Cartas da imortalidade [Ep60] - podcast episode cover

Cartas da imortalidade [Ep60]

Oct 19, 20241 hr 52 minSeason 17Ep. 60
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Recebendo, novamente, o médium Nilton Sousa (CE), para tratar das "Cartas da Imortalidade", isto é, os depoimentos daqueles que atravessaram o "portal da morte" e vêm trazer suas mensagens para os entes queridos que ficaram. Na bancada, teremos Maria Cristina Rivé (RS), com os contrapontos necessários, sob a costumeira moderação de Marcelo Henrique (SC).Nos últimos tempos, têm surgido diversos personagens dizendo-se médiuns e anunciando seus "serviços" de "comunicação com o Plano Espiritual", bastando que o interessado, pelas redes sociais, preencha formulários e preste informações acerca daquele de quem deseja receber uma mensagem. Isto tem resultado numa "indústria de comunicações", que se distingue do modo tradicional da mediunidade (psicográfica ou psicofônica) para uma mera "transcrição" daquilo que o "médium" estaria "ouvindo" ou "vendo", originário de um desencarnado.Em contraponto, há muitos espíritas que se dedicam à mediunidade gratuita, voluntária e autêntica, a exemplo do que fez, durante mais de setenta anos o conhecido medianeiro mineiro, Chico Xavier.Assim, é de se perguntar: - Todas as comunicações são verídicas? O que move as pessoas à busca de relatos dos desencarnados? Que traços caracterizam um serviço assistencial espírita, no campo da mediunidade, sério e verdadeiro? Como não ser vítima ou presa fácil de embusteiros, prestidigitadores ou ilusionistas? E, por fim, o que leva determinadas pessoas a ABUSAREM da mediunidade ou a FALSEAREM CAPACIDADES mediúnicas para buscarem o reconhecimento público?Estas e muitas outras indagações terão "palco" nos nossos "embalos de sábado à noite do ECK", alcançando nosso qualificado público que se interessa sobre temáticas espirituais e deseja conhecer a realidade dos fenômenos, seu alcance, sua ética e sua finalidade para o progresso humano-espiritual...Novamente, na bancada do ECK, o assunto será tratado sob as necessárias premissas da dialética e dialógica, permitindo a interação em clima de fraternidade, alegria e respeito interpessoal e interinstitucional, seja entre os participantes, seja em relação aos internautas que acompanharem ao vivo a atividade. Acesse, Siga-nos, Compartilhe, Ajude-nos a divulgar!

Transcript

Alô, você! Tudo bem? Estamos nós aqui outra vez para mais uma live do SEK. Dessa vez, não é um embalo de sábado à noite, mas é um embalo de sexta à noite. Pois é. Então, bom dia, boa tarde, boa noite, considerando o horário em que você estará assistindo essa live.

Para você que está ao vivo conosco, Um forte abraço e a certeza de estarmos fazendo mais uma grande live aqui no Espiritismo com Kardec. Pois bem, vamos então tratar hoje de um tema que tem ocupado de uma forma mais marcante, mais pontual, mais pungente, os últimos tempos, os tempos mais recentes, este ano inteiro. aqui no meio espírita brasileiro. Vamos falar... das cartas da imortalidade.

Vamos falar dessa atividade característica do Espiritismo, que é a conversação com aqueles que já se foram, aqueles que transpuseram o portal da morte, saíram da vida física e foram para a vida espiritual propriamente dita, E vem através de mensageiros, intermediários, que o Espiritismo chama de médiums, trazer as informações para nós que ficamos por aqui.

E, sobretudo, o consolo. para os entes queridos que não têm informações precisas sobre o além, sobre a vida espiritual, sobre a circunstância de continuarmos todos em contato porque os laços de afeição, de afeto, de bem-querência, de carinho, de fraternidade, de amor, longe de se afastarem ou se afrouxarem, permanecem ainda mais coesos.

É isso. Estamos muito felizes de ver a saudação de todos esses amigos, todas essas amigas, que de diversas partes do Brasil e do mundo, estamos ao vivo também na América do Norte, na Europa e na Ásia. Nesse instante, podemos aí descortinar informações precisas da filosofia espírita que nos servam de referência que nos sirvam de orientação para a conduta nos nossos dias. Como sempre fazemos, vamos trazer um pequeno trecho de Allan Kardec para dar o pontapé inicial desta nossa live.

Ah, antes que eu me esqueça... O pessoal aí da técnica está dizendo que hoje eu estou travestido, fantasiado, inspirado no querido médium Francisco Cândido Xavier.

É, o bonezinho é para homenagear o nosso querido Cisco Xavier, aquele que foi, durante muito tempo, mais de sete décadas, o principal emissário, o principal intermediário do além, do plano espiritual, trazendo informações sobre inúmeras pessoas que desencarnaram, até mesmo abruptamente, em acidentes, em mortes violentas, oferecendo a todos nós a comprovação da

imortalidade. Vamos, então, dizer ou repetir aquilo que Kardec afirmou na primeira edição da sua Review Spirit, o seu laboratório de Ciências Psicológicas, a Revista Espírita. Então, no primeiro fascículo, de janeiro de mil oitocentos e cinquenta e oito, como introdução ao compêndio de doze volumes que ele publicou entre cinquenta e oito e mil oitocentos e sessenta e nove, Kardec escreveu o seguinte... Largo espaço será igualmente

reservado aonde? Na revista Espírita, as comunicações escritas ou verbais dos Espíritos. E aí ele está falando da psicografia e da psicofonia. Desde que tenha um fim útil, assim como as evocações das pessoas antigas ou modernas, conhecidas ou obscuras, sem desprezar as evocações íntimas, que muitas vezes, nem por isso, são menos instrutivas. Numa palavra, na revista, nós abarcaremos todas as fases das manifestações materiais e inteligentes do mundo incorpóreo.

Note que Kardec, então, abre o leque de opções para a chamada mediunidade, permitindo que hajam comunicações escritas, como aquelas que estão contidas no livro do nosso convidado de hoje, o Newton Souza, como as psicofônicas, que é a utilização das cordas vocais do médium pelo espírito desencarnado para comunicar com uma voz similar àquela que ele teve enquanto vivo, demonstrando aí a riqueza de detalhes da imortalidade da

alma. e também tratando, ao lado das comunicações espontâneas, as comunicações por evocação, que o movimento espírita abandonou quase que por completo e deixou de lado essa ferramenta poderosíssima de chamar os espíritos, espíritos de personalidades conhecidas ou não, espíritos familiares, espíritos que elaboraram conosco nas instituições e grupos espíritas, Espíritos que foram conhecidos localmente, na cidade onde você vive, no bairro onde você mora, para trazer

informações do outro lado. É isso, então, que nós vamos tratar hoje. Sem mais delongas, que toquem os clarins, vamos receber o convidado especial da noite, meu querido amigo Newton Souza. Vem para cá, Newton. Então, se você me chama de especial, você é o anfitrião

especial que me recebe. E fico muito feliz de estar ao lado de pessoas que têm demonstrado durante tanto tempo, durante tantas oportunidades, esse empenho de preservar os fundamentos basilares da obra kardeciana para que sirvam de direção, bússola e orientação a todos os irmãos espíritas, a fim de que o movimento espírita não se desvie como no passado o movimento cristão andou se desviando.

Muito bem, é muito satisfatório para nós, é com alegria imensa que nós recebemos você mais uma vez na bancada mais democrática, mais festiva, mais plural da internet brasileira, da internet espírita brasileira, para traçarmos aí algumas perspectivas, alguns fundamentos, alguns detalhamentos que são necessários para a abordagem

desse importantíssimo tema. Como eu falei, está em minhas mãos, A obra é escrita pelo Newton Souza e contém aqui diversos relatos, inclusive com as fotografias das pessoas que desencarnaram e trouxeram as suas mensagens. E o mais importante, a prova cabal, grafoscópica, grafotécnica da autenticidade daqueles que assinam mensagens.

Vocês que tiverem a oportunidade de adquirir o livro vão ver, inclusive, o trabalho fantástico, o final da obra, realizado pelo nosso querido irmão, nosso querido companheiro Clóvis Nunes, com... o estudo, a comparação grafotécnica entre a grafia do indivíduo quando vivo e a psicografia, o que demonstra, através dos métodos científicos, métodos que são utilizados em larga escala nas universidades, nas academias científicas e também nos órgãos governamentais de comprovação da

autenticidade da grafia de documentos, Esta prova material de que a imortalidade é uma realidade do Espírito. Então, nós parabenizamos o nosso Newton por trazer à lume esta obra, já na quarta edição, recentemente lançada, né, Newton? E que dá oportunidade para um número cada vez maior de pessoas estarem diante de fatos. Lembrando Allan Kardec, Ele sempre disse que se curvaria diante dos fatos, desde que esses fatos fossem explicados

pela lógica racional. E aí, então, como ele se convenceu lá em mil oitocentos e cinquenta e quatro, em mil oitocentos e cinquenta e cinco, do movimento das mesas, das psicografias ainda nas cestas escreventes havia uma realidade inteligente, uma causa inteligente por detrás dos

efeitos igualmente inteligentes. Então seja bem-vindo, já já nós vamos trocar passes no meio de campo do SK em direção ao gol, para que esse gol possa se trazer para as pessoas que nos assistem agora e posteriormente essa precisão de informações que tanto enriquece o saber intelectual e também os sentimentos do espírito. Vamos chamar então a nossa companheira que vai dividir a bancada comigo, nos comentários, nas observações, nas respostas, Maria Cristina Rivera, que

toquem os tambores. É com muita alegria que nós nos encontramos aqui nessa noite, tendo a oportunidade, tendo a felicidade de estar junto ao nosso querido Newton, ao querido Marcelo e todos aqueles que vão nos assistir e que conosco vão estudar mais um pouco essa doutrina que tanto bem nos faz.

Saber que eles mandam notícias do mundo de lá. diz quem fica, mande, como diz a música, tão linda que é. E vamos ver como isso acontece, como se dá e no que a gente vai poder contribuir e aprender também. É com muita alegria que estou aqui, junto a todos vocês. Só faltou cantar mesmo, Maria Cristina, essa música maravilhosa. Se eu cantasse, saía todo mundo. E fala aí dos encontros e das despedidas a cada vez que nós vimos outra terra ou voltamos para o mundo espiritual.

Nós temos nas últimas lives, você que nos acompanha, feito uma alteração nesse primeiro momento da live, em que normalmente eu apresentava um currículo e dava informações a respeito... do convidado ou convidados e do debatedor ou debatedores. Então, eu tenho jogado a bola para as pessoas que estão comigo para tornar a coisa mais dinâmica. Então, eu começo pelo Newton perguntando quem é o cidadão Newton Souza? Qual é a sua formação e atuação profissional?

Quando Newton se tornou espírita? E quando ou de que maneira desabrochou a sua mediunidade? Vamos lá, rapidamente, porque são muitas perguntas biográficas, mas em rápidas pinceladas. Minha mãe era médium e frequentava o centro espírita. Quando criança, ela me levava ao centro espírita. Mas aos doze anos, a minha busca espiritual se voltou para a

Bíblia, se voltou para estudos evangélicos. aos nove anos de idade no passado eu tinha alguma afinidade com a igreja católica mas aquilo foi passando e o que me trouxe ao espiritismo foi a obsessão espiritual que minha irmã mais velha sofreu Então eu fui ao Centro Espírita na ânsia de ajudar a minha irmã. E nessa época o Centro Espírita era bem pequenininho, com os médiums incorporando ali na mesa, a público mesmo assistindo. Eu sentei no público.

E de repente eu me senti estranho, eu me senti como se estivesse ausente. Eu me sentia como aquele estado de sono em que você ouve a voz das pessoas muito longe. e lá pelas tantas eu ouvi a voz do meu padrinho, que era o acolhedor dos desencarnados nessa sessão mediúnica ao público. Eu ouvi a voz dele dizendo assim, fale meu irmão. Na minha cabeça, na verdade, não vinha nada, mas uma força mecânica.

O que eu estranhava é que eu me sentia com estatura mais alta e eu sentia um formigamento tomando conta da garganta, da boca, E também é como se, a sensação é essa, literalmente essa que eu vou falar, é como se meu estômago tivesse revirado e uma força me movia a falar. E na verdade era um espírito de um médico desencarnado, chamado doutor César Carlos, foi minha primeira incorporação. Esse médico, através de mim, na

plateia, orientou o tratamento da minha irmã. ele estabeleceu uma rotina e um roteiro para que ela viesse a ficar boa. Então, curiosa que eu fui pedir ajuda e, de repente, o espírito incorporou, nesse sentido, não é o termo bem adequado, a incorporação, mas o espírito falou através da chamada média unidade falante, conforme Kardec, E orientou o tratamento. Então eu fiquei curioso. No fim das contas aquilo não me assustou. Fiquei curioso. Meu padrinho me deu um livro dos espíritos.

Aquela edição pequenininha da FEB. Capa azul e branca. Eu comecei a ler. Não entendia nada. Dezesseis anos de idade a essa altura. Eu não entendia nada. Aí eu passei a frequentar as sessões. Porque eu queria saber se ia acontecer de novo. E o fato é que foi acontecendo de novo. Primeiramente a incorporação. Eu passei quase um ano incorporando. Depois de um ano, ainda não completos os dezessete anos de idade, eu comecei a sentir um

impulso para escrever. Aí me deram um caderninho pequeno e eu comecei a escrever, comecei a escrever. Só que era só um processo de treinamento. Então, gradativamente, isso foi sendo treinamento até os vinte e dois anos de idade. Vinte e dois anos de idade, uma orientadora espiritual desencarnada, uma freira desencarnada chamada Rosália Nancy, começou a me aparecer e a

orientar. Aos vinte e cinco anos de idade, começaram a aparecer outros espíritos e os estilos começaram a mudar, começaram a se alterar aos vinte e cinco anos de idade. Então, as cartas só vieram em dois mil e dez. Eu acho as cartas mais recentes. Elas só vieram a acontecer em dois mil e dez. E foi porque eu fui receber um receituário mediúnico e uma menina pediu um receituário mediúnico e, de repente, o pai dela foi que escreveu. E escreveu com quatro peculiaridades e intimidades que

só ela sabia. se identificou como o ursão dela, ela quando criança chamava o pai de ursão, porque ele era peludo, se identificou como papi, era a maneira que ela costumava chamá-lo, papi, pediu perdão à mãe dela, porque disse que tinha agredido a mãe dela, tinha chegado a agredir a mãe dela, pediu perdão, E também disse que, do outro lado da vida, ele passou mal os bocados, porque ele tinha vício tabágico, tinha vício de cigarro e não tinha mais como fazer essa prática,

ter essa prática. Então, quando eu vi aquilo, Marcelo e Maria Cristina, quando eu vi aquilo, eu me perguntei, será que eu tenho elasticidade, possibilidade psíquica, médium única, para fazer esse trabalho? Então, eu comecei a testar com os trabalhadores da casa E depois eu passei a fazer de público quando adquiri segurança. Tipo, uma taxa de acerto aí de setenta por cento, uma taxa de

acerto de oitenta por cento. Depois fiz uma viagem a Pedro Leopoldo, depois a Uberaba, pra saber como é que o Chico Xavier fazia. E normalmente, eram normalmente aquelas informações básicas. Nome do desencarnado, data de nascimento, data do desencarne e o nome do solicitante. Tá? E o laço de parentesco, só isso. Basicamente, essa era a pergunta que Chico fazia, mas ele fazia com uma prancheta. Ele fazia com uma prancheta e um amigo, uma secretária... anotava ou ele mesmo anotava.

E lá naquele encontro, ele já começava a perguntar, quem é fulaninha? Quem é ciclaninha? O que é isso? Por que eu estou vendo aquilo? Então, do mesmo modo, a gente foi realizando o trabalho dessa maneira. Quando a gente atendia as pessoas, a gente ia percebendo as coisas e fazendo perguntas para confirmar para confirmar a nossa percepção, para ter segurança daquela presença espiritual.

Alguns médios chamam isso de entrevista, eu não acho bem adequado, eu acho até suspeito chamar de entrevista, eu não gosto desse termo. Eu chamo de sintonia, eu chamo de sintonia, para usar um termo de um livro que o Emmanuel escreveu para Chico Xavier, que foi para o Chico, porque o Chico queria aprender algo sobre a mediunidade. E aí ele recebeu esse livro chamado Sintonia. que explica, assim, digamos, como o médium pode oferecer condições para

comunicação. Eu tenho formação em História e formação em Psicologia. Minha formação em Psicologia foi recente agora. Nós já estamos atendendo as pessoas e a luta é para que as pessoas não confundam o médium com o psicólogo e não busquem carta no consultório, né? porque realmente a gente tem que ser profissional e a gente não pode misturar as coisas de maneira alguma.

E assim, sabe, a mediunidade não é o centro da minha vida, não faço da mediunidade o centro da minha vida, eu acho que isso é uma forma de proteção até. Porque quando a gente faz a mediunidade o centro da vida, normalmente a fascinação se torna mais viável. Essa coisa de se achar missionário é muito perigosa. A gente não é missionário.

A gente sabe muito bem que a mediunidade é uma instrumentação para que a gente possa avançar em cultura, para que a gente possa avançar em estudo, para que a gente possa avançar em autoconhecimento, para que a gente possa avançar no sentido de oferecer subsídios aos irmãos. E também corroboro com vocês, porque Kardec sempre evocou os espíritos. E preferia evocar os espíritos.

E na Casa de Francisco foi uma luta, porque as pessoas vinham com o movimento espírita na cabeça, e eu dizendo, Kardec diz isso, Kardec diz isso, Kardec diz isso. Então vamos evocar os espíritos. Então, se alguém chega com algum problema espiritual lá, a gente vai pra sessão mediúnica, a gente faz uma oração evocativa, E a gente pede que os espíritos tragam os possíveis espíritos envolvidos com aquela pessoa.

E depois nós comunicamos à pessoa o conteúdo da sessão mediúnica para que ela possa fazer um tratamento autoconsciente. Porque se você vai no médico, você quer saber qual é a sua doença. Então por que no centro espírita a gente esconde comunicação mediúnica? Eu realmente sou terminantemente contra essa forma iniciática de trancar as portas da mediúnica e não socializar o conhecimento da mediunidade. Em rápidas palavras, querido, é isso.

Muito bem, muito bem encartada a sua experiência com a mediunidade. Veja que há um componente, como no meu caso, de muitos que estão aqui presentes conosco ao vivo, tem esse que, esse condão de espontaneidade do espírito.

Atrás da atividade espírita, para ser médium, Uma das questões com as quais eu mais me debati enquanto estive no movimento federativo era justamente esse ponto, cursos de formação de médicos, como se a pessoa entrasse em uma escola e aprendesse a ser psicógrafo, psicofônico, intuitivo, médium entre médium coordenador, como se houvesse como ensinar e aprender essas coisas. Quando Kardec pontualmente diz que nós devemos educar a mediunidade já existente como

faculdade natural humana. Estamos muito felizes de ouvir esse teu depoimento, essa riqueza de informações e, sobretudo, Gostaria de destacar um ponto que estará presente na nossa conversação de hoje, que é separar o homem Newton do médium Newton. Porque, apesar de sermos, eu e você, que temos mediunidade ostensiva, Milton, e não sei se

é o caso da Maria Cristina, já vamos ver também. sermos médium vinte e quatro horas por dia, estarmos sujeitos à influência pela lei das afinidades, que você bem retratou como sintonia, também foi um dos primeiros livrinhos que eu li quando me iniciei em grupos de atividade mediúnica aos treze anos de idade, aqui na Grande Esperanópolis, foi para mim...

Beleza. algo inédito para o movimento, que dizia, e até hoje ainda diz, que uma pessoa em formação, um adolescente em formação, não tem condições de, entre aspas, trabalhar a mediunidade, ou como eles dizem, desenvolver a mediunidade, como se houvesse uma necessidade premente de primeiro formar completamente o corpo físico, para depois dar aso à comunicação mediúnica, como se o processo não estivesse

emprincado e embrincado. Como uma criança, e aqui eu quero lembrar um fato corriqueiro que todo mundo já viu, você tem um filho, você tem um neto em idade de um filho, está pelos três, quatro anos de vida, a criança fica brincando ali na sala, daqui a pouco ela está conversando. Ela não está conversando com os brinquedos, nem com amigos imaginários, ela está conversando com os espíritos.

E ela encara esses espíritos como os seres humanos encarnados, como os seres visíveis para nós no mundo corporal. Porque essa ambiência, essa correlação entre os dois mundos, que a Colano Pires chamava de mundividência, é uma realidade para todos e não para criaturas especiais. Muito bem, vamos agora ouvir inicialmente a dona Cris, a querida Maria Cristina Rivê. Quem é a cidadã Maria Cristina Rivê? Qual é a sua formação, atuação profissional e atuação espírita?

E se é médium, já vi que ela fez com a cabeça que sim, qual é a tipologia das tipologias mediúnicas que a Cris Rivê tem? Eu sou formada em letras, eu sou professora. A primeira vez que eu dei aula foi aos dezenove anos e foi a pior aula de todos os tempos. Mas a gente não parou e continua até hoje aos sessenta e dois. Era uma aula de francês em que eu mostrava uma coisa retangular e dizia que era rond, que era redondo. E como tudo na vida, a gente vai

levanto. hoje aos sessenta e dois anos eu trabalho como orientadora educacional de uma escola sou professora do estado do Rio Grande do Sul e tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu mas a gente sempre revive e dentro das nossas escolas a gente tem uma vivência espírita muito grande Isso é inegável. Eu sou de família espírita, a família da minha mãe era espírita, e eu não me lembro quando começou, porque eu acho que foi desde sempre.

Eu ia para uma sociedade espírita perto da nossa casa, todos os sábados à tarde, com a minha avó. E eu continuei. Por algum motivo, eu troquei de sociedade e fui para a SEC, lá da Joaquina, onde estou até hoje e agora meio que me despedindo, porque estou saindo da cidade de Santa Maria, de onde é minha terra natal. Só que a minha juventude, a minha infância, devido a determinados detalhes em mim, foram bem difíceis.

E foram difíceis para os meus pais, porque, apesar de muitas coisas, eles não entendiam o que acontecia. E eu demorei muito tempo para entender também. A gente tinha aqueles desacertos, aqueles desajustes, aqueles ímpetos, aqueles arroubos que não eram somente da juventude. Eu entendi isso após. Eu estudava, estudo até hoje, e hoje no SK, e eu trabalhei em... Reuniões mediúnicas. Só que eram reuniões que eu não via muito sentido. Eu sou uma médium que se diria

genérica. Eu psicografo muitas coisas que a mim me parece que estão em mim, mas existem detalhes que eu desconheço. Isso eu sei. E elas ficam comigo. Existem momentos na minha vida que eu escrevo e eu sei que certas coisas não são exatamente minhas. E eu posso, se eu puder, contar uma história agora, queridos. Eu tive um irmão que desencarnou, faleceu aos quarenta e três anos. E ele era uma pessoa extremamente especial para mim.

O Marcelo e eu brincamos muito, porque eu sou colorada e eu sou colorada por causa dele. Nós íamos, eu era criança, e nós íamos ao Beira Rio juntos. Nós saímos de Santa Maria, no sábado à tarde, íamos até lá. E a nossa mãe faz aniversário em maio, ou fazia. E uma vez eu estava em casa e eu

senti a presença dele. e estava meio frio, e eu digo, ai, outra hora, e veio uma comunicação, eram três datas importantes, era o aniversário da minha mãe, era o dia das mães, e naquela semana houveram um grenal e nós tínhamos ganhado, e tudo que estava naquela carta eu sabia, Eu disse, isso é meu. Mas eu entreguei a carta para minha mãe. E passaram-se dois meses e eu ouvi ela dizer assim, deixa a pessoa em paz. E uma das, do que estava escrito

ali era, mãe, eu estou em paz. E eu perguntei para minha mãe, E ela disse, eu digo isso sempre para ele. E isso eu não sabia. Então, a mediunidade é uma coisa, sim, sob o meu ponto de vista, muito delicada. A gente tem que ter muito cuidado com ela, mas a gente tem que tê-la, usufruí-la, se é que eu consigo me fazer entender.

Eu preciso saber do mundo dela. Manda notícias. porque eu vou receber, eu vou consolar alguém, eu vou ajudar alguém através daquilo que me é possível dentro do uso da mediunidade. Aqui em Santa Maria, nesse final de semana, nós temos na sociedade, nós temos um médium bastante conhecido que estará aqui, ele vem Desde o evento que teve aqui, muito triste, da Kiss, ele vem, que é o Newton Stuck. Ele estará aqui fazendo seu trabalho, sempre muito querido, muito educado. E é isso.

Essa é a Maria Cristina Rivera. Pelo menos hoje. Muito bem. Essas histórias, não é, Newton? Elas são muito ricas porque elas mostram que a mediunidade é da nossa natureza, que é algo natural. E esse é o primeiro ponto que Kardec acentua ao decidir se tornar o principal expoente da filosofia espírita no mundo

contemporâneo. Há quem diga que a obra é dos espíritos desencarnados e nós, no SK, sempre temos o cuidado de colocar os pingos nos is. A obra é do homem Allan Kardec e, em muitos casos... as duas mãos de Kardec e as duas mãos do Espírito A ou B, que traz as informações através dos médiuns ou que o intuiu, muitas das vezes, no processo de construção da doutrina dos Espíritos ou da filosofia espírita.

Então, esses episódios... mostram que nós somos pessoas comuns, sem redundância, pessoas humanas, que temos muito a dizer sobre essa experiência magnífica de habitar os dois mundos ao mesmo tempo, o mundo físico e o mundo espiritual.

Então, nós estamos muito contentes de receber o Newton e de contar com a Maria Cristina com a experiência que ambos têm na... na lida mediúnica, no dia a dia da mediunidade, para ajudar a desmistificar alguns pontos e a mostrar para você que nos assiste ao vivo, ou você que vai ver a gravação depois, que ser médium não é ser nenhuma criatura... bafejada com algum dom sobrenatural especial, mas a mediunidade, como disse muitas vezes, o Chico é serviço. E o serviço é para todos os dias

e todas as horas. Para aproveitar, a técnica está me lembrando... de você que está conosco pela primeira vez e ainda não se inscreveu no nosso canal, se inscreva, nos dê uma força, porque a sua inscrição ajuda a multiplicação da difusão desta live e dos outros vídeos das inúmeras atividades que nós

fazemos. fazendo com que essa mensagem, que é uma mensagem natural, que é uma mensagem bem-humorada, mas que também é uma mensagem séria, porque nós tratamos o Espiritismo com muito respeito, chegue a um maior número possível de consciências e corações. Então, dê o seu like.

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Milton, eu vou te dar um espaço para um merchandising, já que eu falei do livro no início, gostaria de você fazer a sua propaganda positiva, dizer como foi escrever esse livro, qual foi a impressão que você teve ao receber. essa incumbência espiritual de trazer essa informação com tão riqueza de detalhes e tão profundidade? E como tem sido a reciprocidade

das pessoas em te receber? Eu sei que você percorre várias cidades lançando o livro, apresentando o livro, recebendo as pessoas, recebendo psicografias das pessoas que estão ávidas por notícias do lado de lá. Então, fica aí o espaço para você aproveitar para falar do

livro. Eu agradeço, vou procurar ser breve para a gente poder aproveitar bastante a live, fiquei muito tocado com a fala da Maria Cris, Maria Cristina, porque o bonito de se ouvir de um médium é o reconhecimento que ele tem das suas próprias possibilidades, sem maquiar a realidade e comunicando para as pessoas, eu vou até aqui, esse aqui é o meu limite, isso é o que eu posso oferecer. Mas é o médium que reconhece que mesmo que ele ache que oferece

pouco, aquele pouco é muito. no deserto da vida de alguém. Pode ter certeza que as mensagens, por seu intermédio, com certeza consolam tanto quanto muitas cartas, porque não há mediunidade mais importante que a outra. Aliás, cada mediunidade desempenha um papel específico para cada médium, e isso precisa ser bastante compreendido. E o conjunto é o que importa, não é?

conjunto da união das mediunidades, desses mais de cinquenta e quatro tipos de mediunidade que Allan Kardec andou estudando e catalogando pra que a gente possa reconhecer que o mundo espiritual existe e eles atravessam a nossa vida. O livro, na verdade, Marcelo, não foi fruto da minha vontade. Eu fui impelido pela vontade de um amigo que colecionava livros do Chico Xavier, especialmente livros como Enxugando Lágrimas, Éramos seis obras que Chico psicografou em cartas.

E ele ficava muito tocado com a dor das mães. Então ele pegava o livro, ele tirava cópias de algumas mensagens e saía distribuindo para as mães. É uma pessoa que eu tenho muita gratidão e muito respeito, o Antônio de Padua Matos, uma pessoa realmente também muito leal aos princípios doutrinários, aos princípios kardecianos, como diria Herculano Pires. E, na verdade, nós tivemos aí o auxílio, graças a Deus, dessa mente privilegiada, que é o Clóvis Nunes, e que ele deu

estruturação ao livro. O Clóvis Nunes criou a arquitetura, o sequenciamento do livro, onde ficariam os capítulos, ele interferiu nisso. e me sugeriu que eu relatasse como é que eu sentia os espíritos, como era na hora da sintonia, o que é que acontecia, o que é que eu sinto, como é que acontece, o que é que eu vejo, o que é que me vem, como é que me

vem. Então, o livro traz essa explicação, esse diálogo do médium com as pessoas, comunicando como é que o médium percebe, como é que a carta é produzida depois, o que é que acontece depois, como é que vêm as informações. Então, há depoimentos aí do próprio doutor Valmi Pontes também, que era dupla, Antônio Padua Matos e doutor Valmi Pontes, que é um grande jurista, uma pessoa pesquisadora da astrofísica, gosta muito de fazer evocação a espíritos da astrofísica, e a gente testa.

Ele faz a evocação e no final das cartas vem a evocação que ele tenha feito. ultimamente ele andou pedindo o Rui Barbosa eu fui comunicado que o Rui Barbosa estaria reencarnado Eu não sei aonde, eu não sei se é no Brasil, não. Mas o fato é que a evocação faz parte da nossa tarefa, da nossa tarefa e do nosso treino. A gente se dispõe a treinar a mediunidade, né? Não sabemos inglês, mas às vezes vem espíritos que escrevem em inglês. Não sabemos espanhol, mas vem espíritos que escrevem em

espanhol. Eu noto a dificuldade deles, tentando passar... comunicação o erro de uma palavra ou outra o erro gramatical do inglês em alguns aspectos e assim vai Então, o livro não foi fruto da minha vontade. E o Clóvis dizia, nós precisamos encontrar um grafoscopista, nós temos que encontrar um grafoscopista, porque eu também não sabia que as assinaturas batiam. Na verdade, é incorreto dizer assim, as assinaturas são iguais. Não, ninguém nunca assina igual.

Ninguém em nenhum momento nunca assina igual. Inclusive, com a idade, a sua assinatura vai se alterando. Mas todo mundo tem aquela laçada do L, todo mundo tem aquela emenda do A, todo mundo, e assim vai. Na época de Karteck, essa ciência não era chamada de grafoscopia, ela era chamada de grafística. Cuidado para não confundirem com grafologia. Grafologia é algo bem místico até, que analisa a personalidade

da pessoa pelo tipo de grafia. A grafoscopia é um estudo criminalista, datiloscópico, é um setor da polícia civil e da polícia federal, Então, nós tivemos a benção de ter, assistindo às nossas sessões, a filha de um grafoscopista, a dona Tereza Cristina, e ela não queria fazer o trabalho, mas o Clóvis, com aquele seu poder de persuasão, foi conversando com ela, e ela foi e resolveu analisar. Mas ela disse que resolveu analisar para dispensar o Clóvis. Mas quando ela analisou, ela

ficou assombrada. E aí surgiu um diálogo interessante entre ela e o Clóvis, que eu gosto de reproduzir, porque é interessante do ponto de vista mediúnico, sabe o que é? Ela diz assim, eu analiso falsificações, e já vi muita gente chorar depois de processo de herança, depois de processo de tudo. Já vi muita gente chorar depois de processo de herança, depois de processos assim. Mas como é que eles escrevem? Pelo seu braço, E não é falsificação.

Ela chegou a dizer isso. Aí ela mesmo tinha dito para o Clóvis assim, a assinatura é mental. Se você perder os braços, a letra vai ser grande pela sua boca ou pelos seus pés, mas a laçada do L é sempre a mesma laçada. A maneira, a inclinação, a

pressão é sempre a mesma. Aí o Clóvis disse assim, a senhora acabou respondendo, porque se a assinatura é mental e o espírito pensa através do médium, naquele momento não é o pensamento do médium, mas o pensamento do médium misturado do espírito, ou o pensamento predominante do espírito, então se a assinatura é mental... A mão do médium obedece o pensamento, que não é do médium, mas do espírito.

Aí a laçada do L sai como laçada do L. Nesse livro, ela fez uma pesquisa através dos traços curvilíneos, diferentemente do Carlos Augusto Pera André no

livro A Psicografia à Luz da Grafoscopia. ele fez através do método da mão guiada o doutor Piquia que é o grande, digamos assim o grande cérebro da grafoscopia no mundo ele cita Allan Kardec ele chega a citar Allan Kardec como se se antecipasse as possibilidades desse serviço ser utilizado para analisar psicografias por incrível que pareça então é isso Muito bom. Eu vou só colocar o aplicador aqui do meu notebook, tá bom? Pode falar.

Tá, quer isso. O Guilherme detalhou, então, aí o processo, inclusive, da comprovação grafospópica ou grafotécnica da autoria mediúnica. Queria que tu tratasse um pouquinho do tema, já que também tu tens essa faculdade mediúnica como eu, se no caso das tuas psicografias, tu percebe a mudança da grafia quando estás medianizada ou sob a influência do espírito, ou se mantens a tua própria grafia? Varia, tá?

Varia, assim, ó. Quando se está no processo mediúnico, muitas vezes eu sou a médium intuitiva. Existem pessoas que eu não concordo, dizem que eu sou muito teimosa. Imagina. E aí tu fica naquela conversa com o espírito. E aí ele vai dizer tal coisa, mas isso ficaria melhor. Eu posso dar dois exemplos para vocês. Eu não gosto da palavra irmãos. Meus irmãos, meus irmãozinhos. E chegou uma mensagem e o espírito queria escrever irmãos.

E eu não escrevi. Até que eu fosse ler Aquela mensagem estava escrita em irmãos. Eu não sei como aconteceu. Ali eu não sei explicar esse fato. Noutra vez, vem a assinatura. As minhas mensagens, Newton e Marcelo, elas nunca foram analisadas como as tuas foram. E quando eu assino um determinado, eu sei que aquela pessoa assinava daquele jeito. E como é que eu vou dizer que era o espírito? Eu sei que é o espírito que está me colocando, ou eu acredito que seja. Como eu terei essa certeza?

Eu sou muito... Procuro ser criteriosa em relação a esse intercâmbio. Então, quando eu escrevo, por exemplo, Carmen, eu sabia como ela escrevia. Eu vivi anos junto com ela. Então, tu coloca um ao lado do outro, é igual. Mas eu procuro dizer que estou escrevendo com o ditado dela, mas ainda é a minha letra. A minha letra muda, sim. E, conforme onde eu psicografe, eu sei que o espírito é diferente. Quando eu sinto vontade de escrever com papel e caneta, é

alguém. Quando eu vou digitar, é outra pessoa. Então, são modos de trabalho mediúnico diferentes que eu, sinceramente, não sei como explicar. Há sim uma diferenciação na letra, na escrita, na forma como, no estilo com o qual o espírito escreve, que é diferente do meu. Então, nesse aspecto, muitas vezes eu me pergunto, sou eu ou é imitação de mim mesma? a eterna pergunta que eu sempre gostaria de responder, é assim e ponto final, mas não é, sabe?

Já me disseram para eu acreditar mais em mim, mais na possibilidade, mas eu sinto essa inconstância, esse medo, desse eludibriada. Aí eu me lembro do Erasto. Não sei se eu respondi para vocês, queridos, de forma efetiva. Bem-aventurados aqueles que creem sem precisarem ver, assim disse o Magrão há dois mil anos. Mas nós somos céticos mesmo. Existem várias dicotomias,

várias nuances da mediunidade. Gosto de dizer sempre que Kardec não utilizava critérios estanques, absolutamente fechados, herméticos em si mesmos, determinando que seria assim e não seria de outro jeito. Kardec, a respeito da identidade dos espíritos, é muito pontual. Veja que naquela época não tínhamos, né, Newton?

Grafotecnia, grafoscopia. Embora se tivesse a ideia da grafia, sobretudo de pessoas mais próximas, como é o caso dos exemplos que vocês citaram há pouco, você conhece a grafia da pessoa, E não está imitando, até porque imitar a letra de alguém não é tarefa fácil. Demanda muito treino, muito esforço. A gente tem uma brincadeira jocosa aqui em casa, eu e a minha esposa. que ela diz que

imita a minha assinatura. Então ela tenta, fica tentando assinar como eu assino, mas não vai ter o mesmo peso na caneta. E isso é fundamental para a descoberta dos princípios que regem a comunicação e a escrita que seja gráfica. Você ia intervir? Sim, só fazer uma correção, que é impressionante. De certo modo, a gente tem um pacto com a grafoscopista. Eu não tenho nenhum contato com ela, ou maior contato com ela. É uma pessoa maravilhosa dentro

da minha leitura. É impressionante como... a gente tem uma afinidade sem ter contato. Mas eu tenho muito respeito por ela. E, normalmente, eu sempre chamo de Tereza Cristina, mas, na verdade, é Isabel Cristina. Isabel Cristina é o nome dela. Está no livro. Eu queria dizer, corroborando Kardec, eu queria dizer, corroborando a Kardec, o seguinte, não existe só assinatura gráfica. a maior assinatura é a da linguagem, é a do maneirismo, é a do que vem no

texto. Até porque, mesmo nos estudos de grafoscopia de Chico Xavier, há uma estatística que as assinaturas nem sempre batiam, porque nem sempre todos os espíritos conseguem esse nível de sintonia para produzir a assinatura. Por exemplo, tem uma menina que se comunicou por nosso intermédio durante algum tempo, E a assinatura dela não existia porque ela era muito criança. E a assinatura dessa menina são os desenhos que ela faz ao longo

da carta. Então, é impressionante como são desenhos que batem com os desenhos que ela tinha. E são desenhos que batem com objetos que ela tinha, brinquedos que ela tinha e até o cachorro que ela tinha. Então, existem outras formas de assinatura. Até porque Kardec também argumentou que existem os falsificadores no mundo espiritual. Então, assinaturas, só assinatura em si, não é garantia

suficiente. Foi muito bom você citar, Marcelo, o nosso querido, aguerrido, corajoso, guerreiro, Guilherme Velho, que realmente é uma pessoa que busca, de todas as formas, proteger a autenticidade dos médiuns sérios, que procuram fazer um trabalho... honesto, transparente, que procuram de alguma forma produzir o serviço, como dizia Chico Xavier. Então, é muito importante.

Dizer, sabe, Marcelo, para a Cozinha com Amor, que escreveu aí, que nos centros espíritas são muito burocráticos, que lá na Casa de Francisco a gente não tem maiores burocracias para a mediunidade não, viu? Que ela pode ficar à vontade caso queira nos procurar. E, com certeza, ela traz aí uma herança muito bela de espíritas da velha guarda, dos primeiros momentos aqui de Fortaleza. Sim, sim. Secundido Ferreira Passos, sim, nome muito respeitável e que

abriu caminho para nós. Se hoje nós, em Fortaleza, temos essa liberdade para divulgar a doutrina espírita, nós devemos a esses grandes vultos do espiritismo que nos precederam. Então, Maria Cristina, essa dúvida é uma bênção. Vou te dizer. Essa dúvida é uma bênção. E sabe qual é? Sabe o que me ajuda na dúvida? Trocar ideias com o Guilherme Velho e deixá-lo me pesquisar. Deixar o Guilherme Velho me pesquisar. Deixar o Clóvis me pesquisar. Deixar o Nupes me pesquisar.

Deixar a Universidade Federal da Bahia pesquisar. porque quando eles pesquisam, eles oferecem respostas para nós médiums caminharmos com alguma segurança, não com total segurança, porque o médium pode começar bem a sua trajetória e depois perder sintonia. Existe a suspensão da mediunidade, segundo Kardec. A identidade dos espíritos é um dos maiores escolhos no espiritismo, dizia Kardec. Para o médium, é muito difícil especificidades, nomes

específicos. Mas existem médiums intuitivos que têm uma desenvoltura interessantíssima. Sabe qual é o problema da gente? A gente ficar fixado em modelos e querer encaixar o médium naqueles modelos, quando, na verdade, a gente tem que encaixar o serviço que aquele médium pode prestar em determinado aspecto, conforme a alavanca que seja esse médium para o trabalho.

Muito bem. Eu queria lembrar a Maria Cristina, extensivo ao Newton, que a dúvida é pontual e necessária, porque da dúvida surge a nossa convicção. Ela é um caminho e não um fim em si mesmo. E lembrando um compositor gaudério do Rio Grande, o meu querido Humberto Gessinger, a dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza. Ou seja, nós vamos estar sempre

duvidando. Kardec foi um duvidador quanto mais... porque ele preferia estar absolutamente convencido do que estar em dúvida que levasse à falsidade. E o Newton acabou de tocar que para muito além da grafotecnologia ou da comprovação da autenticidade da letra, da grafia, está a identidade do espírito através da questão comum entre o que ele está produzindo post-mortem e aquilo que ele produziu em vida. O estilo é o mesmo. As ideias se completam. Na natureza, nada dá saltos.

E o indivíduo não se torna um best-seller, não se torna... um grande cientista, um grande conhecedor, porque transpôs o portal da morte e se tornou espírito propriamente dito. Ele vai manter a sinergia com aquilo que ele fez, com aquilo que ele pensava, com aquilo que ele expressava. E, sobretudo, Kardec utilizava um outro crivo, que o Newton também mencionou, que é a especificidade da linguagem.

Então, se era um indivíduo mais jocoso, mais alegre, mais bonachão, ele vai utilizar-se de expressões mais alegres, mais soltas. Deixa eu contar brevemente uma situação, Marcelo. Vai lá. Já que ela falou que tinha resistência com a palavra irmão, não é, Maria Cristina? A sua situação foi mais leve. E a minha, que o garotão gostava de dizer palavrão, E ele tinha uma mania de colocar o sujeito da oração sempre no final. Então ele não dizia, mãe, eu te amo.

Ele dizia, eu te amo, mãe. Ele jogava sempre para o final. Era outra característica gramatical dele, digamos assim. Só que na carta, ele escreveu, imagina você, você que é médium vai me entender, eu estou aqui, o braço correndo com o pensamento tomando conta da tua cabeça ali, fixa, firme, vigorosa, e de repente ele diz assim, eu te amo pra caraca, eu vou dizer caraca aqui na live, eu te amo pra caraca, mãe. Só que no papel, eu aprendi o seguinte, eu não filtro.

Não é o médium que filtra. Se tem algum sensor, é lá do mundo espiritual. Que diz, isso pode ser dito, isso não pode ser dito. Eu não. Eu tenho que colocar no papel do jeito que eu senti. E aí eu coloquei o palavrão no papel. Muito bem, terminou. Quando terminou, eu li publicamente. Eu te amo pra caramba, mãe. Caramba. Aí, tudo bem, quando terminou a sessão, que a mãe pegou a carta, que ela viu o palavrão, ela gritou no meio da multidão, disse assim, é meu filho, é meu

filho mesmo. Ele acordava de manhã dizendo esse palavrão aqui. Então, até nisso, porque realmente tem muita gíria. Eu já recebi muita gíria. Erro de português. Eu posso dizer que eu aprendi português com os espíritos, sabe? Porque realmente eu tive uma má formação na área de português em escola pública. Mas eu sei português bem, sabe? Para a escrita. E vem erro gramatical, que eu não cometeria. E os erros são dos espíritos. Então, isso também é interessante anotar.

O médium não pode ser revisor, né, Newton? Não deve ser revisor, muito embora nós que estamos na mediunidade recebemos textos que não sejam depoimentos, como é o caso do teu livro, cartas direcionadas a entes queridos, mas o outro departamento, se assim posso dizer, da mediunidade quer receber artigos, textos doutrinários, textos filosóficos, aí sim, Nós fazemos, aqui no ECK nós temos uma equipe que faz isso, inclusive revisa o texto para que ele possa corrigir imperfeições que não são

necessariamente do espírito comunicante, mas às vezes do médium, em razão dessa variação. É como se nós estivéssemos aqui sujeitos à oscilação da internet, à oscilação das nossas redes de comunicação. E aí, naquele momento, deu um pequeno. deslize, dê uma pequena alteração no curso e você esqueceu de um ponto ou colocou uma palavra no singular que era no plural e aí a revisão é compatível, é necessária. Queria dizer, sabe, Newton, que nós estamos juntos do Guilherme

desde que o ECK foi criado. O Guilherme esteve conosco ao vivo no nosso primeiro encontro, primeiro fórum do Livre Pensar Espírita do ECK, realizado em São Paulo, e apresentou o seu trabalho de investigação. E de lá para cá, nós somos

parceiros de primeira hora. Estamos juntos nessa cruzada de... não atentar contra ninguém ou nenhuma instituição em especial, mas de deixar, como disse Jesus, a candeia bem alta, no ponto mais alto da repartição, do estabelecimento, do da localidade para que ela possa espargir a luz ao maior número possível de pessoas. A esse respeito, vamos a mais uma pergunta. Mas antes eu queria, já que eu estou homenageando o Chico Xavier, lembrar que Emmanuel

está presente entre nós. Vou pedir para a técnica colocar o comentário do Emanuel. Olha aí, Emanuel Correia. Não é o Emanuel da Nóbrega, mas é o Emanuel Correia. Importa muito a qualidade e a utilidade da mensagem. Coisa que vocês estavam dizendo. A intenção ao receber. Ter certeza absoluta, viu, Cris? Creio que a essa altura da nossa evolução ou do nosso progresso não seja possível. É bem isso. Nós temos também que realizar...

o crivo interpretativo. E nem sempre nós, nas casas espíritas, estamos sendo incentivados para fazer essa crítica, para aperfeiçoar o processo de comunicação. Vejam o que o nosso querido Wilson Custódio, do Conselho de Gestão do SK, pergunta a vocês. Vou perguntar primeiro para a Cris. E depois o Newton responde, pode ser assim? A resistência das casas espíritas às experimentações. Que experimentações? As mediúnicas, as experimentações práticas.

Kardec falava de sessões práticas do espiritismo, sessões de espiritismo experimental. Aliado ao despreparo dos médiuns, e aí despreparo a gente tem que contextualizar na resposta, claro, não seria um fator que contribui para a chamada insegurança mediúnica, Cris? Sob o meu ponto de vista, sim. Eu acredito que dentro da casa, a sociedade espírita é uma escola, e como tal ela deve se comportar. Não existe na didática nada que se faça sem se errar. Toda aprendizagem passa pelo

erro. E a gente tem que continuar para que a gente possa ter a aprendizagem, a aprendizagem daquilo ali. A nossa sociedade é muito resistente em relação a experimentar alguma coisa. Ela é cheia de cursos. O curso para isso, o curso para aquilo, o curso para não sei o quê. E, de repente, as pessoas que dão o curso, talvez elas não tenham a condição ideal para que aquilo aconteça. Eu acredito na aprendizagem em conjunto, através do estudo em conjunto. E dos erros em conjunto.

A insegurança, ela ultrapassa a nossa capacidade individual de aprender. Porque eu aprendo no conjunto. Eu vou contar uma outra historinha, se vocês me permitem. A história é mais ou menos

assim. Uma pessoa estava doente e foi feita uma invocação para o guia da reunião e um médium extremamente experiente uma pessoa estudiosa uma pessoa de gabarito ele deu uma resposta e essa resposta foi de um espírito que estava brincando havia uma brincadeira ali e houve dois erros crassos O primeiro, o dialogador não ter encerrado a conversa. O segundo, não se ter colocado à

baila o que fora dito. Então, a nossa insegurança vai muito disso, dessa resistência que as pessoas têm, possuem, de achar que eu estou dizendo aqui, olha, eu estou vendo tal coisa, o João está demandando isso. E achar que eu estou dizendo não, eu intermideio os mundos. Eu simplesmente passo a

mensagem. Só que se essa mensagem que eu dei, que o Joãozinho está fazendo sei lá o quê, for colocada à baila, a guisa para saber se aquilo é verdade, onde está, qual é o porquê daquela mensagem, qual é a utilidade daquela mensagem... eu, como pessoa, vou me sentir muito ultrajada. E isso nos dá uma insegurança mediúnica, porque nós somos seres sociais. As pessoas dizem isso o tempo todo, mas a gente não entende a

magnitude disso. Nós aprendemos isoladamente, mas aprendemos no conjunto, nós estamos sob a lei de sociedade. Aquilo que eu aprendo sozinha, eu aprendo muito mais no conjunto, porque ali há o debate, ali há outras visões. Não é a psicologia que diz que há, no mínimo, três pontos de vista, o meu, o teu e o verdadeiro. Então, dentro dessas discussões, a gente pode, poderia... crescer muito mais. E a doutrina mais também. E, consequentemente, nós trabalharmos melhor a nossa

moralidade. Aprender mais, crescer mais, trabalhar mais, ajudar mais. Porque tudo isso que a gente está discutindo agora, ele tem um fim. E esse fim não é simplesmente... ter as coisas, entender que tem, mas ajudar aqueles que ainda não entendem. Quando eu fui, mais de dez anos atrás, à nossa sociedade para assistir a este médium, eu não pedi carta para ninguém. E eu fiquei maravilhada com o que me contaram depois. Por quê? Porque as pessoas se sentiram

amadas. Elas se sentiram respeitadas pelo médium que estava lá trabalhando em prol delas. E eu acho que esse é o fator. Nós chegaremos um dia em que isso não seja mais necessário. Mas hoje ainda é. Hoje eu preciso pegar as pessoas e dizer, estamos juntos. Haverá o dia que o meu pensamento, que ultrapassa barreiras, bastará. Então, o estudo é fundamental. A investigação é fundamental. E hoje, nas sociedades espíritas, a gente não tem isso. A gente tem muita resistência.

É o que eu penso. Milton, quer complementar? Bom, como é importante alguma relativa segurança... A gente tem, quando as pessoas recebem as cartas, a gente tem uma equipe que procura essas pessoas e questiona a carta inteira. elas perguntam sobre a assinatura, elas perguntam por que disse isso, por que disse aquilo, elas perguntam por que citou esse ou aquele nome, e os familiares vão confirmando, vão

confirmando. Isso é uma forma de evitar que eu esteja num lugar que não me pertence no sentido da tarefa. Porque no dia que essa taxa de predominância do espírito ou de acerto da carta for à beira do equívoco, eu preciso ter a hombridade e a honestidade de dizer, gente, eu não tenho mais esse alcance psíquico, eu vou trabalhar em outra área, eu vou ser palestrante espírita, eu vou ser passista da fluidoterapia, eu vou trabalhar com grupos de estudo.

Enfim, a gente tem que ocupar o espaço que tem a ver com a habilidade que nos foi entregue como instrumentação. Então, todos os sábados, em nossa psicografia aqui na Casa de Francisco, a gente recebe relatórios de tudo que psicografamos. A gente recebe os relatos dos familiares. E, obviamente, isso não contribui de modo algum para orgulhar o médium, para exaltar o médium. Ah, o médium acertou, isso ou aquilo. Não, muito pelo contrário.

Isso é uma caridade para com o médium. para que o médium possa entender que ele pode prosseguir na tarefa. Porque no momento em que essas entrevistas trouxerem informações em que o médium esteja em equívoco, o médium precisará rever a sua posição, a sua atividade e a maneira como ele está conduzindo o trabalho. Então é muito importante isso, sabe? Tem gente perguntando se os espíritos me encontram quando a família...

Kardec dizia assim, quem fizer reuniões para espíritos familiares... não o faça sem a presença do familiar interessado. O familiar interessado tem, digamos, um fluido evocativo específico. E o médium não tente fazê-lo sem a presença do familiar sob pena de cometer erros. É a orientação de Allan Kardec. Ele também orienta que essas reuniões sejam públicas. para evitar que as pessoas imaginem que o médium produziu a mensagem

em gabinete. Já que o Marcelo sabe que tem muitos médiums que pesquisam YouTube, pesquisam Instagram, pesquisam internet, e facilmente produzem cartas. Então é isso, gente. A gente precisa estar sendo monitorado. O segredo da tarefa do médium é o grupo que o cerca. O grupo tem que ser sério. O grupo também tem que estar à busca da verdade. E o médium tem que estar à busca da verdade.

Eu particularmente gosto muito, sabe, Newton, quando você contextualiza, assim como nós aqui no SK, utilizando a nomenclatura que foi utilizada por Allan Kardec a seu tempo. Eu tenho visto alguns artigos de espíritas atualmente, inclusive de espíritas versados em determinadas áreas do conhecimento científico material, humano, mundano, criticando algumas expressões que Kardec utilizou, como, por exemplo, fluidos. Você acabou de utilizar a

expressão fluidos. A ciência material evoluiu no sentido das pesquisas para conceber um outro conceito sobre fluidos, o fluido à luz da física, física material, humana, ou física materialista. Kardec utiliza fluido, assim como utiliza ectoplasma, assim como se é falado nas casas espíritas, e fluvios, por causa de um elemento que os próprios espíritos disseram e repetiram, por exemplo, em O Livro dos Espíritos. Nós não temos palavra para definir o que vocês não conseguem entender.

Então temos aí a utilização de palavras parcialmente com o significado da época para que nós possamos entender qual é o mecanismo do intercâmbio entre o mundo físico e o mundo espiritual. Trazer para os dias de hoje a expressão fluido e pegar para o conceito da física de fluido vai nos levar apenas a dizer que Kardec está ultrapassado, como muitos querem dizer. Não, Kardec não está.

Kardec utiliza uma expressão, ou os Espíritos se valem de uma expressão peculiar ao século XIX para tentar explicar as relações que existem entre os dois mundos. Isso é essencial. Então eu fico contente quando vocês resgatam essas palavras para mostrar que a ciência espírita tem uma metodologia, uma nomenclatura, um procedimento, uma experimentação totalmente diferente das ciências físico-materiais. Por quê? Porque o objeto da ciência espírita, assim predefiniu Allan

Kardec, é o espírito. E nenhuma ciência, nem do ontem, nem do hoje e talvez nem do amanhã, do ponto de vista material, vai conseguir penetrar nos desígnios do Espírito. Podem se aproximar das informações. Mas eu lamento frustrar os que pensam assim. As ciências materiais, a medicina, a biologia, a sociologia, a história, letras, direito, qualquer uma delas jamais vai tratar de elementos espirituais, porque o objeto dessas ciências é material e não espiritual.

E a doutrina dos espíritos consigna com propriedade a dois elementos no universo, espírito e matéria. O que é matéria não é espírito, o que é espírito não é matéria. Não se frustrem, a ciência espírita avança, avança a partir dos nossos estudos e avança a partir da continuidade do intercâmbio com as inteligências invisíveis. Inclusive, Marcelo, Kardec disse uma frase muito importante.

Porque às vezes eu vejo algumas lives, pessoas do mundo acadêmico, materialista, querendo tratar do Espiritismo. E Kardec dizia assim, o Espiritismo não é da alçada da ciência. da ciência acadêmica. Em outras palavras, ele está colocando cada coisa em seu lugar. Porque o objeto de pesquisa da epistemologia, da metodologia científico-filosófica da doutrina, é o espírito.

E se o espírito não é objeto de pesquisa da ciência materialista, a ciência materialista não tem respaldo, não tem know-how para tratar do que o espiritismo trata. Então, isso é lugar de fala do Espiritismo. Muito bem, é isso mesmo. Cada macaco no seu galho, como a gente costuma dizer aqui pelo Sul.

Olha só, tem uma questão que nós não podemos deixar de fora, que é aquela que está motivando não só o trabalho do Guilherme Velho, como o trabalho do ECK, como o trabalho de todo pesquisador e todo estudioso sério da mediunidade e do próprio Espiritismo. Nós vivemos, Newton, dias muito

difíceis para a mediunidade. É claro que lá no passado... sobretudo até a década de quarenta, a década de cinquenta do século XX, onde as práticas espíritas eram criminalizadas, estavam presentes no Código Penal como impeditivas, sujeitando os seus praticantes a condenações e ao cumprimento de pena de detenção pela prática de curanderismo e outras ações de natureza mediúnica, Hoje nós vivemos um tempo muito estranho, onde pessoas pretendem utilizar a mediunidade para o seu próprio

locupletamento, para satisfazer as suas necessidades de fama, honra, poder, as honrarias diversas, a frequência aos círculos de poder, dinheiro, presentes e outros. Nós temos acompanhado com estupefação, com preocupação e

alertando o movimento espírita. Essa semana, inclusive, fomos para além do movimento espírita, publicando um artigo duro, severo, mas tratado com muita fraternidade, alertando a sociedade brasileira em geral, acerca desses criminosos que se valem de questões ditas mediúnicas ou espirituais para... atender aos seus próprios interesses.

É a indústria da psicografia. Quando pessoas inescrupulosas se valem de informações que são veiculadas de modo fácil, de modo transparente, de modo corriqueiro pelas redes sociais e montam psicografias, na verdade, não se trata nem de psicografia, porque não tem o documento físico, não tem a grafia do morto. São pessoas que, em reuniões tidas ou ditas como espíritas, passam a tentar localizar na plateia pessoas que estariam sendo beneficiadas com

determinadas mensagens. E o que faz essa grande equipe?

Coleta informações das redes sociais sobre nomes, sobre apelidos, sobre fatos sociais, sobre acontecimentos da vida da pessoa que morreu, sobre eventos que... resultaram na sua própria morte, montam um scriptzinho, montam uma historinha e provocam a comoção das pessoas que estão ali e não estão por acaso, não frequentaram as reuniões onde está o nosso querido Newton Souza, Brasil afora, para tratar seriamente da mediunidade, mas pessoas que se inscreveram por formulários em redes sociais,

informando o nome, informando a data de nascimento, informando o nome do morto, informando a data de desencarne, para que a equipe rapidamente colete dados e produza uma carta final. que parece ser verdadeira, mas é falsa, é mentirosa, é covarde e é vil, porque explora o sentimento das pessoas que estão buscando um alento para continuarem as suas vidas.

Se nós acreditamos na imortalidade, Maria Cristina e Newton, nós não temos que ser objeto de falcatruas, de pessoas que se passam por médiums e que se valem da crença generalizada, do sentimento de honestidade e de pureza das pessoas. O que nós vamos dizer a respeito disso, Newton? Como nos prepararmos, nos vacinarmos para nós, movimento espírita, nós, simpatizantes do espiritismo, não sermos envolvidos e iludidos por esses criminosos?

Essa resposta não é fácil, nem dá para ser curta, porque envolve muitos aspectos e muitos meandros. Comecemos pelo que é sagrado. É sagrado esse sentimento e o luto. É um ambiente sagrado no sentido de envolver uma emoção muito dolorida, muitas vezes, da saudade. a gente que lida com pessoas que tiveram pais, mães, irmãos, tios, a gente conhece pessoas que travaram a própria vida. A gente conhece casais que se separaram depois da morte do filho.

A gente conhece mãe que se matou depois da morte do filho. São casos tão dramáticos. Então, é difícil aceitar... que a mentira possa consolar. Não seria mais interessante que a verdade consolasse? A luta do Guilherme Velho, que é uma luta extremamente digna e que a gente precisa apoiá-lo tanto quanto possamos, é a luta para colocar cada coisa em seu

lugar. E depois que ele fez essas pesquisas, ele foi a campo, depois que ele publicou análises a respeito de cartas, isso serviu de alerta para muitas pessoas. Já está tendo um bom movimento nesse sentido. Mas isso também denunciou algo sobre uma certa falência do nosso movimento espírita. no sentido de ensinar às pessoas o que Kardec nos ensina. Você imagine a espiritualidade inteira escolher um pedagogo, um educador. Por que será que escolher um

pedagogo, um educador? Porque em todos os momentos Kardec estava ensinando, ensinando como entrar em contato com os espíritos, ensinando o que é mistificação, ensinando o que é animismo, ensinando o que é fraude. E nós precisamos qualificar e requalificar o nosso movimento

espírita. Com todo respeito, mas assim, deixa eu repetir, com mais profundo respeito a todos os meus irmãos espíritas espalhados pelo Brasil, não dá mais para ficar fazendo reuniões públicas só do Evangelho segundo o Espiritismo. Nós precisamos colocar a luz sobre o candelabro muito alto E oferecer às pessoas o livro dos espíritos. E oferecer às pessoas o livro dos médiuns. Oferecer às pessoas as obras fundamentais de Allan Kardec. Estudá-las em conjunto com o público. Com o público.

Quando você torna a sessão de palestras exclusiva do Evangelho segundo o Espiritismo, normalmente as palestras se limitam a uma pseudo-autoajuda, a uma palestra psicologizada, no pior sentido, a sermões, sermões, aspas, daquilo que nós temos que fazer moralmente, isso ou aquilo, cria uma visão ilusória de que aquele palestrante pratica aquela coisa, quando muitas vezes ele é carente moralmente de praticar.

o retira da posição de também carente das luzes espirituais, de uma vivência mais plena dessa mensagem do mundo espiritual. Então, o consolado prometido tem sido ameaçado, inclusive, pela recente morte das livrarias, porque a superficialização do conhecimento... nos ameaça, porque não venhamos dizer que é fácil ser espírita do ponto de vista doutrinário. Já não é fácil ser espírita do ponto de vista moral e

espiritualizante? Do ponto de vista doutrinário, também não é fácil, porque a gente tem que saber um pouquinho de química, um pouquinho de física, um pouquinho de antropologia, um pouquinho de psicologia, um pouquinho de matemática, um pouquinho de alguma coisa, porque é uma obra

cultural. Eu acredito que quem melhor definiu isso no seu melhor livro foi o Herculano Pires, no livro O Espírito e o Tempo. Ele dizia que o Espiritismo enfrenta a incompreensão de adeptos e não adeptos e só será compreendido e entendido plenamente no devir da humanidade, no futuro da humanidade, porque precisaremos, inclusive, evoluir e na nossa evolução ampliar a nossa percepção para poder entender e enxergar melhor esse consolador

prometido que nos foi entregue, essa doutrina que nos foi entregue. Então, o que eu diria para todos? Nós precisamos urgentemente divulgar a doutrina, divulgar o espiritismo sério, divulgar a mediunidade séria, esclarecer as pessoas. Nós não conseguiremos vencer esse combate totalmente.

Vou explicar porquê. porque existe na antropologia psicológica subjacente do ser humano, existe uma necessidade do místico, do sobrenatural, do rito, do ritual, e muitas pessoas não conseguem se desvincular disso. Existe da parte de muitas pessoas a busca de atalhos, a busca de receitas, e o espiritismo é profundo, o

espiritismo dá trabalho demais. O espiritismo é tão difícil de ser praticado que ele tira de você altar, ele tira de você vela, ele tira de você imagem, ele tira de você cor de roupa. cor de toalha de mesa, ele tira de você rito, ritual, ele tira de você palavras mágicas, ele tira de você amuletos, aparatos exteriores, ele tira de você mímica corpórea, gestual corpórea, com todo o respeito cultural às religiões tradicionais que aí existem. Por isso a gente tem asseverado

tanto. O espiritismo não é religião no sentido tradicional do termo. O espiritismo é uma ciência e uma filosofia de consequências morais, moralizantes, espiritualizantes. Mas o espiritismo não é religião no sentido institucional. Nós precisamos urgentemente esclarecer isso para que as pessoas possam entender que quando elas vão ao centro espírita, elas não estão indo a um templo, elas estão indo a uma escola de estudos da alma. uma

escola de estudos espirituais. Quando nós fizermos isso, ainda assim as fraudes existirão, porque há público e plateia para isso. Eu vou colocar uma coisa aqui que vai parecer muito dura. Vocês já devem ter visto algum documentário de jornal que tenha sido feito a nosso respeito no estudo da mediunidade, mas sempre no estudo da mediunidade. E são espaços de reportagem que a gente ocupa para divulgar a

doutrina espírita. Mas eu quero dizer para vocês que eu não quero aceitar ser médium de YouTube. Então, quando eu estou psicografando cartas, se não for para um estudo doutrinário, é a única exceção, mas quando eu estou psicografando cartas, nós não permitimos filmagens para publicar no YouTube. Eu não imagino Chico Xavier fazendo isso. Eu não consigo imaginar Chico Xavier fazendo isso. E assim, teve uma pessoa que perguntou sobre a nossa agenda no chat, sabe?

Para onde a gente vai. A gente não diz para onde vai. Porque um dos princípios da fraude, e o Guilherme pesquisou isso bem, é o seguinte. Saber que o Marcelo vai, saber que a Ana Cristina vai, e alguns querem confirmação com a cópia da passagem que você tem que mandar. para que o médium tenha segurança que aquele público ali está.

Quando eu fui submetido à pesquisa pelo NUPES, o NUPES deixou claro que nem o público de quarenta pessoas sabia quem era eu, e eu também não sabia quem é que estaria lá. Porque isso é um sistema de controle de pesquisa, para ver se a mediunidade é efetivamente autêntica. Sabe, grupo de WhatsApp, grupo de WhatsApp, é... Instagram, tudo isso dá pistas à pseudo-mediumidade para a produção das chamadas pseudo-cartas, que algumas pessoas agora já estão, inclusive, cobrando.

Cobrando no Brasil. É triste, é triste. Quero dizer para vocês que em dois mil e nove eu tive um desdobramento levado a uma região difícil do mundo

espiritual. um líder dessas regiões inimigo do espiritismo porque existem os espíritos inimigos do espiritismo Kardec já tinha identificado isso até nas orações que Kardec elaborou, tem lá, oração pelos inimigos do espiritismo, eu vi, eles apresentaram no telão, isso em dois mil e nove, que eles iriam atacar duas frentes do espiritismo que mexiam muito com a questão da imortalidade, aí apareceu duas palavras lá no telão do mundo espiritual, sei lá o que era aquilo ali, eu não

tenho palavras para descrever, como dizem os espíritos, mas estava escrito assim, cura e cartas, Isso foi em dois mil e nove e está acontecendo. Ou seja, eles já nos alertaram, né, Newton? Já nos alertaram e não foram poucas as vezes. Você pode resgatar várias informações que estão aí obtidas em diversos grupos mediúnicos acerca do cuidado, da diligência com a prática mediúnica.

E isso é essencial para que nós preservemos a unidade, como Kardec falava, não uniformidade, não unificação, a unidade da doutrina, que é a coincidência, a concordância principiológica, mas permitindo... que cada um desenvolva os seus talentos, como dizia Jesus, desenvolvendo as suas capacidades, utilizando-se das ferramentas mediúnicas, espíritas e espirituais para alcançar resultados individuais e

coletivos cada vez melhores. Maria Cristina, o que você tem a dizer em comparação, em complemento a essa questão deplorável, que já foi tratada pelo Newton há pouco, das cartas fraudadas? Eu acho bem complexo. Eu só queria comentar uma parte que o Newton disse sobre as palestras espíritas, que são nada mais, nada menos do que uma evangelização. É um estudo do evangelho.

Eu acho isso muito ruim, muito ruim. uma senhora que frequenta a sociedade, ela disse assim, tu sabes, Cris, que os padres estão melhorando, porque o que eu ouço aqui é a mesma coisa que eu ouço lá. Eu acho que não é assim. Eu acho que nós é que fomos para o lado de lá. Porque, infelizmente, o nosso estudo se baseou no evangelho, se baseia no evangelho. E isso é bem complicado.

Porque nós temos obras... extremamente complementares, ou seja, o livro dos espíritos junto com a revista espírita, um complementa o outro. O livro dos médios junto com o livro dos espíritos, junto com a revista espírita, complementa o outro. E depois nós temos a Gênesis, nós temos o céu e o inferno, nós temos um entendimento do que é aqueles relatos. Por que eles relatam daquela

forma? Por que os espíritos endurecidos, o Kardec vai classificar nos espíritos felizes, espíritos endurecidos, espíritos medianos, E ali eles vão contar a história deles. É o espírito falando. E nós precisamos entender isso. Porque como é que nós entendíamos? Ah, vai acontecer tal coisa. Então, é uma lei que fica, como o Marcelo disse anteriormente, uma lei de matéria. Eu bati aqui e... O som saiu. Nada mais do que isso. E eu acho que a doutrina espírita, a filosofia espírita é

muito maior do que isso. Nós precisamos tirar dela, do trabalho dela, dessa filosofia, a complementação daquilo que nós ainda não sabemos. Que nós não conseguimos abarcar. Né? Quando se fala em consolar, nas cartas consoladoras, eu fiquei sabendo que existia isso na pandemia. E a primeira coisa que eu perguntei, mas o que uma pessoa quer com o CPF numa carta? Eu demorei acho que vinte anos para decorar o meu.

E hoje eu decorei. Mas quando eu for para o lado de lá, vou mandar notícia, mas não vou dizer no CPF para vocês. Disso vocês podem ter certeza. Porque eu acho isso matéria.

E eu vou estar em um outro processo. acredito que nós precisamos de outras coisas, nós precisamos sim consolar as pessoas, e o maior consolo que nós podemos dar a alguém é o entendimento, eu recebi uma carta, eu adorei, queridos, sabes o que é uma mãe, e aqui teve várias, que disse assim, eu vou novamente, mas eu não vou pedir, eu vou dar o espaço para outra ficar tão contente quanto eu fiquei.

Isso é o despertar do amor na pessoa, porque ela entende que ela recebeu, ela já conhece, ela pode caminhar, alguém não caminha ainda, então ele vai necessitar dessa carta. Infeliz daqueles que fazem isso. Infelizes. Porque quando a gente faz a infelicidade de alguém, a tristeza de alguém, a gente sofre junto. Porque sofre. O estado natural do homem não é a maldade. É fazer o bem. E é com ele que a gente se regozija. Eu penso assim. Ela é isso, Marcela. e Newton.

Muito bem, muito bem. Marcelo, desculpa, Marcelo, desculpa, Marcelo, mas tem uma coisinha que precisa ser dita.

Claro. O Guilherme, Guilherme, Marcelo acabou de escrever um artigo fantástico sobre as cartas que não consolam, e precisa ser visto esse artigo, e o Guilherme, o Guilherme tem sido antipatizado por alguns setores do movimento espírita que sofrem o que eu vou chamar, um termo aqui que me lembra até um dos meus professores de espiritismo, o doutor Francisco Cajazeiras, que está no mundo espiritual, ele chamava de embriaguez evangélica.

Algumas pessoas que sofrem da embriaguez evangélica, elas falam que a caridade é não denunciar ninguém. Mas se eu olhar para atos dos apóstolos e se eu olhar para os evangelhos, existe uma recomendação lá que diz assim. Se o teu irmão estiver em erro, chega para o teu irmão e o chama a atenção. Se ele não corrigir o erro, vai até a igreja e expõe para a igreja inteira o que está acontecendo. Não é uma tarefa fácil.

Tem até uma pergunta para o Espírito de São Luís, que Kardec questionou sobre isso, sobre a exposição dos erros alheios. Mas as pessoas pensam sempre na caridade para o fraudador e esquecem da caridade para as mães enganadas. esquecem da caridade para os parentes que estão sendo ludibriados,

enganados. Eu ouvi o áudio de uma mãe, e foi de cortar o coração, e ela dizia assim, eu estou vivendo um segundo luto, porque eu fui receber uma carta para consolar o meu primeiro luto por ter perdido o meu filho. E me consolei. E meu filho voltou do mundo dos

mortos ali naquele momento. Mas quando eu descobri que a carta tinha sido copiada de dados da internet, inclusive com o endereço errado, o endereço que a gente tinha estava errado na internet, foi copiado errado na própria carta, eu descobri que meu filho morreu de novo. Então me digam, se não é de cortar o coração... você entrar em contato com isso, ela dizendo

isso e chorando. E eu chorei ouvindo o áudio, porque a gente, depois que lida com esse trabalho de carta, a gente fica meio manteiga derretida, porque a gente lida com a dor do outro e esse lugar que é tão sagrado. Então é grave, gente, é grave. E aí a gente vê determinadas lideranças do nosso movimento espírita se comportando como quem diz, não, deixa isso para lá. No futuro, o joio e o trigo serão colhidos e aí tudo se esclarecerá. O mal se destrói por si mesmo e

tudo mais. E aí o Guilherme fica sendo muitas vezes atacado. e fica sendo isolado, e fica sendo sabotado, até mesmo em viagens. Por quê? Porque as pessoas começam a achar que ele é só o desmascarador. E o Guilherme não é só o desmascarador, não. Ele escreveu um livro chamado Vida Depois da Vida, que é um livro que exalta a mediunidade autêntica, consoladora. Então, eu queria fazer esse registro também. Eu posso falar uma coisinha também, Marcelo, por favor? Claro.

Se eu não me engano, no livro dos médiuns, o Kardec fala dos falsos médiuns e das falsas consolações. Ele diz que quem faz isso precisa ser infamado.

E eu acho que a gente precisa mostrar, sim, o que se discutiu um pouquinho antes de começar a live, quando eu estou esperando para que as coisas aconteçam, eu estou sendo extremamente mística, porque eu preciso atuar para melhorar as coisas, eu não posso simplesmente pedir, eu preciso de dinheiro para pagar minhas contas, mas eu não saio para trabalhar, Certas coisas, elas dependem do ser. Por isso nós estamos encarnados.

E nós estamos encarnados aqui, acredito eu, também para mostrar determinadas coisas que não são corretas. Porque quando eu me abstenho de mostrar aquilo que não é bom, eu estou junto com aquilo que não é bom. A respeito do Guilherme Velho, eu teria para dizer para ele que eu agradeço muito o que ele faz. Porque as vezes que eu li, as vezes que eu ouvi esse rapaz falar, eu fiquei impressionada com a capacidade cognitiva dele. com a coragem.

Porque as pessoas precisamos ter coragem na vida para abrir as porteiras. Se nós estamos querendo mudanças, nós precisamos mexer as mãos para fazer essa mudança. E eu acho que ele é um dos líderes a fazer isso. Aqui de Santa Maria, obrigada, Guilherme. o dia que tu vieres, serás muito bem recebido por todos os santamariense. O nosso agradecimento é o teu trabalho. E a gente sabe o quanto as pessoas que querem modificar

certas coisas são perseguidas. O magrão amigo amicíssimo do Marcelo foi perseguido uma barbaridade. Por quê? Porque porque ele estava na contramão. E às vezes estar na contramão é nos mostrar que nós estamos certos. Guilherme, sob o meu ponto de vista, de uma velha senhora ou de uma senhora velha, parabéns. Tu estás, ó, galopando.

Um abraço. Muito bem, eu queria agradecer a todos que estão conosco, lembrar mais uma vez para fazer inscrição no nosso canal, para deixar o joinha lá, para seguir o nosso canal, para que a gente continue fazendo lives como essa, tratando a coisa com seriedade, tratando os temas espíritas como merecem ser tratados. E para quem acha que divulgar as coisas que são feitas de forma equivocada é algo indevido, Vamos ao Evangelho segundo o Espiritismo. Aqui está, você pode ver, né?

Escândalos necessários. Os escândalos acontecem, capítulo oitavo do Evangelho segundo o Espiritismo, porque eles nos trazem um ensinamento que nos mostram que não é para ficarmos escondendo as situações que vamos beneficiar o Espiritismo. Muito pelo contrário, vamos prejudicar inúmeras pessoas. Nosso agradecimento à Maria Cristina Rivet pelos comentários, pela interpolação das ideias. Os nossos agradecimentos também ao Newton por estar mais uma vez conosco.

E já fica aqui o convite para o Nilsson para fazermos uma revival, uma segunda edição desse tema. Temos muitas questões ainda em aberto que merecem ser tratadas por nós. Newton, vamos deixar o espaço para as suas considerações finais, com o agradecimento da nossa equipe. Eu queria dirigir algumas palavras carinhosas à nossa irmã, a nossa irmã Arlete Guedes, nossa irmã querida. Nós viajamos, sim, por várias localidades do Brasil, mas nós deixamos aos centros espíritas

que eles façam as divulgações. Mas a gente sempre recomenda aos grupos espíritas que divulguem assim. Primeiro, a gente não aceita fazer encontros só de cartas. eu dou palestra, a minha esposa dá palestra, às vezes quando dá para combinar com o Guilherme, o Guilherme faz palestra, Paulo Henrique Figueiredo faz palestra, pode ser o Marcelo também, não sei. Quando a gente tem oportunidade, a gente faz um seminário de estudos, que por ocasião, poderá acontecer psicografia de cartas ou não?

A gente pede para colocar que o médium se colocará à disposição da espiritualidade, mas sem garantia, porque eu não posso garantir que os espíritos vão escrever. Então eu não posso viajar dizendo, o Newton está em tal lugar, vai ter cartas. Eu não sei. Eu não sei. Essa vontade não me pertence. Essa vontade e autorização vem do mundo espiritual. Então pode muito bem acontecer de eu ir para o seminário, só fazer palestra, e simplesmente dizer, não, gente, não tem

cartas hoje. E frustrar muita gente. Nunca aconteceu, claro. Porque a espiritualidade tem lá os seus projetos. Mas a grande verdade é que a gente precisa dizer isso para o público. Hoje mesmo eu recebi uma mensagem no WhatsApp dizendo assim, amanhã sábado é dia de Casa de Francisco. Sociedade de Estudos Espíritas Casa de Francisco. Aí a pessoa perguntou, terá cartas? Aí eu peguei e disse assim, não sei. Eu estarei lá e me colocarei à disposição, mas eu não sei se

terá cartas. A resposta da gente é essa. Às vezes parece uma coisa meio dura, mas a gente precisa realmente esclarecer. Então, Arlete, fique atento aí aos grupos espíritas, tá? E que Deus te abençoe e te ilumine, tá bom? Muito bem. Agradecemos aí ao Newton. O Guilherme está na minha cabeça, porque nós estamos aqui sempre tocando ideias e ele está ao vivo aí com a gente. É, Marcelo, eu quero voltar a ver o Marcelo, porque realmente essa live ficou com gostinho de

quero mais. Não foi não, Cris? Oi, sim. Com gostinho de quero mais, a gente ainda parece com vontade de falar mais coisa. Mas, assim, eu queria agradecer a acolhida de vocês. O diálogo franco. É tão bom a gente conviver com pessoas verdadeiras que não tratam a gente como ser especial. que não colocam pedestal para a gente, que tratam a gente como gente de carne e osso, e que a gente é irmão e passíveis de erros. É muito bom. Essa é a verdadeira convivência da fraternidade.

A gente saber que está todo mundo no mesmo barco, sabe? E fazer do Espiritismo uma escola de aprendizado e de evolução. Muito bem, estamos muito felizes de ter o Newton aqui com a gente, também a graciosidade da nossa prenda, que hoje está encarnada com vermelho, a Maria Cristina, fazendo essa união aí, né? Fortaleza, fortaleza. Florianópolis, Santa Maria e você que está de todo o Brasil, nosso agradecimento.

Você que está de todo o mundo, a nossa gratidão por termos feito mais essa live com muito carinho, com muito respeito, mas com muita seriedade, à luz do ensinamento de Allan Kardec. Peço ao Newton e à Maria Cristina que aguardem um pouquinho lá na sala do chá para a gente fazer um encerramento. E nós vamos tocar aqui a boiada, tocar a corneta, tocar o berrante para encerrar mais uma live muito bem-humorada, mas muito séria, ao mesmo tempo, do ECK.

É isso, minha gente. Estamos felizes com a presença de vocês. Agradecemos de coração os comentários, as perguntas, as observações. E esperamos você daqui a quinze dias aqui no nosso espaço democrático da bancada do SK, às vezes aos sábados, às vezes às sextas-feiras. Estamos preparando também para o mês de dezembro mais um fórum do Livro Pensar Espírita aqui na bancada do SK. Foi gratificante, foi muito bom estar com vocês. E esperamos vocês numa próxima

oportunidade. Um beijo, um abraço, um excelente domingo. Tchau!

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