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Cafezinho 680 - O Salário Emocional

Jun 14, 202516 minEp. 680
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Summary

O episódio contrasta o trabalho dos anos 80/90, focado em salário e segurança, com o cenário atual, onde milhões pedem demissão voluntária em busca de "salário emocional". Discute como a pandemia acelerou essa mudança, valorizando flexibilidade, saúde mental e propósito. O mercado de trabalho se transforma, exigindo que empresas se adaptem e profissionais se diferenciem pela atitude.

Episode description

Nos anos 80 e 90, trabalho era sinônimo de rotina pesada, salário garantido e pouca conversa sobre realização pessoal. Hoje, o cenário mudou radicalmente: quase 8,5 milhões de brasileiros pediram demissão voluntária no último ano, movidos por algo maior que dinheiro. Eles buscam qualidade de vida, flexibilidade e respeito ao tempo — o chamado “salário emocional”. Não é luxo, é necessidade. O futuro do trabalho não está só no contracheque, mas na busca por propósito e equilíbrio. E aí, como você quer viver?

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Cafezinho 680 - O Salário Emocional

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Transcript

Intro / Opening

O volume de concorrência está grande, mas a qualidade dos concorrentes caiu rapidamente, caiu brutalmente. Então hoje é muito mais fácil você aparecer no meio de uma concorrência simplesmente pela tua atitude.

Abertura e Patrocínio iGreen

Bom dia, boa tarde, boa noite. Meu nome é Luciano Pires e este é o seu cafezinho. Então, mais um cafezinho. Começo aqui lendo o texto que eu vou publicar nas redes sociais. Seguido do comentário, mas antes disso, uma novidade, estamos de patrocinador novo, patrocinador para o cafezinho, a iGreen, que é muito legal. Dá uma olhada aqui, ó.

Você escolhe banco, plano de saúde, internet, mas nunca escolheu de onde vem a energia que usa todo dia, não é? A conta chega, a gente paga, sem saber de onde vem a energia, sem entender a tarifa. Mas como mercado livre de energia, você pode escolher de quem comprar, negociar preço, optar por fontes 100% renováveis e economizar até 15%, 30% se você for uma empresa, sem trocar nada. em casa e sem investir um centavo. Sabe como?

Com a iGreen Energy, que pega você pela mão e cuida de tudo. Parte técnica, burocracia, integração. Aqui em São Paulo é no mínimo 10% de economia garantida em contrato. Simples, digital, econômico e... sustentável e ainda dá acesso a um clube de descontos em mais de 60 mil lojas no Brasil. Acesse Conexão Green.

iGreen, a energia que faz sentido. Você viu que legal, cara? Os caras tratam de liberdade de escolha. Já estou conversando com eles aí para mudar minha conta de luz, cara. Vai lá, vale muito a pena. Vamos ao texto? Aproveita aqui, já entra aí embaixo, deixa um ok, deixa um joinha, deixa um comentário, triple C. Vamos ajudar ali a chegar em 100 mil, estamos em 51 mil e 700, vamos crescendo, tá bom? Volte aos anos 80 ou 90. Você lembra como é que era, hein?

O Trabalho Tradicional dos Anos 80/90

Acordar cedo, enfiar uma roupa social, pegar um ônibus lotado, enfrentar o trânsito infernal, bater cartão, bom dia, chefe, café ralo, reuniões intermináveis e aquele mural motivacional. que prometia o céu, mas entregava o microgerenciamento. O pacote era simples, cara. Você vendia o seu tempo, recebia um salário e, de quebra, se contentava com a segurança do emprego. O papo de realização pessoal era coisa de gente alternativa, de quem lia Paulo Coelho e fazia terapia. Empresa boa.

Era aquela que pagava em dia, tinha cesta básica, plano de saúde e, com sorte, festinha de fim de ano com coxinha e refrigerante quente. Ai, meu Deus. Sorriso no rosto, né? Era por conta da comédia corporativa e não por satisfação profunda, cara. Avançamos para 2025 e, surpresa,

A Onda de Demissões Voluntárias Hoje

O Brasil registrou quase 8,5 milhões de demissões voluntárias no ano passado. Isso mesmo, gente pedindo para sair. Não é greve, não é corte, é simplesmente cansei. Estou indo embora. E por quem? Porque a vida apertou o botão do reset durante a pandemia. O home office, que antes era privilégio de meia dúzia de estar tupeiros, mimados virou regra. E ninguém quer largar o osso.

Os motivos para jogar o crachá mudaram. Dificuldade de mobilidade entre casa e trabalho com 21,7% das escolhas. Falta de flexibilidade na jornada com 15,7%. E a necessidade de cuidar da família, 9,1%. Esse povo não está pedindo salário maior, está pedindo liberdade.

Buscando o Salário Emocional

Está exigindo respeito ao próprio tempo, autonomia, saúde mental e qualidade de vida. O tal salário emocional, que nos anos 90 era uma sobremesa opcional, virou o prato principal. E olha só, não é só o peão de fábrica que cansou, não. Segundo a pesquisa da Gartner, 33% dos executivos obrigados a voltar para o presencial estão considerando sair das empresas. Não é birra?

Não é frescura? É uma geração de profissionais que entendeu na marra que não adianta encher o bolso e esvaziar a alma. O salário emocional ganhou status. Não se trata só de benefícios padrão na descrição do LinkedIn. É poder levar o filho na escola. fugir do trânsito, evitar o chefe tiranossauro, ser dono do próprio tempo...

O salário de verdade paga a conta de luz, mas o emocional paga a conta da sanidade. E sejamos honestos, na loteria da vida moderna, saúde mental virou prioridade. Nos anos 80 e 90, o mercado era dos patrões.

O Mercado de Trabalho Mudou

A pergunta era quanto você quer ganhar? E agora a pergunta é como você quer viver? Se a empresa não entrega propósito, flexibilidade e respeito ao indivíduo, a rescisão chega antes do ajuste. O futuro do trabalho não está nas mãos do departamento financeiro, mas na cabeça e no coração de quem trabalha.

O salário emocional veio para ficar e quem ignorar isso vai ficar sozinho. Você é um dos que acha que salário emocional é francescura? Pois é, cara. A verdade é muito simples. Não tem produtividade sem equilíbrio. E não tem criatividade com gente infeliz. Salário emocional é só um nome novo para uma velha necessidade humana. Sentido, reconhecimento, respeito, tempo de qualidade.

Você sempre batalhou por isso, a diferença é que agora virou item de primeira necessidade. Se cuidar de si, exigir respeito e buscar qualidade de vida é frescura, então talvez... O mundo precisa de mais gente fresca e muito menos dinossauro na sala de reunião. Bem-vindo ao novo normal, onde o dinheiro conta, mas o equilíbrio conta mais. Muito bem. Vamos ao comentário.

Mas antes eu vou reiterar, entra embaixo agora, gostou? Dá o joinha, dá o clique, bota um comentário legal aqui, bota aí, estimula o bate-papo aí, que aí o YouTube vai achar que isso aqui é importante e vai mostrar pra mais gente, tá bom?

Atitude e Oportunidade no Novo Normal

Muito bem, a camiseta de hoje está aqui. É em Rand. Você pode negar a realidade, mas não pode negar as consequências de negar a realidade. Tá na cara, as coisas estão acontecendo, o tal do novo normal chegou. Você lembra antes da pandemia, ou durante a pandemia, quando se falava aí, vem aí um novo normal, com todo mundo trabalhando em casa, tudo muito diferente?

Eu, na época, eu dizia o seguinte, cara, eu não sei se tem um novo normal pela frente, eu acho que vai ter um normal possível, né? Que vai ser quando passar a pandemia, nós vamos descobrir o que vai acontecer. E a pandemia veio... para quebrar alguns paradigmas aí. Ela ensinou um monte de gente a usar cartão de crédito na internet, a fazer compra de montão, ensinou um monte de gente a fazer curso online, ensinou um monte de gente a usar plataformas...

como o Zoom, como o Google Meeting, poder fazer reuniões, reduzir o número de viagens, aumentar a produtividade. Me ensinou a fazer podcast sem ter que editar, que ao mesmo tempo lá na casa dele, eu aqui. Ensinou a gente um monte de coisas. Também ensinou... Que em muitos casos é possível você ser produtivo trabalhando em casa e não no escritório, né? E de repente você se pega numa situação em que, cara, é muito bom não ter que sair daqui pra me deslocar até o escritório.

Isso é um nó na cabeça de muita gente. Na minha, por exemplo. Cara, eu trabalhei durante 26 anos numa multinacional e desses 26, eu diria que 5 eu trabalhei perto do local onde eu... onde existia a fábrica. Então eu estava pertinho, por uma coincidência, eles iam adquirindo lugares e a gente acabou, fui parar pertinho e o pertinho que eu digo é 18 minutos de onde eu trabalhava. Mas os outros 21, cara, eu trabalhei...

a no mínimo uma hora de distância, uma hora, uma hora e meia. Não era anormal que eu ficasse mais de duas horas no carro, indo para o trabalho e voltando do trabalho. Quando eu olho isso aí hoje, falo que era... Como é que eu aceitei fazer isso da minha vida? Na época, cara, eu tinha 30 anos de idade. Eu topava qualquer parada. Eu virava à noite.

Pra entrar numa briga, como é que eu dava... Eu dava um boi pra entrar na briga, mas que eu entrasse, eu dava boiada pra não sair. Eu tava dentro, cara. E dane-se, vambora. E eu fiz isso da maneira mais... conformada possível, porque aquilo era o normal. Todo mundo pegava o carro e demorava para chegar no trabalho. Quem não tinha chance de ter carro tinha que pegar um busão, pegar um trem. Era pior ainda. Mas aquilo era o normal. Era assim que a sociedade funcionava.

Quando vem a pandemia, a gente descobre que talvez eu consiga realizar muito daquilo que eu só podia fazer no escritório, na minha casa. E se descobre uma outra alternativa, uma outra realidade. Eu descubro que é possível eu trabalhar um pouquinho, um pouco mais com aquela qualidade de vida que eu pregava lá atrás, cara. Eu cansei de falar. Durante anos, e aí eu digo eu, somos nós, tá?

Durante anos... A gente pregou, cara, que é preciso se dedicar um pouco menos ao trabalho, mais ao lazer, estar mais perto da família, assistir o crescimento dos filhos, ter uma atividade social mais legal, descansar mais tempo, etc. pregou que nós estávamos em busca desse tipo de...

de trabalho no dia a dia, um trabalho que me permitisse também viver a minha vida. E, de repente, a pandemia chegou e forçou que isso acontecesse de alguma forma. Quando a pandemia passa, a gente olha para trás e fala, mas por que será que eu tenho que... voltar à velha regra do jogo. E nós estamos nessa transição agora e está interessante de ver, porque tem determinadas áreas onde é muito possível...

Você trabalhar longe do trabalho, eu trabalho em outro estado. Então isso ampliou muito a possibilidade de você ter gente boa trabalhando para você sem ter que estar pertinho de você. Eu posso contratar grandes profissionais que moram muito longe do local onde eu... eu atuo, o que era um impeditivo até então então isso causou uma mudança interessante, tem gente qualificada podendo trabalhar pra mim morando no fim do mundo criou uma geração

de profissionais que digitalmente podem estar em qualquer lugar do mundo. Ele tem um laptop no colo e o sinal de Wi-Fi, está resolvido o problema dele. então tem muita gente que consegue trabalhar assim isso é muito legal, isso está demonstrando que é possível você poder fazer essa combinação entre desenvolver o trabalho e ao mesmo tempo levar uma vida mais digna do que aquela loucura de antigamente. Só que não é todo mundo que pode fazer isso, cara.

Tem gente que não vai poder. Se for pra um chão de fábrica, não dá. O cara que trabalha operando uma máquina não consegue, cara. Tem gente que simplesmente tem um tipo de função... É impossível você realizar aquilo sem ter que ir pro local do trabalho, né? E agora nós estamos vivendo esse choque. Então, quem serão os privilegiados?

que vão poder exercitar esse momento aqui de ter mais essa plenitude de vida, porque vai ter coitados que não vão poder. E eu me lembrei de uma coisa que acontecia comigo na época da Dana, que eu trabalhava lá na fábrica. Eu era o departamento de marketing e boa parte das ações que nós tínhamos com a turma de promoção, o pessoal da área de marketing ali, assistência técnica, era na rua.

Então nós tínhamos um horário de trabalho extremamente flexível, ninguém tinha que estar batendo o cartão às 8 da manhã e saindo da empresa às 6 da tarde, porque muita gente ia estar na rua, muita gente ia estar fazendo horário extra ali, então a gente tinha uma flexibilidade muito... grande.

ao lado de pessoas que não tinham, que tinham que bater cartão porque eram os operários da fábrica. Então tinha um choque lá. Quem são esses privilegiados do marketing que podem chegar a hora que quiser e sair a hora que quiser, enquanto eu tenho que bater meu cartão? Tinha um certo choque ali e a gente...

conseguia, de certa maneira, resolver aquilo explicando a razão daquilo. Por quê? Porque eram tipos de trabalho completamente diferentes. O marketing exigia esse tipo de flexibilidade que a fábrica não podia dar. Então a gente conseguiu. Mas agora, nesse novo mundo aqui, o pessoal começa a olhar isso aí e questionar. Por que eu devo continuar trabalhando aqui nessa máquina no chão de fábrica? Eu vou me preparar para trabalhar.

no TI e poder trabalhar na minha casa. Então, está tudo acontecendo agora e nós estamos vivendo um momento de transição e se perdendo aquela... Aquela coisa de que eu arrumei o meu emprego, vou ficar aqui durante 30 anos, vou me aposentar e vou resolver minha vida. Dentro dessa empresa não é mais, o pessoal tem uma ligação muito tênue, esse engajamento é muito tênue, o que significa que tem uma oportunidade brutal.

para quem está enxergando o que está acontecendo e vai entender que, cara, enquanto todo mundo é tênue, eu não sou. Enquanto todo mundo tem um engajamento pequenininho, o meu engajamento vai ser grande. E eu vou demonstrar. para a empresa onde eu trabalho, que eu sou o cara diferenciado, cara. Eu não estou aqui de passagem, eu estou aqui para fazer acontecer.

Eu tô aqui pra arrebentar. É claro que eu tô de olho lá fora pras oportunidades, mas estando aqui dentro, cara, eu vou dar o melhor de mim e vou fazer com que todo mundo perceba que no meio desse monte de gente aqui que tá de passagem, eu sou o cara...

que veio para ficar. O que eu ganho com isso? Bom, na hora que eu sugiro as oportunidades, provavelmente eu serei o nome que vai ser lembrado, né? Alguém vai olhar para mim e falar, pô, esse aí tem gana, né? O que eu quero dizer com isso aqui? Que o mundo está mudando. As relações estão completamente diferentes. Não há mais o compromisso que existia antigamente. Isso gera oportunidades. Se você for esperto, você vai olhar em volta e vai notar que a concorrência diminuiu.

Brutalmente, cara. O volume de concorrência está grande, mas a qualidade dos concorrentes caiu rapidamente, caiu brutalmente. Então hoje é muito mais fácil você aparecer no meio de uma concorrência simplesmente pela tua atitude.

Talvez você não seja o cara mais... o que tem mais conhecimento, mais habilidades, mas você seja o cara que tem a atitude. É o cara que eu vou olhar e falar, pô, esse tá comigo. Esse é confiável. Esse é o cara que vai fazer acontecer. Esse não tem tempo quente. Esse tá aqui pra dar um...

pouco além daquilo que eu espero dele. Esse aqui é o cara que resolve, esse aqui é o cara que vai pra cima, ele tá interessado. Cadê esse cara, cara? Eu quero esse cara comigo. A questão da habilidade técnica eu ensino ele a fazer, mas a atitude é pouca gente. que está disposta a mostrar. Então tem uma grande oportunidade aí. Quem é você, cara? Você é o cara do engajamento, da atitude, ou é o cara que quer tirar proveito agora desse momento, largar tudo para cuidar da sua vida?

Interessante, né cara? É uma mudança... grande, gerações novas que estão vindo aí, não sei se vai dar certo, não sei se vai dar errado, está interessante de ver, mas por enquanto fica aqui o recado da Ayn Rand. A realidade está mudando, não adianta você negar, mesmo que você negue essa mudança. Você vai sofrer as consequências dela Pensa nisso Quer vir aqui discutir esse assunto?

É o lugar onde eu estou discutindo esses temas, onde eu estou reunindo pessoas para entender para onde está indo o mundo, o que a gente pode fazer, que tal essa tal dessa inteligência artificial ou dessa burrice natural. Como é que a gente lida com isso? Está tudo aqui. Mundo Café Brasil. Vem comigo.

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