¶ Introdução
A relação mais clara entre a inteligência e os cinco fatores de personalidade dá-se com um fator que aliás em tempos chamou-se intelecto. A abertura à experiência, o openness, não é? Sabe-se que em comunidades muito fechadas em que existe elevada consanguinidade, o que é imédio tende a diminuir. Porquê? Exatamente por causa das doenças genéticas que se tornam mais prováveis. Muitas causas de deficiência mental estão associadas realmente a cromossomas recessivos.
And a probability of covenonsomes recessives aparecerem repetidos na mesma pessoa e manifestarem when the population geral temperature. One of the areas of the cérebance que se desenvolveu mais. Foi o lobo frontal e, portanto, foi a zona chamada zona pré-frontal. E essa é a razão porque nós olhamos para os chimpanzés e a testa deles é para trás.
É uma inclinada e nós, tem impressão que os simpasanos devem achar muito feios porque temos uma bola aqui à frente. Às vezes até há esta intuição das pessoas de que quem é bom para a matemática não é bom para português. Quem é bom em ciências é mau em letras. E na verdade, quando uma pessoa é boa numa determinada área, tende a ser boa em muitas outras áreas ou em todas as outras áreas.
Hola, yo soy José María Vimatel y este es el 45 Crón. Ela é inteligente, ele é pouco inteligente. E eu? Será que sou inteligente? Há poucos temas que nos interessem tanto como monitorizar o estado das capacidades mentais dos outros e, sobretudo, das nossas. Mas também há poucos temas que gerem tantos equívocos entre o senso comum e a ciência. A começar por o que é que é mesmo, afinal, inteligência. O termo que nos vem logo à cabeça, acho que a maioria de nós, tem duas letras, Q e I.
Só que essa associação esconde várias confusões fundamentais, como vamos ver. Neste episódio do 45 Graus, fazemos uma viagem pela forma como a psicologia científica tem pensado e estudado a questão da inteligência. A minha convidada é Maria João Afonso, professora, atualmente apresentada, de psicologia na Universidade de Lisboa e uma das maiores especialistas portuguesas em inteligência, personalidade, psicologia diferencial e psicometria, entre outros temas.
Foi uma conversa bem longa, porque este é um tema que, como vão perceber, tem mesmo muito que dizer, e mais haveria, na verdade. Nesta primeira parte da nossa conversa, que é a mais técnica, aviso já. Começámos por falar sobre o que mede realmente o KI e porque é que continua, apesar de todas as críticas, a ser um dos indicadores que melhor prevê resultados, seja na escola, no trabalho, na saúde e até em alguns domínios mais incómodos.
Isso levou-nos à chamada Perspectiva Diferencial da Inteligência, que tenta explicar, como o nome indica, as diferenças entre as pessoas e porque é que elas existem. Falámos de alguns autores fundamentais nesta área, como David Watchler, responsável pelas escalas de inteligência mais usadas hoje em dia.
E Robert Sternberg, um dos maiores críticos da visão tradicional da inteligência. A partir daí discutimos como os paradigmas da psicologia foram mudando ao longo do tempo, desde o behaviorismo, ou em português, o comportamentalismo. Que defendia que a psicologia devia limitar-se a estudar o comportamento que era observável, ou seja, as relações entre estímulos e respostas, como nos famosos cães de Pavlov. Até à chamada revolução cognitivista.
Que vai permitir à psicologia estudar o que se passa dentro da nossa cabeça enquanto estamos a pensar. Entramos também no famoso fator G, que é a ideia de que a inteligência corresponde a uma capacidade mental geral. Que faz com que quem lida bem com um determinado tipo de problema tenta também, em média, lidar bem com outros. É por isso que, ao contrário do mito, quem é bom a português?
Também tende a ser bom a matemática. Foi a prima parte della nostra conversa. Voltiamo a manhã con la seconda parte. Até lì.
🎵 Music
Procurava algum número em particular.
Sim, sou um 48 de peito. A 50 é de barriga. Quando expiro, quando inspiro, inverto.
Sendo assim, já sei o nome que precisa.
Vielen Dank.
🎵 Music
Faz toda a diferença, mas é mais simples do que parece.
🎵 Music
Untertitelung des ZDF für funk, 2017
Novo Banco, presente no meu futuro.
E demorou este episódio a fazer, mas aqui estamos, e por bons motivos, nós vamos falar de inteligência. E eu acho que se nós parássemos pessoas na rua para fazer aquelas coisas que se fazem às vezes em programas de televisão e perguntar, fazer umas perguntas rápidas e lhes perguntássemos o que é que elas associam à inteligência.
99% das pessoas falariam de duas letras, KI, quociente de inteligência, que é a medida mais conhecida. Obviamente que o QI tem muito que se liga. Portanto, o que é que nós O que é que nós podemos dizer do KI e como é que o KI liga ao que é inteligência, ao que é.
¶ O que mede o QI?
Esta área de investigação que tem que é grande e tem muitas décadas tem feito.
Ora bem, começamos por um bom ponto, que aí significa quociente de inteligência, para começar. Quociente de inteligência é um indicador- um índice de medida. Um pouco como os centímetros são um índice de medida de comprimento, ou os metros, os centímetros, os quilos são um índice de medida que se utiliza para expressar peso, utilizamos
Para expressar a inteligência, uma escala que se expressa em QIs. Hoje em dia o QI já não é precisamente um quociente, mas isso significa entrarmos em detalhes, talvez mais adiante possam ver a tal. O facto das pessoas associarem imediatamente a inteligência AKI vem de uma confusão que começo desde já a por tentar desfazer: a confusão entre o atributo medido,
E a forma como nós expressamos a medida nesse atributo. O atributo medido é a inteligência. A forma como nós expressamos as diferenças individuais desse atributo é então o KI ou uma escala. Que se expressem em unidades de QI, de quociente e inteligência. Portanto, ninguém confunde os quilos com o atributo peso.
Uma coisa são os quilos que nós olhamos para a balança de manhã e mais contentes ou menos contentes verificamos que temos. Outra coisa é o atributo que nós estamos a expressar através dos quilos, a mesma coisa para a temperatura, ninguém confunde os graus. Com a temperatura. Os graus são a forma como expressamos temperatura, não são o próprio atributo. Portanto, medir os graus, eu não digo que vou medir os graus, eu vou med a temperatura, expressá-la em graus centígrados ou em graus.
Fire Night, enfim, etc. Pois há várias escalas, aliás, o facto de haver várias escalas para se expressar mostra bem que a medida não é a mesma coisa que o atributo medido. Ora, o facto das pessoas associarem imediatamente a inteligência ao QI gera a confusão de que o QI é que seja o objeto da medida. E então as pessoas dizem, ai, eu gostava de medir o meu KI, eu quero medir o meu QI, quero saber qual é o meu KI.
Um dos grandes problemas desta formulação está em que o QI não é um atributo idiosincrático, estático e permanente das pessoas. Com um determinado instrumento, aferido para uma determinada população a que, supostamente, esperamos que a pessoa avaliada pertence, resulta. Portanto, é um indicador.
Uh
que tem muita relatividade, porque é relativo ao momento da avaliação, é relativo ao instrumento em que é obtido, é relativo com que o indivíduo está a ser comparado. E, portanto, é um indicador mais relativo que absoluto. Quando as pessoas associam o QI é a inteligência, e dizer eu quero medir o meu QI, geralmente isto vem associado a uma ideia de que o QI é qualquer coisa geneticamente determinado, e aqui já começamos a entrar noutro terreno. Não sei se é à altura, digamos já por aí.
Ou seja, está muito associada esta ideia que o QI é uma entidade quase que palpável que existe dentro da cabeça das pessoas que se mede com os testes de inteligência, como se fosse o atributo ou o objeto da medida. Quando na realidade ele mais não é do que um índice de metida.
Portanto, a primeira coisa que eu acho que é importante é desfazer esta ideia de que o QI é o atributo medido. O atributo medido é a inteligência. E os QIs medem a inteligência formulada de uma determinada maneira, ou seja, Os QIs são obtidos em testes que operacionalizam uma determinada forma de definir e de conceptualizar a inteligência.
Okay.
importantes, já lá vamos, já lá vamos, são importantes, sem dúvida que sim, porque os correlatos empíricos que a investigação tem mostrado Υπότιτλοι AUTHORWAVE Tem-se mostrado tão sólido, tão consistente ao longo do tempo, que até os detratores do QI, como seja, por exemplo, o Robert Sternberg, não são capazes de dizer que ele não tem valor.
Podem dizer que ele é incompleto, podem alegar que não cobre toda a gama do funcionamento cognitivo, mas não podem afirmar que é inútil e não vemos isso escrito em lado nenhum por alguém que tenha dois dedos de teste e que conheça a psicologia da inteligência.
Só interromper para quem nos está a ouvir, quando a João fala dos correlatos é o facto do que aí estar correlacionado.
Редактор субтитров А.Семкин
Com sucesso académico, sucesso profissional, até saúde.
Exatamente. Portanto, há correlações positivas mais ou menos elevadas. Portanto, vamos lá ver quando se fala de correlações. Também nunca estamos a falar, geralmente em psicologia não estamos a falar de correlações próximas de um. Já agora explicitar um bocadinho para quem nos está a ouvir que as correlações expressam entre menos um e mais um, sendo que o zero expressa independência.
Portanto, quando nós encontramos uma correla positiva, quer dizer que duas variáveis variam em consonância à medida que uma aumenta, a outra aumenta, e quando a correla é elevada aproxima-se de um. Não encontramos correlações entre o QI ou entre aquilo que nós já vamos falar mais adiante, provavelmente, o fator G. E critérios externos na ordem dos 0.90.95.
Porquê? Porque isto é tudo muito complexo e, portanto, nunca aquilo que os textos de inteligência medem poderia explicar em tão elevada proporção as diferenças individuais. Em critérios externos que dependem de uma multiplicidade enorme de fatores, não só cognitivos, mas também.
Quais são as corrões?
As correções divergem muito com o Santos. Externos. É comum as correlações na casa do ponto 3.4, o que significa já um valor preditivo bastante sólido. Isto significa que
Há já uma diferença incremental na predição do critério relativamente à escolha ao acaso. Portanto, se nós estivermos a predizer um critério baseado meramente em indicadores recolhidos ao acaso, E se compararmos isso com o valor dos indicadores de eficiência cognitiva global na predição desse mesmo critério, há indiscutivelmente o valor incremental.
Isto não significa que estejamos a falar de qualquer coisa que perdiz a 100%, porque se assim fosse, teríamos correlações da ordem dos ponto 80 e 0,90%. Pode haver correlações mais elevadas, mais baixas. Aliás, nesta área da perdição dos caracteres externos é extremamente importante. Não nos baseamos num olhar sobre estudos específicos.
E singulares, mas que nos baseamos em grandes estudos de meta-análise. E de facto, hoje em dia, não se fala dos resultados instaur, referindo só ao estudo A, B, ou C, mas sim a grandes studios or grandes. Escolhidas com critérios muito sólidos e com metodologias muito bem construídas, ou então aquilo que é muito rico hoje em dia que são os resultados da meta-análise. A meta-análise corresponde a um estudo.
Systemático dos resultados of a grand quantity of investigación, muchas veces realizada in países differents, com amostras diferentes, in varios níveis etares. I, portanto, o investigador, na meta-análise, vai procurar aquilo que są resultados systemáticos, ou suficientemente systemáticos, para poderem constituir. Como uma tendência que pode ser reportada de relação entre esta variável e aquela, por exemplo, entre o KI e o sucesso académico. Não há dúvida que há correlatos importantes.
não só do QI, medido especificamente por testes que produzem esse tipo de resultado, como também outros indicadores, não necessariamente o QI. É outra precisão que eu gostaria de fazer. Nem todos os testes de inteligência produzem como resultado um QI. O quociente de inteligência está particularmente associado à avaliação individual da inteligência com escalas de inteligência de aplicação individual, como são as escalas de David Wexler. E, portanto, nessas escalas obtém-se QIs.
Nos testes, tradicionalmente, não se utiliza esse tipo de notação. Não quer dizer que não se possa converter. Porquê? Porque o que é um resultado padronizado. É um resultado padronizado, portanto, é um indicador estatístico construído estatisticamente. A partir da definição de uma média e de um desgiopadrão, convencionou-se média sem desgiopadrão XV, isto foi uma convenção do próprio David Wexler, e, portanto, é uma escala que podemos.
Potencialmente, podemos pegar em qualquer teste cognitivo e transformar os seus resultados em QIs, mas não é costume. Nem todos os testes produzem resultados na forma de QI.
Explicando o que diz, no fundo o que se faz é normaliza-se o resultado do teste de maneira a que uma pessoa na média tenha 100, no caso cair 100, e uma pessoa que esteja um desvio padrão acima da média tem 115.
Uma que estejam um desviu padrão basta média, tem 85, depois algumas pessoas que estão lá mais para o extremo numa direção ou noutra. Nós estamos a assumir que as pessoas sabem, mas se calhar algumas pessoas não sabem, não é? Como é que são tipicamente os testes que estão na base dessa medida cujos resultados depois se normalizam estatisticamente, não é?
Normalizar é um dos procedimentos que se adota muitas vezes no domínio cognitivo. Por investigação, ter demonstrado desde os tempos de Galton que o desempenho cognitivo se distribui de acordo com uma curva normal. Todos os atributos humanos. Na verdade, A ver, isto é mais që se lhe diga, mas os atributos humanos, por serem multideterminados, ou seja, por serem dependentes de uma grande quantidade de fatores,
Acabam por seguir uma curva normal. Aliás, o próprio Galton produziu aquela chamada tábua de Galton, que mostra realmente como é que aquelas bolinhas que descem pela tábua de Galton se distribuem na forma de uma curva normal, mesmo sem. Sem mais nada. Portanto, no fundo, a distribuição normal é um grande paradigma que vem do Galton para a descrição das diferenças individuais.
O que acontece é que, às vezes, num teste específico a distribuição de resultados pode não ser exatamente normal e, portanto, há um procedimento estatístico que ajusta a distribuição à normal por uma questão de conveniência interpretativa. Por exemplo, os testes em que os resultados são expressos, com que aí são geralmente as escalas compósitas de inteligência, como são o caso das escalas do Exler, que são compostas por várias subtarefas, por vários subtes.
Essas várias subtarefas envolvem processos psicológicos supostamente diferentes, mas para o Excel constituíam todos medidas de uma mesma inteligência. Este é o conceito global do Excel. Portanto, estava a medir a inteligência de maneiras diferentes.
Fazendo intervir diferentes processos, mas porque eles trabalham todos de forma conjunta, aquele homem tinha umas intuições formidáveis para o seu tempo. Foi alguém que desenvolveu os trabalhos a partir dos anos 30, 40, 50, que teve algumas intuições que são hoje. David Wexler era de origem romena, mas estudou e os pais emigraram para os Estados Unidos, estudou e fez a sua carreira nos Estados Unidos.
Foi alguém que se interessou muito pela medida das diferenças individuais and Bellevue com adultos. Anos, início da década de 20, anos 20. Os instrumentos de avaliação que existiam eram destinados, tinham sido criados mais para crianças e tinham sido estendidos para a idade adulta. O que é que acontecia? Quando se utilizavam na idade adulta, havia vários desajustamentos. Desses instrumentos para a avaliação dos adultos. E foi isto que motivou o Exler ao grande empreendimento.
To create the prime escalas, the Exo Bellevue I and the Exabelle II, which show exactly because he desenvolved his Hospital of Bellevue. And these two tests destined to avaliar. as diferenças individuais de inteligência em adolescentes e adultos, portanto, destinavam-se a ser aplicados dos 10 aos 60 anos. Aos 60 anos, que era considerado um limite superior na época, bastante razoável. Eu também acho engraçado hoje em dia falar-se dos idosos com 60 anos, às vezes.
Na realidade, com o aumento da esperança de vida, naturalmente, que também tem vindo a aumentar o teto superior das escalas do Excel, que neste momento já anda na casa dos 90 anos. E, portanto, o Excel criou esses testes. Esses testes são compostos, como eu dizia há pouco, são escalas compósitas, porque são compostas por uma diversidade de tarefas.
E claro que há vantagem in poder estabelecer comparações no desempenho que a pessoa tem in those various tarefas. So nós deixássemos que as distribuições oftests. fossem espontâneas, digamos assim, tal como obtidas, não obtínhamos distribuições exatamente, precisamente iguais, todas tenderiam para a normal, naturalmente.
sobretudo em grandes amostras, mas não seriam todas exatamente iguais, e isso limitava a possibilidade de comparação. Não só porque a média podia não estar sempre no mesmo sítio, como também a variância não ser sempre a mesma nas várias tarefas. Ora, é por isso que a normalização é feita a nível dos subtestes. Todos os subtestes prestam numa distribuição normal com média 10 e de julio padrão 3.
And the soma dos subtests produce a distribution in which a média vai ser 100 e o geopadrão 15, in which it is a padronization of resultados com a média 100 and geopadrone 15. Representa, portanto, um ponto de referência relativamente ao desgiúpadrão 15. Foi baseado na evidência empírica que tende para 15, 16, anda por aí o desgiú padrão das distribuições.
Voltando à questão dos correlatos do KI, eu acho que era interessante dar um pouco mais de informação sobre isso, não é? Já há bocado falámos de como o CI, gostos ou não da medida, está correlacionado com uma série de resultados, obviamente, essa correlação não é um, como falámos há bocadinho. Que resultados são esses? E portanto, um deles tem a ver com o desempenho escolar dos alunos, não é?
Um clássico é a correlação entre os KI, e eu aqui não queria não queria agarrar excessivamente esta discussão ao KI, porque há outras formas de avaliar a inteligência. Ainda não falámos aqui das medidas de Fato G. E na literatura sobre esta área até evita um bocadinho especificar. O Fato G fala de desempenho cognitive global general aptitude, a notion global or an indicator.
Estes estudos são feitos com vários tipos de indicadores, desde que sejam indicadores globais de aptidão cognitiva, de desempenho cognitivo. Estas investigações não são feitas necessariamente apenas com. Que ISO apenas com medidas de fator gênio. Esta precisão relativamente à correlação com notas escolares é uma correlação clássica e as correlações com notas escolares mostram que de facto aquilo que é avaliado pelos testes de inteligência tem muito a ver.
As competências necessárias para o desempenho escolar, mas isso também não é de estranhar, porque foi daí que vieram os testes.
É quase circular em certo sentido.
Υπότιτλοι AUTHORWAVE Diz que os testes medem a inteligência que a escola sobrevaloriza, que é aquilo que ele chama a inteligência analítica, e a escola treina as competências necessárias para os testes de inteligência, portanto há aqui um ciclo fechado. Que, de acordo com ele, é aquele que gera a emergência do fator G. Portanto, ele diz que o fator G não é nada de geral, só emerge aqui como geral porque há aqui um ciclo que se retroalimenta.
É bem pensado e vale a pena tomar isto em consideração, mas isto não invalida que de facto. Os critérios educacionais que são tão importantes para o acesso à formação, para o prosseguimento de estudos, para o acesso às profissões, etc., é, em boa parte, predisível, preditível, predizível.
A partir dos indicadores de funcionamento cognitivo global. E në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në në
Я не знаю, я не знаю, я не знаю, я не знаю
Estes são particularmente importantes para.
Mas prevê outras coisas, é o que eu quero dizer. Portanto, a correlação com os resultados escolares, lá está, é mais ou menos óbvio, em certo sim.
Depois também há uma clara verificação de que, no espectro mais elevado, no espectro da direita, digamos assim, da distribuição, há muito menos abandono escolar, por exemplo. Há muito mais sucesso e, portanto, a graduação, a probabilidade de graduação das pessoas acabarem a terminarem as formações que começam é maior para as pessoas com mais elevados resultados nos testes de inteligência.
Também uma das definições de inteligência é capacidade de aprendizagem, potencial de aprendizagem, portanto, também não se surpreende. Depois há as correlações também com o sucesso profissional.
E há muitos estudos também nessa área que mostram o valor preditivo que a avaliação cognitiva global tem sobre outros indicadores, embora hoje, naturalmente, se tenha uma leitura, uma compreensão de que o desempenho Profissional é influenciado por um sem número de outras variáveis que faz com que nenhum empregador ou nenhum psicólogo que trabalha nesta área se contente hoje em fazer uma avaliação cognitiva dos candidatos para tomar decisões.
naturalmente, quer a complexidade dos próprios postos de trabalho, das próprias profissões, quer o conhecimento que nós temos da psicologia, da diversidade de fatores que influenciam.
O desempenho profissional, enfim, levariam aqui e esse não fosse o único indicador. Agora, que é um indicador o teu, sem dúvida que a investigação mostra que sim. Portanto, a avaliação feita, por exemplo, por supervisores é Tem correlação positiva significativa com os resultados obtidos em avaliações cognitivas globais. E, portanto, este indicador de desempenho cognitivo global consegue predizer a adaptação ao posto de trabalho e, inclusivamente, consegue predizer a flexibilidade.
O grau de flexibilidade na adaptação e, portanto, na mudança. O que é também uma coisa importante nos dias de hoje, porque já não se escolhe uma profissão para toda a vida, não é? E, portanto, também é importante tomar em consideração isso. Depois, já fez aí uma referência e é verdade, também vários indicadores na área da saúde e do bem-estar mostram poder ser em algum grau, em algum grau, e friso isto.
से बड़ीट
a partir dos resultados em instrumentos de avaliação cognitiva global. E, portanto, não só indicadores de bem-estar, de satisfação com a vida, de bem-estar subjetivo mostram ter correlações positivas com esse tipo de resultados, como muitos indicadores na área da saúde. Por exemplo, correlações com a mortalidade, é verdade, o risco de mortalidade é menor para pessoas com mais elevados resultados em testes de inteligência.
Mesmo que isto nos incomoda um bocadinho, é uma verificação empírica e friso mais uma vez. Nós estamos a falar de um estudo A, B, ou C, estamos a falar de estudos de meta-análise. Que vão buscar muita investigação com instrumentos diferentes, com variáveis, critérios diferentes e, portanto, em face disso, em suma, pode-se dizer. Claro que se percebe um bocadinho isto se pensarmos no conceito de literacia na área da saúde.
Pessoas mais inteligentes tendem a ser mais atentas e a recolher mais informação, organizar melhor informação, tomar decisões mais informadas relativamente à saúde, estar mais atentas aos sintomas e discernir melhor. Sintomas que podem ser significativos de sintomas que podem não tër importância nenhuma.
Há diferenças individuais nesta capacidade, mas é compreensível que a literacia na área da saúde ajude neste sentido e, portanto, La littérature fonctionne un peu comme une variable que modère ou que se
Sí, sí.
O mecanismo que se situa entre a inteligência, portanto, não é. Muitas destas predições não são diretas da inteligência para o critério. É importante compreendermos que é a inteligência que afeta outras variáveis que, por sua vez, são determinantes dos níveis do critério. Muitas vezes o caminho é indireto. E já agora acrescentava que a investigação também mostra.
Isto pode ser um bocadinho polémico, mas é objetivo. Há algum valor preditivo da avaliação cognitiva global para a predição da delinquência? Para a perdição das prisões, das pessoas têm das condenações, do número de condenações e até algum. Enfim, não quero ser aqui, estamos a falar de correlações positivas, de indicadores de tendência, nós estamos a falar de absolutamente. com todas essas ressalvas a ter de reincidência criminal.
Portanto, a avaliação cognitiva global mostra ter algum poder preditivo também a esse nível. Mas, claro, estaríamos longe, nos dias dois, de pensar que. trabalhar com variáveis critérios desta monta e desta complexidade, olhando para as diferenças individuais meramente no plano cognitivo.
Esse é um bom ponto e vale a pena fazer aqui. Que eu acho que às vezes a discussão neste tipo de temas cai num simplismo entre dois extremos, não é? Ou
Tudo é relativo, pois.
relativo, nada disto interessa na prática, que obviamente não é verdade e há esta investigação toda que mostra que isso não é verdade e depois o outro extremo que toma estas correlações como sendo um Quando se fala de uma correlação forte nas ciências sociais e humanas, Não só não é um, como não é perto de um, e muitas vezes é abaixo de 0.5, não é? Ou seja, uma coisa de 0.3 é uma correlação.
Já é uma correlação significativa, dependendo da dimensão da amostra. Porque a dimensão das amostras condiciona muito a significância ou não das. correlações. Quando uma amostra é muito pequena, naturalmente uma relação tem que ser muito elevada para nós acreditarmos que aquilo não aconteceu devido ao acaso.
E, portanto, há uma maior exigência. Quando as amostras são muito amplas, por vezes pequenas correlações já são estatisticamente significativas, e por isso nós também temos que ser cuidadosos nisso. Portanto, tudo isto. É relativo, mas é significativo.
Exato.
Pronto, acho que é esta a mensagem. É significativo e vale a pena darmos atenção e tem algumas implicações e aplicações práticas, não podemos cair realmente no extremo de trabalhar com isto como se fossem absolutos.
Exato, exato. E vamos ao fator G, que já veio aqui à baila algumas vezes. Eu acho que quem já tenha ouvido falar. Um pouco mais deste tema, já tenho lido alguma coisa, e portanto tenho ido um pouco para o lado do QI. O termo que surge a seguir é a questão do fator G. A ideia que eu tenho, eu vou-lhe-lhe dizer o entendimento que eu tenho, que não há de ser completamente perfeito, e depois, João. complementa com o que falta aqui. Do que eu sei do fator G, o fator G é uma dimensão...
¶ O "Factor G" e o que é a inteligência
Que surge quando se analisa vários medidores, várias medidas de inteligência que medem diferentes aspectos da inteligência, e quando se procura um fator único entre elas todas. Há um fator que emerge e que se convencionou a chamar o fator G, porque se entende ser um traço geral da inteligência que está aplicada a diferentes formas de inteligência a diferentes desafios práticos, não é? No fundo, é isto.
No fundo é isso. Já agora deixa-me voltar um bocadinho atrás. A bocadinha também passou por aí nas suas perguntas e depois acabei por ir para o outro lado, afinal que é isto de inteligência, não é?
Eu ia daqui para isso, mas pode começar.
Eu começo por isso, para entendermos um bocadinho a lógica de se chegar ao fator G. Ainda hoje há grande polémica em torno de, não vou agora por aí, não há propriamente uma concepção de inteligência, porque há de facto diversos paradigmas de investigação que, no fundo, assentam em diferentes entendimentos do próprio objeto de estudo, da pessoa humana.
O que é que é uma pessoa? Também podemos ir por aí. E, portanto, diferentes entendimentos do que é que é uma pessoa e do que é que há de estudar numa pessoa, naturalmente, conduzem a diferentes entendimentos do que é a inteligência. Eu gostava aqui, talvez, de introduzir, e volta ao Wexler, porque realmente não há dúvida que há alguém absolutamente incontornável. O Wexler dizia em 1975 que a inteligência é como a eletricidade.
Nós não observamos eletricidade, não apalpamos eletricidade, não conhecemos diretamente o olho nua eletricidade e, no entanto, conhecemos a bem pelos seus efeitos. Se neste momento as luzes se apagassem e a cama apagasse, tudo isto deixaria de funcionar e nós saberíamos que qualquer coisa deixou de funcionar, que está aqui presente neste momento. Para ele, a inteligência é como eletricidade em vários sentidos. Em primeiro lugar, porque é um conceito abstrato.
Por outro lado, porque a inteligência é conhecida pelos seus efeitos. E, portanto, se nós conhecemos a inteligência pelos seus efeitos, dizia ele, então ela pode se tornar mensurável a partir desses efeitos. Ora, a ideia que está aqui é então a ideia de que não podemos observar a inteligência, mas todos nós intuímos que ela existe. Nós utilizamos no dia a dia esse conceito.
A inteligência existe e manifesta-se no comportamento de várias maneiras. É porque nós observamos o comportamento dos outros e dizemos que aquela pessoa é inteligente. Ou dizemos que aquela pessoa é pouco inteligente. Ora, esta constatação da inteligência maior ou menor vem dos efeitos.
Ora, o percurso para se chegar ao fator G é então o contrário. É o dizer assim: a partir da observação de uma série de efeitos da inteligência de alguém sobre o seu comportamento observável, eu posso inferir qual o seu nível de inteligência. Vamos questionar como é que eu posso chegar ao que é este nível de inteligência. Então é aqui que entra exatamente essa lógica que expôs. Speerman foi o primeiro, no início do século XX, a observar que as correlações.
Entre desempenhos cognitivos, e ainda não podemos falar bem de testes, porque os textos estavam a emergir por essa altura. Ele observou isto em notas escolares, ainda em medidas relativamente incipientes, cognitivas. Ainda baseadas nos testes de Galton, nos testes mentais de Galton, de McKinquett, mas ele observou que essas medidas eram sempre positivamente correlacionadas. Às vezes até há esta intuição das pessoas de que quem é bom para a matemática não é bom para português.
Can I have a look?
Quem é bom em ciências é mau em letras. E na verdade, o que o Spirman verificou foi que. Quando uma pessoa é boa numa determinada área, tende a ser boa em muitas outras áreas ou em todas as outras áreas. Ou seja, quando ele pegava em amostras e agora passamos do plano individual. Para o plano mostral, and it's important esta question to pass, because the people as well confundem um bocadin's question that intelligence.
Nessas amostras, examinava todas as pessoas dessas amostras com uma bateria, com um conjunto de medidas ou de formas de avaliação, que ia avaliar o quê? Os efeitos, os tais efeitos da inteligência. A partir daí, e o Spirman estava fascinado com o coeficiente de correlação que ele próprio ajudou a elaborar, é o autor do coeficiente de correlação ordinal, não é? E, portanto, fascinado com o conceito de correlação, correlaciona. E observa este fenómeno, a que ele chamou o Positive Manifold.
Todas as tarefas cognitivas são correlacionadas positivamente. Porque que reia que não havia de acontecer que algumas tarefas cognitivas tinham correlações negativas com outras, ou seja, quem é melhor numa coisa é pior nautra, como é a nossa intuição.
E que está errado é curioso, já e vamos.
E não, o que ele verificou foi que as correlações são sistematicamente positivas e mais do que isso, significativas. às vezes muito significativas. Quando nós pegamos numa matriz de intercolações, por exemplo, dos subtestes de uma escala como a Vice or a Vissca, as escalas do Hessler, a Vice é para adultos, a Vice é para crianças, As correlações são todas de magnitude.30,40.50, 0.60.70. Chega a haver correlações entre tarefas da ordem de 0.70.
Ora, o que é que ele pensou? Era bom termos um método que nos permitisse olhar para este marco de correlações dentro de uma matriz que correlaciona um conjunto de variáveis com o mesmo conjunto de variáveis, é uma matriz normalmente triangular.
Cada variável tem correlação com cada uma das outras e se a matriz fosse retangular, repetia, porque a correlação da variável A com a B é exatamente igual à correlação da B com a A. Muitas vezes também excluímos a diagonal, porque a diagonal é a correlação de cada variável consigo próprio e que é por definição.
E, portanto, quando ele olhou para aquelas matrizes triangulares, verificou este efeito positive manifold e criou um método chamado Metas equações tétradas que permitiu demonstrar Que aquelas correlações positivas se deviam todas a uma mesma entidade latente, chamemos de assim, uma entidade latente, ou um constuto latente que era necessário para resolver todas as tarefas.
Parece haver ali uma capacidade, um fator geral, e é daqui veio o nome fator G, um fator geral que está na base do desempenho cognitivo em toda e qualquer tarefa. Então ele formou lá a teoria, uma teoria que é uma teoria bifatorial. Porquê é bifatorial? Então, se ele encontra um só fator, devia ser uma teoria unifatorial. Bom, porque as correlações não são de um.
Portanto, o Fato O G não explica todas as diferenças individuais em cada teste aplicado. Há uma parte das diferenças individuais em cada teste que se deve a qualquer coisa que é específica a esse teste. E, portanto, a sua teoria é de que o desempenho cognitivo. Yeah.
Substancial do fator G, mas em maior ou menor grau, consoante as tarefas. Há tarefas mais dependentes de G, que se dizem mais seturadas em fator G. Tem mais carga fatorial em G, há tarefas menos saturadas em G, menos dependentes deste fator G. Quanto menos dependentes as tarefas são do fator G, geralmente mais dependentes são das competências específicas para a sua execução.
E, portanto, depende mais do fator específico. Isto na teoria bifatorial original, depois há aqui algumas alterações que vão ser introduzidas mais tarde, mas que não vou entrar agora nesse pormenor, talvez.
Posso só fazer uma pergunta? Não resisto. Sabe de cor quais é que são as tarefas com mais? Peso desse fator G e quais é que tá aí em mente?
As tarefas que pesam mais no facto de regir são geralmente as tarefas que hoje chamam de inteligência fluida, ou seja, a resolução de problemas, a resolução de problemas novos, a aplicação do raciocínio lógico, etc. Aliás, isso levou. O próprio Spearman, já nos anos vinte, portanto, bastante mais tarde, toda esta história que eu estou a contar passou-se ali cerca de 1904, 1905, estava Spearman.
A trabalhar nisto em Inglaterra, e estava Bina e Simon em França a criar as primeiras escalas métricas de inteligência, portanto, ainda um bocadinho de costas voltadas um para o outro, mas no fundo a criarem duas linhas que acabaram por se cruzar. mais adentro, as linhas de desenvolvimento, a investigação e desenvolvimento dos testes que se vieram acusar mais tarde.
E, portanto, já nos anos 20, Spearman tenta identificar a natureza deste fator G. Quais são os processos mentais que estão na base deste fator G? Ele identifica essencialmente três grandes processos. Aquele chamou chama-se esta teoria da noegénese. São três processos que ele chamou de noegenéticos. Noegénico significa processo de criação do conhecimento. Portanto, são os três processos que estão envolvidos na criação de conhecimento.
Apreensão de experiências, que é a maior ou menor capacidade que os indivíduos têm para codificar os dados do problema. Agora já estou a usar linguagem da psicologia cognitiva.
A maior ou menor capacidade dos indivíduos para codificarem os dados do problema, para identificarem os dados relevantes e separarem dos irrelevantes. Pronto, um problema... E há diferenças individuais na capacidade que nós temos de isolar aqueles que são os aspectos cruciais para a sua resolução e aqueles que são aspectos acessórios.
Que não são absolutamente essenciais para a sua resolução. Chama-se isto a apreensão de despreças, a maior ou menor capacidade que os indios têm de fazer apreender os dados e codificar mentalmente esses dados. Depois a edução de relações. Às vezes as pessoas dizem educação, não é educação, é edução. Eduzir significa inferir. Inferir relações. Portanto, um aspecto crucial para Spearman, deste fator G, era a capacidade de estabelecer relações entre conceitos, entre ideias.
Portanto, olhar para 2, 4, 6 e pensar que o NestU. Portanto, eduzir a relação, encontrar a relação que une uma série de termos. A edução de relações considerava ele, que era a essência do Fato G. E a edução de correlatos. Correlatos agora usados num sentido um bocadinho diferente do que usei há bocadinho. Há bocado estava a me referir às correlações entre os resultados dos testes. Agora, os correlatos no sentido de uma vez que eu conheço uma relação entre termos.
E que conheço uma série de termos, eu posso completar essa série aplicando essa relação. Portanto, se eu lhe disser 2, 4, 6.
E disser qual é o número seguinte, vai-me dizer imediatamente que é 8. Portanto, aplicou a relação que extraiu ao olhar para 2, 4, 6, aplicou e encontrou um correlato. Ou seja, Esta capacidade de apreensão de experiências e adoção de relações e adoção de correlatos constitui então, na essência, de acordo com o Spirma, o fator G. Isto não teve grande impacto na altura, e sabe porquê?
Na altura, anos vinte, a psicologia estava dominada pelo pensamento peviorista, ando que estava dentro da Caixa Negra não era objeto da psicologia. O objeto da psicologia tinha que ser o comportamento humano, porque o comportamento era aquilo que era observável.
Portanto, o Spearman lançou uma semente em cima do cimento. Ou seja, ele realmente propôs aqui uma dilucidação ou uma descrição, uma identificação dos processos que estão na base do Fato G. numa altura em que não havia zeitgeist para isso dentro da psicologia e portanto só
Umas décadas mais tarde, depois, quando acontece a chamada revolução cognitiva, ou seja, quando os psicólogos começam a entender que os processos mentais, aquilo que se encontra entre o input e o output, tal como nos computadores, importa, também importa. Para a psicologia, então finalmente vão olhar para os processos mentais numa ótica de que conhecer cognitivamente alguém tem que passar pela compreensão dos processos que utiliza para a resolução dos problemas.
Então, aí de alguma maneira ressuscita-se esta ideia que já estava presente em Spima nos anos 20. Eu fico sempre fascinada quando vejo que estes pioneiros. Disseram coisas tão importantes, tão relevantes e que na altura caíram em saco roto, digamos assim, porque não havia Zeitgeist na psicologia para dar continuidade a essa linha. Mas, portanto, o fator G.
Foi entendido desta maneira. Daqui foi um passinho para, ponto 1, criar textos de Fato G. Ou seja, testes que permitissem, de uma forma muito direta, envolver a apreensão de experiências e adoção de relações e adoção de correlatos, entendendo-se que esses testes deveriam ser maximamente preditivos do desempenho numa gama muito variada de atividade.
Se de facto aquela matriz de correlações de partida chegava a uma entidade, a uma dimensão comum, preditiva, do desempenho em tanta coisa, então era valia a pena nós avaliarmos essa dimensão e predizermos. O desempenho em muitas atividades diferentes e, portanto, os testes de fator G têm essa característica de serem figurativos, serem de potencial.
E apelarem então para a edução de relações e adução de correlatos. Um dos tipos de testes de Fator G mais utilizado e que se revelou realmente um dos mais saturados em Fator G, são chamados testes de matriz. As matrizes são geralmente uma figura de dupla entrada, pode ser um quadrado, pode ser uma espécie de tabela de dupla entrada. em que existe uma regra de variação das figuras na horizontal e outra regra de variação das figuras na vertical, e falta compreencher uma das secções dessa matriz.
E, portanto, num primeiro momento o indivíduo tem que apreender os elementos que estão presentes e discernir aqueles que são relevantes.
A prevenção de experiências. Num secondo tem que encontrar a relação, quer na horizontal, quer na vertical, a relação entre os elementos para identificar qual a regra que está na base da sua variação e inferir Eduzir a relação e depois tem que aplicar essa regra para determinar qual o elemento que completa adequadamente a série, que normalmente é apresentada como resposta múltipla, portanto são apresentadas várias soluções.
e a pessoa escolhe das soluções apresentadas aquela que preenche adequadamente a figura. Os testes de Fator G tornaram-se, portanto, um dos instrumentos também preferidos, digamos assim, da avaliação. Da inteligência. Não produzem geralmente resultados em forma de QI, embora possam os seus resultados.
O que eu ia perguntar qual é a relação entre os dois.
Habitualmente, os testes de Fatogene não produzem como resultado um QI, mas é perfeitamente. Seria perfeitamente possível, mas quase que há um respeito pela utilização original dos QIs nas provas de avaliação, nas provas compósitas, de avaliação individual da inteligência, mas é engraçado porque nós depois encontramos aqui
Duas formas completamente distintas de avaliar a inteligência, já repagou? Uma completamente heterogénea, em que o que está na base é a ideia de podermos medir a inteligência de várias maneiras. Todos os subtestes, um subtexte de vocabulário, um subtexte em que se pede para encontrar a semelhança entre duas palavras, o que é que há de semelhante entre uma cadeira e uma mesa. Um subteste em que se pede para juntar peças para fazer um subteste em que se pede para
completamente distintas, aparentemente estão a medir coisas diferentes, and oxorre entendia que elas estavam todas a medir a inteligência. Ele recusava a ideia de diferentes formas de inteligência. Ele dizia que os meus subtestes não estão a medir formas diferentes de inteligência, estão a medir a mesma inteligência de formas diferentes.
E, portanto, há esta matriz de construção dos textos que é entender que, através da diversidade, vai pôr em jogo o funcionamento de uma grande diversidade de processos em interação e, portanto, o resultado global vai aparecer como a súmula de todo aquilo que emerge do funcionamento conjunto de todas essas funções cognitivas. Depois temos do outro lado os textos de fator G. Os textos de Fator G são homogéneos no seu conteúdo. O tipo de problema é exatamente igual.
Igual na natureza, do início ao fim do texto, vai sendo progressivamente mais difícil, o número e o tipo de regras de variação entre os elementos das figuras vai se tornando. plus complexe, les règles vont se rendre plus complexe, le nombre de règles envolvent va augmentant. E, no entanto, o problema é sempre o mesmo. Uma matriz em que falta uma peça. O que é que há para completar a matriz?
Portanto, temos duas formas qualitativamente completamente distintas e que, no entanto, ambas pretendem avaliar a inteligência como constuto global.
E hoje em dia, qual é que é mais usado? QI ou fator G?
Depende dos contextos de avaliação. A avaliação, contextos compósitos, é uma avaliação demorada. Porque os testes de compósitos de inteligência são de aplicação individual, como eu já comentei. E os testes de aplicação individual levam geralmente uma hora e meia, uma hora e quarenta a serem aplicados a uma pessoa. São, portanto, instrumentos que se usam privilegiadamente em contextos clínicos, em que há que avaliar alguém.
Para uma avaliação individual e num contexto de uma compreensão de um caso específico. Também em contextos educacionais, por exemplo, quando haja compreender as dificuldades. de aprendizagem, as dificuldades cognitivas de uma criança específica, mas, por exemplo, ninguém usa este tipo de testes para avaliação em contextos, por exemplo, de investigação com grandes amostras.
É difícil, por exemplo, na minha tese de doutoramento fiz isso porque por inerência do meu objetivo eu tinha que aplicar na mesma amostra um teste que representasse a visão tradicional, que foi a escala de inteligência do WhatsApp para adultos. E um teste que representava uma visão mais moderna de inteligência, que era o teste de Sternberg.
Meti ombros a essa tarefa, mas estamos a falar de amostras na ordem das centenas de casos, portanto eu nunca poderia ir para amostras de milhares de casos a fazer aplicações individuais de hora e meia ou de hora e quarenta, hora e cinquenta. dependendo às vezes das pessoas, porque muitos dos subtestes não são cronometrados, não têm tempo limite e as pessoas têm o seu próprio ritmo e por vezes as aplicações podem de facto demorar mais do que isso. Mas menos de hora e meia não.
Uma hora e um quarto, uma hora e meia, menos do que isso, geralmente não demoram se as pessoas tiverem um desenvolvimento cognitivo em que avancem bastante no teste. Portanto, claro que em contextos de seleção, em contextos de investigação, seleção profissional em que haja muitos candidatos para avaliar em pouco tempo.
Até mesmo em contexto de orientação focacional, em contexto educativo, em que haja que avaliar muitos jovens em pouco tempo, naturalmente que os textos de fator G são muito mais práticos de utilizar na medida que são aplicáveis coletivamente. Há uma instrução que se dá no início, há um ensaio que é feito em grupo de um conjunto de três, quatro itens para que as pessoas compreendam a tarefa e ensaiem a tarefa e depois.
Começam a fazer o teste e ficam autonomamente a resolvê-lo. Isso permite, às vezes, numa hora e meia, em vez de recolher um caso, podem-se recolher trinta.
Exacto. Eu queria voltar ao ponto que a João referiu há pouco dessa correlação positiva forte que existe entre o desempenho das pessoas em diferentes áreas. E é muito engraçado porque esse facto diverge, acho eu, da intuição de muitas pessoas.
Se calhar a maioria das pessoas tendem a achar isto é um comentário que a pessoa ouve frequentemente dizer as pessoas boas a matemática são piores a língua, e vice-versa. E esta discrepância é um caso muito engraçado. Eu estava a ouvir, eu acho que isto é um caso de um paradoxo estatístico de conhecer, que é o paradoxo de Bergson.
¶ Quem é bom a Português, é mau a Matemática? | . | Filme Rain Man
Imensas áreas, e que é quando nós achamos que há uma correlação negativa quando na verdade essa correlação negativa não existe, ou então ela até pode ser positiva. O exemplo clássico disto é aquele comentário do que peut être fait en relation aux hommes ou aux femmes, dépendant de ce que je faisais, que c'est du type, ah non...
Os homens bonitos são todos antipáticos. E os antipáticos... E os antipáticos são bonitos. Como se houvesse uma correlação. Como se as pessoas tivessem de compensar. De uma forma ou de outra. E eu aqui acho que acontece a mesma coisa. E a razão é a mesma. É que nós.
Επίσης, εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς εμείς Lembramos também de alguns casos, mas tendemos a ignorar-te que eram bons nas duas coisas. No voy a...
Tendemos a ignorar aquilo que não vai ao encontro das nossas expectativas. Nós sabemos a partir dos estudos de racionalidade.
A quoi ça peut-être impliquer qu'est-ce que ça me va au chambon ?
A correlação, sobretudo, é um indicador amistral e quando nós estamos a passar em casos individuais há sempre exceções. Claro. Há tendência geral. Lá está, caímos outra vez na tal verificação, que as correlações nunca são da ordem de ponto noventa. De facto, a tendência geral, o que significam as correlações positivas, é que a tendência geral é para quem é bom numa coisa é bom noutra. O que não significa que em casos individuais não aconteça.
De facto, uma pessoa é muito boa numa coisa e má noutra. Aliás, um caso extremo disto são chamados Savan, que foi uma coisa que eu até acrescentei lá porque não estava a contemplar. Os casos dos savã, antigamente falava-se dos idios savã. Idiot Savan são os idiotas sábios. É uma expressão que vem do francês. O que é que é isto idiota? Não é ofensivo, na realidade, quando
Foi inventadas, criadas, designações para os níveis deficiência mental. O nível de deficiência mental mais profundo teve-se o nome idiota. O nome idiota acaba por se tornar, numa palavra utilizável, quando se quer ofender a desenvoltura cognitiva de alguém e, portanto, o idiota e o imbecil, que é o nível seguinte, que foram dois termos inventados como termos técnicos.
Hoje nós não conseguimos levá-los a sério, nem se utilizam naturalmente, porque hoje em dia também evitamos tudo que seja retulagem. Portanto, o Moron, que era o primeiro nível de deficiência mental mais ligeira, depois o imbecil. E o idiota, eram os três termos que acabaram por entrar na linguagem comum como ofensas e, portanto, não são utilizados hoje, não só por isso.
Mas também é por isso. Mas os ideaux savam parece associado a esta ideia, a ideia de que pessoas com deficiência mental profunda podem ter uma capacidade destacada numa determinada área. Hoje em dia não se fala tanto dos idios savans, fala-se dos savants, porque não é absolutamente necessário que se verifique só nem pessoas que têm uma deficiência mental. Por vezes associa-se a ideia de que uma pessoa tem.
Por exemplo, uma capacidade de cálculo extraordinária. Diz neste momento que multiplico o número um número com 10 algarismos por outro número com 5 algarismos e ainda está a escrever a máquina de calcular para verificar se a resposta da pessoa está a segurar. E já a pessoa lhe deu a resposta, enfim, quase que por milagre ou por magia.
As pessoas que têm este tipo de capacidades completamente extraordinárias relativamente ao que é o desempenho comum da mente humana não precisam de ser necessariamente idiotas. Ou seja, portanto, chamados Idio Savan é um exagero. Não precisam de ser, geralmente, não é necessário que apresente, ou não é, não é necessário o que eu quero dizer, não é absolutamente comum.
Que apresenta necessariamente uma deficiência. Agora, o que acontece é que, quando as pessoas têm essa capacidade extremamente destacada, todas as outras merecem. Em comparação com aquela, e portanto há uma certa tendência, mesmo que a pessoa seja média noutras coisas, em comparação com aquela capacidade, aquilo é. Ora, este é um dos fenómenos que é um bocadinho difícil ainda e ainda não existe suficiente compreensão deste fenómeno.
Para já, porque a inteligência ou a áreas de funcionamento da inteligência não têm, não há prova de que tenham localização cerebral. Não podemos, é inadequado nós fazermos uma interpretação um bocadinho fenológica da fenologia de Gaal, não é? e pensar assim, ah, isto é esta pessoa, tem ali aquela zona que se desenvolveu mais, Galo até achava que depois aquilo formava uma pertuberância no crânio, que permitiria depois, pela palpação craniana, avaliar os talentos das pessoas.
E portanto, não há realmente fundamento para isso, a investigação na área da neuropsicologia. confirma muito mais a distribuição da inteligência por todo o cérebro, embora com uma maior incidência em determinadas zonas, mas a importância da conectividade. As correlações das medidas de inteligência com o funcionamento cerebral têm muito mais a ver com a velocidade de processamento e com a quantidade e a integridade de matéria branca, ou seja, da transmissão da parte dos.
Das células nervosas que transmitem os impulsos do que a ver com a sobredimensão desta ou daquela área do cérebro. Portanto, esta ideia de que os savãs têm ali uma zona do cervo que se desenvolveu mais é de facto inadequada. A verdade é que ainda não existe uma explicação cabal para isso e há pessoas que têm competências absolutamente extraordinárias e que se destacam da generalidade das outras competências, não só se destacam da generalidade das outras pessoas.
Como se destacam intraindividualmente da generalidade das outras capacidades dessa pessoa, e por isso há uma certa tendência para pensar. Да, было здорово.
Um filme conhecido sobre um savã.
é o Rain Man muitas vezes acontecem estas situações associadas a perturbações do espectro do autismo e portanto The case of Rain Man, excellently performed by Dustin Hoffman, was the case of someone who had the ability to calculate the probability and the application of it to the probability of the game.
Que o irmão rapidamente se apercebeu and tirou proveito disso. Mas há outras capacidades, por exemplo, qualquer pesquisa na NET permite localizar algumas dessas capacidades. Muito típicas são as capacidades de calendário. Eu pessoalmente conheci. um rapaz que tinha a capacidade de indicar qual o dia da semana de qualquer data do passado ou do futuro.
E portanto, se lhe dissesse assim: olha, eu gostava de saber, daqui a 3 anos eu faço 40 anos, quero fazer uma festa, que dia da semana é que vai ser? Ele disparava imediatamente qual o dia da semana. E isto, considerando que há anos bissextos pelo meio.
Ja, exakt.
Portanto, a capacidade de identificar são as capacidades relacionadas com o calendário. Há, de facto, pessoas que têm esta capacidade extraordinária de terem um calendário interno ao qual conseguem aceder automaticamente, imediatamente, em qualquer momento. E, no entanto, neste caso, estávamos a falar mesmo de um Idio Savin, porque era um rapaz com uma deficiência mental profunda, nasceu com o palato aberto e, portanto, com um problema congénito.
Que toda a gente achava. Outra coisa que derivava daqui é que sabia o aniversário, era a primeira coisa que ele perguntava quando conhecia alguém é quando é que fazes anos? E depois sabia de cor, e todos os dias de manhã, quando a que eu grava, dizia à mãe: hoje faz anos, este, este, este, este, este, ele sabia de cor exatamente as pessoas, mesmo que até às vezes não as conhecesse, ouvia falar de alguém, ai, quando é que faz anos? Ficava. Registava imediatamente na agenda dele.
Naquela data que aquela pessoa e no entanto era uma pessoa com uma deficiência mental profunda e que até mesmo a própria comunicação eu falava, mas falava com dificuldade. Outro tipo é a memória, outro tipo de idiota Havan, são aquelas pessoas que têm memória destacada visual. Olham para uma paisagem durante um curto espaço de tempo, durante um minuto, e aí a paisagem fica completamente fotografada dentro da mente deles e depois não conseguem reproduzir ao detalhe.
o capitel, a coluna, a cortina na janela, a pessoa que ia a passar na rô, tudo aquilo é reproduzido ao tal, como se tivéssem a olhar para uma fotografia. É também uma das capacidades extraordinárias. Uma vez vi um savante que conseguia dizer os números, as casas decimais, o número Pi até à enésima casa decimal. E então nós punhamos, enfim, nós, eu, limitada, tinha que ir à procura do número Pi e pedir o número Pi com e depois está a ouvido as casas da Fibonacci estavam todas.
Todas certas, portanto, sendo uma dízima infinita, ele ia dizendo por ali fora, até lhe dizer, olha, cala-te que já vim. Yeah.
E esses casos, sabe-se alguma coisa do que explica essa inteligência tão fulgorante nessas áreas?
Ainda se sabe muito pouco. Eu, infelizmente, não sei se por ignorância minha, mas também nunca me dediquei muito profundamente a este tópico. Mas daquilo que eu encontro na literatura, enfim, que de passagem vou lendo aqui ou ali, parece-me que há ainda muito desconhecimento relativamente à Talvez a neuropsicologia venha...
Venha poder esclarecer um bocadinho melhor isto, sei lá, a partir da memória. Muitas destas competências têm a ver com memória, capacidade de memorização visual, a capacidade de memorização das casas dessa imagem do número PI. capacidade de memorização do calendário portanto eu não sei se não haverá aqui a memória não é uma das minhas áreas de especialidade nunca me especializei muito nisso nunca li muito sobre isso não sei se não haverá aqui
Alguma explicação relacionada com o modo específico como funciona a memória nestes savants. A verdade é que é um para ir ao encontro da sua questão. De facto, estes desequilíbrios acontecem. Portanto, é natural que todas as pessoas conheçam alguém que é muito bom numa área e muito mau noutra. Isso não significa que quando nós pegamos em grandes amostras e correlacionamos, Não encontramos a tendência que de facto encontramos no sentido de que quem é bom numa coisa tende a ser bom nas outras.
E que fazem o dia final o nosso fator G.
João, deixa-me voltar à definição de inteligência que temos estado a falar e àquelas três dimensões, três dimensões, isto é, três tarefas, quer dizer, a questão de
Ah, é do santo forçando.
Exatamente.
Essa é uma definição específica, digamos assim, é a definição que Spigman dá na sequência da identificação do fato de G.
Mas continua a ser preponderante?
Como lhe disse, na altura aquilo caiu um bocadinho em cimento, em terreno árido, e, portanto, aquilo não floresceu. Ora, a psicologia cognitiva aparece então, não só quando havia ferramentas disponíveis para poder estudar os processos mentais.
¶ O que está por trás da inteligência? | Darwinismo | Inteligência enquanto adaptação |
E observar o desempenho cognitivo numa escala de milissegundos e analisar o funcionamento de diversas etapas. E, portanto, diversos processos envolvidos na resolução de uma determinada tarefa, e isto aparece então realmente nos estudos da psicologia cognitiva. Como também apareceu por causa da metáfora do próprio computador, não é? Porque até aparecerem os computadores dominava na psicologia, não vou dizer que toda a gente era comportamentalista ou bevilista, também seria um erro dizê-lo.
Que sempre houve reações ao comportamentalismo, e o cara até mecanicista do comportamentalismo dentro da psicologia. Mas havia ali um bocadinho um. Um dogma que só o comportamento humano podia ser observado, tudo o que estivesse dentro da cabeça humana nunca seria alvo de escrutínio direto, não podíamos ver a olho nenhum, não podia ser estudado. A partir do momento em que aparecem os computadores e há um input.
mas consegue-se discernir, não só discernir, como programar o que é que acontece entre o input e o output, claramente temos aqui uma metáfora que abre caminho a estudar o que é que se passa dentro da cabeça e a focar nos processos. Ora, para ir mais ao encontro da sua questão, de facto, estes três processos reaparecem.
Nos psicólogos cognitivistas, como é o caso de Sternberg na sua primeira phase of desenvolvimento de studios. In the decade of 70, Sternberg fez a tese de outer na University of Stanford. një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një një Poucas pessoas a resolver problemas típicos dos testes de inteligência.
É curioso, por mim, este parênteses. Ele aqui foi muito engraçado, porque sendo um que veio a ser um grande crítico aos testes de inteligência, mas a matriz de partida de toda a investigação dele veio dos testes clássicos e, portanto, ele Punha as pessoas a resolver problemas, por exemplo, como os problemas de matrizes, ou que ele até foi mais para os silogismos, havia testes também de silogismos, de pensamento lógico, etc.
Punha as pessoas a responder e procurava decompor a atividade cognitiva na resolução daquele item em várias etapas e verificar empiricamente que as pessoas passam por esses vários momentos. Ora, estes três momentos verificou-se estarem presentes, portanto, a apreensão de experiências, que se chama hoje codificação, a inferência, que é o nome que se dá hoje à edução de relações, e a aplicação, que é o que se dá hoje à edução de correlatos.
São três dos processos que o Sternberg veio muitas décadas mais tarde identificar na resolução dos problemas do tipo A está para B, como C está para. Portanto, nas afirmações A está para B, como C está para, e em que existem várias alternativas para D, para definir o que é D, o que é que a pessoa faz, começa para preender os elementos.
depois estabelece uma relação entre eles e depois emite uma resposta, escolhendo a alternativa que completa, aplicando a relação identificada entre os termos anteriores. Enfim, isto envolve outros processos pelo meio, não estou agora aqui a especificar demasiado, não quer que isto também se torne muito académico, mas envolve outros processos que não apenas estes três, mas estes três.
Aparecem lá e, portanto, isto significa que a abordagem cognitivista que vai emergir por volta da década de setenta, 80. Vem um bocadinho pôr fim ao dogma beviurista, e é engraçado que eu fiz o meu curso de psicologia na década de 70, portanto 77, e lembro-me muito bem do entusiasmo de alguns.
Professores com a emergência do cognitivismo e desta nova abordagem que alterava um novo paradigma de investigação, porque alterava o próprio objeto de estudo, já não era só o comportamento, eram também os processos mentais. E eu lembro-me do entusiasmo quando se comparava o cognitivismo com o bebêismo e se procurava mostrar como estávamos num.
E num admirável no mundo novo. É verdade que abriu portas a muito, muito, muito conhecimento, um conhecimento muito mais profundamente humano, sem dúvida. depois também bastante auxiliado e complementado pela evolução dos estudos neuropsicológicos e a possibilidade da imagologia cerebral, que hoje está também bastante utilizada para a investigação em consonância com o estudo dos processos mentais.
Eu estava a perguntar isto exatamente para perceber se essas três dimensões tinham mantido. E é interessante elas manterem se estarem lá presentes nos testes. E há também, por baixo disto tudo. Quase mais quisermos, mais biológica, ou seja, do propósito biológico da inteligência e evolutivo, da inteligência, sobretudo, como um mecanismo de adaptação a novos problemas.
Voltamos aqui ao que é a inteligência.
Exactamente.
Se calhar voltámos aqui ao que é a inteligência. Eu há bocadinho falei daquela metáfora do David Wexler de que a inteligência é como a eletricidade, pronto, e daí realmente que tenha manifestações comportamentais e que nós possamos depois inferir a partir das manifestações comportamentais qualquer coisa que podemos chamar inteligência, realmente a tal inteligência global ou inteligência geral.
Mas houve outras tentativas de definir a inteligência. Devo dizer que nós temos estado aqui, por inerência, temos começado pela ponta do QI. Temos de estado aqui a falar sobretudo da abordagem diferencial da inteligência. Falámos agora um bocadinho da abordagem cognitivista da inteligência, mas existem essencialmente sete grandes paradigmas de investigação da inteligência.
O biológico é um deles, também já aflorámos aqui um bocadinho, o cognitivista é o outro, o informacional, o diferencial, e depois há os outros paradigmas, ainda não falámos aqui do desenvolvimento da inteligência e do paradigma epistemológico. O construtivista e enfim, a antropológica, há muitas outras visões e outras, como lhe chamou esse término, outras metáforas.
De investigação da inteligência. Portanto, nestas diversas metáforas, naturalmente a inteligência é encarada de outras formas, é entendida e definida de outras formas. A adaptação apareceu muito cedo como característica ou como atributo desta função porque a investigação da inteligência veio do Darwin.
De facto, ao contrário do que se possa pensar, a investigação psicológica da inteligência não nasceu com a psicologia experimental. A psicologia experimental, que nasce na Alemanha por volta dos finais do século XIX. era pouco sensível às diferenças individuais, era pouco interessada, até porque as diferenças individuais obscurecem as legerais.
E aqueles primeiros psicólogos, na realidade não eram psicólogos, eram quase todos fisiólogos. Os primeiros psicólogos eram pessoas que vinham do estudo da fisiologia, especificamente da fisiologia nervosa, da fisiologia do cérebro, e essa foi a porta de entrada para a psicologia experimental. E, portanto, esses fisiólogos pretendiam estudar, ditar leis, mostrar que esta nova ciência era também uma ciência de merecia ter esse reconhecimento como ciência.
Como demonstrar que uma ciência é uma ciência se cada pessoa, cada participante de investigação reag de maneira diferente? Então eles até fazem uma coisa. que hoje entenderíamos como eticamente incorreta a investigação. Preparavam os participantes para a investigação. Para tentar uniformizar a forma como eles iam responder e, dessa maneira, poder melhor extrair leis gerais, porque, sem extrair leis, como é que nós afirmamos isto como ciência? Há, portanto, uma certa indiferença.
Destes primeiros psicólogos experimentais, não só por esta razão, mas também porque se dedicaram a estudar aspectos muito moleculares. as sensações, as percepções, etc., como objeto de estudo deles, por via da fisiologia, do interesse da fisiologia do cérebro, se sentou em variáveis extremamente moleculares,
Nas quais as diferenças individuais não são tão claras como nas graves amplas, como a inteligência naturalmente também não foi o objeto de estudo, a inteligência não apareceu. Então, de onde é que vai nascer o interesse pela inteligência? Vem da teoria da evolução das espécies indiretamente, e se calhar não estão indiretamente assim, pela influência que Darwin teve em Galton.
A teoria de evolução das espécies tem, no seu cerne, a ideia de que os membros de uma espécie são todos diferentes entre si. Eu às vezes digo aos meus alunos em absurdo, se todos os membros de uma espécie um dia fossem exatamente iguais, a espécie extinguicia rapidamente, porque qualquer alteração nas condições de meio não encontraria membros da espécie preparados para sobreviver.
Os dinossauros desapareceram. Não havia suficientes diferenças individuais nos dinossauros que permitisse que alguns dinossauros sobrevivessem, embora outras espécies tenham sido capazes de sobreviver a essas condições adversas. Portanto, é porque há diferenças entre os indivíduos numa espécie que há diferentes probabilidades de sobrevivência e diferentes probabilidades de passagem à geração seguinte das características.
E, portanto, toda a evolução se baseia em que aqueles que sobrevivem são os passos às características mais adaptativas para uma determinada. Um determinado contexto, uma determinada ecologia, e, portanto, na geração seguinte irá ser maior número de indivíduos adaptados àquele contexto. Ora, isto traz algumas diferenças individuais com um objeto de estudo.
Foi desde logo o próprio Darwin, when he screwed a second obra menos conhecida, mas com grande impact The Descent of Men, in which ele compara o woman with others of the conclusion that there are much common. E, portanto, esta teoria vai trazer ao Lume a ideia de que as diferenças individuais têm uma função adaptativa. Olha, esta função adaptativa acontece ao nível das espécies, na teoria de evolução das espécies, e por que não pensar que ela acontece ao nível dos indivíduos?
O próprio indivíduo tem uma parafernália de processos que pode utilizar para encarar as situações. E sobreviverá melhor na medida em que escolha os melhores processos para. Ou seja, esta matriz da teoria de evolução das espécies. Em escalas diferentes, vai influenciar de facto a investigação. Depois, há o caminho mais direto e que, mais classicamente, é referido.
A mim parece-me importante sublinhar este nexo entre as diferenças individuais e a adaptação que vem da teoria funcional das pecies, mas depois há o outro aspecto que é o que vem com o Galtanto. Galton era um estudioso, um curioso, arrisco-me a dizer um sobredotado.
I'm sorry.
E, portanto, o Galton era alguém que, independentemente de nós simpatizarmos ou antipatizarmos, no meu caso, vou mais para o segundo, com as ideias eugénicas. Naturalmente que há que reconhecer a genialidade que aquele homem tinha, porque ele dedicou-se a muitas áreas e era uma pessoa de uma curiosidade intelectual enorme. E Galton foi que acho que não foi por ser primo de Darwin, mas o facto de ser primo de Darwin provavelmente.
Deviam se encontrar nas festas de família, deviam conversar, evitou brincar, mas na realidade houve ali uma influência muito direta e Galton absorveu muito esta ideia de que as diferenças individuais São importantes para a adaptação e de que diferentes indivíduos têm diferentes probabilidades de sucesso em função dessas diferenças individuais. Interessou-se, portanto, pelo estudo da hereditariedade da inteligência.
E o estudo da idade da inteligência foi o que desputou, e voltamos aqui a um conceito do início da nossa conversa, o que desputou a criação do quesciente de correlação. É um orgulho para a psicologia, em particular para a psicologia da inteligência.
Que o coeficiente de correlação, que é hoje absolutamente central em todos os métodos de análise multivariada que se utilizam nas ciências sociais humanas, veio de onde? Do Sr. Galton ter querido correlacionar os resultados em tarefas de testes mentais, Entre pais e filhos, irmãos, irmãos gémios, etc. E, portanto, para associar, para estudar esta associação, e até que ponto é que havia realmente uma tendência de associação.
Foi os discípulos dele, Pixar e Spirman, que elaboraram matematicamente um conceito que ele logicamente concebeu.
E que ele percebeu que não ia para onde ele achava que ia, não é? Porque convergia para a média essas compilações dentro dos pais difíceis em vez de divergir, essa outra história engraçada. Ouvindo-o falar da questão da adaptação, eu lembro-me do episódio com o Paulo Gamamota, que entretanto já voltou aqui ao podcast, mas estou a falar do episódio antigo, em que ele disse uma coisa na altura que eu achei muito interessante, ele dizia que vinha a escutou a retratar a coisa bem.
À medida que as espécies foram tornando mais complexas, elas deixaram de vir tão programadas de raiz, digamos assim. Ou seja, os seres mais básicos, desde os unicolares até alguns multiselares. Estão como que 100% programados nos genes. Portanto, o comportamento deles está 100% programado. E depois, à medida que surgem espécies mais complexas, adaptadas a ambientes também eles mais complexos, eles já não vêm 100% programadas e têm o quê? A capacidade de aprender, né?
E se quisermos pôr, obviamente que isto é sempre controverso, mas pondo a espécie humana no pináculo dessa evolução, o que do ponto de vista cognitivo faz sentido, noutros pontos já não faz. A nossa é a espécie que vem menos programada de raiz. De facto, nós não somos um livro em branco, o cérebro de uma criança não é um livro em branco, mas tem um espaço imenso.
Para aprender, e é essa capacidade de aprender que depois dita a nossa capacidade de lidar com problemas diferentes, e a inteligência, no fundo, é isso: a nossa capacidade de Nos adaptar aqui a adaptação, outra vez, a problemas diferentes ao longo da nossa vida.
Sim, sim. Isso, enfim, fez aqui conexões com várias coisas e eu não quero ser agora confusa, mas. Uma primeira coisa que me ocorre a propósito do que acabou de dizer tem a ver com uma outra característica que hoje se atribui à inteligência, que é a flexibilidade funcional. A pessoa inteligente é a pessoa que não é rígida e cristalizada na forma como lida com as situações. Aliás, normalmente, um funcionamento rígido e cristalizado é como um relógio parado.
Enquanto está certo, duas vezes por dia, costuma-se dizer. De vez em quando aquele funcionamento é adequado à situação, mas se calhar na maior parte do tempo aquele funcionamento é inadequado, não é a forma melhor da pessoa lidar e, portanto, conduz a insucessos e conduz maus funcionamentos. Ora, esta necessidade da flexibilidade funcional, naturalmente, que é maior à medida que aumenta a complexidade dos contextos. Uma das áreas do cérebro amante que se desenvolveu mais foi o lobby frontal.
e portanto foi a zona chamada zona pré-frontal e essa é a razão porque nós olhamos para os chimpanzés e a testa deles é para trás, não é? É inclinada e nós, tenho impressão que os chimpanzés nos devem achar muito feios porque temos uma bola aqui à frente. Que forma aqui a zona da nossa testa. Porquê? Porque o cérebro humano desenvolveu, sobretudo, estas regiões. Portanto, as componentes do cérebro são as mesmas dos antropóides mais próximos e até de antropóides mais remotos.
Só que as regiões do cérebro que se desenvolvem, por exemplo, Esta zona pré-frontal do cérebro humano representa um terço do tamanho do cérebro. Nos gorilas representa só um décimo. Portanto, isto deve querer dizer qualquer coisa. A quantidade de conectividade, a quantidade de matéria branca, a quantidade de matéria cinzenta, com certeza que é mais, e sendo mais.
Porquê é que nós tivemos que desenvolver esta parte do nosso cérebro? Porque esta parte do nosso cérebro é absolutamente necessária para resolver os problemas de interação social. a interação social Pronto, muitos psicólogos da psicologia evolutiva admitem que a interação social foi o grande, em grupos complexos, foi o grande estimulador, o grande estímulo ao desenvolvimento da inteligência humana, tal como a conhecemos hoje.
Porque as pessoas foram expostas, os seres humanos cada vez criaram grupos mais complexos e existe uma correlação entre o tamanho do cérebro, o desenvolvimento da inteligência e o tamanho dos grupos sociais, mesmo quando analisamos outras espécies. Desta correlação mostra que houve uma grande pressão derivada da complexidade e do tamanho sucessivo. Ora, o que é que acontece? Quando os grupos aumentam, nós não conhecemos todos os membros do grupo. Se um grupo for pequeno,
Se calhar nós conseguimos facilmente utilizar um conjunto de regras para lidar com aquelas pessoas. Quando o grupo aumenta e se torna potencialmente Desconhecido, nós precisamos de dispor de ferramentas para, com flexibilidade, lidar com desafios indesperados. Ora, uma das hipóteses exatamente tem a ver com a aprendizagem que a Já Maria referia há pouco.
Que é a hipótese de Baldwin, que é a hipótese de que a capacidade de aprender a longo prazo facilitou imenso esta flexibilidade funcional, porque a possibilidade de nós aprendermos que com aquele membro, Aconteceu isto, guardarmos na memória que aquilo aconteceu, anteciparmos o seu comportamento. Isto antecipar, este comportamento é uma coisa mais complexa que parece. Eu antecipar o comportamento do outro tem a ver com a teoria da mente.
A teoria da mente é a capacidade de eu entender que não só eu tenho pensamentos, expectativas, etc., mas o outro também as tem relativamente a mim e relativamente ao meio. E contac com isso quando tomo decisões. Não admitir, e este é às vezes um dos erros racionais que se admite, que é que os outros não estão lá e não são suficientemente inteligentes para perceber, podemos falar no outro altura. E, portanto, esta capacidade de guardar na memória a informação sobre as interações passadas.
Com flexibilidade, lidar com as novas situações com base na experiência passada e naquilo que guardamos na memória é realmente uma das capacidades formidáveis que nós temos.
Terminamos aqui a primeira parte desta conversa. Continuamos com a segunda parte no próximo episódio, que sai já amanhã. Até lá!
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