Poucos de vocês sabem, mas eu sou designer, trabalho numa escola de tecnologia famosa, que muitos de vocês devem conhecer, a Alura. Atualmente eu sou líder dos times de design de conteúdo lá da Alura e tenho certeza que se eu conseguir tal posição lá, eu muito devo ao fato de ter trabalhado antes como instrutor de design e ilustração, que foi minha
ocupação lá durante anos a fio. Eu trabalhei muito tempo com o próprio Gui Silveira, que é um dos fundadores da escola e foi durante muito tempo meu chefe direto. Ele sempre fomentou a nossa capacitação em ensino e estimulou o nosso aprendizado em vários âmbitos. Foi muito importante para mim, já que eu não sou mestre, eu não sou doutor em design, nem tenho
licenciatura. Algumas das principais lições que eu tive nesse tempo foi sobre o protagonismo do aprendizado. O protagonista do aprendizado é, no fim das contas, o aluno, a aluna. Não é o professor, não é um método, não é uma escola. O aprendizado ele parte do aluno mesmo e as suas necessidades, as suas sensibilidades e ocorre dentro do contexto do próprio aluno, dentro da sua realidade e a essa
realidade que se destina. Infelizmente, a gente vive em um país e num mundo onde a realidade material muitas vezes impede os estudantes de terem condições de serem protagonistas do seu aprendizado. E nessas horas eu lembro como eu fui privilegiado nesse assunto. Eu cresci numa casa recheada de livros e mais livros à mão, enciclopédias e computadores e cercado de gente que, assim como eu, sempre tive acesso à ampla
cultura. Eu lembro que eu aprendi em inglês por conta do RPG. Eu lembro até hoje de andar para cima e para baixo com a caixa preta do D .D. em inglês e dentro dela, em dicionário inglês português. O D .D. me despertou necessidades e me deu contexto para que eu fosse protagonista desse e de outros aprendizados. História,
geografia, literatura, até matemática. Eu nunca tive problema em calcular nada, nem mesmo para calcular o taco no contexto do RPG, mas para a prova do colégio, o Puts, cara, sempre foi um
parto. Nesse contexto em que assumir o protagonismo do nosso aprendizado é um desafio por si só para estudantes e professores, no contexto brasileiro, até no contexto global do sul global, o RPG pode ser uma importante ferramenta, mas até mais do que isso. Além de ser uma ferramenta para o ensino, ele pode gerar contexto, pode aflorar
necessidades em um ambiente controlado, seguro. E é sobre RPG educação que a gente conversa hoje no Café com o Dungeon, com o pessoal que está organizando o quinto simpósio de RPG LARP e educação da Universidade Federal do Alagoas. Bora lá? Oi, que café? Café com o que, meu bom? Café com o Dungeon! Bom
dia, amigos do Café com o Dungeon. Vamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito de RPG, para falar não só de RPG dessa vez, mas de RPG LARP e educação, com a galera aí do quinto simpósio de RPG LARP e educação da
Universidade Federal do Alagoas. Convido você a ouvir esse podcast tomando comigo um café ovelha negra delicioso aqui na sala dos professores, na sala dos mestres, melhor falar assim, porque não sou professor, mas sou só designer hoje em dia, mas
sou mestre. Bom, se você quiser beber um café ovelha negra delicioso como o meu, é muito legal que, cara, não é aquele café torrado, aquele café ultra escuro, amargo, não é um café que chega a ser até docinho. Você não precisa nem botar açúcar se você não quiser para saborear esse café. Se você quiser tomar um café com esse, com desconto, vai lá em ovelha negracaféis .com e utiliza o cupom CCD,
tudo o minústulo que é o cupom para ouvintes. Se você for um assinante, você vai ter cupons progressivos aí de acordo com o seu nível de assinatura para
descontos maiores. Se você quiser também assinando café com dângel, você participa de sorteios, até 2 quilos de café por mês que a gente sorteia, mais livros aí de RPG e itens dos nossos parceiros, então fica ligado, fica ligado que tem muita vantagem para os assinantes, fora o conteúdo extra que a galera
recebe. Mas antes de ver o episódio de GM esquecendo, vamos dar uma olhada aí na enquete do último episódio, o último episódio foi em defesa da magia avanciana e eu fiz uma pergunta aqui, geral falando, você prefere sistemas de magias mais abertos ou mais estruturados em regras dentro da ficção?
E aí cara, tive aí uma surpresa, uma surpresa, 31 % das pessoas dizendo que preferem sistemas abertos e 68 ,2 % das pessoas dizendo que preferem sistemas mais estruturados, que tem um regras mais claras de magia dentro da ficção. Engraçado que essa votação começou favorável para os abertos, mas empacou em determinado ponto e a galera que prefere sistemas estruturados ultrapassou e dobrou a
aposta. Então legal, pelo menos dessa vez a galera votou comigo, porque eu também defendi um pouco isso lá no episódio, de que se fosse estrutura, melhor o sistema de magia dentro da ficção do que fora da ficção, o jogo fica mais interessante em relação a interpretar, jogar com magos. Mas é isso aí e outra pergunta que eu fiz foi, qual o uso criativo de magia mais doido que você já viu no
RPG? E a gente teve várias respostas interessantes aqui, o Marcos Gonçalves falou que um mago criou runas de explosão em torno da plantação do café do Paladino, onde o gatilho era sua própria morte. Caso o Paladino, como protetor, o deixasse morrer, seu café iria para os ares. É cara, a gente sabe que tem que proteger o café ao
máximo, né? O Lúcio Pimentel, que aí é um grande assinante também e um grande fã da literatura do appendix scene, inclusive do Vance, ele falou que uma vez o grupo estava a tempestade com ventos avassaladores, então o personagem usou um entangle para impedir que os personagens e suas montarias fossem arrastados pelo vento. Muito
bom esse uso do entangle, hein? Parece com o uso que eu dou lá no de exemplo no episódio, que é o cara que usa magia sono no próprio grupo, né? O Ricardo Mati falou, luz na cara do Lorde Vampiro para cegar ele e ele não poder atacar a gente enquanto a gente eliminava o coração dele que estava separado do corpo. Vencemos em três turnos quando a Ladina abriu a caixa dele.
É cara, certamente vocês surpreenderam, mestre, aí deixaram ele chupando o dedo, né? Com o desafio dele. Muito legal. Teve um outro efeito aqui muito, muito interessante, que foi o... o Géfiasson Frias falou, um cara usou ilusão para criar um tijolo frutoante diante do único olho bom do ogro e não utilizando no combate. Usou o item pó da seca numa piscina de água benta e depois tacou a bola na boca de um vampiro. Galera
ia aprontando todas aí. Ah, teve o Marcos também, que mandou quando o vilão da campanha se apresentou atravessando a ponte, o barro do lançou a levitação nele e empurrou para fora da ponte, depois encerrando a magia, matou o vilão na queda. Cara,
esses usos são muito interessantes, né? E são magias que aparentemente são muito limitadas, mas quando a gente vê uma situação às vezes e pensa de forma lateral a gente se sente muito gratificado,
né? Então é isso, mas de avançando tem muitos limites, parece muito engeçada mas justamente esses limites são propulsores de criatividade e de desafios interessantes no jogo e isso, no final das contras, faz a gente se sentir o próprio mago, né? Mas vamos lá, agora sim, vamos para o episódio. E aí
Quinto simpósio de RPG, LARP e educação. Esse é o tema de hoje e para falar desse simpósio a gente está aqui com o Marcos Vital e o Leo Ramos, né? Que são os dois, duas pessoas da organização, que é imensa, tem bastante gente envolvida o Leo, no caso, ele é licenciado em física e o Marcos, ele é de ciências biológicas, né? Eu vou deixar ele se apresentar aí melhor, mas são envolvidos na Universidade de Alagoas e
bom, falem aí sobre vocês. Bom dia, Marcos, bem -vindo. Bom dia, bom dia, Balve, uma honra estar aqui, eu que sou ouvinte do café, super feliz de você dar esse espaço pra gente pra gente falar sobre o nosso simpósio. Me apresentar, então, pro pessoal, né? Eu sou Marcos Vital, sou professora aqui na Federal de Alagoas, em Marseio, já 14 anos agora, como Balve
falou, sou da Ciências Biológicas, né? Sou formado em Biologia, sou natural lá de vizosas minas gerais e antes que alguém pergunte quando o Leo se apresentar, a gente não se conheceu, mas somos nativos da mesma cidade, estudamos no mesmo colégio com alguns anos de diferença, aquelas coisas bizarras, ano passado a gente descobriu isso, né? Estava marcado no destino, vocês tentaram fugir, mas o
destino implacável. De repente, numa reunião de organização do simpósio, ele mencionou que só eu falei, mas como assim? E aí a gente foi, pera aí, né? Só para o mesmo lugar. Mas, enfim, a gente tá aqui pra daqui a pouquinho falar bastante sobre o quinto simpósio de RPG, LARP, educação que a gente tá organizando e que vai acontecer em junho, não sei que dia esse episódio vai
sair, mas ele tá pertinho, né? Pertinho, já do início do simpósio, que começa dia 8 de junho, vai até o dia 16. Evento remoto, gratuito, que são as duas coisas que a gente tá reforçando o tempo inteiro pra tentar chamar muita gente pra participar. Mas deixa eu passar a bola aí pro Leo também se apresentar. Eu estou, Leo Ramos, né? Eu, como o Balbi falou, sou licenciado em física, mas eu também tenho uma
história aí na parte de arts e design. Pessoal, às vezes, acho estranho, né? É uma mais física e art design, mas quando você pensa como física, como um professor e um design, entrando na parte de jogos, né? Aí começa a fazer um pouco de sentido, né? Como o Marcos falou, eu também sou de Vissosa, na cidade anterior de Minas. Não conhecia o Marcos antes da
organização, mas desde essa época, né? Quando eu morava em Vissosa, eu já tinha um certo envolvimento com RPG, né? Como jogador, na comunidade, etc. E foi lá mesmo, né? Por conta da universidade que tem lá, que eu comecei a resvalar, né? A Universidade Robista com a Pátia Acadêmica, né? Então, eu fiz trabalho de ensino e pesquisa de extensão com
a RPG. Foi isso que me levou lá no começo dos anos 2000 a participar de alguns dos sintomas de RPG educação. E hoje eu estou entre a indústria, entre trabalhos pedagógicos com RPG e a minha área, a Acadêmica Oficial, que é a divulgação de ciências. E eu abri um primeiro parênteses aqui. Vissosa é uma cidade que tem uma tradição muito relevante no RPG, inclusive nacional, né? Até hoje, Vissosa tem um dos
encontros de RPG regulares mais antigos do país. O encontro local lá em Vissosa começou em 1995, apesar de já ter uma comunidade RPG um pouquinho anterior a isso. Evidentemente, por conta da pandemia, o evento não aconteceu, mas oficialmente foi só isso. O evento aconteceu até hoje, regularmente, apoiado pela universidade local, que é muito legal. Que uma universidade federal
apoia o evento há mais de 20 anos, né? E geralmente a gente faz o evento lá na biblioteca da universidade, algo também muito relevante. A biblioteca de uma universidade federal, as obras possam para a gente há décadas. São muito legais, mas ainda apesar de ser pequena e humilde, ainda representa bastante no cenário de RPG nacional. Parênteses, né? Mas
sim uma biblioteca fantástica, né? Eu não sei se tem alguma atualização disso, uma estima época que era a maior biblioteca, pelo menos em termos de acervo universitária da América Latina. Caramba! A biblioteca incrível da UFV. Vixosa é um lugar curioso, porque é uma cidade pequena, mas é uma cidade universitária, uma universidade muito grande, UFV. Então, os nossos casos, eu, Leo, nós somos exceção, né?
Nativos que estudaram lá. A universidade é uma quantidade absurda de gente do país inteiro. E a isso torna o cenário ali
cultural, de hobby, dessas coisas super bacanas. Super interessante, eu acho que isso fez esses encontros de RPG de lá ficar então relevantes, justamente porque tem gente no país inteiro, e no pra lá estudar, e se você vai estudar, vai morar fora, muita gente morando fora de casa pela primeira vez, vai com mal o que fazer, e a RPG pode ser uma das coisas legais. Sim, isso é uma marca, inclusive, do RPG desde o
início do hobby, né? Você tem cidades universitárias, às vezes, e dentro, e nesses contextos, assim, de gente morando fora, precisando de um hobby para fazer alguma coisa entre aulas e entre provas, né? Pessoal se reúne para jogar. Então, a gente tem um histórico aí de RPG forte em relação a isso. E uma coisa interessante é que a gente que gosta de RPG, a gente acaba misturando muito com a nossa vida profissional,
acadêmica, né? A gente acaba misturando tudo. E quando você... quando eu estava vendo o background de vocês ali, né, o Léo trabalha com arte e até física, enfim, você com biologia, cara, eu estou muito numa pilha de falar de simulação, né, dos jogos como simulação. E... quero saber, uma coisa que eu vou jogar para vocês assim, muito de viagem, né, sobre a educação. Essa coisa de a gente ter jogos que são os passos
simulados, né? A gente tem isso a oportunidade de nessa simulação rodar, né? Fazer acontecer algum tipo de vivência, construir algum tipo de intencionalidade, construir alguns caminhos ali de... de alucubração sobre a realidade, sobre as coisas, né? Os fatos. Cara, tem a ver com isso na cabeça de vocês, assim, por onde passa essa coisa de educação no RPG? Passa por a gente vivenciar uma
coisa, passa por um caminho positivo. Como é que é isso em relação a essa simulação, esses passos simulados dos jogos e a educação? Como é que vocês enxergam? E só para começar uma viagem aí. Ela dá para falar por horas sobre isso, né? Mas vamos lá, ó, tentar ser
rapidinho, falar minutos, né? Dá para a gente, na verdade, começar pensando na questão dos jogos, jogo na educação, que é uma coisa que já existe há bastante tempo, tanto nos jogos analógicos quanto nos digitais, e existe um tendimento hoje que é uma coisa importante reforçar.
Para quem está, principalmente, quem está pesquisando, quem está trabalhando nessas coisas, elaborando um material, de que o jogo não precisa ser aquela coisa que traz um monte de conteúdo, ele não precisa ser um jogo pedagógico, seco, que muitas vezes se torna algo chato. O
que é jogo? É jogo. Eu vou puxar uma frase que eu já ouvi, o Jorge Valpaço, você fala, mas eu acho que é algo bem amplo, e esse entendimento que existe em quem trabalha para um jogo de educação, que é você respeitar o jogo. Você vai usar o jogo no espaço educacional, você respeita o jogo, ele ainda tem que ser um jogo, né? E aí, o que é legal? Agora, então, tá. Ah
não, ainda nem falando específico de RPG. É que se a gente parar para pensar, talvez até meio óbvio, mas às vezes a gente não pensa nisso esplicitamente, que você aprende jogando qualquer
coisa? Você aprende. Eu consigo pensar em duas experiências minhas pessoais, bem relevantes sobre aprender jogando, uma muito relevante, prática, que é, lá na década de 90, eu, adolescente, jogando RPG, e comendo supernets também em casa, e aí eu tive contato com o que hoje é um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, que é o Final Fantasy VI, que na época era 3, por conta de
diferença de inúmeração, no ocidente, no oriente, mas enfim. E eu comecei a jogar aquele bagulho, achei o máximo, e eu não sabia inglês direito. E aí eu comecei a jogar condicionário, ou era para a internet, então eu pegava o condicionáriozinho, aquele micaélis, capinha vermelha e azul, que um monte de gente tinha, português, inglês, inglês e português, e eu ficava jogando,
consultando o condicionário. E aí em tempo depois, quando fui fazer um curso de inglês, fui fazer um teste desses de adivinção, um teste de nível, a professora que aplicou o teste, ela ficou confusa, e ela me falou, não, eu não entendo o que está acontecendo. Você não sabe falar muito bem, você não tem um conhecimento muito bom de gramática, mas você tem um vocabulário, e foi isso. Aprendi
a jogar no joquinho comercial. E aí uma coisa que esses dias eu estava lembrando, foi uma vez, me fazendo ficha para chamado de cutu, isso há poucos anos atrás, durante a pandemia, um amigo meu ia mestrar, e aí eu fui fazer a ficha, e aí entrei naquela pilha, e aí eu acho que quem joga
RPG sabe que pilha é essa. De repente eu estava lá, chamado de cutu, no cenário clássico nos Estados Unidos, década de 30, e aí eu fui pensar no personagem, e aí de repente eu gastei, sei lá, 3, 4 horas, lendo. Lindo, lendo sobre como era o cenário na época, o que
aconteceu na Primeira Guerra Mundial? Vou lembrando, coisas de escola de anos atrás, os acontecimentos da Primeira Guerra, aí eu decidi que meu personagem não era americano, ele era imigrante, então eu ia pensar que ele passou pela Primeira Guerra na Europa, e aí foram horas e horas para criar uma página do background do personagem, estudando essas coisas de história. É, interessante, cara, você botou duas coisas aí, que
eu acho que são relevantes nessa questão. A primeira é que o jogo cria esse espaço de que a gente vai viajar em cima daquilo ali, e acaba que quando você está descobrindo o jogo condicionário, foi exatamente a experiência que eu tive, aquela descoberta, aquelas palavras viram um pouco a experiência do jogo
em si, né? Ele passa a ser uma condição de jogo, e você está como está isolado naqueles valores próprios do jogo, naquele círculo mágico ali, aquilo passa a ser um foco muito grande na aprendizagem do aquilo que você precisa, né? Tem um ferramental de intensão, e uma coisa que é um impulso meio que vendo o RPG, ele te impulsiona a aprender, te impulsiona a pesquisar. Então são duas dimensões diferentes, uma dentro do
jogo, outra fora que você mencionou. Você quer comentar um pouco isso, Leo, essas dimensões e essa questão do jogo com aprendizado aí, como uma
praxis, assim, por assim dizer? Sim, essa questão do RPG como um incentivador, de você buscar o conhecimento, isso é muito forte, a gente escuta isso com muita frequência, esse relato do Marco, isso é interessante, que eu passei por isso, imagino que muitos jogadores de RPG passaram por isso, e eu acho que quem gosta de trabalhar o RPG com educação, eventualmente passa por algo semelhante, mas
isso é uma coisa muito de personalidade, as pessoas que, para dizer o termo em português, elas mergulham fundo em um determinado assunto, elas gostam de explorar, o RPG permite, o RPG talvez seja esse mar onde permite a gente mergulhar e nadar de uma
forma mais fluida. Sobre o que você falou, especificamente sobre a questão de simulação, isso é muito verdade, tanto que é boa parte dos usos, não todos, mas boa parte dos usos que a gente vê é na tentativa de você simular situações em que na vida real seriam ou perigosas, ou densas ou psicologicamente complicadas, então uma sessão de RPG é muito explorada como um ambiente seguro, olha, isso
é controlado, o narrador, professor, ele consegue ajustar as condições da sessão para você simular.
No meu caso, na área de física, inclusive, foi por um tempo, esse tema de simulação, foi por um tempo algo que eu estudei bastante, porque na área de física, principalmente na área que eu atuo, que é astrofísica e física moderna, é difícil você pegar laboratórios ideais ou até acessíveis, então você usa uma sessão de RPG justamente porque eu não consigo levar os meus alunos num ônibus até, por exemplo, o museu aqui da
cidade, imagina eu levar ele em uma situação um pouco mais complexa, então com o RPG eu consigo fazer isso, e isso bebe muito em algumas falas de físicos muito famosos, por exemplo, Einstein falava muito dos experimentos mentais, outros físicos, grandes cientistas, fazem uso de modelos mentais, mas quando você faz uma recubração aberta, para alunos é muito complicado, quando você coloca a sistematização, o
modelo do RPG como um jogo, como um sistema, para medir isso, fica legal, fica muito legal. E para completar, só não deixando ficar fora alguns comentários que o próprio Balvin Marcos falou, questão
dos usos do RPG. Cara, tem muito uso, hoje em dia estamos explorando, a gente tem visto pessoas explorarem o RPG de várias maneiras, mas eu faço um pequeno detalhe, quero falar um pequeno detalhe, que embora a gente esteja falando de RPG, a gente está falando de jogo, o RPG é como um jogo, então isso não vale necessariamente para o RPG, isso vale para basicamente vários jogos, desde o jogo eletrônico, como aqui no
nosso caso, o jogo de mesa, o jogo físico, e seja o jogo de larpe, seja o jogo de tabuleiro, o jogo de RPG, e para mim não tem muita diferença, embora algumas pessoas gostam de marcar as diferenças, porque tem, mas não são muitas, algumas pessoas gostam só de marcar essas diferenças, eu já gosto de pensar mais fluido, qual que é a
grande questão? Quando a gente pensa em jogo, a primeira coisa que a grande maioria das pessoas pensa em usar o jogo, como qualquer outra ferramenta, não necessariamente só jogo, é para passar conteúdo, vamos passar conteúdo, mas isso é só a ponta do iceberg, a gente trabalha muito com o jogo para muitas outras coisas, está em moda falar de habilidades e competências, isso é muito legal, o RPG
é excelente para trabalhar a habilidade, competência e valor, que é o terceiro que muita gente não fala, inclusive, eu prometo que se falem antes de ser pequeno, talvez puxando para algum outro tema no futuro, a ideia de habilidade e competência está no RPG há muito mais tempo, inerente a ideia do RPG do que muito coach tem falado aí fora nos últimos anos, vou deixar suspenso, não vou falar mais do que isso,
uma coisa para a gente questionar, mas assim a gente consegue multiplicar os usos, não vou exaurir o tema todo aqui, tem muito mais uso, mas só para pãocoar alternativas de se usar os jogos, além de
simplesmente passar conteúdo. Você abre o link e diz que tem um tal de soft skills para lá, técnicos skills para cá, eu falo, gente, estou vivendo o RPG na vida real, tem uma ficha de personagem agora, os meus soft skills, é total.
Apoia ponto S .E. Barra Café com Dungeon. O RPG Uma coisa interessante que vocês vieram ensalando de alguma forma, tocando em algum nível é que a gente vai desenvolvendo isso, isso é uma coisa que responde aos estudos, responde a evolução do nosso pensamento, e o RPG acompanha isso, educação
também. Então, por conseguinte, se a gente, dentro dos jogos e dentro dos jogos de forma geral, no fundo do RPG só, a gente trabalha sempre com essa coisa das regras, como esse balizador da experiência e tudo mais, a gente também traz uma carga nossa cultural, uma carga acadêmica, uma carga do que que vem se falando ultimamente. E a gente está falando de um simpósito que está na
quinta edição. Então, já teve bastante coisa, já rolou bastante coisa aí. E certamente vocês poderiam falar um pouco de como vocês veem a evolução desse tema da educação do RPG ao longo desses anos que vem acontecendo o simpósito. Como é que o simpósito marcou essa evolução dos jogos e da educação? Como é que vocês sentem isso?
Essa bola vou passar já já para o Leo, porque eu não tive a chance de participar dos simposos anteriores, na época, por vários motivos, mas eu falo um pouquinho do cenário geral primeiro, porque tudo tem a ver com o cenário de quem aqui no Brasil tem pensado nisso. Já tem muito tempo, na década de 90 já estava rolando
soco, pessoas pensando RPG na educação. Como um detalhe que eu acho bem relevante, que afeta agora o nosso cenário atual, que é lá na época que tudo era mato, na década de 90 tudo era mato, e isso tinham várias pessoas começando a explorar. Mas aí você vai olhar para muitas dessas pessoas e era
com algumas exceções muita gente muito jovem. Então poxa vida, eu fui entrar na minha graduação ali, deixa eu olhar, acabou de dar um branco, não foi 98.
Então já jogava RPG, eu estava entrando no curso de graduação, na biologia, quando a gente estava ali no curso explorando umas coisas na área de educação, eu trouxe um pouquinho do RPG, eu experimentei um pouquinho, compartilhei com as pessoas, compartilhei com quem era o meu orientador na época e foi muito legal. Mas era uma coisa ali muito experimental, e isso eu acho que aconteceu no país todo com um monte de
gente. Algumas pessoas, jamais avançadas, que já tinham possessões de professores, pesquisadores também exploraram o tema, mas tudo foi acontecendo de forma muito isolada, tirando algumas coisas como o sintose, o que aconteceu na época, lá nos anos 2000, e muita gente trabalhando mais ou menos ilhado. E na verdade é o que eu olho para hoje o cenário, e uma das razões a gente ter puxado o simpósio é
isso. Ainda estamos trabalhando em ilhas. Eu tenho uma abordagem de trabalho que eu utilizo para pesquisa, que é o que a gente chama de bibliometria. Basicamente é você quantificar, você contar a produção bibliográfica. E aí eu estou trabalhando nisso e comecei a explorar, como que anda isso? Então comecei a acessar bases de dados para ver quem no
Brasil está trabalhando o PRPG na educação. E aí você vê um monte de trabalho de conclusão de curso, de acertação e tese, e porcando em um monte de lugar. Só que parece que são coisas que muitas vezes não todas, mas muitas vezes é como se a pessoa estivesse reinventando o processo. Então ela descobre, pensa, cria, faz, e parece que ainda falta muito. Parece não, é muito evidente, falta muito as conexões.
Poxa, tem gente trabalhando no país todo com isso em várias universidades. A gente precisa reunir essas pessoas. E aí o que eu falei das idades também, e a outra coisa que eu acho que tem um efeito, eu que estava lá, a mulher que na universidade mexemos com aquilo, achando incrível, agora eu estou na
universidade, como professora e orienta pessoas. E aí eu olho para os estudantes e fico de gente interessada, e a RPG, quando você fala em RPG na educação, os olhos nos brilham. Que massa, então dá! Que legal! E aí o cenário agora é outro, porque agora a gente tem a tal da massa crítica, cresceu muita gente. Aí as pessoas que assistiram o simpóziu lá nos anos 2000, muitas delas hoje estão aí
trabalhando e tem essa oportunidade. Como você falou, Balbi, tem isso, esse envolvimento do Rob, com as nossas atividades profissionais, e a gente cresceu. Quem descobriu essa geração, eu sei que tem muita gente dessa geração que descobriu RPG lá, mas a década de 1990 cresceu, mas mesmo depois, pois é papo de velho, quem descobriu nos anos 2000 também já cresceu, enfim. Agora
a gente tem uma massa crítica enorme. E aí isso se relaciona com a história do evento, com a história do simpóziu. Antes era simpóziu de RPG e educação, a gente adicionou o larpe especialmente no nome, para ele não ficar mais escondido, ele já estava lá, mas ele estava dentro do bar da chuva, agora a gente fez essa pequena adição, não, no
larpe no nome. Mas eu vou passar para o Leo, porque o Leo vai poder falar um pouquinho sobre a história do evento mais do que eu, eu acho, porque eu realmente sei, eu tenho os anais no primeiro evento, o
divino e tal e a respeito, mas não participei. Você estava falando aqui, eu estava lembrando os dois livros que eu tenho em 1990, eu acho que são os anos 90, o início dos dois, em 1500 aqui, olha, aliás, eu estou mostrando aqui, mas vocês estão vendo, mas a galera não vai ouvir. Até o Leo perguntou se é TV de vídeo, eu falei, não
vai, não adianta mostrar, eu mostrei. Mas são dois livros aqui, um da Sônia Rodrigues e outro da André Pavão, né, um é a aventura da leitura da escrita entre mestres de RPG e outro é a rogueplan
game, a pedagogia da imaginação no Brasil. E é legal, cara, porque assim, eu não sou acadêmico e não tenho acesso a papers e coisas assim, de forma geral, mas você falou uma coisa que eu concordo demais, assim, do nível leigo, né, me parece de fato que quando as pessoas falam de RPG e trabalham RPG, elas nunca, elas estão sempre botando uma coisa e criando uma pilha aqui, outra pessoa vai e começa
a fazer outra pilha, outra pessoa começa a fazer uma pilha e as pilhas nunca crescem, né, e parece que falta essa coisa de empilhar o conhecimento numa coisa só, né. E eu não sei se é uma impressão minha de leigo só, eu sei que isso confere, mas parece que confere. Mas, vou passar a bola pro Leo, fala aí, Leo, fala sobre o simpósito aí. Não, legal, você citar os
livros, né. Essas dois livros, né, da André Pavão e da Sonia Rodrigues, são realmente precursores, né, e isso tá dentro desse movimento do início dos anos 2000, só pra acrescentar, né, um outro que também é muito relevante, que é o anais do primeiro simpósito de RPG, de casa tão completa e talvez uma tria de importante, claro que tem outros, né, trabalhos e livros, mas esses talvez
são os mais citados, mais referenciados, inclusive até hoje, tá. E esse é um ponto, né, é relevante pra nossa conversa. Muito se fez entre o final dos primeiros quatro simpósitos de RPG Educação no Brasil lá nos anos 2000 e até hoje. Só que as pessoas, assim como o Marco já citou, estão nas suas ilhas, né, e como parece que os trabalhos não tiveram uma exposição, esses livros daí, continuaram a ser, por muito tempo, as
referências pra muita gente, né. Um das coisas que a gente quer destacar agora nesse novo simpósito, é que ele é um reencontro, né, o objetivo desse renascimento, ou pelo menos dessa primeira etapa, desse primeiro simpósito após Iato, né, é de a gente tentar dar voz, né, mostrar o rosto de todo mundo, ou pelo menos da maioria dos trabalhos que aconteceram nesse Iato, né, mostrar que
apareceram novos atores, né, nesse meio tempo, novos discursos, novas falas. Então isso é muito relevante. Esses livros continuam sendo a referência. Tem outras coisas, tem outras pessoas que a gente quer mostrar, né. Inclusive algumas abordagens mudaram. Mas pra ser mais preciosista, deixa eu começar do começo, né, respondendo a sua pergunta, o que que deu origem aos primeiros
simpósitos de RPG? Claro que já existia, né, a intenção do mercado, né, de mostrar o RPG, né, como um produto educacional, mas também tinha muitas pessoas que já pensavam RPG com educação querendo aparecer. Então você se juntou à fome com vontade de comer, né. Foi criada uma ONG, chamada
Ludos Culturales, né. Ela de certa forma foi quem executou, né, os simpósios, né, com muito apoio da dever, porque, porque na época a dever era a grande editora de RPG, era ela que organizava o Encontro Internacional de RPG, e o primeiro simpósito de RPG de educação foi dentro de um encontro de internacional de RPG, né. Então tinha todos esses fatores aí trabalhando juntos pra realização do primeiro
simpósito. Agora, é importantíssimo falar, né, que assim, os simpósitos foram muito motivados por conta de uma necessidade, uma reação naquele momento de mostrar pra sociedade que o RPG era alguma coisa boa, era uma coisa do bem. Se a gente se colocar naquele momento histórico, tava acontecendo algumas tragédias, né, que
resvalavam no RPG. Não eram tragédias de RPG, não eram coisas que realmente estavam no mundo do RPG, mas resvalavam no RPG, como, por exemplo, alguns casos que apareceram na mídia, de crimes, situações que naquele momento estavam levando opinião pública a fazer com que o RPG fosse malvado, né, fosse ruim,
por desinformação. Então a parte da motivação do simpósito naquele momento foi, olha, vamos mostrar ao outro lado, vamos mostrar que o RPG não é nada disso, né, e que existem trabalhos de educação na
RPG. Esse foi um dos motivadores. Deu muito certo, né, deu muito certo, e tanto que que houveram outras edições, teve um ano que não aconteceu, foi em 2005, então o simpósito foi em 2004, começou em 2002, 2003, e pula é, pula em 2004 e pula em 2005 e 2006, né, mas esse ato, esse um ano que não aconteceu, não foi por nenhum problema, é que realmente em um dado momento a organização parou e pensou, cara, a gente tá
fazendo, a gente fez um encontro, fizemos outro, fizemos outro, a gente precisa dar um tempo pra a comunidade respirar, né, elaborar de fato, né, melhorar a produção pra gente poder voltar a ter foi proposital, né, naquele momento. Depois de 2006 sim, aí realmente caiu a peteca, né, e acabou não acontecendo, porque também por uma série
de questões que eu não vou entrar aqui. É importantíssimo, tá, só pra terminar essa questão da origem do simpósito. Ele foi realmente organizado por essa pongue e as pessoas que organizaram, né, elas estão aí até hoje, né, a Maria do Carmos Aníni, né, que foi uma das organizadores que tá aí até hoje, ela endossa, né, essa retomada, né, ela concorda
com tudo isso. É, a gente costuma falar, né, a gente não tá é é recomeçando, né, a gente tá fazendo um movimento de retomada mas no sentido assim, cara, aquilo foi tão legal, né, pessoas maravilhosas tiveram uma ideia muito boa, porque que a gente não valoriza essa ideia, né, continuou valorizando essa ideia e dando prosseguimento a um trabalho que pessoas maravilhosas fizeram lá
atrás. O Jaime também, né, o Jaime também é outra pessoa que tava ali em cima, se eu não me engano posso falar besteira mas me desculpe o
Jaime se eu falar besteira. Acho que ele foi, ele foi diretor, né, presidente da Lúdia dos Culturários, pelo menos por um momento, então assim, são pessoas que estiveram desde o começo, dando essa, essa, essa ideia, essa força, pra que a gente conseguisse fazer esse contraponto, né, da sociedade entender, naquele momento, a refeijia como algo ruim e a gente tenta mostrar que não, não é e
ele tem, ele também é a ferramenta na educação. O caso Jaime é o Jaime Cancela, né? Exato, Jaime, grande Jaime Cancela. Agora, uma coisa que, que eu ouvi aqui, que vocês tão propondo um tema, né, ele é, um tema geral pra esse simpósio, que é Direitos Humanos, né, um eixo temático. Isso é uma coisa que é nova, ter um eixo, ou uma coisa que já vem de antes e
quais foram os temas? É comum, nesses eventos acadêmicos, você ter um subtítulo, um eixo temático e aí, principalmente, quando o evento é recorrente, né, e aí você tem, ó, o primeiro simpósio, aí você tem lá um subtítulo que tem a ver com o tema que
sequer debater naquele ano. Isso é bastante comum e a gente resolveu adotar essa ideia e trazer Direitos Humanos como eixo temático pra gente ter um foco, pensar logo, vamos ter alguma coisa interessante pra confiar o condutor pra pensar nas atividades, nos convidados e tudo mais. Eu lembro de já ter escutado sobre temas dos simpósios anteriores, não sei se você vai lembrar de cabeça, Nel. De cabeça, não lembro, não,
mas eu tenho alcoholinha aqui, tão assim. Não é, não, os primeiros, os primeiros quatro simpósios, eles não tiveram necessariamente um tema, assim, como nós da forma como estamos propondo agora. Mas sim eles tiveram um
subtítulo que realmente dava uma pegada. Então, ó, o primeiro simpósio em 2002 ele tinha o subtítulo palavra transformação e conhecimento, que é muito simbólico para o primeiro, né, evento, né, o de 2003, o segundo, o mote era o lúdico e a construção de conhecimento. Então a gente já começou a ter, né, uma uma consolidação, né, dessa ideia do que que
é, né, o papel de fato dos jogos na educação. O terceiro simpósio em 2004 o mote era a revolução da palavra, né, e o de 2006, o quarto simpósio já trouxe assim escaradamente um tema que, embora começou lá no primeiro, já escancara, fala, RPG, educação, entretenimento ou violência. Então esse vai logo de mostrando qual que era bem a pegada
mesmo. Agora, né, eu acho que agora bebe um pouco mais na ideia que o marcos falou, né, ah, os simposios, normalmente tem um tema não é algo obrigatório ter, né, mas alguns simposios pegam o tema para tentar aglutinar a boa parte das conversas em torno de um tema. Mas você vai ver que nesses simposios vão ter atividades que eventualmente não falem
sobre o tema. Não é obrigatório, não é que toda a atividade tenha que ter esse vínculo, mas é algo para a gente poder ter um diálogo em torno, né, acho que a questão do tema é mais esse, que é um tema relevante, ainda mais nesse momento atuais.
É, eu estava pensando bastante isso, né, cara, porque aí uma visão muito pessoal da minha vivência é que, pô, eu sou um cara dos anos 80, nasci nos anos 80, vivi os anos 90 e nos anos 90 você meio que, cara, você não se acaba discutindo se os êtos humanos era uma coisa ah, é necessário, não é, não, é o fato da vida, né, a gente tem os êtos humanos, a gente persegue os êtos
humanos sempre e é uma experiência atual me parece essa, quer dizer, deve ter acontecido em outros momentos, mas é uma experiência atual de você, a partir dos anos 2000, blau, de 2010, principalmente de 2020 aí, das pessoas questionando será que vale os êtos humanos, será que uma assim, cara, né, tipo, as pessoas relativizando algumas coisas e botando como isso não fosse uma coisa
essencial, uma coisa, enfim, é, a gente vive realmente anos que são, que pedem um ativismo político muitas vezes, né, e é legal ver que, de certa forma, a academia e as pessoas que trabalham os jogos também utilizam esses passos pra debater, pra trazer a importância das coisas pra poder, enfim, trabalhar com, refletir um pouco o momento social que a gente vive como é que vocês enxergam isso também, assim, da
parte educacional, mas na parte educacional nesse resvalo político, né, tudo que a gente faz é político, então certamente educação e jogos também
são. Como é que vocês enxergam esse momento político e essa necessidade de se trabalhar a política de um jeito mais intencional, mostrando, né, essa intencionalidade, como você falou da violência lá atrás também, né, o momento da gente falar de RPG que não é um crime, que os crimes que aconteceram em Minas Gerais e nos Espíritos de Santos não foram motivados por RPG, mas que a violência
faz parte do meio. Como é que essa coisa de trazer a política, debater a política e refletir isso dentro de jogos e educação? Olha, essa é uma pergunta que de novo, né, daria
desdobramentos imensos aqui. Eu acho que uma das maneiras de encarar e que é bem particular do RPG e do larp é pensar nesses jogos como ferramentas que dão oportunidades, vamos dizer assim, até até fáceis para você poder abordar essas questões como puxando uma expressão que o Le usou,
num ambiente seguro. Isso é muito interessante porque você traz aquilo, eu não vou nem dizer escondido, mas vamos dizer assim, orgânicamente, você traz aquilo de forma orgânica, você traz a discussão como parte de dentro do jogo, do que está acontecendo do jogo, de uma maneira que pode ser extremamente natural ou extremamente orgânica, e que pode gerar uma aceitação e gerar uma reflexão de uma forma muito
mais eficiente do que se você trouxe aquilo como um tema. Ah, vamos falar sobre o tema aí de repente por conta dessa questão do cenário, das questões políticas de repente gera uma resistência gera uma aversão e o jogo ele pode trazer isso de
uma forma muito, muito diferente. Aí eu trago um exemplo de jogo super interessante do Rafael, do Rafael Vásquez que é o foi a pessoa que nos reuniu ali a pessoa que conhece um monte de gente, ele é o nosso coordenador geral, eu entro como coordenador institucional toco enchendo a coisa pela universidade, estruturando a parte acadêmica, mas o o Raka é com certeza a pessoa
responsável por nos reunir e fazer a coisa acontecer, e ele tem um arpe, um livrinho muito bacana, que é o perdição troiana, e veja que legal o arpe, o perdição troiana ele é um jogo, ele é só um jogo ele não é um jogo educacional, ele é um jogo mas ele traz um cenário traz uma proposta muito interessante, ele se passa é no fim da guerra de Troia e o que acontece é que os personagens são
divididos em dois grupos, e tudo o que acontece durante esse arpe é o seguinte, um grupo são as mulheres as viúvas, de uma forma geral, troianas, Troia foi conquistada pelos gregos e o outro grupo são os gregos os vituriosos, os homens que vão decidir como piliar, como eles vão dividir as riquezas e as pessoas e as mulheres, e aí toda a dinâmica desse arpe é essa discussão ali entre os devotados e os
hitoriosos e particularmente entre esse grupo de mulheres, esse grupo de homens sobre o que vai acontecer agora né cara, imagina né o quanto que você pode discutir de questões atuais, relevantes e trazer essas questões à pona sobre sobre direitos humanos especificamente simplesmente jogando isso né e aí você cria ali um ambiente de discute que fala sobre as sensibilidades as coisas pesadas que
existem que fazem essa temática porque não é simples e pronto, tá ali, tá dentro do jogo eu podia ter dado outro exemplo também que é um jogo que a gente vai trazer como parte do sincóseo que é o The Blue Way mas a gente mencionou em uma das lives que também é um jogo muito legal também é um art e ele é um art sobre apagamento cultural colorização ele tem essa pegada do olha agora
imagina que ele é mais ficcional né apesar de ele ter ali uma inspiração histórica real em alguns acontecimentos da Europa, mas a temática básica do lápia é vocês são parte de um povo que está sendo conquistado e a sua cultura os seus hábitos as coisas que vocês fazem estão sendo esmagadas pelas leis impostas pelos colonizadores e aí e aí é assim a temática do jogo então, cara é fluir fluir
naturalmente e faz parte do jogo e as pessoas podem então jogar e participar sem nem saber explicitamente que elas estão discutindo isso, né, nos eventos nos anos não sei se o Leo quer adicionar algo aí só fica então com um spoilerzinho legal que a gente já passou na live que nós vamos trazer a
tradução do W .A. aqui pro Brasil gratuitamente pra todo mundo poder baixar de maneira o autor o Jason Mornigstar era conhecido o pessoal conhecido pelo Fiasco pessoalmente aqui no Brasil ele é palestrante no evento e ele ele doou um livro pra gente a gente só não doa o pessoal quanto custa ele não tá, isso vocês podem traduzir oficialmente lançado no Brasil como parte do evento, né, então ele fez
essa gentileza, pois é legal pra caramba mas tá, passar um pouquinho aí ver se o Leo quer adicionar algo que a pergunta é complexa o Marcos já dando pequenos spoilers, né, sobre isso, o evento foi um anúncio que a gente fez recentemente o evento que a gente ainda não chegou nem a começar a falar em cima de programação e tudo mais, nós vamos falar sobre isso muito, muito em breve, só pra adiantar a gente
realmente pensa no evento completo, né, a gente vai trazer tradução de RPG a gente tem convidados internacionais mas falando sobre direitos humanos, né, esse link com a pergunta do Bábio com Marcos é... voltando naquela questão do ambiente seguro, né, que o RPG proporciona são situações que normalmente acontece algumas pessoas, por conta de suas personalidades acabam se soltando muito mais num ambiente controlado, né coisa que
ele eventualmente não faria se fosse uma situação um pouco mais séria, né, então o aluno se permite em alguns casos, né, o participante se permite dentro daquele exercício de alteridade né, e isso é algo que ele usa pra se defender, olha, não sou eu que estou aqui, é o meu personagem né, então ele pode agir de formas que socialmente poderiam ser é... questionáveis mas ele, naquele momento,
ele consegue então ele se solta o ponto de poder vivenciar situações porque é controlado claro que envolve também um papel importante do professor pra não deixar a coisa desandar, né, é por isso que é controlado, né porque tem uma pessoa ali controlando que é o professor na função dele de mediador daquela atividade no nosso caso no simpósio a gente tá implementando um código de conduta, né, no simpósio acho que o marco
pode até falar um pouquinho mais disso depois, mas tanto participantes quanto prelacionistas, a própria organização tá tentando seguir um código de conduta, olha, os modos de outras outros códigos de conduta que tem se popularizado e justamente pra gente dar esse conforto nos participantes, saber que ali é um lugar em que eles podem se expressar ser e tudo mais em relação a direitos humanos, né, a
gente acredita que esse tipo de simulação que o IRPG proporciona que o marco se narrou muito bem é... foi o algo que te trouxe, né, porra direitos humanos, a gente pode tema não falta nos dias de hoje, né, mas a gente acredita que numa retomada de um de um evento, que lá no começo se propunha a ser um contraponto a uma situação, a gente poderia fazer algo semelhante, nós não vivemos
hoje, né, na contemporaneidade uma... uma... questão social que a gente precisa debater e o paralelo era fantástico, né tem a ver com o momento tem a ver com algo que o IRPG proporciona você atravessa um jardim delicado você vai admirando uma linda cerejeira em miniatura plantada num vazinho de cerâmica quase do tamanho do gato sentado do lado dela o canto da cigarras e grilos navega no murmur de uma pequena fonte o ar
fresco e o perfume de terra húmida enche seus pulmões você cruza um lago de carpas coloridas por cima de uma pequena ponte e caminha até a entrada de um templo típico a parede corredice e as lanternas de papel colorido projetam tomos acolhedores o aroma de madeira antiga se mistura um incenso exótico apenas você e o silêncio entram ali de pé descalços você pisa no tatame de tecido e sente a energia
vibrante do respeito e da dedicação fluindo pelo seu corpo com respeito e admiração um círculo de pessoas em trajes típicos te sauda com um gesto fino a palma esquerda suavemente repousando sobre o punho direito bem vindo ao RPG do Jô o santuário digital onde a gente estuda e pratica os jogos de RPG salve salve galera do café cobe aqui pra te contar um pouco do que rolou nesse nosso primeiro mês de dojô
nossa comunidade já tem dezenas de entusiasas de RPG o tema do nosso primeiro festival foi o papel de quem mestra escolhido pela comunidade a galera se reuniu em peso pra gravar e publicar tudo gratuitamente no Spotify do dojô também teve nosso primeiro workshop preparando pouco e mestrando muito três manhãs de prática intensa sobre prep de RPG a gravação já tá disponível para apoiadores e a sessão
de prática aberta do terceiro dia tá aberta no youtube do café o feedback de toda a comunidade foi muito legal confere lá e deixa seu comentário também o formulário de admissão do dojo ainda tá aberto inscreva -se e descubra como você pode transformar seu jogo e sua mente nosso grupo fechado de bate papo agora tá no telegram por lá a gente combina os temas e as datas pros workshops pras aventuras,
pras arenas e pros sorteios você pode até receber mentoria particular para os seus projetos de RPG comendo de 30 reais por mês já dá pra participar e seu apoio aqui no café pode te levar pro nosso upgrade máximo o link tá na descrição do episódio tamo te esperando a gente tem pra gente uma discussão que já acontece na comunidade bastante, que todo RPG é político todo jogo de certa forma e
algum nível ele é político também e a gente pode dizer então com segurança que todo jogo é educacional pra mim a resposta simples é sim você aprende jogando qualquer jogo diga aí lá não só o jogo é social por princípio e o social é político não só jogo, ciência é política nós somos unidades políticas dentro de um contexto muito mais dizer que todo jogo é educacional pode ser que sim dependendo de como você
entende a educação pode ser que talvez mas talvez tenha um componente de sim então princípio eu diria que sim se você entender a educação com a teleplastificação a educação formal, não formal informal eu estou dando spoiler de um negócio que estou estudando e trabalhando no momento então você me lembrei sem entender a educação desta forma você pode colocar o jogo nos três situações então se ele está nessas
situações a educação como um todo é o jogo educacional se você pensar numa outra tipo de raciocínio muito semelhante mas já meio que adaptado a alguns discursos o jogo aplicado no ambiente escolar ou não escolar também funciona então assim eu diria a partir disso que sim o jogo é educacional por si só de novo, não vou me estender muito nessa educação eventualmente a gente pode conversar muito
e muito mais a respeito disso depois mas com certeza leu falando sim não haver pessoas que discorrem me parece que jogar faz parte do nosso aprendizado como ser humano a gente usa jogos para aprender então eu concordo plenamente agora uma pergunta que eu tenho é o seguinte a gente vê que a gente se fala muito do RPG do jogos larpa e tudo mais sempre falo RPG porque é muito pegada do podcast mas
sempre jogos sempre vou falar RPG provavelmente nesse episódio ou são jogos de forma geral a gente pode entender jogos como ferramentas educacionais é bastante pegada que tem aqui no site do evento no
Rulisimpósio .com .br vocês podem conferir lá, vou deixar o link no descrito do episódio mas o jogo como ferramenta de aprendizado, de ensino agora uma pergunta que eu tenho sobre isso é o seguinte a gente se educa nesse caso a gente usa os jogos para educar e para se educar mas como é que também existe a dimensão da gente se educar nos jogos da gente construir uma percepção melhor sobre jogos
a gente estudar jogos em si não conhecemos como ferramental mas como objeto isso também faz parte do simpósio que a gente toca no jogo como ferramenta eu não eu não vou quantificar seriamente vou usar só como expressão vamos dizer que 90 % é sobre o jogo para a educação e talvez nos 10 % seja sobre o jogo eu ainda não sei como vai ficar no final o nosso foco a gente que é muito atingir porque isso tem a
ver com o público algo que a gente pensou a gente olhou e pensou tem a galera como a gente entusiasta e aí vão ter os entusiastas que já trabalham com a sul e os que pensam, eu queria e aí vão pular no simpósio que legal a galera está trazendo jogo para o ambiente para a universidade e tudo lá isso é um público fácil da gente atingir eu imagino que por exemplo seja parte do público que a gente
pode conseguir aqui no café para ir participar do simpósio é a galera que já pôr mas a gente quer assistir a gente quer atingir as professoras e os professores que estão ali como a gente possui dizer no chão da escola quem está ali trabalhando e quem está ali praticando e que não vai ter tempo se não conhece a RPG de parar e virar para a pessoa e falar não, pega esses 3 livros básicos não vai
rolar então muitas das nossas atividades são voltadas para essas pessoas e a gente está buscando construir várias das palestras de uma forma prática, tipo, ó tá aqui uma atividade, eu não sei se vai ter exatamente essa, só vou fazer, começar aqui uma atividade de biologia, conhecimento médio para você fazer numa aula de 50 minutos e aí está tudo dentro, está encapsulado vem a palestra e tem ali um
download do plano de aula, tudo direitinho o sistema de regras ele tem que estar invertido, não pode ser olha, pega o BID que é a intedição, não, jamais, vai ser uma palestra, cara então isso é muito nosso mote, muito na nossa intenção mas é claro que não tem como deixar de lado, quando junta e aí tem gente de várias universidades a gente também está interessado na RPG como objeto de estudo em
si eu pessoalmente tem bastante interesse nisso então a gente vai ter também alguns momentos ali do simpósio que vão falar sobre pesquisa pesquisa acadêmica a respeito de RPG e aí isso também vai fazer um pouquinho de parte ali mesmo que não seja a parte majoritária do evento, mas isso vai aparecer também, porque isso obviamente também interessa muita gente e tem muita gente trabalhando com isso então
como a gente tem esse propósito muito de conectar criar pontes para essas tais ilhas aí que a gente não assinou a gente vai tentar é ousado, mas a gente vai tentar fazer conexões que envolvam então educadores, pessoas que estão trabalhando e educando talvez um pouco dos robistas que podem partir para esse mundo, mas também pesquisadores, as pessoas que estão interessadas no RPG porque poxa, vamos
estudar RPG e isso está crescendo, a gente tem isso também nesse cenário mais recente, acadêmico mais trabalhos aparecendo mais trabalhos acadêmicos sérios de pessoas que se degruçam em cima disso recentemente eu estava vendo um trabalho que a pessoa inclusive mencionava sobre o crescimento disso e como que você teve num dado momento e eu sei que você fala sobre isso várias vezes, balde no café por
exemplo, sobre como a galera lá no Defort começou a fazer essa discussão e era uma discussão que estava ali no fórum de internet, mas ela tinha também um plano de fundo acadêmico das pessoas falarem qual que é a natureza dos jogos como que a gente classifica esses jogos de RPG um pouco desse lance que o Leo falou sobre olha, como que eles se diferenciam dos outros jogos você pode
pensar ali na definição na demarcação, que complexo pra caramba, então tem muita coisa sobre os RPGs e os larmes e sobre jogos no geral e a gente pode pesquisar também nesse sentido amplo nesses jogos em si, ser em objeto de pesquisa é algo relevante pra gente também, a gente não quer deixar isso passar batido mesmo que não seja o nosso alvo principal nesse momento, nessa edição a gente quer que essa
retomada inclusive falando isso, seja essa edição o quinto esperamos que em breve existisse que isso é atimento e vai e de repente esses temas, esses espaços eles vão variando nas diferentes edições você
tem algo mais pra comentar sobre isso? pontuando algumas coisas que você falou e eu acho que me destacando algo que acho que é muito relevante a gente falar é que o primeiro simpósio foi um simpósio que não teve submissão de trabalho já pensando num simpósio acadêmico a partir daí sim, houver um submissão de trabalho nos subsequentes como é uma retomada e a gente tá dando essa pega
da prática nessa edição de retomada, a gente também não tá tendo submissão, e por que eu falo da
submissão? Quem não é da área acadêmica pode não entender mas em alguns seminários acadêmicos existe uma abertura pra que as pessoas da comunidade apresentem os seus trabalhos acadêmicos para seus pares é muito comum como os abordados por vários perguntam, não vai ter, não vai ter a gente falou, olha, a gente toma a decisão que esse não vai ter, os próximos evidentemente vão ter, mas
como a gente queria dosar essa questão da prática, a gente falou e também por uma série de questões logísticas práticas, a gente acabou falando, não vai ter mas isso tem a ver com o seu questionamento no seguinte sentido sim, nós temos uma necessidade de várias pessoas das ilhas que o Marcos fala de mostrar em seus trabalhos, a gente quer ver isso então a gente tem sim alguns pontos pessoas que a
gente por coradoria escolheu pra poder mostrar os seus trabalhos, mas sim também tem, a outra coisa que você falou que é a questão da prática que a gente tá focando no momento a gente acredita que o exemplo ele é importante no caso que o Marcos falou aí da professora não sei o que que é RPG, você não precisa ser um expert RPG, eu vou te dar aqui o pacote, olha, você vai fazer assim ah, mas você
pode criticar, mas não é muito receita de boa no
fundo não vai entender, é um ponto de partida, né? É um primeiro contato entender isso como se fosse aquele start at set, né, que você entrega pra ele olha, já todo meio que machigado aqui porque realmente por mais que existam RPGs índios extremamente simples RPG de fanfleta, RPG de cartão, né e boa parte dos RPGs educacionais são simples, né, mecanicamente não são todos, mas são a gente quer dar essa ideia,
né, olha aqui ó tá aqui, é muito simples, veja isso,
gostou? né, você depois é complexifica, né, a gente evita esse essa barreira que o RPG naturalmente tende se nossa é muito complexo é desafiador e etc, tanto que várias das nossas seções da programação são professores de conteúdos específicos dando um exemplo com mesmo meio fim, simples, olha, assim que você faz, assim que eu o fiz foi assim que deu assim, isso que aconteceu comigo isso deu
certo, isso não deu não, vai ter um professor de Física professor de Biologia, professor de Geografia, porque a gente quer aproximar, né às vezes o professor até dentro do seminário dele, ele fala, pô, mas eu vou assistir eu sou de Biologia, eu vou assistir o de Física pô, eu não entendo nada de Física embora a gente esteja falando da metodologia, não do conteúdo, né, que serviria
pra ele também e a gente quis inclusive colocar isso, ó, vamos dar exemplos de conteúdos diferentes pra que não haja esse problema então se você é o de Geografia você vai lhe identificar com a Geografia e assim, embora todo conteúdo seja pra todo mundo bem machigado uma pergunta só pra gente finalizar é o seguinte a gente tem aí uma uma tendência, né, não sei se se ela é real, mas é meio
impressão também, né de que quem fala de RPG quem estuda RPG, não sei o que de forma geral a gente que curte RPG, né entusiasta do Robert roubista, é quem já passou anos anos e anos e tem um amor pela coisa qual a importância de ter gente que não tem esse background que vai analisar com um certo distanciamento, talvez eu vou utilizar vai perceber importâncias com um certo distanciamento emocional pra dizer que a
gente tem esse apego de roubista, né qual a importância disso e se vocês veem o interesse crescente também nessa galera que não necessariamente vem desse passado de jogos isso é uma pergunta bem interessante, né é eu acho importante pra caramba que a gente tenha pessoas ligadas à educação, né seja de uma maneira muito prática ou seja também envolvendo pesquisa, né, pesquisadores na educação que possam trazer um
pouquinho desse olhar, eu acho que um olhar de fora é uma coisa acadêmica geral, o olhar de fora é um olhar fresco, ele é sempre útil quem vive um pouquinho da vida acadêmica sabe muito qual é o sentimento de você ter um texto que você escreveu releu, revisou mil vezes e que de repente quando uma pessoa que nunca olhou praquele texto, olha pela primeira vez, ela aponta no primeiro parágrafo um erro,
você fala, pera isso daqui eu não entendi não, e você comeu Deus do céu, como eu não percebi isso então eu acho que existe esse aspecto que pode ser muito, muito bacana ao mesmo tempo que eu olho com um tiquinho de cautela também é, o distanciamento ele pode ser útil ele pode ser interessante, ele pode trazer essa visão de fora e isso pode ser, tem que ser valorizado vai ser sempre importante ao mesmo
tempo que isso não necessariamente traz uma visão que seja, sei lá melhor, né as vezes a gente as pessoas caem no mito da objetividade científica, né da ciência como algo essencialmente objetivo seco, puro e noco isso é uma ilusão porque ciência é feita por seres humanos e seres humanos são essa balança que nós somos, então existe não existe essa pretensão objetividade, então a gente também não
precisa sei lá, se preocupar de mais coisas, de uma forma geral eu gosto de defender um pouco a ideia, mas eu não defendo de forma muito ferrenha mas eu sempre discuto isso muito, por exemplo hoje eu ministro regularmente uma disciplina no programa de pós -gravação em cima de biologia que é uma disciplina sobre jogos, educação e eu estimulo muito e bom, vamos lá, só colocando um pouquinho de
contexto, é um programa de pós que é para professores de escolas públicas então a pessoa já tem que estar para ser professora na escola pública para participar no profívio, no mestrado profissional em cima de biologia e eu estimulo muito as pessoas que fazem parte dessa disciplina a jogar porque aí eu coloco o contrário também, você pode ter essa visão de fome, mas se você jogar, se você se envolver
você vai vai criar ali coisas que você não tinha antes que vão afetar a sua prática vão afetar a forma
de você pensar, de planejar sabe? e você joga e você começa a entender o que que tem as... o que que tem de interessante ali o que que tem por trás desse joguinho porque aqui a molecada acha legal peraí, eu tenho que tentar entender talvez para algumas pessoas pelo menos quando eu estou lidando com esse público o profívio já é um cenário interessante porque a gente está ali orientando
pessoas que já são professoras já estão ali, eu oriento as vezes gente que é mais velha do que eu, tem mais tempo de sala de alvo do que eu poxa, é uma relação diferente de orientação é... acho que... eu estou quase me perdendo
aqui peraí, deixa eu... voltar aqui o fio que eu estava seguindo sim e aí algumas dessas pessoas para elas a se jogar, a disciplina geral fala de jogo digital também e fala, não joga esses joguinhos eu não gosto, não tenho interesse não, brinco um pouquinho nem que seja só um pouquinho para você entender um pouco do que tem por trás porque essa compreensão ela acaba sendo relevante
aí volta para uma coisa que eu falei ali, poxa é... é o ponto de partida então de repente, quem for pegar ali no plano de aulas tentar colocar, a gente espera que essa pessoa tenha oportunidade não é que obrigatoriamente isso vai acontecer mas ela tem oportunidade de além de pensar, então agora eu vou criar a minha própria atividade e aí de repente, num dado momento ela está
lá se interessando por RPG não sei, apendo da realidade dela talvez ela não vá ser uma pessoa para passar a jogar regularmente mas de repente ela vai buscar mais sobre assunto, entender mais os jogos e trazer um pouco disso eu não sei, eu acho que eu acabei fugindo um pouco também aí da resposta exatamente do que você perguntou não sei acho que foi importante, uma falha importante o marco falou
muito bem, mas tentando dar uma outra visão na área de game studies que a IGVeta puxa um pouquinho mais para o lado do digital mas o que eles fazem lá funciona para a gente em boa parte dos casos você vê com mais frequência pessoas que são um pouco mais distantes do universo de jogar um pouco, porque o jogo eletrônico está permeando aí também, mas você às vezes tenta entender isso sobre a ótima da idade de quem está
fazendo, que talvez pode ter sido um outro tipo de jogo quando ele era mais jovem e venciou aqui tem sim, muito pontual, no nosso caso Brasil, RPG, eu acho que eu vou dizer que assim não sei se eu conheço alguém que não tivesse algum tipo não sei se eu conheço, não estou falando que não existe pessoas que trabalham hoje que não têm partido de alguma coisa como eu era jogador, gostei disso e eu
quero mostrar que isso é legal, então vou fazer um trabalho sobre isso mas na área de jogos, tem pontualmente algumas pessoas que têm essa visão fora até porque quando você entende o jogo como um mercado muito mais eletrônico falando também até do jogo de mesa como um mercado envolve dinheiro é de cima pra baixo a empresa quer entender o seu público e isso muitas vezes através de um estudo
acadêmico é um bom gerente de uma empresa que tem grana, ela vai investir em pesquisa, e não é aquela pesquisa direcionada, às vezes ele quer saber o público dele como ele age, como ele pensa não só para questão de vender, mas para criar produtos mais adequados para aquele público é o meu lado mais da indústria pensando nesse raciocínio claro que vai ter existe, existe no caso do Brasil, infelizmente eu
ainda não conheço essa realidade, isso pode ser que acho é, fazer uma pequena adição aqui tem uma coisa interessante que acontece também dentro da academia, dentro das universidades, na relação professor, orientador, estudante e aí tem parte dos trabalhos que surgem sobre RPG, mas sobre outros jogos também, que acabam tendo isso, porque às vezes quem orienta não conhece, não joga, não sabe o que
é, e aí a coisa é de quem gosta parte do estudante, eu participei, eu tive o privilégio de participar de duas bancas, aqui na UFAL de pessoas da computação, eu sou da B &G, mas era a galera da computação mas eu tenho a pontinha do dedo de um pé também nas coisas da computação por várias outras coisas da minha formação e aí eu participei dessas duas bancas e era um orientador aqui, olha, ela
não sabia de nada mas essas duas, foi a mesma orientadora estudou esses orientou esses dois alunos que depois joguei RPG com eles por um boteio, por um grupo mas os dois eles estavam querendo criar ferramentas computacionais para dar suporte para elementos de RPG de mesa, de D &D então eles elaboraram ali os trabalhos de conclusão de punta e aí rolou isso, né, a orientadora ela tinha essa
visão bem de fora, né, aí eu fui chamado para a banca um pouco por isso não, pera aí, tem um cara lá da biologia ele já mexeu com alguma coisa de programação e ele manja de RPG e ele está interessado nisso, aí eu acabei caindo nessas bancas e foi super legal então isso dentro das universidades às vezes pode acontecer também nesse aspecto né, você tem essa relação, ou às vezes é uma equipe de pesquisa, né, e
aí vão ter envolvimento de pessoas que de repente vão conseguir ter essa visão de fora que acaba sendo produtivo, né você tem essa missporta de visões vai ser enriquecedor no final é isso que eu falei lá no comecinho você tem a visão de alguém de fora pode trazer coisas que você não seria capaz de ver sozinho porque você está tão envolvido já naquilo de repente você não saica, pode estar na sua cara e
você não saica, né Puxa, eu fico ouvindo esses podcasts, maneiros e toda essa garotada legal falando de jogos articais e seus isários incríveis, mas eu nunca sei onde encontrar Ei Pss, quer um joguinho
diferente? Quero mas não é pirata Fica tranquilo os tiras não querem nada com a gente nós somos independentes cola com a gente que te mostra as novidades vem aqui no Daily Indie que uma vez por dia tem uma notícia sobre jogos indie já mencionamos o Against the wind do Capacly, os mortos estão chegando do Diogo Nogueira o nome é de esprimordial do Marcelo Colar e claro um Skyfall
do mestre Pedroca ah, que beleza mas agora trata de falar mal de D &D em toda a conversa compram um estar verde e consegue logo sua carteirinha da igreja
mecanicista da experiência sagrada, beleza? o Daily Indie RPG News é um grupo no Telegram que você pode entrar pelo link que vai ter na descrição do episódio e acompanhar os lançamentos indie sempre um por dia explicado lá e cheio de links, então é só seguir que você vai chegar nesse jogo os jogos radicais e seus design é incrível vamos agora voltar para organização do evento você
quer deixar o recado para como é que a galera faz para participar quem são os apoiadores do evento quem está realizando isso então passem para a gente a esse serviço beleza para acessar o evento é bem fácil o
rolecimpósio .br rolecimpósio é o nosso render em nas redes que a gente está, no Youtube, no Instagram no Twitter, vai ser sempre rolecimpósio é um nome que ficou facinho que a gente sacou e dá a possibilidade dele lá no início da organização e gostamos porque o role, inclusive, tem uma brincadeira no caso você pode pensar em role de roleplay e game, e tudo mais você pode pensar no role de rolar os dados e
tudo e tem até a brincadeira com o role o role, né? o role é como dizem os carioca né? aí a gente curtiu o nome e aí rolecimpósio dá para achar tudo entrando no site, tem um botãozinho lá bem evidente em inscrições, você clica vai ser direcionado para os sites de inscrições né? como falei lá no início, o
reforço aqui é gratuito, né? eu me ver promovido pela UFALP na cidade federal de Alagoas vai ter certificado o certificado da universidade então só a pessoa chegar lá entrar e e se inscrever e aí você falou sobre apoiadores isso é muito importante pra gente eu só faço uma ressalva pode ser que no momento que a gente esteja gravando que amanhã alguém, alguma instituição entra em
contato pra também entrar como apoio então a gente vai saber 100 % de certeza todos os apoiadores lá na frente quando o evento estiver acontecendo, na apertura a gente vai fazer esse agradecimento mas a gente já tem gente nos apoiando agora e é totalmente fundamental para o evento acontecer que a gente tenha apoiadores nesse momento tem duas editoras já nos apoiando editoras de RPGs nos apoiando a editora
RetroPunk e a Caramelo Jogos são duas editoras que toparam os apoiar bem no começo da nossa jornada e esse apoio deles é fundamental para o evento acontecer tem um projeto eu te passo o link que vai ouvir se puder colocar GameGas eu não sei se é essa a pronúncia mas é um projeto na área de jogos tem também questões sobre jogos na educação GameGas e eles estão nos apoiando também nós temos, além da
UFAL por trás pessoas de outras universidades e aí as instituições então tem esse papel também então novo organização tem gente da Federal de Santa Catarina da Federal de Pelotas da Universidade Tecnológica Federal do Paraná que quase sempre que a gente vai tentar falar a gente se manando e fala errado a sigla mas a UTFPR eu acho que eu falei isso, tá certo isso é super relevante para a gente
também e a gente conquistou também foi por caminho de editar abriu a janela de tempo perfeita e a gente submeteu o simbóseo como um projeto para criativos eles têm um praço deles que é a CREATIFICOMONS Open Education Platform e eles fazem discussões sobre educação aberta sobre produção de material para que educadores usem materiales com licenças abertas na CREATIFICOMONS eles são uma licença aberta
é uma delícia do que tem e eu vi ali a gente submeteu e eles vão apoiar financeiramente também, então tem um monte de coisa ali por trás também que vai acontecer graças a esse apoio da financeira da CREATIFICOMONS que deu um input muito bacana não sei se eu esqueci de alguém de acordo com o que tem confirmado nesse momento por enquanto é isso se algum meditor estiver escutando que se interessar pela
ideia do simbóseo por favor, entre em contato com a gente a grana é importante porque embora ninguém esteja recebendo absolutamente nada da organização e o evento que a gente quer que o evento seja gratuito até porque a gente não teria procurado a CREATIFICOMONS porque a gente entende que é a mesma pegada a gente quer que seja material livre aberto ou pensar em esse Open Education a gente quer
fazer com que o evento chegue a mais pessoas ou que ele ocorra numa qualidade melhor então a grana que a gente está tentando angariar com esse edital buscando as editoras é para melhorar na qualidade do evento pense mais ou menos na ideia da ideia principal do financiamento coletivo quanto mais a gente receber mais a gente consegue crescer a qualidade daquele objeto e é nesse sentido melhorar no
site, na comunicação principalmente a gente conseguiria acessar mais professores, chegar a mais pessoas com divulgação a gente tem uma questão uma tentativa de melhorar a acessibilidade do acesso nessa acessibilidade do evento e isso a depender do ponto de a gente angariar, então vai nesse sentido mais pessoas apoiarem essa ideia a gente consegue fazer chegar mais pessoas de uma forma melhor
maravilha gente, muito obrigado só passar aqui os nomes da ficha técnica, só para a gente encerrar aqui a coordenadura institucional é o marco de vital coordenação geral, é do RACA é o carneiro Vasques, a coordenação é a de Junta, é o André Gustavo da Silva, Fabio Medeiros, Leonardo Ramos, Mateus Fernando Silveira, Maurício Iwama, Takano e Raúnia e Maciel, grande Raúnia, um abraço para você, cara
planejamento mediação do Luciano Jorge também, vive aqui no café um abraço do Luciano, Mônica Liman de Faria também um abraço Mônica, Rebeca Sassu e Designas de Identidade Visual Rafaela Nobrega então é isso essa galera é envolvida aí parabéns para vocês, muito obrigado por escolheram o café para divulgarem fico eternamente grato, volvem sempre não somente quando tiverem simposas mas quando tiverem
um qualquer tema para discutir podem procurar a gente beleza muito obrigado, um tchau quer dar um tchau Marcos com certeza, oh, o que é isso a gente que agradece essa projeção que a gente vai ter com os ouvintes do café, vai ser muito legal para mais pessoas saberem o seu posito que é o que a gente quer com certeza quem sabe no futuro, você notou que a gente gosta de falar oportunidade de falar mais
em outras ocasiões eu acho que a gente não nega não, mas muito obrigado mesmo um tchau então para a galera que está ouvindo espero que termine discutar entrem lá
no rolissimpose .com .br façam a inscrição do evento vai ser legal para cada um e você, Leu, é o seu tchau pessoal, agradeço de novo ao Balbi não só pelo espaço mas pelo serviço que ele faz ao RPG Nacional isso sempre tem que ser bem pontuado o serviço que o Balbi faz é fundamental agradeço quem escutou entrem
lá rolissimpose .com .br inscrições gratuitas online de 8 a 16 de junho tem certificado você jogador de RPG você é professor conta para o coleguinha fala do evento, às vezes você tem aquele professor que não saiu do armário ainda gosta de jogo, mas não brilhou de salte de aula, fala para ele lá e conhece o evento, às vezes ele resolve colocar isso em prática fala para o seu professor, fala para o
coleguinha, um acadêmico que você sabe que gosta disso às vezes a gente se reencontra no rolê lá muito obrigado, eu vou deixar para você ouvinte que ficou com a gente até agora eu vou deixar para vocês aquela perguntinha clássica da Enquete e a primeira delas é a seguinte você já utilizou o RPG de maneira educacional e a segunda pergunta é qual foi a maior lição que você tirou de um RPG então vou deixar
essas perguntas é a primeira obviamente para você dar um, para você dar assim ou não, a segunda é para você escrever a respeito, então participe então nossa Enquete aí, depois eu passo os camaradas aqui, o resultado do que vocês escreverem será lido no próximo episódio então é isso, valeu galera encerrando o episódio vou deixar os links citados no discreetivo aqui no Spotify, então você
pode dar uma olhada no link para o simpósio 5º simpósio de RPG LARP educação vou deixar o link também para o perdição troiana o LARP, do Rafael Vásquez citado no episódio o livro um link para o livro na Amazon do roleplayinggame pedagogia da imaginação do Brasil e também da aventura da leitura descrita que são esses dois livros que citamos no episódio que são dos primeiros livros sobre
educação e RPG no Brasil então vou deixar ele linkado aí fora isso, queria lembrar você que você pode se tornar um assinante do Café com Dungeon se você quiser que o café um Dungeon volte a ter 5 episódios semanais já pensou, considera apoiar o projeto, além disso, participa aí de sorteios dos nossos parceiros receba conteúdo extra tem acesso a cupons também para comprar mais barato dos nossos
parceiros então apóia .se barra café com Dungeon se você gostou especialmente do café de hoje deixa uma porjeta pra gente manda um pix lá no café com
DungeonarobaGmail .com você tem uma empresa uma marca que é de repente ter um dia do café com Dungeon pra você que você tá bancando e a gente promove você você pode financiar esse episódio semanal do podcast e fazer alegria da massa RPGista consulta a gente aí em café com Dungeon com DungeonrobaGmail
.com que a gente tem uma proposta especial pra você você pode consultar a gente também sobre parcerias e anúncios trabalhamos com marcas de RPG mas também com outros ramos, como cafés, jogos, tecnologia, mídia e etc se você é um produtor de conteúdo game design independente, acadêmico ou fã mesmo e quer participar do nosso projeto pode contactar a gente aí e fale sobre você manda aí o papo do que
você quer trabalhar com a gente aqui no café com Dungeon qual assunto que você quer trabalhar tal que
a gente combina um episódio aí beleza? por último queria agradecer aí a galera que torna possível essa aventura, os nossos assinantes então valeu usar isso aí o Marco Pratis muito obrigado pelo teu apoio pelo teu apoio no nível incentivo aí muito obrigado também ao Rafael Amon que também mandou um incentivo aí valeu demais ao André Luís Marcondes Ponte um assinante do nível comunidade o Pernardo
Figueiredo também nível comunidade e o Caio Palma Fernandes muito obrigado pelo apoio de vocês queria agradecer também aos nossos assinantes aí do nível RPG
Dojo então evaldo .al Dennis Oliveira o Germano Assis e o Rudolf Helmut muito obrigado além de outros além dos demais assinantes do RPG Dojo queria agradecer a galera aí do Oil Fantasy do treinamento Oil Fantasy então valeu Zassu, Bílio, Júnior, César Machado Diego Cestito Fabrício Kneip o Léo Gasparuto Menini e o Rafael Bardal valeu galera pelo apoio e finalmente obrigado Daniel Aydari o Thiago
Augusto de Souza pelo apoio Café Combalbi então valeu um abraço e até a próxima e
