¶ Introdução e Contexto do Julgamento
Olá, queridos ouvintes e espectadores do Calma Urgente. Aqui é Gregório do Via. Hoje é segunda-feira, dia 1º de setembro. E eu queria chamar aqui já para essa conversa os dois, Bruno Tortor e Alessandra Orofino. Obrigado. Voltamos para online. Semana passada tivemos um encontro presencial delicioso.
E hoje voltamos aqui pra essa tela, mas é um prazer sempre. Pra desespero do Gregório, que só quer saber de encontro presencial. Eu amo encontrá-los ao vivo. E foi uma delícia vê-los. Mas hoje também tá uma delícia por um motivo, por dois motivos. O primeiro é que amanhã...
começa o julgamento de Bolsonaro, então esse dia é histórico, estamos na véspera desse dia é histórico, e o programa de hoje é sobre isso. E também porque hoje vamos ter um convidado, uma coisa raríssima no Calma Urgente, um convidado de peso, um cara que a gente adora. três e respeita muito e queria muito saber o que ele tá pensando sobre tudo isso, que é o nosso querido Augusto de Arruda Botelho.
Pode entrar, Augusto. O único de terno e gravata na história do Calma Urgente. É verdade. Ele chegou pra moralizar isso aqui, exatamente. Respeita a nossa audiência. E vamos falar um pouco, ele é advogado criminalista e ex-secretário de justiça do Flávio Dino, quando ele assumiu a pasta assim que o Lula ganhou, assim que o Lula assumiu em 1923. Uma breve e muito forte passagem no Ministério da Justiça.
Pois é, Augusto, que é esse criminalista espetacular que inclusive voltou agora. Para quem a gente liga quando a gente está com problemas. Pois é, Augusto já salvou. Eu vou sinal, gente. Eu falei que ótimo. Tempo que eu não vejo ninguém, ótimo sinal. Ou não, ou é sinal de que a gente não está fazendo nada de muito relevante. Se estivesse fazendo, estava te ligando mais. Cara, ele fez isso já de nos... Não mais que ajudasse.
salvou nossa pele, sei lá qual é o nome, mas Jesus é o nosso, nos livrou da cadeia, Greg, chama. É, é, é, dá pra dizer isso. Hoje, se minhas filhas têm um pai presente... É graças ao Augusto. Se eu sou pai, é graças ao Augusto. Obrigado, Augusto. Eu não tenho nada a ver com isso. Eu nunca teria sido presa. Sou uma pessoa mais precavida, cautelosa, né, Augusto? Mas bem relacionada.
O Augusto está aqui para tentar nos ajudar nesse momento. O Calma Urgente, para quem acompanha esse podcast, que a gente tenta tratar com alguma calma de assuntos urgentes e com assuntos nos quais, em geral, a gente tem muita paixão envolvida. A gente tenta olhar com um pouquinho de calma e tal. O Augusto vai ser perfeito pra isso nesse dia.
de hoje, porque a gente tá muito ansioso, eu acho, em relação a esse julgamento. Imagina que tem pessoas que já estejam esperando que ele saia preso amanhã, não é? Tem gente marcando comemorações pra amanhã. E eu tenho a impressão de que amanhã talvez não tenha ainda muito o que comemorar. O que eu queria pedir pra você pra gente começar é assim, qual você acha que...
deve ser, com perdão do anglicismo, a timeline, assim, pra gente acalmar nossas ansiedades, assim, quanto tempo isso deve durar até ter uma condenação, e claro, depois eu quero saber o que você acha, se pinta aí uma condenação, né? E se, claro, tem chance, por exemplo, só um breve parênteses, se lá o Fux pedir vistas, demora mais três meses, ou sei lá quantos meses. Você acha que tem chance disso acontecer? O que você acha dessa timeline aí? Tá, bom, vamos lá. Primeiro prazer falar com vocês.
¶ O Processo do Julgamento no STF
Com todo mundo que nos assiste, amanhã começa o jogamento, gente. É o começo, e é um começo, não vou dizer burocrático, muito pelo contrário, porque é o momento que as defesas apresentam a sua versão. Um momento essencial, independentemente... de quem está sendo julgado, a observância do devido processo legal, da ampla defesa, da presunção de inocência, tem que vigorar em absolutamente todo e qualquer processo.
Então amanhã é o dia das sustentações orais. Então vai haver uma manifestação da Procuradoria-Geral da República, o procurador Paulo Gonê vai fazer a sua acusação oral, as defesas, todas as defesas, todos os advogados. Tem direito a fazer também a sua defesa oral. Depois que essa apresentação, vamos dizer assim, acontece, os votos começam. O voto começa pelo voto do ministro relator, Alexandre de Moraes.
e a partir daí os demais ministros fazem o voto. Então a gente deve ter nessa primeira etapa, acredito eu, o primeiro dia, um, dois dias, só a sustentação oral da acusação e da defesa. Então não vai acontecer absolutamente nada. O que pode começar a esquentar, por assim dizer, é quando o Alexandre de Moraes proferiu seu voto. Tende a ser o voto mais longo, o voto mais detalhado, porque é sempre assim. Uma coisa que a gente precisa falar é assim...
Muito se fala sobre esse julgamento. E muita coisa errada sobre esse julgamento. Principalmente como se ele fosse um ponto fora da curva, analisando processualmente. Muitas das coisas que vão acontecer, que já tem acontecido nesse processo, acontecem com outros vários processos. É absolutamente normal. Então vão falar, ah, eu voto Alexandre de Moraes, foi um voto muito detalhado, demorou horas. É sempre assim.
O relator sempre tem um voto mais longo que ele que relata o caso do primeiro voto. Depois dos outros ministros, num caso, vamos dizer assim, convencional... Poderia acontecer, como no Supremo acontece muito, dos outros ministros só acompanharem ou não. É uma coisa bem rápida. Acompanho por XYZ razões. Demorou alguns minutos. Nesse caso específico, tenho certeza.
que todos os ministros e ministras que vão julgar depois do voto do Alexandre de Moraes vão querer fazer algum tipo de manifestação. Aí vai depender de quanto o ministro quer falar mais ou menos. Então, isso vai, obviamente... atrasando, prolongando, mas ainda o resultado final. O final do julgamento acontece quando todos os votos forem lidos e se tornarem oficiais. Pode haver...
¶ Pedido de Vista e Formato do Júri
debate entre os ministros. Num caso como esse, é até possível que ocorra, coisa que também vai atrasando mais. E aí, já respondendo, Greg, uma pergunta bem objetiva tua, pedido de vista. É possível? É regimental? E é relativamente comum que algum ministro que venha divergir peça à vista. Num caso como esse, tem toda aquela atenção especial porque um pedido de vista atrasa o resultado final do processo.
Os ministros têm até 90 dias para devolver um processo quando eles pedem vista e geralmente os ministros utilizam esse tempo quase que inteiro. Só que neste caso... Como já foi bastante discutido, é um tema direto e indiretamente, principalmente quando a denúncia foi recebida ali atrás. Os ministros já se manifestaram. O ministro que, em tese, poderia pedir vista.
ministro Fux. Todos podem pedir vista, mas o que mais indica que pode pedir vista é o ministro Fux. Ele participou de várias audiências. A vista é mais ou menos assim, olha gente, eu estou em dúvida, eu não participei, eu não li direito, eu preciso me aprofundar melhor, isso que você falou aqui me chamou atenção, então eu vou retirar para estudar melhor.
O ministro Fux já participou, ele participou da audiência, deu tudo. Não teria muita razão de pedir vista. Aí a vista, ela seria... A vista seria a vista? Olha que bonito. A vista, ela seria a vista muito mais como um ato de... tentar, de certa forma, atrasar o resultado final. E que não interessa muito ele, né? Eu acho que não vai haver pedido de vista. Se eu pudesse apostar, vai haver discussão, vai haver divergência, mas não deve haver um pedido de vista.
Lembrando que o Cássio Nunes e o Mendonça, eles não votam, eles não estão nessa turma. Muito por isso que é só o Fux que poderia ser um ponto um pouco mais... Exato. Por tudo que ele tem feito até agora. A gente vai analisando...
as posições e as manifestações dele nesse caso concreto, que poderiam levar a hipótese dele em fim de vista. O caso está sendo julgado na turma do Supremo, não é julgado no pleno. Tem essa discussão. Há muita crítica disso estar sendo julgado na turma e não julgado no pleno. É uma decisão... que o Supremo tomou antes desse processo existir. Então não pode se acusar, ah, o Supremo está sendo casuísta.
Resolveu levar para a turma o caso do Bolsonaro. Não, não, não. Essa decisão de competência da turma foi tomada antes de existir o processo do Bolsonaro. E houve uma mudança, de fato. Em outros momentos da história, um julgamento como esse era julgado no plenário. Depois mudou para a turma.
o plenário, o Supremo muda o regimento. Também é comum mudar o regimento. Não tem nada de atípico. Então que não venham falar, estão jogando na turma porque é o Bolsonaro. Não, não, não. Interessante, Augusto.
¶ A Estratégia de Ataques ao Supremo
já se precavendo contra as críticas. Que outras críticas vocês acham que vão surgir, gente? Ao próprio Supremo, né? Porque o que a gente está entendendo é que a extrema-direita está organizada... em relação a esse julgamento, em, sei lá, três frentes principais. Você tem uma frente de ataques ao Supremo e a legitimidade do Supremo. Você tem uma segunda frente, que é esse apelo internacional, a dizer, não, mas os Estados Unidos vão fazer alguma coisa.
acontecer, essa perseguição contra o pobre Bolsonaro continuar acontecendo, vai haver intervenção de fora do Brasil e essa tentativa de pressão via tarifas, etc. E tem uma terceira frente que une as duas primeiras, mas que é mais ampla, que é uma discussão de law fair... que vai além de uma acusação do Supremo como um órgão de ditadura da toga, censura do Supremo, e mais um questionamento do processo como um todo de todos os outros agentes envolvidos no processo.
inclusive da cobertura midiática que é dada ao processo e assim por diante. Essa primeira linha, que é a linha de ataque ao Supremo, parece ser a mais bem sucedida em termos de adesão popular, né? A segunda linha, que é a linha de apelar para ataques internacionais ou a posição que o Brasil ocupa lá fora, ela... Saiu pela culatra, foi um tiro que saiu pela culatra em termos de adesão pública.
Fala, dialoga com um segmento pequeno da população, mas não tem adesão massiva. Pelo contrário, acaba jogando a população contra os Bolsonaro. E a terceira linha é um pouco complexa. A primeira, que é de acusar os juízes do Supremo de serem parciais e ditadores. e ativistas e assim por diante, essa encontra eco. Não só na extrema-direita, eu acho que inclusive explode um pouco a bolha da extrema-direita e encontra eco num centro também.
Como que isso vai, né, aí na visão do Augusto e na visão de vocês dois também, gente? Como é que vocês acham que isso vai se dar nas próximas duas semanas, no momento em que o Supremo vai estar aí no olho do furacão com essa visibilidade gigante? E isso me leva a uma outra pergunta que, Augusto, vai ser tudo...
¶ Transmissão e Impacto da TV Justiça
a gente vai ver tudo ou vai ter alguma coisa que a gente não vai poder ver? A gente quer saber da fofoca, entendeu? Aonde que a gente vai poder seguir esse momento? Vai ter shorts de tudo? Vai ter microdramas? No Telegram? Onde é que a gente assiste? Qual canal que a gente vai?
Eu sou um crítico de assistir, mas vai passar na TV sim. Você queria que não aparecesse, mas vai aparecer tudo. Eu sou um crítico histórico, sempre fui isolado, já escrevi vários artigos. Não, eu acho que você tem razão. É um pedaço do meu livro que é sobre isso. eu sou crítico da TV Justiça, acho que não tem que televisionar ao vivo julgamento nenhum, acho que isso é prejudicial, ao invés de aproximar a justiça do povo, politiza demais. Sim. Não há dúvida.
E talvez, inclusive, contribua pra essa primeira onda de críticas que eu tava descrevendo, né? Mas tem alguma parte do julgamento que não é televisionada, Augusto? A gente vai ver tudo. Tá tudo ali. Tudo. Olha que animado. Vai ser super animado. As horas inteiras.
¶ Recursos Pós-Julgamento: Infringentes
assistindo. Deixa eu só voltar um pouquinho pra primeira pergunta do Greg, que faltou o final da minha timeline, né? Quando é que vai terminar efetivamente esse julgamento? Ah, é, sim. É, que acho que as pessoas vão se perguntar, ele vai, vai. Corre o risco de alguém sair preso quando terminar esse julgamento? Não. Não, Augusto. Tem recurso ainda, gente. Então, terminou o julgamento lá. Todas as sessões. Se tudo conseguir terminar...
Na última sessão marcada pelo presidente da turma, que é o ministro Zanin, tá? Tá lá 12 de setembro, é a última sessão. Se tudo terminar ali, aí vai sair uma sentença, uma decisão. unânime ou não, a sentença, na verdade é um acordo que chama, mas enfim, a decisão vai sair ali.
Ela é cumprida imediatamente se tiver, por exemplo, uma pena de prisão, que eu acho que vai ter. Já antecipando também, acho que haverá condenação, haverá condenação de prisão, mas o mandado de prisão, por exemplo, não sai ali na hora. Por quê? Porque as defesas podem ainda recorrer deste julgamento. E aí acontece o quê? Ai, meu Deus, recorre pra quem? Conta aí, que saco. Pro próprio Supremo, pro próprio Supremo, pro Papa. Recorre pra quem? Tem dois recursos.
Um chama embargos infringentes. Chances deles poderem apresentar esse recurso. Muito pequeno. O que é embargos infringentes? É quando a decisão não é unânime. Então você pega o voto vencido. E você recorre em cima desse voto vencido. Aí você chama mais gente da outra turma. Nesse caso, você levaria para o pleno para que todo mundo discuta isso. Isso, se acontecer, chance muito pequena, atrasaria muito.
o resultado final desse processo. E basta um voto, eu preciso de dois. Dois. E é por isso que a chance é pequena? É. Dois votos e uma divergência. Grande. Não pode ser a... Divirjo na pena desse crime só. Uma divergência pequena. Isso é uma divergência absolvo. Dois ministros dessa turma dizendo, olha, absolvo em relação a esse crime, abre espaço para embargos infringentes, que isso sim atrasaria bastante esse processo. Isso eu acho que não vai acontecer.
¶ Recurso: Embargos de Declaração
O que vai acontecer, pode escrever, vai acontecer, as defesas apresentarão um outro recurso chamado embargos de declaração. Embargos de declaração é um recurso que ele não tem efeito modificativo. Ele não vai modificar o resultado do julgamento. Você embarga de declaração, ele serve para que a autoridade que proferiu a decisão declare algo que eu estou pedindo. O que eu posso pedir? Olha, você foi omisso no voto.
Faltou você falar disso. Não está claro exatamente o que você quis dizer neste parágrafo. Então o embargo de declaração é para que ele ajeite, de alguma forma, o texto da decisão. É um recurso, entre aspas, que se apresenta muito rápido. Você tem um prazo muito curto para apresentar e ele é julgado muito rápido. Só depois, então, do julgamento desse embargo de declaração é que aí sim a gente pode ter o resultado prático desse julgamento.
pedir mandado de prisão, etc. Que inferno isso tudo. Isso é direito de defesa, todo mundo tem, até o Bolsonaro, principalmente. Não, tudo bem, mas embargos de declaração não é direito de defesa, é direito de copyright, de copydesking, vai fazer edição de texto. E ele não vai preso... Enquanto o texto não fica bonitinho, é isso. Tem que consertar as vírgulas, a abertura não estava poética. Não é bem vírgula, é assim. As metáforas não foram bem utilizadas.
É o momento em que o formado em letras, ele interfere. É, porque eu queria entender, eu gostei desse direito. Eu também que fosse condenado, gostaria que fosse com texto impecável. Impecável, não é assim qualquer texto. Olha, você não me condene, entendeu? Você vai pra papuda. condene com pronome e começando frase. Você não vai botar o sujeito... Você não ouse. Não, mas falando sério, o que seria o texto? O que interessa a pessoa condenada a um texto melhor? Isso muda na pena ou não?
Não, na verdade, não é um texto melhor do ponto de vista de redação. É, às vezes, uma omissão. Vamos imaginar o seguinte, uma hipótese bem comum. Você apresentou quatro testes de defesa. E o texto da tua condenação, o acórdão, chama acórdão isso, tá? O acórdão não fala de uma tese de defesa sua. O que eu não entendo é assim, tá, mas não vai mudar, vai.
¶ Previsão para Prisão em Outubro
a sentença. Então põe na cadeia e depois arruma o texto. Publica depois. O Augusto está se confrontando com o nosso lado politivista. É que o Augusto pede muito em barcos de declaração. Mas aí Augusto, peraí, você falou que era rápido esse momento. Esse momento editorial, esse momento é rápido. Quanto tempo demora pra deixar os pronomes certinhos, os sujeitos e predicados no lugar certo? Passa no chat GPT logo, Augusto. Não, você tem dois dias pra apresentar. Ah, tá bom.
Ele é levado geralmente na próxima sessão. Então, eu, gente, eu cravei. Olha lá. Vai. Eu cravei no Twitter, lá atrás. Faz tempo. Vocês podem recuperar meu Twitter. Outubro. Tá? Mas a gente quer a data exata pra marcar o churrasco, Augusto. A gente tá de feriado, Augusto. Minha filha nasce dia 6, Augusto. Pelo amor de Deus. Meio de outubro. Meio de outubro.
¶ Ética da Defesa e Recusa de Casos
Meio de outubro. A prisão então vai ser libriana ainda, tá? Não vai ser ainda, desculpe, brincadeira. Olha só, uma coisa que eu queria saber, a gente falou da defesa e das teses. Só fazer rapidinho, você vai. Talvez a pergunta não seja complexa, talvez não seja rápida. Mas assim, você como bom advogado pegou muitos casos muito cascudos na sua vida. E esse talvez seja dos mais cascudos ou é impressão minha. Tipo assim, ali é um batom na cueca que eu fico imaginando.
imaginando se existiria uma linha de defesa possível. Eu não quero que você dê a linha de graça pro advogado do Bolsonaro, não. Que certamente é pior do que você. Graças a Deus é o que nos ajuda. Mas assim, sem também querer fazer você falar mal de colega... Os caras estão acertando na linha de defesa porque me...
Estão fazendo o possível. O possível, porque parece bem difícil ali, né? É um batom na cueca atrás do outro. É o famoso smoking gun, smoking rifle, smoking arminha de dedo, smoking tudo. Smoking zap. Além de todos os advogados. do Bolsonaro, do Braganet e de outros serem muito amigos meus. Um deles está no andar de baixo aqui. Se eu bater o pé aqui... Ai, gente, advogado é um ser Augusto.
Você não pode falar isso. Olha só, para todos os seres humanos não advogados do mundo, que são a maioria ainda... Ainda não chegamos a ser minoria. Isso é incompreensível. A gente não consegue entender isso, não. Você defenderia, Augusto? Como é que faz? Como é que toma café? Não, eu não defenderia. Vou te explicar por quê, tá? De forma bem simples.
Eu tenho alguns critérios aqui no escritório de casos que eu não pego. Por exemplo, casos que envolvam criança, eu não pego. Por quê? Porque acha que a pessoa que está sendo acusada de um crime que envolve uma criança não merece defesa? Não merece. Eu não acho que o Bolsonaro merece defesa. Eu acho que ele merece. Mas o meu limite de atuação é o limite em que o meu incômodo com o caso vai fazer com que o meu trabalho não seja um trabalho pleno e um trabalho bom. Eu quero ser o melhor.
Eu jamais conseguiria ser um bom advogado para uma pessoa como o Bolsonaro. Não que ele não tenha direito à defesa, ele tem. Ele tem excelentes advogados, advogados que são inclusive de esquerda. do campo político, da esquerda. Vão perder a carteirinha. Mas eu, Augusto...
Não conseguiria entregar um trabalho de excelência, que eu gosto de entregar em todos os meus casos, se o Bolsonaro fosse meu cliente. Então eu não tenho como advogar para ele, assim como não advogo em outros casos que eu sei que eu não vou conseguir trabalhar bem. Então esse é o meu.
¶ Ataques Políticos e Anistia
Esse é o meu critério, entendeu? Ou seja, gente, se um dia a gente for pedir ajuda pro Augusto e ele falar não, muito obrigada, a gente sabe que a gente fez uma merda, não tá ruim. A gente sabe que o negócio é sério mesmo. Mas vamos voltar um pouquinho, Augusto. Então a gente já entendeu que não dá pra marcar o churrasco ainda. mas que também não é que o churrasco vai ficar pro ano que vem. Provavelmente vai ser em outubro. Tá.
Agora volta para a questão da atuação do Supremo. Por onde que você entende? Acho que a Y e o Bruno também vão dar um olhar talvez menos do mundo do direito, mas mais de análise midiática mesmo, né? Por onde que vão a... Para onde os ataques vão chegar? Porque esses ataques vão chegar, né? Os ataques já chegaram, os ataques vão chegar, eles vão se intensificar, obviamente, porque o resultado do julgamento eu posso cravar, o que é difícil cravar o resultado do julgamento.
Eu não gosto de fazer exercício de futurologia, mas eu imagino que não tenha qualquer possibilidade de uma sentença absolutória. Então, os ataques vão se intensificar de todos os lados. Eu acho que vão se intensificar na extrema direita de um centro que, concordo com você, tem intensificado e tem aumentado um pouco o tom e é capaz, coisa que produz um resultado também, concordo com você, é o contrário do esperado.
um ataque externo. Eu não duvido que venham novas sanções, que venham novas. Eu respondi outro dia numa entrevista se eu achava que essas sanções dos Estados Unidos estariam, de certa forma, rachando o Supremo. Eu disse... De forma muito categórica. E nem do que eu acho, do que eu sei. Eu converso semanalmente com o ministro supremo. Uniu.
Uniu o ministro supremo, não? Separou. Agora, os ataques vão se intensificar porque, assim, gente, é o julgamento do ex-presidente da República. Nem teria como não se intensificar e nem teria como... Acho que não está fugindo da normalidade. O que foge da normalidade é você invadir um tribunal... atacar, o que faz da normalidade ameaçar de morte, agora crítica posicionamento temos que estar sujeitos a isso
É, mas eu acho que a reação principal também já está desenhada. Eu não acho que é de invalidação pública do Supremo, manifestação de rua. É a ideia de anistia, né, Augusto? É a ideia política de que o projeto... vai ser acelerado e vão chantagear com muito mais força os presidentes da Câmara e do Senado, muito provavelmente. Eu queria te ouvir disso, o que você acha que essa anistia representa e se ela é constitucional?
¶ Prisão Domiciliar e Justiça Seletiva
Caso passe, quer dizer, se o Bolsonaro for preso, e eu queria saber rapidamente se você acha que ele vai ser preso em casa ou ele vai puxar cana mesmo, e o que essa anistia poderia representar em termos constitucionais? Vamos começar pela prisão. Eu acho que ele deve cumprir grande parte da pena em prisão domiciliar. Eu acho que sim, até por condições de saúde dele. E você acha justo? Acho. Acho. Acho justo.
Mas eu acho que ele vai ser preso antes disso. Ele tem que ser preso antes disso. Eu não conheço, não conheço, na minha experiência, tenho 25 anos de advocacia criminal. Não... conheça um caso em que uma condenação tenha sido dada e a pessoa automaticamente, em liberdade, vai direto para uma prisão domiciliar, por uma questão de saúde, como é o caso dele. Geralmente, o que acontece?
A pessoa é colocada no sistema penitenciário. Diante da impossibilidade de ele ter atendimento médico adequado no sistema penitenciário, é concedida a ele uma prisão domiciliar. Então, se tudo correr dentro da normalidade, a prisão vai ser efetuada, ele vai ficar um tempo, aí não se sabe.
não tem como precisar quanto tempo. Os advogados vão entrar com pedido de prisão domiciliar e essa prisão domiciliar deve ser concedida. Aí você pergunta se é justo ou se não é justo. Aí já vai vir aquele questionamento. Ah, tem centenas de pessoas cumprindo pena no Brasil. com condições de saúde gravíssimas e não consegue a prisão domiciliar. Concordo, mas a gente não pode nivelar por baixo. Eu me recordo de uma passagem que me revoltou no julgamento do Mensalão, que eu atuei também, quando...
José Genuíno pediu, e ele tinha uma condição cardíaca gravíssima, e ele pediu para o Supremo para que ele fosse colocado em prisão domiciliar. E o ministro Barroso, que eu respeito muito, gosto pessoalmente dele, deu uma decisão que eu já critiquei, inclusive critiquei...
a ele, em que ele disse assim, olha, eu consultei o estabelecimento prisional que ele está e tem tantas pessoas presas, acho que eram sete, oito pessoas presas nesse mesmo estabelecimento, com uma condição cardíaca tão ruim quanto a dele.
Eu não posso, então, dar para eles se eu não estou dando para esses outros. O problema é que esses outros não conseguem acessar a justiça. O problema é ter acesso à justiça. Não nesse nivelamento por baixo. Se esses sete não conseguiram, conceda para todos esses.
para o José Genuíno e para esses sete, esse mesmo benefício da lei, que não é um benefício, é um direito. Então, eu entendo. Eu não sou médico, mas a gente tem acompanhado. Ninguém aqui em sã consciência tem como dizer que o Bolsonaro está bem de saúde. Não está. Passou por diversas cirurgias, ficou na UTI até bem pouco tempo atrás. A saúde dele está precária. Ele tem condição de ter o melhor atendimento no local em que ele está preso? Não, não tem.
Ele tem direito, ele como qualquer outro brasileiro, a pedir a prisão domiciliar e vai haver uma variação. Uma variação médica e uma variação do local. Se essa variação disser, olha, ele não tem condição de receber tratamento aqui, se ele sofrer uma intercorrência médica, a gente não tem como só ocorrer até... ele pode falecer. O que diz a lei, em vários casos, não é o caso do Bolsonaro, é que ele...
fica em prisão domiciliária por uma questão de saúde. Então não é uma questão de ser justo ou de não ser justo, é uma questão da lei, a lei estipula isso. Augusto, uma pergunta sobre isso, uma pergunta e uma consideração, né? Eu tento concordar com você, inclusive, acho que...
mais do que os meus colegas de podcast aqui em relação a isso e acho que é isso, né? A gente realmente não pode nivelar por baixo e a gente tem que fazer, não adianta a gente deixar a nossa própria sanha punitivista que é real e que existe no... o nosso próprio julgamento ético-moral sobre isso. No entanto, quando eu penso sobre esse tipo de caso, tem uma coisa que sempre me parece relevante, que é a seguinte. Essa falta de acesso à justiça que você desenha, ela é crônica no Brasil, ela não é...
ela é pra todo mundo com algumas exceções e não o contrário, né? Não é que todo mundo tem um acesso pleno à justiça super facilitado e aí algumas exceções caem numa brecha e não conseguem.
E o fato dos nossos estabelecimentos prisionais serem terríveis e não darem as condições mínimas para que as pessoas se mantenham com o mínimo de saúde lá dentro, que também não deveria ser o caso, né? A gente deveria ter estabelecimentos prisionais... muito melhor qualidade, também cria uma situação em que, por definição, qualquer pessoa que tem um pouco mais de dinheiro e que tem uma certa idade, vai sempre poder alegar que ela vai ter um tratamento melhor de saúde fora da prisão.
Então, a situação de facto, no final das contas, é se você for um pouco mais velho e se você tiver dinheiro... Você vai ter direito à prisão domiciliar, então. Sempre. É por desenho? Isso não pode ser, digamos, analisado só no caso, quando tem um caso como o do Bolsonaro, que é um caso ultrapolitizado. Mas o quanto que isso não merece um olhar um pouco mais sistemático?
que a gente também não pode ter um sistema de justiça em que pra população o recado que se passa é se você é pobre ou até de uma classe média acabou amigo, você vai ficar preso pro resto da vida se você tem um pouco mais de dinheiro, você não vai e dentro
¶ Mansões-Celas e Reforma Prisional
da maneira como o sistema foi desenhado e ele opera hoje. O quanto que isso não é desmoralizante para a própria justiça? Bom, eu posso te dar uma experiência do meu dia a dia. Eu já tive diversos clientes. com idade avançada e com problemas de saúde que não foi concedido em prisão domiciliar mesmo pedido, porque é um critério médico e técnico. É uma análise...
passa por uma junta médica. Eu não estou dizendo aqui que eu concordo com a utilização errada e com o critério financeiro ou de acesso à justiça para concessão disso. ou não concessão disso. Fato concreto é, aqueles que acessam mais a justiça e conseguem acessar, obviamente, porque contratam advogados especializados para isso, que só fazem isso, conseguem uma decisão.
Que muitas vezes ela é uma atenção favorável, porque no caso concreto ela é. Mas também o contrário acontece. Você tem acesso à justiça, você tem dinheiro, você tem idade e você tem uma condição clínica e mesmo assim você não consegue. Então não é automático. A minha reflexão é sobre o direito. O direito de pedir, ele tem. Sim, ele existe, claro. Vai ser decidido.
É, mas tem uma outra coisa que me incomoda muito em domiciliar, especialmente nesse tipo de crime. E aí eu sei que a Senha é punitivista mesmo. Mas é muito revoltante quando você vê que o cara vai pra uma domiciliar. na mansão que muito provavelmente ele fez com... recursos não salariais, digamos assim, para a gente não imputar nenhum outro crime. Mas a gente sabe que não só o Bolsonaro, mas tem muita gente que vive na mansão fruto do próprio crime.
E isso virar a cela da pessoa é muito revoltante, porque ele preso em casa leva uma vida palaciana, literalmente. Você não acha que precisaria existir algo... um pouco mais justo, um pouco mais intermediário, em que a sociedade se sinta de alguma maneira recompensada com alguém que não vai ficar numa mansão num condomínio? Evidente que sim. A gente precisa de um sistema penitenciário.
que ao contrário de piorar, melhora as pessoas, que regenerem minimamente, para começar por aí. Que tem hospital. A gente já não tem isso, número um. Número dois, um sistema peritenciário que dê condições de saúde. Para pessoas com problemas de saúde ou sem problemas de saúde que venham a ter problemas de saúde enquanto são presos. O sistema penitenciário no Brasil, eu que trabalho muito... Conselho a Penitenciário. Dei aula em presídio durante vários e vários anos.
dezenas de projetos nas organizações que eu trabalho, que eu participo, que eu fundei, voltado ao sistema penitenciário, posso falar com conhecimento profundo. Tem que ser refundado o sistema penitenciário brasileiro. Essa falta de atendimento médico.
e de condições de um atendimento médico, que faz com que essas injustiças... Isso é injustiça. Por isso, quando eu digo assim, é justo o Bolsonaro cumprir prisão domiciliar, é justo ele pedir, porque a lei estipula a possibilidade disso. Se é justo nesse critério que você usou, é evidente que não. É evidente que não. Se você fica numa sua casa, num conforto da sua casa, qual é o aspecto pedagógico de uma pena que isso passa? De prevenção do delito, por exemplo. Não tem.
¶ Conceito Legal de Anistia
Eu concordo com você. Agora, pelo menos, você é um penitenciário, que está caótico. E eu não quero deixar de responder da anistia, porque eu acho muito importante essa pergunta, eu não respondi. Porque tem muita gente falando besteira. Muita. É impressionante a proliferação de especialistas. Enfim, vamos lá. O que é anistia, para começar? Anistia é uma das causas de extinção da punibilidade. Extinção da punibilidade é o seguinte, você tem um processo, esse processo...
Se a tua punibilidade for extinta, esse processo acaba. Se você tem uma condenação e tua punibilidade for extinta, essa condenação acaba. Qual é a forma mais evidente de extinção da punibilidade? A morte. Se você morrer, não tem mais processo, não tem mais pena. Tem outras. Prescrição. Se o Estado demorar X tempos para te prender ou X tempos para se processar, para te processar e não conseguir, o caso prescreve. A tua condenação prescreve.
Também é uma causa de extinção de punibilidade. A anistia é uma causa de extinção da punibilidade. Está lá na lei. Ela está junto com outras duas causas. Graça, indulto e anistia. Às vezes as pessoas falam tudo junto como se fosse uma coisa só. São completamente diferentes. A graça e o indulto são prerrogativas exclusivas do presidente da república. Só o presidente pode dar. A graça é para uma pessoa só.
E o indulto é para um grupo de pessoas. A anistia, ao contrário da graça e do indulto, o resultado prático é o mesmo, extinção da punibilidade, mas a anistia não é prerrogativa do presidente. A anistia tem que ser dada por uma lei federal. Ou seja, o Congresso tem que aprovar uma lei de anistia e ele vai redigir essa lei de anistia, ela passa pelo trâmite.
legislativo de qualquer outra lei, aprovação por X membro, pode ter veto do presidente, o Congresso pode roubar o veto, como uma lei outra qualquer. E é o que está hoje em discussão. A gente tem...
¶ Projetos Atuais e Riscos da Anistia
Quase uns 10 projetos de lei tratando da anistia deste momento específico da nossa história, que foram, por questão de praticidade legislativa, apensados num PL só. Então tem um PL mais gordinho assim, cheio de outros PLs, que é o que está em discussão na Câmara. O que é importante dizer sobre esse PL, gente? Ele não anistia só o Bolsonaro. Ele anistia um monte de gente.
Se aprovado, tá? Ele anistia um monte de gente que está sendo ainda investigada. E anistia é uma anistia ampla, mas assim muito ampla. Então anistia, por exemplo, processo administrativo. Anistia é processo correcional, por exemplo. Se o cara é funcionário público e está na corredoria respondendo alguma coisa, anistia isso também. Anistia é qualquer coisa que a pessoa tenha na justiça eleitoral. Então, não é anistia para...
as pessoas do 8 de janeiro que não estavam lá cometendo golpe de Estado, então vamos tirar a condenação deles. Não, gente, pega geral. Pega um grupo gigantesco. Sim, os outros de janeiro lá que estavam lá são, no fundo, a face pública da lei, porque ela é a face mais palatável, né? A gente não acha palatável, mas pra muita gente é mais palatável.
está redigido. Inclusive, isso é um detalhe que pouca gente comenta. Você pode ter um impacto na justiça eleitoral que pode, direto ou indiretamente, abrir uma discussão para quem está inelegível. Lembrando, Bolsonaro está inelegível. Então não é só, ah, não vai ter a pena do 8 de janeiro. É possivelmente discutir uma possibilidade de você se tornar elegível antes do... Então, gente, é um projeto perigosíssimo. Perigosíssimo,íssimo,íssimo. E você acha que passa?
¶ Constitucionalidade da Anistia e Veto
Aí é um exercício de futurologia difícil, hein? Bruno, assim, eu não tenho elementos nem informações para te dizer que não passam. Não. Agora, você tem veto, né? Você pode vetar. E aí depois, esse veto pode ser derrubado. E lembrem-se, isso pode ser objeto... Vamos imaginar, passou o projeto da anistia. Gigantesco, anistia de uma porrada de gente.
isso pode ser questionado no Supremo. É isso que eu ia te perguntar, se você acha que isso é constitucional, se isso... Volta para o Supremo. Volta para o Supremo. Não, com certeza vota para o Supremo, porque quem tem legitimidade para apresentar as ações de controle concentrado de funcionalidade, tem esse nome bonito, a DIN, a DPF, a DI, todas as ações do Supremo, partidos políticos, por exemplo, tem. Então é óbvio que se isso tudo passa...
Isso vai ser judicializado e o Supremo vai se manifestar. De novo, ah, é só no caso do Bolsonaro. Não, gente. Vamos pegar o indulto que o Temer deu lá atrás. Lembra o Temer? Deu um indulto. Levaram para o Supremo. Coisa que eu discordo, inclusive, hein? Discordo. O indulto do Temer estava errado, mas é uma prerrogativa do presidente. Ele pode escrever o que ele quiser. Judicializar e o Supremo mudou o indulto do Temer. Eu discordei disso na época completamente.
Por mais que o indulto fosse um absurdo, o Supremo não pode. Mas não seria a primeira vez que o Supremo me referiria num caso assim. Desculpa, que indulto era esse? Só porque o Temer deu um indulto? Indulto natalino. Indulto normal de Natal é que faz. O Temer incluiu lá uma parte do indulto natalino que foi questionado e aí... Entendi. O Supremo acho que foi barro. Foi dos vampiros, ele deu um indulto específico.
¶ Aluguel da Mansão com Dinheiro Público
Eu queria voltar na prisão domiciliar só um minuto, eu não quero ficar muito comezinha, porque essa discussão de aonde que esse homem vai ser preso, ela é um pouco comezinha. Mas ela é importante. Mas ela é importante porque tem a ver com como isso é popularmente depois entendido e traduzido. Tem um detalhe, eu queria só ter certeza que eu estou entendendo direito, Augusto. O Bolsonaro hoje está preso não em uma mansão...
é comprada por ele próprio com dinheiro lícito ou ilícito, como sugeriu o Bruno, mas ele está preso numa mansão cujo aluguel de 90 mil reais por mês é pago pelo PL com fundo partidário, certo? É. Então, se ele conseguir... prisão domiciliar, ele volta pra essa casa que é paga em última instância com dinheiro público. Então ele vai pra uma cela de luxo, paga pelo horário público, paga por nós.
Só quero ter certeza que eu tô entendendo. É isso mesmo. Ai, que ótimo. Isso pode? Pode, produção? Como é que é isso? Pode, pode. Tá aí uma outra ação pra entrar no Supremo. É despejar o Bolsonaro. O PL pode continuar pagando o aluguel do Bolsonaro condenado por tentativa de golpe de Estado. Eu não sou um especialista em justiça eleitoral.
Mas assim, eu vou fazer um chute aqui, mas não tem nenhum dispositivo legal. É que o legislador não deve ter pensado nessas circunstâncias. Desculpe, o roteirista do Brasil não consegue prever tudo. Não dá. Não dá para o cara escrever isso. O fundo eleitoral pode pagar a casa que o cara do partido vai cumprir uma pena. Tá. Ok, só queria ter certeza. Então, fiquem vocês com esse barulho. Saiam do Calma Urgente hoje pensando nisso. Pensando que pode ser que você pague.
¶ Operação Faria Lima e Combate ao PCC
Pela... Aliás, você já está pagando. O aluguel do Bolsonaro. O aluguel do Bolsonaro. Mas você pode continuar pagando com ele condenado. Ó que legal. Que divertido. Pedindo iFood. Vem cá, eu queria falar com você também. Augusto, sobre esse movimento, essa batida policial da Faria Lima. Pelo seguinte, porque você foi um cara que, pô, no governo Lula...
Como o Bruno falou, você estava junto com o Dino na secretaria e acho que você cuidou especialmente de crimes financeiros. Em algum lugar isso esbarrou nessa operação. Você foi um dos caras que tentou justamente... ou pelo menos tornar mais transparente um pouco o mundo das transações financeiras de grande porte no Brasil e encontrou muitos obstáculos. Queria que você falasse sobre isso e qual a relação...
com o que rolou sobre essas batidas, as fintechs e tal, e essa relação da fintech com o crime organizado. Olha, a operação recente que aconteceu, ela vai ser um paradigma no combate ao crime organizado. É muito, muito positiva. Eu, de fato, coordenei a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Navagem de Dinheiro, a ENCLA, que são mais de 80 representantes de tudo que você pode imaginar.
Polícia, Ministério Público, Banco Central, COAF, Receita, todos se unem durante vários dias para discutir a estratégia do Brasil de combate à corrupção e lavagem. E assim, o que é ponto pacífico é que o combate... Aquele que chega mais próximo do homem médio, do cidadão médio ali, que é apreensão de droga, prisões, ele tem que continuar sendo feito. Mas a forma...
mais moderna e eficiente de combater essas organizações criminosas mundiais, que hoje são transnacionais. O PCC é transnacional, não está só aqui. Essas organizações realmente gigantescas é através da asfixia financeira. Não tem, não tem combate efetivo ao crime organizado que não passe, ou bem da verdade, que não priorize o assinanciamento financeiro.
¶ Força-Tarefa e Paternidade das Operações
Porque senão, bicho, é enxugar gelo. Enxugar gelo total. Então, por isso que essa operação é um marco. Um marco, do ponto de vista de estratégia, de efetividade. Houve uma união. que ela acontece em outras oportunidades, mas nessa ficou muito presente, de justiças estaduais e federais, Polícia Federal e Ministério Público de São Paulo. São várias investigações que foram deflagradas em uma operação no mesmo dia. Então houve toda aí uma logística muito importante.
O que, mais uma vez, também mostra algo extremamente importante no combate ao crime organizado, que é a união de forças. Não dá para combater crime organizado isoladamente, seja o governo federal, governos estaduais ou só a polícia. Tem que passar. A Receita, quando eu vi a Receita Federal se manifestando várias vezes nessa operação, eu fiquei muito feliz. Você precisa de vários órgãos.
O crime organizado é grande demais para a polícia e o Ministério Público só combaterem. Você, de fato, precisa de COAF, você precisa de Receita, você precisa de vários órgãos, CGU. Então, essa união... É o que se espera de algo realmente efetivo, que não seja simplesmente panfletário. pirotécnico, com operações, vamos prender todo mundo aqui, prende um monte de gente desnecessariamente, e acha que está fazendo o serviço. Não está. Esse tipo de operação é o que a gente quer ver.
em combate ao crime organizado. Que, obviamente, agora ficam querendo puxar, né, pro seu lado, quem tem mais, quem é o pai, quem é o pai dessa operação? O pai é todo mundo, todo mundo, porque foi realmente uma união de esforços que deu certo. Pois é, isso aí pra mim foi uma coisa que eu achei curioso, que é, na repercussão à operação, dava pra ver a linha editorial de cada veículo.
E as afiliações, porque você via, sei lá, uma CNN ou Metrópolis, parece que o Tarcísio inventou da cabeça dele uma operação para acabar com o crime do PCC na Faria Lima e a coragem... O CNN, acho que foi falar com ele nessa operação. Por que o senhor fez isso? É assim, parece isso. E outro já vão falar, é o Lewandowski falando sobre como ele matou no peito essa operação e levou adiante e vai levar até o fim e botar todo mundo na...
cadeia sem citar, por sua vez, e vice-versa. Eu queria entender se existe uma paternidade mais legítima e se faz sentido falar em paternidade, inclusive. Eu fiquei pensando na forma de dar uma resposta, mas eu não ia dar, eu ia falar uma palavra, essas coisas não dão. Aqui pode, a gente deixa. Assim, acho que cada um tem o seu filho ali que você gerou, né? Você tem que saber onde você estava. Então, vamos lá.
A Polícia Federal tem um papel fundamental. Você tem duas investigações que correram na Justiça Federal e na Polícia Federal que tem um papel fundamental. O Ministério Público de São Paulo também tem um papel fundamental que teve uma investigação grande e profunda aqui também. Então, eu acho que assim... É uma paternidade, é um poli... Existe isso? É uma polipaternidade. Polipaternidade, é uma polipaternidade. Mas todos têm o seu mérito. Pais fossoafetivo.
É macaco muriqui. Acho que dá para o governo federal falar da importância do trabalho da Polícia Federal, da Receita, obviamente. como o governo estadual também pode falar. Agora, o Ministério... Eu só tenho um pouco de dificuldade de governos, independentemente de qual, estadual ou federal, chamando para si a responsabilidade e os louros. De algo.
que não é propriamente governo. A Polícia Federal não é governo. A Polícia Federal é republicana. Se o Ministério Público é republicano, eles não respondem a governos, eles respondem à necessidade de investigação e à lei. Então, assim, governos estaduais, eu fiz... essa operação. Não, querido, quem fez a operação foi o Ministério Público e a Polícia Civil. Essa paternidade, esses avós, vamos chamar assim, querendo chamar para si...
¶ Independência da PF: Lula vs Bolsonaro
Quando o seu neto fez um tiroir na escola, é um pouquinho demais. É, eu concordo, viu, Augusto? Por outro lado, se você vai olhar, por exemplo, o Tarcísio era ministro do Bolsonaro. A última passagem dele pelo governo federal foi essa. Você vai olhar como a Polícia Federal foi tratada nos dois governos Lula, nos dois mandatos de Lula e no início do mandato da Dilma, né? O final foi aquela confusão que a gente viu, mas depois, né? No início da...
do período de Dilma no governo. E depois, como ela foi tratada no governo Bolsonaro, é radicalmente diferente. O governo Lula fez um monte de concurso pra PF, profissionalizou a PF, injetou orçamento na PF, deu mais independência à PF, e mesmo quando teve grandes operações de combate... à corrupção e ao crime organizado que atingiram de alguma forma o partido e teve alguns exemplos disso
O PT pode até fazer críticas, etc. Mas não teve um tipo de intervenção, de interferência no trabalho da PF, como a gente viu no governo Bolsonaro. Não vamos esquecer que o Moro, quando ele pede demissão do governo Bolsonaro, ele pede demissão... Porque, segundo ele, houve tentativa de interferência política na Polícia Federal. E houve mesmo.
E houve mesmo, né? A gente viu isso naquela gravação lá da reunião ministerial. Então, assim, sim, são entidades independentes, vale a pena lembrar ao público que a Polícia Federal não responde ao comando da Presidência da República, ainda bem que...
não. Ela tem uma independência e uma autonomia de investigação, apesar do seu orçamento depender ali do Ministério da Justiça. E a mesma coisa com os Ministérios Públicos, etc. Mas existem formas muito diferentes de lidar com esses órgãos independentes. E aí eu...
A minha avaliação é com muita tranquilidade, ok? Não tenho nenhuma dúvida de que o Ministério Público Estadual em São Paulo tem uma super responsabilidade sobre essa operação. Mas o Tarcísio hoje faz parte de um campo político que atuou junto à Polícia Federal para... enfraquecê-la.
E pra torná-la mais vulnerável à interferência política, que não é o caso do Lula. Então, se alguém pode bater no peito e falar fomos nós, nesse caso, vou defender o governo do PT. Tá mais lulista que eu, Alessandra. Gostei. Olha só, nunca sou, né, Greg? Mas nesse caso, tô. porque achei muita safadeza, entendeu? O bolsonarismo...
em 2025, vir me querer tirar crédito de alguma coisa que veio da Polícia Federal. Pelo amor de Deus, entendeu? Vocês foram o campo político que tava lá mandando trocar diretor da PF no Rio pra acobertar a rachadinha de Flávio. E não só PF. A PGR, muito, né? Todo mundo, é. Aliás, falando sobre PGR, voltando ao bolsonarismo, o Gonê, dá pra confiar no taco dele? Ele é firmeza? É bom, né?
¶ Acusação da PGR e Provas Autoincriminatórias
Muito. É um cara sério, né? Super sério. E vou te falar. Não, vou te falar, Greg. Não, muito. É um cara assim, brilha, do ponto de vista técnico, que é brilhante, né? Ele tem um currículo assim. que é uma coisa invejável e ele fez uma peça que é a denúncia que dá início a esse processo que vai ser julgado agora e que eu disse na época depois de ler que é uma das peças de acusação mais inteligentes que eu já li
Ah, é? Ah, é. Por que, assim? É muito inteligente, cara, porque ele faz uma cronologia, assim, é um roteiro, vou falar roteiro, as pessoas vão falar, tá vendo, é uma ficção, não tem nada de ficção, mas assim, ele faz uma amarração. dos fatos, ele começa lá em 2021, é muito bem feita, é muito bem feita. E tem uma peculiaridade nesse caso, que é positiva para a gente, para o nosso campo ideológico.
Poucas vezes eu vi um caso em que os acusados produziram tanta prova contra si mesmo. É assim, é incrível. O amadorismo dessa galera é impressionante. Tem muita prova. E o Gonê conseguiu pegar as mais importantes e linkar para não ficar... Vamos lembrar de uma coisa, a gente tem o delator nesse caso.
E é uma crítica extremamente válida você fazer acusações exclusivamente com base na palavra de um delator. Isso é muito frágil. O delator está delatando para se esquivar de um crime que ele confessou. Ele pode falar, tem um bom delator que mente. Então, uma acusação, ela nunca pode ser tomada com base exclusivamente na palavra do delator. E o Gonê, ele consegue fugir disso porque ele pega o que o delator faz e ele vai buscar.
esmiuçadamente, detalhadamente, na prova, o que confirma essa fala do relator. Então, a questão da minuta do golpe, para mim, é muito legal, cara, porque ele vai, fala-se da minuta do golpe, que ela foi, que o Bolsonaro teve acesso, e aí o que o Gone faz? Então, ele vai primeiro. na entrada do Palácio do Planalto.
Ó, o delator falou que tal e tal pessoa participaram disso aqui, olha aqui, essa pessoa entrou na data tal, tá aqui o registro de entrada dele. Pô, a impressão do, eu me lembro, quando eu era secretário, uma coisa que me irritava profundamente, pra imprimir, você tinha que tacar um crachazinho na impressora.
autorizar a sua impressão. Irritava aquilo, profundamente. E tava lá o Gonê, vai lá e vai na impressora. Imprimiu aqui, deixa eu ver o log da impressora. E tem lá o funcionário. Então assim, ele foi muito bom. A denúncia é muito, muito, muito bem feita.
É, gente, é isso que nos dá esperança. Porque o que é louco é que eles continuaram, só uma coisinha ali, que achei louco que não só eles produziram muitas provas ao longo do processo, quer dizer, antes do processo, como depois também, e seguem produzindo. Cara, isso eu achei a coisa mais louca. A gente falou disso semana passada, por alto, mas, cara, todas as mensagens últimas do Silas, do filho pra ele, foram depois dele já estarem sendo investigados.
Assim, parece que às vezes tá querendo ser pego. É uma coisa freudiana. Me prende aí. Sei lá. Mas essa é a nossa sorte, né, cara? Que os caras são muito burros, cara.
¶ Novos Crimes e Cautela Judicial
Porque se fosse um pouco mais esperto, a situação não tava tão ruim pra eles e provavelmente a gente tava debaixo de uma ditadura mesmo já. Porque os caras são muito toscos e conseguiram quase chegar lá pra você ver como o negócio é frágil mesmo, né? Isso é uma outra coisa que eu ia te perguntar, Augusto. No meio dessa operação toda e desse julgamento quase começando, teve uma outra operação policial em cima da família Bolsonaro. Isso vai virar um novo processo?
Você acha que o Bolsonaro vai seguir respondendo por outros e novos crimes? Qual é esse outro novo, Bruno? Explica, eu não acompanhei essa nova. Você tem o da família Bolsonaro de obstrução da justiça, de coação no curso do processo, por exemplo. É gravíssimo. O Eduardo Bolsonaro hoje está em cima dele. É um crime grave. É um crime grave. E nesse ponto específico da coação no curso do processo...
Está muito evidente, né? Você está no meio de um julgamento e você, como parlamentar ou não, tanto faz se ele fosse parlamentar ou não, ele articula e confessa publicamente que está articulando medidas. Contra essa pessoa que está julgando seu pai. É coisa de livro, gente. É exemplo de livro. Joãozinho matou Maria. Pronto. É isso. Então vai ter novas denúncias, vão ter novos processos. Dúvida. Não acaba aí.
Lesa pátria é um crime que existe ou a gente usa só no... A gente usa porque a gente é patriota. Porque eu me senti um patriota e eu fico assim, cadê o crime disso? Se tem um crime de lesa pátria foi isso que esse cara fez, né? Não tem lesa pátria? Não como vocês estão imaginando o crime na sua parte. Ele cometeu... É muito mais simples, gente. A colação não continua no processo. Crime grave. Instrução de justiça.
que não tem um crime específico de opção de justiça, mas ele está dentro ali da lei de organização criminosa. E por que você acha que o Alexandre de Moraes não deu uma preventiva no Bolsonaro, apesar dele ter tentado tanto? Bruno, cara, isso eu vou te falar. Feito para merecer. Em casos normais, e eu poderia te dar dezenas de exemplos, que eu advoguei, por exemplo, a prisão...
Já teria sido decretada, a prisão preventiva já teria sido decretada há muito tempo. Então aqueles que criticam, pode criticar o Alexandre de Moraes? Pode, óbvio que pode. Tem coisas, tem decisões dele que eu não concordo, eu já não concordei publicamente. Direito não é uma ciência exata, a gente tem críticas normais, absolutamente normais. Agora, a crítica de que ele está sendo punitivista, está sendo muito duro, é o contrário.
O que ele tem feito de abrir, por exemplo, para a defesa do Bolsonaro se manifestar toda vez que uma cautelar é desrespeitada, isso não existe no dia a dia da justiça, tá? Não existe. Eu não tive, desde que a lei das medidas cautelares existe, que ela é de 2013, eu acho. Eu nunca tive um caso de um cliente que desrespeitou uma cautelar e o juiz fala, olha, doutor...
Em 48 horas, me diz aqui o que está acontecendo. Eu vou contar uma história rapidinha. Uma cliente minha estava com uma torneza eletrônica e ela, na casa dela, uma casa boa, piscina, etc. Ela tomou uma ou outra a mais. E ela caiu na piscina. De tornozeleira. A tornozeleira é um celular. Deu um curto circuito ali. Apitou na central. Uma hora depois...
Estava a polícia na casa dela para prender, porque ela saiu do raio ali, porque a tornezeleira deu pau, não estava mais sendo monitorada, fugiu. A polícia foi lá e ela estava lá. Como é que a gente conseguiu restabelecer a cautelar com as imagens? É engraçado. As imagens, porque a casa dela era... E aí tem ela meio cambaleando, assim, chega do lado de cima e caindo. Falei, olha, ela caiu. E pode beber na cautelar?
Não está escrito. Não lembro de uma cautelação. Pode morar na mansão do partido. Pode beber, pode pedir food. Então, assim, essa coisa que o ministro Alexandre Moraes tem feito, mais de uma vez, de ouvir a defesa para saber se ela desrespeitou ou não, gente, isso não acontece na prática. Não acontece. Ele faz isso por uma cautela extrema. É, total. Poderia ter decretado a prisão preventiva do Bolsonaro? Poderia. Tem elementos concretos? Tem. Eu só queria fazer um...
¶ Solidez Democrática e Impacto Global
dar um passo pra trás, porque a gente falou de dois temas aparentemente muito diferentes, né? A gente falou do julgamento que começa essa semana. amanhã, para quem nos ouve hoje, hoje, se você está ouvindo na terça-feira, como a maior parte do nosso público, e a gente falou da operação Carbono Oculto e da operação ali na Faria Lima, tendo como alvo esse ecossistema. do PCC na Faria Lima.
Eu queria voltar na Faria Lima um segundo, mas também explicar para o público por que a gente está falando das duas coisas ao mesmo tempo, porque eu não sei muito bem porquê, talvez só porque a gente não está com muita calma e a gente está com muita urgência. Mas tem uma coisa que, para mim, eu queria... O Bruno fez um comentário falando, olha como a coisa...
é frágil, se eles não fossem tão burros, a gente talvez estivesse numa ditadura. E eu, essa semana, tô sentindo justamente o contrário, Bruno. Fico assim, cara, olha como a gente não está numa democracia tão frágil assim, e como a gente tem que se orgulhar do nosso republicanismo. A gente tá na mesma...
semana, iniciando o julgamento de um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado, que é em si uma vitória das instituições funcionando, da gente conseguir levar isso a cabo, apesar de todas as pressões políticas, apesar da tentativa de coação.
dos próprios ministros do STF, apesar da interferência de um presidente, de uma potência internacional tentando interferir no nosso processo, na nossa justiça. Isso está acontecendo e está marcado. E nessa mesma semana a gente tem esses órgãos independentes, Ministério Público. Polícia Federal, Receita Federal todo mundo cooperando pra conseguir atingir uma organização criminosa que manda matar ou...
ultrapoderosa. E que não é burra. E violenta. E que não é burra. E tudo isso acontecendo ao mesmo tempo. Então, assim, tá um momento patriótico mesmo. O orgulho das instituições brasileiras. Eu acho que tem muito pouca fragilidade, muito mais fortaleza do que a gente se dá crédito. Não sei se é o...
que está no meio dessas instituições vendo elas operando todo dia, está concordando com a minha euforia, ou não. Mas eu queria ofertar isso aqui para a discussão do grupo. Eu concordo plenamente com o que você está falando. Plenamente. Eu acho que as instituições... Assim, a resposta das instituições a 8 de janeiro, ela foi excelente. Todas. Todas. Todas, assim. O que mostra que, sim, somos uma democracia frágil. Por quê? Porque é muito jovem, gente.
Anteontem. Todo mundo aqui era vivo. Já tinha nascido. Todo mundo aqui já tinha nascido. A gente estava no regime de exceção, bicho. Entendeu? É super novo. Eu tenho cabelo branco. Bruno está pintando, por isso que ele não tem. Aqui, a barba. Isso aqui não é raspado, não. É muito nova a nossa democracia e é algo que é frágil.
mas assim, se mostrou muito sólido ao mesmo tempo, muito firme, as instituições estão firmes, eu concordo, acho que a gente está num momento, óbvio, a gente está num momento ruim de um monte de coisa, mas a gente tem que olhar para esse lado. de forma positiva, porque sim, de fato, as instituições poderiam estar funcionando muito pior do que estão.
Acaba que os Estados Unidos têm um exemplo invertido hoje, não é? E acaba sendo um julgamento com importância mundial, porque a gente vai fazer aqui o que eles não conseguiram fazer lá. Acho que vem daí também o desespero de Trump e tal, a taxação e tal.
cara, Bolsonaro preso tem uma importância muito mundial mesmo, e achei maneira, achei importante a matéria da The Economist, os caras botarem o Brasil como exemplo, falando assim, vamos olhar o Brasil, porque é lá que está acontecendo algo inédito no mundo. de você ver um cara de extrema-direita sendo julgado por atentado à democracia.
E é muito engraçado falar isso, porque o New York Times também fez uma outra matéria, que ao contrário da Economist, que pôs como uma coisa totalmente positiva, eles colocaram como um dilema. que o Brasil está passando. Se prende ou não um é-presidente meio colocando como se fosse sempre uma grande questão existencial. E a quantidade de comentários que tem lá, é meio claro, tem uma avalanche...
é brasileiro, que inunda a internet sempre, mas tem muito americano falando espontaneamente a mesma coisa. Não tem dilema. Isso é o que a gente não fez porque a gente não teve coragem de fazer. Mas isso é simplesmente o certo quando tem uma tentativa de golpe.
¶ Crimes Não Julgados da Pandemia
mas o que me leva a minha outra pergunta eu vou concordar, acho que as instituições estão realmente sólidas e muito funcionando mas por que você acha que o Bolsonaro não foi processado por crimes gravíssimos que ele cometeu, talvez com mais evidência do que o próprio golpe, como os crimes da pandemia.
E mais, e os crimes financeiros? Desculpa, um breve parêntese. Rachadinha também não está nessa questão toda. Os 40, sei lá quantos milhões que ele tem, dinheiro vivo, as transações que ele fez e tal, também não está. Será que algum dia vai estar? Desculpa, interromper. Boa pergunta. Pegar a pandemia como exemplo, passou tempo, mas é muito marcante. Eu vivo relembrando o momento da pandemia e assim...
A gente vai demorar muitos anos para esquecer. Principalmente a postura revoltante e criminosa do governo federal com relação a tudo nesse momento. E me entristece. Eu concordo com você. A gente não tem visto. Não teve falta, eu vou dizer, falta de interesse político? Não, não é, porque eu vejo o Ministério Público atuante, uma Polícia Federal mais atuante ainda. Agora, você tem em andamento investigações sobre esse tema? Tem. Tem? Tem.
Ninguém está sendo investigado, ninguém está sendo punido. Existem investigações, principalmente tratando de questão financeira, ligada pela compra de aparelhos, etc. Mas falta, concordo com você, no topo da cadeia... alimentar de tudo isso, você tem uma responsabilização maior. Acho que se fez uma opção em determinado momento. Não dá pra abraçar o mundo. Acho que se fez uma opção. Olha, ele cometeu uma série de crimes...
Durante a pandemia. E, ah, detalhe, ele tentou dar um golpe de Estado. Bom, vamos com isso. E vamos trabalhar com isso, porque isso a gente, eu acho que pode ter sido uma opção. Mas eu sinto falta. Eu concordo plenamente com você, eu sinto falta. E crimes financeiros, você acha que é rachadinha e todas aquelas... Os 40 milhões do ano passado. Isso morreu, né? Prescreveu? É, eu acho que morreu. Chato falar isso, né? Chato, né? Caraca. Como assim morreu? Eu acho que não é. Teve um troço.
Eu fico imaginando a Juliana Dalpiva lá, que ficou anos, né? Correndo atrás, provou, entrevistou a mulher lá, encontrou a mulher em Resende, que nunca tinha ganhado um centavo, assessora do cara, encontrou, provou, por A mais B tem lá a peça dela, né? fez lá, olha, tá aqui. E nada, flopou. Fiz um livraço dos negócios do Jair. Livraço dos negócios do Jair. Flopou do ponto de vista jurídico, não jornalístico, porque ela arrasou. Mas é isso, não deu em nada, achei tão doido isso.
Eu acho que não vai dar. É doido, porque politicamente, é claro que é importante, eu acho fundamental ele ser preso por atentado à democracia, porque eu acho que é um crime gravíssimo mesmo. Mas tem algo do crime comum, que também é bom do ponto de vista político, que é assim, galera, não é só que ele é um fascista que eles tentaram... dar um golpe não, ele também é um bandido
Eu acho que é meio importante, assim. Também é um cara... Bandido é o tempo... Sei lá. É bem da direita, mas no fundo é isso que é. Um cara que, porra, embolsa milhões de dinheiro público, assim, e não tem outro nome pra isso, porque tinha funcionários que nunca foram, nunca receberam. recebiam 500 reais, dava pra ele 10 mil por mês durante 10 anos. E aí, como é o nome disso? É um bandido. Qual é o nome que você quer chamar? Caralho, é muito louco que isso não tenha dado em nada, mas enfim. É.
¶ Significado de ‘Morrer’ Legalmente
Simplicado, né? Mas deixa eu só entender quando a gente fala que morreu, acho que é uma boa ocasião tendo a Augusta aqui, o que quer dizer morreu? Ninguém tá investigando? Não tem ninguém pra acusar? O que que falta pra isso andar? O que que precisaria pra uma coisa assim andar? morrer. Denúncia. Denúncia ser oferecida pelo Ministério Público. Vamos pensar assim, sem o Ministério Público oferecer uma denúncia que é a acusação formal contra alguém, isso não tem processo.
A polícia investiga, apresenta um relatório para o Ministério Público, o Ministério Público arquiva ou oferece uma denúncia. Sem essa denúncia não tem processo. Eu não tenho conhecimento muito específico do que está tramitando. Eu sei que há investigações.
que tramitam ainda. Pode ser que alguma delas vire uma denúncia e essa denúncia vire um processo? Pode ser. E a gente vai estar aqui daqui a um tempo comentando sobre outros processos que a família Bolsonaro ou o próprio Bolsonaro venha responder. Ela não está no meu radar, mas basta. Eu acho que tem algo... Muita coisa passou. É bom a gente lembrar disso. O cara provavelmente vai ser condenado, mas... Por uma coisa, que eu não vou dizer que é menos importante, porque é muito importante também.
Mas a pandemia marca realmente, não ter nenhuma responsabilização criminal pela omissão durante a pandemia do governo federal, é algo que eu poderia virar essa página. E tem figuras mais simples até, porque o Bolsonaro, eu até entendo, ele já... tá afogado em processo, tentou dar um golpe de Estado, vai ser condenado há não sei quantos anos e vai pegar uma domiciliar, se não quer botar uma outra domiciliar em cima dele também, foda-se. Cara, mas tem o Pazuello, né?
Tá aí, né, trabalhando, solto, né, muita gente. E é muito doido, porque os crimes que estão sendo investigados tem muito mais a ver com desvio financeiro do que responsabilização por 700 mil mortes, né. que acho que é um dos grandes esquecimentos públicos nossos. A pandemia ainda vira meio que um lugar nebuloso.
Mas eu me lembro daqueles meses em que a gente via um crime a céu aberto mesmo, sendo cometido com todo mundo em casa, preso em prisão domiciliar. Então tem algo aí que eu sinto que não foi devidamente trabalhado como... Como luta e como a justiça. Porque eu sinto que esse julgamento do Bolsonaro, eu acho que ele é o começo do fechamento da ditadura militar que a gente não se conciliou.
Acho que a gente tá começando a se reconciliar com mais coragem e tal. E a pandemia, eu espero que não demore vinte e tantos anos, sabe? 30 e tantos anos. ele atentou, ele elogiou o coronel Brilhante. Ele dedicando o voto no impeachment, né? Exatamente. A Ustra, acho que tudo isso daí já é, pra mim, é crime contra a democracia.
Mas é diferente de, de fato, planejar um golpe de Estado. O que é curioso desse julgamento, mas que tem a ver com isso, né, Greg? É que é um pouco uma profecia... É profético, foi anunciado. Ninguém pode se dizer surpreso que esse governo...
¶ Crimes Políticos vs. Comuns
tenha trilhado esse caminho. Ele nunca foi alguém que tinha preso à democracia, ele sempre falou disso publicamente, então... Não é especialmente surpreendente. Mas eu discordo de vocês num ponto. Apesar de eu entender que tem um trauma da pandemia, que seria muito bom ter algum tipo de...
Ah, de luto público, de entendimento público, de gestão pública e de justiça, eu não acho que isso seria o mais valioso do ponto de vista político. Do ponto de vista político, eu acho que é mais o crime comum mesmo, Greg. É aquilo que não tem como dizer que ele é vítima de uma perseguição porque é um tipo de crime que tem um entendimento popular, uma leitura popular muito fácil. Roubei dinheiro público, botei no bolso, fui embora com isso.
Isso seria muito bom, de fato. Então, seria ótimo se isso não fosse simplesmente enterrado. Mas acho que a gente está fazendo o Augusto de refém. A gente tem que dar tchau para o nosso querido Augusto. É isso, o Augusto tem que ir. Mas muito obrigado, Augusto, por nos ceder a sua hora mais cara do Brasil. A hora mais cara do Brasil. Daqui a pouco ele manda conta, gente. Me passa o pix, Augusto. Me passa o pix que eu te mando em dinheiro vivo. Prazer!
Enorme. Quando vocês começaram a falar do presencial, quando tiver um presencial, me chamem, eu estou com saudade. Ah, te vai chamar. Ah, sim, pode deixar. Meio de outubro? Meio de outubro? Vamos fazer um apresental no meio de outubro? A gente podia fazer uma urgente festa. Tipo, recebendo vários convidados e bebendo quando acontecer a...
O Augusto é um advogado, garantista. Ele não pode fazer festa pela prisão de ninguém, nem do Bolsonaro. A boa forma de terminar minha participação é que eu não comemoro a prisão de ninguém. É isso, obrigada, Augusto. da democracia, a gente ter que prender um presidente da República, mas, assim, ele cometeu um crime e as provas são fartas e vai ser condenado e tem que ser preso. Mas, assim, ficar feliz com isso...
Pode ter um lado do Augusto exclusivamente político que pode comemorar um pouco, mas como o resto da minha cidadania, acho que é ruim para o país todo.
¶ Ataque ao STF e Força das Provas
Ah, eu tô esperando esse dia há muitos anos, muitos anos. Não, não, pra mim isso daí é sinal que a democracia tá ótima, o Bolsonaro é preso. Imagina, eu tenho fígado pra isso. E ele tem que ser bonito. Gente, obrigado mais uma vez. Obrigado, Augusto. Até mais, querido. Tchau, querido. Olha que maravilha, gente. Quer ter um especialista? Pois é, tivemos aqui...
Pra gente ficar quieto. Mas antes da gente encerrar, qual é a conclusão de vocês sobre essas duas grandes coisas acontecendo ao mesmo tempo? A conclusão é que direitos humanos é o cará... Tô brincando. A conclusão é que direitos humanos para humanos direitos, então. E...
Foi interessante falar com ele por isso também, né? Ver um advogado super garantista e tal. E eu acho super importante a gente lembrar disso, óbvio. Mas eu queria ter falado um pouco mais de uma coisa ou outra, que de repente a gente termina aqui, que é o seguinte. Cara... Eles vão focar a defesa numa coisa que não é uma defesa, é um ataque ao Supremo, que já está acontecendo. E que é muito frágil, por mil motivos, porque esse Supremo não foi indicado pelo Lula.
O Alexandre, que é o principal atacado, principal alvo dos bolsonaristas e quem está capitaneando isso. É, foi indicado pelo Temer, tem nenhuma relação com o Lula, nunca foi petista, muito pelo contrário. Então essa acusação, a gente não precisa dizer, é muito frágil, mas eles vão focar nisso, né? Porque não tem o que dizer pra defendê-lo, o que não deixa de ser interessante.
Você não vai ver uma palavra em defesa mesmo do Bolsonaro, você vai ver muito mais um ataque ao Supremo. Você não vai ver falando assim, ah, ele trocou essa mensagem com o Silas nesse dia, gente, calma, eu posso explicar. Você não vai ver ninguém fazendo isso. Ninguém tá fazendo. Porque não há o que fazer. A defesa é geral. Ela não é defesa. Ela é o ataque mesmo. Do ponto de vista da comunicação pública, né? É, e tem uma coisa de você não entrar no detalhe da defesa, que é uma negação...
mais genérica da existência de qualquer crime. Então, o tratamento que você dá na comunicação pública do bolsonarismo sobre o caso é assim... Ele está sendo perseguido por esse supremo politizado e é como se não houvesse realmente nenhuma base material, como se fosse só um entendimento subjetivo de interpretação, sabe?
Isso é muito conveniente. Então, acho que a gente... Claro, existe uma defesa do Supremo que precisa ser feita. A gente já fez ela aqui muitas vezes nesse programa. E acho que conversar com o Augusto é interessante até pra ele lembrar a gente mesmo disso, né? De como várias dessas práticas são...
práticas comuns, não tem nada de atípico nesse caso, etc. Mas mais do que a gente ficar entrando nesse bate-boca de defender o Supremo, que também tem seus perigos, porque existem sim abusos da justiça todos os dias, o Supremo é um órgão com milhões de problemas também, eu acho que a gente tem que lembrar das bases... materiais do caso. Esse caso existe. Ele não é uma interpretação de...
três tweets. É exatamente o que o Augusto falou, é uma peça, a acusação da PGR é uma peça muito bem construída, com todos os elementos de prova, e são acusados que produziram muitas provas contra si próprios, então tem alguma coisa... de entrar no mérito, sabe? Que talvez seja interessante a gente fazer.
¶ Lula, Justiça e Apagão da PGR
Eu achei muito interessante dele trazer o Gonê, a peça do Gonê, que é uma coisa que eu já tinha ouvido falar, mas eu queria, assim, ele trouxe o Augusto falando, assim, que é engraçado, digo, o Augusto elogiando é especial, porque ele é um cara que, em geral, está do outro lado da procuradoria, né?
e ele elogiar a peça do procurador especial. A peça acusatória. Então isso me deixa tranquilo que a peça é boa. E mais, é isso. Cara, não tem nada a ver com o Lula. E nesse sentido, eu acho perfeito o que o Lula está fazendo, que é nada. falar de outros assuntos, porque não é sobre ele.
O Gonê não é dele, não é o ministro dele. O Alexandre Moraes tampouco é o juiz dele, com qualquer relação com ele. Então é algo que está correndo à parte, que mostra a democracia funcionando. Coisa que não ocorreu durante o governo Bolsonaro, no qual a gente teve o Aras.
Teve anos aí de um apagão na PGR, né? É que a grande medida é o responsável por não ter processo na pandemia. Porque foi o Aras que engavetou tudo e aí a coisa ficou um pouco velha quando ninguém mais queria ouvir falar disso, quando o Bolsonaro tava tentando dar um golpe de Estado já. Exatamente.
¶ O Voto de Moraes e TV Justiça
É, amor. É, gente. Tem muitas emoções. Eu tô mais ansioso pelo voto do Alexandre de Moraes, você sabia? Porque eu sei que a sentença toda vai sair, acho que é meio uma barbada que ele vai ser condenado, não tem muito o que ver. fazer, rezando pro Fux num pedivista, porque puta que pariu, né? Não vai dessa broxada no país pra ninguém aguentar mais. Nem o Bolsonaro quer isso.
Mas o voto acho que vai ser interessante, porque a palavra final dele, desse grande personagem, que foi o grande antagonista do próprio Bolsonaro, maior do que o próprio Lula, que é um antagonista eleitoral, mas não é um antagonista... da sua tragédia pessoal, da sua grande epopeia. E acho que é nesse voto que a gente vai ver a solidez também dessa história que vai ser recontada publicamente. E talvez seja uma das raras vezes que eu vou achar bom ter TV é justiça.
que tipo assim, eu acho que foi ruim pra justiça brasileira, mas nesse caso, eu acho que esse crime aí sim tem uma diferença do crime de pandemia e dos crimes comuns. Esse é um crime de alto interesse público, alto interesse... E ele politiza e ele forma mesmo. É uma coisa que jovem precisa ver. A gente vai prender o cara que tentou dar um golpe de Estado no Brasil.
¶ Ausência de Bolsonaro e História
Entendeu? Isso não é o cara que roubou um banco, não é o cara que traficou droga, entendeu? É outra parada. Mas uma dúvida, o Bolsonaro vai falar? Acabei esquecendo de perguntar isso. Eu tava lendo aqui. Ele já falou. Ele não fala e talvez ele nem esteja presente. Ele pode estar presente se ele quiser, mas ele não é obrigado a. Boa. Porque embora ele fale muito mal...
Eu tenho a tendência que seja melhor que ele não fale pra gente, eu digo. Porque um político, se você bota um político contra um juiz, de modo geral, o político janta, né? É o Moro e o Lula, tadinho. Aquela filmagem foi muito ruim pro Moro. Não sei se vocês lembram. Aquela filmagem em que o Lula...
É normal, o cara é um político. Para além dele ter, naquele caso, a razão do lado dele, o Lula tinha também, enfim, 50 anos de vida pública, exatamente, de vida política, enquanto o outro estava vendo a câmera pela primeira vez ali. E acho que isso é meio que um perigo desse julgamento, né? Você botar o político ali...
mudar o microfone pra ele, eu acho pior pro julgamento. Eu acho melhor mesmo. É, mas ele já teve o microfone, né, recentemente. Foi meio um fiasco. Ele ficou diminuto. Ele também não tem a estatura do Lula, nunca. Então ele pegou o microfone pra falar desculpa. Bolsonaro não é o Lula. Perdão. Eu não queria ter ameaça. Foi tudo no calor do momento. Eu tava com a cabeça quente. Foi mais ou menos isso que ele disse, né? Ele virou um rato. Isso é o mais curioso. É que é um covarde.
É um covarde, um covarde. Ele só é valentão em cima de um trio elétrico com um milhão de pessoas que concordam com ele em volta dele, o Silas Malafaia pagando a conta. Aí ele fica muito corajoso, mas na hora que ele tá realmente com o dele na reta, ele fica piquitico. Nem a bomba no exército que ele planejou, ele botou, né? Nem isso ele conseguiu fazer. Há 40 anos que ele vem planejando golpes malfadados. É o Cebolinha com planos infalíveis.
¶ Conclusões e Reflexões Finais
Ainda assim, não dá pra... Provavelmente, inclusive, a defesa deve ir por aí, né? Ah, não é crime se ele é tão incompetente que não conseguiu chegar até o final. Mas só que é crime. No fundo, é. Infelizmente, é crime pra caralho. Bom, gente, então aguardemos ansiosamente os próximos acontecimentos e ao nosso querido público o que a gente pode desejar é o quê? Muita calma nessa semana. É, muita calma. E quarta-feira, Clube do Livro.
Quarta-feira tem Clube do Livro. E semana que vem a gente tá aqui pra digerir, né? Essa primeira semana de julgamento. Pensar juntos. No futuro. Segunda-feira, às oito horas da noite, estamos aqui digerindo. Esse é o tema dos nossos próximos semanas, então tomara que vocês tenham gostado, porque a gente vai seguir por aí. É isso. Ó, a gente precisa ver, porque tem chance na segunda que vem...
O próprio Trump não estar entre nós, né? Vocês estão acompanhando. Não, é verdade isso? Não é fake news, não? Não pode ser verdade. É muita emoção pra uma semana só, gente. Há mais de 10 anos... Ele nunca fica tanto tempo fora das câmeras sem dar uma declaração. Ele não deixa o pool de imprensa perto dele mais. Trump. É?
Eu vi que a mão dele tá com uma... A mão dele tem uma mancha estranhíssima, né? É. Depois a gente fala disso porque é uma longa história. Não fica dando esperança pra gente, assim. Não pode ficar feliz, Alessandra, com uma coisa dessa. Não pode. Não, mas eu só acho que você não pode ficar alimentando isso sem ter muita certeza. Tô passando informação pra frente. Esse rumor que eu estou escutando não é meu.
Ele está passando. Ele está no mundo. Eu estou só transmitindo. Ô pai, tá bom. Vamos nessa, então. Um beijo no coração. Tchau, tchau, gente. Beijo, gente. O Calma Urgente é uma produção da Peri Produções e do Estúdio Fluxo. Na apresentação, Alessandra Orofino, Gregório Dovivier e Bruno Torturra.
Na coordenação de produção, Carolina Foratini Igreja. Na captação, edição e mixagem, Vitor Bernardes. As ilustrações são da Ana Brandão. Nas redes sociais, Theodora do Vivier e Bruna Messina. Na gestão de comunidade. Marcela Brandes e a identidade visual é do Pedro Hinoé.
