Salve, salve, cca, nasce icq, nas estamos nós aqui outra vez para mais uma live nessa programação especial do quarto lip, o fórum do livre pensar espírita do vai cercado de tanto nós insistimos de tanto, nós repetimos, você vai ficar ambientado e daqui a pouco essas siglas, essa sopa de letrinhas do movimento espírita, vai ficar recuando aí na sua cabeça, pode ter certeza, vai ser muito bom, muito bom estar com você.
Muito bom. Que você possa estar mais uma vez participando dessa nossa live, ajudando nos a construir o pensamento genuinamente kr desse ano. Like livre, pensador, progressista e humanista, centrado nas idéias do verdadeiro e legítimo espiritismo. Não que outros espiritismo não sejam possíveis. E hoje nós vamos trabalhar um pouco sobre isso, sobre a existência, a coexistência, a pluralidade de visões dentro do chamado movimento. Está gostando das nossas. Li vezes tem um feedback para
nós. Entre lá na nossa página. Seja no canal do YouTube, seja nas nossas fam pazes e ter o seu testemunho a respeito das discussões que temos promovido agora em 2022, reeditando pela quarta vez, então, o nosso fórum do livre pensar espírita. Hoje vamos trabalhar sobre o tema dogmatismo espírita ou dogmatismos espiritas? Será que existem dogmas no espiritismo? Que dogmas são esses? Qual é a natureza desses
domínios? Que comportamentos do chamado movimento espírita podem ser conceituados como dogmáticos? Qual o prejuízo que isso causa para a visão? E para a proposta do espiritismo para a humanidade. Para isso? Trouxemos um convidado especial. Que estará conosco? Já estão me avisando que entrou, então isso é muito bom. Marcelo Teixeira, de Petrópolis, Rio de Janeiro. Bem-vindo consigo. Bem-vindo conseguir entrar. Finalmente eu tive que sair e entrar novamente. Aí deu erro sair de novo.
Cá estou eu novamente. Espero que dessa vez dê certo. Estão me ouvindo bem? Estamos sim. Há que bom. Marcelo Teixeira é publicitário, jornalista e autor de teatro. Atua desde 1984 na união espírita de Petrópolis, no nosso estado Natal, Rio de Janeiro. Atua nas áreas da educação, da divulgação e da arte. É autor de 3 obras espíritas, inquietações de um espírita.
Veja bem. O espiritismo é pop. E provocações doutrinárias, ou seja, tudo a ver com esse tema provocante que trouxemos para o Lipe nessa noite. Além disso, ele é idealizador e coordenador da obra coletiva você tem fome de quê? É articulista de periódicos e de blogs e espíritos e recentemente também foi co-autor do livro espiritismo, sociedade e política projetos de transformação. Devo dizer, de início, Marcelo, que você é um namoro antigo do e secar, que virou casamento a
partir de hoje, né? A sua presença efetiva nas nossas Lives, a sua simpatia, o seu conhecimento e as suas provocações, porque tem certeza que nós vamos ter muitas. Na noite de hoje? Vamos chamar os nossos debatedores para. Formar a nossa bancada é de trabalho. Nessa noite vamos chamar Júlia Schutz. Bem-vinda, Júlia. Olá, muito obrigada, uma honra estar aqui nesta tarde e noite debatendo esse tema tão importante, né? Isso aí, vamos fazer um debate importante.
Júlia Schultz é administradora, mestre em administração. Minha colega, professora universitária e numeróloga. É atuou durante 2 décadas nas áreas de divulgação e de educação. Espírito é membro do conselho de gestão do e secar e do conselho editorial da nossa revista eletrônica Harmonia. Está apresentada, então há e além disso, é a minha consorte nessa encarnação. Vamos chamar então o nosso é. Segundo debatedor e terceiro membro da bancada, Marcos Braga. Bem-vindo, Marcos.
Tudo bem, boa noite a todos e a todos. É um prazer de estar em mais esse evento, do nosso pedido com o Kardec, e vamos que vamos. Marcos Braga é pedagogo, atua no serviço público federal, é articulista espírita, autor dos livros fruto forte e viajou no formato digital pela editora eletrônica. O consolador é membro do conselho de gestão do grupo espiritismo, com Kardec, então apresentados aqueles que vão fazer a bagunça na noite de hoje, aqueles que vão nos propiciar, discutir acerca do
dogmatismo espírita. Vamos, sem mais delongas, para a primeira questão e eu vou direcioná-la ao Marcelo Teixeira ao nosso convidado. Tá certo? Dogmatismo ou dogmatismos espíritas? Existe um ou existe vários? Olha, rapaz, eu acho que existem vários, tanto que eu já escrevi em mais de um artigo a respeito. Eu acho que pelo fato de nós sermos filhos de um catolicismo conservador e popular. Que colonizou o país. O movimento espírita acabou sendo.
Assentado nessas bases aí, católica e populares, e o catolicismo possui dogmas, né? Dogmas são verdades inquestionáveis. Do catolicismo você tem que acreditar na virgindade de Maria e tá acabado. Você tem que acreditar que Jesus Cristo ressuscitou ao terceiro dia, está acabado é, mas ninguém, ninguém ressuscita morreu, né? Foi atestado que o óbito a pessoa não, não volta não, mas tem que crer isso é um dogma. Então? A doutrina espírita não possui
dogmas, mas nós somos educados. Religiosamente falando, reitero nesse catolicismo popular e conservador que tem os seus dogmas. E a gente sem querer a gente leva muito desse comportamento religioso para dentro do movimento espírita e a gente acaba achando que a doutrina, explica, possui determinados dogmas. Doutrina não possui dogmas AA doutrina, pois possui princípios básicos. Né? São eles, é. Nunca. Se eles de corte, espera aí. Vamos lá.
A doutrina não possui dogmas, ela possui princípios básicos, porque são princípios que nos guiam. Não são verdades impositivas, né? Então nós temos os princípios básicos da existência de Deus. A existência sobrevivência do espírito depois da morte.
A pluralidade dos mundos habitados, a pluralidade das existências, também conhecida como reencarnação, e a comunicabilidade dos espíritos em cima desses princípios básicos, a gente interpreta os ensinamentos do Cristo à luz da doutrina espírita, mas não existem coisas inquestionáveis. Não existem pessoas que são inquestionáveis, tudo é passível de de conta agora, como? Quando a gente fala contestação, as pessoas acham que nós queremos, né?
Botar fogo no parquinho. Queremos fazer uma revolução, somos iconoclastas. Queremos colocar tudo abaixo, não é isso. A gente contesta, tendo como base o quê? Os pressupostos espíritas, ciência, filosofia e religião a gente vai acompanhando os progressos da ciência. E quando eu falo ciência. É muito comum espírito achar que quando a gente fala em ciência, a gente está falando em quê? Em física e química, e
matemática e biologia pegam bem. Mas não nos esqueçamos que as ciências sociais também são ciências, sociologia, antropologia, filosofia, história. Então a gente tem que acompanhar. O que a humanidade está pensando que a humanidade está fazendo? A produção intelectual da humanidade? Inter e interpretarmos, isso tudo à luz da imortalidade da alma. E se porventura, como ressalta Kardec no livro, a gênese, a ciência?
Tiver dizendo determinada coisa, aquilo for comprovadamente pro for comprovado, acompanhamos a ciência, fiquemos com a ciência e ciências, então não existem verdades incontestáveis e intocáveis, mesmo porque os espíritos. Que ditaram e ditam as mensagens, os textos, enfim, bem como as pessoas que. Que dão palestras que são médiuns, e essas pessoas não são infalíveis, são espíritos em evolução, assim como nós, o próprio Kardec, a gente tem que
se ater nesse fato. Kardec percebia isso que ele era um homem. Preso aos costumes da época, a mentalidade da época, o eu Lúcia entrismo europeu e ele mesmo. No livro a gênese ao falar que nós deveríamos acompanhar a ciência, ele sabia que ele estava restrito aos conceitos e conhecimentos da época. O ambiente da época e que a
gente deve ir acompanhando tudo. Porque, como disse José Herculano Pires, do professor José Herculano Pires, que foi um grande intelectual espírita, grande escritor espírita. Não existe professor de espiritismo. Todos nós somos aprendizes, todos, absolutamente todos. E quando eu falo todos eu coloco no bolo. Todos nós que estamos participando dessa live, todos que nos ouvem, todos os escritores, expositores, médiuns, sejam eles famosos ou não.
Todos somos aprendizes. Exemplo imutável só um Jesus Cristo. Espero ter respondido às vezes eu falo demais, muito bom, muito bom. Vamos aproveitar um gancho aí da tua fala e perguntar pra Júlia. Júlia é os princípios parecem ser o assentamento a base sobre a qual a estrutura da doutrina se consolida. Mas nós percebemos mesmo em relação aos princípios, algumas conceituações que tendem ao dogmatismo. Por exemplo, a ideia pegando um dos princípios que é Deus.
A ideia da antropomorfização de Deus, ou seja, o Deus em vez de nós sermos a imagem e semelhança dele, como teria dito, Jesus de Nazaré. Queremos que o nosso Deus, o Deus espírita, seja a imagem e semelhança dos homens e aí colocamos em Deus alguns atributos que não possui, que são essas circunstâncias da materialidade.
Uma outra questão é a reencarnação quanto o movimento espírita dogmatiza, reencarnação, imaginando que a grande composição da nossa encarnação atual reencarnação presente, é composta de pagamento de dívidas do passado. É isso mesmo, os princípios podem se tornar dogmas. Bom, no meu entendimento, eles não só podem se tornar dogmas
como eles. São dogmas para muita gente, né, incontestáveis e inclusive, e o dogma, no sentido, é não no sentido da origem da palavra dogma, mas o sentido que essa palavra tomou ao longo do curso. Inclusive, é o Marcelo citou o Herculano Pires e no livro agonia das religiões, ele menciona justamente a diferença. Do que se entendia por dogma, e o que passou a ser, né? Eu tenho um trecho, inclusive, que vou repartir com vocês nesse exato momento.
É então, assim, de início a palavra dogma sendo grega, né? Tem o sentido original de opinião? Não é? É a aí o que que aconteceu. Ela virou. É no sentido. Em vez de de. Grego, como no sentido de opinião, no sentido de incontestável, né? No sentido religioso, virou a questão de fé, princípio de fé não pode ser contradito, pois provém revelação de Deus. Isso é o que o Herculano Pires fala no livro agonia das
religiões, né? E aí, esse sentido religioso superou os demais, o que passou a acontecer toda vez que a gente se refere à palavra dogma. A gente tem aquela sensação daquilo que não pode ser contestado. E no meio espírita isso é muito comum, até por uma questão de que muitos espíritas são espírito, ó licos, são espíritos, gelo. Saíram de algumas religiões, mas
as religiões não saíram deles. Então eles trouxeram, guardadas as devidas proporções, é todos aqueles dogmas, aquela maneira de sentir e de pensar, estando num ambiente onde as coisas deveriam ser diferentes. Muito bom trazer o pensamento do professor Herculano Pires, revisitá-lo porque não podemos também é torná-lo estático. Pulando, escreveu. A maioria de suas obras nas décadas de 60 e 70 para um determinado contexto sociocultural, e também para um
determinado contexto espírita. Então muitas das advertências, regulando, fazia. Para que o movimento não se tornasse aquilo acabaram acontecendo. Ele falece em 79 e não vê naquilo que se transformou o espiritismo. Por isso eu vou puxar o Marcos para essa. Nossa roda de de samba aqui de debate para perguntar para ele. Dentro dessa ideia trazida pelo Herculano, que fazia no livro agonia das religiões, uma crítica, sobretudo as religiões cristãs, todas elas, né?
Sob a incontestabilidade de determinadas expressões sobre aquilo que não poderia ser contradito, não poderia ser contrariado. O espiritismo, Marcos não tem muito dessa ideia que Herculano criticava, ou seja. As pessoas que estão investidas de poderes no espiritismo não se comportam como seres que estão acima de qualquer contestação. Então, Marcelo é esse é um ponto, né? Porque ela qualquer atividade, inclusive a ciência.
Ela também tem seus pontos pacíficos e que são aceitos de forma consensual e depois isso muda, né? E em algum momento da história da humanidade, todo mundo acreditou que a Terra era plana e que ela era o centro do universo e com o tempo, essas verdades que eram aceitas baseadas em pressupostos, nós foram mudando.
E foram dados. Tudo bem que ainda tem gente que acredita que A Terra é plana, mas assim eu não era o centrismo, mas de um modo geral, ou houve uma comprovação por meio da observação das evidências que fez com que essa? Essa nova teoria se estabelecesse como consenso e nós estamos vivendo esse consenso a partir disso tudo. Assim também ocorre com os críticos, né?
O que a gente tem como verdade? Como dogmas, não é tirado de uma cartola do, num argumento AD hominem, é tirado fruto do observação dentro de um contexto que faz sentido dentro de uma ideia. O problema é quando alguém fala alguma coisa, porque é médio ou que é dirigente, aquilo não faz sentido. Ele tenta impor pra gente. E as pessoas aceitam simplesmente por um argumento, a de homem, por um argumento é de autoridade?
Já não. Mas é o fulano que falou, é o beltrano que falou que ele rompe aquela lógica do raciocínio, a lógica das evidências, as lógicas da lógica, daquilo que fazer um contexto para aceitar uma coisa. Simplesmente porque fulaninho falou aí AAAA esse pensamento que a gente tem no espiritismo, que a gente traz da do aspecto científico. Ele se enfraqueceu para dar. Ideia esse tipo de interpretação e nós padecemos desse problema também da questão da verdade, revelada mediúnica versus o
autor encarnado, né? Então, a verdade revelada mediúnica, ela acaba tendo um peso, é um AD hominem, muito mais forte nessa discussão. Isso é curioso, porque nós devemos caracterizar. Por ter essa é conviver com essa dúvida. A gente sabe que conviver com a dúvida é difícil, é conviver com a dúvida que faz de nós, seres encarnados, meninos assustados, né? O que a gente está vivendo num mundo hoje, né?
Com esse Monte de comunicação de informação, todo mundo é um modo de menino assustado e isso gera medo, gera ódio, né? Mas é o espiritismo. Ele traz essa potencialidade da gente conviver com a dúvida, a gente conviver com novos conhecimentos, a ideia da fé, raciocinada inabalável, não é isso. E que ela não fica com medo, né? De de ir pra rua, né? Eu não há eu não vou para a universidade porque eu vou me tornar ateu, materialista, meu jovem sentar mal aí. De construção, convicção
religiosa, né? Se não consegue nem estudar outra coisa, então vamos ver televisão também, não? Não ler revista, né? Então, é, é mais ou menos um pouco nessa linha. Meu celular, porque se não, vai ficar também. Contaminada a ideia, né? Não entendi a sua fala. Desculpa, Marcelo, que que falou é, não pode assistir televisão, mas também desliga o celular porque o celular hoje é a mão. Nessa sim é de preferência. Mora numa caverna, né? É. Bem isolada, né? A gente está treinado de
isolamento agora, né? Está reaprendemos algumas práticas, mas essa ideia aí do argumento de autoridade e desse ponto que você vem estabeleceu de que a autoridade do espírito comunicante passar a ser do médio e a relevância do trabalho do médium valida a comunicação mediúnica. É talvez um dos pontos mais evidentes do dogmatismo atual das instituições e do movimento espírito. Ele causa um processo de dependência e uma bolha que é
muito difícil de ser rompida. Porque aí você entra no aspecto da incontestabilidade. Não posso contestar o que o espírito diz e não posso contestar. O que o médium falou, porque as personalidades se comunicam e porque tudo é a favor do bem. Tudo é dirigido por Jesus, tudo está no comando da espiritualidade e, a propósito, tem uma pergunta do Ricardo, termine que eu vou pedir para a
técnica colocar. No No nossa lousa a respeito de uma afirmação que o Marcelo fez na sua primeira fala referente a Jesus, o. Nosso Ricardo terini alô, técnica é 18 e 42. O comentário ele faz a seguinte colocação, Marcelo, com base no que você falou na sua primeira intervenção, Jesus, imutável, essa aí, Jesus, imutável, será. Olha, eu quando falei por. Assim que eu falei, eu pensei, esse respeito também. Jesus Cristo veio trazer um
código de conduta, né? Um código de conduta que eu acho que é atemporal, conforme a humanidade avança, a gente vai aprendendo a utilizar o que Jesus deixou como legado no nosso dia a dia, ser seja esse dia a dia hoje ou daqui a 23 séculos, que creio eu, né? Mas é um código de conduta assim. Eu não diria que ele é imutável, e ele é maleável, né? Eu acho que é um código por ser atemporal, ele pode ser. Aplicado a qualquer época a qualquer assunto, e ele não perde a sua atualidade.
Foi foi isso que eu quis dizer. Eu não sei se se imutável aí foi AA palavra mais correta. Vamos assim dizer, porque afinal de contas, tudo muda no universo. É, o Progresso é constante, né? O que mais ou menos também a gente depreende do exame da terceira parte do livro dos espíritos, quando Kardec nos apresenta o conjunto de leis espirituais ou lei divina, como quiser chamar que são aplicáveis a todas suas criaturas e a todos os mundos habitados.
Então essa ideia de imutabilidade pode estar associada ao pensamento do. Marcelo nesse conceito, Oo conjunto de regras Morais, como bem falou o código de ética de Jesus de Nazaré, ele é algo que permanece, né? Aham, funde a própria. É. O próprio processo de desenvolvimento dos seios. Agora, a nossa visão sobre as leis, a nossa visão sobre esse código de ética é que vai variar na esteira do tempo, porque somos seres notadamente progressista.
O Marcelo está testando aí a nossa capacidade, né? Ele entra e sai, entra e sai daqui a pouco ele fixa, vamos versão as coisas da internet, né? Eu vou aproveitar para inserir uma outra questão. Que foi? É perguntada pela Regina Arruda, né? 18 e 50, né? Podemos dizer que a ciência também evolui? A ciência anda conforme a contemporaneidade. Podemos dizer que a ciência é atualizada e eu vou te chamar Marcos, porque tu acabou de falar da questão dos
pressupostos científicos. Estou ouvindo o chamado, estou ouvindo chamado é muito boa essa pergunta na Regina, gente, a ciência é uma forma de que nós, seres humanos, interpretamos a realidade, né? Nós temos os sentidos, nós temos OOO processo cognitivo. Interpretamos a realidade e uma das maneiras e ciência que ela se fundamenta.
Em que besta GS em busca de regras gerais em busca de de situações que, se comprovarem, por meio de coisas físicas, isso que pauta a ideia da ciência e óbvio que ele evolui, né? E ter um estudioso chamado Thomas Kuhn. Alguns artigos sobre dogmas escritas, cita o Thomas Kuhn. Ele fala isso, né? As quebras de paradigma e como ele usa um exemplo que eu sempre falo, né? Que a ciência é como se fosse uma fogueirinha, né? E fica todo mundo em volta daquela fogueirinha aí, daqui a
pouco aquela fogueirinha. Apaga aí, você vai contra o fogueirinha, aquela fogueirinha é um consenso em torno de um paradigma e esse paradigma ele vai sendo substituído e a gente tem que entender isso é muito complicado porque às vezes a gente tem uma visão totalizante do espiritismo e é um pouco complicado isso de que a gente não sabe nada, né? E ai então, não sei nada. Pode tudo?
Não, não estou dizendo isso, mas aqui a gente tá engatinhando ainda em conhecer é as leis, é é que regem o universo. As estruturas, né? A física, física quântica, relatividade é os corpos celestes, AOAA, biologia, estrutura, tudo isso. A gente ainda está muito é, é, teremos muita gente só pegar de 100 anos pra cá, né? 1920 o quanto que a gente avançou em termos de conhecimento e projetar isso para mais de 100 anos? Então é agora, colocaram um nega observar.
Foram lá num megatelescópio do céu, que é muito mais poderoso que o ramo. Nós vamos ter acesso ao muito mais coisa. Quer dizer, AA ciência muda. EE não é questão dela ser atualizada. É Ela que atualiza as coisas. É ciência que na interação com a realidade ela atualiza e a gente vai ter que ter muito humildade de entender. Que também acho espiritismo, nos traz também uma parte dessa verdade, nós, nós ainda somos crianças, é espirituais, né? A ciência somos nós, Regina azul
Arruda, né? Nós é que evoluímos como a ciência, a ciência, como Marcos acabou de elencar, é fruto do nosso trabalho, da nossa atividade, da, do nosso pensamento, da nossa reflexão, da apresentação de teorias de paradigmas que vão se substituindo na medida que também nós vamos evoluir. Eu vou chamar Júlia para essa conversa. É porque esses dias nós estávamos até dialogando aqui em casa e ela me explicava.
Ela, que é especialista em numerologia que está mais ou menos, é em função desses acordos numéricos, dessas concordâncias numéricas do universo, nós vamos voltar a um período de expansão, né, Júlia? Vamos ter a possibilidade de, de termos avanços em áreas significativas e isso vai mudar a ideia que nós temos é de dogmatiza são de muitos conceitos, não é isso? Exatamente bom são os estudos paralelos que eu sempre faço, né?
É, eu entendo que nós não podemos ser refém das notícias que chegam até nós, mas nós devemos ir atrás daquilo que tem surgido daquilo que tem sido estudado, inclusive em outras áreas do conhecimento. E, sim, é. Existe aí uma situação que começa a ocorrer nesse ano, segundo as pesquisas que eu tive acesso é de maneira que. Nós vamos passar durante 20 anos por é?
Uma situação de avanço, principalmente na parte tecnológica, na parte científica, e é na parte, inclusive de pensamento, de conduta, de moral, é algo semelhante ao que ocorreu no período da revolução francesa da revolução Americana. Todas aquelas situações em que fizeram é com que o nosso planeta, as pessoas de maneira geral, tivessem um grande Progresso. Em um curto período de tempo, e assim é. Tem surgido já questões nessa área, né?
Então, se falando de ciência e de descobertas e de inovações, inclusive esse ano foi Descoberto um novo planeta, maior do que a Terra fora do nosso Sistema Solar. Então foi Descoberto por quem? Por nós humanos, né? É aqui na nossa maneira de viver e de saber e de fazer ciência. Não quer dizer que ele surgiu agora. Quanto tempo esse planeta já estava lá?
Né? Então, muitas mudanças em termos de. É tecnologia, coisas novas que a gente nem pensava, coisas que a gente jamais imaginava que poderiam acontecer estarão acontecendo, estarão surgindo e isso faz com que a gente reveja uma série de conceitos e uma série de conduta e de princípios que até então, não era nem
pensados, né? E por isso que a gente tocou nesse assunto justamente porque nós vamos ver muitas mudanças positivas por aí. E não quer dizer que as mudanças são só positivas, que é só paz e só Felicidade. Muitas vezes podemos passar por situações de guerra ou não necessariamente. Guerra indo às vias de fato, mas também pode acontecer, né? Mas situações assim difíceis é que desconstroem. Eu digo que é igual arrumar um
armário, né? A gente nunca consegue só arrumar, tem que desarrumar muitas vezes, tirar tudo para fora, para depois arrumar e organizar. Então é isso aí que vai. Vai ter uma reviravolta no caso, como eu diria. É como disseram os filósofos contemporâneos da modernidade e da música, habilidade Brasileira, a vida é mesmo assim.
Dia e noite não e sim. Então onde a paz, a guerra, é as 2 faces da moeda, vão estar sempre contrapostas e nós devemos aproveitar, mas vamos chamar o Marcelo para responder a pergunta da Regina Regina que nos honra hoje com a sua participação nessa live, né? É Marcelo. Oi Marcelo. Caiu. A ciência anda conforme a contemporaneidade, não vê se ele volta. Se não, a gente segue, depois retorna para essa pergunta para ouvir a posição do Marcelo.
Bem, parece que não parece que ele não vai conseguir voltar. Por lançar uma outra questão, ou voltou anular uma 7000? Sei que não está caindo toda hora, toda hora me disse a pergunta aí por aqui com a nossa vibração, com a nossa energia, vamos chamar os guias espirituais para ti? Se? Pois é, a pergunta tá aí na ousa, o que que tu achas disso? Eu não estou conseguindo enxergar a ler para mim, então, então podemos dizer que a ciência também evolui. A ciência anda conforme a
contemporaneidade. A ciência é atualizada. Claro que há, a ciência evolui também, a ciência evolui muito. Não só as descobertas científicas, mas o pensamento histórico pelo pensamento. Filosófico? É antropológico, eu torno a bater nessa tecla de que, se de que sociologia, história, antropologia também devem ser consideradas pela doutrina espírita, como ciências, porque de fato o são e a sociologia, que é o que? Que é uma ciência praticamente nova.
Assim na história da humanidade está nos mostrando muita coisa, está nos revelando muita coisa, a história, mesmo a história hoje em dia está. Trazendo a tona coisas que antes nós não sabíamos, coisas que antes nós não conhecíamos. Ou está dando novos enfoques a fatos históricos a
personalidades históricas? Então, a ciência está em mutação constante, está em evolução constante e o pensamento espírita, por ser a doutrina espírita, por ser uma doutrina dinâmica, tem que ir acompanhando esses pensamentos, essas mudanças, essas descobertas e ir dialogando com elas. A luz da imortalidade da alma. É isso que eu acho bacana. No pensamento espírita, porque
não adianta nada. E que é o que eu vejo acontecer, tem muita gente que acha que ser espírita é ser catedrático em obras espíritas, então a pessoa é. É catedrática, é uma sumidade na obra de dona Ivone Pereira. Nada contra duane vani Pereira, muito pelo contrário, a pessoa sabe de có e salteado os romances históricos de Emmanuel. Já leu Paulo Estevão, 56 vezes. A pessoa é profunda conhecedora das obras de André Luiz Luiz, estudos que ele faz sobre a
glândula pineal. Tudo isso é muito bacana, é muito válido, mas de nada adiante esse conhecimento, se você bota o pé para fora do centro espírita. Reproduz esse sistema capitalista neoliberal, selvagem, escravagista, socialmente excludente que nós temos no mundo e no nosso país. A gente tem que ter olhos de ver a realidade que está. Ao nosso redor e tentar mudá-la para melhor, mas a impressão que eu tenho é que muita gente quer.
Acha que ser espírita, se tornar catedrático em vida espiritual? Para se preparar para morar bem, numa aprazível colônia. Quando sair daqui. E não é o nosso compromisso é tornar esse planeta uma colônia. Vamos. Marcelo caiu. Vamos ver se ele volta. Nós temos, aí é uma pergunta que está exatamente falando é sobre essa questão aí de não ficar restrito ao. A janelinha da casa espírita, né? Observando o mundo pela janelinha da casa espírita. E era uma anotação que eu tinha feito aqui.
Eu ia perguntar pro Marcelo Teixeira se dogmatismo é ortodoxia. E aí o Henri está colocando exatamente isso. Henri Transmissão de pensamento, né? Mediunidade aplicada. Nós, que seguimos somente as obras de Kardec, somos chamados de dogmáticos, de ortodoxo. O que você acha sobre isso? Marcelo Teixeira olha, olha quem dela. Se a se as pessoas seguissem a obra de Kardec, somente as
pessoas espiritas. Mas o que eu vejo é que as pessoas lêem os livros, os romances históricos lêem, leem as obras psicografadas por esse, aquele outro médium ditadas por esse, aquele espírito, esquecem Kardec. Acho que Kardec existe pra gente exemplo, pegar um livro de sociologia, um livro de história, uma notícia que saiu no jornal, um ensaio sobre. Política, alguma coisa assim com
Kardec do lado interpretarmos. Aquilo que está acontecendo no mundo, aquilo que os intelectuais estão falando, a luz da doutrina espírita. Eu acho que os centros espíritas lucrariam muito, ganhariam muito. Se, em vez de ficarem estudando a exaustão, as obras dos autores espíritas. Querendo ser catedrático em vida espiritual, a gente estudasse sociologia, antropologia, teatro, política, economia. Uma luz da doutrina espírita. Isso de lataria, percepção do movimento espírita. 2 espíritas
e muito. Eu acho que a doutrina espírita, o movimento espírita e eu não estou falando do movimento espírita, oficial federativo. Vamos assim dizer, eu estou falando dessa desse movimento cultural espírita. Poderia ser um dos maiores movimentos culturais do mundo. Se nós estudássemos. Essas grandes questões humanitárias que estão acontecendo aí, os os grandes clássicos da humanidade, à luz da doutrina espírita, imagina pegar a obra de um de um de do, de um Eric hobsbawn?
A luz da doutrina espírita. E você imagina você pegar o livro a elite do atraso, do GC Souza, como a escravidão criou o Brasil no GC Souza, estudar aquilo tudo à luz da doutrina espírita é muito mais interessante do que ficar ai. Que lindo, fulano de tal, resgatou um débito, agora está morando numa colônia espiritual? Lindíssima. Eu quero morar nessa colônia também. Ai que lindo. Ai eu acho que esse espiritismo romântico aí, esse espiritismo muito onírico.
Já deu, né, gente? Já cansou, vou botar o pé no chão, né? Perfeito, perfeito, Julia. O espiritismo com Kardec OECK, é ortodoxo e, portanto, é dogmático. Não vejo assim, né? É, eu vejo que nós. Temos uma escolha que nos leva à base e é a partir da base. Nós procuramos fazer toda uma reflexão, uma contextualização e até uma atualização, né?
E aí, quando o Marcelo estava falando é, eu me lembrei de uma frase do Henry Ford em que ele diz que é pensar, é a atividade mais difícil que existe e por isso, tão poucas pessoas se dedicam a isto, né? E ele disse isso lá atrás. Mas assim segue atual, porque quando você lê Kardec, não é igual ler um gibi, então precisa prestar atenção muitas vezes. Precisa voltar, interpretar, reinterpretar, contextualizar, porque tem coisas que lendo hoje.
A gente fica assim, como assim, o que que é isso, né? Ainda mais, quem é mais jovem, né? Tem uma dificuldade, um déficit, mesmo na hora de ler um livro, da gramatura das obras feitas por Kardec. Então é exige mesmo que a gente pense que a gente volte, que a gente retome e por isso, tão poucos vão é se dedicar a isso. É mais fácil aquilo que o Marcelo mencionou dos romances, né, daquele? Conteúdo, aguinha com açúcar é uma novelinha da Globo. Melhorada, final feliz, né?
E ela deixa o coraçãozinho assim aquecido e vida real. É não existe, né? É muito amor envolvido, né, Marcos? Isso, essa, essa questão toda. Ela precisa de uma ressignificação, né? Quando nós criamos há 5 anos atrás o movimento espiritismo, com Kardec o portal com Kardec, justamente fomos contestados por isso. Mas o que que vocês estão
querendo não tem espiritismo? Sem Kardec, não tem espiritismo fora de Kardec e aí a gente arregala o olho, porque o que mais a gente vê é espiritismo, sem Kardec ou como saudoso alamar Régis dizia, espiritismo sem espíritos. Sem a comunicabilidade, sem a perspectiva da crítica sobre a produção mediúnica, né? Então, espiritismo, sem Kardec, fora de Kardec, é o que mais nós temos. E aí eu vou puxar o Marcos para essa rodinha para dizer assim.
Na fala anterior, Marcos, você falou das fogueirinhas que se apagam e a gente vai em busca da outra fogueirinha, Claro, contextualizando isso aí muito pontualmente em relação à ciência, eu vou parafrasear isso e vou te dar um tijolo para ti. É descascar, né? A fogueirinha de Kardec se apagou e nós ficamos com a fogueirinha mediúnica Brasileira. Foi isso? Sim, rapaz. Vamos lá, doutor, assim. Como é que eu vejo essa questão ainda antes de responder a sua
pergunta? Até porque a fogueirinha que, tendo a outra fogueirinha, veio o fogo da primeira fogueirinha, tá? É o que que acontece? Como é que eu vejo essa questão do ortodoxo heterodoxo foi muito bem colocada aqui essa discussão aos pedidos com Kardec é um bando de velho fundamentalista e nós temos o novo. O heterodoxo é um revolucionário, né? Vem ao ver o novo, olha o novo, tudo é novo, né? Marcelo Teixeira lembra alguma coisa pra você, né? É, e aí nós somos o velho, né? O carcomido, né?
É? É muita coisa aparece com o nome já dizia o bertold Brecht. É muita coisa, aparece com o nome de novo e não é novo, né? É e como diz o poema lá do do do. Cobertor de brecha ou o novo às vezes vem aprisionado, né? Mas pelo de Andrade você consegue ver o vigor dos seus membros, né? Então, o humor quando surge a doutrina espírita, aquele movimento existe ali. O uma consolidação do conjunto de conhecimentos robusto. É trabalhados sobre, é
consolidados que fazem sentido. A partir desse conjunto de conhecimento que Alice fez uma fogueirinha, ali se fez o consenso foi se produzindo outras coisas, o que as pessoas querem é que apareça. Uma produção de um de algum médium independente se esse médium é confiável ou se ele é bom ou não e que aquilo seja inserido, inclusive no que contraria ou não e passa a haver uma sobreposição. Na verdade, estão fazendo uma fogueirinha do lado e querem
apagar a nossa fogueirinha. É quando que aquela fogueira, ela ainda é muito forte, né? Só que aí todo mundo quer ter a
sua fogueira. EE, que é também ter a é o Brasil, sei lá da Europa, então você temos tem a nossa fogueira do Brasil, da árvore, do evangelho, aquela coisa toda, então a gente precisa é ter esse entendimento de por que que o espiritismo tem que ser com Kardec, que a gente adora o Kardec. Nós somos seguidor do Kardec, eu tenho um santinho aqui do Kardec, na minha mesa verdade, então São Jorge aqui na minha mesa de trabalho, mas assim eu tenho um santinho. Que é que a minha esposa me deu.
Eu tenho uma garrafa do Goku também. Eu sou adorador do Goku, do Dragon Ball Z, né? Então assim a gente é é adorador do Kardec, né? A gente sonha, tem bonequinho tricotado do Kardec, né? A gente pega as palavras dele e fica repetindo, como um mantra, ou a gente acha que aquele conjunto de conhecimentos ele tem uma robusteza, uma validade que ainda dialogar muito com os nossos problemas e por isso que a gente está mandando aí então.
Quando a gente fala que o SC cai ortodoxo, por exemplo, que eu sou é MC Kay ossificado que esse k é aquele bando de gente obtusa que não está aberto para o novo e que um novo é é ser essas coisas que a gente não está sendo moderno, que só uma visão é positivista da coisa, né? Como se houvesse um ia, tá pismo, como se é? É por que que surgiu uma coisa nova e essa coisa nova? Mas se sobrepor aquele outro, automaticamente eu tenho muito receio dessas coisas, né?
Eu concordo com a fala do Chico Buarque, foi comentado bastante no nosso grupo essa semana, o Chico Buarque. Nem toda lucidez é velha, nem toda loucura é genial, dizia o. Os Cuba, como lançou o primeiro disco, a gente precisa é, é, é ver o que que é lúcido? Por que que até hoje a gente
estuda o Montesquieu? A gente estuda o hobbes, a gente estuda Oo esses grandes clássicos da ciência política, o mundo é totalmente diferente no mundo que o hobbes viveu um Montesquieu Rousseau, mas a gente está isso na faculdade, a gente estuda, a gente cita de vez em quando um jornalista fala, por que será que que se, por que que essa fogueira deles não é tão forte que aquela fogueira tinha força?
Hã? Isso quer dizer que ninguém mais pode escrever sobre ciência política, só não depois, outros escreveram fukuya boa de gente, escreveu. Sobre isso, o Max, o, um Monte de gente é é colocou, mas aquela verdade que foi encontrada ali, ele é poderosa, né? Como dizia lá a moça do filme do Encanto, aquela magia forte, né? Aquela magia é forte e ela persiste até hoje, então é, é assim OA ciência não é uma gincana, não é uma farra do boi e que todo dia surge uma novidade, tá todo e agora, né?
Mas isso seria uma loucura, né, a? Eu disse a verdade, é a espécie humana já teria perecido se assim fosse. Hoje nós estamos muito musicais e muito herculane stas, né? Herculano bradava, né? Esbugalhava os olhos e dizia, cuidado com os espíritas novidadeiros, que são aqueles que querem a qualquer custo, a qualquer preço, estabelecer novas revelações, porque o espiritismo é uma forma de comunicação com o mundo extra
corpóreo, com a transcendência. Então, nós, espíritas, temos que, a cada dia, apresentar uma novidade. Nova uma novidade nova, sendo bastante redundante, porque essas novidades novas não existem e aí, musicalmente, vamos lembrar Cazuza, né? Eu vejo um museu de grandes novidades, novidades das coisas que estão aí atrás, taxadas como novidades, como novas interpretações, ela já existe há
muito tempo. Elas são reedições do mais do mesmo e aí não querem que a gente retorne a Kardec para trazer elucidações baseadas no fundamento do espiritismo. Querem substituir o que é permanente, pelo que é acessório, pelo que é conjuntural, pelo que é momentâneo. E nós 2 CK, não adotamos esse comportamento? Vou pedir para a técnica colocar a pergunta do nosso Iran Damasceno. Olha aí, na verdade não é uma, né? O Irã já mete a metralhadora giratória.
Ali já manda 3 Marcelo estudar, pesquisar e estimular os fenômenos mediúnicos. É viável criar uma escola espírita para preparar médiuns e participantes frequentadores? Também é viável romper com a crença, ou seja, com a ideia religiosa do espiritismo, investir mais na filosofia é viável? Olha, então vamos lá, vou começar por essa última pergunta aí é, eu acho viável, sim, que a doutrina espírita seja mais vista como ciência e filosofia
do que como religião. Eu acho que atualmente as pessoas consideram apenas o aspecto religioso e a gente não pode esquecer que tem uma ordem. Aí ela é ciência, filosofia, religião. E a ciência pressupõe pesquisa, investigação, é divulgação dos dados. Debate e a filosofia para predispor em questionamento. Não que AA gente esteja dizendo que Kardec está superado, né? Não é isso não, né? Nós é, mas para que a gente tenha como Baliza que a ciência e a filosofia que vão ser a
consequência. De um pensamento religioso que não nos deixa mais centrados, em constante consonância com a realidade. Ou pelo menos eu vejo assim, olha quanta escola de médiuns, rapaz. Eu não gosto muito de tocar em assunto mediunidade, não porque, eu confesso a vocês, eu não tenho mediunidade ostensiva, tá? Eu sou uma Pedra. Eu não vejo espírito, eu não ouço espírito. Eu num eu, enfim, eu assim, grau zero de unidade e mediunidade não é um assunto que que me
mobilizei muito. Eu confesso a vocês, eu acho que mesmo unidade é um assunto chato, tá chato pra burro estudar beijo unidade mesmo, porque eu não tenho essa coisa de mediunidade aflorada. Nós vamos lá uma escola de médiuns após acho que um centro espírita bem fundamentado, um centro espírita. É, e leva-me a de unidade a Sério. Que leva a questão da mediunidade com Jesus, já é uma boa escola de médicos, né?
Eu acho que. Eu lembro do Richards é. Já te simonetti, lá da cidade de Bauru, escritor, espírita, pessoa muito, muito bacana. Ele contou uma vez aqui, numa palestra em Petrópolis que na casa espírita da qual ele faz parte tem mais de 60 ou grupos mediúnicos, creio. Por quê? Porque as pessoas estudam a mediunidade e colocam a mediunidade a favor de algo maior. Eu não sei se a gente precisa de uma escola específica para médias. Acho que em um centro espírita que leva também no dia a
mediunidade. A série não transforma a mediunidade naquela coisa de grupinho fechado de meia dúzia também não, que que que tenha que ser aberto ao público se não vira circo. Mas eu acho que a mediunidade, um bom centro espírita, já é uma boa escola de médios. E eu não sei se isso seria válido fora de um centro espírita, porque aí já entra uma questão de crença, de interesse
pessoal. Eu não sei como isso seria, tá, e isso na minha modestíssima opinião, porque, reitero, mediunidade é um assunto que eu não Domino muito, tá? Espero ter respondido. Efeito. Julia quer a por alguma consideração sobre essa ideia aí de nós termos, é mais ênfase para a filosofia, fazemos escolas, estimular os fenômenos mediúnicos. A pesquisa em relação a isso. E agora, né? O que que eu vou dizer sobre isso?
Eu fiquei tão impressionada com o Marcelo dizendo que ele era uma Pedra, que eu ainda estou lá na Pedra. Né? Aí uma Pedra e ela poderá. Allan Kardec, né, Marcelo? Não queira estar na minha pele, é bom. O que que eu vou dizer pra você? Não, não é que depois vou contar um negócio depois e depois vou contar um negócio. A questão de de ter uma escola de mediunidade, se fosse no sentido de aprendizado, no sentido de é compreensão de como as coisas acontecem, como é que
elas podem ser melhoradas? E não fosse o que é hoje, no sentido de meio que endeusamento de quem apresenta determinados tipos de mediunidade, como se aquela pessoa fosse autoridade, considero que seria, teria aí uma validade, né? A respeito disso? Mas é, seria algo para amadurecer bastante. Acho que não estamos preparados no momento. Eu também acho. Marcos, e aí? Escolas, universidades, como diria professora kulanu. Fonte, bem, é. É meu jovem amigo Marcelo Henrique.
Tudo tem de seguir para o qual o que se quer com determinado. Se você vai é, é hoje a gente adota o desenho da reunião de educação mediúnica, na qual faço parte da minha casa espírita, que é um modelo de aprendizagem. É é de exercício. Na prática, Combinado? Algum grupo de estudo no qual você faz um exercício e desenvolve alguns outros lugares, fazem curso? Eu, particularmente, eu acho que isso é uma questão do formato. Eu não gosto da ideia de
diploma, né? Porque, diploma da ideia de encerramento, mas se você quer é montar uma escola, batizar de escola. É, é, depende do tamanho da sua instituição, depende do do que se você está começando aquela atividade, é, às vezes a gente cria um Monte de papagaiada EE nos pés e perde. Está mais preocupado em batizar a escola de do que realmente é. Eu já vi.
É a casa espírita gastar um Monte de dinheiro para fazer comprar um terreno e fazer um negócio para assistencial aos trabalhos minguarão e o terreno com o prédio assistencial ficou lá. É é, a gente gosta do objetivado, né, do prédio né, da da qual a gente acha que. O grande aqui, a magia é forte, né, Marcelo? A magia da e do Encanto é forte e que a casa do Encanto era grande. É quem não viu esse filme deve ver. Vai sair um artigo, vinham sobre ele em relação de piritiba. Quem não viu?
Veja uma se eu já vi 3 vezes cada vez você vai descobrindo uma coisa e vai ganhar a melhor animação no Oscar. A gente acha que a magia é forte porque tem um médium poderoso, né? E que a eu e esse médico tem que ser o presidente e os expert. Desculpe recentemente, com a casa espírita, é escolher os palestrantes na reunião mediúnica que indicava os palestrantes por meio de um processo. Rizado é, é, indicavam os
dirigentes. Eu falei, ora, pois as pessoas também indicam se vai comprar pão doce ou cavaca na padaria, se vai o café com açúcar ou com adoçante, quer dizer, são, são coisas desse vídeo nismo que vem dessa questão do dogma também, né? Aí vou trazer agora aqui, Marcelo, assim, tirando um pouco da escola pro Dória, né? A gente ainda vive essa essa sociedade dogmática nessa sociedade do super médio do né, de um decisor. Quem tem o outro lado, né? Que é o lado do charlatães dos
caçadores charlatães, né? Dos e quando EE, como é mal visto isso, né? Eu fiz até um comentário sobre isso. Até recentemente, a igreja católica que a gente fala que é obtusa aquela coisa toda aquela do Papa Francisco. É Ela tem comissões para investigar os Milagres, ela designa pessoas e faz inquérito quando ela recebe a informação dos Milagres. Aqui se a gente questiona alguma coisa do remédio a DEA pessoa, tomo captopril. Tem um clip aco, porque não pode
questionar nada, né? Se aparece qualquer médio na praça escrevendo carta mediúnica, curando, já faz logo aquela fila, ninguém questiona nada. Ninguém pondera nada. E a gente sempre se pergunta, né? O que, como Kardec, se portaria?
Como se Kardec se portaria diante dessas novidades é e como ele se portaria diante dessas pessoas e o que que ele nos ensinou e é por isso que é tão forte é essa fogueirinha, porque ele nos ensinou um método autossuficiente da gente transitar por essas coisas todas e sobreviver, sobreviver, separando o que que é joio do que que é trigo, separando do que que é picaretagem, do que que é coisa séria.
E é isso que a gente. É, está perdendo, a gente está quando a gente traz Oo catolicismo embaixo do braço para dentro. Manel os escritórios. Fire there. A gente está trazendo toda essa parte ruim da net e podia trazer comissão com o inquérito para investigar. Iríamos evitar muitos problemas. Muito bom, Marcelo. Gostaria comprar.
Queria contar um causo, vai lá. Aham, não, não, porque a gente estava a. A Júlia disse que eu não gostaria de estar no lugar dela, porque eu falei que eu sou uma Pedra. Eu acho que eu não sou tão Pedra assim, não. Eu vou contar um fato que aconteceu comigo há uns 34 anos. Eu acho que eu fui fazer uma palestra sobre a parábola dos trabalhadores da vinha.
E eu, como eu, lido com teatro escrito, eu peguei uma história do livro memórias do padre Germano, que é um livro do qual gosto imensamente e fiz uma leitura dramatizada. De um capítulo, se vocês já leram o livro memórias do padre Germano, vocês devem se lembrar de um livro em que ele fala de uma experiência dele com os penitentes negros.
Um embate que ele tem com o chefe com geral dos penitentes negros, e nós eu chamei um colega meu com pelo de teatro escrita e fizemos uma leitura dramatizada. Eu fui o chefe dos penitentes negros, ele foi padre Germano, ensaiamos antes e tudo mais. Na hora da palestra, durante a leitura da pessoa, sentiu um negócio meio esquisito que eu estou acostumado a sentir um clima meio estranho. Quando acabou a leitura, eu fui encerrar a palestra.
De repente, eu comecei a falar, eu p, eu peguei uma frase. Que eu destaquei uma frase do diálogo em que padre Germano vira pro pro chefão, dos penitentes negros e fala assim é? Como eu me compadeço de vocês, né? Aproveitem e faça uma comparação com. A nossa realidade atual, porque tem tudo a ver, tá? É como eu me compadeço de vocês. Vocês são amigos dos poderosos, vocês têm tanto poder, tem tanto
ouro, poderiam praticar o bem. E não faziam nada disso, matavam um traíam e conspiravam, enfim, vocês podiam tanto praticar o bem, porque vocês têm tanto ouro na mão. Tem tanto poder. Et cetera, no entanto. Durante muito tempo, vocês serão os mendigos dos séculos. Aí eu falo. Começa a falar que nós somos, comecei a falar que nós somos os mendigos dos séculos. Terceiro da túnica nupcial fio a fio. De repente a minha voz mudou, comecei a chorar. Aí eu parei assim, pedir desculpa e tudo mais.
Encerrei a palestra. Quando ele seria palestra, izaura Hart. Lembra que, da união municipal espírita de Petrópolis, aula é muito amiga minha, foi minha evangelizadora, na época de uma cidade, é uma pessoa com quem eu me dou muito até hoje. Mas virou pra mim e Isaura. Média e a hora virou para mim e falou assim aí, Hein? Abriu a porteira em. Sempre tão racional, foi abrir a porteira. Como assim? Ué, você deu passividade? Eu tinha um espírito amigo teu
do teu lado. Você deu passividade, mas pena que você interrompeu porque você não percebeu que era? Aí começaram a falar para que eu fosse para mediúnica, para que eu fosse para mediúnica estudar. Pergunta se eu fui, não fui não, mesma idade é um assunto muito chato.
A gente foi uma vez só, tá? Aliás, houve outras 2 vezes ao longo de 30 e poucos anos de frequência no movimento espírita, houve outras 2 vezes em que eu de repente, eu comecei a sentir alguma coisa estranha e comecei a falar embargado e chorei, chorei, chorei, chorei e de repente aquela passou Do Nada, só tempos depois, depois dessa terceira experiência que a aula. Mexeu comigo e que eu me toquei que aquelas outras 2 anteriores eu talvez tenha incorporado, mas
não passou disso, tá? Eu não vou para a minha única longe, meninas no assunto muito chato. Eu não sei, vocês têm. Estou compras da minha, que foi pra chata, desculpa, vai sabe o que acontece? Tu tá no dogmatismo da mediunidade. Tu é, eu sei. A reunião mediúnica é aquele quadradinho, e multar eram aquelas pessoas vetustas que tenha também é. Não vemos talvez maçã para dar passagem à influência mediúnica naquela formatação de que tem
que a interpretação. A mensagem tem que ser dada naquele momento, naquele período, naquele formato, naquela composição. Isso tudo engessa e Kardec não engessou nada. É? Esse é o alguns parâmetros e, infelizmente, é o dogmatismo espírita que cria esse ati. Pato antes a gente fábulas imutável. Claro, a não, porque já estamos dando certo há 30 anos. O mentor, né? Vem dizer qual é o Marcos disse. Qual é o palestrante que vai ser
convidado ou não? Ou seja, nós terceirizamos a responsa, bi. O RU não deixamos de de, de, de enxergar e não enxergamos que por de trás do mediunismo está um animismo animismo essas pessoas que coordenam, que que mantém aquele poder, agrilhoado aquele poder despótico sobre as atividades, tirando toda a espontaneidade que a mediunidade deveria. Bom, vamos continuar dentro ainda da temática do dogmatismo. E eu quero dizer para vocês que é. Kardec tratou do dono batismo em
uma de suas obras, né? Quando ele pergunta aos espíritos superiores em que se Funda o dogma da reencarnação, e aí, Marcos Braga, a reencarnação é um dogma. Pois é, doutor Marcelo, eu estante de de manhã dando uma olhada, não é? Antes de vim pro trabalho eu botei lá no computador, dogma né? Baixei o PDF, né, da? O livro dos espíritos e a palavra dogma aparece na tradução do guião. Ribeiro aparece como indígena, amigo humilde, com força. Né? Ela aparece de com força e
aparece em outros também. E ela não é muito, é. Ela acaba sendo usada como o sinônimo de conceito, né? Quando fala assim, o dogma da recarga são conceitos e aí eu remeto a fala inicial do Marcelo. Que é um dos atores, também pensa assim, de que, na verdade, o espiritismo ele tem princípios. Ou seja, ele tem. É consenso que se fizeram em torno de um conjunto de conhecimento, de evidência, de observação e que nós aceitamos. É assim como a ciência, a gente,
o as tem. Falou que a velocidade da luz não pode ser ultrapassada. Ele construiu um modelo teórico outro dia se provou que o hotel teórico do acho que estava certo, mas olha só, acho que tem quase 100 anos, então é. É nós quase 100 anos. 100 anos, então é. É você, é é da ciência. Você chega situações aí outro dia conseguiram realmente detectar o buraco negro? Só que a gente já sabia que por cálculos tinha que ter alguma
coisa com o buraco negro. A gente podia se surpreender, podia aparecer uma outra coisa, como surgiu semana passada, um objeto que ele não é diferente de tudo, que a gente descobriu. Então a grande, o grande barato, né? Nós, Gilberto Gil, grande barato, essa coisa novidade agora a icar nação é um princípio que nós aceitamos feliz se encaixa dentro da nossa lógica. Ele se encaixa num conjunto de evidências. Ele se encaixa inclusive, também na ratificação pelos espíritos,
a ratificação pelos espíritos. A confirmação pelo depoimento dos espíritos é também uma forma de interpretação da realidade. Uma fonte, conhecimento. Ela só não pode existir sozinha se o seu espírito falasse que a gente reencarnasse e reencarnaria num bicho e aí só OOO. Aí você vai lá e faz regressão de memória ninguém lembra que foi bicho, você olha o contexto filosófico, espírita, não faz sentido eu nascer com o bicho. Mas o espírito fala que eu vou
nascer como um bicho. Aí eu vou acreditar em quem? Então é esse que é o barato da doutrina espírita. Ele combina o filosófico da doutrina área, o conjunto de evidências e também com que o espírito fala. Só que a gente ficou do empacotada. O espírito falou que que AA Bandeira é azul. A Bandeira é azul e quem é você para desconsiderar o que esse espírito falou, afinal, médio é fulano, a gente criou médios com
credencial, é médio. Tem-se ao porque tem a conduta é moral boa e médios, que é que falam sobre qualquer assunto e viraram verdadeiros porta-vozes. Daí acho espiritualidade para assuntos é que inclusive administrativos, né? É da condução das coisas. Realmente, eu acho isso muito complicado e eu acho isso uma fragilidade. Né? E essa é a raiz de todo o problema que a gente vive hoje, na questão do espiritismo, na minha opinião. Muito bom, muito bom essa.
Essa discussão precisa ser trazida para ambiência espírita, né? Essa perspectiva de nós não temos verdades estabelecidas e nós não temos verdades questionáveis e nós não temos autoridades sacrossantas de nós. Não temos isso. Aham. Favoritos, né? Eu eu acho que o que acontece, eu acho que o que acontece é o seguinte, eu tenho um artigo que eu escrevi há algum tempo, mas não saiu em obra alguma ainda. E é uns. É um artigo que está inédito, intitulado quando a gente vira dogma.
Eu escrevi esse artigo porque na época determinado eu não vou dar nomes aos bois. Está determinado, político tinha. Estava sendo acusado de determinadas irregularidades. Aí aí, outro famoso político, saiu em defesa dele dizendo, há, mas ele é um excelente administrador, tem mais de 30 anos em vida política. Aí um jornalista, os nome, eu prefiro não citar também, disse uma frase que me marcou na época. E diz o seguinte, olha a folha corrida não é desculpa.
Eu só pode ter de ter tido 111 vida pública de 30 anos que muito honrada, mas se cometeu um deslize. Você cometeu uma irregularidade, se cometeu uma falcatrua, até vai ter que ser chamado atenção EE responder legalmente com isso também. Aí eu trouxe isso pro pro mundo espírita e falei que determinadas pessoas viraram dogmas. E agora eu vou dar nome aos bois. Se vocês me permitem, eu lembro que em 2000 eu nem lembro mais que foi 2017 ou 2018 ou 2016.
Enfim, que o divaldo Pereira Franco, médium baiano no período de Carnaval, participando de um evento espírita em Goiás, ele chamou o juiz Sérgio moro de venerando. Chamou? A cidade de Curitiba, de República de Curitiba e. Disse que, na verdade, o venerando juiz moro havia atendido apenas uma denúncia muito singela de corrupção. Não sei onde ele tirou que uma denúncia de corrupção, uma coisa singela.
Enfim, aquilo, obviamente. Viralizou e muitas pessoas começaram a criticar e numa reunião aqui de elaboração de um evento chamado praça Florida de livros, que é um evento do qual até o Marco já participou e eu critiquei, mas as pessoas acham que criticar é meter o malho é desancar a pessoa, não é? Você pode muito bem fazer uma crítica construtiva. Eu falei que o divaldo foi infeliz naquela declaração aí aí. Logo as pessoas há.
Mas divaldo merece todo o nosso respeito, toda a nossa consideração, então sei que merece. Mas a gente não pode virar dogma. Se pisou na bola, tem que ser chamado atenção de boa, porque chamar atenção não significa botar o dedo na cara, dar bronca e ser ríspido com a pessoa desmerecer o trabalho está pessoa, mas não chama atenção de boa pessoa. Tem que me ver. Quem errou tem que botar a mão na consciência. Se não a gente vira dogma e
folha corrida não é desculpa. Quero dizer, em primeira mão, é Marcelo Teixeira aqui. OE secar o nosso site está à disposição para publicar esse teu artigo, já que ele está inédito. Uns torná-lo público, vamos escutar, contar a história como ela precisa ser contada, tá partir da ideia que ninguém realmente é. Intocável, né? É agora, em contraponto a isso que você está dizendo, dessa veneração que existem a determinadas personalidades. Um é o oposto, que é a política
do cancelamento, né? Quando nós criticamos alguém, quando nós criticamos uma obra, quando nós criticamos uma atitude como nós criticamos um discurso, nós não estamos cancelando a pessoa não é secar ninguém, cancela ninguém, não cancela divaldo, não cancela, Chico. Não cancela o presidente atual da febre, nem os anteriores, nem Bezerra de Menezes, nem quer. Quer que seja agora.
O ex e Kassin crítica aquilo que tem que ser criticado, apresentar momentos que não são exatamente o homem que são argumentos baseados na filosofia espírita para demonstrar exatamente exatamente podem contar com a aceitação tácita e a obediência cega de quem quer que seja. O rune, esse é o ponto fundamental do nosso trabalho. Né? Apresentar críticas e elogiar quando necessário e secar, por exemplo. Mas valoriza muito a figura de Chico Xavier como sendo um
divisor de águas do movimento. Isto é, alguém que popularizou a doutrina espírita quando ela era apenas um movimento elitizado, restrito a poucas pessoas, é sem o alcance que ela deveria ter justamente não só na parte assistencial, não só na parte de consolo, mas na parte de esclarecimento espiritual. É Claro, é Claro, muito à vontade e o teu texto é muito bem-vindo para dizer, pessoas não são dogmas nem dogmas, exatamente, não são incontestáveis.
Exemplo Chico, o Chico é tudo isso que que você. Falou, mas ele era um homem afeito aos conceitos, a época e ao local onde ele nasceu. Ele não deixou de ser um mineiro conservador do interior do século 20. Por causa disso, do interior de Minas por causa disso.
Olha, isso não desmerece a obra dele, mesmo porque nós também estamos presos ao. Ao conhecimento da época, ao que a gente sabe, nós fazemos conosco a bagagem de de como a gente foi criado, das escolas que a gente frequentou, das universidades que a gente frequentou, do centro espírita, que a gente faz parte. Impossível a gente não deixar a nossa obra ser impregnada disso. Faz parte, acontece, nós somos
espíritos em evolução. É por isso que a gente não pode ser transformado em dogma incontestável. O mesmo eu digo em relação a de volta, com todo respeito, tá? Não estou desancando ninguém o mesmo digo eu digo em direção a de em em relação a divaldo, eu digo em relação aos espíritos desencarnados, Emmanuel André Luiz, a Joana de ângelis a gente tem que ter esse olhar de que são espíritos em aprendizado, assim como nós, de que muitas vezes o que eles falam.
Ou escreveram têm que ser analisados com uma certa razoabilidade, a fim de que a gente ache a fim de que a gente perceba se aquilo ainda vale, paga os dias de hoje ou não. Não levar tudo ao pé da letra, eu acho um perigo isso eu vou dar um exemplo, nosso lar. Assim, a colônia espiritual badaladíssima nosso lar, aquilo que André Luiz descreve na obra homônima e nas obras seguintes que compõem a coleção, a vida no mundo espiritual dizem respeito à décadas de 30 e 40 do século
passado. Se algum de nós aqui desencarnar e for parar em nosso lar, a gente não vai encontrar o nosso lar da década de 3040 do século passado. O Progresso é constante, é incessante. Então provavelmente a gente vai encontrar no nosso lar totalmente modificado. A gente tem que ter essa percepção. E tem que ter essa percepção. Emanuel, com todo o respeito, não deixou de ser uma pessoa de Fortes raízes religiosas católicas, Jesuítas. A obra dele está impregnada disso.
A gente tem que saber separar as coisas, porque é um espírito em aprendizado, assim como nós. Pronto, eu acho que quando a gente percebe isso, a gente entende tudo de forma mais leve, a gente assimila a doutrina de forma mais leve. O próprio Kardec a gente vê que ele estava aberto a isso, porque ele também. Não deixou de ser um europeu, eu centrista, típico do século 20 de o do século 19, mas ele tinha
essa percepção. Eu reitero, ele deixa essa janela aberta na gênese, abrindo as portas para que, quando a ciência fosse descobrindo outras coisas, desvendando outras coisas, a gente desse voz, a ciência, porque ele sabia que, por mais louvável que o trabalho dele tenha sido, ele estava restrito aquela época. Né? Acho que é por aí. Muito bom é. Vamos lembrar que, por exemplo, eu e a Júlia aqui, o nosso lar, é onde nós estamos hoje em 2022, né?
Então, para contextualizar que o que você disse nosso lar é todos os lugares, né? É a visão aí romantizada, de uma colônia, de um lugar nada. Espaço. Não está em Kardec, totalmente dissonante, é em relação ao padre Manoel da Nóbrega, tem que ver onde é que ele estava no lado da história, quando ele foi encarnado, se ele estava no lado do dos mocinhos ou no lado dos bandidos. É morte, todo mundo vira do lado dos bonzinhos do lado dos mocinhos, né? Mas, durante a existência
física, é isso. Sobras vão constar, é, nós temos que destacar, ser visto, queria falar. Eu queria fazer um complemento. A fala do Marcelo, né? Que que acontece? Voltamos aquela coisa do assustados no mundo, né, meninos assustados no mundo é de incerteza, de dúvidas. E aí nós queremos, guru gente? Acho que é. Nós queremos a boca, vai dizer pra gente que a gente tem que fazer. É, é muito complexo esse mundo, esse mundo assustador. Então eu quero lá um médio que tem uma palavra que eu vou
acreditar nele. Eu quero ter OOO numa religião lá é é de mais ligada lá Índia. Outra coisa, eu quero ter lá um guru que eu sinto e a gente tem crescido, né? É só um livro recentemente sobre cultos até o botei no nosso grupo de ZAP tem um episódio do Netflix, interessantíssimo. Também tem crescido essa quantidade de religiões fundamentalistas baseadas numa pessoa com dons carismáticos.
É é com o gurus. Isso EE como forma de dominação das pessoas e são fenômenos com todo o estudo que a gente tem hoje toda tecnologia. Nós somos escravos dessas situações, então é, é, é muito interessante que isso perpassa pelo lado também do aspecto sentimental. A gente sabe disso tudo há, mas eu adoro ir lá ouvir e acreditar no que aquele cara vai falar. Queria recordar essas carências, as pessoas estão muito solitárias. Agora na pandemia todos nós ficamos muito desamparado, né?
Todos nós ficamos, é. É, então isso passa também pelo aspecto do do lado sentimental, da crença que a gente também não pode. Essa é uma questão também que expediu, não pode cair nessa a gente só ser racional, né? Olhar o ser humano com uma coisa puramente racional, esquecendo essa dimensão do sentimental, essa dimensão que tem uma outra lógica, que tem uma lógica que não é da evidência, as vezes que é uma lógica. É do sentimento.
É por que que eu gosto do mar. Fulano deu tanto que eu gosto, não tem como explicar isso é outra coisa. Bacana, Júlia é. Faltou você na questão do daqui, do, do item, do livro, dos espíritos. Onde Kardec fala, né? Em que se Funda o dogma da reencarnação. Quer dizer então que essa palavra, dogma, ela tem vários significados, vários signos, várias simbologias. Sim, principalmente se nós é. Pegarmos a palavra na sua origem grega, no sentido de opinião,
né? Então é era nesse sentido que o Kardec falava, eu também fui atrás dessa questão, a 222, né? Do livro dos espíritos e é realmente nesse sentido, de princípio, né? O dogma da pluralidade dos mundos, o dogma da reencarnação, é no sentido de princípios, naquilo que nós acreditamos e é só para não perder aquilo que. O Marcelo e o Marcos estavam falando.
É, eu sempre falava para os meus alunos que nós não poderíamos confundir o pintor e a obra, principalmente quando eu trazia algum conceito, alguma coisa e os alunos faziam justamente essa confusão ou porque não gosta do fulano ou do beltrano, ou porque gosta. E aí alguns queriam defender. Outros queriam é desmerecer, né? Então porque aquela pessoa foi de tal jeito aí a frase dela está invalida, dá uma obra bacana que ela fez está invalida.
Daí eu dizia não, gente. Vocês não iam gostar de ser, é confundidos? Pintor com a obra, vocês fazem uma prova, tiram 5 na prova, vocês são a prova de vocês, não são? Vocês são muito mais do que a prova. A prova faz parte de vocês, então seria nesse sentido e isso as pessoas ainda fazem, por isso que é crítica ainda é tão doida para tanta gente, porque elas confundem e daqui a pouco vira ataque pessoal. Elas não conseguem separar, que foi uma atitude que não foi
legal. Uma fala algo que não deveria ter sido dito, ou poderia ser de outra maneira, né? Aí já mistura tudo, já começa a puxar o passado da pessoa. Quem é a pessoa? É em que que ela acredita, aí já viram assim? Eu não, não é nem uma salada de frutas, né? Um pirão, um negócio que a gente já não entende mais nada e é. A gente precisa ter esse cuidado, né? Assim como vocês falaram, é de pessoas aí que o cara que errou em outros aspectos acertou, e
essa é a minha opinião. Respeito daquela pessoa, e nós temos esse direito. É. É isso aí. Não não achar que que os espíritos, os médios, os escritores espíritas são são infalíveis, não são uma forma de circular no Pires. E eu citei essa frase no início do do nosso papo e eu vou repetir, não existe professor de espiritismo, todos somos aprendizes. Boa.
Vamos trazer mais uma questão. É. Que foi preparada para por por nós hoje Marcelo é. Falamos bastante sobre o dogmatismo como um problema, né? Como o é uma deturpação da ideia do dogma, que é um conceito, um conceito da mental, no princípio, uma ideia é que pode sofrer ação progressiva do tempo. Acho que é uma verdade consolidada durante algum tempo.
Quando você sai dessa realidade, desse universo, desse conceito, e se aferra a uma ideia como se ela fosse uma tábua de salvação, como se ela fosse uma verdade imutável, inquestionável, surge o dogmatismo. Parece que está Claro a nossa conversa. O nosso bate-papo de hoje. A pergunta é, existe um antônimo monoposto ou um antídoto para o dogmatismo? Eu acho que eu acho que seria saber relativizar as coisas, né? Tudo é muito relativo.
Eu estou com o livro aqui em casa que eu que eu comprei mais ainda não li. Que traço um paralelo entre Kardec e Albert, Einstein e Einstein foi quem elaborou e divulgou AA teoria da relatividade. Então, até um Nobel de física, por causa disso, eu acho que a gente tem que ver que nada pode ser visto como absoluto. E sim relativo, depende do contexto, depende da pessoa envolvida, depende do histórico dela, depende da situação em que ela está. Porque se não, a gente vira um
pensamento fechado. E a doutrina espírita é um pensamento aberto. É um pensamento livre. Eu vou dar um exemplo, tá? Eu escrevi um artigo uma vez que e esse foi publicado, inclusive chamado excesso de dogmatismo. Eu conto a história. Muita gente acha que o que o Ricardo, que é OOOO protagonista dessa história sou eu, não sou eu, eu não sou o Ricardo, tá? É um amigo meu que me contou essa história, mas ele me contou essa história em off, tá?
Então quando eu divulguei essa história, eu troquei o nome dele porque eu não quis, já que ele me contou a história em off. Eu quis dar outro nome, o que que aconteceu com o Ricardo Ricardo uma vez foi. Participar de um evento espírita numa capital aqui do nosso país, aqueles eventos que são feitos em grandes ginásios ou escolas, enfim, e ele foi bastante
requisitado na parte da manhã. Quando chegou o horário do almoço, ele entrou na fila do refeitório, fez a bandeja dele e se sentou num canto tranquilo, porque ele queria almoçar sossegado, já que tinha sido bastante requisitado na hora do almoço. Aí vieram 3 moça, se sentaram perto dele e começaram a conversar entre elas e uma delas, a quem o chamou de Tânia. Toda contando o assunto, olhava para ele como se estivesse chamando ele para entrar na conversa. O que queria a opinião dele, que
kitani estava contando. Ela contou que no centro espírita do Collor faz parte. Um menino da evangelização chegando em casa, viu a mãe tomando um copo de vinho. Aí falou Pra Ela que vinho atrair o obsessor e pediu para ela jogar o vinho na pilha. Ela disse que não ia jogar aquilo que que não era assim, né? Que obsessores não vivem assim. Sendo atraído assim, enfim, e que o fato dela estar tomando 11 taça de vinho não significava que tinha um obsessor no encalço dela.
Em vão de tanto menino falá la. Despejou a taça de vinho na pia? Quando chegou o dia da evangelização encontra evangelização, acontecia. Ela chamou o presidente do centro espírita na rua, Oo ocorrido e reclamou da evangelizadora. Quando terminou, a evangelização evangelizadora foi chamado e disse que tinha passado, porque quem tinha dito isso pros para as crianças tinha sido ela que toda vez que as pessoas estão com uma, com uma bebida alcoólica em mão, em mãos, elas atraem obsessores.
A mãe não gostou, enfim. Na evangelizadora. Foi chamada pelo presidente do centro para conversar com ela e com ele, então ela falou que é aquilo que que ela havia dito às crianças estava de em acordo com a doutrina espírita, com os pressupostos espíritas. Só que o assunto gerou um buchicho dentro do centro espírita, porque a história, se ela se alastrou e havia gente contra a evangelizadora.
E a favor da evangelizadora e Tânia contando isso para as 2 amigas, olhava para Ricardo, queremos chamar Ricardo pra conversa. E virou para as para as amigas dela, e disse à mas, porque toda vez que nós estamos com uma bebida alcoólica em mãos, a gente atrai o obsessor? Aí olhou para Ricardo e falou assim, não é? Aí ele falou não. Não, não. Quem foi que falou que toda vez que a gente está com um copo de vinho ou de cerveja, ou de vodka na mão, a gente tá atraindo
obsessor? Aí ele falou pra Tânia, você sabia que quando do lançamento do livro, dos espíritos, foi servido um jantar para comemorar um jantar em homenagem a Kardec? E nesse jantar foi servido vinho? Seja Kardec, o pessoal da editora de dinheiro e mais as pessoas amigas que estavam ali. Incluindo alguns médios, creio eu. Você. Você sabia que eles tomaram vinho no jantar em comemoração ao lançamento do livro dos espíritos? Aí Tânia falou, hã, mas com certeza Kardec não bebeu até
cair. Aí Ricardo falou, a mãe desse menino, pelo que você acabou de me contar também não. Mas você não há de convir que todo excesso é prejudicial à saúde. Aí Ricardo falou, excesso de dogmatismo também apra que a mulher ficou. Ele desmontou a mulher. A mulher ficou a Tânia, né? Ela ficou tão desconcertado que ela pegou a bandeja e foi comer em outra, em outra mesa. Então, cuidado com isso.
Não estou fazendo apologia. A bebida alcoólica, não estou incentivando as pessoas a encherem a cara mesmo porque eu tenho um caso de alcoolismo na minha família. Meu irmão mais velho, meu pai, era viúvo do primeiro casamento, o filho mais velho dele, do primeiro casamento, meu irmão por parte de pai, era alcoólatra, morreu com 30 e poucos anos de cirrose, uma situação lamentável que deixou meu pai tristíssimo. Meu pai nunca mais foi o mesmo depois que isso aconteceu, então.
Eu. Podemos. Podemos se desviar de vícios melhor, quanto mais a gente se desviar de vício, seja ele qual for, melhor agora eu não posso sair por aí afirmando que toda vez que uma pessoa está com uma, com uma, com um copo de vinho de cerveja ou correlato na mão, ela está com obsessão ou porque ela não tenho olhos para ver isso e eu não tenho direito de efectuar caça às bruxas dentro dos centros espíritas, aconteceu um caso aqui em Petrópolis uma vez.
Com um amigo meu, de um movimento espírita já falecido. Vou falar até o nome dele, só eles. Só eles. Estava num casamento de uma pessoa espírita aqui da cidade de Petrópolis. Não sei quem foi, porque eu não fui nesse casamento. Passou uma bandeja de vinho? Ele pegou uma taça de vinho tinto ou vinho branco, não sei. Conforme ele pegou a taça, uma pessoa, uma moça espírita que estava perto perto dele e o fulano ou fulana, olha aqui o som é desculpa, taça de vinho.
Ele ficou tão danado da vida que ele falou a vontade que eu tive foi de jogar o vinho na cara dela. De tão danado da vida que ele ficou, mas se eu faço isso errado sou eu e acabar o casamento. Então, por favor, é Claro que a gente tem que se desviar de vícios, quanto menos vícios nós tivermos, melhor, mas ao mesmo tempo não é para nós. Efetuarmos caça às bruxas dentro dos de dentro dos centros espíritas, porque ninguém é
melhor do que ninguém. Eu eu estou ali para me melhorar, não para policiar o comportamento dos outros e me achar melhor do que as outras pessoas porque. Pulando em ô fulaninha gosta de um vinho, de uma cerveja artesanal e eu não. Eu sou impoluto, isso não existe menos. É, temos muitos impolutos aí por aí e adoram, adoram e se tornam dogmas também, né? É complicado. Marcos, que querias falar aí que levanta cedo? Não é engraçado, porque essa
visão dogmática, né? Na verdade, é a própria evangelizadora, a forma com que ela ensinou a questão da bebida também foi equivocada. Foi uma coisa do medo, é a sua obsessor. Tipo, é a cuca, te pega, te pega daqui, te pega de lá e aí isso passa pro menino que é, questionando a mãe, e aí depois volta, aí a mãe vai, usa os conhecimentos dela para apertar. Ou seja, a farra do boi, né?
Mas o engraçado que quando a gente é dogmático, a gente também tem como consequência que eu queria chamar atenção. Hipocrisia. Porque o mundo a gente já era dogmático. Em outro exemplo, religiosamente não pode e isso vai acontecer, aquilo fugia da realidade, criava o mundo postiço, tirava a hipocrisia, né? Porque se você for fazer uma pesquisa com hipnose pra pessoa, não não mentir, você vai ver que 9070 por cento do movimento
espírita bebe. Mas se nas palestras a pessoa não fala, a pessoa não fala isso, vivemos a vida postiça vitoriana que isso também questão do afirmativo, na verdade, é o velho novo, né? É a parada. Oh, lá vem o novo. É saudemos, o novo AO dogmatismo. Ele está dentro de um pacote que a gente acha que ele é novo, mas ele não é, é? É a velha religião. As velhas relações é o velho poder. Então a gente precisa e isso que é o revolucionário, o espiritismo.
E aí ele deixa de ser ortodoxo. Ele é tê lo dotes aí onde ele rompe é, é, e ele tá lá é algemado na jaula, mas ele é forte e essa que é a grande força, então a gente precisa entender que. Por trás desse dogmatismo, né? Por trás desse sonho inocente, tem um fraco. É uma cartola, né? É. É a velha roupa colorida, como diria Antônio Carlos Belchior,
né? E aí também, nós temos um outro.eu chamar a Júlia para a conversa que é dentro dessa ideia que o Marcos trouxe, né, da mentalidade vitoriana. Aparentar ser não é a história lá do direito que a mulher de César não basta ser séria, tem que aparentar, tem que parecer séria. Júlia.
Quantas e quantas pessoas que a gente conhece o movimento espírita que assume aí um verniz de bom moço de boa morte, aí, equilibrado socialmente, de equilibrado espiritualmente e de repente mais que de repente você encontra esse espírita de
verniz? Discutindo no supermercado porque alguém passou na frente discutindo na fila da da da da ponte que aqui tem a ponte de Florianópolis, tem uma fila às vezes incomensurável discutindo porque o cidadão tirou a vaga dele, né, discutindo porque passou lhe a perna esse verniz. É um problema, é um dogmatismo. Uma credo, como no. Olha, eu tenho um palpite, né? Querendo botar lenha na fogueira a pagando o fogo com gasolina é boa parte desse povo não bebe,
mas é muito maledicente. E aí eu penso, os obsessores não vão atrás de quem fica falando mal dos outros, julgando os outros, rotulando os outros. É tendo comportamentos que são uma coisa dentro da casa espírita e outra coisa na sua própria casa, né? E aí, assim é, tem uma coisa que eu puxo, inclusive para nossa vida sobre isso, né?
E eu falo muitas vezes para as minhas clientes, para outras pessoas que eu seja aquela pessoa que quando eu estou fora de casa, o meu filho e meu esposo deseja o meu retorno. Eles queiram que eu volte, eles sintam a minha falta. Não que eu seja aquela pessoa que eu chegue à chegou. A terrorista chegou, acabou nessa paz, né? Que é o que acontece com muita gente que enche a boca para se declarar espírita. Mas é um terrorismo em casa.
E agora eu vou encerrar essa minha fala que se não, daqui a pouco vou levar uma voadeira dos obsessores. Pois é, pois é, nós temos que nos policiar, mas não sermos fiscais excessivos de nós mesmos, né? É um como Herculano. Uma vez conversando com Chico
Xavier, eles dialogavam e saiu. Se essa tem muito espírita, que está vivendo em nosso lar, tem muito espírita que está vivendo a vida espiritual que vai acontecer daqui a 2030-4050 anos, quando ele desencarnar e esquece de viver o hoje, é aproveitar as oportunidades do cotidiano da encarnação. De errar, mas errar buscando acertar, né? E aí o nosso Nelson, o decano do ECK, tá dizendo aí, ó, sem rotular e já rotulando, tem certos diretores de ensino, tem isso? É diretor de ensino.
Que que chique isso, né? E que dê modelações faculdade em centro espírita. Eu não conheço não. Diretor de ensino de casa espírita, citando nominada Men te magros negros é, eu acho que tem aí uma mistureba bem interessante, vale a miraste. E assim nós vamos.
É assim lá na avivar, vamos tentando aí separar o que é joio do trigo e não sermos tão dogmática, minha gente quanto você conversa, vamos lá. Fala massa, posso contar uma história para encerrar, eu tenho um livro muito bacana aqui em casa, o chamado os super-heróis e a filosofia que vários sociólogos americanos, cada um escreve um capítulo. Então um analisa o Batman, outra Mulher-Maravilha, outro Homem-Aranha e o cara que ia analisa o Super-Homem e ele fala
uma coisa interessante. Ele conta que quando os gibis do Super-Homem foram lançados na década de 40 do século passado, foi um sucesso de vendas estrondoso. De repente, as vendas, ó. Caíram? A encomendaram uma pesquisa para saber o que estava acontecendo, resultado da pesquisa. Perfeito demais. Invencível demais, está sem graça. Aí inventa aí os criadores do Super-Homem, né? O pessoal lá da junto com o pessoal da editora fez, fez o quê? Criou aqui a kryptonita.
Que são fragmentos do planeta Natal do Super-Homem, que tornam ele fraco aí, moral da história, colocaram a kryptonita nos gibis. Humanizar no Super-Homem as vendas dos gibis voltaram a crescer. Moral da história, não banco ou perfeito, não banco. O exemplo a ser seguido porque mais dia, menos dia estou a kryptonita parece fica de olho. Os dogmatismo, espírito é uma espécie de kryptonita, né? Certo, cuidado porque logo logo a gente vai estar sendo pego Por Ela quando menos espera.
A gente vai caminhando para o final dessa live que foi descontraída, que foi muito importante para nós, porque debateu questões tanto teóricas quanto práticas do movimento espírita e vamos deixar aí um espaço. Então, primeiro, para o nosso convidado Marcelo Teixeira, para que ele possa fazer as suas considerações finais. A eu agradeço, foi um papo muito agradável. Estava com receio, confesso eu. Eu estava dando uma lida aqui antes de começar em alguns assuntos, mas superou as minhas
expectativas. Eu gostei muito, foi um papo muito produtivo, aprendi muito. Espero ter correspondido às expectativas, um grande beijo em todo mundo, uma excelente noite. Até uma próxima. Obrigada, muito bom, Marcelo, muito bom estar com você. Não nos conhecíamos a. Ainda assim, no virtual, né? Mano presidencial está difícil por causa dessa história, pois é, por que será, né? Porque é isso que a gente tem, mais virtualmente a primeira oportunidade que a gente tem de trabalhar juntos.
Nós também estamos muito satisfeitos, muito empolgados com esse nosso colóquio de hoje e com certeza prepare-se que você vai ser figurinha carimbada aqui do espiritismo com Kardec. E tenho certeza que o nosso pessoal vai elogiar muito a sua performance. Vou pedir para esperar um pouco a na sala do chá e a gente já já volta a conversar. Marcos Braga, as suas considerações finais. Eu queria agradecer o convite, tá? É sempre um prazer participar das atividades.
A gente aprende muito, fico muito feliz, gosto muito de participar do e se secar. É, e o dogma tem a ver com a gente, conviver com a dúvida, né? Isso é que é o grande problema, né? Eu assistir quanto tipo de covide aí assistir na HBO Max, né? De de r, Dark, matilha, os que na verdade é da série a bússola de ouro é a faca sutil e a luneta Âmbar do Felipe. Do Felipe pullman, que é um ator
inglês. Esse livro é recente e o Felipe é muito questionado, porque ele é dito que ele anti religião que ele promove OATI, mas no livro é tratado essa discussão de que a religião é um aprisionador, né? Então eles lutam, porque o grupo, que é o magistério que manda naquela, naquela realidade, ali ele não quer que ninguém questione que ninguém estude, e aí no meio do filme, você descobre também. As mulheres são oprimidas, né? Dada AA sociedade patriarcal,
essas coisas todas. Então, passa, é o dogma. Passa também pelas questões de poder, pelas questões de falta de Liberdade, pelas questões que eu tinha colocado também do do. Vitorianas quer dizer Oo dogma, é ele é um atraso, não quer dizer que a gente tenha um com ele, não com ninguém consegue chegar a consenso, nenhuma, secs consensos.
Eles não são baseados no poder de pessoas ou localismo, mas baseado no debate e na construção da convicção k, palavra que eu ouço muito aqui no SC k que é importante, o espiritismo construído, a convicção, eu estudo, entenda e aprenda. Eu não acredito porque aquilo é um dogma de fé, porque aquilo é é tenho tem que jurar. Perante uma estátua que Eu Acredito naquilo, Eu Acredito que aqui no Pará nem faz sentido aquilo. Para mim é importante. Era essa que era a mensagem que
eu queria deixar. Bacana, muito bom. Vai lá para a salinha do chá que nós já vamos conversar um pouquinho. Júlia, suas considerações finais. Bueno, né? Quero agradecer pela oportunidade de estar aqui, participando dessa live falando sobre dogmas. É retomando algumas questões, né? Foi um prazer estar com vocês e eu penso que em relação ao dogma. O que mais nos afastaria deles seria realmente a importância da crítica, do pensamento, de isso
ser estimulado, né? Nós viemos de gerações, é em que a crítica, a contestação eram muito mal vistos, eram vistos. Como é falta de respeito muitas vezes, né? E nós levamos isso dos bancos escolares pra vida e pro centro espírita, então é o ideal, no meu entendimento, seria. Haver um maior estímulo à possibilidade de criticar, de ter vez e voto e voz em tudo aquilo que a gente não achar que é, de um jeito ou de outro. Isso faz parte do desenvolvimento do pensamento do ser humano.
Isso nos torna pessoas críticas, positivamente, pessoas que sabem separar a pessoa. O pintor da obra e que podem, sim fazer do mundo que nós estamos hoje cheio de dogmatismos. É um mundo bem melhor. Seria isso? Sensacional, Júlia.
Essa é a ideia, protagonizar as questões que fazem parte do nosso cotidiano e da oportunidade para que todos tenham voz, já que no movimento nós temos muitas pessoas sem voz, sem oportunidade, vai lá para essa linha do chá que eu já tô chegando lá. É isso, minha gente. Hoje foi possível trabalhar com muita seriedade, mas sem perder a ternura deste tema que nos indigna nesse tema que nos preocupa muito quando nós nos cristaliza.
Mosa no poder espiritual espírita, quando nós achamos muitas das vezes que, por termos tido acesso a muitos conhecimentos que não faziam parte da realidade daquele homem extremamente científico do século 19.
Por estarmos próximos da verdade espiritual, que não é a única, nem absoluta, nós nos convertemos muitas das vezes em criaturas que oprime moças demais por elas não pensarem da mesma forma como nós de criarmos obstáculos para essa pluralidade de conceitos que forma a nossa multifacetada. Ambiência planetária. Nos secar, nós procuramos dar voz para aqueles que não têm voz. Quando poderíamos imaginar e discutir as mazelas, as deficiências, os problemas, as inquietudes do nosso movimento?
Se não fosse um espaço como esse, nós 2 CK. Gostaríamos de ver outros locais, outros ambientes, outros grupos, outras plataformas produzindo esse conhecimento a partir da soma que fizemos aqui hoje. 4 pessoas diferentes e mais a sua importante participação na forma de comentários ou perguntas, dando uma ideia dinâmica e progressiva deste conhecimento espiritual. Por isso, o nosso agradecimento a você, que esteve conosco e mais uma live e fica aqui o
convite, né? Porque no próximo sábado está aí na lousa espiritismo e política, por um debate Maduro e kr. Desse ano estaremos recebendo a nossa queridíssima Ana Cláudia Laurindo para um debate Maduro. Afastando nos daquela premissa
falsa. Daquela ideia errônea daquela falácia de que o espiritismo nada tem a ver com a política do planeta, com a política do mundo material, com a política do ambiente que nos recebe para mais essa oportunidade reencarnatório, afastando por completo a ideia, por exemplo, expressa na obra de Kardec de que a transformação da sociedade se faz a partir da transformação dos homens e essa transformação dos homens envolve as leis, as organizações sociais.
Da conduta ética na sociedade, então, esperamos você no próximo sábado na mesma bat hora, no mesmo bat canal que é o canal espiritismo, com Kardec em 2 plataformas no Facebook e no YouTube. Até lá, um grande abraço. Tchau.
