Allan Kardec para o século XXI: Fundamentalismo da verdade ou pluralismo de interpretações? [Ep22] - podcast episode cover

Allan Kardec para o século XXI: Fundamentalismo da verdade ou pluralismo de interpretações? [Ep22]

Mar 16, 20232 hr 3 minSeason 17Ep. 22
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Episode description

Recebemos o sociólogo Márcio Sales Saraiva (RJ) para abordar uma temática muito importante para os debates espíritas: "Allan Kardec para o século XXI: Fundamentalismo da verdade ou pluralismo de interpretações?".  Na bancada, os debatedores Marco Milani (SP) e Martha Novis (RJ), sob a mediação de Marcelo Henrique (SC), Coordenador-Geral do ECK.  O Espiritismo, enquanto filosofia e escola de pensamento, não se restringe ao conteúdo da chamada Codificação Espírita (as 32 obras de Allan Kardec). Ele se materializa, todos os dias, a partir de estudos, debates e da atuação espírita na sociedade.  Por isso, é fundamental discutir os paradigmas espirituais-espíritas, dentro do princípio da progressividade dos ensinos dos Espíritos e, também, da contribuição dos pensadores encarnados sobre as temáticas espiritistas.  Por isso, a pergunta temática merece atenção e contextualização. O que deve prosperar: o fundamentalismo ou o pluralismo? Em complemento, como identificar e o que fazer diante de posturas ortodoxas, centralizadoras e dogmáticas de parte dos espíritas?

Transcript

Alô, você. Bem-vindo esse cano EC cana a você que está pela primeira vez conosco pelos canais do Facebook do YouTube. Muito felizes. Estamos com a sua presença e a sua participação em mais uma live dos embalos de sábado à noite do ECK. Você já sabe, é a mesma bat hora, é o mesmo bate local é o

mesmo bate canal onde você pode. Alimentar-se com informações a respeito da práxis espírita que se baseia, claro na filosofia, é trazida a partir de 1857, com o trabalho pioneiro de Allan Kardec e que se renova a cada dia, na medida em que os pensadores, encarnados e desencarnados vão no contínuo do processo de estruturação e de desenvolvimento progressivo.

Da doutrina dos espíritos, ficamos felizes com a sua presença e esperamos que o nosso trabalho qualificado da noite de hoje possa enriquecer não só o seu conhecimento pessoal, mas os debates que você possa vir a empreender em plataformas virtuais ou na ambiência presencial física da instituição

espírita que você participa. Nós do ICK, damos a você as boas vindas, e esperamos que essa nossa reunião fraterna, alegre e muito bem envolvida nos conceitos espíritas, possa ser útil na sua caminhada como na nossa. Como divulgamos na última semana, a nossa live ordinária da noite de hoje tratará sobre o tema Allan Kardec para o século 21. Você já sabe que Allan Kardec, o trabalho pioneiro de codificação da doutrina dos espíritos, aconteceu no século 19, lá em 1857, até 1869.

Nesses 12 anos de trabalho é edificante? No colóquio entre Kardec e os espíritos superiores, mas que ele precisa da renovação dos tempos. O próprio Allan Kardec fez algumas advertências pontuais a esse respeito. Então, para transcrevermos, para reproduzirmos o conhecimento espírita no século 21, precisamos estar atentos a toda essa movimentação de Ideas. Que acresce ao conhecimento espírita originário.

Então nós perguntamos, é o fundamentalismo da verdade ou é o popularismo de interpretações que deve ser utilizado como referência? Para isso, temos um time de primeira para debater conosco esse tema na noite de hoje. Vamos chamar então o primeiro convidado especial da noite, Márcio Sales Saraiva, do Rio de Janeiro. Olá Márcio, seja bem-vindo. Olá, Marcelo Henrique, olá para todo mundo que está nos acompanhando. É um prazer estar aqui com vocês trocando idéias nesse sábado.

Bacana, Márcio Márcio já é uma figurinha conhecida. Nossa já esteve em outra live aqui no ECK. É um companheiro que nós conhecemos há quase 30 anos de militância aí nas atividades espíritas, sejam elas virtuais ou presenciais. No nosso caso, Márcio, nós ainda não nos vimos, é verdade. Em corpo presente, só em espírito e verdade, mas um dia chegará que nós vamos é sentir a energia próxima no afago, no aconchego do abraço físico.

Por enquanto nós ficamos apenas. No abraço virtual que nós estamos dando, inclusive para todos aqueles que estão nos acompanhando pelos canais de Transmissão dessa live nesta noite de hoje. O Márcio, então, é sociólogo e cientista político, é mestre em políticas públicas e doutorando em psicossociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, nosso estado Natal meu e do Márcio é autor de nós livros é nós, é nós na fita. É autor então, de 3 livros, o

pastor do diabo. Outros contos de aprendiz e santeria jaculatórias poéticas para Almas desassossegadas que somos todos nós, essas Almas desassossegadas. Certamente gosto muito de um conceito do Padre Zezinho José Fernandes de Oliveira, que diz que nós temos uma paz inquieta, então esse desassossego é natural do ser que gravita em torno do conhecimento espiritual.

O Márcio também é fundador do centro espírita Herculano pires, no Rio de Janeiro. Outra coincidência, porque nós fundamos aqui em Santa Catarina, em 2003, o centro cultural espírita Herculano pires. Então temos também essa característica. Essa proximidade é ex dirigente do grupo espírita Nazareno e da união espírita Cristo rei. Escreve regularmente para o blog espíritas à esquerda, nosso parceiro e na coluna, releituras kardequiana e é co-autor.

Do livro recentemente lançado espiritismo, sociedade e política, projetos de transformação, feita então a apresentação do do nosso convidado especial número 1. Vamos chamar o nosso convidado especial número 2, Marco Milani, a banksia. Olá Marcelo. Olá Márcio e demais amigos aqui. Grande Alegria de voltar. Não queria dissipar dessa atividade sem nem sempre lembrando, né? Marcelo? O mais importante é que a gente rever os amigos e trocar Ideas

que a grande proposta do ECK. Então, pra mim, é uma grande satisfação de estar de volta aqui. Nós não somos Silvio Santos, nós não somos o Sistema Brasileiro de Televisão, mas estamos sempre em ritmo de festa. Ritmo, né? E vamos tocando a banda para

frente. Então o Marco Milani é de São Paulo, é economista, é mestre e doutor em Controladoria pela Universidade de São Paulo USP é meu colega porque eu também sou da área da Controladoria, do controle público, do controle externo, é pós doutor pelas universidades de salamanca, na Espanha, e carleton, no Canadá, é livre docente da universidade de Campinas. A Unicamp e a diretor de doutrina da. União das sociedades espíritas do estado de São Paulo ao use também é presidente da use

regional de Campinas e é membro da comissão coordenadora de um importante evento. É de livre pensar e de discussão das questões espíritas da atualidade, que é a liga de pesquisadores do espiritismo, a Lipe, o Lipe, né ou a Lipe, né? A liga, então a Lipe é palestrante e articulista espírita, cujos artigos é vez, por outra, desfilam nas páginas do nosso site o com. Kardec.net e também dentro do grupo espiritismo, com Kardec no ECK, então apresentado o Marco Milani. Vamos chamar a nossa.

A cereja do bolo, aquela que abrilhanta com a sua presença a necessidade da candura feminina no nosso debate de hoje. Chamamos. Que rufem os tambores, os tambores fluídicos espirituais Marta Novis. Oi, é uma Alegria. Oi gente. É muito bom estar aqui com o Márcio. Eu falei já né, meu professor lá Na Na pós da Dora incontri encontrar Milani é muito bom estar aqui de volta. É, ela diz que é ou encontrar vocês, mas se encontrar comigo, ela já nasce muito interessante, não é?

Enquanto no momento, cabana cresça, sempre normalizou, normalizou. É, pois é, a Marta Novis também é do Rio de Janeiro, minha Terra Natal. É graduada em letras pela Universidade Federal Fluminense em administração de empresas pela o né? Za? É pós-graduada em gestão estratégica de pessoas pela fundação Getúlio Vargas.

Atuou até recentemente no setor financeiro de uma empresa de transportes de cargas, quando se aposentou e foi funcionária da viação aérea Rio Grande Varig e por 32 anos atua, então. No grupo espírita Francisco de Assis, o Jeff a em Niterói e é membro do conselho de gestão do grupo espiritismo com Kardec. Então a moçada está apresentada, inclusive a Marta está com o vidro ao remoçado coisa nova, né?

Pra mostrar que a gente tá sempre progressivamente do processo também material encarnatória, vamos em frente, então trabalhar esse tema tão gostoso e tão interessante porque ele mostra. A necessidade de nós fazermos um link entre o trabalho originário hercúleo de Allan Kardec e a nossa vivência, o nosso trabalho, a produção literária, a produção mediúnica e a produção da vivência espírita no dia a dia das instituições, sejam elas é materiais,

presencia Slim ou virtuais. Como é muito comum no tempo atual. Então vamos de enxofre para a primeira pergunta, Márcio, começamos por você. Podemos dizer que a Lanka Allan Kardec está preparado para o século 21. Se positiva ou negativa, a sua resposta em que ele estaria preparado e em que que ele não estaria preparado. Pois é, é penso que. Existem de menson? Na obra e no trabalho de Allan Kardec. Isso quer dizer que quando nós temos oportunidade de nos debruçar sobre a obra

kardequiana. A gente vai poder perceber que há dimensões da obra kardequiana, que continuam dialogando, firme e forte com toda a cultura contemporânea, com esse nosso século 21. Por outro lado, nós podemos também nos encontrar com certas dimensões ou aspectos da obra kardequiana que já não dialogamos é tão bem com a cultura contemporânea, com a pós modernidade ou com o século. É 21. Isso não é nenhum demérito, né? É isso, isso é apenas um dado de realidade e humaníssimo porque.

É Allan Kardec, é um gênio do século 19 francês, mas isso não quer dizer que Alan Kardec pudesse dar conta do ponto de vista textual, filosófico, et cetera, de todas as questões dos séculos vindouros, né? Isso seria é colocar sobre Allan Kardec. É uma responsabilidade. Grande é histórica para além das possibilidades do ser humano concreto, né? Ninguém consegue dialogar na sua plenitude em todos os séculos vindouros. Ninguém mesmo Platão. Aristóteles, né?

Você vai encontrar nas obras de Platão e Aristóteles dimensões, né? Que ainda nos provocam o século 21, que são pertinentes que a gente ainda esse debate com elas e outras questões. Por exemplo, é a concepção de Platão sobre as mulheres na sociedade. É. É uma concepção absolutamente defasada que não faz sentido hoje em dia, nós adotarmos a concepção platônica sobre mulheres.

Isso já já não é mais possível. Não quer dizer que Platão não seja um grande filósofo, ou Aristóteles, ou Maquiavel, e por aí vai da mesma forma, assim penso sobre o trabalho genial de Allan Kardec. Eu falo muito bem essa. Esse recorte importante com ele eu vou chamar a Marta para essa conversa, porque essa semana eu estava fazendo algumas incursões, aí preparando algum material para publicar no e secar e eu me deparei mais uma vez.

Com um trecho de uma comunicação espiritual que foi selecionada por Allan Kardec, por considerá-lo como um espírito superior, como uma informação condizente com a princípio logia espírita. Marta e lá está dito.

Que homens e mulheres possuem papéis diferenciados da sociedade, então isso é um recorte do século 19 que lembra aquilo que o Márcio acabou de pontuar a respeito da filosofia platônica é importante, mas, neste contexto da paridade ou da equidade entre os sexos do ponto de vista da nossa sociedade contemporânea, ele diz, produz um certo furor, né? Quando o espírito, por exemplo. Diz que nós temos é funções diferenciadas para homens e mulheres.

Você acha a Marta que o espiritismo estaria dialogando com a contemporaneidade? Dia, dialogando com o nosso momento presente de uma maneira positiva. Eu achei muito importante isso, que o Márcio falou, né? E a gente tem que lembrar que o espiritismo é uma ciência e é progressista o que quer dizer isso? Eu gosto sempre de lembrar, né? Que a gente não pode de forma

alguma alterar, né? Aquilo que Kardec escreveu, nem Kardec, nenhum autor, né, quer dizer o que ele escreveu está escrito, mas acho de suma importância que a gente faça exatamente. Essa contextualização, né? Da época? Então a gente tem que entender, né? Que Kardec não era um espírito puro, né? Era um homem que também é, tinha erros, tinha acertos e obviamente ele estava inserido dentro de um contexto. Não à toa a gente vê lá, né? Na revista espírita também, a gente vai ver lá, né?

Aquele questionamento a mulher tem alma, né? Está publicado, né? Quer dizer, foi alguma coisa que ele viu que ele mexeu. Mas obviamente, hoje. Não faz mais sentido. Da mesma forma. Há Kardec era racista como todo europeu daquela época, né? Ele estava inserido numa sociedade extremamente racista, né? Então eu acho que essa questão do endeusamento, né, da gente dizer anão, ele era um espírito puro. Ele era superior, não, ele estava dentro daquele contexto, né?

Em que a mulher era alguma era algo, né? E em que a é via se, né? As pessoas claras como superiores, aquelas que tinham a pele escura. Sabe de né? É naquela época era comum se dizer que não se queria, né? Reencarnar negra. Pessoa que é medo de reencarnar negro, né? É tamanho o racismo na época. Então eu acho muito importante, né? Não só não é só essa questão da mulher, mas tem a questão da da, da, do racismo, a questão do catolicismo, quantas coisas a gente encontra, né?

Dentro da doutrina espírita, né? O que fala de castigo, que fala de pecado? E a gente se esquece que 90%, 99, sei lá dos espíritos que é se comunicaram naquela época, né? E que foram aproveitados por Kardec era um da religião católica, então é óbvio, a gente tem que parar com essa ideia de achar que a gente desencarne, espírito puro, não. A gente é a mesma, é o mesmo espírito, cujo mesmas com é com as mesmas, é com tudo aquilo, né, que a gente, tudo aquilo que a gente fazia e que a gente

pensava. Enquanto aqui a gente continua, porque isso é um processo, né? Evolução é um processo? Não? Obviamente que aqueles espíritos acostumados que estavam com AO catolicismo vem falar para nós de punição, de castigo, de pecado. A gente precisa contextualizar e atualizar nesse sentido, mas de maneira nenhuma mudando, né? Aquilo que Kardec escreveu.

Muito bem. Daqui a pouco a gente vai ter uma pergunta específica sobre essa questão da atualização do pensamento e da atualização dos conceitos espíritas, mas eu vou chamar o Marco para essa primeira barca que a gente lançou no mar. É justamente nesses 2 contextos, o contexto que o Márcio, bem ponto ou de nós termos situações que dialogamos com bastante tranquilidade com a contemporaneidade e outras que passam ao largo que ficaram

defasadas. E que não podem ser mais a referência do século 21, em razão de toda a progressão, nós falamos em Progresso o tempo todo e aqui eu quero lembrar um recorte a você que está a primeira vez com a gente é e que ouve. EE lê ouve nas palestras, e Ilê nos artigos ou nos livros espiritas.

A doutrina espírita não fala em lei de evolução, a lei é de Progresso, lei de evolução é um conceito da materialidade, está afeta às questões do desenvolvimento da raça humana e das outras espécies sobre a Terra. Então, é é necessário nós contextualizarmos utilizarmos a expressão correta para enquadrar aquilo que é princípio lógico

dentro do espiritismo. Então Marco é como trabalhar com essas questões, ou seja, há muitos espíritas que pensam que por Kardec ter, digamos assim, apresentado informações que se tornaram obsoletas no curso do tempo, no curso da história, no curso da linha do Progresso. É admitir, isso é uma falibilidade. É uma.

É um demérito, é uma depreciação do conhecimento espírita, afinal de contas tem se aquela ilusão de que a partir da codificação, tudo o que consta das 32 obras de Kardec estaria imutável, seria infalível. Como trabalhar com isso? Marco? É, na verdade, eu é o grande ponto, não é? Marcelo? Que é destacado aqui, é o dinamismo que a doutrina tem, porque Kardec nunca fechou a doutrina, né?

Kardec nunca encerrou a doutrina e aí a gente vai se deparar com 2 pontos centrais aqui, né que foram comentados aí pelo Márcio e pela Marta. O primeiro deles, né? Com essa questão do diálogo, né? Que o Márcio traz é com relação também ao entendimento do sentido e da contextualização que a gente tem que fazer para não cometer um problemas muito Sério, de análise histórica, que é o anacronismo.

Quando nós olhamos para trás com as lentes de hoje, nós estamos correndo o risco de querer julgar aquele contexto como se nós estivéssemos simplesmente transportando. É um momento atual, é pra lá e isso é. É completamente inapropriado. A questão de Kardec, trazer elementos que revelam uma realidade espiritual e rompe com uma cultura é dominante. E que ela é é. É de maneira bastante prática, né?

Aquela que vai influenciar gerações e continua influenciando nós também estamos aprendendo a conhecer Kardec. Quando eu falo Kardec, eu estou falando da obra que ele representa, não o homem, é a obra kardequiana, né? Que representa aí a doutrina dos espíritos. Ela se dá no momento em que ela apresenta um conjunto de elementos que foram validados por um critério que Kardec serviu, é metodológico, né? É da universalidade, ou seja,

não era opinião de Kardec, era. O conjunto de ensinos que estavam ali sendo é apresentados de maneira que nós pudéssemos ter uma segurança adicional de é que aquela informação ela poderia balizar e caracterizar o que nós chamamos de doutrina espírita. Então o primeiro ponto. Porque a gente vai destacar aqui na relevância de Kardec e ele rompe é. É uma cultura isso daí eu vou reforçar porque ela é importante. Nós não assimilamos mudanças de maneira síntese, fácil.

Eu Acredito que nós vamos demorar ainda séculos para entender Kardec, como dizia o Herculano pires, o saudoso Herculano pires, aqueles que acham que Kardec está desatualizado e nós temos que nos atualizar em Kardec, mas entendendo a essência daquilo que nós caracterizaríamos como doutrina espírita, ou seja. Nós temos SIM 1 manancial de é informações que cabe a nós nos aprimorarmos, para compreendê-las e aplicá-las em nosso dia a dia com objetivo maior de nos transformarmos moralmente.

Ou seja, o produto final do ensino dos espíritos é aquele que nós vamos nos beneficiar quando aplicarmos para nós mesmos e não querer que se mude os outros ou a sociedade como um todo e nós não acompanharmos esse processo. Então o grande ponto que nós trazemos aqui. Dessa ruptura que o espiritismo fez é tirar elementos que é culturais, que fazem parte ainda, né? Estão presente na sociedade ocidental, na oriental. Nós não podemos simplesmente achar que tem-se o mesmo a mesma

compreensão, né? Que nós teríamos é com uma cultura judaico cristã, mas não quer dizer também. Tanto é que o espiritismo é muito mais compreendido dentro de um aspecto judaico cristão do que. De uma cultura é é oriental, mas não quer dizer que nós não tenhamos aproximações. É bastante válida de pessoas estudando espiritismo no Oriente, né? Nós temos aí. Relatos, Marcelo conhece muito bem pessoas do Japão, inclusive, né?

Boa parte deles brasileiros que foram para lá, mas já locais, né nativo, já estão trabalhando nesse sentido que nós temos que entender que a verdade era perene, ela atemporal. Esse é o grande ponto que nós deveríamos é trazer para identificar o que que. Nós compreendemos do que seja a verdade sobre o aspecto dos espíritos, e não aquilo que seja. É deturpado ou desvirtuado por

questões pontuais. É locais, inclusive, que nós não poderíamos falar que são avanços se elas não são generalizadas. Aí o grande ponto é esse, que o Marcelo também traz do Progresso para avançar no conhecimento, Kardec aponta a ciência como aquela que vai trazer elementos para dar suporte para esses avanços e não opiniões. E os próprios espiritos, eles têm opiniões divergentes, né? Kardec trata isso no que é o

espiritismo. Então, se os espíritos têm opiniões divergentes, como é que a gente vai identificar o que seja mais verdadeiro ou menos verdadeiro daquilo que nós estamos buscando? Aí vai entrar o critério metodológico que nós deveríamos nos é hater e não ficarmos presos em discurso ou narrativas que elas podem ser válida em determinados momentos em determinados grupos, mas que não tem suporte para sustentar, é necessariamente o avanço no

tempo. Com diferentes culturas, então, esse é o ponto central que nós deveríamos ter como preocupação é, qual é o critério ou método a ser adotado para validar uma informação nova? Daquela poderia ser um avanço ou até colidir que não tem problema. Nós revermos algum aspecto, desde que tenha fundamento. É, é não opinativo, mas baseado em fatos e aqueles que vão fazer com que nós tenhamos efetivamente um compromisso com a verdade e não com opiniões ou convicções particulares.

Complementa martinha. Eu queria trazer aqui, né? Até uma essa sobre esse. Controle universal, né? Do ensino dos espíritas? Eu é dos espíritos. Eu outro dia é, ouvia a Dora falando, né? Que hoje não teria, né? Mas como a gente seguir esse método, né? Por conta da. Da da internet, né? Enfim, porque o mundo está globalizado? Então não é a época de Kardec, né? Tudo bem, concordo com ela. Mas aí ela coloca o seguinte, que hoje, para que a gente

pudesse testar, né? Para que a gente pudesse ver é entender, né? A ver Oo julgar talvez não sei. Não gosto muito dessa palavra, mas a veracidade daquilo que está sendo trazido, a gente teria que usar a lógica razão. E aí eu fiquei pensando, né? E até divido com vocês essa minha dúvida, né? Porque é lógica e razão. Por mais que a gente tente, ela é divergente, porque ela acaba, acaba cada um, né? Vendo determinada coisa sobre o

seu ponto de vista, né? E como é que a gente tem esse ponto de vista através, né, das nossas muitas reencarnações através da da experiência, né? Que a gente vem adquirindo. E aí eu passo pra vocês, isso aí, né? Será que realmente é só com lógica e razão que a gente teria que averiguar, né? Se uma mensagem que é trazida ou se uma novidade que nos é trazer, né? É uma. É uma dúvida que eu tenho. Eu compartilho com vocês porque não concordei com com isso, né?

Que a especificamente que a Dora falou? Márcio, você abriu o microfone, quer complementar? É AA dialogar um pouco o que a Marta levantou. É Marta, eu penso que. O ser humano é fundamentalmente um ser de afetos muito mais do que de lógica e de racionalidade. É isso. Não sou eu que invento, não é isso. Já é uma discussão já da filosofia antiga e que vai ser retomada muito bem por Espinosa, né?

Nós somos seres, é de afetos e por vezes nós utilizamos a lógica e a razão para ocultar nossas escolhas, nossas paixões e nossos afetos. Quer dizer, a lógica e a razão, ela é, em diversas situações históricas. Uma espécie de fachada. Que tenta ocultar os interesses, as paixões e os afetos que estão ali envolvidos. Quer dizer, tem muita coisa, né? Por exemplo, a gente olha pra hoje, né? Tem muita coisa escabrosa que circula na sociedade. E coisas escabrosas que circulam

com argumento lógico. O argumento que tem uma razoabilidade. Mas é horrível. Percebe? É se nós levarmos em conta apenas a lógica e a razão. Isso poderá ser desastroso. Do ponto de vista humano, aliás, já se mostrou em diversas situações históricas que endeusamento da razão da lógica é acabou gerando regimes autoritários. Acabou gerando, né? Situações é não tão felizes para

a gente como como humanidade. Há uma outra questão que eu queria comentar rapidamente, levantada pelo pelo companheiro Marcos. E esse é um ponto. Que respeitosamente é? Eu divirjo que é que a ideia, de fato, não é e que em que se coloca junto com essa questão que eu estou comentando sobre a Marta. É, penso que. Já na filosofia do século 20, a ideia de fato EE de uma verdade substancial, Ela Foi pro saco.

Não é? O que boa parte da filosofia, digo, a filosofia do século 20. Dnit para cá, né? Pegando escola de Frankfurt, pegando é a filosofia, mesma, filosofia analítica, os pós estruturalistas toda, toda essa filosofia que veio para o século 20. É, já há algo hoje, um quase consenso em boa parte do campo, dessa filosofia do século 20 do século 21 agora. De que é praticamente insustentável a ideia de uma

verdade essencial. De uma verdade que seja para além da história, não é isso do ponto de vista humano. Se existe uma verdade verdadeira, não é uma essência. Transe histórica a histórica de verdade. Ela não faz parte da condição humana, da precariedade da condição humana. Não por acaso, alguns teólogos, alguns deles inclusive considerado teólogos pós-moderno, levantar uma crítica muito interessante.

Né? É fazendo uma relação com as próprias palavras de Jesus. Quando Jesus diz eu sou eu, sou o caminho, a verdade e a vida talvez, né? E aí, é um exercício de interpretação. Eu não estou aqui anunciando uma verdade, mas talvez Jesus quisesse dizer que a verdade é algo que não faz parte desse mundo. A verdade como essência, como substância, como fundamento. Isso não quer dizer que não haja

verdade no mundo. É óbvio, se eu que estou aqui no meu apartamento me jogar por essa janela, eu vou morrer. A probabilidade de eu me arrebentar enorme, porque existe ali da gravidade, isso é uma verdade prática. É uma verdade factual, além daquilo que a gente tem como herança cultural, né? Que GA dá-me, vai chamar dos clássicos, né? Que são aquelas crenças que vem das nossas heranças culturais que nos ajudam a guiar.

Os nossos passos na vida, elas também são verdades, são verdades tradicionais, clássicas que nos ajuda a orientar. O problema é que aí eu acho que a crítica filosófica é interessante e vai rebater no espiritismo. De alguma maneira essa crítica filosófica vai obrigar o espiritismo a se repensar do ponto de vista da filosofia, é de que não há uma verdade como fundamento, como uma essência do

que nós temos. São verdades práticas, são verdades da interpretação e numa verdade essencial, porque se existe uma verdade essencial e nós temos essa verdade essencial, então nós estamos nos colocando na posição de Deus. Porque para boa parte, inclusive da teologia pós-moderna, se alguma verdade, essa verdade não está no mundo, ela seria algo completamente fora do mundo. Ora, o que nós podemos conhecer é aquilo que faz parte da nossa existência.

Eu não tenho condições de é tomar a posição do olhar de Deus, de um olhar fora da história, de um olhar a histórico, de um olhar que pudesse encontrar a essência verdadeira das coisas. Eu sou humano. Encarnado? Simples e pequeno no universo. O que eu posso ter é apenas o meu ponto de vista, a minha perspectiva. Ora, o que traz o espiritismo? Para nós, o espiritismo, para nós, ele traz uma interpretação do mundo e do sentido da existência humana. É isso que o espiritismo nos oferece.

O espiritismo não nos oferece uma verdade no sentido de v maiúsculo, de uma verdade sobre a essência das coisas, porque se fosse isso, então tudo mais seria desprezível perto do espiritismo? Mas não, não, não me parece essa questão aqui. O espiritismo não traz o que o espiritismo nos traz. É uma verdade, com v minúsculo, uma verdade prática, uma verdade sobre o sentido da existência humana, uma interpretação do mundo. E se essa interpretação do mundo é útil?

Cela interessantes, ela é consoladora. Se ela nos traz algo de bom, então que seja bem-vinda. E essa é a verdade que o espiritismo traz, mas não uma verdade no sentido de substância ou de fundamento. Não por acaso, o espiritismo poderá adotar uma posição de diálogo com os outros saberes espirituais, filosóficos e por que que o espiritismo pode adotar uma posição de diálogo, porque ele não tem uma posição arrogante diante da verdade.

Essa grande sacada do espiritismo, o espiritismo, não chega perto de um católico e olha para ele como um imbecil, como uma pessoa ignorante com uma pessoa que que ainda não conseguiu alcançar a verdade. A tadinho dele. Ele é meio estúpido. Ele ainda é católico, ele ainda não alcançou a luz que nós, espíritas, somos detentores dessa luz verdadeira, essencial e fundamental sobre a humanidade. Não essa arrogância, ela não deveria fazer parte do espiritismo.

Ou se algum momento. Essa arrogância já esteve presente na perspectiva espírita hoje, no século 21. A gente pode lançar essa perspectiva ao mar, porque ela não nos ajuda, ela não nos atrapalha para convivência civilizada, para a convivência democrática, para o diálogo, para que a gente possa de fato conviver de forma pacífica e democrática e dialogar com as pessoas. Nós temos que abrir mão de qualquer Posse arrogante de verdade. De qualquer tipo de fundamento

último. E é isso que vai nos colocar na posição humilde, como espíritas, que querem oferecer uma interpretação do mundo. Não é a única, não é a melhor, não é a mais verdadeira de todas as verdades, ela é apenas uma perspectiva que faz bem para mim, que faz bem para nós e que pode fazer bem para as outras pessoas. Então já é finalizando, eu penso que. E a gente no século 21, a filosofia espírita poderia caminhar muito mais nessa direção, né, de enterrar a

verdade, né? De olhar para essa verdade. A verdade, no sentido absoluto, no sentido arrogante, metafísico e olhar para essa verdade e falar, olha, eu enterro essa concepção autoritária de verdade. Isso já fez muito mal para a humanidade. Todos os regimes totalitários e autoritários foram baseados na ideia de verdade, todas as perseguições religiosas foram baseadas na ideia de verdade. Toda vez que algum grupo se julga possuidor da verdade, é sinal que o outro é o portador

da mentira. Então, se eu possuo a verdade, o outro possui a mentira. A minha função tal é eliminação do outro, vamos fuzilar essa p. Tralhada. Quer dizer, é esse tipo de noção fascista que a verdade como substância vem inspirando ao longo da história humana e seria muito legal, pelo menos. Essa é a minha perspectiva, uma perspectiva. De alguns filósofos, como o Gianni vattimo, como gadamer, como o Richard Rory, né? São filósofos contemporâneos que trabalham também dentro dessa

perspectiva. Eu acho que isso teria um diálogo muito legal com a obra kardequiana nesse século 21 é a minha sugestão. Nós temos algumas participações do público na nossa Transmissão, seja pelo YouTube, seja pelo Facebook e muitas pessoas estão dizendo aquilo que nós já temos.

Dito há muito tempo, praticamente desde que OSK foi criado, de que se você está acostumado com determinados diálogos ou da apresentação de pretensas verdades por parte da ambiência espírita, as instituições que você frequenta, os veículos de comunicação espírita ou os sites que você costuma acessar, é, é necessário que você faça uma revisita de tudo isso. É necessário que você reveja conceitos. Nós estamos apresentando aqui

alguns conceitos que. Para você, podem parecer novos, mas eles estão em perfeita simbiose com o pensamento original de Kardec, que jamais procurou estabelecer qualquer espírito de sistema com a doutrina. A propósito, quero lembrar aqui que, no correio fraterno desse mês é eu escrevi exatamente sobre isso, sobre o espírito de sistema e que Kardec aboliu a ideia de espíritos. Sistema para a doutrina dos espíritos. Mas nós, espíritas, na contemporaneidade.

Estamos querendo traduzir o espiritismo como um espírito de sistema, como se tudo estivesse pré estabelecido, como se as verdades todas estivessem consolidadas, aquelas verdades que o Márcio acabou de colocar, que não são com v maiúsculo, mas com v minúsculo porque elas estão sujeitas sempre. A progressividade dos conceitos e a progressividade individual de cada um de nós. Na interpretação desse processo. Mas o Marco Marco também quer dar um pitaco nessa tua fala,

Márcio. É, na verdade, é um tema bem relevante. Não é importante a gente destacar que alguns aspectos é também aquilo que a Marta havia comentado do critério, né? Mas né, na fala do do Márcio é isso, me lembrou, viu Márcio? É 2600 anos atrás, os pré-socráticos já se discutia isso, né? Se nós teríamos uma verdade, é, é única inaudi inalcançável ou se nós teríamos diferentes verdades que não seria o caso da do dos eleatas, né? Na verdade, eles defendiam.

Que existe, assim, uma verdade única, as nossas limitações é que não permitiam compreendê-las de maneira absoluta e que me parece muito razoável. 2600 anos depois, né? Que ainda nós tivéssemos ou tenhamos, né? Essas reflexões? Mas um ponto central que é dessa época também, mas aí, já entrando com Sócrates e Platão, eles abominavam os sofistas, né, que quem eram os sofistas, os sofistas, eram aqueles que interessava mais a aparência de

verdade, e não a verdade. Eles estavam mais interessados em persuadir em convencer, conforme os seus interesses, conforme a sua visão de mundo do que o os. A própria busca de uma verdade que para eles, mesmo que fosse inalcançável, é o mais importante. É a praticidade de transformar a realidade ou pelo menos a interpretação da realidade, conforme seus próprios valores e cia. Trazendo isso para para os nossos dias, claro, a história aí está recheada, né, de

pensadores contra OA favor. Mas o relativismo continua sendo um problema muito Sério, porque é eu vou citar aqui um exemplo, muito. Próximo a nossa realidade de espíritas, dentro da da nossa pequenez aqui, né? É até um colega nosso filósofo Humberto schubert coelho. Ele tem um livro muito interessante chamado a filosofia perene. É aonde ele destaca esse

problema, né? A verdade, em essência, ela existe dentro de uma possibilidade de interpretação conforme as nossas capacidades, mas o grande problema é o relativismo, que tira a referência.

Que faz com que a pessoa não tenha elementos objetivos para se pautar e aonde tudo fica válido, tudo é tudo é passível de aceitação sem a devida é as é elemento sem o devido elemento de justificativa anão ser aquele de critérios que são passíveis de serem para só um pouquinho ser serão passíveis de serem é colocados é conforme as suas expectativas. Então o ponto central que eu acho importante a gente deixar

muito claro. Quando os espíritos apresentam a doutrina dos dos espíritos nela, doutrina espírita não se tem a pretensão de persuadir, mas de apresentar os fatos diante de uma realidade espiritual. E cabe a nós encarnados, diante desses ensinamentos, nos aprimorarmos, claro, com todas as nossas limitações e capacidade de desenvolvimento. Por isso que Kardec colocou o dinamismo doutrinário, ou seja,

nós não estamos fechados. Nós estamos abertos à realidade, mas aí vem essa questão, se nós é colocarmos a comprovação de algo que ainda não esteja fundamentado em fatos ou numa num critério objetivo, nós vamos. Nós podemos incorrer num problema muito Sério.

Que é partirmos de premissas subjetivas e concluirmos em cima de premissas subjetivas e as armas que o que foi apresentado pelos espíritos está ultrapassado ou foi superado, quando na verdade, a gente teria, aí SIM, 1 problema lógico, ainda que concordo com a Marta, com AO incômodo que ela traz, é hoje. Nós não conseguimos reproduzir o método de Kardec, dada a contaminação de Fontes, né? Porque pra você ter Fontes que não se conhecem. Não, se não, não, não façam nenhuma troca ou não se

influenciem mutuamente. Isso é quase impossível dentro de uma divulgação quase que imediata de novas informações. Mas nós podemos ter, claro, é, é experimentos, controles, e houve uma série de grupos, né? Que mediúnicos, inclusive que tentam fazer isso, mas não vão ter necessariamente a validade ou reconhecimento da comunidade espírita. Então a gente está assim, num processo de em busca de um método de validação, viu Marco, tanto é que foi tema aí do nosso. É o último em Lipe é foi em

agosto. Agora foi justamente esse. O tema central foi coerência doutrinária e foi se discutido o que é ser coerente dentro do que nós chamaríamos doutrina. E aí vem o ponto central também, que nós estamos destacando aqui e que ajuda todo mundo a refletir, se nós não tivesse, não, não tivermos referências, é mais seguras ou sólidas?

Nós podemos e devemos analisar tudo, tudo sem exceção, mas não bater o martelo de que isso já seja uma nova verdade ou um novo ensino para su. Esperar ou de, ou desenvolver ou reformular o que nós já teríamos é, é conquistado aí com esse conhecimento. Então é um processo árduo. Eu não tenho nenhum, nenhuma expectativa de que nós vamos

resolver problemas. O avançar é em termos conceituais, para aquilo que nós não temos como comprovar hoje, dado às nossas de novo, limitações com métodos e é. É procedimentos verifica those ou comprovatórios e aí a gente vai cair no relativismo. Se nós não tomarmos cuidado, né? Então, fica aqui o ponto de atenção para nós, não nos deixarmos levar pelas muitas vezes emoções pelas idéias, pela empolgação que nós podemos ter, até porque às vezes, isso

reforça. Outras convicções que nós tenhamos, né, ou o contrário, nós queremos. Nós queremos levar para a doutrina alguma perspectiva particular e a gente vê aí vários problemas. No próprio movimento espírita de pessoas trazendo novidades. O Herculano pires era único que combatia bastante isso, trazendo novidades para a doutrina e chamando isso de avanço, né? Então, esse é o ponto central aí que a gente deveria tomar

cuidado, é isso. Está muito rico esse debate, mas eu queria fazer 2 aportou em relação a tudo o que vocês disseram é pra gente contextualizar algumas falas. A primeira diz respeito a excelente contribuição que o Márcio deu e ela é genuinamente kr desse Ana, onde mesmo considerando a descrição do método de Kardec como sendo de lógica e de racionalidade, Kardec não abandonou em nenhum

momento a questão dos afetos. Afeição está presente em todo o trabalho de Allan Kardec e aquilo que o Márcio chama de afeição. Eu chamo de sensibilidade, que é a sensibilidade mediúnica, que é a sensibilidade espiritual propriamente dita, mas que também é a sensibilidade da convivência. Convivência entre os comuns, isto é, os espíritas e convivência nossa como espíritas, com toda a outra gama de pessoas que existem e que gravitam em torno de nós e que tem.

Os seus afetos, as suas sensibilidades e que, portanto, isso é muito rico para agregar o edifício espírita e daí a temática de hoje ter trazido essa questão na necessidade da pluralidade, dos conceitos, da pluralidade das escolas e dessa desse diálogo e dessa interdisciplinaridade entre o espiritismo e as demais Correntes do pensamento contemporâneo. E o segundo tem a ver com a fala da Marta, que puxou uma declaração.

Da é Dora e com a qual o Milani agora concordou se salvou interpretação minha parcialmente, né? Quero lembrar que eu, o Milani e o Márcio estamos atualmente na academia. Estamos na pós-graduação, estrito senso e nesse sentido, existem mecanismos na ciência acadêmica, na ciência oficial, na ciência material dos diversos ramos de ensino, dos diversos saberes da atualidade, de fazer

exame sobre a produção. Aqui, eu estou falando de produção de encarnados, nós nós podemos fazer exames sobre a produção dos desencarnados utilizando, entre outras ferramentas, a ferramenta do Blind review, que é análise cega por pares. Então, especificamente neste ponto, nós poderíamos, com algum grau de isenção de comprometimento e responsabilidade, submeter comunicações que tivessem sido recebidas num mesmo intervalo de tempo, em lugares diferentes. Há um critério não de

padronização. Não de exclusão daquilo que não fosse Concórdia. Entre as mensagens, mais um novo exercício retórico e prático de averiguação das comunicações. Por quê? Porque nós aí estabeleceriam estabeleceríamos um novo paradigma que é diferente do paradigma adotado no movimento espírita desde 1910, aqui no Brasil, que é o de conferir autoridade e autenticidade a determinados espíritos ou a determinados médio, se estabelecer isso aí como se fosse uma continuidade de 11

progressividade dos ensinos. Então, se nós fecharmos os olhos e de sermos a é impossível, não O Impossível, só é impossível até que alguém torne ele possível, então o ser difícil faz parte da nossa realidade. E aí nós vemos. Para Kardec foi fácil. Não, não foi fácil. E como a nossa querida Ana Cláudia Laurindo observou aí nem mesmo um método de Kardec pode ser considerado irrefutável, pode ser considerado infalível. Ele emprestou também ao trabalho

de produção espírita. Da sua visão da realidade, a sua interpretação dos fatos, a sua interpretação das mensagens. Então, se quisermos uma neutralidade absoluta, meu amiguinho pode esperar bastante, pode ficar sentadinho aí, pode tirar o seu cavalinho da chuva, porque isso talvez seja é razão. Seja realidade nos mundos ditosos antes dos mundos celestes. Mas, por enquanto, improve expiação. E mesmo na próxima fase regenerativa, nós ainda não vamos experimentar.

E se o fizermos, estaremos. Tá agindo como o Márcio, colocou com base num argumento falacioso de verdade estabelecida ou de verdade absoluta. Isso é muito perigoso. Bom, vamos pra segunda questão. A segunda questão, ela é relativamente associada à primeira, não é? E eu quero resgatar aqui um comportamento tradicional no movimento espírita para trazer a esse comportamento novas luzes. Márcio a gente vê muito por aí a aquele bordão ou mote, a doutrina, explica, seria mais ou menos assim.

Vamos abordar o tema segundo o espiritismo. Vamos abordar, por exemplo, pena de morte, segundo o espiritismo. Aborto segundo o espiritismo, homossexualidade segundo o espiritismo, et cetera, et cetera, et cetera. Ou então, como a gente vê em palestras ou textos, visão espírita, da sociologia, visão espírita, da filosofia, visão espírita da alimentação vegana, como se isso fosse possível, né?

Como se nós tivéssemos estabelecendo esse paradigma, então a pergunta é a seguinte, até quando esses motes? Essas configurações. Da nossa ambiência, do nosso ministrem espírita, são de fato relevantes para o diálogo social, considerada aí a amplitude e pluralidade de visões racionais e laicas presentes em distintas escolas do pensamento, ideologias e filosofias por todo o planeta.

Nós contribuímos com alguma coisa para esse tecido social, para esse caldo cultural da contemporaneidade, estabelecendo assim, ó, espera lá um pouquinho. A doutrina explica isso de uma outra maneira. Como é que fica isso? Pois é, Marcelo Henrique, isso que você está levantando muito bem é. É um problema que tem a ver com o que eu estava dizendo antes. Quando nós estamos agarrados a uma concepção fundamentalista. Está de verdade? Vai dar nisso daí?

Qual é a diferença disso para a igreja católica medieval? Nenhuma. Porque a igreja católica medieval, ela analisava tudo sob a ótica dela. Quem era portadora da verdade, a eclésia, a comunidade de fé liderada pelo papa, que é o papa, o vigário de Cristo. Quem é Cristo? A verdade? Quem é o papa? A Voz da Verdade na Terra. Então você tinha a política segundo a fé.

O sexo, segundo a fé, ou seja, todas as dimensões do mundo eram analisadas de acordo com uma visão superior que era a visão da fé, essa sim, a portadora da verdade. O que muitos amigos nossos kardecistas fazem hoje em dia é a mesmíssima coisa. E analisar tudo sobre a ótica espírita, porque, porque o espiritismo foi trazido por Allan Kardec, Allan Kardec nos trouxe uma verdade, Allan Kardec foi guiado pelo espírito verdade. O espiritismo é a verdade mais superior de todas as outras

verdades. O espiritismo é o suprassumo que vem depois do judaísmo e depois do cristianismo. Ele é a terceira e última revelação de Deus para a raça humana. Ele é a última bolacha do saquinho de biscoito no meio do deserto do Saara. Ora, toda essa arrogância, toda essa empáfia vai gerar. Como consequência, esse tipo de coisa. Onde tudo vai ser analisado de acordo com a grande verdade em contexto. Lá, viu? Trazida pelo espiritismo, enquanto nós não nos livrarmos

dessa canga medieval. De verdade absoluta. Nós vamos continuar nesse problema e aí o resto vai derivando uma coisa da outra. Por exemplo, a ideia de que nós temos condições de encontrarmos uma verdade objetiva sobre o espiritismo. Veja. Se alguém tem condições de encontrar uma verdade objetiva sobre o espiritismo, isso quer dizer que as outras verdades sobre o espiritismo são falsas? Quem é o portador da verdade

objetiva do espiritismo? É essa pessoa, esse ser de luz que encontrou a verdade objetiva do espiritismo, uma verdade factual, uma verdade indiscutível, uma verdade Inter leve, eu uma verdade incontaminada. Dá pelo ser humano, portanto, uma verdade divina, Suprema, transe histórica, uma verdade superior a qualquer outra. Óbvio que esse indivíduo que encontrou a verdade objetiva ao fala, o indivíduo como ator social, pode ser um coletivo.

Pode ser um grupo, pode ser. A febe pode ser ali, pode ser, enfim, um organismo que encontrou a verdade objetiva sobre espiritismo. Ele vai querer, claro, impor a verdade que ele encontrou o objetivo do espiritismo para todos os outros espíritos. E aí nós continuamos. No mesmo círculo, visse uso e isso não tem nada a ver com o relativismo. Existe no debate filosófico esse

espantalho do relativismo. Toda vez que a filosofia, seja através de Mitch, através de Heidegger, através de Richard Rory, através é de gadamer que foi o pai da hermenêutica no século 20, um brilhante filósofo alemão. Através de Jane Watch, um dos grandes filósofos da Itália. Do século 20, hoje com 86 anos, toda vez que a filosofia levanta críticas em relação ao dogmatismo da verdade, surge o espantalho do relativismo, as vozes mais reacionárias.

Elas aparecem para falar, olha, gente, cuidado com diabo, olha o comunismo. Cuidado com o relativismo. Todo mundo vai se perder. Vocês vão ver o bicho Papão, né? E aí surge esse espantalho. Para que as pessoas se acovardem? E através do medo, elas se submetem a verdade absoluta e objetivo. Então, isso daí é um círculo vicioso, e quando eu digo que isso é um círculo vicioso, eu não estou aqui querendo trazer novidade para o espiritismo, não como nosso colega.

Marco lembrou muito bem essa discussão. É muito mais velha do que a minha avó. Lá de trás. Eu estou. Eu estou na verdade aqui, eu estou aqui trazendo uma discussão que vem desde a Grécia antiga. Vamos, vê lá os cínicos, os céticos. Depois, mais adiante, o debate que os estóicos vão trazer, que os epicuristas vão trazer. E na modernidade, Montanha. Com toda a ideia dos seus ensaios, que vai fazer uma crítica ao dogmatismo filosófico e religioso.

Então, assim, eu não estou aqui querendo é trazer novidades para o espiritismo, longe de mim, nem tenho condições intelectuais para tanto. Eu estou aqui apenas rascunho. Tudo. Algumas ideias que são muito velhos e que ficaram infelizmente esquecidas no armário, cheia de poeira e que essa crítica. A mania humana de querer tomar Posse. De uma verdade essencial, substance. Qual mais verdadeira que todas as outras verdades?

Uma verdade objetiva uma verdade pura, uma verdade incontaminada, pelos afetos, pelos sentimentos, uma verdade neutra, uma verdade indiscutível, uma verdade que vai colocar todo mundo de joelhos. Diante das evidências empíricas e cristalinas, gente, isso é muita arrogância. Até quando nós vamos continuar nessa arrogância? Até quando a espécie humana vai se achar o supra sumo? Capaz de conhecer até os furúnculos da verdade, sobre Deus, sobre o universo, sobre cosmos.

Isso é incompatível com o próprio kardecismo, porque quando a gente lê o livro dos espíritos, o que a gente mais encontra lá são os espíritos superiores dizendo não sabemos. Não sabemos. Ou quando Kardec propõe uma linguagem, eles dizem em linguagem humana. Linguagem humana não dá conta, mas vai lá quando? Kardec propõe, por exemplo, a escala espírita. Os espíritos dizem bom. Tudo bem, linguagem humana não é bem assim, não dá conta. Mas para vocês serve o isso aí.

É uma noção, é uma referência. Só que a gente transforma noção, em referência em dogma. Não, com discutível. Numa coisa religiosa, e esse é o nosso problema, não é o nosso problema como espíritas, é o nosso problema como seres humanos. Que temos uma profunda dificuldade de admitir a nossa humanidade, a nossa precariedade, ou se quisermos usar uma linguagem espírita, a nossa ignorância com espíritos em processos de encarnação.

Não somos portadores da verdade, não temos condições de dizer isso, é a verdade objetiva e factual. Então não temos condições de ser isso aí surge espantalho do relativismo. Olha, cuidado por relativismo, é o papai, é o demônio e o relativismo? Veja, isso não é relativismo. Eu tenho horror ao relativismo relativistas são os fascistas nesse país, eles são relativistas, eles atacam a vacina, atacam a ciência e ficam ficam criando verdades paralelas, verdades

alternativas. Isso é relativismo. O que eu defendo não é relativismo, não. O que eu defendo é uma visão humilde diante da verdade. É uma concepção humanista da verdade. É uma concepção de verdade, com v minúsculo, uma verdade prática, e não aquela verdade arrogante, substancial, metafísica, objetiva, enfim, a verdade divina que nós, como seres encarnados, não temos condições de apontá la.

É isso que eu defendo. A gente admitiu nossa ignorância, isso nesse relativista, nós temos verdades concretas. A vacina, por exemplo, é uma verdade. Mas não é uma verdade substancial, é uma verdade prática. Quem não toma vacina, se a rebenta. Isso está provado, está provado empiricamente. É uma verdade prática, portanto, longe de mim defender posições transloucada de relativismo, principalmente hoje, diante de

tantas fake news. Eu não sou aqui o defensor de fake news, mas o que eu estou querendo dizer é que, se por um lado nós devemos fazer a crítica consequente, irresponsável, daqueles radicais relativistas que não tem nenhum respeito. Pela construção científica, pela nossa herança cultural e histórica, e isso a gente deve fazer essa crítica pública irresponsável. Por outro lado, não podemos cair também no dogmatismo dos donos da verdade.

Porque isso seria, inclusive, impedir o avanço científico, a ciência. Ela só avança a partir da dúvida. Sim, a dúvida, não há ciência no mundo. Portanto, quando a gente, como ser humano, a gente se ar fora, em possuidores da verdade ou de um conhecimento objetivo e puro, a gente elimina a dúvida e, ao eliminarmos a dúvida, a gente Abre Campo para o autoritarismo, para o fascismo e para o imobilismo da própria ciência, porque a ciência se torna inútil na sua investigação.

Se já existe o ser humano que diz que sabe qual é a verdade? E que é o portador dessa verdade, então para que a investigação não é, então nós temos de manter sempre a abertura, como foi dito aqui pelo Marcelo Henrique, como foi dito aqui pela Marta também pelo Marcos Allan Kardec sempre foi um homem de ciência, homem aberto.

Allan Kardec inclusive, na minha leitura, na minha interpretação, que não é verdade, é apenas a interpretação do Márcio Allan Kardec, inclusive, demonstrou, em diversas passagens da codificação, né? Algumas correspondências com a filosofia dos céticos. Allan Kardec tinha um pé atrás, era um homem de prudência. Era um homem que não se deixava levar por verdades dogmáticas e se mantinha sempre aberto.

A crítica, sempre aberto a perspectiva e a mudança, é esse tipo de Allan Kardec que nós precisamos urgentemente no Brasil. O Allan Kardec do diálogo da abertura fraternal, outro. Da humildade diante dos saberes do mundo. E aí com isso, nós vamos ter um espiritismo muito mais alegre, muito mais festivo, muito mais dançante, porque é um espiritismo que não se arroga

dono da verdade. Portanto, ele é um espiritismo aberto para estar sempre conhecendo, para estar sempre avançando para estar dialogando com a ciência, com a filosofia, com a arte, et cetera. Agora, se nós fecharmos o espiritismo numa concepção dogmática de verdade, aí meu irmão, mas acaba em Bolsonaro ismo.

Muito bem esse processo de amadurecimento nos leva a algumas relações, mas parece que a Marta está com dedinho levantado ali na Escolinha do Professor Raimundo para falar, vamos lá, Marta, eu queria pegar essa questão da da crença, né d? Desse fato da gente querer, né? De alguma forma, ter poder é tomar, falou e. Dizer que essa fala dele, na verdade, só ratifica. Essa questão, esse lado religioso que o movimento espírita tomou no Brasil, né?

Na verdade, nós não. Diferentemente dos católicos dos evangélicos, né? É a gente também, né? Como eles, a gente também quer dizer que a nossa verdade é que vale. Então a gente passou a vida, né, ouvindo. Que os evangélicos faziam isso que os católicos romanos, né lá atrás, e. Na verdade, a gente enquanto espírita, continua, né? A gente faz a mesma coisa, a gente também quer ter poder através da religião, então isso só enfatiza. É o fato de nós sermos no Brasil uma religião.

Né? Pra mim isso fica assim, claro, e o que eu acho muito importante, até quando a gente pensa nessa questão de fundamentalismo ou pluralismo, quando a gente pensa esse espiritismo para o século 21, e ainda falando dessa questão religiosa e ainda falando de nós, espíritas, eu acho uma coisa fundamental, é a gente se dar conta de que existem várias Correntes dentro do espiritismo. Como eu não entendia isso, né? Quando vivia aqui no meu mundo, na minha. Bolha, né?

Aqui dentro do Jeff, a é como eu não entendia isso do evangelho, quando eu disse meu Deus, mas por que existem tantas Correntes, né? Por que que a igreja tal igreja, tal igreja tal, né? E parece que a gente batia No No peito, né? Quando alguém falava alguma coisa 20 acerca do espiritismo, né? A gente diz assim, não, não, nada disso, eu sou espírita, eu não sou progressista, eu não sou eu sou espírita.

Né? Como se ser espírita é aquilo com a com qual a gente se acostumou uma vida inteira, né? Desde que a gente ingressou lá no mesmo é quem já nasceu em berço espírita ou, no meu caso, eu, né, que conheci o espiritismo lá atrás de 982. A gente se acostumou com isso, então eu acho que fundamental para que a gente até se prepare, né? Pegando lá primeira pergunta que o Marcelo fez, né? Pra esse século 21 é a gente se reconhecer. Né? Como corrente. Diferentes, né?

Nós, dentro do espiritismo, somos divididos sim, nós pensamos diferentes, eu acho importante a gente não ter essa sober maneli dizer assim como ela disse um dia. Que é isso que, que, que que dá certo do senhor, não? Eu sou espírita? Eu não sou progressista, eu sou espírita, né? Se me permite, Martha, só um adendo muito rápido. O crescimento do chamado espiritismo progressista. Ele se deu graças a ruptura do monopólio de verdade da FEB. Por que até 10 anos atrás só

havia um espiritismo verdadeiro? Era o espiritismo da página da revista reformador é do espiritismo, publicado pela editora da febe ponto qualquer outro suposto espiritismo era falso. Era um desvio, era fora da norma. Ora, o espiritismo progressista, ele cresce justamente num ambiente democrático de pluralismo. Se não fosse a democracia, o pluralismo, nós não teríamos condições de crescer.

Nós crescíamos graças a abertura democrática e pluralista das interpretações e começamos a questionar o monopólio da verdade interpretativa da febre, com todo o respeito e carinho que eu tenho pela federação espírita Brasileira. E Marcelo Henrique sabe disso. Mas foi esse questionamento.

O do monopólio autoritário de verdade que a febre mantinha no país, que o movimento espírita progressista foi crescendo, foi abrindo asas, foi dialogando, foi acolhendo pessoas, inclusive pessoas que dizem pra gente até hoje, todos vocês aqui são testemunha disso. Se não fosse os espíritas progressistas, já tinha abandonado o espiritismo. Eu já tinha largado o espiritismo, então veja a importância desse movimento que OSCK é parte fundamental desse movimento que acontece no Brasil.

Olha, importância a responsabilidade histórica. Da abertura discursiva que nós estamos fazendo aqui em nossa pátria. Obrigado. Nós costumamos dizer, não é, Márcio? Que é importante ocuparmos a vanguarda e a vanguarda. Não quer dizer nunca que é autoridade, que é a perfeição, que é a superioridade de determinados conceitos. Estar na vanguarda é justamente trazer para a mesa de debate aquilo que durante muito tempo ficou a encoberto, né?

Ficou como lembrando as palavras do Magrão, ficou embaixo do alqueire. A Candeia ficou embaixo do alqueire. Quando deveria estar para para cima do alqueire. Para produzir a luminosidade necessária. Né? Queremos dizer também que aqui no Brasil, muito marcantemente nas décadas. No final da década de 70 para cá, um movimento assumiu essa postura, que hoje é mais evidente no chamado movimento progressista espírita, que foi o laicismo da Confederação espírita Pan-Americana.

Ele sim. Foram pioneiros de contestar as tais verdades pré-estabelecidas do mês triste lita. As verdades pré-estabelecidas pelo movimento federativo, tanto é que eu, com 13 anos de idade, recém ingresso no movimento espírita, começando a participar do movimento jovem, escutei pela primeira vez este epíteto movimento paralelo. Os espíritas precisam ter cautela, precisam ter cuidado com os movimentos paralelos que significava isso.

Todos aqueles que pensassem de uma maneira diferente daquela pré-estabelecida. Faziam um movimento paralelo e se é paralelo, não tem a mesma importância, não tem a mesma fidedignidade, não tem a mesma utilidade, é uma transversal

ação da verdade. É uma prostituição da verdade e, portanto, a cautela era recomendada pelas próprias instituições federativas que eu fiz parte, inclusive até 2 anos atrás, como membro do conselho federativo nacional, da federação espírita Brasileira de enfrentar. Essa dificuldade de considerar todos aqueles que estão à margem do processo e vejamos, né? Marco, que a quantidade de entidades espíritas, quando falo entidades espíritas, são associações regularmente instituídas?

Segundo a lei civil, que tem CNPJ que atuam como espíritas neste país, não são mistas, não são das religiões de matriz africana, são genuinamente instituições espíritas, onde se fala Allan Kardec. Onde trabalha, o kardecismo, onde se trabalha, o espiritismo originário, a quantidade de instituições não filiadas a organismos federativos chega a ser quase 3 vezes o número das entidades filiadas no nosso país. Isso dados disponíveis para qualquer pessoa que queira pesquisar.

Os bancos de dados de CNPJ da receita federal. Então, a partir daí, você tem uma. Mudança significativa no conceito do que é movimento paralelo. Esse movimento paralelo é todos aqueles que não fazem parte da estrutura federativa. Então, nós precisamos revisar bastante esse conceito, porque talvez o monopólio da verdade deveria dever dever.

Se estar relacionado a todos em uma verdade sempre relativa, um verdade com v minúsculo como nós temos colocado aqui, mas marku dentro dessa pergunta que eu fiz pro Márcio, já teve a intervenção da Marta. Eu quero emendar uma outra pra te dar um pouquinho mais de tempero para essa questão. Falávamos nós na pergunta que eu fiz sobre a ideia de a doutrina, explica. Segundo o espiritismo.

Visão espírita disso? Só relembrando você e os nossos companheiros que estão ao vivo conosco neste momento. Em complemento a isso, nós temos outras expressões Bordeaux e zuou conceitos tradicionais, conceitos aceitos socialmente pelo menos trem espírita, ou seja, pelo meio espírita, do tipo coração do mundo e pátria do evangelho.

Espiritismo como o futuro das religiões espiritismo, como o cristianismo redivivo, espiritismo como consolador prometido por Jesus, e os verdadeiros espíritas são os homens de bem do evangelho. Então, todo esse conjunto. Produz uma realidade que. Tem cada um de nós como inseridos nesse processo. Aí a pergunta que cabe é a seguinte, como dialogar com outras Correntes do pensamento

humano? Podem ser filosofias, pode ser religiões, pode ser Vertentes da ciência a partir dessas premissas estabelecidas pela chamada ortodoxia espírita. Ou seja, nós somos aquela verdade. Vocês têm que se curvar a nossa verdade para que nós iniciamos o diálogo, o que fazer? Pois é, Marcelo é uma questão que envolve paixões, né? A gente vê até no nosso a nossa conversa aqui, né? Interessante ouvindo, né?

11 acho a Marta é as posições que a gente pode destacar aqui com relação ao que seria espiritismo. Ela vai encontrar interpretações variadas porque a até entre nós aqui a gente vai identificar questões que estão dentro de uma realidade pessoal. Então aí a gente vai fazer com que nós é muitas vezes identifiquei mozi.

Em alguns outros, algo semelhante a nós e nós é criamos uma identidade comum e talvez nós não identificamos pontos de comportamento ou até de de é convicção para alguns detalhes ou algumas. É algumas abordagens específicas que nos separam, né? E aí a pessoa começa a estigmatizar, separar, segregar e, muitas vezes, necessita adjetivar para criar a sua identidade. Não se confundindo ou não, se é misturando ou criando para si um elemento diferenciador e aí a gente vê como é importante, é

dentro da ótica de Kardec, né? Quando ele fala de cismas, Kardec sempre colocou lá no projeto de 1868 e aí só puxando a sua pergunta está Marcelo, do diálogo que a gente poderia ter

com outras. É propostas outras denominações do projeto de 1868 Kardec já aponta essa questão dos SMAS que o principal causador seria a falta de unidade doutrinária, aonde as pessoas teriam diferentes interpretações, ou propostas, ou abordagens que criariam segmentos que que faria com que se é Ruiz é uma pseudo, é. É um pseudo corpo, é existente, né? E aí a gente traz várias reflexões que a gente pode fazer até para ajudar no dia. Diálogo com outras é

interpretações. Outras linhas Correntes é é filosóficas, religiosas da sociedade como um todo. O espiritismo, como é quando, como ele se propõe sendo uma doutrina filosófica espiritualista. Primeiro embate que ele faz é contra o materialismo. Tá? Então o desde a sua origem, o espiritismo combate o materialismo e ele, até Kardec, coloca no método. Lá no livro dos médios que antes de tentar. Trazer alguém para o espiritismo ou tentar apresentar o espiritismo para alguém?

O mais importante é que ela se torne espiritualista. Então, o ponto central do espiritismo é fazer com que nós melhoremos, mas compreendendo a realidade espiritual de uma maneira prática e objetiva e não ficando necessariamente no relativismo. E eu vou usar essa palavra, viu, Márcio? Porque é aquela que efetivamente simboliza aí o os aspectos de é de interpretação. O relativismo leva o sincretismo muitas vezes e o sincretismo? Ele é responsável por ruir por criar cismas.

É tanto é que se nós pegarmos na é o espiritismo na França pós Kardec um dos principais problemas. E o Marcelo sabe que ele estudou isso também em profundidade. Um dos um dos principais problemas foi AAA as o sincretismo, que é o que ocorreu ali, com Ideas místicas e mágicas, e muitas vezes é trazendo aí aspectos igrejeiros é é existentes na cultura ali e fez com que o espiritismo. Se tornasse até hoje, na França, você fala de espiritismo. Uma pessoa acha que é o cultismo, né?

Então a gente tem elementos que descaracterizam a sua identidade. O espiritismo é um só. O que nós temos é interpretações diferentes. São grupos que interpretam ou se sentem reunidos e identificados de uma determinada maneira e procuram, muitas vezes compartilhar a sua visão de mundo e se diferenciar de outros que tenham visões um pouco diferentes ou que tenham aspectos diferentes. Se isso é bom ou não, é é do ser

humano, né? Nós temos uma tendência de ir nos agrupar com aqueles que pensam iguais e de nos afastar daqueles que pensam diferentes e depende da maneira que nós vamos tratar essa questão, que é natural. Nós podemos é entrar num ponto central também do espiritismo, que a solidariedade e a fraternidade não tem como nós não nos deixarmos. É abertos para dialogar com quem pensa diferente, ofendendo o outro. Quem quer ofender o outro? Chamar disso o chamado aquilo?

Uma pessoa que não entendeu nada de tolerância não entendeu nada de solidariedade, porque quando você estigmatiza alguém, como é que você vai dialogar com essa pessoa? Não vai ter diabo, você vai simplesmente e vai pro confronto, você vai pro pro conflito, dá pra falar que aí entra essa questão da arrogância, a minha verdade é melhor que a sua. Você que pensa diferente, é uma pessoa desprezível, que não merece existir ou que tem Oo seu lugar é, é, não é? É pertinente ao meu lado esse

tipo de de confronto. Esse tipo de conflito. Ele deveria ocorrer somente nas idéias e não no comportamento e nas paixões que são envolvidas. A gente tem um exemplo claro, né? Recente, o país está dividido politicamente e esse esse tipo de de de divisão de paixões faz com que famílias famílias briguem entre si e dividam se cadê o espiritismo nisso daí cadê o espiritismo, da solidariedade, da tolerância e da fraternidade. anão, eu não vou me é é me submeter. A compactuar com o pensamento

físico vão ser primeira coisa. Nós aqui temos que melhorar. Se o outro pensa diferente, é Liberdade dele pensar diferente e se nós podemos não concordar, é, pelo contrário, sermos antagônicos ao que se pensa, colocar a nossa posição, mas respeitar o ser humano. E aí vem a questão da fraternidade e do diálogo, uma vez que nós tenhamos esse tipo de comportamento, a gente vai conseguir conversar com os outros. Que foi a pergunta que o Marcelo trouxe, sem solidariedade, sem tolerância?

Ou seja, não basta falar não. Eu sou intolerante com quem é intolerante. É o paradoxo da tolerância, né? Eu vou ser intolerante com o intolerante? Se nós entrarmos nesse paradoxo, nós não vamos conversar com ninguém, porque nós só vamos conversar com os iguais. Nós temos que conversar com os diferentes. E como é que nós conversamos com os diferentes, dentro daquilo que foi comentado no início, né? Que o Marcelo levantou na sua questão, Marta colocou. Márcio explanou também de nós

não cairmos no dogmatismo, né? Na verdade absoluta, como é que a gente faz isso, nos abrindo com respeito. Se nós não tivermos respeito pelo próximo, não adianta, não vai ter diálogo, não vai, a gente não vai querer impor a nossa verdade, a nossa visão de mundo. Porque o mundo tem que ser assim, a sociedade tem que ser desse jeito, porque eu acho que tem que ser. Então a minha verdade, aí eu vou usar também a palavra que o Márcio sou arrogante, tem que superar a sua verdade de visão

de mundo. Esse é o é o desafio que nós temos. Enquanto nós não conseguirmos nos amarmos dentro do espiritismo, como é que a gente vai conseguir amar com outras doutrinas, com outras filosofias? A gente não vai conseguir. A gente tem que primeiro, olha, conseguir olhar dentro do espiritismo, o outro que também abraçou a mesma proposta. Ele está no nível de entendimento dele, ele está no nível de compreensão dele, por isso que a minha ideia.

De compreensão do espiritismo é o seguinte, o espiritismo é um só, é um corpo teórico, doutrinário, que têm consistência interna. Você não pode ficar pegando retalhos de vários. É? É outras filosofias e doutrinas para se juntar ali, porque você tira a consistência interna. Não dá pra você pegar a ressurreição e colocar dentro do espiritismo. Não dá para proibir comunicação com com os mortos.

Não dá para você trazer Ideas, materialistas dentro do espiritismo, esse tipo de de de situação, ela é uma questão filosófica. Mas nós trazemos isso para o respeito e para o diálogo. Quando nós entendemos que o corpo doutrinário, sendo um só ele, é como se fosse um núcleo, e aí eu vou trazer aquilo que nós comentamos No No início, como se fosse AA visão de verdade dos eleatas, ele é um núcleo que está ali e nós nos aproximamos.

Nós, espíritas ou adeptos, nós estamos buscando compreender ou que seja esse conjunto de ensinamentos, mas com as nossas limitações e nós podemos nos aproximar mais ou nos afastar mais deste núcleo. Chamado espiritismo, como corpo teórico doutrinário, quem mais está próximo desse núcleo, mas consegue ter uma visão adequada e coerente e aplicar para si, dentro da sua realidade, a sua interpretação? Quem está distante está também no seu momento de vida.

É quantos que efetivamente estão migrando para o espiritismo, estão tateando o que seja espiritismo, trazendo uma bagagem cultural de reencarnatório, inclusive fruto de outras vivências. É é em religiões, doutrinas, filosofias. Que vão se manifestar de diferentes maneiras. Por mais que nós critiquei mozi, isso é o momento dele. Nós não vamos criticá-lo como

pessoa. Talvez podemos orientar como postura daquilo que nós acreditamos como verdade, porque, afinal de contas, se nós não achássemos que o espiritismo tivesse a melhor explicação, ou melhor corpo de interpretação da realidade, nós não seremos espíritos. Nós seremos qualquer outra coisa ou então nós teríamos aqueles que não são nada, mas se dizem ecumênicos ou universalistas, que eles abraçam um pouquinho de cada lugar, tentam juntar tudo e faz uma salada. Né?

Que com que doutri é metodologicamente ela é inconsistente, ela não se sustenta porque ela vai ter pontos divergentes entre si. Não dá para você ter princípios antagônicos dentro de uma doutrina. Você tem que ter princípios que conversem. E se reafirme se não a doutrina não existe. É, e o espiritismo? Ele se é solidifica em cima de princípios consistentes. E aí a gente vai trazer é, falando rapidamente pros nossos amigos.

Logo na introdução do livro dos espíritos, lá No No e no item 6, cadê, coloca lá os pontos chave do que seja espiritismo, né? Os pontos mais importantes do espiritismo estão ali, os princípios também. Ele lista ali é, é eu dá pra resumir, eu resumi em 17 pontos ali. Do que seria espiritismo na sua essência? É, em termos de princípios e pontos chave. Se a pessoa discorda de alguns deles, é direito dela, mas não é por isso que ela vai falar. Então eu vou criar um novo

espiritismo. Eu vou criar um grupo de espíritas que pensam que nem eu, mas que não aceitam isso. Muita gente chamou os espiritualistas. É, é ingleses ou do mundo? Anglo saxão, de maneira geral, porque eles não aceitavam, tinham dificuldade de aceitar a

reencarnação. Eles não eram espíritas, eles eram espiritualistas, que estudavam a realidade espiritual, o Charles Richet, o William crookes, o próprio Natal bozzano na Itália. Whats a covide todos os clássicos que estudavam espiritualismo na época, esses daí eles não eram espíritas, eles eram espiritualistas, mas que traziam a sua contribuição para todo mundo que estava disposto a interpretar a realidade espiritual.

Se você é espírita para interpretar a realidade espiritual, é esse diálogo que nós deveríamos ter, mas sem fugir da nossa identidade. E aí eu trago de novo a questão que eu falei no início, que para estar muito ligado às paixões, ao orgulho e ao egoísmo. Quem pensar diferente de mim, eu vou classificar de outra maneira. Ele não pode ser um espírito igual a mim e tem que ser um espírita diferente, porque ele a isso a gente já viu como o

roustang ismo, né? O roustang ismo, na minha opinião, é uma bizarrice doutrinária, porque ele tem ali elementos que contradizem a doutrina espírita. Tem retrogradação de espírito, tem um corpo fluídico de Jesus, tem Jesus enganando as pessoas, falando que estava amamentando com Maria aí com os Tang, dá toda uma explicação. Pra falar que fluidicamente o leite de Maria voltava para é um isso é uma bizarrice doutrinária, né? Hã, então tem que ter diálogo, diálogo.

A gente tem, a gente respeita quem acredita nisso, a pessoa, mas eu não concordo com esse tipo de postura, ou seja, qual que eu vou acreditar? Eu vou acreditar nos princípios que eu entendo que sejam verdadeiros. Pode ser com v, minúsculo, não importa, mas os princípios que eu entenda como verdadeiro, se alguém me falar que o os Tang ismo é espiritismo, eu vou falar aqui. Para mim não é. E eu vou falar o porquê, porque

esse princípio colide com esse. Se nós não tivermos esse tipo de postura, a gente vai cair de novo nas paixões e a gente vai trazer outros elementos de fora da doutrina para tentar estigmatizar o outro e aí a gente vai trazer os elementos que a gente vai buscar na sociedade de qualquer outro. É vou exagerar e fazer. Só uma analogia esdrúxula. Vamos supor que a gente cria aqui a quero ser espírita, flamenguista, espírita, palmeirense, espírita, não sei o quê. É ridículo um negócio desse.

Porque o espírita, né? O que nós não vamos é nos dividir. É justamente pelas dificuldades que nós temos de entender as características do outro. O que nós precisamos ter é não misturar o espiritismo com os seus adeptos. E é por isso que nós temos adjetivação que muita gente faz, querendo agrupar os adeptos, adjetivando esses adeptos como se eles fossem ramificações do espiritismo, quando na verdade, são interpretações que não quer

dizer que sejam válidas ou não. Os fatos deveriam comprovar isso e não simplesmente ficar, é? É julgando pela aparência ou pela maneira. Eu gosto mais desse, eu gosto daquele vamos resolver isso hoje, não pode se demorar séculos para nós entendermos isso, mas nós não temos pressa. Cada encarnação nossa é uma aprendizagem. O que nós não podemos é nos acomodar e achar que a nossa suposta visão de mundo É Ela que deveria balizar o dos demais. Então fica aqui, dentro do aspecto de humildade.

Esse reconhecimento que se nós não nos entendermos enquanto espíritas e paramos de nos segregar mozi, internamente, nós não vamos conseguir dialogar com ninguém fora do espiritismo. É isso? Muito bacana essa colocação do Milani é trazendo ros t nismo para a ordem do dia e falando na no condão, No No vínculo de fraternidade que deve existir entre os espíritas e entre os núcleos espíritas em primeiro

ponto, para que depois a gente? Procure também exercitar essa mesma fraternidade nos outros ambientes, onde vamos encontrar uma maioria não espírita? E aí eu quero dizer, Milani, que OICK, tem sido um momento um lócus para esse exercício. Nem sempre é possível porque as pessoas têm as suas idiossincrasias, as pessoas às vezes praticam a violência verbal, praticam a coação, praticam a tentativa de

colonização do indivíduo. Mas quero lembrar aqui e aqueles que frequentam OE, secar no Facebook sabem disso. Nós temos um rustan. Vista, talvez o expoente mais significativo do rush t nismo no Brasil é membro assíduo do ECK. De vez em quando, inclusive, ele comenta algumas questões, que é Oo médico. Sérgio tizen, filho do ex-presidente da FEB, Francisco tizen, que é daí do Rio de Janeiro, onde estão a Marta e o Márcio? E ele é uma pessoa, é um gentleman.

Como você, Marco como Márcio, como a Marta e convive, dialoga com a gente, claro, existem alguns pontos que são inconciliáveis justamente pelo que você apresentou agora. E não tem como estabelecer um ponto de conexão entre algumas afirmações do rosto et nismo, e aqueles valores principiológicas

da doutrina espírita. Mas quero lembrar aqui e vai mais o uma forma de de é relembrar essa situação e de alertar o nosso querido Sérgio, que provavelmente ou está vendo ao vivo ou vai ver o vídeo que continua aberto. O convite do e secar para fazermos uma live rusty nismo e

espiritismo. João, o Sérgio tizen e com o John aizpurua para a gente trabalhar os pontos de conexão e os pontos de diferença, que são diferenças interpretativas, que são diferenças filosóficas, que são diferenças principiológicas, mas que precisam estar na ordem do dia, no nosso debate, porque a grande maioria dos adeptos do espiritismo não sabe essa diferenciação e confunde algumas afirmações de um com do outro. Então é essencial que a gente tenha esse nível de

entendimento, de fraternidade. Diria aquele outro pensador de ternura para aplicar a nossa convivência espírita, sem a qual nós não vamos conquistar os avanços necessários, porque, como o Marco acabou de dizer, se nós não conseguimos estabelecer um nível de diálogo fraterno e pacífico com aqueles que estão nas mesmas hostes espíritas, como é que nós vamos conseguir dialogar com o restante da sociedade? Será muito difícil. Márcio.

Eu queria perguntar para ti se ainda está de pé a ideia de colocarmos o vídeo que você selecionou para nós. Sim, tá de pé. Eu acho que ele vai nos ajudar a entender algumas dessas questões. Eu queria fazer só 11 breve comentário dizendo o seguinte, a na minha? A minha participação aqui hoje. Ela. Ela está imbuída. De um profundo sentimento de carinho e de amor pelas pessoas e pelas diferenças dentro do espiritismo, longe de mim querer fazer qualquer tipo de estigmatização.

Pelo contrário, o que eu estou aqui me propondo é que nós possamos ter desconstruir. Que a ideia de Posse de uma verdade arrogante. Qual é a melhor maneira da gente se irmanar da gente? Conhecer o outro como nosso irmão, até quando eu abro mão de que eu seja o possuidor da verdade última. É isso que me faz humilde. Eu vejo, por exemplo, meu irmão Sérgio thiessen. Eu adoro Sérgio. Poxa, uma mente brilhante. Sim, o Sérgio ele é roustang isto não só roustang isto, ele é

o Baldi sta também. Bom, eu posso ter minhas divergências com Stang o balde, mas isso não tira a legitimidade do Sérgio, dizem. Como espírita, ele é espírita também, assim como eu sou. Percebi o que eu estou defendendo aqui, não é exclusão. Pelo contrário. É o diálogo fraterno, solidário e inclusivo. Agora, como é que nós vamos fazer esse diálogo fraterno, solidário, inclusivo? Como é? CK faz respeitando a pluralidade de interpretações.

É por isso que não é secar pelo menos, tal como eu entendo OSKO Marcelo Henrique, vocês podem me corrigir? É por isso que não é secar, não existe uma verdade dogmática última sobre espiritismo. É por isso que não é secar. Se você tem gente de esquerda, de centro e de centro-direita, é por isso que não é secar. Você tem o string, está, tem o

balde sta. Tem gente que é mais progressista, tem gente que é kardecista, mais fiel e contrário às ideias de roustang, enfim, e todos convivem e todos se respeitam porque todos são espiritas e devem ser respeitados, como irmãos e como irmãs nossas, ainda que eu possa. E de repente, achar que uma determinada concepção tem lá suas inconsistências. Mas essa questão de inconsistência é uma opinião

minha Márcio. Opinião pessoal, eu não quero utilizar isso para deslegitimar o lugar de fala da outra pessoa. Percebe? Então, o que eu estou colocando aqui? Para nós como reflexão, hoje não é 11 violência, não é 11 samba lá, geral não é uma salada, ainda que salada seja uma coisa muito gostosa, eu adoro salada. Eu adoro misturar as coisas e colocar lá um açúcar, um tempero. Isso é gostoso.

Eu não tenho nenhum problema com salada, mas enfim, eu não estou propondo aqui fazer salada, fazer sincretismo, fazer oba, oba fazer nada disso, nada disso. A minha proposta, ela, ela é muito simples, voltemos a simplicidade, o diálogo fraterno, o reconhecimento do outro como o outro. E da legitimidade do outro. E para isso, eu abro mão de qualquer concepção autoritária de verdade. Para isso, eu admito que o que eu tenho é minha perspectiva. E a minha perspectiva, como eu

digo, é a minha. Eu não tenho direito de querer impor sobre os outros. Eu não tenho o direito de falar não, mas a minha perspectiva como Márcio é a perspectiva mais verdadeira. É única perspectiva objetiva, porque espiritismo de verdade é só o que eu tenho aqui na minha cabeça. Os outros são falsos, são incoerentes, são inconsistentes, são sujos, são tá entendendo? É o que eu quero é romper com isso. Eu quero que o movimento espírita brasileiro conviva de

forma fraterna. E que todos nós reconhecemos o direito às diferenças. Por isso eu penso que é preciso sair dessa concepção de que o espiritismo é um só. Os adeptos é que às vezes têm lá suas diferenças, mas o espiritismo é um só, o espiritismo nunca foi, nunca será um só, nem no tempo de Kardec era um só. Ele já era múltiplo porque ele nasceu múltiplo, porque múltiplo nasce em todas as coisas, porque o espírito de cabe o espiritismo de Kardec, não era o espiritismo de le Marie.

Nunca fui. Nunca será que não era o espiritismo exatamente o do Leon? Deni, muito mais filosófico, e também não era o espiritismo de t lame. O espiritismo de delany tinha uma pegada e uma concepção de mundo bem distinta de Allan Kardec, mas todos eles, de alguma forma, não tinham conexões com a sociedade de estudos espíritas de Paris.

O que eu estou propondo é isso que nós possamos conviver de forma amigável, fraternal, porque Allan Kardec nos ensinou Que Fora da Caridade não há salvação. Isso é muito importante porque Allan Kardec não disse fora da verdade, não há salvação, aí nós estaríamos na degola. Salam Kardec dissesse Que Fora da verdade não há salvação, ferrou, nós vamos entrar numa disputa fratricida em torno da verdade, porque a verdade seria um elemento essencial para a

nossa salvação. Mas olha que coisa maravilhosa. Allan Kardec não disse isso, o que Allan Kardec nos trouxe com a plêiade de espíritos superiores ao seu redor é Que Fora da Caridade não há salvação. Ou seja, a Caridade é mais importante do que qualquer verdade autoritária. O eixo do espiritismo, Kardec ano, não é verdade, é a Caridade, é o amor. É como um Marco, disse. É a solidariedade e a fraternidade. É convivência com as diferenças e com pluralismo. Esse é o sentido do espiritismo

Kardec ano tal como eu entendo. É claro que eu posso estar completamente equivocado. Eu posso estar falando aqui asneiras, mas eu estou me colocando publicamente para o escrutínio público, para o debate. Tal como eu pude alcançar de Allan Kardec, fora da Caridade. Não há salvação, e aí eu acho que esse vídeo do porta dos fundos nos ajuda muito a mostrar como a arrogância da verdade pode nos desconcertar no pós vida. Vamos a ele então. Há. Meu Deus. Está perdida, tom, um pouco você

morreu. Que desencarnou, vem parar aqui, você é quem? Deus. Só Deus. Deus, Deus. Como assim você é Deus? Assim sendo assim, ó, toda a civilização, acredita em alguma coisa? Não é o rough uma tinha que estar certo, correto. Une. Não é que esse tempo todo quem estava certo era o pessoal da tribo da polinésia. Caralho, você, como não seguiu a risca nossos dogmas? As estruturas linguísticas, você vai arder no infinito. Ó, mas eu não sabia. Eu não sabia meu modo de Gandhi,

que Gandhi falou isso não colou. Como é que eu ia saber que o Deus polinésio era o deu certo? Você não ia saber, você não ia saber, você escolheu Deus deixa eu ver aqui. Judite. Kt Alex errou, errou fio, errou feio, errou rude. Não tem algum jeito assim, não encosta em Deus sim, né? Pra me redimir? De acordo com a doutrina, se você dançar e chegando o peito e a barriga no chão, você se redime. OPA. Vamos lá, o. Você acreditou? Cegonha pode subir, menino pode

sumir. Você acredita que eu fiz isso com bateria de calcutá, ela debatia, babava. Então quer dizer que eu fui à missa todo domingo? Eu não traí meu marido, eu dei meu dinheiro para os pobres e tudo otária no céu só tem polinésio e Hebe Camargo, adoro, vem cá, é, qual é a crença de vocês? Polinésia, porque lá embaixo e ninguém está sabendo disso, é o meu povo interno, ele é meio. Como é que eu posso contra mim, sua, na minha, na minha zona mim?

Para mim, né? É um pessoal de tribo, mas eu tenho certeza que daqui a pouco a palavra vai chegar a todos os homens. Isso é um absurdo, porque as pessoas lá em baixo tem que ter o direito de saber o que, que, que, que, que, que elas têm que fazer pra eu tive essa mesma discussão com João Paulo. Segundo o papa não levou a lugar nenhum. Eu vou pro mesmo lugar que Hitler está pensando negativo, pensa que você vai pro mesmo lugar onde vai estar Einstein, tá bom.

Eu posso fazer um pedido? Quando o Malafaia morrer, posso lhe dar a notícia. Saiu, tudo bem. Vai que a verdade esteja com a divindade da polinésia, e Nenhum de Nós ousamos ou suspeitamos disso. Vai que ao chegarmos do outro lado da vida, quem estava certa, nusra, matize anos que a gente julgou o tempo todo de pseudo sábios e já imaginou que sinuca de bico nós vamos estar com a nossa arrogância de que somos os portadores da verdade.

É por isso que a proposta. Que nós abraçarmos o pensamento fraco, o pensamento humilde, o pensamento que dialogar e que respeita as diferentes interpretações e que convive com essas diferentes interpretações, sem nenhuma pretensão de excluir o outro ou de deixar o outro de fora. Mas, pelo contrário, é. Eu creio que o espiritismo. Tal como pensa, o pessoal do SCKO Marcelo Henrique, a Marta é

maravilhoso, é ótimo. Eu fico muito feliz de participar disso e de ter muita comunhão como o espiritismo, tal como Marco concebe. É também motivo de grande respeito da minha parte, ainda que eu possa ter divergências aqui, a colar, assim como o espiritismo, tal como Sérgio ti se entende, eu também respeito e louvo, ainda que não seja exatamente a minha maneira de crer.

Mas eu respeito muito esse grande irmão que é o Sérgio Tici, que talvez faz muito mais amor e Caridade do que eu na minha vida e com as minhas teorias. Da mesma forma que eu respeito meu irmão Roberto William, que está assistindo aqui conosco, que é um grande dirigente da sociedade espírita, dramatismo e o respeito EE, claro, ele sabe que eu tenho minhas divergências. Tem umas paradas que, hã, matizes que eu fico. Puxa, complicado isso aí, meu nego, é ruim de descer.

Mas enfim, tá tudo certo, né? Cada um tem a sua perspectiva, cada um está num determinado campo de evolução e de percepção cognitiva. Ninguém é melhor do que ninguém. Não existe a interpretação mais verdadeira, mais malandra, mais esperta, mais objetiva que a do outro. A minha interpretação é a minha interpretação. Ela pode ser uma interpretação mais sofisticada ou menos sofisticada. Ela pode ser uma interpretação mais enriquecedora ou menos enriquecedora.

Mas é apenas a minha interpretação. O fundamental é o quê? O fundamental é interpretação. Não penso eu, o fundamental. É verdade. Não olha o que aconteceu com essa nossa irmãzinha católica que achava que a verdade ela estava na igreja católica. Para mim, o mais importante não é a verdade, não é interpretação mais importante, é a Caridade. Se nós compreendemos a Caridade, o amor, esse é o foco central e, não por acaso, sabiamente, Allan Kardec, com auxílio da espiritualidade luminosa.

Colocou isso como uma das balizas do espiritismo fora da Caridade. Não há salvação para Nenhum de Nós. Brilhante, Márcio. Aproveite e faça as suas considerações finais. Nós estamos chegando a 1 hora e 50 de live. As nossas levels tem tido essa? Quantidade de informação é claro que ficou muita coisa aí para uma segunda visão, para 1 segundo momento, que nós vamos convidar você para tratarmos desse tema novamente no ano que vem? Mas como o tempo urge e ruge, consideração, e a Sapucaí é

grande, né? Bom, eu quero agradecer a oportunidade de estar aqui nessa live com meu querido Marcelo Henrique, minha querida Marta Novaes, meu querido Marco Milani. Vocês me enriquecem, vocês me fazem pensar, peço desculpas se algum momento eu fui enfático, falei mais alto, porque eu sou assim, eu sou um cara dos afetos. Eu sou um cara de paixão, paixão pelo que eu creio. Paixão por aquilo é que me faz

bem, né? É assim que eu consigo viver o espiritismo e a minha espiritualidade, mas tenho certeza que meu objetivo não foi aqui, é ofender ninguém, não foi? Foi. Cigar ninguém foi cutucar ninguém, porque no fundo, no fundo, o meu objetivo é poder abraçar cada um de vocês. Dá um beijo, amar e a gente poder caminhar juntos para construirmos uma sociedade mais solidária, mais justa, mais

democrática e fraterna. Um beijo no coração de cada um de vocês aqui no círculo de debate e também aqueles que estão nos assistindo. Tchau, tchau, obrigado isso aí, Márcio. Fica lá na salinha de chá, por gentileza. O Márcio é assim sempre intenso e é por isso que ele está com a gente e é por isso que ele tem o

seu espaço junto ao ICK. Assim como em outras frentes, em outras Vertentes do pensamento espírita, justamente porque traz essa essência da intensidade, tão necessária para os nossos debates. Marco Milani é com você o seu espaço aí para as suas considerações derradeira. Bom, mais uma vez queria agradecer o gentil convite, né, do Marcelo, pessoal. É que já eu falei lá no nosso chat, é interno, né? Que pra mim me sinto em casa

aqui, né? Na verdade, eu tenho afinidade aqui com com o diálogo, com a Liberdade, essa palavra que eu gostaria de é finalizar aqui. A minha fala é depois de agradecer a todos, inclusive aos amigos que estão aqui nos assistindo nos prestigiando, né? Com suas seus comentários, suas mensagens, é a Liberdade, me parece que é aquela que vai fundamentar qualquer tipo de possibilidade de diálogo, de

fraternidade, de solidariedade. Dentro daquilo que nós entendemos como respeito, então, a Liberdade de opinião, a Liberdade de consciência, a Liberdade de expressão, tudo isso faz parte da proposta de nós entendermos o outro, porque muitas vezes é só olhando o outro que nós vamos nos entender e isso faz parte também dessa proposta é espírita, doutrinária, que é justamente nós convivermos com o próximo nos amando, né? Que é a grande dificuldade, já

que nós temos. Já alguns milhares de anos, não sei quantos milhares de anos ainda teremos. Espero que não muito, mas que nós consigamos nos amar. Então essa é a proposta maior EAA questão que se faz todas elas pertinentes, né? Para reflexão, para ponderação, eu entendo que cada um está no seu momento de vida. Cada um tem a sua perspectiva, cada um tem as suas paixões, né? Como disse o Márcio, inclusive com relação às paixões, é interessante. Kardec trata isso também lá no

livro dos espíritos, né? Porque faz parte, né da das idéias, né? Do que seriam as boas paixões, né? Como é que elas se tornam mais? E aí, Kardec até compara com um cavalo corcel, né? Que Kardec cita ali, mas o ponto central que nós temos é, é também né, pra pra reforçar, que é o que é? OE secar, se propõe, é o diálogo amplo, né?

Não se fecha a questão se abre questões, se coloca aqui é é pontos pra pra reflexão e. Um dos tópicos centrais também é que nós temos a oportunidade de nos debruçarmos sobre a mesma fonte. A fonte é Kardec, então esse ponto, sem esse ponto que nós deveríamos ter, eu só é finalizo aqui. Eu falei de Liberdade, né? Numa numa recente pesquisa que eu fiz com dirigentes espíritas, não sei se cheguei a conversar com você, Marcelo ou foi, né? É uma recente pesquisa com dirigentes espíritas.

É que eu fiz, foram 115 dirigentes. Espíritas mais de 8 é 80 por mais de 80% com mais de 20 anos de experiência no espiritismo. Ou seja, eram dirigentes. Já é algum tempo aí Na Na. Na lide espírita é por incrível que pareça, é 20, quase 25% desses dirigentes não tinham lido de maneira integral tanto livro, céu, inferno quanto a gênese. Como é que alguém vai se propor a discutir espiritismo, avanço no espiritismo?

Se ele não conhece nem as obras que o Marcelo citou lá as 32 eu estou falando só das obras ditas básicas. Só 5 tá, não ele nem falei de revista espírita. Só 5, né? Do livro dos espíritos, livro dos médiuns evangelho céu inferno e gênese. Se quase 25% com de dirigentes com mais de 80 é desculpa com é com mais de 20 anos de doutrina espírita, é atuando alguns com mais de 30 anos, metade, ela tinha mais de 30 anos.

Não dá para a gente também se AA arvorar, aí eu vou avançar no espiritismo, se ele nem você nem leu o céu inferno, né? Então eu acho que, cara, a gente tem de um dever de casa muito mais Sério para fazer, que é em vez de nós sonharmos, né? Com altas mudanças e altas, vamos fazer o básico, né?

Vamos primeiro ler, entender um pouco do que nós temos estudar é com mais profundidade criar grupos de estudos, dialogar em cima da obra de Kardec. E a partir daí, nós refletirmos efetivamente, como é que nós possamos aplicar isso e entender como é que nós vamos nos melhorar? Então fica aqui essa minha é mensagem, né? Antes de querer mudar o mundo, vamos fazer, vamos arrumar a nossa cama, né aquela, aquela coisa mais mais básica? Então fica aqui a minha mensagem.

Mais uma vez agradeço ao Marcelo, né, ao pessoal que está No No, no backstage, né? Todo mundo que está lá, meu abraço também para todo mundo, para a Marta, foi uma grande Alegria estar aqui, viu Marta e é o Márcio também que é nos proporcionou. Essa é esses momentos aqui de reflexão, muita paz a vocês, grande Milani aguarda a gente também lá na salinha do chá, nós daqui a pouco vamos fazer o nosso encerramento. E vamos passar então a palavra para a Marta. Ela tinha também pedido para

fazer um pitaco. Então aproveita a Marta para fazer esse pitaco e o encerramento das suas considerações. É o que eu queria falar. É que. Eu penso um pouco diferente do do Milani, né? Com essa relação com essa em relação anão existir muitos espiritismos. Trago, é? O que Kardec né? Reproduziu aí na revista espírita de junho de 68. O espiritismo, em toda parte, é um título e ele reproduz alguma coisa que o jornal a solidaria ET.

É, publicou e ali é no num parágrafo, ele diz o seguinte, que o espiritismo, na verdade ele nos conduz, né? Ele conduz, é, ao fim, a que se propõem todos os homens que são progressistas. Aí depois ele fala que seria impossível que esses homens, né mesmo? Eles podem até não se conhecer, podem não pensar da mesma forma. Então, veja bem, então o próprio Kardec já está colocando, né?

Essa possibilidade, divergência entre nós, mas ele diz que existem certos pontos que, mesmo sem não nos conhecendo, a gente precisa dar as mãos e caminhar juntos. Quais são esses pontos? Quantos, quais nós precisamos estar juntos lutando porque são inimigos comuns, os preconceitos sociais, a rotina, o fanatismo, a intolerância e a ignorância. Isso é uma coisa que eu queria colocar e para encerrar eu queria trazer, né? É quando eu penso no espiritismo, né? Para o século 21.

É, eu me lembrei, né? Que nesse livrinho aqui foi Marcelo que me apresentou esse livro. Herculano pires, o Reino. Em determinado momento, ele diz assim, que derrubar as migalhas da mesa para os cachorrinhos e os gatos não é amor, nem justiça. E aí, juntando com o que Kardec na gênese, lá no capítulo 18 os tempos são chegados nos dias, ele diz assim. Que ainda resta para nós, né? Um longo Progresso a realizar, mas olha o que que me diz? O professor Márcio falou e

justiça né? Falou em Caridade. Kardec diz aqui da importância não da gente falar, mas da gente fazer reinar entre nós, a Caridade, essa ter nidades solidariedade. Então eu acho fundamental o exemplo e vou mais além. É, Marcelo me conhece bem, né? Sabe, é EE, não é em tudo que a gente concorda. Então, é. É, eu acho que a gente tem que ter muita delicadeza e muito cuidado quando a gente coloca, né? Os nossos pontos de vista? E aí me lembrei que teve um momento em que eu até conversei

sobre isso com o Marcelo, né? E que a gente estava vendo, principalmente aí quando dessa disputa política, que, infelizmente, ainda continua, né? Mesmo depois das eleições. É, a gente ouvia daqueles que defendiam Lula que quem a quem gostava de Bolsonaro não era cristão e dos Bolsonaro. Listas, né? Aqueles que defendiam Bolsonaro dizendo que aqueles que defendiam o Lula não era cristão, quer dizer um grupo dizendo que só é cristão aquele que acredita na minha verdade.

Então eu acho que a gente, que história é essa, né? Eu acho que a gente precisa realmente ter muita delicadeza. Enesse.eu, vou concordar com Milani, né? Quando ele fala da tolerância, né? Que Kardec reproduz aqui, né? E da eu acho que da delicadeza mesmo, né? De respeitar o ponto de vista do outro, né? É no momento que a gente se a dona, a gente falou tanto de verdade, com letra maiúscula e minúscula, né? A gente tem que ter muito cuidado para que a gente não faça isso também.

E assim eu me despeço agradecendo mais uma vez por essa oportunidade da gente estar aqui debatendo, né? Quanta coisa boa ou é cercada de trás e por isso você eternamente grata a minha amiga Telma que me convidou pra cá. E é isso, um beijo em todos e gratidão por essa oportunidade. Muito bem, martinha. É isso aí. Até uma teve por aí. Teve um comentário dela 2 vezes aí Na Na tela é importante a gente estabelecer essas

premissas assim. Fica lá na salinha do chá que daqui a pouco a gente vai encerrar. Olha até uma e de novo. Muito bom. Chegamos então ao final de mais essa live. E aqueles que me conhecem mais proximamente, sabem da minha

ligação com a música. Não somente dentro do espiritismo, mas também a música popular, e eu quero aqui encerrar essa live trazendo 2 excertos de 2 canções que eu aprecio muito e que tem tudo a ver com o trabalho que nós estamos fazendo dentro do ECK nessa vanguarda de estabelecer as conexões do pensamento espírita intra e extra muros. A primeira é o primeiro verso que me ocorre a memória é do Herbert Vianna, que diz palavras duras. Palavras duras em voz de veludo. E tudo muda.

Adeus, velho mundo. Há um segundo, tudo estava em paz e essa é a proposta alvissareira do trabalho do espiritismo com Kardec e fazer com que as palavras duras aconteçam mais em voz de veludo, isto é, sem perder a noção da fraternidade, da solidariedade e da Caridade. Para aqueles que pensam diversamente de nós. E a segunda frase está numa das canções de Humberto Gessinger. Que diz a dúvida é o preço da pureza.

E é inútil ter certeza, porque a certeza ela sempre relativa e a certeza do seu prisma, do seu ponto de vista, a certeza absoluta é algo inalcançável. Quem sabe um dia como espíritos puros no seio do universo, nós tenhamos algumas certezas já estabelecidas e é o preço da pureza ter dúvida, porque a partir da dúvida você sai da zona de conforto, você sai do

pré estabelecido. Do regimental, do correto, do verdadeiro, do permanente e essa condição de impermanência é toda a nossa condição, de espíritos sujeitos à lei do Progresso. A você que esteve conosco durante essa live, o nosso agradecimento a você que fez perguntas seus comentários também a nossa gratidão por participar mais ativamente e a você que ficou aí caladinho. Quem sabe numa próxima live você

possa também? Dar o ar da sua graça de forma mais explícita para figurar aqui na tela do nosso. Da nossa Transmissão, valorizando ainda mais a sua presença e a sua participação, fica aqui o convite para o dia 26 de novembro, na nossa próxima live. O tema ainda é surpresa, mas você não perde por esperar. Nesse caso, nós estaremos divulgando muito obrigado, muita

luz, muita paz. Que você tenha um domingo RA diante em família, em amizade e fraternidade, intolerância o nosso motivo principal da existência do espiritismo com Kardec. É você, até a próxima. Um beijo, um abraço. Tchau.

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