Seu personagem não importa! #0078 - podcast episode cover

Seu personagem não importa! #0078

Apr 03, 202550 minSeason 2Ep. 78
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Episode description

A partir da ideia de que toda ficção é quântica até ser cravada na mesa, Balbi analisa o processo de construção de personagens em um RPG, sua interpretação e, em última análise, seu processo de criação.

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Links mencionados

CCD 35 - Seu mundo de jogo não existe CCD 7 - Disputa pela ficção no RPG CCD 63 - Simular, EMular e PKD

Castle Falkenstein à venda na Jambô

Beyond the Wall na Tria Editora

Burning Wheel na Amazon

Hillfolk na Amazon

Vampiro a Mascara na Galápagos

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Obrigado aos pessoal que apoiou com incentivo, incluindo:

  • Lucio N. Pimentel

Valeu demais ao pessoal do nível de apoio Comunidade, incluindo aí:

  • Lucas (Uptown Enclave)
  • Evaldo Pontual
  • Walter Luiz Lada da Silveira

Um salve especial pros assinantes nível Café no Dojo, dentre eles:

  • Mateus Colletto Vieira Silva
  • Pedro Oliveira Obliziner
  • Vinícius Caldas
  • Felipe Escosteguy
  • Caio Palma Fernandes

Um abraço aos membros do Treinamento Oilf:

  • Abilio Jr
  • Cesar Machado
  • Daniel Aidar
  • Diego Sestito
  • Leo Gasparotto
  • Marcos Goçalves
  • Pablo Rodrigues Lima

Imenso agradecimento aos membros do Cafe com Balbi

  • Thiago augusto

Transcript

Eu não sei se você trabalha com criação no seu dia a dia. Eu trabalho. Eu sou designer na lura, que é uma empresa de ensino de tecnologia, e o meu time de design. Ele trabalha com muitas demandas criativas, né? Muitos problemas que aparecem que a gente tem que solucionar com o processo criativo. A gente passa por um processo criativo e entrega uma solução em design. Isso é muito curioso porque normalmente a gente passa por uma documentação, a gente começa

o processo criativo. Com uma documentação, você sabe como é que é um processo criativo. A gente tem vários, né, várias possibilidades, mas o meu funciona da seguinte forma, o meu digo, da minha equipe, né, o que a gente costuma trabalhar em equipe, a gente primeiro começa com uma documentação do problema que apareceu, né? O que que a gente tem de problema? O que que ele atrapalha, o que que ele causa de problema, né?

É qual o contexto dele, como ele acontece, quem são as pessoas envolvidas, é quem a quem se destina a resolução desse problema, né? Então a gente faz um mapeamento geral desse problema e começa a documentar também o que a gente vai alinhando, criando o que a gente vai entendendo que são as

soluções. Mas uma parte inicial, né, desse, dessa documentação, a gente costuma chamar de briefing, que é quando a gente alinha todo mundo em torno desse problema e começa a entender melhor esse problema. E ali. A gente tem uma etapa muito importante que a gente costuma fazer, que são os requisitos e

restrições. Quando a gente delimita quais são os os requisitos e restrições, a gente tá dizendo o que que o projeto tem que ter, que são os os requisitos e o que ele não pode ter, que são as restrições. Então vou dar um exemplo, né, do que precisa ter, do que é um requisito. A gente pode dizer que de repente a gente tá fazendo uma apresentação corporativa ou um

vídeo corporativo, a gente diz. Esse vídeo, ele tem que usar determinada paleta de cores, ele tem que usar determinadas Fontes tipográficas, ele precisa de repente usar um logo na capa. Então são coisas que o projeto tem que ter, seguir determinado modelo, et cetera. Tem coisas que o projeto não pode ter. Por exemplo, a gente não pode gastar dinheiro com ilustrações, então, se a gente produzir ilustrações, tem que ser internamente, a gente não pode

terceirizar. Pode ser que a gente tenha aí restrições de tempo, né? A gente não pode usar mais do que uma semana. Pode ser que a gente tenha ali alguma restrição de tecnologia. Por exemplo, se você entregar é um layout, esse layout não pode, o layout final não pode ser entregue em Photoshop. Por quê? Porque de repente, o usuário dessa solução não tem acesso ao Photoshop. A gente tem que entender se vai mandar no PDF, se vai mandar em outro formato, e isso faz parte

ali das restrições. Photoshop aqui não isso de forma geral, são questões que podem parecer obstáculos, mas no fundo. Os requisitos e restrições ele eles enriquecem o problema. Quando a gente começa a pensar a partir de certos limites, de certa forma, a nossa criatividade é propicionada. E a partir disso, a partir desses esboços e desses limites meio práticos, a gente começa a ter uma série de desenvolvimentos.

E aí entram outros outras práticas, outras técnicas criativas, como, por exemplo, é as técnicas de design Thinking que passam normalmente por. Momentos de expansão de ideias, em que a gente jogue 10 na mesa e outros momentos em que a gente refina as ideias, a gente escolhe as mais apropriadas e assim segue. Normalmente isso passa por dinâmicas de alinhamento criativo entre as equipes interessadas ou dentro da própria equipe. Com os profissionais criativos, passa por oportunidade de

contingências, né? Que são aquela sambadinha pra um lado ou pro outro que a gente precisa dar pra adequar o projeto a realidade. E principalmente o resultado final, né? Quando a gente chega no resultado final, a gente entrega aquilo e muitas vezes as pessoas nem sabem pelos caminhos, por quais caminhos que a gente passou pra chegar naquele, naquela entrega.

No RPG é assim também, o seu personagem, a gente fala nele como um resultado final, mas talvez ele não seja esse resultado final, o jogo talvez sejam todas essas etapas criativas pelas quais a gente passa. Quando a gente está é quando a gente está jogando, né?

Quando a gente está criando também alguma coisa dentro da minha equipe, por exemplo, é quando você está ali jogando ideias na mesa, entendendo quais são as melhores ideias, quando você está pensando e criando, a partir de determinados prumos, determinados registros de jogo, determinadas ideias que você preconcebeu também. E esse personagem enquanto você joga, ele está em construção, assim como um projeto criativo. Eu não falo que ele só vai estar definitivamente construído

quando um jogo. Quando o jogo termina. Eu acho que passa por aí, né? É, eu não falo aqui só uma sessão ou uma cena. Eu tô falando do jogo terminado como um todo. Eu falo daquela daquele momento pós a última sessão, a sessão da derradeira, aquele momento depois que a ficha é rasgada, né? Da campanha que se esqueceu no meio e a gente nunca mais voltou. Eu tô falando da gente olhar pra trás e se perguntar quem é esse personagem? Quem é o tal Malaquias da tornozeleira?

Esse cara, filho da puta sem coração, quem é ele? Me parece que no fundo a gente só vai ter essa resposta depois do jogo encerrado, porque durante o jogo a gente vai construir esse personagem. E nesse ponto parece que toda ficha de personagem, a criação de personagens. É um briefing criativo que nem o que eu uso com os meus times lá na lura vamos investigar um pouquinho mais a criação de

personagem. E, principalmente, uma ideia que eu estou tendo aqui é o seguinte, o seu personagem no fundo, durante o jogo, não importa. Eu preciso esquecer o que você sabe, esse é seu problema. Esquecer sobre o que você pensa que sabe sobre a vida, amizade e principalmente sobre eu e você. Bom dia amigos do café com dângel. Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito

RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café não existe até que experimente ele deixa eu ver. Hum, que delícia esse café magenta da ovelha negra. Eu sinto cada gostinho se formando no meu paladar aqui na minha língua e agora eu sinto que ele existe. Bom, se você quer sentir que o café ovelha negra é café especial, principalmente se você quiser uma agenta, eu acho que

vale muito a pena. Se você ainda vai se familiarizar com cafés especiais, é vai lá no site ovelha ovelha ponto café e utiliza o cupom ccb. Tudo minúsculo que você consegue um abatimento para beber um café especial, ainda mais em conta, mesmo te levando em conta o preço do café normal, agora cheio de impurezas. Café. Esse café aí, tipo pilão, Três Corações, esses cafés são cheios de impureza, estão custando os

olhos da cara. Vale a pena você ir pro café, uma agenda aí da ovelha negra e experimentar, né? Então usa o cupom pro CCD que você consegue um abatimento, beleza, experimenta aí que vale muito a pena, é delicioso, é qualidade de vida. Bom, se você quiser um desconto ainda melhor, pode se tornar um assinante do café com dângelo que a gente dá um desconto melhor também, a gente dá pontos progressivos de acordo com o seu nível de apoio.

Então vai lá em apoia.se barra, café condanjo, torne se um assinante e ganhe cupons como como esse da ovelha negra e dos nossos parceiros. Aí a gente tem aí retropunk, a gente tem aí encaramelo jogos, a gente tem até jambô, a gente consegue aí cupom de desconto capicat, então cola aí com a gente que a gente, além dos cupons de desconto, também faz sorteios. De material. Aí a gente agora vai sortear um candela obscura, a gente vai sortear morkboard e a gente vai sortear.

É outros jogos aí, inclusive o pachfinder pra pra servege World. Aproveitando que a gente vem aí de um de uma semana de machhaps, né? E bom, essa semana de machhaps eu vou aproveitar o gancho e puxar logo a nossa leitura de enquete, né? Porque no episódio anterior a gente a gente trocou uma ideia com o cara do RPG. Um produtor de conteúdo aí

famoso, né? Que vem fazendo uma mach up muito interessante entre four bed and lands e for gotten realms, o chamado four bed and realms, que ele é mestre com o seu grupo de assinante e ele falou um pouco sobre esse essa campanha que é muito interessante. E aí eu perguntei, e aí você mistura cenários? E para minha surpresa, uma maioria que não foi esmagadora, mas foi uma maioria de 62,5% das pessoas disseram que sim, que

misturam cenários. E os comentários falando o seguinte, o Leo paixão, um abraço Leo, ele falou, nossa campanha atual é uma experiência parecidíssima. Com o relato desse episódio, adaptamos o run of the Dark him, tracken him, né? É que já é quinta edição pra fargotten realms por motivos parecidos. Trazer essa familiaridade e repensar efeitos no mundo muito conhecido e familiar pros jogadores, particularmente, acho

que dá muito trabalho. Se você quer manter a verossimilhança ao explicar porque as forças do cenário permitem que isso aconteça, é quase sempre. Eu me arrependo no meio, pelo trabalho que dá. É cara assim. A gente quando faz mistura de cenários e coisas assim, sistemas também. A gente sempre meio que tá misturando 2 coisas que a gente precisa conhecer, então em teoria dá mais trabalho do que

conhecer uma só, né? Fora isso, tem todas as questões de compatibilidade que são muito interessantes, mas quando dá caldo, caldo, é gostoso, né, cara? É é aquele tempero, né? É bom. Valeu pelo comentário, Léo. O Thiago Soares falou misturo tormenta 20 com uma pegada Raven loff EDCC no estilowell fantasy, acho mais desafiador que o pet fineder 2 e quinta edição pontos de magia. Tem que ser mais administrado

que os próprios itens. Quase rolou um TPK na primeira sessão, quando o grupo foi atraído para uma sala escura e com golbins prontos para uma emboscada. Foco no desafio e investigação. Olha, cara, é mais gente aí, mais mais um é testando aí, como é que é a mistura entre oll, fenders e tormenta, ainda trazendo para o caldo DCC Raven loff deve tá muito doido, cara, maneiro, depois manda mais aí, reportes sobre as sessões para gente, parece bem interessante.

O Fábio Rodrigues Vieira falou comigo, já foi o contrário, eu fui mestrar o ryman of the Frost Maiden e uma leitura em que o em uma leitura em que o inverno é o inimigo principal na quinta edição é eu não, eu não, não. Ele não trouxe o clima de sobrevivência que eu queria, as versões antigas também achei, achei complicações conforme delainze, cheguei mais perto no tom e queria pra campanha. Com o tempo, adaptamos e mudamos algumas regras. Seu episódio, como sincerão?

Foi fundamental e ficou de uma forma que a mesa curtiu muito. Inverno realmente é ameaçador e constante. É, Fábio, cara, é, eu acho que é isso, né? A gente entender os pontos Fortes e as sinergias que tem entre os sistemas e as propostas de jogo. A gente costuma fazer essa, esse artesanato da RPG, né, eu acho que é justamente isso, o artesanato da RPG e às vezes uma coisa que funciona legal. Para uma proposta não funciona para outra e vice versa, então saber fazer isso é muito legal.

Você pelo visto está fazendo muito bem EOO cara do RPG, né? Oo Felipe também está fazendo isso de uma forma muito interessante lá no four bed and helms, então é isso. Todos de parabéns. Valeu galera, vamos para o episódio. Se tem uma coisa que eu sei é que subestimal desconhecido pode ser fatal. A tempestade que vinhamos investigar no litoral de Santa Catarina não é nada do que eu imaginava.

Naufragamos logo na primeira noite minha garganta queimava, o sal correndo cada gota de ar que eu tentava respirar eu tragava uma dor cruel a cada afogamento, um desespero esmagador. Eu quase apaguei, quase não sai dessa. Acordei na Costa de um cemitério de naufrágios, debaixo de uma chuva torrencial, com a minha visão embaçada pela Areia e pelo sal no som do mar, se misturando aos ecos e estralos dos destroços, fantasmagóricos um aviso das profundezas que

tentamos desafiar. Cada pedaço de fuselagem é uma história de desespero nesse lugar. Essa ilha perdida guarda mistérios que podem ser mais sombrios que qualquer coisa que eu já enfrentei. Aqui é a Laura Muniz de Moura e esse é o relato do início da minha investigação dos mitos de Atlântida. E aí, sobrevivente, está preparado para o maior desafio de RPG que você já enfrentou na sua vida? Boas vindas aí a temporada aberta de mitos de.

Atlântica. Um jogo experimental de horror em sobrevivência em sessões episódicas, onde o foco aqui é o desafio e a imersão total. Então você busca desafios intensos, né? Você acabou de encontrar o Everest do RPG e a temporada aberta chega com mudanças incríveis pra gente. Aí regras mais simples e ao mesmo tempo mais sofisticadas te dá mais Liberdade pra ficção sem

se preocupar tanto com mecânica. Aplicação de arquétipos, né, que seriam as cartilhas de jogo, aí os play books e a evolução dos personagens sem uso de nível de personagem, né? A gente tá fazendo a evolução por fato ficcional. Pela primeira vez a gente vai ter mids of Atlantic, da primeira campanha de how quentes, inteiramente mestrado e bugalha em inglês, um Marco aí para expandir a nossa comunidade. É uma forma de jogar e para quem não tem tempo para sessões de voz, né?

Não se preocupa não, porque a gente tá implementando um sistema síncrono de jogo aí. Via Telegram você pode investigar os mitos. A aventura está sempre ao seu alcance. A temporada aberta de mitos de Atlântica já começou e eu quero saber se você está pronta. Se você está pronto para enfrentar o desconhecido, junte. Se a nós aí prove que você é capaz de sobreviver ao maior desafio, aí oferta de todos. Investigue os mitos, venha para mitos de Atlântica. Você não é seu?

Emprego bom, cumpra aqui a gente começar a perguntar, como nasce um personagem de RPG? Bom, é, me parece que só uma questão importante, porque parece que ele já nasce no início do jogo, né? Parece que quando a gente vai jogar, ele já existe, ele já tá lá. Né? E as pessoas? E o indício que eu vejo disso é que as pessoas falam normalmente, olha, eu vou fazer o meu Rolling play. É de acordo com é com o meu personagem. Faria o Rolling play normalmente.

Ele diz respeito às decisões, e aquele personagem tomaria, e não necessariamente as decisões do jogador somente, né? Parece que precisa se levar em conta o que é esse personagem e me parece que é muito claro quando você fala isso, me parece que esse personagem já é uma já já é uma coisa clara, né? Como ele faria, como ele agiria? Mas será que isso é verdade?

Bom, para isso, vamos começar a investigar como a gente cria personagem, para a gente poder ter esse personagem e entender o que ele faria quando a gente for tomar decisões enquanto jogadores, então vamos lá, a gente começa normalmente o personagem. Pensando num conceito geral, pra quem é esse cara? A gente normalmente se inspira em alguém de uma série, um personagem de uma série, ou um personagem de um filme ou de um livro, ou em alguém que a gente conhece ou alguma figura histórica.

E a gente tenta transmitir isso pra ficha. Às vezes o sistema vai contemplar, né? Esse tipo de coisa, às vezes não. Então se você pegar, por exemplo, um DED clássico, né, ODED quinta edição, a gente normalmente ele tem classes. Né, de personagem, com algumas coisinhas ali, de background, né, de passado desse personagem, de antecedente, desse personagem, mas o forte mesmo são os arquétipos.

Então a gente tem ali classe, o arquétipo, de repente uma profissão ou um antecedente, umas coisas muito limitadas em torno principalmente da classe. E a gente tem o alinhamento, né, caótico, neutro, ordeiro, esse, essas coisas assim, acho que esse tipo de coisa é importante. Por quê? Porque a gente. Dentro de determinados jogos, isso aí já é Oo suficiente para a gente começar a jogar.

Mas a gente tem também atributos numa ficha clássica de DED ou num DED quinta edição, e a gente, de certa forma, interpreta de acordo com isso, o clássico bárbaro burro, né? Ou sei lá, ou aquele mar muitíssimo inteligente é quase um gênio no limite humano. Como é que a gente joga? Em teoria, a gente joga levando em conta. E os atributos desse personagem. É em outros jogos a gente vai trazer também vantagens, desvantagens, a gente vai

trazer. É algum tipo de antecedente mais sistematizado, como vampiro faz, né? Com seu sei lá dizer que você tem recursos, 5 recursos, 3 você tem contatos, você tem não sei o que. Isso tudo é determinado na ficha ali e de certa forma isso vai determinando mais ou menos, vai dando um esboço de quem é esse

personagem. Outra coisa que a gente costuma construir antes de começar a jogar é começar a entender quais são as conexões desse personagem com o que a gente tem de expectativa para o mundo de jogo que a gente vai ter. Então, se a gente vai jogar, sei lá, um mundo de jogo, de fantasia medieval, sei lá, uma coisa meio Terra média. Então a gente já tem uma expectativa, ele já tem um repertório que a gente pode alinhar. O nosso personagem, tipo, meu personagem veio.

De fire room, especificamente, é de deger Dale, então a gente sabe que seu personagem veio do vale da daga, e isso já localiza ele ali, já dá um pouco de contexto para ele, já começa a estabelecer certas conexões do que ele conhece, do que ele não conhece, né? Isso, de certa forma, vai informar o jogo. Outra coisa também é a história pessoal desse personagem pregressa ao jogo, você pode dizer que, olha, meu personagem é órfão e ele nasceu durante a

guerra tal. E isso aqui fez com que é ele crescesse com ódio específico contra determinado tipo de. De sei lá, de de guerreiros, do Império, sei lá, você pode brincar em cima do background do seu personagem. De certa forma, isso é uma prática comum, as pessoas desenvolvem isso para poder é é construir alguma coisa e tirar, né? O seu personagem da folha em branco, você ter alguma coisa para trabalhar em cima, mas e aí, isso já é um personagem? Será que isso já é um personagem

pronto? Será que isso já é o suficiente para a gente decidir? De acordo com o que o nosso personagem faria, bom, vamos aprofundar um pouquinho isso. Pra começar a aprofundar isso, eu vou perguntar o seguinte, você já ouviu o episódio 35 da segunda temporada aqui do café com d'angel que eu falo eu eu pergunto se o seu mundo de jogo já existe. Na verdade, eu afirmo, o seu mundo de jogo não existe. E por que eu falo isso? Eu falo isso porque. Me parece que o mundo de jogo de

fato não existe no RPG, né? Esse mundo, esse mundo que ODNU cria, que O Mestre constrói previamente e etc. Ele não existe, na verdade, esse mundo. Ele é um repertório emergente, né? E é um repertório ficcional, emergente que a gente vai criando e que tem um sentido interno, né? Esse sentido interno é o que a gente encara como o sentimento de realidade, a verossimilhança, né, é o que vai. Construindo, esse é esse sentimento de que esse mundo existe, mas ele de fato não existe.

Ele é um repertório emergente e permanente, tanto que a gente pode esquecer. É determinada parte do mundo que previamente a gente construiu como repertório. E o jogo continua normal, né? Se todo mundo esqueceu que existiu um npc dentro de uma floresta cara, simplesmente o jogo continua e esse personagem não aparece mais e funciona. Ainda assim, os personagens também passam por isso.

E, de certa forma, a gente pode é começar a entender que esse personagem, ele só passa a existir conforme você vai jogando. É o mesmo argumento que passa pela lei da mesa, que é 1111. Noção de Royal fantasy, né? Que é o estilo de jogo que eu trabalho em cima do DD clássico eu defendo no episódio 35 o que que é a lei da mesa? O que que é a lei da mesa? Resumindo, a lei da mesa diz que alguma coisa só existe, né, no jogo. Quando entra em jogo, pode parecer redundante, né?

Mas você é, se você diz que existe uma Montanha em determinada região, essa Montanha é ocupa toda essa região inteira e pode ser vista de qualquer lado. E importa se você anotou isso na sua preparação como mestre, que ela só vai existir quando você citar ela durante dentro do jogo. A mesma coisa que o seu personagem, você pode anotar na sua ficha que o seu personagem é mau, que nem um Pica-Pau. Mas ele só vai ser entendido

dentro do jogo, né? Pelos demais e por todo o repertório lúdico que isso encerra. Se você fizer uma maldade com ele, que mostra que ele é mal maldoso ou que as pessoas falem a respeito. Ou seja, aquilo precisa ser concretizado na ficção de alguma forma. E isso acontece durante o jogo, com todas as pessoas presentes. Por quê? Porque essas pessoas são quem utiliza esse repertório ficcional. Não adianta nada você. Construir um repertório ficcional isolado do jogo.

Esse repertório precisa entrar em jogo para existir. Por isso que eu digo que o mundo ele não existe, ele é um ele é um repertório emergente. A mesma coisa vale para o seu personagem. Esse personagem precisa ser construído em jogo, né? Se ele é caótico, se ele é ordeiro, esse tipo de coisa precisa aparecer em jogo. Se ele tem aliados, esses, esses aliados precisam aparecer em jogo, senão eles são só bolinhas na sua ficha de vampiro.

Isso é uma coisa importante, porque a gente começa a entender o personagem, assim como aquele mundo. Eu falei que não existe o seu personagem, ele também não existe. Ele existe no máximo como uma expectativa, mas no fundo, ele só vai começar a existir conforme você for jogando e for concretizando. Ele nesse repertório lúdico, comum, nessa ficção comum, nessa ficção compartilhada entre todos os participantes antes disso.

Ele é só uma folha em branco. Muita gente crítica o dayd, por exemplo, falando, Ah, mas o dayd é o personagem meio que surge do ovo, né? Ele é um personagem que é vazio. Ele não tem muita coisa diferente, por exemplo, do vampiro que você tem toda uma densidade ali de de antecedentes, de vantagens, desvantagens, né? Você escreve o background onde o sétimo Marcos você responde 20 perguntas sobre seu personagem, mas será que isso? Transforma aquela folha em branco numa folha preenchida.

Será que esse personagem já existe a partir de agora? Porque você respondeu aquelas 20 perguntas? Me parece que não me parece que independente do personagem sair do ovo criando da ID quinte edição ou de você planejar muito esse personagem, o que você tem é a expectativa de um repertório que vai ser vivenciado por todos.

Que você vai dar o nome daquele personagem, ou seja, aquele repertório com sentido comum, que vai construindo aquele personagem, mas ele não existe se não aparecer na mesa. Quando a gente vai criar um personagem, a gente vai construindo um todo coerente. E a gente tem de fato esse problema da folha em branco. E a gente quando começa a delinear um pouco, a gente começa a buscar um pouco de contexto pra esse personagem. É como se a gente começasse a

esboçar alguns limites. Que impulsionassem a nossa criatividade mais ou menos como eu fiz lá. Como eu expliquei, né? Lá no na introdução sobre o processo criativo do meu time de design, né? Que normalmente passa por um briefing que a gente coloca restrições e requisitos para um projeto criativo. Então a gente, de certa forma, começa a contextualizar o personagem, estabelecendo alguns parâmetros para ele ali, né?

Mas são expectativas. Então, sei lá, quando a gente constrói o personagem, a gente vai levar em conta todas as características de sistema, né? Que o sistema de jogo vai trazer os atributos do seu personagem, as perícias do seu personagem, os antecedentes dele. Você tem vantagens ou desvantagens? Toda a economia de pontos que leva a gente a comprar uma coisa, não comprar outra, né? É, a gente pode também fazer essas conexões com o repertório lúdico. Que existe no acordo pré jogo.

Então se a gente vai jogar em fi room, a gente pressupõe que exista, que a gente vai jogar com o repertório ficcional que existe em fi room, né? Então existem os reinos que que existem em fire room, a gente poderia jogar com eles, então associo o meu personagem com isso, ainda que possa ser que isso acontece às vezes que o jogo nem passe pelo território de origem do seu personagem, mas pelo menos aquilo contextualizado, né? Na sua cabeça, de alguma forma.

Ou você construiu o background do seu personagem, como eu mencionei há pouco tempo, você vai construindo isso. Isso vai dando um esboço do que é o seu personagem. Mas isso ainda não é o repertório lúdico, né? Que a ficção, que é que a sua ficção vai alcançar, porque ainda não está em jogo. De forma geral, esses elementos, todos eles são um briefing criativo. É uma coisa que vai trazer algumas limitações, alguns requisitos, né? Tipo o seu personagem.

Ele precisa ter ali, precisa definir um jogo. Ele tem uma boate na cidade, lá dos vampiros. Pode ser que seu personagem, ele não consiga utilizar uma arma grande, porque ele é um mago, né? Então a gente tem ali limite, né? Que vão impulsionar a sua criatividade. Quando a gente fala, por exemplo, que você tem o seu personagem tem 3 pontos de contato no vampiro. É, você pode dizer que ele pode jogar o dado para ver, né? Ele joga 3 dados para ver se tem sucesso.

O número de sucesso quer dizer que ele teve acesso a contatos. Mas você pode dizer também que uma bolinha é o é o zébio, outra bolinha é o esquistosoma e outra bolinha é a Matilda cremilda, que são mais malfeitores menores espalhados pelas ruas, né? Atrás de qualquer trambique são informantes seus. Você vai concretizando aquelas bolinhas na ficção conforme elas aparecem, você joga o dado e deu com você. E o acionou o contato, beleza, mas quem é esse contato?

Como é que esse contato entra em jogo? E aí você tem o repertório sendo criado, aquela bolinha de contato. Ela não é um repertório ficcional de verdade, ela é um esboço, ela é uma expectativa de ficção. Isso tem a ver muito com o episódio 7 aqui também do café com dano, na segunda temporada, que eu falo sobre a disputa da ficção no RPG e quando você diz que o seu personagem tem um clube noturno na parte rica da

cidade. Né, e esse é o clube noturno que você tem direito de ter no jogo inicialmente, porque você comprou ele lá nas suas vantagens, por exemplo, na sua ficha, é isso, quer dizer que você já não tem um clube noturno na parte, na parte pobre, por quê? Porque tudo escolha nesse ponto é uma Renúncia, né? Então, na verdade, você está construindo uma limitação e de outra forma, se você pudesse escolher a qualquer momento você pode escolher, sei lá que você está encalacrado na parte pobre

da cidade, você diz não. Eu tenho 11 casa noturna aqui. Você se deu essa Liberdade porque você não definiu antes. Mas quando você define previamente, você está dizendo que aquilo ali é um repertório construído e que você tem esse clube naquela parte da cidade, etc, etc. Eu particularmente como mestre, deixo que o jogador é é escolha, onde vai ser o seu clube noturno e como vai ser esse clube noturno, etc etc. Durante o jogo, onde for melhor

para ele. Mas a partir do momento que ele disse que ali não pode ser em outro lugar, tem outros mestres que pedem para o jogador definir isso previamente. E quando ele define previamente isso, de certa forma, ele começou a jogar. Acho que nesse.eu. Tenho que admitir que aí você começa a jogar de repente, antes mesmo do jogo construído. Mas aquilo ali é um é uma. Passa a ser uma limitação, né? E você já está determinando a ficção em jogo e aquilo que vai precisar ser anunciado.

Com o jogador de alguma forma ou pelo menos acertado, né? Com com o grupo ali, porque senão pode até ter conflitos, né? É, vamos supor que você está jogando um vampiro. EE, está estabelecido que só tem uma casa noturna na cidade de quem é, né? Então a gente vai ter que definir isso em conjunto, mas principalmente aquele clube noturno fica na parte rica, logo ele não fica na parte pobre, entende isso?

Não, não deixa de ser essa ficção em disputa durante o jogo e toda escolha é uma Renúncia. E assim você começa a construir o repertório lúdico do seu personagem e começa a colocar em jogo. Ou seja, esse repertório lúdico entra em jogo e passa a valer para as pessoas que começam a utilizar aquela ficção, aquela ficção construída de forma coerente entre si, que a gente começa a encarar como mundo de jogo, como espaço simulado ou chame como quiser.

O seu personagem também é assim? E aí nesse ponto a gente começa a trazer aqui é uma ideia de contexto lúdico também, que ajuda a dar esse contexto para o personagem. O que que eu chamo de contexto lúdico é como aquela. Aquele jogo, né? Constrói a sua simulação, né,

dentro da jogabilidade dele. Então, por exemplo, ODED, ele vai trazer que você é um mago caótico, level 1, força 6, inteligência 18 e conhece os segredos da magia da escuridão, então você consegue fazer ela a magia de darkens isso. Costuma ser suficiente para você começar a jogar. Você não precisa definir exatamente onde ele vive. Como isso pode definir durante o jogo até, né? Até porque o se o jogo não definiu isso previamente, talvez você não precisa definir isso de fato previamente.

Você pode construir conforme joga e assim, dependendo de como o jogo rodar, talvez isso nem entre em jogo. Talvez isso seja uma questão relevante para esse jogo, até que seja e aí você define, né? E outros jogos na mesma toada, né? Mas no mesmo no mesmo ramo, ali como beyond the Wall, eu fiz até um review sem serão aqui no café com dângeno recentemente, o beyond the Wall, ele ele já

atrela um pouco mais. Ele já começa a desenhar esse personagem na Vila dele, no ambiente dele, já começa a trabalhar relações entre os personagens e muita gente gosta de ter isso porque ajuda ela a tomar decisões. É aquela coisa. Que tira o branco do papel, né? É como o briefing criativo começa a botar alguns limites, algumas ideias ali na mesa e você começa a jogar de acordo com essas ideias. Mas isso quer dizer que esse personagem já existe, no caso, o falkenstein, por exemplo.

Você começa a definir no que seu personagem é bom e no que não é. Mas esse rol de habilidades, em que ele, em que ele é bom e não é, são habilidades pertinentes, aquele cenário steampunk na era vitoriana. Né, uma here vitorina alternativa que tem dragões, fadas, et cetera. Então ele tem todo um recorte em torno disso. Até é atributos de magia, né tomos que você tem acesso. Então, quando você constrói o personagem, a gente está em um contexto lúdico, diferente do contexto lúdico do DED.

Não quer dizer que um é pior do que o outro, provavelmente um é mais adequado do que o outro. Agora tem uma questão pessoal aí que é você entender. Se aquilo é o suficiente para você e isso você de fato precisa elaborar um pouquinho mais para você começar a tomar as decisões com seu personagem de uma forma mais criativa, às vezes você vai empacar um papel em branco. Tem outros jogos, como ril, foulk, burning will, cult, em que o relacionamento dos personagens é muito

interessante. Então você meio que vai construindo uma rede de relacionamentos e afetos e elementos em disputa, né? Entre os personagens e o jogo emerge muito disso. E sobre isso, né? Eu posso dizer que é uma coisa importante, a forma com que a gente, esse contexto lúdico é muito, muito importante, porque isso é o recorte que a gente dá na simulação que o jogo propõe, né? Eu pude falar um pouco disso no episódio 63 aqui da segunda temporada do café.

É o simular, emular e Philip K. Dick são alguns insights que eu tive a partir de uma fala, né, de 1/01/1 de uma palestra lá que o Philip k dzick deu no match em Paris. E trouxe muitos insights. Um dos principais insights que eu tive a partir dessa dessa construção dele, do Felipe. Que dizer que sobre simulação, é de que a agência do jogador pressupõe metajogo, se não seria agência do personagem. Ou seja, você não decide somente de acordo com o seu.

De acordo com o seu personagem faria, mas você decide dentro do contexto do jogo que você está jogando. Então, se você está jogando, por exemplo, DED, você tomar atitudes em é a despeito do seu grupo de jogo. Normalmente costuma ser uma burrice, né? Por quê? Porque o jogo depende muito dessa, desse grupo, coagindo em conjunto para superar os

desafios. Já no Rio folk burning will você jogar com isso em mente, provavelmente você vai ter alguns problemas aí. Esse jogo ele ele estimula uma certa disputa entre os personagens, né? Então a gente entender que nós decidimos enquanto jogadores e isso é diferente de decidir enquanto personagem é muito importante. Então, não somente o contexto do personagem constrói esse personagem, mas o contexto lúdico também, o contexto do jogo que você está jogando.

Mas fora isso, acho que o principal que constrói o personagem são as decisões. Coerentes que você vai tomar durante é o jogo e que vão, né? A coerência entre essas decisões é o que vai construir o personagem ou a própria incoerência, afinal de contas, você pode construir um personagem que é incoerente por natureza, né? EE? Essa incoerência por si só, uma constância é 11 repertório vai formar um repertório e esse repertório é o que vai dizer. Qual o seu personagem?

Só que pra tomar essas decisões, muitas vezes você precisa desse auxílio, desse contexto lúdico, desse contexto, né? Da criação de personagens, do do do sistema, das conexões dele com o cenário do background e et cetera. Mas são as suas decisões que vão formando. É um repertório, e é esse repertório que é o seu personagem. O seu personagem vem do jogo

jogado. Mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a comunidade do RPG. Aventureiros? Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados, apanha.se barra café com gancho. Contamos com você.

Não é o dinheiro que tem no banco, não é o carro que dirige. Vamos entender um pouquinho melhor essa afirmação, né? De que o seu personagem é um repertório que vem do jogo jogado. O que que eu quero dizer sobre isso? Bom, faz o seguinte exercício, pega aí. É 2 personagens, você faz eles em vampiro, e eles e eles têm 2 fichas idênticas. Pode ser de vampiro, mas pode ser também de burning will, pode ser de outros, de outros jogos, mas pega 2 fichas idênticas.

Melhor pegar desses jogos que elaboram um pouco mais o personagem, né? É. E aí você pega 2 jogadores diferentes. Esses 2 jogadores diferentes provavelmente vão construir 2 personagens durante o jogo. Bem diferentes entre si, porque vão tomar decisões diferentes, né? Os conflitos que vão aparecer a partir desses personagens, os conflitos emergentes, vão ser muito particulares da interpretação que cada jogador tá dando para essa ficha e para esse esboço prévio do do personagem.

E é claro que você decidiu um background. Responder perguntas sobre o passado desse personagem ajuda você a trabalhar esse contexto para tomar suas decisões. Mas ainda assim. Você está construindo esse personagem? O que importa são as decisões que você vai tomar e que vão ser impressas em jogo para aquela para aquele coletivo, né? Não somente no espaço interno seu o que você decidiu? Somente você, né?

Dentro do seu espaço interno, as respostas que você respondeu sobre seu personagem, sobre o passado dele, isso são é dinâmicas criativas sua suas, né? Mas que vão impactar o jogo somente quando você. Tomar decisões em jogo, quando você descrever alguma coisa em jogo, quando você determinar alguma coisa sobre a ficção do seu personagem em jogo. E aí eu retomo, a gente age de acordo com com o que o nosso personagem faria.

Será que isso é verdade? Eu começo a questionar isso tomando como princípio que o seu personagem é um repertório emergente, assim como o mundo de jogo, né? E assumindo que a sua ficha e o seu background. São certas limitações, é de ficção que vão proporcionar a sua criatividade, mas que ainda não entraram em jogo, né? E o que tá na ficha e o que tá no seu background ainda precisam

aparecer em jogo. Ainda precisam ser descritos em jogo para passar a valer dentro dessa do jogo, dentro dessa ficção que a gente tá compartilhando, né? De acordo com com a lei da mesa, a gente pode dizer que o seu personagem. Ele é as decisões que você toma, né? Mas é é essa máxima, né? Jogar de acordo com o que meu personagem faria o seu personagem, se ele é feito pelas decisões que você toma, né? Claro, com base no contexto, um repertório nas limitações dele,

né? E toda essa é essa construção prévia que você fez. Ainda assim, há uma gama imensa de possibilidades de decisão para você tomar, que vão representar esse personagem no jogo e vão construir esse personagem não somente para você, mas perante todos os outros participantes do jogo, né? O seu personagem, portanto, ele é uma folha em branco, né? E mesmo que haja alguns rascunhos, ele é essa folha em branco e que não existe, mas que ele vai começar a existir

conforme você tomar decisões. Mas decisões com base em que se ele não existe, né? Para além desse repertório que não está em jogo, né? Me parece que não importa que na ficha ele seja caótico. Mas como você vai imprimir o caos do Malaquias de tornozelesa, traficante temido pelos demais bandidos e muito ferido pela polícia? Se é que você me entende? Como é que você vai imprimir ele em mesa de jogo com o grupo dentro do repertório lúdico comum? O background e tudo mais.

Eles vão ajudar você a dar coerência para esse repertório. Mas ele só existe com a sua interpretação desse personagem, com você exercendo a sua intencionalidade de dizer como ele vai ser criado, como ele está sendo criado. Ou seja, enquanto estamos jogando, estamos criando personagem. Ele não existe antes. E aí você vai construindo isso de forma coerente, mais coerente ou menos coerente, mas sempre. Construindo esse repertório, que é o que vai dizer quem é o seu personagem.

Que livro bonito é esse aí, o Leopoldo? Que legal é essas coisas de joguinho, né? Que você rola os dados tudo e os dados age é isso. É, acho que é isso também, mas é esse lance do vintage. Jogo antigo é porque quem e quem agir era o jogador e não os dava em si. E esse jogo joga como é, é é tipo RPG. É diz aqui que é recriação com os personagens gerado, que ele chama, então gera o personagem EE, joga com ele. Mas que que é vintage o

Leopoldo? É. É essas coisas aí que tem 20 anos já, coisa das antigas, que vai que volta, o pessoal traz de volta e depois deixa +20, é isso aí. Ah, é que nem eu então que eu sou 2 vintage de idade, né coroa já? É só que no caso do livro, é 11 de 20 só porque é de vintage, né? E tu tem esses dados aí, o Leopoldo. Mas, mas, é claro, eu ando sempre aqui com meu saquinho com 2 kits de dados de RPG, olha.

Então Bora jogar, porque eu fiquei me coçando de vontade de aprender a jogar isso aí, como os antigos faziam, só que hoje em dia, né? Vamos embora? Saiu pela caramelo. Jogos OD vintage RPG do DM kirau. Edição impressa completa, bonita com as mexidas do kirau em cima do DID zero do DIDBXDID clássico de forma geral. Explorando uma jogabilidade ferramental usr bastante influenciada pelo café com

dângio, inclusive. Então você vai estar mais do que familiarizado com essa jogabilidade e você é nosso ouvinte. É excelente para aplicar com well, fentes e outros. É os truques preferidos aí da blogosfera osr, desde que você não se esqueça de antecipar os perigos. Relógios da dângelo, relógio dos ermos e muitas outras ferramentas com a famosa didática do quiral. Tem que dar uma chance para ORPGO do scu. Não pode perder, essa é uma excelente pedida. Ou agora?

Se você já é Cascudo, mas quer evoluir ainda mais a sua jogabilidade com Liberdade e um pacote robusto de ferramentas, esse é o teu jogo. Confere lá no site da caramelo jogos no ticket do episódio para esse e outros lançamentos de RPGO do scu aqui no Brasil. Eu que tenho na carteira não é seu uniforme. No fundo, então, concluindo, você não toma decisões de acordo com o seu personagem faria porque ele não existe para você perguntar.

Ele não tem teor para além da sua expectativa, ele não tem vida, ele só é expectativa mesmo. AA realidade impressa, ela pode ser, inclusive, bem diferente das suas expectativas. Quantas vezes o seu personagem acabou sendo uma coisa em mesa, diferente do que você planejou? É importante, inclusive, que exista esse espaço de mudança, que a sua expectativa seja frustrada para uma coisa melhor em jogo, que possa emergir de uma forma mais interessante em

jogo. No fundo, o seu personagem, ele vai ser o somatório das decisões que você tomou em jogo, e não o contrário. A agência do jogador pressupõe metajogo, lembra? Então é você quem decide essa construção e não personagem. A agência é sua, a agência é do jogador, essa agência não é do personagem. Então, esse repertório do seu personagem, ele está em constante construção, enquanto a gente joga no fundo, quando a

campanha terminar. É que você vai ter um algum elemento que você vai ter essa janela pela qual você vai poder olhar para entender algumas interações significativas, né? Dessa vida fictícia que a gente criou em conjunto para dizer quem é esse cara, e muitas narrativas vão emergir disso, né? Ou uma só se você tiver jogando um jogo que constrói uma narrativa como seu objetivo, o Malaquias de tornozeleira? Era um filho da puta sem coração. Mas no fundo. Ele só queria ser amado por todos.

Uma vida incompreendida, mas que acabou com um funeral e contou com a presença massiva de toda uma comunidade saudosa com polícia, com bandido, com criança, com velho, com flamenguista, com vascaíno, todo mundo molhando o lencinho branco, pedindo por paz. Esse, no fim, foi o seu personagem. Durante você teve que descobrir quem é o seu personagem, então, no fundo. Não importa, importa quem ele vai ser. Você é a merda do mundo. Que faz tudo para chamar

atenção, é isso. Espero que tenha curtido é essa Bravata, né? Reforçando que é uma Bravata. Seu personagem não importa, claro. Mas deixo aí a uma enquete para você responder, e aí, o seu personagem importa? Responde aí sim ou não? E depois comenta, o que que você tem achado dessa série cronoclasta aí do seu mundo de jogo? Não existe seu personagem não importa, as regras não importam. Conta aí o que você tem achado dessas bravatas que eu tenho lançado? Enfim, é, é isso, vamos

encerrando por aqui. Lembrando que no descritivo do episódio, eu vou deixar ali Oo café com Dancing número 35 lincado, né? O seu mundo de jogo não existe o café com Dancing número 7 da segunda temporada também Oo disputa pela ficção e o episódio 63 simular emular e Philip k dzic. Onde tive um insight sobre é que a agência do jogador pressupõe metajogo é não mais. Vou deixar link aí também. Pro Castle falkenstein, pro be on the Wall, pro burning will, pro Rio folk.

E pro vampiro, a máscara, que são os jogos que eu citei nesse episódio. Beleza? No mais é você pode se tornar apoiador do café com dângeo e ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios nessa semana. Considere apoiar o projeto e a nossa expansão lá no apóia se apoia ponto s barra, café com dângeo e você participa do nosso grupo de Telegram, muito legal e ainda tem conta egoísta, beleza? Você gostou especificamente do café com dângeo de hoje?

Deixa pra gente uma gorjeta, manda o seu Pix em qualquer valorpracafecomdangel@gmail.com a gente conta com você. Se você tem uma empresa ou uma marca e quer ter um dia na semana no café com dângel, você pode financiar o episódio semanal do podcast e fazer a Alegria da massa rpgista consulta a gente aí em café comdangel@gmail.com que a gente tem uma proposta especial pra você. Você pode também consultar agentes sobre parcerias e

anúncios. A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos como cafés, jogos, tecnologia, mídia e etcetera. Se você é produtor de conteúdo, game design independente, acadêmico, fã alguma coisa assim e quer participar do projeto, conta um pouquinho sobre você e fala sobre a sua ideia lá no nosso e-mail, beleza, a gente acerta alguma coisa. No mais, agradecer aos assinantes, a galera que torna possível essa aventura, então

muito obrigado. Aí o pessoal que apoiou com o nível incentivo, incluindo aí o Lúcio Pimentel, valeu. Valeu demais ao pessoal do nível de apoio à comunidade, incluindo aí o Lucas lá do optar um inclive valeuzaço Lucas, ao Evaldo pontual e ao Walter Luiz lada da Silveira. Um saldo especial para os assinantes do nível RPG. Dojou, né? Que eu vou mudar aqui para café com dojô, aliás, café no dojô, tá?

O nome desse desse nível de apoio vai vai mudar para café no do Ju. Então agradecendo aí o Mateus coleto Vieira Silva, o Pedro Oliveira ou bizziner, o Vinícius Caldas, o Felipe scostegu, Caio Palma Fernandes dentre os demais. Então obrigado a galera aí do do café com doju. E 11 abraço aos membros do treinamento. Hoy of Antas é o Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego sestito, Leo gasparuto, Marcos Gonçalves e Pablo Rodrigues Lima.

Por fim, um imenso agradecimento ao nosso membro. Café com balby e o Thiago Augusto. Valeu meu amigo, obrigado pelo seu apoio desde sempre, cara. E é isso pessoal, até a próxima. Você? Eu não sei nada, nada. Vamos. Saber a resposta para essa pergunta. Se você fosse morrer agora, como se sentiria sobre a sua vida? Eu não sei. Eu não sentiria nada de bom sobre minha vida. É isso que você quer que eu diga. Então resposta errada.

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