Vencendo a agenda no RPG #0030 - podcast episode cover

Vencendo a agenda no RPG #0030

Jul 25, 202452 minSeason 2Ep. 30
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Balbi faz um episódio mais solto, sem pauta, falando sobre as experiências de jogo que teve que o ajudaram a assumir menos responsabilidades e jogar mais RPG, resolvendo no processo o problema da agenda.

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  • Pedro Borges
  • Felipe Escosteguy
  • Marcos Alves Gonçalves Júnior

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  • Abilio Jr.
  • Cesar Machado
  • Diego Sestito
  • Douglas Baiense
  • Leonardo Gasparotto
  • Matheus Piqueira
  • Rafael Machado Bardal
  • Bruno Cobbi
  • João Burlamaqui
  • Guilherme Providello

Grande abraço ao nosso assinante Café com Balbi:

  • Thiago Augusto

Transcript

Se eu não pedir pizza, meu grupo todo morre de fome. Eu já falei essa frase algumas vezes, eu tenho certeza que você já se sentiu assim se você costuma ser mestre no teu grupo. Há dois episódios atrás eu abordei Barnaut no RPG. E muita gente falou sobre a responsabilidade do mestre no episódio, esse cara que é sovia, chupacana, anda de skate, mexe no excel, tudo ao mesmo tempo para fazer

o RPG acontecer. É, isso é muita responsabilidade na mão dessa pessoa, a gente pode ver isso no episódio de Barnaut, né? E a gente fala bastante isso aqui no café, no guia do mestre cafeinado e tudo mais. Mas uma das coisas mais complicadas de todas essas responsabilidades que o mestre costuma assumir, eu

encaro que é montar a agenda do grupo. Ver quando o grupo vai jogar, fazer a próxima sessão acontecer, é muito cruel ele ter que lidar não somente com a marcação dessa sessão, mas também lidar com todos os dramas envolvidos na priorização do jogo, que muitas vezes leva para atritos dentro do grupo e para atritos sociais ali, aquela galera

que joga junto. E para mim foi uma coisa que aconteceu naturalmente, quando eu olhei a água estava batendo na bunda. Quando eu me dei por conta, eu era a pessoa que mais se coçava para marcar os jogos no meu grupo doméstico lá atrás. E cara, eu nunca tinha me imaginado nessa posição porque o meu grupo era bem hardcore, nunca tinha o que reclamar a respeito disso.

Todo mundo ali jogava muito, todo mundo ali gostava muito de jogar, não perdia a sessão, e acabava que era muito fácil marcar o jogo e quando eu me vi com dificuldade de marcar a próxima sessão, me bateu um certo desespero. O problema aconteceu justamente quando aquele grupo confortável, que estava há anos, décadas ali jogando, a juventude inteira, a gente cresceu de criança, a gente deixou de ser criança, virou adolescente,

entrou como jovens adultos jogando junto. E aquele grupo de repente começou a mudar, as pessoas começaram a mudar e com elas as agendas delas, e aí o bicho começou a pegar. É engraçado falar em agenda, né? Quando a gente fala em agenda, às vezes a gente está falando de game design aqui no café. A agenda é um termo que a gente usa para dizer o que a pessoa quer naquele jogo, o que que move a pessoa

naquele jogo. E quando a gente fala em agenda, para marcar jogo, para marcar sessão, no sentido de calendário, vou marcar a minha agenda aqui, a gente está falando um pouco de intenção também. A gente está falando do que te move, da tua prioridade,

do que você quer ali no jogo. Então se você coloca uma data na tua agenda, você está dizendo que você quer separar aquele momento ali para fazer determinada tarefa, determinada coisa, determinada encontro. Então quando a gente fala de agenda, isso se relaciona também com essa coisa do

que você intenciona, do que te move ali. Não é somente a agenda de jogo no game design, esse paralelo é muito presente e foi uma coisa que eu vim muito tocando aos poucos. Essa história é muito conhecida. Ah, eu joguei RPG durante muitos anos na infância e

durante a adolescência, mas eu tive que parar. Cara, normalmente essa história que é recorrente, ela não é uma história de uma pessoa só, é a história de um grupo inteiro, do qual às vezes ninguém se salva. E aqueles livros que viam o mês assim passam a reservar aquele espaço esquecido na

prateleira e ficam pegando o porco lá. Cara, é brabo assim, mas quando a gente percebe que o problema de agenda muitas vezes é um trabalho do que a gente está buscando na vida, naquele momento, de que não rola de dar prioridade para o RPG agora, a gente percebe que não adianta eu querer fazer com essas pessoas aqui que estão largando o jogo e

que elas passem a jogar. Não é justo que eu peça isso delas, mas também não é justo que elas peçam de mim, que eu pare de jogar junto com elas. E é isso que a gente vai ver um pouco aqui no Café com Dungeon de hoje. Um jeito de continuar jogando pra mim foi rever

principalmente as minhas responsabilidades no jogo. E isso me ajudou a encarar o RPG de um jeito mais tranquilo e com certeza foi essa tranquilidade e as direções que ela trouxe que me permitiram continuar jogando até hoje. E são elas que eu vou compartilhar aqui. Posso dizer, mais tranquilo, mas nunca menos apaixonado. Bom dia amigos do Café com Dungeon, estamos aqui pra mais um episódio do seu podcast Matinal favorito,

trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael Balbi, eu já estou aqui no meu café nostálgico, eu vou falar dos velhos tempos bastante, vou repassar algumas experiências que eu vivi ao longo de tantos anos jogando RPG e nada melhor do que tomar um café delicioso enquanto eu faço

isso. Cara, é real, o café é muito na hora, o café é gostoso demais, é o café ao velho é negro, você já sabe né, eu vou falar de tempos em que nem bebê cerveja ou bebia e eu tenho saudade daquele tempo em muitas coisas, mas não tenho saudade do café que eu bebia não cara, o café que

eu bebo hoje é muito melhor. Se você quer qualidade de vida que nem a minha aqui nesse momento bebendo esse café, vá lá em ovelenegracafés .com, usa o cupom CCD que é o cupom resolvente do café com dungeon, se você for um assinante do café com dungeon você vai ter cupons progressivos lá em

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se reflete no meu RPG. Bom, vamos começar hoje aqui fazendo a leitura de

enquete né, para a gente começar o episódio. O último episódio foi sobre o Beyond the Wall né, foi o review sincerão do Beyond the Wall, jogaço, trouxe aqui os pontos principais dele né, o que eu acho que é onde ele brilha e o que ele e onde ele brilha, acho que vale bastante ali a gente, bom, o último episódio foi sobre o Beyond the Wall né, o review sincerão e foi muito legal poder ressaltar ali onde

ele brilha mais né, e as perguntas que a gente fez foi o seguinte, primeiro, você gosta de jogos OSR e cara, mas magadora maioria disse que sim, 93 .9 % e PASME, isso é novidade no café com dungeon, porque é a primeira temporada inteira, sempre que eu fazer algum tipo de pesquiso ou alguma coisa assim, não era todo mundo que curtia os jogos old school, não, estava meio 5050 ali, tinha muita gente

que não curtia necessariamente o old school e o OSR e ainda assim ouvi o café, o primeiro indicativo maravilhoso, isso até hoje acontece ainda que pelo visto uma porcentagem menor pelo menos das pessoas que responderam, e não seriamente isso reflete o grupo total de ouvintes, mas assim, pelo número ali, pela porcentagem de pessoas, pelo número dos respostos, é um indicativo interessante, mas o Igor

Dólar, o Igor da Goberto ilustrou bem isso no comentário que ele fez, ele falou assim, eu não sou o jogador de OSR, mas tenho muito interesse, principalmente a parte dos estudos, a galera do OSR debate e dialoga bastante e eu adoro acompanhar, muito maneiro, isso é uma coisa que me traz muito conforto, que eu consigo falar do que eu gosto mais dentro do RPG, que é o old school, não seriamente OSR,

mas dentro do old school, e mesmo assim a galera engarja comigo, mesmo quem não curte exatamente a mesma coisa que eu, isso para mim é um feito que eu me orgulho, então bom, beleza gente, vamos cair no episódio de hoje, o episódio de hoje é justamente aí, a gente abordando a agenda, como

vencer a agenda. Todos jovem as lendas do norte, mas ninguém sabe o certo que tem lá, maldições, criaturas terríveis, tesouros mágicos e queiras esquecidas, é o que as histórias contam, depois da grande muralha, nas tavernas dizem que a companhia dos Biltres se instalou nos limites do mundo, a gente está financiando aventureiros para explorar essa terra maldita, já vai fazer um ano a Malakias, que muitos

partiram para o norte, deixando o valetim e viajando sete dias por esses anos, bom, morrinha do céu eu também estou partindo, eu cansei dessa vida de merda meu amigo, mas então Malakias me fala, você vai vir também ou vai passar o resto dessa tua vida patética batendo carteiras, eu não sei você

mas eu quero morrer rico meu amigo. Fala galera do café, aqui é o Hikaru e eu queria fazer um convite para vocês, Fines Terra é uma mesa de Hexcrawl, que usa o Caves and Hacks, pirado no bestia de 81 que todo mundo ama, e é uma campanha que acontece no estilo mesa aberto, o que significa que qualquer um pode colar, jogar com a gente, são sessões ebsóficas, quem pode jogar no dia a gente monta

um time e esse time sai para explorar, então eu queria fazer esse convite para vocês virem explorar esses hermos malditos, descobrir os segredos de cartelos abandonados, atravessar espelhos mágicos, encarar as brumas prateadas, tomar o chá da minha estrela e vir buscar esses tesouros que foram

esquecidos pelo tempo, enfim is terra. Essa mesa também galera, usa o estilo de jogo oil fantasy, quem é o vinte do café está ligado que eu sei, então espero vocês lá e valeu balbi.

Eu vou contextualizar as coisas um pouco, trazendo a minha história, muitos de vocês que são ouvintes de longa data já ouviram um pouco dessa minha trajetória dentro do RPG, mas eu tinha um grupo doméstico, como falei em introdução, e eu tive a sorte de todos eles gostarem muito de RPG, e sempre foram muito hardcore, todo mundo sempre comparecia, todo mundo sempre, inclusive muita

gente gostava de mestrar ali, ainda que eu fosse o mestre mais comum, outras pessoas também mestravam também, era muito legal, era uma sorte para mim, ter gente que gostava da mesma coisa que eu e durante tanto tempo, passamos muitos anos desde criança até jovens adultos jogando junto, mas ainda tem mais do ponto a água bater na bunda, essas pessoas mudaram, suas agendas mudaram, suas

prioridades mudaram, e eu falei cara, eu vou virar estatística, porque esse grupo está me enguando e morrendo, galera não está conseguindo mais marcar a sessão como marcava antes, está vendo um parto marcar, agendar essa sessão, e mesmo quando eu desisti de marcar a sessão, outras pessoas conseguiram outros jogadores envolvidos ali, que estavam dispostos, tentaram assumir as possibilidades de marcar, e

mesmo assim, estava difícil, e eu falei, eita cara, vou entrar para esse grupo de jogadores que tiveram que abandonar o hobby, e algumas coisas assim nesse momento, a gente começou a ver acontecer que foi da

vida, não é? Uma questão da galera, simplesmente mudar o perfil assim, foi que a vida foi acontecendo, as pessoas mudam com suas prioridades, a gente jogava nesse ponto, a gente estava jogando ali, Ars Magica, que é essa campanha de um jogo que é muito, assim, um jogo ultra nerdão, assim, no melhor sentido da coisa, um jogo que é muito profundo, você constrói um concílio com magos, com heróis, com

grogues, que são quadruvantes ali, cada um com a sua história, esse concílio tem um estudo hermético acontecendo ali, e esse estudo compreendem livros, você sabe o nome de cada livro, você sabe o que tem, qual é a matéria daquele livro ali, você sabe todos os tipos, e cada um dos personagens tem ali seu background, tem sua história, tem suas questões

políticas no jogo, então é muito denso, né? A gente precisava de um grupo ultra nerd para isso, e o grupo era grande, e a Enxá era bem grande na verdade, nesse ponto da campanha de Ars Magica, a gente tinha ali fácil 7 pessoas, 8 pessoas jogando na mesa, de forma recorrente, eventualmente um ou outro faltava, mas a gente tinha ali, pelo menos 6 pessoas jogando, isso é certo assim, durante um tempo foi

assim, mas aí cara, as pessoas que levantaram essa campanha com tanta profundidade começaram a ter questões ali, por exemplo, um deles saiu, foi para a Nova York, que foi, sei lá, teve que passar um ano lá para o conteúdo do corpo diplomático, que ele passou no Itamarati, o outro virou doctor, foi estudar em Berga, enfim, o outro começou a namorar uma menina que morava mais longe, e também se mudou

para um pouco mais longe, e aí estava repriorizando as coisas com o mestrado, enfim, o outro teve filha, começou a se engajar muito fortemente com o Carnaval, com o Carnaval no Rio e em Recife, enfim, são meus grandes amigos assim, até hoje são meus grandes amigos, não sei se eles têm jogado RPG, mas pelo menos das últimas vezes que a gente se falou eles não estavam jogando RPG repontemente, tinham Fernando

também, que é um cara hardcore e que é médico, grande amigo meu até hoje, a gente se fala bem menos, mas ele na época era um cara que lutava bravamente para ter essa agenda, e cara, essa galera foi mudando, o cara, porra, cada um ali com suas responsabilidades e alguns impedidos de jogar mesmo, então o grupo encolheu um pouco, quando o grupo encolheu, a gente começa a ver que fica mais difícil

de marcar a sessão, aí a gente passou a ter uma perspectiva a ser discutida ali, que era o seguinte, é melhor a gente marcar o jogo toda semana e aí nesse caso vai ter gente ali que não vai participar porque não está conseguindo participar sempre, ou a gente vai marcar mensalmente ou quinsenalmente, a gente fala não, quinsenalmente eu consigo, mensalmente eu consigo, isso virou um debate até calorado dentro

do grupo, a gente debateu e uma coisa interessante sobre isso foi o seguinte, olhando para trás um pouco a gente viu que a gente já não estava mais jogando toda semana, já estava difícil marcar toda semana, mas a gente estava querendo marcar toda semana, a gente não jogava toda semana porque tinha 3 caras que não iam, 2 caras que não iam, a gente falava é foda, vamos ficar sem eles e tal, o melhor de marcar,

só que tinha uma galera que estava querendo jogar, estava hard core e estava ali, estava disposto a jogar, e aí a gente ficou pensando cara, se as pessoas que não estão conseguindo jogar semanalmente, será que elas vão conseguir jogar quinsenalmente, porque se acontecer como acontece agora, mas a gente marca quinsenalmente e ainda assim essas pessoas não conseguem ir, aí a gente perde o

grupo para sempre, mensalmente a gente marcou uma vez no mês, e nessa vez no mês as pessoas não foram, teve que cancelar, pronto, a gente já passou mais um mês sem jogada, quando a gente abriu o olho já passou um ano, dois anos, então ali cara, a coisa ficou acalorada mesmo, principalmente porque nessa discussão toda começou a entrar uma questão em relação a prioridades e satisfação do porquê que

não está aparecendo, a gente começou a perguntar,

mas por que você não vai jogar? E a gente tem esse emocional que na hora fala, eu estou dando uma gás aqui, estou trabalhando, escrevendo, estou preparando sessão, estou com todo mundo aqui investido também, principalmente a galera mais que está aparecendo sempre, enquanto os outros não estão vindo, por que você não vem, é o cara falar, mas é porque não vou conseguir voltar a tempo de

um evento de família, ou não vou conseguir voltar da casa minha namorada, o outro fala, cara, eu tenho ensaio da minha banda, eu tenho isso, cara, milhões de motivos, e cara assim era meio chato, a gente ficar querendo saber por que, porque a pessoa fala, eu não fui porque estou estudando para o mestrado, eu não fui porque apertou o meu trabalho, porque isso eu para julgar, e a gente ainda corre o risco de

ficar falando que é verdade ou será que é caouto, será que está inventando isso aí, não está falando isso, mas no fundo está indo lá, bebe cerveja com a galera da faculdade, e aí esse emocional começa a sabotar esse grupo, e essa discussão começa a ficar calourada no pior sentido possível, não das pessoas tentando resolver, mas das pessoas tentando não resolver a agenda, mas tentando resolver seus

afetos, porque é muito ruim, é muito complicado, e isso aconteceu na minha mesa, essa discussão aconteceu desse jeito, a gente precisou ali ter uma conversa difícil, eu falei que eu me toquei um pouco essa coisa da agenda, de que a agenda, em primeiro lugar, é prioridade, quando você coloca aqui na tua agenda ali no dia tal, você vai fazer tal coisa, você está priorizando isso acima de todas as outras

coisas, mas o fato é que era claro que alguns pessoas não estavam priorizando o RPG naquele momento, sempre aparecer alguma coisa mais importante, independente de estar naquela agenda ou não, porque aquela agenda é semera burocracia, se não refletisse a vontade deles, a agenda deles em cumprida, até a agência, em participar da seção, e aí o que aconteceu é que já que essa galera não tinha

prioridade para o RPG, sem marcar se mensalmente, RPG continua sem prioridade, a gente pode até dizer não, mas como é mensal aí ele vai dar prioridade, mas por já não vai refletir a vontade dessa pessoa, mas o fato é que ficar pedindo satisfação também é muito ruim, não importa, tem gente que não vai conseguir dar o motivo de por estar faltando, ou porque não quer compartilhar um espaço pessoal, um espaço privado,

e no determinado ponto eu até pensei também o seguinte cara, a pessoa não está a fim de jogar, não é suficiente, eu até falei isso no episódio sobre Burnout, já é suficiente, a gente precisa ficar perguntando por que a pessoa não está podendo, a gente fala ah mas tem outras pessoas que botaram a agenda e que vão ser prejudicadas por que não conseguiram jogar, porque algumas outras ali, sei lá,

tiveram qualquer, não só simplesmente não estavam a fim de jogar, no fim a conclusão que a gente chegou depois de ter uma conversa bem dura, uma conversa difícil, foi que cara, não importa o motivo, e não importa, eu não quero ficar emocionado em relação aos motivos dessa pessoa, não importa, o que importa é que a pessoa não está a fim, e isso é o fato que a gente tem que lidar, a gente tem que

lidar com o jogo acontecer, a gente tem que fazer o jogo acontecer se a gente quer jogar, e se sou eu que quero que aconteça toda semana, tem que fazer isso acontecer toda semana, independente da vontade daquela pessoa, se aquela pessoa fala cara eu não estou a fim, é justíssimo, o fato é que a gente criou um clima que era difícil, a pessoa fala cara eu não estou a fim, e é importantíssimo que age a

clima para a pessoa falar cara eu não vou participar hoje porque eu não estou a fim, então a gente chegou à conclusão de que a gente precisava mudar um pouco as dinâmicas do grupo, a gente foi importante, a gente conseguiu empatizar todo mundo ali, todo mundo trocando uma ideia e chegando à conclusão de que isso aqui é o que a gente quer manter nossa amizade acima de tudo, uma coisa importante disso aí foi que

esses afetos que a gente estava negociando ali em torno da agenda do RPG acabaram levando para uma conversa muito difícil mesmo que a gente precisou ter, mas foi importante, e aí nesse ponto entrou um papo delicadíssimo assim, que essa galera que estava dando menos prioridade para o RPG estava se tornando adulto, estava todo mundo ali jovem adulto e estava assumindo as responsabilidades ali,

namorando, tendo filho, tendo isso, naquilo, e aí cara teve o papo de cara olha só, é a vida adulta acontecendo, eu não consigo dar prioridade para RPG porque a gente está vendo adulto, a gente é adulto a gente tem coisas da vida adulta, trabalho, é mestrado, é criança, é mulher, a gente precisa da atenção para a nossa vida nesses aspectos de adulto e eu me senti muito mal com aquilo porque a fala deles

e eu e eu pude confirmar com outras pessoas que estavam querendo jogar toda semana suou para a gente como se a gente não tivesse responsabilidade, como a gente não tivesse passando pelas mesmas mudanças da vida adulta, eu tinha trabalho, eu tinha frila, tinha namorada, tinha enfim, tinha problema com o carro, tinha tudo que eles tinham também só que eu estava dando prioridade para RPG, todo mundo tem esses

momentos que consegue reorganizar a própria agenda e isso levou a conversa a ser um pouco explosiva, a conversa que a gente teve, mas foi muito importante para o grupo se manter unido, a gente falou que é importante para a gente manter nossa amizade e bom, como é que a gente faz para que o grupo se mantenha, para que o jogo continua rodando e principalmente para que nossa amizade continue, a

gente precisou tirar essa carga pesada do fato de que tem gente no grupo que não está a fim de jogar sempre e tem outras pessoas que estão a fim de jogar sempre e que a gente percebeu que é a solução que a gente tem inicialmente é botar aqui um coro mínimo, o jogo vai ter com menos pessoas, se a gente precisava de 6 pessoas, 5 pessoas para ter jogo, basta faltar 1, 2 que a gente não marcava

agora não, a gente vai marcar sempre, a gente vai ter toda semana, se vai aparecer só o Fernando Guilherme, se vai aparecer, enfim, não importa, mestre e mais 2 está tendo o jogo, isso vai manter o jogo acontecendo, o pessoal que só pode aparecer de vez em quando, se puder jogar quinzenalmente, aparece quinzenalmente, se puder aparecer mensalmente, que apareça mensalmente e isso a gente chegou nesse ponto,

mas com a alma mais limpa, com o coração mais calmo em relação a isso, não precisa dizer por que não vem, não precisa dar justificativa, aparece quando quiser, mas a gente vai tentar manter o máximo possível com esse coro mínimo, pequeno, chuto, o jogo acontecendo, e bom, essa coisa de instituir o coro mínimo, de fato, só vou ao grupo, a gente continuou reunindo, só que a gente começou a ter um

problema aí com o próprio Arzmágica, né? O Arzmágica é uma campanha muito intrincada, é uma campanha muito complexa, muitas coisas acontecem ali, muitas linhas políticas, muitas linhas de história, muitas histórias sendo trabalhadas ao mesmo tempo, muitas coisas que precisam ser vistas, precisam ser revistas, precisam o tempo todo ali ser trabalhadas pelos jogadores, e quando a gente tem um coro mínimo e

vários jogadores não aparecem, aquela campanha fica solta, várias coisas ficam presas, várias linhas ficam presas, linhas de história, linhas de desafio,

e a coisa não evolui. Então, a gente percebeu que o Arzmágica em si não é um jogo para um grupo pequeno, de forma geral, ele é um grupo, é um jogo que se alimenta muito de pessoas trabalhando ali, de mentes imaginando aquele jogo em conjunto, porque ele é muito denso e muito profundo, é difícil abordar o Arzmágica de um jeito

casual. E aí a gente chegou à conclusão de que, cara, talvez seja melhor a gente adotar um jogo que não tenha tantas linhas de história, assim, um jogo mais sandbox, que tenha jogos mais episódicos, que tenha linhas de jogo mais curtas ali, ou que ele se estenda como uma campanha, e não necessariamente como uma grande saga, como é o caso do Arzmágica, né? Nesse ponto, é importante que a gente tenha menos

dependência em certos jogadores, né? Que a gente não tenha o salácio, a gente tem um personagem que é um protagonista, e ele é muito importante no jogo, o jogo depende desse jogador estar ali presente. Então, isso foi uma coisa que a gente precisou mudar, então a gente resolveu abandonar a campanha de Arzmágica, isso foi uma pena, mas precisou acontecer, foi uma concessão que a gente

precisou fazer. A campanha de Arzmágica a gente trava aqui, até porque estava ficando difícil mesmo. Eu estava ficando duro ali em cima dos jogadores, porque não fazia sentido não imprimir o desafio no nível que ele estava, mas ao mesmo tempo os jogadores eram poucos, eles não tinham tantos recursos assim, até cerebrais mesmo,

pouca gente, né? É menos recursos cerebral, então não tem como esses caras tancarem esse desafio, então a gente, por bem deixou Arzmágica de lado e começou a pegar uma campanha de Rulceclopídia, D

&D clássico. Adotar essa estrutura sendo box, do jogo que se esparrama, o kit de campanha do Rulceclopídia leva isso, um World Building sendo feito aos poucos, de forma expansiva, de forma emergente e tal, sem grandes linhas de história, mas com boas aventuras engatilhadas e tudo, jogos mais episódios, mais a gente acabou pensando, cara, é melhor assim que a gente não depende de nenhum

jogador. Melhor que isso, só se a gente de repente mudasse o esquema de mestragem também, a gente não dependesse de um mestre, mas de todo mundo que pudesse mestrar. Isso foi uma tecnologia incrível, né, por causa do nosso grupo, tecnologia sacanagem, né, mas foi uma mudança

muito legal para o nosso grupo. A gente pode ver ali que, bom, se a gente tem um grupo de quatro pessoas ali, hardcore, que tem outras pessoas que visitam o grupo eventualmente e jogam com a gente quinzenalmente ou mensalmente ou quando dá na pele, mas o fato é que somos três

ou quatro ali que estão sempre jogando. Se cada um mestrar uma semana, é uma vez por mês só que eu preciso fazer uma preparação, eu preciso, enfim, fica mais fácil, né, e se alguém falta, o jogo não acaba porque não deixa de acontecer porque o mestre faltou, tem outras pessoas que podem mestrar, então a gente fez o rodízio de mestre seção a

seção. Se eu mestrava essa seção e o heitor ia mestrar a próxima seção, quando ele tivesse jogando a minha seção ele fazia as anotações e enquanto ele anotava o que aconteceu na minha seção, além de deixar um registro, ele já meio que estava se preparando para aventura que vem, para a seção que vem, e na seção que vem ele assumia e aproveitava os ganchos que eu tinha colocado, ou deixava alguns

ganchos de lado, ou revitalizava alguns ganchos de outros mestres que já estavam ali na mesa, isso era muito gostoso de ver acontecendo, um match bola muito saudável, eu pude falar sobre isso num episódio do Café com o Dungeon lá na primeira temporada, só sobre os rodízios de mestre, então você pode ir lá no episódio 39, trocas de mestre na campanha lá na primeira temporada do Café

com o Dungeon, mas enfim, isso foi uma coisa muito interessante e que casou muito com o jogo que a gente estava jogando, que era o D &D, e aí a gente pôde perceber algumas coisas, essa coisa da agenda tem muito a ver com as responsabilidades, e bom,

vamos meditar um pouquinho sobre isso. Mais de mil episódios na primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo Entrevistas de convidados, em uma nova temporada com muito a oferecer a comunidade do RPG. Aventureiros numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e enriquecer seu jogo. Esquente

a água, mola os grãos e pegue os dados. Apóia ponto S .E. Barra Café com Dungeon. Contamos com você. Neste dia, eu também não posso. Quando a gente adotou um jogo que ele não propunha protagonismo, um protagonismo para cada personagem que a gente precisa dessas pessoas para jogarem, a gente começou a mudar um pouco a dinâmica de poder do grupo. Eles deixam de ser pessoas que o mestre precisa contemplar.

O grupo também deixa de depender obviamente da agenda deles para acontecer e da priorização deles para acontecer. Então o grupo se reúne sempre, independente de quem esteja ali. Não tem um mestre fixe, então qualquer um pode me extra. Todo mundo é responsável, igual pela mesa. O mundo se espalha, o mundo é criado de forma emergente. Então isso facilita também os jogos episódicos ali, porque a gente pode ir sempre em

qualquer canto. Não tem uma linha de história, não tem uma coisa acontecendo que precisa acontecer dessa forma. Ela não está dentro de um beat narrativo específico, dentro de um objetivo, dentro de um arco. Não tem nada disso. É um jogo que se espalha, é uma narrativa que emerge daqueles desafios que estão ali, das aventuras que aquele mundo promete. Então esse send box facilita essa estrutura. E mesmo se nem todo mundo

quiser mestrar, algumas pessoas vão querer. E você pode trocar ideia com essas pessoas porque você vai ali criando um esquema para você justamente fazer esse jogo acontecer da forma mais legal possível. Então você aos poucos, mesmo sem perceber, vai compartilhando todas as responsabilidades do grupo na mesa. Quando você abre o olho, o jogo

está acontecendo porque alguém marcou. Sempre tem alguém que vai marcar, sempre tem alguém que está afim ali. Na verdade todo mundo está marcando junto quando você abre o olho. Por quê? Porque são pessoas que estão ali juntas com o mesmo objetivo ali. Pessoas com mesmo perfil, todo mundo hardcore. Essas pessoas que estão mantendo o grupo. E que permite que outras pessoas cheguem até o grupo

para jogar junto, mesmo que sejam casuais. E aí nesse ponto tem uma coisa que a gente percebeu que é o seguinte. Quando a gente tem um grupo fixo e a gente começa a admitir que vai ter um grupo de pessoas flutuando em volta e tudo bem. Pessoas que são mais casuais. A gente consegue admitir outras pessoas mais facilmente para esse grupo. Se na campanha de Jorz Magica era muito difícil botar alguém porque tinha que

construir um personagem. Botar esse personagem dentro do esquema da campanha. E construir todo o background dele. E construir os outros personagens que ele ia jogar. Todas essas complexidades de Jorz Magica não tinha nesse sandbox do D &D clássico que a gente jogava. Inclusive o jogo estava acontecendo, o mundo existia ali. E tinha gente casual jogando. Então o grupo estava preparado também para receber os

casuais e se divertir com eles. Sem julgamentos. Então esses casuais não precisam ser um grupo fixo de casuais. É qualquer pessoa que queira jogar com você e você pode convidar. Passe ela em casa, toma uma cerveja, a gente vai estar jogando RPG. Vê se você curte. Se não quiser voltar não volta. Se quiser voltar de vez em quando volta. Se quiser voltar sempre dá

convidado. Então o que você faz é que você comece a ter um pool de jogadores em volta da tua mesa. Tanto o jihadcore mantendo aquilo funcionando, o jihadcore que gostam. E parede natural fazer isso, mantendo o jogo acontecendo. E você começa a descobrir que tem pessoas que começam a se tornar amigas porque jogam RPG com você. Pessoas que entram no grupo, casuais, mas começam a mergulhar junto com você.

Se tornam amigas. Teve gente que eu conhecia assim. Soberam da minha mesa, resolveram colar na minha mesa de RPG. Ficaram hardcore dentro daquela mesa. E isso permitiu que essa

pessoa virasse uma grande amiga no futuro. E aí vem aquela grande lição que eu aprendi também com o ou, que outros passos que eu dividia bastante com o Fernando, que é esse meu amigo que é médico, super ocupado, mas sempre deu muita prioridade para RPG e para os jogos. A gente chegou a essa seguinte conclusão. Torne esse amigo dos que jogam

com você, em vez de fazer esses amigos jogarem. Isso foi uma conclusão muito interessante que ele chegou, que é uma frase que eu repito sempre. Porque, cara, é isso, é uma posição muito chata você ficar buscando as pessoas e falar Pô, cara, joga comigo aqui RPG, essa pessoa não está fina, cara. RPG é caro para essa pessoa porque são horas ali que ela vai passar, uma atividade que às vezes não

tem tanto apreço quanto você. Ou o momento da vida dela não leva para aquilo, então ela vai jogar, mas está com a cabeça em outro lugar. Por outro lado, você vai encontrar gente que divide a mesma agenda, a mesma prioridade com você que é RPG, dentro do RPG, que está afim das mesmas coisas e que vai dividir aquele espaço criativo com você. Isso é muito legal, você vai acabar se tornando amigo dessas pessoas. E

aí é mais fácil essa dinâmica acontecer. De um jeito ou de outro, a gente entende que, cara, RPG é a vivência, né? Então quando você está ali vivendo uma aventura, fazendo uma jornada dentro do RPG, você está vivendo aquele mundo simulado, né? Então posso dizer que dentro da campanha de berbota, a gente é como se toda a sessão fosse uma pequena road trip com os amigos. É até a pergunta para a

galeria aí, onde é que vocês vão me levar hoje? O sentimento é um pouco esse, a gente vivencia aqui e a gente acaba construindo com isso amizades. Ainda que no contexto do jogo, muitas vezes, principalmente no online, é difícil a gente extrapolar, às vezes, essa amizade para fora do jogo. Uma coisa de liga a câmera, começa a jogar, bata a hora, tal, desliga e tal. Mas principalmente no presença, é o mais fácil até você

fazer essas amizades e nutrindo isso. Mas no online também acontece. A gente vivencia aquilo ali, através dos nossos personagens. A gente cria piadas internas, a gente constrói uma coesão social via próxica, muito interessante. A gente acaba nutrindo o amor pelo mesmo mundo. Isso é muito gostoso, isso cria elas, amizades muito interessantes, que podem frutificar para a vida, não seramente ficar contidos ali

no jogo. E isso vai facilitar com que você continue jogando. E aí, quando você percebe, você está não só nutrindo aquele jogo, mas você está nutrindo as amizades. E aí, em devolução, o seu jogo cresce também. Por quê? Porque você tem mais gente para conversar sobre o jogo, sobre a sessão, sobre RPG de forma geral, sobre jogos. Você começa a ter assuntos paralelos, você começa a trazer outros olhares que

você conflui. Você começa a ver outras opiniões das pessoas que estão muito próximas de você e começam a experimentar junto. Começa a tirar a prova dos novos de alguns debates que vocês têm. Começa a dividir algumas reflexões. Começa a adotar o mesmo estilo de vida, muitas vezes. Então é muito natural, até que você, a partir disso, começa a produzir conteúdo com essa galera. Porque todo mundo é meio que

apaixonado por aquilo, pelaquele hobby. E você está em contato com gente que é tão apaixonada quanto você naquilo. E obviamente tem espaço para as pessoas em volta, que são mais casuais, que só de vez em quando podem participar, que não vão se aprofundar no mesmo nível. Isso

acontece, é o lado ruim de ser casual a esse. Você não tem tanta responsabilidade para se dizer, você não dá tanta prioridade de você se manter em livre para fazer outras coisas e simplesmente não estar fina em determinado momento. Por outro lado, você não constrói essa profundidade em relação ao hobby que as pessoas mais rares podem construir. E tudo bem, cada um dentro da sua possibilidade. E é legal ver que isso vai

turbinando o jogo. Quando você está num ambiente como esse, o próprio jogo vai se turbinando, as pessoas vão construindo jogos mais profundos, mais legais, mais maduros também. As pessoas vão sendo responsáveis solidariamente por aquilo tudo acontecer. Você fica mais tranquilo, porque você pode até não ir numa sessão, o cara não vai dar para mim, a outra pessoa assume e tudo mais. E

aí chegou a pandemia. A pandemia foi um episódio muito interessante. Na minha percepção, até comentei isso numa live, um tempão atrás, quando começou a aparecer mais massivamente mesa aberta online na comunidade, eu tive essa percepção de que isso tudo veio muito pela pandemia, na pandemia as pessoas tinham que jogar online. Você tinha comunidades ali e as comunidades começaram a jogar junto. Foi natural chegar em esquemas

de jogo que facilitam isso. Como eu falei lá do Rulio Ciclopídio, seu kit de campanha, a OSR teve isso muito forte. A gente rodou uma campanha de arcaia para testar o Caves and Hacksys. Na época era o OZ, mas a gente começou a testar o Caves and Hacksys ali e

algumas ideias, o Alphantase também. Foi muito natural a gente ver esses grupos enchendo e a gente adotando esse esquema de jogo naquela campanha e quando eu abri o olho tinha centenas de jogadores na mesma comunidade jogando o mesmo mundo. Porque é online, é só você botar vários mestres, várias pessoas jogando, várias pessoas enriquecendo o mesmo

mundo dentro de um esquema que facilita. No caso ali você tem o esquema Arzludi, que facilita muito esse jogo. Porque você tem o Arzludi ao esquema Os Marshes. O pessoal conhece mais assim, a gente está tentando chamar de Arzludi para tirar o nome péssimo logo de cara. Mas é um tipo de jogo episódio, de mundo aberto, persistente, sendo box que casa muito bem com essa coisa de ter muitos

jogadores visitando a sua mesa. A gente pode até dizer que a RPG nasceu assim. Ele nasceu em jogos de porão, em jogos que tinham essa dinâmica, de ser uma mesa que tem uma galera que está sempre ali, tem pessoas que visitam, que são rádicos de outros estados que vão visitar as mesas do Arzludi, do Gagat, etc. Então esse esquema de mesa está na gênesis do RPG inclusive. E é um esquema muito

tranquilo para você manter rodando o cara. E se isso acontece, é quase uma garantia de que você não vai ficar sem jogo. Porque você não pessoalmente vai estar em contato com gente que vai jogar a sua mesa e vai ser rádicório, vai

manter aquilo lá. A gente que eventualmente vai mestrar também no seu mundo, mas você vai poder visitar mesas abertas de outras pessoas que provavelmente vão construir normal da comunidade quando se estabelece nesse nível, que outras mesas começam a surgir também. Então você cria uma comunidade em

torno dessas mesas. Que se visita, que tem públicos também que são específicos de cada mesa, mas que cria um ecossistema dessas mesas abertas e que funcionam dentro desse esquema mais fluido de jogo, mais aberto e tal. Então isso potencializa muito esse perfil de mesa que foi o perfil que me salvou, que me permitiu continuar jogando. Mas uma coisa também que foi importante, que eu estou

falando do online, mas foi do offline. Na época foi pré -pandemia e quando tinha essa mesa de russa aclopídia, com um grupo que tinha o Jardim Core, tinha a galera em volta, muita gente circulando pela mesa e tal. E eu comecei a perceber que vou começar em evento. Comecei a participar de eventos no

Rio, com esse o jogo Nogueira. Acabei produzindo conteúdo em cima disso, com esse gente que acabou me puxando para mergulhar mais a fundo no hobby ainda. E você em evento, em locais que você sabe que tem algumas pessoas que gostam do rolê que nem você, eventualmente vai botar você em contato com essas comunidades e que vão

alimentar a sua mesa também. Então recomendo demais em evento presencial, Dungeon Geek em São Paulo e tudo segundo sábado e do mês, lá em Moema. Tem também a iniciativa RPG no Rio de Janeiro que ocorre sempre. Então fiquem de olho nesses eventos, eu vou deixar os links no episódio do café, mas é sempre bom você conhecer essas pessoas e conhecer pessoalmente legal, até porque tem aquela coisa de bater o santo, de não

bater. Você até conhece, já pessoalmente depois chama para mesa online se for o caso, ou se morar no mesmo estado, morar junto ali, pode de repente marcar a mesa presencial também junto e enxando o teu grupo e trazendo uma circulação maior de pessoas na tua mesa que vai mantê -la funcionando. Vale também você procurar os game designers da comunidade. Game designer está sempre precisando de playtest ali,

formando comunidade em torno. E obviamente eles não jogam só os jogos deles. Eventualmente você vai ver essas pessoas jogando outros jogos, jogando campanhas que não são deles, testando outras coisas, então você pode de repente fazer parte de comunidade que jogam, que discutem aquilo tudo e que de certa forma alimentam também a tua mesa rodando e que são um fonte de

jogadores para fazerem parte do teu ambiente de jogo. E nesse caso posso dizer que tem o Café com Dungeon, que tem uma comunidade muito maneira, acho que é assim, de todos os benefícios dos assinantes, eu acho que essa comunidade talvez seja a mais preciosa, se alguém quiser se tornar assinante

inclusive, apoia .se e barra Café com Dungeon, torna -se um membro e participe na nossa comunidade Telegram, se discute muito do RPG, se coloca muito jogo ali, a galera sempre está experimentando, está pensando em alguma coisa junto, está trocando referências, você é muito legal, deixa o jogo vivo, tem a comunidade do RPG Dojo também, que agora está com inscrições fechadas, mas que eu e Cobb e João e toda a

galera lá, toda a comunidade está tocando legal o Dojo, e é uma comunidade interessadíssima assim, que está pronta para jogar. Quando abrir de novo inscrição do RPG Dojo, fica de olho aqui na vinheta que você pode se inscrever. E cara, a galera que joga junto, que experimenta junto, que gosta de coisas diferentes, mas que conflui

no amor pelo RPG. Eu vou deixar também um link aí com índice de mesas abertas do Café com Dungeon, que você não precisa ser assinante para participar, tem desde Birgó, tem até o TREMA, tem o Gotham City of Mists, tem outras mesas aí, e é muito legal que você ver que o que sustenta no fim das contas uma mesa rodando, é justamente essa comunidade

em torno, e aí fica muito mais fácil marcar agenda. A agenda está ali, simplesmente acontecendo praticamente. Sempre vai ter alguém que vai para o chapô, do afim de jogar, querendo botar a mesa tal dia, você pode ser mestre, porra, demorou, cai aqui, esse é mestre, sabe? Esse tipo de coisa vai acontecendo. E quando você tem isso tudo rodando, aí você vai perceber que no fundo, a agenda não é um grande

inimigo. A priorização da coisa toda não é um grande inimigo, só precisa encontrar gente

que dê prioridade, assim como você. Enfim, eu acho que isso tudo aí é uma discussão muito interessante, é uma coisa legal de a gente ver, porque ainda tem muita gente que se apega a essa coisa de, ah, mas, falando, tem que dizer porque não vem, se falta, eu fico boto, não pode faltar na minha mesa, jogador que falta duas vezes eu tiro

do convívio. Cara, é complicado isso, né? Isso é uma coisa que leva a fetos, complicados, leva a julgamentos. E, no último análise, assim, prejudica até que você tenha uma mesa contínua, você continue jogando e fazendo amigos através do

jogo. Claro, pode ter gente que até hoje tem uma mesa de 40 anos, ou que se mantém jogando a 40 anos, nunca deixou de jogar, seleciona muito bem seus jogadores e manda embora aquele jogador que faltou duas vezes, nunca mais aparece. É possível que você tenha uma mesa, acredito até. Mas

será que você leva de um jeito tranquilo? Será que isso é saudável para você ficar analisando dessa forma, ficar julgando a pessoa e pire

injustificativa do por que ela não vem? Eu te convido a experimentar de outra forma, e talvez isso permita que você jogue com muita qualidade, com muita profundidade, mas que você reveja o seu papel de responsabilidade dentro desse jogo, que isso te ajude a botar em perspectiva o seu papel como mestre, que você admita outras pessoas tomando conta da tua coisinha preciosa, que é a tua mesa, e percebe que a

mesa não é só sua, que é de todo mundo. Isso vai levar o seu jogo a outros níveis, não somente porque você está sempre tendo o jogo, mas porque você vai colocar em perspectiva o papel dos participantes também, e isso vai mudar o seu jogo. Com licença, meus caros, teria ouvido direito? Vocês estão em busca de ouro e glória? Pois

eu posso lhes ajudar. Meu nome é Almir Sego, e eu estou nessa taverna há algum tempo, ouvindo histórias de bravo e coragem de aventureiros que passam por aqui. Eu posso lhes falar sobre o que está para a lenda gaiola, as ruínas deixadas pelos antigos, as planícies de nuvens negras, a floresta do vento infinito, a lenda do messias élfico,

ou até mesmo o que está aqui dentro. Os mistérios sobre as sombras das torres douradas sobre as nossas cabeças. Meu preço, hora. Eu só peço para que, ao retornarem, vocês contem suas histórias para mim. É a forma que eu tenho de ver o mundo novamente, pelas histórias de aventureiros valorosos como vocês. TREMA, a Gaiola Dourada, é um jogo de RPG de mesa aberta, no sistema Caves and Haxes, usando o estilo

Oil Fantasy e o modelo Arslut. Vem explorar os ermos corrompidos pela estranheza, cheios de tesouros e oportunidades, ou vem a caminhar pelas ruas de trema, cheias de perigos e de segredos. Os habitantes da última cidade do mundo aguardam por você. Que tal ver o que tem para além da gaiola? Neste dia... Eu posso. É isso. Espero que tenham curtido o episódio. Vou

deixar a enquete para vocês. Não tem mais enquete para você escrever, é só um comentário. Comenta aí qual sua ideia. A gente tem uma estratégia para derivar os problemas de agenda. Ou comenta se você curtiu o episódio. Comenta lá que tem um espaço de comentários no Spotify que não é mais enquete. Mas também tem enquete do quantitativo. E

aí é a pergunta fechada que eu vou fazer. Você hoje em dia é um jogador hardcore ou é um jogador casual. Diz aí para mim. No mais, vou deixar os links citados no episódio. O índice de mesas abertas do Café com o Danjo. Qualquer um pode participar. Deixar o link para o episódio 39. Troca de mestres na campanha. O episódio 119. Como manter seu grupo de RPG ativo. Vou deixar um link para as

mágicas. Se vocês conhecerem, caso quem não conheça o jogo é um jogaço, vale a pena conhecer. Eu falo sempre dele. Vou deixar o link. Vou deixar o link para o Roo Seclopídia. Se vocês conhecerem, quem não conhece esse livro que compila o Beckman, o ciclo do D &D Basic dos anos 80. Uma edição incrível, com kit de campanha incrível. Ótimo para fazer um cêndo box. Vou deixar o link também da Dungeon Geek, que é o

evento que rola em São Paulo. E o Iniciativa RPG, que é o evento que rola no Rio para vocês ficarem de olho. Beleza? No mais, apoia o Café com o Dungeon. Você pode ajudar a gente a voltar a ter cinco episódios semanais. E ainda recebe conteúdo extra. Participa de sorteios dos nossos parceiros. Recebe cupons. Então, cara, melhor dos mundos. E ainda participa do nosso grupo de Telegram com gente que curte RPG tanto quanto

você. Então, cola em apoia .se, barra Café com Dungeon. Se você gostou especialmente do café de hoje, pode deixar uma gorjeta para a gente aí. Manda aí um pix para o Café com DungeonrobaGmail .com. A gente conta e apoiu. No mais, se você tem uma marca ou uma empresa e quer ter um dia na semana no Café com Dungeon, financi um episódio semanal do nosso podcast fazendo alegria da massa RPGista. Consulta

a gente lá em Café com DungeonrobaGmail .com que a gente tem uma proposta especial para você. A gente não trabalha somente com RPG, tá? A marca pode ser de café, de alimentos, de jogos, de tecnologia, de mídia, você que sabe, beleza? Se você quer colaborar com a gente aí, com o teudista, game designer, sei lá, acadêmico, quer colaborar com a gente em algum jeito, manda aí um e -mail

para cafécondungeonrobaGmail .com, beleza? Queria, por último, aqui agradecer a galera que torna possível essa aventura. Então, obrigado aí o pessoal que apoiu no nível incentivo, incluindo aí o Jefferson Antunes. Muito obrigado, professor. Valeu demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o André Luiz Marcondes. Muito obrigado, André. Evaldo .al, valeu. Renan Critelli, muito obrigado. Um salvo especial para os

assinantes do nível RPG dojo. Aí, dê entre eles o Pedro Borges, o Felipe Escosteg, e o Marcos Alves Gonçalves Jr. Um agradecimento imenso aí, o pessoal do treinamento Oil Fantasy. A Bílio Jr., César Machado, Diego Cestito, Douglas Baiense, o Léo Gasparoto, Mateus Piqueira, o Rafael Bardal, o Bruno Cobi, João Borlamac, e o Guilherme Providello, galera. Muito isso, obrigado. E um abraço apertado no

assinante cafécombalbio Thiago. Eu uso o Thiago, um abraço, cara. É isso. Um abraço e até a próxima.

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