Uma das ideias que eu mais gosto de invocar é aquela de que um todo está para além da soma das suas partes. Acho que não é sempre que isso acontece. Às vezes o todo é só a soma das partes mesmo. Às vezes é só uma coleção meio aleatória ou quase aleatória, mas sem um grande rigor ou um objetivo que conduz cada peça desse todo. Isso não é um problema. Eu sei que vocês gostam de exemplos, então vamos lá.
Quando eu comecei a prestar atenção em música, eu comecei a fazer mixtapes, aquelas coletâneas em fitas pra sete. Sou velho, né? Pra mim, era basicamente um monte de música que eu gostava. Podia ir gravando ela conforme elas iam aparecendo no rádio, ou conforme eu ia ouvindo um CD e gostava de alguma coisa e botava pra gravar ali. E aí se eu curtia, eu dava rec. E eu decidia de acordo com um critério de gostei e não gostei dessa música. Tipo o YouTube. Se era joinha, eu dava rec.
E acabava que essas mixtapes ficavam bem aleatórias mesmo. Às vezes ia de uma música para outra completamente diferente com um único critério de que eu gostava. Com o tempo eu comecei a emprestar, trocar com os amigos algumas dessas fitinhas, cassete. E eu comecei a pensar em funções também pra essas fitinhas conforme eu ia gravando. Comecei a criar de repente uma fitinha ou outra pra correr na praia ou pedalar.
Depois eu comecei a buscar algumas músicas que davam um certo gás pra me meter nessas fitas aí. Porque... Eu aprendi a duras penas que, bom, não dá pra meter um Ramones ali, né, porque passam setenta e duas músicas e eu não tinha progredido nenhum quilômetro, os caras tocavam rápido demais, mas dava pra meter um Bad Religion, dava pra botar uma coisa com mais pique ali, que ia me sustentando, ia me dando um gás. E era também legal pensar na ordem delas, né? Pra ir num crescendo.
Até, de repente, já pertinho do fim, ter aquela diminuição mais brusca, assim, mas construída. Eu passei a ligar pra isso. E aí, logo, eu tava fazendo coletâneas pra, sei lá, fazer uma road trip, né? Que eu curtia fazer com as namoradas, pra Paraty, Teresópolis, Minas Gerais. E fazia várias mixtapes e ficava ali no carro com as fitinhas pra ouvir. ou para ir para as praias mais distantes com meus amigos. Teve date que eu fiz uma mixtape só para eu vir com a menina no
carro. Teve mixtape que eu joguei fora quando o namoro terminou também. E eu percebi que essas mixtapes, essas coletâneas, elas passaram a funcionar diferente com o tempo para mim. Elas não eram mais aquelas coletâneas aleatórias, elas tinham uma intenção diferente. mas tinham algo que ligava as músicas entre si, uma ideia que
costurava elas todas. Tinha coletânea que era por algum estilo, tipo uma playlist de ska, uma playlist de indie da Matador Records, que a gente vê hoje em dia no Spotify, uma playlist de surf, de surf music australiana, eu adorava fazer esse tipo de coletânea. Rolavam também aquelas que eram mais pelo mood, ou pelo grau que dava, né? Pra correr, ou pra namorar, alguma coisa assim. Pra conhecer algumas bandas, eu curtia ouvir o álbum inteiro da
banda. Mas pra conhecer uma penca de bandas do mesmo estilo, tipo, sei lá, as bandas de Britpop de Manchester dos anos noventa, fazer uma coletânea era legal. Você pegava as mais famosas ali e tal, botava na fita e ficava ouvindo aquilo ali. Tinha playlist que era quase um recado pra alguém. Outras eram quase uma mensagem na garrafa também, com uma mensagem que eu não sabia para quem ia, mas que era uma forma de expressão quase.
No fim da primeira temporada do Café com Dungeon, eu disse que ia parar depois de mil episódios, porque eu não queria simplesmente fazer mais mil episódios da mesma forma. Quando eu comecei a segunda temporada do Café, eu disse que eu queria algo mais organizado, mais profundo, mais projetão, tanto da parte mais comercial quanto como produto para RPG mesmo, voltado para RPGista. Hoje em dia, eu entendo um pouco
diferente. A segunda temporada exprime um desejo talvez de dar um sentido para os episódios, muito mais até do que um projeto comercial ou um produto para RPG, mas de dar um sentido para aquilo, de não ser mais uma coletânea aleatória. Eu ainda estou aprendendo a fazer isso com podcast, mas dá para ver melhor algumas linhas ligando os episódios e isso já começa a desenhar essa minha
primeira mixtape. Café com Dungeon, segunda temporada, ano um. Essa já tá anotada, escrita em pilô aqui no label da fitinha cassete, colocada numa caixinha pronta pra ser ouvida. Já foi gravada. Essa aqui é minha fita gravada pra você, ouvinte, que tanto discorda de mim, mas que divide comigo o amor pelo RPG. E aí, Balpe, quer café? Café com o quê? Café com o Danjo, é claro. Bom dia, amigos do Café com
Dungeon! Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre e muito RPG. Meu nome é Rafael Balbi e hoje o meu café é o primeiro do ano. Para dar energia, para dar gás aqui, não podia ser diferente. Estou bebendo meu café Ovelha Negra. E nesse caso aqui, estou bebendo um forte mesmo, estou bebendo o coral, que dá um gás danado.
E se você quiser acordar com qualidade de vida, ouvindo um podcast de RPG e tomando um café que você moeu na hora, de repente, porque a ovelha negra entrega em grão, se você quiser, também entrega moído, mas em grão. Você pode moer ali, sentir o aroma na manhã. Cara, vale muito a pena. Chega lá em ovelha.café na internet e usa o cupom CCD no site deles, no site da Ovelha Negra, pra você comprar com desconto. É um desconto de ouvinte. CCD, tudo minúsculo.
Se você quiser um cupom ainda melhor, com desconto progressivo, você pode se tornar um assinante do Café com Dungeon. Você apoia a gente, ajuda a gente a voltar a ter mais episódios na semana e também... que recebe cupons progressivos, né? Quanto maior o seu apoio, maior o seu cupom. Fora isso, você participa de sorteios dos nossos parceiros, inclusive da Ovelha Negra também, né?
Recebe conteúdo extra, participa de um grupo de Telegram muito maneiro, com uma comunidade muito afiada, que adora tilt RPG. E, bom, é isso aí. E ainda ajuda a gente a produzir aqui o Café com Dungeon. Bom, vamos pro episódio de hoje, né? Que é Remodelando o Café com Dungeon. Mas antes, deixa eu fazer aqui uma passadinha pelas enquetes que a gente fez nos últimos episódios.
O primeiro, eu vou ler aqui, a enquete do episódio RPG Matrix e RPG Quebra-Cabeça. Eu gravei com a Rai, do Feral do Leocórnio, e eu perguntei pra você qual tipo de experiência você prefere. Aqui a gente teve encerrada a enquete com cinquenta e seis por cento, foi bem apertado, cinquenta e seis por cento das pessoas dizendo que preferem a experiência Matrix, esse mundo simulado, do que o
quebra-cabeças. Uma experiência que, segundo a Rice, seria essa experiência mais construída na hora, mais voltada ali para uma contação de história. Enfim, a gente tem aí um balanço geral aqui da enquete que foi
bem apertado. Mas fora isso a gente teve comentários também, né, no nosso último episódio aqui do Estrelas de São Custódio, que foi o Entre Ouvido na Frasqueta, esse modelo novo, esse formato novo aqui de aventureiros conversando ali dos seus feitos e desfeitos em Biergotten, o Marcos Gonçalves comentou, amei demais participar e chorei reouvindo, belíssimo. Valdir era o nome do meu avô, materno, que se foi há alguns anos. O clã do Fausto foi uma
homenagem a ele. Fausto vive para ser uma mensagem de agradecimento à família e amigos. Acho que os entre ouvidos na frasqueta merecem um podcast próprio, mesmo que tenha postagens mais espaçadas. Boas festas a todos e que nossos relatos acalentem o coração de vocês, assim como contar acalentou os nossos. Valeu, Marcos. Marcos participou do episódio, eu entrei ouvindo pela frasqueta, porque é um dos aventureiros de Beer Gotham, né? Então, obrigado, Marquinhos.
Um abraço, cara. A gente teve também o Carlos Rentes aí, que comentou no episódio do RPG Matrix, RPG quebra-cabeça. Ele falou que conversa boa, que convidado excelente. É isso aí, Carlos. Foi bem maneiro mesmo. A Rai, pô, é uma ótima convidada e tem conteúdo incrível. Então, se você não conhece ela ainda, sugiro conhecer o Farol do Leopórnio, tanto no YouTube com os ensaios dela, tem em formato podcast também. Vale a pena ficar próximo. Beleza? Mas vamos lá, vamos para o episódio.
Furtos lendários e assaltos astutos. Parte dois. Os saques mais impressionantes da Vila da Frasqueta. A companhia de ali, olha, é o time da minha querida irmã. Tá lá, fundado nos livros. E eles encontraram o naufrágio do tal do Calypso Negro. Um amável vampiro chamado Barba Ensopado. Tesouros imensos, tapetes lindos. Como nós saqueamos? Bom, a gente usou a magia sono, a magia teia e o milagre da cerveja biergote.
Tudo isso porque colocamos cães selvagens pra dormir, prendemos morcegos em teia e na hora final, confrontando pelo próprio vampiro, espero que um dia ele me note. Brisa convocou a luz solar, tornando sagrada por seu Deus. Tínhamos sonhado que um buraco no navio deixava o sol entrar e matava o vampiro. E a Biergotten, haha, ela fez o sonho se tornar realidade. Lembrem-se, comparsas, bandidos, ladinos e larapios. Milagres e magia te levarão onde a astúcia não é capaz. Gil, o Bastardo.
Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto de Biergotten. Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso grupo. Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue Biergarten com a gente. Vamos explorar Biergarten! Café com o quê? Remodelando o Café com Dungeon. Para começar o episódio, eu vou convidar aqui o Tito, o editor do podcast. Certamente vocês estão bem a par do trabalho dele. Fala aí, Tito. Bem-vindo, cara.
E aí, Balbi. Tudo bom? Tranquilo, cara. Eu tenho que fazer uma intervenção aqui rápida. Diga. E aí, Balbi. Quer café? Café com o quê? Café com Dungeon, é claro. Vocês já ouviram isso antes que eu vou usar isso na vinheta, tá bom? Ah, lá vem. Tô fazendo a gravação aqui no quente. Lá vem, lá vem, lá vem o Tito. Pô, cara, você já fez mixtape, cara. Você era da geração mixtape, você pulou essa parte. Cara, eu gravei muita fitinha.
Eu não sei se eu posso chamar de mixtape, porque eu acho que mixtape tinha uma função de endereçar alguém, sabe, assim, tipo, de apresentar. Então, assim, acho que eu já fiz, sim. Porque eu já gravei fitinha pra outrem, assim, sabe? Tipo assim, ah, não, essa aqui eu vou te gravar umas músicas que eu gosto. Mas eu acho que foi muito mais pra dividir o que eu tinha de acervo com outra pessoa do que apresentar exatamente. Algumas coisas até sim, assim, mas...
Eu acho que eu fazia mais essa questão de aumentar gente que tinha aquelas músicas, porque era muito difícil de conseguir ter gravações, né? Sim. Mas você fazia uma coisa meio jogadona ou você gostava de dar um sentido nas coisas? Cara... Eu tentava dar sentido como eu entendia que era. Na verdade, como eu sempre fui um cara dos álbuns inteiros, eu acho que a mixtape tinha mais uma função de quando a gente não tinha acesso a um álbum inteiro, entendeu?
Gravava uma música num rádio, ou conseguia uma fita de alguém que gravou três músicas da banda X, e a gravava, passava pra outra pessoa e tal. Porque quando eu comecei a ter acesso a... O Amil comprou um CD do Nirvana. E aí ele me gravou o CD inteiro na fita. Eu gravava pra um outro a fita inteira do CD inteiro. Era pirataria. Esse é o nome que alguns dão. Não, todas as mixtapes de uma certa forma são pirataria, né?
Mas uma coisa curiosa disso aí, cara, é que, sei lá, eu acho que eu gosto de ouvir álbum também, né? Quando eu quero conhecer um artista, assim. Mas tem coisa que é isso, né? Eu lembro a primeira coletânea que eu peguei que era de... Eu comprei, né? A primeira coletânea que eu comprei foi num encarte de revista de surf ou de skate, não lembro agora. que era da Epitaph Records, aquele Fat Rack Records, ou não, Fat Rack Chocords, alguma coisa assim, que era só uma coletânea de
hardcore imensa. E cara, só ali naquela fita eu conheci um tanto de banda de hardcore maneira, que foi literalmente uma mudança muito grande na minha vida aquilo, cara. Eu passei a gostar de um monte de banda e descobri um monte de banda que eu não conhecia antes. E que não tinha amigos meus que naquela época que ouviam aquilo, ou que se tinha, ouvia só um Green Day, uma coisa assim, mas aquela coletânea meio que deu uma mudada na minha vida mesmo,
cara. E é a partir dela que eu comecei a ter vontade de fazer coletânea. Muito doido, né? Sim, pô, e pior é que eu tenho uma função, porque assim, apesar de eu sempre gostar de ouvir álbum completo... Não é exatamente assim que tu conhece novos artistas, né? Que a gente tinha essa função de ou ouvir em algum lugar e perguntar, ah, o que é isso aqui? Daí alguém te falar e tu ir atrás depois. Ou é isso, alguém te grava numa fitinha uma música dessa banda que ela gostava.
Ou tu ouvia no rádio. E hoje eu me exponho pra fazer coisas parecidas. Eu pego uma playlist aleatória aí nos tocadores digitais. Mas é isso, tipo assim, eu pego uma playlist e falo Descobertas da Semana do Spotify, uma coisa assim da vida. E aí eu vou ouvindo, às vezes eu passo a música, porque eu acho intolerável a canção ficar se apresentando. Eu digo, ah, essa aí não vai dar, vou passar. E a outra assim, pô, essa aqui
eu achei interessante. Daí eu dou aquela marcadinha assim, tipo, sei lá, sigo o artista ou favorito a música e tal. E aí depois de passar essa playlist com coisas que eu gostei, aí eu vou fazer a prova dos nove, que é eu vou pegar esse artista aqui e falar, pô, essa música é interessante. Vamos ver se ele é interessante durante um álbum todo. E aí tem uma frustração, às vezes, de que o cara só lançou um singles ainda, putz, tem que
esperar. Nessas aí eu fiquei esperando artistas lançar coisa por muito tempo. O Rain Wolf foi uma dessas pessoas, por exemplo. Saiu só um EPzinho. É, que eu tinha descoberto ele, por exemplo, vou falar de música agora, né, a loucura.
Mas enfim, o artista que eu tinha descoberto ele, ele tinha lançado um disco solo que ele tirou da internet, quando ele era só Jordan Cooke. E daí ele fazia esse show, o Rain Wolf, que era só ele tocando guitarra e um bumbo, e teve que tocar a bateria junto com a guitarra, uma loucura. E eu, bom, quero ouvir mais coisas desse cara.
Daí ele tinha lançado dois ou três singles, assim, e ficou um tempão sem lançar, até que ele lançou um álbum, mas eu fiquei muito tempo acompanhando, esperando esse lançamento. Mas eu falei esse negócio, me exponho a essas coisas meio aleatórias, e daí depois eu vou fundo no que me interessa. E aí a gente pode voltar a fazer o paralelo, isso com podcast ou RPG, porque faz a mesma coisa. É, exatamente.
Maneiro. Vou deixar o link aí, tanto do Fat Rack Chords, quanto do Rain Wolf aí, vou deixar o link pra vocês. E vou deixar também o link de umas playlists que eu fiz aqui no Spotify, que eu chamo todas Janko Balbis alguma coisa, então vou deixar o link pra galera aí. Eu tenho até uma que tá, pô, que do nada ela já tem vinte e oito curtidas, cara, nem sei nem quem são vinte e oito pessoas que curtiram a minha playlist, cara. Nem divulgo, nem nada. As pessoas vêm atrás. Enfim, vamos lá, cara.
Eu trouxe isso tudo, essa questão do mixtape, Pra ilustrar um pouquinho essa questão do café, né, cara? A gente trabalhou na primeira temporada do café. Foi uma maratona, né? Todo dia episódio, bastante coisa acontecendo e tal. Mas o sentimento que eu tive agora, no final do primeiro ano da segunda temporada, foi de olhar pra primeira temporada e entender um pouco melhor sobre
ela, sabe? Então, passando a régua aqui, né, no ano, eu posso dizer que eu tenho alguma coisa, né, a gente já tá no sexagésimo episódio, então, a gente já tem alguma coisa aqui. E olhando essa coisa e olhando a coisa que são aqueles mil episódios, eu já sinto uma diferença, né, e aí nesse passar de régua, me parece que Eu consigo traduzir dessa forma. A primeira temporada foi aleatória. Tem um monte de coisa que era simplesmente pegar o microfone e sair falando.
Já a segunda temporada eu já sinto ela com organização. Uma organização de um pensamento por trás. Eu não sei se isso é uma coisa que fica mais claro pra mim. Construindo os episódios, fazendo a pauta. Meio que é uma coisa que eu não fazia na primeira temporada. Só uma coisa que... Ficou pra você também. Como é que você passa a régua nessa questão aí, cara? Cara, eu acho que é bem nítido isso que tu tá falando de que
tem uma... A questão não é nem só organização, porque isso é óbvio que a gente com cinco episódios por semana passando pra um por semana, agora pra dois. Óbvio que a gente tem mais tempo pra organizar as coisas, não só de produção, mas como de edição também. Mas só o que tu tem feito de ter organizado uma pauta, mesmo que seja uma pauta mínima que tu vai colocando as coisas, isso organiza o teu próprio pensamento.
Então, a gente também, acho que consolidou um... um esqueleto de como é que o episódio funciona e que tu coloca isso na própria condução do que tu tá falando ou entrevistando. Então, quando eu vou editar, eu já enxergo essas coisas dentro do episódio, assim. Então, com certeza, assim, é o que tu tá sentindo de que, ah, termina esse ano, primeiro ano
de segunda temporada. Vendo essa coisa mais organizada, que tem mais estrutura de pensamento e tal, eu acho que é resultado de justamente tu ter feito isso com intenção, né? Não só uma coisa que aconteceu, mas enfim, tu botou uma intenção nisso. Talvez sua intenção fosse até ter mais esquematizado do que tá. no início e as coisas vão acontecendo. E mesmo assim, eu acho que ela não perde essa cara de estrutura e organização. É total. Você falou dessa coisa de como ela evolui, né?
Como as coisas acontecem na prática. E na primeira temporada, eu lembro que eu falei de ter um projetão, né? De ter uma coisa mais comercial. Isso envolvia, claro, uma expectativa de ter um episódio muito mais organizadinho, até em termos de pauta, né?
Entre uma pauta e outra, ter uma linha que levasse a algum lugar, que... comunicasse diretamente com o Instagram, que a gente comunicasse com, enfim, a gente tinha uns planos, assim, né, de tentar fazer mais um produto de RPG dialogando com outras mídias e tal, e até teve tentativas, né, eu até cheguei a ficar um tempo ali fazendo as enquetes também no Instagram, tentei fazer no TikTok, tentei mexer um pouco no YouTube, fazer live em
estúdio com o Boi, algumas coisas deram certo, outras não, né, mas de forma geral acaba que fica um pouco essa estrutura, como você falou. Então, até que a gente, quando constrói uma pauta, que alguns assinantes têm acesso às pautas, a gente consegue ver ali alguns blocos, alguma coisa que ajude mesmo a dividir. Agora, continuando essa coisa de passar régua no ano, né? Como é que foram as discussões pra você, cara? Pra você foi no mesmo nível, assim, do primeiro temporada de Café?
As tretas, as polêmicas, essas coisas assim, pra você foi igual o sentimento, assim? Ou você acha que teve alguma diferença no que você sentiu? Cara, eu acho que tem uma certa maturidade e o fato de estar estruturado e organizado e ser menos frequente também ajuda nisso. Deixa eu explicar agora onde é que eu quero chegar com isso.
Eu acho que a primeira temporada que tinha de treta ou de polêmica vinha nesse atropelo de coisas que estavam acontecendo, de ideias que estavam acontecendo e às vezes alguém... Tinha que correr atrás desse caminhão pra tentar dialogar com essa ideia. E tipo assim, pô, perdi cinco episódios e já tá o Balbi falando uma coisa que eu não entendi onde é que veio. Não pode ser assim, não vem estragar meu hobby, aquela coisa toda.
Nessa temporada, eu acho que quando tu faz uma provocação, uma bravata, tu já faz com a consciência de que está trazendo uma discussão E já tá fazendo isso pra... como isca, né? Então assim, quando faz a brabata do queime sua preparação, tu já tá esperando que venha esse negócio. Não é uma consequência, é uma intenção de tipo assim, cara, vocês estão reclamando que eu tô falando que preparação não é jogo? Então eu vou falar isso porque eu quero que venham ouvir de novo esse negócio.
E de novo, se tu só vai pegar o título e vai comentar, vai ser a mesma coisa que aconteceu no outro episódio. Eu tô provocando isso conscientemente. Não é uma consequência do que aconteceu das minhas ideias sendo jogadas. Então eu noto essas duas coisas. Continua com o mesmo teor de... Tu não tá trazendo discussões
com as coisas que já tem. Tu tá propondo... discutir as coisas que são senso comum fora do senso comum, ou criticando esse senso comum, que eu acho que é o forte e o objetivo do café e do teu trabalho aqui, né? Então tu continua fazendo isso, e eu acho que como tem essa maturidade de produção e de estrutura nessa segunda temporada, agora tu faz isso já com a bagagem de quem sofreu esses hate que tu não esperava já... Colocando isso como uma isca e como um... Não é adjetivo, é como um
instrumento desse trabalho. É, cara, uma coisa que eu senti em relação, principalmente às discussões, teve um episódio ou outro, acho que o que teve mais rebordosa foi aquele sobre regras, de regras não importam, que é uma bravata também, né? Mas teve alguma discussão em Twitter, teve uma coisa um pouco
mais, sei lá, um pouco mais... Sei lá, uma reação que foi um pouco mais tóxica pra mim e que lembrou muito o que acontecia na primeira temporada do Café, que era uma reação meio violenta, uma coisa meio de disse-me-disse, de eu receber print, coisas assim. Mas o resto das tretas, principalmente as tretas que foram de polêmica mesmo, de uma coisa mais polêmica e não... por conta de bravata, mas por conta do teor mesmo dos episódios, eu senti que foram menos de hate,
sabe? Foi engraçado, porque deu pra ver que as comunidades em torno do café, tipo, as paralelas, aquelas que não são nossas, mas que tem pessoas que fazem parte da nossa comunidade, que fazem parte dessas outras comunidades, tipo... a comunidade do Quiral, fora o próprio Café e a do Dojo, que são comunidades irmãs, mas a comunidade do Quiral, o grupo GUSR, outros grupos pela internet, a gente viu essa discussão crescendo e tomando esses grupos, que era uma coisa
que já acontecia bastante do Café faltar algumas discussões da comunidade, né? Só que antigamente eu recebia muito hate. Todo episódio que era mais polêmico eu recebia algum hate. Recebia print, recebia gente falando, xingamento. Esse não aconteceu dessa forma. Teve muita gente discordando. Inclusive é uma marca, eu acho, dessa temporada. A gente ter enquete, que é uma coisa que não tinha na primeira temporada. E é muito doido ver que a galera discorda massivamente de mim em
muitos episódios, né? Mas continua ouvindo, né? E comenta que discorda, inclusive. Fala, ó, não concordo com isso aqui. Mas é uma discordância que rola, sabe? É uma discordância que tem sido boa, assim, de debate mesmo, né? E que não tem ido pro hate, em grande parte das vezes. O que me deixou muito animado, sabe? Parece que agora o café, nesse retorno, as pessoas estão olhando... pra essas bravatas, essas polêmicas de uma outra forma também. Não sei se você teve essa
impressão. Cara, é que assim, como quando é hate, ele vai em ti, eu vejo muito pouco, eu recebo muito pouco isso pra mim, assim, às vezes é quando eu vejo algum comentário de alguma outra comunidade, algum outro grupo falando alguma coisa ou que não gosta do café, ou que não concorda com alguma coisa aqui, e isso é muito raro, né? Porque como eu também estou nessas comunidades mais afiliadas, assim, eu acho que eu não vejo tanta coisa.
E o que eu talvez vá levantar aqui como uma informação anedótica completa, ou como uma teoria sem nenhuma pesquisa, é que talvez as pessoas tenham notado que tu gosta de discordar para aumentar o debate também, né? Uhum. Então é que é uma prática tua e que tu gosta que façam isso contigo também. Então acho que as pessoas discordarem e trazer as ideias para tu rebater isso e pisar no ponto que a gente estava fazendo
é o que tu espera. Então quando tu propõe alguma coisa que era uma coisa que está batida ou que está pacificada e tudo, olha só, vamos olhar isso aqui de novo? Vamos tentar criticar esse negócio aqui que eu também sempre fiz e estou pensando sobre agora? E aí as pessoas vêm e vão, tipo assim, não, tu tá maluco? Vamos, olha isso aqui, assim, assim, assado. E tu tem a oportunidade de reforçar o teu argumento.
Eu acho que isso aconteceu muitas vezes nessas polêmicas que se levantou em assuntos que tu trouxe. Então, sim, eu noto que as coisas estão, mas eu acho que atribuo as pessoas entenderem a tua figura e a esse... esse teu modus operandi de debater, que é trazer discordância pra fazer o loop de pensar sobre aquilo ali de novo. É total. E fora isso também, cara, me parece que a gente poder preparar os episódios também,
né? fazer a pauta e dividir os temas e tal, é uma coisa que me permite uma construção, empilhar um pouco os episódios, sabe? Aconteceu isso nessa série de Mistério, que a gente fez por conta da parceria com a RPG do Ju, que foi o episódio do Mistério, Criação e Investigação, número quarenta e cinco, depois o impacto da preparação no quarenta e oito, E aí, por fim, o Ogros de Schrödinger, né, no episódio cinquenta, que foram três
episódios. Depois ainda teve o Bloor Principle, cinquenta e um, e o Biergarten, segundo o Bloor, cinquenta e três, que foram três, né, no coração, três, mas ao todo, cinco episódios, assim, em que meio que eles evoluíram muito por conta das discussões que a gente teve na comunidade,
né. no grupo do café e até fora mesmo, de gente que veio de fora fazendo perguntas, que é interessante isso, porque eu fui trazendo às vezes as perguntas daquelas pessoas, entendendo que talvez elas não tenham entendido um ponto relativo àquele episódio, eu volto naquele episódio, vejo as anotações, me ouço, e aí eu tenho tempo de preparar uma resposta para aquilo, abordar um pouco mais aquele ponto que ficou mais
nublado. Então eu posso dizer com tranquilidade que o Ogro de Schrodinger foi um episódio que eu abordei uma dúvida de que a galera estava achando que eu estava defendendo o Ogro Quântico. Quando, no fundo, eu tava dizendo que o RPG, o conteúdo da ficção do RPG, ele é quântico até que a gente resolva na ficção, né? E a galera tinha perdido essa minúcia, né? É um detalhe no argumento, mas que muita gente tinha percebido errado.
Então teve gente lá fazendo, ó, o Bob agora tá defendendo... O Hugo de Schrodinger, o bago virou ilusionista, não sei o quê. Então eu senti que cabia eu prolongar a discussão em três episódios. Não é uma coisa que... No primeiro episódio, em primeira temporada, teve até série. Teve ali a série dos nove episódios do Big Primer. Eu ia comentar isso, Bob. Eu ia comentar que...
Na primeira temporada isso aconteceu da maneira que a gente estava comentando antes também, de episódios seriados ou interligados, por casualidade, por... Entendeu? Aquele caminhão que estava indo às vezes demorava para passar mais tempo por aquele assunto e assim ainda. E nessa eu acho que tu faz isso com... com um penso maior, com uma organização maior.
E eu acho que isso é sadio, justamente, pelo que está falando de o argumento pode ser abordado de várias formas e ter o feedback da comunidade de voltar no próximo episódio de maneira mais organizada. Eu achei que isso tem muito sentido. Não é uma coisa nova, mas está sendo abordado de maneira, como eu falei antes, de maneira mais madura e com mais... intenção, talvez, na primeira temporada.
E como você tem visto a comunidade do café nesse ponto, cara, em comparação à primeira temporada? Assim, a gente teve uma diminuição da comunidade, a gente teve uma... A gente começou a segunda temporada e a gente ainda não tem o mesmo número de assinantes, nem o mesmo nível de participantes na comunidade que a gente tinha na primeira temporada, então é menos gente
falando de forma geral. Mas a comunidade deu uma mudada e ela acaba que debate muito profundamente as coisas, às vezes até de forma muito emocionada. Eu, culpado, penso antes por isso, mas ela tá debatendo profundamente as coisas também, né? Parece que ela tá refletindo muito legal essa profundidade
dos episódios, né? Pô, eu acho que o grande forte do Café sempre foi a comunidade, sempre foi o grupo do Telegram ali, que se não for da onde saem a maior parte das provocações pra tu fazer um episódio novo, porque aqui de bastidores, quando eu tô preparado pra editar um episódio X e casualmente tem uma discussão... Naquele dia, discussão de dia inteiro. E aí quando eu recebo o episódio e tem um outro tema, não foi nenhuma nem duas vezes.
Então assim, a comunidade também, não é tu jogando pra comunidade, ah, escutam aí que eu tô lendo aqui o próximo episódio. É retroalimentado e isso traz, tipo, tem várias coisas que talvez tenham sido episódios inteiros. Foi uma discussão que saiu da comunidade que tu teve essa vontade de fazer um episódio sobre, porque a discussão foi muito boa, né?
no sentido de provocar dúvidas e provocar coisas que tu acha que elas devem ser exploradas, às vezes não respondidas, mas exploradas mesmo, porque eu acho que não tem essa pretensão de dar respostas definitivas, mas explorar aqueles assuntos e colocar a tua visão. Então, assim, pra mim a comunidade sempre foi e continua sendo um forte do Café. E, inclusive, é um chamamento pra pessoas assinarem e entrar na comunidade. Pode ser a mais baixa, só pra entrar no grupo vale muito a pena.
Total. E, cara, bom, só pra dar um exemplo de como a comunidade acaba influenciando no Café, o Tito mesmo era apoiador na primeira temporada e acabou virando editor, né? Acabou entrando no projeto, né? Exatamente. Participei da comunidade e uma hora eu tava editando os episódios, não sei como. Mais de mil episódios na primeira temporada. Um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados. Em uma nova temporada com muito
a oferecer à comunidade do RPG. Aventureiros numa busca por mais episódios na semana te convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados. apoia.se barra café com dungeon Contamos com você.
Café com o quê? Agora, dentro desse esquema de, já que você falou dos apoios, a gente conseguiu bastante apoio, obviamente ainda não é o mesmo número de apoios que a gente teve na primeira temporada, que teve mais anos, teve mais tempo aí. A gente ainda tem muita bolha para romper, a gente ainda tem muito público para expandir. Mas a gente teve também alguns acordos, alguns patrocínios que
foram muito importantes. E aí, de forma geral, os patrocínios da gente trazem material para a gente sortear. Mas teve ali episódios que a gente pôde trazer, por exemplo, o Tanais RPG fazer um review sincerão, teve o Beyond the Wall também, que é por permuta, para a gente poder distribuir algumas edições para a comunidade. Mas que, de forma geral, me deixaram muito feliz, porque foram papos que as pessoas das
editoras vieram pra mim. Aconteceu também com a Capicat, do Pedroca. Falando, pô, tem esse jogo aqui. Queria trabalhar contigo esse jogo. Na primeira temporada, o normal era de eu chamar a pessoa... e deixar a pessoa apresentar o jogo, né? Eu chamava de apresentação. E eu propus pra essas pessoas agora, nessa temporada, que vieram me procurar pra fazer a apresentação do produto, e eu falei, pô, não dá pra eu fazer um review sincerão desse material?
E, cara, foi muito legal porque as pessoas toparam, né? Em vez de falar, ah, cara, pô, prefiro apresentar, é um pitch mais comercial, deixaram eu fazer a crítica mesmo em cima do jogo, né? Falar que pontos positivos, o que eu acho que são pontos negativos, pra quem eu recomendo, pra quem eu não recomendo. E o feedback, de forma geral, foi bom. As pessoas curtiram o conteúdo, curtiram o material. Eu estava falando com a Nivea, por exemplo, que trouxe a
análise RPG. Mandaram para lá para casa o material para eu dar uma olhada. Depois eu até devolvi, porque é um material caro, cheio de mapa, cheio de coisa assim. E para fazer o review eu precisei ter isso em mãos. E, cara, o feedback dela foi ótimo. Falei, cara, legal, você olhou por outros pontos de vista interessantes, você separou bem o que é gosto pessoal, o que é uma análise mais técnica. Curti muito o feedback do...
quem contratou o café. E fechando com chave de ouro, a gente teve esse fim do ano agora com o RPG Dojo, que é um projeto que eu participo, mas que é um projeto mais tocado pelo POB, pela Nina, enfim, um monte de gente que está envolvida no projeto, vocês sabem quem são os apoiadores do RPG Dojo e os organizadores também, porque as coisas se misturam ali. mas que acabou fechando esse patrocínio, que acabou bancando ao longo de três meses esse segundo episódio semanal.
O que você acha desse lado mais comercial do Café? Você acha que deu uma encorpada nessa segunda temporada? Você sentiu alguma diferença para a primeira? Conta aí. Cara, eu tenho uma... Eu me lembro da gente conversando sobre isso, que foi uma abordagem diferente de, em vez de apresentar um jogo, pra além do review sincerão, assim, ah, vamos falar desse jogo aqui. É a gente falar de alguma coisa que o jogo tem e incluir aquela
coisa do jogo, entendeu? Não lembro qual foi isso, qual foi exatamente isso, se não foi um episódio com o Provitelo, falando do... Cidade, Cidadela Invisível. Cidadela do Luar, isso. Cidadela do Luar, do Luar. Olha aí, Providello, tô na ponta da língua aqui.
Enfim, não sei se foi nesse episódio, mas a gente falou assim, pô, é muito mais legal que a gente falou assim, ah, vamos falar sobre, sei lá, sobre City Crawl, E aí a gente está falando de Serial Crawl e está trazendo alguém que está lançando um jogo ou um jogo que está querendo se promover de alguma forma, querendo se divulgar. pra falar sobre aquilo ali que é forte no jogo. Então, em vez de falar assim, olha aqui, esse aqui é um episódio sobre esse jogo.
E aí, o que tem nesse jogo? Ah, esse jogo tem elfos, anões, vivendo em cidades, não sei o quê, lá, lá, lá. E tem todo aquele corde sempre do jogo. E aí, num momento do episódio, surge uma parte que, pô, mas esse jogo é legal por causa disso aqui, ó. Então, a gente tá, eu acho que tu, a gente conversando, tu pegou essa veia de... Cara, dá pra falar sobre os jogos, sobre o que ele é bom e incorporar esse jogo ali.
Em vez de fazer um episódio, já que a gente tem poucos episódios, então talvez seja muito mais interessante eu fazer um episódio sobre tal coisa e incluir um jogo ali, do que eu fazer um episódio só sobre aquele jogo. Porque senão às vezes vira isso também, né? Quem tá ouvindo quer ouvir sobre jogo, sobre game design, sobre teoria de jogo em geral, né? Eu acho que é esse o perfil de quem tá ouvindo Café com o Danjo. E às vezes, quando o episódio é só sobre um jogo, talvez não
seja tão interessante. E com a gente tendo que escolher como fazer essas partes comerciais também, que eu nem encaro exatamente como um comercial, como se a gente estivesse fazendo um... vendendo um espaço para divulgar o produto, e sim como alguém se interessando pelo alcance do café para divulgar o seu jogo, e a gente tentando fazer isso acontecer de maneira a ter um conteúdo legal sobre aquilo ali.
Então, às vezes a gente fala comercial, parece que a gente está, tipo assim, na minha hora de trabalho é tanto, e eu acho que não funcionou exatamente tanto, porque tem essa permuta, tem esse monte de troca, o RPG é um... um nicho muito pequeno também, então tem muito desse uma mão lava a outra de maneira positiva, de ajuda, de permutas e de trocas de conteúdo mesmo.
E eu acho que se entendeu de uma maneira interessante com essa visão, tanto do fazer o Revista Sincerão, que eu acho que é muito mais útil do que uma propaganda, Porque é isso também, como quem tá ouvindo o café sabe o que tu tá falando, sabe como é que é as tuas críticas a isso ou aquilo ali, sabe como tu analisa as coisas que tu gosta de maneira crítica e crítica no sentido de, olha só, vou botar isso aqui ao escrutínio e vou dizer onde isso aqui é bom, onde isso aqui é
ruim na minha visão. E vou propor soluções. Não é tão legal, mas se eu abordar de tal jeito... Me lembro da primeira temporada, quando tu fez críticas assim sobre o Forbidden Lands, por exemplo. Que tinha umas pessoas que estavam ali, tipo, estivessem falando mal do jogo. E eu não entendi assim. Entendi justamente tu falando sobre uma coisa que tu não achava tão legal no jogo. E propondo como deixar ela mais
legal na tua visão. Sim, eu acho que esses entendimentos, tanto da tua parte, da gente conversando, e da tua parte de entender como abordar jogos, e das pessoas também aceitarem que tu fazer esse review sincerão é muito mais jogo do que uma propaganda ou coisa assim, é um sinal positivo, né? Da gente conseguir fazer um conteúdo mais legal pra todo mundo, tanto pra quem tá divulgando o jogo, quanto pra quem tá ouvindo o podcast. Total, cara. E sobre essa coisa de número de
episódios na semana, né? A gente fala, ah, queremos voltar a ter cinco episódios na semana e tal. Como é que você enxerga essa coisa? Você falou, ah, tem coisas aqui que a gente consegue porque a gente tá com menos episódios. Como é que você encara essa questão? A gente voltando a ter cinco episódios, a gente vai perder essa profundidade, na tua opinião? Como é que você acha que a coisa
vai funcionar? Eu acho que a gente, quando... É uma coisa que a gente falou antes também sobre o número de apoiadores ou de apoios. E quando a gente conversou sobre a segunda temporada, a gente conversou de maneira mais realista. Olha só, quanto é que a gente precisa de valores para conseguir entregar essas coisas de maneira que... que sejam possíveis, né?
Porque é isso, tipo assim, tu tava fazendo, tinha uma época que tu tava fazendo cinco episódios por semana sozinho, gravando, editando, botando no ar e morrendo. E tipo assim, a tua saúde indo pra casa do cara, porque também
tu tem trabalho formal durante o dia. o tempo livre e tudo mais e é a mesma coisa comigo, assim, a gente discutiu então à medida que vai sendo que vai progredindo metas que a gente colocou e por isso que talvez não estejam, sejamos alcançando as metas tal qual a primeira temporada porque elas são muito mais altas eu acho que de arrecadação não tá tão diferente da primeira pra segunda temporada mas a gente colocou esse tampo com esse valor que a gente tem aqui, a gente consegue
fazer um episódio por semana A gente se remunera de maneira que a gente consiga fazer esse episódio de maneira saudável. Pelo menos para o Tito e para o Balbi que sentaram e conversaram pensando sobre isso, parece um plano de que se aumentar os episódios, talvez outros trabalhos formais vão se diminuindo ou outros compromissos vão se diminuindo para que a remuneração para fazer esses episódios vão compensar a dedicação que eles merecem ter ou precisam ter para
não perder essa qualidade. Então, se a gente conseguir chegar nessa meta, a gente receber esse valor que a gente pensou para fazer os episódios de tal jeito, eu, da minha parte, como edição, vou tentar manter a mesma qualidade. Porque eu vou estar recebendo a mesma quantia que eu recebo para um episódio para fazer mais episódios. Então, vou ser remunerado por eles igual. Vou tentar organizar a minha vida para que isso seja possível de maneira... De maneira saudável, né?
De maneira saudável, exatamente. Se não, tá. É porque na primeira temporada, até, eu tava conversando nessa primeira temporada, às vezes a gente tava gravando episódio que, tipo assim, tava gravando agora o episódio que vai amanhã pro ar. Eu recebia, sei lá, dez da noite. Eu, obviamente, eu não ia conseguir ouvir ele inteiro. Eu perguntava, tem erro em tal parte? Ah, não, tem erro aqui e ali.
caçava aqueles erros ali, olhava a onda, se tinha alguma coisa muito estranha, cortava o início, cortava o fim, dava uma ouvidinha, colocava as vinhetas e ia pro ar, entendeu? Nessa segunda temporada que eu consegui, tipo, vou aproveitar este momento que estamos fazendo um episódio por semana, início de projeto, para dar um tratamento diferente.
Tem essas vinhetas sonoras, tem um tratamento de áudio que eu consigo dar com mais carinho e eu quero manter isso, não importa se tiver um ou se tiver cinco episódios na semana. Total, cara. Isso já entra no tema que eu botei aqui, que é a cara da segunda temporada. Me parece que a gente ouvindo os episódios desde o início, né? Desde o primeiro episódio da segunda temporada até agora o sessenta, a gente vai vendo que você veio botando cada vez mais
a mão, né? Tendo cada vez mais também a sua intencionalidade em cima da edição, né? Você também veio usando a expressão, a edição dos episódios, as vinhetas, as vírgulas sonoras como expressão, né? Como é que tem sido esse trabalho pra você, cara? Conta pra gente. Cara, é aquele tipo de coisa que a gente faz pra se incomodar,
né? Isso não tinha um briefing, não tinha um pedido, foi acontecendo porque é isso, tipo assim, eu, quando tô editando, eu me sinto ouvindo o café ou conversando na comunidade do mesmo jeito e do mesmo jeito que eu faço intervenções na comunidade quando estamos discutindo, eu boto uma figurinha ou faço algum comentário que... às vezes nem é pertinente a discussão, mas eu quero quebrar o ritmo da
discussão de alguma maneira. Eu comecei a fazer isso no episódio e eu não me lembro se foi o primeiro episódio que eu fiz isso com mais força, mas eu tenho um carinho especial por episódio da quarta agenda, que tu fala sobre o RPG como um show, sobre o RPG da quarta agenda do RPG, que seria um a pessoa jogar pensando que tem uma audiência e tomar decisões baseando-se nisso. E que eu, pô, isso tem tudo a ver da gente fazer umas entradas e saídas como se fosse um show
de TV e tal. Então, sabe que ela tinha aquele silêncio no estúdio, gravando, claquete. E eu coloquei isso, assim, tipo... E eu me lembro de ter curtido fazer aquilo ali. Eu tava gravando sozinho em casa e falando essas coisas, assim. Tipo, como se eu estivesse dirigindo um programa onde tu tava gravando, entendeu? Ficou muito bom, cara. E aí eu sempre tento fazer alguma brincadeira com isso. Ou pegando algum meme ou gravando alguma coisa que tenha
sentido naquilo ali. Nem sempre consigo. Às vezes não tenho uma criatividade em dia. Às vezes até o tempo tá curto pra eu procurar ou gravar coisas mais profundas. Então eu tento me focar mais em deixar a edição mais legal e boto uma... Uma vírgula sonora mais simples, tá? A porta fechando, ou uma coisa assim. Mas tenta sempre manter alguma coisa ou deixar alguma ideia, alguma brincadeira. Ou às vezes até um... Não sei se é o episódio do ogro, que as vinhetas vão também...
Elas fazem uma mini explicação do que tu tá falando sobre o ogro e tal. Se tu pegar só as vinhetas e tal, lá em... Em menos de um minuto ela faz a explicaçãozinha do que está acontecendo ali de maneira bem, obviamente, bem simplificada. Mas eu tenho sempre feito brincadeiras e eu gosto muito. Só que é isso, né? Da mesma forma também que nenhuma vinheta de abertura eu repeti nesses sessenta episódios. Se eu repetir foi sem querer, então fica aí.
Se alguém descobrir que eu repeti foi sem querer, aí pode acusar. Mas eu sempre estou aí tentando inventar uma vinheta nova. Ou gravar, ou pegar algum meme. Não, é isso aí. Tipo, às vezes eu tenho uma ideia. Na primeira temporada eu já tinha gravado duas músicas. Uma que eu tinha composto original. Verdade. E outra que era um Blitzkrieg Pop do Ramones ali e tal. Mas nessa eu tava com a ideia de fazer o Mercy Lou ali do... Daí uma hora eu gravei, outra com Master of Puppets e tal.
É, o volume Master of Puppets ali. Mestre! Mestre! Eu sempre quis fazer. Ficou muito foda, cara. E aí uma hora eu vou comentar tudo. É, maneiro. E, bom, a galera, deixando avisado pra galera aí, não parem de mandar aí seus áudios pra vinheta, né? O oica, café, essas brincadeiras todas aí a gente aproveita, cara. Então mandem aí pra gente. Pode mandar um Telegram, um áudio que a gente usa, né, cara? Exatamente, exatamente.
Também rumores de Biergotten. Se você tem rumor de Biergotten, é jogador, tem rumor de Biergotten, manda pra gente que a gente lê, pô. É, e não precisa ter o... Você gravado num estúdio de qualidade, com a voz de locutor. Não precisa nada disso, pode ser de qualquer jeito. Às vezes os nossos áudios no episódio não estão grandes coisas. Imagina se a gente vai exigir que alguém mande um... É um áudio de Telegram, cara. Lendo da melhor forma que tu achar, que é a forma que tu acha
que vai ser legal de ser ouvido. E o resto eu me viro. Corto aqui, corto ali, dou uma equalizada no áudio e botamos lá. Principalmente pras vinhetas, cara. O rumor até, se tu puder gravar num lugar mais silencioso e tal, uma narração que seja mais inteligível, vai ser muito mais legal, óbvio. Mas nada impede que tu grave andando de moto no trânsito. Talvez o que impeça seja eu não usar. Mas não impede de mandar. Mas pra vinheta, cara, pode ser
qualquer brincadeira. Eu botei até o áudio do Faustão do... Tá pegando fogo, bicho! Com música atrás e tudo. Então a vinheta é brincadeira total. Eu mando de qualquer jeito. Tá muito divertido, cara, eu fico, tipo, eu fico ansioso de ouvir o episódio, né, muito por conta disso, assim, porque, porra, me ouvir falando é meio chato, né, eu sei que eu gravei o episódio, eu sei o que que ele é, mas, cara, ouvir a edição em si, né, muito mais por conta das vinhetas e tal, é muito maneiro.
Eu não sou bom de revisão, né? Inclusive, eu boto o negócio pra ouvir e passa por mim, eventualmente, um erro tranquilamente. Eu sou um péssimo revisor. Mas esse tipo de coisa eu me divirto demais, cara. Sim, e também tem o fato de que tu não ouviu os episódios até o fim, porque tu pegou o episódio do meio da temporada que tu veio falar assim, pô, vi aquele episódio lá, que deve ter sido saído em julho o episódio... Tu zoou comigo no final, né?
Tu falou pra mim isso lá, semana passada, isso agora, né? Ah, então tu não ouve até o final? Ah, não, quando entra a vinhetinha do final, eu troco de episódio. Ah, pois é, mas geralmente tem uma brincadeirinha no fim do episódio, que eu tento fazer, tento fazer uma ligação ali. Tá vendo, você que não ouve até o final, até o final dos créditos lá, fica até o final, porque às vezes tem piadinha, tá vendo? É, não, isso aí não é novo, né, cara?
Bom, a Marvel descobriu isso aí uma época e o troço virou, chegou a ficar nojento. Cara, e agora, fazendo uma apanhada aqui, pessoalmente, pra você, quais foram os episódios que você mais curtiu, cara? Se fosse fazer um top três episódios da temporada pra você, qual foi? Aí o critério é você que fica com a tua conta. Eu já vou colocar aqui na minha listinha esse RPG show, A Quarta Agenda, principalmente por causa do negócio da edição.
Eu também gosto do assunto, eu acho esse negócio de discutir agenda, discutir intencionalidade nas coisas que tu faz no RPG e em outros lugares, que nem a gente tava discutindo... Vou abrir um parênteses aqui, mas foda-se. que a gente estava discutindo no grupo sobre outra coisa, sobre outra coisa de, ah, mestre tomar decisão por isso ou aquilo, e daí rolou... Não, e daí a questão é tu saber
por que tu toma aquela decisão. E aí a gente chegou no ponto, bom, esse é o paradigma da filosofia ocidental, a gente não vai conseguir resolver esse transcript de RPG. Vamos tentar ir pra outro lugar. Mas enfim, eu gosto dessa discussão da intencionalidade das coisas, então, gente, tu tentar pensar do porquê que tu tá fazendo aquelas coisas e... o lugar onde tu tá jogando, como tu tá jogando, com quem tu tá jogando, pra que tu tá jogando, vai mudar decisões de jogo, pra
mim é uma coisa interessante. Então já vou colocar o episódio, casualmente o episódio número treze, RPG Show, a quarta
agenda. Eu gosto do campanha versus aventura, versus one shot, versus jogo de porão, que também é um tema que me que me toca, assim, pra mim é difícil jogar o one shot e se sentir satisfeito, mas ela tem uma função, acho que muito, daí a gente volta pro início do episódio que a gente tava conversando sobre, eu sou um cara que gosta de ouvir os álbuns inteiros, então ouvir um playlist de música solta pra mim é É pra escolher pra eu ter a experiência que eu quero depois,
entendeu? Então pra mim, jogar um monte de one-shot é tipo assim, pô, tá, eu tô tentando descobrir qual jogo que eu vou jogar de verdade, porque eu não tô jogando, entendeu? Beleza, joguei esses cinco jogos aqui, agora, bom, esse aqui tem uma coisa legal, vamos tentar jogar isso aqui durante doze anos. E ver se esse jogo é legal mesmo. Pra mim tem um pouco esse negócio.
Eu acho que esse episódio também tu fala sobre essas coisas e me fez pensar muito, me entender isso também, o porquê que eu não... Porquê que eu tenho esse pensamento com Unshot, essa sensação com Unshot, talvez eu tenha me entendido melhor ouvindo esse episódio também. E mais um pra conta... Eu acho que eu vou no do Ogro. Não pelo episódio em cima. Ou talvez... Tá, pra mim, eu vou escolher o do Ogro.
Do Ogro de Schrödinger. Mas para trazer também esse negócio dos episódios que o RPG do Rajul proporcionou, mas eles têm uma ligação que eu gosto muito de esse assunto não estar autocontido, é um assunto continuado, tal qual uma campanha de RPG jogada há muito tempo, tal qual um álbum ouvido
inteiro. Mas episódios também que vão se ligando, ou assim como tu ouve um episódio de, sei lá, Medelir em Brasília, e não tem uma vinheta, uma vírgula sonora completa, tem só uma menção, e tu como é um ouvinte assíduo, já peça aquela coisa. Então, assim, esses episódios que vão tendo ligações, pra mim tem essa função também, tipo assim, cara, eu tô aqui sempre, esse papo é comigo sempre.
Esse papo já teve outros episódios, eu tô continuando ele, tô expandindo episódios da sensação, então essa é toda essa série pra mim. Eu vou escolher o do Ogro, episódio cinquenta, pra falar dessa série inteira, talvez não seja o episódio em si, mas essa série de episódios sobre o mistério. Que também é um assunto que me é muito caro. Então, recapitulando, e podia ter respondido assim no início, mas daí seria sem graça.
Episódio treze... O RPG Show e a Quarta Agenda, por causa tanto da edição quanto do assunto que eu gosto. O episódio... Quarenta e três, Campanha vs. Aventura vs. One Shot vs. Jogo de Porão, que este formato de jogo também é uma coisa que fez eu pensar sobre a minha relação com os jogos. e do porquê das coisas e o episódio cinquenta o Ogro de Schrödinger que Pra além do assunto nele autocontido, também fala de mistério no RPG e tem essas ligações de serem vários
episódios juntos. Boa. É, cara, pra mim, eu tenho uma certa dificuldade de botar os três melhores aqui, né? Mas eu posso dizer que os que eu mais gostei... São os que eu acho que tem uma... Que tem bravata envolvida, né? Eu acho que essas bravatas são importantes pra mim. Porque normalmente quando chega na bravata é porque o assunto já foi meio que trabalhado, sabe? É o que deu sentido, assim. Então, eu gostei. Do seu mundo de RPG não
existe... Episódio trinta e cinco, porque ele mexe com essa ideia desse demiurgo do mestre que tem um mundo complexo, completo na sua mão, e meio que desmonta essa ideia e traz a ideia do mundo de RPG como um repertório até... que pode até ser precário no tempo, mas que é o repertório que a gente acessa, que a gente pode acessar comum, a mesa, e que forma o sentido de verossimilhança que é diferente
de ser real. Então, isso é uma resposta, de certa forma, tanto para o episódio do novo simulacionismo, que é um episódio que eu gostei, mas que traz algumas ideias de jogo que que eu vim abordando também, mas eu abordo de outra forma com a Hell Fantasy, e passa por esses canais. Então, eu acho que o seu mundo de RPG não existe, ele é uma boa síntese do que a gente veio pensando com os artigos sobre lição de regras, essas coisas assim. Eu acho que o... Ah, fala.
Eu ia fazer também, eu acho que esse episódio que tu falou, o seu mundo de RPG não existe, Eu, o Kame e sua preparação, eles basicamente versam sobre a mesma coisa. É, sobre outros prismas, né, um pouco. Claro, mas assim, é que no fundo, o que existe é o que está em jogo. Então as coisas... Sabe assim, o seu mundo que tu escreveu no teu quarto não existe, também é a preparação e aquela coisa, tipo, no fim o que importa é aqueles amigos jogando em volta de uma mesa, o que sai
daquilo ali. Pra mim, assim, claro, tu aborda coisas diferentes, mas no fundo, no fundo, pra mim, eles têm o mesmo cerne que é botar Não ignorar as coisas. Óbvio que o teu mundo de RPG que tu tá imaginando existe na tua cabeça, na cabeça de quem tá jogando por ali, mas o que importa é botar o foco no que importa, que é o jogo que tá
acontecendo. ou está sendo comungado por aquelas pessoas mas segue qual é o teu próximo episódio eu te interrompi aqui mas é isso mesmo o fundamento dos dois é o mesmíssimo só que um acaba sendo mais filosófico inclusive eu acho que esse episódio é a introdução mais viajada de todas que eu já fiz e o da preparação ele é mais prático ele vai mais pra prática da mesa em relação a isso isso tem meses de diferença que tu gravou um ao outro e é justamente isso que eu tava
falando um é o trinta e cinco que foi em agosto dia vinte e nove de agosto eu acho é É, o trinta e cinco foi vinte e nove de agosto, sim. É, e o queima sua preparação é cinco de dezembro, então teve meses de vários episódios, várias discussões, então, assim, um tu tava ainda botando uma ideia... botando em jogo e culminou num episódio que tem uma outra bravata, que eu acho que é até uma resposta a críticas que vieram a partir da primeira bravata, né?
Eu acho que foi tudo acontecendo pra chegar no... No queima sua preparação, vindo de lá ainda, de coisas que tu vai provocando, principalmente no ego... do cara que tá muito apegado a vários costumes, coincidentemente também relacionados a mais do que só o joguinho, mas outras coisas. Próximo episódio que tu gosta. Fale, agora, sem estubiar.
Cara, o outro episódio que eu queria trazer aqui é o do... o Regra de Não Importam. Eu gosto desse episódio muito porque ele tenta defender um ponto que é quase indefensável. É muito hegemônica a ideia da regra do RPG. Mas é uma coisa que me incomoda, de certa forma, o jeito que se coloca a regra dentro do RPG e do mundo dos jogos de forma
geral. Não somente porque é uma hegemonia, e essas hegemonias de pensamento me incomodam muito, me parece que sempre tem alguma coisa a mais, que não foi produzida por conta do peso da hegemonia, e me parece que é o
caso. mas que é muito delicado tocar no assunto, então eu acho que ele simboliza toda uma curiosidade que eu tenho a respeito do uso da regra no RPG, e o RPG podendo como mídia e como jogo muito particular, como todo jogo é, mas o RPG tem suas particularidades e precisa de suas autonomias, O Regras não importam, ele traz algumas investigações, muito a partir também, sintetizando as ideias do Regras e Líder e outras coisas, e outros estudos como a gente fez com um grupo dos
assinantes, o estudo do primeiro capítulo do Grasshopper, que é um livro de filosofia dos jogos... e outras coisas assim, que é justamente entender o contexto desse mundo que viu a regra como algo essencial para os jogos, e que traz muito um caráter de disciplina, traz muito jogos como educação e disciplina nesse contexto, como um pensamento que é produto de sua época, na esfera didática, e todas essas outras questões que são abordadas pelo Tinugien mais recentemente ainda que ele não
se divorcie de regras tem pessoas até anarquistas que vem fazendo pesquisas a respeito da natureza das regras no RPG nos jogos de forma geral tem também os próprios estudos a respeito de jogos como linguagens e coisas assim e como mídia também, então isso tudo é uma coisa que para mim ainda é muito um pântano, uma coisa que eu não consigo falar muito a respeito, mas ele já é uma pequena síntese nesse primeiro ano de um assunto que certamente voltará aqui no Café com Dungeon, e eu acho que
assim como outros temas que eu trouxe, podem ser contribuições interessantes para a discussão do RPG como um todo. Então eu guardo um carinho por esse episódio. Ele foi o episódio mais dolorido para mim para fazer, porque teve uma resposta ruim de parcelas da comunidade que são caras para mim. Mas quando é doído, quando ele atiça, quando ele mexe com as pessoas nesse nível... me parece que ali tem, desse mato sai coelho, sabe? Então é uma coisa que certamente eu não vou voltar.
É que eu acho que o teu prazer de questionar a hegemonia é porque justamente quando viram... Não, isso aqui está dado, todo mundo sabe que... Regras importam, beleza. E ninguém mais discute isso, ou
ninguém questiona isso. E mesmo tu sabendo que regras importam, que preparação importa, que aquele mundo de RPG existe na cabeça de quem tá fazendo, e todas essas coisas que a gente já sabe, ou que as pessoas tão jogando pra se divertir também, todas essas coisas de tu questionar isso é tipo assim, olha só. A gente tem como refletir sobre, pensar sobre pra qualificar o próprio jogo. Porque assim, regras não importam.
Não importam sim, tá? Então se importam, a gente vai discutir sobre porque que talvez elas não importem pra tu sair daqui tendo certeza que elas importam e poder voltar pra tua vida normal. Entendeu? Se eu te mostrar um monte de coisa aqui que talvez eu também
não acredite, mas eu quero discutir. e tu sair daqui pensando que talvez elas não importem então acho que a gente tem que falar mais sobre isso aqui e vem daí todo esse negócio, então quando tem alguma coisa uma hegemonia RPG é um jogo de contar história não porque nem sempre Como assim? Cara, vai sair histórias ali, vai ter...
Eu sou um cara que gosta do RPG, não para contar histórias, mas as histórias que saem dele exatamente, eu vou entendendo isso, que talvez este jogo aqui, eu não estou jogando para contar uma história, mas eu vou querer dividir essa história com meus amigos no futuro e falar, lembra daquela sessão que aconteceu tal e tal coisa? Também tem a mesma função e também veio de... de questionar essa hegemonia e tu refletir sobre, e eu continuo gostando da função de ter as histórias
criadas com RPG. E eu entendo quando um RPG é focado em criar histórias, quando ele não é, entendo que tudo vai criar histórias na nossa vida, porque a gente é uma vida narrativa, mas por ter questionado uma coisa que é uma hegemonia, eu refleti sobre. Eu acho que essa é a função das coisas, quando tu dá essas bravatas pra justamente tocar nessas feridas que por que tu vai mexer nisso aí? Todo mundo já sabe esse negócio. Será que todo mundo já sabe isso
aqui? Vamos ver se todo mundo tá na mesma página, porque aparentemente não estamos. É, total. É bem isso mesmo, cara.
E, bom, o terceiro eu botaria em defesa da magia vanciana, episódio de XIX, que também é um tema polêmico, né, acho que também é uma hegemonia, né, de forma geral a gente ouvia as pessoas falando que magia vanciana é uma merda, odeio magia vanciana, e esse episódio foi muito legal, porque... muita gente veio falar comigo depois, falar, caraca, fiquei morrendo de vontade de jogar um cenário de magia vanciana, levando a magia vanciana pra esse lado, né, que você trouxe, que é puxar
um pouquinho mais pro vance, entender algumas possibilidades dentro dessa brincadeira da raridade da magia, né, alguns paradigmas de jogo do old school que as pessoas perderam e por isso a magia vanciana também fica mais fraca, né, então foi muito, pra mim foi muito interessante ver que tudo que você falou pra mim fica muito claro em defesa da magia vanciana de que a gente mexer na hegemonia traz às vezes caminhos interessantes mas esse aí é sobre magia eu não vou comentar,
eu sou contra Aliás, tem um episódio na lista pra fazer que é o magia... Magia é trapaça. É trapaça, é. Eu que botei na lista de pautas ali, mas isso aí é coisa que veio de ti. Sobre magia ser um hack, ser alguma coisa assim. E eu concordo muito, é isso, né? Sim, na realidade, se magia existisse na vida real, ou se existir na vida real, ela não
deixa de ser um hack, né? Eu pego aqui meia dúzia de coisas, misturo pode não sei o que, não sei o que, não sei o que, e de repente alguém se apaixona por mim. Mas tu não vem querer discutir isso aqui em dois minutinhos com um argumento que eu quero um episódio de uma hora sobre. Vai estudar aí pra me responder essa história. Não, fechou. Fechou os três episódios de cada um aqui. Tá bom.
Agora, cara, pra gente ir finalizando o papo, quais são os desafios atuais que você vê, assim, tanto em produção quanto na parte comercial, furar bolhas e comunidade, assim, né? Como é que você vê de desafios pela frente, assim? Então, eu acho que os desafios para o segundo ano ou para os próximos anos é a gente talvez trazer uma parte da comunidade que estava mais engajada no café na primeira temporada, alcançar
mais gente nova, talvez. Eu acho que furar a bolha é... bobagem, assim, porque eu acho que é no máximo aumentar a nossa bolha, porque a gente tem uma produção nichada dentro de um nicho que já é minúsculo. Uhum. Então, assim, é difícil eu querer... Por exemplo, assim, dos grupos de RPG que eu joguei e jogo esporadicamente fora da comunidade do café, que não me informaram ali dentro, ninguém escuta Café com Dungeon, porque as pessoas têm suas vidas. O único que é o maluco do
joguinho sou eu nessa gente, né? E os outros que são malucos do joguinho talvez não sejam malucos a ponto de... de consumir um podcast sobre, ou de entrar numa comunidade para discutir isso sobre, mas tem outras intenções com o jogo. A gente está lendo livros, está consumindo de outra maneira. Então, se no nosso espectro já não dá para fazer isso, então eu
não quero conseguir chegar... Ah, pô, tem o cara ali que... joga uma vez a cada seis meses com os amigos do trabalho, joga uma quinta edição ali que eles botam. Esse cara não vai estar ouvindo sobre o novo simulacionismo num podcast numa terça-feira de manhã, entendeu? É muito bem-vindo, se tiver, é capaz de ser picado pelo vício
da profundidade do RPG, beleza. Mas eu não tenho essa ilusão, eu acho que a gente tem que aumentar a bolha e pegar a gente que talvez... não se interesse exatamente por jogar. O Biergarten não se interessa por old school exatamente, que é um assunto recorrente e um assunto que na comunidade muita
gente prefere esse estilo. Mas como aconteceu comigo de... A gente está falando de Final Fantasy, está falando de coisas que tu está usando para jogar o BX, mas aí eu vou jogar um chamado de Cthulhu. Essas coisas estão mudando o meu jogo na minha cabeça também. Estou questionando coisas e estou usando para além de eu só... Não, eu não estou fechado em apenas um jogo.
Estou discutindo sobre RPG a partir de um jogo específico, talvez a maior parte, que é o jogo que tu está estudando, E isso pode ir para se irradiar para vários lugares. Então, eu acho que aumentar a nossa bolha e trazer gente que era ativa, talvez voltasse ativa de novo e aumentasse as pessoas,
para mim, é o principal. Então, assim, para mim, são consequências, essa parte comercial de ter mais apoios, mais patrocínios ou mais episódios que tenham esse... gente de fora querendo colocar no café, é uma consequência também disso, de aumentar a comunidade, aumentando a comunidade a gente aumenta mais episódios a semana, aumenta mais exposição, a gente tem mais espaço para fazer isso também, aumenta maior o interesse, então para mim o foco sempre é
aumentar essa bolha que a gente tem dentro desse nicho, pra gente ter mais gente discutindo RPG todo dia e trabalhando menos nos seus trabalhos. Porque é isso que acontece. Que fiquem avisados aí. É, pra mim o desafio atual, né, eu acho que é poder chegar num ponto aqui em que a gente tenha uma gordura, né, dos episódios, a gente ainda tá lutando pra ter
uma gordura. Pauta não falta, né, a gente tem um monte de pauta ali, mas tem, eu acho que precisa um pouco de... eu preciso um pouco de me organizar melhor pra poder... construir essa gordura muito tem a ver com esse lance da emergência dos temas eu não posso negar que muitas vezes eu tenho planejado gravar determinada coisa e em cima da hora, por conta de algum debate ou alguma coisa assim, eu acabo mudando o tema do episódio mas enfim, eu acho que isso é uma
coisa que eu consigo me organizar melhor pra fazer agora nessa temporada Uma outra coisa também que eu vejo como desafio, né, a gente tudo dando certo, é a gente conseguir trabalhar talvez, sei lá, algum tráfego pago, alguma coisa assim de rede social, não sei o que, pra tentar trazer ou encaixar as pessoas que gostam de RPG no mesmo nível, nesse espectro que
a gente gosta, né, mais rinchado. para ver se aumenta, como você falou, a bolha, e aumentando o número de vezes na semana, entender como manter essa profundidade dos episódios, como manter esse tipo de coisa fluindo legal.
Eu tenho para mim que não somente a gente vai ter mais tempo para se dedicar, quando a gente conseguir ter mais patrocínio, ter mais assinantes, etc., mas também eu acredito que a gente vai ter mais pauta, uma coisa que as pessoas perguntam pra mim, falam, ah, mas eu, cara, eu, pra mim tá bom uma vez, duas vezes por semana, eu não consigo ouvir muito mais do que isso, mas mais episódios na semana e mais variedade de pauta, não quer dizer que você vai ouvir todos os episódios,
mas a chance de terem episódios que você curte o tema aumenta mais, porque vai ter mais variedade, aí eu consigo chamar mais gente pra entrevistar, consigo fazer até mais episódios que são mais espontâneos mesmo, de trazer ali uma coisa um pouco mais espontânea, de pegar o microfone e falar, só que obviamente já com esse know-how e com essa estrutura que a gente já vem montando, então eu acredito que Você fazer uma jam em cima de uma estrutura é diferente de você fazer uma jam
sem nada, né? Então me parece que a gente já tem uma estrutura pra construir em cima, em que até esses episódios mais espontâneos e de entrevista, que não precisam de tanta preparação assim, fluem melhor também. Então, acredito que vai ser um desafio, obviamente, voltar a ter mais episódios na semana, mas certamente eu entendo claramente como manter isso. E outra coisa que eu tenho como desafio para mim é entender como viabilizar mais o blog. Eu quero trabalhar essa frente do blog.
Eu quero, de alguma forma, aproveitar que a gente tem as transcrições, que a gente tem algumas ferramentas de IA hoje em dia, e tentar unir essas coisas para tentar sumarizar, tentar construir algumas coisas que possam, eventualmente, ser facilmente trabalhadas para virar post de blog. Pegar, de repente, discussões mais interessantes do mês, pegar alguma coisa assim, para fazer um conteúdo escrito, para voltar aquela ideia um pouco de diversificar um pouco o
conteúdo, sabe? Voltar a fazer mais live no YouTube, que é uma coisa que eu estava fazendo mensalmente, mas depois que a gente não conseguiu mais gravar os episódios ao vivo lá no estúdio do Johnny, do MKPE. Aí eu parei de fazer as lives, mas eu pretendo voltar agora, nesse ano de dois mil e vinte e cinco, a fazer essas lives semanais. E, pra mim, o desafio junto disso é manter essa construção periférica, essas coisas que estão em torno do café. Manter esse tipo de coisa
fluindo também. Pra isso, certamente, é legal a gente poder contar com os parceiros, com pessoas da comunidade e tal, mas obviamente envolve sempre um trabalho nosso, da gente poder tracionar isso, poder organizar isso aí pra que essas colaborações elas elas apareçam. Então, pra mim, isso é uma vontade, é um desejo no futuro. E, obviamente, manter as parcerias que a gente tem
atualmente. Não somente manter os assinantes, a galera que a gente curte, que a gente agradece imensamente, mas também os parceiros que procuram a gente pra fazer parceria. É... E conseguir novos, né? Eu acho que isso é uma coisa importante, a gente poder ter os novos episódios na semana, vai dar essa variedade, então tudo uma coisa tá ligada à outra, né? Eu acho que esses são os desafios, assim.
Mas é meio que isso, cara. Você quer falar de próximos passos, alguma coisa, ou podemos ir encerrando? Cara, eu não quero falar de passo a passo nenhum, que eu tô entrando em férias agora, eu não quero pensar no amanhã. Tô vivendo só hoje. Então, fechou. Titão, muito obrigado, cara. Valeu aí pela conversa, agora de início de temporada. Estamos em dois mil e vinte e
cinco oficialmente. E desejo um bom ano para você, cara, um bom ano para nós aí, não somente no café, mas na vida pessoal, profissional, que esse dois mil e vinte e cinco seja tão bom quanto os melhores anos das nossas vidas. Boa, desejo a mesma coisa e, na verdade, desejo que a gente continue conseguindo fazer isso aqui, principalmente, para estar aqui para melhor, porque é muito divertido. Demorou, cara. Eu vou deixar perguntas na
enquete pra galera. A primeira pergunta que eu vou deixar é da enquete de sim ou não, mas no caso eu vou deixar pra você responder a alternativa de hoje em dia, você prefere a primeira ou a segunda temporada do Café? Porque foi uma pergunta que eu fiz lá no início. Eu quero comparar agora pra ver se a gente teve alguma evolução a respeito. Você prefere a primeira ou a segunda temporada? Responde aí pra gente e deixe
também o seu comentário, né? E aí, sobre o teu comentário, eu vou falar assim, cara, se você tiver, deixa pra gente o nome de uma playlist que você tenha no Spotify, alguma coisa assim, pra gente trocar nossas mixtapes aqui. Demorou? Então, é isso.
Espero que o segundo ano da segunda temporada do Café com Dungeon seja cada vez mais essa mixtape que eu tô preparando pra cada um de vocês aí, pra gente poder discordar, sempre, mas confluir no nosso amor pelo RPG, repetindo o que eu trouxe na introdução. É isso aí, valeu, e, bom, vamos pro encerramento. Café com o quê?
Então é isso, eu vou deixar os links citados aqui no adjetivo do episódio, alguns episódios do Café, inclusive, para você ouvir, mas também tem aí as coletâneas, o Fat Rack, tem aí o Jordan Cook com o Rain Wolf, que o Titão citou, e é isso, vou deixar o link para o Dojo, nosso parceiro que está financiando a temporada. Vou deixar também aí o link para você se tornar um assinante do Café com Dungeon.
Se você quer o Café com Dungeon voltando a ter cinco episódios semanais, considere apoiar o projeto e a sua expansão lá no apoia.se barra Café com Dungeon. Se você gostou especialmente do café de hoje, você pode deixar para a gente uma burgeta, mandando um pix em qualquer valor para cafécomdungeon.com.
A gente conta com você. Se você tem uma empresa ou uma marca e quer ter um dia na semana... do Café com Dungeon, você pode financiar um episódio semanal, como fez o RPG do Ojo, e fazer a alegria da massa RPGista. Então consulta a gente lá em cafécomdungeon.com, que a gente tem uma proposta especial para você. Você pode também consultar a gente sobre parcerias e
anúncios. A gente trabalha não somente com marcas de RPG, mas também com outros ramos, como café, jogos, tecnologia, mídia e etc., Se você é produtor de conteúdo, game designer independente, acadêmico ou fã e quer colaborar com a gente, manda aí uma mensagem no nosso e-mail falando sobre você e sobre a tua ideia. E a gente troca a gente troca a respeito disso. No mais, queria agradecer a galera que torna possível essa aventura, os nossos assinantes.
Então, obrigado a galera do nível incentivo, incluindo o Jefferson Antunes. Valeu demais ao pessoal do nível apoio e comunidade, incluindo o Denis Carvalho, o André Luiz Marcondes Ponte e o Diego Brandão de Paiva. Um salve especial para os assinantes do nível RPG Dojo, dentre eles o Vinícius Caldas, o Pedro Obliziner, o Luiz Guilherme Dias de Souza e o Rudolf Helmut. E um abraço aos membros do treinamento Oil Fantasy.
Então aí o Abílio Júnior, César Machado, Daniel Aydar, Diego Sestito, Douglas Baense, Léo Gasparuto, o Matheus Piqueira, o Marcos Gonçalves, o Rafael Bardal, Bruno Cobb, João Burlamarck e Gui Providello. E um imenso agradecimento ao nosso membro Café com Balbi, Thiago Augusto, grande Thiago. Valeuzaço pelo teu apoio. Galera, um abraço e até a próxima. Chega de brincadeira.
