem está fazendo ar minha lá no palco, porque a nossa preocupação é com a nossa reforma íntima e com o

nosso pedacinho de céu. Então isso tudo nos move a lutar por pelo esclarecimento, fazer com que as mulheres não se conformar em ser violentada sem ter os seus direitos negados. E a gente pretende desenvolver ferramentas para difundir cada vez mais esse pensamento e também desenvolver instância de atendimento de é contribuição. Efetiva e real para as mulheres no dia a dia da vida. Sensacional essa ideia que nós

queríamos trazer hoje. Aproveitando a temática de política política, está diretamente intrinsecamente ligada com a defesa, manutenção e a ampliação, juridicamente falando dos direitos fundamentais e dos direitos acessórios que são da espécie humana e que são também prerrogativa de homens, mulheres e de quaisquer outras pessoas que se identifiquem. Com o gênero que quiserem, né? Essa é a grande ideia, você me permite só mais uma palavra?

Marcelo, é. Eu. Eu tenho estudado um pouco, buscado compreender por que uma pessoa se diz cristão ou se apresenta como espírita de alguma forma, se apresenta como uma pessoa que adora Deus e tem ojeriza, AA expressão, direitos humanos. Então eu tenho feito essa reflexão porque é uma é muito

incompatível. E aí eu queria sugerir para nessa, nessa toada aí da discussão de política, socialismo, et cetera, a leitura de espiritismo dialético, de Manuel porteiro, porque aí a gente vê o pensamento socialista espírita, na sua maior grandeza. Então considero um livro de excelência e que. É, sugiro a leitura. Espiritismo ótimo, é excelente dica. É Leopoldina. Como conviver nesse contexto todo com os conservadores, espíritas?

E aí nós vamos ampliar esse leque para falar do conservadorismo político que está aí em voga há 3 anos no nosso país, como também o conservadorismo doutrinário. Bauer acabou de colocar também Na Na sua colocação no seu, no seu sua contribuição e foi colocado aí Na Na lousa. Que é, nós temos como um dos papas, né? Um dos guias preferidos do Mary, o padre Manoel da Nóbrega, que é notadamente além de outros adjetivos.

Machista, né? Aí, ó, o pensamento de Emanuel reflete esse machismo defendido e reverberado no movimento espírita. Então, Leopoldina, uma pergunta bem fácil pra ti, né? Como conviver com essa gente toda? Conservadora em? É, eu acho que Marcelo daria até para uma frase definir. Mas antes de mais nada. Eu gostaria aqui é de cumprimentar a fala da Jacira e esse movimento, inclusive que ela pertence. Porque é convocar.

As mulheres progressistas e eu acho que quando não é a ter o movimento pode ser espírita, mas é. É AA. Essa convocação é para é universal e não é. Talvez só para as mulheres, é partindo das mulheres fazer o ser humano, refletir essa reflexão corajosa sobre o estágio da nossa cidadania. Isso é muito importante, é muito importante mesmo. Então meus cumprimentos, viu? Já será pelo seu movimento? É, mas é. O que fazer com os

conservadores? Primeira questão que eu acho que nós temos que deixar muito Claro. É quando nós falamos de política. E religião? Nós não queremos criar um partido espírita. Social? Nós não queremos criar partido político. Nós não queremos trazer. Os partidos políticos para dentro das casas espíritas. Isso eu acho que tem que ficar muito Claro. Nós não queremos trazer, inclusive. A discussão. Guiar de b de c dos candidatos, talvez. O que nós queremos fomentar nas casas espíritas?

É a verdadeira discussão. Do conteúdo? Da filosofia kardecista? Que ela é essencialmente humana. Que ela se projeta dentro do social. E não poderia ser de outra forma, vivendo a história que Kardec vivia. Naquele momento? Que era de Liberdade, que era de igualdade, que era de fraternidade. Que era comper, inclusive. Com todos aqueles laços conservadores? Que não permitia? Que os mais pobres, que só tivessem o comprar comer como nós estamos hoje passando aqui.

Em que o nosso povo corre atrás de caminhões para pegar ossos para comer. Com Kardec, ele viveu esse estágio social. De revolução e fomentação das Ideas? Eu acho que. O grande. Processo que nós temos a fazer. É a dialética kardecista de parir ideia. É isso que nos estás faltando. Parir Ideas? Discutir idéias e ideais dentro das casas espíritas. Para que nós possamos, inclusive. Dentro? Daquilo que Kardec colocou. Como fundamento filosófico? Daquilo que Leon Diniz?

Nos trazem, inclusive. Com toda a propriedade? Inclusive falando do socialismo. Que é? Um estado de igualdade que todos os homens possam ter as suas necessidades. Realizadas? E que só um homem que tem as suas necessidades realizadas pode ser feliz. E aí chegar ao estágio de evolução e não só o estágio de evolução individual, mas o

estágio de evolução social. Porque sem uma sociedade evoluída nós não atingimos também a evolução individual, porque viver no meio dessas mazelas sociais que nós estamos vivendo? Com esta vibração que nós estamos vivendo. Nós não podemos ser felizes, eu pelo menos não consigo ser. Feliz? Muito bom. Acho que ninguém consegue ser feliz, né? Com a infelicidade do outro, eu acho que nós temos que dentro daquilo que Kardec inclusive fala. Um livro dos espíritos.

No 574 é a questão de instruir, para evoluir e essa instrução tem que passar desse ponto de vista conservador, em que não consegue ver o lado humano e social e passar a ver o lado humano e social para que nós podemos realmente ter um Progresso. Dialética dialógica parir Ideas, que é a maior tica que Kardec, referência em Sócrates como sendo o grande processo de geratriz das Ideas. Muito bom, Leopoldina é muito bom.

Claro que eu vou estender a pergunta que eu fiz para Leopoldina, para as 2 outras convidadas, já Síria, como conviver com os conservadores espiritas? Bom, acho que é. É nosso dever, né? De todo cidadão, inclusive o espírita, exercitar a empatia, alteridade, né? Respeitar o outro. Agora tem uma questão aí, Marcelo, que eu considero, hã. Grave porque desmonto tu que foi prêmio Nobel da Paz, era um pastor anglicano, se não estiver enganado, ele dizia que.

Toda vez que você silencia diante de uma injustiça, você escolheu o lado do opressor. E então uma coisa é respeitar o outro. É óbvio que as pessoas têm que viver de acordo com as suas inclinações, os seus gostos, seu pensamento, e ninguém tem o direito de violentar o outro, para que pense como você quer que ele pense. Mas. Eu penso, tenho cada vez mais a convicção de que nós temos de aprender a ser intolerantes com a intolerância. Não dá para suportar.

Não podemos assistir agressão a uma pessoa. Que é se posicionar na vida sexualmente de uma forma diferente da nossa. É a orientação sexual do outro, não é problema que me interessa, é problema dessa pessoa apenas, mas como pessoa, ela precisa ser respeitada. Seja qual for a sua orientação sexual. Não posso pensar que a minha forma de viver a sexualidade é a melhor. É a correta que o outro está errado, que ele precisa se corrigir, que ele precisa se curar. É um absurdo.

Isso é falta de respeito. Nunca me esqueça, uma vez que eu assisti uma entrevista a Thammy. E aí, alguém é Oo? O âncora do programa perguntou, por que essa opção? E ela respondeu para ele, quem disse pra você que é opção? Você acha mesmo que alguém faz opção por ser desrespeitado por não poder amar por não poder ser quem é verdadeiramente? Você acredita que alguém faz a opção por ser renegado na família? Renegado na sociedade e foi falando várias coisas dessa natureza.

Tem uma falta de sensibilidade humana esse julgamento e essa condenação que a sociedade faz. É, então nós não podemos compartilhar com isso. Desculpe o seu conservadorismo, você acha, fulano que só existem homens e mulheres? OK? É seu direito achar, mas não vou permitir que você desrespeite essa outra pessoa aqui, por favor. Assim como é outros preconceitos tantos com os quais nós convivemos e até compartilhamos.

A gente não sabe que é racista, mas a gente é a gente não se percebe com preconceito contra a as pessoas mais pobres, mas a gente tem. Então, além de lutar contra o nosso próprio preconceito, eu considero o Marcelo que nós temos que ser mais, é objetivos, ser mais positivos, proativos, contra essas atitudes de desrespeito aos direitos humanos. Então, se o cidadão quer propalar conservadorismo, eu não posso impedir.

Não tenho como impedir. Mas eu tenho não só o direito, como o dever de defender as pessoas que são vítimas dessa violência. Eu penso assim dentro da casa espírita, no meu ambiente de trabalho, no meu ambiente social, onde quer que eu esteja, o sujeito está muito agressivo com a mulher. Eu tenho não só o direito, mas o dever de interceder a favor dela. Tanto que hoje nós temos até uma lei aqui em São Paulo, que os condomínios são obrigados a comunicar. Da? A polícia, quando tem uma

agressão no prédio. Então eu acho que nós estamos muito lentamente evoluindo para isso que o conservadorismo não nos atinja, porque se ele nos atingir, nós temos que enfrentar. É a minha posição. Acho que andando com o espiritismo dá pra fazer isso tranquilamente. Agora é você que está sem sono, certo? Recebi e aí, Aninha, dá para seguir esse caminho que a Jacira está apontando em relação aos conservadores espíritas? Então, não é?

Eu coloco que na palavra conservador, ela nem sempre significa que o indivíduo, ele é nocivo, tem jeito, é uma palavra grande, com muitos significados, mas eu compartilho com vocês que no ano de 2010 eu tive um filho de 16 anos assassinado. Como uma questão muito emblemática, que aqui em Alagoas é muito comum, é muito naturalizada. E aí chegou num em um ponto que eu proibi receber visita de espiritas. Porque as visitas dos espíritas estavam. É aumentando a nossa dor.

Porque eles chegavam com fala do tempo, é, você sabe que tinha que fazer o resg at é, existe um débito? Existe um carma se não fosse pra acontecer, eu não tinha acontecido e para sobreviver a esse meio. Nós tivemos que desenvolver uma forças sui generis. E dar respostas através do nosso trabalho e da nossa militância de uma vida inteira, porque eu ainda estou militando no direito e meu filho tinha de continuar vivo aqui na Terra, porque ele só tinha 16 anos. E assim.

Essa relação aí ela, ela tira 11 cerva. Sabe de valor. E 21 indivíduo afetado a desacreditar de tudo. Por exemplo, hoje nós estamos vendo aqui No No Brasil uma manifestação muito grande nas redes sociais com relação às a estas mortes da Juventude negra. AA esse bizarro momento em que a figura de Bolsonaro instiga o mal de uma maneira mais proeminente. Mas o mal social que mata ele sempre esteve e as pessoas vitimadas. Elas foram sempre silenciadas.

Por exemplo, no ano de 2010, quando a minha família foi afetada e eu e minha esposa nós tentamos movimentar movimentos para é movimentar o movimento foi redundante, mas era isso mesmo que aconteceu, porque nós é instigamos os movimentos sociais, para que levantassem a Bandeira da solidariedade? Nós não tivemos a Bandeira da solidariedade, nós tivemos, foi o cerceamento da escrita. Meu esposo censurado, proibido de falar o nome do próprio filho no seu trabalho jornalístico.

Nós enfrentamos isso, que vem dessa camada conservadora, sem deixar de conviver com ela, porque nós precisávamos dizer aos conservadores sobre o direito à vida como o direito fundamental que todos nós temos. E é assim com com esta ênfase no direito à vida, que eu sigo entre os conservadores, por exemplo, esse livro aqui. Deu-se política enredo da morte no Brasil. Ele é um livro que me rendeu muita violência por parte de espiritas conservadores. Eu recebo ameaças online que eu não tenho.

É condições de lidar com ter ou vibratório delas enquanto pesquisadora, porque me afeta diretamente, então algumas vezes eu tenho algumas para análises, mas eu já fui desde ameaçada por um promotor de Pernambuco que ia tirar todo o material do ar, aí a minha denunciar até a espírita, ele rogando Praga. Porque eu estava fazendo uso ruim das minhas faculdades mentais, e eu teria um câncer no cérebro.

Tudo isso é nesse meio espírita brasileiro, então não tem como não lidar com os conservadores, mas nós precisamos lidar com ele sem perder a nossa referência. Eu não quero sentar à mesa e nem beber do vinho deles, porque para mim, aquele vinho representa o sangue que foi derramado do meu filho e é derramado dos filhos de muitas outras. Eu não sento na mesa da convivência. Mas eu continuo entre eles, porque é necessário que este é confrontar essa maldade embutida.

Nós precisamos trazer é a Esperança para os que virão, para os que ainda estão vivos e nós precisamos estar entre eles. Nós precisamos mostrar que amor eles cobram viver até morte, porque nós acreditamos na continuidade da vida. E eu tento passar essa mensagem com esse outro livro aqui, que é

caminho. Dacar, na cama espíritos em viagem é um livro mais ameno, o primeiro, uma rastro lítico, o segundo espiritualista, porque se eu me embolar entre os que pensam como eu e os que sentem como eu, não vou conseguir sensibilizar essa camada, que é uma camada que tem decisão. É uma camada que tem carimbo. É uma camada que define o que vai acontecer. Então é importante, é importante não descartá-las, mas sempre olhar para eles.

Um olhar de amor Maduro, amor Maduro, uma espíritas que seguem as orientações de Kardec e espíritas, que lembra daquela frase que disse assim como vamos recolher celulose, vamos? Os recolhidos serão pelo menino. Eu te amo. Então, nós nos amamos muito porque nós amamos uns aos outros. Nós amamos ajuda em tudo e a mulher, o desempregado. Nós amamos os corpos que estão lá nas bancas dos IML. Tem que ter quem os reclame, nós ganhamos na stores em lidar amores.

E é com essa perspectiva de seguir entre todos que o espiritismo traz, pelo menos para essa que vos fala, em combustível, que entre a Terra e o além, certamente ele tem me movimentado bastante. Show, Aninha show que eu tô, cante rico. Genuinamente kardecista. Emocionante. É um combustível que nós valorizamos aqui no ECK, onde nós somos espíritos encarnados com as nossas dores e com os nossos amores, é essencial que nós tenhamos fóruns para discutir isso sem sermos

cancelados. Você é uma espírita que já foi muito cancelada. OECK também já foi cancelado por outros conservadores ou progressistas que não entendem a natureza do trabalho e que não respeitam. A individualidade, seja pessoal, seja institucional, essa é a atmosfera que nós precisamos mudar conjuntamente com espaços como esse, de discussão madura, dentro da base cardassiana e com a premissa de política e de justiça social.

Eu deixei pro final 2, que são as perguntas mais ácidas e eu quero agradecer aqui publicamente, ao Manuel, ao Henry, ao Amorim e ao Nelson. Que me ajudaram a compor as perguntas às indagações dos comentários que estão fazendo parte dessa nossa riquíssima experiência de juntar Ideas políticas e espíritas, que, afinal de contas, fazem parte do mesmo bojo do mesmo contexto do mesmo cenário. A primeira delas é sobre o livro nosso lar. E eu preparei a seguinte indagação, Aninha.

O meb o movimento espírita brasileiro, ou levámos, homenagear mais uma vez Herculano Pires, o meio espírita? Referenda? Cultua obras mediúnicas, sobretudo as romanceadas, que apresentam visões parciais sobre estruturas e organizações sociais no pós vida, no chamado mundo espiritual. Uma dessas obras chama-se nosso lar, o verdadeiro best seller

espírita não é? Já foi feito até filme a respeito do livro psicografado por Chico Xavier entre as décadas 30 e 40. O nosso lar apresenta uma estrutura socialista para o mundo espiritual. E não o contrário. Por que então, os espíritas que estão aqui no mundo de provas inspiração que estão no contexto planetário? Assumem posturas conservadoras e veneram o chamado capitalismo selvagem e as suas deficiências, ao mesmo tempo em que demonizam o socialismo.

Se tem nessa obra um referencial espiritual, socialista, o que dizer disso? Eu creio que existe um apego, a ideia meritocrática. Que é base de uma estrutura libidinal neoliberal. E incentiva a busca da individualidade garantida nas áreas de conforto, nas zonas de de vivências. Acessíveis? Para quem tem amigos, a quem tem beneficiários.

E nunca nós vamos analisar um comportamento dentro de uma esfera social sem levar em conta os valores que essas sociedades que nós temos, onde nós estamos inseridos, eles são aumentados, eles são divulgados, então. Quanto mais a gente estuda, menos a gente culpa as pessoas. E aí?

É por isso que o debate ele não tem necessariamente uma característica de embate ou de confronto, porque nós vamos analisando o que está por trás, movimentando atitudes e é manipulação desse psiquismo sociológico. Um dia, o indivíduo precisa satisfazer as suas necessidades de relacionamento às suas necessidades de cultura, de ser aceito, de ser inserido. E os centros espíritas? Eles são espaços de inserção. Olha, não segui.

Uma nada sem pejorativo, mas somente para ilustrar, melhor não é fácil nem mesmo nos meios mais evoluídos que nós temos aqui na Terra. Os grupos mais bem intencionados e bem estruturados têm uma inclinação para que o indivíduo siga a maioria. Não se coloque contra. É uma força de correção especial que trabalha, deu tour lamente e o indivíduo que já vive AA sua história pessoal, com seus desafios e problemas, é enfrentar, fazer frente resistir, né? Que é um preço.

É por isso que grupo, como é que cria Jacira, Tita? Eles são importantíssimos porque eles dão base para a resistência. O indivíduo vai trabalhar com outra percepção de comunidade, de relacionamento, de história social, que não somente é aceito dentro do instinto da manada que é imposta a ninguém discorda porque ali todo mundo fica feliz. Mas existe um outro, uma outra forma de fazer. Que desperta outros valores e

reconhecimento próprio. Nós precisamos de mais grupos progressistas para diálogos e acolhida. É é uma palavra que Eu Acredito que a gente precisa estar sempre atenta. Nós precisamos acolher as pessoas porque existe uma violência muito grande vinda de fora vinda dos pares, vindos do entorno e até dos meios espíritas. É preciso acolher com ele, para quem? Devido saiba. Que na sua integralidade, é autônomo e pode concordar ou

discordar. A autonomia me parece ser algo que ainda abala as nossas estruturas. Estruturas é institucionaliza das estruturas de grupo de organizações sociais. O indivíduo autônomo para se proteger, ele é, muitas vezes fica só. Porque a. Violência contra a ter que usar, entendemos esse modo é, eu não consigo mais contar pessoas, mas eu busco compreender os esquemas que fazem os sistemas. Funcionar? Qual é, agindo os indivíduos a estas atitudes que tantas vezes nos indignam?

Estamos na história. Fazemos parte dela, não como passageiros, mas como protagonistas. Eu pude, né? Como? Trabalhar, né? Nessa nossa ambiência espírita, esse antagonismo, essa contrariedade de negar que na Terra se tenha uma organização mais condizente com o padrão de socialismo espiritual e ficar esperando ansiosamente o desencarne para adentrar naquela rampa que vai levar cada um dos espíritas que morre. Para nosso? É Marcelo. Eu queria dizer a aqui.

É uma questão. Sobre primeira primeiro é sobre aquele pensamento individualista que nós colocamos lá atrás. É de dizer que. Nós não precisamos fazer. O mal. E que se nós não fazemos o mal? Nós podemos nos omitir para fazer o bem. E eu acho. Que a omissão? De não fazer o bem, tornou o homem inútil. E aí quando nós pegamos, inclusive. O nosso lar. Nós vemos que lá. O homem. Ele não faz o mal. Mas que ele tem. Que fazer o bem? E como ele pratica o bem? Ele pratica o bem no nosso lar.

Porque lá no nosso lar. Todos têm divisão de tarefa. Tem uma organização administrativa com divisão de tarefa. Tenha disciplina na organização de tarefa e respeito ao próximo. Então, vejam bem, são elementos, inclusive. Que através. Dessa disciplina? Desse valor? Dotar do trabalho da tarefa. Que evoluiu o homem. Para não só ter as suas necessidades. Contempladas? Mas que também ele tem. A evolução espiritual. Porque não dá? Não dá na brutalidade da miséria.

E eu não vejo evoluir o espírito. É isso que eu não entendo. Da nossa ala conservadora? Que se diz cristã? Bater Palmas para a miséria e se omitir inclusive perante a miséria. E falar em evolução. Que evolução espiritual é essa? Quando tá lá, o nosso lar. Muito bem colocado que todos têm que ter. O mesmo jeito de participar da organização administrativa. E só através disso. É que nós podemos evoluir. E para contemplar, eu quero dizer. E socialismo?

É espiritualidade. E espiritualidade, sem socialismo não há. Bravo, bravissimo. E aí, já sera. A proposta socia. Ali, zante. Presente na obra mediúnica, ditada por André Luiz, o nosso lar. Projeta um estágio futuro do nosso planeta, mas não no mundo espiritual, mas aqui na Terra. Ai, Marcelo, não acredito muito não, viu? Olha, é, nós tivemos a Felicidade de analisar no cpdoc. Um trabalho acadêmico.

É, me perdoem, eu não consigo me lembrar agora o nome do rapaz era a dissertação de mestrado dele. É, ele fez um estudo do livro nosso lar e um estudo da história do Rio de Janeiro. E ele evidenciava assim, com uma clareza muito grande. A perfeita analogia. Entre o. A organização política que existia no estado do Rio de Janeiro à época. E a organização política do nosso lar. Mas o que eu gostaria mesmo de propor, Marcelo, é que nós pensássemos na nossa realidade, sabe?

Sabemos que acreditamos que somos espíritos imortais. Acreditamos que temos a possibilidade de aprender e crescer em diversas existências, então eu proponho que ao invés de a gente ficar conjecturando sobre. É possíveis, é situações espaços existentes na outra dimensão. A gente pense muito nesse agora que está precisando de mais de nós. A fala da Ana Cláudia. É essa mulher corajosa que traz aqui é, além da sua força, né? Essa história difícil que ela teve que vivenciar.

É um, é uma aula, é uma aula, viu Ana Cláudia das melhores. Porque é muito cômodo. Eu dizer para uma pessoa que foi vítima, por exemplo, de bala perdida. Só hipoteticamente, aqui é um exemplo. Se não, isso tinha que acontecer com você ou com seu filho ou com o seu marido, isso é de vida do passado. Eu não preciso fazer nada para falar isso, certo? É o determinismo histórico. Eu não tenho que me mexer, é a zona de conforto da qual nós falávamos aqui.

Então, com tanta criança passando fome, com tanta mulher, sendo violentada sexualmente, fisicamente, com tantas gente. É se perdendo na dependência química. Eu vou ficar pensando, como é que é? A organização política da outra dimensão. Eu prefiro pensar na organização política dessa dimensão e pensar que desse desse meio espírita aí que a Ana Cláudia trouxe aqui refletido com perfeição, que julga, condena impiedosamente quem está no seu momento de profunda dor.

É daí que vão sair os tais representantes políticos? Se a gente quiser tirar representante político do meio espírita, é evidente que que isso não é tudo que tem muita gente boa no meio que não, que não representa, mas infelizmente nós temos um movimento. Tradicional, conservador, cruel, fiel, fiel. A ao escravagismo é muito mais fácil ir lá no centro, fazer uma sopa e dá-lo para a pobreza, do que tratar dignamente a pessoa que vem trabalhar na sua casa.

Oferecer um prato de comida para uma pessoa, trabalhar um dia inteiro é muito comum ouvir pessoas supostamente cristãs e espíritas dizerem que com essa lei que reconheceu os direitos trabalhistas para as empregadas domésticas, agora a gente não pode mais nem ter empregada. Ora, é só pagar o direito da empregada. Caramba. Todos nós gostamos de receber os nossos direitos trabalhistas.

Por que a nossa empregada empregada, que ajuda a gente na nossa casa, não tem direito a receber todos os direitos trabalhista? Né? A nossa mentalidade escravagista é de privilégios, nós somos melhores. Por alguma razão, a gente é

sempre melhor, né? Então eu queria convidar a todos que estão nos ouvindo e a todos que estão participando desse debate para a gente refletir mais sobre isso, sobre a necessidade de nós pensarmos nesse mundo e no que nós podemos fazer efetivamente, ter a coragem de fazer, né, de agir para que ele seja um mundo um pouco melhor, com menos injustiças sociais, com mais solidariedade, com mais amor.

Sim, lembrou a Leopoldina, né? E que a gente é não, não tem que escutar mais essas histórias tão tristes que AA Ana refletiu aqui que qualquer um de nós constatar no dia a dia, meu sogro ficou doente, meu sogro é o exemplo da pessoa acolhedora boa comunista 111 vida. Tanto que ele tem n filhos adotivos. Pessoas que foram. A Colinas e ajudadas por ele. Ele ficou doente. Alguns Angus, esses espíritas foram lá dizer que eles estavam sediado. Ou seja, não há.

Não há uma consciência. Esse ano de empatia, de se colocar no lugar do outro, de sofrer a dor do outro, de realmente realmente vivenciar a base da filosofia espírita, que é uma filosofia humanista, uma filosofia é voltada para a defesa dos direitos humanos. Aliás, defendeu os direitos humanos. Muito bem, o livro dos espíritos, 90 anos antes da declaração universal dos direitos humanos. Perfeito, hoje é a Síria.

Este rapaz aí, o tal de Marcelo em que você, se ela, dissertação do Fabiano Vidal. Da universidade da Paraíba. Não, não é. O Fabiano era, se não me engano, era Fábio. O nome do rapaz, mas eu posso. Eu me comprometeu AA, porque essa diz, entra, são aí. É muito rica, sabe? Seria não essa eu não conheço para nós cpdoc se debruçar sobre ela também.

Gente, nós estamos caminhando para o final da nossa live, infelizmente, mas eu tenho uma pergunta que eu sou forçado pela técnica a fazer, né, que é também uma pergunta polêmica. E essa pergunta eu vou começar pela Jacira e vou terminar com a Aninha, então essa vai ser ordem Jacira, Leopoldina iane. Mas sabemos que há uma outra obra também psicografada por é Francisco Cândido Xavier, que ganhou notoriedade no movimento

espírita ao apresentar. A chamada missão espiritual do Brasil. É a obra de Humberto de Campos Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho. Essa obra é polêmica porque ela apresenta alguns contornos, é de uma pátria escolhida, de uma pátria que possui uma prerrogativa, uma vanguarda, né? É predestinada. Acho que saiu boa e de alguém essa ideia presente na obra Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, Leopoldina. Pode traduzir aquela ideia perigosa, violenta é inviável.

Totalmente enviesa. Nada da existência de uma raça escolhida como se fosse a raça Ariana. É? Pois é, Leopoldina. Pois é. Primeiro para Leopoldina. Então estou me ouvindo, né? Isso sim, tá tá bom. É. É essa. Esse livro é muito complicado. Eu acho que essa obra. Deveria, inclusive. Passar por várias autocríticas. Porque eu não sei o que o que aconteceu nela porque veio, aconteceu nela, é que ela realmente, ela é preconceituosa.

Ela trata de um povo escolhido. Mais ou menos como este povo é fosse o povo de Abraão, o povo escolhido ou fosse hoje, né, né? Quer dizer, no século passado, no século 20, Oo povo Ariano É Ela é preconceituosa e eu não tenho dúvida que ela deixa de ser preconceituosa, além do que? Esse preconceito é muito perigoso. Porque é um preconceito que desvia da realidade. Ele. Ele torna o nosso povo como se fosse o povo escolhido, como se tivesse o ideal já conquistado. Do bah comum.

Do bem-estar? De toda a evolução. Quando não é a realidade. Quando foge totalmente a realidade. E quando você desvia? Um povo. Da realidade? Ele se torna aquilo que nós. Falando sempre, ele se torna massa de manobra, ele se torna rebanho. Tudo aquilo que se diz a ele, ele passa a acreditar. Pela manipulação. Então, é muito difícil. É muito difícil, mesmo. Eu. Quando? Novinho ainda? Sentada na mesa de estudo. E eu? A vida. Um dos primeiros capítulos da mesa da estudo. Nem vem.

A mestre. E fala dessa obra. Quando eu vi eu, eu não conhecia a obra, não sabia nada. Quando eu vi o nome, eu levei um susto, mas eu levei um susto. Mas como? Como isso pode acontecer nessa pátria chamada Brasil? Gente, porque não dá a nossa realidade? Diverge totalmente dessa obra. E nós não estamos por conta da nossa realidade social. Numa evolução, e nós falamos aqui o tempo todo, todo, todo,

todo essas 2 horas. Para sermos o coração no mundo, de forma nenhuma, nós não estamos ainda nesse processo civilizatório e, ao contrário, como se afirmou isto? E hoje nós vemos inclusive. Toda essa evolução social. Todo esse processo anti civilizatório que aconteceu. Em todo esse processo? E como disse bem a Ana Cláudia. E que nós devemos, inclusive quero repetir. Isto aqui. Que nós estamos vivendo hoje, todo esse preconceito, toda essa violência.

Ela sempre existiu aqui nessa pátria chamada Brasil. E quem vem desde lá do processo escravagista? Nosso. E que não se perdeu até agora? Porque a nossa libertação dos escravos foi muito mal contada. Sociologicamente. E muito mal construída. E hoje aquilo que nós estamos vivendo. É esta raiz escravagista, só sendo colocada para fora. Que estava já embutida no nosso povo brasileiro quando essa obra foi escrita? A Jacira fala a questão dos

direitos da empregada doméstica. A empregada doméstica nada mais é do que a nossa tradição escravagista da senha. O que que ela não representa se não isso? Precisar ter? A escrava ao lado de fazendo a corte. Então? Eu tenho muita preocupação, Marcelo. Muito, com muito respeito ao espírito e ao médium que foi Chico Xavier. Mas essa obra. Ela é muito para mim, no meu ponto de vista. Ela é muito perigosa. Porque ela aliena?

E isso é grave. E essa alienação realmente é muito preocupante, mas se aí já sera, não se trata daquela semente que foi, é? É jogada na Terra, lá com os hebreus. Depois Jesus de Nazaré passou e molhou um pouquinho aquela plantinha e a plantinha cresceu. E aí depois Allan Kardec. Cuidou da árvore vicejante, frondosa, e de repente, o espírito Ismael foi lá e transplantou a árvore do evangelho para a Terra do Cruzeiro. Não foi assim que aconteceu. Bom, Marcelo tem uma. Tem uma piada, né?

Que o pessoal costuma contar que eu acho completamente apropriada, que foram reclamar com Deus, né, que todo que outros países tinham. É. É. Me foge agora o nome desse país, dessas tragédias climáticas. E muito gelo. Muito deserto. Muito e que aqui no Brasil era tudo lindo, muito verde, muitos rios, né? E que ele teve ajuda, né? Isso, ele. Ele teria dito quando vocês virem o povinho que eu vou

colocar lá e vocês vão entender. Então, Marcelo, eu peço até desculpas pra quem vai ouvir a minha Franca posição sobre esse livro. Absolutamente nada, nada a ver, nada a ver. Não tem cabimento. Primeiro eu queria. Convidar. Os colegas e os ouvintes pra gente não falar mais em graça. Uma coisa é um fenômeno social que nós precisamos enfrentar chamado racismo, que existe verdadeiramente e nós precisamos interceder nessa humanidade para melhorar esse negócio que está

ruim demais. Mas raça, não a palavra etnia. Ela se justifica plenamente porque ela se refere a costumes, a língua. A cultura de um povo é uma coisa que justifica, mas os traça. Se nós formos consultar os dicionários, nós vamos ver que esse conceito é socialmente construído. Hoje comprou get o genoma.

Está cientificamente comprovado que não existem diferenças substanciais entre as diferentes etnias biológicas, diferenças biológicas substanciais entre as diferentes etnias, então não tem mais justificativa para o uso da palavra raça. E aí, se existisse, se por acaso existisse. Eu perguntaria, o que que essa raça? Aspas, né? Raça Brasileira teria de melhor. Para justificar um livro desse simplesmente ridículo, no meu ponto de vista, ridículo, inapropriado, inaceitável.

Nos coloca em situação de chacota diante de outros países, a espiritas de outros países leem isso e acham ridículo, gargalha. Palavra mais adequada para um treco desse? Eu queria propor Marcelo pra gente substituir. Completamente a leitura desse livro. Por uma música? Eu queria sugerir que a gente ouvisse de um Leno e médio no. Eu proponho que a gente pense única, uma única estrofe dessa música, imagine que não há Posse. Eu me pergunto se você pode, sem a necessidade de ganância ou

fome. Uma irmandade dos homens. Perdão, acabei lendo outro estrofes, não era essa que eu queria ler. Eu queria ler aquela que diz assim, imagine agora eu perdi aqui. Imagine que não haja países. E nem religiões. Olha que coisa mais linda. Então, ao invés de Brasil coração do mundo, parte do evangelho. John Lennon é a minha sugestão. É o sempre lembrado. John, Winston Lennon. Muito bom referenciar na nossa live, esse pacifista. Esse socialista.

Esse homem de visão. E esse homem que representa para nós também. Alguém? Que esteve à frente dessa ideia universalista. Paula Jacyra achei esse troféu. Posso ler? Claro. Imagine que não houvesse nenhum país. Não é difícil imaginar nenhum motivo para Matar ou Morrer, e nem religião também. Essa é pra mim é a melhor parte. E aí, Aninha? O que dizer da obra ufanista de Humberto de Campos Brasil coração do mundo neste contexto da nossa discussão tão Bela de

hoje? Eu trago a responsabilidade. Também para o leitor, porque eu lembro que o espírito sofre onde quer. Mas o leitor, ele precisa ter crítico, ele precisa utilizar um filtro de seletividade porque, infelizmente, essa não é a única obra onde nós vamos nos encontrar muitas coisas questionáveis, embora ela cresce tornado uma das mais emblemáticas.

Então eu. Eu creio que os centros espíritas e o meio espírita no geral ele não incentivam a leitura crítica e isso faz com que qualquer coisa que venha dos espíritos ganhe uma maneira de verdade e é por isso que hoje nós temos também canais no YouTube com consulta

extraterreste. Que muitos seguidores, milhares de seguidores é. É espíritos que estão em hierarquias cósmicas falando sobre a pandemia e muita gente acreditando, Eu Acredito que em filtro mesmo da seletividade, ele precisa ser mais estimulado, tanto em leitura como nesse movimento, nesse mundo virtual. E tudo se interliga é aquela do cartão para a maturidade, aquele comportamento, sócio político, Sério, responsável com informações. O que é Phoebe? Com todo o respeito, né?

Documentário, mas ela tem ganho muito com a difusão de material, questionar. E porque esses os pesto? Pelo falta do filtro da criticidade, Eu Acredito que é o que nos completa. Se o espírito sopra, onde quer o médium psicografa e a editora publica e distribui, nós é quem temos que selecionar o que nós vamos ler.

Que bacana. Nada mais do que o crivo que Kardec nos ensinou a ter e que o meio espírita brasileiro e também em outras partes do mundo, não é uma exclusividade do Brasil. Esqueceu solenemente. O crivo individual de apreciação, não somente das páginas espíritas, mas de tudo o que aparecer em nossas mãos. Este talvez seja o maior legado para não nos esquecermos. Nos dias presentes, a nossa live vai chegando ao fim. Nós queremos agradecer a você que está conosco.

Que bateu o nosso recorde nessa nova fase de Transmissão simultânea, o nosso agradecimento e vamos deixar então o espaço para as considerações finais das nossas convidadas, começando pela nossa linha, Ana Cláudia Laurindo. A gente eu só tenho que agradecer, porque eu, eu quase sinto Oo abraço atentado de você cair do outro lado, incríveis língua culpando quase 5 hs. Abraço porque essa sensibilidade que nos reúne nessa intenção de evoluir amorosamente, isso tudo

é muito grato. O meu coração se enchia a gente mesmo sangria e para vocês, muita saúde se cuidem. O que nós precisamos continuar na Terra por mais tempo. Espalhando esses incentivos, beijos. Valeu, Aninha. Beijo pra você também. Fica lá na nossa salinha do chá que daqui a pouco a gente volta a conversar. Muito obrigado pela sua luminosa presença nessa noite, Jacira. Suas considerações finais, Marcelo, que Alegria participar dessa live.

Quero agradecer demais demais por essa oportunidade. Quero cumprimentar, OE, secar, quero cumprimentar você. Ultimamente você tem se dedicado ainda mais esse Belo trabalho. Ao qual você já se dedica a tantos anos? Quero agradecer demais as 2 colegas. Aqui é debatedoras Ana Cláudia e a Leopoldina Ana Cláudia. Já admiro a muito tempo. Leopoldina. Conheci hoje com grande Alegria, admiração.

Muito obrigada por compartilhar esse momento, mas quero agradecer também os companheiros que estão aí no chá. É o Marcelo, o Manuel, a Júlia. O Nelson. Desculpa, Marcelo já tinha agradecido o Nelson Manuel, a Júlia e a Cláudio, Jerônimo, e quero fazer um agradecimento muito, muito, muito especial aos amigos que vieram prestigiar, assistir comentários, fizeram perguntas, fizeram elogios. Pô, dê uma espiadinha aqui no Facebook.

Muito obrigada, que Marcelo, vocês prossigam por muito tempo fazendo esse trabalho bacana de enfrentar. A nossa atualidade. Né? Os problemas que a gente realmente precisa enfrentar é uma contribuição excelente, valiosa para nossa situação atual. Obrigada um beijo, um beijo no coração de todos aqui. Beijão, Jacira. Agradecemos também a tua iluminada presença na live de hoje. A gente já se conhece há muito tempo, já trabalha juntos há muito tempo.

EOE secar fica lisonjeado também com a sua presença e com esse conjunto de informações que você nos trouxe, assim como a Aninha e a Leopoldina nessa Bela noite, nesse banquete espiritual, como diz o meio espírita que nós. Tivemos a oportunidade de degustar neste momento, daqui a pouco a gente conversa um pouquinho mais. Obrigado. Leo, as suas palavras finais. Gratidão, gratidão, gratidão. É que coisa maravilhosa, né? A gente participar e debater é dentro do plano, das idéias e dos ideais.

É muito gostoso mesmo, é, é gratificante. Então eu só tenho que dizer gratidão, gratidão, gratidão. E que nós. É, possamos refletir. Sobre várias colocações que aqui fizemos, mas uma que se é mais e muito importante. E que vem das palavras do John Lennon? E que talvez seja tão difícil na

prática. Sejamos universais. Lindo, Leo, lindo mesmo, obrigado pela tua também iluminada presença nessa nossa live, que engrandeceu com a tua experiência, tua visão de mundo, a tua visão socialista espírita, assim como a daninha e da Jaci. Daqui a pouco a gente conversa um pouquinho mais na sala do chá do ECK.

Obrigada. Então, gente, estamos chegando ao fim de mais essa live, mas eu não vou terminá-la antes de fazer um convite para que vocês estejam conosco na terça-feira, dia 12 de fevereiro, às 18. Desculpe na terça-feira, dia 15 de fevereiro, no mesmo horário, 18 e 30, para recebermos o nosso Jorge Medeiros, que tratará sub fluido, vital trocas fluídicas e vampirismo, um tema filosófico, científico que, com certeza.

Vai despertar a sua atenção para as relações que se travam entre os 2 mundos, o mundo físico e o mundo espiritual. Vamos então encerrar. Com a lembrança, mais uma vez, do nosso pensador, do nosso universalista John Lennon. E o mês sei ai Madrid more by not Only One. Pois é, nós somos sonhadores, mas não somos apenas um, somos um grupo. Obrigado pela sua audiência, pela sua presença e até uma breve oportunidade. Tchau.

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