Olá, você, tudo bem? Olhe nós aqui outra vez vamos iniciar a programação de 2025 dos embalos de sábado à noite aqui no eck. Então, boa noite e bom dia ou boa tarde a você, que depois vai assistir a gravação dessa nossa live. Que fica no canal do YouTube do ECK. Você já sabe. Então aguardamos você em outras oportunidades também ao vivo aqui conosco, como aqueles que já estão por aqui nos canais de transmissão desta primeira live de 2025.
Nós estamos no ano de 2025, completando o oitavo aniversário do grupo ECK do coletivo espírita. Espiritismo com Kardec. No próximo dia 17 de abril é o dia do nosso nível e aguarde você que teremos novidades, promoções, atividades é inéditas, enfim, é OECK sempre se modernizando para trazer para você a informação espírita com
qualidade com. Uma diversificação que alcança várias áreas do conhecimento humano dentro da perspectiva espiritual espírita, de ver e entender situações, contextos e também a nossa própria existência. Pois bem, hoje traremos um tema muito significativo, muito provocativo. É necessário o progressismo. Vamos aí trabalhar com 2 livres pensadores muito importantes da nossa época, que daqui a pouco nós vamos chamar e ver.
Eles mesmos vão se apresentar para debater com você que está ao vivo, que já sabe que pode participar na forma de comentários ou de questionamentos, que na medida do possível, nós vamos colocando aí embaixo na lousa e vamos também dirigindo ao nosso convidado e a nossa debatedora. Vamos iniciar com o pensamento, logicamente, daquele que é o pai de tudo, aquele que iniciou todo o processo. É o eck entende Allan Kardec como o fundador do espiritismo, muito mais do que o mero codificador.
Ontem mesmo, numa live onde nós trabalhamos sobre direito autoral de obra, mediúnica com os nossos queridos Marco Milani e Júlia nezu. De Oliveira, uma promoção do departamento de estudos da união das sociedades espiritas do estado de São Paulo a use e, que foi retransmitido também pelo canal do eck. Nós tivemos a oportunidade de trabalhar essa ideia de que nós vamos fazendo o pensamento de Kardec cada vez mais reverberado nos dias atuais. E por que dizemos que é o pensamento de Kardec?
Porque praticamente 60% das 32 obras do nosso professor rivail são da autoria dele. E os outros 40% são comunicações mediúnicas que ele, dentro do princípio fundamental do controle universal dos ensinos dos espíritos, a concordância entre as diversas informações trazidas por espíritos diferentes e médiuns diferentes formou o arcabouço dessa Inter relação dessa intercomunicação entre vivos, que somos nós, e os mortos, todos eles espíritos, então, Kardec.
Na obra basilar, que é o livro dos espíritos, na conclusão desse livro, muitas pessoas ficam apenas presas a aos temas gerais, as questões, as respostas, e esquecem de ler tanto a introdução quanto a conclusão do livro dos espíritos. Então, lá na conclusão, no item 4, está assim grafado, sendo a geração atual e Kardec falava da
geração do seu tempo. Do século 19, meados do século 19, mas nós podemos também trazer para os dias atuais, então, sendo a geração atual a nossa também mais adiantada do que a anterior, por que não será mais que a presente a que lhe irá lhe suceder? Ou seja, Kardec diz que a sociedade dele é mais avançada do que as anteriores. E a nossa hoje nós nos debruçando sobre os ensinos de Kardec. Também verificamos que era mais adiantada em relação à época em que o codificador esteve entre
nós. Kardec continua celular pela força das coisas. Primeiro, porque com as gerações, todos os dias se extinguem alguns campeões de velhos abusos, o que permite a sociedade formar se de elementos novos, livres de velhos preconceitos. Em segundo lugar, porque, desejando o progresso, o homem estuda os obstáculos e se aplica a removê Los.
Visto que é incontestável o movimento progressivo, não há como duvidar do progresso vindouro, e ele termina então com esse pensamento muito essencial, muito marcante. Em em que consistiria para o homem o progresso se ele não lhe devesse melhorar a sua posição, quando, porém, conseguir a soma de gozos que o progresso intelectual.
Lhe pode proporcionar verificará que não está completa a sua Felicidade, ou seja, o homem desenvolvido na sua inteligência ainda anseia ainda busca pela Felicidade. Reconhecerá então ser esta a Felicidade impossível sem a segurança nas relações sociais, segurança que somente o progresso moral poderá lhe proporcionar logo. Pela força mesma das coisas, ele próprio dirigirá o progresso para essa senda, e o espiritismo lhe oferecerá a mais poderosa alavanca para alcançar tal objetivo.
Dito isto, vamos iniciar a nossa live com 111, outro introito que eu gostaria também de destacar. Né? Esta live, meus amigos, é aquela que bateu o recorde de contribuições na forma de questionamentos. 12 companheiros de líder espírita, progressistas, livres, pensadores, pessoas que estudam com afinco a doutrina dos espíritos, me encaminharam. 30 questionamentos é recorde absoluto e obviamente nós não vamos ter condição em cerca aí de 1 hora e 15 de trabalho de apresentar todos esses 30
questionamentos. Então nós selecionamos os principais, já ficando o convite para o Luiz e para a Leopoldina para voltarem a essa bancada do ECK para fazermos uma segunda edição, o revival desta nossa live, é necessário o progressismo. Vamos então chamar o nosso convidado, nosso querido Luiz Gustavo, que toquem os clarins. E aí, Luiz, seja bem-vindo. Tem que desmutar o teu microfone. Isso, obrigado. Boa noite, Marcelo, boa noite a todos do ECKEA, todos que nos
acompanham, né? Os convidados, aqueles que nos assistem e que participam da nossa live. É mais uma vez, com muita Alegria e muita honra, que venham participar com vocês aqui, dessas discussões somamente importantes sobre aquilo que nos traz a doutrina espírita. Olha só o aspecto do progressismo, né? Tão importante para nós. Então, grato pelo convite, estamos aí para trabalhar com esse tema com muita. Boa vontade, obrigado. É uma Alegria e uma honra para nós do ECK termos mais uma vez
você na nossa bancada. O Luiz já é um colaborador assíduo das nossas atividades, com artigos, com estudos, com Lives e participando também das Lives do ECK. Somos muito. Recompensados de termos essa parceria entre o Luiz Gustavo e o nosso eccar Luiz, conta um pouquinho pra nós, quem é Luiz Gustavo? Bem, sou professor de filosofia, né? Trabalho com isso. É mestre em filosofia política pela UNBE no dentro do espiritismo. Já fui palestrante por muitos anos.
Continuo né? Fazendo algumas palestras. É, sou tradutor de obras, inicialmente do catálogo racional, mas também trazendo outras obras clássicas aí, como a da Anna blackwell, Cosme Marinho, que nunca tiveram suas traduções em português antes, é. E também temos a grata satisfação de estarmos com a sociedade kardecista de estudos espíritas, nosso grupo virtual, né? De colaboradores dos estudos. Bom dia, Allan Kardec e muitos dos quais estão aí presentes também participando conosco
hoje. Bacana é ASKEE pra lembrar a nossa SPEE, fundada o primeiro centro espírita do mundo, fundado por Allan Kardec. Então, bem-vinda também à sociedade kardeciana, kardecista de estudos espíritas, EE, também parceira do ECK. Temos divulgado muitas atividades, muitos textos da sociedade entre nós para o nosso público, e essa parceria também nos tem sido reconfortante e recompensadora. Vamos chamar Luiza, a nossa debatedora de hoje, a nossa rainha do ECK, Leopoldina
Xavier, que toquem os tambores. Muito bem-vinda, Leopoldina. Eu que agradeço novamente. O convite é, sou muito grata por estar aqui. Marcelo, quero cumprimentar é aqueles que estão nos bastidores, a Claudinha, o Neco, o Nelson, a Júlia, que estão fazendo isso ser possível. Quero cumprimentar também ao Luiz Gustavo, boa noite, Luiz Gustavo e a todos aqueles que estão nos seguindo agora neste momento, ou que nos seguirão uma boa noite a todos.
Sejam todos muito bem vindos. Muito bem, é isso aí. Tem um pessoal que fica lá atrás na coxia, como a gente costuma dizer. É dentro do teatro, né? Acho que estivemos Na Na música e no teatro durante muito tempo e ainda fazemos algumas atividades nesse sentido. Quem fica na coxia é que garante a eficiência, eficácia, o resultado desse trabalho. Então, já foram nominados aí pela Leopoldina, nosso beijo, nosso abraço ao pessoal que está
nos bastidores e a gratidão. Sempre presente de proporcionarem é esse nosso trabalho, como diz um velho bordão da televisão brasileira, essa gente que você não vê faz a live que você vê, não é? Então, Leopoldina, assim como eu perguntei ao Luiz Gustavo, eu pergunto a você, quem é Leopoldina Xavier? Ah, é muito. É muito. É muito simples? É muito simples é. Eu sou uma mulher.
Mãe é, esposa é, sou de profissão, advogada, sempre dentro da área social e sou uma militante do e cecap, uma estudiosa de Kardec, sempre estudando. Muito bem, estão temos aí 2 grandes estudiosos de Allan Kardec, tornando Kardec atemporal. Com o cuidado sempre de verificar que aquelas questões, como ele mesmo disse, que se tornassem obsoletas com o curso do progresso, elas deveriam ser revistas, ou seja, isso significa encararmos o espiritismo como algo não
dogmático. Não cristalizado no tempo. Isso é essencial. Isso não significa desmerecer o homem e sua obra. Pelo contrário, porque todos os grandes Luminárias das ciências, das filosofias e também das questões ligadas a ética e a moral tiveram, com o curso do tempo, modificações em relação às teorias, em relação aos princípios, em relação à própria filosofia e o pensar.
Então é essencial que você que é espírita, há pouco a relevante ou há muito tempo se debruce sobre Kardec, não no sentido da sua imutabilidade, muito pelo contrário, ele ficaria muito triste ao ver grande parte dos espiritas do nosso tempo dizendo que aquilo é a última palavra. Ou como diz a moçada, né, Luiz? Os teus alunos, os meus também. A última Batatinha do pacote, não. Ele apenas nos abriu Fronteiras, caminhos para que nós trilhássemos também a nossa
parte. Mas chega de falar Marcelo Henrique, e vamos deixar o espaço para os nossos convidados. Luiz penso que a primeira pergunta que se possa enquadrar na nossa live de hoje para abrir esse qualificado debate, seria, o que você entende por progressismo? Perfeito. O progressismo é a defesa do do, em geral, do avanço, seja no campo intelectual, seja no campo científico, né? Como também no social. Que isso se opõe, portanto, ao conservadorismo, que é a tentativa de manter ideias,
crenças ou status. Qual estado social? Estado de coisas. Isso, aliás, é o que define no dicionário de filosofia, a distinção entre esquerda e direita, né? Quando nós vemos a revolução francesa, A direita tende ao conservadorismo, a mudanças pequenas e conciliatórias com o status quo, enquanto A esquerda tende ao progressismo, ou seja, a mudança estrutural em prol do benefício da humanidade, ou seja, da maior parcela possível de pessoas que se beneficiem das.
É mudanças sociais. Então o progressismo é esse avanço, né? Tanto no campo das ideias quanto no campo das instituições sociais é que tente tendo a abarcar a maior quantidade de pessoas nas na proteção social e levar a maioria a emancipação. Esse seria talvez aí o em linhas gerais, o caminho. O progressismo Visa, né? Emancipar. E proteger os membros da sociedade. Depois a gente pode ver isso também, como está na doutrina espírita, estaria por aí.
Muito bem, Luiz, são assim. Já é um manancial muito importante para nós trabalharmos hoje à noite, né? Mas Leopoldina, esse progressismo que o Luiz acabou de bem contextualizar é tendo como. Pano de fundo como cenário e como base a revolução francesa e a separação entre direita e esquerda é conservadorismo e
progressismo. Está muito marcante nos dias atuais em todas as searas não é somente na questão governamental, na questão parlamentar, na questão de política interna e política externa. Ela faz parte de. De todo o meni, de todo o cardápio das nossas relações interpessoais. Como então, encarar esse progressismo sendo espíritas e nos debatendo com uma parcela desse chamado meio espírita, que não é progressista, que não aplica o progressismo e que
Visa? É conservar o que está aí, se o valor treinariamente seja socialmente, seja cientificamente, em vários casos. Como conciliar essas questões? É, Marcelo, eu queria dizer pra você que eu eu tô vou me embasar essa noite, inclusive na questão do da lei do progresso em Leon Deniz, quando ele trata sobre o progresso. E porque ele tem uma visão muito ampla, mas muito ampla mesmo é da questão do progresso. O progresso não é só o progresso, sabe? E ele fala em 3 faces do progresso.
Primeiro, o histórico, que é o político, o social e o religioso. E nós temos que inclusive entender essas 3 faces. Porque elas sempre estão interligadas para entender aquilo que acontece neste momento histórico. Porque se nós não entendemos a história, se nós não levantamos a história, se nós não entendemos inclusive o que houve de progresso social e porque, às
vezes ele também retroage. Se nós não entendemos, inclusive a questão religiosa, que ela é tão importante para nós, para nós debatermos, inclusive, o progresso é, a gente não consegue chegar a uma linha do que nós estamos hoje. Se nós pegarmos a história da humanidade, nós temos lá, desde desde a idade antiga, um processo de evolução, um
processo lento. Passou se pelo Oriente, veio da Índia, veio pelo Oriente, foi para a Grécia, da Grécia Ela Foi para Roma a história de Roma ela teve inclusive, 12 séculos de idade média. A idade do obscurantismo, a idade que nós ficamos, inclusive o mundo fechou, foram 12
séculos. De, de, de permanência no mesmo estado, aonde que havia um estado teocrata, aonde que havia aristocracia, em que os homens não tinham a Liberdade, que os homens eram tratados como cervo, em que a religião inclusive tinha domínio total sobre o humano, sobre o estado, e dava
as suas direções. E o Luiz já colocou e muito bem ponderado em 1789, há uma luz que ressurge com novos, com novos ideais, com novos pensamentos para mudar essa história em que, apesar que no século anterior, no século 17, nós começamos com a ciência da razão. A racionalidade já começa a brilhar, já começa a ter seu campo, já começa a ser ter sua luz.
Mas 1789 nós podemos marcar como campo revolucionário um campo que determina realmente uma mudança de pensamento, não só nas ideias do estado, não só nas ideias, nos ideais e sociais e também em termos da religião. E o principal de tudo nisto? O estado é laico. Começa. Se toda uma transformação, e essa transformação vem, vem porque o progresso e a lei do progresso. Ela não é linear, ela não, nunca, ela é linear. Ela é como se fosse. E como diz leão Diniz, ela é
como se fosse o mar. Ora ela tem seus fluxos, ora ela tem seus refluxos. E nós precisamos muito compreender essa história. Não podemos negar que o século 20 nós tivemos os nossos tropeços, primeira guerra mundial, Segunda Guerra Mundial, mas também a Segunda Guerra Mundial nos levou ao momento que após Ela Foi o momento de grande valia na questão. Da democracia na questão dos valores republicanos, na questão inclusive dos direitos sociais e
dos direitos humanos. E agora, o que nos parece, nos parece que agora nós estamos no refluxo. Tudo aquilo que parece que nós estamos conquistando com o tempo, ele está voltando, ele está regredindo. Mas não regride, não. Podem crer não regride o progresso. Ele é permanente, ele é constante. Nós temos esses momentos de crise, mas que nós vamos sair dela e nós estamos passando realmente um momento de crise, que é a crise do pensamento.
Que é a crise da dos princípios, dos conceitos filosóficos que nós demoramos tanto, tanto, tanto, sabe, para conquistar. E fomos conquistando e fomos conquistando e tivemos aquela abertura. E hoje nós vemos quase que num processo de regressão. Mas nós temos que ter Esperança e temos que crer. O progresso vem. Vem com a mudança nossa. É a mudança do estudo, é a mudança do pensamento, é a nossa mudança de ser.
E como nós hoje estamos inclusive aqui fazendo como o Luiz Gustavo faz nas suas aulas, na sua escola, como você, de forma permanente faz transmitindo. O pensamento transmitindo a filosofia do crescimento, do bem e da Liberdade, principalmente da Liberdade de ser.
Muito bem, Léo, muito bem é, se eu disse que o Luiz abriu aí a nossa porteira, colocou a bola no meio de campo, tu já pegasse, já fizesse um lançamento lá na frente para o centroavante dominar e vamos ver se ele consegue fazer o gol, né? Muitas questões acessórias? E também principais envolvendo esse debate que você já está vendo.
Vai ser riquíssimo. Vamos então puxar um pouquinho esse fio desse novelo pra poder separar aqui ou ali algumas questões pra nós ponderarmos Luiz, é, existe em termos de progressismo, 2 Vertentes, né? Nós podemos dizer, isso está patente na obra de Kardec, ele fala disso. É sucessivamente. Fala disso em diversos contextos. O progressismo. Ele pode ser individual ou coletivo, né? Existe o progresso individual e o progresso coletivo.
E esse tema ele vai ali se alternando em várias das obras chamadas fundamentais do espiritismo e também nas colaterais. Existem um sem número de. Dissertações, sejam elas obtidas medioticamente ou então do próprio Kardec, falando do progresso individual e do progresso coletivo, no que então Luiz, o progressismo individual, contribui para a construção de uma sociedade efetiva, marcantemente melhor. Pois bem.
O progressismo, né? O progresso individual e coletivo se dão por uma lei primeiramente, né? É bom lembrar nos na doutrina espírita, o progresso é lei natural, lei divina, portanto, lei inexorável. E ninguém tem condições de barrar essa lei, né? Alguns até podem fazer aquela relação com o chamado jagernault ou jagnata lá da do hinduísmo, aquele carro enorme, gigantesco,
que não tem como parar, né? O cardo é que usa um pouco essa imagem na Formiga tentando parar a roda do carro que avança, vai ser atropelada, vai ser esmagado, não tem como a criatura parar a lei divina. Então o que nós temos que fazer é acompanhar esse progresso, né? Que é? O andamento da própria criação, digamos assim, né? No olhar espírita, é de modo que ele vai acontecer em todas as dimensões, mesmo, em todas as criaturas, em todos os mundos.
Universo está bem colocado no na chamada lei do progresso, que está dentro da lei das leis Morais, do livro dos espíritos. O progresso individual se dá na alma do indivíduo, ou seja, o espírito que começa. Simples, ignorante e ao longo da sua jornada, né? Existencial, passando pelos diversos reinos, chega a humanidade vai adquirindo conhecimento, racionalidade, individualidade, moralidade, livre arbítrio, portanto, responsabilidade com isso, incorporando em si virtudes chamados.
Tesouros, né? Da alma do céu que que ficam impregnados no seu ser e torna no cada vez melhor. E dizer que o ser é cada vez melhor significa que ele está imbuído da lei de amor, de justiça, e, portanto, ele está cumprindo com aquele desígnio maior da vontade de Deus, que que colocou todas as criaturas na existência, na realidade. Então, o progresso individual é isso. Ele vai ganhando conhecimento. E vai ganhando em moralidade, se
tornando bom, né? Resumindo, assim, amoroso, bondoso, o que significa que ele vai estender as mãos para todos, que ele vai abraçar a todos, que ele vai se tornar um com todos. Aí está, digamos assim, Oo progresso individual. Ele vai estar apto a fazer parte dessa sociedade aperfeiçoada que a tradição cristã chamava o Reino de Deus. O que é na Terra, né? Que é na Terra.
Que deve ser construído como uma sociedade justa e que a que abranja o bem de todos e que amplia os direitos sociais a todos com igualdade e Liberdade, né? Ou seja, a fraternidade também, ó o ideal da revolução. Aí Kardec escreve muito sobre isso nas obras póstumas. Bem, isso leva a um progresso social como condição necessária. É. Necessário que a criatura esteja evoluída para que ela possa ingressar numa sociedade também evoluída, porém, não é condição suficiente.
É necessário, mas não é suficiente. Não basta estar bom para que a sociedade automaticamente fique boa, porque? Porque quando o ser está bom, a sociedade pode continuar atrasada se o esforço não for feito para que essa sociedade mude. Em outras palavras. O indivíduo mudando não vai tornar a sociedade melhor sozinha. É preciso que esse indivíduo trabalhe esses esforços para mudar leis, mudar instituições, trabalhar coletivamente para que
isso possa acontecer, né? E aí sim podemos ver que a sociedade vai melhorar. Leis não mudam sozinhas, instituições não mudam sozinhas. É preciso que as pessoas tenham o desejo e ponham em prática aquilo que elas já incorporaram. Como? É avanços humanitários, civilizatórios, não só na sua intenção, mas que seja exposto nas próprias leis e instituições. É o como muito bem disse, né? Nossa irmã, eu, eu quero citar aqui a visão do Leon Denis sobre o progresso social, muito bonita
no livro o progresso, né? Ele diz algo sobre isto é. O progresso nas páginas 19 e 23. Veja só, o que é o progresso? Leon denir vai responder. Vou ler um trecho curto do ponto de vista social, portanto, no coletivo, o progresso é a caminhada para um estado de coisas cada vez mais de acordo com a justiça. E a razão é a aplicação, no seio das sociedades humanas, das leis.
Dos princípios suscetíveis de realizarem nelas a maior soma de ordem de bem-estar, olha só, de Liberdade, de fraternidade, de aproximá. Las o mais possível do estado de perfeição. Eis o que é o progresso é por uma longa série de esforços, de trabalhos de buscas. Que o homem se torna no que é. É por suas relações com semelhantes que ele cria. A ordem social completa.
Que a onda do progresso possa levar se bem alto e varrer diante de todos os fantasmas do passado, preconceitos, ignorância, fanatismo, que ainda se opõe a sua passagem. Isso aí está no Leon dele, o livro o progresso, que está de acordo com o que diz também Allan Kardec.
Né? Então veja, é o progresso coletivo, é a tentativa de aplicar a lei de Deus, que é uma lei racional, que é uma lei universal, a leis sociais, humanas, de modo que a lei humana, que está distante da lei de Deus, possa ir aos poucos se aproximando da lei eterna e lei divina. Tá? Então você vai ter o que, um movimento progressivo. A lei humana está num num patamar inferior. A lei divina está lá em cima, excelsa. Nós vamos fazer um esforço para fazer avançá la, isto é, o
progresso. É justamente isso que o conservador não vê, não enxerga, não faz, porque o conservador comete um erro interpretativo. Ele tende a achar que a lei humana, as instituições. A sociedade humana já realiza a lei de Deus, que é um erro crasso. A própria doutrina espírita diz o tempo todo que a ordem social deixa muito a desejar. Nossas sociedades ainda tem muita injustiça. Leis são feitas pelos maus, pelos Fortes em detrimento dos fracos, então ainda tem muita
maldade. A própria Terra está num patamar ainda inferior, né? Do ponto de vista da escala dos mundos da doutrina espírita, vamos dizer que a nossa lei humana já está boa. É uma contradição com a própria doutrina. Isso é que o conservador não percebe. Então ele, o conservador, devido a essa falha de percepção, achando que a lei é divina, já está implantada na sociedade, vai julgar qualquer tentativa de melhoria social, como uma fuga da lei, que já é perfeita, e aí
vai contra. Vai combater o progresso, tristemente e lamentavelmente, né? Então, se ele entendesse que a lei de Deus está longe de ser aplicada na Terra e que é preciso que nós nos esforcemos pra levar a lei humana até lá, ele vai colocar se como obstáculo, quando na verdade ele deveria ser um agente desse progresso, trabalhando com os outros para que ela evolua. Fazendo uma última comparação, Marcelo, o progresso está em
tudo. O ser nasce como um feto, informe, diz o Allan Kardec, de repente se torna uma criatura completa. Isso é o progresso que se dá numa única vida, em praticamente todos os seres. Ora, o que que diz a doutrina? Que o homem, o ser humano, é um ser coletivo. Então, se há um progresso no indivíduo, há um progresso também na coletividade, no artigo muito Belo de 1866, chamada solidariedade.
Nós temos lá uma mensagem que diz o seguinte, enquanto um indivíduo for infeliz, o ser coletivo humano está infeliz. É preciso que todos sejam felizes. E para isso, só com a melhoria social, que vai incluir esse esforço na mudança das leis e instituições. Então, a lei, o progresso individual e o coletivo devem se casar. Aquele, portanto, que diz. Progrediu, né? Individualmente se iluminou, mas não trabalha para ajudar na melhoria social.
Podemos questionar se evoluiu de fato, porque quando ele evolui de fato, ele estará pronto para ir com a sua iniciativa, trabalhar para transformar a sociedade para o bem. Acho que é por aí, Marcelo. Veja, né? Veja como nós estamos é embevecidos envolvidos num processo ao mesmo tempo progressista e conservador, porque parecem ser as faces de uma mesma moeda, porque nós estamos sempre envolvidos em um ou outro.
Veja os anacronismos que nós temos em relação ao meio espírito, a interpretação disso tudo que o Luiz nos trouxe agora de qualquer outra informação que esteja contida na obra kardeciana, nós justificamos o bem e o mal, nós justificamos a miséria assim como a Fartura, nós justificamos a guerra como a
paz, nós justificamos. É o crescimento intelectual, o crescimento científico, tecnológico e os problemas decorrentes desse crescimento intelectual, científico, tecnológico, como se fossem aplicações da lei de Deus, não é? Veja o espírito acostuma dizer anão tem muita gente passando fome. É expiação. Porque comeram muito na vida passada. É prova, porque passando fome e vão evoluir, vão progredir, né? Na verdade, mais rapidamente.
Aí também tem um problema de interpretação dentro do meio espírita, que acha que a evolução é sinônimo de progresso. Não, nós já dissemos numa live aqui, evolução é lei, material, os corpos, eles evoluem. Os espíritos progridem. A lei é de progresso e não de evolução. Senão Kardec não teria grafado na terceira parte do livro dos espíritos, da lei do progresso, teria escrito da lei de evolução.
E as pessoas confundem, as pessoas fazem ilações como se fosse a mesma coisa, não AAA evolução material faz com que, por exemplo, alguns animais se tornem extintos. Porque cessam as condições orgânicas, as condições do cenário da vida física para que eles existam.
Isso não é progresso. Isso está associado a 2 outras leis que estão também na terceira parte do dos espíritos, que é a lei de destruição e a lei de conservação, que também gravitam ali caminham é é no mesmo processo, lado a lado. Então nós temos justificação de erros, justificação de guerras,
de injustiças. Na base de inconsistências, incongruências ou falácias, então eu te perguntaria, Leopoldina, dentro dessa ideia de que do progressismo individual irá ser gerado o progressismo coletivo, e como o Luiz bem lembrou, enquanto existir uma criatura sequer? Entristecida na miséria, vertendo lágrimas vivendo na penúria. O coletivo não está, não pode ser feliz. Isso tem uma analogia com a parábola que teria sido dita pelo Magrão da ovelha perdida, tá lá? A ovelha perdida.
Nós temos que ir lá, buscá la. Enquanto ela não for encontrada e trazida pro seio das outras ovelhas, ninguém descansa, querido, ninguém larga a mão de ninguém. Esse é o princípio da lei espiritual. Então eu perguntaria para você, Leopoldina, dentro desse contexto, se nós falamos do progressismo individual e do
coletivo? Alinhado ao conjunto dos princípios espiritas, como é que esse progressismo individual da Leopoldina, do Luiz, do Marcelo, de todo mundo que está pensando o espiritismo no Brasil, no mundo hoje, pode contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e solidária? Ou seja, é colocar o ovo em pé. Como? Tá mutado, Leopoldina, por favor. Voltou, voltou a voz estudando, estudando e estudando. É, não há outra forma de progresso individual anão ser
através do instituto. É o estudo que fortalece, é o estudo que faz o homem crescer, faz o homem brilhar, faz o homem ter razão, a racionalidade, fazer ele compreender todas as dimensões de valores. Eu acho que EE que nós investimos tão pouco, inclusive, e eu acho que o prejuízo, inclusive atual, é a questão do estudo, é a questão da formação. Nós estamos muito, mas muito deficitário. Entre ela, a educação pós a ditadura militar, com a lei de
diretrizes e bases. Eu vou falar só em termos de Brasil. Ela começou a decair, a decair, a decair e a decair. E nós perdemos por conta da ditadura, algo que é muito importante para o ser humano. Dentro das ciências humanas, o direito é estudar a filosofia, é a filosofia que faz o homem a se compreender como ser, a se entender e a crescer e cada vez mais. Luiz Gustavo, nós estamos vendo isto ir para a ladeira abaixo. Pra você ter uma ideia, aqui no estado de São Paulo, o nosso
governador. Está privatizando as escolas. Mas mais grave do que tudo, ele retirou a carga horária em 35% das ciências humanas na escola. Que homens nós vamos ter neste futuro, que ser pensante nós vamos ter neste futuro, anão ser aquele ser pensante, cheio de preconceitos, cheio de superstição. Cheio das aprendices religiosas, aquele ser que nós dizemos é a ovelha e que sempre está precisando de um pastor para ser dirigido quando a gente fala.
Inclusive em elevação individual, em crescimento individual. E está lá, inclusive em Kardec. Leão Deniz não é a religião que vai fazer e formar este ser. Nós não vamos precisar de cultos religiosos pra chegar a esse patamar superior na própria família, com a discussão em família dos valores Morais. Dos valores de Liberdade, dos valores democráticos, de fraternidade, de solidariedade.
Nessa reunião, nessa comunhão familiar, nós podemos fazer e tecer a grande religiosidade que eleva o homem como ser humano, que eleva inclusive o homem a dar um passo maior na humanidade. Porém, eu não creio. Marcelo, eu não creio que. É por mais que a gente cresça, por mais que nós façamos indivíduos pensantes, por mais que nós temos esse sentido de Liberdade e falamos sobre essa Liberdade, é que a sociedade muda no todo, no seu geral.
Que há uma revolução, como houve em 1789, a revolução francesa na França, ela às vezes ela tem que criar um verdadeiro caos para ela sair, inclusive, talvez como uma Fênix das cinzas e levar 11 novo, um Novo Mundo, um novo pensamento, um novo conceito. Muitas vezes e sempre nós percebemos pela história, esses movimentos e de progresso não são muito passivos, não.
O homem cria, cria não só as suas condições subjetivas, as as condições de um novo pensamento para uma Nova Era, mas ele também tem que criar as condições objetivas de realizar. Os fatores sem sem essas 2 condições, as subjetivas que estão dentro dele e aquele momento histórico em que ele pode participar e fazer aquilo evoluir. O fenômeno não acontece. Então nós não podemos deixar ninguém, ninguém, ninguém e não largar a mão de ninguém, mas
também nesse largar de mão. Nós vamos ter um momento histórico, que é o momento que temos que dizer não acabou, a sociedade vai mudar e nós vamos contribuir e já estamos contribuindo para essa mudança. Mas ela vai mudar e tem que mudar, porque se não houver. E como houve inclusive na França, a França em 1789, com a revolução francesa, o que ela mais investiu? Foram 2 coisas, primeiro imposto e primeira coisa foi a educação, educação em massa pro povo e
segunda coisa, impostos. Ou seja, teve um fator econômico, mas também teve um grande fator social de libertação. Foi através do estudo e foi através, mais do que qualquer estado, dar para o ser humano, para o ser francês, a educação das ciências humanas. Muito bem, olha só, eu tô pedindo pra colocar o comentário da Cristiane, Ana lousa e nós vamos ler. É por isso que eu me recuso acreditar que estamos vivendo a transição planetária, como creem os conservadores.
Nosso mundo ainda é de miséria, injustiça, fome e outras mazelas que pesam sobre muitos. É isso, Cristiane, é disso que nós estamos falando. Esse é mais um anacronismo dito espírita. Nós estamos há pelo menos 30 anos, né? Eu sou espírita desde 81. Eu tenho 44 anos de espiritismo, então há pelo menos 30. Essa conversinha afiada, essa esse discurso para boi dormir, do tipo não, nós estamos vivendo a transição planetária. Ainda com voz empolada, meu amigo, você sabe o que é
transição planetária? Você já leu a terceira parte do livro dos espíritos, além do progresso, no momento em que Deus estalou a sua vontade espiritual e criou o planeta Terra, ou criou a nossa via Láctea, ou criou o Sistema Solar, ou criou o universo inteiro? Começou a transição, meu querido. Transição são todos os dias. E você vem com essa conversinha dizendo que as coisas estão ruins ou do ruim? Vai fazer o bom do limão, vamos fazer uma limonada?
Ei, acorda desde o primeiro dia da existência de todos nós como espíritos e dos mundos onde nós habitamos os visíveis e Os Invisíveis, os materiais. E os materiais? Tudo, absolutamente tudo está em transição. Então não venha dizer que as mazelas sociais são por causa da transição planetária. Porque isto? É uma mentira, é uma falácia, é um anacronismo, é uma bobagem, é risível. Vá conversar com algum cientista de qualquer área, dizer isso, ó, mas a ciência é material.
Quem que disse que a ciência é material? A ciência conjuga os 2 mundos, os 2 planos, o espiritual e o material. O progresso é, ao mesmo tempo, o material e espiritual. Então não dá para aceitar essa conversinha. Vocês querem dizer alguma coisa? Léo e Luiz, sobre esse comentário muito bom, pode deixar até na lousa aí da Cristiane sobre a chamada falácia da transição planetária. Tá bom, tá bom? Claro. Não, obrigado. Ô Cristiane. Maravilha de de reflexão, né
Cristiane? Que tá lá sempre com a gente, olha. De fato, pra ver se o mundo está melhor, não basta dizer, tem que ver na prática. Cadê, né? A gente tem que ter 111 empirinha, né? 11. Experiência de que as coisas estão melhores. Não tivemos aí aquilo que Kardec mesmo diz na doutrina que deverá acontecer, que é a vinda da tempestade, que é como ele chama revolução. Está na obra revolução social,
está na obra espírita. Aliás, nesse texto que eu li do do leondenir, do do progresso, ele enaltece a revolução francesa como um dos ápices da civilização. Quem disse que a próxima revolução, a socialista, não será ainda melhor, né? Nós temos que nos dobrar a esse vento, diz o Kardec, lá no evangelho, o vento da revolução, anão sermos carregados. É, então não basta falar, né? Aos 4 ventos que isso tá tudo bem, tá tudo lindo, quanto aí que tá também o problema da da má interpretação, né?
Da da lei de expiação, dos carmas, que as pessoas querem enxergarem na doutrina como se todo mundo que estivesse sofrendo. É porque merecesse? Calma lá. E isso já já está muito bem respondido. Na própria obra de Allan Kardec, tem um. Um texto na revista sobre o pauperismo, né? Santo Agostinho explica isso, que não podemos olhar para um pobre e dizer é porque mereceu, é a justiça de Deus. Jamais. Isso está na doutrina. Não se pode falar isso, tá?
Isso é um problema que não tem a ver com causas anteriores. As aflições são causas atuais, porque são causas sociais e as desigualdades sociais. Como diz também a doutrina na questão 806, desigualdades das condições sociais não são lei natural nem de Deus. São um problema do homem da humanidade e desaparecerão junto com o orgulho e egoísmo que engendram essa desigualdade. Ora, então um mundo melhor, um mundo em que, em que a Regeneração esteja acontecendo,
tem que ver. A desigualdade desaparecendo, estamos vendo isso. É só ver os dados geográficos do mundo, se a desigualdade está aumentando ou diminuindo, né? E nós vemos exatamente o aumento. Então tá complicado isso, né? O esforço humano. E isso que que a Leopoldina disse muito bem sobre a educação confirma esse fato. Quer dizer, pessoas de Extrema direita, tirando a filosofia, levando ao irracionalismo e ao misticismo o pensamento. Completamente ideológico dentro
das escolas, né? Para formar o quê? Um bando de gado de Extrema direita também vai ajudar a melhorar o mundo? Não, não vai ajudar a melhorar o mundo, porque é preciso haver a emancipação intelectual para que isso ocorra. Isso é um ingrediente fundamental, né? A educação tem um papel fundamental no progresso. Kardec era defensor disso, como pedagogo que era. Enfim, tem muita coisa para discutirmos a respeito, mas eu diria isso a princípio.
Marcelo, Marcelo, posso, posso? Você me permite. É como nós estávamos falando sobre o livro o progresso do leão Deniz. Olha o só o que que ele fala sobre a questão do progresso do ponto de vista social. O progresso é a caminhada para um estado de coisas cada vez mais de acordo com a justiça e a razão.
É a aplicação, no seio das sociedades humanas, das leis, dos princípios suscetíveis de realizarem nelas a maior soma de ordem de bem-estar, de Liberdade, de fraternidade, de aproximá las o mais possível do estado de perfeição. Eis o que é o progresso. E eu queria aqui eu estou vendo que parece me que os nossos. Seguidores estão muito preocupados com o nosso momento atual. E é de se preocupar mesmo. E é de se preocupar mesmo. Porque como é que kardecistas são antidemocráticos?
Será que eles não conseguem entender o princípio da Liberdade, que é fundamental no princípio kardecista? Sem ele, não há progresso. Sem Liberdade não há progresso, porque o pensamento não é livre. Você não consegue ter livre arbítrio. Eu sabe coisas assim que eu vejo, eu vejo, é na nossa, é. Hoje vamos tratar exclusivamente nós. Espíritas, nós kardecistas contradições que eu não consigo entender dentro da filosofia,
sabe? Parece que tá é a filosofia ou o avesso, é um conservadorismo e tudo que fala, se tanto tanto né, em ajudar ao próximo. E aonde que está a fraternidade daquilo que Cristo ensinou? A ser solidário, a dividir ao pão que ninguém quer discutir isto a distribuição de renda. E Cristo nos ensinou. O catolicismo retirou, mas Cristo nos ensinou e será que não dá pra nós?
Esmiuçarmos a filosofia de de Kardec e ajudar a construir um mundo de Liberdade, um mundo de solidariedade, um mundo que tem a distribuição de renda, em que as necessidades básicas dos homens são recuperadas, são concedidas, são dadas que todos, pelo menos, possam ter um direito à educação para saber pensar, para saber agir. Para saber progredir. Muito bem. Olha só, todo esse contexto vai nos levar de novo ao pensamento de Kardec. Veja como esse efeito é estica, expulsa, né?
Esse esse efeito, né? Meio mola propulsora, ele faz com que nós estejamos na contemporaneidade, mas retornando. Muitas vezes, ao passado, só um detalhezinho que, AAAA Leopoldina, acabou de chamar atenção. Liberdade e progresso, né? São elementos inseparáveis. Só que só que nós é, estamos é envolvidos no positivismo de conte. Nós não estamos nos ideais da da da revolução francesa. Os ideais da revolução francesa não foram materializados no
Brasil, infelizmente. Nós preferimos o dístico, ordem e progresso. E aí ordem está associado a quê? A disciplina. Disciplina estrita, né? Obrigatória, não pode sair do trilho do trem. E aí, quando AA Leopoldina há pouco falou que o caminho, a solução ou a transformação do progressismo individual no coletivo se dá, abre aspas repetindo Leopoldina, pela
educação, educação, educação. Magicamente, a minha mente foi parar na década de 40. No momento em que o espiritismo se populariza no Brasil com as obras de Chico e fica martelando nos nossos ouvidos, nas nossas mentes, nos nossos corações, o dístico positivista impositivo é castrador de Emanuel em cima de Chico dizendo, disciplina, disciplina, disciplina. Então veja como as coisas se associam nesse tecido, nesse quebra cabeças do espiritismo. E aí vem toda aquela catilena, o
cristianismo Red vivo, né? O Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho. As pessoas não percebem o nível de doutrinação moral em que nós estamos envolvidos. Então nós saímos da Liberdade que o iluminismo provoca na mente de Kardec. E a obra de Kardec é essencialmente iluminista. Não somente iluminista, mas essencialmente iluminista a outras Correntes que trabalham no pensamento de Kardec pelo um homem plúimo que ele era.
E aí nós chegamos a seguinte indagação, pra vocês, Luiz e Leopoldina, Kardec era SIM 1 iluminista, né? E essa palavra progresso progressismo, embora o progressismo não existisse enquanto vocábulo no século 19, né? Vocábulo que surge mais ou menos no século 20. De lá Vem Pra Cá, né? É? Kardec acreditava piamente na ideia de um progresso contínuo e linear. Ele expressa isso na obra, apesar das idas e vindas dos
altos e baixos da humanidade. Ele, em uma das suas passagens de próprio punho, diz assim, acredito que essa transformação que vai nos colocar, saindo do estado de prova e expiação para um estado intermediário, para depois alcançar o de Regeneração social, palavras de Allan Kardec, aconteceria no início, nas primeiras 3 décadas do século 20. Não é? É isso que a gente encontra. Esse ufanismo de Kardec, empolgado, que estava com conteúdo de informações de alta espiritualidade que recebeu.
E por ser um iluminista, por ser também um humanista, por ser um livre pensador, por ser um homem de ciências. Ele acreditava que esse progresso aconteceria, que os espíritos estavam empurrando os encarnados para materializar logo essa questão. Aí nós nos vimos.
Nos 2 episódios dantescos da história da humanidade planetária a primeira e depois a segunda guerra, há quem diga que estamos caminhando para terceira, inclusive com esse laranjão maluco que está nos Estados Unidos atualmente e com outras criaturas espalhadas pelo planeta que também estão fazendo um barulho e uma arruaça que é perigosa para a ideia de conservação da vida humana. E das outras vidas que gravitam
sobre o planeta? Então a pergunta é a seguinte, ele foi realmente muito ufanista e ele não esperava que a humanidade, entre aspas, regredisse tanto por suas próprias escolhas para fazer 2 guerras miseráveis e lamentáveis. Então, como é que a gente vai entender essa ideia kardecista de um progresso linear? E contínuo, tendo passado por esses episódios e estando, lamentavelmente, na iminência Luiz de vermos uma outra hecatombe mundial. Bem, de fato nós temos é em
Kardec esse otimismo, né? Muito grande. E nós vemos isso também em alguns pensadores sociais. Que pensam no na filosofia da história, seja um Hegel, seja 11, fourier, seja até um Marx. Há muitos que dizem assim, tá vendo as previsões deles? Não, não deram certo, ó o capitalismo aí, né, como está ainda? Pois é, é porque não são bem previsões naquele sentido. Nostradâmico, né? Vocês são. Projeções que eles faziam com base em deduções históricas.
Ou seja, eles podiam mais ou menos é esperar algum alento social, desde que o livre arbítrio e também a configuração da sociedade pudesse acompanhar algumas alguns dos pressupostos que eles estavam colocando. O fato é que o capitalismo se mostra muito maleável, né? E ele consegue é abarcar muitas até das causas que era originalmente da esquerda, por exemplo, em grande medida o identitarismo, né? Ele é abocanhado pela pela direita, então fica fica difícil
para as pessoas no seu. E isso deveria ser um movimento coletivo que abrangesse a grande parte da humanidade. Conseguirem ter essa conscientização muito grande, porque a ideologia tem um domínio ainda muito forte sobre as mentes. Kardec chega a comentar sobre a degeneração dos povos, que não quer dizer, né? Na lei do progresso não quer dizer 11, retorno uma, vamos dizer assim, um movimento contrário ao progresso é porque individualmente as pessoas vão avançando, ok?
De uma encarnação a outra, elas progridem, mas os povos, eles trocam de componentes constantemente, né? A própria Terra, né? A própria Terra. Vamos pensar assim que a Terra comparada a uma escola, você tem elementos de várias séries aqui, né? A escola da Terra, ela tem desde a primeira série, digamos assim, até oitavo, nono ano. Então, enquanto você tem na própria Terra espíritos. Que já estão se formando, estão
muito bem, muito evoluídos. Você tem aqueles que estão chegando, de muitos, primitivos também, e tá tudo junto aqui, né? Todos criando esse Panorama terrestre. Então você tem povos em que os espíritos que deram um Salto civilizatório, foram substituídos depois pelas encarnações por espíritos mais atrasados. E aí os povos de um de um olhar histórico aparecem degenerar. Isso pode acontecer, então? É esse esse olhar extremamente linear. Ele é 11 simplificação do pensamento.
Ele pode estar corresponder a expectativas dos autores, né? E agora a gente precisa realmente perceber quais são os elementos que servem para atravancar o os passos do progresso. Kardec, embora diga que o espiritismo. E ele repete isso várias vezes, né? E o espiritismo é um elemento para o progresso, inclusive o que chegaria a encabeçar o progresso, né? Encabeçar o progresso do mundo
para novas fases. Ele também fala que as que há comunicações está no livro dos médiuns, isso que há comunicações de espíritos mistificadores. E eu vou aqui me remeter a um deles, que é o que o Marcelo citou agora, que gostava de repetir disciplina e disciplina várias vezes, né? Há espíritos cuja mensagem serve para atrasar a emancipação da humanidade. E quem disse que o movimento espírita hegemônico não, não acolhe justamente esses esses que atrasam a emancipação da
humanidade? É um componente ideológico, né? Que muitas vezes está aí tomando a mente das pessoas e fazendo com que. O seu movimento, que depende das ideias libertárias, pique restrito. Então as mentes ficam constrangidas e o progresso avança a passos de Formiga. Quer dizer que não está acontecendo? Não podemos dizer que sim em
alguma, em alguma medida, né? As criaturas estão sempre evoluindo, mas os povos, aí a gente já pode realmente pensar até que ponto vão, mas é importante a gente considerar esses elementos que são. Quais são eles, né? Que estão atravancando o progresso da da humanidade. Evidentemente, hoje o componente ideológico do capitalismo que tenta se desdobrar pra se manter, é o principal fator que corresponde, então, elementos das das ideias.
Daí a importância da educação, uma educação cada vez mais libertador e emancipadora para o questionamento desses desses elementos ideológicos de crenças, né? Acho que é por aí. Leopoldina quer contribuir também nessa questão. É na questão. Quando você fala da questão da da disciplina, é essa disciplina que vem pelos dogmas. Ela é igual a domínio.
Ela existe pra dominar não tem. Não tem mais nada além do que domínio é. Seguindo OOO, pensamento do Luiz é, e vendo a nossa realidade hoje é e olhando também para a história, porque a gente não pode deixar de ver a história. Ele, o capitalismo, ele tem uns problemas muito sérios todas as vezes que ele está em decadência. E ele é que a sociedade está sendo contaminada pelos bichos da corrupção, das decadências mesmo do capitalismo.
Ele cria formas para voltar a se alimentar e voltar a sobreviver. No século passado, as 2 guerras nada mais foi do que uma saída capitalista. Quer queiro, quer não era uma saída capitalista. Hoje nós estamos vivendo um período e aí era bem-vindo, seria o Nelson, porque ele é economista, mas que eu acho que o capitalismo está realmente, se se se diminuindo ele, ele está numa queda, numa queda vertiginosa. Se você pega os Estados Unidos. A decadência, inclusive de seu povo.
A questão hoje que os salários não conseguem mais contribuir com as necessidades do seu povo, que é uma infelicidade geral naquele país, por conta inclusive da questão econômica. Você pega uma Europa altamente envelhecida, envelhecida e que também está em crise econômica. E apesar que o Oriente está bem melhor, porque a China está se está evoluindo e evoluindo mesmo economicamente, né? Quer dizer, a Índia está melhor também. Mas nós temos assim o
capitalismo, sabe? Dizendo o seguinte, vamos ter que criar alguma coisa para estar a saída. Eu fico apavorada. É com a questão se haveremos ou não uma terceira guerra. Eu acho que dado AA energia nuclear, os homens pensaram muito, muito, muito em promover uma terceira guerra. Mas nós estamos já em pleno estado de guerras no mundo. Nós estamos com várias guerras localizadas, várias guerras localizadas sendo localizadas. Pipocando aqui, ali, ali, ali, onde se há uma intervenção.
E essa intervenção é a intervenção do estado, de um estado sobre o outro estado, e mais grave ainda é a falta de sensibilidade, sensibilidade do nosso povo. De saber que o valor dele maior é a Liberdade e que Liberdade corresponde ao estado democrático. E é por aí que as coisas estão se encaminhando. É a conduta do homem de não querer a Liberdade, de achar que tem que ser tutelado. Quando o maior valor que nós temos, o maior valor emancipatório.
É a Liberdade. Sem a Liberdade não há como ser, não há como existir. E eu a creio, creio sinceramente, que a colocação maior hoje que nós temos em risco é, são estas guerras que pipocam de intervenção e intervenção e que isso alimenta inclusive o capitalismo, quer queira ou quer não, que é o modo de fazê lo sobreviver. E também a segunda questão é a questão da Liberdade, da democracia. Muito bem.
Outros tijolinhos importantes na construção desse processo de compreensão sobre a real ideia do progressismo, tanto no aspecto sócio histórico, político, como também dentro do contexto espírita, então eu vou puxar um pouquinho para a chamada doutrina dos espíritos ou filosofia espírita, para falarmos de um aspecto do progressismo que não pode ser
por nós esquecido. Um dos elementos, Leopoldina e Luiz mais marcantes, que tem a ver que está associado à ideia de progressismo ou de progressividade, é, sem sombra de dúvida, a questão da linguagem, linguagem enquanto expressão da cultura humana e, portanto, variável no tempo. Quantas expressões da época de Kardec se tornaram obsoletas,
né? O exemplo mais clássico é a pergunta que Kardec faz aos espíritos sobre o duelo, o duelo deixou de fazer parte do ordenamento jurídico, deixou de ser validado pelas legislações do mundo. Não obstante, hoje em dia, né? Nas periferias ou mesmo no centro das médias e grandes cidades, no trânsito, nos estádios de futebol, em outros ambientes. Esse duelo ainda aceita uma realidade nossa material.
Ele deixou de ser validado pela lei, pela justiça, como uma oportunidade de resolver as contendas e as diferenças, mas, na prática, até pela ineficiência. O policial do estado, ele continua, sem som dúvidas e tornando pessoas. É, é dependentes, né? Do ponto de vista físico, com é com acidentes ou com com eventos de grande é gravidade, né? Então, se essa linguagem ela é mutante, ela é variável no tempo. A pergunta que eu faço pra vocês é a seguinte.
A linguagem de Kardec, que é circunstancialmente, um produto do século 19, da segunda metade do século 19. Essa linguagem precisa ser atualizada. Luiz. Precisa na medida em que as os termos utilizado. Na época, ciências, né? Termos das ciências da época, seja ciências da natureza, seja ciências humanas, foram modificados. Um exemplo da ciência da da natureza, a palavra fluidos, né? Naquele tempo de Kardec, no século 19, fluido incluía.
Gravidade, eletricidade, calor, luz, som, magnetismo, tudo isso era abrangido pelo termo fluido. Era um termo da época com o avançado das ciências. Tem até um físico espírita contemporâneo, Carlos de Brito imbassaí, filho do Carlos imbassaí, que explica no livro dele. Esse conceito de fluido da época de Kardec se desmembrou em 2 novos conceitos da física Moderna, campo e energia. Seria então um absurdo nós colocarmos de repente uma notinha da rodapé. Explicando, o conceito de fluido
hoje corresponde a esse. Esse conceito não tem problema nenhum. Seria até um facilitador para leitura, né? E 11 forma de você contextualizar. O olhar daquele tempo, comparando com o que hoje é dito, as ciências humanas, a mesma coisa. Você pode também fazer essas pequenas notas, né? De atualização ou obsolescência de termos que se refere a ciências que estão fora da doutrina e que são é abrangidas no discurso do doutrinário.
Por exemplo, né? A terminologia é sobre raças, as terminologias vinculadas a antiga. Que já também são obsoletas, né? É a terminologia de selvagens. A antropologia mudou De Lá Pra Cá, né? Quando se falava nas raças primitivas entre a animalidade e a e a humanidade, naquele tempo se tinha uma ideia antropológica, como se fosse as raças. Aí você coloca lá, africana, asiática, é indígena, aborígena. Naquele tempo era assim. Hoje, não.
Hoje a antropologia já identificaria essas essas é raças entre a animalidade e o homem, como aqueles primeiros hominídeos que nem humanos eram ou ou estavam na transição entre primatas de home, por exemplo, o homo habilis, o home erectus, homo neandertal, anteriores ao homo sapiens. Então você essas atualizações terminológicas poderiam?
Sim. Ser feitas pelos estudiosos espíritas não no texto, evidentemente que você não tem que mexer em texto de autor, mas colocando uma notinha ali explicativa, isso que não faria mal nenhum. Você vê em edições, é de Newton, do próprio Marx, você vê, não tem problema nenhum, né? Então é a atualização terminológica ajuda a gente a poder contextualizar a obra do do autor e poder aproveitá la. Isso é feito pelos operadores, né? Agora tem que ser uma leitura de
boa vontade. A gente não pode também ter leitores de Kardec, de má vontade, que usam os termos antigos, cometem anacronismo e ficam condenando o homem. Assim também não dá. Assim é é é jogar Água Fria, né? EE acabar piorando, né? Estragando Oo movimento espírita progressista que pode aproveitar tudo aquilo que ele escreveu. Então não é um problema terminológico que vai. Acabar com com a doutrina. Basta a gente fazer essa
adaptação. É, eu diria, isso aí sobre essa questão da linguagem, Marcelo. Léo e a linguagem de Kardec, ela está defasada ou ela precisa, como disse o Luiz, de algumas observações para. Recontextualiza las ao quadrante da contemporaneidade. É eu, eu, eu acompanho o voto do Luiz. A relatora está com. Aliás, eu estou com o relator. Acontece que. É precisa, precisa, precisa, precisa, precisa. Porque a ciência é dinâmica, a filosofia também é dinâmica, tudo é dinâmico, tudo é dinâmico.
Então, uma obra lá do século 19, ela tem que ser não adaptada, mas os seus conceitos tem que estar é em sincronia com a nova realidade. Mas eu queria chamar atenção que não é só na questão da linguística que nós podemos fazer isso. Você, veja bem, se usou um exemplo, o do duelo, agora não há mais o duelo, né? Em que pese os duelos em Campos de futebol, de torcidas e tudo mais. Então, veja bem, nós também poderíamos fazer isto mesmo. Certo?
Nestes novos conceitos com os costumes, o duelo era um costume e deixou de existir, né? Daquela forma de tradicional é. E outros costumes também deixaram de existir e novos costumes foram se adicionando a sociedade. E como nós temos dificuldade às vezes e muitas das vezes de aceitar os novos costumes, as novas práticas, então essa transformação que não é uma, que é realmente uma transformação, é uma transformação da língua. Mas a língua é dinâmica, a
língua também. Ela é o fator social em que envolve tudo, o uso, costume. Isto tudo nós poderíamos estar contribuindo e como bem disse o Gustavo e você, completou fazendo adendos comparações, levando pelo menos as discussões. Nós temos nos preocupado muito, sabe Luiz e Leopoldina com essa questão atualmente, né?
Com algumas tentativas. De diminuição da obra literária de Allan Kardec, da obra científica de Allan Kardec, da obra filosófica de Allan Kardec, por causa de situações que refletiam a limitação dos conceitos científicos, filosóficos, religiosos, culturais, temporais, sociais, políticos, econômicos. Da segunda metade do século 19. Porque justamente na live de ontem nós também tocamos nisso. Há um excesso de dogmatização da obra de Kardec, como se ela
fosse a última palavra. E essa sugestão muito boa do Luiz Gustavo de nós fazermos novas edições. Não edições, mudando o texto de Allan Kardec, como alguma tem Aparecido por aí. Perigosamente, isso são crimes, porque, ao adotar a convenção de Berna, o Brasil subscreve a ideia de que a obra autoral de escritores vivos e principalmente, mortos, ela é. Intocável. Eu não posso mexer num termo alterando no sentido. É diferente daquela cultura que existe na academia, né? Luiz? O tradutor.
Você é um tradutor, né? Eu também faço aquilo ali, algumas traduções, embora não não seja como você um tradutor, digamos, geramentado, com obras publicadas, com traduções suas, né? Mas lá no direito, né?
Leobudina, a gente usa aquela expressão Latina, tradutor e tradutor, e o tradutor trai, muitas das vezes a intenção originária do autor, não muitas vezes por intencionalidade, mas por limitações suas, por interpretar aquilo ali um pouco distinto, porque não está mais naquele contexto, não está mais naquele cenário. Ele tenta. O prazer pra realidade atual é aquilo que o autor escreveu em outra língua naquele tempo, então é muito difícil. Mas nesta obra aqui vocês conhecem, né?
O livro dos espíritos, 1857. Presta atenção aqui no final, vermelho com amarelo aqui parece até símbolo de futebol, né? Escudo de futebol editora laq livraria Allan Kardec editora. Esta tradução é que OECK subscreve, porque Ela Foi feita por José Herculano pires. E como ainda pouco eu falei mal do Emanuel, agora eu vou falar bem do Emanuel Emanuel.
O padre Emanuel da Nóbrega dita em relação ao Herculano, o metro, a régua, o melhor mediu Allan Kardec de todos os tempos, pois o nosso professor Herculano na questão. Dentro de 22 do livro dos espíritos, e isso se repete na tradução dele aqui no finalzinho, talvez você consiga ver. Está vendo aqui uma nota de rodapé, está escrito, nota do tradutor, que foi Herculano pires. Então ele pegou um contexto e, especificamente, ele está falando da prova da
reencarnação. Ele diz assim, a reencarnação está hoje provada década de 50, que ele fez essa tradução do século passado. Através dos casos de lembranças de vidas anteriores, de crianças de pequenas, é de pesquisas hipnóticas, de regressão de memória etc etc. Quem tem a tradução de Herculano vai encontrar essa nota. Então, exatamente isso que o Luiz disse.
Herculano, como qualquer um de nós pode perceber as circunstâncias em que a ciência, a filosofia, a sociedade, a cultura, as leis evoluíram e colocaram uma nota. De rodapé dizendo, olha, esse pensamento de Kardec era conjuntural do século 19. O mundo mudou, a ciência se modificou, o progresso aplicou o seu efeito sobre a humanidade e, portanto, esse conceito que era correto naquele tempo, que tinha sido secundado pelos espíritos, pela lei de afinidade.
E as pessoas acham assim não? Estávamos diante dos espíritos mais evoluídos da escala espiritual. Quem é que disse isso para você, meu amigo? Quando Kardec fala espírito superior, ele não está se referindo ao espírito superior do segundo degrau da escala evolutiva, que chega até o primeiro, que é o puro espírito. Ele tá dizendo assim, ó, o indivíduo que tá no primeiro andar é superior a quem tá no térreo. E esse superior a quem está no subsolo?
Então, o conceito de superior tem que ser entendido superior ao estágio onde nós estamos. E não que ele seja o suprassumo, que ele seja a perfeição absoluta, que estejamos diante da completude das leis universais. E o espírita não estuda, não entende e não aprende que o processo espírita também é um Continuum progressivo. E aí nós temos aberrações ditas como espiritismo. Aí nós temos interpretações da linguagem de Kardec, que são desastres do ponto de vista cultural, ideológico,
intelectual, científico, social. E podemos ir até o infinito das adjetivações. Cuidado, meu amigo, porque ninguém tem a sabedoria plena, ninguém tem a ciência de todas as coisas. E Allan Kardec, por mais evoluído que tenha sido esse grandioso homem, era um homem com suas limitações, como nós e todos nós vamos lutando contra as nossas más imperfeições. Como bem, ele grafou com uma característica, uma delas e caracterizar o verdadeiro espírita. Bom, nós estamos aí com 1 hora e
meia de live. Nós vamos fazer uma última questão. Para os 2 convidados, a Leopoldina e o Luiz. E aí eu peço aos nossos companheiros que, ao responderem à questão, já também façam as suas considerações finais, para nós encaminharmos daqui a pouco essa muito exitosa live, a primeira live de 2025 em que nós estamos debatendo o progressismo. Como uma lei espiritual e como um aspecto da própria filosofia espírita. A pergunta é aquela que eu
guardei na algibeira, né? Guardei aqui no escaninho. É para que a gente possa com muita, com muito equilíbrio, com muito bom senso, com muita Caridade, com muita, com muito amor. Nos dirigirmos a todos aqueles conservadores ou progressistas que coabitam a ambiência espírita. Ou seja, vamos falar para o próprio umbigo, porque nós temos problemas e nós precisamos resolver os nossos problemas enquanto encarnados estamos, e não deixar para que os outros venham resolver os problemas que
são do nosso tempo. Então, Leopoldina, assim como na vida em geral, nos cenários sociais, onde nós estamos. Família, vizinhança, ambiente de trabalho, ambiente escolar, ambiente de lazer, clube na rua, no supermercado, no trânsito. Nós diariamente temos os embates entre os conservadores e os progressistas. Eu não quero usar expressão de direita ou de esquerda, porque essa expressão também está carcomida, essa expressão também está contaminada.
Nós vamos dizer assim, esquece direita e esquerda, esquece partido político de a ou de BE. Vamos falar de conservadorismo, que é aquele que quer manter o seu status quo, aquele que manter as coisas como estão, e o progressista que está trabalhando pela mudança contínua palatina, todos os dias de uma situação que nós temos que é fruto da nossa própria
existência para outra melhor. Então, a pergunta que eu faço a vocês 2, começando pela Leopoldina, é. Como pacificar o ambiente espírita, já que nós estamos diante de uma doutrina que prega a pacificação das consciências, das condutas, a Harmonia, a fraternidade e, sem esquecer, a justiça social? Como pacificar os ambientes muitas vezes? E namistosos entre conservadores e progressistas e os ambientes que compõem o meio espírita. É. É difícil?
A resposta é muito difícil. Eu acho que precisa mais do que nunca de talento. E tá lento. E tá lento ainda é porque eu vejo. Que há uma resistência muito grande, mas muito grande mesmo é EE. Eles são maioria. E eles são maioria porque infelizmente é aqui no Brasil. Os espiritas adotaram catolicismo, eles são religiosos, então eles criam toda. Todo um ritual, todo um sistema de domínio, inclusive e que tenha disciplina e que é difícil, você sabe se entrando,
falando, conversando, aceitando. Chega. Chega ao extremo de proibirem conversas com com aquelas pessoas que pensam diferente, quase de expulsão. Isso. É, não é não é, é. Não sei se vocês estão achando que é absurdo, é que não acontece, mas acontece e acontece muito. A discriminação do pensamento por você pensar diferente. E não há nada pior do que ser discriminado pelo pensamento, porque a discriminação do pensamento. É como se a pessoa fosse fosse tão rejeitada.
Ela não é aceita, ela não se pode comunicar com ela, ela fica aleijada de todo o processo. Isso é muito difícil, é muito difícil. Infelizmente, eles querem quase que o pensamento único. Eles aceitam, sabe? A aceitação é de pensamento único, você não tem acesso a palestras, você não tem acesso a conversar, vai, vai, se vai. Se fazer um circo tão forte que há realmente um isolamento, como fazer? Eu acho que é fazer como nós estamos fazendo, né? É continuar resistindo, é
resistir, é falar, é conversar. É tentar multiplicar. Veja bem, às vezes a gente planta uma semente, uma semente do Carvalho. Vai demorar, ó, ó, ó, ó, ó anos. Mas ela vai se fortalecendo, se fortalecendo, se fortalecendo, vai crescendo e ficando. Aquela árvore grande, gigantesca, nós estamos talvez hoje plantando uma semente, mas ela vai vingar? Ela vai vingar. E que muitas outras sementes sejam também plantadas.
É difícil, tem que ter resistência, tem que se ter tolerância, inclusive naquilo que se é praticado, entendeu? Em relação AAA pessoa que tenta agir ou pensar de uma forma diferente do que os conservadores? Porque na verdade, na verdade, o conservador ele quer estar na conserva. Ele fica dentro daquela caixinha que ele não quer sair por nada, porque ele tem medo. Inclusive ele tem medo de sair daquela caixa, de pensar diferente, de ser autônomo no pensamento, de ser livre.
Pensador. Isso tem um custo, não é pequeno esse custo. Então a acomodação fertiliza esse campo e nada como nós acabamos de falar. E você falou de obedecer a disciplina, de ser disciplinado, de ser obediente, de ser servil e que, ao contrário de tudo, de tudo, de tudo, de tudo aquilo que Kardec nos ensinou e deu pra nós, com lição de filosofia. Como nós podemos promover a paz sendo a favor do armamento, como nós podemos promover a Liberdade, que é a essência da vida, do ser, defendendo as
ditaduras? Como nós podemos promover a solidariedade e permitindo que os nossos irmãos menos protegidos sejam violados diariamente nas leis dos direitos humanos? Que solidariedade é essa? E não ter amor ao próximo, como nós podemos querer a fraternidade se não queremos abraçar o irmão da outra cor, o povo originário, os deficientes tirando seus direitos?
A toda hoje, essa conjuntura que nós chamamos LGBTQI mais que são seres que estão querendo se identificar e que tem o direito a se identificar, como nós podemos, inclusive, avançar, avançar, avançar, avançar? Em nossa religião, se nós temos esse conservadorismo tão forte, tão arraigado, que mal quer uma filosofia que eu acho tão fácil de compreender, a filosofia de Kardec, os valores Morais, os valores do progresso.
Para mim, um pouco de estudo, um pouco de sensibilidade, seria fácil de compreender o que este homem quis nos dar e nos ensinar. Que é o novo, mas não, infelizmente. Nós preferimos, através da doutrina aqui no Brasil, seguir a nossa igreja católica, seguir o catolicismo, aonde predomina ainda o pouco estudo, a superstição, os Milagres. O kardecista hoje Eu Acredito em milagre. Ele é extremamente
individualista. Ele não tem a doutrina como potencial vivo, de Alegria, de crescimento, de Felicidade, de realização do Belo, mas é uma doutrina que ele tem. Conservadora, que é embutida e é isto que nós precisamos, e eu acho, e eu quero cumprimentar a vocês 2, quero você, Luis Gustavo, que eu tenho uma total admiração por você, mas uma total admiração por você, pelo aquilo que você fala, pelos seus conceitos, pela sua coragem e pela sua Liberdade de pensar e
de dizer e de ensinar. E de você também, Marcelo. E fazer com que tenha um veículo de comunicação que leva esse pensamento diferenciado nesse mundo de hoje. Marcelo precisa se ter muita coragem, mas muita coragem para fazer o que você faz. E eu cumprimento. É pela grandiosidade que você presta para fazer com que. A filosofia kardecista seja realmente impedida com uma filosofia humana. E que religião?
E aí foi leão Denis que disse que eis a verdadeira religião e a única, de acordo com a lei universal, a religião do progresso, a religião da humanidade. Se não nós pensarmos assim, não há religião, assim, uma prisão. Um beijo para vocês, muito obrigado. Que maravilha, Léo. Nós ficamos muito contentes, uma vez mais, de ter o teu Lúcio do pensamento das contribuições do teu estudo sobre o espiritismo, trazendo aí o grande Leon denir, que é lembrado por alguns textos, né?
É lembrado por depois da morte, é lembrado por Joana d'Arc e é solenemente esquecido. Por sua magistral obra socialismo e espiritismo, que nós nunca devemos deixar de lado, malgrado as nossas preferências político ideológicas, na conjuntura sociopolítica de um mundo de prova e expiação leondelin nos fala do socialismo espiritual ou
socialismo espírita? Que é a proposta de implantação do Reino, e aqui eu lembro, um livrinho de cabeceira, bem pequenininho, de Herculano pires, chamado o Reino, que também nos coloca numa linguagem muito fácil, como se fosse uma
crônica ou um romance. Jesus ou Magrão, como nós chamamos conversando conosco, habitantes do século 21 do mundo cibernético, o que nós podemos, mas além disso, que nós devemos fazer para implantar o Reino, que não é o Reino celestial, é o Reino da Terra, o Reino da Terra, regenerada, transformada e cumpridora. Na parte individual e coletiva do conjunto das leis universais que regem todos os povos. Léo, você sabe, o trabalho não é do Marcelo Henrique, o trabalho
é coletivo, né? Nós somos um grande grupo, que tem o Luiz Gustavo também como colaborador direto, que vamos aí colocando, né? Como o próprio Magrão disse, o semeador saiu a semear a semente sem redundância. Jogando uma semente aqui, outra ali, outra acolá. Muitas frutificam estão frutificando, algumas caem entre pedras, entre espinhos e a gente não esmorece e continua semeando. Muito obrigado pela tua luminosa
presença. Léo na noite de hoje aguarda um pouquinho lá na sala de Ester, um beijo também para nossa rainha e já já a gente faz o encerramento interno. Muito obrigado. Luiz, a palavra é sua para respostas, considerações finais. Tá ótimo, Marcelo. Bem, essa questão da da nossa, do do do trabalho, né? Em relação aos conservadores, que estão sempre em nosso meio meio espírita, endossando ideias abstruzas, enfim, Eu Acredito também nessa mesma proposta. Que a Leopoldina colocou, que
você também acaba de dizer, né? Da semente de semear que Jesus já ensinava e que me fez lembrar de uma passagem de Allan Kardec que, acredito eu, responde maravilhosamente bem a esse questionamento, essa dificuldade, tá? É como tornar a ideia do bem, né? Que levará o progresso. Hegemônica no meio refratário, ele fala sobre isso e eu vou indicar onde vou ler o trecho para vocês. Acho que serve como uma parte da
minha resposta. Ele utiliza a aspas, boa política, quem tiver o evangelho segundo o espiritismo, pô, né? Versão eletrônica, ele pode pesquisar a expressão boa política. Vai encontrar de bom qualquer forma ele está, tá? No capítulo 24, número 10 olha o que diz o mais, vale abrir os olhos a 100 cegos que desejam ver, claro, do que a um só que se comprares na obscuridade. Então veja, não é para bater de frente com aquele ficar naquele bate boca. Isso não adianta, né?
Então, mais vale abrir os olhos 100 cegos que desejam ver, claro, do que é um que se comprares obscuridade, porque é aumentar o número. De sustentos da causa em maior proporção. Deixar os outros tranquilos não é indiferença, mas há boa política, expressão de Kardec. A vez deles virá quando? Quando estiverem dominados pela opinião geral e ouvirem a mesma coisa sem cessar repetida em torno deles. Então eles quererão aceitar a ideia voluntariamente por si mesmos, e não sobre a pressão do
indivíduo. Depois dá se com as ideias como com as sementes, olha aí a semente. Elas não podem germinar antes da estação e somente num terreno preparado. Tá aí o trecho que eu queria ler, então a preparação do terreno é um trabalho nosso. Que que é isso, né? É abrir o olhos, abrir os olhos sem cegos, aumentar o sustento da causa. Temos que repetir as coisas, tornar o progressismo. Opinião geral, como é que se faz isso? Agir, propagar, educar as massas.
Tudo isso deve ser feito por meio de um trabalho de propagação, né? É preciso, então, que nós façamos. As propostas das ideias, discussões, referendos, mobilização, né? Do do público, por exemplo, com Lives como esta, que outros que estão assistindo nosso nossa live, que sejam dirigentes de centro, que estejam à frente de estudos em casas espíritas, ponham essas questões para serem discutidas. Tornem essas opiniões progressistas a opinião geral, porque isso arrastará os resistentes.
Isso é a boa política, não é bater de frente com com os outros, não é propagar, é tornar hegemônico. Veja o pensamento da hegemonização da ideia, como se dá pela propagação? Então eu diria isso é a gente colocar Kardec na pauta. Temos que estudar a obra progressista de Kardec. Ele traz essas questões que são apagadas muitas vezes no movimento conservador. Só de ler Kardec já suscita várias ideias progressistas. A simples leitura dele já tem esse papel, já tem esse efeito,
né? Tão grande colocar leão denir também outro iluminar, colocar Herculano pires, outro, né? Cosme Marinho, Ana bléco, colocar Maurice la chatre. Grande espírita, anáco comunista, né? Da França, interessantíssima a obra dele, então eu responderia por esse caminho, né? A ideia progressista tem que estar na pauta e como pra pra gente poder fazer então o fechamento. Minhas palavras finais, eu diria assim, foi dito aí um pouco sobre a democracia também
concordo, né? Leopoldina falou que é muito importante, não acredito na democracia liberal, né, que a gente vê aí que é uma democracia um pouco de fachada, porque está sempre é. A venda, né? A democracia liberal é uma democracia burguesa, é aquela em que tanto leis quanto políticos, quanto votos estão à venda, né? Enquanto capitalismo estiver aí, a democracia vai ser maculada por isso, mas ela ainda é o caminho. O socialismo precisa ser democrático.
A proposta de um governo proletário, que está no socialismo, é de uma classe inteira governando. Portanto, uma democracia, tá, é uma democracia. É eu também compreendendo como o progresso se dá, que é a nossa pauta nessa live. Não creio que ele que se dará de uma maneira muito tranquila naquele reformismo pacifista e passivo como Kardec e como Marx. Eu entendo que haverá, sim, a necessidade da revolução. Inclusive tem uma passagem de Kardec em que ele fala isso com muita clareza, né?
Veja como ele diz. No evangelho capítulo 18 número 9 frase curta, todas as instituições humanas, políticas, veja, ele fala das instituições políticas, sociais e religiosas que, se apoiarem sobre as palavras de Jesus, estarão estáveis. Como sobre a Pedra, né? Os homens as conservarão, por quê? Encontrarão a Felicidade nelas? Mas as instituições? Humanas, políticas, sociais, religiosas, que violarem os ensinos de Jesus. No caso, né?
A lei de amor, Caridade e justiça serão como a casa construída sobre Areia. O vento das revoluções as carregará. Então, enquanto não tivermos instituições e leis, né? Condizente com a lei de Deus. E vai haver revoluções. Isso também, diz o Maurício lachato, baseado no livro dos espíritos.
As revoluções continuarão a ocorrer entre os povos até o dia em que os governos criarem leis em consonância com a justiça natural, que quer o bem para todos, e não leis feitas por Fortes em detrimento dos mais fracos. Entenda se Fortes sociologicamente os da classe dominante. Fazendo leis para esmagar a classe dominada. Enquanto estiver assim, vai ter revolução. A doutrina diz isso.
A própria doutrina, né? E o Maurício laschato desenvolve, mostrando uma coisa curiosa, os maiores obstáculos ao progresso são orgulho e egoísmo das classes privilegiadas dos príncipes e governantes, Nobres e sacerdotes, militares e burgueses. Ele até cita as as classes, né? Envolvidas nesse conservadorismo, isso está alinha o espiritismo, uma nova filosofia. Capítulo 6, lei do progresso, página 116 da edição em português do Maurício lachart.
Então é, eu acho que para a gente poder fazer essa transformação, né? Levar essa revolução a cabo, a revolução socialista, para o socialismo espiritual e democrático que a doutrina propõe, é preciso haver. Esse movimento de propagação de hegemonização da boa política proposta por Kardec. Também entendo que isso se dá pelo pelo ensino da filosofia nas escolas.
Com muita força, né? Porque a filosofia é a disciplina que vai trazer o leque de propostas, é a que vai fazer com que o estudante não acredite que a realidade que existe é a única que há e é a única possível, não. Vai mostrar um Panorama enorme de possibilidade de sociedade, de modelos de país, de sociedade propostos ao longo da história, né? Que podem ser analisadas e investigadas para para aplicarmos.
Eu até leio no livro de filosofia política que filosofar é um ato político, porque é o questionamento do status quo. Quando fiz o curso de filosofia, mencionei isso algumas vezes. É um professor meu, dizia um filósofo de verdade, tem que querer um mundo melhor. Algum filósofo que não quer um mundo melhor não é digno do nome de filósofo. Todos tem que olhar para frente, todos tem que propor mudanças, melhorias, né? Os grandes fizeram isso, tá? Então eu. Terminaria dizendo isso, né?
E agradecendo, evidentemente, AO convite para mais uma live com você aí, Marcelo com a Leopoldina, que achei muito agradável, muito instrutivo, muito bom com as participações que tiveram conosco, né? Um grande abraço a todos que nos assistiram, o carinho que estiveram aí com a gente e sempre me colocando à disposição para novas. É participações com você que nossa parceria continua. Como sempre viu, Marcelo, muito obrigado a todos.
Boa noite. Nós é que agradecemos a você, Luiz, por mais essa aula de filosofia, né? Porque filosofia é isso, é pensar, é propiciar o livre pensar é debater sem nenhuma intenção de fechar questão, de estabelecer uma verdade intransponível. Irrefutável e imutável. As pessoas precisam aprender a discutir filosofia, mesmo não sendo filósofos, né? Nós temos muitos não filósofos. Discutimos filosofia, assim como temos muitos não historiógrafos discutindo historiografia
atualmente. Falando de Kardec, como se conhecesse em todo o contexto kardeciano, infelizmente, acabam trazendo muito mais confusão, muito mais. Breva do que, luz a nossa ambiência, agradecidos somos nós por teres aceito o convite e estar mais uma vez conosco aqui nessa produtiva live, pedir para você aguardar um pouquinho lá na sala do chá que nós já vamos fazer o encerramento. Obrigado, Luiz. Pois é, minha gente, estamos aqui. É hora de ir embora.
Mas antes de ir embora, eu quero registrar aqui o meu agradecimento especial ao pessoal da coxia, né, Cláudia, Jerônimo, Júlia schulz, Manoel Fernandes neto e Nelson Santos. E que brilhantemente nos ajudaram a fazer essa live, pois secar, você sabe, é um projeto coletivo, não é o Marcelo, não é a Júlia, não é a Cláudia, não é a Leopoldina, não é o Nelson, não é o Manuel. Somos todos nós juntos, né?
Gosto muito de uma frase que a minha esposa Júlia usava quando foi coordenadora da pré Juventude irmã Marta aqui em São José, Santa Catarina, no centro espírita Teresa de Jesus. Dizendo que ninguém é melhor do que todos nós juntos. Mais ou menos assim, né, Júlia? Então é esse o espírito que a gente quer levar não só para quem participa do ECK, para quem nos acompanha nas nossas plataformas, mas como o meio
espírita em geral. Chega de personalismos, chega de vaidades exacerbadas, chega de donos da palavra, chega de donos do poder. Nós não somos nada individualmente. O coletivo é o que é mais importante nesse processo de esclarecimento e de progresso que parte do individual para o social, como nós hoje vimos aqui nessa magnífica live que o eck proporcionou a primeira do ano de 2025 e vem muito mais por aí a frente.
Está aí na lousa a próxima live, que será daqui a 2 semanas, no dia 22, com a expressão jocosa deixa a vida me levar. Deixa a vida me levar. Vamos trabalhar. Isso então com 2 pensadores aqui do eck para dar. Uma interpretação espiritual espírita. Essa frase ela é verdadeira, ela é falsa. Em que contexto ela se aplica? Como que ela pode ser genuinamente transformadora na nossa vida? E quero também agradecer aqueles que, junto a mim, programaram as
questões de hoje. Alexandre cardia, Alexandre Júnior, André maroço, Eliana Haddad, Gerson yamin, Isabel Guimarães, Gilvan Silva neto. Desculpe, Gilvan Souza neto, Marcelo Teixeira, Márcio Sales Saraiva, Ricardo terini e Wellington baldum. Meu beijo, meu abraço a vocês que nos ajudaram a fazer na pauta os questionamentos que ocuparam essa primeira fase, essa primeira edição do tema, é
necessário o progressismo? Que virá voltará em uma outra oportunidade para o revival, para a segunda edição? Porque o tema não se esgota e porque nós precisamos muito falar disso. Obrigado a você, você que esteve ao vivo, todos que se identificaram nos comentários e nos questionamentos, a nossa gratidão porque vocês nos ajudam a fazer essa live. Ao vivo e quem sabe faz ao vivo, já diria aquele comunicador da TV brasileira, até 2 semanas. Tchau.
