Ep. 459 - Rubén Fuentes - Luy y sombras - El despertar - e - Donde encontraras
Programa dedicado à memória do compositor, violonista e homem de comunicação mexicano Rubén Fuentes, falecido em 2022, pouco antes de completar 96 anos.

Programa dedicado à memória do compositor, violonista e homem de comunicação mexicano Rubén Fuentes, falecido em 2022, pouco antes de completar 96 anos.
Agustín Lara, o mais notável e prolífico criador de boleros, cujo talento é indiscutível, foi várias vezes acusado de plágio. Dois deles estão absolutamente comprovados. Plágios comprovados de Lara, é este o nosso tema de hoje.
Hoje homenageamos às canções que inspiram outras canções, exemplificando isto com o tango “Sur”, de 1948, que cerca de 50 anos depois inspirou a criação de outro tango, “Se mudó la luna”.
Voltamos hoje aos temas musicais que se rebelam contra preconceitos - sociais, de gênero ou outros - que se opõem aos amores que desafiam esses preconceitos. Canções dedicadas aos amores proibidos.
Belas canções da peruana Isabel Chabuca Granda que são pouco conhecidas no cenário internacional. Um vals peruano e um landó, dedicados, respectivamente, a relembrar a adolescência da própria autora e à vida de Violeta Parra é o que escutaremos hoje.
A mineira Zezé Gonzaga era a cantora preferida de ninguém menos que Radamés Gnatali. Mas, não fez sucesso. A carreira, iniciada no final dos anos de 1940, ela interrompeu por cerca de 20 anos. Voltou ao canto profissional em 1979, por iniciativa de Hermínio Bello de Carvalho. Sua estreia em Cd foi também o último disco que gravou, em 2002. Esse disco contém 3 raridades que convido o ouvinte a conhecer escutando este programa.
Elza Soares foi uma mulher de grande coragem e dignidade, cuja vida parece ser uma sucessão de histórias de folhetins. Tudo verdade. O programa de hoje é uma homenagem a essa rara cantora e mulher que o Brasil perdeu em 2022, aos 91 anos.
O mexicano Vicente Garrido, autor de belíssimas melodias, se considerava essencialmente um poeta. Ele era excelente em ambos os afazeres, seja de músico ou de poeta. Comprovem isso escutando duas canções de épocas distintas de sua obra: "Diferencia", de sua fase final, e "No me platiques más", seu primeiro grande êxito.
Dois grandes êxitos do tango com letra de Enrique Cadícamo. "Anclao em Paris" é de 1930, versos escritos em Barcelona, lembrando o drama dos portenhos que, no início do século XX, tentaram aproveitar-se do sucesso que o tango fazia em Paris e fracassaram. "Los mareados" nasceu em 1922, com o nome de "Los dopados" e outra letra. Passou 20 anos desapercebido. Mas, com os versos de Cadícamo, se tornaria um êxito eterno. Essas as histórias e os tangos de hoje
A consternação de alguém que rompe uma relação sentimental com a tristeza do par abandonado, este é o tema do programa de hoje. Ele será exemplificado com uma canção cubana dos anos de 1950 e outra brasileira, da década de 1970.
O tango é o gênero que mais cantou a sua própria morte, talvez por isso tenha se tornado eterno: adaptou-se aos ventos de cada época. Esses são nossos temas de hoje: a morte e a eternidade do tango
O pianista cubano Orlando de La Rosa teve vida curta: faleceu em 1957, aos 38 anos. Ele nos legou um pequeno embornal com belíssimos boleros que foram essenciais à modernização do gênero. Mais raros ainda foram seus temas em parcerias, como os que apresentaremos no programa de hoje: "Qué emoción" e "Para cantarle a mí amor".
Avelino Atalla, Procurador de Justiça nascido em 1958, nas horas vagas diverte-se compondo canções. E que belas canções compõe!!! Comprovem, ouvindo "Louca" e "Professor de perder", na interpretação dele próprio autor.
Amores aparentemente impossíveis que, de repente, se tornaram realidade, surpreendendo aquele que o julgava inalcançável. Este é o tema de hoje, que abordaremos em duas belas canções
Campineiro de 1917, que viveu 52 anos e teve o jornalismo como profissão, Denis Brean, eventualmente, se aventurou na arte de compor canções. Acertou na mosca uma meia dúzia de vezes, com pérolas musicais, como "Franqueza" e "Bahia com agá", que ouviremos hoje. Essa última, inclusive, segue sendo gravada no estrangeiro, nessa terceira década do século XXI.
O programa de hoje é dedicado à atriz, cantora e compositora argentina Soledad Villamil, nascida em 1969. Sua carreira de atriz se iniciou aos 21 anos e ela já atuou, como atriz principal, em filme vencedor do Oscar. Na música, começou um pouco mais tarde e também tem se destacado. Ela nos apresentará uma canção do uruguaio Alfredo Zitarosa e uma composição dela própria, em parceria com José Teixedó.
A cantora cubana Yaima Sáez, nascida em 1979, tem uma rara trajetória para quem, em pouco tempo, consolidou uma carreira artística, com frequentes apresentações em países como Estados Unidos, Canadá, Espanha e na Holanda, entre outros. Yaima não fez estudos musicais e não ambicionou uma carreira artística. Graduou-se em psicologia esportiva e tornou-se docente universitária. Como atividade de lazer, começou a atuar em um coro universitário. Foi neste coro que alguém ligado à música a descobriu e...
A despeito do que pensam muitos, o tango é um gênero que, com razoável frequência, enfoca, em suas letras, a temática social. Como disse Osvaldo Pugliesi, "o tango é o livro de queixas do subúrbio". Talvez quem mais se destacou neste míster foi Enrique Santos Discépolo, amplamente reconhecido como a segunda autoridade no tango, um dégrau apenas abaixo de Gardel. Ele enfocou como ninguém a crise vivida pela Argentina nos anos de 1930, referida como a década perdida. Obras como "Yira...yira" e "Ca...
NF446 - Este programa é dedicado à arte da cantora de compositora espanhola Angela Muro, nascida em 1962. Angela teve estudos sólidos em conservatórios, foi corista de Sarita Montiel e gravou o primeiro disco em 1995 com um repertório inteiramente de sua autoria. Escutaremos sua versão para um antigo bolero de Fernando Mullens e outro, recente, de sua própria autoria, que ela classifica como um abolerado.
Este programa é dedicado a "Amapola", uma canção criada pelo clarinestista espanhol José María Lacalle García, em 1920, quando já residia nos Estados Unidos. Originalmente uma canção apenas instrumental, ela ganharia versos do argentino Luis Roldán, em 1925, e a partir daí teve uma carreira internacional invejável, com versões em diversos idiomas, chegando ao século XXI, merecendo ainda gravações.
Caracol, falecido em 2015 aos 65 anos, foi um intérprete do tango de razoável prestígio nos anos do século XXI em que viveu. Conheci-o em um espetáculo na,também saudosa, Libreria Clásica y Moderna, que cerrou suas portas em 2019. Das gravações que conheço de Caracol, tenho especial predileção por "Fruta amarga" e "Gota de lluvia", que escutaremos neste programa
NF444 - "Adelita" é um corrido mexicano de autoria desconhecida. Ele faz referência a um período turbulento da história do país que durou cerca de 10 anos, referido como Revoluçao Mexicana que se iniciou em 1910. "Adelita" foi um dos temas que Nat King Cole gravou, nos três Lps que dedicou à América Ibérica. Mas, Nat suprime boa parte de sua letra, razão pela qual o entendimento desta canção fica prejudicado. No programa de hoje, apresentam-se duas versões de "Adelita", que permitem vericar isso...
Os muito experientes como eu vão se lembrar dos cocursos Rainha do Rádio, promovidos pela radiofonia brasileira, nos anos de 1940 e 1950. Sua maior lembrança refer-se à disputa entre Marlene e Emilinha Borba. No entanto, pelo menos uma vez, a zebra pintou no concurso. Em 1952, venceu a quse desconhecida Mary Gonçalves. O cetro não repercutiu em sua carreira, mas foi ela a primeira a levar Johnny Alf e Billy Blanco ao disco. Mary deixou o Brasil nos anos de 1960 e pouco se sabe dela depois disso....
Agustin Lara o mais prolífico criador de boleros era um mitômano, sobretudo nas coisas que diziam respeito a ele próprio. Uma de suas maiores mentiras, que por pouco não vingou, é que era natural de Veracruz e não da Cidade do México, onde efetivamente nasceu. Ele dedicou vários de seus mais belos boleros a esta cidade e a este estado. O programa de hoje tenta explicar a razão dessa forte ligação entre Lara e Veracruz e apresenta duas versões diferentes de seu bolero "Veracruz", que estão separa...
A cantora e compositora catalã Anna Luna, com sólida formação em conservatórios, tem demonstrado, em seus discos e apresentações, grande interesse pela música da América Ibérica, especialmente pela canção brasileira à qual já dedicou integralmente dois álbuns. No programa de hoje escutaremos Anna Luna interpretando dois boleros de humores completamente diferentes. "Historia de un amor, do panamenho Carlos Eleta Almarán, refere-se a um drama real, vivido pelo seu irmão, com o falecimento de sua j...
O violonista Maurício Carrillo, sobrinho de Altamiro, seguindo a tradição familiar, é gente do choro. Em disco gravado já no século XXI, em cujo repertório predomina o choro, ele afirma que o choro tem vários primos na América Latina, sendo o danzón cubano o mais próximo deles. Razão pela qual compôs um choro intitulado "Choro cubano". Caro ouvinte, escute o danzón "Isora Clube, de Coralia López e "Choro cubano" e avalie o parentesco que Maurício Carrillo aponta entre esses dois gêneros.
Sueli Costa e Abel Silva é uma parceria com belíssimas canções. A obra desta parceria é claramente influenciada pelo samba-canção e pelo bolero, gêneros que Abel Silva pensa que se distinguem somente pelo idioma. Duas dessas belas canções são "Jura Secreta" e "Bóias de luz". As ouviremos neste programa em interpretações, respectivamente, de Simone e do dueto Sueli Costa e Fernanda Cunha.
Tito foi um cantor da noite que escreveu belas canções. É difícil saber o que foi maior nele: o seu talento para criar canções, em geral sambas-canção; ou a sua sensibilidade de intérprete. Como já houve, há não muito tempo, um programa sobre o Tito Madi compositor, o agora é no Tito Madi intérprete. Ouçamos, com Tito Madi, de Braguinha e Alcyr Pires Vermelho, “Minha Maria Morena”, e, de Sérgio Ricardo”, “O nosso olhar”.
Em meados de 2019, a cantora argentina Sandra Luna lançou seu mais recente disco, cujo título é Inmensidad. Sandra é, já há algum tempo, uma das mais destacadas intérpretes do tango. Ouçamos, com Sandra Luna, de José Osvaldo Cordero Sosa, “Anahí”, e,de Astor Piazzolla e Eladia Blázquez, “Invierno porteño”.
A calle Corrientes é uma rua lendária. Todos que visitam Buenos Aires passam bons momentos em algumas de suas quadras. Mas, o encanto desta avenida resume-se a cerca de 10 quadras, que vão da avenida Callao até a rua Florida. É aí que o tango vicejou e viveu boa parte da glória de seus tempos áureos. Ouçamos, com Adriana Varela, de Celedonio Flores e Francisco Pracanico, “Corrientes y Esmeralda", e com Roberto Goyeneche, de Homero Exposito e Domingo Federico, “Tristezas de la calle Corrientes”.