Burnout e RPG #0028 - podcast episode cover

Burnout e RPG #0028

Jul 11, 20242 hr 26 minSeason 2Ep. 28
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Episode description

Balbi conversa com Bruno Cobbi a respeito do quanto o hobby pode nos consumir, tentando entender o fenômeno, seus perigos as maneiras de evitar o problema. Links citados no episódio CAPS Centros de Atenção Psicossocial. Procure ajuda psiquiátrica e psicológica Café com Dungeon #251 - Adulterando rolagens A Paradigma do Era uma Vez do Blog Oil Fantasy Azecos WRPGF no Youtube Academia do RPG no Facebook RPG DOJO Jogue Biergotten: Jazigo dos Titãs Jogue Trema: A Gaiola Dourada Apoie o Café com Dungeon Quer que o Café com Dungeon volte a ter 5 episódios semanais? Considere apoiar o projeto e sua expansão em nosso Apoia.se. https://apoia.se/cafecomdungeon Gorjeta Gostou especialmente do café de hoje? Deixa pra gente uma gorjeta! Envie seu PIX de qualquer valor para cafecomdungeon@gmail.com Contamos com você =) Marcas Tem uma empresa ou marca e quer ter um dia da semana no Café com Dungeon? Financie mais um episódio semanal no podcast e faça a alegria da massa RPGista! Consulte-nos em cafecomdungeon@gmail.com que teremos uma proposta especial para você. Consulte-nos também sobre parcerias e anúncios. Trabalhamos com marcas de RPG e também de outros ramos, como Cafés, Jogos, Tecnologia, Mídia, etc. Quer colaborar? É um produtor de conteúdo, game designer independente, acadêmico ou fã e quer participar do nosso projeto, conte-nos sobre você e fale a respeito de como podemos colaborar em cafecomdungeon@gmail.com Agradecimentos Obrigado aos pessoal que apoiou com incentivo, incluindo: Carlos Castilho Valeu demais ao pessoal do nível de apoio Comunidade, incluindo aí: Leandro Morais DM Quiral Pati Brito Um salve especial pros assinantes nível RPG Dojo, dentre eles: Leonardo dos Santos Ferreira Luiz Guilherme Mateus Colletto Vieira Silva Germano Assis Pedro Oliveira Obliziner Um grande abraço aos assinantes do Treinamento Oil Fantasy Cesar Machado Daniel Aidar Diego Sestito Abilio JR. Leo Gasparotto Menini Salve emocionado ao apoiador do Nível Café com Balbi Thiago Augusto

Transcript

Tem essa armadilha de fazer parecer que a pessoa é acupada pela depressão dela ou pelo burnout dela ou por outros problemas psíquicos e correlatos, né? É esperado que a gente entre em sofrimento durante uma pressão desmedida, durante ansiedades e cobranças que a gente passa no dia a dia. Quem vai passar por isso tudo

sem sofrer? É absolutamente normal que alguém espane quando completamente sobrecarregada por mil coisas do trabalho da família, da vida financeira e tudo mais, né? Quando até aqueles espaços que servem de despricilização passam a catalisar o sofrimento da gente, como esperar que a gente não tenha um burnout quando até

esses aspectos da vida são infiltrados? A gente acaba tentando domesticar a dor, controlar o sofrimento, porque uma pessoa mentalmente adoecida, mais medicada, continua trabalhando, continua produtiva, continua sem servir ao capital. Às vezes, a gente ultrapassa na nossa vida todos os limites e isso parece natural, isso parece esperado da gente, parece que a gente tem que se

forçar até escangalhar. O trabalho e o capitalismo tardio exploram ao máximo os nossos corpos, né, cara? E isso não quer dizer que seja só no teu emprego, não. A tua família também reproduz esse valor máximo de

produtividade como expectativa. Você mesmo, no teu hobby, às vezes isso vira uma questão de dar o máximo de si, de se divertir ao máximo com seu grupo, como se você fosse um showman ali para entreter a galera, de servir seus amigos como se fosse um garçom, uma galera que não come, se você não

pedir a pizza. E piora tudo quando você de repente produz conteúdo, cria uma comunidade, começa a tocar um evento, alguma outra coisa assim, o teu hobby vira trabalho. E mesmo que muitas vezes não remunerado, você se cobra como se fosse. Pessoas, às vezes, não tem patrocínio nenhum, pagou

pelo recebido, mas faz unboxing ainda assim. E isso é só um sintoma de uma estrutura que faz a gente insiduando, até explodir mesmo que a gente

não esteja recebendo nada por isso. Eu vivo citando aqui o Tetris. A galera da narratologia usa muito o Tetris de exemplo, dizendo que ele tem uma narrativa embutida no jogo, que é uma crítica à sociedade de superprodução e de superconsumo desenfreado, e que o trabalhador vai ali organizando as peças, montando os produtos, e eles vão sendo consumidos cada vez mais rápido, e você vai ganhando pontos, mas nunca é demais, não

tem fim. Você tem que dar o seu máximo, só que quanto mais você dá, mais frenético fica o ritmo, até você não conseguir mais segurar as pontas. Nessas horas, eu me pergunto se o círculo mágico dos jogos, que isolaria os valores internos do mundo externo, a relação lúdica, se esse círculo mágico não pode de fato ser mais poroso do que a gente pensa, de que ele seja mais infiltrável.

E de repente, o nosso RPG de um escape saudável, ele pode não se tornar mais um elemento de pressão, de repente, nesse jogo de Tetris, dessa sociedade que é tão doente. Muita gente me pergunta, o que me levou a começar a desenhar oil fantasy, por exemplo, que é um estilo

de jogo. E escrevendo o manifesto oil fantasy, está em produção nessa fase pos blog, eu meditei muito sobre as minhas motivações e eu posso dizer com tranquilidade que talvez a mais forte delas ou a principal delas, foi minha

vontade inicial de absorver o mestre de jogo. Essa figura tão nefasta, com tantos poderes, tão tóxica, tão castradora, no fundo, é alguém sobrecarregado, é alguém desesperado por resolver todas as responsabilidades que ele assume, admitindo para isso até estravasar e buscar para si mais poderes dentro desse jogo. A minha intenção é desenhar

melhor os poderes desse cara. E para isso, eu vim precisando alterar muito do jogo que eu estudo como chassi para os meus experimentos que eu dei de clássico, e entender que, olha, a gente pode diminuir os poderes dessa pessoa e principalmente suas responsabilidades, e que isso torna o jogo mais sardio. A gente pode reconfigurar até a agenda principal do jogo

para entender o que não é função dessa pessoa. Em tempos de critical role, de estrã de RPG, e das facilidades que todo mundo tem em virar produtor de conteúdo, autorinde, podcaster, ter um canal, as responsabilidades só se multiplicam, e cada vez mais a gente abre o nosso hobby as pressões de

produzir cada vez mais e cada vez melhor. Em uma conversa recente no café, no podcast, eu entrevistei um autor que veio desenhando comigo as responsabilidades que ele via para o mestre de jogo, segundo a visão dele. E depois que a gente passou por todas as etapas do que faria esse bom mestre, eu

perguntei algo assim. Esse cara é responsável, então, por compreender como cada amigo da mesa dele se diverte, por entender a agenda preferida de cada um, de como agregar o grupo socialmente, em como conduzir uma história em seus arcos narrativos sem forçar a barra com os demais participantes, porém, para que eles sigam necessariamente o caminho que você está propondo, conhecer de game design

básico, pelo menos, para entender os jogos, entender a fundo as regras, ter a capacidade de ensinar essas regras e também de abandonar quando apropriado, porque você espera ser um árbitro parcial do jogo, mas sem abrir mão dos obstacos, sem abrir mão do desafio. Então, você vai ser também um

pouco showman e um pouco desafiante ali. Você vai preparar a sua campanha, vai preparar material de apoio, vai também criar o mundo de jogo, conhecendo geografia, história, religião, os comportamentos dos povos, vai lembrar tudo disso para não cair em consistências, enfim, eu achei muito completo o quadro que ele desenhou, mas eu tive que perguntar, como esse cara evita o Burnout, mesmo que

ele somestra ali para os amigos dele em casa, como é que essa pessoa é responsável por tanta coisa, se de repente sai uma sessão ruim, como é que essa pessoa chega e fala, galera, tá tranquilo, na próxima gente faz, esse cara vai se culpar, essa

pessoa vai se culpar muito. E afinal de contas, essa pessoa foi responsável por todo aquele grupo que não tem uma sessão de jogo, que de repente tirasse delas todos os problemas do mundo e aliviasse a pressão de viver nesse mundo capitalista tardio. E aí, cara, se nem os nossos espaços lúdicos tão a salvo, será que é a gente

que é doente? Bom, com isso em mente, eu resolvi chamar um grande amigo para falar da experiência que ele teve com o Burnout e que foi intimamente ligada ao RPG. Você provavelmente conhece esse cara, conhece o que ele passou, conhece o vulto e a importância dele no RPG Nacional e vai ser muito importante a gente ouvir esse papo com atenção porque ele é muito cheio de nuances. E aí, será que é a gente

que é doente? Oi, tem café? Café com o quê? Sem danjo? É minha vez, cara! É minha vez! Bom dia, amigos do Café com Danjo. Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast na matinal

favorito, trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael Balbi e hoje eu estou aqui tomando meu café para dar uma energia para essa galera que de repente está aí amoada, sem energia, sem muito ânimo para jogar RPG, ou até mesmo para trocar ideia

sobre o hobby. Então, em homenagem, essa galera é um café delicioso aqui da Overeira Negra, no caso eu estou tomando aqui o Torra Média, que eu recomendo, e essa é um café delicioso com um preço muito acessível. Lá no site overeiranegracafe

.com, se você quiser ainda, para a tia ainda mais aí, CCD ou cupom, para os ouvintes, se você quiser um cupom melhor ainda de conto progressivo, você pode se tornar um assinante do café com o danjo e desfrutar desse cupom e de outros parceiros também como a RetroPan. Além disso, você participa de

sorteios dessa galera. Então, quase 2 quilos de café, overeira negra, material, editorial, ou seja, RPG, um livro para a galera sendo distribuído todo mês, sorteado para os nossos assinantes. Então, apoia .se, barra o café com danjão e receba conteúdo extra também. Bom,

hoje o tema é burnout no RPG. Quando você está fazendo o que você gosta, você sabe que você gosta de RPG, você sabe que não parou de gostar, mas de repente aquilo não está dando mais, você está ficando com cobrança, você está ficando ansioso ou ansiosa e não está rolando mais jogar

RPG. O tema é esse. E o convidado, apesar de ser um labrador de tanta energia que o cara tem, ele já passou por isso algumas vezes e vai compartilhar a experiência dele e alguns insights com a gente. Mas antes, vamos para enquete do episódio anterior. Agora, lendo aqui a enquete do episódio 27, estudando a HECScroll, eu perguntei... Você vê diferença entre jogar viagem e exploração? E

a galera disse que sim. Massivamente, no 92 ,66%, disseram que vem.... diferença entre jogar um jogo de viagem e um jogo de exploração? Como eu defendi? É raro que eu tenho uma confluência macia, de pessoas pensando igual a mim nas inquietas, mas nesse caso foi claro, né? O pessoal aqui teve uma votação massiva dizendo que sim, que as pessoas veem diferença entre você viajar

e você fazer uma exploração. Ainda que semanticamente a gente possa dizer que a gente está fazendo uma viagem de exploração, a gente sabe, de forma geral, a gente está viajando, a gente tem uma dinâmica diferente de exploração. Então acho que isso se reflete em jogo também, em maneira.

E bom, respondendo, né, a galera respondeu que aos comentários a pergunta foi qual a experiência mais legal que você teve com o Hexcrawl, a gente teve muita resposta, maneira aqui, mas eu vou destacar do Matheus Vinicius dizendo que só teve com Forbidden Lands e nunca foi legal,

talvez pelo sistema Rolmeste, né? Isso é uma coisa muito curiosa, porque muita gente que tenta jogar Hexcrawl, pelas vias mais famosas, para se dizer, para os maiores produtos, acabam caindo em modelos muito comerciais de Hexcrawl e é mais fácil você construir um produto de jogo quando a fórmula dele passa muito pela mecânica e aí quando você mecaniza muito Hexcrawl, ele fica muito automatizado, né?

E aí dificulta a vida do mestre bastante assim, a coisa não fica dinâmica, a coisa não fica fluida, ficou uma navegação meio sem sentido às vezes, mas assim, eu deixei até uma análise aqui no review sincerão que eu fiz do Forbidden Lands aqui no Café Condange, na primeira temporada, é o Matheus, dá uma olhada lá, dá uma ouvida, porque tem algumas dicas para fazer, tem um

pouco mais de significado o Hexcrawl dentro do Forbidden Lands, que é um bom jogo no final das contas, então dá uma ouvida lá, beleza? Desejo boas jogatinas aí que você descubra seu próprio Hexcrawl. E o Renan era hoje o grande

Renanzinho, como é que você tá, meu camarada? Ele é um grande varavale, inclusive um grande herói aí da Frasqueta, lá em Birgoten, e um grande herói também dos varavales que invadiram a mesa do Ícaro

também, né? O Finisterra, então ele disse o seguinte, impossível só uma, talvez matar a Serpielbina em Birgoten ou enganar 60 piratas em Finisterra, ou os dribles no Cubo Gelatinoso em Faihu 87, ou vencer um monstro que soltava raios dos olhos em Arque. Bom, você vê que é um aventura de experiente, maneiro né cara? Vê como é que Hexcrawl realmente pode ser, pode ser tipo de significado de aventuras inesquecíveis, né?

É muito bom que vê uma pessoa que viveu tanto assim. Então, bem -vindos às Mesas Abertas, participem com Renan aí das Mesas Abertas, que vale muito a pena galera. Então é isso, valeu, vamos para o episódio. Vamos lá, para o tema de hoje. Bom, o tema é Burnout na RPG, e o labrador que falei que vai procurar ideia com a gente sobre isso, é o grande Bruno Cobb, fala

Cobb, beleza? Salve, salve galera do café, sempre um prazer estar aqui com vocês, e o Bob acabou de revelar um segredo para vocês, né? Na verdade eu não sou um ser humano, eu sou um labrador, a verdade. E tem o modo labrador na piscina que é quanto eu tô, ainda mais animado que

o normal, né? O Cobb é o modo... O Cobb está aqui, não conhece pessoalmente, esse cara é labrador de energy né cara, mas isso é brabo né, porque assim, para quem não conhece, eu acho que todo mundo aqui que é o dovo, que até já conhece o Cobb, mas quem não conhece, o Cobb é um cara lendário na cena do RPG, é um cara envolvido com produção de RPG, com evento de RPG, com roleplayers que marcou

a época aí com um time de mestres, então ele é um cara que tocava esse time de mestres inclusive dando energia para a galera, e fazendo a galera se movimentar na comunidade, onde ele está tem muita gente em volta sempre que partilha dessa energia e partir desse entusiasmo com o Cobb, mas mesmo assim passou por alguns episódios tensos em que realmente você não estava conseguindo fazer o que você mais

gosta de fazer né cara, conta aí para a galera aí, teu rolê. E é muito evidente assim, acho que em pessoas que têm essa energia mais young né, mais expansivo, mais... É...

Estou divertido. Barulhenta. Então, quando algum tipo de doença ou de mal afeta a gente, fica muito evidente assim, as pessoas percebem né, falar cara, que que aconteceu, né, cadeia a pessoa que você é. E como o Bob falou, além de ser elaborador, eu sou um geminiano com sol, mercúrio, tudo na casa 10 para quem tem de astrologia, eu sou o cara que faz tudo ao mesmo tempo, um monte de projeto, né, eu tenho esse

hábito de sempre estar fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Esse cara é difícil a acompanhar, eu vou dizer, eu vou dizer, você não nasceu agora e me perco fácil. E a gente está super próximo agora, que Bob, então, vou tocar vários projetos juntos, né, beer, goten, de um jeito ou de outro, o café eu acompanho muito de perto, que eu sou super ativo na comunidade, tenho

dojô que a gente vai falar dele hoje aqui também. É... Então, só aí já são três projetos que eu tenho com o Balbi, né, fora as outras coisas que às vezes até eu mesmo acabo me perdendo, tenho um quadro no míruco, os meus projetos para eu poder às vezes me achar e não deixar nenhuma peteca cair, nem nada. Então, tenho sempre esse hábito de

estar fazendo muita coisa ao mesmo tempo. Bob falou que eu estou nascendo de RPG há muito tempo, né, não só de RPG como o Rob, mas RPG profissional, eu trabalho com RPG desde a virada do século, desde o ano 2000, jogo desde 93, talvez pessoas que estejam ouvindo o café não sejam nem nascidas, né, na época, eu já escutei muitas vezes, nossa, mas eu nasci em 98, eu já jogava RPG em 93 e diferente de muitas pessoas

que eu conheço, eu não tive ato de RPG, né, tem muitas pessoas que você fala, putz, eu jogo RPG desde que eu era doido, mas joguei uma vez lá quando era criança e voltei a jogar agora depois de adulto, teve um hiato muito grande, né, eu não tive, meus hiatos maiores foi, ah, algumas semanas, entre

uma vez e outra. Eu também não cheguei a ter um hiato de RPG, cara, isso é uma coisa que olho para trás e falo, nossa, eu estou nessa sem parar, um tempão, mas eu nunca tive burnout assim como você teve, né, eu nunca tive um momento que eu falei, cara, eu preciso me distanciar disso aqui e eu não consigo nem imaginar como deve ser a dor disso porque é uma coisa que, pô, a gente faz isso há

muito tempo, há décadas literalmente, a gente tem isso como parte da vida, né, é um espaço lúdio porque a gente guarda e que a gente precisa dele. Eu sinto que é uma, eu tenho isso para minha vida como alguém que corre todo dia, como alguém que, sei lá, isso faz parte da minha

respiração, né. É, é isso. Teve um RPG hoje em dia, eu falo que ele é parte do meu DNA, assim, né, então talvez seja junto, nem o videogame, cara, só as artes marciais, talvez eu tenha atiliatos maiores nas artes marciais do que eu tive no RPG. São hábitos que eu tenho desde sempre, assim, né. O RPG faz parte da minha

vida. Então quando eu tive, né, as minhas, eu tive duas crises, uma delas de Avena Stikada com o Burnout, que foi o início de, né, e inevitavelmente isso tava relacionado com a RPG, né, de um jeito ou de outro, porque Burnout não é uma coisa que afeta você numa área só da tua vida, né, ela impacta você como ser humano e isso vai refletir em tudo que tá em volta de algum jeito na maior

parte das vezes, se não todas, super prejudicial. Eu acho que isso é uma coisa importante, Bruce, do que eu... O título que eu botei aqui é Burnout de RPG, mas na verdade o Burnout nunca é de uma coisa só, né, é a tua vida que tá entrando numa fase em que você tá sobrecarregado, e isso normalmente quer dizer que tudo na tua vida tá chegando nesse ponto, né, e o RPG contribui muito, né,

eventualmente. Eu acho que vale a pena a gente falar um pouco sobre essa, isso que as pessoas chamam de Burnout também, né, a gente tá passando por um momento em que muitas pessoas tão se auto -diagnosticando ou tão lendo muita coisa na internet, e assim, síndrome de Burnout, cara, também, né, conhecido aí como síndrome de desgotamento profissional, ele é um... É um distúrbio emocional, né,

tem uma crise de exaustão extrema, de estresse, desgotamento físico, que vem através de situações de trabalho super desgastantes ou que demandam muita competitividade, muita responsabilidade, a principal causa da doença, justamente ao excesso de trabalho, a gente mora num país onde a trabalho é muito difícil, né, desemprego é um problema real aqui no Brasil, né, e não só o desemprego, mas situações

precárias de trabalho são concretas, então é óbvio que a gente vai tá num lugar onde Burnout acontece com mais frequência, mas é importante você estar sempre muito bem apoiado por profissionais que sejam capazes de te ajudar a diagnosticar o quanto você está cansado, que não deixa de ser importante pra cacete, você tá de se diagnosticar cansado, mas você também não se tem necessário você se aduentar

sem motivo, tem que ser falado, cansado pra caramba, aí as pessoas não levam a série, você acaba falando, ah, tô com Burnout, calma. Existe essa coisa da gente associar sempre, né, eu tô com ansiedade, mas na verdade você não tá às vezes com um quadro médico, né, um quadro patológico de ansiedade, mas você tá ansioso, né, uma coisa do Burnout, você pode tá cansado, mas não se tem um

tipo de Burnout. É, quando a gente fala de ansiedade tem o sintoma de ansiedade que todo mundo sente, né, tipo tristeza, tipo felicidade, tipo alegria, uma coisa que a gente sente, e tem o transtorno de ansiedade generalizada, né, que é realmente quando você tá doente, né, isso tá, é um problema de hardware, não, é um problema de software, mas você tá realmente doente, é, com isso a

mesma coisa com medo, né, todo mundo sente medo, mas existe a síndrome do pânico, sim, é uma doença relacionada ao medo, são coisas diferentes, e o Burnout também tem essa, esse cuidado, né, de você tá sempre olhando com carinho pra entender o quanto daquilo é cansaço, né, ou quanto daquilo é exaustão, e o quanto você tá chegando numa situação de precisar de realmente medicação, de precisar de

tratamento, de precisar de, atrás de um, de uma, de uma, é, como a gente fala, de uma atitude mais drástica, né, com relação, com relação a isso. O ideal é você não precisar chegar no Burnout, né, você quando você se perceber cansado, você já faz um tratamento paliativo pra que, é preventivo, né, você não vai esperar quebrar a perna pra você ingessar, né, pai, não, eu tô com uma dor aqui, vou esperar

minha perna quebrar pra poder, né, consertar. Deixa o ligamento romper. É, não vai fazer isso, você tá sentindo que a sua perna, a sua perna tá doendo, sua perna tá machucada, puxa, bicho, vai levando mais a vida mais, mais sossegada e tal.

Então, acho que é legal fazer esse disclaimer antes assim, porque a gente escuta muito, né, fala, ah, Burnout, Burnout, bicho, é lógico que é incomparável, tá, a dor, a dor talvez seja uma das únicas coisas que a medicina ainda não conseguiu quantificar, né, o João talvez vá falar melhor do que eu sobre isso, mas não existe um jeito de

quantificar nem comparador, né. E eu certamente poderia dizer pra vocês que o meu Burnout foi uma das piores coisas que eu já senti na minha vida, assim, eu já ative, peda no rim, por exemplo, que é uma das coisas que eu sei que mais doi pra nós homens, assim. Caraca, comparação pesada, né, tipo, e como cara, assim, você se importa dividir com a galera como você sente. Não

tenho problema nenhum de falar disso, de verdade. E assim, eu tenho o converso muito sobre isso com os meus amigos, converso muito sobre isso com a minha família, entendo que é uma exposição, né, porque putz, é uma coisa pessoal, eu não trouxe que é uma fragilidade, mas eu acho muito importante a gente falar desse assunto, porque todo mundo quer falar das pinguas que eu bebo, mas ninguém quer falar dos tom

do que eu tomo, né, e é importante falar das duas coisas, né, todo mundo me conhece pela roleplay, esputos, projetão, todo mundo conhece, foi pros States, a Wizards, chamou pra apresentar case e tal, Globo News, tava na TV, todo mundo sabe dessa parte, mas ninguém sabe dos bastidores, de outras coisas tão relacionadas. Ah, tô colocando aqui que a roli foi motivo do meu burnout, não foi a roli,

mas ela esteve relacionada com. Então, não tô querendo comparar, mas a princípio, te respondendo, não tenho problema nenhum contar sobre as coisas que a gente sente assim. Isso se manifesta diferente em cada pessoa, né, cada burnout é um burnout, cada dor é uma dor, eu vou

contar como foi a minha. Eu senti uma sensação de angústia muito forte, muito forte, uma espécie de uma amarrar no peito assim que me paralisava pra fazer as coisas, né, paralisava no sentido de às vezes não consegui levantar da cama, às vezes não consegui não ter vontade de acordar, não ter vontade de sair do quarto, não ter vontade de comer, eu parei de comer, eu amagreci 17 quilos, eu

sou um homem grande, né, eu tenho 1 ,80, mas mesmo

pra mim 17 quilos é bastante coisa assim. Eu senti essa, é uma sensação de medo brutal assim, você tem medo de umas coisas que não tem o menor sentido de você estar sentindo medo, tipo sei lá, da pessoa que te ama, te abandonada, dos seus pais que estão vivos e saudáveis morrerem, dos seus cães ou cachorros que estão perto de você e te apoiando, se perderem, o teu corpo começa a te acionar de um

jeito que é injustificável, mas você sente, sabe aquilo, né, você sente uma paralisia, você sente uma tristeza profunda, uma angústia brutal, uma falta de desejo por tudo na vida, assim sabe, por desde comida até companhia até, e eu não senti a vontade nem de que tirar de jogar RPG, né, que é uma das coisas que eu sei que desperta mais a minha libido, essa minha vontade de viver, tá relacionada com o hobby que

eu mais gosto, eu gosto de gosto pra cacete de RPG, tanto que foi um dos sintomas pra mim assim, na hora que eu senti que eu tava sem vontade de jogar, foi uma das coisas que me levantou uma bandeira amarela, assim, aí levei, eu sempre fiz terapia, né, eu tenho 12 anos de terapia individual, mais a terapia de casal que eu faço hoje em dia, na época eu fui, eu frequentei a psiquiatra, que é outra

coisa que as pessoas estão puta de um preconceito aqui

no Brasil. E medo as vezes? Pavor, pavor bicho, essa outra coisa importante de dizer, eu tinha muito preconceito com psiquiatra, especificamente com psicólogo não, eu já tinha quebrado isso, é uma coisa que eu adoro, recomendo, acho que toda pessoa que deveria, deveria ser oferecida pelo governo, pra todo brasileiro ter acerto ao psicólogo de tão legal que é. É, você tem, hoje em dia você

tem, né, a parte pública tem muitas iniciativas, né, do cap, do curto, do cap, exatamente, o pessoal fala muito bem inclusive, assim, por mais que tem que ser mais espalhado ainda, parece que, você não tá perdido, você não tem grana pra ir pra psiquiatra, você não tá perdido, então não tá perdido, você pode buscar

rede pública, né. A gente valoriza pouco aqui no Brasil, mas gente, sabe o SUS, cara, se tem uma coisa aqui no Brasil que é referência mundial, é o nosso sistema público de saúde, tem defeitos, tem problemas, mas meu irmão tá morando na Bulgaria agora, né, e é uma das coisas que ele mais reclama de lá, ele fala, cara, eu não sei quanto eu gosto do SUS agora depois que eu conheci a saúde europeia, né, como

é que funciona isso aqui, então o CAPES é muito importante, né, o GUI que já passou aqui pelo, pelo, pelo café, é profissional do CAPES, ele é um puta, um profissional bem qualificado, então você vê o tipo de, de gente que atua nesse tipo de projeto, então se você tá sentindo, né, você tá ouvindo isso aqui, você tem sintomas, você sente que puto, você tem alguma coisa, cara, vai atrás, não custa, puta,

vai, vai, mesmo que custar alguma coisa, que você tenha que sair de casa, que você, bicho passa, tem uma mensagem que eu posso deixar é que assim, cara, passa, você tá sentindo como se tivesse com a cabeça debaixo d 'água, você tá sentindo que isso não é passar nunca, que você não é a mesma pessoa que você era antes, você sente que você se transformou, que você mudou, que aqui eu não tenho volta, parece que

realmente acabou assim, você fala, puta, a vida perdeu o sentido, assim, né, não tenho mais, mais vontade de fazer nada e nada que eu vou fazer vai mudar isso,

a sensação que você tem é essa profunda, assim. É, isso é uma coisa, aí como você falou, eu não é muito preocupante quando a gente olha para uma coisa que a gente ama e essa coisa pode passar não que seja um momento de fruição e uma coisa que contribui para a gente esfriar a cabeça, para a gente conseguir aguentar o resto dos problemas e passa a ser também um problema, né. Enfim,

hoje eu vejo que assim, você teve essa coisa do, esse burnout, você teve esses episódios e você tava envolvido até o pescoço com muitas iniciativas de RPG, né, mas eu imagino que assim, não é necessário você estar envolvido profissionalmente com RPG para ele, para ele, de pegar nesse contrapé, né, eu fico imaginando assim, quando você chega nesse ponto em que o teu trabalho tá te cansando,

tuas relações, o salado, teu cotidiano, tá te massacrando e de repente quando aquele, nos únicos refúgicos que você tinha, que de repente aquele momento de você sair, de você curtir um momento lúdico com RPG, quando isso de repente te pega no contrapé e fala, eu preciso de atenção também e você vai ter que, sabe, você sente que você vai ter que dar uma atenção como se fosse um trabalho para

aquilo, mesmo não ser um trabalho, aquilo pode te trair e ser um, pode disparar também esse momento, né. No meu caso, eu tenho um agravante que eu sou diagnosticadamente viciado no trabalho. Caceta? É, eu sou o que o pessoal chama de Orcaholic e que rolou de pinta como se fosse uma coisa linda maravilhosa, não é mais bonito do que ser viciado em droga, não é mais bonito do que ser viciado em jogo, não é mais bonito

do que ser viciado em nada. É um vício igual todos os outros, né. Eu sou diagnosticadamente viciado em trabalho, né, quando eu estou em momentos de crise, a minha tendência

é me ocupar. E você se ocupa, isso é muito romantizado também pela mídia, sabe, do tipo, nossa, que o trabalho nobrece entre aspas aqui o homem, né, e essa baboseira que eu, neoliberalismo bem pregando, sei lá, há anos, para gente pelas mídias diversas aí, tem uma armadilha muito grande por

trás disso, né, e eu sou vítima dessa armadilha. Na época que eu tive o Bornault diagnosticado, eu atendia duas consultorias de meio período cada uma, dava aula para quatro turmas e tocava a role play. Caraca. Eu dormia cerca de duas noites por semana inteiras. Nossa, cobre. E do resto dos dias, eu dormia de três a quatro horas quando dormia, se não virava. Caceta.

É, não é uma condição humana, não é porque você está aí, é muito louco que para mim ainda as coisas acabavam se acumulando, porque eu não estava dormindo porque eu estava triste, eu estava dormindo porque eu estava empolgadaço com tudo o que eu estava fazendo. Eu amo dar aula de paixão, uma das coisas que eu mais amo fazer na minha vida,

né. Eu amo fazer meu trabalho, que é design serviço, que é resolver problema, eu amo fazer isso, eu amava trabalhar com role players. Então nesse caso, o trabalho com que você ama estava me destruindo. Caceta. Porque eu queria fazer tudo, eu não queria deixar nenhum prato cair, sabe, eu falo, não, não é possível, é muita oportunidade, eu não quero deixar nada de isso passar, quero abraçar tudo, quero fazer tudo, só

que, cara, o corpo tem limite, sabe. Sim.

É, cara, e é isso, você vai se entregando, você tem esse papo todo, como você falou, do neoliberalismo, dá mais a gente aqui no sul global, a gente é muito refém desse papo porque a gente que não assumes a mão de obra barata no mundo hoje em dia, a mão de obra brasileira inclusive já é mais barata que a chinesa, então a gente tá do com alvo nas nossas costas em relação ao mundo do trabalho, né, então a

gente tem essa filosofia, oficialmente infiltrada, muito fortemente no Brasil, e a gente se cobra muito isso, eu vejo, eu conheço muita gente que fala de, não, eu tenho dois empregos, eu faço tudo dobrado com muita tranquilidade, não, porque um trabalho é pra cá, outra pra gringa, e aí eu ganho dólar, e aí faço isso, faço aquilo, e a pessoa tá com dois trabalhos mais frilas, e

isso realmente é uma coisa que torna tudo pior. Agora, puxando um pouco a coisa pro RPG, né, eu tenho uma pergunta pra você em relação a essa coisa de me extra profissionalmente, eu lembro quando eu conheci você, né, tinha toda uma discussão ainda na comunidade sobre, ah, eu vou cobrar pra me extra uma coisa ruim, tá? O senhor... Tá

absurdo! Onde já se viu? Você tinha esse problema, né, com a me extração profissional, tal, mas isso eu acho que hoje em dia é superado de certa forma, ainda tem vozes que ficam querendo, enfim, criar controvérsias, mas eu acho que hoje em dia são vozes já superadas, né, mas o fato é que na época eu lembro que eu tava pensando assim, mas deve ser doido isso, porque quando você tá

mistrando como um serviço, né, você tá ali, tipo, você tinha roleplayers, né, roleplayers, você chegava,

você pagava roleplayers e tal, você ia jogar. É, meio que você tá... meio que se colocando à prova, eu vou garantir a diversão dos outros, né, eu vou chegar aqui, eu vou entregar uma sessão, eu vou construir a sessão de uma forma que prenda atenção no início, de uma forma que mantém eles engajados, eu vou construir essa sessão como um serviço que eu tô

prestando. Como é que foi esse processo de você entender o RPG com produto e qual o impacto dessa percepção do RPG com produto que teve na tua... nesse teu processo? Tem alguma coisa, não tem, existe um jeito que talvez seja sadido e dá coisa, como é que você enxerga isso? Cara, a gente foi pioneiro nisso, né, e tem as dores e as delícias de ser pioneiro.

Eu acho que as delícias ficam óbvias muitas vezes, tipo, você tá, todo mundo falava da gente, a gente apareceu na TV, tipo, faziam um

trabalho razoavelmente elogiado e tal. Essa é uma das dores, né, na época eu ainda me responsabilizava demais pela diversão alheia, né, eu tinha essa discussão toda que a gente começou a ter, né, mais intensamente ali no Café 851, cara, fica óbvia a minha postura ali sobre minha responsabilização a respeito da diversão alheia, né, a gente não

tinha essa discussão. E ali naquele café, eu não me lembro se eu ainda tinha, a Rollitays ainda tava ativa, eu não lembro que ano que foi aquilo ali, mas era muito próximo, ainda tinha tido muito tempo de estrada da Rolliplayers, né, ou seja, então eu estruturei o time de um jeito em que a gente sim se responsabilizava de algum jeito pela diversão das pessoas, né, de algum jeito

mediando essa diversão. A gente tinha uma clareza muito grande de que tem algumas coisas que fogem ao nosso controle ali, a gente dividia isso com os jogadores, né, é lógico que teve episódios icônicos assim de ter gente que foi paga pra vir num jogo da Rolliplayers pra arruinar o jogo dos outros, pra ver quanto a gente conseguia controlar isso, a gente descobre. Sempre tem o espírito de porco,

né cara? Cara, eu preciso, eu falo, o Anés me fala, Cobes tem que escrever um livro, escreve que eu publico. E eu tenho que ouvir o Anés, porque tem tanta história pra contar a respeito

disso. É... Então, eu enxergava e ainda enxergo, né, que o ouro do RPG não é o produto RPG, né, o livro RPG, o miniatura RPG, não é isso, né, isso tem um valor, obviamente tem um valor, mas o ouro do RPG ele é a experiência que acontece ali, o RPG ele é uma experiência, ele é um troço

que acontece ali. E o que a gente produtificava na Rolliplayers era justamente pra essa experiência, né, então tinha um trabalho de design de experiência ali, né, agência de narradores de RPG, não tinha uma agência de promotores de jogo, né, o que eu montei foi uma, eu tinha designers de experiência na minha equipe, todo mundo sempre me falou isso e eu falava e a galera achava que era

bobagem, eu falava, cara, o piorzinho na Rolliplayer sou eu, né, a galera que tá aqui me estando comigo é uma galera que eu confio num nível que não tem limite, eles são melhores promotores de jogo do que mestres de RPG, é mais difícil você treinar um promotor de jogo do que treinar um mestre de RPG, ensinar a mestre de RPG é fácil, treinar um promotor de eventos não é fácil, sim, então o nosso produto

era experiência ali, né, e existem, logicamente, técnicas pra você fazer isso, coisa pra você fazer isso, quando você tenta fazer isso por sua conta, tem nenhum apoio e sem consciência de que você tá fazendo isso, é, obviamente isso fica muito mais pesado, né, na Rolli a gente tinha um trabalho muito intenso com saúde mental, a gente nem, você vê, a gente nem discutia isso abertamente, mas já

tinha uma psicóloga que acompanhava o time, naquela hora, a gente tinha mensalmente um encontro onde a gente se reunia pra gente curtir, pra gente tirar dúvida, fazer um trabalho de Team Building muito grande com eles, que eu nem gosto de chamar por esse nó de Team Building, na verdade a gente se reunia pra treinar eles, pra termos a termizar, passava por treinamento, por confraternizações, tinha

festas de final de ano, a gente tinha que ir pra viajava juntos, iria curtir juntos, porque tinha essa coisa de a gente ter esse espírito, que era de, a gente não era, não tinha necessariamente ser amigo das pessoas que jogavam com a gente, mas essas pessoas se sentiam entre amigos quando estavam com a gente.

Isso era muito claro, né, vocês andavam juntos, vocês tinham bordões, tipo gritos de guerra, dava pra ver que vocês estavam juntos naquele Rolli ali, era uma coisa bem, bem, tipo, o parecer que era todo mundo da mesma família, tipo, um clã, uma última coisa ali entre vocês. É, e isso era o que nos ajudava a manter a saúde mental pra enfrentar situações que aconteciam, né, de gente de todo tipo que acaba aparecendo. Uhum.

É, a gente trabalhava com pessoas desconhecidas, né, que é diferente de ser condenado, tem também as dores e as delícias de você me ensinar pra pessoas

desconhecidas, Uhum. A gente dividia muito os nossos problemas, a gente tinha uma comunicação muito intensa, tinha canais de comunicação direto, todo dia a gente se falava, a equipe inteira, não era tipo uma coisa que a gente fazia reuniões de checkpoint duas vezes semana com a equipe, era uma equipe de trinta e seis pessoas. Caraca, velho. Então não era fácil fazer a gestão da equipe e o meu burnout me atacou justamente

quando eu não conseguia mais atuar como mestre. Eu comecei a precisar estar só na gestão, só na administrativa, porque era tanta gente, tinha tanto projeto ao mesmo tempo que eu não conseguia mais mestrar, né, eu não conseguia mais estar com eles, né, eu tava só oferecendo, só, só, só possibilitando que aquela equipe trabalhasse junto.

Tem esse olhar, eu não tinha tempo de fazer mais nada, né, que dirá jogar artesanalmente, como se você fala aqui, eu gosto muito de como tão, tão, tão, tão por essas duas coisas, né, para se falar, tem o RPGista Profissional e o Amador? Não, para mim tem o RPGista Profissional e o Artezão. Tem esses dois caras. Amador, todo mundo ama o que faz.

Sim, mas tem o cara que trabalha, né, de algum jeito capitaliza o atividade dele e tem o cara que faz só porque ele faz, né, é uma coisa que ele não consegue não fazer. Profissionalmente, tem alguns elementos que tornam o cuidado com a saúde mental um pouco mais importante do que no artesanal, porque profissão

vende professor, né, o que é a profissão? Quando você considera um profissional alguma coisa, quando você diz que você é bom naquilo e quando a tua comunidade também diz que você é bom naquilo, né, então a profissional vende duas metades, você fala, eu sou capaz disso aqui e a comunidade fala, ele é

capaz mesmo. Legal, você encontrou duas coisas, você tem um profissional ali, né, e quando você se coloca nessa posição, várias coisas vão acontecer, várias coisas vão te testar dentro e fora de você, vocês vão querer puxar para você uma série de responsabilidades de forma muito mais intensa do que o cara que é que é artesão e aí eu acho que vale a pena a gente entrar um pouco nessas responsabilidades do artesão.

Com licença, meus caros, terei ouvido direito? Vocês estão em busca de ouro e glória? Pois eu posso lhes ajudar. Meu nome é Almir Sego e eu estou nessa taverna há algum tempo, ouvindo histórias de bravo e

coragem de aventureiros que passam por aqui. Eu posso lhes falar sobre o que está para além da gaiola, as ruínas deixadas pelos antigos, as planícies de nuvens negras, a floresta do vento infinito, a lenda do messias élfico ou até mesmo o que está aqui dentro, os mistérios sobre as sombras das torres douradas sobre as nossas cabeças. Meu preço ora, eu só peço para que ao retornarem vocês

contem suas histórias para mim. É a forma que eu tenho de ver o mundo novamente, pelas histórias de aventureiros valorosos como vocês. TREMA, a gaiola dourada, é um jogo de RPG de mesa aberta, no sistema Caves and Haxes, usando o estilo Oil Fantasy e o modelo Ars Lúd. Vem explorar os hermos corrompidos pela estranheza, cheios de tesouros e oportunidades, ou venha caminhar pelas ruas de

TREMA, cheias de perigos e de segredos. Os habitantes da última cidade do mundo aguardam por você. Que tal ver o que tem para além da gaiola? É muito válido a gente pensar o mestre como um todo, o

ofício do mestre. E aí, tanto o profissional quanto o mestre caseiro, para assim dizer, dá para a gente sentir que tem fenômenos, principalmente eu acho que de forma atual, que talvez contribuam para esse mestre ser cada vez mais o cara que é o responsável por entregar essa experiência. E aí estou falando não necessariamente do cara que é profissional, o cara que está ali na mesa com seu

grupo, ele tem essa responsabilidade. Porque a gente vê que tem influência não somente de toda a história do RPG que vem colocando ele nesse lugar, não vem colocando o mestre nesse papel cada vez mais inchado, cada vez mais complexo, ainda que você tenha jogos que retrabalhem esse papel, retrabalhem essas responsabilidades normal e no D &D, principalmente a gente vê que esse mestre é

sobrecarregado, mas a gente vê um fenômeno ainda mais recente que é o Mercer, o efeito do Matthew Mercer e do RPG Show, que fica na mão do mestre bastante, desse cara que vai tocar um show ali ou do mestre profissional, que é o cara que é pago para garantir essa experiência ou enfim, a gente vê aí o Streamer, o mestre que está na Stream, que ele também está se responsabilizando por tocar aquele espetáculo, por

conduzir aquele espetáculo e me parece que a experiência do RPG conforme vai vir no produto, ela carrega as tintas nessas funções pesadas do mestre, que começam lá no RPG artesanal, no RPG doméstico mesmo. Quais são assim, como é que você enxerga essas funções do mestre que provavelmente vão dar nesse mestre cansado, não ainda com o Burnout, mas o mestre cansados, essas funções de mestre que

trazem cansado. A gente viu lá na comunidade do café, eu perguntei, você já teve Burnout com RPG ou cansaço com RPG? Muita gente trouxe, cara, eu pensei em parar ou já parei de mestrar e tudo, mas normalmente são mestres. Como é que você vê essa função primordial do mestre dentro do RPG e como é que isso pode levar a cansaço? Como é que você entende isso? E isso na base mesmo do

hobby? Tem bastante coisa para falar a respeito disso, porque realmente a gente está vivendo um momento onde isso não está sendo olhado pelas maiores, eu não vejo a Weezer nem a paz olhando para isso com muito cuidado. E acho que tem duas coisas que a gente pode partir. Eu descobri recentemente, cerca de uns dois, três anos atrás, que existe uma profissão que chama Facilitador. E eu me formei em facilitação, fiz cursos e

tal para entender como é que funcionava. Então o que esse cara faz? Ele é um cara que ajuda as pessoas a conversar essencialmente. O Judo é uma reunião acontecer, ajuda uma atividade a escorrer ali, você é um facilitador, você facilita uma atividade acontecer, normalmente é uma conversa difícil. Esse papel por si só já é uma profissão, já envolve técnicas, já envolve habilidades, já envolve demandas, responsabilidades

que dão origem a uma profissão. Tudo bem, não é uma profissão muito conhecida, não é uma profissão que tem uma demanda muito grande ainda no mercado, mas só isso já é uma profissão e já existe todo um ramo, depois eu fui descobrir que existe todo um ramo de estudo em livros e especialistas sobre esse assunto. Mas passei 30 anos mestrando

sem saber que isso existia. E a mídia do RPG é a conversa, onde o diálogo que você coloca tão bem aqui no podcast, o diálogo é o nosso jogo que acontece na conversa. Então só de imaginar que o mestre é esse facilitador e ele é intuitivamente esse facilitador, porque eu nunca vi nenhum capetor de facilitação, nenhum livro de mestragem que eu li até hoje, eu li bastante livro de mestre. Eu nunca vi nenhuma citação a

respeito disso. Ah, procure mais sobre facilitação, esse pode te ajudar na sua mesa de jogo. Não escutei. Que outras coisas que tem aí dentro da... Daria pra gente dizer que são responsabilidades do mestre. Hoje não vou dizer, eu vou contra dizer dizendo que talvez não deveriam ser até muitas delas, mas que infelizmente acabam recaindo nas costas do mestre de RPG. Quando eu estava na Rony Players a gente falava de 5

funções do narrador. O narrador tem uma função lúdica, que a gente falava que é esse compromisso com a diversão do grupo, incluindo a dele. De algum jeito, essa não tem que ser uma função só do narrador, e muitas vezes isso acaba caindo só nas costas do narrador, responsável pela diversão do

grupo é o narrador. Não é, a função do grupo é a responsabilidade do grupo inteiro, só que essa é uma função que o narrador, e isso acaba recaindo muitas vezes só nas costas dele. Existe uma segunda função que é a função social do narrador.

Ele é um fitrião, geralmente é na casa do narrador que acontece, se não é na casa do narrador que acontece, o narrador está preocupado se... onde isso vai acontecer, como é que vai acontecer, se tem comida pra todo mundo, se vai ter bebidas, o pessoal vai trazer, se vai rachar, se não vai... Tá achando infernal. Fala isso, a função de secretariado. Secretário

é outra profissão. É outra profissão, existem pessoas que ganham a vida só secretariando outras pessoas, pra gente ter noção do trabalho que dá. Você coordenar agendas, você registrar o que foi combinado, você lembrar as pessoas que aquilo tudo foi combinado, e ajudar elas a cumprir com isso. Essa é uma função social importante. Fitrião, mediador, secretário, integrador. Muitas vezes os livros de RPG

levam o narrador a estudar o perfil das pessoas. Sim. Conheça aos seus jogadores. O Robin Loss é uma autoridade do RPG, ele bate muito nisso. Conhecente. Do livro do mestre da quinta edição, é uma página só sobre perfil de jogador. Só aí, vai vendo, a gente já tem três profissões. A gente tem o facilitador, o secretário e o psicólogo, ou o assistente social, que

é esse cara que o mestre tem que ser. Além disso, você tem a terceira função que a gente colocava aqui, que é a função narrativa do mestre, ou ficcional, porque a gente não tinha essa distinção, agora a gente tem, tanto eu quanto você preferimos a ficcional. Que é esse cara, que é meio diretor, meio roteirista -chefe. Storyteller.

É, meio storyteller, que é essa coisa que eu... De um jeito ou de outro, tem muita habilidade nessa coisa da descrição, e tal, uma coisa que a gente usa bastante lá no dojo, é meio intuitivo, mas é um dos talentos que eu tenho. E a quarta... aí você também já tem algumas profissões. Tem o roteirista e uma profissão. Roteirista de vídeo e de jogo. São duas coisas diferentes, a gente não tem roteirista de

RPG. Então a gente bebe dessas duas funções. Tem uma quinta profissão aí agora. Quinta ou quarta, eu não tô contando direito. Acho que a quarta ou quinta já. A quarta. Aí, além disso, você vai ter a função técnica do narrador. Qual que é essa função técnica? Cara, ele é o produtor do jogo muitas vezes. Ele é responsável pelo local,

pelos acessórios do jogo. Ou seja, vai usar dado, não vai usar dado, vai precisar de telão, não vai, vai ter computador, não vai, vai configurar o founder, que módulo que vai instalar, vai ser na casa de fulano, como é que faz para chegar, tendo lugar para estacionar. Fiquei

só anora iluminação. E agora tem isso ainda, com o match, o mercy e o pessoal do... Não é que eu não é o nome do menino que faz o ordem paranormal, a gente sempre esquece naquele, o selbit. O selbit. Fizeram um tremendo de um serviço pelo RPG divulgando RPG. Pra caramba, mais um dos drawbacks que a gente teve aí, uma das desvantagens

que a gente sofreu foi... As pessoas acham que aquilo é RPG hoje em dia, tem que ter aquela trilha, aquela produção, aquele negócio todo. E conhecer profundamente as regras do sistema. Que os sistemas mais populares, Petfinder, D &D, o próprio vampiro, não são sistemas fáceis. São manuais de 200, 500, 200, 500 páginas, e não livro comum, livro grande, com duas colunas em cada página de texto. E

mais de um? Mais de um, regras complexas para cacete, com múltiplas possibilidades. Cara, montar um personagem de Petfinder sem ajuda de um software é praticamente impossível. Porque é a reculha, o esforço, o savage words, que é outro sistema. E a gente gosta disso, eu não estou dizendo que isso é errado, a gente gosta de bonecave, a gente gosta dessa parte do jogo. Só

que demanda. Se você bota nas costas do mestre a função de ser esse produtor, esse responsável pelo local, os acessórios todos, configurador de found, conhecer o sistema, e ainda tem uma última função, esse cara, tem mais uma profissão aí, só nessa última que falou, tem mais uma profissão aí, que é o cara, que é o produtor, efetivamente. E tem uma última função aí, que é a função hierárquica, que acaba nascendo disso.

Que é uma prerrogativa de autoridade, que inevitavelmente acaba

nascendo na mesa. O mestre está numa função de poder, ele está numa relação de poder ali, porque ele está como se ele fosse um árbitro, muitas vezes ele está como se fosse o cara que sabe o jogo, ele está como o cara que conhece todas aquelas pessoas, de algum jeito ele ia o ela, entre elas muitas vezes, chamou dois amigos da faculdade, dois amigos do trabalho, a namorada, pois todo mundo

na mesa, quem conhece todo mundo é ele, algumas pessoas não se conhecem entre si. Isso acaba gerando, por mais, que o livro diga o contrário, e o dia em livro não diz o contrário, o livro diz exatamente o que não deveria dizer, que é a palavra do mestre, é a palavra final. A regra de ouro, é a regra nos... Coloca mais essa nas costas do mestre. Quando as regras falharem, quem deve decidir o que vai

acontecer é o mestre. Ele ainda é game designer, então. Quantas profissões a gente contou aí já? É... Cara, é insustentável, é insustentável. Você soma a isso. Um sistema que não funciona direito nos níveis mais altos, como é o caso das edições mais novas do D &D, do 3 .5 indiante. A gente sabe que do nível 10 indiante, bicho, é cada um por si, Deus para todos. É difícil fazer aventura, é difícil... O

jogo quebra. Tanto que tem um monte de homebrew, um monte de jeito de consertar, elas erratam enormes com um monte de regra que veio errada no livro para poder corrigir o alunamento do jogo. Ou seja, jogo que não funciona ainda é responsabilidade do mestre. Cara, isso aí é a fórmula do bordo -out, bicho. Sim, ainda tem aquela questão, de que se você não entendeu a regra, pergunta

para o mestre. Você não conseguiu fazer coisa do personagem, pergunta para o mestre, nunca é. Pergunte a outro jogador, pergunte a outro participante. É sempre essa figura, sempre esse personagem. É sempre esse participante da mesa que tem que resolver. E nasce dessa última função aí, que é a função de autoridade. Tem uma palestra do Azecos na Board RpG Fest 2016 no YouTube. Tenho certeza que hoje em dia

ele deve ter... Assim como eu tenho um monte de vídeo que eu olho, e falo, meu Deus, como é que eu falei uma bobrinha dessa, ele deve também olhar para o vídeo desse vídeo hoje, e se arrepender de um monte de coisa que ele fala, mas que tem muita coisa boa no que ele fala ali, que ele fala que nasce dessa responsabilidade desse perfilho de autoridade do mestre, uma expectativa dos jogadores, ou assim,

dois jogadores treitaram na mesa. Quem resolve o mestre? O mestre. Eu já separei soco entre os jogadores. Oh, rabicho. Além de ser árbitro de regra, tem que ser árbitro de arts marciais também. E depois de um ponto, eu cheguei usando e falei, cara, se acontecer isso de novo, eu não vou interferir, e nunca mais interferir em brilho de jogador. É realmente tenso isso. Então

tem essa coisa de... Manteu o ritmo de jogo, sabe? Incentivar a participação das pessoas. Ah, Fulano não está vindo na mesa. Ô mestre, vai lá resolver. Ah, Fulano só se atrasa, mestre. Vai lá resolver. Pico entre, jogador. Chama o mestre. Bicho, não dá, cara. Ninguém segura esse rojão, sabe? Eu tenho um texto do Tomate, que eu adoro dentro do Acadêmio da RPG lá, que ele fala sobre por que

falta mestre. Porra, óbvio que falta mestre. Quem quer essa treta toda para resolver? Sim. Ninguém quer esse rojão para segurar, bicho. Então é mais suave jogar, cara. Joga tudo nas costas do mestre lá e ele que se vire. E ao mesmo tempo cria uma lenda em torno de quem topa isso, né? Uma

lenda que funciona de duas formas, eu vejo. Uma que é das pessoas vangoriarem, essa pessoa, como se fosse muito, muito especial para estar fazendo isso. É alguém que realmente está se doando para o grupo de sobremaneira, que é essa pessoa. E por outro lado, de fato, ele está de forma geral, ele está subindo umas responsabilidades bizarras, e ele também passa a se ter

em muita alta conta por conta disso, né? Afinal de conta ele está se sacrificando, e por mais que ele goste, ele está se colocando numa posição que é muito frágil para ele mesmo, porque afinal de conta é muita responsabilidade, e as pessoas estão esperando isso dele, e ele também está se cobrando muito em relação a isso, né? Fazendo uma lista rápida aqui, tá? Pensa

dentro da mesa de jogo. Preparar cenário, interpretar NPC, controlar o fluxo de jogo, gerenciar regra e combate, adaptar a narrativa, resolver as disputas que surgem no jogo, manter o ritmo, incentivar a participação das pessoas que estão ali dentro, anotar o progresso do que está acontecendo, criar os desafios para as pessoas,

estudar dentro da mesa de jogo. Fora da mesa de jogo, tem que desenvolver a história, criar os mapas, os recursos, preparar as matérias de jogo, planejar as sessões futuras, estudar as regras e o sistema, produzir a experiência de algum jeito, baseada nas interesses dos jogadores, criar e balancear os NPCs e os monstros que vão aparecer, manter a comunicação com os jogadores, gerenciar o feedback que os jogadores

dão, organizar os recursos de jogo para estar tudo organizado e acessível durante a sessão, trazendo a criatividade para poder inovar para os jogadores. É infinito, é infinito. E você imagina se você está falando ainda de uma pessoa que, sei lá, é mãe ou é pai, ou trabalha, sei lá, mais do que devia, porque a gente vive em um país onde todo mundo trabalha mais do que devia, ou ganha pouco pelo que

trabalha, tem que trabalhar mais. Ou se a mulher ainda tem esse trabalho doméstico, que normalmente a mulher é incondida, né? Não deveria, mas sobra tudo nas costas delas. É. Não deveria, mas sobra tudo nas costas. Cara, é lógico, não tem mulher jogando RPG. Porra, bicho! Acho que não tem. Elas estão ocupadas enquanto você está jogando. Tá cuidando. Sabe? Cuidando da criança enquanto

o cara está ali. É foda, é foda. E, cara, em vez de isso acontecendo essa pressão toda, isso é para o cara, e a gente botou aí para o cara que não ganha dinheiro com isso, para o cara que não está cobrando. Você vê ainda alguma diferença, o qual o delta de experiência, de responsabilidade que você vê, entre o cara que é o mestre doméstico e está assumindo isso tudo e o

mestre profissional. É, pensa que quando você envolve dinheiro a essa relação, entra um complicador bem grande aí no meio. Que é o complicador da expectativa. Na verdade, se as pessoas... Só de você imaginar que RPG envolve tempo de todo mundo junto ao mesmo tempo, o ciclo das pessoas já é uma atividade cara, se você for pensar. Porque hoje em dia, RPG é raro por causa disso. O bós do RPG é a gente. Todo

mundo se reunir e tal. Vamos desjogar. Por isso, só, RPG devia ser muito mais respeitado. Você faltar no futebol, cara, é uma coisa. Tem lá mais uma cara de gente que pode te ajudar. Se você não sobra, sei lá, faz time diferente agora. Se na RPG você tem cinco pessoas, que é o máximo que dá para jogar ali com saúde, sete pessoas, cara,

faltou um, faltou dois, já faz diferença. Quando você leva isso para um ramo profissional, você tem não só o elemento de tempo ali para te provar, mas você tem o dinheiro para gerar uma relação de poder. Entra o capital na jogada, por isso, ativa umas... aperta uns botões nas pessoas que complica a relação. Então, eu tinha um cuidado muito grande em equilibrar a expectativa das pessoas com

relação ao que a gente jogava. Então, tinha um site da Rolipedras, tinha um descritivo imenso de como a gente fazia, de como acontecia, do que era, do que não era, o que podia, o que não podia. É... Normalmente, a RPG envolve bebida, junto. É muito comum as pessoas estarem bebendo enquanto estão jogando. E vida alcoólica, que é um alucinógeno, que mata tanto quanto, se não mais, do que outros elementos

críticos aqui no nosso país. Alcoó é um problema real. Eu sou, de algum jeito, afetado não diretamente, mas tem um pai alcoólico, e eu trouxe como é que o álcool é capaz de fazer com uma pessoa. Se quando você bota tudo isso na mesma equação, dinheiro envolvido com isso, essa expectativa precisa ser muito bem alinhada com o cliente. Primeiro, porque normalmente são pessoas que você não conhece, não são teus

amigos. Então, pode vir gente de toda sorte. Muito mestre profissional, e acontecia com a gente na Rolipedras também, não tem um lugar para atuar. Depois de um tempo, começamos a dar... Teve alguns lugares a gente tinha evento, depois a gente começou na fábrica de cultura, que eram centros culturais, depois a gente começou a ter a taverna medieval. Então, eram lugares neutros, mas é muito comum o mestre

profissional ir até a casa das pessoas. Esse foi um produto que eu demorei muito para lançar com a Rolipedras, porque eu tinha um cuidado enorme no que podia acontecer. É muito delicado, não é? É muito delicado. Você não sabe que as pessoas estão colocando essa... Sei lá, foi roubar o rindo, cara. Sabe? Eu não sei. Eu

tenho que pensar no pior. Como diz o Márcio Moreira, nosso amigo, a gente se prepara para o pior, espera o melhor e aceito que vier. É, cara, realmente acaba tendo uma pressão diferente e perigos inerentes. Agora, você consegue enxergar hoje em dia. Você é um cara que passou por tudo, a gente acompanha a

história, principalmente mais recentemente. A partir de certo momento, você teve que reconstruir sua relação com a RPG para poder evitar o burnout. Como é que foi essa tua busca pessoal por isso? Como é que foi a tua percepção sobre essas coisas? Conta para a gente sentir esse seu desenvolvimento psicológico em relação a isso, psíquico em relação a isso e o teu jeito de

encarar o pobre. É, cara, eu acho que... Eu falo e não foi à toa de que o café foi parte fundamental para mim nisso. Te agradeço desde que a gente se conhece por ter ouvido de você uma frase que eu acho que foi fundamental no meu processo, que é o direito inalienável, uma sessão mera. É um negócio que você fala com muito humor, muito divertido de escutar falar a respeito disso, mas é muito sério. É

muito sério. Dividir a responsabilidade do jogo com as outras pessoas, e te ouvir falar sobre isso, ouvir outros influenciadores, falando sobre isso hoje em dia, a dragonesa entre eles, um abraço para a dragonesa que já teve aqui também, amiga agora e... Grande e bela. Falando sobre coisas tão importantes, ela fala bastante sobre isso, sobre segurança, saúde mental. O meu processo foi bem... O RPG teve um papel muito

terapêutico no processo. Porque eu sentia na coisa parecida, sabe quando você toma um porre de alguma substância específica, galera tem muito isso com tequila ou com vódica. Eu tive sentimento de comprimento do reino. Você passa muito mal com a substância, e aí o teu corpo passa a rejeitar aquele negócio, você começa a ter asco quando se escuta falar do meio daquela substância, eu sentia isso com RPG.

Caceta. Pós da minha crise, assim, eu olhava para os meus livros e eu sentia nojo deles. Caraca, velho. Eu pensava em jogar, eu falava, me dava um... Juro por Deus, eu sentia nojo dentro de mim, é muito parecido com essa sensação, porque eu já tive isso com o vinho. O primeiro porre da minha vinha foi com o vinho, eu fiquei anos sem tomar vinho tinto, porque eu senti o cheiro de vinho tinto e me

dava nojo. Então tem um mecanismo dentro da gente, que de algum jeito o teu corpo... O corpo da gente é uma máquina incrível, né, cara. Ele tinha fácil daqui, ele fala, cara, não é agora, não é agora, não é agora, não é agora. E se você não cuida da tua mente e ela não acompanha o teu corpo, a tendência que você vai ter é o que? Vender

tudo os seus livros, queimar tudo suas coisas. O que foi a primeira coisa que eu falei para a minha esposa. Eu falei, amor, parei de jogar RPG. Ela falou, você está maluco. Não, não, não, não, não, não. Não vai vender nada, não vai parar de jogar nada, não vai não. O que legal, ali, ali, se guruta uma onda em relação a isso, porra, não é? Que não fosse ela nesse rolê, eu não tinha saído vivo, irmão. Eu

não tinha saído vivo desse rolê, cara. Família, bicho. É fundamental para superar qualquer tipo de trauma de saúde, incluindo os mentais. Ela foi um esteio para mim nesse... Ela falou, calma, senta aqui comigo. Eu lembro caramente esse dia, ela sentou comigo na sala de casa. Ela

falou, me conta o que você está sentindo. Eu falei para ela que eu estava sentindo nojo, que era uma coisa que eu não queria mais perto de mim, que eu queria me dedicar para outras coisas, que tinha um monte de coisas que eu amava, tinha as áreas marciais que eu podia me dedicar. Ela mesmo sentiu e falou assim, bicho, você não está enxergando. Mas isso é muito importante para você. Vamos mudar o jeito que você

encara arrepingei na sua vida. Eu falei o seguinte, o que está te dando asco, é mestrar. E se você começar a só jogar? Eu falei assim, hum, a gente já pensado nisso. Porque como eu... Eu sou Netrobot Master, né, como você fala. Eu sou o cara que nasceu para fazer estrós. Eu não me enxergava jogando. Ela me botou nesse lugar. E ela foi me fazer experimentar essa sensação, sabe de como seria jogar,

RPG. E aí foi o que eu fiz. Eu falei, conversei com todo mundo das minhas mesas, parei, passei a mesa de Greyhawk para o Vascão, abraço o Vascão, pegou a mesa mais rock 'n 'roll que eu tenho na minha vida hoje em dia. Tital da campanha que eu já citei aqui várias vezes de Greyhawk. Lendária. Ele puxou a mesa de Greyhawk para ele e falou, não, co bom, pode deixar aqui o mestre. Até hoje é ele que mestre na

campanha. Então eu deleiguei tudo e comecei a jogar. Jogar. Jogar. Fui jogar, foi na época que fui jogar Kaia, por exemplo. Jogar Kaia com vocês. Fui jogar no CQ. Joguei ali, joguei aqui, joguei com os amigos. Comecei a jogar, jogar, jogar, muito lógico. Com baixa intensidade, né? Uma coisa de Arkaia, eu acho que... Eu vi essa sessão, né. Eu acho que não estava jogando, mas estava ouvindo a sessão. Não

escorde. E você caiu com uma pessoa muito boa para mostrar um outro lado de RPG, né? Que o Carlinhos mestrando... E Arkaia, para quem não sabe, é uma mega -dães, uma supertença. Difícil. Difícil. E o Carlinhos mestrando para grupos, que eram feitos na hora, né, ali, em uma apanhadão. Só que o Carlos ele mestra de um jeito, que você vê que ele está muito relaxado, né. Ele fala devagar. Ele

é muito pontual. Ele bota uma música que ele está afim de ouvir, um cartola no meio do adanjo, amanhã, na sendo assim, o sol na sendo, e ele falando o barulho dos martelos do pessoal lá embaixo, dos monstros lá embaixo, batendo uns martelão e tal. E tocando um cartola, né. Então tem uma coisa muito tranquila na mestragem do Carlinhos, que eu imagino como deve ter te impactado assim. Puts,

cara, foi fundamental. Eu falo que a ficha do S .E .R., a ficha do Old Skull, do Oil Fantasy, caiu para mim naquele dia. O Carlinhos foi uma pessoa que não passou na minha vida batidas. Ela foi fundamental para mim, tanto terapioticamente quanto errepegicamente, de um jeito que foi marcante, se você falou para mim, o estilo do Carlinhos, aquela coisa calma, e ele fala com aquele jeitão dele, ele

coloca um sambão tocando, né. E depois eu fui... Eu me aproximei de jogos, entrei numa pira de buscar jogos sem violência. Eu passei anos nessa pira. Se dois anos buscando RPG sem violência. Cara, me apaixonei por ter o

Sound the Loop. Foi a época que eu... Quando eu voltei a mestrar, eu mestrei o Sound the Neverland, que a gente fez episódio no café, no Velho Testamento, como diz o Ica. No Velho Testamento no café tem episódio sobre Neverland. Eu descobri o Under Home, que é uma paixão minha hoje em dia, o Under Home da... da... da... é do, não, é do... do J. Dragon, com o... Descobri o ARC, que é um disco que

eu gosto demais também, em suma. A minha reaproximação com a RPG, a RPG foi um elemento muito terapeutico pra mim nesse processo. Jogar T. O. Sound the Loop nessa época pra mim foi muito, muito, muito terapeutico, Balvin. Porque eu tava com outras pessoas, eu tava tendo um convívio que eu precisava ter, né.

O psiquiatra tinha me falado, você não pode ficar sozinho, você precisa encontrar seus amigos, você precisa conversar com pessoas. Quando eu comecei a entrar com medicação, na minha... que medicação viscinha, que vai ficar dependente, a gente não tem nada disso. Quando você tá com um bom profissional, quando você tá bem acompanhado, a medicação é fundamental no tratamento

da doença. É, se... logicamente, se você tomar indiscriminadamente sem apoio, isso pode prejudicar. Mas eu tinha um puta preconceito... O Farouk, cara, ele me chamou por uma conversa um dia, do nada, se ele falou, cobre, você não tá bem. O que você tem? Eu falei, não, eu não queria conversar sobre o assunto, tava maior pra cacete. Não, não tem nada, não, tá tudo bem. Não, cobre, vem aqui, abriu o vídeo chamado, eu falei,

entra aqui. Me arrastou por uma vídeo chamado. E, meu, soltou um verbo pra mim, eu falei, eu já passei por isso, eu sei como é que você tá sentindo, vai tomar remédio sim, vai passar em tal psiquiata, tá aqui o telefone, e vai... Farouk foi um cara que me botou muito na linha, eu devo muito pra ele também nesse

processo. E foi um cara que é do meio do RPG, ele se aproximou comigo, ele é do meio do meio, então... O RPG teve o seu papel de vilão nessa história, de algum jeito, mas ele definitivamente teve o seu papel de herói também. De... Seu elemento que conseguiu me reconectar comigo mesmo, quando eu jogava até o Sonderlupe, cara, puta, teve sessão de eu chorar na mesa. Neverland teve mais de uma sessão

que a galera toda caiu no chão. Todo mundo, né, eu fiquei sabendo. Porque eram sessões extremamente terapeuticas, a gente voltava a ser criança no jogo. Até hoje, quando o jogo teve o Sonderlupe, eu me emociono, né, porque década de 80, o bicho mexe com um monte de coisa que é muito sensível dentro da gente. O RPG tem esse lugar... Sangramento é muito importante saber que isso ocorre e lidar

com isso. Foi muito importante ter momentos, quando eu voltei a mestrar, em que eu podia... Eu tava jogando com pessoas, que eu podia sentar com elas e falar, se gente não tô bem pra mestrar hoje, vamos só conversar? Hum -hum. E a gente só conversava, batia papo, ou abria um garte que jogava garte, que eu, se tivesse junto, presencialmente, jogava um

board game. Por isso que hoje em dia, a dica que eu dou pras pessoas, é, cobre qualquer coisa mais importante pra eu dizer, falar, cara, você sabe que o que você joga é mais importante do que você joga. Hum -hum. E aí, eu acho que é onde mora a resposta pra atacar a tua pergunta do profissional. Porque... Quando você tá mestrando profissionalmente, você não sabe o que está lidando. Sim.

Você tá se oferecendo pra pegar o melhor que tem em você, uma coisa que é muito sua, e você tá vendendo isso. E aí, qualquer pessoa pode comprar. Pode comprar uma pessoa que vai te tratar super bem, pode comprar uma pessoa que vai te tratar super mal, pode comprar uma pessoa que tá super bem de saúde, pode comprar uma pessoa que tá super doente. E você tá numa posição delicada, né? Porque você é o prestador de

serviço, você tá ali e... Isso é um terror que eu já... Já imaginei assim, né? De eu falar, porra, eu já me imaginei mestrando profissionalmente, e pensei, imagina eu sendo... O que é isso que deve ser no fundo? Você pensar, cara, uma sessão de quatroais, ou você refende uma pessoa que tá abusando de repente da posição dela de estar pagando, né? Deve

ter gente que deve vibrar nesse abuso, né? E eu acho que é muito importante, uma coisa que a gente sempre falava muito na roleplayers sprays, assim. Vocês não são obrigados a prestar serviço pra ninguém. Se você, em qualquer momento em você for abusado, bicho, devolve o dinheiro dessa pessoa e vem pra casa que a gente ressarce você. Mas é muito delicado isso, né, Coby? Assim, eu posso dizer como produtor de conteúdo, por

exemplo. Você tem sempre essa cuja? Eu sou produtor de conteúdo, eu vou dar minha resposta. Com o público, lógico. Eu quando estou na rede social, quando estou num grupo de telegram, eu falo, cara, eu tô aqui a

trabalho de certa forma. Então, por mais que você sinta que às vezes o jeito que estão debatendo contigo, o jeito que estão te cobrando alguma coisa, o jeito que estão te perguntando de forma inocente, às vezes a pessoa não tem noção do

seu estado mental, às vezes dentro daquilo. E muitas vezes passa por uma auto -cobrança de eu falar, pera aí, não, pera aí, eu sou produtor de conteúdo, isso é meu público, e eu devo uma resposta, eu devo. Então eu imagino que muitas vezes, por mais que você disclaimer para os mestres profissionais, eles devem se colocar muito facilmente num local de... Eu preciso atender essa pessoa,

né? Eu vou me dar muito mal, eu vou ser mal falado, eu vou criar um problema pra mim. E não é à toa que tem esse monte de produtor de conteúdo passando por crise de saúde mental. Não é à toa. Então, o que eu quero dizer é assim, por designing, isso tem que ser algo que tem que ser desmontado por design. Tinha gente com a roleplayers que a gente não atendia. Deliberadamente,

a gente já conhecia o perfil daquele jogador. RPG faz muito bem para algumas pessoas, mas para outras faz muito mal. Pessoas que têm perfis de alucinação, pessoas que têm psicose, pessoas que têm algumas coisas que a gente sabe que acontecem, mitomaníaco, tem gente que... O RPG faz mal para essas pessoas. Que a gente não atende. Tem gente que tem um padrão de comportamento de caráter que não escasa, ninguém é

obrigado. Você como profissional, você não é obrigado a atender ninguém. Você pode estar indisponível. É para aquela pessoa. Lógico que não se deve nem se pode fazer discriminação de nenhum tipo. Porque também isso fere uma série de... Não só de ética, mas de lei. Sim. Mas o respeito, cara, é a melhor régua para qualquer relação. Quando o respeito começa a faltar dentro de uma relação, já

é indício de ter alguma coisa muito errada. Isso é uma coisa que você vai ter que perceber no caso. Tinha um dos parâmetros que a gente usava, a gente tinha os valores da roleplayers lá, a missão visão valores, a gente tuturou aquilo tudo. E um dos nossos valores era a gente lesa. A gente era muito gentil, um todo mundo que se aproximava da gente. É se eu preciso trabalhar, velho. Porque

ele é... Por que a gente era tão importante, Bob? Porque a sensibilidade do respeito, a gente lesa é muito sensível. Se você quebra ela, a falta de respeito, a primeira coisa que ela quebra é a gente lesa. O limite da falta de gente lesa fica muito nítido. Quebrou a gente lesa, é muito difícil ser desrespeitoso com uma pessoa sendo gentil ao mesmo tempo. Dá para ser. Tem muito lá foívo por aí que consegue. Sim,

mas é um equilíbrio tênue. Mas é difícil, não é todo mundo que consegue. Então ele é uma métrica muito boa. Sempre foi para a gente sempre uma métrica muito boa. Enquanto tiver gente lesa, vai ser muito difícil de ter qualquer tipo de abuso. Ao mesmo tempo, a gente consegue perceber isso nas comunidades, a RPG como um todo e nos grupos também. A gente está lidando normalmente com gente apaixonada ou gente

fascinada. Tem gente que realmente é apaixonada, que passa aí, vai passar anos. Acho que o RPG agora, a pessoa se apaixona de fato, fica muitos anos. Ou tem gente que é fascinada. Ficou fascinado, não é que vai virar uma paixão ao longo da vida, um amor, mas está fascinado no momento e o RPG desperta muito isso. Então acaba que o calor muitas vezes toma as relações, até na mesa, com o grupo

pessoal mesmo. Você briga com os teus amigos, briga com as pessoas. É fácil, é uma coisa ativa que você tem que ter para poder manter essa gentileza. E soma -se a isso o fato de que muitos de nós começamos a jogar na adolescência. Sim. Ou seja, os hormônios estão ainda mais a flor da pele. É,

totalmente. Então quando você pega essa galera que está começando agora com o ordem paranormal, por exemplo, além de eles estarem a apaixonar e tem outra cara, a gente sabe disso, RPG é um troço. E quem gosta, não é uma coisa assim, é igual o gosto de banco imobiliário. É um merculho, né? A galera que gosta, gosta de um jeito que é brutal, sabe, tipo, é bestia... É o bisseino. A

galera que gosta. Tem uma galera que... Não tem essa galera que joga RPG... Eu não conheço o jogador... Casual. Isso, casual gamer. Não tem casual gamer de RPG. É raro. Sem encontrar casual gamer. É, o jogador de RPG é casual, ele costuma ser muito menos casual do que, sei lá, o jogador de futebol casual, né? É, muito raro. É,

é raro. Normalmente o cara é casual e ele é casual, não porque ele gosta de ser casual, ele é casual porque a agenda dele não deixa ele ser hard core. A primeira temporada. Um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas de convidados. Em uma nova temporada com muito a oferecer a comunidade do RPG. Aventureiros numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram,

participar de sorteios e enquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados. Apóia ponto S .E. Barca, fé com dângio. Contamos com você. Estou cansado, jefe. Agora cara, como é que a gente lida com isso, em algumas esferas? A gente pode dizer que claramente tem uma esfera pessoal que dá pra lidar com isso, aí eu tô puxando mais, não assim, de profissional, o profissional acho que você deu boas

dicas aí, mas profício do mestre até doméstico. A primeira coisa é dividir essas tarefas todas, essas profissões todas, né cara? Tipo, recordar, conhecer que essas profissões todas existem, e saber que não é, nem metade disso é responsabilidade do mestre. Nada

disso precisa ser dele, né? Não tem que ser, metade não tem que ser dele disso, que é injusto com um amigo, normalmente você joga entre amigos, amigas, igues, você joga entre pessoas ali que são amigas, é injusto com essas pessoas, ou com uma pessoa, você delegar uma parte tão grande do

churrasco pra ela. Você não vai botar a pessoa responsável por comprar carne, fritar a carne, marcar o salão, não mano, quando você faz um churrasco, quando você organiza uma festa, você não bota uma responsabilidade tão grande nessa pessoa, numa pessoa só, por mais que essa pessoa seja, o vetor daquilo ali, ela que deu a

ideia, ela que trouxe, não é justo. Então tipo, você tá mistrando aí, você tá sentindo cansado com a tua mestragem, isso de repente tá impactando ou

confluindo com outros cansaços da sua vida. Vale a pena ser botar a agenda pra outro jogador tentar fazer, né, tipo tentar juntar a galera, vale a pena ser ser franco com seu grupo e falar, gente, lá só, não vou fazer as anotações da aventura, tem como alguém fazer a anotação da aventura aí, tem como alguém fazer a, se fazer o controle da iniciativa, tem como alguém ajudar, tipo você, cara,

você é o Tom, você que manja de regra legal, tem como se ajudar o outro a fazer a ficha, você pode passar essas pequenas coisas pra frente, né. Entendeu?

Exatamente as cinco dicas que a Mamatouz dá no ARC, que é um premiadíssimo RPG independente, aliás, quem não conhece, infelizmente a campanha de financiamento coletivo pra língua portuguesa não foi bem sucedida, um abraço pra galera que tentou, porque realmente merecia uma edição brasileira, esse RPG, eu tenho ele físico aqui, eu sou superfoto do trabalho dela, ela dá exatamente isso, ela fala, tudo que

não for relacionado com a preparação da história, pode ser significativo de discutir pro grupo ajudar, né, ela chama o Mestre de Guia, no livro eu adoro o termo guia também, e delega essas coisas, então coordenar as agendas, tomar notas durante as sessões, responder questões de regra, checar se a hora não de avançar o relógio do fim do mundo aqui, que é uma regga do mundo dela, controlar a iniciativa, tudo

isso ela recomenda no livro dela, em uma site box, e o guia, no caso, delega essas tarefas pra que não

sobrecarregue. Pedi comida, né, ou pedi comida, tá tendo treta entre jogadores, todo mundo pode vir ajudar a resolver, às vezes tem uma pessoa que tem mais afinidade que o Mestre, até com quem tá ali, lógico que a gente vai deixar o pessoal se resolver, o ideal é que aconteça, mas às vezes é legal ser como um amigo, você quer facilitar que a

pessoa, mas ele não é o Mestre esse cara. Uma coisa engraçada é que, tipo, muitas vezes o Mestre, ele é o mais nerdão do grupo, muitas vezes é normal você ver, é o cara que é africionado, o cara merdão, menos habilidade social do que aquele casual que, de vez em quando, vai lá, pô, cara, tipo assim, de repente o Mestre nem é a melhor pessoa pra resolver os apritos sociais, que tem

gente mais versado, menos nerdona, assim. A gente sabe que o potencial de nerdice é inversamente proporcional, uma habilidade social, normalmente, das pessoas, de vez em quando tem alguém que é super nerd e é super expansivo. Escoladão, né. Escolado e tal. Hoje em dia tá mudando isso, né. Agora, ser nerd é... Tá na moda. É, é verdade, tá. Isso é muito ano e 90, né. É,

muito ano e 80. Tem essa coisa que você falou de olhar pro grupo pra quem tem mais a habilidade social, inteligência emocional, às vezes um pouco mais forte, pra ajudar a resolver esse tipo de conflito. Tem uma outra dica que eu sempre dou, que é assim, cara, existe vida fora do Dungeons and Dragons. D &D é um sistema que não é fácil de mestrar, principalmente quando você vai para os níveis intermediários ali e dali

pra diante. Sobrecarrega ao mestre. O sistema. É, isso é um papo muito interessante, que é outra esfera que eu ia trazer, que é o jogo em si. É, tipo essa parte social do jogo, é um problema que, assim, você vai no Facebook, grande parte das estretas lá, você vai ver que são problemas sociais do grupo. Problemas

que as pessoas tem de relacionamento. E no problema de relacionamento, eu acho que cabem muitas soluções diversas, é como você vê duas pessoas brigando, um casal, por exemplo, brigando, uns namorados, se entendem. Essa parte de você dar conselhos, às vezes, eu já tive isso, já tive um amigo que terminou o namoro, acabou o namoro dele, chamou dois amigos

pra conversarem. Eu falei uma coisa, o outro falou outra coisa, inversamente proporcional, e falei, cara, os dois me ajudaram. Por quê? Porque não existe, é tipo, acaba sendo uma coisa muito mais sensível e pouco objetiva,

né? Por outro lado, quando a gente cai nesse aspecto que você trouxe, que é o aspecto do jogo em si, existe uma questão muito importante dentro da RPG, que é o tipo de relação que aquele jogo cria, o tipo de responsabilidade que aquele sistema de jogo que é uma coisa bem objetiva, o que

ele cria. E quando a gente pega, por exemplo, o desenho do papel do mestre, desde o D &D original, esse mestre ele é um mestre por natureza sobrecarregado, né? Ele é um mestre que é natural, que esse mestre seja cada vez mais sobrecarregado, enquanto surge, sei lá, o problema social. Ah, o mestre, porque já está determinando tanta coisa do jogo. Ah, até o traquejo social, né?

Tipo, o RPG tem muito ritual. Se dentro do jogo o mestre já tem todo esse papel controlador de tudo, é natural que isso irradia durante o encontro do RPG para outras coisas, né? Então acaba que essa relação lúdica estabelecida com tanta responsabilidade para o mestre, é um ponto que irradia muito forte para as

outras questões, inclusive para a social. Então, apesar de muitos problemas que a gente vê no Facebook da galera reportando, serem sociais, muitas vezes eles são causados por questões mecânicas do jogo, por questão de como os poderes do jogo são organizados, como é feita a distribuição de papéis, como é que você enxerga isso? Isso vai muito de encontro com

esse post do tomate que eu comentei, assim. Acho que vale a pena até colocar no discreetivo do episódio para a galera conhecer que ele defende no post que D &D afasta narrador. Pô, tremendo expectativa exagerada. O narrador tem que criar a aventura focada na história de cada um dos personagens jogadores. Tem que criar combate seja um desafiador, mas não são

desafiadores demais. Tem que saber todas as regras, organizar logística do grupo, planejar o jogo de cara. Jogar é maneiro. Você não sabe o que tem depois da próxima porta, ou jogador... Você está sempre surpreso pelo plano do vilão. Narrando, mestrando, você tem noção do que vai acontecer, mas que os jogadores te surpreendam, se você tiver que preparar tudo, exatamente tudo como os livros sugerem que a gente

prepare. Você não vai ser tão surpreendido. Ou seja, a recompensa é mínima, se isso se concretiza. Quando você não está sobrecarregando o mestre, você está apagando ele com as regras do sistema, e

sobrecarregando ele com isso. Então, é importante você, quando estiver olhando para o teu jogo, tentar prestar atenção e experimentar outros jogos, que se preocupam com isso, até para você poder incorporar no teu jogo, de quinta edição, de sexta edição, por exemplo, eu não jogo D &D, já fazem quase

cinco anos, D &D, quinta edição. A gente joga o Kavisenex, que é baseado no BX, então tem um grau de D &D, no que a gente está jogando, mas, eu orgulho em dizer isso porque, eu jogo toda semana, eu experimento muitos jogos diferentes, e eu estou entrando em uma pira agora, de voltar para jogar D &D quinta edição de novo, porque agora eu quero ver como é que eu vou encarar o D &D quinta

edição de novo, depois de tanto tempo longe dele, incorporar tudo isso, essas preocupações, tudo nesse jogo, porque realmente, a gente ama D &D, a gente critica do jeito que a gente critica D &D, porque a gente ama, a gente se importa com esse negócio. Foi parte da minha formação como ser humano. Você está andando na rua, você vê um cara com uma camiseta de bíroa dele,

você sorri pra ele e ele sorri pra você. Uma pedra interna que vocês dois têm mesmo, sem se conhecerem, né? É, e já me pararam, eu estava com a camiseta do estúdio do METUCOVE, o MCDM, e uma vez me pararam no Shop Eu Dourado, dentro da...

Inclusive, se tiver ouvindo aqui um abraço pra você, parece que eu não sei nem seu nome, mas o cara me parou dentro do eu dourado, no Outback do eu dourado, e falou assim, bicho, que camiseta da hora, porque nas costas da camiseta, eu estava escrito uma frase, né? Ele fala, The Earth Elemental Stumps in your head to make sure you are dead,

que é uma frase, um bordão que ele usa assim. Pra elogiar a minha camiseta, que eu estava com essa de RPG, a gente trocou uma ideia rápida ali, depois já vazamos. É, cara, teve uma vez que eu fui com um bar, com a camiseta do GURPS, e, cara, teve uma mina que me botou na parede e me deu um beijão, velho. Que eu estava com a camiseta do GURPS. Calo, calo, detecte, é de calo,

detecte. Detectando de calo, eu me tô forte nessa aí, hein, cara. Então, cara, uma coisa que eu vejo dentro disso aí, desse aspecto de como o jogo é construído, é que, assim, a gente vê que existe ainda uma complicação disso, que é justamente essa natureza artesanal do RPG. A curadoria da experiência do jogo do RPG, ela não vem pronta e é impossível que ela venha totalmente pronta,

porque o jogo precisa ver mesa. E a gente fez até o episódio aqui falando do RPG, do Mestre, Ser ou Não, Game Designer, e a gente, bom, eu pelo menos cheguei à conclusão, e isso a gente discutiu no grupo do café, que, no mínimo, o Mestre faz uma intermediação dessa experiência, ele precisa apertar alguns botões, e o grupo também, como tudo,

apertar alguns botões. O que o Regas é Lidens, vocês acabaram de publicar lá, fala um pouco disso também, né? É, fala do Mestre, do grupo fazendo a curadoria da própria experiência, isso é uma experiência, eu acho, essencial dentro do RPG, ainda que se tenha esforços de Game Designer muito fortes para que em algumas frentes que se diminua

isso. Mas o fato é que existe. E nesse ponto, a gente vê que o papel do Mestre mal desenhado no jogo em si acabou fazendo com que como mestrar seja uma coisa que é resolvida na comunidade, de forma geral, com dica de mestragem. E dica de mestragem é um mar de cor, de dica, um mar de, você vai ver no TikTok, você vai ver em Zine, você vai ver em Blog, você vai ver... É

um mar de dicas. Todo mundo se sente capaz de dar dicas de RPG, né? Porque todo mundo tem experiências que funcionam e etc, etc, e todo mundo pode falar a respeito disso. É fácil você se tornar produtor de conteúdo de RPG de certa forma, porque você jogou três sessões, você já

tem coisa para falar sobre isso. Você vai ver, oh, a gente fez assim no nosso grupo, porque você tem uma proximidade muito grande entre você dar uma dica, porque você teve que mexer de alguma forma, qualquer jogo e funcionou. Então você fala, não, vou dar uma dica sobre isso aqui. Só que é o mesmo, isso é muito natural do RPG, acho que é muito tradicional do

RPG, mas isso traz um problema. Que é uma, tipo, você muitas vezes vai entrar em contato com uma enxurrada de posicionamentos e ideias, não sei o que, que são contraditórias, ou que às vezes parecem fazer muito sentido numa primeira olhada, mas que quando você coloca em mesa, você vai ver que aglutina ainda mais responsabilidade por parte do mestre, porque além do sistema ele conhece esses

bizus, né? Eu até estou brincando de TikTok com o bizu de mestre lá, né, o personagem que eu fiz lá, o mestre Talarico, mas é para brincar um pouco com isso, né, de que você tem uma miril de tão grande de dicas de RPG e que muitas delas vão reforçar esse papel do mestre complicado, por exemplo, a famigerada regra do legal, que se fala tanto, a regra do legal, se a gente parar

para pensar, ela traz mais uma camada ainda para o mestre, porque ela reforça e o mestre tem que decidir com o que é mais divertido para o grupo dele, então ele tem que conhecer o que é mais divertido para o grupo dele, como se nem o que é mais divertido para mim quanto mais para o grupo. E ainda reforça que o grupo tem que entender como

funciona o mestre para além das regras. Então, é só um exemplo de como as dicas de RPG são também um mar de boias, mas também de distrosso desafiados que vão te cortar se você demole. É uma ótima analogia, uma ótima analogia. E a gente vê pouco, né, manuais de estilo, por exemplo, porque acho que RPG, sempre, minha postura sempre foi essa, e acho que é uma das coisas que

eu acredito com mais força, assim. Até a palavra RPG tem me incomodado um pouco, porque... Eu acho que é uma grande desculpa para adultos poderem justificar que estão brincando de faz -de -conta. Essencialmente o que a gente faz é isso, a gente brinca de faz -de -conta, é um faz -de -conta super sofisticado, mas é um faz -de -conta. Então a gente bota um nome legalzão em inglês, não, não, brinco de faz -de

-conta e o jogo é RPG. E na real o que você está fazendo é brincar de faz -de -conta. E brincar de faz -de -conta é uma coisa que, assim como, por exemplo, é escrita, assim como, por exemplo, o design, a criatividade, todo mundo tem, quase que por natureza, a contação de história, a faz -de -conta, é uma coisa que faz parte da essência do ser humano,

escrever, é uma coisa... Todo mundo se acha redator profissional, todo mundo se acha designer profissional, todo mundo se acha mestre profissional de algum jeito. E entra nesse mar que você falou de destroços afiados, porque é uma galera que, bem, funcionou para aquele contexto, naquela situação, daquele jeito. Mas será que essa mesma artelo que você está usando aqui vai servir para parafusar um parafuso naquela parede

do cara ali? E quando você encontra gente que está disposta a escrever manuais de estilo, o Pint escreveu o que a gente segue lá, que é o Quick Primer, teve o Apócrifa, que na verdade o Apócrifa está menos para o manual de estilo, mais para uma coletânea de dicas, meio que todas elas, é uma

coradoria de dicas, vai? É. Uma Apócrifa. O NSR que vocês gravaram aqui, inclusive, um episódio sobre o Unifest da NSR, e a gente com a EuFantasy, a gente sabe o hate que sobe da comunidade quando você vem com o jeito certo de jogar. RPG. A gente sabe como isso funciona, o que dificulta ainda mais a gente conseguir escrever um manual

de zeolha. Se você quiser realmente jogar, ter uma experiência próxima do que eu tenho, sistematizar isso, dar nome para as coisas, poder debater a respeito disso. Eu euFantasy, e eu falo isso sem demagogia nenhuma. Eu estou hoje em dia enfiado no estilo, e me meti para ajudar vocês e para fazer o que foi importantíssimo na minha relação com o jogo. Nesse ponto de vista de saúde mental também. E

no quanto eu me divirto também. Quando você pensa que você não tem que ter a solução, que você vai trazer o desafio, os jogadores vão te surpreender. O jogo vai ser tão surpreendente para você quanto para eles. Que você não tem que ter todas as respostas, que você não tem que negociar com os jogadores, que você pode pedir opinião dos jogadores para uma arbitragem. Que

você pode dividir. Isso foi fundamental para eu poder voltar a mestrar com o ritmo que eu estou mestrando hoje, porque eu estou precisando meter o pé no freio de novo. De tanta mesma forma. Uma coisa que a galera tem que, inclusive é bom falar que você falou do Japset e de Jogar RPG, que manual de estilo, não é que ele seja a única forma de

jogar RPG, mas é bom reforçar isso aqui. A ideia é que o estilo vai dizer a melhor forma de

jogar a partir daquela ideia de jogo. Então, quando você tem uma ideia de jogo solidificada, você organiza melhor as dicas, você organiza melhor as boas práticas, as dicas se tornam boas práticas, você organiza isso tudo dentro de princípios e começa a organizar esse jeito de jogar e permite que o mestre e os jogadores possam trabalhar o jogo e o feedback do jogo e como se pensa o jogo e como se

conduz o jogo de uma forma mais tranquila e dentro daquela proposta entendendo a mesma língua. Então, acho que essa é uma contribuição que os manuales estilo certamente trazem. E tem uma preocupação importante nisso, que é a gente que tem muito tempo de jogo para pouco para refletir a respeito disso.

E para sistematizar, para pensar como a gente pode oferecer para outras pessoas essa boa experiência que a gente vem entendendo com os nossos amigos. Para poder fazer isso, a gente pede espaço, para poder... A espaço e a abertura das outras pessoas, para elas pararem de fazer como elas estão fazendo e experimentarem o nosso jeito. Tudo bem, talvez não seja o jeito ideal para você, mas

alguma coisa com a gente você vai aprender. Com outra pessoa que já amesta muito tempo, que já tem um hábito tão grande, que já tem um adeusamente tão grande no assunto. Tanto que é muito comum ver esses relatos na comunidade. Da galera que, meu, nossa, aprendi com vocês e meu jogo melhorou para caramba. Nossa, escutei o café e a dica que o Bob deu me ajudou

muito. Os últimos episódios do Velho Testamento lá, cara, a quantidade de relatos que tem ali, de gente que mudou o jeito de jogar,

mudou meu jeito de... É brutal, assim. Muita realmente foram 50 depoimentos e muitos deles dizendo que estava perdendo o gosto por jogar RPG, por me extra, e que entrar em contato com algumas reflexões do café, ou com oil fantasy e tudo mais, permitindo que essa pessoa retomasse o gosto de jogar e pudesse se enxergar novamente, mestrando ou jogando e tal. E eu encaro isso da seguinte

forma, Cove. Eu nunca tive problema de burnout, ou cansaço em relação ao jogo, essa... Essa ugeriza, né? Por falar, cara, eu não estou aguentando responsabilidade, mas eu tendo a ser esse cara que... A minha vida inteira eu fui esse cara que buscava assumir a responsabilidade da mesa, notar tudo, fazer tudo. Enfim, ainda que meu grupo sempre fosse hardcore e botar a semana massa, sempre foi

esse cara. Mas muita coisa que a gente acaba... Entrando em contato, né? A gente fica mais experiente no jogo e tal, justamente nos nossos próprios limites, né? E de como você pode contar com os teus amigos para isso. E aí, nesse caso que eu enxergo, é que, felizmente, o café abriu muito espaço

para esse tipo de discussão. E o Alphantasy trouxe muita possibilidade de a gente trabalhar um estilo que desenha melhor o papel do mestre de jogo. E que desenha melhor o papel dos jogadores. E que diz o que é essencial para o mestre fazer, por exemplo. O mestre não é um juiz imparcial do jogo. Ele não está buscando o justo. Porque só isso já é uma coisa muito louca de você botar

para uma pessoa, né? Buscar o justo. O que é o justo na mesa? Não, vamos por aí. Vamos buscar que esses parâmetros aqui, em cima disso que a gente vai jogar. O mestre vai atuar de acordo com isso aqui e o jogador vai atuar de acordo com isso aqui. Então, você começa a delimitar melhor essas coisas, o mestre começa a se libertar nesse ponto, porque ele não

é esse cara que vai se cobrar tanto. E ele não é o cara que tem poderes e restritos, porque ele precisa atender tanta coisa. Se esse mestre precisa atender tanta coisa, ele precisa ter poderes e restritos. Quanto mais poderes e restritos ele tem, mas ele sentia responsável e é uma bola de neve. Então, eu não estou dizendo que é o fantasy que vai salvar,

nem que é café com dângel, que é salvadora. Eu acho que, na verdade, você entra em contato com pensamentos que tentam organizar práticas de jogo e lançar um olhar sobre esse tipo de coisa, podem te ajudar a entender o teu jogo por essa lente, por esse prisma, de você entender a sua responsabilidade, de você entender o que não é a responsabilidade sua. E dos jogadores também

entenderem isso. Dos jogadores entenderem que eles podem simplesmente chegar e não te ajudar, é simplesmente dividir. Uma coisa que eu aprendi com a minha esposa, foi que, por no início, eu me sentia tudo não, eu sou super atento com a questão do machismo, não sei o quê, vou ajudar ela a fazer tal coisa, vou ajudar ela lavando louça, vou ajudar... O Mauro ela assurteu e falou

que não é sobre ajudar. Senão você está botando a minha cabeça aqui para ter que ficar controlando, inclusive o que você está fazendo. Você tem que ser responsável de usar o meu lado sobre a casa, sobre os assuntos da casa, não é você me ajudar, que porra é essa?

Eu acho que a mestragem passa um pouco por isso, da gente entender que a gente... O jogador não é que ele vai dividir com a gente, que a gente vai dividir com o jogador, não é, somos corresponsáveis por isso. Se tem alguém brigando aqui na mesa, se tem duas pessoas saindo no soco e tem outras quatro paradas, são os quatro pessoas paradas que vamos assumir a responsabilidade por não ter feito nada com aquela

galera. Ou nós quatro vamos agir para resolver aquilo. Você vê, você colocou uma outra profissão que quando é encarada profissionalmente, juiz. Olha o grau de preparação que um cara desse precisa para ser juiz. Para decidir o que é justo. Mais uma profissão. É, não dá, não dá. E aí você trouxe um jeito que eu até queria reforçar assim, que a gente fala de oio -fem, e você fala que é do que a gente viveu. Sim,

do que a gente viveu junto aqui. E nossa relação nasceu inclusive num podcast onde a gente veio com ideias muito contrárias, uma uma outra, e inclusive os dois lados saíram felizes da discussão. É. E aí, às vezes por mais que você discorde de algo que a gente fala aqui, é a sua oportunidade de criar algo que vai incrementar o que a gente está trabalhando aqui, a gente

está interessado. Exatamente. Não estamos falando aqui como se fosse a salvação da lavoura, a bala de prata, nada disso aqui. É uma coisa que tem ajudado não só a gente, e a gente já sabe que está ajudando

muita gente também. O dojo nasceu disso. Todo esse papo, dessa figura do mestre, acho que é tão central no RPG em relação a isso, a coisa de ter o cansaço do jogo, que passa por excelência da responsabilidade do mestre com muitas responsabilidades de muitos poderes, e toda essa impressão que cai sobre ele. E acaba que o mestre é um cara que se leva sério demais. Essa

dica que você falou do... Eu botei no mestre cafeinado, no livrinho, que é... Direito na alienável. Eu defendo o direito na alienável de tudo jogador, inclusive mestres, de jogar em uma sessão merda. Isso tem um tom bastante cômico em todo isso, bastante despojado, justamente porque é para a gente não se

levar sério. A gente pensa, ah, não, mas eu tenho uma responsabilidade, porque é um tempo precioso que quatro outras pessoas estão gastando ali. Cara, todo mundo está gastando igual, você também está gastando. E não é responsabilidade sua com o mestre, e se não sair certo, tudo bem, na próxima vai ser ilegal. Você não pode se levar tanto a

sério. Eu acho que isso é uma coisa importante da gente colocar, e passa por muitos aspectos do jogo, porque quando você começa a se levar sério, você começa a ter um grau de cobrança com o jogo que nem os profissionais devem ter, nem os mestres profissionais. E leva a outra coisa também que é o seguinte, você começa a ficar inseguro com

isso tudo. Eu acho que é um comum das experiências que eu pude partilhar com as pessoas, que as pessoas me trouxeram, não foram poucas, é de que a pessoa, quanto mais poder ela tem responsabilidade que ela tem dentro do jogo, mais insegura ela fica. E o mestre inseguro, ele erra o tempo todo, o mestre inseguro, ele é frágil. E essa fragilidade do mestre é muito séria nesse ponto.

E leva normalmente a... querer exercer mais poder, que seja de maneira clara, ou de maneira disfarçada por illusionismos, da impressão de liberdade para os outros jogadores, e uma série de problemas que isso encerra. E aí, se a gente pegar para esse lado do mestre que se leva a sério, a gente vai ver que, cara, é um cara que se torna reacionário com ideias diferentes que

podem salvá -lo, desse caminho do cansaço. O cara está ali, ele está se levando a sério, e você fala, pera aí, cara, por que você joga o dado atrás do escudo? Aí ele fala, eu jogo o dado atrás do escudo, porque pode ser que o dado arruina a experiência do meu grupo. E aí eu falo, pera aí, mas você está jogando o dado atrás do escudo para poder garantir a experiência do seu grupo? Por que você está se

responsabilizando por isso? Por que você está levando tão a sério essa função, inclusive, que você não permite que o dado, que é uma relação lúdica já estabelecida na mesa, possa arruinar essa experiência? Por

que é tão sério isso? Não é para ser tão sério. Se o dado traz uma coisa que, de alguma forma, as pessoas não gostam como uma experiência, como tudo está tudo bem, não é uma ruína do grupo que o dado chega e fala, cara, esse personagem aqui morreu, esse personagem aqui se deu mal, ou tal coisa, não saiu do jeito como esperava, lidar com a frustração, lidar com o estudo, encerra um mestre que não se leva a sério.

Só assim você vai conseguir lidar com a frustração, só assim você vai conseguir lidar com, enfim, com várias coisas que te levam a se agarrar em coisas como jogar dado escondido, fazer DSFudging, fazer no seu que, fazendo seu que lá e fazer ilusionismo, e dar a impressão de escolha para os jogadores, e todos esses expedientes que a gente vai ver aí, nas dicas de mestres palhados

pelo mundo, e só existem porque você se leva a sério. Tem uma coisa sobre esse negócio do levar a sério, é fundamental tudo isso que você falou, cara, não te ouvi, foi aí que vai ficar

registrado a ver o episódio, incrível. Eu me gasso, meu abraço, por Marco Baron da Target, também jogador de RPG desde sempre, a gente se conheceu há três anos atrás e já somos amigos de infância, esse RPG tem esse poder também, a gente conhece as pessoas, a gente vira amigo de infância, depois você conhece a pessoa, mesmo que você conheça as adultas.

Ele fala uma frase que eu adoro, que ele fala assim, cara, aqui jogo é coisa séria, e eu acho que fica nocivo a partir do momento que você leva a história mais a sério que o lazer, aquela coisa de ah, a história, os personagens, não sei o quê, quando isso fica mais importante do que o lazer das pessoas, que tem que ter um monte de

coisa que você precisa levar a sério ali. São quatro, cinco pessoas adultas, que muitas vezes aquela é a única hora de lazer que eles vão ter na semana, porque são pessoas cheias de coisas para fazer, e as pessoas fazem o contrário, em vez de levar essa parte a sério, deveria ser o que você quer levar da sério, porra, não vai conseguir participar, se compromete em trazer alguém para poder

estar no seu lugar ou avisa as pessoas com antecedência para respeitar o tempo delas, cara, era muito comum, cara, as pessoas virem jogar RPG na Rolipuleiras com a gente, só por conta de saber que ninguém é faltar no jogo. Isso é um diferencial, né? É lógico, cara, está todo mundo pagando, ali quem vai faltar, era garantia de compromisso da galera com a mesa. Era mais importante isso, às vezes do que a parte

profissional do jogo. É só de saber que todo mundo ia estar lá toda semana, porra, já para eles já valia a pena o pagamento do jogo. Assim, eu concordo contigo sobre a responsabilidade social da parada, desse momento de cumprir essa agenda e de ter esse coração de falar não, eu vou fazer o melhor que eu participar e se eu não for, eu melhor avisar

o quanto antes. Mas isso é uma coisa que eu trago do o. É só para trazer contrapontos, assim, que eu acho que confluindo, no fim das contas. Eu vejo muita gente que tem essa coisa de, por exemplo, eu já fui esse cara, né? Quando eu tinha a mesa de ars mágica, eu era um mestre que tinha muita coisa sobre minhas costas ali, muita coisa, essa campanha de 7

anos, como tipo, personagens. Era muita carga em cima de mim, eu assumi essa carga de boa de certa forma. Mas sabe aquela coisa de você falar, puta, não vai ter coro, graças a Deus. Isso já indice que tem uma coisa muito errada, né? É, eu já tive esses momentos nessa campanha. Por

quê? Porque era muita coisa que eu tinha que ver, era muita coisa que eu tinha que tapear, e falar, não, esse aqui andando a resolver isso, que andando a rabisquei isso, que não sei o que, ainda bem. E aí quando o grupo fala,

não vai dar, fala, graças a Deus. Ou até mesmo de você chegar e você ficar falando, não, cara, eu vou, eu vou mestrar, eu vou mestrar, eu vou mestrar, e estire na hora, você chega num ponto e você fala, puta, cara, eu, tipo, dei uma pânia

aqui, eu não vou conseguir. E isso aconteceu em Arcaia, por exemplo, quando a gente estava durante a pandemia, a gente estava mostrando uma comunidade de OSR, a comunidade de OSR tem muita gente tóxica, muita gente que você sabe que é tóxica e está ali, e que vinha a jogar com a gente em certos momentos, e eu fui me ensinar uma sensação, eu vi algumas pessoas ali, eu falei, puta, eu tive

pânico, eu tive, não foi, é clinicamente pânico, mas

outra vez na hora. E eu falei, cara, eu não vou me ensinar sensação, pedir desculpa a galera, eu falei, galera, eu estou panicando aqui, não vai rolar, mas uma coisa que eu acho interessante dentro disso, que eu aprendi com o ou, é o seguinte, a gente tem que respeitar o tempo do outro, isso é uma coisa essencial, a gente tem que ter isso no coração, a gente tem que ser seguro de que a gente

está fazendo o melhor para jogar, mas por outro lado, as pessoas já não vão ter uma crise, de forma geral, se tudo estiver bem, eles vão ter uma crise, porque você faltou e porque não teve acessão. E uma coisa dentro disso é o seguinte, eu não quero saber o motivo da pessoa, tem muita gente que fala, não, a pessoa tem que dar uma justificativa na minha mesa, senão ela nunca mais joga comigo. Você

está induzindo essa pessoa, às vezes, a mentir. Porque se ela for sincero, eu falo, cara, olha só, eu não estava a fim. Eu estava a fim, mas eu voltei do trabalho, me aburrecinho. Não estou legal. Não estou legal. Será que eu estou despreitando o tempo de todo mundo? Ou será que eu estou sendo só sincero, e eu falo, cara, é melhor para vocês, que eu não vá. Qualidade de presença. Eu acho que isso, inclusive, é

levar o lazer a sério. É lazer. Você tem que ensindrar que é lazer. Eu queria, eu gosto muito da frase dele, que lazer é coisa séria. Porque lazer ocupa esse lugar, de lazer. E às vezes você não está para aquele tipo de lazer, e tudo bem não acontecer, o lazer daquele formato tem que acontecer. Se não tiver, tipo, vai ver uma série, aproveita o tempo, você não vai conseguir jogar três horas,

quatro horas. O cara às vezes não está a fim de me extra, porra, vai jogar outra coisa, vai jogar um garte, que vai bater papo sobre a vida de vocês. A gente sabe que abre uma cerveja. Abre uma cerveja, é isso. A gente sabe que todo mundo fala isso, fala, porra, a RPG é desculpa a gente se encontrar, porque a gente gosta mesmo da companhia do outro. É isso, no final das contas. É

isso. Se você está num grupo que não se conhece ainda muito bem, tem uma ótima oportunidade de se conhecer, não abola a exceção, porque não tem cor, o mestre faltou, não abola a exceção. Continuar para uma cerveja, trocam ideia, você é por cima das pessoas, ter esse... Acho que isso ajuda também. E é isso, não cobra das

pessoas. Eu acho que isso é uma coisa que... É uma dica que eu dou, mas eu acho que... Não cobra das pessoas, darem motivo. Isso é uma invasão bastante. E você ainda vai ter que julgar. Você está reforçando o seu papel de... Ah, não, no meu grupo, eu tiro o cara que não deu modificativa durante duas semanas. Velho,

esse cara, de repente, ele está numa luta. Eu até falei com o Coabisso, mas teve uma vez que teve um cara que teve um problema, muito sério, com o pai. Era... A gente era um moleque, o irmão do sério do pai, que ele apanhava. E o moleque não estava... Enfim, você sabe como é que... Você imagina como é que deve ser a vida dessa pessoa. Olha, é lembroso. E aí, como é que ele explana isso? Ele

não explana, né? Muitas vezes a gente não sabe. E ele não tem desculpa para dar. Ele não vai falar para todo mundo. Então, está acontecendo isso. Ele precisa ter esse espaço... Até o conforto que você quiser falar, eventualmente, ele vai falar, mas pode ser não seu caso. E você ainda está piorando a situação toda dessa pessoa, porque você falou, cara, você não trouxe uma desculpa, você não se deu

trabalho de inventar. Para quê? Para inventar, né? Mas é para que isso, né, gente? Então, eu vejo muito grupo falando isso, eu já vi isso em podcast, relativamente grande aí, falando, po... Peça, pelo menos, uma justificativa. Velho, isso aumenta a pressão, até

sobre você, mestre, nesse ponto. E você pode ser uma hora esse cara que vai chegar na sessão e falar, cara, eu acabei de chegar em casa e eu não estou com cabeça para me extraça, porra. Cara, que delícia que você pode estar com pessoas que você fala sobre isso, e aí é que as pessoas querem estar com você. Porra, total. Você fala, porra, cara, que bom que você está distrasando isso para a gente. Vem

para cá que a gente te acolhe, bicho. Quer não jogar? É, quer não jogar com a gente? Que delícia que você pode estar num espaço como esse. E se você não tiver num espaço como esse, provavelmente você não está entre amigos. Não está entre amigos e é algo que precisa ser reavaliado. Porque beleza, é gostoso jogar, mas eu não sei, eu prefiro

jogar entre amigos. E mesmo que sejam amigos presumidos, essa galera que, tipo, eu encontrei numa mesa arzlúdia e com um grupo de cinco pessoas, a gente está começando a jogar junto. Pô, você está dando ali o benefício da dúvida de que aquela pessoa é impotencial uma pessoa amiga. E que você tem que ter espaço para poder ser uma pessoa humana. Pessoas humanas ficam doentes, pessoas humanas ficam tristes, ficam chateadas,

elas têm uma quantidade de energia que oscila. Não entendi se você está mais disposto, em dia você está menos disposto. Então foi muito importante você trazer essa parte, porque isso mesmo que eu queria dizer, levar lazer a sério é levar isso. Lazeira é lazer. Muita gente coloca essa seriedade

no lugar que não deveria estar. Levar sério demais o personagem, levar sério demais essa função que você falou, o compromisso com a história, com o roteiro e com a agenda. Cara, por que você está levando então a série tudo isso? Você está ali para se divertir com seus amigos, mano. É isso que tem que levar a série. Tem gente também que fala, mas aí não é possível, porque aí não dá para comprar

agenda assim. Tem jeito. Eu vou dar essas dicas aí. Eu já dei na outra temporada do café, mas envolve, basicamente envolve você, ter gente que aguenta ter uma presença hardcore, em número suficiente, que vai garantir jogo e ter um pool de gente casual, que vai também. Enfim, existe algumas dicas para isso, certamente são mais do que uma dica, mas dá para você fazer isso sem exigir. Vou dar uma, que eu acho que

é legal, Bob. Você não está com vontade de mestrar? Cara, é a oportunidade que outra pessoa tem de trazer um jogo. E você tem mais de um mestre no mesmo grupo, jogar uma coisa diferente. Às vezes, quantas vezes não aconteceu, eu estava no meu grupo com a galera, falar que não estou bem para mestrar hoje alguém quer pegar, e alguém falava que eu queria tentar mestrar pela primeira vez. E aí nasce o mestre, do nada

nasce uma pessoa. Você joga diferente, você cria uma outra oportunidade. Pode até virar uma mesa para revezar, criar uma mesa para revezar, para você poder jogar. É muito importante para você começar a se desenvolver, poder jogar. É uma das melhores coisas que a gente fala no do jogo, jogue. Você quer mestrar melhor? Jogue.

Jogue. Tem um mundo comentário que eu vi recentemente, uma das minhas bandas favoritas, que é o Descendants. Descendants, para quem não sabe, é uma banda seminal do punk rock, e tal, de cor, e é uma banda que tem uns integrantes, mas um dos integrantes é muito icônico, que é o Milo. O Milo, ele é acadêmico. E tem até a letra que ele fala, cara, isso aqui para mim não é um emprego. Eu sou acadêmico, eu gosto de

estudar. Eu sou um nerdão de estudo, eu estudo. Isso aqui para mim é passar tempo, quando começa a verar trabalho, eu canto isso. Então, de dois em dois anos, o cara simplesmente soma da banda. Tchau. Vou estudar. E o que acontece? A banda criou, fundou uma outra banda, que tem os mesmos integrantes, mas muda o vocalista. E aí se chama All. Fiz isso, cara. É isso, para cada um, é o que pode dar, e é isso, a

banda, sabe? Não é menor conta disso, enfim, ela não está o tempo todo rodando, mas não precisa isso acontecer o tempo todo. É levar essa... Quando eu digo levar o Lazer a sério, é muito isso mesmo, você levar a amizade a sério, você levar a saúde mental a sério, você levar o trabalho das pessoas a sério, porque elas

realmente... A entidade de cada um, né? A maturidade das pessoas a sério, ser adulto é uma resposta, você levar os privilégios das pessoas a sério, porque tem gente que tem mais acesso do que outras, e que você... Cara, tudo isso entrando em uma relação de RPG, e RPG... A gente sabe que é muito difícil, eu estava defendendo isso esses dias, não dá para jogar RPG de leve índios, em uma sessão

sentiu que é RPG. Você sentiu que RPG precisa de um tempo, RPG é uma experiência construída, para você sentir o que o jogo é, realmente você experimentar ele. Você tem um tempo, e isso vai implicar em você desenvolver relações, trabalhar relações, e lidar com tudo isso, assim.

Gearbottom é uma campanha de Hexcrawl, aberta e gratuita, de RPGs que sejam os mais importantes, e um escuro estilo Oil Fantasy, com sessões episódicas em um mundo permanente, com centenas de jogadores, e quatro destemidos mestres,

Balbicob, João Boulamac, e Márcio Floreiro. Além dos hermos, repletos de monstros e tesouros, comunidade esporta um estilo de jogo forjado, a partir das reflexões dos mil episódios, a primeira temporada do Café com Dungeon, e outros experimentos como Oluiglória, Dayday Mulek, e outros. Descubra o paradeiro do mago, que ficou louco ao ouvir os impropérios de uma cabeça

falante espetada na ponta de uma lança. Entenda como derrotar a Salamanda de Fogo, que toma conta da Chapada dos Queimados, em seu covil, cheio de rubiz do tamanho de um crânio humano, em frente dos bandidos da unha de navalhas, especialistas em geometria sagrada, que apavoram a vila da Fasquita, e escoram seus tesouros do jazibo do Titã Caverna, aprisionado pelo Deus Tetris, em sua

entreencada estrutura de cordas nois, e tendões que

sustentam o Monte -Quipe. Tomar da biergotem e sair alucinado pelos hermos parece arriscado, mas a cerveja abre um canal direto com os Titãs, e com seus poderes primordiais podem imbuir os aventureiros de asas, de vigor incansável, no dialeto das plantas, ou mesmo com a força perpétua de um rio, na esperança de serem libertados pelos bravos inconsequentes caçadores de ouro, da INXP com ouro resgatado, mas também com

descobertas nos hermos e com rumores compartilhados com os demais aventureiros. E aí, topo de desafio? Unmonta o seu grupo, e procura um dos mestres em nosso grupo de Telegram, que a gente tenta atender os seus horários. Se você não tiver grupo, você pode sempre chegar e conhecer outros aventureiros precisando de companheiros por uma incursão. Então, segue o link aí na descrição do episódio e

vamos explorar biergotem! E cara, vamos entrar um pouco no RPG dojo, porque a gente teve essa confluência em você, a gente veio trabalhando junto, a gente veio tendo todas essas lições com elfêntese e com essas ideias que, de certa forma, absolvem o mestre de todos esses problemas que a gente vê, pelo menos o grande parte deles. E como é que tem sido a experiência do dojo para

você em relação a isso? É essa formação de mestres que não tem essa cobrança, que não tem essa visão desse mestre que precisa necessariamente ser o cara que provém a experiência, que tem todas as profissões

atreladas no seu job description. Eu já imaginava que o futuro da roleplayers ia ser uma comunidade, eu já tinha comentado isso com você uns anos atrás, e quando eu me senti pronto para voltar para o mundo profissional da roleplayers, eu senti que era muito necessário esse trabalho com uma

comunidade, profissional, com uma comunidade. Eu comecei a exercitar isso com a medimentaria para mestrar, que acabou virando um evento, nenhuma comunidade tão grande que acabou ficando, e eu queria exercitar isso com um grupo pequeno, que a gente pudesse acompanhar essas pessoas de perto, que a gente pudesse ter um relacionamento com essas pessoas, que a gente pudesse realmente construir

ali com gente que estava interessada em desenvolver o RPG. Por isso essa comparação com a marcialidade, o dojo, que é de algum jeito um dojo, está todo mundo focado num estilo específico, numa arte específica e um compromisso de prática e de aprofundamento naquela arte. E o MVP do dojo vai muito bem, obrigado. Estamos fechando o nosso primeiro trimestre, que é o que a gente tinha imaginado como MVP. A

gente vai encerrar. Contramos pessoas fantásticas. Fantásticas, é indescritível a confluência de talentos que tem ali dentro, tem gente da comunicação não violenta, um abraço para o Naomi, tem gente da política, um abraço para a fantasma e para o tic -toque, um abraço para o Leo, tem gente que veio do MMM, um

abraço para o Cordone, para o Bardal. Cara, tem vontade de falar de todo mundo que está lá dentro, porque é indescritível como a gente se conectou. Tem uma frase que eu gosto muito, que eu uso sempre nos processos de design, que eu uso que é, We Design Things, Things Designers Back. A gente aprimora as coisas e as coisas aprimoram a gente de volta. E eu acho que ali no dojo a gente está sentindo isso.

Está transcendendo a esfera do RPG, que é o que eu busco nas artes marciais também. A gente treina uma arte marcial para ser capaz de bater nos outros. Você treina arte marciais para que não transcender e contaminar sua vida. Para que você possa ser uma pessoa melhor através da arte marcial. E acho que o que a gente prega no dojo ali é isso. Que o RPG possa te ajudar a

ser uma pessoa melhor de algum jeito. E pelos relatos da galera, felizmente, a gente tem um ótimo resultado. Vamos fechar essa primeira turma do trimestre e com muita felicidade agradecer todo mundo que entrou nessa com a gente. O Gustavo, que acabou abrindo a academia dele para a gente fazer o dojo offline. Já aproveitou para fazer uma vivência presencial ali. Meditação, treinamento, esparrem, tudo.

Teve tudo, cara. O Caio está com a gente da comunidade do café, o César teve com a gente no dispersão offline, o Dennis veio do mesmo éitoria, o Dani do Robo a Tombas está na comunidade do café também, o ponto alpha, ele é dele, do Gui Vieira veio da roleplay, o Felipe da

melodia, o Gull da roleplay. Cara, muita gente assim, a Isa que está ajudando muita gente agora também, o Grilo, falei dele do Dennis, o Marcos da comunidade do café, tem mais a gente, o Tiago, que é nosso apoiador do café

com balbi, que é o café com balbi. O Gustavo está lá no dojo também, o Tiago Martino, que é o nosso outro Tiago, é do time de apoio, o Victor Cunha, o Vinny Rosa, bicho, é uma galera que eu só tenho agradecer pela experiência que eles me ofereceram nesses três meses, foi estar sendo transformador, a gente vai agora fechar, se você tem vontade de participar, estamos indo para o

encerramento dessa primeira turma, que vamos fechar as portas do dojo, com a gente aqui para poder aprimorar a experiência dessas pessoas, para lá no futuro, quem sabe, reabrir, com outra proposta, com outros, já com aprendizado que a gente vai ter com essa galera aqui, já vai beneficiar quem vê ela na

frente no segundo semestre. É uma coisa que eu senti que está apontando para a próxima temporada, para o sem -deselo do dojo, e que é uma coisa que a gente conversou que seria muito legal, e que eu acho que a comunidade naturalmente está chegando nesse ponto, que é justamente da gente ver as pessoas que chegaram no dojo começarem a cooperar entre si, a se mentorarem mutuamente, e compartilharem as práticas que a gente veio

trabalhando durante essa primeira fase, inclusive começou falando sobre o papel do mestre, e sobre

essa questão dessa pressão. O nosso primeiro catar foi preparando pouco e mestrando muito, foi sobre isso, nosso primeiro catar, falamos sobre o papel do mestre, falamos sobre antecipação, falamos sobre construção de desafio, vamos agora começar a falar de World Building, com o pessoal lá dentro, eu acho que tem um lugar onde a gente tem um tópico do café, do dojo, só para falar de saúde mental, o divã que a gente brinca

lá, onde a gente fomenta sobre questões relacionadas à saúde mental. Temos a sorte de ter uma psicóloga entre nós, que é a IZE, então tem a IZE ainda que traz toda a bagagem de psicóloga dela para nos ajudar nisso, não com essa postura profissional, ela vem como um participante, mas de algum jeito tem uma pessoa com perfil para poder nos

direcionar, nesse sentido também. Então é só agradecer para essa galera, porque realmente está sendo uma experiência muito transformadora para mim, para aí me agradecer a você, porque tem barcado nessa comigo, nessa parceria maluca, acompanhando o

laborador na piscina. É aquela coisa, para mim é muito importante, porque eu sou esse cara mais retraído, eu não sou o laborador na piscina, eu sou o contrário, tenho um perfil muito mais low profile, e nerdão, eu sou o nerdão, eu sou o cara que fica mais na minha, mas está sendo muito importante para mim, principalmente porque é um grupo que troca muita ideia, me pergunta muito

sobre a eufêntese, me pergunta muito sobre as ideias que a gente tem, você me coloca aí nesse lugar de... Mesh? Eu chifuo, cara, você é nosso chifudo. Você é nosso shihan, dentro de Jorio Fênc, você é nosso shihan. Eu nem mando dessas nomenclaturas, mas de qualquer forma, uma coisa que eu aprendo muito na lura, é que o momento em que você ensina alguma coisa, é onde você mais aprende. É

verdade. E eu me sinto aprendendo demais, ensinando as coisas que eu aprendi ao longo desse tempo, de mestragem, de crítica, de café com danjo e tal, então tem sido muito legal para mim, e muito por me ver também, em cada uma dessas pessoas que dialogam ali, todas essas pessoas, do FENRI, que está começando a produzir conteúdo, um cara que já tem algumas produções, aí o Copola que

quer começar a produzir material de RPG, e eu me vejo nessas pessoas, eu me vejo também na Fanta, que quer jogar um monte de coisa, quer experimentar as coisas e tirar... Que já é uma super produtora de conteúdo, ela já tem, já é uma tremenda produtora de conteúdo. É, no Twitter, ela é muito ativa, o trabalho é muito com essa esfera militante, que é muito importante, então trazer essa dimensão

para o do jogo é muito importante. Então, cara, eu vejo que a galera, de forma geral, está curtindo tanto quanto a gente, isso é muito gostoso de vivenciar. Obviamente, eu quero participar mais ainda, eu estou meio afastado da comunidade do café e do dojo, como eu

gostaria, porque... ...temos um tipo de reforma. Mudança com reforma é o pior dos infernos, que você pode ver, quer dizer, não é o pior dos infernos, mas é foda, é foda, então, mas é uma coisa que, cara, está apontando um caminho muito interessante, o RPG dojo, tenho muito orgulho de fazer parte dele. Agora,

é isso, né? Eu acho que ter esses espaços é uma coisa importante, então, procure, assim, vale a pena construir esses espaços, não seriam isso que precisa ser o dojo, não seriam isso que precisa ser o grupo do café, não seriam isso que precisa ser o Elfantes, mas construir esses espaços em que você pode confluir com as pessoas, que você pode debater com as pessoas e que você entende que as

pessoas ali estão dispostas a dar apoio e a serem apoiadas também em retorno, eu acho que é muito importante para você lidar quando você, sei lá, tiver eventualmente começando a sentir cansaço de me extra, porque isso é o início, talvez, de um burnout para a vida, uma coisa que você pode ter para a vida e confluir com o trabalho, com o momento emocional, com o seu momento familiar, tudo pode dar ruim e aí o

RPG pode ser um catalisador de isso, em vez de ser uma fuga, né? E deixar, assim, você deixar uma última dica para a galera, você está ouvindo, você sente que em algum jeito você pode estar sofrendo de alguma tipo de distúrbio ou síndrome ou ansiedade, depressão, burnout, pânico, cara,

procura ajuda, bicho. Não um cara isso sozinho, se você tivesse com a perna quebrada, você não ia levar isso sozinho, se tivesse uma doença de coração, você não ia tentar sozinho, se tivesse com um pulmão machucado, você não ia, porque que com saúde mental a gente não procura ajuda? Exerce o físico, boa alimentação, sono e hidratação são

fundamentais, mas eles não dão conta muitas vezes. A gente maltrata muito o nosso corpo com o passar da vida, a gente maltrata muito, se estressa demais, a gente ensina o nosso corpo a se estressar e não ensina a se tranquilizar, terapia, quebra o teu preconceito com terapia, quebra o teu preconceito com psiquiatria, quebra o teu preconceito com medicação, vai atrás de ajuda, bicho. Passa.

Tem uma mensagem que eu tenho pra te dizer assim, não é pra sempre, isso é que você tá sentindo, vai passar, mas busca ajuda. Boa, Cobi, é isso. Quando as questões de jogo, quando as questões dos amigos, do seu grupo, quando é que você está nos sociais, isso em determinado ponto, você realmente vai ter que procurar ajuda, não tem

jeito. E aí, transcende tudo isso que a gente trouxe aqui, de analisar o papel do mestre, de analisar o grupo, etc., etc. Busca ajuda, acho que isso encerra legal. Cobi, muito obrigado pelo papo, cara, assim, o psiquiatra você provavelmente não é tão tranquilo, é um papo que deve doer em algum ponto, pra mim também porque me pega, obviamente, que mesmo não tendo sofio do um banal de me pega, etc., etc. Em

certos contrapestes, também, assim, emocionais. Obrigado pelo papo, acho que é um papo necessário de ter, certamente, enfim, pode ser abordado até com, em outros episódios, de outros podcasts também, etc., falemos sobre isso. E, cara, um recado pra galera?

Cara, agradecer, né, dói mais de um jeito muito bom, assim, né, de um jeito de evitar que doa em outras pessoas do que doa menos, sabe, de algum jeito, é compartilhar um fome de agradecer, porque me ajudou muito, a comunidade do café foi fundamental para o meu processo de terapê, tipo,

também. Foi nela que nasceu, o Teus from the Neverland, a comunidade da Target foi muito importante, a comunidade de Perdido no Play foi muito importante, né, o 321, toda a galera que jogou comigo esses jogos, agradecer a todo mundo que passou por essas mesas, o Pierre Goten foi muito importante nesse processo, então, queria só agradecer a essa galera que viveu comigo, me apoiou, a

minha esposa, né, a Ale, Alexandre, um beijo, amo você, um tudo que eu tenho de mim aqui, porque minha mãe, meus irmãos, os amigos que participaram desse processo todo, né, o Thales, Vasco, Will, o Farouk, todo mundo que me apoiou nesse processo, agradecer muito essa galera que teve comigo e me ajudou a superar esse rolê, e deixar esse recado pra galera mesmo que você falou, cara, não tanca essa

sozinha não, cara, se tem uma coisa que o RPG ensina pra gente, é que quando a gente tem uma par e bem equilibrada, cada um bom na sua coisa, a gente tanca os desafios muito maiores, não entra na masmorra sozinho não, bicho, tem uma tua par e pra te ajudar pra enfrentar esse dragão aí, que vocês vão vencer. Perfeito, cara. Mais uma vez, obrigado, Cobbie, eu vou deixar ali um

enquete pra vocês. Eu quero perguntar o seguinte, você já precisou se afastar do RPG em algum momento? Isso aí é pra você responderzinho ou não? E pra você elaborar um pouco,

eu vou perguntar o que te cansa mais no RPG? Pra você desabafar, isso aqui é pra você desabafar, pra você trazer uma ideia pra gente, eu vou ler isso em outro episódio, então certamente vai ouvir, então a gente vai poder se identificar com você, então

aproveite esse espaço aí e desapafa, beleza? Cobbie, valeu, eu vou deixar o link, os links aqui citados no episódio, eu vou deixar o link do Café com Dungeon 2 .5, o Cobbie sempre cita e foi um ponto de virada pro pessoal pra ele, então é muito orgulho de ter

cediado esse debate do Café com Dungeon 2 .5 .1. Eu vou deixar a palhasta das ecas do ouro da RPG Fest, que eu acho que é muito importante também a gente ver o estado das coisas, eu acho que é um retrato

interessante ali. Vou deixar o link do ar, que é o jogo que o Cobbie citou, da Mometals, o link da academia do RPG no Facebook, o RPG Dojo, e deixar um link aí a respeito do Caps e dos canais de apoio aí que você pode buscar, caso você esteja precisando. Posso sugerir mais um link aí,

ou, Cobbie? Claro. Vou falar pra você colocar um link do blog de AriaFentaz, que é um texto que eu escrevi, que é o Paradigma do Era Uma Vez, que eu conto um pouco de... Às vezes, vai ouvir o Dojo 5 .1 e não vai pegar as decorrências, mas ali no Paradigma do Era Uma Vez, eu conto as decorrências dessa minha vivência com

vocês do Café. Eu acho que pode ser uma leitura legal pra quem quiser se aprofundar um pouco mais de como foi importante, de quanto foi importante isso na nossa trajetória, como amigos e como estudiosos de RPG de algum jeito. Vou deixar coladinho então com o episódio 2 .5 .1, logo depois vocês vão ter o link do Paradigma do Era Uma Vez no blog do AriaFentaz. E

é isso, muito obrigado. Se você ainda não é um apoiador do Café com Dungeon, pense e você pode se tornar um apoiador, participar de uma comunidade muito legal que discute RPG, que troca ideias de RPG, que se acole muitas vezes, que debate com calor também muitas vezes, mas é natural. Chega lá em apoia .se -café -pundungeon e aí você pode ajudar a gente a voltar de 5 episódios semanais o

nosso sonho. E você pode, o projeto de expansão recebe conteúdo extra de acordo com seu apoio. Também tem descontos progressivos dos nossos parceiros e participa de sorteios. Então apoia .se -café -pundungeon. Se você gostou especialmente do café, hoje pode deixar uma gorjeta pra gente no nosso PIX, café

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nas redes sociais e outros meios. Então a gente trabalha não só com marca de RPG, mas também de outros jambos, como café, tecnologia, jogos, mídia. Então procura a gente. Se você quiser colaborar, se você de repente um designer dependente, tem um jogo, um acadêmico ou um fã, tem um projeto aí, pode mandar um e -mail pra gente que a gente trocou uma ideia. Se você se apresenta, a gente

trocou uma ideia. Por último, agradecer aos nossos assinantes e a galera que torna possível essa aventura. Então valeu aí o pessoal do apoio incentivo, incluindo aí o Carlos Castilho. Valeu demais ao pessoal do nível de apoio comunidade, incluindo aí o Leandro Moraes, o Demi Quiral e a Pátia Brito. Um salvo especial pros assinantes do nível RPG2, dentre eles o Leo dos Santos Ferreira, o Luiz Guilherme, o Mateus Coleto

Silva, o Germano Assis e o Pedro Obisiner. Um grande abraço aos assinantes do treinamento Alphentes e o César Machado, Daniel Aydar, Diego Sistito, Abílio Junior e o Léo Gasparoto. E um salve emocionado aqui, é o apoiador do nível Café com Dungeon, Thiago Augusto Garra. Cara, muito, muito, muito obrigado pelo seu apoio. Galera, é isso. Até a próxima e um abraço. Valeu! O que é isso? O que é isso? O

que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso? O que é isso?

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