Ana Domingos (parte 1): A ciência da obesidade: genes, calorias e mitos - podcast episode cover

Ana Domingos (parte 1): A ciência da obesidade: genes, calorias e mitos

Mar 11, 202645 minEp. 204
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Summary

A neurocientista Ana Domingos aborda a definição de obesidade, critica o Índice de Massa Corporal e explora a variação global da doença, destacando ilhas do Pacífico e o Médio Oriente. A conversa aprofunda-se nas causas genéticas da obesidade, a influência da endogamia e a descoberta da leptina, uma hormona crucial no controlo do peso. O episódio também desmistifica crenças populares sobre perda de peso, revela a adaptação metabólica do corpo e discute o surpreendente paradoxo da diabetes tipo 2 na Ásia.

Episode description

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Ana I. Domingos é neurocientista e Professora de Neurociência na Universidade de Oxford, onde investiga os mecanismos biológicos que regulam o metabolismo e o peso corporal, em particular o papel das redes nervosas simpáticas na queima de gordura e na obesidade. Formou-se em Matemática em Lisboa e Paris e fez o doutoramento na Rockefeller University, em Nova Iorque. O seu trabalho tem sido publicado em revistas científicas de topo como Nature e Cell e distinguido com várias bolsas internacionais, incluindo bolsas do Conselho Europeu de Investigação (ERC). É também membro da EMBO e editora-chefe do American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism.

_______________

Índice (1ª parte):

Como é definida a obesidade?

Limitações do IMC - Índice de Massa Corporal

Países do mundo com mais obesidade.

Causas genéticas. Leptina

O que são calorias? É possível medir calorias que gastamos?

Na dieta, é melhor perdermos peso lentamente?

Leptina e infertilidade 

Porque países asiáticos têm baixa obesidade, mas alta incidência de diabetes tipo 2?

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Transcript

Intro / Opening

B

Portanto, 70% da população daquele país é obesa. Quando essa horomona não existe, o cérebro pensa que não existe gordura. E quando o cérebro pensa que não existe gordura, ele vai fazer tudo. Para acumular gordura. A adrenalina efetivamente queima gordura de uma forma direta, só que não é um tipo de composto que se queira ter em circulação no sangue.

Sempre, a toda hora. O Labrador é um cão espetacular, especificamente porque foi selecionado pela sua lealdade, e a sua lealdade é proporcional à fome que tem.

Abertura e Preocupação com o Peso

C

Hola, mi nombre es José María Pimentel y este es el 45G. Provavelmente não há uma única pessoa desse lado que me esteja a ouvir que nunca se tenha preocupado em relação ao seu peso. E para muitos de nós isto é mesmo uma preocupação diária, na maioria dos casos, em relação a perder peso, ou seja, a emagrecer.

Daí que continua a crescer toda uma indústria em torno desta necessidade, desde subespecialidades da medicina, nutricionistas a personal trainers. Ao mesmo tempo, tem surgido nos últimos anos Novos tratamentos, desde intervenções cirúrgicas, a célebre banda gástrica, a novos medicamentos. Aliás, neste último ocorreu nos últimos anos uma verdadeira revolução com o surgimento de

Do famoso Ozempique, de que hoje em dia toda a gente fala, e muitos tomam, mesmo que, em alguns casos, as escondidas. Por isso, é um tema que estava mesmo a pedir um episódio aqui no 45 Euros.

Apresentação e Definição de Obesidade

A convidada é Ana Domingos, que é neurocientista, professora na Universidade de Oxford, no Reino Unido, onde investiga as causas biológicas da obesidade, nomeadamente os mecanismos que regulam o nosso metabolismo e o peso corporal. Nesta primeira parte da nossa conversa, Partimos da própria definição de obesidade, que não é exatamente o mesmo do que apenas excesso de peso, e fizemos uma coisa curiosa: que foi olhar para o mapa Mundi.

E tentar perceber o que é que explica a variação na obesidade entre países. Por exemplo, faz a ideia de quais são os países com maior incidência, que chegam a ter 60% da população obesa, e no sentido contrário, sabem quais são os países que têm menor número, os países mais magros, digamos assim.

A verdade é que muita desta diferença tem causas genéticas, que é precisamente o que a Anne investiga. Claro que, a nível superficial, todos nós sabemos, que o excesso de peso deve-se, essencialmente, a comermos mais do que gastamos. Mas isto esconde uma enorme complexidade, como vão ver, porque o nosso metabolismo pode variar sem sabermos bem porquê. E, além disso, como a convidada explica, é muito mais difícil do que parece conseguirmos contar as calorias que o nosso organismo gasta.

Falámos sobre as principais mutações genéticas associadas à obesidade e o papel da leptina, uma hormona com este nome estranho, mas que foi uma das grandes descobertas desta área. E falámos ainda, como não poderia deixar de ser, de dietas. Será que é melhor perdermos peso lentamente do que perdermos rapidamente? Será que isso é melhor para assegurar que não o ganhamos de volta? Ou é indiferente?

E falámos também sobre porque é que os países asiáticos são um caso meio paradoxal, porque têm muito baixa obesidade, mas na verdade têm, ao mesmo tempo, muita alta incidência de diabetes tipo 2. Quando no mundo ocidental as duas coisas tendem a dar demais dadas.

Se quiserem saber a resposta a esta e a outras perguntas, ouçam esta primeira parte da nossa conversa. Na segunda parte, que sai hoje já ao fim da tarde, passámos de comparar a obesidade entre países para perceber porque é que ela tem aumentado em quase todos os países ao longo das últimas décadas.

E, claro, pedi à Ana para explicar como é que funciona o famoso Ozempique. Que mecanismos biológicos é que explicam porque é que ele funciona tão bem e porque é que não havia um medicamento destes até à data? Espero que gostem, vemo-nos na segunda parte. Até lá.

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C

Ana Domingos, muito bem-vindo ao 45 graus. Para começar, o que é a obesidade? Como é que é definida?

B

A obesidade tem uma definição antropométrica, baseada em marcadores físicos, que têm em conta o peso e a altura. Portanto, é a acumulação de gordura e é uma acumulação de gordura que se traduz por um aumento do índice de massa corporal. O que é que é o índice de massa corporal? É basicamente o peso dividido pelo quadrado da altura, é um índice. Uh.

C

Muita gente conhece, não é? Porque é muito usado.

B

E existem umbral a partir dos quais se define um estado de obesidade. Esse umbral é um umbral que define o index a partir de 30. O peso dividido pelo quadrado de altura é superior a 30, aí está-se num estado de obesidade, pelo menos no mundo ocidental, portanto cá em Portugal seria 30. Se fosse na Ásia. Isto é igual à hipertensão, portanto, o valor a partir do qual, uma certa medida fisiológica que houvesse um índex, que nos permite fazer a monitorização.

Da fisiologia da pessoa, o valor a partir do qual é definido um estado patológico é baseado em tabelas atuariais, que são as tabelas que maximizam tabelas de valores, e é o ponto crítico a partir do qual Se sabe que a esperança média de vida fica comprometida ou fica mais curta.

Tendo em vista a maximizar esse valor, que é a esperança média de vida, chegam-se a outros valores das mais variadas medidas que se pode fazer do corpo, nomeadamente o índice massa corporal e isto aplica-se também à hipertensão e outro tipo de valores.

C

Eu limear estatístico, não ou seja, estatisticamente nos 30 é quando a coisa de certa forma inflete e começas a ter mais risco social.

B

Portanto, é um umbral a partir do qual se defina a obesidade. Imediatamente inferior a esse umbral, existe o estado de excesso de peso. Que também há um estado pré-patológico, tal como na diabetes também se tem um estado pré-diabético, ou como tal na hipertensão se tem um estado pré-hipertensivo, quando os valores da tensão arterial. Estão ali já a borderline, digamos, que não está ainda pastológico, but está meio que emandade. É nessa altura que as terapias de prevention takem mais sucesso.

Quando se deixa prolongar muita doença, e isto é uma coisa universal na medicina, quando se deixa prolongar muita doença, então reverter essa doença fica mais difícil. Portanto, intervenções terapêuticas attempadas. Antes que a doença esteja no seu estado de expressão maior, são as terapias que têm mais valor.

Críticas ao IMC e Métricas Reais

C

E por que é que não, eu acho que já sei a resposta a isto, que é provavelmente que é que seria mais complicado, mas Não seria melhor ter uma métrica que me disse diretamente a gordura em porcentagem do peso ou coisa do género? Porque o IMC, uma das críticas ao IMC, é que se eu amanhã aumentar a massa muscular, o meu IMC vai aumentar.

B

Exatamente, sim, isso é um bom é um bom apanhado. E, efetivamente, existem formas de medir gordura de uma forma muito objetiva, só que essas formas não se podem ser aplicadas à população em geral, porque não é barato. Portanto, existem formas que usam ressonância magnética. Que não é aplicável de uma forma barata.

C

Sim, e deve haver outra razão, agora o que eu estava a pensar é que, embora para um indivíduo tu possas dizer isto que eu disse agora, para mim ou para ti o IBC se calhar não é a melhor métrica para nós monitorizarmos o nosso Estado.

Mas na população em geral, estes desvios relacionados com mais ou menos massa muscular mais ou menos se devem anular, e portanto, quando comparas entre países ou uma população ao longo do tempo, provavelmente já não é tão relevante e podes usar o IMC como uma proxy relativamente.

B

E nomeadamente, quer dizer, quando entra uma pessoa pela consultoria dentro que tem muito músculo, isso nota-se logo, não é?

C

Exactly. Cảm ơn các bạn đã theo dõi và hẹn gặp lại.

B

Seu cor de confusão, ah, o meu IMC está muito grande. Será que é porque tenho muito músculo? Quando se tem muito músculo, vê-se logo, não é? Portanto, esses fatores que podem gerar confusão numa determinado tipo,

Mapeando a Obesidade Globalmente

C

E por falar em olhar para a pessoa, olhando para o mapa Mundi, eu acho que há duas maneiras interessantes para tentar mapear a obesidade. Uma é olhar. Para os países do mundo, como para os países do mundo, e outro é olhar para a tendência, já lá vamos, mas olhando para os países há uma variação muito grande da taxa de obesidade.

B

Efetivamente, há países muito gordos e países muito magros. Portanto, assim de forma curta e grossa, seria essa. E o que é que tu achas? O que é que achas? Qual é que é o país mais gordo do mundo? Não me faz.

C

Já tínhamos falado disso. Quem nos está a ouvir não sabe, mas eu já vi. A Ana mandou muitos slides onde eu vi e portanto eu vou dizer o que eu achava antes de ver.

B

Exatamente, que é o que toda a gente acha.

C

El país més gros del món és els Estats Units. Però no és ben així, no és?

B

Não é bem assim, efetivamente não é bem assim. This is really a fame that the Students have, they are sempre culpable to do, they tell the pior fame possible. But in reality, the estatísticas apunt from a reality different. These are the leaders,

C

Yeah.

B

E isto são dados que são baseados no World Health Organization, portanto, na Organização Mundial de Saúde, que tem esses dados. Disponíveis gratuitamente, que podem ser baixados no computador de qualquer pessoa, e foi exatamente isso que eu fiz. Os dados apontam que Os países que têm a maior prevalência da obesidade, e quando eu digo maior, estamos a falar prevalências da obesidade que vão na ordem dos 70%. Portanto, 70% da população daquele país é obesa.

C

Hangriver.

B

Ok, não estamos a falar dos um terços.

C

Yeah. Isso incluísse o chato de peso, então?

B

Sim, mas aqui é só mesmo a obesidade. A obesidade é a partir dos 30%, não é? Sim. Os países que estão no topo da tabela são países e pequenas ilhas tropicais que estão no Pacífico, portanto, entre os quais temos Samoa. Se calhar a ilha mais conhecida é a ilha de Fidji, que não está mesmo no topo da tabela. And efetivamente estes são os países que têm maior prevalência de obesidade mundial. Logo a seguir estão os países do Médio Oriente, portanto temos a Arábia Saudita, temos o Qatar.

E entre eles, misturados no Médio Oriente, temos então os nossos queridos Estados Unidos, para não variar tão ali misturados no Médio Oriente.

C

Субтитры делал DimaTorzok

B

E indo por ali abaixo, depois temos a Inglaterra, temos os países mediterrâneos, como seja a Grécia, que tem a famada dieta mediterrânica, a Grécia e Israel, que têm dietas mediterrânicas. Têm maiores índices de obesidade do que, por exemplo, a Holanda, onde se come muita batata frita. Eu tenho um marido holandês e sei disso perfeitamente. Eles inventaram a batata frita.

Bem, agora não vou entrar nessa discussão dos Países Baixos, que é quem inventou a maionese e a batata frita, porque ambos comem muita comida frita. E, no entanto, esses países têm indexes de IMC que são francamente inferiores a países como a Grécia, não é? Que são afamados pela. ...pela sua dieta mediterránica. E temos também a Itália. Portanto, a Itália, apesar de comerem muita pizza, não estão a se tomar conta disso.

C

ナダモン ナダモン

B

E Portugal não está ali muito longe dos índices. Mas quem está pior, pior, pior são estas ilhas que poucas pessoas conhecem.

A

Uh

B

Que estão lá do outro lado do mundo, relativamente a Portugal, são exatamente os antípodas do nosso meridiano.

Causas Genéticas e Endogamia

E que têm os maiores níveis de obesidade, e isto é um bocadinho surpreendente, não é? Porque é que os poca ontem, falando de referências culturais que são comuns nesta parte do mundo, que são mediadas pela animação. And a resposta tem um pouco a ver com a mesma razão que o Médio Oriente também está no topo da tabela, não tanto no topo da tabela, mas logo a seguir. Então imagina que estás numa ilha e já lá estás há muitas gerações, não é?

A

Uh

B

O que é que acaba inevitavelmente por acontecer numa população que está isolada? O que acontece é que os primos casam-se com os primos, não é? Chama-se, é um problema essencialmente de endogamia, de isolamento genético. E isso também acontece no Médio Oriente, não porque estão rodeados de mar. Mas por tão rodeados de deserto, e porque existe uma tradição, uma cultura de haverem casamentos arranjados e tendencialmente

Entre parentes. Portanto, existe uma consanguinidade muito, muito elevada. E quando existem consanguinidades muito elevadas, isso dá origem ao enriquecimento para doenças genéticas.

C

Desculpa interromper, Tana, mas que a conseguiu unidade dá origem a várias doenças é mais ou menos consensual agora. O que é que a consanguinidade há de dar origem à obesidade e não ao contrário? de déficit de peso. Por que é que há de depender para o chão?

B

É uma questão interessante porque é que existe um enriquecimento em mutações que dão origem ou ganho de peso em vez de ser ao contrário. É uma boa questão. Também existem mutações genéticas. Que deterministicamente dão origem ao contrário, portanto, pessoas que são geneticamente magras, que por mais que quererem abordar, não conseguem.

Mas não existe nenhum país ou nenhuma área geográfica em que se possa dizer que existe uma predominância deste tipo de mutações. As que estão estudadas são efetivamente as populações mais obesas. Aí se consegue-se dizer que existem mutações. e são muitas mais que aquelas que se pensava em existir há 20 anos atrás.

C

E foram estudadas geneticamente, ou seja, foi feito esse mapeamento entre.

B

Să vă mulțumim pentru că există un grup în Cambridge foi pioneiro nesta história de mapear as mutações genéticas que dão origem à obesidade infantil, portanto, quando um padrão da obesidade Se expressa logo a partir dos dois anos de idade, em que, francamente, esta criança não é normal, porque é muito maior do que os seus irmãos, ou que os seus vizinhos, ou que os seus primos.

In Inglaterra, existe a group that supervisiones families who have criances, and sujected a map genetic, and efetivamente encontraram-se muitas mutações. Maar in raten. Isto aconteceu em 1994, com a descoberta de uma mutação, que era a mutação do gene que codifica para uma hormona, que foi a primeira hormona que se descobriu. Como sendo central no controle do peso. É uma hormona que é produzida pelo tecido adiposo e que diz ao cérebro e ao sistema nervoso quanta gordura existe.

E quando essa hormona não existe, o cérebro pensa que não existe gordura, e quando o cérebro pensa que não existe gordura, ele vai fazer tudo para acumular gordura, e uma das coisas. Que o cara vai fazer para acumular gordura é comer mais. Portanto, ter apetite or a vontade incontrolável to comer, que é o que acontece à estas crianças when they chamber a consultório de consulta genética é uma vontade.

O Papel da Leptina na Fome

voraz de comer tudo que é patológica, não é? São insanciáveis, são insanciáveis, e uma criança, quando é insassável, o que é que ela faz? Berra, não é? Chora. As crianças, quando têm fome, Choram e coitados dos pais. Para saciar a sua criança, é claro que vão dar comida, porque é a only que a Cala. O que acontece é que os sinais de saciedade não são duráveis.

E a criança dali a meia hora está a chorar outra vez que está com fome. Portanto, isto é um inferno dantesco, não é? Ter uma criança em casa assim. Na Inglaterra, graças à estrutura de investigação que existe na Inglaterra, existem grupos, um grupo em particular, que é o grupo do Sir Steve O'Reilly e da Sadaf Rookie.

Que foram as pessoas que, depois de ter sido descoberta a leptina em retinhos, mewn gwirionedd yn ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol ymwneudol Que já ganhou imensos prémios, o Breakthrough Award, o Lasker Award, todos esses prémios que são topo de gama.

Depois de ele ter descoberto essa mutação no género que codificava para o hormona leptina, o mesmo gén foi descoberto em pedagris familiares que tinham este tipo de crenças. Eram crianças precisamente com pé de gries do Medio Oriente and viviam na Turquia. Entretanto, já descobriram mais Inglaterra e existem outros tantos espalhados no mundo essencialmente. de famílias com alto nível de endogamia. Com sanguinidade, mas a leptina foi só a primeira.

Fulcral na história da compreensão andro do peso. A leptina foi exatamente a primeira descoberta que inspirou. Muitos outros grupos, nomeadamente este grupo em Inglaterra, que depois descobriu in children, not only the mutation of the Leptine, but also a variety of genes that are related to the Leptine, that are mutated or that are used to the action of the Leptine. E que vão dar o mesmo. Portanto, dão origem. Vou usar um palavrão agora que é fenótipo. Dão origem ao fenótipo.

C

Um telavrão já é usado aqui várias vezes.

B

Dão origem ao fenóbios ou uma forma de ser tendencialmente obesa. E isso expressa-se no comportamento alimentar, mas não só no comportamento alimentar. Já existem mutações que foram. Que foram mapeadas e que dão origem a formas de obesidade que não estacular-se tão. con il comportamento alimentare, con la hiperfagia o con il comere demasiado. La hiperfagia è un altro termine che significa comere demasiado.

Desvendando o Conceito de Calorias

C

Μάτω, σήμερα, σήμερα, σήμερα, σήμερα, σήμερα, σήμερα, σήμερα.

B

Exato, isto é como as nossas contas poupança, não é? Das du zuma, ou gastamos, ou pomos lá mais dinheiro, ou gastamos mais dinheiro, e depois a taxa de juros que temos, ou o lucro que temos, é em função do que se gasta e do que se.

A

For a lot of them.

B

Na obesidade é a mesma coisa, portanto, existe um balanço entre o que vai lá para dentro, que é o que vai lá para dentro da forma de comida. e o metabolismo basal, portanto, quantas calorias é que estamos a gastar? Se bem que a expressão gastar calorias é uma expressão um bocadinho abusiva. É uma definição física e que basicamente vem da capacidade de um determinado tipo de alimento entrar em combustão.

Daí o calor, por isso se chama caloria, e foi uma definição introduzida pelo Lagrange e o Lavoisier, que faziam aparatos. O primeiro calorímetro era medido em mililitros de água. Porquê? Porque ele fez uma espécie de uma câmara, uma câmara fechada. que tinha um zestinho lá dentro e punha-se lá para dentro o que quer que seja, um pedaço de pão ou 20 ml de álcool ou de whisky, punha-se lá para dentro, fechava-se uma tampinha e na câmara exterior...

Portanto, todo o calor que era irradiado dessa substância que estava a arder, por combustão, emitia calor, e esse calor ia derreter o gelo, e depois cá em baixo havia uma torneirazinha, como se fosse o alambic, e emedia 100 ml de água. Quantas calorias é que tem um determinado tipo de substância? Portanto, isto é uma medição física, mas é uma medição. qui ne se traduit beaucoup biologiquement.

O equivalente de nós gastarmos calorias é uma caixa negra. É uma coisa que não sabemos muito bem, não sabemos muito bem quantas calorias é que gastamos. Quando estamos a crescer cabelo, ou quando estamos a crescer unhas, ou quando estamos a fazer. Processos biológicos: quantas calorias é que gastamos a inspirar e expirar? Quantas calorias é que gastamos quando agarramos? Num copo de água. E toda a acumulação de todas as coisas que o corpo faz é difícil de apontar.

Exatamente quantas calorias é que se gasta, mas pronto, temos proxis para essas coisas, e ao fim e ao cabo, o proxy que nós usamos é um proxy que é baseado em quanto. Quanto é oxigênio que consumimos e quanto dióxido de carbono é que exalamos. E existem máquinas que medem essas duas variáveis e agarram nessas medidas.

Põe dentro de uma fórmula matemática, anda matemática vai efetivamente calcular quantas calorias que gastamos num determinado tempo enquanto estamos a ser medidos por essas máquinas. Mas são proxies. São proxys e são proxys que usam fórmulas, que têm parâmetros, e esses parâmetros muitas vezes são assumptions.

C

Não consegues medir diretamente, tens de usar uma medida indireta.

B

Exatamente, é difícil de medir quanto é que efetivamente, sei lá, o nosso sangue tem células staminais, temos células terminais na. Na medula óssea, não é? E tudo isso custa energia, mas exatamente quantas calorias é que a nossa medula óssea gasta para se dividir ou para se renovar? Ou para crescer o cabelo, ou para fazer todas as funções biológicas que temos. É difícil. Sim.

Mitos e A Ciência da Perda

C

Até parce que un fenômené que salta déjà un fenômené que... Explica porque é que o exercício físico contribui menos para a perda de peso do que parece. Se tu passares de um estilo de vida mais ou menos sedentário para um estilo de vida ultraativo em que estás sempre a fazer exercício e vais lá duas vezes para ir ao ginásio, o teu corpo não vai consumir tão mais assim. Parece que estás a esforçar-te muito mais, mas há ali uns mecanismos de compensação que tornam isso muito mais difícil.

B

Sim, portanto, existem ideias que são populares. à custa da repetição, não necessariamente à custa de aplicação do método científico, que é um método relativamente recente, que é um método que permite. Medir e medir de uma forma controlada e tirar conclusões que são baseadas em medições. Agora, há muitas coisas que não foram medidas e existem muitos preconceitos relativamente a como se deve gerir o peso. Como se isso fosse uma coisa que se pode mesmo gerir.

Isto são ideias que estão muito agarradas à sociedade, precisamente porque a biologia do controle do peso e a medicina que está associada a isso é uma área relativamente recente. E se olharmos para a psiquiatria, existem outras ideias ou preconceitos que se têm relativamente a como controlar determinado tipo de processo biológico, na psiquiatria são processos da mente, não é?

Que estão associados a certas crenças que são crenças que vêm do passado. Na obesidade, e se fizermos um paralelo entre a psiquiatria e a biologia da obesidade, ou a medicina da obesidade, há aqui um gap de Sei lá, quase 100 anos. E ainda assim na psiquiatria existem estigmas. Existem estigmas que a pessoa, quando está doente e tem uma transação mental, tem-la porque quer. É a sua culpa, porque não tem força de vontade.

Ou que é preguiçoso, ou porque. E na obesidade esses estigmas existem por demasiado e existem muitas coisas. Existem muitos conceitos que se acreditam em existir porque os dados não estão lá. Por exemplo, toda a gente pensa que perder peso é uma coisa que se tem de fazer lentamente. Because if per lent, then no guns too rapidly. Muy 10 years, for a group who public scientific chamber Lancet, who is a revista dedicated.

Na area medicina, que agarrou in two populations of pessoas com obesidade andar rapidamente anda perder peso lentamente. Depois, quando chegou a hora de ganharem peso, ambas ao mesmo tempo, tudo ganhou peso ao mesmo tempo com a mesma velocidade. Este tipo de dados que são dados que estão disponíveis publicamente andam revistos. Por outros cientistas. Há aqui um tema de peer review que é inerente ao processo científico e que em muitas outras áreas não existe.

C

E é uma experiência randomizada, não é?

B

Exatamente, portanto, todos aqueles controles que têm-se que ter para não se chegar a conclusões enviesadas, esses controles foram feitos. E este estudo, basicamente, com uma medição aboliu uma crença. É diferente, portanto, fazer de peso rapidinho ou perder peso rápido, quando chega a hora de ganhar peso, ganha-se peso à mesma velocidade.

Adaptação Metabólica e Estigma Social

Portanto, existem muitas coisas pelo mundo fora, não pelo mundo fora, mas no mundo da ciência, que ainda estão um bocadinho ocultas. Portanto, existem dados, mas esses dados não vêm cá para fora. Nomeadamente... Existe muita manipulação da informação por causa dos mídias, não é? Só para dar um exemplo, aquele programa de televisão que era nos Estados Unidos chamava-se Big Brother.

Kā tamēs sāma Big Brother, nu ir? Portanto, jūs kriam a apērēnēs, kā mēs pērējās, kā mēs pērējās, kā mēs pērējās, kā mēs pērējās, kā mēs pērējās, kā mēs pērējās, kā mēs pērējās.

C

No, it's not all the biggest loser.

B

Não, não é The Biggest Loser, exatamente. Obrigada. Como vejo, eu não vejo televisão. Portanto, e esse programa cria esta aparência, porque o que existe é muita massagem de dados, existe uma forma de manipular a informação. Quando estiveram no programa perderam peso.

But the moment perhaps perhaps the capacity toimat calories, using the tale metric that is a proxy for the calories and involve Medir a quantidade de oxigênio que uma pessoa inala e a quantidade de dióxido de carbono que produz, e meter isso de uma forma matemática, e consegue-se arranjar uma.

C

no fundo o metabolismo das pessoas baixou também.

B

Hãy subscribe cho kênh lalaschool Để không bỏ lỡ những video hấp dẫn Desafiada. Desafiada, muito obrigada. O corpo da pessoa é desafiado para perder peso e a primeira coisa que faz é fazer uma reação a esse desafio.

C

Que biologicamente é compreensível, não é?

B

porque o corpo não quer gastar, não é? Exakt.

C

Faz sentido que a nossa autorregulação baixe muito a.

B

Υπότιτλοι AUTHORWAVE que trabalha num instituto nos Estados Unidos em Pennington. Isto foi um estudo publicado no jornal científico que se chama Obesity, que é um dos jornais de. The Nature was public in 2026, and O seu metabolismo basal também baixou e isto foi medido. E baixou e baixou durante seis anos. Portanto, ao longo de seis anos, as pessoas não voltaram a ter o seu metabolismo basal.

...sofreu de uma forma irreversível, quase. E claro que ganharam todo o peso, se não mais. Portanto, esta... Esta componente do metabolismo basal a controlar o peso é uma componente muito importante e não é só. O consumo alimentar que tem um papel importante. Portanto, há aqui duas variáveis. É que interagem, e uma é facilmente visualizável, se bem que nem sempre é medida de uma forma objetiva.

E a outra, então, sequer, nem sequer é medida, porque requer maquinaria que não existe ali na farmácia ao lado, não é bem como medir a pressão arterial. Portanto, existem muitas ideias por aí que são ideias que não são substanciadas por dados.

Correlação vs. Causalidade e Evolução

E estas ideias, ao fim e ao cabo, são criadas pela sociedade e não sabem de onde é que as ideias vêm. Há quem pensa que essas ideias de hipócrites e há pessoas que. Classic Hippocrates had already in his books, or in his compendium, Hippocrates is the father of medicine, and when we do the jurament socratic, or the jurament hipocratic... Quand nous licencions en médecine, nous faisons un jurament, que est un jurament hipocéter.

E ele já dizia estas coisas que são um bocadinho populares, se bem que Hipócrates não tinha à mão o método científico, porque o método científico só foi inventado muito mais tarde, não é? Mas ele já dizia coisas assim que as pessoas se querem perder peso.

Tem que fazer basicamente aquilo que as pessoas do biggest loser faziam exercício, não comer. Também diziam que tinham um bevinho, que é uma coisa que as pessoas acreditam que é. Que é bom para a saúde, apesar de não ser, e existem dados que dizem que não é. Também dizia assim disparates que tínhamos de diluir o vinho em água.

C

Havia uma série de prescrições.

B

Sim. Portanto, assim, estas mesinhas assim que Dormia numa camadura e não há dieta ainda que fale sobre isso, é que os japoneses bebem dormem todos numa camadura e tendencialmente no Japão as pessoas são relativamente magrinhas, não é? E aí está, entra-se num estado de correlação, em que muito facilmente, quem não tem o espírito do método científico, pensa que correlação é casualidade, e não é.

Não é? Portanto, só porque duas coisas são correlacionadas não significa que exista uma relação de causalidade.

C

É uma coisa muito típica, muito quer dizer em que esta área é muito preocupada.

B

Sim, as pessoas têm tendência a olhar para uma correlação e imediatamente extrair uma relação de causalidade. Não sei se será um defeito humano em que as pessoas têm a tendência a fazer isso, não é? Se é um reflexo. Ou se é mesmo, porque a cultura científica ainda está muito pouco inculcada na população em geral.

C

Olha, deixa-me voltar às Ilhas do Pacífico.

B

Vamos fazer isso.

C

E aquilo que estavas a falar há bocado, que eu, entretanto, lembro-te que eu tinha perguntado, ok, então a conseguinidade gera problemas genéticos, mas porque é que eles vão pender para o lado da obesidade? Na verdade, pensando um pouco, eu acho que chega à resposta à minha própria pergunta: que é: faz sentido que a evolução. nos tenha selecionado mais É um conjunto de.

B

mecanismos

C

De genes e de mecanismos que, depois, com pequenas mutações geram obesidade do que uns que gerem extrema magreza, por razões óbvias, porque, ao longo do nosso percurso evolutivo, o que tendia a haver era pouca comida, e portanto alguém que comesse de menos estava tramado e alguém que comesse de mais. Sim. O pior que podia acontecer era ser um pouco mais gordo.

B

Portanto, a obesidade é protetora do ponto de vista evolutivo numa situação de escassez. Exatamente.

Seleção Genética e Reservas de Gordura

C

Ou seja, quem tinha um pouco dessa predisposição, no fundo safava-se e isso leva-me a outra. Explicação para a obesidade nas ilhas do Pacífico, tu já deves ter ouvido e que eu achei interessante, embora não tenha a certeza que faça sentido, e estava um pouco relacionada com esta que era a lógica seria. Aquelas populações são populações que migraram em barcos de zonas vizinhas. Essas ilhas foram todas populadas.

Ao longo de séculos, por não se nunca sabe se foi deliberado ou não foi deliberado, mas foram pessoas que tiveram de fazer uma travessia no mar e aí a lógica era. Nessa travessia do mar, os sobreviventes dessa travessia do mar eram os mais gordos, digamos assim, antes de partir e, portanto, houve uma seleção genética, seleção natural, basicamente, durante aquele período que selecionou entre aquelas pessoas. Acho que tinham mais propensão para a obesidade porque foram os.

B

Exatamente, portanto, é o que se chama um bottom leck evolutivo. Em condições infra-humanas de pessoas de Angola para os Estados Unidos. para participarem na escravatura. Sim, quer dizer, pensa-se que sim. Porque nos Estados Unidos, na população dos Estados Unidos, a incidência de obesidade nas populações afrodescendentes é muito maior, é muito grande. Portanto, pensa-se que haja também ali um bottle elétrico evolutivo que tenha que ver com a seleção de pessoas.

Sobreviver à viagem e sobreviver a condições extremas de pobreza e de falta de comida, não é?

C

Ok, eso es interesante. Yo no sabía de ese caso, pero hace algún sentido.

B

As pessoas chegavam lá de barco, não é?

C

Claro, claro, é um processo de seleção. Faz algum sentido que populações que tenham tido de passar por condições. De falta, de súbita falta de alimento, no fundo é isso, tenham criado uma seleção a favor daqueles.

B

Mm.

C

Que começaram essa viagem, digamos assim, aqui nesse caso no sentido literal, mas noutros casos mais essa travessia no sentido metafórico, com reservas de peso, não é? Com reservas de gordura no fundo.

B

Com capacidade biológica para conseguir acumular essa gordura. Confere proteção.

C

Porque a pessoa hoje em dia achamos que a gordura é uma coisa má, mas a gordura são reservas de energia, basicamente.

B

Exatamente, e não só reservas de energia, como também produtores de hormônios. A leptina foi a primeira hormona a ser descoberta e que iniciou um campo que agora é gigante. Existem várias revistas científicas só dedicadas a este tema, ao tema do controle biológico do peso.

Leptina, Fertilidade e Lipodistrofia

A leptina também controla a fertilidade. E a ausência de leptina. Levam a um estado de esterilidade. E isso acontece não só em pessoas que têm a deficiência congénita da leptina e do seu receptor, Mas também em atletas de alta competição, por exemplo, que têm muita massa muscular, mas que não têm gordura quase nenhuma.

C

É por isso que eles ficam inferteis? É. Repõe fertilidade.

B

Põe completamente a fertilidade. Portanto, quando existem situações de vida em que a mulher não pode prescindir da sua profissão se é um atleta de alta competição e parar para engordar um bocadinho. Se calhar isso não é viável, mas a leptina também está aprovada para a reposição hormonal em atletas que têm a menor reia, portanto, que é o estado.

De esteridade de estes atletas de alta competição. E existem outras situações patológicas, como é o estado de lipodistrofia. Por outra razão, independente, estas pessoas não têm adipócitos, não têm as células que guardam a gordura. Pelo uso de hipócidos. E tem olhando para estas pessoas, até parece que estas pessoas são super musculares.

Não têm gordura nenhuma e vê-se logo o músculo ali ao flor da pele, não é? E estas pessoas têm. É engraçado porque são magrinhas por fora, mas gordas por dentro. Ou seja, têm a doença metabólica que têm as pessoas com obesidade. Têm diabetes, têm hipertensão, têm triglicéridos altíssimos. Um fígado super gordo, ao extremo de chegar ao ponto de si rose, estão cheias de apetite, estão sempre com fome, porque não têm a tal hormona leptina. Portanto, isto é outra condição.

que é a lipodistrofia generalizada, pessoas que não têm gordura nenhuma.

C

Há no YouTube um caso, um vídeo, desculpa, da PBS exatamente sobre esse caso, e é incrível. É um caso de um paciente que tinha essa doença e é exatamente o que tu descreveste. Ultramusculado, quer dizer, magro, mas com os músculos muito à vista, e ele depois tinha basicamente esse problema. E ele comia, portanto, como ele não tinha leptina, o organismo. sinalizava que ele devia comer, ele comia e como essa gordura não tinha onde se agarrar

E é para o FIG. Portanto, era o pior de dois mundos. Essa história é incrível. Fashion T.

B

Que é secundário à disfunção empática.

C

Exato. Deixa eu voltar à lista dos países, que isto é sempre um.

O Paradoxo Asiático: Diabetes Tipo 2

B

Okay.

C

Mas agora deixa-me ir ao outro ponto sobre o qual também tenho muita curiosidade, ao outro extremo, porque se nós fomos ao outro extremo... Sim. doentes, não é? Mas se nós olharmos para países Bem, eu não sei que eles tenham a maior prevalência de lipódistropia, de irmeás, não é?

Se nós olharmos, nós encontramos alguns países muito pobres entre os com menos obesidade, que não surpreende ninguém, mas também encontramos alguns países nada pobres entre os quais o Japão. O Japão é acho que o segundo país do mundo.

B

Mas que tem uma prevalência de diabetes tipo 2 altíssima, que está dissociada. No mundo ocidental, existe uma correlação linear entre a prevalência da obesidade e a prevalência de diabetes tipo 2, e sabe. Que isto não é só uma correlação, existe aqui uma relação de causalidade, porque a obesidade leva ao diabetes tipo 2, na sua grande maioria. Agora, esta correlação está completamente destruída. Na Ásia. Na Ásia, existe diabetes 2 in pessoas muito magrinhas, anda uma prevalência altíssima.

Antibiotico tipo 2 e obesidade não existe na Ásia, portanto, são pessoas diferentes. Não é só os olhos em bico, é também as outras partes do corpo. E da sua fisiologia, e da sua biologia, que é diferente, e isso também está a ser estudado. Portanto, existem também outras mutações genéticas que foram encontradas em Em populações asiáticas que estabelecem uma diabetes tipo 2, que é independente da obra.

C

E temos alguma ideia já sobre elas?

B

Existem nomes de genes e esses genos estão mapeados, mas ainda está por descobrir o que é que esses genos fazem dentro das várias células que existem dentro do corpo.

C

A relação entre obesidade e diabetes tipo 2 no acidente.

B

Agora, agora, porque é que a biologia dos ocidentais é diferente da biologia dos orientais, isso ainda não se sabe muito bem. Portanto, isso está a ser estudado. Começar por mapear genes é uma forma de angariar informação, porque conseguimos mapear genes.

C

podes studiar o corpo, podes studiar os processos biológicos no corpo e perceber Qual é a ligação entre obesidade e diabetes tipo 2 nos ocidentais e porquê que ela não acontece?

B

Ao limite de o que foi estudado é exatamente estabelecer esses processos fisiológicos que mediram, levaram à conclusão que a diabetes. Está dissociada the obesidade, porque metes o peso e metes-se uma função de um teste de tolerância à glucosa oral nestas populations reag de uma maneira muito differente.

C

Pôr a diabetes de lado agora e olhar apenas para a obesidade. Portanto, isto mostra que o facto deles terem uma baixa taxa de obesidade não é tão bom como possa parecer, mas ainda assim é a interessante a pergunta porque é que eles têm uma tão baixa taxa de obesidade? Temos alguma ideia? Se tem a ver com a alimentação, se tem a ver com a genética, basicamente.

B

The alimentação é difícil de discluir porque eles comem tanto arroz, não é? O arroz is aquelas things that tell immense calories. Não há nada establecido. Não pode dizer, olha, é isto aqui. Não dá para perceber. O que dá para perceber é que são populações que têm patrimónios genéticos diferentes. Isso está claro.

C

Pois é isso, é isso. Aliás, se nós olharmos para o mapa, a Ásia está toda. Portanto, nós aqui as ilhas do Pacífico é difícil de ver porque são muito pequeninas, mas o Médio Oriente parece muito carregado e os Estados Unidos também. O leste europeu também um pouco. A Argentina e o Chile, curiosamente. Sim. E depois a África pouco carregada. Claro. A África também.

Exceto a África do Sul e depois e a África sobre-sariana, ou seja, acima do Sar, mas realmente há Ásia, até parece toda muito clara. China, Japão, todos aqueles países ali do mar do.

B

Como a prevalência de diabetes. It's a tema interessant and existing people whose está dedicada a tentar perceber a difference. Certainly por causa do comportamento elemental.

C

Fica por aqui a primeira parte da nossa conversa, a segunda parte sai já hoje, ao fim do dia. Até lá! Este episódio teve a sonoplastia de Hugo Oliveira. Oiça e veja outros podcasts em expresso.pt e acompanhe-me em josemariapimentel.pt ou nas redes sociais. Até ao próximo episódio.

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