Conversa sobre Regras #0084 - podcast episode cover

Conversa sobre Regras #0084

May 15, 20251 hr 44 minSeason 2Ep. 84
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Balbi recebe o Rafael Carneiro - o Raca - para trocarem ideia de forma solta e bem viajada sobre regras.

Links citados no episódio

Links dos Anúncios

Jogue Biergotten

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Links mencionados

O jogo pela regra no Catarse Bernardo Gregorio - Entre o Céu e a Terra no Youtube Levi Strauss - As estruturas elementares do parentesco na Amazon O que é regra? no Substack do Julio Matos Jaosn Morningstar - O Caminho Azul Just a Little Loving Raca.itch.io Historia do RPG no Brasil no Youtube Minicurso online na UNESP V Simposio RPG Larp Educação

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Transcript

Conversar sobre regra é conversar sobre sociedade, sobre educação, sobre poder, sobre mercado, capitalismo, filosofia e até mesmo religião. No último episódio, a gente viu a jornada acadêmica do montola de tentar descrever um fenômeno particular das regras no RPG e nos jogos de roomplay. E hoje o episódio continua um pouco nessa toada, mas de maneira mais solta. Viajada 2 amigos trocando ideia sobre o assunto, como se estivessem.

Num bar logo. No início, meu convidado traz uma associação muito interessante entre regra e período menstrual, que muita gente chama de regra. Eu fiquei viajando muito nisso depois. De modo geral, as pessoas tendem a chamar tudo de regra, né? Tudo que é normatividade, tudo que é, enfim, tudo que é

fenômeno natural. Modo de socialização esperado, rituais cotidianos, expectativas de comportamento, princípios e leis cunhadas pelos homens, princípios e leis cunhadas por entidades sobrenaturais, segundo alguns, até um fenômeno fisiológico. Do corpo humano. É associado a regra? Eu fico me perguntando. Por que dar o mesmo? Nome para isso tudo, eu entendo. Pessoalmente, que regra é algo que o homem estabelece como um tem que ser assim, é mais um dever ser do que um.

É assim que as coisas são. O homem espera que se você jogar uma Pedra para cima, ela vai cair de novo. Se nunca, aí tem algo muito errado na ordem natural das coisas. A coisa da regra, como menstruação, me parece assim também, eu arriscaria que. Chamar a menstruação de regra vem da expectativa do homem a respeito do corpo da fêmea humana. E aqui eu tô tirando isso do meu cu.

Mas me parece que a mulher naquela época lá, muito pelo menos na época de antigamente, sei lá quando ela, ela devia se manter casta intocada para ser oferecida Imaculada a sociedade em casamento. E a prova concreta de que ela se mantinha assim, Imaculada, era sangrar de tanto em tanto tempo. Era uma prova pra família, principalmente, uma prova pra sociedade, de que ela não tinha pecado. Isso, de certa forma se estende até os dias de hoje, né? É ainda tem gente que que passa, né?

Por esses canais tem gente que. É. Não é mais religioso nesse nível e não não tem essas expectativas. Mas é um nível, né? Esse esse tipo de dinâmica ainda acontece? É a regra. É como deve ser. Ela tem de menstruar até casar muito antigamente, mais antigamente do que isso, parece que era o contrário. O corpo da mulher era uma máquina de parir. Gerar população era o principal fator de segurança entre os povoamentos distintos. Quem tinha mais gente? Subjugava quem tinha menos gente, né?

Antes de bombas atômicas e comércio ultramarino e tudo mais. Isso era bem, bem forte, né? Na mulher, então o sangue da menstruação era danado, era vil. Ela Foi amaldiçoada anão dar luz e carregar consigo um bebê. Mulher, menstruação, ciclos naturais, sangue, um útero ocioso. Isso tudo rapidamente é associado à bruxaria, ao mal. Tem um vídeo muito interessante de um cara chamado Gregório Bernardo, que ele aborda essas questões. Aí é e passa, né?

Essas questões sobre a mulher, sobre bruxaria chamado entre o céu e a Terra. E ele passa por essa questão da expectativa sobre a menstruação, né? De como isso muda e vou deixar no descritivo do episódio. Mas voltando. Chamar tudo de regra me parece uma vontade irrefreável de controle desse dever ser, né? E de dar uma expectativa sua ou da sociedade, sei lá, a mesma força que tem um fenômeno natural cíclico ou um ciclo fisiológico do corpo humano é tudo a mesma coisa.

Quebrar a regra, portanto, coloca em risco a ordem natural das coisas em algum nível, seja uma regra. De mera vontade de um legislador ou de um poderoso que de repente nunca viu nem você, nem os seus em toda sua vida, que chegou fora do contexto, mas decidiu que as coisas tinham que ser assim? Negar essa vontade dessa pessoa ou dessa casta social ou desse extrato social é a mesma coisa. E quebrar uma ordem da vida foi nesse espírito.

Que eu pude conversar com meu amigo raca, trazendo um pouquinho 11 desconforto que eu tenho do uso amplo, que se faz da palavra regra na vida e na sociedade. E a gente acaba trazendo para dentro dos nossos espaços imaginados, dos jogos, né, um pouco dessa carga logo nesse espaço. Que a gente. Tem tanto poder criativo e que pode fazer as coisas diferentes. Vamos ver esse papo simbora? RPG é coisa do diabo.

RPG é coisa do diabo. Que rapaz, o diabo vai fazer com essa porrada de nerd, esse bando de perdedor. Bom dia amigos do café com dânjon. Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café foi feito de acordo. Com as ordens dos monges ungidos. No óleo de óleo, Kant é a famosa regra do café. O bom é que você não precisa seguir regra nenhuma pra beber

um café perfeito. É só chegar lá no na internet e entrar no site ovelha ponto café chega lá, utiliza o cupom CCD tudo minúsculo que é o cupom pros ouvintes do café com dângio, onde você vai conseguir um desconto especial. Se você quiser um. Desconto melhor ainda, você pode se tornar um assinante do café com dângio. E aí você vai ter cupons progressivos, né? Com descontos maiores de de acordo com seu nível de apoio ao

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leitura da enquete, né? A gente deixou ali a pergunta no episódio as regras invisíveis do RPG, né? Que em que a gente. Abordou Oo montola e o seu. Trabalho acadêmico sobre as regras no RPGE aí eu fiz a pergunta, vocês gostam de teorizar sobre RPGEA gente, teve a primeira unanimidade aqui no café com dângel na nossa enquete porque 100% das pessoas disseram que sim.

Elas gostam de teorizar sobre RPG não me espanto muito, porque, afinal de contas, a galera aqui, pô, se ouve o café, certamente gosta de teorizar sobre RPG. Mas ao mesmo tempo a galera gosta tanto de discordar que eu imaginei que fosse que que pelo menos uma pessoazinha ali fosse botar que não curte mais feliz aqui, que vocês curtem desse dessa cachacinha que é pensar sobre RPGE, filosofar, respeito, né? Então vamos lá, também teve aí uma resposta do tom, né? Que mandou assim essa

interpretação. Acredito que sobre o montola, né? Desse o soco em qualquer iniciativa que propõe usar inteligência artificial baseada em é Lars language models, né? Os llms pra jogar RPG ou YouTube em louco. Olha, Eu Acredito que essa descrição feita pelo montola seja sobre sobre Julio play de fato é presencial ou ou pelo menos online, mas seguindo dinâmicas do presencial, né? As dinâmicas online do do

rudlley é ou de digitais, né? Como ele coloca ali até em algum momento, acho que tendem às vezes a seguir outros outra, outras ideias, né? Outras regras invisíveis e algumas outras questões. Tem certas diferenças que a gente gosta de. Explorar, mas o fato é que o RPG que a gente conhece. Está mudando muito, né? Com a, com a, com essa. Convergência digital tem até um episódio da primeira temporada em que eu em que eu falo sobre a. A. A convergência digital, né? Mas o RPG está mudando.

O jeito de jogar RPG vai mudar muito em pouco tempo. E certamente a presença das iais, né? Seja apoiando os jogadores a jogar em solo. Ou. Fazendo às vezes de mestre ou de outros jogadores, certamente vai mudar muito o jogo, né? E aí, nesse caso? Talvez a teoria de RPG tem que mudar também, assim como a discussão sobre arte, a discussão sobre jogos também tem que evoluir assim. É junto com a sociedade, né? Então acho que Oo RPG não vai

ser diferente, mas é isso. Valeu a participação aí, tom e vamos pro episódio. Essa aqui aconteceu lá na Montanha da alcarina, acho que a Elsa chama aquela Serra de a muralha. Mas eu estou falando de um paredão inconfundível, com várias entradas de caverna que

faziam um desenho de alcarina. Na época, o lugar era infestado de aranhas e todas as teias que elas espalhavam pela floresta do casulo ou se encontravam na boca de uma caverna específica, o lar da Viúva Negra. As teias tensionadas entravam uma música triste quando tocadas pelo vento, produziam um som tão melancólico que era capaz de minar as energias até da guerreira mais determinada. Aquele lugar é especial pra mim.

Foi por aquelas Montanhas que eu saltitei logo atrás dos calcanhares da Elsa, aprendendo todos os truques que me mantém viva até hoje. E foi por causa dos ensinamentos da Maga que eu o lirinha e a pequena companhia de lunáticos, que tinham concordado com aquela missão suicida. Tínhamos os ouvidos cobertos por cera de abelha. Isso evitava que a música mais fica produzida por aquela fauna nos abatesse. A missão devia ser simples.

Entrar na caverna da Viúva Negra britar aranha maior, correr pelas nossas vidas antes que as aranhas menores conseguissem nos alcançar. Mas eu precisava que o dirinho entrasse na caverna comigo, e aquele magu desgraçado é tão genial quanto é covarde. Ou talvez ele só seja mais prudente que eu por passar tempo demais com aquele nariz feio enfiado em livros. De qualquer forma, eu não me orgulho das chantagens que eu fiz para convencer ele a me

seguir caverna dentro. O que importa é que eu consegui. Dizem que quando você olha para o vazio, o vazio olha de volta para você. Não tem outro jeito de descrever o que é só sobre o olhar atento da Viúva Negra. Não era a primeira vez que eu enfrentava aquela criatura e eu pude sentir o ódio que emanava dela na nossa direção. Eu tentei um acordo. Caso você não saiba, minha devoção a deusa Maria Joana me dá a habilidade de conversar com

animais. A resposta da aranha foi, silêncio, predador opressor, assassino. Dei um passo para trás, evitando movimentos bruscos, depois outro e mais um. Senti a mão do Neguinho a tocar meu ombro. Ele tateava o ar tão cego pela escuridão do Brasil quanto eu. Você pode até discordar. E ele nunca vai admitir. Mas a única coisa que impediu que o lilinha saísse correndo de volta pela boca da caverna quando arenha se aproximou da gente se chama amizade.

O toque dele no meu ombro disse mais que esses poemas prulentos diversos decassílabos que ele adora. Daí a culpa e o medo por colocar a vida dele em risco. Mais uma vez me despedaçaram, mas eu não tinha tempo para ruir. Eu jamais me perdoaria se agarrei a Manga da túnica dele e puxei para baixo, num convite irrecusável e nada gentil para se ajoelhar no chão comigo.

A medida que nos abaixávamos devagar, erguei meu escudo sobre nós 2. Fechei os olhos, clamei para que Maria Joana me permitisse canalizar sua luz. Uma calma se espalhou pelo meu corpo. Senti minha cabeça mais leve. Então a luz brotou como uma faísca em folha seca. Sou lurandé anunciei meu escudo se iluminou no instante que a Viúva Negra avançava para nos pegar, lilinha também gritou alguma coisa que eu não entendi.

Ele tinha em Richie a varinha que a Kalil tinha nos emprestado, uma estampida com o por toda a caverna. Então, estrondo ensurdecedor e uma descarga de energia gigante fizeram o chão tremer. A escuridão que nos envolvia sumiu. E eu queria dizer que eu fui tomada de euforia. Eu abracei meu amigo, comemorei nossas vidas. Mas nós sabíamos que a caverna guardava outros perigos. Corre, corre, porra. Foi a voz dele que me trouxe de volta do ator do Américo.

Nós corremos e vivemos para contar mais essa história. Mas foi por pouco, foi por muito pouco. Esse e tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto de beergoten se você quiser explorar aventuras como essa. Pode entrar inteiramente de graça no nosso. Grupo, siga o link lá no descritivo do episódio e jogue beergoden. Com a gente? Vamos explorar beergoten. Bom dia, diabo, bom dia ao caralho. Regras, regras, regras, né?

Sempre regras. A gente sempre falando de regras aqui no café é meditando um pouco sobre o assunto. Às vezes polemizando em cima, mas hoje? A gente vai trocar ideia com um cara muito, muito competente e principalmente, é muito interessado em em produzir conhecimento a respeito de jogos, né EE? Dessas atividades lúdicas até como RPG larga e tudo mais, é o hacker novamente aqui no café com danjo. bem-vindo hacker. Bem-vindo, muito obrigado, né? Estou aqui tirando o sapato para

entrar No No seu podcast, né? Com todo respeito, vamos trazer as impurezas da rua, que isso já é uma regra, né? Já é? Vamos embora, vamos embora. Está aqui muito, muito obrigado pelo pelo espaço aí pra gente conversar. Estamos juntos, cara, pô, muito bom, você você trouxe já, já começou trazendo um trazendo 111 assunto interessante aí que é coisa do do costume, né? Isso é um costume que a gente encara como regra, né? Uma, eu eu estava vendo um podcast de de uma galera da área

de direito até recentemente. Eu não lembro o nome do podcast, eu vou procurar para deixar No No link do episódio. E os caras estavam dando esse exemplo aí do do sapato, né? Do do, do, das pessoas com sapato. E talvez isso tem a ver com com a gente começar a discussão sobre regra, passando por alguns pontos que eu que eu trouxe aqui, mas que é o seguinte, o cara deu esse exemplo.

Ele falou, a gente tem pra gente que a gente tem que entrar na casa da pessoa sem o sapato pra deixar o sapato lado de fora. E a gente, a gente aprende isso muitas vezes, até sem entender o motivo disso, né? É, as crianças ainda não deixa o sapato fora e. Obviamente existe um motivo que é deixar as empresas do lado de fora. Tem gente que fala que é a parte espiritual, é energética, enfim, cada um tem a sua AA sua justificativa pra isso.

Mas o fato é que o grande motivo por trás disso é pra não trazer sujeira da rua, né? Você não. Traz sujeira da rua? Pra dentro de casa, eis que um sujeito OOOA criança pega lá, coloca um tênis novinho e fica correndo pela casa com um tênis novinho, acabou de tirar da da

da embalagem. E a mãe briga com com o menino, fala, menino não pode ficar comendo com tênis dentro de casa, não sei o que, não sei o que, não sei o que dá o esporro no menino e o menino começa a chorar e vem o pai fala, pô, você tá errada, cara, não tem porque proibir o menino de correr de tênis dentro de casa, ué, mas é, não pode, pô, é uma regra, é uma regra, não pode, pô, a gente já botou isso aqui Pra Ele, como é que ele não aprendeu isso? Mas qual o sentido, pô? Né?

E então, tipo, já a gente já começa a trabalhar a regra nesse nesse esquema. O que que é uma regra, cara? O que que seria na tua cabeça, uma regra? Cara, eu eu queria é só lembrar uma coisa, EEE, pelo que você me falou, eu já pensei de várias coisas para RPG é, mas eu queria é, não é, é. Vamos lá. Eu eu tinha um aluno é muito querido, que o apelido dele era regras. O apelido dele era regras por uma bobeira, né? Ele tava foi jogar basquete com os amigos. Aí, Ah, mas quais são as regras,

né? Quem quer dizer assim, a gente vai pegar leve ou vai pegar pesado, né? Vai marcar falta ou vai ser. E aí os caras apelidaram de regras e tinha uma professora que ela falou pra mim, falou, nossa, quando eu escuto isso, me vem na cabeça menstruação. Nossa, porque a menstruação também, né? Falta de regras, né? É, e aí o olha Oo campo, né? Aí a gente vai para a sociologia, né, que é OOO capital cultural AA nossa experiência, né?

Um homem não pensa em regra e você não pensa em menstruação, porque isso não é uma coisa que que condiz ao no nosso cotidiano, né? Pelo menos até você conviver com com com pessoas que menstruam, né? É ao mesmo tempo que quando a gente fala nesse sentido, quando a gente fala dentro dessa lógica, né? Eu acho que a Juventude já não fala mais de regras a partir de menstruação e mas ela falou e me veio uma coisa na cabeça. Eu falei, caramba, né? É, eu nunca tinha pensado nisso,

mas tá aí, né? A gente pode falar de regra, a gente pode falar de menstruação, enfim, mas regra eu. Eu eu penso, né, como uma definição, né? 111 regulação de ação, né? É, você tá regulando uma ação, você tá colocando limites em determinadas ações. Então você tá definindo. Olha, você não pode fazer tudo porque existe uma limitação aqui. Pra onde você quer, né? Por exemplo, quando a gente fala no xadrez, qual que é a forma mais fácil de ganhar no xadrez?

É dar um tapa No No rei do do, do adversário, caiu, você ganhou. Só que você tem uma regra que você não pode mexer na, né? Você só pode movimentar as suas peças, não a dos outros. Então, quando a gente fala nesse sentido, até mesmo é, existe uma piada, né? Uma brincadeira muito grande que fala que. Você. Quando você vai conversar com alguém que não quer conversar, é o famoso, né? Você quer fazer um acordo com alguém que não quer fazer, você está jogando xadrez com Pombo por quê?

Porque você tá seguindo as regras e o Pombo tá cagando no Tabuleiro, ele tá batendo as asas, ele tá voando e você fica esperando que ele haja segundo as regras, ele não age, né? Então eu acho que é um, é um, é um ponto muito importante a questão das regras, eu acho que é as regras pensando no jogo, né não? Não pensando em sociedade, apesar que sociedade também é, a gente pode refletir sobre isso. As regras às vezes estabelecem na sociedade padrões de

cotidiano, né? Padrões de comportamento, ações. Olha, essa pessoa não segue as regras, né? Essa criança que essa criança que que que entra Na Na Na sala e pisa o sapato novo. E aí realmente aí a regra, bom, se o sapato é novo, parece que. Existe uma exceção a essa regra, né? Talvez possa, mas basicamente é essa orientação de conduta que que estabelece limites, estabelece padrões, né? É pro comportamento e ação do, do, dos, dos indivíduos. Acho que é isso.

É Oo essa essa essa ideia da regra sendo 111, limitador da agência, né, do das decisões, como você botou é é bastante também o que o Júlio traz, né? O Júlio Matos que a gente tava falando sobre ele aqui, ele tá construindo um glossário de de games designer, é no substeck dele, inclusive vou deixar o link no descritivo do episódio e ele cita que uma regra é um limite, né? E aí ele fala, ele passa pelo

pela lei da gravidade. Passa entre acordos, entre pessoas, né, que o regra é um ponto de controle, né? E que de certa forma, isso é um é. Acaba sendo um definidor coletivo pra aquela, pra aquela experiência que as pessoas estão estão tendo em conjunto ali. É acho que coaduna muito com o que você está falando assim, né, dessa, dessa visão de regra, porque passa por todos esses âmbitos diferentes de de regra, né?

Agora, trazendo um pouco pro. Pro pro RPG e também até com essa questão de limite, é o lance do limite, né? Toda regra é uma regra, é um limite. EOOO bernetsilds, por exemplo, né? O tino Gian trabalha em cima do sulds também. São são 2 caras que eu cito muito no café. Eles trabalham com essa ideia de que você tem um objetivo auto imposto nos jogos de forma geral, e que você se auto impõe em formas ineficientes de atingir esse objetivo, né?

E esses EEE. Dentro disso você estabelece alguns obstáculos, alguns, algumas, alguns limites. Até o tino gam ele, ele entende que os jogos eles cristalizam esses caminhos de ação que a gente tem, então cada jogo ele é como se fosse 11 LP, que tem aqueles sucos, né? Então esses sucos são caminhos de agência cristalizados através dos jogos. Mas aí eu fico pensando, até foi uma coisa que eu abordei no episódio aqui em que eu, eu, eu, eu era crítico à ideia da regra, né?

A ideia geral que a gente tem de regra em jogos. Que é essa questão da regra. É muitas vezes a gente tomar que todo limite é uma regra, mas não necessariamente. E se os os jogos, eles precisam de limite, né? E é isso que faz o jogo, é eu. Eu me pergunto por que a gente passa a chamar todo tipo de limite que aparece, inclusive os limites de mídia, os os limites da própria realidade ou os limites que que muitas vezes, como como você falou, né, que

são. Que estão mais de acordo é ou aqueles limites que são vindos de uma lógica? Porque a gente chama tudo isso de regra, né? Mesmo aquelas que muitas vezes não se repetem tanto, mas que, enfim, a gente chama de exceção e tudo mais. Porque que a gente tende a trazer isso tudo como uma coisa só, né? Como 111, fenômeno. Só se me parece que são fenômenos tão diferentes entre si e que talvez tenham valores muito importante. Para diferentes composições de jogos, né?

Encarando eles como esses registros de agência, que que a gente tende a chamar tudo de regra, na tua, na tua perceção. Regra vem de conduzir, né? Guiar, dirigir. Não existe vida humana sem regra. Não existe. Bom, os anarcos capitalistas sonham em ter uma sociedade sem regras e et cetera. Ele fala, cara, não existe. Primeiro é aí a gente. Se a gente pensa em em regra, como com limitações, a gente pode pensar que vamos pensar na vida humana, a vida humana.

Nós temos algumas limitações naturais, ou, como você citou o Júlio, a gente vai falar de gravidade. Gravidade nos limita. Eu não posso voar. Eu, eu a as minhas condições biológicas, eu não posso ficar muito tempo debaixo da água, né? Por quê? Porque eu tenho limites, o meu corpo ele é limitado, é, a gente não, não chamava isso de regra, mas é, é um limite, né? Então eu acho que a regra ele não, eu não iria pra esses

limites. É naturais, né, que as ciências naturais tanto estudam, mas a gente poderia falar da. Da sociologia, por exemplo, da sociedade, da antropologia, existem regras, existem padrões, existem comportamentos. Quando a gente fala eu sou um indivíduo único, livre, pensante, aí você fala, nossa, cara, você, você é o máximo, você é. Você escolheu seu nome? Você não escolheu seu nome, né? Ah, tá, alguém escolheu e você assimilou e você paga IPTU, você né, tem casa, você tem, Ah, que

legal, né? Então quer dizer, até que ponto a gente tem regras, a gente a gente segue essas condutas, até que ponto a gente tem consciência dessas condutas? O tem um sociólogo francês, o Durkheim, que ele comenta, né, que a gente só é livre, é a partir da simulação das regras. Porque as regras que nos dão uma certa orientação de como a gente vai agir até para quebrar regras, a gente tem que ter a

consciência da regra. É com 1111 lobo na natureza, sei lá, ou uma ele não, ele não tem regras sociais, né? Ele tem basicamente os seus instintos, ele tem obviamente não todos os seres gregários, eu tô tô dando um exemplo aqui, mas é quando a gente fala nesse sentido, nós seres humanos, criamos ordens simbólicas, né? É, eu gosto muito de ter um texto do leviestrô. Bem, é um pouco polêmico. Tal é o as estruturas alimentares da da família. Nossa, eu eu esqueci o nome do livro dele.

Eu estou bem esquecido. Eu vou deixar o link no descritivo. Do episódio pra. Vocês aí, eu vou. Mas aí a gente cita a gente, bota o nome direitinho lá, Ah. As estruturas elementares do parentesco. Tá? Hoje ele vai falar, basicamente, é como que surgiu a cultura humana? E ele e ele começa a discutir e ele tem uma hipótese, que é a hipótese que a cultura humana surge a partir da proibição do incesto, tá EE aí ele ele vai trabalhar com a seguinte dinâmica, né?

O incesto é uma prática muito mais corriqueira do que a gente discute, né? É, e ele começa, né. Como um bom antropólogo, ele vai buscando é. É elementos, histórias, discussões. EE ele fala o seguinte, no momento em que primeiro ponto, né? Por que que se proibiria o incesto? Se proibiria o incesto porque no momento em que em que vários povos convivem entre si, você tem 2 saídas, ou uma guerra total, ou você faz uma Aliança. E como que você consegue fazer uma Aliança duradoura casando

seus filhos? E como que você garante que seus filhos eles chegarão solteiros, é? Solteiros na idade pra casamento, quando você proíbe a endogamia e você, né? Define a exogamia como como como regra. Então ele fala nesse momento, o ser humano, ele estabelece 11 vinculação social para um vínculo biológico, quer dizer, de agora em diante. Pai, mãe, filho, irmão. Tem uma regra social que vai delimitar o comportamento biológico, né? Então você coloca um limite, as ações humanas o levistrô.

Isso é a fundação da própria cultura humana em si, quando o ser humano se separa dos instintos biológicos pra determinar um significado social e coletivo para prática para um vínculo biológico. Tá, então é nesse sentido pro pro legistrô AAA cultura surge com o limite, com a regra, né? É. Então a gente define essa estrutura é é de você é humano no momento que você começa a seguir regras, acho que talvez não seja um ponto a gente pensar

nesse sentido. EEO ser humano, No No ele, AA gente vive uma série de regras, a gente aprende regras. A gente aprende como que o nosso cabelo tem que ser, a gente tem aprende que a gente tem que usar roupa. A gente a gente aprende é quais peças de roupa a gente pode usar, em quais situações. É EEE, todas as situações, se a gente pra pensar, são construções sociais, né?

Por exemplo, eu não posso ir de sunga na igreja, eu não posso, mas eu posso ir de sunga na praia, é e eu não posso, sei lá. Eu tenho 11 amigo que ele disse que ele foi numa é. Ele tinha aula teste, né? Ele falou, Ah, eu, eu tinha aula teste. Eu fui um dia antes da aula teste, eu eu saí EE, fiz um dia, eu fiz e me dei um dia de princesa. Não sei se eu lembro desse programa que tinha, do do netinho que levava a moça.

Aí vai. Ele falou, cara, eu fui, eu fui no cabeleireiro, eu cortei o cabelo, eu parei a barba, eu comprei perfume, eu comprei Roupa Nova para chegar no

trabalho. E produzir um efeito, né, pra chegar a bem apresentar, né, professor de história, então é, eu lembro quando quando eu fui dar aula teste, eu peguei um é assim, eu eu lembro que eu peguei e falei não vou levar esse livro aqui que é Oo cara que IA me entrevistar, era um historiador, um cara muito Sério, eu peguei um livro Sério, sei lá, não vou levar o é Rambo 3 lá, sabe, né? É não vou levar 111. A Morte do Superman, entendeu?

Porque, ô, mas você não gosta, gente, isso são você, você entende que existe, né? Os espaços sociais tem regras, muitas vezes não, não explicitadas, mas tem regras, né? E essas regras mudam, Hein? As regras mudam muito. Sim, sim, é que você, você, você botou 11 coisa muito interessante, né? Que essa questão da diferença das regras que a gente escolhe,

né, que a gente determina. É que a gente segue por muitas muitas vezes por por respostas a necessidade que a gente tem, mas são regras sociais auto impostas, né? E que isso tem muito a ver com o jogo. O jogo é, é isso, né? São regras que a gente escolhe seguir voluntariamente, é que são limites que definimos pra poder é decidir em cima. Isso compõe o próprio jogo, né, de certa forma. Então, se se o jogo acaba sendo

esse espaço, né, que que deriva. Dessa, dessas, dessas, dessas cercas, dessas raias, desses caminhos que a gente define pra gente a partir de regras, é eu trazendo pro RPG, tem uma coisa muito interessante que é o seguinte, ORPG, ele acaba sendo um espaço simulado, né? Esse esse círculo mágico que se cria com o jogo, trazendo o ruizinga, né? No RPG, ele acaba ganhando esses contornos de espaço simulado, né? Como outros jogos fazem também,

como lápis e videogames. Dependendo do do jogo e tal, a gente acaba identificando isso como uma realidade paralela, né? Um mundo de jogo, né, um mundo de aventuras. Só que a gente dentro desse mundo, de forma geral, a gente vai trazer regras que a gente entende ali, que a gente vai delimitar pra gente trazer limites, né? É, e vai ter, vai ter 111 outra carga imensa de regras, que são regras que a gente simplesmente é, toma como?

111 coisa dada já, por quê? Porque a gente está trabalhando com um mundo, então a gente vai trabalhar com a gravidade, como você trouxe a gente vai trabalhar. Só que obviamente essa gravidade a gente tá, a gente vai assumir que ela existe, mas ela poderia ser uma regra do jogo, que não

há gravidade. Por exemplo, se a gente sei lá, Ah, a gente vai jogar num mundo em que não tem gravidade, ou a gente vai jogar num mundo onde as pessoas não morrem, ou a gente vai jogar no mundo, então a gente vai ter que estipular isso através de regras, pra que a gente quebre um senso comum mais ou menos estipulado. Do que a gente a gente tem de de mídia do jogo ali, que é um mundo simulado, né? 11 reflexo dessa mídia do jogo que é OA conversa, né?

Vai construindo esse repertório desse mundo simulado e ele tem expectativas, tem tudo mais. Então, OOO, que que entra, né? Dentro desse mundo é que me parece que quando a gente começa a jogar RPG, muitas vezes a gente já assume muita coisa em relação a as interações que a gente vai ter pela experiência que a gente tem no mundo de fora, né? E muitas vezes não precisa ser acordado, não precisa ser dito,

não precisa ser organizado. A gente vai ter que estabelecer algumas coisas, mas a gente já trabalha com o espaço dado, né? Acho que isso tem muito a ver com essa percepção muitas vezes do RPG, como por exemplo, a regra de ouro e outras tantas. É é outras outros tantos fenômenos do RPG. Em relação às regras, que é quase um abandono, né? Do desse espaço de regra, como se pra jogar não fosse necessário, ou que se há regras essas regras, elas podem ser

abandonadas a todo momento. O que até é é um pouco é é. Não vou dizer contraditório, mas que que nesse caso contrasta bastante com o que o Júlio propôs aqui no glossário dele, né? Uma regra precisa impor, por exemplo, né? É. Se a regra, afinal de contas, se a gente, de certa forma, a gente está trabalhando com o espaço que a gente consegue definir, a gente consegue redefinir a todo momento. A gente consegue é transigir em cima, A gente consegue negociar,

né? A gente consegue, inclusive, é abandonar a regra, como muitos autores lá, sei lá dos anos 90, como no vampiro, né? Alguém reagen? Coloca regra de ouro ou ou antes disso, o gagex coloca a regra zero, né? Que é, é se você você pode mexer com espaço de regra conforme a sua necessidade, bastando pra isso a gente seguir dentro de um acordo muito implícito, não formalizado, né? Não explícito muitas vezes, mas que a gente tenha as convicções por conta desse dessa realidade

mundo que a gente encara, né? Esse sentido que a gente encara é. Por que que você acha que no RPG as regras elas elas elas acabam tendo esse esse contorno tão fluido, né? Como é que é o fenômeno da regra dentro do RPGA? Partir do momento que a gente passa a jogar o mundo, como é que você encara isso? Pois é, assim é em primeiro lugar assim, essa questão de que da das regras, né? É a gente.

A gente tende a simular porque. Quando a gente vai criar 111 mundo universo é se você for pensar em cada detalhe em primeiro lugar, que muitas vezes a gente não tem conhecimento teórico sobre, por exemplo, tá a gravidade, o quanto que a gravidade afeta, digamos, No No desenvolvimento do dos corpos das espécies? Se não existisse gravidade é seríamos todos os nossos círculos, né? Como seria a compleição? Porque a gente, a gente não precisa ter esse contato, a gente não o pé, né?

Quer dizer, o equilíbrio, e isso não existiria. E se a gente pensar pensar nisso detalhe por detalhe, é como seria a forma pra gente engolir, pra gente urinar, pra gente defecar. Quer dizer, é, eu acho que seria uma coisa é tão trabalhosa que a gente já parte de de alguns pressupostos que é, né? EE, eu acho assim. ORPGEO larb também é. São jogos de diálogo. O diálogo tá ali, né? O diálogo é constante, então a gente precisa de uma base comum pra que?

Pra que a gente consiga se entender e direcionar, porque senão se a gente não tiver essa base comum. Se o tempo todo você parar pra explicar, olha isso daqui não ó, tem 11 objeto, é que tá saindo do chão. Ele é verde, ele é pequeno e ele tá por por por todo, né? O caminho que você vê tá falando da grama, né? Aí você vai e fala, putz, mas se você tiver que falar não. Agora tem um objeto saindo do chão grande, alto, e ele tá com com as partes se abrindo em cima.

Então, quer dizer, a gente, pra você estabelecer tudo isso IA ser, eu acho que tão difícil, tão trabalhoso que em geral, a gente, a gente parte do do do que a gente tem em comum. Eu acho que o jogo a gente vive a partir de tantas regras, né? Regras sociais, né? Regra de conduta é as regras da do bom senso. EOOO que a parte mais divertida, imagino eu do jogo, é que. É a gente poder brincar de regras que não alteram nossa vida.

A gente pode entrar e sair de regras e experimentar o que é ser regulado por é por regras diversas da nossa, né? OOO larp nórdico. Eles eles têm um termo que eles usam, que é o álibi. O que que é o álibi? É o meu direito de ser diferente. De ser cafajeste, de ser um assassino, de ser é, né? Porque aquelas práticas que eu não faria, jamais faria. Eu posso simplesmente falar, não, gente, é eu não discutindo do personagem babaca, tá? Não é do do jogador babaca.

Mas é pensando, sei lá, eu sou um vampiro, eu sou um vampiro, eu, eu, eu saio por aí. Né? Querendo ou não, cometendo atos monstruosos. Eu não faço isso no dia a dia, não faço isso na vida, não quero fazer, mas eu, e se eu pudesse fazer? E se eu tivesse uma forma de fazer, como que seria construído? Então eu acho que querendo ou não, os jogos, eles dão vazão a essa nossa. É uma certa parte da nossa existência.

Né? Que que não existe no nosso mundo real e que e que a gente dá Liberdade de ser diferente, só que também regulado por regras, porque senão não tem diálogo, né? Sem regras não existe diálogo, sem regras, sem regras gramaticais não existe diálogo. Então eu acho que a regra tá aí, ela tá, ela tá intermediando todas as nossas relações sociais, inclusive as lúdicas, tá? Eu acho que nesse ponto, as regras, elas servem pra gente satisfazer uma certa necessidade nossa. É um certo prazer de

experimentar. 11 outra vida. 11 outra exigência, né? É aquela história, eu sou uma pessoa comum no mundo, mas quando eu tô aqui eu tomo decisões que afetam milhares de pessoas, enquanto na minha vida eu sou só um ser humano. Eu eu acho que as regras, elas nos permitem, é que a gente organize, fantasia, a ficção, né? É. Talvez daqui é uma coisa que eu pensei agora ou talvez não é, que é o fato OOO Platão.

Em determinado momento, ele ele diz que AA filosofia nasce do maravilhoso tá a filosofia nasce da maravilha e que o primeiro pensamento é na verdade tá na minha dissertação de mestrado. É o primeiro pensamento humano assim, né? Aí aí não é o Platão, aí é um filósofo, um agora chamada Agnes heller, que é o que é o catalogar, a catalogação. Aí você olha e fala, essa madeira é boa para fazer canoa, essa madeira é boa para queimar essa madeira.

Então a gente se apropria. É, é entente o reto, né? Que você olha e você observa e a partir daí você identifica. AA lógica desse desse funcionamento, né? Você olha a natureza e você começa a catalogar e comparar a intente, o reto, e aí depois ele fala aí a agness heller, ela vai propor que é intente oblíqua, né? Intenção oblíqua, você olha EEEE. Você já não consegue depreender o funcionamento das coisas pela

simples observação. Você precisa de uma teoria que vai explicar, por exemplo, a gravidade, né? É. E aí basicamente é na minha dissertação de mestrado, eu abordo que OOORPG, ele dialoga muito, né, com a entente oblíqua, é com a criação de regras, et cetera. Ela ela parte dessa lógica que existe Oo, né? Uma, é óbvio que existem algumas assim, você toma uma Esplanada, você perde vida. Mas quando você pensa em uma série de regras, né, PG, que

muitas vezes. Ela não vai com simples análise, você precisa de uma teoria ali por trás para você compreender. EEE, aquilo ali dialoga com uma percepção do mundo, né? Acho que é nesse sentido. OA gente tá falando de jogos, mas pensando especificamente do RPGE, do larpe, eles eles trazem essa discussão e o que que teria essa regra de ouro, essa regra zero, porque não existe fiscal de mesa, né? Não dá, eu acho que assim é o é o cara assim.

ORPGEO, larpe, eles, eles, eles são abertos, eles são abertos demais, é AA contribuição dos jogadores, é é diferente, sei lá de de novo, jogar xadrez, jogar xadrez e não posso falar não o meu, o meu cavalo passou aqui, pegou o peão e colocou nas costas, agora então eu vou andar com o peão e com o cavalo, aí você fala, não, cara, isso não dá. Agora no RPG, como você tem uma narrativa? Uma criatividade, uma oralidade, uma abertura de criação.

Sim, os jogadores, eles vão encontrar algum ponto que fala assim, pô, mas a regra não fala exatamente sobre isso, a gente vai ter que decidir. Ou você pode simplesmente negar. Só que dentro do do, do, do universo, né? Eu tava ouvindo você Oo episódio, né? Da sobre o montola que tava discutindo sobre a questão das

regras, diegéticas ou miméticas. Pô, mas esse universo tem cavaleiro, você não vai deixar ali o ô, mas o mas esse universo tem gente que anda com, com com o arqueiro fala, pô, mas então o jogador, ele, ele, ele é as as regras, talvez como a sociedade, né? Na sociedade, as pessoas contribuem com com, com com variações, e que as regras são constantemente quebradas, são constantemente quebradas. EEE eu acho que OORPG lap em particular por trazer essa,

essa, essa criatividade, né? Oo jogador, ele traz um pouco de si, né, do seu capital cultural, dos seus valores, da sua socialização. EEE quando ele traz tudo aquilo, é nem O Mestre, nem o jogador, nem o autor eles têm. Eles tinham a menor ideia de que aquilo podia acontecer. EE gente, não sei vocês, mas. Eu eu lembro, eu tenho uma aventura que eu que eu mestre por muitos anos, aventura de introdução, sabe inicial ali, Ah, não sei o que é RPG, Ah,

então vamos lá, você cria aqui. E é uma historinha super simples, putz, teve uma vez que um rapaz, ele falou, a gente, Ah, então vai fazer isso? Isso, isso ficou a mesa inteira. Eu nasci por anos essa aventura, anos e anos, e o cara fez uma coisa que. No final do jogo eu falei, cara, por que que você fez isso? Eu falei, eu fiz isso porque assim eu IA distrair as pessoas e assim a gente IA ter tempo de explorar o lugar que eu falei, cara, ninguém nunca pensou isso,

ninguém nunca falou isso. Eu, mestre pra em eventos, eu, mestre, é pra jogadores, eu, mestre e ninguém e nunca pensou, então eu vou falar. O porque que você tem porque eu acho que inerentemente ORPGEO lápi eles, eles eles têm uma abertura para AAO, acréscimo de um da da ficcionalidade dos jogadores. O que é diferente do xadrez, por exemplo, ou do sei lá, você pega o ou, enfim, qualquer jogo que você quiser de Tabuleiro, né? Porque você tem que seguir as regras. Mas você, você, você não.

Às vezes, quando fala assim, Ah, só o xadrez. Ah, dá para contar uma história? Dá. Você tá contando a história dos movimentos, mas você não. Você não cria lá dentro. Enfim, o jogo. Ele não se propõe a isso, ainda que você possa obviamente, pegar aquele jogo e transformar numa narrativa. E a gente sempre vai fazer isso, né? Uma coisa que eu que eu vejo dentro disso, cara, é que. A gente tem essa, essa essa conversa do RPG, né, que vai construindo esse esse mundo que a gente percebe, né?

Esse repertório que a gente vai dando sentido de mundo e tal. E isso me parece que às vezes é suficiente para o jogo, né? É isso parece uma coisa fluida o suficiente que a as regras podem em muitas, em muitos casos, e precisam ser reinterpretadas. Serem é reacordadas elas, a funcionalidade delas precisa ser precisa ser reimaginada em todo jogo, em toda mesa. Então é é uma tensão que existe lá desde o início do RPG que essas regras, talvez elas não nos sirvam a todo momento, né?

É, em muitos momentos a gente não precisa delas, porque a gente já tá sentindo que o nosso jogo já tem limite suficiente, talvez da própria mídia. Né? Do da própria imaginação que a gente está compartilhando aqui, das próprias dificuldades que um está impondo ao outro. É nessa partilha dessa ficção, né? É, até falo muito no estilo que eu proponho de jogo, né? Em cima do the classico que é Oo Wall fantasy, O Mestre, ele recorta a ficção no nesse, nessa ideia de desafiar os jogadores

recortam, né? AA ficção no sentido de de ser desafiado. Aí a gente vai falando não, beleza, mas isso já é esse desenho de papel e já é regra, né? A gente já está botando O Mestre como desafiador, o jogador como desafiado. Isso já, de certa forma, é regra. E eu vou percebendo que cada vez mais a gente tem um espaço em que a gente tem que construir as nossas próprias regras, as nossas, as nossas próprias ideias de como a gente vai

jogar. E lá No No, na origem do RPG, essa você vai ver gente defendendo e até o próprio sim, CAS que o primeiro funcionário. CLT de RPG de uma empresa de RPG, chegou ele. CLT não, né, porque é gringo, né? Não tinha CLT, mas Oo primeiro empregado formal, né, por assim dizer, de uma empresa de RPGO. Cara, chega EE, vende RPG nas convenções e tudo mais, falando o seguinte, cara, isso aqui é um jogo cujas regras você vai criando enquanto joga. Olha que doideira, né?

É? Ou seja gente pra começar a jogar, muitas vezes a gente a gente vai trabalhar com espaço de regra, talvez quase tendendo pro, nulo, tendendo pra uma mídia tendendo, tendendo pro vamos, sabe, tendendo muito mais pra um ânimo de jogar do que pra uma limitação de jogo, entende? Então me parece que nesse momento a gente tem No No RPG,

no lápi, talvez. Muito mais um jogo surgindo de um ânimo de jogar e de descobrir quais são as nossas limitações e ir entendendo esses esses esses conflitos, né? De de agência entre os participantes do que necessariamente partindo de um jogo que vai que precise de tantas regras como o xadrez, por exemplo. Porque se você deixar aquela aquilo ali, né, Oo Tabuleiro do xadrez com as peças, aquilo significa nada.

Você precisa de fato. Que as regras impulsionem AA agência ali dentro eu já o RPG, ele talvez não precise tanto disso, né? Então essa coisa da regra, impor da regra e da regra explícita são 2 coisas que talvez não não encaixem tanto na minha concepção. Quando a gente traz para o RPG, as regras tendem a se explicitar. Elas tendem a ser a serem coercitivas a partir do momento que a gente combina a respeito delas. Mas é esse ânimo parece vir

ante, né? É, é EE, isso é tão, é tão, é tão claro que a gente vai, se é a gente tem que a gente tem que começar a se policiar em torno disso. A gente tem que começar a entender quais são as regras que vão aparecendo. A gente tem que começar a entender como a gente vai aplicar determinada regra. EE, isso é, é fica claro até quando a gente pega o manual de jogo, né? Se a gente bota simplesmente as regras no RPG. É, e a gente não fala como

aplicar. Se a gente não fala os momentos, se a gente não fala exatamente dos gatilhos, se a gente não começa a tentar, é explicitar, dentro desse dessa ficção e dentro desse espaço fluido que ORPG cria os momentos em que essas regras vão ser aplicadas. A gente começa AAA gente, começa AA até perder regras que simplesmente nunca vão ser utilizadas, né? O tomate, né? Eu cito muito ele aqui, o tomate do da academia do RPG, lá no Facebook. Não sei nem se esse grupo ainda

existe. Mas ele, ele falava muito. No RPG, todas as regras são opcionais, algumas mais do que as outras. EEEE, isso é 11 fenomenologia da regra, que me parece ser muito diferente. Né? É da da da regra, como ela aparece em outros jogos, em outra, em outras, em outras manifestações. E aí eu fico me perguntando se de fato, né, esse é essa essa regra. Ela é uma qualidade de jogo que a gente atinge, né?

Ela vai trazer qualidade para ORPG, vai trazer qualidade para determinadas situações de larp, é, ou se realmente ela é essencial para que é é essa relação se estabeleça nesses 2 tipos de jogo de jogo. Especificamente, né? É, é eu. Eu, claro, acho que a gente pode dizer que é essencial, sim, né? Eu não gosto de trocar tanto

assim. Acho que é muita polêmica, mas é. Talvez a gente esteja se deparando no RPGE, no larp, nos jogos de rodo play, como botou o montola, com qualidade de com com jogos que tem uma qualidade específica. Que faz com que as regras elas percam muito de suas características, tida como tidas como essenciais aqui até pelo Júlio, como AA coercitividade, AE principalmente AAO, quanto ela é explícita, né? Eu acho isso, eu acho isso muito curioso. Assim, eu acho que é um fenômeno particular, né?

Talvez no RPG, No No, no lápis, as regras, elas assumam características muito particulares, né? É. A gente ficou conversando, eu lembrei do lembrei da minha dissertação de mestrado. EE, aí queria comentar um pouquinho, né? É, eu entrei no mestrado em 2005. Olha só, 20 anos atrás. EE, eu fui num Congresso em Belo Horizonte pra falar do do da minha pesquisa, né?

Uma unped. E eu sentei na mesa pra falar do RPG educação e aí começaram a falar, bom, você deve se lembrar, é uma época pós Ouro Preto. Ah, ORPG, as pessoas confundem a realidade. As pessoas vão matar as outras. Cara, eu não consegui falar de RPG educação. Eu tive que ficar explicando que não, gente, Oo se uma pessoa que joga RPG comete um crime, essa pessoa cometeu um crime, não é porque ele joga RPG isso.

E aí no final, a minha dissertação de mestrado muito teve que ir pro lado pra pra diminuir essa essa discussão. Então existe um trecho, por isso que eu falei da Agnes heller, né? Foi aceitar o Platão. E eu eu discuto bastante, o RPG teve um teve um caso antes de Ouro Preto que foi uma menina, acho que foi uma menina ou 2 meninas mortas em Teresópolis, foi em 99, e o jornal acho que foi o Globo, se não me falha a memória, se não foi, desculpa se

foi, mas enfim, como? Era no Rio de Janeiro, foi a mais uma mídia carioca que cobriu tá EE aí. Basicamente, eles pegaram um trecho do gurps que falava sobre é estrangulamento e a garota foi morta, estrangulada. E curiosamente, eles descrevem era uma coluna lateral, só que eles retiram toda a citação às regras uhum. Então, o que que OA coluna do gurps fala? É uma pessoa estrangula, a outra aperta o pescoço. Então essa pessoa tem que fazer um teste de ST dificuldade tanto

se ela for mal. Ela, eles tiraram toda a parte de regras e colocou simplesmente a descrição do ato. Eu falei, OPA, pera lá, mas existe a explicação da regra exatamente porque existe o universo ficcional, né? A regra tá aqui, a ficção e o. É então assim, eu eu tive que discutir bastante sobre isso, então eu eu acabo falando um pouquinho sobre é essa questão da quantificação da ciência, do desencantamento do mundo e assim por diante. Eu tive que discutir bem assim, né?

Então é, no final, eu eu tive que falar pouco sobre ARPG educação e falei, eu tive que falar mais sobre ARPG irracionalidade, né? Não foi, foi uma necessidade da época. Bom, sobre sobre essa questão de. Ah, mas você vai inventando. Eu acho que assim, o ponto principal é que naquela época eu acho que eles mal chamava RPG de RPG, né? Então tava todo mundo brincando com uma coisa nova, né? É, é uma coisa nova, tipo meu, como é que é?

Eu acho que como não tava pronto, acho que é bem o início, faz sentido, bom, a gente tem que mexer, né? Eu eu tenho experiência aí que eu tô coescrevendo o Ubers ARPG, que é ARPG de narrativa sociológica. E cara, a gente teve uma série de coisas que a gente joga, joga, joga e fala assim, não tá ideal, vamos mudar por quê? Porque a gente não tá conseguindo esse resultado.

Eu acho que a gente tá No No momento em que há uma maturidade do mercado pra que os os agentes, as pessoas que produzem, que querem produzir, elas estão começando a compreender Oo RPG e o larp como uma mídia. Que permite expressar certos discursos, certos olhares, certas perspectivas. ORPG não é teatro ARPG não é literatura ORPG não é cinema ORPG não é larpe, né? Então a gente vai ter aí uma série de diferenças que te limitam pela linguagem, pelas regras da linguagem, né?

Ao mesmo tempo que elas elas. Te orientam para outras linguagens, né? Para outras ações. Você nunca vai ter o mesmo prazer jogando ARPG do Senhor dos Anéis do que assistir o filme do Senhor dos Anéis, porque eles eles abordam manifestações diferentes. Então quando eu quando eu acho que fala assim das regras, é eu acho natural que. As regras foram se tornando diversas, foram dialogando com outras realidades.

Por exemplo, tem um jogo que eu joguei muito, muito, muito, muito, tá, eu tenho no meu coração, é, mas eu sei que ele tem problemas, que é o vampira, máscara tá vampira, máscara é o você tem um discurso, o discurso do vampira, máscara é, é um jogo de horror pessoal, você tem humanidade. Eu nunca vi um jogador, né, jogar é perder.

O personagem de humanidade e você tem ali uma série de de regras que ele não, por mais que ele, ele exista ali, ele acaba ficando de lado pelo próprio discurso do jogo, acho que pela própria narrativa. Eu escrevi um artigo de que é um livro online. Eu não lembro agora o nome do livro, mas se quiser, depois eu te passo é que na verdade, a minha eu, eu, eu defendo. Que o tema principal de vampiro, a máscara não é ser um vampiro, é uma é guerra civil. O vampiro é um jogo sobre guerra civil.

Você vive a sua vida, você acaba entrando em uma fação. Quando você entra nessa facção, você rompe com os laços antigos, porque você não pode mais viver que você vive num mundo perigoso. Eles não entendem a sua vida, você não entende a vida deles. E você começa a viver nessa nessa facção contra outra facção. Seja camari de Sabá, seja clã contra clã, seja seja Ancião contra contra neófito. Então, basicamente é um jogo de.

É guerra civil, né? E por isso que o jogo ele tem tantanista de arma, porque é um jogo sobre guerra civil. Por mais, por mais que o Mark hargen ele, ele tenha, né? A intenção dele fosse essa intenção do do jogo. Enquanto uma manifestação do horror, ele coloca elementos, todo o universo, todas as dicas e todas as regras levam pra guerra civil. Quer dizer, você vai. Né? Cuidado com outro vampiro que o cara vai te pegar, cuidado. Enfim.

EE, eu acho muito curioso, né, que todo mundo diz que o vampiro no final ninguém joga com horror, pessoal joga como é x Men das trevas. E aqui tem um dado curioso, ninguém fala que são Os Vingadores das trevas ou Liga da Justiça das trevas. As pessoas falam que é x Men, que é um quadrinho sobre guerra civil, sobre perseguição, você não tem paz. Você não tem. Então, nesse sentido, eu acho, no meu ponto de vista, que vampiro, a máscara, ele é assim. Eu assisti uma palestra do

Martin hagen. Eu inclusive levei o Martin hagen para dar palestra para os meus alunos, né? Não sei se você sabe disso. Quando ele veio para o Brasil, ele deu uma palestra com tradução simultânea, tá no meu canal do YouTube, tá num dos primeiros vídeos do meu canal do YouTube, tem a palestra. É 2014 eu acho, né?

Quando ele ele veio para anime Friends, que a devir colocou ali, ele IA lançar aquele aquele RPG de zumbi EE ele deu uma palestra, ele falou, ele comentou e o Mark Henrique parece que quando estudante ele era ele. Ele trabalhava escrevendo discurso para o partido democrata, ou seja, política, políticas, políticas tem 2 lados, a democrata, republicano e o quanto de novo. Né, quando? E bom, o pai dele é pastor, você quer, você quer uma visão de guerra civil maior do que o

cristianismo, né? Se a gente pega aí ou se você pegar um tipo de testamento, principalmente, mas cruzadas, inquisição e et cetera, é, você tem aí o ó, a gente tá no embate, tá? Então eu acho que aí você vai falar, pode não ser intenção, mas o universo cultural dele gritou no livro, gritou no livro inteiro, então as as regras

levam pra isso. É, e aí só a última parte sobre quando a gente apresenta eu, eu, como a gente está falando para as pessoas, olha, você tem que jogar leve em conta ABEC como jogador de xadrez. Cara, jogador de xadrez. A primeira coisa que ele tem que saber é movimentar as peças. Não adianta você falar, ó, ó, coisa mais sem graça que tem você jogar uma pessoa que não sabe jogar xadrez, você dá um

cheque pastor na pessoa. Né, você você mexe um aqui, mexe aqui, ó, acabou o jogo, o cara fala, caramba, eu, eu, eu, eu mal entendi, né? Não sei se quando você vai ensinar um jogo, eu eu trabalho com aquela estratégia, vou, vou ensinar um jogo de Tabuleiro, a primeira eu perco, a primeira eu

perco por quê? Não é porque dá para o cara gostar do jogo, mas é para o cara ir entendendo, ó o que que ele fez o que aí assim, pô, aí na segunda eu já dou uma dificultada porque EEA partir daí a pessoa ela vai falando, pô, imagina se você vai jogar Magic, né? Com a black Lotus, bola de fogo e você, baixa pão, pão, acabou. Quero falar desse jogo, não tem graça, porque eu não consegui imaginar. Então eu acho que o RPG, se você

pega. Regras muito, é claro que pode, é claro que é possível, tem gente que fez, tem gente que vai falar assim, mas eu aprendi quando eu joguei todos, mas eu, por exemplo, eu IA no clube de RPG na escola, o menino tá lá uma vez por mês, é uma coisa que eu sempre falava, né, ó, eu, eu

vou, eu vou, eu vou jogar. Falei, gente, pelo amor de Deus, tem um, tem um evento uma vez por mês, você não vai matar o cara em 5 minutos, mas isso não, pô, é porque isso daqui é uma atividade da escola, ó, e as regras, né? Bom, o cara tá tá chegando aqui, teve uns alunos que foram montar um larpe. Aí eu falei, tá, vocês vão

montar um larpe. Se vocês colocarem que alguém morre em 5 minutos, o que que você em 20 minutos de jogo ou cada encontro de 4 horas, das 2 às 6 da tarde, o cara vai fazer o quê? Ele vai esperar mês que vem para jogar, ele vai ficar 2 meses, o que que você fazer? Joguei 20 minutos, me mataram. Então, se o personagem morrer, você tem que dar outra função para o jogador. Porque você precisa pensar dentro desse processo de de

inclusão da escola, não é? Então assim, você tem todas essas, essas dinâmicas, eu eu acho, acho que é quando você vem, eu quando ensinava, eu falava, o que que eu quero que eles saibam no RPG que você interpreta um personagem, que existe uma trama, existe um Narrador, esse Narrador, ele vai orientar a né, vai apresentar o mundo e os jogadores agem. As ações, algumas delas, elas têm efeito prático e outras elas dependem da excelência, da pessoa, da qualidade.

Como que a gente vai testar, excelência? Então a gente vai fazer um teste, então você tem aqui. Aí eu falo pra eles, ó, anota 3 coisas que o seu personagem é bom e uma coisa que ele é ruim. AI o meu personagem é bom em topologia, meu personagem é bom em é em espada e o meu personagem é ruim em corrida. Aí eu pegava 3 D6, falava, vamos lá ou qualquer teste que você fizer verbs, né? Se você tirar 10 ou menos, você conseguiu. No que você é ruim, você tem que tirar 8 ou menos.

No que que você é bom, você tem que tirar 12 ou menos. Então tô mostrando para eles que existe a diferença na excelência de que o existe sorte, mas a sua habilidade, ela, né? Vamos pensar no Maquiavel, o homem de virtú e o homem de Fortuna. A Fortuna tá aí. Aí você tem essa virtude que pode te ajudar AAA superar essa

Fortuna, você pode. Ah, eu, o meu personagem é bom em diplomacia, então quando você for falar com o príncipe, né, se você for falar com o rei, você quiser convencer, você vai ter um teste melhor do que o cara que é diplomacia ruim, né? Então é é pra mostrar pra eles que que assim o RPG é isso a princípio, o princípio básico, Ah, dá pra jogar sem regra, né? Eu escutei um fanfarrão uma vez falando isso.

É, né, é não brincadeira, mas mas eu eu concordo, eu acho que que dá e enfim, é, mas isso a gente pode conversar depois, mas OOO ponto principal é que a gente é pra ensinar, eu acho. Eu acho que é um passo, sabe? Aí você vai mostrando, você vai, claro, eu eu lembro quando pego, pego vampirar, máscara, você tem o. Oo ventrru o nos será tomar o caviano, o burrar, nossa, esse tem poder, isso tem um poder de encantamento muito forte aqui, né? Tem um poder de encantamento muito forte, né?

Ou ou ou da ideia você tem, Ah, o guerreiro faz isso, o mago, principalmente a gente, uma coisa que a gente nunca fala, mas as ilustrações belíssimas, né, que muitas vezes te estimulam, você vê aquela aquela ilustração, aquilo é uma beleza. Muita gente não fala da parte gráfica da RPG, mas. O que que? Imprime jogo, né, cara? Aquilo imprime. Cara, nossa, aquilo ali te dá um Ah OOO que seria o dexan sem o Brown? É sem o sem Oo desenhista, o próprio time.

Eu tinha Brad Street no vampiro, aquelas capas maravilhosas. Você fala cara, não, enfim, né. Mais de 1000 episódios na primeira temporada. Um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada com muito a oferecer, a comunidade do RPG aventureiros, numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de

sorteios e enriquecer seu. Jogo. Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados apoia.se barra café com danjo contamos com você. Bom dia, diabo, bom dia ao caralho. Você que é professor, cara, isso não é uma pergunta. Aqui é 11. Coisa que eu acho curiosa é quando eu faço leitura sobre regra, né? Focada nisso pra tentar estudar alguma coisa e entender melhor o fenômeno e tal. Eu vejo que tem muitas, muitas ideias sobre regras que vem desse lance da educação, né?

De pessoas comprometidas com a educação. Né, com o mundo de principalmente com crianças, né? É, você vê que isso é muito comum, né, até porque tem essa, essa essa Barreira, né, essa Barreira não, né, esse esse, essa Fronteira muitas vezes é pouco definida entre jogar e brincar, né, entre Oo jogo e a brincadeira e tal. EE também que jogos para muita gente era essa coisa de criança ou da alta sociedade, né? Aquela aquela dos jogos formais e não sei o quê, acaba se acaba ficando muito.

Separado nisso. Mas o fato é que OA ideia de regra me parece, é aparecer pra mim muitas vezes como uma coisa. É 111 vontade de de disciplina. Né? De ensinar coisas, ensinar processos, ensinar o comportamento. Mas antes de tudo, talvez até muito mais do que a necessidade de você entender coisa, mas de você aprender que você tem que se portar dentro de limites,

você tem que seguir certas. É convenções que você tem, que é, enfim, funcionar dentro de determinadas engrenagens que você tem, que se é, é, enfim, você tem que se disciplinar. E aí nesse ponto, a gente tá falando de de de um ciclo de educação. Que ainda é pouco libertador em relação a isso, né? EAE, talvez.

A gente ergue bastante essa noção de regra de uma de 1/01/1, vontade de disciplinar até a sociedade mesmo, de uma vontade de organizar as coisas e que de um jeito de outro, no mundo que a gente vive atualmente. Você até citou os ancaps ali há um tempo atrás, No No início do do do episódio. E é é uma é uma coisa que a gente. Tem é muito caro pra gente, porque a gente vive, por exemplo, num país em que se a gente não tivesse garantias

legais das coisas, né? E esses limites pra atuação até do capital, a gente estaria perdido enquanto sociedade. E eles estão batalhando pra eliminar cada vez mais esses limites e tudo mais. Então existe uma disciplina também pro próprio é que que é necessária pra gente viver, pra gente ter, até é pra gente sobreviver como classe, né?

Explorada e tudo mais. Mas ao mesmo tempo, tem esse lado de ensinar a disciplina, de ensinar a obediência, de ensinar que você não pode, de repente quebrar as regras e aí de repente chamar tudo de regra, né? Esse esse fenômeno de que você fala, pera aí, mas a é regra. EB também, aí você fala a aí você recua, né? Não, mas regra também é tal coisa. Aí eu falo, tá, mas EC, aí você recua mais. AC, também é regra, porque regra também é tal coisa.

Aí eu falo, tá, mas ID não, ID também é regra, e você vai recuando, recuando e você vai. Você vai se aproximando de uma noção tão abstrata de regra que me parece que o principal da regra é justamente você dizer que é regra. Por quê? Porque quando você quebra você, quando você foge daquilo, você está quebrando uma regra e quebrar, quebrar a regra. Nessa visão, disciplinadora, tem tudo, um peso de que você está fora da regra, você está fora do

padrão. Você está fora do que se espera, você é marginal, você está fazendo o errado, entende? Então, tipo, chega num ponto tão abstrato, de regra em relação a isso que ele perde até a própria função, né? E aí ela passa a ser uma função auto contida. Disciplinadora, me parece muitas vezes. Como é que você encara isso, cara? Como é que você enxerga isso, principalmente teu ponto de

vista enquanto professor? Falar sobre sobre várias facetas aqui, acho que em primeiro lugar, falar do lúdico, né? É o lúdico é muito forte na infância, o lúdico é muito forte na adolescência e eu acho que na nossa sociedade o lúdico acaba sendo transformado. A gente tem, né? Deve ter visto já a história você não é dessa, dessa época, mas é o famoso calças curtas e calça Comprida, né?

O momento em que você tem calça Comprida, a gente, o nosso modelo de sociedade, ou pelo menos a origem, você tinha a divisão muito grande de criança e adulto e você tinha uma transição muito rígida. Agora, calça, calça Comprida e as garotas, elas atingiam a maturidade a partir da

menstruação, né? E o casamento, família e acabou é EE, aí você tinha 11, cisão muito grande do universo cultural da criança e do adulto, você deve ter ouvido falar, na minha época, a criança não falava quando o adulto conversava na minha época, então assim você tinha 11, separação muito grande. É o nosso modelo de sociedade atual, é um modelo injusto, desigual. E que ele, ele tem excluído as pessoas da capacidade de até mesmo de de de assumir isso enquanto adulto, né?

É, eu lembro. A gente pensa assim, um cara de 18 anos, há 50 anos atrás, o cara casava tinha emprego e com 18 anos, sustentar a família. Hoje em dia, o cara com 18 anos, ele assiste o Naruto dele, ele vai prestar vestibular. Ele vai fazer faculdade, ele vai ser sustentado pelos pais até os

22 anos. Obviamente eu estou falando dentro de uma classe média, eu estou idealizando, eu sei que tem pessoas que a realidade não é essa, mas quando a gente pensa na idade média, Na Na, na, na classe média, a classe média IA trabalhar. Agora na classe média faz faculdade 22 anos, eu procuro emprego, ô meu primeiro emprego, não vou ganhar bem isso, não vou ganhar bem, quer dizer, é AA nossa vida adulta demorou mais pra pra chegar, né?

Só que assim aí você tem no entre o mundo dos antigos, né? Dos mais velhos. Antigos parece que acutulam assim, né? O mundo dos antigos, mas não é, é quando a gente fala da da, das pessoas mais velhas, você não tinha 111 indústria do entretenimento, né? A indústria, o que que sobrava para o adulto assim, o que que o adulto fazia para se divertir? 2 coisas é beber e transar. Né, não sei se se passa isso, Ah, esses joguinho, Ah, esse cara, esse joguinho, esse cara não transa, né?

É o virjão, é o por muito tempo o quadrinho foi visto assim, né? Até quadrinho foi pro cinema e aí virou é e aí exatamente os caras de quadrinho que não gostam porque não? Ah, você não você não leu a fase do grant Morrison do como assim você não sabe que existiram 3 personagens assim, essa, enfim.

É, é, não é o nicho. Quando o nicho se torna mainstream, teve uma crise de consciência, é, mas então assim, esse esse universo dos adultos era um universo que é, era muito difícil é assim, o nós existia um espaço lúdico, é isso? O máximo é assistir novela, o máximo. Ah, alguém gosta de música, alguém gosta o cinema. Mas a partir de jogos, Eu Acredito que é com a nossa geração que a gente cresceu jogando. É Atari, Nintendo, master system, megadrive, super

Nintendo, EEEE. Quer dizer, a gente foi o os jogos foram crescendo junto com a gente, foram ganhando novos ao mesmo tempo, com ORPG. Surge aí no Brasil, né? Nos anos 90, anos 80, com a geração xerox, pessoal que IA pro exterior, mas populariza nos anos 90, 2002, 1010, enfim, EE, eu acho que assim é 11 ponto que. Eu acho que os adultos hoje eles são muito mais, é eles, a gente enxergam melhor Oo os jogos, porque eles cresceram com os jogos. Eu contar uma história, uma vez

eu fui, fui na escola, né? A gente tinha um problema muito grande com o primeiro encontro, o encontro de de RPG do do do do ano. O primeiro encontro do ano na escola era um problema porque os alunos do terceiro ano que mestravam passaram na faculdade e foram embora. Um dia a gente chegou, tinha 66 alunos e 3 mestres, 2 professores e 1 e 1 jogador. A gente tinha 3 pra 66. Não vai rolar, não vai rolar. Eu falei, gente, vai jogar o láppe, vamos jogar o láppe, um láppe de vampiro.

Eu, mestre, dei o vampiro, o láppe de vampiro por muitos anos, organizei. Já deu na cabeça, a gente senta e joga. Aí eu sentei na mesa, todo mundo sentado, eu comecei a explicar, Caim, primeira geração, segunda, terceira, o 7 clans, né? O príncipe e a mastra, pá, pá, pá, cada um escolha o seu clã e etcetera. Aí uma aluna virou e falou assim, professora, né? Do primeiro ano, professora, professor, eu tenho um livro do vampiro que eu posso te te entregar pra você usar.

Falei, pode, né, vampiro, idade das trevas. Eu falei, não pode, pelo menos dá uma aí. No final eu conversei com ela e aí depois eu eu no final da escola, eu fiquei na porta esperando os pais buscarem, né? Os pais dela buscaram os pais, eram jogadores de RPGE, os pais quando viram que tinha RPG na escola, os pais falando não, você vai fazer. E aí os pais falaram, ó, leva esse livro aqui, ó caso precisar.

E aí eu conversei com os pais, curiosamente, os pais nunca tinham jogado um lado de vampiro. Ela falou, olha só, ela jogou primeiro que os pais. Eles iam ali com o Internacional, sabe? Os 2 eram eram jogadores de vampiro, então é isso, pô, os pais são jogadores de RPG, cara. Então, nesse sentido, você tem

uma abertura muito maior. Quando a questão é fala da de regra, gente, é muito difícil quebrar regra é muito difícil, porque a gente interioriza desde criança o que é certo, o que é errado, o que é certo, o que é errado é quebrar regras. Também é uma afirmação de uma certa individualidade. Afirmação de que você não vai fazer tudo igual. EEE. Quebrar regras tem um preço, tem

um preço. Eu lembro quando eu tava no primeiro ano de ensino médio na escola e eu fui pra escola de cabelo moicano, quebrei regra, quebrei regra, né? Quer dizer, era todo mundo olhando ali falou meu, eu o esqueci da escola. Ah, mas eu eu não fui preso, não me bateram, não, não, mas eu quebrei regra, né? Eu quebrei regra. Quer dizer, eu, eu, eu fui uma coerção, que aí a gente vai pro de novo, né?

Esse sociólogo aí, que é que a ideia que você no momento que você quebra a regra, o meu irmão tinha cabelo comprido. A gente passou no senai, a gente foi estudar senai. Primeiro dia que a gente chegou, os caras ficaram chamando de menininha cabelo. Você está quebrando regra de gênero, de identificação de gênero, e pelo amor de Deus, né?

O meu irmão é, ele só tinha cabelo cumprido, é homem, é heterossexual, cisgênero, mas o fato dele quebrar OA regra do cabelo, aquilo ali é, então eu acho que assim tem um ponto, né? A gente gosta de regra, a gente usa a regra, a gente, a gente, a gente precisa de regra No No pra pra nossa orientação no cotidiano. Né pro pro, pra nossa convivência EE, assim como que a gente encuca as regras em primeiro lugar com as crianças, né?

Você vai ensinando a criança não pode puxar o cabelo, não posso falar palavrão, não pode, não sei o quê é e aí quer dizer, o que que você faz? Olha, né, o quando você vira EEA criança não segue regras ou quando a criança segue regra de mais, ela não se defende. Que que você faz, né? Quer dizer, como que você estabelece isso? Então, Oo professor, ele tem muito desse trabalho, né? E eu acho que como como professor, ele tem que trabalhar

o tempo todo. Eu acho que talvez ele se sinta particularmente, é particularmente tocado, né, pelo pela ideia de que eu posso criar algo para simular uma regra, porque a ciência também, ela lida com várias regras, né? Você tá ensinando uma regra. Ô física, você tá? As leis da física, ô, então como você vai trabalhar? No começo do do, do, do da nossa conversa, a gente falou sobre trazer é chegar em casa e tirar o sapato e entrar.

EEE. Aí eu quero vamos pensar numa regra pior, vamos pensar o que que era voltar da rua na época da pandemia. As regras se tornam mais complexas, as regras se tornam mais. Então, por exemplo, AA gente aqui em casa chegava da rua, tirava o sapato, tomava banho e colocava a roupa pra lavar. A gente fazia a compra, né? E o que que a gente fazia? Lavava todas as compras, passava álcool em todos os produtos que a gente passava álcool, inclusive no pote de álcool.

Então, quer dizer, a gente parou de conviver com as pessoas, aumentou muito a produção de vídeos, a gente aumentou muito, é, quer dizer, é muita coisa se adiantou, muita coisa se construiu, muita coisa se fez é eu sou professor, então uma série de regras. As regras na escola mudaram, né? Quer dizer, você não dava mais aula, você não entrava mais em sala. Quando a gente começou a voltar, existiu o espaço, as carteiras, todo mundo de máscara, cara da aula de máscara, é um horror, né?

Da aula de máscara EEA, gente, voltava, né? Eu, eu, eu lembro de quando a gente voltou, acho que foi em 2000, não lembro agora, 2021, né? 2021 a gente voltou, cara ou não, ou 2022 voltou pra valer mesmo, todo mundo de máscara, cara, tava no calor, eu tinha que falar, e aí aquele ventilador, porque tava calor e o venti, o barulho do ventilador, a sala cheia e eu com aquela máscara n 95 e cara. Eu tendo que falar pra sala inteira é enfim, né, são regras, são limitações.

Então, pô, você quer trabalhar dentro da lógica? As regras vão te ajudar a você entender, né? Eu acho que nesse sentido, assim é as regras. Por que que os professores? Porque eles trabalham com regras o tempo todo, regra com aluno, regra com matéria. Cara, eu tenho regras para definir o meu calendário, eu tenho regras para definir quais são as regras de lugar. Ah, não, essa sala teve mapa de sala.

Olha, a gente tem regra aqui pro momento de alguém falar e etc. Acho que o professor, ele, ele, EEO, tempo todo, ele tá chegando com tá chegando alunos novos que não conhece as regras e você tem que refazer essas regras o tempo todo e ensinar. Talvez esse seja um elemento aí do de tantos professores, é acabarem, né? Se encontrando porque eles já fazem isso o tempo todo, eles ensinam regras o tempo todo. Né, cara? É, eu vou. Eu acho que acho que a gente, a gente, a gente lucrou bastante

aqui sobre régua. É um papo muito gostoso, eu acho. Pra quem gosta de jogos, gosta de tudo, mais a gente, a gente, a gente tem todos esses aspectos ainda. Acho que ainda tem muitos outros a serem debatidos sobre regra e tudo mais, que é um assunto muito gostoso de debater mesmo e que fala sobre a natureza da sociedade, a natureza dos jogos nesse momento, talvez seja aquele tipo de assunto. Que vai ter vários recortes e atualizações ao longo da história também e tudo mais.

Porque a gente muda os jogos, mudam nossos nossas expectativas lúdicas. E para fazer um retrato, né, desse, desse momento que a gente vive no RPG, com regras e tudo no Brasil, especificamente. Você tá trazendo um livro aí, né? Uma compilação de artigos sobre regra, né? Sobre o jogo, segundo a regra, como é que é o nome, é o jogo? Jogo pela regra, o jogo. Pela regra. Não era o jogo pela regra.

É, foi uma iniciativa, né? É minha que o que acontece, eu e mais alguns amigos, a gente começou a escrever 11 RPG, né? E como em parte todo mundo sociólogo, a gente, a gente teve aí uma AA gente começou a escrever, escrever, escrever e a gente falou, meu, a gente quer ORPG. Que, que que que lide com as questões sociológicas, né? Então a primeira coisa a gente começou AAA tirar coisas, por exemplo, esse jogo não tem ponto de vida, né? Que a nossa preocupação não é, não é?

Você vive ou você morre. A gente tá falando sobre é disputas políticas e cara, a gente pra isso a gente teve que desconstruir muito, ARPGARPG ainda, ARPG. Mas a gente teve que ir e eu fui pesquisando RPGs políticos, tá? O the blue way, que é Oo caminho azul, que inclusive tem em português sempre bom lembrar no é disponível gratuito online No No site do rolesimposio.com.br. Se você vai no material de download, o Jason Morning Star, esse é do humor português, né,

gente? Não vai perder essa chance de de fazer o download, não é, pô? E ainda tem um livro de atividades, né? Do simpósio. Mas Oo ponto que OOO blue way stewalway Jordan doggg é um baita de um jogo sobre colonização, é você, the Republic tem enfim, eu fui pesquisando jogos políticos, é larpe jogo, fui buscando, fui analisando, fui vendo, é, é EEA, gente sempre debatia e a gente mudava a regra e a gente testava e cara, foi um processo. Rico.

Criativo, imaginativo, de teste, de tem muita regra que a gente deixou de lado e que era a regra tão legal que a gente falava, pô, não dá para colocar isso aqui porque vai para um caminho que não é o caminho que a gente tá discutindo, né? EE mas a gente, pô, vamos lá, né? A gente criou a gente. Eu tô No No fim da escrita, né? A gente faz a escrita, revisão e posterior é publicação.

EE aí no final de 2022 eu fui demitido da escola, que eu dava aula há 14 anos, dando aula lá e etcetera, e eu falei, eu falei, cara, eu não posso ficar parado, porque senão AA demissão é uma coisa que pesa muito, né? Ainda mais tanto tempo de casa, é, eu tenho filhos, você tem aquelas coisas que você fala, pô, e aí que que o que que vai ser? Eu tinha conseguido um emprego numa numa aula na minha escola, né? Ainda estou na escola, 5 aulas por semana. Muito menos do que eu tinha.

Mas e aí eu fui pra casa da minha mãe, eu pensei, pô, eu a gente precisa discutir sobre regra, a gente precisa comentar, a gente precisa trocar experiência, e aí a minha ideia basicamente foi convidar pessoas pra escreverem sobre a criação de seus jogos. Por que que você criou esse jogo? EEO mais importante ou você criou você tem uma regra, qual que é a importância dessa regra para o jogo? Por que que essa regra? Ela ela permite o desenvolvimento de uma

experiência. Né, pô, essa regra existe por quê? Por um motivo, né, por quê e pra pra gente trabalhar com, com com com a ideia de é de intencionalidade, né? Eu estou criando algo com minha intenção. Isso aqui é um discurso, né? Eu estou propondo um discurso, é, eu quero dar um exemplo, tem 11 larpe nórdico, que é o just just little loveing, não sei se

você já ouviu falar desse larpe. Esse é um larp sobre a disseminação do vírus HIV na comunidade gay de Nova Iorque nos anos 80. O larp tem 3 dias. É, são são 3 sessões, são são 3 sessões, tá? Entre uma sessão e outra, você faz um sorteio e algumas pessoas sorteadas não voltam porque elas contraíram. Você tá entendendo? Quer dizer, você sente na pele o que é? A galera, a galera que não, galera que tá ouvindo ainda não viveu essa época, né? Cara? É realmente a galera chamava de

câncer gay e era uma ele. Ele foi realmente foi impactante demais na comunidade gay. E enfim, é realmente é é uma experiência que. Muito pesada. Imagina você chegar lá, você tá jogando cara, você faz amizade com uma pessoa, você conversa, vocês vão pá, pá, acabou a sessão. Quando você encontra o meu, cadê o cara? Então assim foi o meu.

Olha, olha a força que é você colocar 11 é uma regra dessa, você fala, fala, cara, é isso você, a comunidade vai se dissolvendo as histórias e você não sabe se você volta pro ano que vem, né? Pra próxima sessão. Então é, são experiências, são, são viscerais. Eu falei, cara, a gente precisa começar a discutir isso, a gente precisa começar a debater isso, a gente precisa colocar na mesa, a gente precisa de mais experimentação.

EE aí foi OOO, eu pensei, pô, eu vou convidar autores, autoras e pra gente fazer, né, pra gente desenvolver. Tava tava na casa da minha mãe, minha família, né, e eu comecei a convidar as pessoas que, sei lá, eu tinha interagido recentemente assim No No antigo, né, no falecido Twitter é eu, eu saía do Twitter, né, por motivos é de políticos. Tá, EEE, basicamente, eu comecei, aí, eu chamei um, chamei o outro, o pessoal foi, vamos, vamos, vamos, vamos e

saiu o livro, né? Aí basicamente é aí uma pergunta assim, pô, mas por que que não tem tal autor, gente? Porque na hora eu, eu, eu fui chamando, quem me lembrou e quem eu estava lendo o contato é, eu, eu tenho interesse de fazer um segundo volume, com novos autores, com novas discussões, porque nenhuma discussão se encerra em um livro só, né? A ideia é, é, é abranger, é criar, é debater, é trazer outras vozes, né? A minha ideia é não repetir

autor no próximo livro, sabe? Poxa, mas tem como é que o Jorge valpass? Como é que você vai fazer com Jorge valpass, né? É, se ele tem eu, eu IA falar 80, mais uns 20, né? E aí tem que. Estar em todo o livro. Entendeu, é? E aí eu falei, pô, mas porque senão a gente vai ser sempre o mesmo, né? Porque a gente chama o chama o cara e tal. Vamos, vamos, vamos trazer, vamos, pode aparecer, mas vamos dar uma rodada nas pessoas, pra pra ter outras vozes, pra ter outros pontos de vista, enfim.

E aí é, foi foi uma criação, foi RPGE larp, né, que eu também é. Eu escrevo larp, né? Eu jogo larp EEAEAEA, minha ideia é trabalhar com. Com esse larpe, né? Eu também comecei a ter experiência com larpe chinês, né? Larpe chinês que veio pra São Paulo, veio pro Brasil, que eles também têm uma pegada completamente diferente do larpe larpe nórdico, o larpe americano EEA partir daí, né? O livro não tem nada do larpe chinês, porque eu eu tava conhecendo ainda.

Mas a ideia básica é é, é, é trazer isso, trazer essa discussão, trazer esse debate e mostrar, mostrar aqui, ó. É qual que é o caminho que a pessoa trilhou, né? Ele ele não é 11 livro teórico, tá?

Ele não é um livro de teoria sobre regras, ele é um livro de relato de criação, porque você vai pensando o que que essa pessoa queria, o que que ela propôs, como que ela testou, onde que ela encontrou a resposta pra gente, pra pra gente perceber que existe 11 diversidade, uma pluralidade e caminhos ainda que podem ser trilhados, né? Acho que é mais ou menos isso. E o livro tá em financiamento coletivo ainda, né? Até acho que dia 27 de maio me fala a memória. E já bateu meta, né?

Já tá, já tá garantido. Já já tá impresso, inclusive, tá? Para quem tem medo, Ah, eu vou participar. Financiamento não vai me mandar, gente. Eu só não mando se acontecer alguma coisa comigo, né? Se alguma coisa é particularmente grave, porque os livros já estão aqui e em breve eu começo em vivo, tá? Uhum. Né? E tá bonito. Eu vi aqui no vídeo, tá? Tá, tá lindo. AOO eu chamei o Eduardo Caetano para fazer diagramação. Ele Ângela, né? Imagem das coisas, né?

É citado aqui no podcast pelo modelo π, que eu gosto muito. Sim, sim. Volta e meia citado aqui no café com anjo muito bom, cara. E ele e ele. E ele fez um texto bem bacana também. Ele, ele é um dos autores. Eu vou ler o nome dos autores aqui. Boa, eu acho que tá.

É, eu chamei Oo César capac, né? Oo Eduardo Caetano, o Jairo Borges filho, o Jorge valpassos, o Júlio Mattos, o Leandro Godoi, o Lucas conte, o Luiz Falcão, o Luiz Prado, o Mateus Silveira, o Mateus Silveira e a Viviane Ferreira. Eles escrevem um artigo juntos, tá, sobre regras em jogos educativos. Então o deles não é assim, tem o relato da experiência deles. Mas é mais voltado assim, pro

pra discutir com o professor. A gente tem a Mônica de faria, Mônica ela sim escreve um texto acadêmico, tá? Sobre regras, é o único texto acadêmico, além do do texto do Mateus e da e da Viviane. Aí a gente tem a Naomi marateia, eu, o Rafael, a Renata bruscatto, do do caquitas e o Tadeu Rodrigues, tá? É basicamente o Tadeu, o Tadeu,

ele fala sobre um rap dele. EEA partir daí então, OOO livro, ele vai ter esses relatos é de pô, o que que eu pensei, o que que eu quis, qual foi a minha solução, né, que que é isso? É, é, é, é gerar reflexão, porque eu que eu acho que tem uma coisa, né, que às vezes a gente fica Na Na teoria, e a teoria não é ruim, mas é legal a gente como que os outros pensaram soluções, pô, esse cara encontrou um problema, qual foi

a solução? Pô, eu acho que talvez eu tenho esse problema, talvez eu, eu, eu busque uma solução diferente. E aí eu acho que que é bem bacana. Assim ficou, ficou um texto bem diverso, EE interessante. Muito bom. Raca maravilha, cara, é bom. Vou deixar o link do do catarse aqui no objetivo do episódio, pra galera comparecer aí e garantir a cópia. É qual o valor? É único de apoio e tem valores diferentes. O valor único, 40 BRL. Se você quiser mais de um livro, você multiplica.

Ah, eu meu, quero 3 livros. Coloca 120 lá, tá que aí basicamente, Ah, eu quero 2 livros, 80, então fica ali, eu, eu, eu já estou considerando que a pessoa que colocou é teve um apoio de 100 BRL bom, essa pessoa, eu vou mandar 2 livros, né? Eu vou entrar em contato com ela, mas a princípio eu estou contando que essa pessoa compra 2 livros, né? Então basicamente eu estou eu estou trabalhando com com essa dinâmica, é eu, eu não coloquei

meta extra. Tá, porque assim, Ah, eu vou colocar, se bater meta, eu vou chamar não sei quem para escrever artigo, eu não acho isso legal, sabe? Porque não, se se você tem qualidade, você tem que estar no livro, então eu não, eu não estou trabalhando nessa dinâmica, porque eu acho que é, eu quero valorizar quem está aqui. Eu nunca falo assim, Ah, você é o brim, não, você não é o brim, você é autor, né? E é isso, claro que tem um chamativo muito menor, né,

porque. É, eu não tenho aquele chamado das pessoas, ó, divulga. Aí o pessoal falou assim, já bateu, então acabou. Eu já comprei, já fiz minha parte, mas eu acho que é 11 forma mais, sei lá, é, é a minha forma. Uhum não, eu acho muito racional, muito justa. Acho que a galera vai comparecer, já compareceu, né? E vai comparecer mais ainda. Uhum, porque é um lançamento importante, né?

É, tem pouco disso No No Brasil, acho que de forma geral, a respeito do RPG, tem pouco disso no mundo e de fato a gente precisa. É construir esse tipo de iniciativa pra ter mais autonomia, até de pensamento em relação a como se a gente a gente vê esses assuntos, principalmente regras EE similares dentro do dos jogos de RPG. Então muito legal, cara. Valeu a comunidade, tenho certeza que agradece junto comigo aqui. São as minhas regras. Valeu, hacker algum, algum outro recado pra galera?

Ó, eu, só é comentário. Então, se você tiver interesse no livro, procura no Google No No Catar, esse jogo pela regra 40 BRL, tá? É, posso entregar no DOF para quem quiser, quem tiver lá, posso entregar em mãos ou quem quiser saber um pouco sobre a minha produção de jogos. Tendo itio, né? It ponto yo hacka, ponto EAT ponto yo meus jogos praticamente todos estão lá. É, todos estão gratuitos em português e inglês, não em

inglês. Tem que pagar, porque existe aí um preço de tradução e et cetera. Mas em português tá tudo gratuito, disponível, tá lá. EE RPG de mesa eu tenho só o antes do começo, que é uma RPG de panfleto. E a tem também um jogo narrativo, né? Que é o sobre a assim chamada acumulação primitiva. Enfim, que é que é um, é um, é um RPG? Semestre, né, digamos assim. E quem quiser ver os meus textos acadêmicos tem os meus o meu site, os meus textos acadêmicos sobre RPG, que é o que está na

aquele site academia.edu, né? Procuro Rafael Carneiro Vasco academico.edu. Eu tenho a dissertação de mestrado, eu tenho um texto sobre RPG, lar pra educação e eu além daquele sobre o vampiro na guerra civil, eu tenho um texto também é discutindo comparando os bestiários medievais com os livros de monstros de RPG. Tá que foda.

A partir dessa lógica é foi conescrito por um autor latinista, tá um amigo meu que é latinista que ele ele está no processo de tradução de um vestiário medieval, acho que de alberdin, e aí a gente. Combinou, a gente coescreveu o livro, o livro não tocou com o artigo e tá lá disponível, né? Coloquei lá Oo tá a revista inteira, que era aquela revista. Mais jogos do o Rafael rocha? Não, o Rafael rocha do do

secular é o outro. Rafael rocha é. Então esses textos estão lá, além da minha dissertação de mestrado. Por. Fim tem o meu canal do YouTube sobre a história do RPG no Brasil, que tem A Entrevista do Mark hargen. Tem entrevista que eu fiz com você, tem entrevista com muita gente muito legal e por fim, tem o site do simpósio e o canal do

simpósio no YouTube, tá? Quem quiser dar uma olhada no simpósio e tal, a gente tá fazendo esse esse processo é eu, eu vou, eu, eu, eu não sei como é que vai vai estar a questão de vaga, eu tô. Eu vou ministrar um minicurso na Unesp de Assis, um minicurso online sobre. RPG, larp e literatura, falando do meu processo criativo na criação do do larp, e perde centroiano, né?

Que é o larp sobre e que é baseado em tragédias gregas, Na Na, na, na literatura grega, que por sua vez é baseada Na Na Na mitologia grega, né? E aí eu vou discutir, vai ser, acho que dia 7 e 14 de junho vai ser online e tal, que aí depois eu posso passar o link pra aqui pra cadastro, acho que é isso. Maravilha, eu vou deixar esses links aí pra vocês seguirem e conhecerem mais a fundo aí o trabalho do do hacker, tanto no pensamento quanto No No game design aí.

E obrigado pela participação, cara. Valeu? Imagina sempre um prazer, a gente se encontra um dofe ou não? Sem dúvida, sem dúvida. A gente dá um abraço lá. Valeu. Intérprete, quem sabe a gente toma um café, Hein? Ó, é uma boa, eu vou levar 11 garrafa térmica para. A gente ovelha negra, por favor. Ovelha negra isso aí, né? Maravilha, hacker, é isso? Abraço. Abraço pra todo mundo. Valeu, bom dia, diabo, bom dia ao caralho.

Bom, encerrando o episódio aqui eu vou deixar uma pergunta pra enquete, e aí, dá pra chamar tudo de regra que que você acha sim ou não? E comenta aí que que você achou do episódio de hoje também eu falo um pouco sobre a sua opinião sobre regra. É é um tema. Que certamente vai voltar aqui no café com dânjon, mas por enquanto. Vamos vamos dar um dar um tempinho, porque já foram 2 episódios seguidos, então deixo

um tempo para vocês refletirem. É lembrando que eu vou deixar aí no descritivo do episódio os links citados no episódio, tanto os links dos anúncios, né? Então o link para você jogar beergot tem Oo link para o após o café com dângel e o link para o the vintage na caramelo jogos. E fora isso, vou deixar os links de algumas coisas mencionadas no episódio, né? O vídeo do Bernardo Gregório entre o céu e a Terra falando sobre mulheres, bruxas, menstruação e tudo mais.

Vou deixar um link aí pro Levi Strauss. As estruturas elementares do parentesco, né? É citado pelo raca. É. Um link para o jogo? Blue way do Jason, Morning Star. Né? Um link pro larp disso. Little loveing aí sobre o cenário da AIDS nos anos 80 em Nova Iorque, né? Então vou deixar aí, Oo link também vou deixar um link para o it e o do raq, que tem jogos aí de seu, do seu desenvolvimento também deixar um link para o

canal de YouTube do raq, né? Da história do RPG no Brasil, do qual até tem uma entrevista lá com ele. Deixar também aí. 11 link para o simpósio RPG larp. E educação? Bom, e, por fim, lembra que você pode apoiar o café com dângel se você quiser, de repente ajudar a gente a voltar a ter 5 episódios semanais? Considera apoiar o projeto e a expansão lá?

Não apoia esse apoia ponto s barra café com dângel é, se você gostou especialmente do café de hojedeixapragente1gorjetaaimandaoseupixqualquervalorpracafecomdangel@gmail.com, a gente conta com você se você tem uma empresa, uma marca e quer ter um dia na semana. No café com dângel financia aí um episódio semanal do podcast e faça a Alegria da Márcia rpgista consulta a gente aí em café comdangio@gmail.com que a gente tem uma proposta especial para você.

Consulte também a gente sobre parcerias e anúncios. A gente trabalha com marcas de RPG e também de outros ramos aí, como café e jogos, tecnologia, mídia, ensino e et cetera. Se você é um produtor de conteúdo, games ever, independente ou acadêmico e quer participar do nosso projeto. Conta isso sobre você e fala de como a gente pode colaborar, manda um e-mail pra café com 2 de arroba Gmail. Ponto. Com beleza. Por fim, agradecer os nossos assinantes, a galera que torna

possível essa aventura. Então obrigado ao pessoal por apoio com o nível incentivo, incluindo aí o enésio, o zabur Suzuki. Valeu demais. É o pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o Gustavo muradi, o Ian quer Lopes e o Yuri saía da rocha Miranda, grande Yuri. Um salvo especial para os assinantes do nível RPG do Ju, dentre eles o André dotepegas, o benatti que fez aniversário ontem. Valeu, André. Parabéns aí.

Um abraço ao Marcos Vinícius ornelas, ao Pedro Borges, ao Rodrigo Lopes. E o Vinícius? Caldas e um abraço aos membros do treinamento, ao e ao fantasy e eles são, Abílio Júnior, César Machado, Daniel Haidar, Diego cestito, Léo gasparuto, Marcos Gonçalves. E o Pablo Rodrigues Lima? E, por fim. Um imenso agradecimento ao nosso membro café com balbi, o Thiago Augusto, valeuzaço galera, um abraço e até a próxima. RPG é coisa do diabo. RPG é coisa do diabo.

Que rapaz, que o diabo vai fazer com essa porrada de nerd, esse bando de perdedor. Virgem em uma só palavra é coisa do diabo ou não é não?

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