West Marches e Colonialismo #0010 - podcast episode cover

West Marches e Colonialismo #0010

Mar 07, 20242 hr 5 minSeason 2Ep. 10
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Episode description

Balbi troca ideia com o pessoal do Melanina RPG, que vem abordar criticamente os tropos clássicos do D&D e o estilo West Marches.

Links citados no episódio

Link do spot

Biergotten


Links dos convidados

Melanina RPG no Twitter

Melanina RPG no Instagram

Chewie Changas no Twitter

Luciano Jorge no Twitter

Porakê no Instagram

Jogos e Quilimbagens na Twitch

Brasil na Escuridão no Medium

Catarse Quilombo Zero - Pré Campanha

 

Links do Episódio

West Marches, Playlist Café com Dungeon

Marcha para o o este e jogos, de Jorge Valpaços

Decolonizando, no Café com Dungeon

O que é West Marches? **Uma reflexão sobre nome e jogabilidade, por DM Quiral**

Eu não sou negro

Onde encontrar pessoas indígenas?

 

Links da Comunidade (agradecimentos ao Guilherme Providello)

Decolonizing D&D, por Zedeck Siew’s Writing hours

I’m Adding Colonizers To My Setting, por Goobernuts’ Blog

D&D Doesn't Understand What Monsters Are, por Throne of Salt

 

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Grande abraço ao pessoal do Treinamento Oil Fantasy:

  • Abílio Júnior
  • Bruno Cobbi
  • Diego Sestito
  • Leonardo Gasparotto Menini
  • Rafael Machado Bardal


Transcript

Uma vez um podcast chamado Robinson, Friends of the oasar, eu ouvi falar de um jeito novo, se organizar as aventuras e exceções de um RPG. Nesse modelo, o jogo rodava em sessões em que os jogadores tinham que sair para a exploração e voltar para a cidade inicial até o fim da sessão. Se não, eles iam rolar numa tabela de desgraças. O fato de jogar as sessões dessa forma abriu muitas possibilidades. Eu fiquei pensando aqui, o jogo se torna episódico, né?

Cada sessão. Ela pode ter, inclusive, um time diferente por conta disso. Sem ter que ficar pensando, por exemplo, o que quem eventualmente faltou ficou fazendo com o seu personagem ou sei lá o que acontece com aquele personagem no meio da caverna, sendo que o grupo avançou e aquele personagem não, ou o grupo avança e alguém fica controlando aquele personagem que nem sempre é bom, ou aquele

personagem vira uma sombra? Sei lá, isso parecia um problema e esse fato de jogar sessões a episódicas parecia contribuir para solucionar isso. Inclusive dava para mestrar para um grupo muito maior de pessoas no total, sem ter que fazer um malabarismo praticamente impossível. Entre times diferente, né? Com os fatos do mundo que eles fatalmente se cruzariam, né? De forma síncrona, então, isso

criaria problemas. Então, daria pra tocar essa série de aventuras com times diferentes, com pessoas diferentes, na verdade, sem times, até só com uma baciada de pessoas, por assim dizer. E aí nesse ponto é, eu acho que já já começou a me me trazer algumas ideias, né? Eu falei, nossa, pode ser interessante a gente ver esse tipo de coisa funcionando, né? Pode não não resolver o problema das timelines diferentes em diferentes grupos.

Mas já é um avanço também, né? E além disso, parece que esse estilo cria uma pressão no meta. Jogo para um senso de urgência, né? Porque, afinal de contas, os jogadores têm que sair e voltar até o fim da sessão até o horário do fim da sessão. Se você ver jogar até meia-noite, a gente tem que voltar até meia-noite, se não, eles correm risco de perder o personagem ou alguma coisa

drástica acontecer com eles, né? Bom, eu não sabia nem onde isso IA dar, eu fiquei só imaginando como é que seria jogar com essa pressão no metagame, né? Será que seria bom? E experimentar aquilo passou a ser uma possibilidade interessante. Uma vez que, aparentemente não IA gerar uma dissonância ludo narrativa, talvez pelo contrário, talvez fosse ressaltar os pontos de pressão

do jogo, né? E aí eu fui pesquisar a respeito desse dessa proposta e eu achei o blog do Ben robbins chamado ars Ludi. Lá, ele retrata os experimentos que ele fez em uma campanha aberta de mundo persistente, extremamente sandbox de exploração dos erros, com seções episódicas, com seções sem data específica, sem um grupo definido, mas com uma baciaada de pessoas ali, bastante gente, sem um plot definido, sem um tema específico definido.

Não é um sandbox mesmo, e compartilhamento de informação sobre o mundo de aventuras entre todos os jogadores. Né? Um banco de informações comum a todos, com uma demanda livre sobre qual incursão vai ser feita em cada sessão, previamente combinada ali com O Mestre, para que ele possa se planejar e jogar com esse modelo. Foi muito doido, muito doido. Parece que o tipo de dinâmica que lhe gera absorve inclusive muitas coisas que pareciam simplesmente game.

Design ruim no DD clássico, como por exemplo, dá um peso maior para o custo in tempo para se pesquisar uma magia. Né? Porque, afinal de contas, você joga uma campanha linear com um grupo só, doméstico, ali, sem os intervalos dos episódios e tal. É só se esperar. Aquele tempo lá avança faz um fast forward na narrativa, né? Acelera o jogo, passa-se uma semana, você aprendeu a magia. Aquilo não, não passa a ser um custo, né?

Aquilo parece ser só um custo que não funciona no jogo, mas nesse tipo de de proposta do Ben robbins. É isso significa um custo maior, né? Passar o tempo é mais custoso. Inclusive, você ali tem a possibilidade de ter que deixar o seu personagem de molho por um ou outro incursão, porque ele tá ali parado, estudando o feitiço dele. E aí o nosso primeiro grande experimento com isso foi com o forbidden cavers of arkeia, que é 1 MB Dungeon que a gente juntou, né?

Eu, o Carlinhos, Oo passinello, uma galera grande aí, e a gente congregou um número imenso de jogadores. E principalmente durante a pandemia, né, a gente explorou essa mega dange ou essa dangerou gigantesca, com inúmeras entradas menores salpicadas em canons perigosos ali nas cercanias do mundo, né? Foi. Em ser Fora de Série, assim que mudou muito as percepções que a gente tinha sobre o jogo. Mas alguma coisa incomodava ali o Ben robbins. Ele batizou o estilo, né?

Esse jeito de conduzir as aventuras como West Marshall. Inicialmente, eu achava que a campanha do cara era sobre pântanos a Oeste, mas era marchas com CHE, não com SH marches, com SH, é pântano com CH. É marcha mesmo e não dá para negar, é uma referência diretíssima. Ao processo de expansão. Oeste dos Estados Unidos, muito presente na cultura norte-americana e muito construtiva daquela cultura ali. A gente tem atrelado AA isso, né?

Noções como destino, manifesto, missão civilizatória do homem branco. É, isso tudo pode parecer heroico e destemido para um determinado imaginário de poder que eu já conheci e sabia quanto era problemático. E aquilo pra mim foi um Marco, né? Uma Red flag. Eu olhei e falei eita, a partir do momento em que eu me dei conta, né, que a origem do número era essa, eu voltei, o meu olhar, as várias críticas ao DED que eu já tinha entrado em contato, né?

A lógica colonialista da construção do jogo, né? A narrativa embutida no jogo, que facilmente leva a gente para essa fantasia de poder de dizimação de povos originários, né, de saques desses povos convenientemente retratados ali como monstro, né? Como o outro, como algo, sei lá, algo a ser destruído, algo a ser dizimado mesmo, porque é vil por esse. E foi uma coisa que eu tenho muito orgulho de ter o abordado no café com Dan John com o Jorge

valpaços e com o Tiago rosa. Muitos episódios que eu acho mais importante desse podcast na primeira temporada que foi Oo episódio decolonizando, vou deixar o link na descrição do episódio aqui junto com outro link analisando, né? Um link de análise em várias partes que eu fiz na primeira temporada do café com danjão explicando o estilo s imagens, então vou deixar esses 2 links lá. Mas claro, né? Eu me preocupei. Com o fato de ter esse nome ali de tercimar.

Esse nome West Marx atrelado ao jogo que eu estava jogando, muita gente. E eu posso dizer com certeza que a grande maioria esmagador, esmagadora maioria, foi de homens brancos. De modo geral, vieram reclamar do nome como se simplesmente chamar de outra coisa fosse resolver. Me pareceu até oportunismo em certos casos. Não é de gente que está produzindo coisa, né? De querer continuar movimentando

a comunidade. O mesmo modelo de jogo elaborado pelo Ben Robins com ODD clássico da forma que era, mas cortando. Quer relação a possibilidade de pesquisa, a respeito daquilo ali da origem, como se fosse uma novidade, né? Porque se você tira o nome daquilo, tira referência, muda o nome, mas não liga pro pro como se joga aquilo, né? E como aquilo se acopla a uma narrativa embutida do day d clássico. Você simplesmente está só mudando o nome ali pra dizer que é seu, né?

Isso foi uma coisa que me incomodou, eu decidi manter o nome, então quando eu lancei a campanha de birgotem, que essa campanha que a gente joga atualmente, uma campanha aberta e eu chamei de estilo smashes né, porque a gente usou o estilo com poucas modificações. Eu coloquei lá campanha us marches e muita gente veio conversar a respeito, fala sobre o problema com o nome, algumas pessoas reclamando, outras, pessoas curiosas de por que não trocar esse nome?

E certamente muitas pessoas assumiram que era um jogo sobre colonização mesmo e passaram longe, né? Eu imagino que grande parte das pessoas e principalmente as pessoas que não são homens brancos, de repente, para eles, essa Red flag é muito mais vermelho do que para mim, né? Obviamente, pelas suas vivências e tudo mais. Então passaram longe, né? Engajaram com bergotem por conta disso e bem. Elas não estão erradas em fazer isso b rgote um usa de fato ODD clássico como como como fonte.

E ele é repleto. De trocos colonialistas, de expansão de missão civilizatória, coisa e tal. Esse é o jogo que eu estou usando como base para bergotten e por mais que de fato, desde o início, eu e o pessoal que criou a campanha, né, o Jean goularamar que o Pedrinho a gente tem modelado. Ela para mudar ao máximo essa dinâmica de jogo, né? A gente veio tentando tirar isto do jogo. Ao contrário da campanha que a gente tinha em Porto Príncipe, né?

Que era Greta, de Porto Príncipe, em que a gente fez uma caricatura desses tropos, né, que a gente queria tirar esses tropos. A gente queria que não tivesse, é essa essa carga pro jogo, né? A gente sabia do nome, sabia da problemática do smart, não queria reproduzir tudo, mas é difícil você fazer isso, não é, não é, não é do dia para a noite que você constrói isso, você tem que experimentar, você tem que ver como funciona isso, por mais que a gente tivesse empenhado.

Em fazer isso, a gente achou que. Apesar de tentar resignificar as coisas e mudar os motores do jogo, sempre me pareceu um marcador interessante dos problemas possíveis desse tipo de jogo. O nome, o smasters e eu resolvi não mudar e deixar ali o smasters não só como um símbolo para jamais esquecer da sua origem, mas também para que sirva de Red flag para outras pessoas, especialmente com as pessoas mais sensíveis ao tema.

Isso gerou mais de uma vez uma oportunidade para a conversa, inclusive com o tio chungas, que foi jogar bertotem com a gente e depois de umas sessões ele trouxe um feedback. Muito legal a respeito e provocados por esse feedback. A gente trouxe o debate para o café com danjão de hoje, com o pessoal do melanina RPG, juntou aqui o Luciano Jorge, o por aqui mundurucu. E a gente trouxe uma análise aqui, né, eles trouxeram a verdade, né?

Eu mais perguntei e absorvi e a gente trouxe aqui essa análise, um vários insights deles e a vivência que eles têm sobre essa questão. Vamos ouvir? Oi, quem? Quem vem com? Quê? Perco beijo, beijo. Bom dia, amigos do café com danjão. Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal preferido, trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael baubi e hoje Oo foco em saber aqui que meu

café é o Vila negra. Vem de pequenas fazendas, pequenos produtores, numa cadeia de produção responsável, um comércio sadio para todas as partes envolvidas e que não é caríssimo por conta disso. Você pode beber como eu, qualidade de vida e um café especial com desconto. Um desconto ainda usando cupom CCD. Minúsculos. Se você quiser se tornar um assinante, a gente pode dar cupons progressivos, com desconto cada vez melhor, de acordo com o seu, com o seu apoio. E também você participa de

sorteios de café alvinegra. Nosso parceiro é hoje. A gente vai ter aqui a presença da galera do melanina RPG, então vamos trocar uma ideia com o grande tweet, changas o Luciano Jorge e o por aqui, que vão trazer uma perspectiva muito interessante de uma coisa que a gente vem. É brincando muito em cima que é o smashes, né? O estilo de jogo, o West marches que a gente vai apresentar. Lembrando também que o por aqui participa do Brasil.

Ainda é darkness, que é um projeto muito maneiro, que a gente vai ter oportunidade de conhecer junto com toda a iniciativa dessa galera. Mas antes, vamos dar uma olhada aqui na vamos dar uma passadinha, né? Naquela enquete que a gente fez. No último episódio. O último episódio foi sobre Dan Jun, uma página com a moeira games. A galera. Que participou aí do one page Dungeon contest. Muito legal episódio. Se você gosta de dangerou, não ouviu esse episódio, vale muito a pena ouvir.

E a gente fez lá o final do episódio uma pergunta, e aí? Vocês usam dungeons em suas aventuras e 91.8% das pessoas, ou seja, a maioria esmagadora. Diz que usa dangens nas suas aventuras, o que me surpreendeu bastante, eu achei que. Da região tivesse um pouco mais fora de moda, né? Mas não, a galera tem usado massivamente assim o grande número de ouvintes, ou é usa também as suas aventuras? Depois, eu parti para a pergunta qualitativa, né?

E bom, a pergunta qualitativa foi relativo a com o pessoal usa suas usas dungeons, né? O ser um disse que trabalha com tabelas aleatórias e depois passa por uma checklist de coisas que ele gosta de ver numa Danger, né? Tipo. Mais de uma entrada Lux algo óbvio, algo estranho. Algo algo culto, bom, o. AUSR tem, né? O. OA ud schorenessense tem muitos blogs e muitos muitas publicações em que eles colocam algumas alguns requisitos, né? Do que seria uma danjam perfeita e tal.

E algumas dessas formas falam disso, né? De que toda danjam tem que ter algo óbvio, algo estranho, algo oculto. Eu não vou conseguir citar a fonte agora, mas é muito interessante ver como a percepção, né? Do que que é uma danje é uma boa danjum vai mudando ao longo do tempo. E de como é resgatado um pouco pela galera do do Woods. Cool, né? Mas isso é um tema que provavelmente vou abordar num próximo episódio, né?

Essa mudança da tan João. Ao longo do tempo, o Marcos Gonçalves falou que ele trata a danjão como quebra-cabeças, monstros legais que que façam sentido estar ali, administração de recursos por parte dos jogadores. É uma boa história que contextualize o lugar. Essa coisa do do quebra-cabeças é interessante, né? A gente tem uma discussão também numa live num live, a Lúcia que eu faço no Instagram, uma das das edições. A gente acabou falando sobre quebra-cabeça, né?

Que eu acho interessante, provavelmente vai pintar em algum episódio aqui também, futuramente, monstros legais que façam sentido estar ali. Isso é uma coisa legal, né? O os monstros eles acabam habitando aqui e transformando aquilo num habitat, né, aquilo ali acaba sendo o local onde ele que ele domina, que ele caça, que ele faz as as necessidades dele e tal, então ter essa essa noção de que monstro, que tipo de criatura que habita aquilo ali, né?

De repente uma besta e como ela habita aquele local vai dar pista sobre a danja, então é um é um Belo, uma Bela forma, aí Marcos. Provavelmente isso já facilita você se é contextualizar o local necessário. Com uma boa. História, né? Mas pelo menos com uma boa, uma boa ficção, por assim dizer.

Já o Fábio. Rodrigues, ele fala que gosta de dangerous locais abandonados, então ele pensa em como era o local quando ainda funcionava, e depois ele tenta dar pistas de sua história pelas salas e corredores para que investiguem, além dos perigos, uma coisa curiosa que tem aí, né? Que, de fato, se as últimas 2 soluções aí sempre citaram a coisa da narrativa, né? Uma boa história para o local. Que é uma coisa que o sérum não trouxe Na Na Na primeira

resposta. E isso também tem a ver com essa mudança de percepção sobre a dângela, né? Hoje em dia a gente vê a danjão aparecendo mais como uma possibilidade narrativa, né? De de que ela enriquece a narrativa. Ela é mais um elemento da narrativa. Na minha concepção, isso traz uma mudança no caráter da danjão, né? Ela deixa de exercer. Né?

AA letalidade. Potencial dela para entender que aquilo ali é 1 +, 1 +, 1 dos obstáculos do jogo, que vai desenvolver os personagens e desenvolver a narrativa da campanha. E isso é uma mudança muito grande. Das possibilidades de uso da Dungeon, né? Mas enfim, é um assunto que eu vou tratar no futuro. Bom, espero que tenham curtido, fiquem atentos que hoje a gente vai deixar a pergunta pra você

responder também na enquete. E lembrando que a enquete você consegue somente responder e participar via Spotify no celular. Tá bom no mobile? Então se você quiser participar da conversa dá um pulo lá e, de repente, algum dos comentários que você faça vai ser lido aqui. Fora a enquete aqui. Quantitativa que sempre é lida.

O andor é certo é dado o último gole de cerveja cerimonial conhecida como Beer CUT Dênis como a noite misteriosa como uma tumba é degustada para os bons presságios na exploração da região que leva o mesmo nome. Beargólter. Que guardo os jazigos dos Titãs, se eles primordiais anteriores aos próprios deuses por eles sepultados com seus tesouros,

segredos arcanos e metafísicos. Que erbotem é uma campanha de hex cruel, aberta e gratuita de RPGU School no estilo Oil fantasy, com sessões episódicas e um mundo permanente com centenas de jogadores e 4 destemidos mestres baubi Kobe. João Goulart e Márcio Loureiro além dos ermos repletos de monstros e tesouros, comunidades exploram.

Um estilo de jogo? Forjado a partir das reflexões dos 1000 episódios da primeira temporada do café com danjão e outros experimentos como ouro e Gloria dei, de moleque e outros, descubra o paradeiro do mago que ficou louco ao ouvi-los impropérios de uma cabeça falante espetada na ponta de uma lança. Entenda como derrotar a salamandra de fogo que. Toma conta da Chapada dos

Queimados em seu covil. De rubis, do tamanho de um crânio humano, em frente os bandidos da unha de navalhas especialistas em geometria sagrada que apavoram a Vila da fasquita, escoam os seus tesouros do jazigo do titancaverna. Aprisionado pelo Deus tetris em sua intrincada estrutura de cordas, nós e tendões e sustentam o tomar da birgotem e sair alucinado pelos erros. Parece arriscado, mas. Cerveja abre um canal direto com os Titãs. E com seus?

Poderes primordiais podem imbuir os aventureiros de asas de vigor incansável do dialeto das plantas ou, mesmo com a força perpétua de um Rio, a Esperança de serem libertados pelos bravos inconsequentes. Caçadores de ouro denches p com ouro e resgatado, mas também com descobertas nos erros e com rumores compartilhados com os demais aventureiros. E aí. Topo o desafio, o. Monta o seu grupo E procura um dos mestres em nosso grupo de Telegram que a gente tenta atender os seus horários.

Se não tiver grupo, você pode sempre chegar e conhecer outros aventureiros, precisando de companheiros por uma incursão, então? Segue o link aí na descrição do episódio e vamos explorar piercote? Bom, a gente vai trazer aqui a galera da melanina para fazer uma análise com a gente, trazer uma visão muito importante, muito significativa para todo mundo aqui sobre o sobre esse rolê do jogo. Westmarsches, né? E bom. Começar a falar sobre isso gostaria de trazer, inclusive Oo histórico, né?

Dessa dessa conversa aqui que começou, obviamente que o Jorge valpaços já tinha visto Jorge valpaços trazer essa discussão. Outras pessoas trouxeram essa discussão na comunidade, tá, e aconteceu da gente tocar nesse assunto embirgotem, que é a campanha. Nesse estilo West master, a gente joga com o pessoal do café com Dungeon e que o tio e participou, e num dos feedbacks que a gente sempre faz um

feedback, no final o tio trouxe. Essa questão do SMASHING estão, chewie, fala aí pra gente, cara, como é que foi essa questão de de topar e falar, cara, eu vou jogar um jogo us Marshall sabendo de toda a carga, sabendo de toda crítica que se faz em cima do SMASHING como é que foi esse rolê pra você? Eu. Joguei viagotem, né?

Eu fico preparado pra jogar viagotem que eu já tinha visto que funcionava esse tipo de campanha, mas eu como eu acompanhava pelo Telegram, porque eu também acompanhava o café com danja, não é? Eu estava lendo e estava verificando que. É diferente da do do original, não é do West marches. Que ele Visa focar em apenas um objetivo, que é expandir territórios e conquistar terrenos, né? Em cima dos povos que estão naquela Terra. Aí Eu Acredito que isso é muito,

muito feio, muito ruim mesmo. É uma temática terrível, mas OBR gó tem não trazia isso, né? Existem várias temáticas que as pessoas que estão jogando a bordo e cada grupo, ele tem 11. Objetivo, né? Seja lá acumular riquezas, aprender mais. Sobre a Terra, fazer magias, aprender magias. Então eu não considerei que aquilo fosse 111 continuação do que era aquele best marketing, né? Era só uma questão. De. Ter sido nomeado assim, o ter

dado o nome do caso, tem. 11. Coisa que eu quero te perguntar a respeito disso, que é o seguinte, você foi para a campanha sabendo dessa coisa, dessa carga do nome, né? E inclusive da das dos problemas que a gente tem com os tropos e com um tipo de fantasia que se crie em DEDE só para marcar essa diferença. Assim, cara, para você, como uma pessoa atenta a essas questões políticas e uma pessoa que que que tem uma vivência, né? Em relação a isso que.

Assim, não é privilegiada como a minha, né? Ou como a grande maioria das pessoas que jogam. Pierbola e o que jogam Wes marchas como é que é você, tipo só pra galera ter uma pintura como é que é você ingressar num meio desse? Rola um receio, rola 11, cuidado, rola uma coisa de você fala puta, cara, a chance de eu me dar mal é grande. Como é que é EE esse processo? Sim. Sim, tem sempre um receio com relação AA, esse tipo de grupo, né?

Então eu eu já devo ter uns 2 anos no grupo do Telegram lá do do birgotten. Eu Acredito que é mais ou menos isso. E eu nunca tinha tentado participar, né? Por mais que eu tivesse vontade. Como eu não conhecia as pessoas, eu comecei a ficar pra trás, né? Porque eu não queria dar a cara a tapa nesse sentido, porque eu poderia cair numa mesa onde que as pessoas é trariam termos colonizadores? Iam falar, é livremente se

divertindo sobre genocídio. E não, não é uma coisa que eu gosto, então eu também não acho legal. Então eu conheci pessoas que já faziam parte do do grupo também e essas pessoas me garantiram que não funcionava dessa forma e queriam me mostrar. Então eu fui participar e acabei entendendo, mesmo que não é todo mundo que que vê as coisas dessa forma, que não, não, não é todo o grupo que faz isso, né? Na verdade, eu não sei nem se tem algum grupo que faça, que

jogue dessa forma. Como era jogado last martis anteriormente? É, deixa eu fazer uma contextualização rápida, antes de puxar aqui por aqui o Luciano, que é o seguinte, só para deixar todo mundo aqui sabendo do que é o smartias. Quem está boiando ainda tá OS martis. Ele é um é um termo que designa 11 estilo de jogo, né? Um jeito de jogar, algumas dinâmicas de jogo, propostas. Pelo Ben Robins num blog chamado arsud Ben Robins que é famoso aí pelo jogo microscope, né?

Que é recomendíssimo aí pra quem curte. Criar mundos e tudo mais. E a ideia por trás é que é uma campanha aberta, com grande número de jogadores, então pra você extravasar os 5 jogadores é pra ter um Monte com o mundo. Persistente, né? EE que Oo que vale para um de um dos grupos que joga esse jogo vale para os outros grupos que se formam espontaneamente nesse galeerão, né? Você tem uma Marcação de agenda solta ali, então é meio que sob

demanda. Quando algum grupo aparece ou quando O Mestre está afim, eles combinam, eu falo, vamos, vamos jogar, vamos então, e aí? Rola uma demanda de de incursões. Jogadores ou felizes pelo mestre, tipo, Ah, vamos invadir as tumbas do não sei o quê, vamos conhecer as pradarias do não sei o que lá. E aí se combina, qual incursão que vai ser? EE se joga sob demanda, normalmente se começa num local seguro, no meio de um de dos erros perigosos, né?

No meio de uma Terra selvagem. Eu sei lá como os termos que eles usam exatamente, né? Mas o fato é que você faz sessões episódicas que os jogadores saem e voltam para esse local seguro. Então muita gente diz que é bate e volta, né? Existe uma condição de derrota disso, que é se você ficar nos erros antes do fim da sessão, normalmente você é derrotado, você perde. Você morreu com o personagem lá é isso, privilegia um estilo de jogo sandbox sandbox, com um plot como pano de fundo, né?

Com ênfase na mimésia ali na exploração do ambiente vivo mais do que na construção de narrativas. E você tem ali, dentro disso, compartilhamento de rumores e informações por esse pool gigante de jogadores, com avanço assíncrono dos seus personagens em relação a níveis, não é? E uma competitividade amigável, mas nem sempre entre os grupos que se formam. Fora isso, acho que é uma coisa importante de dizer que é um é um. É um jeito de jogar muito voltado pra fantasia clássica.

Do DED. Né? E houve muita crítica pela escolha do nome. O smashes e a gente vai cair na crítica a esse nome. Mas eu vou perguntar aqui, primeiro chamar aqui Luciano, Jorge grande, Luciano como é que tá, cara? Tô bom, velho, um caos a vida, mas estamos aí. Muito feliz pelo no mucho, embora. Então, cara, é, pô você. Você certamente entrou em contato aí com as críticas do do Jorge valpaços. E com um esquema aí do do easy Masters, é cara. Como é que, como é que foi tua visão?

Quando você entrou em contato com esse rolê aí? Cara, eu vou ser bem sincero até como é que você constiu. Cara, eu, eu eu Domino muito pouco, cara, esse esse rolê em si, saca? Assim, da. Da proposta do jogo em si, né? Acho que o que mais me aproxima do tema. É muito mais aquilo que que foi, sei lá, anteriormente produzido aliás que ainda tá EEE que conseguiram resolver esse problema mais ou menos com a aquele aquele cenário que saiu pela Retro é o deadland.

E aí, cara assim, bem sincero, aí, com todo mundo que está ouvindo assim, né? A minha leitura com a proposição que, de reflexão mais ampla nesse sentido, sacou mais sobre o que é esse processo de colonização e onde ele desdobrou e tal. E ali ali foi a primeira vez que eu tomei contacto. E o deadlands tinha uma parada que era do autor tirar o pé assim ele, ó, é finjam que não houve esse processo de colonização, tá? Vamos seguir aqui porque a gente quer jogar.

E aí eu lembro que a gente fez um vídeo na época, eu mais Ariel, o mais Ariel, nora. Ele escreveu montou um vídeo sobre o tema refletindo um pouquinho, só que eu ainda não tinha elementos para poder pensar tanto, e hoje que o senhor não tem, não me tira, tenho mais, mas ainda. Ainda é, é. É porque é um processo constante de reflexão e tal. Quando eu eu, eu passo a refletir mais ainda sobre daí, obviamente, muito pelos nossos próprios encontros, né? OOO.

OA própria forma como a gente tem conversado sobre sobre esse tema de forma mais abrangente, nos jogos quilombagens e tal. Aí o Jorge estava sempre lá e tal, ele está sempre, sempre que possibilita, ele está lá, então a gente tem refletido sobre essa o. O que é essa linguagem? Em que a gente vai construir jogos que vão abordar uma forma de de de contar história, que é o tempo todo permeado pela violência, pelo silenciamento de povos tradicionais. Não é? EE, como que a gente vai fazer

isso? Quer dizer que a gente. Não vai fazer, né? Eu sou adepto de que todo o tema é é é possível de ser abordado. Isso aí, como se vai fazer isso, né? E quando a gente pensa um tema parecido com esse, sei lá, você, você pega a Red Dead Redemption mesmo, e o 2 e tal, que é uma crítica ali que era interessante ali em relação a todo o processo de colonização estadunidense. Agora, eu, eu. Eu e chega para mim nesse sentido assim, né, cara, na mesma toada ou na mesma.

Pegada de outros debates que que eu já vi que eu que eu já vi sendo feito. E também de alguns que, obviamente, eu participei tanto escrevendo pra o Dragão Brasil aí depois, escrevendo o texto que sai pelo RPG. Não é caracterização, o caracterização é outro. Eu esqueci o nome do outro, que é o que saiu pela chá editora e tal, pela editora chá, e depois outras coisas que eu fiz e tal e que eu sei que fazem, nunca. Nunca e nunca sozinho, isto é, é

importante dizer isso. E aí acho que eu noto que esse debate cara, assim, a gente tem um Panorama mais amplo, a gente puxando e conversando mais sobre o porquê desses desdobramentos e tal. É a gente notar que esse mesmo debate ele está posto numa. Num, vamos dizer assim, no mesmo cenário que, já que que outros debates que são feitos em relação a diferentes minorias políticas. Oo fazem, sabe? Uhum. Então acho que é algo mais ou menos nesse sentido. Maneiro? Né?

Agora é, é o que, né? Oo que a gente pode fazer com isso? A assim, né? E aí de novo, sendo bem humilde aqui mesmo, aqui, com toda tranquilidade, é um é um, é um modo de jogar que eu não Domino tanto, que eu que eu, que eu, que eu não conheço, hum-hum. Tenho tido outras atenções e tal, mas acho que acho que parte mais ou menos por aí. Uma coisa que eu vejo disso é

que a forma, né? Deles dessa forma, Usher do jeito que ela é colocada como forma de jogo, ou seja, os procedimentos e tal não tem nada que pareça inerentemente problemático em relação AA isso, mas parece que tem algo problemático em relação em relação ao nome que se usa, né? E também algumas dinâmicas da fantasia que se acopla a isso, né? E aí até queria trazer o por aqui. Fala aí por aqui, beleza?

Salwei meu parente, tudo bem? Por aqui é mudar o kú na voz e deixa eu te falar assim, Mano, eu, quando eu ouvi falar dessa parada. É a primeira coisa que bate pra gente assim. É um desconsulto, né? É uma porrada na cara assim, meu. É acho que para tentar traduzir isso para um público branco. Seria algo assim, como propor para te jogar um jogo chamado Auschwitz Journal uhum, aonde o objetivo do jogo é você convencer. Ou conduzir é judeus pra. Pros pros 3 de. Auschwitz.

E os levarão até Auschwitz, aí ganha a quem conseguir. Convenceu o arrastar o maior número de judeus pra dentro dos vagões. Acho que fica uma traduz um pouco assim de desconforto que uma pessoa indígena sente só por ouvir o nome dessa de. De desse estilo de jogo de estilo, sabe? Sim. É, é bem bem, bem problemático nele, é. Isso é uma perspectiva muito interessante de ter.

Porque é isso, né? Primeiro lugar que muita gente não se atenta pro pra, pra origem do nome e porque muita gente não acessa essa sensibilidade, né cara? É. Cara, é cara, porque eu acho assim um dos problemas, né? É, a gente encontra muito poucos, muito poucas pessoas indígenas na cena de RPG de uma forma geral, né? Acaba conversando com vocês em off, por exemplo, no nosso grupo, na brazing The Darkness,

a gente tem 2 pessoas. 2 pessoas indígenas na equipe, que sou eu e o areds e chucuru parente nosso lado do Rio e uma das um dos moticos fora toda a dificuldade de acesso na RPG ainda é. Um entretenimento muito elitizado, caro, difícil de de de acessar. De várias formas, né? Para quem não tem internet à disposição, para quem não tem grana para estar comprando

livros caros e tal e nem acesso. As línguas estrangeiras já é um grande limitante, mas, para além disso, quando a gente vai ver a representação de pessoas indígenas, por exemplo, na mídia, nas mídias de jogo, é é algo que desencoraja muito. A participação. Assim sabe que é sempre muito. É uma representação muito violenta, muito caricata, mesmo quando essa representação ela não é feita diretamente. Mesmo jogos aonde representam pessoas indígenas, tipo.

Agora, né? A Bandeira do elefante da Arara, esses jogos com essa pegada folclórica, digamos assim, né? Que é um termo que a gente também não não curte nem um pouco o movimento indígena, porque folclore é um termo que a gente reserva para tudo aquilo que a gente considera menor, risível. É meio ridículo, sim, supersticioso. O que é nosso é cultura. Folclore é sempre do outro, né? O que é nosso AA, nossa crença é religião é são verdades, são revelações divinas absolutas,

né? A crença do outro é a mitologia. E aí com todo com todo de negativo, que mito carrega, né? De da mesma raiz de mitomanno, por exemplo, que alguém que tem mania de mentir, ou de de mito mesmo. No sentido, é. Fantasiar, né? Fantasiar e tal. E aí o que acontece?

Como é verdadeiro, né, que não é verdade, então é bem, é bem complicado assim, mas por exemplo, a é, eu comecei a jogar, não foi exatamente um. DED é, eu sou da época do ADED, não é, foi com tagá, mas desde o início, assim, por muitos anos eu jogando, eu sempre senti esse desconforto, né? Porque o jogo do clássico de RPG onde surge ORPG, ele é a proposta, sempre essa, né, é um genocídio autorizado, né, é tipo assim, tu sai pra matar, pilhar e destruir.

Com o teu, com o teu grupo, com o teu grupo de de aventureiros. E pra é abater criaturas e matar orques e trolls, sem se preocupar muito, sem muita culpa, né? Porque são, é um outro desumanizado, né, é um outro selvagem, é um outro primitivo, é um outro desumano, que não faz mal e são maus por natureza, né? São raças, ODED tem muitas, são raças malignas, né? E isso tudo para nós é muito violento. No início, quando eu comecei a jogar, eu senti um incômodo, eu não percebia não.

Racionalizava assim, não conseguia analisar, porque é que me senti incomodado, até que eu fui entendendo que o motivo do incômodo é porque eu não era o herói dessas histórias, me sentia. Espelhado nesses heróis eu era os monstros, né? Inclusive, que é por isso que eu dediquei tanto da minha vida para o mundo das trevas, né? Porque a proposta do mundo das trevas, o outro no clássico darkness é isso, né? É você calçar os sapatos dos

monstros, né? Você vestir a pele do monstro, se colocar no lugar do dos monstros clássicos do terror do vampiro, o globis, homens, bruxas, mumi e aí eu acho que é por isso que eu me encontrei tanto no mundo das tabguas, porque no mundo que a gente vive, nós somos os monstros, né? Não somos os heróis, né? E essa lógica? Maniqueísta do Audi genocídio é moralmente chancelado. Me incomodou um ponto de que já tem algum tempo que eu não não consigo mais. Depois que eu vi isso, eu não

consegui mais desver, uhum. Sabe? É, e isso é uma, é uma sensibilidade que é é aquilo, né? Muita gente vai passar a vida inteira jogando, day nunca vai ter. E algumas pessoas vão se sentir incomodadas. Até principalmente quem, quem é de minoria, ou quem é esse, quem é colocado nesse outro lado, né? E que vai vai passar o tempo inteiro incomodado, sem saber o que é, se não parar, né? Pra pra entrar com com essa percepção, com essa, com essa sensibilidade. Então acho que.

Mesmo aqui, vai ser muito importante agora da gente abordar por conta dessa sensibilidade que muita gente não acessa, né? E aí, acho que agora vale a pena a gente fazer. 11. Parêntese aqui, pra gente apresentar um melanina, RPG. Né que, pô, vocês formam vocês, fazem parte desse desse coletivo, né? Aliás, a gente vai saber se é um coletivo, o que que é exatamente o melanina RPG. Mas é porque é tão importante essa visão, né, que vocês trazem para isso. Então, agora pode rolar a iniciativa.

Quem quiser começar a falar, pode falar, mas o que é o melanina? RPG. Cara, melanina, RPG. Ele a gente chama ele de Quilombo, né? Carinhosamente, que por causa do matemática do aquilombamento do. Da coisa que significa, que é que se abraçar aquelas pessoas que estão ali presente, né, de se ajudar e contribuir. Uns com os outros a solucionar as as questões que vão acabando, se tornando o ponto de dores para todos nós. Então, ela nem AIPG é um

coletivo que busca. É ali se destacar no meio do RPG nacional. Ele nasceu do propósito de reunir e dar visibilidade a pessoas pretas, com especialidades como criadores de conteúdo, escritores, narradores, ilustradores. Então, o coletivo foi fundado lá em 2023 pelo duod, né? O Luís Eduardo Olavo Capim remota, ele surge como resposta à necessidade de maior diversidade. Os espaços estão ocupados pela comunidade da RPG nacional. O projeto cara.

Ele nasceu da percepção de que uma parte significativa da população brasileira, incluindo perfis marginalizados com a população carcerária, usuários de transportes públicos, residentes de comunidades e ocupações. Elas são pessoas pretas e pardas que não têm apresentação suficiente na cena do EPGRPG. Ele é um meio muito branco EORPG melanina. Ele busca preencher essa lacuna trabalhando. Ativamente para garantir que essas pessoas, elas se vejam representadas e consideradas

também nesse espaço. Ele não apenas busca espaço para si, mas também Visa um trabalho de sensibilizar a comunidade a comunidade do RPG nacional sobre a importância da representatividade e da inclusão. O nosso Quilombo ele contribui significativamente para a construção de um cenário de RPG respeitoso, rico, diversificado e aberto a todos que estão no nosso meio, independente da sua origem ou identidade. Cara, eu, eu, eu, eu tenho notado o. Melanina.

Das que de forma assim. É, além de tudo que o chu chamou a atenção, eu acho que para quem também vai. EE está com outros pontos, tal, se não, eu eu sempre ressaltei isso assim, né, da importância de ter, e por aqui, no nosso nosso coletivo. Porque a gente precisa desse diálogo. Mais Franco, mais aberto e mais orgânico com os povos tradicionais. A gente precisa fazer isso com um pouco mais de ou com mais

carinho entre nós. Assim, afinal de contas, é, é, é o é, o é o nosso sangue, é o nosso suor que construiu esse país assim. É, mas cara, eu, eu, eu, eu noto também como 11 desdobramento. De ações que às vezes eu vi que estavam muito dispersos, e não necessariamente por culpa nossa assim, né, tipo que a gente não queria e tal. Mas porque cada um vai ali fazendo seu corre e aí as pessoas, elas não se conhecem e tal. E faltava esse esse coletivo e o entendimento de de de rede.

Para dar essa organicidade, sim. Então acaba que o melanina. Ele consegue fazer esse jogo que é o de eu, enquanto produtor de conteúdo, ocupa esse lugar e ao mesmo tempo eu.

Tenho, em grande medida, a possibilidade de também contribuir, impulsionar outros outras pessoas que criam conteúdo dessa cena que pertence a minorias políticas, assim que a gente está pensando em raça e tal, e aí acaba obviamente tendo esse desdobramento para gênero e tal, acho que a gente consegue, por exemplo, fazer algo que que me agrada muito, de de ver que é ter essa. Esse pensamento mais amplo quando a gente pensa em relação à ao país, né?

Um país continental, é difícil fazer esse jogo, cara. Que é o de ter pessoas de diferentes estados, diferentes lugares. Sem que se concentrem em um determinado lugar e tal. Isso já é um problema que 11 dilema que a gente precisa pensar, sabe? Mas acho que parte por aí também. Sim, saca dessa possibilidade de ser 11, coletivo que ao mesmo tempo ele desdobra daquilo que a gente já vinha fazendo, ou se a gente não está inventando a roda, né? Foi foi como eu disse no doff do ano retrasado.

Que eu olhava para as nossas ações e para mim. Elas são um desdobramento daquilo que o movimento negro sempre fez. Assim, a questão é que a gente está em 111, grupo específico, mas tudo que a gente faz. Desdobra, né, é inspirado naquilo que já foi feito há há mais tempo, assim antes da gente e que não vai acabar na gente e tal por aí. Pra mim, o melanina. Ele é o espaço de resistência. Sabe? Eu eu me sinto muito contemplado com essa visão que o senhor traz

de de um Quilombo, né? É um Quilombo na cena do do RPG nacional. Aí porque eu me sinto muito contemplado pelo por esse termo Quilombo, apesar de não ser um termo indígena nosso aqui, mas é um termo originário, né?

De lá de AF. E a gente empresta aí porque os quilombos, historicamente, são esses espaços de resistência, são esse espaço de Aliança ancestral entre os povos, entre nós que somos povos originários daqui de abaiala, né, dessas terras que o colonizador decidiu chamar de continente americano e dos povos que foram sequestrados de África EE, trazidos à força para cá, né? Para resistir contra a colonização, né? É um espaço anticolonial.

A cena de AIPG no Brasil e no mundo, ainda é uma cena muito elitista, muito racista, muito colonizada. Promotora do colonialismo, né? ORPGORPG? Aparece pra gente aqui do Brasil como 11. Indústria cultural, uma. Commodity cultural vinda do exterior, né? Uhum, a gente, a gente importa, os primeiros jogos, a gente depois vai importar, as estéticas, as mecânicas, as formas de jogar, de compreender

o jogo também os termos, né? Eu tenho refletido muito sobre essa sobre o próprio, esse próprio acrônimo RPG em inglês, né? Que só quem é iniciado entende, é só quem já é iniciado, entende. Para a maioria das pessoas que eu falo de RPG, elas pensam que tem alguma coisa a ver com fisioterapia. Sim. E aí, quando eu falo, por exemplo, para os meus parentes, o que eles entendem é jogos narrativos. Aí o parente entende falando, porque jogos narrativos também a gente já fazia há milhares de

anos. Entendeu? Uhum. Acho que a afinidade que eu tenho com AIPG porque é jogar, construir narrativas de forma colaborativa, assim. Idade ali na hora, na interação, limpa entre pessoas para fortalecer vínculos, isso a gente sempre fez. Isso é fala muito com a nossa ancestralidade, né? E eu percebo, por exemplo, que no modelo de jogos narrativos que a gente importa, Oo foco é muito mais em mecânico, é muito mais é é, é muito mais o War. Game, né? Revela muito mais essa.

Essa raiz do RPG grego, como War game, como um jogo é estratégia, aonde a mecânica tem um papel muito importante, eu acho que por isso, depois pensando refletindo a fevereiro que eu nunca joguei, muito ligado, em regra, sabe? Para mim, o aspecto narrativo do jogo apontação de história, o feedback da galera na mesa, o Gold no olho, os veículos, sempre foi a parte mais importante do jogo.

Eu acho que isso bebe muito na nossa ancestralidade, que eu sei também que não é só aqui em abiaala, mas em África também é assim, então é, e eu acho que Oo melanina é é é esse espaço de resistência. Eu fiquei muito feliz quem me convidou para fazer parte do teu estilo e sou muito grato a ele por isso, porque eu acho que a gente. A gente vive uma luta. A gente vive em guerra, né? Olha, eu estou criando que fala isso. A jornalista entrevista, ele sorri, uma jornalista branca.

E aí diz, eu não sei o que é que você está sorrindo, a gente está em a gente vive em guerra, a gente está há mais de meio milênio em guerra, o meu povo e o seu a gente está vivendo uma guerra, uhum, EEE aí eu acho assim. Então a gente vive num ambiente muito hostil, o mundo é hostil para nossas existências. A cena de RPG não é map, menos hostil, e a gente para resistir a tanta hostilidade, a gente precisa ser sujeito coletivo. Individualmente, a gente não vai

fazer nada. Então eu vejo melanina também é é esse coletivo de coletivos pra. Fortalecer uma resistência antirracista anticolonial na cena de RPG é assim que eu? Encaro pô. Muito legal. Cara, tem uma coisa que você falou de anticolonial, né? E 11 termo? Que eu eu vim? Entrando muito em contato. Antes era o era o decolonial, né? E existe uma diferença entre uma visão anticolonial e uma visão decolonial. Dentro disso, que se dentro desse assunto assim. Cara, tem isso.

É uma polêmica imensa dentro do novo de. Em vez de existência, porque ele se negou? Existem pelo menos 4 definições distintas. As mais decolonial, contracolonial, anticolonial, e teu, pós-colonial, Hein? Essa é uma discussão meio longa. Talvez valesse a pena algum dia você fazer um programa sobre isso, mas eu eu me alio numa perspectiva anticolonial. Legal bom saber que que há diferenças e que há nuances importantes dentro disso para a gente poder cair dentro, era.

Que nem quem olha de fora. Quando a gente assume o como uma coisa distinta, a gente tem sempre a generalizar. As pessoas vêm indígena como se indígena fosse uma coisa só. As pessoas veem negro como se negro fosse uma coisa só e não é. Existem várias. Ne possibilidade de negritude. Em África, tem milhares de povos diferentes, milhares de culturas de línguas diferentes entre nós,

indígenas. Hoje, ainda em mais de meio milênio de extermínio, nós ainda somos mais de 300 pobres diferentes, uhum, mais de 270 línguas diferentes, culturas diferentes. Nem todo indígena usa cocar, nem todo indígena se pica, nem todo indígena tem pajé. Cacique nem sequer é uma palavra nas línguas indígenas do Brasil. Uma palavra que chega pra gente, do português foca, é uma palavra francesa. Então. Aldeia é uma palavra em português de Portugal, então.

Tem muita generalizações que são feitas e que apagam riquezas, diversidades, existências, a eliminação, ela não é só física. Ela é é cultural, né? Uhum. Espiritual é de bater. Pra gente conhecer melhor agora cada um de vocês. Quer quer emendar logo por aqui, falar de você. Pra galera te conhecer, eu sou. Por aqui, mundurucu, né, meus parentes me reconhecem por esse

nome. Eu tenho um nome de registo, também o nome de branco de registo formal, nome cristão que é glailson Santos, mas eu prefiro ser chamado por aqui. Eu sou indígena de retomada no contexto urbano, aqui na periferia de Belém. Isso significa céu? Indígena de retomada significa que nem sempre eu me soube uma pessoa indígena. Precisei reconstruir esse veículo com a ancestralidade. A minha avó deixou os territórios. O meu pai já nasceu na cidade.

Saltarem piropostado aqui. Eu nasci em Belém, estou nessa caminhada aí de de retomada ancestral. E faço parte dos quadros e dos 63% de pessoas indígenas no Brasil que vivem fora dos territórios demarcadas ou em em processo de demarcação. Vamos também conhecer o tio, e falei, tio, e fala sobre você pra galera? Então, sou tio changas, tá? Sou conhecido assim. O Twitter ou no Instagram. É onde o mais apareço. Falando sobre RP, grande conteúdo, né?

Dialogando com algumas pessoas também na no nosso cenário nacional. Eu sou escritor, escrevi alguns contos em um deles. É sobre os olhos da noite, publicado pelo selo jean-bô odisseias, que foi ministrado pela carne soarelli, o Vinícius Mendes e o wesnan telúria. Na época do papo de autor que a gente fazia um que tinha um grupo, né? Que se auxiliava no processo de será muito importante naquele período. Agradeço muito a dona Karen Soares por ter.

Iniciado esse projeto foi foi divertido e com certeza a gente pode aproveitar muito. É, estou na frente do melanina RPG, junto com a Guiana. Eu esqueci agora o nome do canal da Diana, meu Deus, que é isso? E o dudes do capir remoto. E a gente está aí, angariando, né?

Pessoas, né? Que estão se juntando com a gente No No melanina, que agora é uma casa de muitas pessoas no nosso Quilombo, e que está nesse esforço de diversificar o cenário, e de trazer também AA sensibilidade para para a cena nacional da RPG que está em falta, né? E bom, eu tenho um velho conhecido da galera aqui, que é o Luciano Jorge. Já já vi várias vezes aqui no café, mas pode se apresentar também pra galera, fala aí, Luciano, sobre você. Cara é, pode cara falar depois

por aqui. É embaçado. Ainda bem que eu vou falar. Fugiu e fala, mas cara, é. Eu sou Luciano, sou professor da rede pública. Sou do Observatório da discriminação do futebol. Que é mais? Ah, tá, eu tenho, é, é, eu sou produtor de conteúdo, seja lá o que isso significa, seja lá o que seja isso, adoro tirar sax com esse barato. Eu acho que em algum momento a gente vai simplesmente assumir

que a gente é comunicador. Uhum, Oo comunitário, o comunicador social, sei lá. Mas EE tem também os jogos quilombagens, que é um canal que. Surgiu com essa com esse anseio, assim que era o de de. De falar de algo de RPG, mas também. Tentar pensar em algumas, em algumas nuances em relação às contradições brasileiras e tal. É muito esse lugar assim.

E agora? Dando esse passo interessante aí, com pessoal do melanina e tal, a gente dentro daquilo que eu tenho dado, conta também e tal, porque aí também vão vão surgindo as demandas que vão atropelando a gente, que vão. Nos convidando a pensar na vida. Né, e sou eu. Hum-hum. É e é ganhadora aí do golpe de ouro, aí agora fazer é? Exatamente. Essa valenta que eu ganhei 11 copo de ouro, é isso?

É um bom, é Oo. Luciano ganhou de primeira produto de conteúdo aí, então é, é bastante relevante aí na cena para quem obviamente já conhece ele, né? Se você não conhece ele, você vive debaixo de uma Pedra, né? O cara tá bem ativo aí há bastante tempo, inclusive. Maneiro? É, né? Pois é, tem, tem, tem, tem tentado ajudar. Cara, nem sempre dá certo, você está errado. E a gente? Segue. É isso aí, cara. Vamos agora. Então, agora que a gente que a gente botou aqui, o melanina.

Trouxe a vocês aqui pra galera conhecer melhor. Vamos, vamos cair agora de novo nessa, nesse problema né, do do West marches. E o por aqui trouxe muito essa questão do nome, né? O West marches e que, de fato, é como você chamar aí de de um de uma expressão. Como ele falou do né, de Auschwitz, né, vamos, vamos levar a galera de Auschwitz e tal.

É porque esse nome impacta mesmo um nome, é uma escolha de nome muito, muito, muito infeliz assim né, pra batizar uma coisa que é só uma forma de jogar e que. Assim, a gente olhando ali, os princípios do do do estilo não não chegam a ter um problema nessa proposta, né? Agora a gente pode botar aqui que o jogo, né? Eu vou trazer as palavras do Ben robbins, né, pra pra, pra gente

começar a entender. Onde reside um pouco, eu acho, o da parte dele, né, Oo essa escolha dessa palavra, ele falou que, Oo jogo, ele é colocado na Fronteira de uma região nas barbas da civilização. Ali, né? O fim da civilização, né? Ou seja, próxima de uma região não explorada, ainda é começa numa cidade fortificada e colocado como último ponto de alcance da lei da civilização.

Imensa nessa, nessa. Nessa região selvagem, todos os jogadores aspirantes a aventurezas começam nessa cidade e se aventurar não é uma profissão simples, não é uma é um, é uma profissão inclusive muito perigosa os seus personagens. Eles normalmente estão interessados em riscar suas vidas para invadir esse esses ermos, né? Na Na sua intenção de buscar uma, de buscar Fortuna, os NP 6, né? São, são menos OA ideia do jogo é botar, que tenha poucos NPS, aventureiros e muito mais jogadores.

Nesse papel? Entre as histórias, entre entre exceções, né? Os jogadores param e descansam nesse nesse local avançado da civilização EE, passam seu tempo na Taverna ali, e aí, nesse ponto aí, só nessa descrição que ele dá, a gente vê que. É isso, já traduz aí alguns problemas que a gente vê no nome, né? Que é o SMASHING que tem essa questão de ser 111 destino manifesto, né? E já trazendo os termos

problemáticos, né? Da da expansão pro Oeste dos Estados Unidos, é uma referência à expansão do Oeste, a esse destino manifesto de que o homem branco vai levar a civilização para esses locais ou o homem né que está ali, vai levar essa civilização. Então, tem uma missão civilizatória e que isso seria uma carta branca. Para para você atacar quem quer que esteja nesse local considerado Ermo e selvagem, né? Então vocês queriam comentar sobre essa escolha de nome, sobre esse, essa definição aí

que carrega problemas óbvios aí? Cara. AAAA proposta em si, ela já disse muito sobre, é? Eu diria que um historiador, tipo, daqui a alguns anos, ele olhasse para isso. Ele já IA dizer, bom, aqui nós já temos aspectos importantes para se pensar, né? Por exemplo, quando a gente fala de Ermo, a gente fala de selvagem, né? Esse selvagem em relação a minha inferioridade, me. Ensina que nada é completamente. Ruim ou completamente descartável assim sabe de tudo.

A gente consegue aproveitar. Alguma coisa é que dá para aproveitar algo. Eu vejo méritos. Eu vejo alguns méritos na nessa proposta de abordagem do jogo. Eu acho que, por exemplo, a possibilidade de tu teres um grupo grande de pessoas com jogos assíncronos daqui, não precisa estar. Todo o grupo. Se reunir simultaneamente para jogar é algo interessante, que dá muita Liberdade, flexibilidade para. O grupo de de jogadores é punindo essa esse característica, é um mundo muito aberto.

Né? É. Dá muita autonomia para os jogadores. Tira, diminui. Eu fico com essa impressão de que diminui um pouco poder arbitrário do do Narrador. Na nas partidas e, acima de tudo, eu acho que tem um mérito também de escancarar, não é? É algo assim, é uma abordagem tão caricata. Que, como toda caricatura, ela ressalta as contradições, né? Então porque, por exemplo, o que que a gente está fazendo aí? Está radicalizando a proposta do? OAIPG clássico do day d, né?

Porque é AED, sempre foi sobre isso. Sempre foi sobre explorar as regiões selvagens. É, sempre foi sobre Oo. Um genocídio moralmente é chancelado. Né? É isso que é que tu faz em DED é EE em, do agio's de Dragons, no caso, mata criaturas. Não sai por aí para matar criaturas que são malignas por natureza, sem nenhum tipo de culpa. Não, ninguém vai te julgar porque tu matou uma criatura maligna para acumular riquezas, né? Para é acumular ganhos, ou XP moedas de ouro por itens mágicos.

E aí, o que eu vendi? Para essa proposta de jogo. É radicalizar esse, escancarar assim, de uma forma tão caricada que possível, de não enxergar. E aí eu acho que aquilo, o mal-estar, se tu tem alguma dúvida, do que trata os os jogos de do índio, esse estilo do índio's Dragons, essa essa metodologia de jogo, ela, ela ela esfrega na tua cara sobre o que é, é colonialismo, é genocídio moralmente aceitável, né? E aí, mas eu acho que mesmo

assim, mesmo com com isso. É possível pensar formas de subversão, que coloquem que problematizem isso e que é, por exemplo, eu consigo pensar, que espaços na sociedade que são hostis? Aonde a gente essa dinâmica meio de ir atrás das linhas inimigas para conquistar espaço, né? Para conquistar Vitória contra um inimigo e tal. Então, por exemplo, 11 narrativa sobre indígenas que são forçadas para fora do território e precisam se infiltrar.

No ambiente urbano nas cidades. Rebeldes se filtrando num numa Estrela da morte da vida, numa base racista. Qualquer pessoas não brancas ocupando espaço dentro da academia, dentro de uma universidade, conquistando reconhecimento. O desafio é conquistar reconhecimento dos títulos e tal. E o espaço dominado pela grantitude? Eu acho que é possível pensar formas de jogo que escancarem ainda mais essa essas. Contradições. Mesmo no texto, o texto ele é evidente em relação à sua

proposta. Eu sempre brinco com os meus alunos, com a frase que eu sempre falo pra eles, de que movimentar, ser intencional, né? Sempre falo isso pra eles, ficam revolta ou movimentar. Eu falei, não, eu quero que vocês entendam o que que, do que que a gente está falando assim. Tá nítido assim, né? O que se deseja?

E aí, quando a gente pensa em um, em um jogo como esse, inscrito inclusive em uma em uma, é uma, é uma tradição em que se constrói a ideia, por exemplo, de que é um Ermo, é, mas é um Ermo. Em relação ao quê, para quem, para quem vive, ele, que ele é um Ermo. Quando a gente pensa, por exemplo, é na forma como uma favela, ela é ocupada, né? E essa é uma parada que me chamaram a atenção agora, quando eu estava no Rio. As pessoas que vivam a favela é elas, elas querem o termo e o

termo é esse, o termo é favela. E aí é importante ressaltar isso. Quando se invade 11 Vila, um morro, uma favela, né? E que se ignora, que ali moram pessoas que que se imagina, né? A gente tá aqui conversando, a polícia entra na entra na minha casa, pra, sei lá, dizer que tá procurando alguém, né? Quer dizer. Então, assim, isso acontece todos os dias. Como diria o Brau lá em. Lá no lá no lá no, sobrevivendo no inferno? Periferia é periferia.

É em qualquer lugar. Ou, como diria o próprio Mike Davis, né? Mike Davidson é um livro chamado planeta favela. Ele vai chamar atenção para as mesmas coisas, como pessoas em diferentes lugares, tem a questão da moradia e da ocupação do espaço geográfico. Colocadas em xeque, né? É EE. Isso é isso é algo importante. Assim, quando se invade um adangio assim, se se se invade um espaço que pessoas moram ali, é. E aí, inclusive, eu fico

pensando também assim, né? Olha, porque eu conversou sobre isso em algum momento. Nos jogos, também houve até mesmo inspirado numa numa live ainda dos meninos lá do lá da Câmara obscura e tal, que é jogar, que é colocar os jogadores. Em diferentes funções, primeiro, eles vão lá para poder matar e pilhar. E no dia seguinte eles acordam na pele de quem eles assassinaram-se, né? Quer dizer, inclusive para chamar atenção do do que como. De de como se joga ou como se

olha para para figuras né? Que são mitológicas. Não é um dragão, por exemplo? Não é. E com dragão é sempre carado. Como ser. Uma ameaça e tal. Né? EE isso e isso é interessante. Inclusive eu eu tenho estudado por conta do mestrado e tal, estava estudando 111 escritor que é o campo colírio daqui na mão, que é o José da Assunção Barros, e ele fala muito sobre Fontes, e ele vai falar sobre como a ficção, ela está fundamentada na realidade, toda

a ficção é assim, né? Se você vai pegar Quixote, ele está baseado, ele se baseia numa realidade. Qual é a diferença? Qual a diferença entre ficção e realidade? Para nós, para nós, é. A diferença é que a ficção faz sentido, cara. E aí? E aí? E é isso, sim. Quer dizer que que aí algo que que a gente precisa refletir um pouco mais sobre o que é que a gente está fazendo com com aquilo que a gente tem lido com

aquilo que a gente tem escrito. É um dos problemas da folclorização das nossas tradições, porque, para o folclorista, são só histórias exóticas curiosas. Como ele como pessoa branca ou estudioso folclorista, ele não entende as AAA razão da história, não entende o sentido das histórias. Ele registra como ele percebe como histórias sem sentido, história sem pé nem cabeça, sem não está procurando que aquilo significa, mas a nossa ancestralidade não contava histórias por contar.

Cada história carregava ensinamentos, ensinamentos valiosos de como sobreviver num determinado ambiente, de como conduzir as relações. Conheço, é ensinamentos do que é importante de ser repassado, é importante de ser lembrado. Então aí vem o folclore folcloriza, transforma em uma coisa ridícula, transforma em uma coisa desconectada com o seu contexto, com a sua realidade, com o seu povo. Por isso que a gente é muito. Problematiza muito a questão do de de. Folclore, né?

Quando a gente fala das culturas das nossas culturas originárias, das nossas raízes. E aí acho que tem algo que que que ainda tentando completar isso que eu para aqui, chamou a atenção, que é, por exemplo, eu estava aqui falando sobre a questão dos dragões assim, né? Eu lembro que eu comecei a pensar nisso na época do kung Fu assim, né?

Estava lá e aí. Me chamava atenção a figura do dragão assim, aí eu lembro que tinha algo escrito como o Dragão não vai ser entendido aqui como a figura como essa figura ocidental criada, assim ser devastador ser que é uma ameaça e tal. Não é, é. É uma figura que ela, né. Vamos é que pensar, sei lá, em a viagem de chihiro assim, né? O que que o que que o meazaki vai chamar atenção para essa figura do dragão assim? E aí quer dizer, dá, dá nesse outro sentido.

É importante, né? Algo que passa a ser muito importante. É por isso que a gente precisa refletir sobre o que a gente está. Escrevendo assim, né? Eu, eu, eu. Eu até acho legal quando a gente vira e fala assim, Ah, mas o Homem-Aranha não existe, não, ele existe. O Barros ele vai dizer exatamente, não, não, não. Ele existe, ele existe. Obviamente que a gente, né? Ele não, você não. Você não vai chegar em Nova Iorque. Você fala, amiga, amiga.

Ela Foi para Nova Iorque. Eu falei, olha, você sem encontrar qualquer um dos 2 Homem-Aranha a favor, manda para mim, pede um autógrafo e tal. Não, não é, não é sobre isso, mas ela é pautada em uma construção de realidade assim, né? Quer dizer, é, é né, que quem é esse ser que sozinho tem super poderes e ajuda as pessoas em volta? Ou quem é esse cara que carrega

um escudo depois? A carma dele não é, não é, ele não tem como armar algo que serve para matar, ele tem como arma algo que serve para se defender, né? O Silvio, se o Silvio aumenta tem uma leitura muito legal em relação ao Capitão América, bem interessante assim né, do Capitão América quanto aquele desejo daquilo que AAA. A daquilo que o país nunca vai ser. E gostaria de ser ou de como ele gostaria de ser visto, né?

É então assim. Quer dizer, é, é importante a gente sempre entenda esse lugar assim, né? Qual é a mudança que se tem quando se quando, quando o escudo do Capitão América muda de mãos assim, né? Sai de um homem branco e vai para um homem negro? Né? E aí, na série tem todo esse debate e tal. Então quer dizer, são são. Jogos, né? Aquilo que eu falo com os meus estudantes, né? Construídos com uma com uma intencionalidade, né? E aí é preciso que quem joga pense. O seguinte, tá, beleza.

O que eu estou fazendo com o meu joguinho, o que eu estou fazendo com aquilo que eu que eu quero jogar, nem obviamente esse não é o movimento que ele é novo. Esse é um movimento que ele vai ter, vai ter diferentes escritores, escritores, vai ter gente no cinema que já fazia isso.

Há muito tempo atrás, né? A gente ainda entende muito mal o cara como Bruce Lee, por exemplo, a gente vai pro Bruce Lee, e aí a gente acha que ele é somente um cara dando porrada, quando na verdade ele tem inclusive os ciúmes dele, muito, muito, muito nítido Pra Ele, né? Aquilo, aquilo que ele tá entendendo, enquanto uma construção, a tradição não branca, né, você vai pegar lá. Era um Era Uma Vez na China, 12 e 3, tem todo um debate muito interessante em relação à

colonização da China e tal. Eu lembro que eu era adolescente e meus tios me contavam uma história do meu tio-avô. Cara, que é OOO. Seu Antônio, seu Antônio, você prende e tanto, que que vocês podem reparar toda vez que eu uso um cara preto, de terno descalço, eu já. Essa figura, esse, esse, esse tropo. Ele já apareceu algumas vezes, várias vezes comigo falando. É porque eu estou homenageando meu tio avô.

E aí, uma das paradas que eu ouvia quando eu era jovem, quando era criança, era das coisas que o meu tinha. Um avô conseguia fazer, sacou? E, tipo. Meu tio contando que ele conseguia parar avião no ar, que ele fazia reza pra fugir da polícia, sacou EE, porra, cara portador. Do livro versão Cipriano. Que foda. É, é cara, tão saca? Tão. Então, assim são. São. São são construções, cara, que

elas são muito doida, cara. Ela é real, ela é ficcional, whatever não importa, é o que importa é que eu estou tentando me construir a partir daquilo que me contaram. É, tem uma coisa que eu acho que eu acho muito legal dentro disso que vocês trouxeram. É que assim, concordo, plenamente, né? AA ficção que a gente constrói, você fala que o Homem-Aranha, ele, ele existe, né? Ele não existe de de carne. De carne e osso, né?

Mas ele, ele é uma fantasia, uma ficção que somente a nossa realidade material poderia produzir da forma que ela é que ela é hoje, isso é uma, é uma coisa que é, principalmente acontece com DED, né, o day d ele é produto de uma realidade

material que produziu. O que a gente sabe muito bem qual é e quais quais os problemas relativos a ele, então a gente pode botar aí o day d nesse caldo aí que é tipo de repente, né, como como o próprio o próprio buraco falou, a gente não tem aí os problemas da gente ter vários jogadores explorando 11 é como é que é, saindo de um local específico e tal, se isso for 11, fantasia construída de uma forma diferente mas o negócio que quando a gente traz isso pro DED, né?

Com todos os seus tropos né, que é OOA estrutura do do XP por monstros, ou seja, você matar o monstro, você eliminar o monstro, você é recompensado por isso, você. Dizer riquezas dos outros, né? E você matar, pilhar você ter essa essa noção aí de que a gente tem o ermos selvagens ali. Mas será que há povos ali? Será que tem gente que tá é morando ali que depende desses recursos, né? E aí, principalmente a eliminação do outro vai ser

limpa, né? Você limpa, pior palavra pra falar isso, mas você você tira dali, o da da Terra, daquele local, você tira qualquer influência que não seja você, né? E aí dentro disso é uma coisa que eu queria trazer pra vocês ou queria jogar essa, essa, essa pergunta para vocês, de repente o tio e aí tá caladinho até agora aí. Aprendendo?

Tio, e o negócio é o seguinte, a gente tem aí dentro do do dessa crítica toda, muita uma coisa que parte para o nome e que vocês trouxeram uma crítica ao conteúdo dessa fantasia de poder, né, do homem branco. Mudar o nome resolve ou não? A gente tem que mudar nossos canhões para outra coisa ou para as 2. Como é que você enxerga isso? Mudar o nome de westmars para outra coisa resolve. É uma boa tática, não é? Cara, assim eu vou te dizer uma coisa. Toda vez que eu escuto esse nome

é como o jonga fala, né? Uma bala disparada na direção de alguém para quem que essa bala está sendo apontada para quem que essa arma apontou, saca? Então eu eu acho que é o que que ofende, legal, ofende, legal. E eu venho lutando contra esse bagulho, quando esse sentimento. Há há muito tempo, há muito tempo, mas desde que eu comecei a jogar Oo discursions, encontrei outros grupos que jogavam esse tipo de jogo. Inclusive houveram questões. Respeito da do não vem chamar de

campanha, né? As pessoas que a campanha também era era referente a essas campanhas que os Os Americanos eles faziam rumo ao Oeste, né? O West Marques, cara, a gente utilizar esse termo, a gente dentro do Oeste a gente está indo, sabe que. Veio que não faz sentido a gente utilizar essa essa, essa nomenclatura, anão ser. Com com crise de relação à. Intencionalidade, sabe qual a intencionalidade de alguém criar um bagulho com esse nome, sendo que você é o centro do jogo, sabe?

Oo centro do jogo são aqueles heróis que estão num num posto, né, seguro e que partem para desbravar os erros, né? Seja lá ponto de vista que a gente utiliza essa palavra, então acredito que que é que é bem difícil, sabe? Eu não sei, assim, eu vi que algumas pessoas já discutiam no ano passado, né? Não discuto uma coisa que vem sendo discutida agora, acredito que o nome dele é o canal do YouTube ADM quiral. Ele disse que mudou na mudou, na, no, no, no, com a turma dele, lá mudou para.

Jogos persistentes, porque ele também tinha encontrado problemas ao falar de campanhas, eu acho que bate e volta também. É um tema bem estranho, quer dizer assim, não é um tema tão legal, não é problemático também, e que westmars, Eu Acredito que poderia ser mudado, sabe? Não é uma coisa que que faz faça tanto sentido. Por outro lado, tem pessoas que que dizem é só o termo, né? É uma coisa que a gente não está fazendo, a gente não está replicando uma. Uma atitude.

Execrável. A gente está jogando um jogo e utilizando aquele. Termo, e. Há quem acredite que fala. Meu Deus, esqueci agora o nome que a gente tem que tomar esses termos para nós, sabe? Tipo de ressignificar algumas coisas, ressignificar termos assim, tipo, para que eles funcionem do nosso ponto de vista. Agora, qual o mais adequado ou

não? Eu não, não acredito que eu tenha o. É. Eu tenho embasamento para falar tão a fundo assim e decretar, não é bater o martelo, mas Eu Acredito que seria uma mudança muito boa. É trocar esse termo, sabe? Mas e caiu num caiu, num ponto que acho que não tem, não tem um retorno, uma coisa que traga coisas agradáveis, independente da forma que a gente. Utilize. O que, talvez a gente precisasse pensar. É o seguinte, cara, é tipo um debate, a gente tem há anos em

relação à raça. Raça nos jogos. AA de fantasia, né? Como lul? Quer dizer, chamam de raça. Chama-se a censuraidade. O cara, não importa. Na verdade, o que importa é o seguinte, esse elemento da construção cultural vai ser um diferencial que vai hierarquizar, pessoas. Veja bem, quando eu, eu, eu fazia a crítica lá atrás que não fazia sentido, por exemplo. Fulano. Ele é o quê? Ele é anão. A gente nem usa mais, né? Inclusive. Já já já tem já novas reflexões em relação a isso, né?

É um elfo, ele vai ter tanto e tanto de de sabedoria. EE carisma, né? Porque carisma. O debate que eu que eu trouxe à época lá dos INI do pessoal lá da secular, era de que não fazia sentido, porque, na verdade, o que determinava, por exemplo, objetivamente, aquilo que a pessoa sabe fazer é a sua construção cultural.

Se dá um exemplo aqui, vá. Um exemplo, é, há umas 2 semanas atrás eu estava numa no lançamento do instituto Paulinho, né, que é um jogador daqui do Atlético, o primo dele, o Martin. Ele tem 23 anos. O Martin já já já toca, é. Vários instrumentos. E aí eu fui conversar com o pai dele e aí o pai dele dizia, olha, o pai dele é médico, né? E também é músico. E aí cresceu na família de de musicistas.

De sambistas e tal, né? O Martim vai ter uma inserção no mundo da música que alguns vão dizer que ela é inata. Muitas aspas nisso porque, obviamente, ele pode sim ser um cara como o neto do Chico Buarque e filho do Carlinhos Brown, que tem, do ponto de vista biológico, um ele tem 11. Algo que vamos dizer assim, vamos dizer assim. OD, mais vantagens. Em relação ao som, então ele, ele, ele escuta determinado tipo de som.

Que outras pessoas não escutam. Mas se ele não nascesse na família que ele nasceu, isso não IA dizer nada. Talvez ele fosse fazer outras coisas e tal. Então quer dizer, é. Há mais 2, eu não sei o que, ou mais 2, não sei o que lá. Isso, sendo determinado por um entendimento de raça, constrói-se uma ideia, mesmo que sem querer querendo, né? Já que a gente tá falando que não existe produção, que ela não, que ela suja Do Nada. É isso. Quer dizer que a gente aprendeu

que existe um modo, né? E que determinados grupos, eles, são afeitos a uma coisa. Determinados grupos são afeitos a outras coisas e que você não pode fugir disso quando, na verdade, as pessoas, elas se interessam pelas coisas que elas são afetadas, né? Se é, é, é EEEE aí também pelo modo como o seu auditório. As pessoas que vivem perto de você te estimulam a fazer as coisas.

Né, eu cresci num lugar onde eu aprendi a jogar futebol, porque eu ganhei uma bola de sei lá quantas vezes eu tinha, né? E aí obviamente tem algumas questões do ponto de vista físico que eu tinha, que sei lá que um outro primo meu não tinha. OK, mas se ela botasse para jogo literalmente isso não IA dizer nada. Então quer dizer, quando a gente pensa nessa, nessa questão que eu digo, voto no nome, não adianta mudar o nome se a forma

de jogar continua sendo a mesma. Então não adianta chamar de raça. Se a gente ainda continua hierarquizando as pessoas, dizendo a partir de uma construção anterior a delas, ou seja ancestral, inclusive de que ela está fadada a fazer isso desse jeito, né?

E aí, quem dá um Salto nisso aí muito interessante, por exemplo, é aquele guia de acessualidade de grasilacs, que aí se pega e você olha, você pode pegar de onde você quiser aquilo que você quer enquanto enquanto você, e aí tem algumas regrinhas e tal que ali é a coisa funciona bem melhor, não?

Adianta mudar de nome se a concepção do jogo continua sendo a mesma, que é de entrar num lugar tido como inabitável ou tido como um lugar que não tem a mesma cultura que a sua ou uma cultura primitiva em relação à sua? Essa primitiva é primitiva em relação a alguém. Não adianta, porque o nome mudou, mas o modo de jogar continua sendo o mesmo. Então, assim, é preciso se pensar no que fazer por aqui. Chamou a atenção? Olha, existe algo que é 11, construção coletiva, que ela é

muito importante. A gente parte desse lugar, porque não pensar em outras abordagens? É abordagens que vou levar em consideração a comercialização. Há outras resoluções de de problemas, porque A Vida da Gente é feita disso meu, é feita de problemas a gente. Em coletividade, a gente busca resolver esses problemas. Às vezes acontece, não tem como resolver de uma outra forma, se usa força, pode acontecer, mas na maioria das vezes não é

assim. A nossa vida é assim, a gente tem o problema de 9, de outro jeito, a gente busca o diálogo, a gente busca a mediação do problema. Isso para o jogo também pode muito bem funcionar, né? Porque é que eu vou recorrer à ideia de XP, matando bicho, se eu posso dar OXP justamente quando a galera consegue entender que bicho é aquele, né? Para não chamar mais de bicho, por exemplo. Para chamar de outra coisa, né? Porque existem pessoas ali que dão outro nome para esse que a

gente está no nome de bicho. Eu acho que parte mais ou menos desses lugares. Cara, e isso é, eu concordo plenamente contigo. E tenho uma pergunta que eu quero fazer por por aqui, o seguinte, eu vou dar um pouco a minha perspectiva de como isso acontece, né? Do meu lado que né? Que enfim. Eu sempre joguei DDOO, pesquiso day, d clássico é eu, jogo day, d clássico, mas eu não tenho em qualquer eu não.

Eu não tenho qualquer vontade de manter trupos que são absolutamente uma fantasia de poder. Indesejável para, principalmente, para as pessoas que que que têm sensibilidades muito grandes em relação a isso. Então vou dar um exemplo do que aconteceu, que foi chegaram para mim e falaram, cara, esse nome o SMASHING é muito ruim por conta

disso disso e isso eu sabia. E a proposta é de que eu mudasse o nome e eu Na Na qualidade de uma pessoa privilegiada dentro disso e que obviamente não tem a mesma sensibilidade, não é em relação a isso. Para mim é é é mais difícil ver, né, esse tipo de coisa, porque você precisa. Sair do do seu privilégio nesse ponto, o que eu pensei? Eu pensei, cara, se eu mudar o nome aqui, eu vou mudar o nome, vou tirar o nome o West master, vou botar outro nome.

Isso me parecia tirar uma coisa desse jogo que eu queria marcar, que era a os problemas que ele carrega junto consigo e de que é uma luta constante que eu tenho desde que eu criei essa campanha, né, que é inclusive o nome de campanha é ruim de acordo contigo, concordo de que eu estava me debatendo em relação a isso, me parecia que eu mudar o nome, eu IA tirar

essa, essa? Esse Marco, né, de que esse jogo ele tem esses problemas, de que essa é a sua origem e de que encerra uma série de questões que eu quero combater e trabalhar pra tirar da mesa. Por outro lado, ouvindo por aqui, agora falando, inclusive de um jeito de choque mesmo, de que é a mesma coisa que chamar de de marcha para para marcha para Auschwitz, né? É de que isso é uma coisa

extremamente dolorosa, né? E aí como é que eu, como é que fica essa coisa de você marcar os problemas da coisa, marcar a origem ou de você ter? 11 de você tirar esses Marcos para poder chamar a gente para você, por exemplo, para não

casar. Um mal-estar, por exemplo, quando eu falo, cara, vamos jogar essa campanha, como é que fica isso, essa tensão entre sinalizar uma coisa que é necessária, de de que se tenha sob origem desse jogo e dessa fantasia, e você tirar isso para que tenha, para para que você tire essa, esse, esse tiro na cara, né?

Primeiro. Preciso pontuar uma coisa que eu ainda não pontuei nessa ocasião aqui, desse nosso encontro que eu acho importante, até porque ressaltar, eu sempre ressalto, quando eu falo é porque as pessoas falam assim, Ah, tem um indígena na sala? Então ele fala em nome de todos os os pobres indígenas, né? Acho importante pontuar assim. O que eu estou trazendo aqui, o que eu vou continuar trazendo, é a perspectiva de uma pessoa indígena que eu sou. É o que a minha ancestralidade me traz.

Mas eu não falo em nome de todos os parentes e da mesma forma como uma pessoa branca, ela não vai falar em nome de todos os brancos, nem expressar que todos os brancos pensam. Nem uma pessoa negra ou pessoa indígena vai falar em nome de de todos nós, né? Então acho importante colocar isso, mas como é que, como é que eu sinto, como é que eu percebo, eu acho. Primeiro seria, seria interessante mudar o nome, seria um primeiro passo. Importante que não mudaria o facto de que essa.

Esse modo de jogar inicialmente se chamou, teve um nome muito problemático, sabe? Eu acho assim a gente. Uhum. AA, gente, não apaga a história. A gente tenta não apagar a história. Quem apaga a história é o colonizador. No. Estar no mundo do colonizador, ele se fundamenta, na minha visão, em 3 coisas. Dividir para conquistar, conquistar para saquear. E apagar os rastros dos seus saques para fazer parecer que aquilo foi roubado. Não sei que pertenceu a ele.

Uhum. Então, quem apaga as coisas, quem apaga a história, é o colonizador. Vai cobrir seus prints, a gente não, a gente não faz isso. Então, por exemplo, o que é que vai fazer parte da história dessa dessa abordagem de de de RPG, esse nome que ele teve inicialmente? Nós, por exemplo, munduruku, aqui no Pará, os parentes gostam sempre de lembrar que os mundurudurukus. Teve uma revolução muito importante aqui do estado que foi a cabanagem.

Vocês aí do do do sudeste, do nordeste talvez não conheça. Acho que foi um levante popular aqui na amazónia. 1/3 da população da amazónia foi assassinada, né? Essa época e talvez a primeira das das ditas rebeliões agenciais do Brasil, muito pouco lembrada no resto do país. Daqui a gente lembra muito e nós no grupo são muito lembrados por

nessa revolução ter lutado. Do lado legalista nos exércitos de de do Império do Brasil. Com sem falar Ah, vocês mudam no curso que foram mercenários da do Império do Brasil contra os pobres da amazónia e tal. Tem muita gente que gosta de lembrar essa história. Uhum. Alguns parentes nem conhecem essa história. Alguns dos meus parentes nem conhece essa história. Fico chocado quando ouvi isso, outros negam. Eu gosto de lembrar dessa história.

Gosto de contar essa história porque faz parte do que nós somos, sabe? Uhum, por uma, eu acho que tem 2 conceitos que são muito perigosos, que a gente tem que evitar. Um é o conceito de pureza e tudo que ele carrega de querer limpar as coisas, purificar, Ah, eu vou purificar, vou vou fazer agora uma versão, é é. Purificada, refinada, do do, do day, da e tal, vou vou livrá-lo das suas máquinas e tal. Eu acho que isso é, é sempre vai

ter, sempre tem problema, sabe? Nada é completamente bom e nada é completamente ruim. Maniqueísmo, ele é próprio do colonizador, que separa as coisas, separa para contestar, para dominar uhum. Então, eu acho assim, é importante. A gente é tentar sempre reconhecer que tudo sempre tem os seus limites. Os limites do seu contexto, da sua época, do seu processo e tal, tem falhas. Nenhum de Nós é perfeito. A perfeição é um ideal platônico, né?

E não é à toa que Platão é que faz parte da linhagem de de de Alexandre, o grande, né? Grande colonizador, uhum é é Alexandre. Foi discípulo de de é Aristóteles, que foi discípulo de Platão. Então é tipo assim, a mesma é a mesma tradição é a mesma. Acho que a gente tem que ter muito, muito cuidado. Eu acho que hoje a gente vive uma época em que as pessoas se preocupam muito em serem muito puras, de serem de, de, de livrar-se de todas as máquinas e tal, de querer uma coisa muito

perfeita, muito idealizada. Eu não, eu não acho isso. Acho que às vezes a gente precisa encarar. O Sombrio, o feio OOOO erro, sabe até para refletir sobre isso, né? Uhum. Acho que talvez por isso que eu gosto tanto do mundo das trevas.

A pessoa fala, regra, não é mundo das trevas, porra, mas é, há um jogo racista, ou centrado e tal por aquele, é um jogo angustiante, é um jogo, mas para mim é importante, sabe, encarar esse esse lado Sombrio é, é importante, é reconhecer essas limitações e. A gente tenta dar um outro olhar, mas esse outro olhar também vai ter, é, é, vai ter as suas, vai ter outras limitações que talvez eu eu nem perceba.

Hoje, talvez eu nem perceba por ser indígena, talvez ao é um branco negro, vá ver coisas que eu não consigo nem ver no que eu acho que está perfeito e tal, está está bom. Eu acho que o apagamento e essa noção de de pureza de perfeição são ideias muito complicadas, tá? Uhum, eu acho que a gente, eu acho que o que a gente tem que buscar sempre é a consciência das coisas.

Eu joguei mesmo com mal estar, mesmo com a leitura que eu tinha, eu eu continuei jogando DED por um tempo, por causa da companhia, por causa do grupo, das amizades que a gente fazia por causa da para comentar as falhas, críticas, os os erros e tal. Só para para usufruir um pouco do do contacto, da dinâmica do grupo que a gente tinha e tal, mesmo quando já tinha consciência de tudo isso. Eu eu não estava jogando, enganado, jogou, não estava me enganando. Estava ali porque eu escolhi

para aproveitar a galera. Chegou no momento em que a minha consciência não me permitiu nem mais é jogar desse jeito, mas eu entendo que, por carinho, tenha nostalgia e joga pelo grupo E tal, sabe mesmo. Agora eu acho que o importante é não estar cego, os problemas sabem, acho que a gente é, é, eu acho que a questão chave que a gente sempre tem que buscar é consciência das do que a gente está fazendo e quem a gente está atingindo com quem? A gente está dialogando o que é

que a gente está buscando. Nada, acho que é, é. É isso que eu busco, eu não, eu não busco a perfeição. Eu busco o esforço permanente para ser uma pessoa consciente, consciente de quem eu sou, da onde eu venho, qual é o meu contexto, qual é o meu estar no mundo e. E o meu compromisso com aqueles que vão vir depois, né? Porque todos nós somos os ancestrais do que dos que virão, né? Então é esse compromisso com aqueles que vieram antes e com aqueles que virão depois, então.

Eu acho que é é isso que eu posso contribuir aqui. Concordo com o professor, mandou muito bem, a gente conversou, até No No feedback do birgotten que mudaram o tema do jogo, sem mudar o jogo em si mesmo. E é mascarar, né? 11 situação, e eu não acredito que isso tenha sido feito pelo pelo a galera da iniciativa Wi-Fi, sabe?

Eu Acredito que mudou tanto essa perspectiva do que era Oo flash marches, que já não, já não faz mais, senão cabe mais No No birgotten, sabe, não cabe mais da forma como está sendo utilizado hoje em dia, porque muito do que isso vem sido feito com relação às pessoas que jogam é uma desconstrução daquele cenário, né, daquela coisa toda. A gente vê lá em beagó, tem o livrinha que Oo prazer da vida dele é é interpretar o cara. O cara quer fazer uma peça, é teatralizar Oo cenário, sabe de

de organizar shows e tudo mais. EEE essa é que é a Vibe da vida dele. A gente tem um personagem meu que é a filó, ela só quer costurar, sabe? Ela está aprendendo a costurar, a fazer tecelagem e tudo mais. E não é muito aquela coisa do domínio, né? De de até expansão de territórios. EE só pra e só pra. Arrematar também assim, né? Que é em relação a essa questão da. Da memórias eu acho que é importante a gente, a gente não se perder nisso assim, é recorrer ao rastro.

É sempre muito importante assim. Então, quer dizer, é um chamou atenção aí, né? Ressignificar também. Afinal de contas, o que é que o movimento negro unificado fez lá atrás, por exemplo, né? Usava o tendimento de raça, não mais como uma ideia biológica, mas como uma ideia sociológica, e refletir sobre. O que é ser negro e tal, quando na verdade a gente quer inclusive?

O sonho, o desejo, é algo que a gente não seja visto não mais como negro, mas ser visto como como um cidadão brasileiro com determinados vínculos e tal. E é, isso, sim é importante. E aí, e finalmente dizendo aqui que eu acho que é importante dizer isso pra galera, o fann fala muito sobre isso. Sim, é, não existe construção que ela não se se apegue AA de

onde ela veio assim, né? Não fale sobre o blues, ele vai dizer assim o blues ele só faz sentido porque ele é construído por povos que foram escravizados assim, né? Se não fossemos escravizados, a gente IA estar fazendo outra coisa, a gente IA dar o dano, outros sentidos à vida, né? Talvez tão contraditórios, talvez tão cheios de de dilemas. Sabe isso que o Luciano? Traz para mim, me pega muitas assim. Que eu acho que essa é uma noção. Que a gente foi vem perdendo ao

longo do tempo. Sabe, por exemplo, o objetivo da luta antirracista. Não é pra afirmar a necessidade da das raças, mas é exatamente para superar essa essa questão de raça. Nós queremos construir um futuro onde, onde essa categoria não passa, mas nem o sentido. O problema é que hoje ela ainda faz. E aí, o que acontece? Mas quando a gente pede o seu Horizonte, a gente começa a ver aberrações, por exemplo, que é é o purismo, eu chamo de. Purismo, que é essa penetração?

De um de uma ideologia de pureza étnica dentro do próprio movimento antirracista. A gente briga muito isso dentro do movimento indígena. Quem é o indígena puro, a divisão dentro do movimento entre Oo indígena, apuro aldeado no território e os mestiços alto declarados na que eles falam autodeclarados, os mestiços que vivem fora dos territórios e tal e no movimento negro. Eu percebo de fora também muito

isso, né? Tem essa questão do da da disputa, de quem é mais negro, de quem e tal como uma necessidade de afirmação, quando que a gente precisa de ressignificação, sabe? Eu queria encerrar aqui com 11. Pergunta para vocês em relação à fantasia, né? Já que a gente falou algumas vezes de fantasia, queria encerrar com isso depois, abrir aqui para vocês darem os recados de vocês do melanina, o pessoais também. Mas a pergunta é a seguinte, vocês podem responder na hora em

que quiserem também. Mas é o seguinte, a gente está falando aqui de uma de que a fantasia, ela retrata uma realidade material e tudo mais. Mas a gente está vendo que fantasias, de certa forma, elas também têm o poder de mudar a realidade, né? A gente vê que o jeito que a gente trata nossas fantasias também vai dizer muito sobre como a gente vai encarar a nossa realidade. Como é que vocês encaram esse trato, esse uso da fantasia para

melhorar a vida? Essa divisão entre realidade e fantasia, na verdade, para mim, ela chega muito como uma coisa do colonizador, sabe que. O que eu, o que chega para mim, da minha ancestralidade? É que essa diferença, ela é, é uma linha muito tênue. Ela, na prática, se ela não existe muito, é, eu sempre falo assim, na pro meu povo, eu SoMo belzara. Bom, belsara é algo parecido com griô, né? Na Na cultura africana, uhum são os os, os que lembram, né, os que guardam as as memórias.

Então eu reivindico esse lugar entre os meus parentes, já alguns me reconhecem como tal. Pro colonizador, por exemplo. A gente vive 500 anos de democracia racial no Brasil. Vai pegar é os negros para o colonizador. Os negros sempre foram escravizados. Eles já se escravizavam entre eles, mesmo na África. Praticamente pediram para subir no nos navios portugueses. Essa foi a história oficial. É, durante muito tempo, isso era a realidade imposta para a sociedade brasileira.

Uhum. E a fantasia era dizer o contrário. Fantasia era falar, ao contrário disso, pode crer. Então, cara, então é tipo assim, qual é? Que linha é essa que divide a fantasia da realidade? Porque para nós, por exemplo, quando eu digo que eu sou um belzara, eu conto histórias, não é? E histórias com a data. Eu vou contar a história da cobra grande, que para nós tem uma, tem um significado, tem um sentido, traz ensinamentos. Não é uma história vazia, não é um exotismo.

Só uma curiosidade, um conto da carochinha e até os contos da carochinha tinha, no moral da história, uhum. Então tem, tem ensinamento, tem realidade Na Na cobra. Bem, eu vou contar como surgiu o povo mundo urupo a saga de caru sapato, que é o nosso grande grande líder, ancestral e tal,

fundou o povo. Unificando. 3 pobres diferente para dar origem ao poder no grupo na primeira aldeia, o acudi, na cabeceira do Rio crepori, na, na região do do alto Tapajós. A essa história, ela é recontada através dos séculos dentro do povo mundo urucuo. Quanto à realidade, o quanto é, não sei dizer importa tanto assim. Hum-hum é, é, é, é, não está nos limpos oficiais, mas para nós é o que nos guia, é o que nos

orienta. Então é, é eu acho assim, AAA linha entre ficção e realidade, ela é uma linha, no fim das contas, uma linha bem habitária assim, pá, hum-hum, o que existe é a vida, o que existe é o concreto, a natureza, o nós que estamos aqui conversando hoje. Hum-hum, e a gente é influenciado por símbolos por significados por sentires. Por, por pensares, por ser por por estares.

Então é eu eu vejo assim. AA gente joga pra fugir da realidade um pouco, porque às vezes a realidade ela é realmente pesada demais, e a gente precisa de escapismo, mas o escapismo também, ele não, ele não se dá no vazio, mesmo na fantasia mais escapista, espera-se que as coisas caiam para baixo, A água mole e as pessoas precisem se alimentar de alguma forma, daquele contexto. Tem um pouco de realidade ali, uhum. E mas e toda a fantasia?

Por mais escapista que seja ela, ela traz um pouco de reflexão também, né? Vai ver lá. Ele, Senhor dos Anéis, fantasia bem fantástica, bem, é bem dicotomia, bem mal e tal, mas traz ensinamento sobre amizade muito problemático, muito racista. Mas tem coisas que dá para extrair dali, tem infecções sobre e dá para trazer para a vida. Eu me dedico ao mundo das trevas, né? Minha dedicação há 30 anos, eu estou aí, quase trabalhando com o mundo das trevas. É muito pesado.

O mundo das trevas é sobre te convidar para te colocar. No papel de monstro. Para te fazer refletir sobre as monstruosidades que as pessoas são capazes de fazer mais uma proposta não te te estimular ou de legitimálo a monstruosidade, mas de te fazer refletir sobre ela, para que tu não cometa isso na vida, né? E aí é o jogo pesado, é uma coisa, não é todo dia que dá para jogar, não é qualquer pessoa tem que ter, tem que estar em dia com o analista para

jogar e tal. Uma coisa tem gente que prefere outras coisas, eu entendo perfeitamente, pode crer, tem gente que tem experiências péssimas e tal, e eu entendo porque eu também tive as minhas, mas eu acho que é importante também, sabe? Acho que não dá para a gente fantasiar só com um mundo perfeitinho, porque senão a gente se contenta com alienação, sabe com a política do. Do circo sem pão, uhum. E que às vezes a é importante ter também uma. Um lazer, uma opção de lazer que

seja mais profunda, reflexiva. Assim é questionadora das coisas problematizadora, eu gosto. A questão do essa questão importante de de se pensar, né, de trazer para. Para o que a gente espera, porque a gente tenta passar da da forma como a gente conta a história, da forma como a gente vive, histórias. É, eu gostei muito do do que o para quê, falou. Ele trouxe Oo termo os povos indígenas, da da linguagem que ele está está aprendendo a dominar e que eu já tinha escutado como grid, né?

Que é Oo contador de histórias da pessoa que mantém a memória viva. Eu gosto muito desse desse tema, desse título não é adjetivo, inclusive. Que é superlativo em em em questão da do tutorar também, de de trazer para para a realidade essa questão da ficção. A frase que que mais se ficou na cabeça hoje nesse papo, foi essa coisa da diferença entre a realidade e a ficção, não é para quê? Sensacional com isso que ele trouxe a realidade é não, não faz tanto sentido quanto a

ficção, não é? Complicada e é isso que a gente faz. Com o nosso Diogo com esta a questão da RPG, né? Do mesmo trazendo esse esse nome que do anacronismo, né? Do euro centrado na IPGA sigla em inglês, os jogos narrativos dos povos indígenas que nem o jogo da onça como outros que aí já conhece por aí, né? Enfim, é, é isso, né? Viver e aprender realidade. Ficção? Eu lembro que eu estava conversando com a minha tia sobre Matrix, como Matrix.

Mas não faz sentido, Luciano, porque na verdade matriz os caras fica voando, então. E aí, é. E aí eu ficava pensando, inclusive nos nos filmes de kung Fu assim, né? É tanto, sei lá no tempo. Shaolin é O Tigre do dragão, pô, mas que o cara voa aí lá, lá lá, aí não sei o quê e tal, né? Porque dentro desse entendimento. Né que o ocidente tenta ensinar? Apesar de você que está ouvindo a gente, não é? Não se espante, não é? Não somos ocidentais.

Você pula 7 ondinhas, quando você está no filme, você vai chir branco todo fim de ano. Né, você faz uma mesa cheia de. De. Frutas no fim de ano, né? E às vezes não sabe, porque às vezes você faz, fazemos isso e aí a gente faz isso porque, né? AAAA aquilo que chamamos de ficção é nos ajuda. Não só nos ajuda, né, mas nos constitui quanto quanto seres humanos assim, né?

Então, por exemplo, eu eu ficava lembrando aqui, né, do meu tio-avô, dessa história, lá do seu, do seu António cipiano Como Ele É muito. Parecida com a própria. História do oswaldão né osvaldão, que lutou na guerrilha do Araguaia. E uma das coisas que as pessoas contavam era que o Osvaldo, ele tinha o poder de de de de de aparecer e desaparecer. Porque. E aí eu fiquei pensando assim, putz, cara, porra.

Como assim, né? Que que que que história é essa que as pessoas contam em relação ao Osvaldo e tal? Isso é algo muito interessante no dia pra gente, né? Sobre por que que a gente quer refletir tanto sobre a própria ficção, né, que ela sempre dá sentido, né? Nos ajuda a dar sentido, e não de forma utilitarista, né? Mas enquanto entendimento orgânico como algo que não é aquilo que nos impulsiona, inclusive.

Né? Então, é algo que que me parece importante, porque quanto mais a gente passa a refletir sobre esses temas, mais a gente passa a refletir sobre o processo de humanização das histórias. Assim a gente passa a entender de forma humanizada e falar, por exemplo, folclore não faz sentido, mas, por exemplo, né? O que é que a gente aprende, por exemplo, em relação ao zitãs, o que são zits, quais são as construções que estão colocados em cada um dos zitans em relação

aos orixás. Quer dizer, então a gente precisa. Aprender a humanizar as histórias que são contadas. E quem conta essa história? Acho que esse é um ponto que me parece mais importante. Eu, enquanto professor, inclusive, entendo essa dialética da vida, inclusive né, essa contradição, porque eu educo crianças, cara, e educar barato, o que é difícil, velho, que educar é agir contra natureza da criança, inclusive educar o ato violento, violentíssimo.

Eu tenho noção disso. E aí agora, como que vou fazer isso? De forma em que pela? Menos a gente se entenda. Isso tem sido um processo. Agora, eu não sou dono da verdade. Tudo mais o que eu tenho pensado muito nos últimos anos. Cara, em relação a isso, desde quando eu voltei a lidar com ARPG de forma mais ampla, é desde 15.

Mais ou menos é que a gente precisa continuar refletindo de forma honesta de forma, sem achar que, porque Exclusive está posto em parte da cena, que há o de se entender enquanto bastião da moralidade eu não sou, não sou esse cara, não quero ser esse cara. Sou contraditório, vou errar AAA. Vou dizer bobagens, vou dizer acertos. E é isso que a gente precisa pensar assim. Agora, o lance. É como como e onde você coloca a sua paixão, né?

E como você luta para refletir sobre as coisas que que pesam a vida aí já um outro rolê. Bom galera, o papo muito bom, acredito que a gente poderia ficar mais um tempão aqui falando sobre sobre esse tipo de coisa, porque é é infinito, né? Fantasia, cultura pop, OA cultura relativa ao PTO que se constrói como fantasia em cima disso, nascimas são assuntos curta, complexos, AA ancestralidade, EE, povos originários e tudo isso que a gente tem que a gente abordou

aqui, que a gente pincelou. Mas eu queria deixar claro aqui que vocês podem buscar o melanina, RPG para poder. Ficarem mais próximos dessa produção tão importante. Ele abriu o espaço aqui para vocês darem seus recados, tanto os pessoais quanto os do melanina RPG para gente finalizar o papo aqui por hoje. Então manda aí por aqui, manda aí seu seu sua despedida pra galera. Então meus parentes saway deixar aqui o recado só, né?

Eu faço parte. Além do além de estar a fazer a parte do menu enina, eu sou administrador da página Brazil in The Darkness, onde a gente produz conteúdo para o mundo das trevas numa outra perspectiva. Perspectiva dos povos. Afro-brasileiros, indígenas também. A gente tem um coletivo de cultura indígena aqui na região metropolitana de Belém, que é o tecó, o nosso coletivo de ativismo indígena da região metropolitana, né?

Da capital paraense. E eu faço parte da cabiadip, que é a nossa articulação mundurupor no contexto urbano. A gente organiza aí os parentes munduruku que vive em cidades aí por todo o Brasil, dão um abraço aí para os parentes e ficamos à disposição aí para outro convite. Maneiro. Vamos falar de rord of darkness, com certeza. Agora vamos lá. Fala aí, Lu. Então, assim, primeiro dizer que

é sempre bom estar aqui. Cara, café com danjion é. É um espaço que eu tenho um carinho muito grande, muito, muito grande mesmo. OOO bauber certamente aí um dos manos que que mora no meu coração. É, porra e irmãozão mesmo. Estamos? Juntos é, mas cara, é, eu IA eu IA sacanear nós. Eu falei, eu falava, eu falo assim, tchau, eu IA fazer isso também, cara, porra. Bobagem, é. Mas acho que é deixar aí o convite aí pra galera conhecer o melanina, conhecer os trabalhos aí da galera, né?

É, é, a gente tem conseguido. Fazer várias e várias reflexões em relação aos diferentes temas. Em relação à prática do RPG, eu não tô tão em movimento assim não por conta de um mestrado que tá no meio do caminho, mas isso logo mudará de cenário. É isso? Beijo, me chama mais aí que eu estou sempre aí. Fiquei sabendo aí que tinha uma ideia que era fazer um sobre futebol, aí chamar o tevisan, OPA, vamos ver, vamos, vamos, vamos fazer. É, né, cara? É?

Pois essa pauta. Perdida aí da primeira temporada que não rolou e que ficou no meu coração aqui pesando e sangrando. É só chamar. Até porque é meu, meu, meu Mano, trevis, ele vai curtir aquele ali, tá feliz da vida. Tá feliz, né? Em 2019, 6 se se vocês deixaram para depois conta disso, 2019 eu estava muito por cima, né? No Flamengo. Pô, ai, nossa. Estava chato. Era melhor? Não. Eu tinha passado, tinha passado. E só passou muito, né? Dá pra gente pensar em retomar isso aí.

Boa, maneiro. E você tio. E manda aí seu papo. Muito obrigado aí, Bob, pelo convite. Agradecer aí pela acolhida de sempre, tanto aqui no café, né? Primeira vez que eu apareço. Espero que seja a primeira de de alguns. Serão? Para trocar a ideia sobre coisas mais legais do que essa questão das dores. Sem dúvida. Muito obrigado também lá pelo papo no notem, é sempre muito legal te ouvir como como um

chegado e como aliado agora, né? Aliado a essa Na Na casa destas questões e como amigo também, né? Um grande abraço. A galera aí pode me encontrar próximo do melanina RPG, próximo também ali do canal do Capim remoto. O no disse na semana passada que eu virei sócio dos jogos e quilombagens. Virou, virou, virou. E no Instagram e no Twitter, se vai chegar por lá e seguir que a gente está sempre trazendo algum conteúdo sobre ARPGE várias questões problemáticas e

divertidas. Assim posso dizer, então puder seguir, estamos juntos. Vou deixar o link de todo mundo aí, todos os links citados, aí vou deixar link de leituras importantes para vocês também que foram citadas aí. Então sigam aí no Oo episódio até o descritivo dele, o escrito que vocês vão poder pegar ali o os links, né?

E acompanhar todo esse material. Então, galera, quero agradecer vocês como Oo tio falou uma coisa aí que liga com a última live, que eu vi, que estava rolando lá no csi acompanhar inteira, mas. A live lá do do Luciano, né, que o tema foi a Nina que trouxe que jogou com a gente também, que é não deixe que minha, com uma era frase, é a frase do amarelo, né? O é permita que eu fale, não as minhas cicatrizes. Exatamente, então é isso aí, só reforçando que.

Se estão chamados aí pra pra voltar, sempre tá reforçar isso, independente de cicatrizes. Vamos falar também do que deixa a gente feliz o tempo todo, que é brincar de faz de conta, né? Então, estamos juntos, gente. Muito obrigado, é? Sigam aí, Oo os links. E estamos junto, galera. É nós. É isso, espero que tenha curtido o episódio que tenha causado reflexões em você como causou em mim. Eu vou deixar aqui no para vocês uma enquete para vocês participarem no Spotify.

Você consegue só pelo spotfy no celular, então, se você tiver ouvindo em outra plataforma, é por gentileza, vai lá, abre o seu Spotify no celular e participa da enquete. Vai ser um orgulho para a gente ter você participando. E eu pergunto, se você já experimentou um jogo dentro dessa proposta de campanha do Ben robbins e qual o nome? Você daria para substituir o nome OS marches? Então assim, são 2 perguntas para você responder lá e vai ser

muito legal ouvir de você. Além disso, queria deixar aqui no distritivo do episódio o os links que foram citados no episódio. Primeiro, o link dos convidados. Então tem aí Twitter, Instagram do Melina, RPG para você seguir esse coletivo. Tem também o tio changes e o Luciano Jorge no Twitter e o por aqui no Instagram, você pode seguir. Tem também a tweet dos jogos de lombagens, que é o canal do Luciano e o. Medium Brasil na escuridão, que é o olho of darkness no Brasil.

Tudo por aqui. Tem também um link deixado pelo tui, que é o catarse do Quilombo zero, que é um jogo interessante aqui de é. É bastante inspirado em Watch Dogs e no mojobá RPG e se passa numa floresta futurista muito interessante. Então fiquem ligados aí nesses projetos e vou deixar também os links citados pelos participantes. Então, primeiro é a playlist de the West Marshall no café com Dungeon na primeira temporada,

em que eu explico o estilo. Tem também um artigo no medium do Jorge valpaços chamado marcha para Oeste e jogos. Tem também um vídeo do Demi kiral, que é o que é o smashes, uma reflexão, sobrenome e jogabilidade. E tem um documentário citado pelo Luciano Jorge chamado eu não sou seu negro. Está lincado aqui também tem um link do por aqui que é onde encontrar pessoas indígenas que está lincado para o Instagram, que é um texto muito interessante que ele deixou para gente.

Também tem links da comunidade do café com danjão e agradecimento, aí o ao Gui providelo que trouxe para a gente esses links são links em inglês, está e não temos tradução, mas vale a pena. Se você sabe alguma coisa de inglês, vale a pena dar uma olhada ou de repente meter um translate lá, caso você queira. É dar uma, dar uma, dar uma olhada, né? Acho que vale a pena, e o

primeiro é o de colonize indie. Do blog zedec, see writt hours tem o outro, que é a imagem colonizares, uma settings do blog governantes, blog EODND this, entendeu stand what monters are the blog toonossault. O primeiro é de colonizando o day day, o segundo é estamos adicionando colonizadores ao ao nosso cenário, e o terceiro é ODED, não entende o que são monstros.

Vale a pena seguir? Obrigado Gui providelo pelos links, isso aí se você ainda não é um assinante do café com danjão como Gui providello, apoie o nosso podcast, você pode ir lá em apoia.se barra café com danjão e você ajuda a gente a voltar a ter 5 episódios semanais, aumentando as chances da gente abordar sempre temas que você ama, né? A gente não vai precisar ficar escolhendo tantas pautas, inclusive vai poder representar melhor toda a comunidade

brasileira em sua diversidade. É então apoia quanto é ser barca fecunda e, além de ter material exclusivo, né, de acordo com o seu nível de apoio, tem também acesso a sorteios, né, e a gente já fez nessa última semana, agora o sorteio de. Um kit de 1 kg de café com 4, com 4 tipos de café especial, diferentes da ovelha negra, que a gente sorteou pro nosso apoio de nível mais alto, a gente também sorteou alguma. Alguns pacotes de 250 g do café Torra média.

Pros demais níveis de assinatura, né? É progressivamente. Se você quiser beber um café desse, sendo ouvinte, apenas não sendo assinante, você pode usar o cupom CCD, tudo minúsculos. Se você é um assinante, pode usar é cupons progressivos, com descontos cada vez maiores. Então beba café o verenegra, que é delicioso, e deixe seu apoio pro café com danjão, caso você queira só fazer uma contribuição

pontual aqui. Deixar uma gorjeta pra gente talvez porque tenha curtido especialmente o café com Danilo de hoje, você pode deixar uma gorjeta no nosso Pix. Até comodanjao@gmail.com e a gente conta com você. Se você é dono de uma marca, tem uma empresa e de repente quer ter um dia da semana do café com danjão para você, você pode financiar um episódio semanal do do nosso podcast, fazendo a

Alegria da massa rpegista. Então consulta a gente em café, comdanjo@gmail.com que a gente passa o nosso media kit e a gente pode fazer uma proposta especial para você. A gente tem também aí a possibilidade de parcerias. Anúncios, né? Botar spot de? De propaganda fazer lançamentos e não somente de RPG, né, mas também de café, café especial, né?

Jogos, jogos eletrônicos, tecnologia, mídia, quadrinhos, livros, tudo isso a gente gosta de trabalhar e tem muita aderência com o nosso público, então consulte a gente no café comdanjao@gmail.com. Por fim, se você quiser colaborar com a gente, se você é um produtor de conteúdo, game, designer independente, acadêmico ou fã mesmo e tem um assunto maneiro, que você quer tratar com a gente, quer participar do

nosso projeto? Pode contar pra gente sobre você falar a respeito das suas, das suas ideias e de como a gente pode colaborar? Então, manda também um e-mail para cafecomdanjao@gmail.com. Então vamos lá agora, terminando agradecendo os nossos assinantes, a galera que contribui para esse podcast matinal, então obrigado, o pessoal que apoiou aí com incentivo. Incluindo aí o Lúcio. Intel? Muito obrigado, Lúcio. Valeu demais ao pessoal do nível

de apoio. Comunidade também, incluindo aí o Caio Palma Fernandes, o Camilo Suzuki Pacheco e a Paty Brito. Muito obrigado pelo apoio de vocês. Um salvo especial para os assinantes do nível RPG dojo. Então Daniel Haidar, Denis Oliveira, Evaldo pontual, Felipe scoy, Germano Assis, o Léo Monteiro de Moraes. Obrigado pelo upgrade. Valeu, Luiz Guilherme, Marcos Vinícius ornelas, Mateus coleto, Pedro Borges, Pedro brisini, Pedro Werley, Rafael garoto e Renata canivaroli e Rudolph

Helmut schuans. Vitor. Hugo Martins, grande abraço também ao pessoal do treinamento Oil of the então Abílio Júnior, Bruno, cobi, Diego seixito, o Leo. Gasparuto menini. E o Rafael Machado pardal galera, muitíssimo obrigado pelo apoio de vocês. Um abraço. E até a próxima.

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