¶ Intro / Opening
Esta é a nossa história na RDP África com Angela. Hello, Ana Paula.
¶ A Rápida Urbanização em África e seus Modelos
Da forte urbanização em África, aliás, é um fenómeno muito Mas importa referir para os nossos ouvintes que a urbanização no continente africano tem sido considerada um fenómeno fulgorante. É preciso ter presente que em 2015 472 milhões de africanos eram citinos. o que correspondia a um número 15 vezes superior ao da década de 50. Por conseguinte, tem havido de facto um aumento muito rápido e exponencial com diversos modelos.
Nós pensamos muitas vezes nas catapitais, nas metrópoles, mas na verdade há modelos também considerados bicéfalos. Ou seja, países que têm duas cidades muito importantes, policéfalos, como é o caso da Nigéria ou da África do Sul, são várias cidades, até as pequenas cidades. Em África tem aumentado, e os sistemas ditos macrocéfalos para nós é muito conhecido de Angola. Sabemos que a população de Luanda aumentou grandemente, imensamente, em poucas décadas.
A Tunísia também é apontada como um país que tem um sistema macrocéfalo. Até os anos oitenta. Tratava-se, como em muitos outros continentes. Exatamente, as pessoas abandonavam o campo e a vida nos campos que não achavam satisfatória e iam para as cidades e agora é diferente. E entretanto, em muitos países africanos também houve o fenómeno. dos refugiados e dos locados de guerra, mas não é assim? que foram para as cidades, entretanto...
As cidades africanas continuam a crescer até por causa das taxas de crescimento populacional, portanto, a natalidade é alta.
¶ Megalópoles Africanas e Assentamentos Informais
E surgiu no pós-independência um novo fenómeno urbano, também no continente africano, que são as megalópolis. Estas são poucas. Cidades que têm, no caso da África, mais de 10 milhões. Mais de 10 milhões de habitantes. Isso para mim já é uma grande confusão. Então não é? Nós aqui em Portugal não temos, não é? Temos no país todo. Mas então podemos apontar poucas, na verdade, são 4 lagos.
Cairo, Kinchaça e Joanesburgo. E podemos dar os exemplos a nível mundial, não é? Os mais conhecidos são Tóquio, Nova Delhi, São Paulo, por exemplo, entre outros. Claro que tudo isto, o crescimento urbano e sobretudo nestas megalópolos, intensificou um fenómeno que no período colonial era muitíssimo mais reduzido. que é o chamado, o surgimento dos chamados bairros de lata, ou como se diz, também assentamentos informais, não é assim?
No continente africano, de forma geral, este fenómeno era menos expressivo e menos visível do que, por exemplo, na América Latina. A América Latina era mais conhecida por ter estes bairros de lata ou acertas. As grandes favelas no Brasil, não é? Exatamente. Mas, entretanto, com certeza que a situação em África piorou muito. E no final do século passado já tínhamos, Ana Paula, 62% dos cidadinos na África Sul do Sahara a viver nestas condições.
62% No norte da África 13% Para dar a volta a esta situação e fazer com que as pessoas que parecem que vão permanecer nas cidades, por causa de tudo o que temos falado, não é só a situação agrícola, a desertificação.
¶ Desafios e Soluções para a Urbanização
todos os problemas ambientais que o continente tem vivido e Uma agência francesa, a agência francesa de desenvolvimento, calculou. Que na África azul do Sahara seria preciso investir 25 bilhões de dólares por ano. Nas infrastruturas nas cidades africanas insta, a sul do Sahara, para que as pessoas tivessem de facto.
Condições dignas, não é? Qualidade de vida. Sim, de habitação, é preciso ter águas, gotos, eletricidade, mas depois também é preciso ter empregos para pagar as contas, não é? Aí é que está aí que a porca torce o rádio, não é? Como se costuma dizer, e na verdade, depois da década de 80. Porque ocorreu a falência das indústrias que foram criadas no pós-independência.
para criar empregos. E também houve imposições das organizações internacionais que financiam estes Estados ou dos doadores, não é? A nível da contratação. Na função pública, dos salários e por todos estes motivos, de facto, a maior parte da mão de obra ficou empobrecida. Nas cidades africanas, de forma geral, E passaram a predominar grandemente as atividades ditas do setor informal e por conseguinte as pessoas também, desde a década de 80, não têm tido condições.
para resolverem por si próprias estas situações. E excusado será dizer, nas comunidades tradicionais africanas, no meio rural, as aldeias, ou como se diz por exemplo na Guiné-estabancas, tinham as suas próprias infraestruturas. E tenham a sua forma de organizar tudo isto, o saneamento na... Um saneamento com certeza moderno, europeu ou ocidental, mas tem as suas formas de organizar a gestão da água e etc. Por conseguinte, isto depois não ocorreu nas grandes cidades, não é assim?
Я обсудил дикаси. Спасибо, Анжела. До новых встреч.
