Lucro até o fim do mundo? O papel do mercado na crise climática - podcast episode cover

Lucro até o fim do mundo? O papel do mercado na crise climática

Oct 03, 20251 hr 49 minEp. 607
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Summary

O episódio aprofunda a discussão sobre o papel do setor privado na crise climática, expondo o contraste entre relatórios de sustentabilidade e a prática do greenwashing. Com a participação de Délcio Rodrigues do Instituto ClimaInfo, o debate explora os desafios de uma transição energética justa, a resistência de indústrias poluentes e a complexa relação entre lucro e um planeta sustentável. A conversa também aborda a ascensão de movimentos anticompromisso climático, a importância da ação política e as expectativas para a COP30.

Episode description

Entre relatórios de sustentabilidade pomposos e campanhas emocionantes estreladas por celebridades, o mercado adora se vestir de verde. Mas, na prática, qual é o real compromisso das empresas diante da crise climática? 

No Braincast de hoje, recebemos Délcio Rodrigues, físico e diretor do Instituto ClimaInfo, para uma conversa sem jargões sobre como o setor privado pode (e deve) ir além do greenwashing e assumir um papel central no enfrentamento da emergência climática.

Estamos falando novo modelo econômico mais justo e menos destrutivo: não existe lucro em um planeta colapsado. Então, como alinhar negócios e futuro? E será que a COP30 em Belém vai ser um ponto de virada — ou mais uma feira de marketing verde?

07:03 - Pauta
01:36:53 - QEAB

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Criação e Apresentação: Carlos Merigo
Edição: Gabriel Pimentel
Identidade Sonora: Nave, com Direção Artística de Oga Mendonça
Identidade Visual: Johnny Britto
Atendimento e Comercialização: Camila Mazza e Telma Zennaro

O2 Filmes
Direção de Arte: Tomás Di Spagna
Direção de Fotografia: Lais Lima (Tangerina)
Coordenação de produção e operador de áudio: Gabriel Paim
Operadora de câmera e Fotos Still: Isadora Santana (Zaza)

Transcript

Intro / Opening

Esse podcast é apresentado por Eu sou o Carlos Merigo, esse é o Braincast número 607, Bia Fiorotto. 607. Tudo bem? Tudo bem? Feliz de estar de volta. Tiago Vinícius e a Iago. Sempre bom estar com vocês, ainda mais hoje, que o episódio é pra definir a diferença entre clima e tempo. Isso aí. Temos gente importante pra convidar do Rio, aí eu achei bonito. Um anda bonito e o outro elegante, é isso? Muito obrigado, amiga. Imagina, tem gente importante na mesa, hein? Vocês se comportem.

É, se comporta. Isso aí. Gente, que LinkedIn você tem que scrollar, né? Não é só abertura. Isso, isso. Delcio Rodrigues. E aí, Delcio, tudo bem? Tudo bem. Você é físico e diretor do Instituto Clima Info. Isso, exatamente. Boa noite, prazer estar com vocês aqui. Quero me divertir um pouquinho também. Legal, é isso aí. Nessa pauta, é um sonho realizado. A gente vai se perguntar qual é o papel do mercado na crise climática, que tem muitos relatórios de sustentabilidade, pomposos e gigantes.

Tem campanhas emocionantes estreladas por celebridades. Você que esteve em Cannes, né? Nossa, o que tem de filme manifesto? Tá insustentável a sustentabilidade em Cannes. O mercado adora se vestir de verde, como o Iago Vinícius. Eu sou o mercado. É verdade. Mas na prática, qual é o compromisso real das empresas diante da crise climática? É o que a gente vai se perguntar aqui. O Delcio está inclusive aqui para nos ajudar.

para responder com uma conversa sem jargões sobre como o setor privado pode e deve ir além do famoso greenwashing, né? E assumir um papel central no enfrentamento da emergência climática. Estamos falando de um novo modelo... econômico mais justo e menos destrutivo porque afinal não existe lucro em um planeta colapsado se não tiver ninguém pra comprar você não consegue lucrar, certo? você não consegue pra Dubai gastar os seus milhões

Se não existir mais. Então é isso. Vamos perguntar aqui como alinhar negócios e futuro. Vamos falar também de COP30, que está chegando. Vai ser um ponto de virada ou mais uma feira de marketing verde? Meu. Ponto de interrogação. Fiquei sabendo. Antes dessa gravação, que tem um negócio na COP30 chamado Eco Árvore. Ah, tem. E aí? Tem.

Feita de metal. Gente, escuta, a árvore já não é… O que é mais eco de uma árvore? Eu vou dar primeiro pro especialista, mas é a favor ou contra? Porque eu tô começando contra. É verdade, eu não tenho nenhuma opinião. As suas opiniões são as minhas. É isso. Gente, assim, difícil de dizer. Os caras fizeram um concretão, uma praça concretada, e daí não tem sombra. Tipo em Angabaú, aqui em São Paulo. Não tem sombra. E daí fizeram umas estruturas, né? Com cara de árvore.

e pra colocar plantas que crescem rápido tipo trepadeira em cima e fazer uma sombra a ideia não é ruim pra fazer a sombra Seria muito melhor até mover algumas árvores grandes pra lá. Não é uma coisa impossível. Você já viu? Já vi. Caminhão carregando uma árvore zona. Pra fazer uma coisa como essa. Mas optaram por isso. Quer dizer, pra criar sombra. A invenção da árvore 2. É meio irônico, eu diria. É meio irônico. É pós-irônico, eu acho. Mas não é um absurdo total. Você podia fazer uma tenda.

Tá bom. Bom dia. Então pronto. Eu também acho que não é um absurdo, assim, mas tá bom. É esquisito. Muito bem. Mas antes… Mas antes… Lembrando que o Braincast só existe graças a você, que escuta e ouve. É a mesma coisa que escuta e vê, que ouve e vê, que assiste e... Ele não se escuta. É imersivo. E se você gosta mesmo do que a gente faz, então siga a gente nas redes sociais, arroba BraincastPod.

Instagram, Blue Sky, TikTok, todas elas. Deixe o seu joinha no nosso canal no YouTube, youtube.com.br que você assiste a gente, se inscreve no canal, certo? Porque... Como estávamos falando aqui antes de começar, a nossa grande audiência tá no áudio. É verdade. Eles são apaixonados por áudio. E tá no áudio também, né? No áudio. Tá no áudio. Querem ficar ouvindo a gente. Mas você pode também ver a gente no YouTube, tá bom?

Então vai lá, se inscreva no canal, dá o joinha. Deixar tocando enquanto tu faz faxina, pessoal. É o ideal. Isso aí. E se você é o marido de uma grande cantora famosa e você republicou um conteúdo inadequado sem querer, você sabe de quem você é. Do que eu tô falando.

República Nós, depois vocês fizeram. Eu não sei, tô por fora. Gente, vocês não seguem fofocar nenhuma, né? Não, não, não. Eu tenho que contar pra esse pessoal, eles não sabem. O que que é? Então conta pra mim também. Ele é a Gen Z da mesa. A Beyoncé brasileira?

Que é a cantora Isa Passou de novo por uma situação Lemonade na vida dela Sério? Ela criticou um negócio inadequado O jogador lá do Você republicou, quer dizer, você republica sem querer, você aperta lá, republica Tira o que você republicou errado e republica mais Que ninguém vai dar diferença. Vai dar a nossa audiência. Você vai ser promovido. Que a galera é promovida compartilhando mais. Acontece isso.

Pessoas contratadas. Já ouvi muitas histórias. Você pode publicar os cortes? Pode. Cortes que Bia Fiorotto faz de forma orgânica e sustentável. Eu faço, eu faço. Todos os cortes são embalados em embalagens rescladas. O mosteiro Bia Fiorotto com as monges beneditivas. Eu levo os cortes até o Instagram, né? Pra eles publicarem lá na empresa. Eu levo de bicicleta.

Né? Então, sem... Bia fiori no pão e vinho, né? Fiori no pão e vinho. Ah, depois dessa, Berigo. Muito bem. Você também pode ir além e fazer parte do nosso programa de assinaturas. Tem um botãozinho aí no YouTube, tornar-se... Lembro, você tem acesso a conteúdos exclusivos, como o Braincast Secreto, cada vez mais secreto, né? E cada vez menos Braincast. E também entra no nosso grupo no Telegram, onde você conversa com outros ouvintes e assistintes.

Do podcast. Exatamente. Certo? Certo. Ó, aqui a gente sabe que as ameaças estão em todos os lugares, né? Lá no gramado do prédio, na trilha da serra, na areia da praia e às vezes até dentro de casa. Por isso que eu fico com o Next Guard Spectra, que é o único tablete oral 4 em 1, com traçar nas pulgas, carrapatos e até vermes.

Você dá esse delicioso tablete aqui, ó, uma vez por mês, sabor carne, e é proteção pro pet curtir areia, grama, trilha o sofá e a família fica protegida. É liberdade com cuidado em qualquer cenário. Você tá vendo no videocast?

Pauta

Então aponta o seu celular aí para o QR Code que está aparecendo na tela para você ter até 20% de desconto na compra na Cobase usando o cupom 20NEXTGARD, tá? NextGuard Spectra é outro nível de proteção. E lembre-se, consulte sempre o seu médico veterinário de confiança. A gente já viu, a gente cobre bastante aqui no Braincast, no B9, várias empresas que adoram parecer verde, lançam seus relatórios ESG, comerciais emocionantes, influenciadores.

ambientes ecológicos. Mas eu queria entender se essas coisas de fato existem ou se é só uma ficção que a gente quer acreditar. Tem exemplos que você pode dizer? Tem gente fazendo direito? Tem gente tentando fazer direito, isso tem. É muito pouco, perto desse tsunami de relatórios ESG. Mas tem. É... Pode falar? Pode, né? Eu acho que um exemplo clássico no Brasil é a Natura. Ela tenta. Claro que não é perfeito. Ninguém nesse mundo é perfeito. Nesse mundo de empresarial...

nem no nosso mundo, certo? Tem vários defeitos, mas assim, é uma empresa que busca fazer as coisas dentro do que é possível pra ela. Por exemplo, tem um exemplo clássico que é bacana deles também, que é o seguinte. Eles compram óleos vegetais da Amazônia, certo? Então, o que eles foram aos poucos fazendo? Eles chegaram até as comunidades que são... coletoras das sementes que geram os óleos, ou...

do óleo da árvore e tal, e eles ajudaram essas comunidades, eles equiparam essas comunidades, eles colocaram máquinas nessas comunidades, quando não tinha energia, levaram algum jeito de energia para essas máquinas rodarem, de tal maneira que a comunidade entrega agora, o óleo já... processado pra eles. O que que acontece? Eles ficam com mais dinheiro. Eles avançaram no valor do produto.

através dessa ação. Então, ela tem várias coisas desse tipo e eu acho que o que mostra que é possível. Tem outras empresas que tentam também fazer isso, mas não é o que a gente vê na maioria. Não é mesmo o que a gente vê na maioria. E não tem como a gente... pessoas comuns fiscalizar. Saber o que está acontecendo. Eu lembro que saiu o ano passado aquela campanha da Apple que tinha a Mãe Natureza e eles falaram todas as ações que fizeram.

O comercial, muito bonito, né? Mas e aí? Como que eu fico sabendo que isso é? Cadê minha árvore? Essa história de plantar árvore quando se faz o clique? Ninguém não está plantando árvore. E aí você pegou, eu acho que o ponto mais importante dessa história toda. Na publicidade principalmente, essas ações de ESG viram uma coisa que não é mensurável. Você não mede, o consumidor não sabe se aconteceu mesmo, não aconteceu. E outra coisa que para mim é importante.

você não tem padrão de comparação. Eu faço uma coisinha qualquer bonitinha. Pode ser que ela seja bonitinha mesmo. Legal. Mas eu faço tantas outras coisas. Então ela, comparado com tudo o que eu faço, como é que é isso? Apaga. Apaga, neutraliza. Apaga, neutraliza, ou avança na questão, naquilo que eu impacto mais. Não dá pra saber. Não tem como saber. para o consumidor. Eu sempre vejo isso, alguém está fiscalizando.

Alguém tá vendo. Maria Silva, tá na sua mão. Ô Igor, tantos anos de indústria vital. Eu gosto de acreditar. Tem algumas fiscalizações, mas elas não se aplicam nessas propostas de sustentabilidade. porque isso até as próprias empresas dizem, é além da lei a lei me obriga a fazer isso, só que quem fiscaliza tem fiscal

pra lei. Também não é perfeito. Não tem fiscal pra tudo. Nem pra todas as empresas. Mas se fiscaliza uma coisa ou outra e tal. E tem mecanismo de fiscalização. Mas aquilo que é voluntário, quem vai fiscalizar? Então, às vezes, você... uma associação ou uma terceira parte para fiscalizar. Então, por exemplo, um selo de comida orgânica. Então, IBP, você tem alguns... algumas entidades que são, assim, como eu diria, são sóbrias, são respeitáveis e tal, e elas fazem, elas dão o cedo pra você.

Então se você é uma produtora orgânica, você chama eles até ali, a sua produção, eles olham tudo... todo o seu esquema, se você faz direitinho. Uma devassa em tudo. Te devassa. E daí, se você passa, te dão um selo. E você pode aplicar o selo no seu produto. Essa é a melhor maneira do consumidor saber o que está acontecendo com aquele produto. Só que isso...

Primeiro, o consumidor tem que saber que aquele selo é relevante. É relevante. É de uma empresa, é de uma terceira parte responsável. Difícil saber também. Então, assim, só quando a gente é muito... focado numa coisa, quase o... freak da coisa, é que você vai entender que esse ser é legal, aquele ser não é tanto. Entendeu? E eu posso seguir esse pessoal aqui, porque esse pessoal aqui tá carimbado pra uma terceira parte.

que diz que eu sou legal. Mas isso acontece nos mundos orgânicos, por exemplo. Mas acontece em poucas outras coisas. Então a maioria das declarações que você vê por aí, elas são... não misturar, às vezes não verificar, às vezes o consumidor não tem a menor ideia de se aquilo é real ou não. E ainda, pra mim, o pior, eu não sei...

Em comparação com o resto das coisas que a empresa faz, o que significa aquela ação. Então, essa empresa aqui, eu sou super legal. Eu compensei as minhas emissões de não sei o que lá, de carbono, plantando árvores. Eu plantei X mil árvores. Bom, primeiro não sei se plantou mesmo.

plantou, né? As árvores estão na sala conosco? É, nós estamos aqui. Tem só plantinha ali, mas agora tem uma árvore. Coitada, tá tristinha. É, tá bem tristinha. Mas assim... Comenta que elas são lindas, elas não sabem. Além de não saber Mas assim, qual é a questão que eu acho que é o pior de tudo? Essa empresa pode estar...

contratando trabalho escravo. Pode estar muito mais frequentemente do que a gente fazia. Nem um pouquinho preocupada com a cadeia inteira de suprimento dela. Ela não sabe o que os fornecedores dela estão... fazendo. E, às vezes, a maior parte do problema é estar no fornecedor, certo? Sim. A indústria do carro, por exemplo, compra equipamentos e pedaços de carro, autopeças e tal, de algumas empresas e tal. Então...

Até aí ela conhece a empresa. Mas quem forneceu para essa empresa? Sim. Do qual ela comprou. E o que forneceu daquela empresa que ela comprou? E daí você vai chegar onde? Na mineração. Na mineração. E daí você... Desculpa gente, você só vai perder. Então é o famoso, é muito difícil o consumo consciente no capitalismo. Completamente.

Agora, eu tenho uma coisa... Eu não ia falar impossível, mas eu não... Você quer deixar um fiozinho de esperança? É! Possível e consigo, já rola. Um consumo lacaneando no capitalismo. Já acontece, já é possível. Eu quero saber uma coisa. Estamos vivendo... as primeiras terríveis consequências diárias de crise climática.

40 graus num dia, tufão no outro. 2 graus no outro. 2 graus no outro. O nariz sangrando todo dia. Minha saúde mental não existe buraco. Isso não é verdade. Você não viu lá? Falaram que era tudo mentira. É tudo isso. esse rapaz é e aí enfim não existe mais o que dizer, já está acontecendo a gente está vivendo, coisas estão acontecendo o café vai ficar caro, nunca mais vai ter banana e que é uma coisa que muita gente ainda não

acho que é só pra frente, né? Não acredita. Eu já vou ter morrido, né? Tá morrendo agora, minha filha? Futuras gerações. Isso posto. Como é que pode, nesse momento que a gente tá vivendo, ESG... E ações de natureza e sustentabilidade saírem de moto. As empresas fazendo de solução de núcleos de ESG. e depois a gente vê essa história aí. Tivemos essa fase com todo mundo. O que é isso? Por que a gente... Negação? O que está acontecendo? Pode falar. Está acontecendo uma ascensão.

pesada do movimento fascista internacional. Trump é o baluato dessa história. E esse movimento não vem sozinho. Ele não é só uma coisa política. Ele é uma coisa que é uma conexão com o mundo empresarial. Qual é a força que está por trás disso? É a força retrógrada. É o petróleo, é o carvão, é o gás natural, é esse pessoal que está bancando o Trump e bancando outros desse tipo. Então, assim... O que a gente viu? A gente viu de 2000 pra cá uma ascensão dessas...

no começo desse século, né, pra cá. Uma sensação dessas coisas que agora você chama de woke, né? Sou eu, né? Eu não existia antes de... No 2000, agora... É verdade, você foi inventado por Antônio... todas essas ações, elas tinham o pêndulo, como a gente fala a política estava indo em uma certa direção quer dizer, o que era isso?

Pós-queda do Muro de Berlim, a história do fim da União Soviética, o Muro Multipolar, você tinha uma esperança no inconsciente coletivo global, eu diria assim, que as coisas estavam mudando. E isso... provocou, na verdade, um movimento que incorporou o que a gente chama das lutas identitárias. Quer dizer, a luta pela presença da mulher no mercado de trabalho com mais presença e com mais... decisão. Poder e cargos mais altos. Exato.

todo um trabalho de compensação também pelo histórico do que o Brasil fez com os negros, etc. Você tinha uma série de coisas acontecendo no Brasil e fora do Brasil. Só que daí parece que foi um nome demais. Metalúrgico na presidência também não dá. Daí você tem forças que começam primeiro a se sentir ameaçadas, tá certo? Outros que começam a ficar muito incomodados. Que povo é essa de ser transgênico?

Transgênero. Transgênero. Transgênero que eles gostam. Na novela da Globo. Que história é essa? Então essa coisa começa a pesar um pouco pro mundo mais conservador e reacionar. Ao mesmo tempo, daí tem a força do capital, quer dizer, você tem empresas e indústrias instaladas com grande poder... que estão percebendo que outras indústrias, outros setores industriais que competem com eles de alguma forma, estão ganhando espaço. Então é...

Panela solar, gerador eólico, bateria, carro elétrico chinês, etc. Essas coisas também vão assim, isso aqui ameaça ou pode ameaçar no futuro. Hoje em dia é o meu negócio. Porque a tecnologia está estabelecida que ela existe. A gente tem tecnologia para... A gente existe tecnologia no mundo hoje.

Estou completamente disponível de prateleira para resolver os problemas que a gente tem em termos de emissão de carbono, que é o principal problema do aquecimento global e das mudanças climáticas. É uma questão de querer? É uma questão de você continuar... É uma disputa política, Bia.

não incentivar o uso para você ficar no que está ultrapassado quando você fala a questão de querer parece que a gente está falando do meu querer do seu querer o querer que é assim essa junta de empresários políticos e tudo mais, decidir sabe assim, o dia que a gente decidir que não vai mais ter fome no mundo

Tá decidido, tá ligado? É isso que eu quero dizer de questão de querer, tá ligado? Não, se a gente tivesse força suficiente pra juntar, por exemplo, a sociedade global. Tem uma pesquisa que foi feita no ano passado que mostra que... 89% da população global quer uma ação climática mais forte. 89%. É, gente. Ou a gente fica feliz quando uma pesquisa dá que o nosso produto é 51%. Isso, é. O cara é 89%, cara. Entendeu? De gente que...

Mas isso é uma boa notícia. É uma ótima notícia. Porque o sentimento, às vezes, é que tem muito mais gente contra ou desacreditando do que isso. A questão é a seguinte, é que é muito vaga essa afirmação. Eu quero ação climática mais forte. Sim.

Quando eu falo da ação climática que poderia ser feita, o cara, epa, isso aí pisou no meu carro. Isso aí você também não tá sendo muito extremista, não, gente? É, é um pouco demais. Não é só plantar árvore? É. Eu cliquei lá cinco vezes e plantei cinco. Pois é. Então, mas se a gente conseguir juntar essa pessoa...

com um pouco mais de clareza do que significa ser a favor da ação climática. Junto com um poder econômico que está indo nessa direção também, quer dizer, esse pessoal que está investindo em carro elétrico, bateria elétrica, transporte elétrico, aviação não sei das quantas, combustível sustentável de aviação. Tem várias coisas acontecendo em termos tecnológicos e também industriais. A gente teria força para mudar. Esse querer que eu tinha que juntar todo mundo. Agora, ao mesmo tempo, você tem...

vamos voltar para a história do Trump, o Trump recebeu uma doação multimilionária, certo? Quase bilionária, do pessoal que produz o petróleo dos Estados Unidos para a campanha dele. Certo. Deve ter que pagar, né? A hora que você junta...

Então você tem uma força contrária também, certo? E essa força contrária é muito poderosa, porque junta... Imagina todas as petroleiras do mundo. Imagina a automobilística do mundo, todo mundo junto. Ah, não quero mudar isso aqui. Porque são a gente que não dá pra gente...

Tocar com eles, assim. Pra gente fazer um trabalho realmente sustentável, essa turma a gente vai ter que realmente mudar muito a forma que eles funcionam. Exatamente. E vocês não vão abrir mão, porque vai ficar muito mais caro pra eles. Esse é o pessoal que vai sofrer mesmo na carne.

Esse é um pessoal que vai ser negativado. Mas só que esse pessoal é poderoso. Então, quando você futuca, você pode esperar que ele vai escutar você. E eles sabem muito bem convencer as pessoas de que não vão mexer nisso aqui não, porque é bom pra nós. Então, assim... Imagina essa loucura toda que a gente está comentando, que é uma disputa. É uma disputa, gente. É política econômica. Isso se dá entre países também.

Porque tem países que investiram mais nas indústrias que a gente chama de Sáculo XXI, né? E tem países que dependem da indústria antiga. Pega o Kuwait, o Emirados Árabes Unidos, Árabas Sauditas, Venezuela. Esse pessoal depende... Depende do petróleo, senão a economia não existe. Então eles vão ser forças retrógradas nesse processo. Então o embate que a gente tem hoje é esse. É uma economia nascente.

versus uma economia estabelecida que é baseada em produtos, em atividades que são muito agressivas ao meio ambiente, mas que estão estabelecidas e com muita força. Então a luta nas negociações climáticas acontece entre empresas, entre países, entre ideias. Nós precisamos de uma transição. do tipo de produção da economia que a gente vive, da produção que a gente tem só que tem vários lados nesse jogo se é difícil

juntar uma torcida, sei lá, e concordar no que fazer. Imagina todos os técnicos de futebol do Brasil, juntos, tentando derrubar o Cazares. Desculpa, me impassei. Dá uma força pro Palmeiras, esqueci ele. Não! Tem uma questão geopolítica também, né? Porque teve a semana do clima agora, né? Em Nova York, junto com a...

Com a Assembleia Geral da ONU. Exatamente. E pelo que eu vejo, a China está muito presente, né? Eles, inclusive, com a questão tecnológica, apresentando resultados enquanto os Estados Unidos saiu. Por que a China tem essa participação? A China é uma coisa, um país muito interessante, se você olhar bem. Tem uma coisa que a gente tem que entender da China, que é o seguinte, a China tem uma...

um plano de país que ele vai revisando periodicamente, etc e tal. E quando eles apontam que vai pra lá, vai pra lá. Porque é um país também que tem partido único, um governo que consegue, né? Não tem essa coisa que... Não tem essa democracia. Vem um dominável, depois vem o outro Lula, etc. Não é por aí. É você... Então o que é? É um investimento de longuíssimo prazo. A principal meta é tirar os chineses da pobreza, mas para isso...

uma série de passos. Eles começaram imitando muito mal e porcamente coisinhas que os outros fizeram, se especializaram em fazer bugiganga, começaram a melhorar as bugigangas deles. chegaram a um ponto que eles estavam copiando o carro, lembra? Copiavam o carro, copiavam, o cara escaneava o carro, ou quase igual, só pra disfarçar. E aos poucos, eles chegaram no domínio tecnológico...

absolutamente impressionante em alguns setores. Eles não têm um domínio de tudo. Por exemplo, a aviação, eles estão atrás dos Estados Unidos e talvez até um pouco do Brasil, em certos aspectos. A Embraer é poderosa. Mas em outros setores não tem mais quem compita com eles. O desenho de chips os mais avançados, os mais minúsculos, etc e tal, eles não fazem.

Mas eles estão chegando lá. Eles fazem os outros chips que... Qualquer chip de celular eles fazem. Mas um chip assim mais avançado, IA e tal, eles não chegam lá ainda. Mas eles têm essa... Eu vou pra lá. E vai indo, e vai indo, e vai indo. E a definição deles... também passou por uma questão muito importante na China, que é gente demais, certo? Gente pra caramba. É o país mais poluente. Ela super poluído, porque usava...

Usava tecnologia antiga, caminhões fumacentos, termoelétricas, energia elétrica. E uma galera, né? No geral, essa galera já... Pequim tinha plano de saúde pública pauleira. Então, assim, uma das coisas que eles perceberam é que não dava pra continuar desse jeito. Temos saúde pública mesmo. Então, a gente tem que se afastar dessa indústria mais suja. E daí eles começaram a fazer coisas boas e coisas ruins. Por exemplo, eles passaram a indústria mais suja para o Vietnã.

Ah, não faz mais aqui não, faz lá. Mas também começaram a investir em tecnologia... na direção de limpar mesmo a história. Eles ainda são um bicho contraditório, cara. Assim, eles ao mesmo tempo têm o maior consumo de carvão do mundo, ou seja, eles poluem pra caramba em termos climáticos, ao mesmo tempo eles têm liderança total.

na eletrificação dos transportes. Que é o caminho que a gente acredita que é o melhor caminho pra se livrar da poluição pro petróleo, carvão e tal, que é você eletrificar tudo. E daí você gerar energia elétrica a partir solar, eólico, etc e tal. E conseguir tirar o petróleo, tirar o carvão, etc. Então, é por isso. É um investimento de longo prazo num país...

Que alguns chamam de autoritários. Eles questionam isso. Eles entendem de outro jeito. E tem uma direção. E que está apostando nela há mais de 40 anos. Agora, costurando um pouco... Eu ia falar você que é um estudioso. Eu vou falar. Isso, nos estudos. Não, mas antes de entrar nos estudos, considerando com o que você trouxe aqui, tem um pouco a ver com a primeira questão que eu tinha pra trazer.

Que é, a gente tá falando aqui de China e tal, e a China tem um negócio que a gente, na minha religião, a gente chama de... Que é a pessoa que faz o bem e faz o mal ao mesmo tempo, né? Porque é, eu tenho um bilhão de pessoas, então eu vou postar pra tudo quanto é lado, de onde vier, a coisa vai sair de algum lugar. Então, ó...

Eu vou bem na parte industrializada, mas lá tem os Estados Unidos que são maiores que eu, então eu não vou conseguir ganhar lá. Eu vou investir na economia verde que eu consigo entrar ao mesmo tempo. Que é uma coisa que o Brasil tenta fazer e vai muito mal de fazer isso, que é tentar equilibrar os dois polos e não dá pra você ter... Mas...

Em 2020, 2020 pra mim é um marco porque foi quando eu entrei no B9, no pré-pandemia ali, era a era do propósito. Então todas as marcas tinham... Menina, a gente tava... Foi em 2019! Não, foi lá que virou. Foi? Foi, foi. Não, mas é porque em 2020, nesse pré-pandemia, era do propósito.

Então tudo que a gente fazia de pauta era que as marcas é propósito. Todas. O público é a mesma coisa que você trouxe da pesquisa. O público quer propósito. O público só conta em marca que acredita que vai salvar o mundo, que não sei o que, blá, blá, blá. Manualzinho de relações públicas. Exato, exato. Todo negócio...

e todo mundo plantou a árvore, todo mundo salvou, todo mundo... Tem uma cena da série da Netflix, Samantha. Nossa! E tem uma hora que ela pega e fala assim, daqui que eu vou salvar a porra da Amazônia agora. Então era esse bom, essa efervescência. Veio a pandemia, deu o xabu que deu, tudo aconteceu, a gente lembra. E aí veio o meia-culpa das marcas envergonhadas, tipo, gente, nós tentamos, fizemos tudo pelo propósito, mas não rolou, não deu certo.

Não deu certo porque vocês não compraram. Não deu certo porque vocês não gostavam tanto quanto vocês falavam que vocês gostavam. A culpa é de vocês. Vocês não engajaram. E outra. E aí tem um terceiro ponto que é mais envergonhado e mais discreto, mas que é a gente não soube fazer.

Tem uma vez que eu tava, quando eu tava no meu lado ainda, eu fui fazer uma situação com a Juvalauer lá no Mamilos. Fazer uma situação. Uma situação. E a gente ia falar uma coisa de... Eu vou falar uma situação porque eu não lembro nem o que era. Mas é um negócio que ia falar de alimentos orgânicos. E aí ela foi ver a ficha técnica e viu que a validade dos produtos era menor. E ela veio fazer essa pergunta, mas por que é menor?

E aí a marca começou, não, mas é porque a gente tava trabalhando com a tecnologia pra aumentar a validade. Ela falou, ei, ei, ei, relaxa. Calma, volta na terra. Eu não tô te cobrando, eu só quero saber por que é menor, só me explica. Eu não quero que você... Esse problema Se essa é a condição do alimento orgânico Eu quero só que você me explique que é essa condição Que aí eu vou comunicar isso também Tem menos preservantes Eu acho que...

Não deveria ter. Não deveria ter metanol também no meu negocinho. Nem um pouquinho. Mas tudo bem. Um drama de cada vez. Semana que vem vamos falar disso aí. Mas acho que tem uma dimensão de falta de informação e ainda nem desinformação.

informação mesmo, é uma falta de informação no sentido de, eu sei que tá tudo cagado, eu sei que tá tudo uma desgraça, eu só não sei, falando como se fosse marcas, vai, vamos que eu sou o mercado. Eu só não sei como fazer isso de uma forma que eu... consiga operar, ser realmente sustentável.

E eu ainda sobreviver, e eu ainda ter funcionários, eu ainda ter equipe, eu ainda ter produto, eu ainda entregar coisas na prateleira, sem as pessoas pagarem mais caro. E aí, como eu não sei, isso me dá muito estresse, e tem uma veia mais alternativa, porque tem um cara lá na UNO...

falando, gente, esqueça a crise climática e vamos seguir o barco. É mais fácil ir com ele? Eu vou com ele, porque eu não tenho como entregar isso que vocês estão me pedindo agora. Quando eu tiver como, eu faço. Eu acho que realmente tem um problema de falta de educação séria, porque eu acho que tem um problema de falta de...

Divisão de mundo, assim. Uma coisa meio do OUI, né? Que o OUI, por exemplo, a gente tá indo pra isso, mas a gente não fala pra onde a gente pode ir que não seja isso. É... E fragmentado, né, amigo? Posso falar uma coisa sobre esse negócio? É... É muito difícil mesmo. Certo? Quer dizer, frente à crise que a gente está vivendo,

Certo? Quer dizer, que essa crise também tem várias... A crise ambiental, não é só ambiental, social, etc. Mas, olhando só para o ambiente, ela tem vários aspectos. A gente está consumindo mais... tudo do que a terra consegue reciclar. Então, a gente usa mais fósforo do que você consegue encontrar. Você usa, em termos de fertilizante, você usa mais potássio do que é sustentável. Você está explorando...

mais a natureza como pesca, madeira, do que ela consegue se repor. E a gente já tem muito menos do que a gente tinha. Exato. A nossa poupança está diminuindo. tá certo? A gente tá consumindo a poupança. Então, assim, frente a essa crise, e tudo que você levantou em termos climáticos, tá tudo junto, tá certo? Quer dizer, vem a história do Rio Grande do Sul.

Estádio alagado. Vem aí dois anos seguidos de seca na Amazônia, absolutamente absurda que secou, a ponto do Rio Solimões e o Amazonas ficarem menorzinhos. Uma coisa assim, impressionante. Aí tem Paquistão, já é o segundo ano. Que o Paquistão tem 30% da sua... 30% da área de um país alagado. Você pode imaginar isso? Não, porque meu país é seco. Eu não sei mais, né? Tipo... Não, então, não, sim, mas... Sabe? Aham.

Como é que o país se vira frente a isso? Moçambique está sofrendo tragédias de tipo tufão, chuvas, inundações, o tempo todo. E desertificação do Nordeste. Então, frente a essa coisa toda, a mudança que a gente tem que fazer é muito profunda. Ela é muito profunda. Então, ela dificilmente vai acontecer no nível de uma empresa.

Você percebe? A gente tem um projeto humano, um projeto de sobrevivência da espécie. Tem que ser um pacto geral. Exato. E daí, pra poder fazer isso... a gente teria que ter um governo global teria que ter um governo global com essa uma organização mas a gente não tem ninguém inventou ainda então assim As empresas todas, onde que elas teriam que chegar? A questão da sua própria existência, eventualmente. Ou, pelo menos, o seu ramo de atividade.

Desculpa, não tem outro junto. É isso, o que eu fico... Pega o exemplo da Petrobras. A Petrobras teria que em 10 anos... 15 anos, no máximo 15 anos, parar com o petróleo. Existe um plano? Porque eles anunciam isso, né? Eles anunciam ter um plano estratégico para ficar neutro em carbono em 2050. Neutro significa o que é o caos de emissão de carbono.

Eu vou tirar de algum jeito, certo? Depois a gente tem detalhe, mas antes de... Que é ruim, não funciona. Mas assim, antes de entrar em detalhe, o que eu queria dizer, uma empresa como a Petrobras, ela teria que pensar... E aí estão todas as petroleiras, tá certo? O que eu vou ser daqui a 15 anos? E eu não posso ser mais uma empresa de petróleo. Então, eu vou ter que fazer um caminho absurdamente forte, porque em 15 anos você deixar de fazer a sua atividade principal.

e virar outra coisa e a empresa ter que assumir isso publicamente. E daí os acionistas... Caiu o mercado! Vai pensar, vai cair na hora. O presidente vai cair. Isso, vai trocar. Temos um caso concreto. O presidente Gustavo Petro, da Colômbia, ele falou não mais exploração de petróleo no país. Os contratos que existem vão rolar até o fim, não vão abrir mais nenhum. O cara está caindo.

praticamente caindo, não é a única causa, é uma das causas e o mesmo caso das empresas vai ter CEO caindo, vai ter acionista caindo a nossa situação é essa então Em termos de levar a sério, não dá para a gente imaginar que todas essas empresas mais poluentes vão fazer isso. Fazer esse processo de transformação total. Então, por exemplo, produção de aço. Produção de aço é super poluente. Ela emite carbono pra caramba.

Quero saber por que, depois eu conto. Tecnicamente, é um teaserzinho. Você acha o ferro ligado ao oxigênio. É óxido de ferro, é ferrugem. O que você encontra na natureza é ferrugem. Ou seja, ferro ligado com o oxigênio. Eu preciso tirar o oxigênio. fora pra poder ter ferro. E daí fazer o aço, etc e tal. Como é que eu faço isso? Eu provoco uma reação química...

do óxido de ferro com carvão, carvão mineral. A hora que eu faço essa reação, eu ligo o carbono com oxigênio, solto o CO2. O CO2 é o principal poluente climático que existe. Então, para produzir o aço... Intrinsicamente. Não é por causa da energia que eu uso. É o próprio processo de produção. Eu lanço esse monte de poluente. Climático. Então tem que mudar. Certo?

Duvido que alguém aqui abra mão do aço. Pra fazer casa, pra fazer ponte, pra fazer ali isso aqui, com tudo. Tem aço em todo lugar. Então, assim, dá pra fazer aço de outro jeito? Dá. Quimicamente dá. Eu faço uma ligação. Eu pego o ferraferrugem, jogo hidrogênio lá dentro, ligo o... O oxigênio, com o hidrogênio, eu faço o quê? H2? Agora. Aquele refrigerante, né? Eu adoro. Favorizado.

Escuta um parênteses. É muito legal saber essas coisas, né? Eu queria muito saber essas coisas. O que? Você liga aqui? O que que sai? É, exato. Fecha o parênteses. Aquele professor chato de cursinho. Não é. É maravilhoso. Mas, por exemplo, aí você tem a Gerdau, né? Ela vai... Assim como a Petrobras... Faz o Pix, Gerdau. Ela vai ter que anunciar que ela tem as suas políticas, seus princípios ESG, né? Pra ela fazer isso, além do PDF bonitinho no site da empresa... Ela tem que fazer duas coisas.

Desculpa, nem ouvi tua pergunta. Não, é exatamente isso. Como fazer de verdade, na prática. Então, Gerdau, seu Gerdau, é o seguinte. A Gerdau já faz uma... desses caminhos, tá? Você tem dois caminhos. Um é reciclar. Ferro.

Isso. É super fácil, na verdade. Você pega o ferro que tá por aí, sucata de carro, qualquer coisa que tiver de ferro, você leva pra um forno de... um forno elétrico, que é um forno elétrico, não é o nosso forno de casa, mas é um forno de... Eles têm campanhas pro público. Eles fazem Eles têm essa atividade. É uma atividade séria. É grande, enorme. Eles recolhem ferro do Brasil inteiro e fazem ferro de novo a partir de sucata. Essa parte... Legal, Guilhão.

A outra parte, que é o ferro novo. Vamos supor que tem mais demanda de ferro do que... Você passa na estrada ali e eles estão os trenzinhos lá carregando minério de ferro. Pois é. No Vale do Aço lá. E você tem que investir nessa tecnologia que quimicamente é possível, essa que eu falei, em vez de ligar com o carvão, você liga com o hidrogênio, e botar ela para funcionar a escala.

industrial, porque já tem isso aí, escala de laboratórios, já tem escala piloto, piloto que a gente chama assim, quando tem uma fabriqueta pequena para experimentar se está funcionando bacana, legal, e já tem investimentos em plantas em construção de grande porte. Não no Brasil, mas tem. Então, assim, a previsão aí do pessoal que mexe com esse mercado de ferro, de aço, é que até 2040, a grande parte da produção já vai ser com hidrogênio e não com carvão.

Mas isso é uma coisa que... Eles não trabalham isso na comunicação. Não, não trabalham. E eu não sei se a questão está fazendo. Percebe? Quer dizer... Eu sei que tem empresas na Europa já construindo plantas industriais. E vão ser inauguradas daqui a pouco. Não sei que plano exatamente, mas nos próximos anos. Mas eu acho que o Gerdau não está fazendo isso. É porque também...

Desculpa, Gerdau. Eu não sei, tá? Deixa nos comentários. São transformações que a gente precisa... As empresas todas precisam investir nisso. Na minha atividade, dá pra... mudar eu tenho que mudar na minha atividade não dá para mudar Talvez. Mas aí vai fazer greenwashing, né? Você vai trabalhar na campanha. Na campanha de greenwashing. Aí a gente pode falar da Petrobras. A Petrobras está fazendo uma enorme campanha. Eu sou...

líder da transição justa. É Camila Pitanga, é um monte de influenciador, né? Uns mais conhecidos, outros menos conhecidos, um monte de gente. Eles pegaram todos os nichos e tal. Eu passei pelo Galeão. O aeroporto, lá no Rio, há duas semanas, três semanas atrás. Tem oito panéis que tem 40 metros de comprimento, panéis de LED, 40 metros de comprimento, uns três ou quatro de altura, em cima das ilhas de check-in. Certo? Petrobras, transição justa.

o tempo inteirinho. Santos Dumont está a mesma coisa, Congonhas está a mesma coisa. É que não tem esse tamanho de painel lá. Entre variações de painéis... Se tivesse, teria. O investimento é enorme. enorme enorme uma matéria aí recente tentou levantar não conseguiu da pública mas pública ajuda aqui comenta então mas daí os fãs então é é um investimento enorme

para dizer que ela está fazendo transição justa. Transição, a gente tem que fazer. A gente tem que transitar de uma energia que está baseada em carbono, portanto, petróleo, carvão, gás. para uma energia que não libera poluentes climáticos. Tem que ir por eletrificação, combustíveis sustentáveis, etc. Bom, muito bem. Quando a gente olha o que a Petrobras está fazendo de verdade... Aí você fala, para.

Primeiro, transição justa. Não vamos nem falar do justo por enquanto. Pode ser qualquer justo, vai de cada um. Eu teria critérios. Eu acho que a gente, até socialmente falando, tem muita discussão. Sobre isso, nas cópias O que é justo E a gente pode falar umas coisas básicas daqui a pouco Mas antes de ser justo Tem que ter transição Senão não é justo

Não precisa dizer nada. É justo, injusto, não tem transição. Muito bem. O que poderia ser a transição? Seria você aumentar o seu investimento fortemente em pesquisa e desenvolvimento e implantação de algumas tecnologias para sair da produção de petróleo, porque a gente vai precisar de combustíveis por muitos anos ainda.

certo? Quer dizer, antes de eletrificar toda a produção, todo o transporte e tal, a gente vai precisar de combustível, entendeu? Como é que faz com esses caminhões todos aí e tal, avião, etc e tal.

Então eu tenho que investir muito fortemente para fazer com que esses combustíveis que eu entrego não são mais a base de carbono fóssil, não pode ser mais a base de petróleo, carvão, etc. Isso é um investimento muito pesado. Quando você olha... o plano estratégico, o plano quinquenal da Petrobras, eles falam, nós vamos investir isso no ano passado. quando eles divulgaram o plano quinquenal. Nós vamos investir 108, 109, 110 bilhões de dólares nos próximos cinco anos. Aqui, o plano é...

Agora eu vou ter que fazer uma conta de menos. E deu um clique. Não, a gente pode chamar de dinheirão, dinheiro, é de dinheirinho. Excelente. Mas dos cento e tantos, mais de 90%, digamos assim, 95, 96, 97, não sei alguma coisa assim, mais de 90% é... desses 110 bilhões, está indo para petróleo. Produção nova, refino novo. Então, a transição... Qual transição? Que transições são essas? Não, mas tem 10%.

Reutemann, que transição energética é essa? Reutemann. Mataram, né? Ainda não. Mas então, quando você olha os 9.1 que sobra, Eles falam, isso aqui é transição. Nós estamos investindo na transição. Aí a gente foi lá. Que quer isso daí. Aí tem lá, a maior parte desse dinheiro... Falei que tem alguém vendo? Quando saiu... É você e o mundo, viu? A gente publicou uma análise sobre isso.

Quando você olha esses 9.1, você vê que, eu já não vou lembrar o número, 60%, 70%, alguma coisa assim, a maioria vai para onde? Produção de gás natural. O que é gás natural? É uma coisa que sai junto com o petróleo. É, de novo, carbono fóssil. Mas que inferno! E daí eles querem a banana e a casca. Que coisa horrível! Uma outra partezinha importante desses 9 bi vai pro que a gente chama de captura e estocagem de carbono.

Tem uma coisa que a indústria petrolífera toda fala. Nós vamos resolver esse problema do carbono que a gente joga para a atmosfera capturando esse carbono e estocando ele em informações geológicas. Então... Essa é uma tecnologia que até hoje não se provou capaz de resolver. É muito cara. Você teria que sugar o carbono que está na atmosfera, o CO2, e enfiar ele numa rocha que ele fique lá.

Certo? Não pode escapar de novo. Então, essa é a ideia de captura estocada de carbono. Então, é uma tecnologia não provada, caríssima, que a gente não acredita que ela vai estar desenvolvida nos próximos 15 anos. Tudo de ruim. Então... Sobrou o quê? Sobrou lá uns centavos. Desculpa. Não sobrou nada para o Beto. Desculpa chamar milhões de dólares de centavos. É que na proporção é. Sobrou alguns milhões de dólares para você fazer uma experiência numa refinaria que eles estão experimentando.

coprocessar, botar junto no processador petróleo e óleo vegetal. Então eu pego óleo de soja, que ao invés de passar a cozinha, eu boto junto lá com o petróleo e produzo um diesel lá na refinaria ou uma gasolina. que é um pouquinho menos poluidora porque ela emite um pouco menos de carbono porque tem o óleo vegetal no meio. Nossa, mas é um prêmio de consolação terrível. É um prêmio de consolação. Então, assim, a verdade é que a Petrobras não está investindo em transição. Aí ela fala, não!

Não só ela, a presidente da Petrobras já falou várias vezes, a Magda Chambriar. E o ministro da Minha Energia, o Silveira, falou várias vezes também. Nós precisamos explorar mais petróleo para financiar a transição. Aí a gente pegou todos os dinheiros do petróleo no Brasil. Quem fez isso foi um pescador que trabalha comigo, Chegueu. Qual que é o nome dele? Shigeo Watanabe Jr. Um beijo, Shigeo. Um beijo, Shigeo. Isso aí foi maravilhoso. Ele pegou todos os dinheiros...

Ele falou não só os recursos de verdade, quer dizer, no ano de 2024, a Petrobras falou que saturou tanto, as outras empresas petroleras falaram que saturou tanto. Para onde foi esse dinheiro? Ah, parte desse dinheiro foi para os acionistas. A grande parte foi para os acionistas, uma parte foi investida, reinvestida, uma partezinha vira imposto, não sei o que lá e tal. Ele pegou essa parte do imposto, foi decodificando o processo. Sabe quanto é que chega?

para investimento na transição ela tá até nervosa de cada 100 100 dólares 100 bilhões sem qualquer coisa Ok chega na transição 0,02 Então, assim, quando a Magda vem... Isso é disponível, a gente já publicou, quem quiser a gente prova, todas as contas, analisamos todas as... A gente analisou até a legislação, quer dizer, esse dinheiro tem caminhos até legais, tá certo? Então, assim...

E daí você chega nessa conclusão. Então, assim, isso é mentira. Isso é pra lá de greenwashing. Quando você fala que... Isso é fake news. Sim, sim. E é fake news. jogada na nossa cabeça pelo ministro de Minas e Energia, pela presidente da Petrobras. Então assim, fake news não é só, entendeu? Essa história de os nossos amigos bolsonaristas... Não é só dizer que não tem crise climática.

Às vezes é argumento de governo. Sim. Argumento de governo é fake. Sim. Entendeu? O dinheiro é legal, mas, por exemplo, essa comunicação, se existisse um... Ela não podia, você está dizendo que é transição. É, a nossa palavra da vez aqui, regulação, mas sei lá... Seria muitíssima a regulação. Você só pode falar o que você realmente está fazendo, né? Ou o CONAR funcionar, ter um tipo de fiscalização... Coisas básicas, né? Eu, no passado...

em algumas organizações que eu trabalhei, fomos alconar algumas vezes, contra algumas empresas. E dava mais ou menos certo. Às vezes dava, mas a gente provou que a gente estava certo várias vezes. A gente desistiu. Por quê? Ficar só fazendo isso. É, e também a Conal não tá mais respondendo, entendeu? Como respondi. E é uma coisa que tem um processo que até sair do ar já passou tanto. Já passou a campanha, entendeu? Então assim, essa campanha

Líder da transição, essa parte, é mentira. Eu não duvido que seja o líder da transição. Eles estão fazendo mais transição que os outros, mas a transição deles não está em relação a... Alguém chegar pra mim e falar assim, nossa, eu sou a pessoa mais organizada nessa sala, eu sou mais bagunceira, como é que você é mais organizada? Nesse sentido pode ser, mas mesmo assim eu discordo, porque se eu comparar a Petrobras com outras petroleiras...

parecido. Mas se eu comparar a Petrobras com outras empresas que estão investindo no caminho de eletrificação, aí você vê que tem diferença. Certo? Então você tem empresas... no Brasil que também tem seus problemas ninguém é como diz ninguém é perfeito e algumas são até meio ruins em termos sociais mas elas estão investindo

Em eletrificação, estão investindo em eólicos, investindo em solar. Se você é no Nordeste hoje, você vai ficar impressionado com a quantidade de parques eólicos e parques solares que tem lá. Que é um outro caminho, que é o oposto da Petrobras. Quem é líder da transição hoje são essas empresas da Petrobras. Isso pelo lado da liderança da transição. O que é justo? né que a outra parte do logo do justo no caso seria pela discussão que você tem por aí três coisas primeiro

não abandonar os petroleiros. Você tem uma mão de obra qualificada, eu vou mudando e eu vou retreinando esses caras, essas mulheres e vou chegar numa situação onde eles continuam empregados e estão bem na vida. aquele colete, dois meses na plataforma mas aí quando eu fui estudar você viu o Ilha de Ferro? não, se for pra acabar com o meu sonho Inclusive esse podcast também está disponível no Google Play. Você já viu o vídeo de gente que trabalha embarcada de noite? Que é um breu!

Inacreditável. Eu tenho muito medo daquilo. E o barulho daquilo. Você tá morando dentro de uma fábrica. Eu tenho muito medo. Eu queria voltar pra transição. Se eu tiver chato, você me fala. Transição justa. Tem essa componente dos trabalhadores. O que isso significa, né? Primeiro, a companhia dos trabalhadores. Essa é a primeira coisa. Segundo, o que eu vou fazer a partir da minha mudança não pode foder com outros. Não pode foder com os outros.

Então, por exemplo, eu vou largar do petróleo e vou fazer eólica. Ah, mas eu vou botar eólica no seu quintal. Como estão fazendo no Nordeste. Então você causa doenças psíquicas, você causa um monte de coisa. Então assim, tem essa coisa. Primeiro, cuidar dos seus trabalhadores. Segundo, cuidar de onde você vai. Não afetar suas comunidades, não piorar a situação.

essas duas qualificações são absolutamente essenciais e a terceira coisa no Brasil é absolutamente fundamental que qualquer transformação no Brasil tem que ir na direção da redução da desigualdade sim Se a gente for investir em alguma coisa que vai concentrar mais renda, não vale. Não é justo. Então, acho que se tiver esses três requisitos... Você pode usar a transição justa. Aí você usa a vontade. Entendeu? Eu estou fazendo, sou líder, etc.

E daí, ou seja, essa campanha, ela não tem o menor sentido. A Petrobras já está sendo processada pela mentira. E que ela não nasce da cabeça... Não, ela nasce porque a Petrobras foi cobrada por não entrar na transição. Tava ficando feio. Tava ficando feio. Aí ela falou, não, peraí, vou fazer uma transiçãozinha aqui. Pinta de verde. Ela aproveita que ela já tem o verde e amarelo. Pinta de verde.

Parece super futurista, mas está investindo num negócio obsoleto. Exatamente. Isso está acontecendo também com outras empresas, está certo? Mas eu tenho a impressão que elas desistiram um pouco, porque, sei lá, pega Shell... Eles tavam bastante esse discurso de propósito há alguns anos. Hoje em dia é posto de gasolina. Vem aqui e abastecer. Eu não vejo, não estou vendo mais tanto o discurso. Acho que é o Estado do Brasil, de certa forma. Virou só...

Só a distribuidora de combustível. Mas assim, ela faz a mesma coisa fora daqui. Um exemplo grave de transformação nessa direção que você falou é da BP, a British Petroleum. A British Petroleum, lá no começo do século, mudou de logo, mudou de nome. Ela passou a deixar de ser British Petroleum, passou a ser BP. Ah, são os iniciais. Não, mas fizeram um logo bonitinho. Puseram um solzinho no nozinho. Puseram um monte de coisa. Parece super... Parece super...

E eles começaram realmente a investir nessas coisas alternativas ao petróleo. Começaram. Não era um puta de um volume de investimento, mas começaram. A empresa começou a embalar as pernas, e eu duvido que seja por isso, tá certo? E agora, recentemente, voltou tudo. Voltou tudo. Ficou só um loguinho.

Na hora que o dinheiro, na hora que o princípio encontra o dinheiro. Na hora que o mercado chegou e falou, gente, essa empresa está mal, entendeu? Ela começou até a mentir. Aliás, a Bipi mentiu que encontrou um monte de petróleo aqui. Até hoje a gente não sabe se é verdade ou não. Essas campanhas de greenwashing que a gente conhecia, eu falei muito aqui de relatório, PDF, comercial e tal, mas hoje em dia a gente tem todo um jogo das redes sociais e de influenciadores.

que entram nessas campanhas para dar esse verniz de autoridade, de que isso está acontecendo. E acho que fica mais difícil você conseguir identificar. fiscalizar, digamos assim, essa responsabilidade nessa comunicação. Para nós, que não estamos todo dia olhando todas as empresas, tudo que a gente consome... Se a gente fosse olhar cada peça do que a gente consome, cada latinha, entendeu? A gente ia ficar louco, certo? Então a gente tem que confiar em alguns...

verificadores, confiar em algumas autoridades. E mesmo assim dá uma enlouquecida. E mesmo assim enlouquece. Agora, nesse ambiente que a gente está vivendo hoje, aí a coisa, para mim, é muito mais complicado. hoje, eu acho. Eu vejo isso. Porque daí, de repente, você pô, a Camila Pitanga é uma pessoa legal. É, beijo pra ela. É uma pessoa progressista. Sim, sim. Tá certo? Ela é uma pessoa interessante pra caramba.

talvez tenha que pagar o leite das criancinhas, perdeu o contrato da Globo, você pegou esse negócio e falou que a Petrobras é sensacional para fazer a transição justa. Gente, quem gosta da Camila Pitão acredita nela. Sim. Quem gosta daquele... Ai, me fugiu agora. Quem? O nosso querido professor que, durante a pandemia, nos ajudou muito. A Tia Marino. A hora que ele faz esse tipo de coisa também, ele impressa.

uma confiança. A credibilidade. Exato. Ele ganhou confiança durante a pandemia. Ele apanhou bastante por conta disso, né? Exato. Da audiência. Então é isso que acontece. Vira uma confusão, porque eu já não sei quem acredita. Você acredita nesse velho... que você está aqui ou você acredita que ela me adaptando, tá certo? Quer dizer, ah, não, você se informe, tá, legal, eu vou pegar estudando, né, livros enormes de mudança climática pra entender o que ele tá falando. Não dá.

Então assim, eu acho que as pessoas que têm essa responsabilidade hoje como influenciadores, quer dizer, teriam que ter responsabilidade. Questionar o que... Questionar o que está realmente falando. Tá certo? Em que sentido tá falando? Eu acho isso fundamental. Não entra um negócio, a gente falou mais cedo da fragmentação...

E também tem essa onda, a gente já falou aqui no Braincast várias vezes, que da Z pra frente existe a desilusão. O mundo que vem prometer não existe, nada tá de pé, um dia tá 40 graus, o outro tá 2 graus, foda-se. vou fazer o que eu quiser. E aí, essa sensação de que tá tudo na mão... da pessoa, tipo, não tomar banho de 10 minutos, toma de 5. Que ações individuais é que vão resolver, né? Essa coisa do influencer...

fazer, seja lá o que for, desde o Tigrinho até essa história toda. É verdade, você vai esquecer o Tigrinho. É, não tem, é, como esquecer? Não, mas é que acho que tem uma coisa que o Deus falou que é isso, você tem influenciadores que a gente... respeita, não é a Virgínia fazendo tigre. Mas colocando nesse negócio é, poxa, mas eu vou fazer porque me parece legal, eu também não...

Quero, falta. O nível de formação que eu tenho, o universo que eu tenho, o U que eu tenho, que o N, né, que as pessoas chamam. conforme você vai falando e eu vou sentindo cada vez mais os cabelos caindo na minha cabeça e fazendo uma dor aqui do lado direito vamos pra casa de lugar pra você perder cabelo o que acontece é mais você vai falando e mais eu vou pensando que existe um panorama construído há muito tempo de...

Ação individual. Mas também é muito difícil. Tá muito difícil. É tudo difícil. Tudo custa muito. É aquela coisa. É tudo inventado. mas se estabeleceu de tal forma que parece que nasceu assim a natureza nasceu com essas é assim que é e aí eu vou te fazer uma pergunta terrível que é

O que a gente vai fazer, Delcio? Como é que a gente... Então... comunicador, você que tá em casa que trabalha em campos que não tem o poder de de fato mudar, mexer transição, energética, não é que a gente acredita em você, você não tem o poder, meu amor é, nem a gente, tá ligado é isso, que é que a gente vai fazer A gente...

Tá sendo culpado, né? Isso. Por esses prejuízos. Exato. Enquanto você tem alguns poucos bilionários aí que estão... No rótulo da minha máscara capilar, vem, fecha o chuveiro enquanto estiver esperando. Não que eu não vá fechar o chuveiro. Tem branquinha? Tem branquinha? Bronquinha não. Eu não tô brava, eu tô só decepcionado. E aí... Porque você vale mais ou menos. Mas a história é essa, sabe? A gente fica com essa sensação de impotência.

forte, e aí vê... o mundo derretendo lá fora e o Slack tá tocando ali pra você trabalhar e é terrível então, como é que a gente faz de verdade, não só pra mitigar aí você vai fazer sua terapia, vai se entender né mas como é que pessoas comuns podem agir pra de fato tentar começar a mudar ou espalhar a notícia ou seja lá o que for que você ache que seja interessante

Bom, a primeira coisa, eu acho, gente, assim, não se culpe. Não sei que você seja o Trump, aí se culpe. Isso. Não se culpe demais, porque é difícil pra caramba. Segundo. Eu acho que é o mais importante. Não existe solução individual. Não existe solução individual.

Ponto. Tá certo? Quer dizer, legal. Você gosta... Você separa o seu lixo? Legal. Você usa o canudinho de papel ao invés do... Você tem um canudinho daqui. Canudinho de macarrão. Adoro canudinho de macarrão. É, de macarrão. Que você come depois. Não, não é o que você come, é o macarrão cru, que ele é feito no formato de canudão. Aí você vai chupando uma Coca-Cola e vai vindo um amido. Oh my God, two cakes.

Gente, tudo isso é legal. Tá certo? É legal. Eu acho que é bacana você fazer. Só que daí eu vou dar exemplo mais simples possível. Você mora numa rua onde a prefeitura não coleta o seu leite reciclável. Isso. Reciclável.

Tá certo? Então você, puta, você é o cara mais magnífico desse mundo, cara. Tem três, quatro, cinco caixinhas. Olha o plástico que eu ponho aqui. Eu passo um filme que eu ponho aqui. O papel que eu ponho aqui, arrumadinho. Eu me sinto cartão planeta quando eu faço isso. Eu sou maravilhoso. Vai pra onde? Se não tiver uma coleta seletiva, ou se você não tiver a maneira de levar pra algum lugar isso, que receba e faça alguma coisa com isso, seu trabalho foi inútil.

Então você precisa, a ação individual, ela precisa de apoio do Estado. Ela precisa de apoio das empresas e do Estado. Sem isso, a ação individual não vale nada. Esse exemplo do lixo é muito claro, certo? Quer dizer, então, assim, então o que que eu faço? Tua pergunta, certo? Olha, a gente não tem saída que não seja política. Não tem saída que não seja política. Eu acho que a gente tem que cobrar, votar certo, cobrar de quem a gente votou. Então, assim, a ação é política, não tem outro jeito.

O consumidor também tem alguma ação. Ah, eu vou comprar isso e fiz aquilo. Mas aí entra nessa loucura que você fala. O consumidor fica doido. Não, e molico com selo verde é três vezes mais caro. Exato. Além de ser isso... Aí eu vou lá, nossa, até gosto da molico que tem o selo verde, mas eu vou comprar o molico droga que tem lá. Mas de repente... Nada contra a bolinha. Os dois tipos de bolinha. Beijo pra você. Mas se você também levar a sério, você vai...

pesquisar o selo da Molico Verde, você vai ver que não é isso. Não entendi muita coisa. Gente, não estou falando que é verdade. Estou dando uma hipótese. Nem sei se tem. É só pra completar, acho que esse ponto é super importante. A gente pode fazer ações individuais, você não é besta fazendo, tá certo? Você não é o bobão que tá fazendo, você faça, é legal. Mas a gente tem que... Saber votar?

colocar isso na cabeça como coisas importantes, quer dizer, e é difícil isso no Brasil, porque você primeiro tem, tá preocupado com a segurança, tá preocupado com o teu emprego, tá preocupado com não sei o que, então assim, você vai começar a pensar até no meio ambiente. A gente tá precarizado demais. É coisa demais.

a gente tem que entender que essas coisas vêm num pacote. O teu representante, que é um cara mais progressista, ele vai, ele pelo menos não vai votar contra uma lei qualquer que melhorie a questão ambiental. No mínimo isso. essas coisas, entendeu? A gente tem que encontrar essas pessoas, tem que encontrar esses partidos, a gente tem que mobilizar de uma maneira que você, que a política...

aborde as questões sociais que a gente tem, que é uma precarização imensa, como você falou, do país, mas também essas questões que são de sobrevivência de uma espécie a longo prazo. Longo que eu digo há 10 anos. Então, mas você acha que essa, que às vezes eu sinto, Iago... Você fez até uma pesquisa, né? Sobre isso. Do que que pega pras pessoas, né? Às vezes você fala de sobrevivência do ser humano, não adianta muito. A gente já fez aqui um programa sobre... Era quem lacra lucra, né? Que era...

não gosta de política de diversidade, porque isso é woke, mas tem alguns estudos e relatórios que mostram que equipes mais diversas geram mais inovação, geram mais lucro, dão mais dinheiro. Então você vai pela lógica do capital. Então... Para essa questão também não pode funcionar dessa maneira, já que se não é para salvar o ser humano, se você investir num novo modelo econômico que seja...

mais moderno, né, pensado pra frente. Isso também não vai te gerar um jeito de você gerar dinheiro. Olha a frase que a gente tem que falar pra negociar. Já que você não quer!

Salvar a gente, que pelo menos... Às vezes eu acho que tem que ser esse o caminho, sabe? Você vai ganhar mais dinheiro se você fizer isso. Eu acho que esse é o caminho de argumentação para as empresas. Eu estava falando do cidadão. A tua pergunta era para o cidadão. Sim, sim, sim. Mas eu acho que quando a gente discute com as empresas... a gente tem que mostrar que tem não pra todas, tem umas que não tem jeito, desculpa desculpa aí tem muitas que esse é o caminho é sair um pouco dos seus modelos

que estão já arraigados, etc. E tentar entender que tem outros, você pode até ganhar mais. E tem vários exemplos desse tipo. Mas assim... Tem que ter um desafio também para a empresa. A empresa tem que assumir esse desafio. Então, a gente no CRIMAI já fez várias coisas desse tipo. A gente analisou setores, analisou a empresa.

começou a tentar mostrar para o setor, mostrar para a empresa que tem um caminho que é melhor para ela. Sim. É que eu acho que é o caminho, no fim, você não se importa com... Se você importa com a pessoa, pelo menos importa o seu lucro. É, pros acionistas. Porque no fim vai ser o board que vai decidir se não você vai ter uma pessoa sozinha dentro da empresa. E aí essa pessoa vai ser botada pra fora. Mas se ele chega lá...

fizer isso aqui, vai gerar mais lucro pros acionistas? Ah, então veja bem, acho que vale a pena. A maior parte da conversa é, vai gerar mais lucro lá no final, daqui a um tempo, mas no começo vai ser doloroso, vai perder um pouco de grana, vai ter que mudar tudo, a forma que vocês veem o mundo, porque gente, assim... O trabalho que eu defendo muito, que é o modelo CLT e tal, não sei o que lá, que é baseado em mudança de fábrica, ele não funciona com uma transição energética justa.

Porque a galera não vai trabalhar na fábrica das 9 a 6. Esse modelo não vai existir no modelo de finanças energéticas. Não faz sentido. Então, muito do que a gente acredita, pra gente fazer o que a gente precisa fazer... Tem que mudar. Vai ter que mudar. A gente vai ter que abrir mão certas coisas que a gente tá muito apegado.

E existe esse apego em todas as cadeias. Eu estava falando aqui que até no começo ele falou que eu sou especialista. É que eu trabalho nessa grande empresa que é a Sociedade Civil no Brasil. Eu trabalho muito com convencimento de grupos diferentes na sociedade, principalmente grupos que não são tão interessados em política, não estão tão ligados, mobilizados em política, e disputa de opinião mesmo, e entender como é que essa galera, o que faz essa galera se mexer.

Digo com muita tranquilidade que clima é o assunto mais difícil de falar. É bem difícil. Assim, não é que é... Ai, nossa, as pessoas discordam, elas me xingam. Não é ninguém liga. Quando eu vou falar de raça, por exemplo, o pessoal tudo acha que é mimimi, que é vitimismo. Aí beleza, aí eu consigo conversar. Porque você tá conversando comigo.

agora galera, assim, não acho que existe a gente faz bastante experiência enfim, a gente passou por isso com tragédia do Rio Grande do Sul, várias tragédias que tem começo do ano de enchente e tal, não sei o que lá o que a gente tem percebido é

As pessoas concordam muito facilmente com o mundo tá acabando e que do jeito que a gente tá indo, a gente tá indo pro buraco. Elas entendem isso rapidamente, isso não é um problema pra elas. Por isso que elas não se mobilizam, que elas já sabem. Então é uma informação nova, o contato tá acabando. é, tipo todo mundo voa oito, todo mundo sabe o brasileiro nas pesquisas todas que a gente faz comparativas com outros países é um dos povos que mais acredita

É, porque a gente vê na janela. E mais acha que tem que ter ação. As coisas pegam fogo. O Pantaná pega fogo todo ano. O grado morre. É mais graça. Entra chuva na nossa casa e tal. Então, coisas muito… É muito mais fácil de comunicar eventos climáticos muito extremos pra mobilizar pessoas, né? Eventos mais extremos em lugares diferentes. Então, mostrar que, cara, no gado e na cidade tá acontecendo, no interior e no Rio de Janeiro tá acontecendo, ajuda.

E o exemplo mais incrível, que pra mim é o case de comunicação, de mudança climática, foi que, eu acho que no começo desse ano, eu trabalhava com bastante página de celebridades e fofoca e fazendo disputa política a partir de lá. teve uma enchente em São Paulo, choveu em Alphaville e encheu em Alphaville. E a casa da senhora Deolane, da minha senadora Deolane, onde quer que esteja, pra encher Alphaville, onde ela mora. E da Simone Mendes, a cantora, alagou.

E elas gravaram nos stories, pegando balde, que não sei o quê. Aí sabe aquele momento que você faz? Você fala, meu Deus, o que eu faço com esse negócio aqui agora? Porque é uma fofoca, mas ao mesmo tempo é uma questão de clima. Só como é que eu vou falar que a mansão da fulana encheu?

Aí a gente só deu a notícia e a gente não falou nada de, sabe? Ah, não, quer mudar o clima? Ah, vamos ver. E o insight da galera, assim, automaticamente, sem a gente dar nenhuma marca. Quando a gente vai fazer comunicação com o público amplo, dica pra vocês, viu? Da comunicação aí do público amplo.

quanto menos marcador você dá, mais as pessoas chegam no lugar sozinhas, porque elas não querem que você ensine pra elas, elas querem chegar à conclusão sozinhas. A gente só de dar notícia, a conclusão foi, se até pra elas, que são ricas desse ponto,

tá pegando nesse nível, imagina pro pessoal aqui do meu bairro, imagina pra galera que tá lá. E aí dá um senso de urgência. Um senso que é uma coisa que o Michel Gofurado falou quando ele veio aqui falar do Coisa de Rico. Que é, cara, o rico é onde a gente mira. Se ele vai se lascar, aí a gente tem que fazer tudo de novo, porque não dá. Porque assim, pro rico se lascar, muita gente se lascou antes. Mas, cara, o maior desafio não é convencer as pessoas.

Quando o Trump vai lá falar, ai, nossa, não, que mudança climática não existe, vamos acabar lá, ele sabe que, no geral, nove em cada dez não acredita, o que acredita não acredita tanto, e o que finge que acredita não tá também acreditando de verdade.

Mas ele sabe que, cara, vocês precisam vir comigo e não debater esse tema. Porque senão a gente não vai conseguir fechar a conta nas duas esse mês. O que ele tá falando é exatamente isso. A gente precisa pagar a conta. Tá interditando o debate. É, pra pagar a conta não dá pra gente falar uma discussão energética, porque é caro. É barato a gente fazer petróleo. E pior que não é, cara. Não é. É mais barato do que petróleo. Mas assim, eu concordo com você. Sabe o que acontece? É o seguinte.

Nós falamos no começo lá que tem esses movimentos de disputa, setores assim, setores assados e tal. Esses setores que estão perdendo ou vão perder, eles aprenderam a fazer. uma comunicação, que é usado pelo Trump, por essa turma toda. E quem abriu esse caminho foi a anúncia do cigarro. E o pessoal fica repetindo a fórmula da denuncia do cigarro até hoje. Então, assim, quando as primeiras notícias dos anos 50, câncer, cigarro, tal, tal...

O que essas empresas fizeram? Elas começaram a financiar médicos, pesquisadores, pra dizer que não era bem assim. Pra botar a pulga atrás da orelha, né? Exatamente. Tem um livro que chama Mercadores da Dúvida. Esse livro conta exatamente esse nascimento desse PR. dessa narrativa inteira que fez a Luz do Segal sobreviver por muitos anos.

Até hoje, mas hoje ela é muito menor do que ela já foi. O objetivo é esticar o... Exato, mas o objetivo é colocar dúvida. Esse é o objetivo. Quer dizer, vem um monte de médico que fala, puta, cigarro te dá câncer. Daí vem um outro médico que fala assim, olha... tem uma pesquisa aqui tem uma pesquisa aqui tem braincast sobre isso você vai colocando dúvidas pra todo lado e aí você ganhou o debate

Porque já não tem certeza. Você nem precisa provar o seu ponto. Exatamente, exatamente. Esse livro é sensacional. Ela conta a história do nascimento, quem foi, qual foi a pior que fez, entendeu? A gente por cidade que levou isso pra frente, etc e tal. A indústria do petróleo fez exatamente a mesma coisa. Veja, lá pelos anos 70 do século passado, dentro da Shell, independentemente, dentro da Exxon, que aqui no Brasil chamava ESSO, né? Mas o nome era EXO. Dentro da EXO e dentro da Shell...

Incrível que tem um filme chamado Edson e a gente chama ele de Edson. Agora eu entendi o processo linguístico aqui. Mas dentro da Shell e dentro da Edson surgiram... Eles têm laboratórios, têm pesquisadores, fazem um monte de coisa deles. Esse pessoal, quase que ao mesmo tempo, falou, olha, o nosso produto... Vai causar mudança climática. Está causando. Vai piorar. E daqui a uns anos a coisa vai ficar feia. Relatórios internos. Relatórios internos. Tanto numa quanto noutra.

Em épocas um pouquinho difíceis, alguns anos de defasagem, surgiu essa coisa. A ciência em si, ela já conhece a coisa da música climática desde Arrhenius. Não sei se vocês lembram da aula de química. Em 1800 e qualquer coisa, o Arrhenius mostrou. que o gás de efeito estufa, o CO2, ele aumentava a temperatura da Terra. Então a gente já sabia isso desde 1800 de qualquer coisa. Mas isso é uma coisa de química, ninguém percebeu direito. Esses relatórios internos falaram, olha...

Gente, esse produto aqui é um problema. Isso vai causar impactos na própria empresa no futuro, etc. No primeiro momento, essas duas empresas chegaram até a diretoria. E daí eles foram guardados na gaveta. E ao invés de tomar qualquer atitude na direção de mudar o produto, sair desse setor e tal, contrataram... Eu. Eu não digo você Até porque você não tem idade pra isso Mas é...

Contrataram de novo PRs, etc. Pra quê? Colocar dúvida. Então, assim, você tem até hoje resquícios disso. O American Petroleum Institute tem outros que... estão vendendo a dúvida sobre essa climática até hoje. É o tal do negacionismo climático. Trump é um mega negacionista. E o negacionismo foi evoluído ao longo do tempo. A primeira coisa é isso é mentira. Não é o pé.

O CO2 é o sol. O sol mudou. A hora é mais quente. É o processo natural. A teoria é que é o processo natural. Exato. Essa foi a primeira negacionismo. Agora o negacionismo foi avançando, ele foi... Ele foi se sofisticando também. Por quê? Porque o contraponto científico é muito forte. A evidência científica é muito forte. Então vamos fechar essas universidades. Acabou esses vagabundos. Vai cada um para as suas casas. Agora é o extremo. Está tentando fazer isso.

Unidos, mas assim, ele foi se sofisticando mas a tendência é sempre colocar dúvidas sempre colocar alguma coisa, ah tá bom então tá bom, não é natural mas não vai mudar muito não tem muito importância e assim vai você vai evoluindo a narrativa e agora a narrativa é nós temos a transição justa esse processo que você traz é o que a gente acompanha muito é igualzinho o que a gente acompanha mais de perto aqui por dever de ofício nosso

com o processo de evolução das Big Techs, que é menorzinho, mas é a mesma coisa. Começou umas pesquisas estranhas, falaram, opa, não, nada a ver isso aí e tal, não sei o quê. É. E aí a coisa vai evoluindo, vai crescendo, eles vão plantando dúvida e vão falando, não, não é nada a ver, e o algoritmo é do bem, e pá, pá, pá.

Mas hoje a gente tá num ponto, pelo menos, sei lá, aqui no Brasil, não sei como é que é no mundo, eu não conheço o mundo todo. Mas... Aqui hoje, se alguma Big Tech, sei lá, X, vamos falar isso que a gente não gosta mesmo. O Elon Musk fizer um banner. Olha...

Vem pra minha rede social porque eu sou bacana, eu vou fazer bem pra você. A gente já sabe que, mano, não. Acabamos de passar aí pra você de adultização. Cara, a gente sabe que Big Tech não é legal. A gente, né? Todo mundo... Cara, mas eu acho que a população como um todo já tem um acúmulo de, cara, pelo menos a rede social não faz bem. Pode não fazer mal, porque, nossa, eu sou bem educado, meu filho é bem educado, mas não faz bem. Não é uma coisa bacana.

A gente não passou por esse processo e no Brasil eu acho até que é mais difícil. Porque a Petrobras é a nossa grande bandeira, né? Eu, particularmente, já vim aqui. Eu tenho um bonezinho da Petrobras, que eu acho o máximo. Mas não é o máximo, sei que não. Então é mais difícil, porque é uma coisa mais cultural também, né? Tipo, também é mais difícil a gente...

O ruim eu acho pra essa turma é mais simples. Porque tem uma crença nossa de que a gente quer acreditar que, mano, essa galera vai salvar. Porque essa galera é indústria, essa galera gera emprego, essa galera é o futuro. Não vai ter futuro sem eles. Com Big Tech já não tem mais isso, né? Tipo...

Teve um processo, eu acho, nos últimos anos, da gente plantar dúvida com o Big Tech, acho que com outros setores mais ligados à grande economia, ao old money, tá passando meio que batido, né? E eles estão conseguindo se inscrever. Porque quando eles fazem uma campanha...

de transição justa, não é no meu banner do meu Instagram, não é no meu bairro, não é lá no Oxo que eu compro. É no aeroporto, porque é passionista essa campanha. Não é pra nós. Agora a gente não sabe qual é o... Se fosse passionista, não... Não, se fosse só passionista, não...

É verdade. Não, não no aeroporto, não estaria no intervalo da novela, sei lá eu, não estaria no intervalo internacional. Também está. É bem mainstream, né? Mainstream. É meio tipo o agropop, assim, né? Exatamente, é uma mistura de mainstream com... com o Instagram, com o rede social. É isso aí, cara. É bem complicado. No Brasil, se você compara a Petrobras com outras empresas, para nós fica mais difícil mesmo criticar. E aí a razão é a seguinte...

Os donos da Exxon são os bilionários, cara. E ter óleo de bilionário não é difícil. Bem facinho. Aqui no Brasil tem uma coisa, eu quero ser rico, eu vou ser que nem aquele cara. O Brasil tem isso. Mas também tem uma noção de que esses caras não prestam. Porque você não fica bilionário se você não fez sacanagem. Pô, acabou.

ao longo da sua família. Não existe isso. Então, assim, isso é fácil. Então, a Exxon, a Shell, a BP, esse povo todo é tudo de bilionária. Agora, você chega no Brasil, é uma nacional. É uma empresa nacional que foi criada no estatal. E pior, pior não. Pra se ter orgulho nacional, né? Ela foi criada num movimento social. O petróleo é nosso, é. O petróleo é nosso. Foi campanha. A esquerda, na época, foi...

queria. A empresa foi criada em resposta ao movimento social. E ao longo dos anos, ela foi vista assim. Entendeu? Então, hoje, quando você fala mal da Petrobras, em muitos lugares... você toma um backlash total. Entendeu? Como assim? O que você está fazendo? Então, assim, ainda tem uma ideia de orgulho nacional, ainda tem uma série de coisas aí que dificultam mais por ser uma empresa estatal. Mas a gente está...

O Clima Info, onde eu trabalho, algumas outras organizações, a gente deu uma olhada mais profunda nisso. O que é que uma empresa como a Petrobras, uma empresa que tem um monte de... funcionário bem treinado, sabe lidar com navio explorador, sabe lidar com... questões navais, sabe? Com um monte de coisa, bem... Cientificamente eles estão... Então é uma empresa que vai bem em termos de treinamento, etc e tal. O que é uma empresa como essa, que tem capital, que tem...

O que ela pode fazer pela transição? Se a gente... Se você fosse o presidente da Petrobras no lugar da Magda... Eu acho que você devia ser. Mas você lá sentadinho na cadeira da presidente, você ia virar pro lado e falar gente, é o seguinte, eu quero mudar. Quero mudar a Petrobras. Sou novo presidente. O que eu tenho que fazer? Então essa foi a nossa pergunta.

Certo? Quer dizer... Ah, como fazer uma... Como uma empresa petroleira pode... Como a Petrobras pode se transformar e contribuir para a transição energética. Essa foi a nossa pergunta. Não é a pergunta que eu faço de responder, foi um material de economista, de técnicos, etc. E a gente produziu um material que foi lançado no dia 16 de setembro, pouco tempo atrás, que é...

O nome é feio pra caramba. Petrobras de que precisamos? Quer dizer, que presa é essa que a gente precisa? E daí tem caminhos. Tem caminhos, entendeu? Quer dizer, a gente... mesmo pensando que a gente não quer que a empresa perca valor, porque daí a Faria Lima, o acionista, não ia gostar nem um pouquinho, a empresa não pode perder valor. Mas ela tem que contribuir com a transição. O que ela tem que fazer? Então a gente...

Tem vários caminhos tecnológicos que a gente foi pensando. Basicamente, ela vai ter que investir mais com o biocombustível, vai poder fazer combustível de avaliação sustentável, porque o Brasil tem potencial legal. Ela tem vários potenciais de caminho. Só que ela tem que investir muito ainda.

Primeiro, para produzir essas coisas, ela vai ter que mexer nos seus próprios equipamentos. Segundo, ela vai ter que fazer pesquisa, inclusive, porque tem muita coisa que ainda é legal, uma ideia boa, mas ainda não está a ponto de mal. Vai ter que investir de verdade. De verdade. E tem caminhos. Aliás, eu recomendo. O site é petrobrasqueprecisamos.org.br. Está lá os documentos, tem a análise, dá para baixar os documentos, dá para baixar as propostas.

A gente fez isso. A nossa tentativa agora é conversar com a empresa. Então a gente está conversando com os trabalhadores. Isso já é um avanço legal. Estamos tentando levar para investidores, etc. A empresa em si foi super convidada. O dia do lançamento não foi. Ela não foi. Não foi ninguém.

Nenhuma pessoa. Então a gente sabe que tem uma ordem interna lá. Ignora isso aí. Mas a gente vai pressionar muito. Vamos fazer muita história. A gente quer discutir com o board. A gente quer discutir com os principais assuntos. nisso, queremos discutir até com o governo, a pessoa ali do não sei quem, deve ser o ministro de Minas Gerogia, que de alguma maneira... E não tem nem conversa, não tem nenhum... Com a empresa não.

A empresa não, tá dando pra conversar por enquanto com alguns fundos de investimento, tá dando pra conversar alguns poucos, tá dando pra conversar com os trabalhadores, que eu acho que é uma parte importante do jogo. Sim. Até porque tem cadeira. Senta lá no board. E agora tem o governo, como todo, que acho que dá pra conversar. A gente tá mandando cartas, convites, pedindo reunião. Mas a empresa até agora nem...

ignorou tudo. Que é uma coisa quase psicanalítica, né? Tipo, cara, você sabe que você vai ter que entrar nessa conversa algum momento, que o mundo vai acabar. É negação. E ela fala assim, não, não, não, que isso. Exatamente. Então, mas assim, eu acho que tem, assim, se a gente tiver cuidado e olhar cada detalhe...

A gente tem... encontra caminhos não é que seja uma luta perdida que precisa contar com o mercado para isso sem o mercado não vai conseguir fazer e a gente está em uma hora ruim como você mesmo falou essa tendência de investir em diversidade essas coisas todas que vem no pacote

que agora a direita chama de OK, mas essa história toda, ela está perdendo força. E está perdendo força, inclusive, em termos de investimento. Por exemplo, existe ainda uma associação internacional de bancos... que estava desenvolvendo todo um caminho para como é que os bancos podem trabalhar nessa direção, regra, regramento para empréstimo, etc, etc, etc.

Tem fundos voltados só para a empresa. BlackRock. Tinha vários bancos grandes e alguns fundos gigantes. O que aconteceu com a sessão do Trump? Os bancos americanos saíram. Uma péssima ideia da galera que tá nesse mundo, né? Impressionante! Tudo! Tudo! Tudo tá mexendo. Essa ascensão mexe em tudo. Mas aí, primeiro, os bancos americanos saíram dessa associação. Agora, os outros bancos estão saindo também.

Porque aquelas coisas de sempre É pensar demais É gastar muito tempo com isso É investir Já era Voltamos a essa história Então a gente está perdendo muito espaço nessa direção A gente não pode terminar sem falar de COP30, né? Que tá chegando. Enfim, tem uma oportunidade aí ou vai ser só uma vitrine de marketing? Acho que as duas coisas, cara. Primeiro é o seguinte, o que que é...

Primeiro assim, o que é COP? Isso, boa. COP. Conference of the Parties. Conferência das Partes. Que partes são essas? Os países que assinaram, que são signatários da Comissão Clima ou do Acordo de Paris. Não é a mesma coisa exatamente, mas é dentro do mesmo lance. Então, a COP é nos países. Isto é a COP. Para quê? E aí as empresas vão ao redor. Ao longo do tempo, isso foi virando um troço maior. Primeiro porque tinha muitos observadores, gente como eu.

que trabalha com esses assuntos, cientistas, mas também empresas. Iam lá, e você pode se inscrever na onda e virar... Você mostra que você tem interesse na área, que você tem alguma atuação na área, você ganha o status de observador. Então, o Clima Info é organização observadora. Mas tem várias outras organizações observadoras. E daí tem uma de empresas, etc. Então, primeiro, esses observadores...

depois jornalista pra caramba, depois um país resolveu fazer um standzinho pra mostrar o que ele faz e daí veio uma empresa e aí, bom, virou uma grande convenção. Uma enorme feira. Feira, feira. Cheio de ideias, cheio de produtos. É, dá pra dizer que é uma folha de publicidade, né? Porque, por exemplo, a Vale tá lá fazendo uma grande campanha, né? A CCX Pesação da Copa e 30. Amiga, parabéns.

Obrigada. Excelente. Essa foi pra você. Excelente. Só que dessa vez de barco, né? Tudo. Vai tudo desembocar numa feira dessa. Virou um show. Virou. Um show em todos os sentidos, na verdade. Mas a Conferência das Partes ainda existe. Sim. Pelo amor de Deus. É isso, tá lá. Tá lá, tá lá, tá lá. Tem um pessoal. Então, hoje em dia você tem a Conferência das Partes, que acontece no que a gente chama de Zona Azul. Lá o pessoal entra com o cachazinho de...

de governo, ou de observador, ou de jornalista. Não tem outro cachalho. Só que no meio dos governos, observador, está cheio de lobistas. É lobista que não acaba mais. Em Dubai, que foi no ano... atrasado, a gente contou 2.400 lobistas no espaço. E provavelmente dentro das alegações nacionais também tinha lobista. Gente que não estava chamada de lobista. Lobista paisano. Não precisa nem do governo hoje em dia. Mas a gente conta de outro jeito. Vai contar que o cara é profissão.

O cara está representando uma associação de, no seu canal, do petróleo. Entendeu? A indústria nuclear tem estande lá dentro. Nuclear é a solução. Sabe? E assim vai. Então, assim, é uma enorme feira em torno dessa tal Zona Azul. Aí você tem a Zona Verde, onde é mais popular, que alguém pode entrar. E aí é outra feira. Uma feira mais popularzinha. Sim, é aberta ao público. Mas as empresas estão lá. lá, entendeu? Todo mundo que faz alguma coisa está lá também. E daí tem...

outros eventos. O Belém vai ser uma doideira que tem casas disso, casa daquilo. Tem as casas empresas, a casa da Vale, a casa do Bradesco, a casa de não sei quem. Estão todas com casinhas lá. Mas elas são patrocinadoras, mas não é do... oficial, né? Não, é a casa do Bradesco. A casa da Vale. Mas paga pra quem? Ela alugou uma casa. Não, não é oficial da Copa. Ela tá sacoclando aos eventos. Entendi.

Então, assim, você vai ter... Ainda mais com aluguel, que está lá em Belém. Só uma empresa mesmo. Exatamente. Você tem... a conferência, os governos negociando, você tem a tal feira de negócios e estandes, etc. Aí você tem uma zona verde mais popular e daí você tem eventos. E essas empresas estão fazendo muitos eventos. Alugar teatros, compraram casarões, reformar casarões, vai ficar tudo lindo. Isso é tudo uma distração? Isso é tudo uma distração. O que interessa é o que vai ser negociado.

Lá dentro. Não sendo poliana, mas a turma que está lá ao redor e vocês estão lá batendo a porta e a galera que estava batendo panela e todo mundo está batendo alguma coisa. Batendo bumbo na praça. Porque a avaliação que você tem é essa. A diferença da COPPA para outras organizações internacionais, encontros internacionais, é que tem muita gente lá e essa gente pressiona o pessoal até chegar a algum lugar, pelo menos. Você acha que isso não... Assim...

Não tô dizendo o lado bom da graça, mas, tipo, sabe, como é que a gente faz esse jogo? Como é que eu consigo levar muita gente lá? Como é que eu consigo ter uma presença importante lá se eu não botar a Mariah Carey subindo uma vitória régea? Essa é uma pergunta.

De verdade, assim. Mara, é nada com você. Nada, eu adoro ele, inclusive. Porque é isso, como é que eu vou tirar a pessoa de casa? Estou falando que, cara, o clima é muito difícil da galera se... Mas tem bastante gente, cara. Então é isso. Você acha que isso é uma coisa que... Tem bastante gente envolvida e até movimento social igual.

vida. Por exemplo, o governo indígena no Brasil entende exatamente qual é a questão do clima e sabe qual é o papel dele. E tem um papel muito ativo lá. E tem indicações concretas. Porque eles acreditam, e é cientificamente comprovado, que as áreas que são terras indígenas...

são muito mais preservados do que as áreas que não são terras indígenas. Então, eles são estoques de carbono, eles são guardiões da floresta, são guardiões da biodiversidade. E essa agenda deles, eles querem recursos para manter essas terras. Eles têm uma agenda lá. Os quilombolas.

aprenderam mais tarde do que os indígenas, mas eles têm uma agenda semelhante, e eles chegaram mais tarde no jogo, ainda não tem a mesma clareza, mas estão lá, e estão aprendendo, e assim por diante. Então você fala, às vezes é difícil convencer...

numa fala qualquer, um público menos organizado, digamos assim, mas quando você chega em públicos mais organizados, movimento indígena, movimento negro, movimento quilombola, a coisa começa a mudar de figura. Às vezes você começa a entender que agenda que é essa. Então, agora... Se você me perguntar, vai ser bom? A gente vai avançar?

nessa discussão, eu acho que a gente vai ter alguns avanços pouquíssimos em relação à tendência que a gente tinha no passado. Depois de Paris, depois de 2015, teve uma coisa de Paris e tal... Nós estamos fazendo 10 anos de acordo com o país. E discutindo o preço de hotel. É uma merda isso. É um acúmulo que a gente tem. Não, não é verdade. Não, eu acho que assim...

Falando sério, se não fosse o Acordo de Paris, não tinha automobilística elétrica que tem hoje. Se não fosse o Acordo de Paris, a gente não tinha investimento solar que tem hoje. Uma coisa que eu não tinha, por exemplo. Para mim, o Acordo de Paris era um flop, uma coisa que o pessoal entra, sai.

Quem entrou e saiu foi os americanos. E um presidente nosso aí. Que tem um... Ele não saiu. Ele queria sair, mas ele não saiu. Não deixaram logo o negócio. Então, como que a gente tem aí? Só que a gente pariza. Imagina, depois é uma coisa muito séria, você tem 197 países que se comprometeram a cada 5 anos de falar...

colocar propostas melhores, propostas não, promessas, melhores do que tinha anteriormente. Então, assim, lá em Paris, o pessoal falou, olha, eu vou reduzir tanto a minha poluição climática até o ano tal. Aí, cinco anos depois, eles tiveram que chegar lá e falar, olha, eu já fiz, eu não fiz, e agora eu vou.

apertar o tourniquete. Eu vou reduzir mais nos próximos 5 anos. Essa é a lógica do Acordo de Paris. Você vai revisando suas métodos. É uma coisa muito séria, na verdade. Só que ela está sendo um pouco... baleada nesse momento com essa ascensão da extrema direita. A saída de Trump. Ele está... Ele está ameaçando países que coloquem propostas mais avançadas. Vou tarifar você porque você não sei o que lá, entendeu? A coisa está muito séria mesmo. Então, o acordo de Paris é sério.

A gente tem resultados que não teria se não tivesse a Coríntia de Paris, está certo? Mas agora a gente chegou num ponto um pouco crítico nesses últimos dez anos, certo? Dez anos, muito bem. O que está crítico? Tem um princípio na conversão de clima? Essa é uma carta. Em 1992, aconteceu um enorme evento no Clima...

da ONU, no Rio de Janeiro. A época de 1992. É, 1992. E lá se assinaram três convenções, três acordos internacionais. Um falando de clima, um falando de biodiversidade e outro falando de desertificação. Certo? São... tentativas dos países de atuarem nessas três questões. Foi dessa convenção que saiu o Acordo de Paris muitos anos depois. Bom...

Essa convenção fala uma coisa, está escrito lá, é princípio da convenção. Tem um grupo de países ricos que são os responsáveis pela mudança climática. Ok. Ele é chamado lá no jargão, anexo 1. E tem um grupo de países que são países pobres, vulneráveis, que não fizeram nada.

para essa situação. Só tomar na rabeta. E o pior é tomar na rabeta, porque em geral são países que estão nos trópicos e a mudança climática é muito pior nos trópicos do que fora nos trópicos. Então aí bota assim, desde Brasil, grande parte da África, Paquistão... Nossa, as ilhas do Pacífico, países pequenos que estão sumindo, desaparecendo, porque o mar está sumindo. Bom, então, esses países seriam os nossos. Qual que é a diferença entre eles? Está escrito lá.

As responsabilidades em relação ao clima são comuns, ou seja, são de todos, mas são diferenciadas. Os mais ricos têm que... ajudar os mais pobres nessa jornada. Seja investindo para eles reduzirem as próprias emissões de casos de feitos de estufa, seja investindo em adaptação. Porque uma das climáticas está mudando tanto em alguns países que eles têm que mudar. O Tuvalu tá tendo uma comunidade local. É um monte de ilha.

baixinha, que é os atóis lá do Pacífico, certo? Com a elevação do nível do mar e com o aumento de furacões, ela está sendo devastada o tempo todo. Então, a Austrália está abrindo cotas para o pessoal de Tuvalu ir para lá. Eles estão aceitando 250 mil Tuvalu. por ano. Porque esse país vai ter que mudar de lugar. É como se a gente tivesse que mudar São Paulo. Então assim, essa diferença ela chegou num ponto super crítico, porque assim...

Fomos 10 anos nessa negociação do Corpo de Paris e de repente a gente tinha que discutir uma meta. Quanto é o dinheiro que os países ricos vão dar para os países pobres? E como vai dar? E para que vai dar? Então essa era a discussão que... Era para ter sido resolvida no ano passado, lá em Baku, que a última Copa, em 29, aconteceu no Azerbaijão, em Baku. E o ponto era esse. Quanto de dinheiro?

E ainda não foi resolvida, porque agora é a hora de botar a mão no bolso, entendeu? E nós botar a mão... Eu acho que esse parcial é o resolvido agora. Esse é um dos objetivos da COP30, a gente precisa resolver esse assunto. O governo brasileiro e a presidência da COP30 não queriam discutir esse assunto, porque...

O pepino é tão grande que ela é melhor resolver em Bacuça. Mas não resolveu. Ficou uma coisa absolutamente mal resolvida. Então sobrou para o Brasil. Então esse é um ponto. O outro ponto é existe a discussão já há alguns anos de... como você fazer um acordo na área de adaptação. Porque adaptação é assim...

Tá inundando muito aqui, eu vou tirar o povo daqui, vou mostrar lá. Ou vou construir parafitas. Certo? Vou dar um jeito da galera. Vou dar um jeito da galera sobreviver a essa situação nova. Só que... Você pega Moçambique como exemplo, pega Guiné-Bissau, pega a Bolívia. Não tem dinheiro pra fazer essas coisas. E eles não são culpados. Eles não são culpados. E a convenção diz que o rico paga pelo pobre.

Está escrito para todo mundo assinar isso lá em 1992. Só que agora não precisa de dinheiro. Primeira coisa, os ricos, a conta de quanto precisa, os ricos, 100, 300 bilhões de dólares por ano. A conta dos pobres. Seis trilhões de dólares por ano. O que você...

Eu já te dei 10 reais essa semana, você já gastou? Você quer mais? Ah, eu tô achando. É isso que o cobre não prospera. Exato. Vocês ficam gastando. Só pra terminar, eu acho que tem coisa pra resolver nessa COP30. A gente tem uma batalha. O trabalho... da presidência da COP30 brasileira está sendo muito bom. São gente profissional muito séria, Natônia, Antônio Corredo Largo, que estão liderando pessoas essenciais, boas, entendeu? A gente está tentando tudo.

O contexto é muito ruim, com Trump, com investimento em armas na Europa, ao invés de investir em clima. Nós temos um contexto muito ruim, mas a tentativa é grande. Mas há uma esperança. Sem deixar de dizer que tem a feira... De negócios. É, temos a feira de negócios. Visite os estandes. Eu queria... Vai ter festa em Belém também, de montão. Vai ser legal. Imaginar que você está numa reunião com CEOs e investidores.

Isso, agora, nesse momento aqui. O que você diria pra convencer esses investidores de que cuidar do clima não é custo? É esse novo modelo econômico mais justo e inclusivo que a gente... Eu diria, olha pra China.

QEAB

Veja o que a China está fazendo. Está certo. Sim, olha. Não que seja o melhor exemplo do mundo, mas olha para a China. Está certo? Olha... É um país que decidiu que vai liderar isso. E ela está perdendo com isso? Ela está ganhando. E muito. E abrindo mercado, né? E abrindo mercado, e conquistando mercado, certo e tal. Aí brilha o olho do senhor. Vai lá aprender o que eles estão fazendo. Interessante. Muito bem. Tá resolvido, então. China, patrocina o podcast. Qual é a boa? Qual é a boa?

Começa aí, Bia! Começo! Vou falar de uma animação na Lecflix chamada Hotel Assombrado. Tem 10 episódios estreou, tem muito pouco tempo. Eu e o Caio terminamos ontem de assistir. Mano... é uma animação de uma mulher que herda um hotel do irmão dela que morreu e aí ela convive com o irmão dela que é um fantasma junto com os dois filhos dela E ela tem que gerir esse hotel falido.

cheio de fantasma, porque todo mundo que morre lá vira fantasma lá e aí tem portal de demônio e aí a menina é muito espuleta e o menino é um adolescente cheio de hormônio e aí a qualquer momento a partir de agora alguém pode ser possuído, mas é muito muito, muito, muito engraçado. Um dos atores que fazem as vozes, pra você que gosta de Saturday Night Live que nem a gente, é o Will Forte. Ah, sim, sim. O irmão fantástico. Ele tá fazendo sua voz, né? Coitado.

É, mas é ótimo. Vai trabalhar de pijama? É, tá bom. De casa, né? Pô, é. Às vezes, se você tem um estúdio, você trabalha em casa. Isso. Eu, por mim? Enfim. Mas aí, o coitado do ator de dublar... Outra pauta essa. Hotel Assombrado, enfim. Dez episódios não é pra criança, tá? Acho que adolescente assiste de boa.

mas criança talvez fique impressionada exatamente, porque fique um pouco impressionada porque apesar de ser uma animação fofa, eu tava falando pro Caio que parece um pouco um desenho do Disney Channel assim Meio alterado. Só que aí quando os bichos são bichos, o bicho é feio. E o destaque vai para o melhor personagem dessa série, que é um demônio milenar que está incorporado no corpo de uma criança vitoriana, que é o Abaddon.

E ele é muito bom E é isso, é tipo Essas animações espertinhas e engraçadas Tem várias delas Mas é que esse tem um tipo de humor muito Muito bem imaginado, muito bem pensado e muito bem entregue todas as vezes. É muito gostoso e é a famosa série de almoço.

Que é o episódiozinho de 30 minutos. Você vai lá, assiste um pouco, dá uma risadinha boa. Hotel Assombrado está da Netflix de nada. Muito bem. Ó, eu vou dar um coia boa aqui, que eu ia deixar pra depois, porque eu ainda não terminei. Mas vou aproveitar toda a nossa conversa. Uhum. Que é um livro...

Chamado História da China, o retrato de uma civilização e do seu povo. Cara, não, é isso, isso é perigo. O livro deve ser... É um livro grande, é um livro grande. Isso é uma história. Quantos anos de história? Isso, cara... essa é a coisa mais você que já aconteceu quando este homem muito e quando este homem não está falando de documentários é porque enquanto ele está vendo os documentários ele está terminando uma chapa Isso é um livro grande. O Michael Wood...

Você vai falar, ah, o cara é britânico, né? Escrevendo sobre a história da China. Mas assim, ele contextualiza, né? É britânico, mas ele é limpinho, né? Não, ele é um cara... Ele pôs até em aparelho e tudo. Ele é... Ele passou durante muitos anos, ele é documentado... militarista ele passou durante muitos anos fazendo documentário sobre a China viajou várias vezes e tal ele resolveu Escrever um livro como uma espécie de biografia para contar desde o passado da invenção da China, digamos assim.

civilização mais antiga da Terra, e ele vai contar a história até os dias de hoje. Ele vai combinar histórias locais e as próprias viagens que ele fez para fazer esse relato de 4 mil anos. de história da China. E é super envolvente, porque ele é cineasta, documentarista, então... Sabe fazer. Sabe fazer, exatamente. Décio, você, qual é a boa? Não, então, eu ia falar de duas coisas, porque aquele livro que eu citei...

Vale a pena. Como que é o nome mesmo? Mercadores da Dúvida. Mercadores da Dúvida. Tem Mercham of the Doubt. Mas tem em português já. Ah, acho que eu já ouvi falar. É um livro antigo até. Agora que ele já veio, já contou o autor.

do livro e o preço, aí você já ouviu falar, né? Até quando eu falei em inglês o nome. Mas eu acho que esse é um livro que tem tudo a ver com o que a gente conversou aqui. E tem um outro livro que eu tô apaixonado, já mesmo não é um lançamento novo, que é o Defensa de Cor. se você não leu, cara se você não leu, você está perdendo tudo é o que é o momento agora, é o Brasil é isso é absolutamente fantástico, eu não vou nem falar o que é leiam

E se o seu tem 700 falhas, ele tem 900. 900. Mas dá pra ir ler aos poucos. Tá bom. Lê no Kindle que não dá... Não cansa. Já que eu tenho um amigo que ele comprou o físico. Mostrou, tirou foto, depois mostrou no fim dele. É isso, põe na prateleira aí. Gente, eu dei ele de presente pra um amigo. O cara falou, você quer fuder comigo? Eu vou ficar segurando. Vai valer a pena, cada parte. Muito bem.

Já quem está nesse papo nações e civilizações e futuro do planeta, eu sempre falo aqui que é o Adolfo Lips. Eu sou um infelizante. Ele fez que nem eu, né? é o product placement isso e aí a tinta da China publicou esse livro agora e me mandou de presente hoje tá mundo temático né a China tá ah é né tá em tudo né você vê é um soft power é exato

Mas não, essa tinta da China é outra história. E aí, assim, é muito legal receber presente de editoras, porque tem que comprar livro que é caro e porque eu adoro. Mas esse aqui, cara, eu achei que foi assim... aniversaria, sabe? A pessoa foi lá, parece que foi um livro gerado um algoritmo para chegar até a minha casa. Fiquei muito animado lendo e tal. Ele chama-se Antes do Início, do Ernesto Mané.

Você vai ter ouvido primeiro aqui, porque vai começar a bombar agora em tudo quanto é canto. Eu tô falando pra você comprar antes. Você já se adiantar nas rodinhas de conversa. Isso. É um livro brasileiro. O Ernesto Mané, ele é... Filho de uma brasileira branca e de um... De um originário da Guiné-Bissau que se radicou no Brasil. Pode ficar. Eu acho que você vai gostar desse livro, inclusive. E aí... A questão é que é um livro de no-ficção que ele vai...

Atrás das raízes dele, ele vai até a Guiné-Bissau e vai conhecer a família do pai dele. O pai dele, quando ele vai viajar, tá no fim da vida e, sabe, cheio de trauma, cheio de anguco. A questão de família é foda, né? Então ele não quer saber desse povo, ele não quer misturar, não sei o quê. Ele fala, ah, se você não vai comigo, eu vou sozinho.

E aí ele vai lá pra entender um pouco mais o Spy, pra entender mais um pouco o que é esse contexto de Guiné-Bissau. Guiné-Bissau com todos os problemas recentes que tem passado.

E aí tem um formato que é um formato, como eu fiz letras, uma coisa que é muito importante na história da literatura e que foi sendo abandonada, que é o diário de viagem. Então, realmente, todo dia sentar e falar hoje aconteceu isso, isso e isso. Foi uma coisa que formou. E aí você vê a importância, assim, como a gente não tem visto.

um diário de viagem agora nesse tempo, o que significa as implicações e tal. E é muito legal porque o Ernesto, ele é doutor em física, ele já tinha seu doutorado, ele já morava no exterior, morava no Canadá. quando ele vai fazer essa viagem. E lá ele começa a ver e fala, putz, eu vim aqui procurar uma coisa, só que lá a galera chama ele de branco. Por mais que ele seja negro, retinto, questão de negritude, branquitude, não é só nos Estados Unidos, é questão de cor. Nem no Brasil é.

É um defeito de cor, na verdade. Então tem toda essa questão de relação. Então não é aquilo que ele imaginou, mas é outra coisa. Essa coisa não é boa nem ruim, é só o que é. E de repente é a sua família. E aí, então é muito legal esse registro, você entende muito da cultura da Guiné-Bissau, que é uma cultura fascinantíssima e tal. A gente precisa se apropriar um pouco disso. Tem uma comunidade...

Da Guiné-Bissau aqui no Brasil, que a gente não tem muito acesso. A galera, muita gente é descendente, nem sabe. Tem uma dessa que tá eu. Então é incrível você entender um pouco as cores, como é que funciona. Cara, várias, várias... idiosintesias que é muito de África, assim, tipo, a família dele toda estudou.

Uma galera que tá fazendo economia. Aí tem uma cena que tem a prima dele. Que tava lendo um livro de microeconomia. A luz de vela. Porque não tem energia elétrica. Então coisas pra gente são muito básicas. E o sino superior que é difícil. Pra eles ela já não é tanto. Então são essas isocincrasias que falei muito.

a pena. E aí eu tava já muito animado, eu já ia dar como qual é a boa mesmo. Mas aí quando ele volta, e é isso que eu falo, assim, depois que eu li o Campbell e eu descobri que eu sou a reencarnação dele, a literatura, ela tá disponível pra todo mundo que quer se narrar.

Porque quando ele volta pro Canadá, primeiro que volta pra casa, né, que é a jornada do herói, ele percebe que ele não tem muita casa. Porque ele mora um pouco no Canadá, ele mora um pouco no Brasil, ele vai um pouco pra lá, um pouco pra lá, blá, blá, blá. E aí, é como se a civilização ocidental se vingasse dele, porque dá tudo errado, o vício dele é negado, ele não consegue entrar.

E aí ele vai encontrar a mãe, ele fala assim, ai mãe, eu acho que eu quero ser, sabe, me identificar com uma pessoa africana e brasileira. Ela fala, não, mas você não é filho de chocadeira, que sua mãe é brasileira lá. Vários problemas, assim, vários, vários, vários. E ele começa meio a se questionar, e aí quando ele tá lá...

Ele se lembra que uns anos antes, quando ele tava ainda na graduação, tinha começado o problema de cotas do Itamaraty. E aí ele prestou uma prova que alguém falou pra ele, ah, presta lá, porque você é inteligente, você vai passar, porque prova, você fez física, vai passar.

E aí até que foi bem, mas não deu muito certo, ele não tinha muito interesse em ser diplomata, não sei o que lá. E ele chega lá e fala, gente, peraí, tem alguma coisa. E aí ele começa a ir pro mundo, ele começa a falar, cara, esse mundo... Não é que ele ficou apaixonado pela África, ai meu Deus, e os abatas no meio da rua, não. Mas ele fala, cara... O que eu vi lá, do que eu tenho aqui, já não me serve mais direito. E aí eu não vou conseguir me... Eu nunca fui parte.

Que é o que pessoas negras sempre sentem que é. Eu não sou parte disso aqui, mas eu não sei o que fazer que não seja isso. E ele fala, cara, eu não sou parte disso aqui e eu vou acabar com essa galera.

Porque agora eu entendi que eu não sou parte, esse é meu poder. E aí ele volta, apressa de novo o concurso do Itamaraty, e ele agora é um diplomata brasileiro, com grande expressão no pacto, eu não vou conseguir falar isso porque eu não faço fono, no pacto de não proliferação de armas nucleares. Falou, porra!

muito... Depende muito da questão de ciência e diplomacia e tal, um cara de muita expressão. E aí ele vai tecendo um pouco esse relato. Eu acho que assim, quando eu terminei, óbvio que eu sou falador, né? Eu fui lá e mandei um textão pra ele, chamando ele de senhor, porque eu falei que pra mim era uma honra.

chamar um tipo, um mata-negro do senhor, diria pra ele diretamente, ele, não, não fala isso, deixa de ser louco. Mas, cara, é isso, assim, acho que é muito o tipo de coisa que tá acontecendo agora, das pessoas fascinantes que a gente tem no Brasil, que a gente não tá nem sabendo, acho que a gente esperou, muita gente esperou.

a Lélia Gonzalez morrer, muita gente esperou o Abdias do Nascimento morrer. Tipo, cara, vamos acompanhar uma figura muito interessante, tá chegando aqui agora, tá se expressando agora, e vamos desde o começo, tá com ela junto. Então, antes do início, Ernesto Mané, Diplomacia, África...

tudo que tem de bom e algumas coisas que tem de ruim. E é isso. Muito fácil. Fascinante. Gente da China. É, você viu? Você viu, cara? Um vendedor de... Um mercador de... Tremendo mercador. Isso, fome editora, mande livros. Muito bem. Então é isso? É isso, gente. É isso. Muito obrigada. Foi incrível conversar com você. Volte sempre. Valeu. Faça amor, não faça greenwashing. Tchau. Até semana que vem. Tchau.

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