¶ Intro / Opening
Eu passei cinco meses em celibato voluntário. 144 dias, mais especificamente. Quem é que tava contando lá? A China Imperial, no Império Bizantino e algumas cortes islãs. Uso da castração com forma de garenta. Nós temos o surgimento do grande mito. Cintos de castidade, onde cavalheiros partiam para a cruzada e prendiam as suas. Diminuir os impulsos sexuais de forma a garantir que todas essas malhas do corpo fossem evitadas.
🎵 Music
¶ Boas-Vindas e Reflexões Pessoais
Olá, fetichistas e simpatizantes. Bem-vindos a mais um episódio dos Confissões de uma Dominatriz. Eu sou a Mistress Kaizen, dominadora profissional, mentora, educadora fetichista e, obviamente, apresentadora deste podcast. E eu sei que vocês sentiram saudades minhas. Já estavam quase a ter tremores de abstinência, não é mesmo? Eu recebi as vossas súplicas e cada uma delas. Bang. Foi recebida de bombra.
Entretanto, já sabem, sou eu que decido quando tudo acontece. E sádica do jeito que eu sou, eu decidi prolongar o sofrimento, a saudade de vocês. Um pouquinho mais. E também agosto, segundo mês mais longo do ano, perdendo apenas para janeiro, tende a ser super caótico e cheio de surpresas. E por isso eu decidi tirar férias para conseguir não só aproveitar um pouco.
Do que o verão tem para oferecer, mas também para estar descansando e lidando com todas as surpresas que vêm com a gosto. E agora já é setembro. You say Que vocês estão desesperados. Para saber exatamente o que eu andei fazendo. E esses últimos um mês e meio, desde que vocês me viram pela última vez. Tem sido muito interessantes. Eu tenho incorado, submissos, submissos, escravos e escravos novos. Tenho também me divertido bastante com a chegada de setembro, que sempre está.
E finalmente posso colocar em prática todas essas sessões que estão planejadas durante tantos e tantos meses. E, portanto, agora eu voltei a ter tempo e disposição suficiente para voltar a gravar episódios para o meu podcast depois das férias. E uma das surpresas. Dos atos completamente inesperados que aconteceram nesse último mês e meio, desde que vocês me viram. Foi a quebra do meu celibato. Eu passei cinco meses em celibato volumen.
144 dias, mais especificamente. Mas quem é que tava contando? E junto com a chegada de outubro, que traz um mês inteiro de Loctober, que já já eu entro mais em detalhes. Eu fiquei inspirada em trazer um assunto que agora eu consigo ter uma perspectiva um bocadinho diferente. Que é, vocês estão preparados? E por mais que o meu celibato não tenha nada a ver com a castidade como fetiche, e sim por vários outros motivos que vão ser abordados.
Um bocadinho mais no futuro. Eu sinto que ter passado esses cinco meses. Em abstinência total de sexo, apenas de sexo, não quer dizer que eu não tenha aproveitado de outras formas comigo mesmo. Eu sinto que me trouxe uma perspectiva e uma forma muito diferente de enxergar a castidade e de abordar tudo isso como fetiche. E como dona da chave, da castidade, da gaiola piniana, do cinto de castidade, de alguns de vocês. E portanto, esse é o tema de hoje.
¶ Castidade: Definição e Raízes Históricas
Quando nós falamos de castidade como fetiche, estamos nos referindo à privação controlada da sexualidade de algum. Geralmente através de dispositivos. Como elas penianas, cinto de castidades, ou até mesmo plugs que prendem e impedem qualquer tipo de ação sexual. Desde a ereção até momentos mais ínfícios. E geralmente é feita entre a pessoa que está privada da sua liberdade sexual. E a pessoa que controla?
A abertura ou fecha de tal liberdade, também conhecida em inglês como keyholder, or detentora da chave da castidade. E, obviamente, esse fetiche é assim com muitos outros. Tem origens históricas completamente fora da sexualidade e que remetem muito. Ao controle exercedado e corrigido por vários motivos, desde sociais a religiosos a médicos.
Historicamente falando, nós conseguimos observar em algumas partes da antiguidade, Na China imperial, no Império Bizantino em algumas cortes islâmicas, o uso da castração como forma de garantir. Que servos não iriam estar interagindo sexualmente com as mulheres da nação? Usando como forma de garantir também que não iriam casar, reproduzir. De forma a garantir que sua servitude estava sempre alinhada e completamente disposta daqueles que dentinham o poder de os castrar.
Também conseguimos observar a castidade com forma de manter a sua lealdade. Seja uma entidade, como por exemplo a igreja, e também, de certa forma, garantir que o status social não se coloque em risco. Garantindo também que certas personalidades iriam apenas reproduzir dentro de casamentos cuidadosamente arranjados.
¶ Mitos Medievais e a Repressão Vitoriana
Um pouco mais tarde, já na idade média, É onde a religião reinava, controlando tudo aquilo que acontecia na sociedade. Onde a religião e o Estado eram basicamente parte de uma só entidade. Nós temos o surgimento do grande mito romântico. Das cintas de castidade, onde cavalheiros partiam para a cruzada e prendiam as suas amadas que quando retornassem ela continuaria. Mito esse que já foi debunker por vários historiadores, uma vez que...
Alinhando o fato de que a higiene da Idade Média não era lá a grande coisa, estar com um cinto de castidade que impedia que qualquer tipo de higiene iria se tornar Um grande perigo de. Grande parte desses artefatos que sustentaram esse mito durante tanto tempo foram produzidos durante a era vitoriana e também posteriormente. Onde a medicina decidiu Todo tipo de desejo sexual deveria ser apenas para motivos reproducionos. O moralismo religioso alinhado com várias teorias médicas.
Masturbação, prazer sexual eram a principal causa de várias doenças médicas desde Hipocondria, fraqueza e até mesmo demência começaram a fazer com que de fato fossem produzidos vários instrumentos médicos. Que começaram por. Restringir e delimitar. O acesso ao prazer sexual, seja solo ou às.
¶ A Ironia do Prazer Proibido: Kellogg
E é a partir do século XVIII. Que começam a surgir junto com toda essa restrição moral, religiosa e médica. Os primeiros indícios de Até mesmo porque como vocês já aprenderam comigo, tudo aquilo que é demasiado restringido tem um grande potencial de se tornar um feitiço. Merotismo cria raízes. No impedimento de realizar certos atos. Até mesmo porque tudo aquilo que é proibido acaba sendo fascinante. É muito mais desejado.
E é junto com essa restrição que nós conseguimos observar, por exemplo, já no século XIX. Através do que eu considero uma das maiores ironias entre a medicina e a sexualidade. Que foi a criação de um dos alimentos. Que mais fazem parte das mesas das pessoas no café da manhã como forma de impedir o desejo sexual. De delimitar a liberdade ao prazer. Caso vocês ainda não saibam desse pedaço absolutamente irônico da história.
Lá nos Estados Unidos, em 1800 e bolinhas, um médico chamado John Harvey Kellogg. Começou a associar tudo de ruim do corpo humano com as impurezas da carne, incluindo a masturbação. Como forma de curar todos esses males da carne, ele impõe alguns métodos. Estranhos, bem entiéticos, na minha mãe, esta opinião, como, por exemplo, a circunsação de meninos. Sem anestesia, de forma que eles associassem a dor ao ato e à região genital, também o uso de ácido nuclitórios das meninas.
E como se não bastasse, Kellogg acreditava que uma dieta rica em sabores, especiarias, Era uma das principais causas do aumento do libido. E foi assim? Visando diminuir os impulsos. Sexuais de forma a garantir que todos esses malhas do corpo fossem evitados, que ele criou uma dieta. simples, nutritiva e sem gosto nenhum. E através do processamento. Trigo que ele criou, um dos alimentos mais nutritivos possíveis.
E mais tarde seu irmão teve uma visão de que um alimento nutritivo Poderia fazer render, desde que, obviamente, fosse um cadinho saboroso. E foi assim que, adicionando açúcar aos flocos criados pelo seu irmão, como via de diminuir o apetite sexual através de uma dieta. Rica em nutrientes e pobre em sabor. Que nós temos hoje um dos alimentos que mais fazem parte do prazer do paladar de algumas pessoas, não do meu, porque eu acho absolutamente insosso e disgusting. Nós temos os cornflake.
A marca Kellogg.
¶ A Evolução da Castidade no BDSM
¿Vos sabían? Eu tenho uma teoria de que tudo aquilo que é reprimido e médico acaba sendo eventualmente usado de forma erótica. E não demorou muito tempo para todos esses dispositivos e toda essa parte médica acabar assim. Entrando na sexualidade das pessoas. It was por volta da década de 60, 70, a partir do movimento de libertação sexual e da disseminação um pouco mais.
pública e menos moralista que castidade começou a ser vista e difundida de forma Erótica, primeiro em subculturas e, eventualmente, de uma forma muito mais mainstream. E a castidade acaba sendo utilizada. De forma absolutamente consentida, com um jogo de erotismo que pode ser mesclado com vários outros fetiches. Desde a humilhação até o foco em outros prazeres no prazer. Da parceira no prazer anal de forma a ser explorada de mil em um motivos diferentes.
PDSM é como se fosse uma cozinha. Existem vários ingredientes que têm um grande potencial de formar vários pratos. Diferentes e a forma como você engloba todas essas práticas, esses ingredientes, acabam formando novos sabores. Que podem ser deliciosos e absolutamente. Obviamente que com o crescimento da castidade como fetiche. Todos esses dispositivos que uma vez foram usados para impedir os malhos do corpo através da masturbação andos sexuais. Acabaram tendo uma grande diferença no seu desafio.
E hoje nós conseguimos ter uma gama vasta de objetos desde. gaiolas penianas, one of their 1001 materials, plastic, metal, Alumínio, temos materiais flexíveis, silicone, temos vários formatos, vários designs, e cada um deles acaba sendo único para trazer outros fetiches também.
¶ Preview: Castidade no Século XXI e Locktober
Devido ao attention span de peixe da maioria de vocês. Eu decidi dividir esse episódio especial sobre a castidade em duas. Na parte 2, eu vou levar você ainda mais fundo. Nós vamos explorar a castidade no século XXI, o papel do Kiholden, os mitos e cuidados reais. Os benefícios físicos e mentais, a psicologia do fetich. É claro, dar um mergulho profundo na minha visão como dominadora.
O que a castidade significa para mim, o que motiva o meu tesão, e como essa prática intensifica a dinâmica de poder. Não poderia faltar também, obviamente, o delicioso Locktober. Não perca a continuação. A parte 2 está imperdível.
