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Review Sincerão: Tanares RPG #0047

Nov 08, 20241 hr 2 minSeason 2Ep. 47
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Balbi faz um review sincerão do Tanares RPG e investiga: seria este grande lançamento um Fantasy Heartbreaker?

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  • João Burlamaqui
  • Leo Gasparotto
  • Matheus Piqueira
  • Rafael Bardal

Imenso agradecimento aos membros do Cafe com Balbi

  • Thiago augusto

Transcript

Você já deve ter ouvido falar de Fantasy Heartbreaker. Eu entrei em contato com esse termo numa discussão muito tempo atrás e fui saber o que era. E acabei me deparando com a origem disso, aparentemente, num artigo do Ron Edwards lá na

Forge, para variar. E o que ele dizia é que Fantasy Heartbreakers são essa tonelada... de jogos e produtos de RPG que dialogam muito com a fantasia que a gente constrói a partir dos clássicos, dos tropos clássicos de fantasia medieval e desse tipo de fantasia de forma geral. Só que a gente tem um apego muito pessoal, um approach muito

íntimo a partir disso. E a gente começa a achar que aquilo que a gente jogou, o material que a gente criou em jogo, a partir do nosso hobby, é um material tão bom, mas tão bom, que isso merece a atenção de todos. Uma coisa curiosa sobre o Fantasy Heartbreaker é que você muitas vezes deposita muita fé naquilo, mas para os olhos das pessoas que não vivenciaram aquilo, que não viveram essas campanhas, que não tem esse apego pessoal a esse material,

aquilo é só mais um jogo. Ainda assim, com a ressalva de que há belas pepitas escondidas no meio desses fantasy heartbreakers, mas às vezes nem vale a pena a gente passar por tanta coisa repetida, tanta coisa que a gente já viu por aí, que talvez nem vale a pena a gente ficar catando essas pepitas. E aqui é um momento da gente trazer um pouco esse termo fantasy heartbreaker para a análise que eu vou fazer hoje. Tanares RPG.

Será que Tanaris RPG, que vem aí aparecendo bastante no meio do RPG nacional, depois de fazer bastante sucesso lá fora e apareceu por aqui, conseguiu trazer para junto de si muitos influencers que estão falando, produzindo conteúdo a respeito, muita gente comentando sobre Tanaris e sua presença online e sobre o lançamento que vem sendo feito na Meeple Starter, que tem um financiamento coletivo muito bem sucedido.

Ele é um jogo que é baseado em D&D, e ele traz um cenário de D&D, ele traz material novo pra D&D. Bom, tudo bem, ele não é um material feito a partir de uma campanha das pessoas que jogaram isso, não é. Inclusive, ele é um produtão, né? A gente está falando aí de um produto que fez muito sucesso lá fora, inclusive porque tem nomes de grande vulto no mercado, de grande importância no mercado como um todo.

A gente está falando aí de gente como Ed Greenwood e Skip Williams que participaram desse material. Então eu me pergunto, olhando esse material todo, mesmo não sendo fruto de jogatina, mas será que ele é só mais um produto de fantasia medieval baseado em D&D? Ou será que ele tem alguma coisa diferente? que justifique todo esse sucesso? Ou será que esse sucesso é comercial, tem mais mérito no produto que foi apresentado como fetiche de mercado?

Ou será que realmente existe alguma coisa mais profunda e interesses interessantes? O quão perdidas estão essas gemas que esse jogo de fantasia pode trazer? Ou o quão interessante é pegar isso para jogar? Bom, vai ser nessa linha, pra descobrir se Tanaris RPG é um fantasy heartbreaker, que eu vou fazer esse review sincerão. Olá, gostaria de entrar para tomar uma xícara de café? Café com o quê? Café com Dungeon. Bom dia, amigos do Café com Dungeons.

Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael Balbi e hoje eu estou aqui bebendo o meu delicioso café. É um café de uma região específica de Itanares e para conseguir esse café eu tive que enfrentar algumas aberrações. Então é bom que ele esteja bom. Bom, hoje esse episódio aqui está saindo numa sexta-feira, você deve ter notado. Ele está saindo numa sexta-feira

porque é um episódio extra. Eu conversei com a Nívia Alonso, que está cuidando aí da divulgação do... o jogo, né, junto a Meeple Starter junto ao Tanais RPG e é muito interessante porque ela me consultou a respeito de como a gente podia fazer uma parceria a gente conversando eu sugeri que pudesse fazer um review sincerão, né Fazer uma resenha nem sempre é o que o pessoal quer, né? Normalmente o pessoal quer fazer um lançamento.

Mas ela confiou de que o review seria interessante fazer e confiou, obviamente, da gente poder fazer um material interessante. mesmo sendo crítico. Então, um agradecimento especial à Nivea por topar esse formato.

E eu acho que é um formato que dialoga muito com o público do café, que é crítico, que gosta desse tipo de análise, e principalmente porque isso permite que, através do meu olhar, de pessoas que confiam no meu olhar, pelo menos, que possam entender para quem é, para quem não é esse jogo, quem pode ser que goste ou quem não goste, mas de forma geral, esse tipo de review traz sempre pessoas interessadas e falaram, cara, eu nem tinha pensado muito nele, mas agora que você falou

tal coisa, e às vezes tal coisa é até um olhar crítico, a pessoa entende que pode apostar naquilo. Ou não, né? Não tem problema também. O importante é a gente trazer para a comunidade, apresentar para a comunidade e, obviamente, com esse teor crítico. A gente poderia ter feito uma apresentação, né? Chamando gente do mercado aí, do próprio Tanais RPG. Mas achei que poderia ser interessante fazer o review e a

Anívia aceitou. É interessante também que eu pedi que me mandassem a caixa do material para eu dar uma olhada no material físico, né? E aí nesse ponto vale trazer aqui, esse material primeiro foi lançado lá fora, em inglês.

Inclusive a gente fez, antes do lançamento, na época que estava próximo ali do... financiamento coletivo gringo a gente trouxe os autores aqui do Tanais RPG pra conversar na nossa coluna da primeira temporada do Café com Dungeon, eu vou deixar linkado no descritivo do episódio, que foi dentro da nossa coluna desse Eclopedia e que todo esse material foi anunciado a gente poderia ter feito um anúncio, mas eu achei interessante a gente não repetir o formato e trazer aqui um review Olha só,

eu vou te explicar, tá? A nordeste da Chapada dos Queimados, seguindo pela orla desde o porto de Tomé Barqueta, tem um local de ruínas religiosas onde crescem umas raízes que parecem mãos emergindo do chão. Elas são escuras e ligeiramente avermelhadas, assim como carne podre. Inclusive tem um cheiro parecido assim, né? Segundo a maga que estava comigo, Amadá, essas raízes indicam a presença de mortos

vivos. Eu até quando vi pensei em assar como batata, mas preferi não mexer com esse tipo de coisa não, hein? Bom, se tu for lá, tu lembra que o heresia que te falou isso, tá? O pequenino negociante de negócios, não esquece, hein? Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo, do mundo aberto de Biergotten. Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso grupo. Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue Biergotten com

a gente. Vamos explorar Biergotten Bom, para começar, acho legal a gente falar um pouco do histórico do produto. A gente tem aí um produto de, eu posso dizer, de muito trabalho envolvido. Não somente porque a gente vê o tanto de coisa criada para esse jogo, tanto o cenário, quanto os sistemas, quanto... Enfim, são coisas que precisam de muita atenção. Fora isso, a gente consegue ver muita gente interessante que foi

chamada para o projeto. do mercado gringo mesmo então a gente tem aí desde como eu falei do Eddie Greenwood que é o cabeça aí do Forgotten Realms a gente tem também gente muito interessante como o Bruce Nesmith que é diretor de design na Bethesda, né? Então, ele participou aí do Fallout III, do Skyrim. Então, é muito interessante. Ele já tem um pé no RPG, ele já trabalhou com Ravenloft, né? Mas é um cara de renome. A gente tem também a Amy Vorpal,

do Geek Sundry, né? E escreveu aí pro Candlekeep Mysteries e do Fizban's Treasure of Dragons, né? Do Wizards of the Coast. A gente tem o Skip Williams, por exemplo, né, que é um cara famoso aí, game designer, que já tá há bastante tempo aí, desde a TSR, né, trabalhando com D&D,

então um grande nome. Podia citar também o Schwalbe, né, o Robert Schwalbe, que é um cara que, até conheci ele pessoalmente, mas é um cara que trabalhou aí com o Shadow of the Demon Lord, o Punk Apocalipse, que aí está sendo lançado no Brasil agora pela Tria Editora. Enfim, e o Shadow of the Weird Wizard, mas também, principalmente, Warhammer Fantasy Roleplay, né, E o Song of Ice and Fire, que é o role-playing game do Game of Thrones.

Então o Schwalbe é um cara muito interessante, tem um material muito interessante. E outro nome que eu queria trazer aqui também era o nome do Shane Hensley, que é game designer e presidente da Pinnacle Entertainment Group. E ele é o cara que trouxe o Savage World. Então a gente tem de tudo aí. E ele participou também da TSR, então tem gente das antigas trabalhando. Tem o Jeff Grubb, que é muito importante também.

Forgotten Realms, Dragonlance, Spelljammer, ele criou o Spelljammer. Então, cara, a gente tem muita coisa acontecendo aí, muito trabalho envolvido, lendas da indústria participando do projeto, tem miniaturas, tem pinturas, tem muito trabalho de criação de personagem, de criação... coisas de geopolítica, como a gente vai ver. Mas o importante é que a gente vê muito trabalho em torno desse material, que é muito

interessante. E a gente, quando vê o escopo do Tanariz RPG, a gente percebe que ele foi lançado lá fora antes. O mercado nacional talvez não seja... grande o suficiente para abarcar um projeto com esse volume de entrega, com esse volume de trabalho e principalmente com tanto nome do mercado carimbado envolvido com ele. Provavelmente seria um projeto caro demais para o mercado brasileiro que não teria como construir esse lançamento.

De uma forma tranquila. Então ele foi lá pra fora primeiro e conseguiu bastante sucesso, bastante sucesso, né? E isso permite um retorno triunfal aqui pra casa, né? Pro Brasil. Então é muito interessante ver esse movimento e ver essa possibilidade de jogo acontecer, né? Então, produtos grandiosos pedem mercados grandiosos, mas eventualmente eles dão as caras

por aqui. E é interessante a gente ter a possibilidade de botar a mão num produto tão completo assim que, de forma geral, não chega no mercado por falta de interesse e possibilidade do mercado abarcar tamanho e volume. Uma coisa importante também sobre isso é que ele é um produto baseado em D&D quinta edição. Isso é uma decisão muito relevante para o que a gente vai ver para frente, inclusive para essa análise que a gente vai tentar descobrir se Tanaz é um fantasy heartbreaker.

Outra coisa importante de falar é que o material que eu recebi físico e os PDFs estão em inglês, então eu não tive acesso à versão em português. Vou falar alguns termos em inglês, vocês quando tiverem a tradução em mãos provavelmente vão ver escrito de outra forma. Mas fica aqui, acho que delimitado o tipo de review que eu estou fazendo, complementando que não é uma review de jogo. Eu vi gameplay, eu li o material e é em cima disso que eu estou trazendo aqui.

Teve também a entrevista, obviamente, que a gente fez anteriormente com os criadores. Então é esse meu ponto de partida, mas não joguei. Infelizmente hoje a gente tem bastante gameplay online, inclusive... O Fenrir jogou, que é lá do RPG do Jô, vi outras pessoas aí trazendo o Tanaris, então é bem interessante a gente saber que tem bastante pluralidade de formas de conhecer, de entrar em contato com o projeto, além aqui do podcast. Eu recebi o produto em casa, como eu falei.

E a impressão geral do produto é que ele é um produtão mesmo. Vieram três livros dentro de uma jaqueta, Essa jaqueta bonita também tinha um holograma de um olho de dragão na frente que encanta qualquer jogador. Realmente um material muito bonito nesse ponto. Então ele tem aí os seus fetiches de mercado. Tem mapa, tem minis... Eles mandaram, inclusive, uma caixa com algumas minis muito bem feitas, feitas em impressão, talvez, não sei.

Não sei o material, não sou expert nisso, nem manjo muito, mas muito bem feito, material bom, tá? Acredito que dêem boas pinturas de material, assim, e são muito interessantes. Vocês vão poder ver aí em qualquer lançamento do Tanales RPG, vocês vão poder dar uma olhada e ver a qualidade das miniaturas, tá? Quais livros básicos que eu recebi junto? Eu recebi um livro que é o livro do jogador, um outro que é um

livro de campanha e uma aventura. eu vou analisar essas três, mas de todas, olhando, dando uma lida, eu achei mais interessante o módulo de campanha. O livro do jogador é interessante, tem algumas coisas legais também, mas eu achei que tem mais carne nesse material que é de campanha, me parece mais voltado para os mestres mesmo, e que acaba que vai dar o contexto melhor para o que a gente vai ver, tanto na aventura quanto no livro do jogador. Então, bom, esse material é muito bonito, né?

A gente pode sentir o fetiche ali, ele dá vontade de comprar esse produto. A gente olha esse produto e fala, cara, isso aqui é um produtaço. Até quem coleciona, etc., tem um produto que eu acho que tem uma importância dentro do cenário. A impressão dele é muito boa, a qualidade gráfica desse material que eu vi gringo é muito boa, então acredito que a Nacional também seja assim, tanto em termos de cores, papel, tudo isso, as capas e tudo mais, eu

achei muito interessante. Agora, comentar as ilustrações, a parte da ilustração. São muito bem feitas, disso não há dúvida. Eu não vi um traço de ilustrações mal feitas, como eu vejo no D&D quinta edição, que muitas vezes são feitas... De forma até liviana, parece que foi feito com um prazo muito apertado, com uma entrega muito apertada, e alguém falou, ah, tá bom, vai.

Pedaços de personagem com colagem mal feita, às vezes parece que a própria composição é uma colagem de artes que sobraram no D&D Quinta, aqui não, no Tanai às vezes você não vai ver isso. Por outro lado, você vai ver o mesmo tipo de arte, ainda que com um pouco mais de técnica, talvez, em algumas ilustrações. De forma geral, ele traz o mesmo ar que as ilustrações que a gente vê no D&D quinta edição, esse tipo de fantasia, ele mantém essa estética.

Então, é uma estética com um pouco de falta de personalidade. Eu sinto isso, tem às vezes um pouco mais dark, né, às vezes um pouco mais nessa pegada de eldritch horror, uma coisa mais assim, mas de forma geral a gente vai ver uma coisa que vibra, né, nessa fantasia heróica superlativa que é o que

ele trabalha. Então, não tem um recorte claro, cultural, não tem grandes recortes de construção de indumentária, ainda que eles abordem isso no jogo, a estética ela meio que varia, ela meio que flana livremente por tropos visuais da fantasia medieval de uma forma muito mais ampla.

E tem também ilustrações repetidas, que você vê mais de uma vez nesse material deles, então acho que não precisava Eu, pelo menos, não gosto de ver a mesma ilustração repetida num material que ainda não está tão vasto assim, né? Não é como se a gente tivesse cem livros e a gente visse algumas imagens sendo reaproveitadas, não é o caso. Então, nesse ponto, dado até o valor agregado do produto, eu acho que isso ficou um pouco devendo, tá?

Mas não são tantas, são algumas muito pontuais, tá? Como design, né? Agora olhando o material como design, o produto de design, né? Ele tem uma diagramação padrão da ID quinta edição, ele não foge disso, ele não inova nesse ponto, mas ele segue muito bem os padrões e organiza muito bem a informação. Certamente você que está acostumado com isso, e foi aí que eles miraram aparentemente, você vai ter isso entregue e muito bem entregue.

Por outro lado, eu sinto que há um interesse visual, acredito eu, no produto, na construção do design da coisa, em se afastar um pouco dos tropos. E aí eu estou falando dos tropos até culturais em relação a produtos de fantasia medieval. E nesse ponto eu acho que inovar no design, por esse lado, sem perder os padrões, não é tão difícil. Então eu imagino que poderiam ter sido um pouco mais ousados

também nesse ponto do design. Você abrindo o material, ele lembra muito um D&D quinta edição e que acaba lembrando quase tudo que se faz no mercado a respeito de fantasia medieval. E suposto, reforço que é um produtaço. Quando eu devolvi o material, eu pedi só pra dar uma olhada no material, acabei devolvendo pra eles usarem no evento. Eu devolvi e falei, hum, nossa... Senti falta de ter aqui do meu lado as miniaturas, de ter o material todo aqui para dar uma olhada e tal.

Ele é bonito, né? Na estante ficaria bonito. E até para você ter em mesa, no grupo, jogando, é aquela coisa que chama a atenção. Exceto talvez o escudo. Não gostei muito da ilustração do escudo. Achei um pouco árido o escudo. Sem trocadilho, né? Acho que é até uma coisa meio... meio árida mesmo, o objetivo é esse da arte ali, mas árido no sentido de ter mais elementos, de ter um interesse visual maior para o escudo.

Acho que já vi muitos escudos que eu achei interessantes as artes atrás e esse não foi o caso, eu nem lembro, para ser sincero muito, da ilustração ali. Mas avaliei, olhei como todo material e achei interessante. Bom, vamos lá. Agora, falando sobre Tanari de forma geral, ele é um jogo de campanha. Ainda que ele traga a aventura dele, que vem junto no kit com os três livros, ele traga uma aventura bem no sentido linha-linha de história, com capítulos e tal, como é no D&D

quinta edição e tudo mais. Ele me parece que é um jogo que cresce, na verdade, é com campanha e principalmente com sandbox, tá? É claro, eu acho que é o jeito desse mercado de fantasia medieval nesse nível se vender através desses adventure paths e coisas semelhantes, mas ele é um jogo que provavelmente vai brilhar muito, muito, muito mais numa campanha de longo prazo em caráter sandbox não linear, tá? E nesse ponto já faço uma crítica à aventura que é

extremamente linear. Eu acho que linearidade não combina com a riqueza do cenário que a gente vai ver à frente. Explora-se muito pouco com linearidade. O passo que você capilarizar a aventura e dar asas para os jogadores se libertarem dentro da aventura e buscarem seus objetivos com mais liberdade vai trazer mais do cenário. Então talvez eu não recomende tanto...

Adventure Paths e Aventuras Prontas do Tanaris, mas recomendo demais você fazer um sandbox e de repente jogar ali dentro algumas coisas das aventuras. Uma coisa interessante é que claramente eles fazem o material deles para ser aproveitado assim também. Então, obviamente, você pode ter a aventura e utilizar monstros e elementos da aventura no seu cenário, no jogo que você está construindo em cima do cenário que eles trazem.

Como eu falei já algumas vezes em Forgotten Realms, de forma geral você constrói a sua Forgotten Realms, a sua Fire Room, a sua versão de Waterdeep. A mesma coisa vai ser com Tanaris. E certamente tem muito espaço para você dar o seu nome a essa Tanaris. Uma coisa interessante também é que eu não vi inúmeros heróis. Uma coisa que você vai ver em Forgotten Realms, por exemplo, esse tipo de coisa não tem tantos heróis marcados assim.

Mas eu vi muitos eventos, muitas intrigas, muitos movimentos gerais, muitas descrições de facções, muitos ganchos de aventura e muitas intrigas interessantes. Então eu vi que há muito espaço para os jogadores se desenvolverem e para o heroísmo do grupo, o que é um ótimo indicativo. Os temas que o cenário de Tanaris vai promover, de luta contra a corrupção, essa corrupção vem dos Zangots, que são esses deuses corrompidos,

invasores da realidade. Então esse tema é muito presente, você vai ver isso acontecendo o tempo todo. Então essa luta contra a corrupção é uma coisa muito clara do jogo, muito presente no jogo. Existe também esse tema de horror e feitiçaria, né? Eldritch Horror e tal. Então você vai ver muita luta e mágica sendo empregada contra aberrações que derivam desses

ungods. Viagens extradimensionais e planos sendo comunicados e abertos caminhos e portais para que seres hediondos passem e que têm que ser contidos. Então tem muito essa vibe. Você também vai ver uma temática aí de despertar dos heróis, né? A gente tá numa era muito propícia pra esse despertar dos heróis, né? Junto com o retorno dos anjos e da emergência da república, das terras livres, né? Eles chamam de Freelands aí.

Então a gente tem esse momento... do contra-ataque da galera que está querendo organizar as coisas, que está querendo lutar pela vida, que está querendo lutar contra os zangodes, que está se organizando. Então é um momento desse despertar dos heróis, então tem muito pano para manga nesse sentido. Talvez o que eu vi mais espaço aqui seja muito isso. Então, assim, exagero até, porque os temas seguintes são muito quentes, esses que eu vou falar agora.

O primeiro, Guerra Fria. Então ele passa muito por uma vibe Game of Thrones. Você tem muitas facções com coisas em jogo entre elas, maquinações políticas internas. E principalmente aquele fino equilíbrio entre guerra e paz. O que é muito interessante. É muito fácil você trabalhar numa aventura, numa campanha que vai andar nessa gangorra. E que os jogadores vão ter o desafio de, às vezes, não quebrar, de não fazer a gangorra pender para o lado errado.

Porque, inclusive, a guerra entre a análise e o derramamento de sangue pode ter consequências muito drásticas em relação aos angodes, que podem aproveitar esses momentos para lançar suas bestas, lançar suas aberrações e invadir mais a realidade de um jeito mais agudo. Então há essa construção muito interessante dessa Guerra Fria. Acho que tudo isso acaba botando um pouco de sal. Seria um Game of Thrones com um sal mais forte desse Eldritch Horror.

Fora isso, tem muita espionagem na cúpula. das facções, das sociedades, então você tem ali bem retratadas as sociedades a ponto de você conhecer a estratificação social delas, entender quem manda e poder fazer uma certa intriga política e espionagem nas cúpulas, mas também tem a intriga política ali dentre os que combatem os angodes, dentre as facções mais que estão na frente do combate, que lutam contra os monstros e tal, Cada facção quer fazer de um jeito, cada facção tem seus

valores, cada facção abre mão de uma coisa, mas não abre de outra. Então essas facções são muito ricas nesse ponto. E isso vem de um momento em que a gente tinha um grande império, esse império é rachado por um marco do cenário chamado Invasão Kemetz, As coisas se espalham em facções, então esse momento de construir uma república, de construir um cenário político a partir disso que remende essa

fratura é muito interessante. Então existe uma intriga política nesse ponto que vai trazer muita diplomacia, muita oportunidade interessante até para como se combate, de como se faz o combate, de como se faz a luta, etc. Esses são os temas. De forma geral, o lore é bem extenso, ele é bem rico. Olhando o time que eu falei, inclusive o próprio Ed Greenwood, você deve ter entendido a escala disso. Realmente o lore é onde brilha. Então se você gosta de lore, Realmente, Tanaris vai brilhar

para você. Teve esse momento da invasão Kemet, que é muito chave no cenário. Ela destroça a dominância do Império Tanaris. E, a partir disso, você vai ver todo esse cenário político e cenário... das regiões e das forças e poderes ali envolvidos, você vai ver isso tudo ali dentro, muito bem trabalhado a partir dessa queda desse império. Trazendo para a Terra, seria mais ou menos a gente analisar a Idade Média a partir da queda do Império Romano.

Ainda com uma ideia de que, para bem ou para mal, o Império Romano trazia uma certa organização, trazia um certo poder constituído que organizava as coisas e as pessoas tiveram que se reorganizar durante muito tempo até emergirem sociedades ou as romanas. Então você tem ali bárbaros, anões, esses povos todos passam muito pelos clichês, e nesse ponto ele é só mais um, na minha concepção, pelo que eu li ali, pelo que eu vi, pelo que eu senti.

Você tem mais anões, você tem mais bárbaros, mais povos assim, mais clãs, três clãs específicos de anões, os orques são

xamânicos e veneram pótens e... e seus deuses ali tem suas diferenças entre as próprias tribos, etc então esses temas eles reaparecem só que eles tem alguns twists únicos interessantes e esse interesse não vem de uma inovação nesse ponto ele é um fantasy heartbreaker mas ele não é um fantasy heartbreaker ruim nesse ponto, ele é um bom fantasy heartbreaker se é que existe isso por quê? Porque de uma forma ou de outra, ele tem suas particularidades,

né? Os bárbaros, os anões, se você ler principalmente o livro do jogador, ele traz muitas opções, né? E opções não somente mecânicas, de customização mecânica, que tem muita... Mas ele traz também especificações interessantes sobre o povo, como o povo se comporta, particularidades sobre esse povo, muito atrelados a esse cenário político, esse cenário, esse ambiente mágico e de invasões que a gente está

vendo. Então... É justamente nessas conexões que ele é muito bem feito e aí ele acaba brilhando também nesse ponto, ainda que ele seja muito clichê, tá? Você tem aí o Stephen, por exemplo, buscando a redenção pelo seu deus, o que é uma coisa que é interessante, mas também não é nada fora da caixa, né? Agora, você tem algumas coisas interessantes, algumas espécies

interessantes muito boas aí, tá? O Gloomfolk... São ex-elfos que foram transformados em meio-elfos, meio-escorpiões, escorpião da parte de baixo, elfo cinzento da parte de cima, alguma coisa assim. Tem o Taimaku, não sei como é que fala, mas que são seres históricos, isso é muito forte neles, são seres muito históricos. São seres sem emoções, sem muitas emoções, mas muito inteligentes e racionais. Eles têm pedras fortes, eles são seres duros, seres sólidos,

muito robustos, olhos luminosos. Então, eles se dividem em baronatos ali que ocupam regiões itinerantes, cidades itinerantes e tal, que são movidas à magia. Então, eles têm esse... Essa diferença é uma coisa que, de fato, é inovador nesse ponto.

Você tem o Soborn, que é interessante também, é diferente, ele tem uma pele cinzenta, tem muitas espécies e culturas que ele entende ali dentro, porque ele é uma alma antiga, ele já viveu outras vidas, ele lembra das culturas, ele sabe se comportar nessas culturas, ele tem uma visão multifacetada do mundo, que é muito interessante para

diplomacia e comércio. E eles buscam, por outro lado, relíquias de seu passado para tentar entender e recompor sua ancestralidade, porque eles se perdem nessa multiculturalidade imensa que eles têm. Então também é uma classe muito interessante, com conflitos muito claros para se explorar, muito diferente dos trocos clássicos da fantasia medieval. E também você tem aí os cirros, que são angélicos, angelicais, tem uma pele azul, eles batalham com os zangodes que os

perseguem. E é muito interessante porque eles têm duas personalidades que convivem no mesmo corpo. E também trazem um conflito muito interessante e algumas particularidades de como eles se comportam e de como as pessoas se comportam. perante eles. Eu acho que isso traz um pouco o brilho e aí quebra essa estética do Fantasy Heartbreaker, nesse

ponto. Então, em relação às espécies e raças e tudo mais, ele é um Fantasy Heartbreaker bem feito, dentro dos Fantasy Heartbreakers, com algumas gemas dessas que estão bem presentes no jogo. Eu não consigo, inclusive, ver porque eu jogaria sem ser nenhuma dessas quatro espécies aqui. É... Falando de forma geral, também na parte política, geopolítica, você tem também muitos clichês. Você tem a teocracia do deus da magia, as montanhas geladas, os

piratas nas encostas. Você tem bastante desses clichês, mas também eles são... trabalhados com profundidade, o que é muito interessante. Muitos ganchos, muita coisa pra que do lado que você olha, você consegue facilmente visualizar uma aventura a ser feita ali. E aí, nesse ponto, me parece que É aquele tipo de jogo que ele traz mais do mesmo sim, só que ele organiza isso muito bem. Ele traz isso de um jeito mais interessante do que o D&D que é muito sem sal, muito sem gosto,

muito mal amarrado como produto. Aqui não. as coisas são muito bem amarradas o tempo todo, inclusive nessa parte, então por mais que a gente tenha ali muitos clichês, são clichês gostosos de lidar, o clichê funciona porque funciona, eles são clichês porque funcionam, e eles têm essas particularidades

aí que enriquecem muito o jogo. inclusive no livro você vai ver que cada local tem um parágrafo sobre a geografia da região, sobre a população que tem ali, sobre a política, sobre a economia, e traços econômicos profundos até, os produtos e, enfim, extratos da natureza que eles utilizam, cultura, sociedade, então é muito rico nesse ponto.

Você também tem até o plano da penumbra, que é essa parte mais eldritch, de feitiçaria, da coisa toda, o plano da penumbra é muito presente, justamente por conta dessa temática dos angodes e das invasões de planos. O plano da penumbra é curtinho, mas ele é descrito camada a camada. De uma forma geral, de uma forma curtinha, mas eles se preocupam com isso. Cada aberração de cada nível da penumbra, os dragões da penumbra de cada um deles. Então você tem ali geografia, habitantes e líderes.

Uma linha descrevendo cada coisa de cada plano da penumbra, o que já é um bom impulso para você construir em cima. Você também tem largas porções do livro de campanha falando sobre facções do mundo. Então, de forma geral, são as nações-membro de cada facção, o objetivo e o alinhamento, isso tudo organizadinho. Então, toda facção tem as nações-membros e organizações, o objetivo dessa facção e o

alinhamento. Alinhamento no sentido neutral good, couch key, etc., Você tem também os métodos que ela emprega, e aí são noções definidoras, você vai ver que são parágrafos ali com alguns títulos encabeçando os temas, os métodos de cada facção, como elas agem.

Você tem o lore particular de cada uma, então você vai ver que essas facções são inúmeras, elas são muito ricas nesse ponto, entrelaçadas principalmente, e as agendas delas, o que é muito interessante, porque isso ajuda muito no controle de campanha e ajuda muito no sandbox. Você entender não só o gancho, mas as agendas, como elas reagem, como o mundo evolui a partir daquilo. Então é muito interessante poder ver esse tipo de coisa. Bom, fora isso, você tem ali

bastante coisa sobre religião. Religião é uma parte muito, muito relevante de Tanaris. Então, cada religião tem o nome do deus ali, o portfólio do deus. Tem uma partezinha sobre seguidores de cada deus e os dogmas e o lore de cada deus com aquelas noções definidoras, da mesma forma que os métodos das facções, o que é muito

interessante. E aí a gente pode ver que... O que o jogo traz é que, no coração do impacto que os jogadores vão ter no jogo, e também do jogo que o cenário vai ter na mesa, é justamente nas aventuras e feitos atreladas a essas religiões, a essas facções, elas tangibilizam de uma forma material muito interessante o cenário, nesses ganchos. Para dar um exemplo disso, ele tem um box interessante ali quando ele fala das religiões,

dos deuses, que ele fala do fenômeno do vigia de Bauron. que durante a noite, quando qualquer pessoa mata uma criatura da penumbra ou uma aberração, Bauron, que é esse lorde da lua, o caçador das trevas, ele concede hit points temporários, pontos de vida temporários, de acordo com a lua em que foi morta a criatura. E eu achei isso muito interessante, né? Variar de acordo com a lua é muito legal. Até me perguntei na hora, falei, pô, legal, mas não tem um calendário aqui.

E bom, sobre calendário, surpresas à frente. Enfim, as organizações religiosas são muito completas, eles citam inclusive vestimentos típicos, templos de fé, fazem uma boa construção disso, dessas organizações em torno da fé. É uma coisa até que eu gostaria de ver muito mais tecido

impresso nas artes. Me parece que as artes foram feitas em pacotes, talvez... um momento em que não tivesse tão claro, com artistas que não tivessem tão engajados na construção do cenário, a ponto de poder retratar isso, ou se foi retratado e eu não percebi, não fui impactado dessa forma pelo material. Mas na descrição está lá e é muito bem feito. Eu vi também uma tabela de regiões do mundo de Tanaris que é uma mão na roda. Acho que se você tem um lore, você gosta de lore, você ter uma

tabela dessa facilita muito. Você tem uma tabela imensa ali, mas que fácil consulta. com o nome da região, a geografia, o conceito e as ameaças principais de cada região política ali, o que é muito interessante, então. Ajuda a consulta, ajuda você a lembrar. É um lore dump que se faz quando a gente tem esses cenários muito grandes, mas esse tipo de recurso até ajuda você a lembrar e se acostumar, porque a gente sabe. Só jogando mesmo que você vai

cozinhar esse lore na sua cabeça com certeza. com essa completude, e aí que bom que o jogo traz muitos ganchos ele te estimula muito a criação em cima do material que ele traz e aí você com o tempo vai aprendendo, vai aprofundando isso junto com os jogadores mesmo Falando sobre as regiões do mundo de Tanares, depois da tabela em si, eles passam a descrever mais largamente cada região política ali, do grande mapa, mapa inclusive lindo, os mapas são lindos, a cartografia é muito

bem feita, muito bem detalhada, mas ao mesmo tempo uma fácil visualização. Então, você tem ali cada região política com uma partezinha falando do governo, das facções presentes e da população. Normalmente um box bem resumido.

Depois você tem mais largamente falando sobre geografia, política, economia, sociedade e cultura, história, fatos particulares e peculiaridades, e aí cada fato ou peculiaridade ganha um boxezinho ou um parágrafo, como por exemplo, as arenas do império, e eles falam o valor que aquele império dá para os para os combates e para os duelos.

Ou, por exemplo, a armada Iron Hand, não sei se vai ser assim, o Iron Hand Army, mas que são soldados lobotomizados, porque são criminosos, e colocados nessa legião que faz uma patrulha extensiva no território. Então você tem esses traços definidos também. Fora isso, você tem as ameaças e conflitos, segredos e locais de interesse de cada região. Essa é a organização básica, o template de cada região política, o que você vê que é

muito rico. Nesse ponto, me lembra até a riqueza que a gente tem no Manual de Monstros do AD&D, na segunda edição do AD&D. Porque é muito rico, traz bastante inscrição sobre os monstros e isso traz muita coisa interessante para a gente lembrar. Tem um capítulo, inclusive, muito legal que é chamado A Vida em Tanares. E eles abordam trivialidades, né? Que eu acho que são...

É onde impacta muito o jogo, né? Por exemplo, quais são as moedas, mas não somente quais são as moedas e a conversão entre elas, mas como é feito o comércio, como é que eles trocam, como é que eles usam essas moedas, quais são as tradições a respeito disso. Eles falam também dos minerais que são comercializados, como são obtidos, etc., Eles também falam de meios de transporte com minúcias específicas sobre capacidade de carga, milhas por hora, custo, raridade.

Inclusive tem coisas fantásticas ali como animais mortos-vivos, né? Cara, me lembrou o WoW pra caramba, me deu vontade de ter um cavalo de ossada, sabe? Fora isso, eles falam de portais, então como é High Magic, tem portais, existem circuitos de portais que você pode utilizar. Enfim, tem coisas interessantes, por exemplo, como drinks que você pode beber. Esse tipo de peculiaridade do cenário é muito interessante. E aí tem a surpresa que eu falei.

Quando eu vi que tinha certos deuses que premiavam você por matar determinadas criaturas em determinadas luas, eu falei, mas e calendário? Duvidava que eles trouxessem um calendário, mas eles vão mais longe.

Eles falam como se conta o tempo... trazem formas de que essas sociedades... usam para contar o tempo... inclusive o preço de cada relógio... cada tipo de relógio... isso é muito interessante... porque isso fala da realidade material... de cada povo, de cada espaço desse cenário de forma geral isso é muito interessante e obviamente a partir daí fica mais claro como montar o calendário, eles tem um calendário de fato, que me surpreendeu muito inclusive com datas especiais festividades

Engraçado que eles falam de cosmologia como só mais uma trivialidade, até com o relato de um cara que viaja entre planos. Isso está do lado, numa tabela ao lado de uma parte falando sobre jogos de taverna, para você ver como eles tratam com uma certa trivialidade que é esquisita, mas ao mesmo tempo eu acho um pouco fascinante.

Os itens mágicos já, quando eu tava vendo isso, eu comecei a viajar e achar tudo muito maneiro, e aí veio um, sei lá, os itens mágicos me deixaram um pouco triste, porque eu esperava que viesse um pouco dessa cor particular pros itens mágicos, eu fiquei um pouco decepcionado. E assim encerra esse livro principal, que eu achei o mais interessante dos três livros, que é esse livro de campanha, por assim dizer, né? Depois eu peguei o livro do jogador.

E o que eu achei mais interessante do livro do jogador, de forma geral, é que eles trabalham com mais profundidade as opções mecânicas, obviamente, dos personagens, das classes e espécies ali, mas principalmente porque eles dão as características mais profundas

dessas classes. Eles dão aquela cor interessante que, por mais que sejam clichês, de forma geral, as classes e as raças do mundo, etc., etc., trazem cores interessantes a partir de certas questões do PHB porque amarram nesse cenário rico. Então aquilo tudo é muito bem construído e isso acaba passando para as classes. O que eu quero dizer é que essas classes, as peculiaridades delas são muito melhor relacionadas com os conflitos do mundo, porque esses conflitos estão bem descritos.

Então é uma coisa que não tem no D&D quinta edição. Você vai ver muitos ganchos imediatos de aventura, inclusive. É fácil você pensar numa aventura para análise a partir das classes. e das espécies. Claro, são os clichês, como eu falei, os orcs com seus quatro clãs xamânicos, que odeiam os angodes, mas discordam em seus métodos e suas tradições, então eles se separam aí. É um clássico, funciona, mas é batido. Mas é bem colocado no cenário, isso já é legal demais.

Você tem os cirros, como eu falei, que são a espécie mais interessante pra mim. Eles são disparados, né, mais interessantes, porque eles têm duas almas e duas personalidades distintas. E aí eles trazem até o olhar em torno disso. Por exemplo, eles tratam, no livro diz que esses caras tratam com naturalidade o fato deles dividirem o mesmo corpo com uma outra personalidade. Eles são impulsivos, inclusive, porque a agenda deles tem que dar lugar no dia seguinte para dar outra personalidade.

Então eles são um pouco mais impulsivos, eles têm um pouco mais de pressa, o que é muito interessante. Então as pessoas falam, ah, que coisa, fulano fez isso com você, sendo que ele está falando dele mesmo, mas é uma outra personalidade dele. Para eles é difícil até entender como as outras pessoas pessoas de outras espécies não são assim. E isso traz uma cor muito especial. Existe expressão mecânica disso?

Existe. Para quem curte, eles aliam muito as expressões mecânicas de cada classe, de cada espécie. Um exemplo claro disso, também onde brilha talvez essa espécie Sirrus, é que você vai jogar com duas fichas distintas. Você vai alternar entre elas assim como as personalidades se alternam. Isso é muito interessante. Os skills mudam. Isso é muito legal. Os Soulborns também são interessantes, são os que eu

jogaria. Eles trazem memórias de vidas passadas e o conhecimento cultural acumulado, como eu falei lá atrás, e aqui no livro dos jogadores você vai ver isso mais profundamente. Eles sabem pouco sobre si mesmos e sobre suas heranças, e eles são perseguidos pelos Zangods, Mas é interessante você ver como isso se desenrola no mundo de

jogo. Apesar de eu ficar um pouco chateado de ver que esse lance de você ter essa herança toda de vidas antepassadas e tudo mais, podia ser melhor explorado não no Crunch, mas talvez no Fluffy mesmo, já que ele é rico pra caramba em Fluffy. Eu acho que a partir da classe você podia explorar um pouco isso, até nas opções de jogo.

Por quê? Porque eu acho meio meh você pegar uma classe tão interessante dessa e falar que, cara, mecanicamente o que você ganha é um profício em história, bônus de ataque, porque você tem ali suas memórias e tal, algumas ferramentas a mais e, poxa... Sei lá, eu acho que nesse ponto eu podia ser mais criativo, sair um pouco mais da caixa, inovar um pouco mais em cima de uma ideia tão original.

Mas enfim, sei lá, de repente alguém que propõe para eles uma possibilidade de... de fazer isso, ou gente que caça eles pra separar as duas personalidades, ou problemas relativos a isso, mas que ao mesmo tempo podem ser soluções, aquela coisa de ter um poder que é agridoce, porque justamente mexe com equilíbrio entre essas duas personalidades, inclusive eu tô com isso fresco na cabeça porque eu vi o filme Substâncias, se vocês não viram,

vejam, se vocês gostam de gore, vejam, se vocês gostam de animatronics, vejam, mas é isso, o filme com a Demi Moore, extremamente gore, mas é justamente sobre uma mulher massacrada como mulher e que acaba aderindo a um experimento científico em que ela se parte em duas e no caso não é exatamente duas almas do mesmo corpo mas é a mesma pessoa em dois corpos e personalidades diferentes, então tem muita comunicação com esse tema, e você vê esse conflito muito bem

explorado nesse filme, né, muito bem explorado, muito interessante, e assim, é uma pena que, sei lá, talvez, provavelmente essa ideia do Soulborn tenha vindo muito antes, né, de... de sair o filme, então não teria como aproveitar essa inspiração aí, mas você pode fazer isso na sua mesa, tá? Então se você vai jogar com o Soborno, se você vai mestrar a Tanaris, investigue melhor essa ancestralidade aí a partir de um olhar pra esse filmaço aí do do substância, né? The Substance.

Só não veja se você tem problemas com body horror, tá? Não avisa o que eu deixo. Enfim, você tem aí inúmeras novas classes e subclasses, você tem o Dragon Blaze, o Elementalista, você tem o Mad Walker, o Redeemer, assim, pra quem gosta de bonecagem você vai ter muitas e muitas e muitas

opções. De forma geral, elas seguem as mesmas fórmulas do D&D quinta edição, não vejo grandes saltos nesse sentido, não vejo grandes inovações nesse sentido, mas para quem gosta de customizar através de subclasses e classes novas, você pode ir por aí. Tem um caminho muito interessante que são classes simplificadas para quem quer meter no jogo logo e não quer ligar muito para bonecagem, Ainda que tenha certa bonecagem, é uma bonecagem mais simples.

Então você tem o Brawler, que é o porradeiro, né? Sei lá, o cara que gosta de sair na mão. Você tem o Mage, o Priest, o Scoundrel. Então você tem opções interessantes, né?

É... E é isso, as mecânicas são interessantes, os poderes particulares de cada classe parecem bem feitas, dinâmicas específicas bem feitas, tipo o poder dracônico do Dragon Blade é interessante, você vai acumulando pontos dracônicos, isso vai te dando certas opções, você pode juntar todos eles, então você fica... bombado ali naquele momento... ou os elementalistas... que tem as magias deles particulares... e que eles podem fazer uma

fusão... entre elementos... e quem gosta de bonecagem... vai ter bastante coisa nesse sentido... para brincar em cima dessas opções... Para mim, sinceramente, eu não ligo tanto, mas é um gosto pessoal. Eu acho que quem liga vai gostar muito disso, porque parece bem feito. Inclusive, a gente tem material nacional sendo produzido com gente que gosta desse tipo de coisa e sabe fazer. Então, dificilmente você vai encontrar problemas para quem curte bonecagem.

Mas assim, uma coisa que eu olhei e falei, caraca, olha que interessante, tem uma parte de regras opcionais no livro do jogador e eu fiquei embasbacado de uma parte, talvez a parte que eu achei mais interessante do livro do jogador tenha ficado como opcional. Eu falei, como assim? É justamente a mecânica de teams, o esquema de teams, o modelo de times. A ideia é que você tenha ali estruturado carreiras e papéis específicos dentro de times.

Então você tem ali o explorador, o investigador, o operativo, as forças especiais. São jogadores assumindo esses papéis dentro de uma organização, que é um time. E esse time, por si só, tem uma gamificação da sua evolução ali, né? Então você vai ver esse time

lutando por pontos de carreira. E você vai ganhando, de acordo com os objetivos que você completa, de acordo com a grandiosidade da tarefa desempenhada, você vai ganhando mais pontos, o que é muito interessante, criando ali uma... uma coesão muito particular, muito legal ali para o jogo. Então eu gosto muito dessa solução de times que ele criou.

Por quê? Porque inclusive ele vai trazendo a possibilidade de você construir com o teu time um quartel general, a partir do nível dois do teu time, uma base de operações, você vai construindo o salão principal, quartos especiais, até taverna você pode botar.

Você vai montando essa lista de estruturas que tem, essas estruturas vão trazendo bônus e possibilidades interessantes para você, como teleporte, recuperação expresso, workshops para você criar itens mágicos, estábulos, etc. Essas estruturas vão avançando, vão ganhando mais poderes, você vai tendo recompensas lendárias associadas a isso. É uma estrutura muito interessante pra um sandbox que é justamente onde eu acho que esse tipo de jogo vai bombar.

Onde Tanaris vai ganhar mais gosto, onde Tanaris vai ganhar mais profundidade. Que é justamente a partir disso. Então, assim, pra mim não é opcional, pra mim... Tem que jogar com times, cara. Se você vai jogar Tanaris, pega uma campanha, usa os times e vai pra frente, que é muito maneiro. No mais, eu vou trazer aqui a aventura nos reinos da loucura, né? Não sei se vai ser essa a tradução, Adventure in the Realms of Madness. Mas, cara, assim... Interessante, bem feita.

Não posso dizer que é mal feita, é um bom material. Saber que as pessoas que trabalharam nele são boas, são competentes no que fazem ali. Mas é aquilo. Começa com um encontro social com um assassinato. Os jogadores vão investigar isso, descobrir quem é ou não logo de cara ali e perseguir o assassino. E aí os capítulos seguem de forma bastante linear.

Uma variação de capítulo, você tem um momento em que você pode utilizar o capítulo quatro ou cinco, dependendo das opções dos jogadores, e aí você segue essa perseguição, essa investigação pela penumbra ou pelo passaporte imperial, que aí já são vias mais terrenas, por assim dizer, de se locomover e fazer uma

viagem. depois você cai na cidade na cidade histórica ali em busca do assassino então você acaba descobrindo um esconderijo tudo leva no final até a capital do império pra você poder fazer um tour ali pelo império principal e tudo bem, é uma aventura bem amarrada tem boas instruções de jogo de descrição pro mestre de interpretação as interações são interessantes e tal parece que traz uma boa amostra do cenário um bom cartão de visitas mas assim, como eu falei a análise brilha no

sandbox eu acho que ganharia talvez se puxasse mais o produto pra uma aventura mais sandbox sabe talvez os autores estivessem muito a ganhar olhando módulos da USR, da NSR, que abrem mais o espaço, abrem mais a aventura, que talvez pudessem ajudar você a utilizar essa aventura dentro do teu cenário, dentro do teu sandbox, em vez talvez de amarrar muito

nessa linearidade. De toda forma, você consegue fatiar todo esse material da aventura e utilizar no seu cenário, ou é só você desamarrar, você pegar os monstros, pegar algumas interações interessantes ali e usar a seu favor. Beleza? Bom, é isso. Eu queria agradecer a galera do Tanaris, a Nivea, o pessoal que bancou esse review sincerão. É um material que acho muito interessante. Não é minha pegada pessoal. O lore, muito lore, me cansa um pouco. A bonecagem também me cansa.

Se você é como eu também, provavelmente você vai ter o interesse de ver como é bem feito, etc. Mas eu acho que esse jogo vai brilhar. Pra quem gosta de lore, ele vai brilhar pra quem gosta de ver esse tipo de fantasia muito bem trabalhado, porque ele é muito bem trabalhado, e aí você vai ter uma gama de ganchos imediatos pra usar, com algumas gemas perdidas no meio desses

clichês muito bem feitos. Eu acho que o meu recado final é esse, ele não é exatamente um fantasy heartbreaker, ele tá mais pra produtão. Ele é um produtão muito bem feito, muito bem pensado, com um time que trabalhou muito profundamente nisso, que de fato entrega um material que você vai conseguir usar fácil em mesa e se identificar com ele. Vai ser fácil você fazer a sua Tanares, desde que você não siga muito, talvez, pelo caminho de aventuras lineares, mas busque

sim estruturar o seu sandbox. Para a galera que quer ousar muito ainda mais, talvez busque um cenário persistente, mundo aberto, com uma campanha para vários jogadores. Uma campanha aberta nos moldes do que a gente faz em Bergota, em Ouse. De repente isso pode dar muito certo e você pode fazer essa Tanaris brilhar em toda a sua diversidade e todas as possibilidades que esse produto traz. Mas é isso. Ele não é um Fantasy Heartbreaker porque ele é um produtão. E esse é o motivo.

Então se você quer botar suas mãos num produto gigante, feito por um mercado maior do que o nosso, e que de outra forma não teria como vir para cá, acho que realmente vale a pena investir, principalmente se você gosta disso que eu falei, disso que eu mencionei, e tem interesse em jogar dessa forma, utilizando um

cenário tão rico. quanto o Tanariz e estão bem desenvolvidos em torno do seu material, principalmente se você não se importa tanto com clichês permeando isso tudo, porque são clichês bem trabalhados e certamente, se isso não é um no-no para você, você vai curtir. Ele está nos últimos dias do financiamento coletivo da Meeple Starter, eu vou deixar o link no descritivo do episódio para você

participar. E é isso, é uma oportunidade não somente de trazer ele, porque ele já está financiado há muito tempo, já tem inúmeras metas extras, inúmeras metas extras, dá uma conferida, então realmente é passar o lute, é pegar o material com todos os extras que vem, com tudo mais que tem direito, Que é um produtão e certamente você vai gostar aí de ter as suas mãos nisso. Beleza? A gente volta à programação

normal na terça que vem. Agora a gente volta com o episódio financiado pelo RPG Dojo. Então é isso, muito obrigado a todo mundo, vou deixar os links citados no episódio, vou começar pelo link do patrocinador do episódio, então se você quiser apoiar o Tanaris RPG e garantir o seu material, vou deixar também o link do apoia-se do Café com Dungeon, o link do Piergotten para você jogar inteiramente gratuito, Vou botar também os links mencionados no

episódio. Primeiro o Fantasy Heartbreakers, o artigo do Ron Edwards, original, que cunhou o termo. O link para o Tanales RPG no D&D

Cyclopedia, aqui no Café com o Dungeon, primeira temporada. se você tiver curiosidade de ouvir os criadores na época do lançamento lá na gringa e também o link para o filme A Substância com a Demi Moore citado aqui no episódio no mais se você quiser de repente participar aí do Café com Dungeon apoiando a gente você ajuda a gente a voltar a ter cinco episódios semanais então se você gostou aí dessa semana que teve três episódios

do Café você pode ajudar a gente a voltar pra ter esses episódios aí durante a semana mais episódios, mais pautas variadas, então considera apoiar o projeto lá no apoia.se apoia.se barra Café com Dungeon E além de ajudar a gente a ter novos episódios, você participa de um grupo muito maneiro no Telegram, que tem a galera debate RPG com profundidade, é muito legal. Você também participa de sorteios dos nossos parceiros, recebe conteúdo extra. Então, bom, é só vitória.

Chega lá e ajuda a gente. Se você gostou especialmente do Café com Dungeon de hoje, você pode deixar uma curjeta pra gente mandando seu pix aí pra cafécomdanjon arroba gmail.com a gente conta com você se você tem uma marca ou uma empresa e quer ter um dia na semana do café com dungeon você pode de repente financiar um episódio semanal do podcast e fazer a alegria da massa RPGista consulte-nos em cafécomdanjon arroba gmail.com que a gente tem uma proposta especial Consulte também a gente

sobre parcerias e anúncios. A gente trabalha não somente com marcas de RPG, mas também de outros ramos, como cafés, jogos, tecnologia, mídia e etc. Se você quer colaborar com a gente, manda uma mensagem explicando quem é você, o que você faz e como a gente pode colaborar. Então manda um e-mail para cafécomdanjon.com.br Queria agradecer aí o apoio recebido do Rubens Matheus Padovesi, que mandou uma gorjeta pra gente no episódio anterior.

Então, muito obrigado aí pelo teu apoio e agradecer a galera que tornou possível essa aventura.

Então, muito obrigado ao pessoal do nível incentivo, incluindo o Lúcio Pimentel. Valeu demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo a Dani Marques, o Leo Paixão e o Ícaro Agostino. Um salve especial para os assinantes do nível RPG Dojo, entre eles o Marcos, o Vinícius Ornelas, o Matheus Coleto, Pedro Verle, o Rudolf Helmut e o Vinícius Caldas. Um abraço aos membros do treinamento Oil Fantasy. Então, Abílio Júnior, Bruno Cobb, César Machado, Daniel Aydar, Diego Sestito, Douglas

Baiense, Gui Providello, João Burlamaque, Léo Gasparotto, Matheus Piqueira e Rafael Bardal. Valeuzaço e um imenso agradecimento ao nosso membro especial aí, Café com Balbe, grande Thiago Augusto, que movimentou aí a nossa NBA, nossa bebedeira mensal com nerds falando RPG aí. Então, valeuzaço, Thiago. Grande abraço. Valeu, galera. Até a próxima.

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