No meu grupo original de RPG a gente odiava jogar com um módulo pronto, com a aventura pronta, como a gente dizia. Não parece fazer sentido. A gente aprendia o sistema e tentava seguir o sistema. Tudo bem, a gente errava muito, a gente não conhecia a grande parte do sistema e algumas partes do sistema a gente nem queria conhecer mesmo, né? Mas a gente tentava seguir.
Esse cenário também, a gente tentava utilizar os cenários, a gente tentava usar Crinn de Dragon Lens, a gente tentava usar Fire 1 de Forró a Ten Rambles, a gente tentava usar claro, com grande liberdade poética, com grande leninência ali em mexer, mas a gente tentava utilizar. A gente gostava, a gente comprava as caixas e ficava super empolgado. Mas
a aventura pronta nunca encaixou pra gente. A gente tentou mestrar que a aventura pronta que vinha junto com o escudo do ADID, segunda edição, era uma aventura que em bandidos tentavam se fazer por vampiros e tal, era uma aventura meio, sei lá, era meio ruim aquela aventura, a gente não
curtiu. A gente teve uma experiência ruim também com um amigo nosso de outro grupo que veio me ensinar pra gente usando aquele, uma dessas aventuras que tem CD com áudio pronto em inglês e tal e com a dinâmica que não funcionou, não deu muito certo, o cara não era muito bom. Então cara, aconteceu, a gente já passou a não gostar da ideia de me ensinar módulos prontos, aventuras prontas e
deixou de lado isso. A gente passou pelo nosso ciclo de ADID, passou pelo nosso ciclo de vampiro, passou pelo nosso ciclo de ars mágica, de mágoa ascensão, vários jogos de campanha que a gente jogou e algumas aventuras pequenas que a gente jogava em outros sistemas, a gente buscava não utilizar módulos prontos, a gente sentava ali, tentava encontrar uma aventura nossa, fazer uma aventura pequena nossa pra
experimentar outros sistemas com três sessões, uma sessão só. Em evento também a gente jogava sessões, jogava jogos de uma sessão, deixava de
lado isso, módulos prontos também. O fato é que só depois de muito tempo, depois de várias campanhas dessas que eu estou falando, a gente jogou uma campanha de ADID RULES CACLOPIDIA e foi a partir dessa campanha que eu fui buscar na internet pra ver se tinha outras pessoas jogando ADID
clássico e vi que tinha. Assim eu conheci o SR, o blog do Diego Nogueira que eu acabei participando e através desse contato eu cheguei no D &C, jogando numa mesa de Diego Nogueira no evento e ali eu me apaixonei pelo jogo. E uma das coisas que tinha de legal era justamente que ele usava módulos, ele usava aventura pronta, eu joguei ali o Sailor's und Starless Sea, eu achei
delicioso jogar aquilo. Eu fui atrás do material e eu pude entender que uma parte muito importante do D &C estava justamente nos módulos. Os módulos eram bons, bem construídos, eles de certa forma absolveram na minha cabeça as aventuras prontas que eu odiava lá atrás e que hoje em dia eu amo. Claro, existem módulos ruins, existem aventuras prontas que são ruins, mas as boas são muito boas. Então eu passei a pesquisar
inclusive os clássicos. Eu fui lá no Tomb of Horrors, o pessoal vai falar tão mal, eu fui entender os valores que ele tem ali. Também o Keep on the Borderlands, Eye of Dread, o próprio D &C ali, a gente tem o Sailor's und Starless Sea, Doom of the Savage Kings, a gente tem Tower of the Black Pearl, a gente tem bons módulos ali também.
Uma investigação mais recente minha que foi em cima do Caverns of Tracia da Janel
de Hequei. Cara, módulos antigos são muito bons também e uma coisa que eu descobri vendo esses módulos antigos é que eles cobriam um espaço de instrução e de diálogo com as pessoas ali com o mestre principalmente, que o livro básico não cobria e não é por faria do livro básico, é porque o livro básico, o livro do mestre, do jogador, no caso do D &C antigo, eles cobriam uma coisa mais geral, as regras
do jogo num espectro mais amplo. Já os módulos que trabalhavam o jogo, ou trabalham os jogos bons, os módulos hoje em dia ainda, trabalham o
jogo para a mesa, num aspecto mais concreto. Eles dão instruções mais próximas ali do que você vai fazer quando tiver na mesa jogando, como utilizar, como montar determinada interação, como montar, como propor determinado o desafio, como utilizar melhor os personagens ali, isso não faz sentido que esteja no livro básico mesmo, né? São coisas que se tivessem no livro básico, os livros básicos terem em quintas
páginas, 600 páginas. E aí eu passei a ver as instruções que esses módulos clássicos têm e passei a
gostar ainda mais de jogar módulos. Bom, e falando em bons módulos, hoje o tema do Café com o Dungeon é justamente um módulo de aventura, uma aventura pronta, para assim dizer, que é uma aventura que surgiu no contexto de RPG Old School também, num exercício criativo chamado Geig 75, que a gente já abordou no Café com o Dungeon na primeira temporada, que deve frutos agora, que é uma leva de
aventuras, de módulos que vão ser publicados pela Caramelo Jogos e a gente vai conversar sobre um deles com o seu autor. Então, Café com o Dungeon, hoje é sobre um dos módulos do desafio Geig 75, de 2023. Vamos lá? Bom dia amigos do Café com o Dungeon, estamos aqui para mais um episódio do seu podcast Matinal Favorito,
trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael Balbi e hoje o meu café aqui é um ovelha negra prateado, com o sabor secreto que eu consegui numa cidade dela murada, que surgiu junto com uma segunda lua no céu, e sumiu assim que o sol raiou, então acho que você não vai conseguir exatamente um café ouvelha negra prateado como o meu, mas assim, tem outros sabores igualmente deliciosos
e com grãos deliciosos do café ouvelha negra, e que eu tenho certeza que você, o Vinte do Café com o Dungeon, consegue pegar no site ovelhanegrecafés .com .br com um desconto especial usando o nosso cupom CCD,
tudo minúsculo. Se você se tornar um apoiador do café com o Dungeon lá e apoia ponto S barra café com o Dungeon, você ganha ainda cupom com valores progressivos de acordo com seu apoio, que ainda participa de sorteio de café especial, a gente está distribuindo quase 2 quilos de café para os nossos assinantes sorteados, então além de você participar desse sorteio, você participa também de um
grupo de Telegram, um gente fortíssima do rolê do RPG, inclusive o nosso convidado de hoje, o Guipro Videlo, que vai falar sobre a publicação que ele está produzindo junto com a Caramelo Jogos, que é a cidade dela do Luar, e a sua criação para a GemGaegg 75 de 2023, que vai ser lançada pela Caramelo em parceria com a de Gealo Games, junto com outros três módulos, que é o capom do Tigre, do Raul
Calisto, o corpo e a vida que te pertencem do Mateus Tiamat e o Sussurus do Castelo Encantado, do John
Carvalcante. Mas antes, vamos dar uma lida na nossa enquete aqui do último episódio, que é o episódio RPG Show, a quarta agenda, e esse episódio falava justamente sobre o entender que os jogadores podem tomar decisões criativas no jogo, muitas vezes pensando na plateia que está assistindo ele, então que a presença, a existência de uma plateia pode criar uma quarta agenda para além do GNS,
que seria o jogador tomar atitudes relativas ao que é melhor para a história ou a partir do que é melhor para o seu personagem, ou a partir do que seria mais apropriado para o personagem dentro de uma
verossimilhança. Então a gente tem aí 80 % das pessoas acreditando que sim, que existe uma quarta agenda criativa no RPG para além do GNS, que é vamos tomar decisões de acordo com o que a gente acha que fica melhor para a plateia e 20 % das pessoas só, uma esmagadora menos minoria, dizendo que não,
que acham que não existe uma quarta agenda. Então dessa vez aqui eu venci, o pessoal concordou comigo com a minha investigação, com a minha conclusão ali, mas enfim, nem eu sou muito certo disso. Inclusive a gente pode ler aqui as manifestações do pessoal quando eu perguntei, e aí, como seriam mecânicas
apropriadas para uma quarta agenda? E aí a gente teve bastante participação aqui, o Daniel Gata falou que seria usar um sistema de votação no chat ou entre sessões, durante momentos críticos do jogo para que o público vote em diferentes opções de ação dos personagens. Interessante, né? A gente botar o público tomando decisões pelos jogadores, pelos personagens.
Em momentos críticos do jogo, isso seria trazer o público para jogar, e nesse ponto o público deixa de ser esse expectador, ele passa a ser participante, passa a ser jogador, então não seria exatamente uma quarta agenda porque a gente estaria jogando com essas pessoas, né? Então a gente voltaria de repente a usar as três agendas, talvez, não sei. O Ricardo Mati mandou resolução de arco de personagem com base em
enquete no chat, e aí ele complementou. E meu investigador morreu no fogo, não porque era melhor para a história, mas porque era ele ou a menina que
ele estava tentando salvar, um abraço balbi. Isso foi curioso, porque o Mati foi justamente um caso citado no episódio, que eu citei um conflito de agenda, a gente fez um episódio do Café com o Daniel na primeira temporada falando sobre esse conflito de agenda que a gente teve nesse jogo específico, e foi curioso porque assim, o personagem dele tinha pedido uma filha, e ele era um cara ligadá -se em
conspiração e ficou muito culpado por conta disso porque ele participou pouco da vida da filha. Então ele teria, nesse momento que o Galpão pegou fogo, quando ele ficou lá para morrer, o que eu relatei no episódio foi que ele ficou ali, ele morreu porque a gente decidiu que seria melhor para a
história naquele momento, né? E o Mati aqui complementou que ele morreu não porque era melhor para a história, mas porque era ele ou a menina que ele estava tentando salvar, que existia uma investigada dele que estava ali junto com ele, ele deixou que ela saísse e era ele ou ela, então
ele resolveu morrer por conta daquilo. Mas no momento até que a gente gravou esse episódio na primeira temporada, o papo era justamente esse, que a gente chegou à conclusão de que ele não agiria pelo instinto dele para se salvar e para as capacidades que ele tinha ali não, que ele meio que decidiu que seria a menina justamente porque isso absorveria ele na história, ele faria um arco de
redenção praticamente ali, que ele morreria naquele arco, então só uma agenda narrativista, né? Por assim dizer, só uma agenda de jogo que você tomou uma decisão pensando assim na história dele, do desenvolvimento desse personagem, né? Porque se a gente for olhar ali o momento interno do personagem, num lugar pegando fogo, é muito
difícil, né? Alguém chegar e se martirizar dessa forma, falar, não, vou ficar aqui, vou morrer numa pira incendiária gigantesca aqui para salvar uma garota porque eu tratei mal minha filha, né? Que aí seria de repente um pensamento, sei lá, um
pensamento realmente de santo, né? Mas é isso, acho que assim, de forma geral esse conflito ficou bem expresso ali, no episódio da primeira temporada do Café com o Dângio, então se você for botar ali conflito de agendas, provavelmente você vai encontrar na segunda, na primeira temporada esse episódio que foi muito interessante a partir de experimentos que a gente fez com o jogo arquivos
paranormais. Na realidade o episódio 801, review sincerão de arquivos paranormais. O Jeff e a Sonfrias, falando inspirado em PBTA, um sistema com movimentos de plateia pré estabelecidos, onde os espectadores decidissem o que aconteceria escolhendo por votação um dos movimentos pertencentes
à cena. É interessante assim, a gente teve outros comentários, mas todos eles de forma geral entendem que as mecânicas apropriadas para quarta agenda, ou seja, para atender aos desejos do público, as preferências do público, elas todas trazem o público para participar do jogo. Nesse ponto eu fico me perguntando, nesse ponto eles se igualariam os jogadores, porque a gente pode analisar que toda mesa de RPG, com plateia ou
não, há um receptor de performance, né? Performance no sentido teatral, talvez, no sentido de cena, né? A gente constrói uma cena, a gente interpreta nossos personagens e todos os outros participantes da mesa são o mesmo tempo espectadores também da sua performance. Nesse caso, quando a gente fala de quarta agenda, a gente está falando de um corpo alheio à mesa, um corpo que não participa da mesa,
né? Quando a gente chama a interatividade dessas pessoas do público, de certa forma, elas passam a ser tão espectadores contra os demais jogadores, né? Se a gente botar ali no MDA, eles provavelmente estão ali no mesmo lugar do resto dos jogadores, não mais como um público de fora, porque eles estão tomando decisões dentro do jogo.
Então essa interatividade, ela é um pouco viciada, para assim dizer, essa interatividade, ela traz o jogador, o público, para deixar de ser espectador puro, passivo, para ser um pouco mais ativo, né? E eu entendo essa vontade, a gente entende que se tratam de jogos e se tratando de jogo, o que dá mais engajamento é a interatividade, então é muito pertinente a esse
pensamento. Por outro lado, eu fico pensando, por exemplo, no futebol, no futebol a gente tem os jogadores ali jogando em campo e a gente tem uma massa vendo o jogo, né? Muita gente vendo o jogo pela TV. E essas pessoas da TV não têm uma interatividade propriamente dita que influencie, que atravesse o
jogo sendo jogado ali naquele momento, né? Apesar dos jogadores saberem que eles estão performando por uma audiência gigantesca, numa final de brasileiro, sei lá, final de brasileiro nem tem mais final do
brasileiro, né? Mas uma final de campeonato ali de libertadores, por exemplo, eles sabem que são milhões de pessoas que estão assistindo eles e isso influencia o jogar, mas de toda forma eles não estão jogando ali, por que fica melhor para o público, né? Mas de certa forma eles estão jogando ali para vencer e aí o público está vendo os jogadores performando para o que é melhor para vencer e
aquilo ali se torna um bom espetáculo. No RPG não me parece que aconteça da mesma forma, né? Quando a gente tem uma plateia, me parece que há uma influência diferente em cima dos participantes, né? Existe essa coisa um pouco de performar para pessoas que não estão participando do jogo. Isso pode ser ruído ou pode ser uma agenda de fato, né? Ruído é quando, por exemplo, esse
público é indesejado. Eu lembro quando era mulher que a gente jogava na mesa de casa, lá da minha sala, e aparecia o meu pai, às vezes, ficava olhando e a gente estava incomodado com aquilo, então é um ruído. Mas hoje em dia, a pessoa joga
no teatro e tem uma plateia observando. Essa plateia influencia o jogo no mesmo medida que a gente tem uma torcida de futebol presente no estádio, gritando e apoiando os jogadores na melhor das hipóteses. Mas e aí, como é que é essa quarta agenda? Quando é que aqueles jogadores ali que estão no teatro, jogando para uma plateia, como é que é essa decisão, né? Como é que funcionaria uma mecânica que abordasse essa
decisão? Acho que essa pergunta é mais nesse sentido. Ainda que eu acho que, obviamente, o RPG muda e uma das mudanças de gente ver, justamente a percepção das pessoas, inclusive aqui através das respostas que trouxeram, de que o público precisa engajar no jogo mais ativamente para ele fluir do RPG como produto, mas será que é a forma, será que é a única forma, será que não há outras
formas? É isso que eu estou propondo nessa investigação da quarta agenda aí. Mas interessante, né? As respostas apontam alguns caminhos aqui e faz parte, eu acho, dessa reflexão que o episódio provocou. Então, muito obrigado pela participação, galera. Vamos lá? Vamos falar de módulo de RPG. Grande Gui Providello. Cara, deixa eu começar já te
trazendo uma pergunta aqui. A gente está subindo o elevador, imagina isso, a gente está subindo o elevador aqui, você tem até o oitavo andar para me contar qual a sinopse do teu módulo de aventura, a cidade dela do Loire. Contei para a gente. Cara,
eu sou, eu sou bastante sintético, né? Então, assim, eu acho que a grande sinopse da aventura é, e se, e se essa mania que aventureiro tem de fazer viagens para planar não fosse um parque de diversão, mas um negócio Lovecraftian, tá ligado? Uuu, é essa proposta da Masmouma que eu escrevi. Isso já, já diz alguma coisa para a gente aí, respeito de tom, respeito do que acontece, tudo mais. Mas vamos guardar um pouquinho
isso, a gente vai abordar. Mas eu queria que você falasse para a gente como é que foi essa questão de construir essa, essa, essa aventura, né? Esse módulo de aventura dentro do desafio Geiger que 75, esse desafio foi o teu starter, né? Foi teu semente. Conta para a gente aí desse, desse rolê do Geiger que 75 e como é que, como é que você trabalhou dentro
dele? Cara, o Geiger que 75 você até já gravou um episódio na primeira temporada, né? Falando sobre ele, né? Olha, adiantou a minha pauta aí, eu deixei marcado aqui o episódio de C642, vou deixar linkado aí no discritivo do episódio no Café com Deus de Primeiro Temporado do desafio Geiger 75. Foi um negócio engraçadíssimo que assim foi meio uma
confluência assim, né? Que eu tinha começado a estudar depois de voltar para a RPG na pandemia, né? Comecei a estudar os voleis de atestos do da UECR. E eu encontrei do desafio Geiger que é que se tu rei óptus, né? Eu comecei a ler, comecei a escrever. E aí no meio do caminho eu comecei a desistir porque eu estava achando meio ingessado de mais para mim. Eu sou uma pessoa, não sei,
talvez você se reconheça também, né? Que eu começo as coisas e eu não consigo terminar. Eu fico me voltando, me voltando, me voltando. Isso foi uma ida e voltada, né? Só que assim, pouco tempo depois, assim, menos de um mês depois, o pessoal da Caramelo e do Dato de Canecas, né? Do Plot, do Marcelo, Jalo Games, eles fizeram o Geiger que é o 2023, que é o Geiger, o desafio Geiger que sim em
português, né? Eles traduziram o texto do rei óptus, né? Com autorização peócio, inclusive. Eles lançaram isso e fizeram o concurso a Gensession aí, né? Para procurar pessoas. Eu pensei, pô, já comecei, né? Logo que eu voltei a jogar online, quer dizer, que eu comecei a jogar online, eu voltei a jogar RPG, comecei a jogar online que eu não podia jogar antes. Eu me ensinei uma aventura
meio numa ilha, tal, e... Tinha os licântropos e aquilo, ele ficou muito na minha cabeça que eu achei que faltou executar melhor quando eu me estrei, né? Porque aquele negócio que você vai fazendo enquanto mestre, porque a gente quer jogar, a gente quer jogar, a gente quer jogar e eu não tenho tempo, né? Então assim, aí eu comecei de novo. Quando eu comecei de novo, eu peguei essa ideia original
e eu comecei a pensar algumas coisas, né? O processo meu foi um processo de tentar subvertei o desafio, pela bena verdade, para você. Porque assim, eles colocam para a gente desenhar um cenário de campanha e eu pensei, pô, eu vou fazer um cenário de campanha, eu vou fazer uma aventura. Aventura é mais útil para pessoas gerais, assim, ninguém vai pegar meu cenário de campanha, provavelmente vai
usar, né? Eles vão pegar pedaços, vão fazer aquele saqueamento básico que a gente faz em todo o Módulo S aí que a gente compra, né? Eu faço isso, tempo todo, inclusive. Vou lá e cátos pedaços que me importam, descarto o resto, né? Meio peneiro ali. E eu comecei a fazer esse processo de começar a pensar como eu faria para ser mais útil para a galera, né? Primeira coisa que eu pensei foi
isso. Bom, um módulo de aventura é mais útil do que um cenário de campanha. Então assim, já começa subvertei, né? Porque a proposta do Gaia é que se você meter um cenário, eu meti uma aventura. E aí foi atrato o resto também. Conta, historizando para a galera que ainda não ouviu o episódio da primeira temporada do café, esse desafio gaga que foi construído lá em 75 mesmo, ou seja, das antigas, né?
O RPG tinha acabado de começar e ele passava esse desafio pela newsletter, que na época não era de onde já ter por e -mail, né, gente? Era uma newsletter que você sebe em casa, no seu postal. E aí esse desafio, né? Ele tinha todas as etapas. O etapa um, o etapa dois, tinha todas as etapas para você construir uma aventura de TID clássico, dentro do
que o Gagas propunha. Recentemente o Ray Otters, que é o filho do Arrow Otters, acho que é filho, né? Do Arrow Otters, que é um desenhista aí da capa do BX, um desenhista de mão cheia do DID, o Dschum. Ele trouxe esse desafio, se não for filho depois eu corrijo aqui no próximo episódio, mas... Exato. E aí ele foi recitado pelo Ray Otters, aí ele botou
aí no contexto da USR esse desafio. O Alex Damaceno, que é com quem o conversa no episódio meia quatro, dois da primeira temporada, ele traduziu isso e trouxe. E agora a gente tem essa iniciativa da Caramelo Jogos, junto com a Diálogo Jogos, que eu não sabia o que era do blog. O que era do Dodes e Caneques. Então são essas pessoas envolvidas no projeto e que, bom, pelo visto você está subvertendo esse passo a
passo que o Gagas trouxe. Eu sei. Eu só não obedeci ele, eu só não obedeci o Gagas, eu só não obedeci o Gagas, eu só não obedeci o Gagas. Legal. Cara, uma pergunta para você a respeito disso, você está pensando em aventura, o módulo, subverter um pouco o que o Gagas trouxe, Mas o que o teu módulo representa como
desafio para o jogador? Porque a gente sabe que no Outdoor School, na USR, a gente tem essa ideia, essa estética do desafio muito pronunciada. E o que é o que você pensou como desafio para o teu módulo? Eu acho que o grande questão ali é que, por exemplo, está rolando um playtest lá em Finisterre, então eu tenho dados de realidade de jogadores que me falaram
isso, né? Então assim, um dos grandes desafios é entender o que diabos está acontecendo, porque isso é literalmente uma massurga propropa, como né, aparece, plin, E ela some todo dia de manhã, ela aparece todo dia de noite e some todo dia de manhã. E o pessoal está tentando entender o que é, porque consigo começar a sair com
pessoas com tesouros lá de dentro. E aí eu quis fazer um negócio que eu acho interessante porque tem a ver com a minha paixão pelos Dark Souls da vida e por outras coisas também, né? Uma das minhas grandes inspirações da verdade é aquele filme japonês, o Angel Zegna, que é um filme que não tem fala,
pratica -me. Olha, né? E ele não tem fala, mas ele conta uma história gigantesca de uma cidade que está flutuando sobre o céu e ela pôs um belo dia e lá vive uma criança que carrega um ovo do polo que ela está tentando fazer o ovo chocar. Que óbvio está acontecendo, se assiste o filme é de uma hora, é o escritor do Ghost in the Shell, é o desenhista do Ghost in the
Shell que faz Angel Zegna, né? E você fica lá, é um filme que termina, você não entende muito bem o que aconteceu, mas você fica tão travado ali e fala, o que que aconteceu, tá ligado? O que que aconteceu? Você quer resposta? É igual tipo o filme do Dave Lynch, né? Você quer resposta? E você não vai conseguir uma resposta, né? Eu
queria construir isso. Tem uma coisa interessante em cima disso aí, que você está botando, que você está provocando a galera a ter curiosidade, né? Que é uma coisa bem cutúlica, né? No cutúl, no cutúl, a galera se dá mal pela curiosidade, né? Tipo gato. Então quer dizer que você meio que está deixando de lado até um pouco essa questão do ouro, não sei o que ou não. Como é que funciona isso aí na
tua cabeça, né? Construção. Então um dos feedbacks do pessoal é que eu botei bastante tesouro na aventura, né? Porque assim, o que eu fiz, eu fiz um processo muito louco, né? Na minha cabeça, funcionar foi faz muito tempo, né? A verdade faz muito mais de um ano que eu estava escrevendo isso, né? Então assim, por exemplo, o Café com o Dange eu estava começando a ouvir, assim. Então assim, tem várias coisas aí
que hoje em dia eu leio que era diferente. Mais uma das coisas que eu fiz é distribuir esse tesouro, que era o total de tesouro dos monstros que estão na aventura, distribuir estratégicamente em lugares que faziam sentido ter tesouro. Então assim, o pessoal encontra os tesouros e assim, eu fiz de um jeito que eu uso de isca mesmo, na cara dura, assim. Eu coloco monstros muito
perigosos, né, Nader? Muito muito. Com o perigoso, os monstros que eu não usaria na minha mesa eu coloco na aventura. Pô, essa planar, né cara, o que que você espera? Não é goblin, né? Não é logo, não é rato que você vai encontrar. Então assim, é... Mas como que eu vou convencer um grupo, seja lá de que nível, a minha proposta é que quem conseguir usar, quiser usar que use, né? É independente de bracket, né?
De... Como é que o povo fala de... De... É janela de nível, né? Laconelidade, né? Ah, tá, de nível, entendi. Dentro do nível de acordo com o desafio de acordo com o nível da dângel, essas coisas. Não, não faço nada disso, não faço nada disso. Então assim, como que eu vou convencer o pessoal a não abandonar as bocas? Eu... Eu... Eu...
Eu... Eu tento convencer, assim, faço esse trabalho de tentar convencer e clupando isso, né? Assim, logo que o cara começa a achar aí tem mágico. Aí os cara ficam vidrados, os cara quer entrar na porra da cidade dela, tá ligado? Nossa, mano, achamos uma arma mágica, aqui, vamos, vamos, vamos, vamos! E aí na hora que eles encontram os bichão do maulá, ah, pô, você queria que esse tesouro tivesse
desprotegido, né, cara? Não é bem assim que funciona as coisas. Sim, então é isso, né? Uma curiosidade motorizada por recompensa, né? Sim. É isso que eu queria pontuar aqui contigo. Agora, cara, vamos dar uma... uma... uma volta aqui só pra eu saber. Conta pra galera, a tua experiência com o RPG, com o disco, como é que foi se ter o rolê, o que você curte fazer, como é que foi a tua história até
chegar no desafio? Cara, em 1990 um amigo meu, cidade dos meus pais, né, eu ia visitar meu pai, eu tinha esse amigo que era um vizinho da minha avó lá, onde morava meu pai. Ele aparece com um livro do Aventuras Fantásticas. Até hoje eu não consegui, inclusive, identificar qual era dos livros. Eu andei comprando alguns pra ver se eu consegui identificar qual era que
era um bárbaro, entrando numa cidade. Se alguém souber, manda um mensagem pra mim depois, pelo parado de comprar a Librator, e todos os que eu entrei e comprei até agora não eram o que eu tava atrás. E aí a gente jogava junto. Um negócio muito... essa geração, mas a gente fazia isso lá. A gente sentava os dois na frente do livro, um em voz
alta, e os dois decidiam o que ia fazer. Depois disso a gente ficou meio hidral nesse negócio de RPG, e aí ele comprou o BX. Ele tinha mais dinheiro que eu, né? Não era lá uma pessoa super rica, mas ele foi lá e comprou o BX, a gente jogou uma, duas sessões do BX. Aí ele comprou o ADEI de segunda edição, a Divância. A Divância de Mesa. É a segunda fase, né? A gente começou pelo Base, que agora vamos pra
Divância. Agora é o bichão. A gente achava que a gente tava evoluído. 1990 eu não sei nem fazer essa conta com a pessoa de humanas, mas eu tinha 13 anos, 14 anos. Então a gente era uma criança, e a gente achava que a Divância era melhor. A gente começou a jogar o
ADEI desses momentos. Pouco tempo depois o cara quis correr pro vampiro, a gente jogou o vampiro, mas era aquele vampiro que só quem viveu aos anos 90 sabe, né? Que é o vampiro X -Men, né? Você tá jogando o ADEI, mas seu personagem é um vampiro e não um guerreiro, né? Sim. E aí você mata monstro, enfrentar batalhas, etc. Pessoal não fazia esse negócio. Ai, vampiro é um jogo de drama. Rapaz,
da onde eu jogava pelo... Era, tipo, era Gourby Gertz períros, né? Mas assim, eu sempre fiquei muito no Driewer, porque eu sempre preferia esse troco, né, da fantasia medieval. Eu nunca li, por exemplo, mais de um livro do Senhor dos Anéis, não é isso, né? Eu não gosto muito da prosa do Tolkien, né? Eu sempre gostei da fantasia medieval por outras
influências, por exemplo. Eu gostava muito de filme de Bona, esses filmes bem potreirão dos anos 80. Coisa mais chupinha, né? São da tarde ali, que passava muito. Teve um momento, um histórico, feitiço de áquila. A história que saiu em fim de uns filmes dos anos 80 que eram filmes. Cru. É, aquele lá que inclusive é do Tom Cruise e Criança, né? Maze's
and Labyrinths, sei lá, essa coisa. Não sei, é um filme... A lenda ficou em Português, é o Lago Açil. Ah, lenda, tá. Eu tô confundindo com Tom Hanks, que fez aquele filme que ele fica maluco e some pelo esgoto, porque começou a jogar RPG. Inclusive, é baseado na história do caso, que começou satanic panic nos Estados Unidos. É, é exatamente. Ótimo começo, né? Pra nós, pior ainda, que ele
tenha feito isso. Mas aí, numa dessas, o pessoal entrou de cabeça no vampiro, eu comecei a jogar vampiro com o pessoal da minha cidade também. Eu nunca gostei de jogar vampiro, se sincero, joguei muito. Mas nunca gostei, eu jogava porque o pessoal jogava. Aí eu conheci o pessoal, jogava guercos, tentei jogar guercos. Até que eu consegui formar um grupo de ADD, segunda edição, e joguei muito tempo a ADD, segunda
edição. Quando eu treinava a faculdade, saíva a terceira edição. E aí a gente jogou a terceira edição durante a faculdade. Eu bestrava bastante muito isso, né? Só que na hora que acabou a faculdade, vida adulta, lerê, lerê, né? A hora de trabalhar e as coisas. Quando eu se afastando, se afastando. Eu voltei a jogar RPG online, na pandemia, com o pessoal pra jogar durante a faculdade. Durante a faculdade, a gente jogou
muito RPG, hein? Tinha até um live de vampiro. Caraca. Eu sempre preferia a date. Quando a gente voltou, a gente voltou a jogar na terceira edição, na online. Só que aí já tava na quarta, quinta edição, já. A gente tentou jogar quarta, achou terrível. A gente tentou jogar quinta por um tempo, achou terrível. Depois de um teu povo, na hora que começa a jogar quinta, achou legal. Porque ler nos livros, achou legal, né? E
vai, vai, vai, vai. Daí de repente começa a achar as rachaduras, né, cara? Ela empolga de início, mas depois você começa a ficar meio... E você começa a achar os buracos no rolê, assim. E aí a gente começou a tentar, dá pra estar, dá pra estar. Até o dia que eu cheguei, você ia falar a mesma coisa. Será que não rola pegar o AD &D antigo? Será que não rola pegar o PX? E aí eu fui descobrir que,
meu, eu não tava inventando a rota. Tipo, eu tava só vinte anos atrasado nessa ideia. Eu cheguei vinte anos depois da OECR, na OECR. Então o resgate foi tardinho, né? Daí eu fui descobrir que tava gente fazendo isso na internet há muito tempo. Só que eu nunca tinha tido a ideia de começar a estudar RPG, mano. E existia todo um universo de textos, né? Todos
os blogs que existia até hoje, né? Eu leio até hoje, eu tenho mania de ficar lendo blogs de coisas no meu tempo livre, às vezes sou psicólogo, né? Às vezes o paciente falta, sou psicólogo do SUS. Às vezes meu paciente falta, tenho que esperar o próximo. Eu pego meu celular e ele começa a ler alguns blogszinhos sobre o que isso já é certo. E aí, bom, tô jogando online mesmo, eu comecei a entrar
em mesas abertas, né? Primeiro que eu entrei foi o ARC, depois entrei no SouthPorg e por fim em Bergof. E aí foi quando eu comecei a avançar nesses estudos, né? Te jogou domenúrio, a gente jogou muita coisa, o SE também, o meu doméstico. Hoje em dia eu posso estar em mesas abertas, mas ainda que o doméstico, a gente tem que dar parada no doméstico, ouvir da duta de novo, chegou. É,
pra quem não tá ligado, né? Se você não faz parte dessas comunidades, o guia é muito ativo nesses comunidades, comunidades do prehistórmio, do café, o fim de terra do hícaro. Então o guia tá muito envolvido com esses resgates de jogos de um ano, com os outros coons, tanto no ACR, com Toyofentes, então é alguém que tá bem envolvido com
esses estudos. E cara, você passou por essa história toda, quando você voltou, eu tinha muita parada de outros coons rolando e tal, e aí caiu nessa produção, né? Quando você cai nessa produção, você começa a produzir, quando você começa a produzir, você começa a sentir algumas diferenças, né? Como é que você tem sentido essa diferença de trabalhar, de produzir um material aqui, assim, no outro que a gente pensa, né? É
muito artesanal. Mas como é produzir essa coisa artesanal, mas por um público maior, né? Você pensando, cara, eu vou fazer um zine, por um público maior, pra uma galera maior, como é que foi essa mudança? Como é que você tem enxergado isso? Um bom lema pra minha entrevista hoje é desmistificar o game design, né? Principalmente na OSE, e do It Yourself, né? Faça você mesmo. É
o grande coração do rolê, né? Eu nunca achei assim que eu fosse um diz que eu não deveria pedir pra benavidade. Vocês terem uma noção, eu comecei o desafio, e eu disse, ah, passa tempo, porque pra mim é isso, pra mim é passar tempo. Eu não vejo isso rendendo dinheiro, não vejo isso sendo... Eu sou uma pessoa com muitos passatempos, né? Isso é um problema muito sério, inclusive falta tempo, e
que por tanto passa tempo, né? Passa, passa, tempo, tempo, não tem, né? Eu toco instrumentos, usuários, né? Piano, violão, guitarra, gaita, tal, tal, tal. Eu leio muito, eu jogo muito joguinha, tal, tal, tal. Isso era um dos passatempos, e assim, o trabalho de escrever pra mim é um passar tempo. Nesses atos momentos, por exemplo, eu tô escrevendo uma campanha gigantesca no
noxão, ali, talvez nunca veja luz, entendeu? Mas é passar tempo, a gente faz pelo prazer, a gente não faz pro outro, né? A gente faz pra gente, né? Mas aí o que acontece? Eu comecei a escrever, comecei a escrever, aí saiu o desafio, eu falei assim, eu vou tentar, né? Que que custa? Afinal de contas, eu tô falando da OSR e o S -R -E, é o trabalho do tentar, é o trabalho do fazer, é o trabalho do pra mão.
Tecnologia, duas mãos, né? Qual ferramenta você usou? Duas mãos, em uma caneta. Então assim, é... A verdade é que eu sou um cara que investiu RPG por 20 anos, né? Eu não sou um game designer. Então assim... O que que é essa aventura? Essa aventura é uma aventura escrita pra cara que eu investi RPG por 20 anos,
ela tem defeitos, ela tem... Ela não é o último bolacha, traquina do pacote, mas eu acho, sinceramente, que eu fiz o melhor que eu podia naquela momento. Hoje em dia eu faria diferente, mas eu fiz o melhor que eu podia naquela momento, e digo mais, eu acho ela boa, eu sou uma pessoa que tem... Eu tenho um problema gigantesco de autocrítica. Tudo que eu faço, eu nunca acho
bom o suficiente. Essa aventura eu acho ela boa, sabe? E eu acho ela boa porque ela encarna no sentido de encarnar no espírito da OSR. Que é o espírito de faça você mesmo. Não importa se vai ficar excelente, perfeito, não existe perfeito, existe real, não existe ideal, não existe real. E assim, foi um processo que, por exemplo, sem querer querendo, conscientemente ou não, a minha aventura ficou
extremamente lacunar, né? Você foi parar para pensar, pô, tem uma coisa mais deidida que ser lacunar, cara. Tem lugares na aventura que eu descrevo assim. Isso é o Ícaro dando feedback, né? Obrigado, o Ícaro que está fazendo o segundo playtest da aventura lá em Finis Terra. O Ícaro dando feedback, eu falei assim, ah, os caras entraram numa sala e estavam escritos assim, 2
mil peças de ouro em especiarias. E aí eu fiz que não sei o que, que não sei o que lá, que não sei o que lá. Você fala assim, ah, o povo está gostando da aventura achando que eu escrevi tudo o que o Ícaro falou, né? Não, na verdade foi ele que fez, né? Eu só escrevi lá o ouro, né? Improviso aí em cima. Eu acho isso maravilhoso. Da ideia é isso, né? Da ideia é você pegar os buracos para te cheirar,
né? Você transformar aquilo em algo seu de cada mesa, de cada grupo, né? E você encaixe, né? Porque assim... Conhece os jogadores, tem, né? Eu não conheço os jogadores, de quem vai ler minha aventura e aplicar ela, né? É melhor que você já sim. Isso é uma coisa muito curiosa,
né cara? Do Do It Yourself, porque foi uma coisa que o Diogo Nogueira também falou na conversa que eu tive com ele lá no Weird Games e no We The People, que eu pentei aí, cara, você produz para quantas pessoas? Ele falou, cara, o produto para mim. E eu acho que isso realmente é um traço muito forte aí do Do Do It Yourself desse jogo. Mas existe, obviamente, a parte de você escrever pensando
que, olha só, tem gente... Tem alguém lendo, né? Tipo, se eu for pegar e mostrar para você as anotações que eu faço com o meu mestro, que isso é um para mim, talvez ela seja ininteligível para outra pessoa, né? Então é quase um spellbook ali... Que alguém olha e fala, como é que eu preciso... Ah, tem que conjurar a lemagia para entender o sábado. É, exatamente. Porque eu estou fazendo aquilo
para mim. Mas enfim, eu acho que isso é uma coisa muito interessante, porque se você já parte da escrita dessas anotações de aventura e desse universo tão particular que é você escrevendo para você, essa tradução tem um ar diferente do que quando você escreve tudo do zero já pensando em mercado, em pessoas, etc. Então eu acho que esse processo do game design é um pouco diferente do que quando você escreve para você
mesmo. Isso já é uma particularidade com certeza da OSR, né? Que a gente pode botar assim. Agora você consegue entender alguma diferença, consegue perceber alguma diferença de material de módulos, OSR, nacionais para os gringos, agora que tipo... Você é um cara que eu sei que consume bastante módulo, né? E você agora escrevendo e
entrando em contato com outros escritores. Você tem aí essa noção de que talvez há uma diferença no material gringo para o nacional, ou não, você acha que não existe e é uma coisa meio uniforme assim? Cara, posso? Eu vou falar uma coisa que vai ser muito por recebida, mas eu vou falar. Eu acho que a gente, principalmente na OSR nacional, a gente sope de
um complexo de vira -lata muito grande. Eu acho que a gente não é capaz de fazer coisas de qualidade, eu acho isso muito problemático. A gente vê, por exemplo, pessoas que fazem conteúdo de qualidade, você, por exemplo, o Samuel, por exemplo, olhando para as coisas que fazem, achando que aquilo ali não é nada perto do que fez, sei lá, o Price Lynch, que fez o Greg Gillespie, e tal. Meu,
eles não têm nada diferente da gente, né? Se você pega, por exemplo, um blog que eu gosto bastante é aquele do... Ah, eu sou péssimo, minha esposa fica me zoando, que eu estou perdendo a memória que eu devo estar com Alzheimer. Eu sei as suas coisas no meio da frase. Aqui ali do... do blog, qual que é o nome
de Eduardo Key, né? Eu esqueci o nome do blog. É o Camp, o Goblin Punch. Goblin Punch, se você pega o Goblin Punch, por exemplo, porque é um cara que produz uns negócios maravilhosos, maravilhosos. E de repente ele vai lá, esse aqui, faz um post, tipo, qual é o problema do Hexcrawl? E você já vê que ele identifica o problema do Hexcrawl meio torto. Aí ele faz outro post, falando assim, consertei o Hexcrawl.
Aí você vê que a resposta que ele dá é terrível. Você fala assim, mas o cara... Que coisa terrível que ele escreveu aqui, não é possível. O cara é um puta produtor de conteúdo. Como assim, ele escreve um negócio todo, que pessoas não acertam sempre? É humanamente impossível acertar sempre. E a gente fica olhando para eles como se eles fossem, nossa, pelos reencarnados,
né? Não! E aí o que acontece? O que é o problema, a gente fica olhando para o pessoal de fora com esses olhos? É que quando a gente olha para os outros com esses olhos, a gente se olha numa luz muito pior, né? Porque a gente escreve, a Gosa estava falando, né? As anotações parecem que precisa de lemagia, né? A gente acha que não faz nada demais. E,
meu, a gente tem que se valorizar. Eu sinto, por exemplo, que tem muito pouco módulo do OSR, isso é um pequeno Brasil. Talvez porque o mercado é dominado pelos grandes, né? Desde assim, Quinta Edição ou de Dragon, mas principalmente Tormenta. Sim. E talvez o BX não tenha tanto impacto, né? Uma vez um pessoal falou num grupo de WhatsApp da OSR. Nossa, o OSR brasileiro é um quintalzinho, né? São
sempre as mesmas 200 pessoas. Aí você vai ver venda de financiamento coletivo de OSR e você vai ver que realmente são sempre 200 pessoas, né? São apenas, né? E aí você fica pensando, será que falta de mercado, não é? Falta de mercado. A gente joga IPG e que os fiascos da Wizard Recents, né? Tendência que as pessoas procurem
outros jogos para jogar. Então, assim, se a gente tivesse mais coisa no mercado, aí o mercado é pequena, mas você está fazendo para ganhar dinheiro, isso é seu emprego? Não é, né? Não, o que que tem? Sim. Faz que seja para os seus jogadores comprar um negócio seu e ter gesto de carinho, sabe? Joga um peste de cara, sabe? Faz
porque seja para isso. Que seja para os seus amigos terem um negócio para você poder botar normalmente. Falar um livro que eu escrevi, né? É um negócio de fazer, tomar a coragem de fazer. Sim, e tem uma noção meio equivocada, às vezes, que a galera lá fora todo mundo vive de RPG. Todo mundo da Game of Thrones.
Não, cara, o Salas, você pegar aí uma galera do DCC que escreve módulos de DCC, você tem vários caras aí que são, tipo, um lá é o Harley Stroh, por exemplo, ele é de um ônibus escolar, o outro, sabe? O Finch, ele é advogado, sabe? Então, tipo, a galera tem... Não é, não vive de RPG. É difícil até lá fora que alguém vive 100 % de RPG, não é tão fácil assim. É
aquela história, né? Eu sou psicólogo, então eu sofro muito com o papel dos coxes, com essa mentalidade do just do it, né? Tipo, pensamento positivo resolve o mundo e pensamento positivo não resolve o mundo, né? Mas assim... Gente, tem que fazer, não tem outro jeito, né? Mas assim, mais do que isso, não existe uma resolução fácil pro problema de que se você trabalha o que você gosta, você perde o
prazer de fazer o que você gosta. Então, é ideal que você trabalhe com outra coisa e faça o que você gosta, não tá pro livre. Vamos ser realistas, que seja sua segunda jornada, né? Os americanos eles tem um lighting, né? Um lighting é um termo que eles usam pra quando a pessoa... A noite se veste de batimento e vai combater o crime, né? A noite a gente se veste de jogador de RPG e vai escrever módulo, né, cara? É
ideal mesmo. Se a gente fosse trabalhar com RPG, isso ia se tornar obrigação e obrigação mata a criatividade. Acaba com investimento no lividinal mesmo, em construir as coisas. É, eu acho que tem aquela coisa também, né? Por exemplo, quando a gente fala de mestre profissional, né? Porque o cara tá largando roba e
vai virar mestre profissional. Tem um lado bom também, que assim, o cara pode... O tipo desenvolvimento profissional dele passa assim no sentido de estudar mestragem, técnicas de mestragem, teatros, se for o caso, pra ele melhorar sua teatralidade, ou sei lá, enfim, é uma coisa pro cara que escreve módulo. Mas eu concordo contigo, existe esse espaço de brincadeira, quase, né? Que a gente utiliza, que dá um
frescor muito grande. Quando a gente trabalha ele num nível que não é profissional, que a gente não tá... Por exemplo, eu tenho muita curiosidade de chegar e contrastar, né? Você pensando no teu módulo, você lançado agora pra uma comodidade de hobby, a madura, tudo mais, da gente pegar um designer de Tormenta 20, alguém envolvido com Tormenta 20, que tá pensando em levar esse produto pra milhares de pessoas, que é
completamente diferente, né? Então, seja uma diferença muito grande. Mas legal, essa diferença do nacional pro gringo, eu também percebo, cara. Imagine a cena, você e seu grupo chegam finalmente no tesouro, no final da aventura, que recompensará todo o esforço e arranjar de dentes até agora. Vocês estão exaustos, as armas pesam, mas estão tão próximos do prêmio que já se sentem aliviados e
vitoriosos. Contudo, antes que põe a mão do tesouro, um avarento dragão aparece e os desafia. O que você faz? Meu nome é José Fontenelli, eu sou escritor, jornalista, mestre de RPG, e você está numa aventura de RPG. RPG é o jogo de interpretação de personagens, o role -play game, onde os participantes interpretam seres únicos em situações fabulosas, desafiadoras, insanas, em qualquer lugar do tempo e
espaço. Jogar RPG é um hobby que em 2024 completa 50 anos, e os mais lembrados são D &D, que no Brasil foi popularizado pelo nostálgico desenho da caverra do dragão, vampiro a máscara, pet finder e o revitalizado cenário nacional de tormenta, entre outros. Tudo isso é RPG. É muito comum as pessoas jogarem RPG sem muitas informações. Isso aconteceu comigo há 21
anos. Nós não sabíamos muito sobre o jogo, para além das páginas xerocadas do único livro que nós tínhamos como referência. Mas isso mudou. Para comemorar os 50 anos do hobby e preencher uma lacuna de conhecimento dos jogadores mais jovens, ou mesmo jogadores e mestres de RPG mais experientes, estamos lançando o financiamento coletivo do meu livro. Aparece
um dragão, o que você faz? Um guia para jogadores e mestres de RPG de todos os níveis. Este livro é um produto de dois anos de pesquisa, onde você encontra informações sobre a história do jogo, como se popularizou. Tem um glossário dos termos mais utilizados, que é uma coisa realmente única em publicações desse tipo, e duas grandes sessões. Uma voltada para jogadores, com dicas de como criar e interpretar o próprio
personagem, e outra voltada para mestres. Com teorias sobre criação de histórias, como lidar com jogadores problemáticos, sessão zero, sistemas de
RPG e muito mais. Há ainda dicas para criações de mapas, como lidar com temas sensíveis durante o jogo, tabelas para geração de nomes, aventuras rácuas, etc. Este livro é um guia, um material de apoio que vai te ensinar a jogar melhor, a misturar a sua própria aventura de RPG, por isso eu venho nessa aventura conosco. Seu apoio é fundamental para que publicações desse tipo ganhem mais espaço. Por isso, contamos com a sua
ajuda. Apóio o financiamento em catarze .me -aparece -um -dragão. O teu módulo, cara. Você trouxe ali, já de cara, uma... Começa o módulo ali mostrando o que você chamou de arredores. Eu achei os arredores uma construção muito interessante. Os arredores são ali... É o ponto inicial, né? É a parte mundana do módulo, para sem dizer. É a parte que você vai ter
o cara que mexe com peixe, enfim. Como é que você preparou, como é que você concebeu os arredores? Eles têm ganchos próprios, ele é um lugar que tem que ser explorado, que é um lugar trampolim para levar para a cidade dela. Como é que você encarou a construção dos arredores? Na verdade, a cidade chama -se Recanto e os arredores do Recanto. Eu fui pensado em um trabalho
de construção de um negócio bem idílico. A minha grande proposta é que aquilo ali fosse um contraste muito grande para a causa e adornação que seria a cidade dela. Então assim, por exemplo, tem uma cabaninha lá dos caçadores. Os caçadores vão caçar na floresta e ficam ali defumando o carne. Tem um senhorzinho que tem nível de mago, mas ele na real vive de pescar, porque ele é um psicotor, ele estudou na capital o ciclo
dos peixes. O grande sábio dos peixes, eu poderia dizer. Então assim, eu fui tentando trabalhar nesse sentido de que tem ganchos, mas sempre não é uma proposta muito aberta. Por exemplo, os caçadores conversam com um unicórnio para pedir autorização para caçar. E às vezes o unicórnio vir e fala, olha, tem alguma coisa de errado na floresta. Tem
lá escrito que está de errado na floresta? Não, mas se o mestre quiser fazer isso numa aventura, ainda, o pessoal da cidade fala, o morro bico do pato, morro do bico do pato é um morro que não
tem formato de bico de pato. Tem a ver com a história da minha infância, que na fazenda que eu cresci, o que eu soube uma fazenda, na fazenda que eu cresci, tinha um morro que falava que era bico de pato, eu nunca consegui ver um bico do pato naquele morro, né? Eu potei na aventura, porque é isso, infância idílica,
aventura idílica. Os aldeões falaram, morro do bico do pato, aventureiro uma vez subiu, disseram que tinha um tesouro escondido numa caverna, ele nunca mais voltou. Tem esse tesouro? Mestre Escólio, como se quiser, né? Esses arredores, na verdade, estão ali para colocar um... É isso que você disse, uma mundanidade muito grande no cenário. É um cenário que a tabela
de... Os arredores, a tabela de encontro é você encontra um cara que capa copas, você encontra um lobo atacando o fazendeiro, você encontra ratos gigantes tentando comer uma vaca, essas coisas assim que você vir e fazer, pô, você tá cantando demais, é, porque a coisa sobrenatural, a coisa absurda, a coisa aventuresca não é ali, a coisa sobrenatural, a absurda e aventuresca, é a máxima outra, né? É um pouco da proposta do
Gáeus, né? O rego que você vai, primeiro, pedir para a gente fazer, é uma cidade, depois, não sei se nessa ordem, né, mas a cidade, os arredores da cidade, depois, uma mais moca, né? E Otus, inclusive, fala, né, em algum momento ele lança um link, lá que você vai comprar o link, o cara fala assim, o que precisa
para fazer os arredores da cidade, né? E aí ele chegou a conclusão que três rex é o suficiente, eu acho engraçadíssimo isso, porque eu mestrei do Homem Wood por seis meses, e a gente... os jogadores exploraram realmente só seis rex, porque eu me desoava o rex por mês, né? É um bom rendimento, né, os
caras não são, mas enfim, né? É porque aqueles seis lugareszinhos ali já tinha coisa o suficiente para ter aventura, eles não precisavam ir mais longe do que isso, e eu fiquei pensando que eu não vou encher, né? Uma das coisas que eu faria hoje em dia, por exemplo, era diminuir ainda mais o mapa, porque eu botei rex vazio, e hoje eu achei que a conclusão de que rex
vazio é desperdício de espaço, né? É desperdício de espaço, se você tem seis features, 12 rex, faz seis rex, né, cara? Para que os pessoal andar e falar, olha, incrível, não achei nada, pô, é um jogo de RPG, né? As coisas que só aconteceram, né? E o nada não existe, né, cara? Alguma coisa vai ter, então... É isso. Um boco de sérgio, né? Uma pedra estranha, sei lá.
Então assim, tanto a cidade quanto coisa, eu tentei pensar o mais pequeno possível. A cidade tem quatro construções. Sim. É, cara, e assim, eu achei o que eu vi ali, eu achei dessa parte, é que você tem pontos de muito interesse, por mais que seja dílgico, pacata, não sei o quê, ele tem certo
magnetismo de jogo, né? É tipo, é possível que o grupo fique com bastante tempo nos arredores ou na própria cidade ali, na vila ali, interagindo com um cara que sabe tudo sobre peixe, ou com, sei lá, com unicórnio, lá que tem uma questão ali, tem algo a ser descoberto em volta daquilo. Tem possível ficar em torno disso, sendo que a cidade é uma presença que vai ter ali, que vocês podem ir lá
eventualmente, né? Então é bem, eu acho que essa questão de ser uma semente, uma semente de campanha, talvez, mais do que uma aventura, uma semente de campanha, possivelmente. Nesse sentido, eu sigo o Gagax, né? Porque a ideia dele é começar pequeno para depois, se necessário, criar um mundo, né? E aí eu pensei, bom, o pessoal vai pegar a minha
aventura e vai fazer o que? Eles estão precisando só do Mawasmo, eles podem simplesmente pegar só o Mawasmo, é o que eu fiz, que eu quis. Ah, eles estão usando uma vilazinha de começo, a famosa Starter Village, né? De RPG de videogame, né? Sim. Você vai no... no... Mercador, eles só tem espadas de cobre, você sabe que todo mundo usa espadas de veia, você só vai comprar as de veia para
captar. Sim. Então eu vou fazer uma Starter Village, né? Então assim, é um vilarejo que eu inclusive... eu construo ele para ele ser muito, muito pequeno, para que ele seja auto -suficiente, para justificar o fato de que nem estrada chegando nele tem. Aham. Por quê? Porque se eu quiser fazer uma estrada, eu ia ter que dar a entender a estrada da onde. Aham.
A estrada dá num lugar que eu não inventei. Fica mais fácil o cara usar na campanha dele, se não tem estrada, ele põe a estrada, que coube, que convir para ele. Aham. Ele põe essa cidade, se convir para ele em jogo. Você falou dessa tabela, né, de encontro aleatório. Como é que foi essa... essa relação entre a tabela de encontro aleatório e os arredores e o ambiente que tem ali? Como é que foi essa tradução
que você fez? Você falou que não queria... que é uma coisa meio idílica, então... como é que foi o tom escolher do tom e escolher do que pode sair ali? Eu gosto de fazer tabelas, usando dois dados para fazer curva em cima, né? E é quando eu faço curva em cima, o que eu penso? Eu penso o lado bom, o lado ruim da curva em cima. Hoje em dia eu faço menos disso. Fazer tempo que eu não faço uma
tabela de encontro aleatório. Eu preciso inclusive começar a fazer... eu peguei a metade boa, que são os números altos. Para aqueles encontros da metade de cima, eles são menos arriscados, menos desafiantes. Tem coisas que talvez... eles estão mais para o lado da oferta de uma... de uma recompensa do que da proposta de um desafio. Então assim, você encontra, por exemplo, uma curva aberta e
tem um tesouro dentro da curva. Esse favo... Dilema moral, será que eu pego? Quem quer essa curva? Tem coisas para se pensar. Ou então você encontra um NPC, um NPC, fazendo alguma coisa, ele pode dar informações. Ou encontra um caçador voltando de uma caça, com comida... Vocês estão com fome, vamos comer? Com comida demais, aqui está difícil de carregar. No sentido de ser encontro de interpretação, você prefirme
falar. E eu prefiro dizer de estabelecimento de mundo. Estabelecimento de mundo, olha só o que tem no... Não é só desgracida, não é só caos, raiz, a coisa podre... Ele queria um contraste. Tentando criar um contraste, porque é isso. Estou tentando construir um cenáriozinho, que ele é pasta tidi. Para ele ser bastante tidi, ele tem que ser menos perigoso. Isso reflete na tabela de
encontros. Quando você vai pegar esta tabela de encontros dentro da cidade dela, eu paro de fazer isso. Primeiro que eu tabela numa tabela simples. E segundo, porque eu paro de fazer encontros que são benéficos, deixo só encontros que são perigosos. Aí o bicho pega, né? Aí entra nessa parte. Eu estava justamente trazendo esse papo para a cidade dela, porque aí é onde realmente é... Ali é quando começa a loucura. Como
é que é dinâmica? Então, tipo, beleza. Como é que é a dinâmica de surgimento e de desaparecimento dessa cidade dela? E como é que isso propõe esse loop de jogo na aventura que você propôs? Cara, eu estava estudando muito na época de clubs. Inclusive, quando eu comecei a ouvir café com dângel, comeci e comeci. Estava estudando muito os textos sobre o Rastmart, os textos
sobre Xcrawl, e tal. E aí eu que ia construir para uma mesa fechada a sensação de você estar jogando uma mesa perto, a sensação de fazer um batibal. Então, o que foi a ideia que eu tive? Eu estava além de várias coisas, e assim, uma coisa muito comum, é a ideia de um lugar que surgir somente. Separar para pensar o... Rabenloft é construído em cima disso de certa forma, o House of the Blood King, que é uma
grande inspiração. Minha é construída dessa forma, em certo sentido. E aí eu pensei, pô, eu vou fazer um negócio que é o seguinte. O tempo e o espaço ficam distorcidos para estar em esta mesa. O que isso significa em termos de mecânica de jogo, dinâmica de jogo? Quando a sessão está para capar, a cidade ela some. A sessão de jogadores da mesa, a gente vai jogar até as 11. 15 para as 11, a cidade ela some. Dentro
da ficção. E para que serve isso? Para tentar simular um fluxo de devol. Meio que tinha uma alusão, mas uma homenagem aos jogos de bate -volta, e as campanhas abertas de antigamente de hoje. Eu não sei como funcionavam as campanhas abertas de antigamente se elas tinham bate -volta ou não. Eu tenho a impressão que isso
é uma invenção moderna. Mas ainda assim, é uma proposta interessante, porque assim, a depender do jogo, essa ideia, essa volta, ela constrói um clock que transforma a intenção, a sessão. Você não pode dormir na sessão dela. O que você tiver que explorar, você vai ter que explorar hoje. Porque a próxima sessão, na hora que você chegar na sessão dela, você não vai parar aparecer onde você estava. Você
vai aparecer na porta. Você vai ter que fazer todo o que tem que fazer. Então assim, o pessoal constrói essa intenção que a gente constrói no lidar com o clock nas mesmas abertas. Você tem um mecânico de pressão, e você também tem essa coisa meio hog -like, sendo construída em cima. Inclusive esse negócio hog -like é um negócio que o Icaro elogiou, e eu não achava
tanto assim. Teve um negócio que é até caos, eu tinha escrito quatro distritos para a cidade dela. Na hora que eu comecei a escrever, eu vi que eu ia estourar o número de palavras em um. E aí eu apaguei um dos distritos. E a hora que eu apaguei um dos distritos, sobraram duas páginas. Quando eu fui fazer o playtest, os meus jogadores começaram a querer explorar coisas que eu não tinha
discriminado na cidade dela. E aí eu falei, vou ter que inventar, não queria ter que inventar. E na hora que a pessoa for pegar essa venta, ela vai ter que inventar. Aí eu construí uma série de tabelas, que são tabelas de sementes. Ah, você está precisando inventar um lugar dentro da cidade dela, ou você quer inventar um distrito nolo. Pô, uma série de tabelas, você tem umas inspirações ías
aqui, né? Nesse sistema, nessa proposta, é um jogo de... jogo de hog -like, um jogo procedural. Deu para ver que essa cidade ela cumpre uma estrutura, isso é um trabalho de preparação consciente e informada de lacuna. Você não só deixa... você cria uma lacunaridade, mas não deixa ela solta. Você mostra uma cama, você mostra um registro sobre a qual ela pode ser criada.
Como é que é criar um distrito da cidade, que me parece que é a estrutura que você mancou, né? A questão é que a cidade, ela é, na verdade, uma enorme arca, sem spoilers, mas com mínimos spoilers. Ela é uma arca, e ela devora coisas, ela devora cidades, ela devora lugares. Então, cada distrito é um dos
lugares que ela devora. Então, você não só pode construir um distrito, se você quiser, como você pode construir absolutamente qualquer coisa. Você pode, sei lá, usar uma droga psicodélica pesadíssima e fazer um distrito com a primeira ideia que vier na sua cadeira. Você pode ter uma conversa com o bêbado de esquina e, como você viu, fala de um lugar interessante, inventa um lugar interessante para mim e faz um negócio.
Porque assim, tudo encaixaria porque ela vaga pelos planos. Então, assim, a proposta é exatamente que seja muito aleatório, muito alucinógico, não é? É muito bizarro, não é? Porque é daí que eu acho que eu tento, pelo menos, construir essa sensação de ensinamento, que é o que a Nicole, uma das jogadoras lá de Finisterra, falou, eu fico curioso, eu quero saber o que está acontecendo, porque as coisas não fazem sentido.
Elas não fazem sentido, hein? Não é? Um pouco onírico, né? Você está pítido? Sim. Mas é isso, eu acho que essa questão de ter essas tabelas, uma estrutura, uma coisa assim, a gente sente que é um insólito, uma coisa fora do prumo, mas ao mesmo tempo existe uma estrutura de jogo por trás disso, existe o loop, então acaba que isso cria, isso
constrói uma relação lúdica sólida, né? E isso você deve ter percebido bastante em playtest, né? Tipo, eu... Espera, espera, espera. Você tem variedade de tema ali dentro, você tem variedade de possibilidades, ainda assim você tem uma relação lúdica bem estruturada, eu acho que isso dá para perceber. A própria questão da estrutura é uma questão interessante.
Como eu estava estudando Hexcrawl, na hora que ele vir e fala, faz uma masmua, e ele dá umas ferramentas de fazer uma masmua, tipo, Ray Hottos não, o Guy Hex, né? E eu fui usar as ferramentas dele, eu não gostei. Eu não gostei. Ah, rola que quantas subidas, quantas descidas tem de andar? Eu falei, ah... Você é mamãe, eu não quero vocês daí não, cara. E eu pensei, como eu posso fazer uma masmua que não é mamãe? E
sabe por que eu pensei isso? Porque durante toda a minha vida, como mestre, de 20 anos de mestre, eu sempre fui muito ruim isso de levar uma masmua. Sabe quando você termina a masmua, olha, eu falo, mas que bela a mostra, não fica legal. E eu pensei, po, mas o pessoal sempre lojou muito quando amestravam um negócio mais aberto, mais cenário, mais nesse sentido do Hexcrawl, da exploração, ou então até político, mas
enfim. Bom, vou tentar fazer uma masmua que é uma exploração de cenário, de geografia, né? Então assim, eu fiz um negócio que depois eu fui descobrir que você já falou muito, que é o negócio de fractalizar, né? Então assim, a gente tem as arredores, que é um Hexmap e a cidadela, que é um Hexmap. Então até um Hexmap grande, um Hexmap pequeno. Um dentro do outro. E os Hexmaps e os Features. Os Features são pontos de
interesse dentro da cidadela. Então um mapa da cidadela que vira um negócio quase um Pointcrawl, né? Mas é um Hexcrawl, vira um Hexcrawl. Passado um Hexcrawl, demora um turno, né? E cada Hexcrawl tem alguma coisa que pode acontecer ou que pode interessar. É assim, eu fiz isso no mapa, eu fiz esses mapas na mão, assim. E eu fiz desenhando mesmo,
que eu desenho bem mal, né? Quando eu era criança, eu desenhava bem melhor do que hoje, mas a vida adulta não me permite manter esse e passar tempo também, né? Que cortar algumas foras da minha vida. Quando o Geraldinho, o Descalada, o Oixão, pegou pra fazer os Hexmaps, nossa, queria chorar de felicidade. Muito bonito aquele papinha. Ele inclusive vai dizer, em uma folha 3... Olha, artado dentro da aventura,
o mapa da cidade. Olha que maneiro. O pessoal abre grandão, assim, na hora de ver esse tata. O foda. Bom, é isso. Pra quem não conhece o Gui também, cara, ele desenha mapas muito maneiros, então é modesto, cara, mas tá maneiro o mapa do Geraldinho, com certeza. Voltando a essa questão de acessar a cidade, né? Você bota ali, grifado, né? De que há atalhos e caminhos variados e que isso importa muito. Qual
é essa? O que você quiser imprimir com essa dinâmica? Como é que é acessar o local, chegar no local? E por que esses caminhos variados e atalhos importam muito? Como é que isso imprime em mesa? Todo mês que o pessoal chega na cidade, independente de como elas chegam, a cidade surge ao redor deles, pode ser,
até, né? Mas eles vão sempre estar no distrito que a gente chama de... A Vila Destruída, a Vila Abandonada, a Vila Maldiçoada, que é o distrito de fora da cidade. Ela tá fora do castelo, tá fora da buralha. Então eles sempre começam de começo, todas as sessões vão ter que começar do
começo. O problema de toda vez que se vocês serem começados do começo, é que se eles se limparam o começo, eles ainda vão perder tempo de jogo, chegando no próximo distrito, ou chegando no último distrito. Então o que eu fiz? Eu fiz um negócio que é o famoso método jacoês, de fazer umas bocas, o que é o que? Eu fiquei inventando atalhos. Como eu disse, né? Eu gosto muito de Dark Souls
e coisas do general em um... Mas você não precisa ir para o Dark Souls, você pode, por exemplo, no Zelda, ou no Super Mario. O Super Mario do Super Nintendo tem muitos atalhos, tem a Ilha da Estrela, né? Na verdade, você vai para a Ilha da Estrela e você pode para qualquer lugar do mapa. É o metrô, né? É o metrô, isso. Então o que eu quis fazer? Por exemplo, tem três ou quatro
caminhos de um distrito para o outro. Tem o óbvio, que é um pôr com portão. Só que você precisa de uma chave. Mas você não precisa da chave, você pode pular um muro. É o S .E., né? É o school, né, cara? Se vira, inventa o jeito, não precisa. Não tem eil -gold, né? Sim. Então assim, eu vou construindo várias formas da pessoa... Não seguir o caminho óbvio, porque às vezes o caminho
óbvio vê o mais longo. É encontrar outros caminhos. Por exemplo, no Infinity Terror, o pessoal está indo por um atalho. O segundo distrito. Eles nunca chegaram a abrir o portão principal do segundo distrito. Não quer nem tentar, eles acharam o atalho antes por um acaso e estão usando um atalho sem. Então eu achei isso interessante, porque assim... Você consegue... Primeiro dá mais valor a reexplorar
lugares que já exploraram. Porra, a gente já liga por essa mais longa, mas isso aconteceu em Infinity Terror. A gente já liga por essa mais longa, mas tem uma sala ali que a gente não foi. O que será que tem lá? Aí foram lá e encontraram aqui um atalho. Então só olha só, ainda bem que a gente voltou, né? Acha que é uma prática no
próximo distrito. Isso é uma característica também, a gente pode botar muito comum nos môndulos do S .E., que é a rejogabilidade, né? E dá pra ver que é bem rejogável esse môndulo. Agora, cara, quais são os distritos assim, né? Você fala da Aldeia em Ruínas, aí depois tem a Ilha Licanthropa e a Capela dos Viajantes. Dá um panorama pra gente desses distritos aí e de como eles relacionam, como
é que é essa viagem? Na verdade, assim, tem uma história que é só pra mestres. E é uma história só pra mestres porque eu abomino o Lóridrop, né? Então, assim, é pro mestre que se ele quiser entender o que está acontecendo, minimamente, pra ele se inspirar na hora de mestrar, não é pros jogadores entenderem dessa forma, não é pra dar a Lóridrop. Mas tem, por exemplo, uma linha histórica de distrito é
devorado esse momento, a história é muito legal. Mas assim, a Aldeia em Ruínas, lá de fora, é uma vila de aldeões que veneravam Deus do Sol, até assim, desgraça, pontece, a Ilha Licanthropa. É inspirada naquela primeira liga do reláfio, eu falei agora que eu tava reutilizado, essa vez eu vou fazer melhor, que é o lugar onde descobriram uma pedra que caiu pro céu. A Ilha Licanthropa, vocês
entendem o que que é Licanthropa? Não precisa explicar mais, não é mesmo o adipotente. E a Cidadela dos Viagens, é a... É a... O coração da Cidadela dos Viagens, é o coração da Cidadela. Então, o que você encontra lá na fonte? O que você encontra no coração? Talvez a resposta, assim. E cara, elas conjugam ali
alguns NPCs muito interessantes, né? Quem são os NPCs que se entende como o pessoal que vai mover, que vai mexer, que vai dar uma sacudida no cenário, como é que eles se relacionam? Teve um caso também muito interessante, que foi um transmitimento de pensação muito forte, sem entrar, eu já dá o dinheiro, porque eu inventei esses quatro NPCs, olhando para as cartas de palet. É
o que? A varinha, o curinto, e o... E o palet, que a gente fala. Então assim, são quatro NPCs inspirados nas cartas, né? E eu fiz esse primeiro NPC, que é até uma maldissuada, não vou falar para não dar spoiler. Não, não, não. São quatro cartas, gente. E na hora que ele foi fazer o desenho dos NPCs, que eu pedi para ele fazer o desenho dos quatro NPCs,
ele fez com o... sem eu pedir. Ele fez com o desenho de uma carta, como se fosse uma carta. Ele sacou. Ele sacou, cara. O pensamento, cara, deu um pensamento. Sacou, né? E assim, é isso, né? São os NPCs basados nas cartas de letra, né? Não tem o AS. Inclusive, você foi fazer um próximo distrito, você que estava ouvindo, né? Você pegava, então foi fazer um
novo distrito. Tá aí uma ideia, né? Faltou o NPC do A. É isso interessante, porque também pode sugerir um pouco, já que tem essa estética, né? Da carta e desses personagens de cima, dá para sugerir também um relacionamento entre eles baseado em hierarquia, dessas coisas assim. Então, isso é um dado de jogo, não deixa de ser, né? Tem a ver com o fato de eles serem personagens importantes na história daquele
distrito. Eles são as cartas com cara na história daquele distrito. Então, assim, eles só foram importantes na época do que aconteceu, né? E todos eles têm algumas coisas que, assim que... Um jogador atento vai se tocar de que eles têm algo em comum. Um amanhecer vermelho nasce atrás dos prédios andâimes
da metrópole agitada. Uma rua estreita, as margens da colônia imigrante têm uma portinha aberta e uma escadaria a íngreme, de baixo de uma placa com ideogramas robustos e um desenho. Um lagarto colorido de bigodes e sombrancelhas fartas e cumpridas, serpenteando pelo meio do fogo. As pessoas passam apressadas e ignorando esse entradinho. É só quem atravessa pela passagem estreita e em
caros degraus que descobre a magia desse portal. Um amanhecer dourado se abre em cima de um grandioso atrio protegido por muralhas colossais. As paredes estão enfeitadas com tapeçarias coloridas que contam histórias mais antigas que o próprio tempo. E as cerejeiras que se esparem pelo jardim perfumam o ar à sua volta. Um grande salão se abre à sua frente com paredes de correr e lanternas de papel, iluminando o caminho
até um altar imponente. Guerreiras e guerreiros te saudam com um gesto firme. A palma esquerda suavemente repousando sobre o punho direito cerrado. Boas -vindas ao RPG Dujo. Meu nome é Bruno Cobb e eu estou aqui para fazer um convite muito especial. Eu sempre acreditei no aperfeiçoamento através de mentorias, exercícios e contemplação. Foi assim nas artes marciais, foi assim na roleplayers e agora, Balbianos Unimos para
criar um dojo muito especial para nós. Um dojo de RPG. A RPG Dujo é uma comunidade digital onde a gente se reúne para jogar, conversar e conhecer mais sobre RPG. A gente troca diariamente num grupo fechado de WhatsApp e por lá a gente combina as melhores datas para os nossos workshops, campanhas, arenas e sorteios mensais.
E tem mais, você pode até receber mentoria particular para os seus projetos de RPG, sejam eles profissionais ou artesanais. Ah, é assinante aqui do café, do nível RPG Dujo, recebe um combo incrível, hein? A gente apresentou o projeto no Dia Nacional do RPG e o link da live está aqui no descritivo do episódio. Dá uma olhadinha lá para conhecer mais detalhes ou acessa por bit .ly -rpgdujo e vem praticar com a gente.
Vamos chegando para o encerramento aqui? Eu tenho uma pergunta para você que é, quem está te ouvindo? Qual dica que você dá para essa pessoa que vai me extra o teu módulo? Cara, a dica que eu dou para você me extra meu módulo é o seguinte, faz de conta que ele não é meu, faz de conta que ele é teu. E
faz do jeito que você achar que funciona. Porque a gente tem essa mania de ser muito taxativo com as coisas, principalmente o jogador de RPG tem essa mania de ser muito... A pegada de detalhe, não se apegue a detalhe, vai no seu fininha e vai no que
funciona. Usa esse material como fonte de inspiração, se você quiser mudar alguma coisa, sinta -se à vontade, adoraria, inclusive que você me falasse o que você mudou, porque a próxima talvez saia a ver o ar, né? Mas principalmente, não tem a medo de errar. Até haver de ir inventando o jeito de fazer essa aventura. Eu tentei fazer do jeito que fosse fácil para você, poder fazer exatamente isso, pegar o alívio que indica
teu. Manero, cara. Bom, já anunciar aqui que esse papo vai continuar e mais pessoas vão se juntar a gente numa live que a gente vai fazer numa sexta -feira aí, já conversei com o pessoal da Caramelo. Então, juntar os autores, juntar os envolvidos aí, o pessoal da Caramelo, o Diálogo Games, se quiser participar, a gente vai fazer essa live que vai ser só lá em
maio, né? Pertinho do fim do financiamento coletivo, para a gente dar uma repassada geral nesse desafio e de uns módulos que o pessoal criou. Esse financiamento está indo ao ar amanhã, ele começa amanhã lá na Meeple Starter, que é uma plataforma de financiamento coletivo aí, como social
catarse. E a Caramelo Jogos vai botar ali alguns, esses PDFs físicos aí, desculpa, os livros físicos mais os PDFs ali a R $109, se você chegar cedo, né, foi um early bird e participar do primeiro dia, R $99, e R $99, os livros só os físicos, mas se você chegar lá de early bird, é no R $89, então o material que está sendo organizado, e o traduz, você falou de Geraldine, tem mais gente,
ou o Geraldine que pegou tudo? Só as férias têm um castilho percoz que todo o pessoal
nem... Poxa, olha, assim, cada um pegou uma das aventuras, um dos módulos, são quatro módulos, quatro autores, quatro traduz, então assim, você ainda tem de graça, de brinde, artes de ótima qualidade, de excelentíssima qualidade, pessoas que fazem inclusive arte para o pessoal de fora, por exemplo, o Caerne Molofo, né, o castilho de Trabalho, o Coco, que eu cheio de calma, as pessoas do
Gênero, nomes grandes. Essa galera está bafando lá fora, né, então, tipo, é isso, é uma qualidade foda que a galera está construindo aí, e assim, vale muito a pena vocês participarem, porque o preço está ótimo para quatro módulos, né, então, tipo, o
cara vale muito a pena. A Caramelo tem sido nossa parceira, a gente tem feito, inclusive sorteio para o pessoal do Café com o Dângel, o material da Caramelo, e cara, assim, é super bem tratado, o material muito bem impresso, a entrega muito bem feita, então, realmente, o produto daí, não atrasa, né, os
processamentos estão se tendo. Não atrasa, porque eles têm o costume de comercial, financiamento, por produto pão, que isso não dá, não é saudável, a chance de ir para Minúsculo, acontecer até com o negócio pronto de Sámen. É, exatamente. É isso, né, eu já tive acesso ao material aí, cara, e é isso, está pronto, tá, já é só continuar com a campanha,
né. Tem, mas alguma coisa que você queira falar sobre esse projeto, sobre o lançamento do Gag, desse Gag, que você é de 2023, alguma coisa que você queira compartilhar com a galera?
Cara, vocês acharam que a minha, que a minha módula legal, pensem assim, eu nem fui o ganhador, eu fui um dos quatro selecionados, mas o ganhador foi outro, então imagine, você está ouvindo a gente, fala assim, nossa, isso parece legal, imagina quem ganhou, né, tá assim, você tiver interesse, cara, eu acho que vale muito a pena, mas assim, o que eu queria dizer é agradecer, né, por, que até é
emocionado ali na hora que você fala assim, ó, bem -vindo, amigos do Captec Nerd, ó, rapaz, olha só o doutor, né, o que eu diria. Cara, é uma honra, é uma honra aqui. Bom, a gente, só para reforçar aí as aventuras são, os módulos são o capão do tigre, do Raul Calisto, o corpo e a vida te pertencem do Mateus Tiamat, e susurros do castelo encantado, do John Cavalcante. Você chegou a entrar em contato
com esse material já, já deu uma olhada? O que acontece é que quando eles terminaram de receber as, as submissões, esses materiais ficaram disponíveis na versão original, antes da diagramaçã dos trações, para votar o capão do tigre ganhou por voto, por votação, né, como o mais votado ele foi escolher. Então assim, eu li 11, eu acho
que é 11 ou 14. É bastante coisa, né? E teve muita gente que começou e não conseguiu terminar, porque querendo ou não, é um senhor desafio, é um desafio. É um desafio. É um desafio. É um desafio. É um desafio. É um desafio. É
o que ganhava. Manheiro. Manheiro, é isso, vai ter esse papo com os autores aí, então fica de olho, porque a gente vai anunciar e vocês colam aí na live para ver essas galera falando desses módulos e que é isso, tem bastante material interessante e bastante gente participou e se eles realmente se destacaram, porque o bagulho é bom. Então,
maneiro cara, legal. Só pra gente encerrar aqui, vou deixar alguns links aí, Vou deixar o filme, a animação japonesa que o Gui citou, então vou deixar o link para vocês. Vou deixar o link também do desafio original, vou deixar também o link do episódio do Café com o Dângio, que foi citado. Vou deixar o link principalmente aí do financiamento coletivo
que começa amanhã. Então você já pode aí ficar com o link guardado para amanhã, você já meter bala e pegar o preço para o promocional do Early Bird. E aproveitando eu vou fazer para vocês a pergunta que eu fiz para o Gui mais cedo. Você vê muita diferença entre o material OSR nacional e o material gringo em termos de estilo, vou deixar isso na enquete que você
consegue responder pelo Spotify no celular. E também vou deixar a pergunta quais módulos OSR e aí tanto o FIce Nacional ou o Gringo você já usaram e recomenda. Então é isso aí, usa o espaço para recomendar os módulos, maneiros do rolê que você
curte. Então Gui, muito obrigado, valeu pela tua presença aí, parabéns pelo lançamento junto com a galera, parabéns aos outros autores também e bom, até o seu tchau aí para a galera. Gente, muito obrigado por ter
perdido uma hora ouvindo eu falar. Espero que vocês gostem do e -s -contro e espero que vocês gostem, espero que vocês apoiem a produção brasileira de RPG nesse esquema, faça você mesmo, porque isso é essencial, muito mais essencial do que a gente imagina. Boa cara, maneiro. Bom, o Gui é figurinha fácil lá em Birgoten, o jogador mais
ativo de Birgoten. Histórias fantásticas inclusive, peçam para ele contar a história de Birgoten, que esse cara paga uma cerveja para ele, que ele vai ter a história para a Cacete para contar. Então, cara, junta -se a ele, você pode se tornar um assinante também do Café com o Dângel, assim como Gui,
então obrigado Gui pelo apoio. Assinante do Café com o Dângel, né, e ajudar a gente a voltar a ter cinco episódios semanais aí, o sonho do Café com o Dângel, um bombando como antes. Então
considere ajudar na expansão do projeto em apoia .se e barra café com o Dângel, participe do nosso grupo de assinantes assim, ainda participe aí de sorteios, de livros da Caramelo, que a gente tem sorteado, de outros parceiros também, e também de café, né, então além disso você ganha também cupons para
aproveitar nas lojas. Um dia eu ainda vou ganhar um sorteio desse, com a sorte que eu tenho, mas eu já teve, ó, já teve gente que levou, cara, só do sorteio, cara, foi o sorteio. Exatamente, o valor do lute do cara foi maior, bem maior do que o sorteio, cara. Mas é isso, apoia .se, barra
café com o Dângel vale muito a pena. Também se você curtiu especialmente esse café de hoje, deixa uma corjeta aí pra gente, manda um pix pra gente no Café com o Dângel, arroba gmail .com. E aí, cara, e é isso, né, você vai ajudar a gente a
melhorar nossa produção. Além disso, se você tiver uma empresa, uma marca e quer, de repente, financiar um dia da semana a mais no Café com o Dângel, cara, você vai fazer a alegria da massa RPGista aí, que sempre pede mais dias do Café com o Dângel. Então consulta a gente aí em cafécundangelarrobagmail .com, que a gente tem uma
proposta especial pra você. Também se você quiser ir, de repente, fazer uma parceria, anúncio, usar os spots que a gente tem aqui, o espaço comercial, a gente trabalha não só com marca de RPG, mas também de outros ramos aí, como cafés, jogos, tecnologia, mídia. Então, chega mais aí que a gente troca uma ideia. Café com o Dângel, arrobagmail
.com, que é o mesmo endereço. Você pode mandar o e -mail caso você seja produtor de conteúdo, game designer, dependente, acadêmico, fã. E tem algum assunto aí, algum projeto que você queira compartilhar com a gente, então manda o e -mail e
fala pra gente sobre vocês, sobre as suas ideias. Por fim, agradecer a galera que torna possível essa aventura aí, então, a galera do incentivo aí, incluindo o grande professor Jefferson Antunes, um abraço, meu camarada. Obrigado pelo teu incentivo. Agradecer também ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí Marcos Gonçalves, o Miqués Apolinário e o Gustavo
Muradi, muito obrigado. Também um salvo especial pros assinantes do RPG Dojo, então, Luiz Guilherme, Pedro Verles, German Assis, Felipe Escostegue e Leandro Moraes, dentre outros. E também um abraço pros assinantes do nível treinamento ao Eufêntese, que inclusive ganharam aí essa semana uma live exclusiva de perguntas e respostas. Então, Diego Cestito, Rafael Bardal, César Machado, Abilio Junior e o Leo
Gasparuto Menini. Apareça, cara, você tá perdendo sorteio aí, você tá sendo sorteado e não aparece pra mandar um endereço, eu tenho que ressortear o bagulho, então, apareça, Leo. Um agradecimento especial também pro Tiago, né, o nosso assinante aí do nível Café Pumbal, e muito obrigado pelo teu apoio. Galera, um abraço e até semana que vem, quinta -feira às 6 da manhã, com mais um Café Pumbá, Êngelo. Até.
