Simular, Emular e Phillip K. Dick #0063 - podcast episode cover

Simular, Emular e Phillip K. Dick #0063

Jan 16, 20251 hr 2 minSeason 2Ep. 63
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Balbi analisa as diferenças entre simular e emular e, usando como fio o discurso do Phillip K. Dick no Metz em 1977, analisa o simulacionismo como agenda criativa e revisita a conversa de que não basta interpretar como o seu personagem faria.

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  • Abilio Jr
  • Cesar Machado
  • Daniel aidar
  • Diego Sestito
  • Douglas Baiense
  • Leo Gasparotto
  • Marcos Gonçalves
  • Matheus Piqueira
  • Rafael Bardal
  • Bruno Cobbi
  • João Burlamaqui
  • Gui Providello

Imenso agradecimento aos membros do Cafe com Balbi

  • Thiago augusto


Pós-Produção: Tito Lima

Transcript

Um romancista carrega consigo constantemente o que a maioria das mulheres leva em grandes bolsas, muitas coisas inúteis, alguns itens absolutamente essenciais e para completar, alguma grande quantidade de coisas que ficam nesse meio termo. Mas o romancista não transporta esses itens fisicamente, porque seu Tesouro de posses é mental. De vez em quando ele adiciona uma ideia nova e completamente

inútil. De vez em quando, ele limpa o lixo com relutância, ideias obviamente sem valor e com algumas lágrimas sentimentais, as descarta. No entanto, ocasionalmente ele encontra por acaso uma ideia totalmente surpreendente, nova para ele, que espera ser nova para todos os outros também essa última categoria que dignifica sua existência, mas tais ideias verdadeiramente preciosas. Talvez durante toda a sua vida ele consiga adquirir apenas algumas poucas, mas isso já é suficiente.

Por meio delas, ele justifica a sua existência para si mesmo e para seu Deus. Um aspecto curioso dessas ideias raras e extraordinárias que me intriga é o seu manto misterioso de eu diria, obviedade. Com isso, eu quero dizer que uma vez que a ideia surgiu, ou apareceu ou nasceu. Seja qual for o modo pelo qual as novas ideias possam existir, o romancista diz assim mesmo, mas é claro, por que que eu não percebi isso antes? Mas notem, a palavra percebi,

ela é a palavra chave. Aqui ele encontrou algo novo que ao mesmo tempo estava lá em algum lugar o tempo todo. Na verdade, simplesmente ela veio à tona, sempre esteve lá. Ele não inventou ou sequer a encontrou. Em um sentido muito real, foi a ideia que encontrou ele. E isso é um pouco assustador de se contemplar. Ele não inventou a ideia, ao contrário, foi a ideia que o inventou. É como se a ideia o tivesse criado para seus próprios propósitos.

Primeiras falas do famoso discurso de Philip K. Dick no Mats, em 1977, seminal pro mundo da ficção científica. Se você acha esse mundo ruim, deveria ver alguns dos outros. O Philip é uma das figuras mais interessantes das artes. Pra mim, ele tinha suas loucuras, mas essas loucuras eram cheias de iluminação. Muitas dessas ideias de que não é você que inventa a ideia, mas ela que te inventa não me pegava não. Essa ideia. Sei lá, eu torci o nariz, mas refletindo aqui pra esse

episódio de hoje. Ela fez todo o sentido. Isso é de alguma forma, assustador. Oi quer café? Café com o quê? Café com Philip K. Dick bom dia, amigos do café com dados. Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Gabriel balbi e hoje eu fiz meu café. Na prensa e tá delicioso porque não tem nenhuma impureza. É o café cabra Mansa.

E se você quer participar de sorteios para ganhar um café especial como esse sem impurezas, considere apoiar nosso podcast em apoia ponto s barra café com dados. Vamos para o episódio, mas antes eu queria fazer uma leitura da enquete, né? Eu deixei aqui no último episódio sobre mesa aberta multimestre a pergunta se.

A galera já tinha jogado ou não uma mesa aberta e em comparação com a outra vez que eu perguntei isso, a gente teve um crescimento da galera que jogou efetivamente 61,5% das pessoas que ouvem o café com dângelo pelo menos atrás que responderam a enquete é disseram que sim, já jogaram mesas abertas. Isso é muito legal, né? É, já é uma evolução aqui, então acredito que a galera tenha se empolgado com a ideia ao longo

dos episódios. E fiz uma pergunta aqui, eu abri espaço pra galera comentar a respeito dessas mesas abertas, né? E aí a Nina, fantasma grande, Nina falou que Siri krowing trema, é uma delícia, ela ama o jogo político entre as facções, os npcs se relacionam, as relações evoluem, é um mundo delicioso de vivenciar.

Obrigado a baubo porque esse é uma ofenta, esse trema não seria o que é e obrigado a assistir tudo Dani pelo World Golden mais brilhante que já que eu já vi. Obrigado a comunidade de trema pelas dezenas de horas brincando juntos de faz de conta, muito legal. Nina trema realmente é muito, é muito legal. Eu eu participei de uma sessão, foi muito interessante e quero jogar mais, então recomendo a todo mundo. Valeu pela participação. O André Neves falou que ele começou.

Comecei a mestrar uma mesa semiaberta de City Kroll no cenário do cyberpunk 2077, junto com outro mestre no nosso estilo, muito tocado por oyle findesy. Experiência incrível. Vale a pena demais esse tipo de mesa. Digo semiaberta porque os jogadores estão limitados a um grupo de 12 pessoas e a gente já conhecia anteriormente. Esse episódio vai ser bem útil para repensar a forma como a gente se organiza. Agradeço demais aos convidados e ao balbi, estamos junto.

André, muito legal saber que você está experimentando com a well fantasy inspirado pelos pensamentos de well fantasy, né? E levando isso. Para outras frentes? Aí depois relata para gente, como é que está sendo? Como é que está sendo esse cyberpunk 2000 EE 77, inspirado em wolfendes aí valeu. O Marcos Gonçalves falou que antes do café, ele nunca, nunca se imaginou jogando com pessoas de fora do grupo, mas deu o braço a torcer e se juntar as mesas da comunidade. Foi 11, excelente escolha.

Pô, muito legal, Marcos, você faz parte do dojô, faz parte do café. E essas comunidades, elas surgem assim, né? E são comunidades com gente tão engajada com a RPG quanto a quanto nós, né? Quanto nós mesmos. E muitas vezes nos grupos domésticos, a gente não encontra isso, diz aí eu pelo menos é hoje em dia, né? Se eu fosse eu mantivesse o meu grupo doméstico, certamente eu estaria num nível de engajamento

com RPG que meu grupo não teria. E quando a gente encontra outras pessoas com o mesmo grau de interesse. As coisas andam de outra de outra forma, né? Contei, mas vamos lá, vamos pro episódio. Boa noite meus cachaceiros queridos, minhas pinguças queridas e boa noite pra você também, dona Dora, que é quem paga o meu cachê. Hoje vou contar pra vocês uma história verid. Eu tinha sido convidado pelo meu amigo mãozinha aí eu pegar no Tesouro que ele havia encontrado

lá no largo da cepi albina. Muito, mas muito lá no alto, muito além do forte da luneta, que já está nas alturas. Só que aí, meus camaradas, a gente estava lá no meio da subida. Percebemos 3 coisas, que o tempo estava fechando, que a gente não sabia muito bem o caminho lá pro topo e que a gente não tinha levado tanto de corda que precisava. Eu sei que essa altura vocês já cansaram de ouvir que eu quase morri, mas eu juro que é

verdade. De tanto que a brisa me chama para jornadas de quase morte e os testamentos estão cada vez mais alojados. O último deles, inclusive eu fiz até em versos decassílabos. Mas, pois então, como lilinha sobreviveu para vir calles contar essa história? Um sonho horas, um sonho, como não um sonho de Beer Golden lá de cima do mundo, eu e os meus desaventurados amigos, demos as mãos uns para os outros e juntos tentamos chamar um sonho.

O sonho que tínhamos tido pela manhã, quando bebemos a cerveja dos Titãs, foi quando uma escadaria de rochas surgiu diante dos nossos olhos, degrau por degrau, serpentindo abraçar das serras até o topo. Chegando lá em cima, encontramos um Tesouro meio chinfrim. Pra ser sincero, pra variar, o mãozinha tinha dado uma exagerada, até tinha um escudo brilhoso lá pra dentro, mas tava muito difícil de pegar. E como eu havia dito, o tempo não estava pra brincadeira.

Voltamos de lá com o Putin maketreff. Mas vou falar para vocês, o maior Tesouro que tive nessa jornada, além de sobreviver, é claro, a despeito dos esforços contrários da dona brisa, foi a vista de lá de cima. Meus amigos, esse mundão é lindo demais da conta. Esse tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto de Beer goten se você quiser explorar aventuras como essa. Pode entrar inteiramente de graça no nosso grupo.

Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue beergoden com a gente. Vamos explorar beergoden. Como será que a gente toma as nossas decisões enquanto jogadores de RPG dentro do jogo? Eu queria aprofundar um pouco esse papo que a gente teve lá no episódio de 61, né? Em que a gente investiga o jogador, que só faz o que seu personagem faria, que acaba trazendo problemas para o jogo. Eu situei um pouco o debate em cima da ideia de simulação e do problema da simulação como uma agenda em si.

Né? E em algum.eu, tracei rapidamente a diferença entre simular e emular. Eu acho que a partir disso, dessa diferença, a gente pode investigar um pouco melhor, né? E que essa investigação pode trazer bastante impedimento para essa questão das agendas de jogo e de como a gente joga RPG efetivamente a partir dessas agendas criativas. Para isso, usando como fio condutor o discurso do Philip K. Dick. Eu vou deixar aí no descritivo do episódio lincado, né?

Que eu traduzi não precisa de revisão, porque eu traduzia a parte de inteligência artificial, mas a gente revisa e vai melhorando, mas vai estar lá o link pro blog do café com dange, onde onde vai estar esse texto? Beleza, é, mas vamos lá, vamos investigar isso. Permita me apresentar uma metáfora, digamos que existe um patrono muito rico das artes. Todos os dias, na parede de sua sala de estar, acima da lareira, seus empregados penduram uma nova pintura. Cada dia uma obra prima

diferente. Dia após dia, mês após mês, todos os dias a pintura usada é removida e substituída por uma nova diferente. Vou chamar esse processo de mudança ao longo do eixo linear. Agora suponho que os empregados temporariamente fiquem sem novas pinturas de substituição. O que devem fazer nesse meio tempo? Eles não podem simplesmente deixar a pintura atual pendurada. Seu empregador decretou que a substituição perpétua, isso é a mudança das pinturas, deve

continuar sempre. Então eles não deixam a atual no lugar nem a substituem por uma nova. Em vez disso, fazem algo muito astuto. Quando o empregador não está olhando, os empregados alteram sutilmente a pintura já pendurada na parede. Eles apagam uma árvore aqui, então uma menina ali. Adicionam isso, eliminam aquilo, fazem a mesma pintura para ser diferente, em certo sentido, nova. Mas como você pode perceber, não é nova no sentido de

substituição. O empregador entra em sua sala de estar após o jantar, senta se de frente para a lareira e contempla o que deveria ser segundo suas expectativas, uma nova pintura. E o que ele vê, certamente. Não é o que ele viu anteriormente, mas também de algum modo, e aqui precisamos ser simpáticos a esse homem, talvez um tanto obtuso, porque podemos virtualmente ver seus circuitos cerebrais tentando entender o que tá acontecendo,

né? Os seus circuitos cerebrais estão dizendo sim, é uma nova pintura, não é a mesma de ontem, mas também é a mesma, eu acho. Eu sinto em algum nível profundo e intuitivo. Que é mesmo e não é ao mesmo tempo, eu sinto que de alguma forma, já vi ela antes. Parece que eu lembro de uma árvore, no entanto, e não há

nenhuma árvore ali. Trecho do famoso discurso do match do Philip K. Dick na parábola, o empregador precisa se manter iludido, achando que há sempre uma pintura nova em sua sala de estar. Ele não sabe, é o certo. Sei que ele está sendo enganado e ele não consegue entender racionalmente o motivo, mas tem esse sentimento de que tem alguma coisa errada ali, né? Lá no fundo, num eventuitivo, né, como como é dito ali, então ele já viu aquela pintura, só que está diferente, né?

Isso mexe com ele, é o deja vi do Matrix. Quando a gente está jogando, por outro lado, a gente sabe que a gente está vivenciando. Um espaço distinto segregado, né? Identificado pelo ruizinga como uma atividade livre, nunca imposta, né? Esse círculo mágico, esse círculo mágico, ele não deve ser vida real, né? E ele tem como premissa ser um intervalo do cotidiano em seu ambiente.

As leis e os costumes do dia a dia perdem a validade porque no universo lúdico, nós somos diferentes, fazemos coisas diferentes, vivemos sobre outras regras. O jogo deve possuir limite de tempo e de espaço, tendo sentido próprio foco aqui, tendo sentido próprio, dotado de tensão, excelência e acaso, com regras que determinam o que vale dentro

desse contexto. O que acontece ali dentro do círculo mágico é alto contido, mas nem por isso deixa de significar algo para aqueles que participam da experiência fora dele. Acredito que possamos falar que. Tanto o círculo mágico no RPG quanto é eventual simulação do Philip K. Dick em que viveríamos, né? Eles bebem da mesma água como fonte de validade.

Que é esse sentimento de verossimilhança de que a coisa existe, ainda que tenha essa nesga de desconfiança, ora aqui, ora ali, verossimilhança é esse sentimento da realidade de que aquele espaço é real, de que ele existe. No RPG tradicional, isso vem da lógica interna e da coerência do repertório ficcional que se cria conforme a gente joga no mundo simulado. Isso viria do Nosso Sentimento de realismo vivenciando os fatos, a vida cotidiana, né?

Com consistência, com realismo. Ainda assim, em um dos momentos, em ambos os casos, a gente duvida desse sentimento de real. Como eu disse no jogo, quando isso ocorre, a gente lembra do que tem fora. Do círculo mágico, né? A gente lembra que a gente tá ali jogando, né? Que a gente tá curtindo um espaço de fruição e a gente tá se divertindo com os obstáculos que a gente mesmo colocou ali

voluntariamente a nossa frente. E por mais que a gente busque imersão, se você conseguir em algum momento esquecer completamente que você não é o seu personagem, a gente tem um problema aqui de saúde mental. A gente de forma geral, se a gente for sadio, a gente nunca vai esquecer. Que a gente tá jogando, né? Por mais que a gente consiga emergir na vida do dia a dia, porém, eventualmente uma

simulação, né? É o insólito e algumas estranhezas que quebram esse sentimento do real e nos leva a duvidar de que a gente tá vivendo mesmo esse mundo que a gente acredita viver. Que leva a gente a entender que talvez haja algo por trás, né? Que no fundo, isso aqui não é o que parece. Se você for no YouTube, tem gente fazendo experimento com laser pra tentar ver as linhas da programação da matriz e tem gente chegando a conclusões com

isso. É muito doido a gente ver as pessoas se incomodam com o sentimento de realidade e que tem uma pulga atrás da orelha em relação a isso. O Philip K. Dick aponta situações em que a gente se depara com esse sentimento. E que muito disso viria desses momentos em que o repertório da simulação é alterado. Contrastado com uma familiaridade do Nosso Sentimento de real com algo que parece ter mudado, né? Que parece não ser consistente,

né? Com os elementos que de repente são adicionados, mudados ou deixam de existir dentro do que a gente tá acostumado a viver, dentro dessa ilusão no jogo. A gente busca imersão e perder a noção de que tem vida aqui fora. A gente busca isso, né? Já na simulação do Philip K. Dick, a Quest é por emergir, né? Por tomar consciência de que tem algo além do mundo simulado. Seriam vetores de desejos diferentes, né? O iludido tentando quebrar a

ilusão. E a gente que sabe que o jogo é uma ilusão, a gente tenta é vivenciar essa ilusão ao máximo, né? Mas provavelmente o mundo matriz, aquele com o verdadeiro núcleo de existência, é determinado pelo programador, ele ou ela articula, imprime, por assim dizer, a escolha da matriz e afunde com a substância real, o núcleo ou essência da realidade, aquilo que a recebe o atinge e em que grau está dentro da competência do programador.

E esta seleção e resseleção? Fazem parte da criatividade geral da construção de mundos que parece ser a sua tarefa. Esse processo de solução de problemas por meio de reprogramação de variáveis ao longo do eixo do tempo linear do nosso universo gera assim mundos laterais derivados. Me lembro a metáfora do do Tabuleiro de xadrez, frente ao programador reprogramador está um.

Uma contra entidade que Joseph Campbell chama de o jogador Sombrio. Deus programador reprogramador não está fazendo seus movimentos de melhoria contra uma matéria inerte. Ele está lidando com o oponente astuto. Vamos supor que no Tabuleiro de jogo, nosso universo no espaço tempo, o jogador Sombrio faz um movimento, ele cria uma situação de realidade.

Sendo esse jogador Sombrio o resultado de seus desejos, isso constitui o que experimentamos como mal, a estagnação, o poder da mentira, a morte e a decadência das formas, a prisão da causa e efeitos imutáveis. O que experimentamos como eventos históricos é o resultado desse embate dialético, tese e antítese, enquanto as forças de 2 jogadores se misturam. Mais um trecho do Philip K. Dick no discurso do Max, o OK Dick aqui invoca essas ideias de narrativas universais, né?

E de jornada do herói do Campbell e concebe esse programador, né? Que é uma espécie de Deus, esse criador da Matrix, da simulação, né? Mas ele não tá ali sozinho. Ele enfrenta uma sombra, uma espécie de diabo que seria seu oponente. Isso estabelece a simulação como um jogo de alguma forma, né? E aqui a gente reforça esse paralelo que eu faço aqui nesse

episódio, né? O Philip K. Dick, ele caminha para um lado de enfrentamento, o que me parece natural falando de jogos, porque os jogos precisam de conflito, ainda que não necessariamente advindo da presença de mais jogadores. Pode ser um jogo cooperativo, pode ser um jogo de uma pessoa só, mas algum conflito existe, tem de existir. A simulação como resultado da dialética desse conflito é muito o que eu trago no estilo owell

fantasy, né? Que entende que o mundo de jogo ele não passa de um repertório instável e impermanente que vem dessa dialética, né? Vem desse enfrentamento entre O Mestre desafiante e os jogadores desafiados, né? Só que aqui é importante a gente. Pensar uma diferença nesse paralelo entre mundos simulados como ilusão, né? E os mundos paralelos que a gente cria com os nossos jogos é, em 11 dos casos, a gente é. Nós somos os agentes da simulação, né?

No caso dos jogos, só que no caso dos mundos do Philip K. Dick, a gente não saberia exatamente quem simula. Como simula, né? Nós não seríamos agente. Que seríamos os simuladores, né? A gente viveria dentro de uma simulação e a gente não sabia, não saberia, então, qual a natureza dessa simulação. Nós seríamos, a princípio, inconsciente do que acontece, né? Na Matrix, que deriva dos pensamentos do Philip k zick, as pessoas, de modo geral, são ignorantes e vivem passivamente

a simulação. Elas sentem o gosto da carne que nem o cypher lá no filme, né? Eles experimentam os prazeres e se entregam em sentimento de real. Se apegam a isso, as pessoas se acostumam tanto que se tornam dispostas a lutar por essa ilusão, para se manterem iludidas pelo status quo, confortáveis em sua verossimilhança. Por que quebrar isso cria um terror existencial, um terror cósmico?

Isso, inclusive, é o fundamento. Da da própria, do próprio paradoxo, lá no jogo do mago, ascensão do storyteller, né? Quando o mago tenta alterar a realidade e toma ali é na cabeça, porque a realidade consensual falou contra ele. O terror que mora no que pensa o Philip K. Dick está no fato de que a gente vive uma ilusão, né? Só que tem algo dentro da gente. Que confirma que é uma ilusão, né? Que não é uma realidade.

Há uma nesga de desconfiança na verossimilhança do nosso existir nesse tempo e espaço do planeta Terra 2025 ouvindo esse podcast, não me parece que nessa simulação do Philip K. Dick nós somos os jogadores. Não parece que a gente faz parte dessa simulação, não, não parece que a gente é consciente e que a gente. Entende o que tem fora, né? A gente pode estar buscando isso, né? Os filósofos, os cientistas, os físicos, né? Cada vez mais considerando ser isso possível e tentando

investigar isso, né? Mas diferente, diferente disso, nos nossos jogos, a gente entra no círculo mágico com a plena consciência de que a gente existe aqui fora e que a gente pode entrar e sair do espaço simulado conforme nossa nossa vontade é. Nessa Matrix, né? Nessa simulação do Philip K. Dick, a gente teria alguma autonomia. Mas seria autonomia somente o suficiente para manter a ilusão viva, para manter esse verniz que cria esse sentimento do real, né?

Mas, no fundo, somos materializados pelas ideias conforme elas nos usam. Nós somos função sem saber, em função de que existimos. A gente goza de agência e a em relação às regras do jogo, somente. A gente mora num ambiente ilusório, impermanente e dele a gente não sai. Nossas decisões por serem circunscritas ao funcionamento interno desse espaço, elas apenas reforçam a verossimilhança desse espaço que

a gente existe. Mas será que isso é tudo a que se presta, a nossa existência nessa simulação? Será que essa simulação é um epg que a gente vive? Será que a gente vive num ambiente feito sem a gente saber, pra simular a experiência de seres pensantes conforme se organizam em civilizações que se erguem e voltam ao pó sucessivamente? Até que. Encontre a própria obsolescência ou a própria destruição.

Será que temos a ilusão de memória somente como uma construção de nós mesmos, do nosso ego, do Nosso Sentimento de que a gente existe? Será que tudo que existe a nossa volta é somente uma ilusão de que teria algo para além de um momento específico de tudo isso que a gente experiencia? Que daria sentido pra essa simulação, mas que a gente não sabe. Será que eu sou somente um bonequinho dentro de uma simulação que se presta a simular um acidente de avião? Ou, de repente, o resultado de

uma eleição presidencial? Será possível jogar sem entender o sentido de tudo que tem e de que acontece a nossa volta? Será que. Existir somente como expressão dessa simulação para reforçar a verossimilhança é ter agência. Porque num RPG ou num jogo de Tabuleiro, a gente não fala de agência do personagem, agência de um vilão. A gente fala em agência do jogador, a gente fala em espaço de arbitrariedade do mestre. Né? A gente fala do das decisões do mestre.

A gente não fala das decisões que os personagens do mestre tomam. A agência pressupõe o que tá fora do círculo mágico. A agência pressupõe a consciência de que nós somos jogadores controlando esses entes dentro do espaço simulado. Eles em si não possuem agência, eles só precisam ser repertório coerente. Que gere verossimilhança. Isso é algo que eu estou percebendo melhor agora, mas que em algum nível eu já estava arranhando ao longo desses episódios todos.

Aí que eu falei em que o mundo de jogo não existe, né? Ou que eu falei de simulação ou de interpretação de personagem. Eu vou deixar tudo. Eu vou deixar esses episódios linkados no descritivo do episódio, dentro de uma playlist. Né? É uma investigação interessante, mas aos aos poucos veio me trazendo essa noção, né? De que a agência pressupõe o

metajogo. O nosso espaço de agência só existe por conta do metajogo e, portanto, a vida de um cidadão funcional da matriz da simulação, lá do Philip K. Dick. É desprovida, no fundo, de livre arbítrio, porque não alcança o real sentido da realidade. Ele não existe de forma autônoma por si só, porque não consegue entender o real sentido da simulação. Ele só é simulado. Todos já ouviram as lendas do norte, mas ninguém sabe o certo o que tem lá.

Maldições, criaturas terríveis, tesouros mágicos e quintas esquecidas é o que as histórias contam depois da grande muralha nas tavernas. Dizem que a companhia dos beutres se instalou nos limites do mundo, está financiando aventureiros para explorar essa Terra maldita. Já vai fazer um ano ou Malaquias que muitos partiram para o norte, deixando o Valentim e viajando 7 dias por esses erros? Bom. O Maia do Sol eu também estou

partindo. Eu cansei dessa vida de merda, meu amigo mas então Malaquias me fala, você vai vim também ou vai passar o resto dessa tua vida patética batendo carteiras? Eu não sei você, mas eu quero morrer rico, meu amigo, fala galera do café, aqui é o Ícaro e eu queria fazer um convite pra vocês. Fins Terra é uma mesa de Rex Kroll, que usa o caven Rex inspirada no best de 81 que todo

mundo ama. E é uma campanha que acontece no estilo mais aberto, é o que se a gente, qualquer um pode colar e jogar com a gente, são sessões episódicas, quem pode jogar no dia? A gente monta um time e esse time sai pra explorar. Então eu queria fazer esse convite pra vocês virem explorar esses erros malditos, descobrir os segredos de castelos abandonados, atravessar espelhos mágicos, encarar as brumas prateadas, tomar o chá da meia Estrela e vir buscar esses tesouros que foram esquecidos

pelo tempo infina externa. Essa mesa também, galera usa. O estilo de jogo, olha o fantasy que quem é o 20 do café está ligado? Que eu sei, então espero vocês lá e valeu, bomber. Vocês já devem ter visto o filme ruber se não viram. Eu acho que vale a pena ver. Eu vou deixar o trailer. No descritivo do episódio, o ruber conta a história de um pneu que toma a vida e tudo mais se desenrola a partir disso. O filme tem uma pegada existencial e, em momentos de metalinguagem, ele se pergunta,

por que esse pneu tomou vida? O texto em si, convenhamos, não é tão bom assim, mas o sentido do que ele fala é interessante. Muitas vezes as coisas ocorrem sem nenhum motivo for no reason, ele diz. As coisas na vida simplesmente acontecem sem que a gente encontre necessariamente um significado Pra Elas. Pelo menos é como eu sinto.

E eu sei que isso é uma visão bastante pós Moderna e de alguma forma faz parte da crise da civilização, porque na história da humanidade, de forma geral, as pessoas sempre acreditaram em alguma coisa, em algum sentido maior. Mas eu, produto desse mundo pós moderno, sou um tanto niilista. Não enxergar sentido nas coisas, mesmo que no fundo, provavelmente não haja sentido mesmo é um problema nesse mar de niilismo e cronoplastia e vazio existencial.

Cultos irresponsáveis, igrejas gananciosas, ideologias maliciosas encontram muita força quando se escoram em quem sob os céus? Enuncia eu sou a verdade e assim acaba trazendo o sentido para nossa vida.

O Philip k dzick traz a ideia do programador como um Deus e ele invoca No No, no texto dele, o próprio Cristo quando ele fala no Reino de Deus enquanto o sentido da vida, se você seguir os seus ensinamentos dentro das inúmeras realidades laterais que compreendem as possibilidades da simulação. Você persiste em existir, você não é abandonado junto das realidades paralelas, que não servem ao criador, ao

programador ou qualquer coisa. Assim você acompanha o sentido que lhe dá e assim você se mantém existindo. O Philip K. Dick disse, Cristo não apenas falou de diferentes maneiras de subjetivamente perceber um único mundo, ele se referia ao Reino como um lugar real. Situado em um extremo oposto de um contínuo que começa com a escravidão em sofrimento absoluto, ele não apenas relatou o que havia lá, ele ensinou o método de como chegar até lá, mas tragicamente, esse segredo foi perdido.

O inimigo, a autoridade romana, o destruiu e, portanto, não o temos mais. No entanto, talvez possamos redescobri lo, já que sabemos que tal segredo existiu. Isso explicaria. As aparentes contradições sobre se o Reino justo será estabelecido aqui na Terra ou se ele é um lugar, um estado, para onde vamos após a morte. Eu não preciso dizer que essa questão tem sido fundamental e não resolvida ao longo da história do cristianismo.

Cristo e Paulo parecem dizer enfaticamente que haverá uma ruptura no tempo em nosso mundo pela chegada dos exércitos de Deus. Após algum drama emocionante, um Paraíso de 1000 anos, um Reino justo será estabelecido, pelo menos pra aqueles que fizeram as suas tarefas e prestaram atenção, né? Como uma parábola coloca pra aqueles que não foram dormir, somos repetidamente advertidos no novo testamento a sermos vigilantes porque pro cristão é sempre dia a sempre luz, luz pela qual ele.

Poderá enxergar esse evento quando ele vier. Isso implica que muitas pessoas que estão de alguma forma adormecidas ou cegas, ou que não são vigilantes, não enxergarão esse Reino quando ele ocorrer. Considere o significado que pode ser atribuído a essas noções. O Reino virá aqui de forma inesperada. E isso é sempre enfatizado.

Os fiéis justos vão vê lo, porque para eles é sempre dia, mas para os outros, Hum. O que parece ser expresso aqui é a ideia paradoxal, mas fascinante, de que o Reino, se fosse estabelecido aqui, não seria visível para aqueles fora dele. Ouçam isso e reflitam isso. Não quer dizer que haja um sentido da vida, mas certamente o Philip K. Dick está falando sobre o sentido da simulação, pelo menos dentro do que ele pretende. Dentro do que ele desenha, né? Do que ele deseja é enquanto

programador, né? Do do que o programador desejaria para essa simulação, né? E no que é contestado pela sua sombra. O Philip K. Dick sente, portanto, que é um sentido na realidade. Que a gente vive dentro de uma simulação. E, na verdade, toda a simulação tem um sentido. Toda a simulação é uma construção que traz uma experiência de realidade, sem, no entanto, ter o mesmo funcionamento dessa realidade.

E um simulador de avião? Você não vai recriar o mundo inteiro pra ver o que acontece dentro do avião. Você vai. Ter um modelo você vai ter provavelmente uma experiência muito próxima de voar num avião, mas ele vai se prestar a sua diversão ali, né? Ou, de repente, o aprendizado das ferramentas de um avião ou o teste de certas condições de voo pro equipamento de um avião. Mas há sempre um recorte na simulação, um simulador cujo

sentido é treinar piloto. Dificilmente você vai ter que lidar com alguma confusão do voo. Porque 11 terrorista invadiu a cabine para sequestrar o avião? Não. Essa simulação vai ter um recorte. Esse recorte provavelmente vai ter a ver com as ferramentas que o avião tem ali. A gente pode simular as probabilidades de clima e de condições de temperatura e pressão atmosféricas de repente, mas não tem, porque a gente não tem nem como a gente calcular na

simulação. O ciclone tropical causado pelo bater de asas de uma borboleta no norte da China. Simular é reproduzir certas coisas, atendendo um sentido, um

recorte. Você sabe o que você está reproduzindo, você sabe o sentido que você está dando para além da própria reprodução, se você cresceu como eu nos anos 92000. Jogando Atari, master system, mega drive, super Nintendo em termos de 64, PlayStation, um PlayStation 2 e muitos jogos de computador, certamente você aproveitou as facilidades de um emulador, anão ser que você seja colecionador de console, ou seja, zero saudosista.

Provavelmente você quis jogar por pura nostalgia os jogos de outrora, que fazendo sucesso em outros momentos. Seja os jogos antigos tipo leningues ou o primeiro Pence of persia ou algum fóssil da Lucas artes, né dos Adventure games, ou ou seja, o cookshot, o shinobi ou isswats do mega drive, né? Esses jogos que ficaram pra trás, em algum momento você quis resgatar eles? E a solução? Qual foi? E mular, se você não tem o console, você reproduz o

funcionamento desse console. Um emulador, ele reconstrói virtualmente na sua máquina o funcionamento exato de um super Nintendo pra você jogar o super Mario World. O esforço de emular é tentar reconstruir o funcionamento perfeito de algo. Muita gente, quando pensa que a gente vive num mundo simulado, alega que pra gente ter esse mundo simulado é a gente teria que gastar o mesmo tanto de energia que teve o Big Bang. Para reconstruir uma realidade

igual ou até mais? Se a gente leva em conta as eventuais ineficiências do sistema. E que para isso seria necessário um computador quântico extremamente eficiente, né? Para comportar uma realidade que funciona exatamente igual a nossa, com 8 bilhões de pessoas vivendo, fazendo escolhas, experimentando. Um mundo é simultaneamente, né? Um mundo que faz parte de um Sistema Solar que tem um sol. Que vive próximo a um buraco negro que tá em expansão nesse universo e etcétera etcétera

muita gente. Quando pensa que isso aqui não é uma simulação, usa esses argumentos. Mas isso não seria uma simulação. Isso seria emular a realidade perfeitamente. Seria reproduzir todos os seus aspectos de funcionamento e deixar ela rodando ali. Evoluindo, né? Com seus elementos conforme eles interagem.

Mas simulação não é assim. A simulação não vai reconstruir 8 bilhões de seres humanos autônomos, um livre arbíbio, nem todos os ambientes externos e internos da Terra como um modelo completo e perfeito do universo, com os buracos negros e tudo mais, né? É de como seria pretensamente a nossa realidade material de verdade. Valendo, né? O mundo simulado não faria nada

disso. Jogos ensinam que, uma vez imersos, a gente consegue experimentar sensações de verossimilhança fortíssimas e uma realidade simulada. Ela não precisa funcionar como a realidade, como no emulador, ela só precisa ser verossímil. Ou seja, ela só precisa nos passar o sentimento de realidade. Os indivíduos de uma simulação, eles não precisam ter livre arbítrio. Eles não precisam tomar decisões, eles não precisam ter Liberdade para isso.

Eles só precisam sentir como se estivessem tendo Liberdade de decidir. Ou melhor, eles só precisam parecer que tem escolha perante quem eventualmente, de fato venha. Caso um jogador experimenta esse mundo simulado experienciar essa realidade simulada, esses entes eles só existem para reforçar a verossimilhança. De quem experimenta. E eles vão fazer de tudo para manter isso, porque é tudo que eles conseguem fazer.

Eles não têm agência. Dessa forma, uma realidade simulada não precisaria da energia de um Big Bang ou de uma capacidade de processamento quântico inalcançável. Nada disso. Ela precisa só precisa ser bem construída o suficiente para que ela seja verossímil, mas isso pressupõe. Escolher o que que entra e o que não entra na simulação. Como disse o Philip k dzick, em termos mais modernos, alguns de nós viajarão lateralmente para aquele melhor mundo, o Reino de Deus, enquanto outros não.

Estes permanecerão presos no eixo lateral, o que significa que para eles o Reino não chegou não em seu mundo alternativo e, no entanto. Enquanto isso, ele chegou ao nosso, então ele vem e ao mesmo tempo não vem. Incrível, não é mesmo? Esse recorte da simulação, portanto, é intencional. Emular é reproduzir por reproduzir, mas simular não. Simular nunca é simular por simular, simular pede intencionalidade.

Ela pede abstração, ela pede esse recorte, assim como um simulador de voo que se volta a ensinar um piloto iniciante ou ferramental do avião. É, não vai trazer uma Na Na sua simulação, um sequestro terrorista pra cabine, né? E o decorrente desespero dos passageiros? Não, ele vai deixar isso de fora da simulação, porque não faz sentido, não é isso que ele tá querendo simular. Por outro lado, você pode ter um jogo. Em que a gente joga com o piloto e ele tem que resistir a um

ataque terrorista. E nesse caso, a gente vai trazer isso, vai simular exatamente isso. E provavelmente a gente vai deixar de fora vários detalhes do maquinário do avião, né? A gente vai focar nessa ação. A simulação, portanto, não é um mundo perfeito, ainda que a gente possa sentir assim, ainda que a gente possa sentir o

impacto da verossimilhança. Por isso, em ao fantasy, eu entendi a verossimilinança como fundamento de mídia do RPG advindo como se como a gente sente esse repertório ficcional evoluindo, né? Como a gente sente esse repertório ficcional servindo como repertório lúdico também Como Ele É gamificado conforme a gente joga mestre, desafiante e jogadores desafiados nessa dialética criativa que gera. Esse espaço simulado e que tem um sentido, no caso, o próprio

desafio. E disse o Philip K. Dick, em termos mais modernos, o que isso significa é que alguns de nós viajarão lateralmente para aquele melhor mundo, enquanto outros não. Olha que doideira. Todos os nossos planos, os backgrounds, os personagens, a PrEP do mestre, todas as ideias. Que temos de que do que a gente

quer para o jogo. São realidades laterais, paralelas, possibilidades que em algum momento elas serão o que de fato vai ser experienciado na simulação na matriz, ou então elas vão continuar em realidades paralelas deixadas de lado. Segundo Felipe, quede que o programador sempre vence a sua sombra a sua contraparte. Mas a construção dessa simulação passa necessariamente pela dialética entre os que se enfrentam ali e não há uma linearidade de tempo.

Ou seja, cada retrato dessa simulação é como as coisas são. E o que foi experienciado no passado vira apenas uma ilusão que também reforma essa essa verossimilhança, uma ilusão de memória. E é assim que acontece com Oo repertório lúdico percebido, não é o fantasy. Ele pode ser invocado e aí ele importa no presente. Mas fora desse momento ele não existe de fato, né? Ele é no máximo trazido de volta como repertório e ele vai evoluindo. Ele pode ser, inclusive

esquecido. E tudo bem se todo mundo esquecer. Ele simplesmente passa a ser deixado de lado. O mundo não existe para além desse sentimento de verossimilhança, mas nem o próprio repertório lúdico é sólido a ponto de figurar a realidade. E a prova disso é aquele ritainer que tava de repente ali com o grupo na jornada, mas que todo mundo esqueceu quando entrou na danjel e que certamente ele também não ficou do lado de fora sozinho. Ele simplesmente entrou num limbo.

Ele foi esquecido, ele ficou numa realidade paralela que nem as pessoas que não ouviram. O evangelho segundo o que pensa o Philip K. Dick as coisas existem no sentido do que o programador quer e no sentido do que a sua sombra contesta dentro de suas vontades. As coisas existem como verossimilhança formada para um fim com sentido, que no caso, é o desafio, como a gente viu e aí, como eu disse lá no episódio sobre a interpretação 61. Eu Acredito que haja disputa em cima dessa ideia, né?

Que tem na GNS que tem no mundo de RPG de agendas criativas, enquanto lá Na Na teoria, né? Do do room Wedding, a Forge e tudo mais. Enquanto alguns encaram que as agendas criativas passam mais pelos canais pessoais dos jogadores, né? Do que eles buscam em jogos. Eu encarei isso como uma busca. Pela diversão ou uma busca pela Felicidade que cada jogador tem ali em relação aos canais lúdicos que ele joga, que ele usa no jogo. Mas me parece um me parece um pouco difícil cravar, né?

É é quais são os tipos de diversão? E que a gente saiba imprimir todos esses tipos de diversão em jogo e categorizar as pessoas dentro disso e atender a todos esses esses desejos, né? E em vez do game designer e O Mestre se preocuparem em ficar nesse malabarismo tenso de ter que atender todas essas vontades pessoais dos jogadores, me parece mais sadio que eles foquem em criar um espaço de fruição sadio, né? Dentro do jogo, para que a gente busque cada um a sua diversão em jogo, né?

E me parece que para isso acontecer, para que esse espaço exista, né? No ciclo mágico a gente entender bem qual a agenda lúdica. Ou seja. Qual a agenda em comum que a gente tem naquele jogo? Dentro do ciclo mágico, isso faz muito mais sentido. É mais ou menos o que se fala ali No No livro Terry of fun, né? De que a gente constrói o espaço no qual a gente vai buscar se divertir.

Eu disputo então essa noção de que agendas criativas sejam o que busca cada tipo de jogador, de acordo com cada tipo de diversão. Eu prefiro me ater a agenda criativa como um tipo de de de decisão. A forma de decidir que cada jogo contempla em suas ferramentas, em suas estruturas, e que eventualmente ele vai premiar, é como no dayd old School, né? A gente pode dizer que claramente as ferramentas que ele tem são de construção de

desafio, né? Através da verossimilhança que ele propõe, do mundo que ele propõe, né? É da construção de mundo que ele propõe. E a gente tem regras ali que estimulam os jogadores a superarem desafios, principalmente quando esses desafios trazem ouro. E aí a gente vai delimitando, a gente vai construindo essa agenda criativa, né, que é uma agenda lúdica comum. É um espaço comum no qual a gente vai buscar se divertir. O room Edwards percebe as agendas, como o narrativismo, né?

Que é quando um jogador toma uma, toma as suas decisões. Visando o que que ele julga ser melhor pra história? O gaynismo quando o jogador decide de acordo com a melhor performance perante o desafio, né? E o simulacionismo, quando o jogador decide de acordo com o que o seu personagem faria. E o e o simulacionismo aqui me pega, né? E aqui eu invoco tudo que a gente viu até agora. Sobre simulação, diferente da simulação do Philip k zick, quando a gente joga, a gente

embarca num espaço simulado. Que a gente experiencia criativamente através da interface dos personagens que a gente cria, né? É com essa ficção que também vai sendo criada, mas que a gente sabe que é impermanente, né? Que a gente sabe que não é real. Que a gente pode emergir e

emergir conforme a gente deseja. Quando a gente fala que as regras do RPG simulam as a física e as regras natural do mundo, ou ao menos as probabilidades do universo, esse tipo de coisa, a gente tá caindo no erro de tomar a simulação pela própria simulação, e é muita pretensão a gente achar que a gente vai recriar perfeitamente qualquer mundo. Levando em conta todas as suas leis que o governam, né?

Se é que existe essa totalidade e se é que um dia a gente vai conseguir perceber essa totalidade, né? Como um sistema em sua integralidade, é impossível a gente, com as regras do RPG, simular a física, simular, simular as regras natural do mundo ou quiçá as probabilidades do universo ou de todos os fatores que merecem ser atendidos. Quando a gente joga, a gente cria uma simulação e, ao contrário da emulação, a gente deixa de lado as mecânicas do mundo como são.

E a gente cria um recorte para simular a impressão da realidade que a gente quer, com o sentido que a gente quer. E a gente traz abstrações funcionais para esse sentido, esse recorte, portanto. Ele é intencional e é feito dentro de um contexto de metajogo consciente de que a gente está simulando, né? Não é como se a gente fosse npc dentro do mundo de jogo, né? Nós somos npc de videogame, né? Não, a gente não é código, a gente é mestre jogador.

Nós somos os agentes criadores desse espaço em disputa, nós somos. O programador e a sombra do Philip, Kate ZIP, por assim dizer. A gente tá se desafiando, né? E dessa dialética que se cria a verossimilhança, essa é a mídia do jogo, a simulação ao mesmo tempo palco e resultado dessa interação com o repertório impermanente, como as pinturas na parede do magnata, na parábola do do Philip Ka ZIP. E, ao contrário dos npcs no videogame, nossos personagens lá dentro são interface nossa.

São parte de nós dotados de agência porque pisam fora do círculo mágico através da gente. Nós somos, é, somos nós que promovemos esse recorte da simulação. Somos nós que decidimos o que vamos simular usando o exemplo que é que que AA Rai, do Farol do Leo corn, trouxe no episódio que ela participou aqui recentemente, é O Mestre. Ele, ele prenderia. Por que que O Mestre? Prenderia os personagens no engarrafamento se isso não tivesse no tipo de conflito que ele resolveu imprimir, né?

Se esse engarrafamento não cumpre um papel dentro da agenda de jogo, é que a gente tá que a gente escolheu comumente aqui, né? Dentro da agenda criativa que o jogo promove, né? É tanto O Mestre imprimindo o seu desafio ou ou construindo uma narrativa específica. É, e os jogadores respondendo a isso. Por que que a gente vai trazer esse engarrafamento? A gente só traz esse engarrafamento se ele cumpre um papel. Dentro disso, simular, diferente de emular, é uma visão, é uma intenção.

Nós sabemos o sentido real da simulação e nossos personagens são nossa expressão dentro de um espaço diante. Cujo o único propósito é reforçar a verossimilhança e que serão utilizados pelas ideias que decorrem da nossa agenda de jogo, da nossa intencionalidade, enquanto jogadores, dentro da agenda criativa do jogo, você e seu personagem são como Jesus, Uno, um Deus é como um nio do Matrix. É como um iluminado, dotado de agência, porque representa alguém que tá lá e ao mesmo tempo aqui.

Que faz a ponte como Hermes trimegisto, que entende o sentido das coisas, logo um espaço simulado, além da sua própria mídia, expressa um sentido. E em respeito a esse sentido, jogamos mais de 1000 episódios na primeira temporada. Um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada com muito a oferecer, a comunidade do RPG aventureiros, numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de

sorteios e enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados. Apoia.se barra café com danjo contamos com você ao final, é isso que espero. E possamos encontrar novamente esse Paraíso onde a Harmonia, a beleza e a paz reinem de forma absoluta. Assim disse Philip K. Dick, uma agenda criativa de simular como no sentido próprio de simular não se sustenta, como defende o Ron adwards, a simulação não existe por si só, ela já é um recorte. E assim.

A gente consegue entender que ela não é agenda criativa, ela é mídia verossimilhança, é o atributo da simulação e já interpretamos os nossos personagens e todo jogo de RPG não tem jeito, porque eles são a nossa interface criativa dentro do círculo mágico. Simulação pra gente é mídia, mídia de jogo. E o jogo é é é compreendido por agendas criativas que instruem sua abstração, seu recorte. Em torno do que opera essa ilusão de verdade.

Por isso falamos em agência do jogador e não agência de um personagem. Ele existe no sentido que você der a ele. O personagem existe no recorte que você der. E fora desse sentido, ele simplesmente não existe. Ele é deixado para trás. Ele vira aquele no IPC contratado, abandonado numa tela de realidade que virou outra coisa descartada. Que foi reaproveitada ali na sala de estar do ricaço RPG. É um jogo no qual a criação desse espaço é ludificado.

Essa criação é o jogo e constrói uma simulação dentro do espaço lúdico. Se a gente tiver jogando fiasco, tome decisões que vão construir a melhor história para o seu personagem, com a consciência de que isso está sendo ludificado e compreende um desafio lançado a outros jogadores com a mesma tarefa. E que disputarão recursos narrativos nesse sentido. Essa é a agenda criativa do

fiasco. Se a gente tiver jogando awell fantasy, tome suas decisões de acordo com o que sua personagem faria, mas que seja o melhor para superar um desafio, porque essa é a agenda do jogo awell fantasy. Em cima dessas agendas que os playbooks do fiasco são criados, a gente cria um playbook de fiasco pensando nisso, nesse sentido da simulação. Ou é assim que os hexágonos de beergotten são montados por hex Kroll? Eles trazem um recorte e a intencionalidade da simulação.

No RPG somos nós, jogadores e mestres, o programador e sua sombra em uma dialética intensa, lutando pela realidade dentro do sentido que concordamos em seguir. E dessa dialética, criamos uma simulação dotada de sentimento de verdade, mas que não passa de uma divertida ilusão. É isso. Espero que tenham curtido aqui, mas vou deixar uma enquete pra vocês perguntando, e aí, vocês acham que eu fui longe demais dessa viagem? Recomenda aí uma no nos comentários também uma obra de

ficção científica. Algum texto falando sobre simulação pra ver se a gente continua nessa viagem ou não? Beleza, é, vamos encerrando aqui, eu vou deixar é os links, né? É lá no descritivo do episódio, então vou deixar aí o link dos anúncios, né? E vou deixar também os links do episódio, né? A transcrição do discurso do Mats, do Philip K. Dick, no blog do café com dângel um link para teoria GNS lá na

Ford a gente sempre linka, né? Vou deixar a playlist também do café com dângel, em que a gente aborda esses assuntos de simulação, é e toda essa investigação. Que a gente faz. Vou deixar também o link pro trailer do ruber, o filme que eu citei aqui. Enfim, é isso. Espero que tenha curtido.

No mais é se você quer apoiar o café com dângel e ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios semanais, considere é ajudar a gente lá no apoia.se barra, café com dângel e aí você garante conteúdo extra, é, participa de sorteio dos nossos parceiros, recebe cupons, participa do nosso corpo de Telegram, que tem muita discussão interessante, então cola com a gente. Se você gostou especialmente do café de hoje, deixa para gente

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Por último, queria agradecer a galera que torna possível essa aventura aqui. Então ao pessoal aí do nível de apoio incentivo, incluindo aí o Jefferson Antunes, valeu demais. O pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o Gustavo muradi, o lian kerlopes e o Renan cretelli, e um salvo especial dos assinantes do nível RPG do Jô, dentre eles o Luiz Guilherme dias de Souza, Pedro Borges, Vitor Hugo Martins. Vinícius Caldas e o Leonardo dos Santos Ferreira também.

Um abraço aos membros do treinamento. É o fantasy que são Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego cestito, Douglas bahense, Leo gasparuto, Marcos Gonçalves, Mateus piqueira, Rafael bardal, Bruno cobre, João burla, Marc Gui providelo e um grande agradecimento ao nosso membro. Café com balbi, Thiago Augusto, que foi lá. Comigo e com Diogo Nogueira no show do zumbi do espaço. Foi incrível, cara. Valeu um abraço e até a próxima.

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