O pensamento sobre RPG é complicado e falta muita autonomia intelectual a respeito dos fenômenos particulares desse tipo específico de jogo de interpretação, incluindo aí também os lápis, né? Com suas próprias particularidades, as Lives e etcetera, a gente peca em não usar a mesma terminologia. A gente peca em não ver o mesmo sentido nos termos técnicos, em não concordar muitas vezes com
eles na comunidade. A gente peca em não enxergar o mesmo fenômeno da mesma forma, mas a gente não tem culpa disso. Há uma disputa até política a respeito dos conceitos, porque as elaborações que a gente faz em cima de cada um deles na teoria do RPG, dependem de divisões, até mesmo de mundo.
Como eu explicitei aqui no café com dângelo no episódio de 81 em que eu propus uma definição de mecânica antimecanicista é uma visão eivada ali de pensamentos anarquistas e de algumas ideias de que tentam dar autonomia para outras formas, né? De interação no jogo que não passem pela mecânica e suas características específicas, que são úteis em alguns aspectos do jogo, mas em outros não. No particular do RPG, né?
Diferente de outros jogos, quando a gente pensa em definições e a gente organiza os nossos pensamentos, a gente faz isso dando um sentido a eles. Isso tudo tem a ver com muito mais do que uma análise fria do jogo. Mas tem muito a ver também com as nossas crenças, com as nossas lentes, os nossos olhares e, principalmente, com as nossas experiências, as nossas vivências com RPG. Isso envolve aí questões afetivas, psicológicas, estéticas e muito mais, né? Além do próprio jogo, é isso
tudo. Vai construindo as lentes que a gente analisa, né? Pelas quais a gente analisa o jogo. Ainda assim, a gente vê a galera dando muitas vezes um verniz isentão a leitura do que que é RPG, dos termos relativos a RPG dos fenômenos, e a gente pode recorrer ao windstein. Que é um filósofo muito importante da linguagem, né? O foco dele não é jogo, é
linguagem. Mas ele usa os jogos como um bom exemplo de coisa que talvez não vale a pena definir, porque se a gente definir o que é um jogo, a gente peca em vários tipos de jogo possíveis. Então jogo é uma coisa que só faz sentido em família, na própria categoria, mas não faz sentido individualmente, na descrição do que que do que que é cada jogo. É difícil chegar numa definição geral. E aí a gente pergunta se não vale a pena talvez definir o que que é um jogo específico, o que
que são jogos? Porque os jogos específicos não costumam guardar as mesmas características. Será que faz sentido a gente definir o que que é RPG? Vale a pena a gente escrever no início do seu manual de jogo o que que é RPG? Muita gente fala Ah não, mas hoje em dia basta abrir o YouTube que você vai ver uma partida de RPG, basta você abrir o. O Google e botar o que é RPG que você vai ver várias definições aí, mas será que existe uma definição? Será que é claro para as pessoas o que é RPGE?
Será que isso mesmo não tá em disputa, né? Eu particularmente adoro ver as definições do que que é RPG no início de cada livro de jogo em cada manual. Por quê? Porque, afinal de contas, quando o autor coloca o que que é RPG no início do livro dele, me parece que ele tá fazendo um recorte. Né? Ele tá dizendo que a RPG no contexto em que ele criou aquele jogo e talvez no próximo jogo que ele criar a definição de RPG dele mude um pouco, né?
E me parece natural que aconteça isso por conta desse fenômeno que o winchenstein traz aqui. Pra mim faz todo o sentido. E nesse ponto também me parece que faz todo o sentido do mundo a gente entender que quando a gente define RPG, a gente tá definindo um olhar específico sobre esse jogo. E não é um olhar final determinante, né? É um olhar possível, é o meu olhar. Foi o recorte que eu fiz e dentre os acadêmicos que eu
leio, né? Sobre jogos e especificamente sobre RPG, esse cara, o montola, ele foi o que parece mais enxergar ORPG próximo do que eu vejo em muitos aspectos. Ele é o que foge menos do que eu tenho pra mim. Como uma leitura de RPGE. Olha que a gente tem backgrounds, né? A gente tem histórias e vivências muito diferentes, provavelmente porque o cara é lá, sei lá, do lado dos países do norte, lá do norte e da Europa. E eu sou aqui apenas um
brasileirinho, né? Mas ele propõe um olhar coeso, instigante, mesmo quando ele não contempla exatamente a minha experiência com jogos de interpretação. E eu acho isso louvável e ainda que o seu desejo. Seja incipiente, confuso em alguns pontos, quando ele tenta trazer ali uma visão geral do RPGE dos jogos de interpretação. E aí, nesse caso, a gente vai ver ele reutilizando algumas taxonomias e algumas classificações, até de uma forma
talvez pouco cuidadosa, não sei. Mas e fora de propósito, né? Que às vezes eu enxergo. De modo geral, ele contribui para a diminuição até da minha própria síndrome de impostor. Quando eu penso RPGE, divido. E muita gente fala como se eu fosse um alien, trazendo uma visão completamente diferente, né? Do que essas pessoas têm. E a gente conflui, eu e o montola em muitos pontos, com a diferença de que ele é acadêmico e eu sou só um podcast, mas é
isso, né? No fim das contas, a gente tem vivências diferentes e muitas vezes uma pessoa vai trazer uma definição do que é RPG. Que é calcada ali num ódio que a pessoa nutriu por DED. Talvez pelo grupo de jogo que ele tenha jogado, muito menos pelo jogo em si. Mas o fato é que a gente consegue, ainda assim, confluir, a despeito da diferença que a gente tem em cada experiência e um podcaster. Ele é um acadêmico.
Você de repente um mestre de jogo ou um jogador, ou de repente com produtores de conteúdo que tem experiências diferentes. Acho que a gente tem coisas em comum. Hoje a gente vai conversar sobre as regras invisíveis do RPG, como traduzidas pelo Daniel Haidar, e o texto já está disponível em português no blog do café com dângion. Que café? Não estou vendo nada aqui. Bom dia amigos do café com
dângel. Estamos aqui para mais um episódio do seu podcast matinal favorito, trazendo sempre muito RPG. Meu nome é Rafael balbi e hoje o meu café foi feito seguindo as regras invisíveis do bom café. Eu não li em lugar nenhum, mas eu já vi instruções. Já ouvi pessoas falando até de forma conflitante entre si, da melhor forma de fazer o café. Mas o café acontece de forma deliciosa, apesar da minha falta de rigor científico.
Porque o grão é bom porque é o café ovelha negra café ovelha negra é delicioso, é o café especial, artesanal, por assim dizer, né? Eles não têm as impurezas da indústria e você consegue comprar com desconto lá em ovelha, ponto café na internet, você vai lá e usa o cupom de ouvinte CCD, tudo minúsculo que você vai ter um abatimento. Aí então vai beber café ainda mais barato, se você quiser ainda você pode ter cupons melhores com descontos maiores a
depender. No seu nível de apoio ao café com dângelo, então tornem se um assinante que você vai ter aí descontos melhores e até participar de sorteios de café, de de material de nossos parceiros aí como por exemplo, caramelo jogos, a retropunk e outros parceiros nossos também. Então bom, vai lá, Hein, ovelha? Ponto café, compra o seu café, compra o seu ovelha negra e pode assinar o café com dangioneapoia.se barra café com dângion beleza antes da gente ir pro episódio. Né?
A gente tem que passar pela enquete, mas antes da enquete eu queria fazer aqui um aviso para vocês. A gente tem um alerta aqui, alerta, alerta de evento foda sobre jogos, saúde mental, educação e desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Eu sei que tem muita gente aqui que gosta do tema, que trabalha até com o tema. Então, cara, dá uma olhada, que é um Congresso muito legal, bem Sério, com pessoas, é com muita qualificação.
Inclusive o pessoal do critical skills que está organizando esse evento já esteve aqui no café com dangeron. Na primeira temporada vocês podem ouvir, mas no dia 10 de maio, agora 2025, ou seja, daqui a poucos dias, é de meio-dia e meio. Até 5 e 10 da tarde, horário de Brasília, a gente vai ter o critical skills global Forum, que é um simpósio Internacional 100% online, que reúne especialistas de instituições de ensino como duque University, Harvard. E a Santa casa de São Paulo e
USP também. Para discutir o impacto dos jogos, da gamificação e das narrativas interativas na saúde mental, na educação e no desenvolvimento das habilidades
socioemocionais. A programação tem vai trazer palestras aí e painéis com pesquisadores, educadores, designers e grandes nomes do universo dos jogos aí, incluindo o 11. Ex jogador profissional e streamer, o Gustavo Saci Rossi. E um Painel especial aí sobre saúde mental EE estresse competitivo, vai ter inclusive o pedroca aí falando a mais do mundo tentacular, então gente maneira trocando ideia de RPGE de saúde mental e educação e et
cetera. O evento tem também um certificado no final pra sua participação lá, então vai atestar que você participou e tem inscrições abertas no Sympla. E tem mais, ouvinte do café com dânjão vão ganhar 50% de desconto. Usando o código, critica o café, café sem acento, tá, gente? Crítica ao café, tudo minúsculo, é, então você vai lá no simpla, usa esse cupom que você vai ter aí um abatimento de 50%, então, tipo, sai para você, 50 BRL, só se você já não tiver obviamente,
meia entrada. Beleza é, não perde a chance aí de participar de um dos eventos mais inovadores do ano, né? A critical sq os global Forum aí connecting health, Education and design through play. Muito legal. Parabéns galera do critical squills aí pela iniciativa. Um outro aviso, que é o aviso da imersão à lura com o Google de
graça, tá? É uma imersão muito legal com 5 aulas que você também sai com o certificado aí da lura e do Google. Então você pode chegar lá sem saber nada que você vai sair, sabendo bastante coisa sobre inteligência artificial. Eu tô mandando isso aqui porque o mercado de trabalho não tá fácil. E hoje em dia pra conseguir um emprego pra se reposicionar, sem conhecimento de inteligência artificial, é cada vez mais
difícil. É uma realidade que tá na nossa porta aqui, principalmente dependendo da sua área aí, mas cada vez mais áreas dependem de experiências aí com inteligência artificial. Tem gente que não sabe nem por onde começar, então aqui um bom começo, tá gente, não é jabá, não é público, mas eu achei uma oportunidade muito foda de compartilhar com vocês aqui. Essas são 5 aulas gratuitas,
então é só colar. Muito bom, o Fabrício carraro aí é um, é um cara muito competente, conheço ele, trabalho com ele, então assim, recomendo demais, é gratuito, tá
gente? Então, pô, pra quem tá precisando de emprego ou se reposicionar, é, acho que é uma coisa que não dá pra fugir, beleza, gente, eu vou deixar, obviamente o link tanto do evento do critical skills no Sympla, quanto Oo link pro, evento gratuito da imersão à lura aí que começa semana que vem na segunda-feira, então se inscreva até lá. É, vou deixar os 2 no descritivo do episódio, vocês seguirem a empresa.
Vamos lá, vamos para leitura de enquete, o episódio anterior foi trabalhando OCLT com RPG, ou seja, trabalhando com carteira assinada, e foi um episódio com o Thiago rosa que eu troquei ideia sobre isso. E aí fiz uma pergunta, você gostaria de trabalhar com RPGCLT? Ou seja, no mercado formal? E 83% das pessoas disseram que sim, que queriam trabalhar CLT com RPG. É interessante, né? É não somente a galera já começa a entender que é possível, a galera começa a desejar, né?
Isso é muito legal de ver e isso já é um bom indicativo aí para o mercado no futuro. E a pergunta qualitativa, né, pra pedir pra galera comentar a respeito e o Cleiton? Uma média falou que é surreal pensar em como ARPG se transformou nos últimos anos. Seria o efeito Stranger Things, seria a pandemia o critical holy ou apenas o amadurecimento normal de um hobby? Muito interessante, né, cara? Concordo contigo, dá para ver passos largos aí para mim.
Um grande termômetro é você ir no doff, no diversão offline. Tem agora aí no meio do ano e a gente de ano para ano a gente vai vendo como cresceu esse hobby e acho que na todos esses fatores juntos e muito mais cara, realmente a gente vai ver aí um hobby cada vez mais Maduro e cada vez mais é possibilitando pessoas trabalhando oficialmente, né? Formalmente com ele valeu a participação, o Ricardo Santos falou. Muito bom, muito inspirador.
Já vou enviar currículos por aí. Seria legal entrevistar outros clts da área. Valeu, Ricardo. Sempre que possível vamos trazer alguém pra falar de mercado de trabalho também e de RPGE, jogos e tudo mais, que são nossas paixões. E a gente tenta aliar as 2 coisas, né? É isso aí, vamos pro episódio? Ih, rapaz, estava bebendo aqui com os soldados. Com o dinheirinho que a que aquela elfa a Clarissa botou é
herbalista, né? E eu fiquei sabendo, cara, já ouviu falar do fantasma do Arsenal lá no burgo? Então, ali no burgo tinha uma oficininha ali daquele cara chamado vagabundo, que era um inventor, né? E parece que ele morreu já há um tempo. E a oficina dele foi incorporada na oficina dos soldados, ali na Rua Principal e ali na casa dele, né? A alma dele parece que tá presa lá, porra.
E parece que a alma dele ainda pode drenar a vida de quem IA entrar lá na no lugar, no lugar, principalmente se for entrar lá para tentar mexer naquela extraquitana dele. Então, se tiver, se tu tiver vontade de ir lá. Ó vai, tu é aventureiro, tu, tu encara esses negócios. Mas se você for, vai acompanhado de alguém de muita fé, tá entendendo? Esse tantos outros são rumores vindos do jogo do mundo aberto de Beer gottem.
Se você quiser explorar aventuras como essa, pode entrar inteiramente de graça no nosso grupo. Siga o link lá no descritivo do episódio e jogue Beer Golden com a gente, vamos explorar Beer Golden? É isso aí. Então pra gente dar uma olhada aí, nesse, nesse paper aí, nesse texto acadêmico, desse cara chamado o montola Marcos montola, que investiga aí as regras invisíveis do RPG. Eu tô aqui com o Dani aida, fala aí, Daniel. bem-vindo, cara, mais um.
Beleza, tamo junto aí. Eu sou Daniel da rosa. Daniel Eduardo da rosa, né? O nome completo. Se ele quiser procurar a minha dissertação pra ver se eu tenho pedigree acadêmico, pode ir lá e ver que eu eu tenho um erro de uma vírgula no meu primeiro parágrafo da minha dissertação. Então vocês vão poder atestar que sou eu mesmo. É. Eu sou mestre RPG há um bilhão de anos e mestre em história há menos tempo, é. E eu tô aqui a ver. Eu fiz a tradução do do texto do
montola, né? Para o nosso o nosso idioma lindo. E o Bob propôs que a gente discutisse aqui. Então estou muito feliz, muito grato por ter a oportunidade de debater e até pela proposta de de traduzir. E boa, eu vou botar esse texto aí eu preciso acompanharem No No blog do café com danjo, é? Traduzido pelo Danny, né? E é legal, cara, assim é esse esse texto aí é um é um texto que é a leitura dele, em muitos momentos dialoga demais, mas demais, assim com com as
investigações. Joel fantasy, com as investigações que eu faço aqui no café, em outros momentos, não, em outros momentos, dialoga até mais contigo com as coisas que você traz. Enfim, é, eu acho que ele é um, ele é um texto que despertou muita atenção no grupo do café, pelo menos a galera mais cracuda do RPG ali. Que gosta de ler mais teoria e tal. Teve muita discussão em cima e eu acho que ele vai dar muito pano pra Manga. Então vamos começar.
É definindo aqui o que que é a investigação do senhor Marcos montola aí, né? É o que que você acha que ele tava trazendo? O que que foi a curiosidade dele quando ele começou a escrever esse texto dele, cara? É a impressão que eu tenho lendo o texto, né? Ele, ele, ele coloca até isso no de uma certa forma meio clara No No nos habeas TAC dele, né, como objetivo, mas é a impressão que dá é que ele tava fazendo uma análise bem do fenômeno em si.
Como ele se manifesta, né? Ele quis é fazer 11 apreciação do da quase etnológica de né? Aliás, etnográfica da de como ORPG é jogado. E aí e observando as suas dinâmicas. Então, quando ele observa as dinâmicas aqui, não, não dentro do do frame do MD, mas as dinâmicas em geral do do jogo, como ele se comporta na realidade, né? E aí ele tava muito observando as dinâmicas sociais de como isso acontecia, né?
Então ele também. Ele não tinha como objetivo gerar uma conclusão específica, mas ele tava querendo apresentar uma fundação sólida pra pesquisas de discussões futuras, né? E aí Oo eixo de investigação dele. Ele traz uma percepção de como os jogos eles envolvem muito mais do que as regras visíveis nos manuais ou manifestas nas mecânicas dos jogos, né? Então você não Na Na visão dele, você não tem como jogar RPG só pegando um manual EE tentando aplicar, né?
Você tem que desenvolver muito. Além disso, é mesmo que o sistema traga exemplos de jogo, mesmo que o sistema. Existe todo um processo que vai ser construído em cima do do jogo, do jogar. ORPG, né? Que é mais complexo do que as suas regras podem parecer, né? Uhum é total. EE, isso é uma, é uma leitura, né? Você falou até que é uma descrição, né, que ele tenta fazer, é claro. Existe aí uma visão particular dele, né? Sempre vai passar por uma. 11 recorte, né?
Uma arbitrariedade assim do que ele, do que ele constrói. Mas é interessante que ele traz também alguns, algumas, alguns outros teóricos, algumas outras pessoas que puderam analisar também o esse, esses fenômenos do RPG. Então é um trabalho bem completo assim. E eu posso dizer até que em muitos momentos ele ele aprofunda a discussão. É em torno do que a gente está acostumado no meio do RPG, né? Ele traz ali é a questão de
mídia. Ele analisa ORPG como um processo qualitativo, que é uma questão que a gente vai abordar aqui. EE ele tem uma questão que eu acho muito interessante. Que é ele. Ele ele estabelece logo de cara que todos os jogos se baseiam em regras, né? E é engraçado, porque as pessoas têm isso como um senso comum, mas me parece que ele estabeleceu isso aqui justamente pra poder trabalhar em cima, né?
Pra poder. Porque isso, essa questão da regra da formalidade ou da informalidade é uma coisa que ele aborda. Então isso já é um partido também, já faz parte desse recorte dele que a gente vai ver é em frente aqui, mas agora. Fazendo um parêntese rápido, que que você descobriu aí sobre o Marcos dumontola sobre ele? Cara, ele é um finlandês, né? Aham, ele é finlandês. Universidade de tampe, né? Isso e assim existe 11 cultura dentro do do RPG nórdico que é muito forte no é a partir dos
lápis, né? Tipo eles, eles jogam muito lápe. E isso se reflete no texto, né? Tipo, eu acho que isso é muito interessante porque se se eu for for fazer um texto, é acadêmico. Sobre RPG, o láp eu não tenho experiência nenhuma com láp, então eu eu eu não traria para discussão. E a ao ao trazer para discussão o láp e os jogos virtuais de RPG é, ele estabelece, tipo, é observações sobre o fenômeno do RPG que você não tem como ver
fora disso, então. A própria condução do, do, de como a as coisas se manifestam dentro do círculo mágico do jogo do RPG é a partir do larp. Vai ser diferente da do do jogo de mesa, porque a gente tem que vocalizar tudo quando tá jogando jogo de mesa. E no larp, o próprio gesto é um ato que se ele, ele, ele tiver validade dentro do do círculo mágico, ele já tá gerando informação pro jogo, né? Então é é muito. Acho que é uma coisa muito
impressionante de como. O contexto em que ele está inserido, né, como um finlandês jogador, tipo analista de larp, né? Ele já tem uma produção, é é rebuscada em em cima de RPG, ele já escreve faz bastante tempo e você vê pelas referências que o cara tem, que tanto ele, ele traz pra pra jogo, né? Ele traz pra pra conversa. É acadêmicos também da Finlândia que estão pensando nos jogos, mas acadêmicos clássicos do de, de de RPG, né?
Tipo Salem Zimmermann, que não são dali do do do campo dele. Total, a gente vai citar provavelmente aí durante durante o episódio, alguns outros estudos, então é, eu vou deixar linkado no descritivo do episódio tudo que eu puder a respeito disso pra vocês acompanharem, caso vocês quiserem aprofundar também. Maneiro, cara, eu até tinha notado aqui, né, que quando ele fala ele, ele não fala
exatamente RPG, né? Ele fala role plain, porque isso isso inclui aí o RPG inclui também o larp, como você falou finlandês, né? Nórdicos, é. Como aquele meme do aliens, né? E a gente pode dizer nórdicos, né, os nórdicos e os e os lápis, aí é e também é RPG, é
eletrônico, né? Também ele cita em um momento outro, então ele está falando de rodeplay, é como o foco dele, não necessariamente um jogo ou outro, mas aqueles jogos em que a gente tem é, é esse, esse fenômeno, né, de interpretar alguém em algum nível, mas enfim, vamos lá, cara, primeiro, eu acho que ele começa com uma investigação muito interessante. E que diz respeito a essa questão das regras, né, de de, eu acho que é por isso. Inclusive, o que ele fala é ele.
Ele, ele crava, né, de que ele tá tratando aqui? Partindo da ideia de que os jogos se baseiam em regras, porque ele trabalha os processos formais e os processos sociais, né? E aí, como é que você, como é que você leu aí essa questão da divisão entre processos formais e processos sociais, que embasa OOA investigação dele? É primeiro só um comentário sobre o Rolling plain, né? A parte mais difícil do artigo da tradução do artigo foi
traduzir Rolling plain. Todas todas as menções que ele faz de Rolling plain, porque é polissêmico. Você não tem uma definição é que vai servir para todos os contextos. Às vezes ele tá falando de jogar RPG como Rolling plain ou jogar jogos de interpretação como Rolling plain. Às vezes ele está falando de de interpretar 11 personagem específico, ou às vezes ele está falando de enfim, é tem todos uma. Tem toda uma série de de interpretações possíveis do
termo Rolling play, né? E eu tive que cuidar um pouco de cada uma delas ali, tipo, pensar um, porque tudo isso foi um foi um desafio muito grande. Você, você tinha falado, né? Tipo de de como ele ele trata que não. Ele não está falando só de RPG, mas o Rolling play. E ele mesmo fala, eu estou falando de jogos de role plain, porque ele ele, ele afasta algumas formas de role plain, que é tipo psicodrama e tudo mais, né? Então ele menciona é formas de role plain que não são jogos,
né? Ou e tem alguns jogos também que ele menciona que ele também não quer investigar, tipo role plain o bico. Fui dar uma olhada no que isso uma doideira só. Eu falei, não, beleza legal, mas não, não é pra mim, né? É? Mas é, enfim, é quando ele ele traz, ele começa a falar das regras do do dos Rolling plain, né? Ele primeiro estabelece as 3 jogas do jogar Rolling plain a partir do do de salin Zimmermann, né? E ele fala das regras endógenas, diegéticas e exógenas, né?
É, e pra isso antes ele fala todos os jogos, se baseia em regras e todo jogo precisa de ao menos um participante no papel de jogador, né? Então. É, é muito interessante que mais pra frente a gente vai ver. Ele não discute RPG solo aqui, mas RPG solo é invariavelmente um jogo, sabe? Ele não é porque tem um participante, você precisa de pelo menos um participante, então pelo menos isso os solistas tem a seu favor, né? Isso pela análise do montola. Será que eles estão mesmo
jogando RPG? E aí além disso? Ele quando ele coloca as 3 regras, né? Ele ele fala as regras endógenas as diegéticas e as é exógenas. Ele faz uma descrição delas, né? É, as endógenas são aquelas que são referentes ao jogo, então ao sistema de jogo e aquilo que afeta a operacionalidade do jogo. As exógenas são AA algo que precede o jogo porque elas estão dentro do do papel. É biopsicossocial de cada um dos jogadores e tudo mais, é algo que vem de fora.
EEE se introjetam dentro do jogo e você tem as regras diegéticas essas regras exógenas, elas vão ser essas regras de sociabilidade, né? Então coisas que você não poderia fazer ou o é porque você está numa dimensão social. E as diegéticas são as internas do mundo de jogo, os jogos de RPG, né? Os jogos de roube plain, eles criam esse mundo. É de jogo, digamos que é o círculo mágico do wisinger, é, eles criam esse mundo de jogo e esse, e dentro desse mundo de jogo você tem regras próprias.
Então, por exemplo, você está jogando vampiro, a máscara, e você tem a máscara como sendo uma regra diegética, ela existe dentro do mundo de jogo, ela não é uma regra operacional, ela não é uma regra e vai determinar mecanicamente qualquer coisa do do jogo, do processo de jogar. Ela só tem existência dentro do mundo diegético, né? Do do mundo. É de jogo. Na total? É, tem uma coisa interessante, né? O café aqui ele tem uma história com o termo de egético que faz
uma inversão, né? E eu acho a inversão muito boa. Porque se você pega, né? AA definição aristotélica da coisa, você vê que OA diegese veio para o RPG a partir do cinema, né? Tipo, a partir do da, da, da contação de histórias, a gente estava meio que trazendo o termo que eles usam no cinema, ou então Na Na, na escrita de de narração, né? No livro ou ou enfim, conto, eles falam do mundo interno, que eles estão sobre o qual eles estão escrevendo, como diegético.
Então, tipo, quando se fala trouxe para o RPG, veio. Junto essa visão, só que dentro do RPG a gente tá fazendo uma imitação, uma simulação do mundo é jogado, e aí essa simulação ela já não é mais diegética, porque a gente não tá só contando o mundo, a gente tá vivenciando ele, a gente tá tipo, é criando ele no ato de jogar e esse e criando ele como uma simulação. Então é, seria muito mais um
regras miméticas, né? Eu até anotei aqui, a gente vai chamar de regra de diegética, porque o montal ela chama. Ou você prefere trabalhar como regra de regra? Mimética porque como é o vocabulário dentro da comunidade, né? É no círculo mágico desse episódio. Aqui a gente pode chamar de diagético e assim é. É uma coisa que até é muito fora do comum, né? É de trazer análise aristotélica
pra pro RPG. Uma coisa que o Tadeu falou no episódio lá atrás aqui no café com dânjoo na primeira temporada e que eu resolvi investigar mais e ir pra mim faz todo o sentido, como você falou aí, né? É trazer o termo é mimesis e diegeses. Faz sentido inclusive ter 111 Zine de larp que eu nunca tive acesso, mas eu sei que existe e o nome dele é é mimesis. Então eu sei que lá existe alguma discussão nesse sentido que eu nunca alcancei.
Mas se eles escolheram trazer diegésis, é porque eles estão trabalhando a partir de teorias da comunicação, né? De todos esses, esses, esses estudos que. Partem aí do do audiovisual, como você falou. Então é, é já traz aí essa ideia, essa ideia de de, de de jesis, que não é exatamente a ideia de que a gente está
falando de um espaço narrativo. Né, mas que a gente está falando de um espaço interno da ficção, então vamos, vamos utilizar por isso aí. Mas agradeço demais você ter feito essa distinção, porque eu não IA fazer, eu IA deixar, eu IA deixar rodar mesmo. EE, faz sentido, porque a galera do café está acostumada a essa distinção que eu faço, né,
através do do all fantasy. Mas uma coisa que eu vejo interessante, né, quando ele ele fala do do desses processos formais, os processos sociais, né, de fazendo essa essa distinção, mas aí você trouxe. É esse essas dimensões que ele traz para as regras. Eu queria fazer 11 históricozinho aqui das citações dele em relação às regras invisíveis, como ele chama, né? Porque primeiro ele faz.
Ele traz aí a estrutura em 3 camadas do fine, que é um cara que também que estuda, que estuda RPG, inclusive é é uma referência que eu já vi bastante, né? Então é 11, estudo de 83 aí. E ele coloca 3 camadas diferentes, ele coloca coloca a camada social, a camada jogo e a camada diagética, como você falou, e aí o montola traz isso, né? Então a gente tem aí é esses 3, essas 3 dimensões, mas a gente tem também é as regras endógenas e isógenas que ele cita pelo bjork e o Rolo painen, né?
2003. E aí ele também traz essa, essas dimensões de Salem Zimmermann, 2004, que a galera também está muito habituada a ler. Que é do rows of play, né? Do regras do jogo. E aí eles trazem as regras operacionais. Regras é que são é o jogo como deve ser jogado as regras constituintes, que é que são os dados, estatísticas e sistema lógico matemático do jogo. E as regras implícitas, que são sociais, não escritas, né?
E aí o montola meio que traz um take dele, né, a respeito disso, que é que são as regras do mundo. As regras do poder e as regras do personagem, né? Você vê como, como ele, que ele meio que vai desenhando, né? Essa, essa ideia dele. Então ele traz a regra do mundo, é a regra do poder, a regra do personagem, passando pelos processos interativos ali de você definir. E redefinir o estado do jogo, né?
É, é. E aí, no caso, a gente tá falando de propriedades e conteúdos desse desse mundo imaginário que no RPG ou em roadplay de forma geral, é, a gente pode identificar com esse círculo mágico do, do, do rudzinger, né? É, e aí ele tem também esse ele, ele traz a importância de se definir, é. Como o mundo, né? De como, de como a capacidade de definir o mundo é distribuída dentro dos participantes, né?
E, por fim, ele traz. Aí é essa questão dos jogadores definir em o mundo por meio de personagens que são delimitados por esses estados, né? Que são sempre interativos dentro da ficção construída. Então a gente começa a ver ali que ele, ele começa AA definir essas dimensões. De regras, né? Através de uma herança, né? Ele, ele meio que trabalha com essa herança de de percepções
sobre regras. É como é que você enxerga essa, essa essa evolução, cara, você, você vê um fio nisso ou você acha que ele, ele meio que sei lá, meio que citou meio que pra pra fazer pra falar, ó, passei por isso aqui, mas estou trazendo outra coisa. Você vê uma conexão entre esses é, é essas estruturas que ele puxou. Ah, sim, porque quando ele é, a preocupação dele é de fazer essa verificação das regras implícitas.
É ele. Ele estava repousando sobre os os ombros desses outros que é acadêmicos que vieram antes dele e perceberam que havia muito mais do que só OAA as regras operacionais do em jogo ali, né? É o estabelecimento das das 3 regras que ele propõe para definir o que que é um RPG.
Né? É entre regra de mundo, regra de poder, regra do personagem, sai da regra de jogo das das 3 das 3 definidas, que é um jogo de que as 3 definições que definem o que que é um role plain, e aqui ele fala, olha essa aqui, tipo, se tiver essas regras aqui, se tiver regra de mundo, regra do poder, regra do personagem, é um RPG, se não, não é. Então ele está sendo bem mais definitivo até, né?
Porque enquanto os outros estavam fazendo 11 analista bem descritiva, aqui, nesse caso em específico, ele é normativo. Né? É ao longo do do do artigo, ele ele não é, ele não é. Nem sempre ele toma essa postura, né, em que ele tá ali descrevendo tudo mais. Aqui ele tá falando, ó, é assim, tipo, se se tiver isso condiz com ser um jogo de road play, né? Tipo, e se não tiver, não, se não seguir isso aqui, não tem como ser, né? E aí vai ser uma outra coisa.
Eu acho interessante ele, ele ele vai construindo regras em cima disso, né? Tipo, ele tem essas 3 regras, aí depois ele adiciona mais mais 4 regras que que é sobre como o poder decisório do do procedimento do jogo vai, vai se distribuir, né? Então ele começa falando que o poder decisório precisa ser feita por um construto de personagem com o livre arbítrio é, e a partir do de um do, o jogador consegue fazer isso a partir do seu personagem, né? Ele vai conseguir definir estados de mundo.
A partir do seu personagem? É uma coisa curiosa de sobre isso é que ele coloca que o Holly play é o método de se jogar o jogo, né? Então ele coloca o roll play como método, né? Sim, então EE quando essa perspectiva é curiosa, porque a gente pensa, né? O roll play não como método, mas como sendo. É ou a finalidade, né? Para quem é é fã de vampiro, a máscara. Como eu? É o roll play? É, é finalidade ou é 11
artifício, né? Tipo, quando você pega um, pega um jogador que que um dei dezero, que nem você, tô brincando. Mas é AAO roll play é visto dentro, tipo essa. Essa divisão é muito antiga, né, dentro das comunidades de RPG em que você separava. É Rolling plain é como um artifício e aí então é uma coisa que assim é acessória e o outro é o Rolling plain como sendo tipo a centralidade da coisa, você tá ali pra pra fazer o Rolling plain e ele vai aqui falando não.
Rolling plain é o método que a gente tem pra jogar esse jogo sem o sem isso a gente não consegue chegar No No no jogo, né? E aí só que ele faz 11 interpretação do que que é o Rolling plain. Né, que aí é é bem própria, né? E aí precisa passar por esses canais de poder, de definição, de onde está a gestão da informação? Como que você, um personagem, é construído? O meta, tudo isso faz, vai fazer parte dessa elaboração, né? Ele chama de estrutura de poder,
né? AA gente pode separar um pouquinho mais a frente e trazer isso de forma discriminada assim, porque eu acho que. Vale a pena agora, né? Ele, ele o tempo todo. Ele fala dessa questão de dinâmicas qualitativas e quantitativas também, né? E aí isso eu acho que é um pouco formador desse, desse poder, né, porque porque quando ele fala, ele fala em dinâmicas qualitativas, né? EEEE quantitativas.
Ele tá meio que começando a definir que as Oo os as dinâmicas quantitativas, elas são aquelas que passam por teste e atributo. Combate por coisas que a gente vai ver é imperando bastante no RPG eletrônico, né? Então você tem essa, essa, essas dimensões quantitativas, mas que ao largo disso você tem uma imensa gama ali de dinâmicas qualitativas que são, por exemplo, o role play, a exploração, que no RPG de mesa, por exemplo, a gente vai ver que impera em grande parte, né? Porque.
Enfim, são, é, é meio que inquentificável e é tipo, e é solto, né? É, é feito de uma forma solta. E é muito por aí que passam as regras invisíveis, porque o que é teste tributo, que é um combate. Não sei o que isso passa por regras formais, pelo espaço formal, mas aí ele traz essa, essa toda, essa questão qualitativa, como como 1111 local importante, né, de você, de de de jogo, dentro do dentro desse método do role play.
Aí ele ele começa a trazer essa investigar essa questão do dos do que é exógeno, do que é endógeno o que e do que é diagético, né? Oo que que é exógeno? Agora voltando para essa questão, o que que é exógeno exatamente, né? Como o que que ele coloca como exógeno? Exógeno aqui No No, no texto, ele coloca como aquela camada social. Que é externa, OAOA operacionalidade do jogo EAEAEA camada diegética, né? Então é o campo amplo.
Tem um episódio que você gravou que era o não seja babaca aqui. Assim você estava tentando resolver por meio da da das regras endógenas, né? De você ter uma exploração de regras endógenas que facilitem o papel. E a compreensão do papel é dos jogadores em em torno da mesa. Né, sobre as suas funções e tudo mais. E a partir daí tem um estabelecimento que esclareça para os jogadores o que que, o que, que eles devem fazer, como que eles devem atuar e tudo mais.
De modo que é você, a partir do jogo tenta resolver algo que muitas vezes está na camada social, né? Que e há uma. Essa é uma pulsão constante na comunidade, né? A gente hoje teve uma conversa sobre isso No No grupo, algumas conversas sobre isso. Essa é uma constante, mas essa camada exógena, ela faz parte de um de um, é de uma interação entre os jogadores ali que tá fora do do mundo de jogo que tem envolve as influências, é sociais de cada um, né? O rapper entre os os jogadores e
as relações entre eles, né? É, você chega numa mesa, você tem um grupo de pessoas que todo mundo já se conhece, tem 11, familiaridade com entre si. A as discussões, as referências, todas elas vão ser muito mais é facilitadas do que quando você chega num lugar e você não conhece ninguém. E ali, né, você tá ainda tateando e tudo mais. Então o processo de construção do é dessa comunidade. Que tipo um jogo social gera? Ela que é onde tá essa camada exógena, né? Essas regras exógenas.
Você ainda está tateando para descobrir quais são essas regras, né? Então a linguagem que você vai usar e enfim, todas as essas coisas vão vão variar muito, né? Tipo, uma pessoa que vai jogar beargotten pela primeira vez e ela vai ter que se acostumar até com um vocabulário diferente, porque se ela tiver vindo de um outro campo da da comunidade, ela nunca vai ter ouvido falar em reivindicação ficcional e
tudo mais. É, é ele, ele, ele trabalha muito essa essas questões exógenas e endógenas como os objetivos das pessoas, né? Então, tipo o exógeno sendo aquele aquele cara que vem falar Ah, eu quero jogar aqui porque eu tô afim de me divertir com a galera ou porque eu tô afim de enfim, é, tem os objetivos ali desse cara exógenos é que é isso, né? Muitas vezes. Estão desalinhados entre os jogadores.
Cada jogador às vezes tem 11 objetivo exógeno diferente, mas que em algum nível eles se alinham dentro dos objetivos. Endógenos ou não, né? Ele ele traz aqui uma frase que eu que eu destaquei que é o seguinte, o valor de objetivos endógenos deriva dos objetivos exógenos dos jogadores, se o foco de um jogador de RPG for ter uma boa experiência de role
play. Esse tipo de objetivo endógeno só tem valor se ele puder traduzi lo em um objetivo diagético também, se não puder, ele pode acabar sendo ignorado. E isso é é, eu achei muito interessante porque ele ele não coloca que o jogo vai quebrar ou que não vai ter não. Ele fala que vai ser ignorado, né? EEE, eu acho que tem uma coisa, é uma coisa muito valiosa aí que ele falar redundantemente falando, né?
Que o valor de objetivos endógenos deriva dos objetivos exógenos, ou seja, o jogador, se se ele não encontra no jogo alguma coisa que ele, com seu objetivo de fora, encontre, encontre respaldo para jogar, aí ele simplesmente vai deixar de lado aquele objetivo do jogo. Mas ainda assim vai jogar, né?
E aí, tipo, talvez isso. Isso dialoga muito com essa questão da gente falar de, Ah, esse esse jogo tá tracionado esse jogo não tá tracionado os objetivos do jogador, as vezes do lado de fora não encontra alguma coisa de dentro. O que que o jogador tá fazendo ali, né? É, é e sei lá essa investigação, ela me parece. Ela parece muito relevante assim, cara, porque no fim das contas é se a gente não tem um alinhamento entre isso, né? Entre entre o tipo, se o se o jogo não contempla.
Né? Um espaço onde os jogadores possam buscar suas diversões é, ele pode simplesmente não andar, mas ele pode existir. Sabe o que eu tô falando? Tipo, os jogadores estão ali, eles estão é é experimentando aquele ambiente, cada um com a sua, com a sua, sei lá, com o seu objetivo. Mas aquilo não tá virando jogo, né? Aquilo não tá. O próprio Ron AdWords, né, quando ele tenta.
Na GNS construir essa ideia de agendas criativas, ele tenta alinhar que que as mecânicas entregam pros jogadores também. Então isso aqui me parece uma coisa muito relevante, porque é uma preocupação que você vai ver em praticamente todos os autores, os autores de teoria de RPG, né? De como organizar essas agendas pessoais dos jogadores, quais agendas que o jogo promove, né? E aqui ele diz que. Isso deve que que deve encontrar um respaldo diegético.
Tem um momento em que ele fala que eu não lembro qual que é o autor, enfim, minhas anotações aqui. Mas tem um momento em que ele fala que tem um autor que ele fez 11 descrição de 6 tipos de de buscas, né? Dentro do jogo, algo assim. Mas ele não, ele não. Ele aqui é em uma abordagem mais construtiva. Como aquela e tal, propõe uma lista de 6 gratificações que merecem estudos futuros, entretenimento, aprendizado e
significação. Apreciação estética, benefícios físicos e sociais são as formas de de de diversão dentro do jogo. E ele fala não, mas a diversão não é de diversão não, né? Na verdade, de gratificação. E ele fala que que a diversão não é o único, o sentido do jogo, né? E essa é uma parada que tem bastante eco nas de várias das discussões que a gente acaba tendo, que dentro da comunidade e tudo mais, né? Que a diversão não é parâmetro, né? Pra você fazer 11 avaliação de jogo, né?
Porque e aqui, quando ele tá falando desses objetivos exógenos, ele tá falando tipo, os objetivos podem ser os mais variados. A questão é, esses objetivos encontram eco dentro das regras endógenas, essas regras endógenas e eles conseguem ver expressão disso dentro do mundo de diegético. Né? Eu gosto que ele usou um, ele usa uma para falar disso. Ele usa um exemplo de Star Wars, Galaxy que ele fala.
Ao contratar essa questão do Jedi e colecionar pontos de experiência bastante, o personagem se torna um Jedi. O objetivo do jogador aqui é se tornar um Jedi e para isso ele vai fazer. Vai cumprir coisas dentro do jogo, mas se ele não tiver interesse em saber se ele se o jogador não tiver interesse em fazer isso, ele não vai. Passar AA lidar com as questões endógenas do jogo ali, sabe?
É, é é pelo objetivo dele que ele tem ali, que é isógeno de é ele chegar e obter alguma coisa por algum motivo que ele que ele queira, né? É, e isso se traduz em forma diegética. E ela tem que acontecer. E aí aquilo ali está expresso também na nas regras endógenas, né? Uhum, sim, é. E uma coisa que eu vejo disso aí, cara, é que que né? Desse lance do jogo continuar, é apesar do cara não encontrar ali. Dentro do jogo, né?
O é, é porque muitas vezes, e aí isso eu acho que é uma investigação diferente, é outra coisa. Então entendo que não, não, não entra aqui é é que muitas vezes o jogador não sabe, né? Isso é uma coisa que eu falo sobre teorias de RPG de forma geral, essas teorias da diversão. O MDA e as estéticas, né?
Que ele propõe é que o jogador mesmo, ele não sabe às vezes o que ele quer, ele sente que ele quer, Ah, eu adoro exploração, eu adoro, não sei o que, mas ninguém é esse sommelier todo que bota o RPG na boca e entende cada notinha, entendeu? Acaba que você meio que tem essa atitude de querer jogar, de querer experimentar aquilo EEO jogo ele meio que, pô, ele pode até não ser um jogo pra você, mas talvez não passe pra um canal tão claro, né? De que ele quer.
É, Ah, eu eu estou aqui para socializar e aí esse jogo não socializar tanto, talvez não seja tão claro. Então acaba que essa compra, né? Ela não passa por um canal, por mais que ela seja de fato exógena, né? Ela não passa por um canal tão racional e por uma construção tão clara do design do jogo em torno disso, né? Então, nesse ponto, a minha interpretação pessoal a respeito disso que é, é acho que é o que foi, o que eu trouxe para o ofens dentro da proposta de jogo que eu trago é que.
Eu prefiro colocar ali e falar, olha, esse jogo é disso aqui. Se você encontrar dentro desse jogo né? É Oo alguma coisa que te contemple e te deixe feliz de jogar, você vem jogar, senão aqui tá claro o que que é e você não dá nenhuma chance e muitas vezes a gente vai ver que gente vem jogar Oo jogo falando cara, vou ver do que que como é que funciona isso aqui? Vou testar, vamos ver com essa proposta e acaba descobrindo várias outras coisas, como por exemplo você for jogar Beer goten.
Falou, odeio mapear, odeio me localizar no mundo, não sei o que. Acabou que pô, tá lá fazendo mapa, tá se localizando no mundo e acabou havendo diversão nisso, né? Então acaba que existe um momento de compra do jogo, né? E que acaba que esses elementos endógenos acabam contemplando você numa vez que você nem sabia que você tinha, né? Que é curioso também. Eu eu tenho impressão que. A gente Oo que você traz que é é bem verdade de você a gente não ter essa noção completa de de
tudo que a gente gosta ou não. A gente não tem como inventariar tudo que a gente gosta ou não, a priore sem experimentar. Então a gente às vezes, muitas vezes observa esses elementos no vácuo pra você falar, Ah, isso aqui eu não gosto. Mas assim como numa receita, tem ingredientes que você adora numa receita e você vai odiar em outra.
Eu acho que isso é muito verdadeiro pro pro RPG, porque parte da experimentação só é possível de ser observada se os elementos estiverem compondo um Oo prato, né? Então aqui você vai resultar em algo harmonioso se você tem esse as. Essa essa camada é endógena, ela também. Ela for elaborada de uma forma em que você vai oferecer para jogadores dos mais diversos esses espaços de exploração dela.
É do do como jogo, né? Então eu tenho para mim que é eu, eu eu compreendo que esse isso não seja algo racional e nem consciente, mas que está dentro de 1/01/1. De uma camada de de percepção que a gente tem, que ela é relacional, né? Então a gente vai observar isso.
E aí, uma vez que ela as coisas se encaixem, você tem vai conseguir experienciar é. Então eu aprendi a gostar de mapear dentro de um contexto de jogo específico que eu achei que eu nunca IA conseguir fazer, que eu nunca consegui me dar bem, né? É mapear, fazer ata. EE depois até ter o meu próprio jogo, né? Tipo em que eu fui. Joguei essa mesma proposta do do Sky, né? Em que coloquei o pessoal pra mapearrua, tipo, fazia lista. Da guia rodas.
É guia 4 rodas. Então é é algo que você só tipo que isso é uma. É uma parada que eu acho que é bem importante dentro do dos jogos. Os elementos isolados dos jogos não, não, não dão a eles a forma. Que eles vão adotar quando eles estiverem do conjunto de uma de uma obra estruturada, né, é? Uma gestalt lúdica, né? O jogo ele vai para além. Ele é alguma coisa maior do que a soma do que a simples soma das suas partes, né? Eu concordo plenamente, cara.
E assim, você acha que esse contexto é tem a ver com o que ele chama de mundo ilusivo ou isso é só mais um elemento? Cara. Eu eu gosto demais de Como Ele É. Boa parte das minhas investigações e tudo mais vieram por conta desse de como ele foi estabelecendo esse o mundo ilusivo repertório e tudo mais, né? Tipo, toda minha, minhas viagens recentes sobre estética e tudo mais advém de dessa leitura que porque ele, inclusive ele puxa aqui o Scott mccloud, né?
No do do EOE os quadrinhos, né? É pra falar do processo de conclusão, então. A gente precisa de repertório para poder compartilhar a experiência do jogo, de RPGE esse repertório, ele ele precisa também estar em alguma forma compartilhável, né? A gente precisa estabelecer por meio da linguagem, uma ponte entre os jogadores, para que todos entendam. Quando O Mestre falar, olha ali,
há 11 ponte em estilo jônico. Se algum dos jogadores não entender isso, ele não vai, ele não vai conseguir acompanhar. É as informações contidas naquilo, né? O mundo, os mundos de de jogo. Eles são ilusivos porque eles são naturalmente lacunares, eles são naturalmente incompletos e a única forma de você ir completando e você ir parando certas é dessas lacunas. É por meio de investigação e por meio da descrição. É dialógica, né? Você conversando com os jogadores é que você vai é fazer
o mundo. Aparecer. E aí eu acho isso é uma parada que combina muito com com well fantasy, e eu acho que isso é uma parada que os RP GS, quando ele ele tá falando aqui de uma regra geral dos dos RPG, os mundos de RPG são elusivos, né? Quando você fala seu mundo não existe, você me ofende, é, é diretamente, mas é a realidade que tá nisso, é, você tem que construir esse repertório com a sua mesa, você vai. Poder ter algumas formas de
fazer isso. Uma delas é, vamos fazer isso por via lei da mesa em que nós estamos aqui, vocês. O papel do jogador é investigar e o papel do Messi é semimalista. Você oferece 11 jogo, que é Oo conhecer esse mundo, né? E você transforma isso num num
espaço de jogo. Ou você pode fazer como os mestres antigos, que é O Mestre que ficava descrevendo, ou ainda você tem muitos mestres que vão lá e mandam material de referência para os jogadores, falam, ó, leia isso aqui, peguei esse livro aqui, tem 800000 páginas de descrição sobre não sei o que lá vai jogar nesse mundo. Vocês precisam estar sabendo de tudo isso para poder jogar. Então por que que acontece isso? Porque é uma forma dos dos
mestres tentarem. Dos mestres, enfim, dos grupos de jogo tentarem se sobrepor ao problema que é o fato do mundo ser ilusivo. Mas não importa quantas 800000 páginas você leia na hora do jogo, o jogador fala, tá, mas tem uma Taverna aqui. Às vezes você olha e fala, porra, tipo, eu tenho 1000 mapas e eu não tenho mapa deste lugar em específico que eles estão, sabe? Ou então Oo mestre fala, porra, não tem, mas tipo.
Poderia ter, saca? Tipo, isso vai dar, vai dar um jogo legal, e aí isso vai partir para um outro, pra pra uma outra forma de você. O Mestre tem essa autonomia, né? Ele tem autonomia de fazer a definição de mundo ali, e ele pode conceder elas aos jogadores também, né? Mesmo nos jogos mais tradicionais.
Então, enfim, é o mundo elusivo ele é, ele é fascinante de pensar EEE, pensar e explorar como é. A partir dos jogos de Rolling play como um todo, porque mesmo naqueles que são mais virtuais e que tem componentes gráficos dados pra você mesmo, eles você precisa de uma espécie de repertório comum. Porque o jogador vai lá e fala que ele tá fazendo uma parada. Que OOOO?
Jogo não, não permite que ele tenha um emoji que faça isso, então o outro jogador vai ter que imaginar também e ele fazendo aquilo não é no tipo não está dado, então. Ele naturalmente é um jogo imaginativo, né? Oo mundo vai precisar desse diálogo. Ele vai precisar de um canal comum. É total. Ele coloca numa frase que eu acho que eu acho bem interessante.
É o seguinte, nenhum participante do processo pode entender o mundo de jogo por completo, uma vez que partes dele são inacessíveis, criadas por outros jogadores, mas nunca. Expressadas, vocalmente. E aqui tem uma questão muito interessante que você falou, por exemplo, da ponte do estilo jônico, né? Sei lá na coluna jônica, sei lá, lá tem uma coluna gigantesca ali no estilo jônico. Depende que o jogador entenda a sua referência em algum momento,
né? É, eu fico me perguntando, por que que é relevante você dizer que ela é uma coluna no estilo jônico, né? É, ou se não é melhor, ou se não é melhor, ou sei lá o porquê. Você não falou simplesmente que era uma coluna. E aí você deixou que cada um interpretasse aquilo no seu próprio espaço íntimo, a sua, a sua maneira. Porque me parece que o estilo dessa coluna, ela só vai ser relevante para o jogo, né? A partir do momento que aquilo for.
É, quer dizer, desculpa, aquilo só vai ser relevante a partir do momento que o que fizer a diferença no jogo, né? Então, por exemplo, se o jogador falar, cara, eu quero pegar uma corda e passar em volta dessa, dessa, dessa coluna, tem lugar ali onde o gancho pode agarrar. Aí talvez o estilo faça diferença. Aí você fala, bom.
Essa, essa, essa, esse Pilar, ele tem um formato assim, assado, porque é um estilo jônico, e aí o cara fala, Ah, então beleza, eu vou botar porque ela tem onde enganchar, mas não, ela é lisa no estilo Romano, não sei o que, não sei o que talvez não tenha onde agarrar, porque é pô, é lisinha, é circunferências assim e tal, aí, pô, não, não tem. E aí Oo estilo da coluna entrou em jogo, mas se os jogadores tivessem passado ao largo, talvez cada um tivesse
imaginado. Na sua forma, na sua cabeça, e o jogo IA continuar perfeitamente. Independente disso, né? E aí ele traz até uma coisa, uma frase aqui de egese subjetiva é tanto o produto primário do road play e objeto efêmero do valor estético. Isso pra mim, cara, é, é, é, é muito a lei da mesa que a gente trabalha aqui no café com dânjoo escarrado, né? É, é, é muito isso, cara. É, é. Qual é a relevância disso, né? Ele ao mesmo tempo é produto, mas é também objeto, né?
Ele é produto primeiro, mas é objeto efêmero, do valor estético. Então a gente ao mesmo tempo é é influenciado por uma, por um, por um mundo interno que a gente tem. A gente leva isso pro pro mundo de jogo, mas ao mesmo tempo, o mundo de jogo, ele dá relevância para coisas que tão em jogo, que tão naquele repertório coletivo, se não, talvez nem faça sentido, né? Ele não vira repertório lúdico, por assim dizer, né? É assim, eu vou fazer uma consideração aqui.
Existe uma questão de estilística dentro do do jogo que quando O Mestre está fazendo, está usando o seu poder de definição. Ele ele pode usar essa estilística para além do daquilo que é meramente funcional, né? Acho que dentro, por exemplo, de uma perspectiva do em que o jogo é, ele está determinando que o papel do mestre é como um papel minimalista. Ele. Ele ele gera um jogo específico, que é o da investigação. Eu acho que faz todo o sentido. O Mestre, tipo, dá um mínimo de
informação possível. Por outro lado, se o papel do mestre ali é é guiar um pouco o sentido do jogador, é oferecer para os jogadores um pouco do da sensação de estar no mundo. Às vezes é faz sentido você ter um pouco mais elaborado. Então um jogo mais cinematográfico é O Mestre fazer uma descrição mais, mais, digamos. É, é como que eu posso. É algo que chame mais atenção dos jogadores, que algo que possa fazer com que os jogadores se se sintam mais dentro do universo cinematográfico que
está sendo utilizado ali. Isso é um recurso, né? Aí tem uma funcionalidade, mas a funcionalidade não é uma funcionalidade dentro do do jogo ali, como sendo Oo engate pro desafio ou coisa assim. É esse recurso em que você está tentando fazer essa imersão. Do jogador no mundo de jogo.
Então pode haver uma funcionalidade que não é essa funcionalidade mais tipo, ambas são endógenas, ambas são são funcionalidades que estão ali para falar sobre a operacionalidade do jogo, mas uma delas é essa operacionalidade mais mecânica, porque está lidando diretamente com o os atos que os jogadores são possíveis aos jogadores, né? E a outra é esse frufru que tem como funcionalidade é. Trazer o jogador pro mundo de jogo, trazer essa tipo tem mess,
são viciados nisso. E aí óbvio que tem jogadores que não vão gostar disso e tem mess que que que por outro lado, os jogadores sentem que são muito secos. Então é vai muito do, do, do de como essa comunidade que vai, que toda mesa gera é vai lidar com isso, né? Tipo EE, aí tem, vai, vai ter você vai ter pessoas que vão ter preferência pro estilo e pro outro, e é natural, né? Mas é só é assim. Tipo, essa provocação é muito
boa. Eu gosto dela, tipo, você falar, mas por que que alguém vai lá e vai falar do do estilo jônico se não, não for 11? Necessidade é funcional e às vezes a gente faz coisas que não são por necessidade funcional, né? Os Marajó, quando vão fazer um vaso, eles não vão lá. EE falam, pô, tá bom esse vaso aqui de qualquer jeito, só sem nenhuma, nenhum desenho, sem nenhum arte, tá bom, eles vão lá e eles trabalham aquilo ali pra uma forma em que eles acham que tem a validade e que tipo.
Comunique coisas que eles queiram comunicar pra partir dali, né? Mais de 1000 episódios na primeira temporada, um podcast premiado por suas reflexões sobre o jogo, entrevistas e convidados em uma nova temporada com muito a oferecer a comunidade do RPG. Aventureiros? Numa busca por mais episódios na semana, te convidam a fazer parte do grupo de Telegram, participar de sorteios e enriquecer seu jogo. Esquente a água, moa os grãos e pegue os dados.
Apoia.se barra café com Dancing. Contamos com você. Agora tem uma coisa interessante aí. Tô eu tô fugindo um pouco até do que o do montala, mas nem tanto. Eu vou. Eu vou ancorar novamente, que é o seguinte, é curioso que quando você tem, quando você puxou a coisa do das informações a mais, da direção dos jogadores, você trouxe o cinema. E me parece que isso não
acontece à toa. A gente normalmente faz isso porque a gente traz o referencial do mestre a partir de 1/01/1, configuração de poder em que ele fica mais ativo e o jogador mais passivo, né? O Mestre, ele acaba sendo o cara que é responsável por trazer o jogador. E por que que o jogador não? Não traz O Mestre também, né? Então por que? Porque a gente começa a adotar uma composição de poder e a gente vai trazer essas estruturas de poder aqui no montola, né?
E por isso que eu acho que não, não, não sai. Tanto que é a gente entender por que que o nesse caso, O Mestre estaria trazendo o estilo pro jogo e o jogador não poderia. De repente o jogador tava imaginando de outra forma e quem sabe na cabeça do jogador não era uma solução estética. Ou uma solução, enfim, de lúdica, até que poderia ser mais legal para o jogo, para as pessoas ali que estão envolvidas, né? Mas como tem essa pessoa do
mestre que está propondo, né? É, é fica uma coisa mais ativa por parte do mestre, mais passiva por conta do jogador. E aí por isso que eu acho que você acaba trazendo do jeito de outro cinema como referência. E aí uma coisa curiosa dentro do RPG aqui ele é, ele traz essa síntese. Né, do espaço imaginário, né? O espaço imaginário ele acaba é sendo muito uma é, é, é não somente 11 síntese lúdica, mas
também sínteses pessoais, né? Aí, no caso íntimo de cada um, vai vai imaginar aquele mundo, a sua forma. E ainda assim o jogo continua, o que é um mistério com m maiúsculo, né? É ele, ele só precisa de alinhamento na esfera lúdica mesmo, fora isso, ele não precisa. E aí eu trago aqui a frase, né, Oo. Uso contínuo de poder interpretacional ocasionalmente leva a conflitos que ocorrem quando os participantes percebem que sua compreensão do mundo de jogo contradizem umas as outras, né?
E aí eu acho interessante que ele coloca isso junto de um de uma parte em que ele fala sobre o propósito do Ruy play. E sobre a resolução de conflitos? Na verdade, sobre a resolução de conflitos, mais que ele fala que O Mestre de jogo, as mecânicas de jogo são 2 dos métodos centrais criados especificamente com o intuito de evitar que o conflito se estabeleça em um nível de forma de modo a mantê lo e um nível de conteúdo de jogo, né?
E, enfim, ele fala que esses conflitos eventualmente chegam a escala social, que foi o que a gente. O que a gente trouxe ali atrás? E aí complementando, ele fala de um processo de arbitragem implícito, que acontece nessa, nessa nessa conversa, né, que vai construindo o mundo e um processo interativo, interativo de arbitragem pautado negociação e cooperação, ao invés de briga e disputa, né?
E aí você vê, né? Ele tá desenhando uma visão aqui que já começa a ser bem particular de role play a partir dele, né? A parte que eu mais gosto disso. É quando ele fala que até jogadores que estão com objetivos em jogo adversário, aliás, né? Então esses tempos estavam começando a mesa PVP, né? E tudo mais. É mesmo assim, os jogadores estão jogando de forma cooperativa, porque todos eles são responsáveis por criar esse mundo de ejético.
É uns pros outros e acho que isso eu acho bem bonito na real, porque é onde estabelece. Que o jogo ele é naturalmente cooperativo. Ele é 11 espaço de cocriação, né? É esses tempos em quando a gente estava conversando, é, eu falei muito de música, porque eu sinto, eu sinto muito que Oo jogo tem. Essa tem 11 Vibe de de jam, sabe? E que você você combina com seus amigos, fala, pô, que que a gente vai tocar, que que a gente vai fazer?
Né? E aí cada um pega o seu instrumento, cada um começa a fazer as suas viagens. EE tenta com aquilo criar um conjunto harmônico. É nesse caso, eu também sinto que aqui o dentro do RPG é existe muitos espaços. Eu tinha falado ali do do do cinema, mas poderia ser outras formas de arte dirigida, porque é isso. Eu tava pensando no mestre, como sendo esse, esse diretor, mas ele próprio aqui.
Ele quando ele vai falar desses caras de poder, ele coloca, né, que a geralmente fica na mão do mestre e tal. E mais pra baixo ele fala é, mas tem jogos que diluem um pouco isso, O Mestre oferece isso tudo mais é, eu concordo que é isso não não deva ser atribuição somente do mestre, exclusiva do mestre. Acho que, na verdade, os jogos podem oferecer tantas variações. Que você vai ter jogos em que O Mestre vai pode, que é mais ou menos a busca um pouco do ouro
fantasy, né? O Mestre é de cada posição de poder definidor do do mundo, anão ser no momento em que ele ser ele. A sua função é específica de mestre, né? Aquilo que é particular do mestre, seja acionado, que é o momento do do desafio, né? Acho que isso. É que é uma visão particular também, né, um recorte. Né? Não é. É tipo, é um jogo possível, né? Se você olha assim, tipo ele aqui, ele tá falando de ele. Ele cria 11 espaço de falar quais são os jogos de road play
impossíveis, né? EE aí ele fala, olha, tipo, a gente pode observar essa partir dessa, desse ponto. Quanto AAO compartilhamento do do jogo, né, do da diegese dentro do jogo. Ele coloca aqui que as ela precisa de verossimilhança, inteligibilidade e coerência, né? E vez ou outra, quando a gente está tendo 11 jogo, por vezes a gente tem que parar um pra pra realinhar alguma dessas coisas que ficaram de de fora, né?
Algum jogador falou, espera, não entendi o que está acontecendo, ou então tipo, Ah, é, me me parece que isso aqui não não condiz com o restante do jogo, né? Ou então, enfim. É, faz todo sentido quando a gente pensar que a gente precisa do mínimo disso, porque o jogo rode. Mas o que eu acho que é mais impressionante é que às vezes Oo jogo roda é com o mínimo mesmo assim, tipo, jogador não assim, sabe, não entendeu direito. A mesma coisa que o outro não tá, tá em outro universo.
E o jogo no final da sessão é tipo, a coisa aconteceu, aí você pergunta, e como que você imaginou aquela cena? E aí você vai ver e as pessoas estão pensando em coisas muito diferentes, porque. Oo repertório é diverso, né? E a linguagem? Ali, ela se estabeleceu como o mínimo denominador comum que possibilitou 2 interpretações vastamente diferentes, né? Acho que isso bem interessante, bem interessante. É, é EE, é muito. Eu acho que é uma coisa particular, né, desse tipo de
jogo, né? Então é, é isso. É muito, muito do que a gente pode buscar, né? É, é de onde esse tipo específico de jogo. Há as possibilidades que talvez em outras mídias, outros jogos, a gente não alcance, né? Então é, eu acho que Oo lance exploratório passa muito por aí, né? Então, a ofensas e outras iniciativas, a gente ou ou, sei lá, galera da forj, quando tava trabalhando com narrativa, né? Você vê algumas iniciativas que passam bastante por isso, né?
E aí, já que a gente tá falando de de estrutura, de poder, né, é. Aí que eu eu acho que ele bom, ele, ele toca novamente nessa questão dos dos poderes exógenos, endógenos e diagéticos que seguem a mesma estrutura dos das vontades, né? Do dos objetivos dos jogadores. Ele acho que não à toa ele ele segue com a mesma, com a mesma estrutura, é, mas acho que ele ele traz 111 ponto sobre sobre essas estruturas de poder, né? Que.
Também dialogam muito com a própria genese da RPG enquanto mídia e a própria tensão que isso traz. A gente pode ver isso até no elosift shift, né? Que é o livro que que que eu acho que é. É uma leitura muito importante No No meio da RPG aí do do John Peterson, né? Que trabalha a genese do RPGE, essas tensões na sua genese ali no primeiro capítulo. E ele traz esse essa questão do. Isso nas palavras do montola,
né? Ele ele enxerga ORPG entre o ludus formal e o pai e o pai dia do jogo, que é o jogo livre, né? Isso No No calo caloá calois, kelloá é que enfim, são 22 das definições dele, né? Mas que a gente vê o RPG ele lutando o tempo todo com com isso, né, que é esse o jogo formal e o jogo livre, né, que é o pai dia.
E é interessante a gente ver que de fato, sei lá, Oo RPG, ele passa pela pela sei lá, por essa, essa, essa tensão entre o geggers e o Harrison, o Harrison sendo o cara do jogo livre e o gaggers o cara da regra. A gente vê isso passando pelos War gamers, que trazem muitas regras específicas. E o pessoal da free Creed espel, que traz ali regras soltas e que OOOO unpire que decide, né? A gente vê O Mestre. Usando regra de ouro, que nem era regra de ouro, né?
Mas usando a Liberdade dele dizendo eu sou a regra. Em outros momentos, a gente vê o próprio RPG buscando é formas de mecanizar um pouco as coisas para garantir um pouco a agência dos jogadores por por canais que não passem pela vontade do mestre, né? Então a gente vê que é é. Ele começa a trazer isso para as estruturas de poder do jogo. Então ele ele coloca isso de um jeito muito inteligente aqui. No fundo, não é uma questão ali simplesmente lúdica, né?
É, quer dizer, é uma questão lúdica, mas é uma questão de poder, né? É, e aí ele, ele estratifica isso em poderes exógenos, endógenos e diagéticos, né? É, como é que você, como é que você enxerga isso aí, cara? Eu acho que uma coisa que é interessante em quando ele fala de poder é que para você jogar, você tem que aceitar a estrutura de poder do jogo. Existe uma sujeição voluntária?
Do indivíduo, do jogador. É a partir do momento que ele entra no círculo mágico e quando ele vai jogar o World plain, ele ele tem que falar, olha, o meu papel é esse e eu vou ter esses poderes delimitados a mim, aceitando os poderes delimitados aos outros participantes, né? É eu, assim, eu acho muito interessante que tem como teoria política, né? Você é, você vai ter isso também, né? Ecos disso no. Em discussões sobre o hobbes,
sobre Rousseau, sobre né? Tipo, a construção do estado é e aí a gente vê Oo microcosmo, disse. No RPG, tipo, como se ORPG fosse ali ele próprio. Essa uma dimensão é em que a gente se aparta da realidade e a gente aceita uma nova configuração dos poderes das pessoas envolvidas na mesa, né? É eu, eu, assim, isso você você tem, vai vai poder ver um pouco sobre isso. Até na discussão que o sobre a agência e a vontade de se sujeitar AA dentro da agência, No No inguen, né?
Quando ou ir nos suítes mesmo, né? Tipo, quando você fala a vontade de jogar e essa vontade de de jogar te coloca na posição de você falar, eu vou aceitar tais regras, mesmo que elas sejam impeditivas para que eu chegue ou ou dificultosas para que eu chegar no meu objetivo, né? Então. É acho que tipo, essa discussão em geral sobre como o poder se manifesta no jogo é bem interessante. E acho que é o que ele ele puxa
aqui, né? É, é um bom convite pro pro artigo pra pra quem quiser tiver interessado nisso. E em relação a como ele divide aqui, ele fala, o poder exógeno é o poder do participante de influenciar o jogo de o jogo de fora do jogo. O poder endógeno é o poder dado ao jogador pelas várias regras do jogo, e o poder diagético é o poder que o personagem em si tem. Então, aí muitas vezes você esse, essas restrições que o do que o personagem pode ou não fazer são quantitativas, né?
E aí é onde você vai ter esses temas em que é. Vão vão falar, olha, tipo, você tem mais 3 em fazer tal coisa, você tem mais 2 em fazer tal coisa, dá para você. Qualitativo, né? Você falar, olha, você é bom nisso, você é mau nisso, mas. Em geral, isso vai passar por uma na discussão ali por conta das das formas como o jogo, os jogos se manifestam, é com seus mecanismos e tudo mais. A boa parte das vezes isso vai em algum momento virar de de
novo. É algo quantitativo, para depois ser requalificado e afetar o mundo de jogo, né? Então surge como uma informação, é qualitativa às vezes, né? Tipo, ó, o cara é bom nisso, vira quantitativo, o cara é mais 3 nisso pra depois O Mestre falar, ó, beleza, você. Pode rolar isso aqui, coisa dessa forma, e aí quando você rolou, começa e fala, olha, então você conseguiu desferir o golpe de forma. É, é fantástica, né?
Ou então ele pode falar pro jogador, jogador, descreve aí como que foi o seu golpe maravilhoso. E enfim, é, é. Olha, olha a tensão aí, olha a tensão, porque eu eu entendo e eu concordo contigo, né? Mas eu entendo que tem 111, beleza, né? Nessa, nessa questão dele trazer o poder, né?
Não necessariamente. É ele trabalhar com assim, com figuras mais, sei lá, a regra, isso ou ele falar do poder, o desenho dos papéis, né, em jogo, porque porque me parece que quanto melhor desenhar do poder, né, quanto melhor, quanto mais claro, né, o papel de cada um, o espaço, né, de de agência ou no caso do mestre, né. Às vezes eu falo de arbitrariedade, né? Desenho de arbitrariedade bem
claro. É, me parece que a gente precisa, quanto mais claro isso, menos a gente precisa de certo de certas seguranças quantitativas, entende? Então isso me parece ser justamente 11 espectro, né? Uma tensão de fato. A gente vai ver algumas soluções caminhando mais para o quantitativo e quando precisam de mais segurança, né? Como a gente vê é, sei lá, o day
day antigo, né? Até faleço no episódio de mecânicas anterior, agora de que o day day antigo não tinha uma regra de de resolução de conflitos clara, né? Ela tinha, tinha algumas coisas meio incipient, mas uma mecânica não era claro para o jogador. O México decidia e por conta disso a gente viu uma insegurança. Então o que que foi construído ali é a ideia de que sempre há uma chance do jogador consigo, que ele quer. E como é que você resolve isso com jogando devinte, tirando
abaixo do seu tributo? Então você traz 11 solução quantitativa aqui, né? Meio que é meio que pra poder diminuir um pouco AO Fiat do mestre que tava. De uma forma, tirando e colocando. Mas isso aconteceu porque O Mestre tem um papel mal mal desenhado, né? Em em wellfantas, quando a gente começa a desenhar melhor o papel do mestre, a gente consegue ver que a gente pode abrir mão novamente dos testes de atributo e de outras soluções quantitativas, né?
EE partir mais para soluções qualitativas dentro desse desenho de poderes, então? E parece que que é um até mais do que um eixo simplesmente político. Acontecendo, mas esse eixo qualitativo também alguma dimensão aí dialoga com essa, com esse gráfico, por assim dizer, do poder, sabe? Tem uma quando você estava mencionando ali a que O Mestre e as mecânicas surgem como uma forma de é estabelecer um conflito de confinado, a forma do jogo, e não e sem sem deixar que ele extravase.
Eu me lembro de um exemplo que Oo vampiro dá. No acho que era da segunda edição ou primeira, não lembro em que ele fala que quando a gente está brincando de polícia e ladrão, e aí não é polícia e ladrão, mas é, enfim, é alguma coisa assim. E aí você tem 11 conflito entre os 2 participantes ali, Ah, eu encostei sim, o outro não, não encostou nada, tipo, aquilo ali não tem resolução, então não tem resolução, porque você tem 2 participantes com poder igual,
poder de definição igual. Os 2 são, sabe, tipo, quem vai vencer aquela disputa vai passar por outras camadas que não do jogo. Então são disputas, vai ser, vai ser resolvido numa camada exógena, né? Tipo, é quem é mais forte, quem fala mais alto, quem sabe tem um rapport com os outros participantes melhor. Então é dentro do dentro da do, do da brincadeira, você tem espaço para conflito em vários jogos.
E o RPG, tipo, como é um jogo fundamentado na imaginação, ele é, ele é muito propício para isso, né? Porque é isso, você fala. Tá tipo, e existe. Eu falei que é um jogo cooperativo e é cooperativo de verdade, né? Mesmo quando você tem agendas, é adversariais, mas existe 111 aspecto de certa competição e comparação, porque você vê, você tá olhando o personagem de outro jogador atuando no mundo e você fala, pô, por que que ele tá atuando melhor que eu? Por que que ele consegue fazer
tais coisas que eu não consigo? É isso? Isso é da natureza do do jogo social, né? Você observar as experiências de cada um ali e você verificar e falar. Medir, se medir ali. E quando isso acontece é também pode gerar conflito entre os 2 participantes. O Mestre está ali com um garante de que esse conflito seja atenuado, né? Tipo, as regras vão valer igual para os 2, os 2 vão estar ali, né? EE aí. Só que O Mestre foi ganhando esse poder.
Cada vez maior, né? Ao longo do e quando você chega no nos meus favoritos ali você tem a regra de ouro, que é as regras. O estado sou eu ali, né? EE, você vê que parece que é até um paralelo com o direito mesmo, né? Em que você vai tendo essa evolução é dos sistemas jurídicos e tudo mais, até que chega num ponto em que você fala não, a gente tem que começar a dar uma umas diretrizes pra esse poder.
Porque não obstante, né, no século 16, não obstante a fonte do poder seja divina, é melhor que a gente comece a colocar ali alguns entraves, né? Porque senão o cara vai fazer o que quisesse. Então, eu eu vejo que dentro do jogo, essas estruturas de poder, a forma como elas se manifestam também é, vai passar pela mecanização, tipo, vai vai passar por essa por orientação do sistema, né? Mas vai passar também pela relação do dos jogadores ali com
o sistema. Porque mesmo que o sistema tipo desenhe bem o papel, você tem um mestre que tem certas características sociais, certo? Tipo de influência, né? Dentro da camada de exógena dos jogadores, tipo, o jogo pode tentar ajudar, mas o jogo não vai resolver, né? Eu tenho uma frase que você costuma falar que é, você não pode esperar que um sistema consegue jogadores quebrados, né? E eu acho que muitas vezes o que
um grupo de jogo precisa. É de uma conversa, é de um estabelecimento, do que tipo o que que a gente vai fazer com essa experiência aqui que a gente espera dela e tudo mais, né? Porque a partir daí se delineia, porque às vezes o sistema, por mais que ele possa desenhar uma série de coisas, você não tem como desenhar, tipo, dentro das relações sociais possíveis, são muito, é que nem diversão, sabe?
Então você desenhar ali faz, faz um desenho bem feitinho do papel, mas mesmo isso não garante onde você o que você pode falar é recomendar para que os jogadores conversem. Né entre si? Começar um jogo e eles se estabeleçam ali o que que eles estão buscando. Agora tem 11, eu concordo. Acho que é, é, faz parte da tensão, né? Inclusive, agora é mostra que o fiel da balança é o quando ele fala de informação, né? Informação e poder, a relação disso e é, ele coloca.
Assim, é comum que um jogador não consiga não possa incorporar um elemento de jogo em sua diegese se. Ele não estiver consciente de sua existência, conforme mencionado acima e em loupony em montal a 2004, montal a 2003, nenhum participante de um RPG consegue ter acesso a tudo informação pra gente no jogo. Se a gente chegou até a falar ali em cima, né? Também.
Mas eu acho isso muito relevante, porque é isso também informa as diferentes camadas, tanto a exógena quanto a endógena, quanto a diagética, né? Então essa questão da informação, então, por exemplo, no well fantasy. Não basta só desenhar o papel do mestre, mas a gente precisa fazer com que O Mestre trabalhe com com transparência, né? A gente precisa.
Então a gente começa a trabalhar em alguns níveis diferentes, justamente essa questão da informação, da transparência, dos jogadores entenderem a relação lúdica da gente botar isso em pratos limpos e também, né? Passa por canais diagéticos, né? Aquela coisa da gente dizer que olha. O Mestre, ele pode ter a
preparação que ele quiser. Se ele não botar em jogo aquele elemento da ficção, aquilo não tá em jogo, então não tem como levar em conta então, 11 perigo precisa ser antecipado e outras boas práticas que a gente vê a partir disso. Então me parece que é é muito inteligente da parte do montola trazer a camada de informação pra dentro dessa desse diálogo
de poder, né? Inclusive ele fala, né, que isso pode ocaser na. Conflitos AA as diferentes interpretações, a partir das informações que foram dadas dentro do jogo, podem variavelmente, levar a conflito. E aí ele fala que é ainda assim o jogo pode funcionar mesmo com esses conflitos? O jogo não quebra por conta disso, porque é isso. Pode se resolver rapidamente ali com uma conversa, né? Ou esse conflito pode existir
não ser exatamente vocalizado. Do jogador ter interpretado numa coisa um outro, outro, que é o que eu tinha falado ali no começo, né, tipo? Que jogo segue o? Fg resiste, o RPG resiste a um a um, a um conflito com com uma resiliência que você não encontra muito, muito facilmente em outros jogos, né? Porque é um jogo de faz de contas que existe no diálogo entre as pessoas que estão
participando dali. E mesmo assim você pode ter interpretações, possíveis variáveis e você pode ter qualidades de informação e compreensão da informação variáveis e mesmo assim o jogo ser. Plenamente satisfatório pra todos os envolvidos, né? É muito comum, por exemplo, quando quando você fala disso, de conflito de repertório e tudo mais, quando você vai mestrar um jogo que se baseia em 11 IP, é já consolidada, né? Eu estava mestrando, estou mestrando aí Star Wars com o
Lucas e você? Tem gente que nunca viu Star Wars. Então eu tenho que estabelecer com dentro da mesa, tipo as pessoas que já viram e tem 11, conexão com o universo e tudo mais. Vez ou outra eu menciono alguma coisa. Ela vai ter uma apreensão específica, né? E diferente do que do de outros jogadores, que vão por vezes, às vezes isso vai se transformar em uma pergunta, às vezes não. Essa camada da informação do jogo, ela depende muito de
repertório. E esse repertório é uma coisa que é o que eu tinha falado ali no começo. Ou você é aceita esses repertórios diferentes e você vai trabalhando com eles a partir da lei da mesa, né? Ou então você tem que tipo contar que os jogadores vão ter o mesmo nível de interesse do mestre para ir atrás de tudo e saber de tudo que não, que é utópico na maior parte das vezes, né? Então eu gosto, eu gosto de como
a lei da mesa resolve isso. De e transforma AA exploração do mundo de jogo num jogo em si. E quando você tem aqui no montola e ele está falando das complexidades de, de da distribuição da informação, de como que essas estruturas influenciam o poder diferente dentro da das da participação de
cada participante na mesa, né? Tipo, você entender melhor muitas vezes permite que você é se organize melhor e pense melhor No No mundo de jogo é. Essas diferenças de de poder, elas podem estar matizadas tanto pelo papel do mestre quanto pela própria forma do mestre. Entregar isso pros jogadores e falar, e aí, que tipo, sabe o que que vocês querem fazer? Que é o que o elffantasy faz que eu, que eu algo particularmente eu gosto bastante, que é você ser minimalista, né?
É, eu comestei trema aí por 11, bom tempo, né? E vocês é tipo, eu tinha um estilo bem diferente do Diego, em que o Diego é muito minimalista, muito minimalista. Ele Oo estilo dele é esse tipo ele. Ele dá a descrição mínima e os jogadores que perguntem, né? É. E eu, ao longo do tempo, fui me adaptando a isso, porque é foi um processo, porque isso combinava muito melhor do que o meu estilo, mais descritivo, mais imersivo, que é o meu, meu estilo pessoal tradicional.
E aí ao longo desse processo, eu fui vendo que você consegue entregar até mais informação e mais imersão. Se o estilo de jogo combinar com aquilo, sabe? Esse estilo de jogo investigativo de de como que tá? Então assim, eu não precisava pedir para ninguém ler um Monte de coisa sobre tema. Os jogadores tinham interesse em saber, então eles, se eles são os interessados, eles que busquem a informação. Então é, existem formas de você lidar com Oo repertório de um jogo.
É que vão modificar, a partir das próprias estruturas de poder do jogo, a experiência que os jogadores vão ter. O que eu acho que é onde complicado é onde a gente vai passar para a próxima parte que está na personificação, né? Sim. Diz que você tem menos informação, menos qualidade de informação que os demais participantes. Como que você personifica melhor o seu personagem? Tem jogos que não se importam com isso e você fala, você é você só que tipo, você tá ali
dentro do mundo de jogo. Você tá só tomando decisões pelo que você sabe. É, e de outra forma, você tem jogos que vão falar, não, você não é você, você considere que você é o chapa tal que cresceu, né? Tipo o no fim a gente tem lá você não é Oo anão que cresceu numa sociedade tal e tem uma visão tal de elfos e blá blá, e como que é aí foi tipo, a sua personalidade está dentro desse contexto, como que você vai encaixar e blá blá? Ele fala que no primer, né? Ele está falando para negar
isso. Mas eles tem estilos de jogo que vão falar, vão incentivar você a isso. E aí, como lidar com essa diferença de informação? Eu acho que é uma complexidade. E a outra complexidade que eu vejo é que nesses jogozinhos que você é, não conhece, não tem repertório e você vai fazer investigação e tudo mais. Muitas vezes o jogador para e fala, mestre, eu saberia tal coisa. E eu acho que. Esse é um momento tipo decisivo pra mim, de de gestão da informação, de como lidar com isso, né?
Tem jogos que você fala investiga, aí campeão, você é você desse mundo. Então é você, tipo o elfo x, que você tá, que você tá interpretando e tudo mais. Ele até sabe essa informação, mas como que você vai fazer com que ele te diga? Sabe como que você vai fazer com que ele? Que isso aparece em jogo? E que isso aparece em jogo exato. Que isso vire repertório lúdico comum, né? Exato, exato. Cara, sobre isso, teve uma. Eu tenho um exemplo muito legal que a Nina jogou esses tempos.
É, é como é que era? Esqueci o nome do completo, mas é o ataque ao ao ethereum Express. É que é um jogo que o Lucas, que o Lucas Maia fez o design e tudo mais. E aí ela mestrou essa aventura. 2 semanas depois eu mestrei essa aventura e Ela Foi jogar, e aí eu até brinquei com ela que ela tava tendo que fazer o meta personagem de si mesma. Pra jogar a parada sem estragar é sem estragar a aventura pros outros tipo, pra manter a imersão do do, do resto dos participantes.
E aí ela falava, eu só é tipo, pra como que foi esse processo que eu IA? Depois? Eu entrevistei ela perguntar como que foi? E aí ela falou, é, eu só consegui usar essa informação se ela surgisse em jogo, então eu ficava o tempo inteiro esperando e eu não. E aí eu falei, mas você ficou tentando provocar pra essas informações aparecerem? E ela falou, não, porque aí eu senti que eu estaria direcionando. O jogo eu acho que é esse.
Isso coloca bem no limite algumas das questões que a gente tem sobre o método, sobre a personificação e tudo mais. Isso fica por um outro momento, mas é, enfim, é. Eu acho que é bem interessante como essa gestão de informação vai levar a formas diferentes de se personificar dentro do jogo de RPG, né? É, ele coloca aqui um personagem pode indicar um grupo de atributos quantitativos dentro de um conjunto de regras formal, uma representação do jogador.
No mundo de jogo, né? E aí, no caso, aqui é o proxy, né? A gente costuma dizer, né, ou o personagem pode ser uma pessoa fictícia no mundo de jogo, né? Então é a diferença entre você ser aquele cara do Caverna do Dragão, né, que é tipo, o Bob é o Bob, né, ele é o Bob no mundo de fora, ele entra na Caverna do Dragão e ele vai pro mundo de aventura com Bob, só que com tacape, né? Bárbaro. Né, quando ele sai, ele, se ele saísse, ele voltaria a ser o Bob.
É, e é diferente esse proxy, né? Você é tipo, isso é o personagem interface, por assim dizer, né? E obviamente, se você está numa interface com teu personagem num, sei lá, num pântano, obviamente essa interface vai trazer as qualidades do seu personagem, né, como um medium, né, dentro daquele pântano. Mas existe outra versão, né, de que? Você no o seu personagem, ele é um ente separado, né?
Ele é alguém que você tem que contemplar ali, mas que ele tem a própria, as próprias características, diferentes das suas, a própria autonomia, né? É e é um personagem que é 11. Ele diz aqui, né, 11 pessoa energética, né? Uma combinação de propriedades mentais, sociais e físicas, né? É muito bacana que ele ele traz uma discussão dentro do do de autores pós modernos aqui ele vai longe pra caramba, né?
Assim acho que é, é pra quem tiver interesse, é muito legal, mas dele falando que nós somos só informação, é, é uma parada aí até que é, é curiosa, né? Então esses personagens, eles têm uma existência própria como informação dentro desse universo que é informação, eles são incompletos porque o universo é incompleto. Enfim, é divertido de ler, é interessante de ver, eu não, não.
No No abdico por por essa teoria de Ah, como uma pessoa real, só que dentro do mundo ficcional, enfim, mas eu EEE nisso. Eu tenho uma é a gente quando você fala, né? Tipo, Ah, o personagem não existe e é, é fato, é óbvio que não existe, só que o jogo pra mim, quando você tá fazendo um jogo de representação, é você tentar fazer algo que é ineficiente, né? Então é você tentar deixar de ser um pouco de si e tentar ao máximo representar aquela
personalidade não existente, né? Então você tem a dar existência para ela dentro do mundo ficcional e o quanto melhor você performar ali, tipo, não, não necessariamente artisticamente, mas quanto mais você dever da cidade para a existência desse personagem, melhor você está fazendo, cumprindo seu papel como jogador. Ele aqui, ele ele coloca, ele faz 11 essa discussão e ele ele fala assim é que ele fala aqui, ó, primeiro vou botar aquele ponto do dos povos modernos ali.
A abordagem da identidade diegética essencialmente igual o
personagem a um jogador. Reivindicando que o jogador queria o personagem é fingir ser uma outra pessoa é, e depois ele expande aqui com dizer que o personagem é o jogador também significa que todos os personagens exibem um pensamento humano, mesmo quando o personagem é uma Pedra, uma árvore ou um elfo Ancião, ele é antropomorfizado para os propósitos de jogo, porque, é claro, o jogador é uma pessoa e ele está sempre antepomorfizando qualquer coisa que ele esteja
representando, porque ele parte de ser uma pessoa, um ser humano do nosso mundo, para elucubrar. Quais são as propriedades daquela outra coisa dentro do mundo do jogo, né?
É e aí, então essa abordagem também refuta a reivindicação de uma imersão perfeita em um personagem, uma vez que fingimento é uma atividade autoconsciente, que é o que você traz No No episódio sobre é quem me o seu ator, digo, é, a sua interpretação é uma farsa, não, não é esse o nome, enfim, é. Mas em que você o que você tá fazendo ali é um esforço autoconsciente, portanto, ele tá ele, ele é sempre uma ficção e você tá sempre produzindo ficção.
Então, da mesma forma como quando você tá escrevendo um texto ou ou fazendo qualquer, enfim, arte, você não tá, você tá não tá transformando a realidade em si, naquilo, né? O pintor não tá gerando uma maçã que ele tá pintando, ele tá representando ela dentro, comunicando uma maçã. Por meio de técnicas, né? E com a intencionalidade dele. E é da mesma forma um jogador, quando ele pega um personagem para para interpretar ou representar, ele usa.
Ele pode usar técnicas para melhor fazê lo alguns jogadores vão falar, tipo, isso aqui é acessório, é uma parte do jogo e portanto, eu não, às vezes eu não estou afim, sabe? Tipo, então. É, você pode optar em em em falar, vou representar nada. EE, eu mesmo que sou um grande fã de representação, em vários jogos que eu estou com o lilinha, eu me torno. O Daniel ali, sabe? Tipo, e eu trago as minhas características, porque às vezes o estilo de jogo me me me puxa, sabe?
É, você tem que tomar decisões estratégicas e tudo mais e isso de cativa e aí você falar, a lilinha dorme um pouco, que agora é hora de eu jogar, não brincar e por outro lado, você vai ter o tipo de jogador que vai falar, não o jogo. Tipo o meu objetivo com dentro do jogo, a camada. O objetivo exógeno que o jogador tem é esse de representar. E ele torce para que ele encontre esse espaço endógeno no jogo e onde ele possa explorar a diegese ali junto com seu o seu
constructo. E aí, nesse caso desse cara ali, ele tá fazendo esse esse esforço autoconsciente para o tempo inteiro ele pensar. Toda vez que ele vai tomar uma decisão, toda vez que ele vai falar, ele falou, beleza, eu sou eu, mas se eu fosse tal coisa, que que eu faria? E é óbvio que nem esse cara, nem no melhor momento dele, ele vai conseguir se isolar 100% de si, sabe? Nem o melhor ator do mundo que vive no método, né? Tipo, consegue se transformar. Eles tentam e esse esforço é o
jogo, né? Tipo pra dar, ao meu ver, esse pra esse tipo de jogador, né, então. É eu. Eu gosto demais de como que ele estrutura aqui, porque ele dá espaço pra, pra, pra ambas as a as visões de de jogo, né? E todo o in bitwin entre essas 2 coisas, né? Entre o você tem isso é uma, são os extremos, o proxy e o jogador hiper representado, teatral, artístico são 2 extremos. Você tem todo um in bitwin aí.
Que possibilita que os jogadores tomem decisões, tipo, em um momento pensando, olha, eu vou pensar a partir do meu personagem e em outro falando porra, tipo, beleza, meu personagem faria isso. Mas pelo jogo, pelo que a gente tá construindo aqui, acho que eu vou procurar esse outro objetivo, né? Que aí é do jogador e não do personagem. No mundo diagético tá tudo certo, pô. É, eu acho que são 2 insights que combinam muito com esse material. E um foi no naquele episódio do Philip K.
Dick, né? Que é o insight de que é você, você interpretar, né? Interpretar um personagem pressupõe metajogo, né? Ou seja, pressupõe essa esfera que ele coloca aí de essas esferas em é tanto a endógena quanto a exógena, né? Um caminho ali. E alcança a diegese, mas de forma geral, você trocando em miúdos, envolve, né, representação de personagem envolve você, envolve o metajogo. Por quê? Porque a agência é do jogador e
não do personagem, né? E a e a outra questão que eu acho interessante é que quando como você não tem um repertório do personagem pronto, né? No fim das contas de você, você perguntar. É, eu vou fazer o que ele faria, é um exercício, mas no fim das contas, é ele. Vai ser o que você decidiu, né? Então é, é é uma coisa que meio que não tem como fugir disso, porque, afinal de contas, você pode ter idealizado, mas a existência, né, desse personagem, ele acontece no lúdico, né?
No repertório lúdico, no que aparece pros outros, né? É, talvez no solo seja um pouco diferente, não sei como é que é. O solo acaba brincando muito com o espaço interno. EE, enfim, Oo espaço interno não tem, né? Não precisa expressão, né? Você, você, você sabe o que você tá pensando, o que você tá sentindo de forma geral. Né? É exatamente. Pessoal, né? A gente vai pra dentro. É, é. Mas de forma geral, me parece
que é isso, né? É No No fim das contas, você tá sempre construindo o seu personagem e a tua interpretação é que vai construir ele e não o contrário, né? Ele que vai construir a sua interpretação. Então é muito a ideia que você faz. Agora, se você pega um personagem, já existe o gandolf, Ah, eu estou jogando com o gandolf, né? E já é uma outra questão que já tem expectativas, né, de ficção que você vai guardar, mas é isso é muito complexo e muito rico.
EE, acho que as variedades de RPG e todas as variedades de jogo que compõem os jogos de de interpretação, né? É, vem muito daí também, mas é isso, cara. Eu acho que a gente pode ir concluindo por aqui, né? E fazer e dar uma amarrada final aqui com com uma, com um encerramento que ele traz dizendo que a coisa mais importante pra se entender é como abordagem ludológica pode ser utilizada para ampliar a compreensão dos RPGs? O intuito deste paper é classificar que se o romper, é
um jogo. Que tipo de jogo ele é? E se ele for observado sobre o prisma ludológico, quais reservas se deve ter? É interessante ele analisar pelo pelo ludológico, né? É mesmo trazendo tanto de egeses, né? Mas enfim. É, mas. Mas porque ele ele pensa que é o mundo de jogo, né? Tipo, na real, assim ele tá. O que ele tá falando é o que? A especificidade do RPG. Ele tá sobretudo nessa, em como o círculo mágico dele se dá.
E o círculo mágico, tipo, aqui não é um grid, não é um tipo, você pode jogar com essas coisas, você pode jogar com representações materiais, mas o jogo não está nisso. O jogo tá nessa, nesse, nesse círculo mágico que é efêmero e você precisa construir a torcida do diálogo, né? E é o que eu falei mesmo, um jogo que quando ele ele coloca aqui mesmo um jogo de larpe é o mundo se constrói a partir do diálogo e de certas, é concepções tem que ser coletivas, coletivamente acertadas.
E mesmo um jogo de em que você tem um mundo gráfico ali jogado para você. Se você vai jogar um jogo de Rolling plain ali, ele, esse Rolling plain necessariamente precisa que haja uma construção de um repertório comum em que você tenha que dialogar com as pessoas, essa dialogar o no sentido de. Estabelecer espaços comuns de entendimento, né? E permitir que todo mundo faça o que eu usei ali do Scott, uma cloud, né?
Faça conclusões a partir de elementos mínimos que cheguem mais ou menos no mesmo em pontos similares para que você possa dar continuidade ao jogo. Porque ninguém vai imaginar as coisas igual, né? Tipo, o lance da conclusão dele é, aqui você. Às vezes você mostra um smile, o smile. Ele tem elementos básicos que permitem que a gente imagine um rosto. A partir dos dados que a gente tem no nosso cérebro do que que é um rosto, mas cada um de nós, se você falar, pega o smile e
transforma num rosto. Cada um de nós vou fazer um outro rosto, um rosto individual. É se eu falo que você está interagindo com o npc, que tem cara de bobo. O cara de bobo pra você é uma coisa, pra mim é outra, né? Às vezes não vai ser a mesma pessoa. Você pode imaginar o Jim Carrey naquele filme doidão dele lá? E eu posso imaginar, sei lá, o nosso ex presidente, né? Tipo, sei lá.
E o jogo tá aí é esse tipo pra quando ele fala aqui de fazer essa análise ludológica do RPG, ele tá falando é, você tem. As mecânicas são de menos, porque elas são só um pedaço dessa, desse conjunto que tem uma porrada de regras tão invisíveis e não tão nos livros. Essas regras invisíveis, junto com essas mecânicas, vão ser. Interpretadas, vão ser avaliadas pelo grupo de jogo, vão ser discutidas pelo grupo de jogo. Muitas vezes elas não vão ser tipo feito.
Nada disso vai ser feito conscientemente. É simplesmente tipo, o grupo de jogo pega e constrói em cima daquilo ali. E o resultado da, do, dessa, dessa discussão é, vai gerar um jogo. Mas quando ele ele, o que ele tá falando é tipo. E o jogo está nisso, e não na regra em si. Não no livro morto ali e nem no grupo de jogo, tipo confabulando falando do tipo sabe do pós jogo? O momento do jogo é quando o círculo mágico está de pé.
E esse círculo mágico de pé vai possibilitar que os jogadores vivenciem o mundo de jogo fantástico que eles estão. Gerando é, é eu. Eu me senti muito moderno. Quando eu li isso, eu falei, pô, tô bem alinhado com esse cara aí. Me senti muito, muito moderno. Mas o principal é que eu acho que, cara, é é legal ver que existe existe pesquisa indo pra esse lado também, né? Esse lado que eu acho que é muito curioso dentro do RPG que é esse lado não formal, né? A gente tem muita formalidade,
né, na nas dos jogos. É por conta da do que a gente herda do videogame, né? E mesmo no videogame a gente pode ver que tem questões aí que são pouco formais, mas no RPG isso extravasa a 1000ª potência, então é ORPG. É feito muito por esses espaços, né? Informais e invisíveis aí. E quanto mais a gente puder estudar, EEE observar, né, o esse invisível do RPG, mas a
gente. Certamente vai entender a autonomia do RPG em relação a outros tipos de de jogo, a outras mídias e também onde ele dialoga. EE se aproveita, né? Então é isso, achei muito, muito legal esse texto, a gente já tá pra pra fazer esse esse episódio a muito tempo, né cara? É e é legal, é legal. Me sinto, me sinto bem, bem contemplado aqui No No em coisas que eu penso aqui dentro, às vezes discordando também que é natural no mundo pós moderno, né?
Cada um com seu freicotinho ali. Alguns mais, outros menos. Maneiro, Dani, conta pra galera aí, onde é que a galera joga contigo? Onde a galera te acha? Algum recado? No momento eu tô eu tô construindo aí o roba tumbas já tem. Tem uma página No No Instagram sobre isso. É um jogo de fantasia brasileira, 11 pegada old School, mas uma pegada muito mais forte de ficote pós moderno
meu. Eu repenso um pouco das das estruturas dos jogos clássicos e trago é as minhas próprias influências, os meus próprios interesses, né? É, tem Oo Instagram é arroba arroba tumbas mesmo e eu tô mestrando sombras em chadun, mas a gente já tá com as vagas estouradas, enfim, tem 2 sessões, mas dá pra ver no canal do próprio café com dange. Eu mestrei a última sessão e na
anterior o Lucas Maia mestrou. Vamos lá, tendo nossos 2 vídeos, quem quiser acompanhar aí OA vida dos jogadores nesse planeta cemitério é, é bom. Fica aí o convite. E no mais eu estou sempre estou na comunidade do café com d'angel Na Na comunidade do RPG 2 e estou sempre aí arranjando confusão e encrenca com todo mundo. É isso. Demorou, cara. Muito obrigado. Então. E vamos para o encerramento do episódio. Então é isso pessoal, muito obrigado você que ficou ouvindo
a gente até agora, né? Lembrando aí que você pode participar da nossa enquete e tudo mais. Eu vou deixar também os links citados no episódio, começando pelos links dos anúncios e dos avisos. Aí então o link para você comprar ingresso com desconto aí para critical skills, né? Para o evento da critical skills é sobre sobre saúde mental, jogos e tudo mais, né? E desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Então, se você quiser, você pode participar e utilizar.
O cupom é crítica ao café sem acento, que você consegue é 50% de desconto no preço do evento, sai tipo 50 BRL. Se você não tiver meia entrada, então vou deixar o link aqui pro simpla pra você clicar. Vou deixar também o link pra você participar da imersão à lura, né? Com o Google jamnai então 1111, parceria da da lura com. Com o Google, para você conseguir é ter 5 aulas aí com o certificado no fim, não precisa saber nada, é gratuito.
Então vale muito a pena ficar por dentro aí do das novidades do Google jam na e de como você trabalha efetivamente usando inteligências artificiais com exemplos, com coisas práticas. Então vale muito a pena. Vou deixar também aí o link para você jogar bergotten e o link para apoia esse bergotten agora que a gente está voltando com as agendas finalmente.
Né, vamos ter jogo de novo aqui, a quinta temporada voltando pra terminar e já pensar na sexta, então é isso aí, vamos, vamos voltando aí pro jazigo do vazio, que tal é? E também o link pro apoia esse pra você apoiar o café com dângel é também deixar os links mencionados no episódio aí o Gary Allen fine com seu estudo aí sobre RPG citado no episódio é o livro da Salem e zimmerman, né? O regras do jogo. É bjork e Rolo Pine, né?
E que a gente citou também No No artigo do montola e o Scott macloud, que são os trabalhos que o montola citou também deixar, né? Oo link pro pro, artigo traduzido pelo pelo Dani lá no blog do café com dângelo beleza, no mais, apoia o café com dângelo aí pra gente ajudar a gente a voltar. E 5 episódios semanais, já pensou? É muito conteúdo, a gente é capaz de fazer, porque na primeira temporada a gente entregou 1000 episódios saindo por dia.
Então, se você quiser que a gente volte a esse ritmo, considera apoiar o projeto aí lá em apoia.se barra café com dângel se você gostou especialmente do café de hoje, deixa uma gorjeta para gente, manda o seu Pix de qualquer valor para cafecomdangel@gmail.com a gente conta com você. Se você tem uma empresa ou uma marca que quer ter um dia na semana do café com dângel é, você pode financiar um episódio semanal aqui no podcast e fazer
a legenda. A Alegria da Márcia rpegista, que vai ficar muito contente com a sua marca e vai associar, obviamente um momento de prazer, né? E de introspecção sobre o hobby, a tua marca, o teu produto. Então contacta aí a gente em café, comdanjo@gmail.com que a gente tem uma proposta especial para você. Pode também consultar a gente sobre parcerias e anúncios. A gente trabalha com marcas de RPG, mas também de outros ramos aí, como cafés, alimentos, jogos, tecnologias, mídia,
bebidas, educação. Então fala aí. É, se você é um produtor de conteúdo, game design independente, acadêmico e quer contribuir com a gente de algum jeito, manda um e-mail pra gente. Aí que a gente troca uma ideia de como a gente pode colaborar, beleza? No mais, agradecer aí a galera que torna possível essa aventura, os nossos assinantes. Então obrigado ao pessoal que apoiou o incentivo, incluindo aí
o Douglas Luiz Mendes baiense. Valeu Douglas, valeu demais pelo ao pessoal do nível de apoio e comunidade, incluindo aí o Evaldo pontual, o Rafael Machado bardal. E o Diego Brandão de Paiva, um salve especial para os assinantes do nível RPG do ojô, dentre eles o Caio Palma Fernandes, o Felipe escostega, o Leo paixão, o Pedro Oliveira, o bizziner e o rudolfo helmutes e um abraço aos membros do
treinamento, ao fentes. E eles são, o Abílio Júnior, o César Machado, o Daniel Haidar, Diego cestito, Douglas bahense, Leo gasparotto, Mateus piqueira, Marcos Gonçalves é Rafael bardal, Bruno cobre, João bula Mac Gui providelo. E o Pablo Rodrigues Lima? Muito obrigado pelo apoio de vocês e por último aqui, mas não menos importante, pelo contrário, grande Thiago Augusto.
Valeu aí pela sua assinatura, top aqui, top tier no café com balbi, vale usar, sou meu amigo e vamos dar uma olhada nesses pbts aí que você tá criando. Um abraço e até a próxima.
